Arquivos Codemasters - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/codemasters/ Um pouco de tudo na medida certa Thu, 30 Jan 2025 18:02:45 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Codemasters - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/codemasters/ 32 32 Schoolteacher Simulator | Olha pra mim, eu sou o Onizuka agora! https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/01/30/schoolteacher-simulator-olha-pra-mim-eu-sou-o-onizuka-agora/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/01/30/schoolteacher-simulator-olha-pra-mim-eu-sou-o-onizuka-agora/#respond Thu, 30 Jan 2025 18:02:45 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=19284 O dia primeiro de abril de 2014 é uma data maldita para mim. O motivo, foi a data em que Goat Simulator foi lançado no Steam, e abriu as portas para simuladores meme serem lançados no mercado. Jogos que pegaram na carona do ha-ha, engraçadão e tals. Daí tivemos jogos como Rock Simulator, Bear Simulator […]

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O dia primeiro de abril de 2014 é uma data maldita para mim. O motivo, foi a data em que Goat Simulator foi lançado no Steam, e abriu as portas para simuladores meme serem lançados no mercado. Jogos que pegaram na carona do ha-ha, engraçadão e tals. Daí tivemos jogos como Rock Simulator, Bear Simulator e Bee Simulator, só pra citar os que lembro de cabeça.

Simuladores não são necessariamente uma novidade no mercado, digo, se você tem conhecimento de jogos para computadores britânicos, no fim dos anos 80, a Codemasters era a Rainha dos Simuladores. Faziam um jogo qualquer e colocavam “Simulator” na capa e lançavam. Duvida? Então vamos lá, BMX Simulator, Grand Prix Simulator, Professional Ski Simulator, ATV Simulator, Jet Bike Simulator, Fruit Machine Simulator, Pro BMX Simulator, International Rugby Simulator, Advanced Pinball Simulator, Championship Jet Ski Simulator, 4 Soccer Simulators, BMX Simulator II, Turbo Chopper Simulator, Grand Prix Simulator II e Pro Boxing Simulator, todos lançados entre 1986 e 1990.

Fora isso, jogos simulando coisas mundanas sempre existiram, antes mesmo da enxurrada de jogos meme iniciada por Goat Simulator. E o jogo de hoje, certamente é mais um deles. Você já pensou em ser um professor? Certamente não, sabendo que a categoria é mais desrespeitada que político brasileiro. Mas bem, um jogo pode transformar uma profissão banal em algo divertido, certo? Ao menos, essa é a proposta de Schoolteacher Simulator, lançado pelo desenvolvedor Eathrabaria no começo desse mês no Steam.


O Onizuka de Quintino

O professor John acordou cedo em uma manhã chuvosa, preparando-se para mais um dia de trabalho na escola. Enquanto ele tomava seu café, sua mente corria com ideias de como tornar as aulas mais interessantes para seus alunos. Mas não apenas John deve dar aulas, como julgar concursos, resolver problemas e andar de um lado para o outro da escola sem saber onde ficam os lugares.

Basicamente, é mais um daqueles jogos em que você só tem uma premissa básica e eu mais uma vez tenho que tirar um roteiro do rabo. Mas enfim, Schoolteacher Simulator é um jogo relativamente curto, que coloca você na pele de Eikichi Onizuka, se você tivesse jogado o Onizuka no Chat GPT, e jogasse o resultado disso no Chat GPT e repetido o processo dezenove vezes. Porque olha, o resultado é irreconhecível. E você vai conhecer os alunos e outros professores e diretores, mas todos eles não passam de personagens unidimensionais, cones, com a exceção de Jeremy, o aluno que só se fode. Afinal, ele é pego com um baseado no banheiro, tenta se matar pulando do topo da escola (e cai em um convenientemente posicionado colchão), explode o experimento químico da aula, fica enjoado em uma viagem de ônibus e canta um rap horrendo. Aparentemente, algum Jeremy fez bullying com o criador do jogo.


Seje um professor e se perca na escola

Uma das melhores coisas sobre o jogo, é que ele tem uma natureza de semi-mundo aberto na escola. Você pode explorar uma típica escola americana, exceto pela falta de tiroteios. E apesar da recriação ser um tanto estereotipada, lembra bem escolas dos filmes, pena que a exploração é confusa porque você não sabe onde as coisas ficam, então você pode demorar mais do que o necessário para encontrar os objetivos.

Apesar dessa natureza semi-aberta da escola, o jogo é linear. Tudo lhe é explicado, você dá aulas, detém um Bully, pega um aluno fumando no banheiro, dentre outras atividades. Num geral, dá pra classificar o jogo como um walking simulator de luxo… Bem, olhando as screenshots, luxo é subjetivo. Mas não há nada muito complicado na jogabilidade, WASD pra mover, e mouse, você pode correr e pular, nada fora do comum. Como um jogo, Schoolteacher simulator não tem nada demais, mas a bizarrice gráfica e as situações são o que dão a graça do jogo.

No geral, é um jogo curto, você é professor por uma semana, e infelizmente, em alguns pontos, o jogo simplesmente não dá informações completas (na hora de corrigir provas) ou corretas, além de quando certas tarefas são terminadas, vamos para a próxima em outro ponto, sem uma transição (um fade-out + fade-in resolveria esse ponto). O que segura o jogo é o humor, seja ele voluntário ou involuntário. Tem um momento onde o jogo parodia jogos de terror, num pesadelo do professor.

Definitivamente são gráficos já feitos

Os cenários do jogo são mais ou menos a melhor parte do jogo, já que a escola é decentemente feita, agora os personagens… Bem, eles são a maior fonte de humor involuntário, já que são algo peculiar, com alunos que aparentemente repetiram o ano 37 vezes, com nenhuma razão para as diferenças entre eles. Sem contar que são FEIOS PRA CARALHO. Jesus Cristo de cascainha, como são feios esses estudantes, parece que estou numa praia de Maricá durante o Carnaval.

Boa parte dos personagens do jogo tiveram suas falas geradas por Inteligência Artificial, com um patch lançado dia 11 de Janeiro adicionando falas gravadas por pessoas reais. O professor inclusive lembra um dos professores de Bully. Eu honestamente não lembro das músicas do jogo… Talvez eu tenha ficado louco.

Pelos memes

Se você tem apreciação por jogos bizarros e ruins, talvez considere Schoolteacher Simulator, custa R$ 16,99 no Steam. A todos os outros, use seu dinheiro em jogos melhores. A nota e recomendação desse jogo é apenas pelo fator bizarrice.

Nota Final: 7/10

Schoolteacher Simulator está disponível para PC e essa análise foi feita com uma chave fornecida pelo desenvolvedor.

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Porquê achei F1 23 desapontador https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/08/09/porque-achei-f1-23-desapontador/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/08/09/porque-achei-f1-23-desapontador/#respond Wed, 09 Aug 2023 03:00:37 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=14713 Esse artigo não é visado como uma análise do F1 23, porque já temos uma no site e eu de fato não joguei o jogo. Mas esse texto é resultado de uma observação de horas e mais horas de conteúdo criado por pessoas que jogam essa franquia desde que a Codemasters assumiu em 2009, e […]

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Esse artigo não é visado como uma análise do F1 23, porque já temos uma no site e eu de fato não joguei o jogo. Mas esse texto é resultado de uma observação de horas e mais horas de conteúdo criado por pessoas que jogam essa franquia desde que a Codemasters assumiu em 2009, e um pouco de preocupação que possuo com um produto que gostei por um bom tempo.

O fato é que F1 23 no geral, se você joga a franquia há anos… Acaba sendo um pouco decepcionante. Vou explicar os meus argumentos ponto a ponto de onde a Codemasters falhou com o jogo, e o único ponto positivo de verdade, se você vem jogando a franquia há anos. Sem mais delongas, vamos nessa. ALERTA: Esse texto contém spoilers do modo Breaking Point e do Breaking Point 2.

Reprodução: EA, Codemasters

Breaking Point 2 (Parte 1): A Codemasters ainda não sabe contar uma boa história de F1

Uma das minhas críticas no modo Breaking Point em F1 2021, era que Aiden Jackson, o nosso protagonista tem a profundidade de um píres, com Casper Ackerman roubando a cena (apesar do material promocional esconder isso), e Devon Butler sendo o babaca que sabíamos que ele seria (se você jogou F1 2019 no modo carreira começando na F2). Dito isso, F1 23 é uma história que tecnicamente vai do nada a lugar algum.

No fim do Breaking Point original, é deixado implícito que o protagonista teria uma chance em uma das três grandes, dependendo da sua equipe escolhida (Alpha Tauri leva a uma vaga na Red Bull, Racing Point/Aston Martin e Williams levariam a uma vaga na Mercedes, e Haas e Alfa Romeo levariam a uma potencial vaga na Ferrari), ou seja, você sai de uma equipe de trás/meio do pelotão pra uma equipe do topo. Mas, não é o que acontece, já que no Breaking Point 2, somos mandados para uma nova equipe, Konnersport Racing, que obviamente está atrás no Grid na temporada de 2022 e Meio do Pelotão na temporada de 2023.

E Aiden Jackson… Continua sendo o mesmo personagem genérico, com a adição de ser irritante porque ele acha que merece uma vaga numa equipe grande. Eles transformaram Devon Butler em um personagem menos irritante, por conta do caso de surdez que ele enfrenta em parte da temporada de 2022 e leva a sua saída da equipe em 2023. E temos, California “Callie” Mayer, a irmã de Butler… Que é uma personagem IRRITANTE pra caramba. Ela é o tipo de personagem que leva muita gente a criticar a escrita moderna dos filmes ou mesmo jogos, utilizando as palavras do Critical Drinker: “STRONG FEMALE CHARACTER”.

Ela tem a mesma arrogância que vimos em Devon, só que ao contrário do Devon, que sofre adversidade através de adversidade (O acidente em Abu Dhabi em F1 2021 custou a equipe dele o lugar no Campeonato de Equipes, e a possibilidade de surdez levou a sua aposentadoria precoce), Callie não sofre consequências pelos atos. Ela vive entrando em atrito com Aiden, se recusa até mesmo a estar na mesma sala com o pai (ela tem problemas com o pai, compreensíveis, mas uma falta de profissionalismo é INADMISSÍVEL em uma equipe de F1.) e é unidimensional do começo ao fim.

Essa é a dificuldade do Braking Point 2

Breaking Point 2 (Parte 2): Ainda é muito fácil

Uma das mudanças do Breaking Point 2 em relação ao anterior, era que no original, não havia seleção de dificuldade e agora possui seleção de dificuldade. Em teoria, algo bom. Porém… Não me parece que a dificuldade no Hard é tão difícil quanto o nome diz. Diversos criadores de conteúdo colocaram a dificuldade no mais difícil, e ainda assim, cumpriam os objetivos com bastante antecedência.

A coisa era tão fácil que Jarno Opmeer, campeão de 2020 e 2021 do F1 Esports Championship abriu tanta vantagem numa corrida do Breaking Point que ele fez um pitstop e trocou o pneu pra pneu de chuva e ainda manteve uma larga vantagem. Para os desinformados, o pneu de chuva tem menos aderência por conta das reentrâncias (que escoam a água em provas com chuva), e desgasta rápido em pista seca. Ele pode ser campeão da categoria no eSports, mas ele (assim como os outros pilotos de esports) pilota sem assistências como frenagem e tração.

Não seria melhor se tivesse uma maneira de calibrar a dificuldade aos poucos, permitindo o jogador ajustar a dificuldade ao seu nível de habilidade? Não, pera, ISSO EXISTE NO MODO NORMAL DE JOGO.

Reprodução: Illumination

My Team Career: NADA MUDOU, EXCETO…

As mudanças que a EA tanto alardeou em press releases (e inclusive apontadas na nossa análise) não passam de ajustes naturais que são esperados de um ano pro outro. Elas não mudam nada no jogo. Um jogador casual não notaria as mudanças, e um hardcore só nota que é esperado. É um jogo esportivo, então esse tipo de ajuste fino é o padrão, porque (por exemplo) um jogador não tem performance igual em dois anos seguidos, ela pode até ser parecida, mas um jogador não vai fazer exatamente 36 gols, 25 assistências, fazer 78 cruzamentos corretos do lado esquerdo e 46 cruzamentos corretos do lado direito e 137 chutes a gol dois anos seguidos.

