Arquivos Bullet Hell - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/bullet-hell/ Um pouco de tudo na medida certa Wed, 07 Dec 2022 14:51:33 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Bullet Hell - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/bullet-hell/ 32 32 The Knight Witch | A Cavaleira Bruxeira https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/12/07/the-knight-witch-a-cavaleira-bruxeira/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/12/07/the-knight-witch-a-cavaleira-bruxeira/#respond Wed, 07 Dec 2022 14:51:33 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=12655 Dessa vez não vou começar o texto com nenhuma história engraçadinha (acho), mas começarei com uma confissão: Eu… Não gosto tanto assim do Castlevania Symphony of the Night. Ótimo jogo, mas nunca ressoou comigo como aconteceu com tanta gente ao longo dos anos. Talvez por eu não ter tido um PS1, ou jogado na época […]

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Dessa vez não vou começar o texto com nenhuma história engraçadinha (acho), mas começarei com uma confissão: Eu… Não gosto tanto assim do Castlevania Symphony of the Night. Ótimo jogo, mas nunca ressoou comigo como aconteceu com tanta gente ao longo dos anos. Talvez por eu não ter tido um PS1, ou jogado na época em locadoras, então o jogo não me passa aquela vontade de jogar. O que é esquisito, porque ao longo dos anos eu passei a gostar de Metroidvanias, ainda que eu seja incapaz de jogar um Metroid.

Agora que eu já angariei o ódio das comunidades de Castlevania e Metroid em um só parágrafo, a maioria de vocês deve saber que eu adoro shooters, seja vertical, ou horizontal, eu adoro os jogos de navinha. Eu sou ruim na maioria deles, mas sempre curti a atmosfera e o desafio deles. E os shooters evoluíram quando aumentaram exponencialmente o numero de projéteis, criando o sub gênero bullet hell, com jogos como Dodonpachi, Radiant Silvergun e Giga Wing (dentre outros), capitaneando o gênero nos anos 90, além da série Touhou que desde seu começo humilde no PC-98, se tornou um fenômeno da internet.

E a junção desses dois gêneros, não é algo necessariamente novo, já que existem até spin-offs metroidvanias de Touhou (Double Focus e Luna Nights me vem a mente) que colocam conceitos de bullet hell dentro da estrutura de um metroidvania, além de shooters que utilizam o foco de exploração como um metroidvania, como Moo Lander, lançado esse ano (e provavelmente devem ter outros que não me lembro).

Mas isso não impediu o Super Awesome Hyper Dimensional Mega Team (segundo melhor nome de desenvolvedora, depois de Team Ninja) de fazer sua contribuição com o gênero, mesclando bullet hell e metroidvania em um singelo título que chegou agora no começo de dezembro ao PS4/PS5/Xbox One/Xbox Series (e tinha saído no finzinho de novembro no PC e Nintendo Switch), chamado The Knight Witch. Será que ele agrada, ou se perde em meio a falhas grotescas?

Reprodução: Team17, Super Awesome Hyper Dimensional Mega Team

Defendendo o seu lar e sendo relações públicas

Estamos no papel de Rayne, uma Cavaleira Bruxa (ou seria Bruxa Cavaleira? Pra efeitos da piada desse review, jogamos em inglês, mas o jogo está disponível com localização em português brasileiro) que precisa salvar o seu lar e descobrir quem é o responsável pela invasão dos Golens de Guerra.

E não apenas isso, mas ela também precisa a cada missão, relatar o que aconteceu, como uma espécie de relações públicas. Ela pode ser completamente honesta sobre o que está acontecendo, ou pode contar algumas mentiras aqui e ali para manter a moral da população alta. Em teoria isso é uma boa ideia, mas que na prática, o jogo segura na sua mão meio que apontando quais respostas das coletivas de imprensa dão mais pontos de experiência. Porque o apoio da população lhe dá pontos para desbloquear melhorias, então é… A honestidade nem sempre é a melhor escolha.

Ainda assim, esse não é o maior defeito do jogo, mas sim o fato de que apesar de (de acordo com o jogo) Rayne ser uma mulher casada de 35 anos, ela age como uma adolescente, e isso meio que acaba contrastando com a seriedade da situação. É meio que uma mania de produções modernas quererem ser “Marvel” com piadinha piadinha piadinha.

Eu entendo a necessidade de as vezes você usar do humor pra aliviar uma situação tensa, mas precisa ser bem dosado.