Mas sabe o que mudou pra pior? (pode ter sido consertado com patches, mas esse fix não é aplicado em saves velhos) O sistema de contratos. Não sei se bug ou incompetência da Codemasters, mas do jeito que o jogo funciona no My Team, é que antes do começo do modo, assinamos um contrato com um companheiro de equipe, e há duas rodadas de negociações, uma no meio da temporada e uma após a conclusão da mesma, indo pra temporada seguinte. Só que se você correr as 23 provas, a segunda rodada de negociação vem… ANTES DA ÚLTIMA CORRIDA em Abu Dhabi.

E o modo de carreira do piloto? Esquece, a Codemasters largou de mão dele quando veio com o MyTeam em 2020.

Reprodução: EA, Codemasters

Bandeira Vermelha: Ela veio bugada

Uma das coisas que os fãs pedem há anos porque desde que migrou para a geração do PS4 foi eliminada, era a volta das bandeiras vermelhas. Pois bem, elas voltaram, mas… Novamente, a competência da Codemasters pra trazer não foi lá muito precisa.

Em teoria, a Bandeira Vermelha acontece num incidente onde, ou a pista tá molhada e perigosa pros pilotos, ou vai ser necessário muito tempo pra retirar sujeira da pista, reparar barreiras após um acidente. Isso dá as equipes um pit stop gratuito, no qual elas podem reparar alguns danos, ou trocar de pneus pra uma estratégia ousada.

Só que no F1 23, o que acontecia? A bandeira vermelha ocorria, todos iam pros pits, e no reinício a corrida continua normalmente. Só que o resultado da corrida, não era o que foi determinado na pista, mas o que havia sido estabelecido NO MOMENTO da bandeira vermelha. Então se você estava em sétimo no momento da bandeira vermelha, e após o reinício conseguiu o milagre de ultrapassar todo mundo e vencer a corrida… Você não venceu de verdade, porque o jogo considerou seu sétimo lugar após a bandeira vermelha.

Reprodução: aarava/Youtube

F1 World: Pra quem?

A outra grande novidade que veio, foi o F1 World, que substitui o fracassado F1 Life do F1 22 (que era um IKEA Simulator, e é mais uma tentativa da EA de Fifalizar a franquia, ou seja, o equivalente ao Ultimate Mode que temos no EA FC (anteriormente chamado de Fifa), Madden, NHL.. Só que apesar dele ser marginalmente melhor que o IKEA Simulator, o público que ele deveria apelar, meio que não existe.

Numa enquete feita pelo público do youtuber aarava, com seu público (composto por gente que de fato consome o jogo), cerca de 6% dos jogadores tem o F1 World como seu principal modo de jogo, e 73% dos jogadores sequer o jogam, com 21% até tendo jogado, mas não era o principal modo para eles.

Mas números são só uma coisa, o importante, foram os comentários. A maioria só entrava no F1 World para utilizar os time trials, e fazer desafios quando havia pinturas especiais como recompensa, como a pintura da McLaren da Triplice Coroa. O fato é que não há incentivo pros jogadores voltarem pra lá (sem contar que os desafios não mudam)… E o modo com CPU não é desafiante, relatos de pessoas com pneus de chuva em pista seca limpando o chão com a CPU.

Sancini em seu habitat natural. Reprodução: Codemasters

Não é de todo ruim, mas…

F1 23 não é um jogo ruim, as críticas que fiz neste artigo vem do ponto de que eu joguei bastante da franquia, e algumas coisas não funcionaram tão bem no F1 23, se dermos um olhar mais crítico. E como positivo, a dirigibilidade do jogo melhorou MUITO em relação ao que era no jogo anterior, isso foi uma coisa que TODOS os criadores de conteúdo que jogaram concordam.

Mas ainda assim, com os bugs que acontecem, os que vieram e melhorias que não são exatamente melhorias, dá pra entender a frustração de muita gente.

Referências:

Racing Games.gg: Red Flags seems to be causing bugs in F1 23 – https://racinggames.gg/f1/red-flags-bugs-in-f1-23/

aarava Community Poll: https://www.youtube.com/post/Ugkx0z1eVpMMfu_tJvCxy7mXWBMjHwNkZRtJ

aarava: Did ‘F1 World’ flop? As a game mode on F1 23…

Jarno Opmeer: Gameplay

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F1 23 | O Auge da realidade e emoção https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/07/11/f1-23-o-auge-da-realidade-e-emocao/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/07/11/f1-23-o-auge-da-realidade-e-emocao/#comments Tue, 11 Jul 2023 13:59:53 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=14624 O F1 2023 é uma obra-prima que supera todas as expectativas dos fãs da franquia. Com uma jogabilidade aprimorada tanto para controles quanto para volantes, o jogo oferece um controle excepcional sobre os carros, mesmo quando todas as assistências estão desligadas. Isso foi possível graças ao feedback recebido de diversos times de Fórmula 1, resultando em […]

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O F1 2023 é uma obra-prima que supera todas as expectativas dos fãs da franquia. Com uma jogabilidade aprimorada tanto para controles quanto para volantes, o jogo oferece um controle excepcional sobre os carros, mesmo quando todas as assistências estão desligadas.

Isso foi possível graças ao feedback recebido de diversos times de Fórmula 1, resultando em novas físicas para os carros que melhoraram a frenagem, aceleração e dirigibilidade nas curvas.

Créditos: Codemasters, Electronic Arts

Dirigir um Fórmula 1 neste jogo proporciona uma sensação mais realista do que nunca. Uma das grandes novidades é a nova temporada de “Braking Point“, que se mostra muito mais dramática e interessante do que a temporada anterior. Sem dar muitos spoilers, posso dizer que vale muito a pena conferir essa experiência. A narrativa envolvente adiciona camadas emocionais ao jogo, tornando-o ainda mais cativante.

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Além disso, o jogo apresenta o novo Hub “F1 World“, que redefiniu a maneira como os jogadores podem participar de partidas solo ou multiplayer.

Esse hub também introduziu um novo sistema de progressão, com conteúdos diários, semanais e de temporadas, além de um sistema de ranking e nível de licenças completamente reformulado. Essas adições enriquecem a experiência do jogador, tornando-a mais envolvente e recompensadora.

Créditos: Codemasters, Electronic Arts

Outro destaque  de F1 2023 são os dois novos circuitos meticulosamente criados dentro do jogo: “Las Vegas” e “Qatar“. Utilizando milhares de referências fotográficas e dados fotométricos, os desenvolvedores conseguiram reproduzir com precisão essas pistas, proporcionando uma imersão sem precedentes.

Atendendo ao feedback da comunidade, as famigeradas e emocionantes bandeiras vermelhas foram reintroduzidas no jogo. Essa adição traz mais emoção e aleatoriedade às corridas, exigindo que os jogadores repensem suas estratégias durante as competições.

F1 2023
Créditos: Codemasters, Electronic Arts

Além disso, agora é possível participar de corridas com 35% do tamanho de uma corrida real. Essa opção oferece a oportunidade de aproveitar uma corrida interessante, que não é nem muito longa nem muito curta.

É importante ressaltar que alguns circuitos foram modificados na vida real durante a transição entre as temporadas de 2022 e 2023. O jogo reflete essas alterações, mantendo-se atualizado com os traçados das pistas para o campeonato de 2023. Os circuitos de Barcelona Catalunya, na Espanha, e Red Bull Ring, na Áustria, receberam as devidas modificações.

Além de todas essas melhorias, o jogo traz inúmeras modificações e aprimoramentos nos modos “My Team”, “Carreira” e “Carreira 2 Jogadores”, incluindo atualizações nas classificações dos pilotos. A atenção aos detalhes e a qualidade incrível que a franquia sempre apresentou são mantidas neste jogo.

LEIAM – F1 2021 | No caminho certo, ainda que tropeçando

O F1 2023 é, sem dúvida, o melhor jogo da franquia até o momento. Tanto os jogadores mais experientes em simuladores quanto aqueles que estão entrando no mundo do automobilismo encontrarão uma experiência excepcional.

Com sua jogabilidade aprimorada, realismo impressionante e narrativa emocionante, o jogo oferece uma porta de entrada para o mundo da Fórmula 1, ao mesmo tempo em que proporciona um desafio gratificante aos fãs mais dedicados.

Prepare-se para sentir a adrenalina das corridas de Fórmula 1 como nunca antes.

F1 2023
Créditos: Codemasters, Electronic Arts

Pros:

⦁ Melhoria na dirigibilidade
⦁ Função de gatilhos adaptáveis (PlayStation 5)
⦁ Performance sólida
⦁ Localização completa em português

Contras:

⦁ Micro transações
⦁ Complexidade inicial da Interface principal

F1 2023

Nota Final: 8,5/10

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Esta análise foi feita com uma cópia do jogo para PlayStation 5, gentilmente cedido pela produtora.

O texto foi feito por nosso colaborador convidado Jonathan Vieira.

Você pode encontrá-lo em seu twitter pessoal: @viieirajonathan

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Coisas que a Codemasters/ EA precisa colocar nos futuros jogos da F1 https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/11/26/coisas-que-a-codemasters-ea-precisa-colocar-nos-futuros-jogos-da-f1/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/11/26/coisas-que-a-codemasters-ea-precisa-colocar-nos-futuros-jogos-da-f1/#respond Sat, 26 Nov 2022 14:21:28 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=12587 Uma das piores coisas que aconteceu recentemente, foi a aquisição da Codemasters por conta da EA. Especialmente para quem é fã de Formula 1, porque honestamente, a qualidade dos jogos assumidamente caiu desde então. Vamos detalhar parte por parte de como a EA estragou F1. Primeiro, questão do preço pro público Brasileiro. F1 2019 e […]

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Uma das piores coisas que aconteceu recentemente, foi a aquisição da Codemasters por conta da EA. Especialmente para quem é fã de Formula 1, porque honestamente, a qualidade dos jogos assumidamente caiu desde então. Vamos detalhar parte por parte de como a EA estragou F1.

Primeiro, questão do preço pro público Brasileiro. F1 2019 e 2020 tinham preços razoáveis para o público brasileiro. Claro, eu peguei o 2019 numa promoção de 75% de desconto na edição especial do jogo. E quando fiz a pré-compra do 2020, eu paguei cerca de 260 reais na edição Schumacher (vulgo Deluxe), porque os donos de jogos anteriores possuem 10% de desconto, por fidelidade.

O Formula 1 2021, o primeiro sob a publicação da EA (a compra se deu no meio do desenvolvimento, então não tem tanto dedo da EA), custava 300 reais, a edição REGULAR nos consoles. E o que o jogo trazia de novo? O modo historinha, que apesar de bacana, tinha 0 fator replay. E perdemos nisso, os carros clássicos. E as pinturas pro My Team foram diminuídas drasticamente, estando ligadas ao Passe de Pódio. No 2020 algumas estavam, mas no 2021 era RIDÍCULA a quantidade de pinturas iniciais disponíveis. E, para incentivar os otários a comprarem moedas pra desbloquear coisas, as recompensas do passe regular eram igualmente ridículas.

LEIAM – Fazendo justiça a um grande Fighting Game

O F1 22, que foi o primeiro Full EA Sports, piorou mais ainda as coisas. O jogo possui alguns glitches que honestamente, não existiam no jogo anterior, e o que ele trouxe de novo pra franquia? O simulador da IKEA, conhecido como F1 Life, utilizado por exatamente 0 pessoas. Os Super Carros, tão alardeados no anuncio? Apenas para certos eventos, que nos jogos anteriores eram com carros clássicos da categoria. E claro, a monetização do Passe de Pódio está lá, pra incentivar… O F1 Life? Pra quê? Esse modo não traz NADA de interessante em termos de gameplay. Se fosse ao menos como no NHL, onde você adquirir certas coisas com o dinheiro ganho dentro do jogo, dão bônus ao seu jogador no modo carreira, mas não, no F1 22, o F1 Life é COMPLETAMENTE INÚTIL.