Reprodução: Team17, Super Awesome Hyper Dimensional Mega Team

Deckbuilder? Bullet Hell? Metroidvania? Que tal os três.

Dificuldade em jogos é uma parada totalmente subjetiva. Porque eu vi MUITA GENTE dizendo por exemplo que Nioh era mais difícil que Dark Souls e isso e aquilo. Só que eu não tive dificuldade nenhuma de entender como Nioh funciona e me adequar corretamente aos controles. Mas como não é de Nioh que estamos falando (e sim de The Knight Witch), vamos a como funciona o jogo. Os controles funcionam quase como um Twin Stick Shooter, com o controle de Rayne no analógico esquerdo e a mira no analógico direito. Mas caso queira, pode ser usada uma mira automática que pode quebrar muito o galho.

O jogo possui um sistema simples de construção de baralhos (eu disse baralhos) com habilidades diferentes que podem ser assignadas em botões diferentes. Uma parte divertida é você testar quais habilidades vão se adequar melhor ao seu tipo de jogo. Não é um sistema profundo, como em jogos com maior foco em deckbuilding, mas para um completo imbecil como eu, dá pra brincar legal.

Para um Metroidvania, na maior parte do tempo, The Knight Witch é um tanto linear, mas ainda assim, você vai precisar ficar na ponta dos pés, porque como bullet hell, não vão faltar projéteis pra tentar te matar, e isso vai testar seus reflexos. Em especial nos chefes (destaque aqui pro chefe do final verdadeiro que pode causar algum rage.).

Em termos de duração, se você for fazer o final verdadeiro, o jogo deve durar umas seis, sete, talvez oito horas. E considerando o sistema de deckbuilding, garanto que o jogo tem um bom fator replay. E aos jornaleiros da internet que tão reclamando da dificuldade do jogo: GIT GUD.

Reprodução: Team17, Super Awesome Hyper Dimensional Mega Team

Maravilindamente bonito graficamente

Graficamente, The Knight Witch é fabuloso. Os cenários são maravilhosamente construídos e vibrantes, com detalhes em diversos pontos. E os personagens são bem desenhados e animados, e os retratos deles e aparência em cutscenes, são de uma qualidade ímpar.

A trilha do jogo, composta por Damian Sanchez (Temtem, Immortal Redneck, Rise and Shine) é bastante diversa, com instrumentais variados, passando climas e emoções diferentes. Battle of the Broken Sky, que abre a trilha do jogo começa com violinos agitados, até que passa a melancolia que leva a um crescendo no fim da musica é um bom exemplo. Mas não apenas isso, Robyn’s Day é uma melodia calma que usa instrumentos de sopro pra transmitir esse sentimento, enquanto que Hall of Giants é uma melodia que passa um sentimento de grandeza com instrumentos de corda (violão e guitarra) e por aí vamos.

Também destaco Golem Army, que passa um clima de perigo iminente, o tema vocal The Knight Witch Tales (com a performance da cantora Greta G.) é belíssimo, e eu poderia ficar um tempão falando da trilha sonora, mas cacete, é uma trilha boa pra caralho.

Reprodução: Team17, Super Awesome Hyper Dimensional Mega Team

Você está a altura do desafio?

The Knight Witch não é um jogo perfeito, ele falha em alguns aspectos da narrativa, e poderia ter ido mais a fundo nos elementos que possui, mas é competente o suficiente para você querer ir até o final. Tem muito potencial pro futuro, se quer saber minha opinião.

The Knight Witch está disponível para PC, Nintendo Switch, Playstation 4, Playstation 5, Xbox One e Xbox Series X|S, e a análise foi feita com uma cópia digital para Playstation 4, fornecida gentilmente pela Team17.

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Cotton Fantasy | A maior (e mais engraçada) aventura de Cotton https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/05/19/cotton-fantasy-a-maior-e-mais-engracada-aventura-de-cotton/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/05/19/cotton-fantasy-a-maior-e-mais-engracada-aventura-de-cotton/#comments Thu, 19 May 2022 13:45:04 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=11339 Sabe, ontem a noite eu percebi que teria um certo problema pra começar a fazer este texto. Porque uma das coisas que eu poderia utilizar pra passar o tempo, era justamente contar um pouco sobre a história da série Cotton, e eu meio que já fiz isso no meu mega texto de Cotton, leiam por […]

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Sabe, ontem a noite eu percebi que teria um certo problema pra começar a fazer este texto. Porque uma das coisas que eu poderia utilizar pra passar o tempo, era justamente contar um pouco sobre a história da série Cotton, e eu meio que já fiz isso no meu mega texto de Cotton, leiam por favor (pisca, pisca). Enfim, já que não posso falar tanto de Cotton na abertura, por falta de assunto, vou falar sobre uma outra coisa, que é meio que minha relação com shooters em si.