Pra completar no que a EA estragou de F1, ela simplesmente REMOVEU a opção de compra dos jogos anteriores da série. A Codemasters sempre deixou disponível a compra dos jogos anteriores, muitas vezes até abaixando o preço deles nas lojas online, para aqueles que não possuem dinheiro ou Hardware potente o suficiente para rodar o mais novo jogo. Caramba, passei quatro parágrafos inteiros reclamando da EA. O que não é nenhuma surpresa, visto a fama da mesma. Mas, não é só de xingar a Electronic Arts que vive o homem, então para esse artigo, que é meio que uma sequência/remake de um artigo semelhante que escrevi antes do F1 2020, aqui vou listar alguma das coisas que a EA PRECISA colocar em jogos futuros da Formula 1.

Aperte o seu cinto, e vamos conosco.

Reprodução: Internet

Estratégia de Equipe para o modo Carreira/My Team

Não muita gente vai entender, porque F1 é nicho entre os jogos de corrida, mas muitas vezes durante uma corrida, algum evento incomum acontece (como um acidente), o que pode dar aos pilotos, um PitStop gratuito, com mudanças de estratégia e tudo mais, só que isso pode causar uma dor de cabeça, especialmente no modo My Team, porque invariavelmente se o jogador e o companheiro de equipe dele irem pro pit na mesma volta, vai causar o double-stack, que no caso é quando o segundo piloto a fazer o PitStop perde tempo porque tem que aguardar a equipe fazer a parada do outro piloto.

Na vida real, obviamente as equipes planejam as estratégias de modo a evitar o double-stack, mas nos jogos, isso é impossível, já que não controlamos diretamente o companheiro de equipe. Em jogos de manager, como Motorsport Manager (PC) e F1 Manager 2022 (Multi), é possível nas estratégias, definir quando os pilotos vão parar, evitando o double-stack, mas no jogo oficial da Codemasters, não, o que pode causar dores de cabeça se você tá trabalhando pra ganhar o campeonato de construtores e precisa dos pontos, com um dos pilotos perdendo posições pelo double-stack.

Uma boa solução, seria ter mais influência na estratégia de seu companheiro de equipe, na parte de pré-corrida, definindo quando seu companheiro de equipe vai fazer a parada. E continuando com a parte de estratégia de equipe, os jogos poderiam adotar um sistema parecido com o da série GRID, onde é possível dar ordens básicas ao companheiro de equipe, seja para ele dirigir defensivamente (defendendo a posição dele), ou mais agressivamente, caso ele esteja muito para trás.

Claro, que GRID é um tanto mais arcade que os F1, seu companheiro de equipe não vai sair batendo nos outros, mas é possível. E seria bem vindo, porque novamente, o My Team Career tornou o modo de carreira de piloto completamente obsoleto e é o que os fãs de F1 aguardam nos jogos desde a introdução no jogo de 2020.

Reprodução: Codemasters

Calendário Customizável com pistas de DLC

Uma das coisas boas que o jogo de 2020 trouxe em relação aos anteriores, foi a possibilidade de temporadas mais curtas pro modo carreira. Antes, você precisava fazer todas as pistas da temporada, em todas as 10 temporadas. No F1 2020, você tem a opção de fazer temporadas mais curtas com 16 ou 10 provas, porém, você não pode mudar a ordem das provas.

Só que na vida real, muitas vezes a ordem das etapas mudam, por exemplo, em 2021, o GP dos Direitos Humanos (vulgo GP da Arábia Saudita) era um dos últimos da temporada, em 2022 foi um dos primeiros. Então seria legal poder mudar a ordem das corridas numa temporada, a partir da segunda temporada, refletindo um pouco mudanças que acontecem na vida real.

E pra completar, seriam bem vindas pistas adicionais, como pistas fora do calendário regular, como Sepang (Malásia), Mugello (Itália), Hockenheim (Alemanha), ou a da Turquia, que foi utilizada em 2020 e 2021, o traçado do anel externo do Bahrein, que foi usado pro GP de Sakhir em 2020. Essas pistas poderiam ser adicionadas como conteúdo pago e serem utilizadas no modo carreira, customizando o calendário. Ajudaria muito, dando longevidade extra ao jogo e variedade para as temporadas.

Reprodução: Codemasters

A volta da árvore de Upgrades ou ao menos uma mudança do sistema atual

Esse aqui é um tanto pessoal, mas uma das coisas que não gostei no F1 2021, foi que mudaram a árvore de Upgrades da Pesquisa e Desenvolvimento. Eu sei que a Codemasters sempre muda a maneira que eles são demonstrados visualmente no modo carreira, mas a skill tree utilizada no jogo de 2019 e 2020 (creio que também vale pro 2018, mas eu não tenho como jogar ele. Até tenho a versão de PC, mas minha lata velha não roda.) era bastante eficaz. Você tinha como saber o que precisava abrir, sem muitas complicações.

No 2021, é um pouco diferente e honestamente… Não é intuitivo como a árvore dos jogos anteriores. É a mesma coisa na teoria, mas na prática, nem tanto. Talvez uma volta a árvore, ou um sistema mais intuitivo ajude nessa parte. Eu sei que não sou o único a reclamar disso.

Reprodução: Codemasters/Electronic Arts, Race Department

Um editor de pinturas decente (ou a opção de copiar pinturas clássicas)

Essa é uma reclamação que já vem desde o F1 2020, mas a Codemasters PRECISA colocar um editor de pinturas decente no jogo. E não dá nem pra colocar a culpa no hardware limitado da geração PS4/Xbox One, porque Gran Turismo Sport é de 2017 e tem um puta editor. O mesmo vale pros últimos Forzas que tem excelentes editores. Enquanto isso, na Codemasters, temos um editor mega limitado que faz o seu carro parecer um bootleg chinês óbvio em meio a carros reais, tirando toda a imersão que o My Team supostamente deveria dar.

LEIAM – Lunistice – Perfeito em sua simplicidade

Um editor decente, com formas básicas, sem limitação de cores, poder posicionar os patrocinadores livremente no carro, não seria muito pedir. Outra coisa que poderia ser adicionada (até mesmo atrelada ao Passe de Pódio, eu não me importo), é a opção de poder copiar as pinturas de carros clássicos da categoria (obviamente somente as formas, não as cores, apesar da imagem que ilustra esse parágrafo ser um mod da Renault de 2003~2006) adaptadas para os modelos dos carros atuais.

Reprodução: Internet

Patrocinadores Realistas (com logos melhores)

Esse parágrafo aqui é quase uma complementação do anterior. Uma das coisas legais que o F1 2020 adicionou no MyTeam, foi a questão dos Patrocínios, que dão dinheiro pra melhorar o QG da equipe… Até chegar o momento onde o dinheiro não importa mais porque você já evoluiu tudo, mas divago. A questão é… Sim, a Codemasters não pode colocar patrocinadores reais por conta de licenciamento (apesar de DIRT 5 ter patrocinadores reais), mas seria legal ter patrocinadores mais realistas.

Porque as “empresas” do jogo são EXTREMAMENTE GENÉRICAS com logos sem graça. Algo mais “realista” do tipo, que você pode ver no mundo real seria legal. Por quê não colocar as equipes da GRID, como a Seneca Sports ou a Ravenwest como possíveis patrocinadoras? Ou uma bebida energética fictícia (não, apesar dos rumores, Rich Energy não era fictícia), marcas esportivas ou de eletrônicos, mas algo que se assemelhe a algo que poderíamos ter no mundo real. (O exemplo da imagem é uma paródia, mas deu pra entender meu ponto)

Reprodução: Mercedes-AMG

Criar a sua própria unidade de potência

F1 2020 trouxe o MyTeam Career, e o F1 22 expandiu um pouco essa ideia com a possibilidade de já começar a carreira como um potencial time de meio ou frente de pelotão (com mais recursos do que o usual), e a progressão natural disso, poderia ser o jogador poder construir sua própria unidade de potência (algo especialmente importante, ainda mais com a mudança no regulamento das unidades de potência a partir de 2026).

Se por um lado, o jogador não precisa gastar com a taxa da unidade de potência, por outro, o motor não seria tão potente quanto o das outras montadoras, já que ele precisaria desenvolver mais o mesmo. Obviamente o publico casual não veria tanto apelo nisso, mas os jogadores mais hardcore da franquia apreciariam o desafio extra.

Reprodução: Team Ninja, Koei Tecmo

Um criador de personagens

Os avatares presentes no jogo são uma porcaria. Um editor de personagens, como o de qualquer jogo da EA Sports, é tudo o que peço. Sério. Não precisa nos dar algo nível WWE 2K, só poder escolher gênero do piloto, penteado, cor de pele, cabelo e olhos já seria um avanço IMENSO.

Reprodução: Codemasters, Electronic Arts, WWE

Elimine o F1 Life, apenas isso

O F1 Life foi literalmente usado como cortina de fumaça em termos de marketing, porque a Codemasters não trouxe NENHUMA evolução substancial ao F1 22, e o modo não traz NENHUM apelo ao fã de F1, ou sequer ao jogador casual. Como a comunidade apelidou, é o simulador de IKEA, ou pra nós brasileiros, simulador da Leroy Merlin.

O ideal seria a Codemasters remover esse modo, porque por mais que do ponto de vista financeiro, o jogo precisa de algo pra fazer os jogadores gastarem em DLC, não é dessa maneira, já que esses cosméticos do F1 Life não tem serventia alguma em termos de gameplay ou mesmo visual, já que eles ficam limitados a tela do F1 Life.

Eu não sei como terminar esse artigo, mas sei que provavelmente muitas dessas coisas não vão aparecer porque a Codemasters é preguiçosa e a EA mais ainda. Mas deixo registrado esse artigo como reclamação mesmo.

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F1 2021 | No caminho certo, ainda que tropeçando https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/04/27/f1-2021-no-caminho-certo-ainda-que-tropecando/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/04/27/f1-2021-no-caminho-certo-ainda-que-tropecando/#comments Wed, 27 Apr 2022 23:14:48 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=10798 Quem diria que esse ano de 2022 teríamos MAIS de um jogo oficial da Formula 1 saindo nos consoles e PC, hein? Além do já óbvio anual e esperado F1 22 (recém revelado pela EA/Codemasters), teremos o primeiro jogo de Manager de F1 em mais de 20 anos, com a Frontier Developments (responsável por Planet […]

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Quem diria que esse ano de 2022 teríamos MAIS de um jogo oficial da Formula 1 saindo nos consoles e PC, hein? Além do já óbvio anual e esperado F1 22 (recém revelado pela EA/Codemasters), teremos o primeiro jogo de Manager de F1 em mais de 20 anos, com a Frontier Developments (responsável por Planet Coaster e Planet Zoo, entre outros jogos de sucesso) estando a frente do desenvolvimento.

Claro, nesse meio tempo tivemos aí o Motorsport Manager no PC, mas não tínhamos a licença oficial da Formula 1 (até tinha a licença da Formula E na versão mobile), sendo disponível tal coisa apenas através de mods da comunidade (que foi sinceramente o que manteve MM vivo nesses seis anos desde o lançamento da versão de PC.

LEIAM – Coisas que queremos no F1 2020

Enfim, em 2022 temos novos carros e novos regulamentos em relação aos mesmos, tanto que a Haas, que nos últimos 3 anos tinha vivido um calvário com carros horríveis, voltou a ter um carro competitivo, e até conquistou pontos com o Kevin Magnussen, e a Alfa Morreu, digo, Romeo tem beliscado pontos aqui e ali com Valteri Galochas e Goiano Jô (Obrigado Victor Ludgero pelos apelidos).

A Ferrari voltou a ter um carro a altura do legado do time, apesar do azar do Comic Mainz, e a Mercedes… Bem, parece que o azar do Jorge Russo passou pra equipe, porque esse carro de 2022 é equivalente aos busões que o Russo pilotava na Williams.

Dito isso, no lançamento, eu não pude jogar F1 2021 porque nem fodendo eu ia pagar 300 reais em um jogo, esse foi o maior male da aquisição da Codemasters pela EA. Agora em março o jogo entrou no EA Play, o serviço de assinaturas da EA, então pude aproveitar o jogo, o máximo possível. Será que ele vale seu tempo? Confira conosco.

Reprodução: Codemasters, Electronic Arts

Enfiaram um pouco de drama Netflixiano na minha Formula 1

A principal novidade que F1 2021 traz (ou ao menos a que foi mais alardeada na época), foi o modo Braking Point, que é um modo história, que conta a ascensão e problemas da carreira de Aiden Jackson, jovem piloto da Formula 2 que no fim de 2019, está na disputa pelo título da mesma e depois, ganha uma vaga numa equipe da Formula 1.

Nisso, o relacionamento dele com o companheiro de equipe, o veterano holandês Casper Akkerman não é dos melhores, já que a princípio, logo na primeira corrida, acontece um acidente entre os dois, que prejudica a corrida do veterano. Só que acidentes a parte, temos aí obviamente um outro fator aumentando a tensão entre o novato e o veterano, Devon Butler, uma das pessoas mais socáveis em todo paddock da Formula 1, e para quem jogou F1 2019, é um dos seus rivais no modo Carreira lá.

Só que ao contrário do que o material divulgado pela Codemasters deixou transparecer, o Braking Point não é jogado SOMENTE do ponto de vista de Aiden, já que no meio da campanha, passamos a ter o ponto de vista de Akkerman, que lida com justamente problemas oriundos da idade (na F1), suas performances já não são as mesmas, há uma nova geração liderando o pelotão, e sua cabeça está cheia de duvidas se ele consegue ainda correr a nível competitivo pelo menos uma última vez.

LEIAM – Os rostos escondidos na capa de Super Monaco GP

Ainda que eu ache o Braking Point uma boa ideia, Aiden Jackson tem a personalidade de um pires de leite, ou seja, raso. Devon Butler é um grandessíssimo filho da puta, com tramoias dignas de novelas mexicanas (mas quem jogou F1 2019 meio que já esperava isso, o cara não era flor que se cheire lá) e Akkerman é um sujeito que aparenta ser durão, mas é um coração mole.

E uma outra crítica válida é que o Braking Point basicamente não tem fator replay ou dificuldade ajustável, como as corridas regulares e do modo carreira, já que as escolhas das entrevistas não influenciam em nada de importante, e mesmo que você vença as corridas possíveis de se vencer, não influencia nada já que o modo é completamente scriptado. Se o objetivo do capítulo é terminar em quinto, não importa que posição você chegue entre primeiro e quinto, pra história, você vai ter terminado em quinto, mesmo que na pista, tenha vencido a prova.

Mas nem tudo são críticas, já que a apresentação cinemática do modo, na minha opinião, é melhor que a apresentação “Drive to Survive” que GRID Legends teve.

As transições entre CG e corrida do jogo estão perfeitas, e os modelos dão um pouco do que os personagens da F1 podem parecer quando a Codemasters adentrar de vez a nova geração de consoles (ou não, já que lembramos o desastre que foi F1 2015, que foi a estreia da Codemasters na geração PS4).

Reprodução: Codemasters, Electronic Arts

Cadê meus carros clássicos, Codemasters?

Esse ponto aqui da análise, deixa claro o velho deitado, digo, ditado que diz que só damos valor a algo quando não se tem.

Bem, para esta edição da franquia, não há mais a opção de jogar com os carros clássicos (só lembrar que no jogo de 2020, parte da campanha de Marketing sinalizava que você poderia ter o clássico carro que o Schumacher pilotou em sua estreia em 1991 na Jordan), o que significa que no modo carreira (seja o de piloto ou o MyTeam), não temos mais os eventos especiais que pilotamos carros clássicos (e basicamente dava dinheiro e fama ao jogador, mas era um pé no saco ter que fazer).

E sem carros clássicos, sai a opção de Campeonatos com carros clássicos, aliás, foi removida a opção de campeonatos separados em sua totalidade. Não que fosse algo realmente importante, já que os jogadores fazem isso no Modo Carreira, mas eu gostava de fazer os Campeonatos da F2, principalmente porque eu consigo jogar eles em dificuldades altas.

Outra coisa que removeram, foi a opção dos traçados curtos das pistas (Bahrein, Japão, EUA e Inglaterra possuíam versões reduzidas de seus traçados), que novamente, não era algo particularmente utilizado pelos jogadores.

Reprodução: Codemasters, Electronic Arts

Para os casuais e para os hardcores, muita coisa mudou

A Codemasters reformulou muita coisa mínima do jogo em relação ao 2020 (que já havia reformulado coisas do 2019), que aumenta bastante o fator simulação do jogo, sem necessariamente transformar F1 em um daqueles simuladores chatos pra cacete. Pra começar, o sistema de danos do carro foi amplificado em relação ao jogo anterior, se antes tínhamos como local principal de dano a asa dianteira, agora temos o dano na parte inferior e sidepods do carro, e até mesmo na asa traseira.

E como a parte inferior do carro vai sofrer dano? Simples, passando de maneira agressiva por zebras, cortando chicanes. Esses danos acabam interferindo na questão aerodinâmica, possivelmente custando aí aqueles décimos, centésimos ou milésimos de segundo que separam você da pole position.

A opção de regular o consumo de combustível do carro foi removida (com exceção do modo qualificatório, que permanece), então não temos mais a possibilidade de ganhar um pouquinho a mais de potência, a custo do combustível acabar mais rápido, tampouco a de economizar nos momentos em que acontece um safety car, logo, a questão de ultrapassagem vai ser determinada pela potência do motor, vácuo, DRS e ERS. Nada mais de usar o modo de mistura rica pra conseguir se aproximar.

Para corridas normais, fora do modo carreira, a opção de performance equalizada foi adicionada, oriunda do modo multiplayer, o que tecnicamente poderia colocar nessas corridas, uma Williams e uma Red Bull em pé de igualdade, mas é claro que em termos de IA, os status dos pilotos ainda vão fazer diferença.

Em termos de modo carreira, temos a opção de fazer o modo carreira com dois jogadores, seja como companheiros de equipe, ou rivais em equipes diferentes, o que dá uma lufada de ar fresco, já que o modo carreira de piloto foi meio que jogado pra escanteio no F1 2020 com a introdução do MyTeam.

O Modo MyTeam ganhou mais opções de customização da carreira, que pode facilitar, dificultar ou equalizar as coisas, já que agora a opção de ganhos financeiros pode ser ampliada ou reduzida para as equipes, tanto do jogador quanto da CPU. Ainda na questão de equalizar a competição, foi adicionada a opção de falha aleatória no motor do jogador, coisa que não existia na franquia, e isso coloca uma pressão maior por melhores performances, já que um DNF numa prova pode mudar o campeonato.

Outra coisa que era algo aparente no jogo anterior, mas agora se tornou um status oficial do jogo, é a questão do Foco da IA. Se o piloto da IA tiver boa performances em corridas seguidas, esse status irá aumentar, fazendo com que as chances desse piloto conseguir melhores posições, mesmo sendo tecnicamente mais inexperiente que outros pilotos, sejam maiores. E o inverso vale também, caso o piloto da IA se envolva em acidentes, ou tenha uma série de DNF’s causados por problemas de motor, o foco dele irá diminuir.

Uma das reformulações que não foi tão boa, entretanto, foi a da pesquisa e desenvolvimento. Na teoria, nada mudou, mas na prática, as coisas pioraram porque a Codemasters trocou a árvore de R&D por um sistema que é totalmente contra intuitivo. Diabos, mesmo o esquema primitivo de R&D do F1 2016 era mais intuitivo que isso.

Para aqueles com um pouco mais de dinheiro e que conseguiram a edição deluxe do jogo, para o modo MyTeam, é possível ter como companheiro de equipe, sete pilotos especiais, disponíveis somente para esse modo e somente para a sua equipe, que basicamente é a Codemasters reaproveitando assets antigos, mas são eles: Felipe Massa, Nico Rosberg, Jenson Button, Michael Schumacher, Alain Prost, Ayrton Senna e David Coulthard.

Se você sempre quis uma vingança pelo “Is that Glock?”, eis a oportunidade.

Reprodução: Codemasters, Electronic Arts

Menos customização de cara

No MyTeam, em comparação ao F1 2020, houve um decréscimo no número de pinturas disponíveis ao jogador logo de início, talvez num incentivo maior ao uso do Passe de Pódio, o que convenhamos, é a maneira da Electronic Arts de tentar fazer o jogador gastar grana nas Pit Coins. Isso só funciona relativamente nas versões de console, já que os jogadores de PC, cansados da customização merda de pinturas que o jogo tem, simplesmente baixam mods e deixam o carro mais chamativo.

Porque convenhamos, as opções de pinturas do jogo não são as melhores, e fazem o carro se destacar de uma maneira não muito agradável. Tá certo que não podemos ter patrocínios reais no jogo da Codemasters, mas ter um sistema de customização de pinturas decente é o mínimo que poderiam nos oferecer.

Nem precisa ser algo próximo do que Gran Turismo ou Forza oferecem, mas não parecendo um lixo já é um avanço, Codemasters.

F1 2021
Reprodução: Codemasters, Electronic Arts

Ah sim, a jogabilidade

O jogo funciona como seus antecessores em termos de dirigibilidade, talvez uns pequenos ajustes tenham sido feitos, em especial na questão das curvas com assistência (também conhecido como direção ultra casual), que no F1 2020 era horrendo do ponto de vista de quem tem experiência, porque o jogo te forçava a voltar pra linha de corrida numa reta, tornando ultrapassagens um saco.

Mas enfim, você tem as óbvias opções de Grande Prêmio e Modos Carreira de Piloto, Equipe e Coop e precisa tomar as melhores decisões possíveis para ganhar os mundiais de pilotos e construtores. Algumas das coisas foram reformuladas, como eu expliquei anteriormente, mas não comentei sobre outras duas mudanças feitas. Uma delas, é que com a remoção dos eventos com carros clássicos, algo foi adicionado. Em determinados momentos, um membro da sua equipe lhe trará uma questão sobre alguma coisa, seja sobre qual área investir ou focar, e pode ou não estar relacionado ao seu segundo piloto. Essas questões geralmente não tem uma opção certa, porque usualmente elas vão beneficiar um setor específico que depende da sua escolha.

Outra coisa que mudou, foi a questão dos treinos livres. Antes havia a opção de realizá-los ou simulá-los, sendo que as simulações davam menos pontos de pesquisa e desenvolvimento. A opção de simular os treinos livres foi substituída por um “mini-game”, no qual você precisa escolher quais programas de prática vai fazer, com uma porcentagem e tempo determinados.

Assim, é possível conseguir os pontos de R&D sem precisar de fato fazer os chatíssimos programas de prática, e ainda conseguir descontos nos upgrades, cumprindo determinadas tarefas.

De resto, a mesma coisa do jogo anterior no MyTeam, com você criando a sua equipe, escolhendo a unidade de potência (Honda, Ferrari, Renault e Mercedes) e o segundo piloto, entre os pilotos da F2 de 2020. Responda as perguntas do repórter hipster (Will Buxton), que vão lhe dar uma bonificação inicial de um setor do carro. O jogador pode escolher jogar o calendário completo da Formula 1, ou calendários reduzidos com 16 ou 10 provas, mas infelizmente ainda não é possível mudar a ordem das mesmas.

No lançamento do jogo, o calendário estava incompleto, mas com atualizações gratuitas, os três circuitos que entraram em definitivo pro calendário, o GP da Emilia Romanha, o GP de Portugal e o GP dos Direitos Humanos, digo, Arábia Saudita foram adicionados. A pista de Ímola volta a um jogo de F1 após sua última aparição no F1 2013, na parte de clássicos do mesmo, enquanto que as pistas de Portimão e Jedá fazem sua primeira aparição nos jogos, já que anteriormente o GP de Portugal era em Estoril e a pista de rua da Arábia é de fato estreante na categoria em si.