Desde pequeno, por conta de jogos como River Raid (Atari 2600), Dragon Spirit: A New Legend (NES) e Sonic Wings (SNES), minha preferência por jogos de navinha sempre foram os jogos com progressão vertical, eles eram mais interessantes. E isso foi se acentuando quando passei a conhecer mais o gênero, com pérolas do arcade, como a série Strikers (Psikyo), Mushihime-sama (Cave), Dodonpachi (Cave), dentre outros jogos. O único jogo com eixo horizontal que eu conseguia jogar sem me entediar até a morte, era no caso, a série Parodius (Konami), que um dia vai ganhar seu especial aqui no Arquivos do Woo

LEIAM – Cotton: A Noite dos Sonhos Fantásticos

O jogo que fez com que eu realmente mudasse minha visão sobre os horizontais, foi um Cute’Em Up que joguei há quase 10 anos atrás no PC, um singelo jogo chamado Gundemonium Recollection. Graças a um auxílio da minha irmã e seu cartão de crédito (lembram quando não dava pra usar boleto no Steam? Ainda bem que esse tempo passou, nem tudo que é velho é bom), pude adquirir Gundemonium Recollection e sua continuação, Gundeadligne. Os dois jogos, são bullet hells desenvolvidos pela Platine Dispositif, e graças a sua jogabilidade frenética e bom design de padrões de tiro, pude me divertir e apreciar melhor os jogos em eixo horizontal, passando a aproveitar outros jogos como Cotton 100%, R-Type e um dos meus favoritos: Deathsmiles, em seu excelente porte para PC.

Mas bem, graças a esse renovado interesse por jogos de tiro no eixo horizontal, foi que chegamos aqui. E bem, para poder encaixar com tudo, o ano de 2021 foi bem importante para a série Cotton, marcando os 30 anos do lançamento do primeiro jogo.

Celebrando, tivemos o lançamento de Cotton Reboot, remake do primeiro jogo, baseado no excelente porte do Sharp X68000, os relançamentos de Cotton 2, Cotton Boomerang, Cotton 100% e Panorama Cotton nos consoles atuais e no fim do ano, no Japão, chegava ao PS4 e ao Nintendo Switch, Cotton Rock and Roll: Superlative Night Dreams. E hoje, dia 20 de Maio, chega ao ocidente, a localização, intitulada Cotton Fantasy. E nas palavras de Cotton: LET’S GO!

Reprodução: Studio Saizensen, SUCCESS, ININ Games

Alguém está roubando os Willows, é hora de cumprir a profecia

Um dia, um estranho fenômeno começa a ocorrer na Terra das Fadas, os Willows começam a desaparecer, deixando todos em polvorosa. A sábia Oh-Baba chega e recita a profecia, de que quando os Willows começarem a desaparecer, uma pessoa trajando robe azul irá surgir, e no fim, Willows cairão dos céus.

A rainha, novamente coloca Silk a cargo de resolver essa treta, mas ao ouvir as palavras de Baba, as duas sabem exatamente a quem ela se refere, e Silk aparentemente tem Flashbacks do Vietnã a respeito disso.

Em outro canto, uma esfomeada Cotton vagueia tentando encontrar Willows, em vão, até que Silk a encontra, e faz uma proposta a bruxinha, que nega a princípio, até ouvir sobre a recompensa: Um suprimento com todos os willows que Cotton conseguir comer. E a partir daí, uma nova aventura se começa.

A história, como todas na série Cotton, não é algo sério, o clima da série foi sempre cômico, com a relação entre Silk e Cotton, e as coisas que as duas passam. E no fim, sem querer dar muitos spoilers, apesar do que está em jogo ser algo grande, no fim o que motivou tudo, acaba deixando essa como a aventura mais imbecil de Cotton. Não que isso seja algo ruim.