Ímola é uma pista que exige muito do jogador… Ou eu sou ruim, porque eu me fodi bonito lá. O circuito de Portimão é um bom circuito, mas tem seu grau de dificuldade porque possui muitas subidas e descidas que são enganosas. E o circuito de Jedá é um circuito de rua, e veloz… O que deixa as coisas um pouquinho perigosas, porque um erro e você vai fazer uma ótima imitação do Nicolas Patifi, digo, vai beijar o muro.

O jogo, como os anteriores há um bom tempo, possui uma dificuldade ajustável de maneira milimétrica, assim jogadores com diferentes níveis de habilidade podem se divertir igualmente, e caso você erre uma curva ou resolva fazer cosplay de Vettel e mandar aquele sBinalla, pode utilizar a função de flashback pra voltar no tempo e corrigir o erro.

F1 2021
Reprodução: Codemasters,. Electronic Arts

A maldição de jogos esportivos

Tecnicamente, F1 2021 é um jogo igual ao seu antecessor. Incluindo os problemas com texturas em baixa resolução em determinados momentos e loadings demorados que citei na análise do F1 2020.

Felizmente os problemas de carregamento dos modelos de pilotos foram resolvidos, então é uma reclamação a menos. Dessa vez, como não houve problemas grandes na temporada (tudo bem que devido a pandemia, algumas provas foram canceladas/substituídas), os veículos estão com as pinturas semelhantes as contrapartes reais, e durante algum tempo, em uma atualização, a Red Bull estava com a pintura especial branca, que era pra ser utilizada no GP do Japão, mas acabou sendo usada na prova da Turquia.

Essa pintura foi removida do jogo posteriormente, mas readicionada em um update recente, porém para o MyTeam Career, e numa escolha de design esquisita, a pintura seria somente a do carro do Verstappen, então se o jogador quiser utilizar essa pintura, terão três carros número 33 na prova.

Como eu havia dito anteriormente, os modelos das CG’s do Braking Point são bem feitos, e as recriações dos circuitos, estão, usando as palavras do narrador da Band: NO CAPRICHO! Mas, entra ano e sai ano, e os efeitos de chuva do Formula 1 continuam uma bosta e devem continuar bosta até o fim dos tempos, já me conformei com isso.

Quanto ao áudio, entra ano e sai ano, e o jogo continua com a linguagem atrelada ao sistema. Que preguiça é essa de colocar a porra de um menu pro idioma inteiro do jogo? Caramba, isso é um inferno, toda santa vez que eu vou falar de um jogo, tenho que ver se o idioma dele é atrelado ao sistema.

A dublagem, obviamente recomendo que jogue com o áudio em inglês, que é onde as falas são melhor dubladas, embora crédito devido, ao menos dessa vez os dubladores dos comentaristas em português estejam mais a vontade e naturais. Mas não posso deixar passar que o dublador diz (geralmente quando faz a pole) que o Max Verstappen pilota pela TORO ROSSO.

Sendo que a Toro Rosso não existe mais a duas temporadas (ela virou Alpha Tauri após a temporada de 2019) e o Max não pilota lá tem uns 6 anos.

E para o Braking Point temos alguns nomes conhecidos da dublagem brasileira, como o Leonardo “Ikki de Fênix” Camilo fazendo o Brian (chefe da sua equipe) e o Marcio “James da Equipe Rocket” no papel do veterano Casper Akkerman.

F1 2021
Reprodução: Codemasters, Electronic Arts

No fim, depende se você tem ou não o jogo anterior

Num mundo ideal, onde jogos no Brasil custariam um preço justo, eu poderia recomendar F1 2021 para quem quisesse ter a versão mais atual da franquia, até porque pra quem possui o F1 2020, existe um desconto bacana de 30% na versão regular do jogo. Mas, com o preço de um Triple A novo na casa dos 300 reais (com algumas produtoras filhas da puta cobrando mais do que isso), fica difícil recomendar sem pensar duas vezes.

O jogo traz novidades, mas nem todas elas são boas, o modo Braking Point tem fator 0 replay, apesar de ser uma adição bacana e o modo carreira cooperativo pode render boas risadas com um amigo. Agora que o jogo está disponível no EA Play (nas versões de console), talvez seja a oportunidade perfeita pra conferir o jogo, porque fora disso, não há justificativa o suficiente para largar o jogo de 2020 por esse aqui.

Não me levem a mal, F1 2021 é um jogo excelente por si só, mas assim como qualquer jogo anual, é vítima justamente disso, é um jogo anual e F1 22 sai em menos de 3 meses. Se você assina o EA Play e é fã de corrida, pode baixar, caso contrário, numa promoção é uma boa porque 300 reais? Nem fodendo EA.

F1 2021 está disponível para PC, PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One e Xbox Series X/S e esta análise foi feita com base na versão de PS4, gratuita através do EA Play.

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GRID Legends | Um passo para frente, um passo para trás https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/02/26/grid-legends-um-passo-para-frente-um-passo-para-tras/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/02/26/grid-legends-um-passo-para-frente-um-passo-para-tras/#respond Sat, 26 Feb 2022 12:02:58 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=10205 Esse ano de 2022 estou tirando muitas coisas do meu backlog. Finalmente tomei coragem pra terminar Darksiders 3 e Wolfenstein 2, jogos que comprei em 2018 (inclusive Darksiders 3 recebeu uma atualização em algum ponto que adicionou a opção de deixar a jogabilidade parecida com a dos dois jogos anteriores.). E também terminei a trilogia […]

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Esse ano de 2022 estou tirando muitas coisas do meu backlog. Finalmente tomei coragem pra terminar Darksiders 3 e Wolfenstein 2, jogos que comprei em 2018 (inclusive Darksiders 3 recebeu uma atualização em algum ponto que adicionou a opção de deixar a jogabilidade parecida com a dos dois jogos anteriores.). E também terminei a trilogia original de Uncharted.

Agora me dedico a Mass Effect, que não jogo seriamente desde 2013 quando terminei Mass Effect 3… Pera, mas eu terminei o Andromeda também, uns anos atrás, eu tava me referindo a trilogia original. Mais notícias sobre isso em breve (e você pode me ver jogando no Twitch vez ou outra).

Vou ser completamente honesto. Até cerca de um mês atrás, eu não sabia sequer da existência desse jogo. Não to brincando, mesmo eu sendo fã de jogos de corrida, o fato de que a série GRID estaria recebendo um jogo novo passou completamente despercebido por mim. Mas, enfim. 3 anos depois do último título, GRID Legends chegou ao mercado.

Será que ele vale a pena o seu tempo e dinheiro?

Grid Legends
Reprodução: Codemasters/ Electronic Arts – Capturado no PS4

Conduzido à Glória

Seguindo o caminho de DiRT 5 e F1 2021, o jogo trás um Modo História, mas mais parecido com o F1 do que com o DiRT 5 em termos de estrutura. Aqui, encaramos a jornada de um piloto novato que acaba impressionando Marcus Ado, o dono da equipe Seneca Racing, competidora do Grid World Series. Marcus estava desesperado, porque as coisas não iam bem para a equipe em termos de competição, e a outra piloto da equipe, Yume Tanaka, não conseguiria ser competitiva sozinha.

LEIAM – Dirt 5 | Análise

E então começamos uma jornada para vencer o GRID World Series, uma competição que é dividida em múltiplas categorias, que prova a eficiência do piloto em dirigir não só um típo de veículo. Existe todo um drama, mas meio que ele não se estende a você, porque você é um piloto sem voz em meio a todos os outros personagens, ao contrário do F1 2021, onde a trama era focada em Aiden Jackson e Casper Akkerman.

Ainda que seja uma adição bem vinda (eu sou a favor de modos história nos meus jogos, desde que o resto do jogo não seja prejudicado), assim como o Braking Point em F1 2021, vejo como esse modo pode ser divisivo.

Porém, ao contrário de F1 2021, aqui, apenas a primeira corrida é absolutamente obrigatória, já que ela é em termos de ordem cronológica, a última corrida da Grid World Series. Já que após ela, você pode continuar essa história, voltando ao começo, antes de você assinar com a Seneca Racing, ou partir para o Modo Carreira tradicional, com você começando uma equipe (e não tendo nada a ver com a história).

Grid Legends
Reprodução: Codemasters/ Electronic Arts – Capturado no PS4

Carreira confusa, online demais

Eu comentei numa mini thread das minhas impressões iniciais sobre o jogo, que o foco do jogo no Online, mesmo no modo carreira, era um tanto prejudicial por ele ser mais ou menos obrigatório, mas isso acabou sendo uma meia verdade, porque você pode desligar isso com um botão. Mas ainda assim…

O modo Carreira de Grid Legends é confuso, mesmo ele possuindo em teoria, a mesma estrutura do GRID de 2019. Isso por causa da distribuição de menus diferentes, e até mesmo a maneira de desbloquear certas corridas é diferente, com algumas exigindo que você dirija por X quilômetros com algum carro daquela categoria.

De resto, mais ou menos a mesma coisa, só que os torneios estão dividos em categorias, de Novato, Semi Profissional e Profissional, daí ao completar as 3 categorias, abrem-se os desafios finais do jogo. E dentro dessas categorias em si, existem as sub-categorias relacionadas a diferentes tipos de carro. Honestamente, depois da simplicidade que era o modo carreira do GRID 2019, isso aqui é tudo em excesso e contra intuitivo.

Por outro lado, algumas melhorias foram feitas, já que agora é possível comprar upgrades para os carros que você possui, para o seu mecânico, garantido descontos em reparos, compra de veículos e etc, e melhorias pro seu companheiro de equipe, tornando-o mais habilidoso, podendo fazer com que ele seja agressivo contra seus Nemesis, dentre outras coisas.

Só que de novo, os menus e acessos do jogo são contra intuitivos, tornando tudo mais complicado do que deveria ser. De novo, a comparação com o GRID 2019. O mesmo vale pra compra de carros, excessivamente complicada. E aqui vai uma dica: Termine primeiro o modo história pra acumular dinheiro, vai valer a pena.

A jogabilidade é customizada para seu tipo de gameplay, se você manja das paradas, pode jogar com dano terminal, sem assistências, ou com dano superficial e assistências a rodo. E dessa vez, os Flashbacks, uma das features da EGO Engine (A Engine da Codemasters) são limitados. Não há opção de deixá-los infinitos com a dificuldade Fácil, como no GRID 2019. Sinto muito se faço comparações com o jogo anterior, mas como terminei o GRID de 2019 recentemente, impossível não fazer essa comparação.

Grid Legends
Reprodução: Codemasters/ Electronic Arts – Capturado no PS4

Novas pistas e novos carros

A dirigibilidade é a mesma do GRID 2019, com pequenos ajustes aqui e ali, eu diria, você consegue dar ordens ao seu companheiro de equipe (coisa que não tem nos F1 recentes) e tudo mais.

Existem as coisas que você pode fazer para garantir dinheiro extra e satisfazer requisitos dos patrocinadores (os patrocinadores não funcionam de maneira intuitiva como em DiRT 5 ou F1 2020/2021), que incluem Drifts, Estilingues (Estilingue é uma técnica até bem comum na vida real, de você ficar no vácuo do adversário a sua frente por um tempo e fazer a ultrapassagem pelo lado, com uma velocidade extra que deve ter algum princípio aerodinâmico que conseguiria explicar nem que minha vida dependesse disso, mas é uma forma de ultrapassagem bem comum na NASCAR), ultrapassagens, vácuos, pulos em determinadas rampas e tudo mais. Se você está habituado com os controles de um jogo moderno de corrida, não será problema entender como GRID Legends funciona.

Novas pistas foram adicionadas ao jogo, tanto reais, como Mount Panorama, Suzuka e o Red Bull Ring (as duas últimas foram DLC’s do GRID 2019), quanto fictícias, no caso de Moscou, Dubai, Londres e Chicago. Por outro lado, não temos mais Silverstone dentre as pistas. Mas no geral temos 22 circuitos, que com suas variantes de traçado, chega ao total de 137 locais pra correr (ainda que uns sejam só Pista X e Pista X – traçado invertido).