Reprodução: Studio Saizensen, Success, ININ Games

Shooter de primeira, com muito fator replay

A princípio, você pode pensar que é um jogo com a jogabilidade baseada no primeiro Cotton, mas não é totalmente. Primeiro, não temos somente a Cotton como personagem jogável, temos Appli, de Cotton 2, Kawase, de Umihara Kawase, Ria que é uma versão humanizada da nave da série Psyvariar, Fine, versão humanizada do veículo de combate do shooter top-down Starfighter Sanvein (PS1), Luffee, personagem de Doki-Doki Poyatchio!! (PS1, desenvolvido pelo Studio Saizensen), Tacoot, que é a final Boss do jogo e Silk, tendo aí oito personagens diferentes.

Cotton, Appli, Kawase e Tacoot tem jogabilidades semelhantes, mas mesmo elas possuem diferenças entre si. Numa coisa que essas quatro personagens são iguais, é que o tiro delas depende da magia que elas possuem equipada. Essa magia pode ser alterada com os cristais coloridos, marca registrada da série. Assim como no primeiro jogo, a magia (e experiência) depende da cor do cristal que você coleta, cristal amarelo da experiência, e os cristais vermelho, verde e azul dão um tipo de tiro e magia. Felizmente, há um botão para deixar apertado pra atirar constantemente, e um pra você deixar apertado e soltar a magia. E é aí que a semelhança entre essas personagens acaba.

Cotton tem uma bomba, no qual ela libera Silk em um ataque devastador (ideal pra limpar a tela ou causar dano em chefes), Appli funciona como em Cotton 2, onde se deixa segurado o botão de bomba (X no PS4), ela pode agarrar oponentes e arremessá-los nos inimigos, sendo muito eficaz. Kawase usa a vara de pescar dela e pega os inimigos, e com mais um toque, ela dispara o inimigo usando sua bazuca, funcionando como Appli, mas Kawase pode usar a vara em 4 direções para capturar o inimigo como se fosse o Yoshi. Tacoot pode mandar seu cajado para atacar, ficando a distância, mas a deixando desguarnecida. E as magias de Tacoot podem ter a mira controlada pelo cajado, num sistema semelhante a R-Type, mas isso vai afetar também seu tiro depois da magia.

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Ria funciona num sistema parecido com o da série Psyvariar, fortalecendo seus níveis através do sistema de Buzz, ou seja, quanto mais próxima dos projéteis inimigos (ou inimigos em si) Ria estiver, mais experiência ela ganha. Seu tiro concentrado, é um no qual ela gira para uma rajada constante e mais forte que os tiros comuns, mas com a movimentação lenta. Sua bomba é uma clássica limpa tela.

Fine não possui um sistema de vidas, ou mesmo bombas em si. O sistema de jogo dela é baseado em tempo, como em Salvei, com os cristais dropados pelos inimigos recuperando tempo, e o dano sofrido diminuindo. Pense na barra de vida de Cotton 2, por exemplo. E ela possui 3 armas, intercambiáveis com o botão onde seria a bomba, e utilizando o tiro concentrado neles, lança um ataque diferente.

Luffee funciona como a arma e magia laser dos jogos de tiro. Ela só tem um tipo de tiro, e seu ataque concentrado é basicamente a magia de laser de Cotton 2, sendo que você pode concentrar esse ataque em 3 níveis, mas novamente, assim como o concentrado de Ria, Luffee se move com mais lentidão. Sua bomba é a clássica limpa tela.

Somente essas personagens, cada uma funcionando de maneira diferente, são o suficientes para garantir um fator replay ao jogo, mas não é somente isso, como veremos mais adiante.

Cotton Fantasy
Reprodução: Studio Saizensen, Success, ININ Games

Uma experiência não linear para todos, sem esquecer da dificuldade

A primeira vista, Cotton Fantasy é um pouco mais difícil que Panorama e 100%, mas não chega ao nível de desafio dos jogos de arcade, ao menos não na dificuldade Normal. No normal, o jogo tem o desafio no nível certo, exigindo o suficiente daqueles que querem fazer o famoso 1 Credit Clear (eu ainda tô LONGE disso), mas não sendo difícil o suficiente para desmotivar os menos habilidosos. Sem contar que o jogo tem créditos infinitos, então é garantido que você vá terminar.

E quando você dominar o jogo na dificuldade normal, pode partir para desafios mais duros, com a dificuldade difícil, ou a dificuldade Extra, que vai testar seus reflexos de Bullet Hell, com inimigos que deixam DISPAROS assim que morrem.

A progressão de Cotton Fantasy é não linear em partes. A primeira e as duas últimas fases são fixas, você vai sempre jogá-las, mas as outras seis fases podem ser jogadas em qualquer ordem que o jogador desejar. Tá certo que a primeira jogatina serão essas nove fases, independente da ordem, mas depois disso… Nem tanto.