LEIAM – RetroReview: Paper Mario: Sticker Star (3DS)

Quanto aos carros, apesar de eu adorar todo tipo de corrida de carros, não sou um aficionado por modelos a ponto de saber minúcias de cada um. Claro, tem alguns carros que eu reconheço que são esteticamente agradáveis, ou icônicos (tipo a Ferrari Testarossa do OutRun, manja?), mas eu sou realmente um novato nesse quesito. Mas, de qualquer jeito, para o GRID Legends, a quantidade de veículos foi aumentada para a casa dos 120 (126 de acordo com a Wiki do jogo) e a categoria de Carros Elétricos foi adicionada.

Esses carros elétricos, obviamente tem o motor que parece uma chaleira fervendo, e suas corridas podem possuir boosts de velocidade, como acontece na Formula E, inclusive tem um modelo que é bem semelhante aos modelos da Formula E, a ponto de eu, ao ver o trailer, achei que tivessem conseguido a licença com a FIA pra colocar a Formula E do jogo, mas não são tão similares assim.

Enfim, esses boosts não são exatamente como a Zona de Ataque da Formula E, onde ao passar por uma área fora do considerado o traçado ideal da pista, seu carro ganha uma potência extra por alguns minutos, num sistema de risco/recompensa (porque você vai pra fora do traçado ideal de uma curva, perdendo um pouco de tempo e até mesmo uma ou mais posições, em troca de potência extra).

Em GRID Legends, você passa por dois detectores (também fora do traçado ideal da pista, e ao passar pelos dois, você ganha três turbos a serem utilizados, o que traz a mesma ideia de risco/recompensa.

Reprodução: Codemasters/ Electronic Arts – Capturado no PS4

Não faz feio no departamento visual

Uma das minhas principais críticas ao DiRT 5, quando joguei, foi a trilha sonora. O negócio era tão alto que eu não conseguia ouvir meus pensamentos, tanto que depois de um tempo de jogo, eu mutei as músicas lá. Sem contar que assim, meu stream não seria mutado pelo algoritmo do Twitch, quando streamei. Enfim, esse não é um problema que GRID Legends possui.

Ainda que não sejam músicas inspiradas ou excelentes, são músicas que agradam ao seu ouvido e complementam bem as corridas do jogo. Mas, uma coisa que podemos dizer, é que dessa vez não temos dublagem em português, coisa que havia no jogo de 2019. Não que faça tanta falta aqui, mas é algo a se notar.

As performances dos atores que interpretam os personagens, é até que decente e a vibe de documendrama* do Netflix (impossível não comparar com “Drive to Survive”) que o modo história possui, e mais, ver os atores e tal dando vida a esses personagens, meio que traz de volta essa coisa do modo história/carreira que a Codemasters já havia utilizado antes na série TOCA (que é a antecessora de GRID). E os personagens do jogo em si, são personagens que você já topou com eles em jogos anteriores da própria série GRID.

*documendrama porque vamos ser honestos, Drive to Survive tem muito drama que é completamente artificial e inexistente no paddock, isso não sou eu tirando do cu, pilotos já disseram isso nas mídias sociais.

Graficamente, nos consoles de geração atual e PC’s mais potentes, o jogo não faz feio, isso eu posso dizer de vídeos feitos. E a versão para a geração anterior (PS4/Xbox One) também não é feia. Claro, você não vai encontrar o nível de detalhes de um Forza Motorsport, Gran Turismo ou Asseto Corsa, que são jogos focados em Simulação, mas o jogo é um pouco mais bonito que seu antecessor, o que era esperado.

Os carros possuem níveis de destruição (talvez não como Project CARS, onde o menor erro ou toquinho que cause dano pode te custar muito em termos de aerodinâmica e controle do carro) bacanas de se ver, mesmo com a opção de dano estético ligada e as pistas reais são boas recriações dos circuitos.

Os efeitos climáticos são mais convincentes que no jogo de F1, e a vista do Cockpit numa corrida com chuva torrencial é um efeito bem bacana (mas eu não jogo muito com essa vista por motivos). Infelizmente não temos um sistema de clima dinâmico, como em Project Cars 2, ou mesmo o simples de Formula 1, mas não se pode ter tudo.

Reprodução: Codemasters/ Electronic Arts – Capturado no PS4

GRID Legends é um bom jogo, mas…

Olha, a minha recomendação geral é esperar uma boa promoção, ou o jogo entrar no EA Pass.

Ele oferece um conteúdo razoável, e tem um modo história relativamente decente (embora eu preferisse que as cinemáticas fossem mais no estilo do F1 2021, ao invés de com atores), mas o problema é que tudo (fora o modo história) é apresentado ao jogador de maneira confusa e não intuitiva. Caso queira jogar algo semelhante, experimente o GRID de 2019 que é gratuito com o EA Pass. É mais intuitivo fazer as coisas lá.

GRID Legends está disponível para PC, PlayStation 4, Xbox One, PlayStation 5 e Xbox Series S | X.


Esta análise foi feita com o acesso antecipado do EA Play, que permite até 10 horas de jogatina.

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Dirt 5 | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/11/29/dirt-5/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/11/29/dirt-5/#respond Sun, 29 Nov 2020 11:03:24 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=6112 Corridinha empoeirada A série DIRT é velha conhecida dos fanáticos por jogos de corrida, principalmente aqueles que não se sentem satisfeitos com Need for Speed, Forza ou Gran Turismo. A série foi lançada inicialmente lá na geração do PS3 e Xbox 360 com o nome de Colin McRae: Dirt, mas na verdade sua história começou […]

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Corridinha empoeirada

A série DIRT é velha conhecida dos fanáticos por jogos de corrida, principalmente aqueles que não se sentem satisfeitos com Need for Speed, Forza ou Gran Turismo.

A série foi lançada inicialmente lá na geração do PS3 e Xbox 360 com o nome de Colin McRae: Dirt, mas na verdade sua história começou em 1998 , ainda no PlayStation 1, sob o nome de Colin McRae Rally.

Resumindo a bagunça — já que ninguém está realmente interessado em história de joguinho de corrida — a Codemasters, desenvolvedora do jogo, já fez 14 jogos da série, somando os “Rally” e “Dirt”.

A diferença é que a série Rally é mais voltada para simulação, enquanto Dirt foca mais em corridas arcade, principalmente nos lançamentos mais recentes.

Entrando na nova geração

Ainda que esta análise seja feita usando os consoles PS4/XONE como referência, o game também pode ser jogado na geração atual, e mesmo que você compre a versão mais “fraquinha”, é possível fazer o upgrade nos consoles mais novos, sem custo adicional.

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A versão para PS5 e Xbox Series S/X conta com visuais melhorados (que vamos abordar mais abaixo), mas o conteúdo do game e a jogabilidade são as mesmas.

O game em si

Dirt 5 segue a premissa da série de ser um jogo feito para todas as pessoas e não somente aqueles que tem paciência e vontade de aprender todos os nuances de um jogo de rally. Aqui, sequer temos aquelas vozes do navegador dizendo “easy right!”, “long easy left!”, anunciando curvas como em games como a série WRC, também de rally.

As pistas são relativamente curtas, com a extensão similar a de jogos como Mario Kart, por exemplo. Além da corrida em si, em cada evento o jogador pode tentar concluir 3 desafios, que ajudam a ganhar pontos e reputação.

Nas primeiras corridas, por exemplo, pede-se que o piloto fique 10 segundos na primeira posição, ou que esbarre em um carro adversário enquanto estiver no ar. São pequenos detalhes que não são obrigatórios e ajudam a deixar o game com o toque a mais além de só correr.

Aliás, os eventos do modo Carreira são bem direto ao ponto: nada de um mundo aberto feito apenas para fazer o jogo parecer maior (alô, Forza Horizon).

O game simplifica isso com um menu onde as corridas aparecem em uma lista horizontal, onde o jogador só precisa selecionar a pista e partir pro desafio. Para aqueles que só querem sentar e correr, foi uma decisão ótima.

Jogabilidade gostosinha

Como já falado acima, Dirt nunca foi conhecido pela sua complexidade. Ainda que seja um jogo onde as corridas se passem em terrenos difíceis, como barro, areia e neve, a direção se torna fácil depois de alguns minutos.

Mesmo que os carros derrapem bastante, os freios conseguem segurar muito bem caso haja alguma falha. Isso sem falar das opções de assistência da CPU, que podem ser ativadas e modificadas ao gosto do jogador.

Na dificuldade média, o game oferece um desafio honesto. Em nenhum momento senti que a CPU estava muito atrás ou roubando demais. Também não notei o famigerado “rubberband“, que é quando os carros adversários ficam artificialmente colados em você, de forma a criar um desafio falso (como em Mario Kart 64, por exemplo).

Apresentação

Visualmente o jogo é bem bonito. A cena de rally normalmente é representada com visuais chatos e cansados em videogames, tentando trazer realismo obviamente, mas que afasta jogadores mais casuais.

Dirt 5 por sua vez, é bem colorido. Por fazer uso da tecnologia HDR (em monitores/TVs que suportam), ele abusa de cores “marca-texto”, deixando a interface parecendo um caderno de adolescente, com fontes grossas e cores chamativas, mas que combinam com a proposta de ser um jogo mais casual.

Dirt

Além disso, temos uma mini historinha, com um podcast onde dois caras conversam bobeiras entre as corridas e criando uma rivalidade entre você e outro piloto fictício. Na versão em inglês, temos Nolan North e Troy Baker. Em português temos Wendel Bezerra, nosso Goku, fazendo papel de bobo nessas falas.

CONFIRAM – Análise do Flashcard de Super Nintendo Super 800-in-1

Particularmente eu odeio esse tipo de coisa em jogos do gênero, pois parece que estão tentando vender o game pra jovens e criar uma atmosfera falsa dentro de um ambiente onde ela não se encaixa. Ainda bem que todas essas vozes podem ser puladas na hora.

Gráficos

É difícil falar da qualidade de imagem de Dirt 5, pois a única versão analisada foi a do PS4, console que já está dando seus sinais de cansaço, principalmente após a chegada de seu sucessor.

Por sorte, a Codemasters nos deu a opção de escolher entre modo de performance ou qualidade visual. Na primeira, o game roda a 60 FPS, mas tem o visual bastante afetado. Já na segunda o game fica lindo — para os padrões do console –, porém roda a 30 FPS.

Dirt

Acredito que ambos os modos funcionam muito bem no PS4 (e por consequência no Xbox One), pois cada um tem suas qualidades. Eu prefiro usar o modo de qualidade gráfica, pois ele apresenta mais detalhes nos carros e nas pistas e mais detalhes nos efeitos de reflexos, sombra e poeira.

O modo performance diminui levemente essas coisas, funcionando quase como um “Low/ Medium”, caso estivéssemos falando de configurações de PC.

A poeira fica levemente mais quadriculada, e os carros um pouco mais simplificados, principalmente nos detalhes das lanternas e vidros, porém a fluidez proporcionada pelos 60 quadros por segundo é um diferencial que compensa a perda visual.

Dirt

Conclusão

Dirt 5 é um jogo de corrida estilo arcade que fecha uma geração bem e começa uma nova com grande qualidade. Em uma época onde a principal série de jogos de corrida arcade está praticamente morta (RIP, Need for Speed), é bom demais pegar um jogo que traz diversão pura e simples, sem enfeitar demais o coreto.

O game está disponível para PC, PlayStation 4, Xbox One, PlayStation 5 e Xbox Series S/X.

Essa análise foi feita com uma cópia digital de PlayStation 4 cedida pela distribuidora do jogo.

Dirt

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Eu devo ter dito isso já, mas se você me acompanha nas redes sociais, sabe que eu sou fã de Formula 1 (e de corridas num geral. Exceto talvez Nascar… Não tanko 4 horas de ovais nem fodendo, mas divago.). E desde que a Codemasters assumiu a batuta dos jogos oficiais da categoria, no distante ano de 2009 (terceirizando o F1 2009 para a Sumo Digital), a cada ano temos um lançamento.

Claro, que muitas vezes, lançamentos anuais tendem a causar certa complacência (F1 2014 que o diga), e uma nova engine com uma nova geração, tendem a causar jogos completamente esquecíveis (F1 2015 mandou abraços), mas nesses doze anos de jogos da Codemasters, houveram mais acertos do que erros, e a evolução foi feita.

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Mas ainda assim, como trazer inovação numa franquia anual? Esse foi o desafio da Codemasters para o F1 2020, jogo lançado num período curioso da temporada atual da F1… Que acabou de começar, devido a pandemia no mundo inteiro.

Será que a Codemasters entregou uma boa experiência, ou temos um produto equivalente ao Mahaveer Raghunathan dos jogos de corrida?

F1 2020 | Acelerando com tudo!

Antes de começar com o que vale a pena, vou destacar alguns dos problemas encontrados no jogo (e que devem ser consertados com patches em breve).

Em alguns momentos pré (ou pós)-corrida, nos boxes ou no grid de largada, você encontra algumas texturas do jogo em baixa resolução (que o jogo carrega antes das texturas em alta definição), só que os loadings da versão do PS4 demoram a ponto dessas texturas permanecerem até cortar pra próxima cena.

Em alguns momentos, os pilotos aparecem sem cabeça (não aconteceu comigo, mas há screenshots o suficiente na internet). Novamente, os loadings do jogo são demorados, a ponto de algumas vezes, o render do meu piloto não carregar, tanto no grid de largada, quanto no final se eu ganho o “Piloto do Dia”. E em alguns momentos, em menus de customização, a taxa de frames cai de maneira absurda (felizmente essas quedas não são na parte importante do jogo, a corrida).

F1 2020 | Acelerando com tudo!

Agora, começando pra valer a análise, falemos de uma das novidades trazidas pela Codemasters. Com o intuito de fazer com que o público mais casual consiga aproveitar os jogos de F1, F1 2020 introduz a jogabilidade Casual.

Com ela, boa parte dos aspectos do carro ( Gerenciamento de combustível, de energia (ERS) e até mesmo o sistema de redução de arrasto (DRS) ) passam a ser feitos de maneira automática, para que o jogador possa prestar atenção na corrida, sem essas distrações (para um novato). O modo também auxilia (ainda mais) a frenagem nas curvas, e corrige o traçado na pista.

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Por um lado, para um novato, isso ajuda bastante (tanto que para novatos, é recomendado que se use, aliado a dificuldades mais baixas), mas por outro, não recomendo a alguém que tenha certa experiência com jogos de corrida, a arriscar jogar assim, porque ao mesmo tempo que ele pode auxiliar, ele atrapalha caso você queira fazer uma ultrapassagem, pois a correção do traçado de puxa de volta e pode até te jogar pra fora do circuito. Mas, se você quiser conhecer os traçados na Tomada de Tempo (e é novato em F1), é uma boa opção.

Outra coisa que o jogo traz de novo, são os dois circuitos que na vida real, não pudemos ter corrida por conta da pandemia, o circuito de rua de Hanói, no Vietnã, e o circuito de Zandvoort, na Holanda.

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Esses circuitos tem suas particularidades, mas logo de cara adianto que a última curva de Hanói é basicamente o Muro dos Campeões, só que com esteroides.

Pra todos vocês que tem vidas normais e não conhecem tão bem a F1, o Muro dos Campeões é um muro localizado na última curva do Circuito Gilles Villeneuve (no Canadá) e ganhou esse nome, porque no GP do Canadá de 1999, três campeões mundiais tiveram acidentes naquela curva, Damon Hill, Michael Schumacher e Jacques Villeneuve. Enfim, a última curva de Hanói tem a mesma pegada, se você errar, MURO.

Hanói é uma pista bem veloz, porém ao mesmo tempo, suas curvas dão uma sensação de estranheza e é uma pista imperdoável, já que ela é mais murada até que Baku. Não chega aos níveis de Mônaco, mas é uma pista que requer atenção (ou danos desligados).

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Zandvoort é uma pista relativamente curta (com volta em torno de um minuto e quinze, um minuto e vinte), que pode dar um pouco de canseira a princípio, principalmente devido as inclinações de certas curvas e possui uns trechos menos largos, mas no fim pode gerar boas provas.

Porém, assim como no calendário da vida real (pré-pandemia), a prova da Alemanha foi removida do calendário.

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Em termos de conteúdo inútil, podemos dizer que F1 2020 removeu muitas das coisas que honestamente, você só iria tocar nelas se estivesse extremamente entediado. Sério, você tinha uns 549830389 campeonatos que não iria fazer porque eles…

Não serviam pra nada.

Agora, você tem, no modo Campeonato, seis campeonatos, dois deles sendo os campeonatos oficiais de 2020 da F1 e 2019 da F2 (se seguirmos o padrão do F1 2019, o campeonato de 2020 da F2 será adicionado em setembro/outubro via atualização gratuita) e alguns campeonatos variados, mas são apenas seis campeonatos, ao invés daquele monte de coisa só pra encher linguiça.

E ainda assim, dessa vez, completando provas e corridas, XP será adicionado (vou explicar isso mais adiante, não se preocupe.)

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O modo carreira é uma versão levemente melhorada das edições anteriores do jogo. Você cria seu avatar (logo que inicia o jogo) e pode usar ele para escalar rumo ao topo da Fórmula 1.

Ao iniciar a carreira, você tem quatro opções de início, uma semelhante a 2019, onde se disputa três cenários da F2 antes de ir para a F1, uma onde se disputam seis provas antes de ir pra F1, uma na qual se corre o calendário inteiro da F2 (24 corridas em 12 rodadas duplas) e uma na qual se vai direto para a F1.

Escolha uma equipe (na F2), uma academia de pilotos e os seus resultados na F2 influenciarão a maneira que você é visto na categoria principal.

F1 2020 | Acelerando com tudo!

Na Formula 2, todos os carros são iguais a temporada inteira, então o que fará diferença lá, é a sua habilidade no volante. No fim da temporada da F2, escolha uma equipe na F1 e aí é que seu trabalho começa.

Para este ano, a Codemasters trouxe algo que havia no enfadonho F1 2014, que é a possibilidade de escolher a quantidade de corridas que a temporada irá possuir, a completa, com 22, uma reduzida, com 16, ou uma temporada curta, com 10 provas.

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Isso dá a chance a novatos, de remover as corridas nas quais ainda não se tem o domínio do traçado (como Mônaco), ou acha chata (como a França) ou não consegue fazer duas curvas sem sair da pista (como o Japão). A frase anterior pode ou não ter sido baseada em experiências passadas minhas.

Enfim, o fim de semana da Formula 1 é dividido em Treinos Livres na sexta e sábado, o treino de classificação no sábado e a corrida no domingo. A questão é que não é apenas correr, mas desenvolver o carro da sua equipe, a ponto dele ser competitivo.

Isso se consegue completando os programas de prática nos treinos livres. Agora, mais que antes, é necessário fazer esses programas, já que a distribuição de pontos de pesquisa e desenvolvimento não é feita como antes, através de rivalidade, qualificação e corridas, mas através dos programas de prática e do desenvolvimento da Equipe.

Os pontos de pesquisa e desenvolvimento podem ser usados em quatro áreas do carro, Motor, Aerodinâmica, Chassi e Durabilidade.

Motor obviamente tem a ver com a potência do mesmo, uso do sistema elétrico e combustível, a aerodinâmica é como o carro lida nas retas e curvas, o chassi melhora a distribuição de peso e desgaste de pneus, e a durabilidade é ligada aos aspectos de desgaste do motor.

Na teoria parece algo difícil, mas com o tempo você pega a prática e se torna fácil.

Para esse ano, foram adicionadas perks, que podem ser compradas com o salário no jogo, essas perks dão boosts em certos aspectos, desde mais pontos de pesquisa e desenvolvimento, respostas adicionais nas entrevistas, um boost maior na fama após as sessões e menos desgaste de motor, dentre outras coisas.

Falando em entrevistas, muitas vezes, após uma prova (ou mesmo qualificatórias e treinos livres), você será entrevistado por Claire, e essas entrevistas podem colocar você em uma rivalidade, e aumentar a sua Fama. Fama aliás, é só um nome enfeitado para o Nível do seu piloto.

E continuando no papo de entrevistas, antes da temporada (e creio que em pontos chave da temporada também), rola uma entrevista com Will Buxton (repórter de campo oficial da F1) na qual as respostas dela dão um tom do tipo de cobrança que vai se esperar de você como piloto.

Finalizando sobre o modo carreira de piloto, ao contrário do ano anterior, onde você renegociava seu contrato a cada quatro provas, aqui o contrato de piloto vai até o fim da temporada. (Mas creio que ainda deve rolar a janela de transferências no meio da temporada, não avancei o suficiente na Carreira para ver isso).

Agora, falaremos sobre a principal novidade para o F1 2020, aquela que fez esse que vos fala comprar o jogo na pré-venda.

O modo Minha Equipe.

O Modo Minha Equipe permite que o jogador crie a que será a décima primeira equipe da temporada 2020 de Fórmula 1.

Você tem a oportunidade de criar uma equipe de Formula 1, criando a pintura dele, o escudo, nome, patrocinador principal e o fornecedor de motores. Mas como a Formula 1 é um esporte de equipe, você também precisará de um segundo piloto, que nos introduz ao Mercado de Pilotos.

A princípio, um grupo aleatório de 8 pilotos da F2 estará disponível para contrato, mas conforme se avança, outros pilotos podem ser contratados através do Mercado de Pilotos.

Isso adiciona uma camada de administração, primeiro porque você não vai estar apenas correndo, mas desenvolvendo todos os setores da equipe, melhorando o QG dela.

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E F1 2020, além dos já conhecidos pontos de pesquisa e desenvolvimento, adiciona um aspecto financeiro ao jogo, nesse modo. Porque você precisa de dinheiro para manter a equipe se movimentando, pra desenvolver o QG da equipe.

O desenvolvimento do QG permite que mais partes da área de Pesquisa e Desenvolvimento sejam abertos, ajudam a aumentar os status base do segundo piloto e num geral, melhorando a equipe.

O dinheiro é adquirido em geral a cada prova, através de patrocinadores (dependendo do nível de fama da equipe, novos patrocinadores podem ser adquiridos, patrocinadores esses que vão ter objetivos secundários para lhes dar bônus), que garantem uma renda semanal, eventos especiais (que ao contrário dos anos anteriores, dão fama e dinheiro) e algumas atividades especiais.

Ainda na questão de administração, você precisa administrar o tempo entre uma prova e outra, definindo qual será o foco da equipe naquela semana, com diversas atividades que vão gerar pontos de fama, dinheiro, pesquisa e desenvolvimento ou aumento nos status do segundo piloto. Cada atividade dura um determinado tempo, e cabe ao jogador fazer o que lhe convém mais.

Agora que falamos dos aspectos mais técnicos dos modos de jogo, vamos mudar um pouco e falar do que o jogo traz nos aspectos de customização.

O jogo adicionou pontos de experiência (lembra que eu citei parágrafos atrás?), que fazem com que seu perfil ganhe níveis no Passe de Pódio.

Conforme se sobe de nível, você libera pinturas adicionais para os carros, assim como macacões, capacetes, luvas, poses do piloto, comemorações de pódio e insígnias (para criarem o emblema da sua equipe), além de Pontos de Pódio, que podem ser usados pra comprar items in-game, que rotacionam numa loja in-game.

Esses Pontos de Pódio usualmente podem ser adquiridos in-game, mas (aí mora um perigo enorme) pacotes de pontos de pódio podem ser comprados na loja de seu console escolhido com dinheiro de verdade. (Eu, como sou um pobretão fodido e dou valor ao meu suado dinheirinho, não vou comprar esse tipo de coisa).

Voltando aos pontos de experiência, eles podem ser adquiridos completando voltas, e desafios que variam de diários, semanais ou bimestrais. Além dos desafios pro Modo Carreira e Minha Equipe, que também dão XP.

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Isso, aliado com as pinturas que rotacionam na loja ajuda a dar uma vida útil maior ao jogo, mas a venda de pontos de pódio abre um precedente perigoso pra franquia se transformar em Fifa, no sentido mais pejorativo da palavra.

Agora, falemos do que importa num jogo de corrida, a jogabilidade. Ela continua a mesma do Formula 1 2019, se você é novato, existe todo um grupo de assistências para fazer com que as suas voltas ao redor dos circuitos, sejam as mais agradáveis possíveis, e nem falo do modo casual que citei lá no começo.

Você tem auxílios disponíveis de marcha, freios, traçado, danos, entrada e saída dos pits, logo, a experiência num controle, pode ser customizada a seu gosto, deixando a experiência suave.

Uma das coisas que os pilotos de Formula 1 (que jogaram o jogo anterior) criticaram e a Codemasters mudou, foi o ERS, sistema de distribuição de energia, que agora funciona de maneira semi-automática, como na vida real.

Antes, haviam diversos modos do ERS, para dar potência em ultrapassagens, ou em voltas rápidas, agora, o ERS basicamente tem três modos, um para voltas rápidas (que só funciona nos treinos classificatórios), e dois para uso nas corridas, o médio e o de ultrapassagem.

O modo de ultrapassagem é ativado com um botão e dá um aumento ligeiro de potência ao carro. Mas é preciso usar com parcimônia, já que ele acelera o uso da barra de ERS, então use-o em retas longas para fazer ultrapassagens, tentar uma volta rápida ou defender posições.

Coisas, como desgaste de pneus, motor e distribuição de combustível, são sempre coisas a serem vistas pelo jogador, como não há mais parada pra reabastecimento na F1, o jogador deve administrar isso, alternando entre as misturas rica (mais velocidade, mas acaba mais rápido), a normal que não tem nada demais e a mistura econômica (mais lenta, mas ajuda a poupar combustível para a parte final da prova).

Tecnicamente, a despeito dos defeitos que citei no início da análise (as texturas em baixa definição), F1 2020 é tão bonito quanto seu antecessor.

As pistas estão recriadas com a maior fidelidade possível e alguns reajustes foram feitos, em circuitos como Mônaco (não muito perceptível, mas aumentaram um pouquinho, alguns circuitos) e Barcelona (consertaram a chicane no final do último setor).

Os carros seguem em sua maioria, os modelos revelados pra temporada desse ano (com exceção das alterações mais recentes, como a parte da Hashtag  #WeRaceAsOne), mas infelizmente não temos a Mercedes preta, que foi revelada de última hora. Porém, a Williams colgate foi removida e ironicamente, o carro da Williams é o único que está 100% atualizado com relação a contraparte real.

O jogo possui um sistema de clima dinâmico, onde o tempo passa e a iluminação mostra isso, com provas onde se vai anoitecendo, como o caso de Abu Dhabi.

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A iluminação mesmo pode atrapalhar o jogador com reflexos do sol fazendo com que algumas curvas sejam um pouquinho mais difíceis de se julgar o ponto ideal. Porém nem tudo são flores, já que entra ano e sai ano, e os efeitos de chuva da Codemasters continuam os mesmos, o que mais atrapalha na chuva dos jogos da Codemasters são as gotas na câmera. E você perde um pouco da imersão ao ver que as gotas no carro não são afetadas pela velocidade. Só trazendo um contraponto, na minha opinião, Project Cars 2 tem um bom efeito de chuva.

Infelizmente, a Codemasters não ouviu meus pedidos para uma dublagem mais esportiva no F1 2020, logo, recomendo que mude o idioma de seu sistema para inglês, porque a dublagem BR do jogo é igual a do ano passado, genérica e sem graça. Já a dublagem original, traz as mesmas vozes do ano anterior (e o anterior), dando um toque mais imersivo ao jogo (ao menos comparado a versão BR), temos a dupla Crofty e Davidson, além de Jacques e Valsecchi na F2, além de Will Buxton, dando as caras na série. Os dubladores dos personagens fictícios (Emma, Jeff e Claire) também executam seus trabalhos de forma competente.

E, apesar de eu não ser necessariamente um especialista nisso, mas dessa vez, os motores do jogo estão com sons parecidos com o de suas contrapartes reais.

Finalizando, honestamente, eu recomendo F1 2020. Mas é aquilo, apenas se você for fã da categoria. Trazendo uma experiência nova e ao mesmo tempo familiar, ele melhora o que havia de bom em F1 2019 e tira o excesso de filler do jogo anterior. Ainda existem arestas a serem aparadas para futuros jogos e problemas a serem consertados neste, mas a Codemasters entregou um jogo excelente que dá aos fãs de F1, o gosto de estar no grid e escalar até o topo.

F1 2020 está disponível para PS4, PC, Xbox One e Google Stadia.

A análise foi feita com base na versão de PS4, adquirida por mim.

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Coisas que queremos no F1 2020 https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/05/11/coisas-que-queremos-no-f1-2020/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/05/11/coisas-que-queremos-no-f1-2020/#respond Mon, 11 May 2020 22:50:55 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=3436 (Porque “Lista de desejos do Sancini pro F1 2020” não é um bom nome de artigo). Estamos há mais ou menos dois meses do lançamento do F1 2020, da Codemasters e com algumas (mas não todas) informações reveladas, é um jogo que já se mostra promissor, e possivelmente uma boa despedida para essa geração em […]

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(Porque “Lista de desejos do Sancini pro F1 2020” não é um bom nome de artigo).

Estamos há mais ou menos dois meses do lançamento do F1 2020, da Codemasters e com algumas (mas não todas) informações reveladas, é um jogo que já se mostra promissor, e possivelmente uma boa despedida para essa geração em termos de F1.

Baseado nessas informações, resolvemos fazer uma pequena lista de coisas que queremos no F1 2020.

Sigam-me os bons.

Um melhor controle dos carros da Formula 2

Coisas que queremos no F1 2020

Uma das adições do F1 2019 é a possibilidade de jogar as temporadas de 2018 e 2019 (esta última, adicionada em um update gratuito alguns meses depois do lançamento do jogo) da Fórmula 2, o que em teoria é legal.

Só que controlar os carros da F2 é uma catástrofe, e não é a mesma coisa que controlar um carro de F1. E não sou só eu, jogador casual que estou reclamando aqui.

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Jogadores que tem setups pra sim racers e até pilotos, como o Lando Norris disseram, que o controle de um carro de F2 no jogo é ruim. Então, se a Codemasters conseguir fazer com que o carro de F2 não controle feito uma banheira com rodas, ficaríamos todos muito agradecidos.

Um editor de pinturas minimamente decente

O anúncio que fez 11 entre 10 fãs do esporte salivarem e mijarem nas próprias calças de excitação, foi o modo MyTeam, onde você não apenas correrá pelas 10 temporadas do Modo Carreira, mas criará a décima primeira equipe do grid de largada.

Nada mais de apenas focar nos pontos de Pesquisa e Desenvolvimento para melhorar no carro, agora você terá que arrumar patrocínios, um segundo piloto, melhorar as instalações da equipe, gerenciar o treinamento do segundo piloto, mais ou menos como acontece no Motorsport Manager (PC/Mobile).

Com isso, obviamente deve vir um editor para você criar sua própria pintura do carro.


Esperamos algo decente, na melhor das hipóteses um editor tão bom quanto o do Gran Turismo Sport, que permite você conectar sua conta da PSN ao servidor do jogo e através do PC, fazer o upload de decals, que você adiciona ao seu carro dentro do jogo.

Porque honestamente, o “editor” dos carros para multiplayer do F1 2019 é basicamente, pinturas genéricas + troque a cor. Sem dúvida alguma é uma das coisas que queremos no F1 2020

Um criador de Personagens + Editor do Macacão

Outra coisa que F1 2020 poderia trazer, é um criador de personagens, no estilo dos CAWs dos jogos da WWE, não precisa ser tão profundo quanto, só nos deixe criar nosso piloto com coisas como tom de pele, penteado, cor do cabelo, possíveis tatuagens, coisa básica.

Já que o que temos é basicamente, criação do avatar com meia duzia (tá, não são exatamente seis) de opções e é só isso. E já que poderemos criar nossa equipe, seria legal poder editar o macacão, indicando cores e onde cada patrocínio/logo da equipe vai.

Claire e seu cinegrafista como repórteres OFICIAIS da F1?

Observação: A imagem utilizada é de um mod da versão PC do F1 2019.

F1 2018 marcou o retorno das entrevistas pós corrida/qualificatória/treino livre, com Claire, uma simpática britânica e seu inseparável cinegrafista.

Só que, no jogo, eles estão como representantes de uma TV fictícia. Seria legal se eles estivessem vestidos a caráter, como repórteres da F1.

Ajudaria um bocado na imersão do jogo (e sim, a F1 tem repórteres entrevistando os pilotos, não seria nada de outro mundo.) e certamente seria uma das coisas que queremos no F1 2020

Uma dublagem melhor para a versão brasileira do jogo

Honestamente, 75% da dublagem PT-BR de Formula 1 2019 é uma bosta. O que se salva basicamente é a Claire, a Emma e os dois pilotos da F2 do Modo Carreira (Devon Butler e Lucas Weber), o resto, pode jogar fora. E basicamente a dublagem foi a razão pela qual mudei o idioma do meu PS4 pra inglês, pra ter a dublagem original.

O que eu gostaria de ver, é uma dublagem decente, façam como no original, onde temos David Croft e Anthony Davidson (parte do time da SkySports da F1 no Reino Unido) comentando a F1 e Alex Jacques e Davide Valsecchi (a dupla de comentaristas da Formula 2), comentando a F2.

LEIAM – WWE 2K19 | Dois passos para frente, um passo para trás

Chamem gente que entenda do assunto pra deixar a dublagem menos genérica, tipo, chamem alguém da SporTV e o Rubinho pra comentar a F1 e outro comentarista e o Massa pra comentar a F2.

Claro, isso faria necessário algumas adaptações no script da dublagem, fazendo referências a carreira do Rubinho por exemplo (como fizeram com a carreira do Davidson no jogo), mas não deve ser um trabalho difícil. Mas pelo amor de Deus, não deixem a dublagem no modo genérico automático.

Uma Mônaco mais larga? Por favor?

Esse último aqui é mais como piada do que pedido. O circuito de Mônaco é um dos mais tradicionais da Formula 1, e hoje em dia uma das provas mais chatas de se assistir.

A razão é basicamente, a evolução dos carros de F1, tanto mecanicamente quanto em tamanho, tornaram ultrapassagens em Mônaco um artigo de luxo. E no videogame, mesmo com as assistências ligadas, correr em Mônaco é algo extremamente difícil.

Mesmo com o dano DESLIGADO, eu mal consigo chegar ao fim de uma volta sem bater pelo menos 27 vezes na parede. Então, creio que se alargassem um cadinho o circuito e deixassem ele menos claustrofóbico, eu conseguiria correr de boa por lá.

Sério, eu consigo correr em circuitos relativamente apertados, como o de Cingapura, ou o do Azerbaijão, mas não em Mônaco.

Sensação de velocidade nas Chase Cams

Coisas que queremos no F1 2020

O modo de câmera mais utilizado pelos jogadores, é o TV Pod, que em suas duas variantes, dá uma boa sensação de velocidade.

Porém, as duas Chase Cams (que vão atrás do carro, dando uma visão semelhante a jogos de Arcade) não tem a mesma sensação, abaixo um vídeo comparativo que gravei, com duas voltas no Autódromo de Sochi (GP da Russia).

Esse problema não era encontrado no F1 2012 por exemplo. Seria bom se a Chase cam tivesse a mesma sensação de velocidade da TV Pod. É mais uma das coisas que queremos no F1 2020

Uma música tema

Esse último item da lista pode parecer coisa boba, mas faz uma tremenda diferença ter um tema musical que ajuda a elevar o ânimo do jogador.

F1 2005 (PS2) tinha “Butterflies & Hurricanes” da banda Muse e o F1 2012 tinha “AKA… What a Life” da banda Noel Gallagher’s High Flying Birds. E o F1 2019… Não tem nada. Um tema no F1 2020 seria muito bem vindo.

Essas foram algumas das coisas nas quais consegui pensar, e que talvez seriam boas adições para o F1 2020.

O jogo sairá dia 10 de Julho para PS4, Xbox One, PC e Google Stadia.

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