LEIAM – Memórias – Ligando o “Modo Pai”

Quando se termina com qualquer uma das personagens disponíveis de cara, você libera uma fase extra, que é um tributo aos jogos de origem das personagens, incluindo lutas com os chefes e subchefes desses jogos. Após isso, você tem uma boa combinação de fases para as próximas jogatinas.

O jogo possui referências a outros jogos da série, como a pontuação bônus secreta por não pegar nenhuma caneca de chá no “Tea Time”, uma reaparição de Wool como boss em uma das fases, as etapas de bônus são vistas por trás, como Panorama e Rainbow Cotton (e felizmente os controles funcionam, o que quer dizer uma coisa… REMAKE DE RAINBOW COTTON CONFIRMADO! Que foi? Um homem pode sonhar, não?), um dos momentos da última fase lembra bastante o último trecho antes da luta contra Wool em Cotton 100%.

Cotton Fantasy é um jogo relativamente curto, se você quer só jogar do começo até o final, mas a natureza arcade com o imenso fator replay ajuda muito no que você vai aproveitar do jogo.

Cotton Fantasy
Reprodução: Studio Saizensen, Success, ININ Games

Trilha sonora matadora acompanhada de belos gráficos

Eu vou ser honesto, graficamente, Cotton Fantasy não é tão bonito quanto Cotton Reboot, já que aqui a escolha foi gráficos tridimensionais com um leve efeito em cel-shading para facilitar os momentos de transição de 2D pra 3D em pequenos setores. Mas isso não quer dizer que Cotton Fantasy é feio, longe disso.

Os cenários são uma caixinha de sortidos, já que em uns pontos temos cenários belíssimos, outros cenários são bem meh. Em termos de design de personagens, o acerto é grande, tanto as personagens jogáveis, quanto os inimigos, todos lá estão bem feitos e os chefes são muito bacanas, tendo eles duas formas (dependendo da sua competência, a segunda forma nem aparece).

As cutscenes são charmosas, mas não posso negar que senti que poderíamos ter cutscenes em anime, como em Rainbow Cotton. E a trilha… Amigos, Cotton NUNCA decepcionou no departamento sonoro, mesmo quando o jogo deixava a desejar (Rainbow Cotton, why?), a trilha dele era era boa. E Cotton Fantasy não é a exceção a essa regra.

A trilha não passa de remixes de jogos anteriores da série, originalmente compostas por Kenichi Hirata e remixadas por um talentoso grupo de músicos, Kenichi Arakawa, Keisuke Hayase, Hiroyuki Kawada, Go Sato, Keishi Yonao e TECHNOuchi. E é o tipo de música que você vai querer caçar pra ouvir depois da jogatina, porque são excelentes composições e arranjos, incluindo aí remixes de Psyvariar e Umihara Kawase, é uma trilha pra ninguém botar defeito. Inclusive temos aí músicas de Umihara Kawase que não foram utilizadas no jogo, mas estão no disco oficial do jogo, então mais um motivo pra ouvir a trilha de Cotton Fantasy.

O jogo possui uma belíssima dublagem em japonês, com Nami Miyaki e Kaede Horikawa reprisando os papéis de Cotton e Silk, vindo de Cotton Reboot, assim como Hyosei e Madoka Hiraide reprisaram Appli e Needle. No geral, a equipe de dublagem de Cotton Fantasy fez um trabalho decente com o pouco que lhes foi dado (já que o modo história foca mais em Cotton, Silk e em menor escala, a Tacoot, que tem uma performance bem tomboy feita por Chika Okubo.

Cotton Fantasy
Reprodução: Studio Saizensen, Success, ININ Games

Fãs de shooters, não temam, Cotton Fantasy vale a pena

A espera por Cotton Fantasy valeu a pena? A resposta curta: Sim. A resposta mais ou menos longa, já que a longa é composta deste texto: Trazendo uma revisão das mecânicas dos dois primeiros jogos da série, com adições vindas de outros jogos, e um excelente fator replay, Cotton Fantasy é uma bela pedida para quem curte os jogos de navinha. Minhas reclamações ficam por parte do fator que Cotton Reboot é mais bonito, e que não temos etapas reais em Rail Shooter, mas pelo menos os bônus me dão esperança de um futuro jogo neste estilo.

Vários personagens e fases extras dão longevidade a um jogo que coloca novamente a franquia Cotton no mapa com um jogo inédito, e me deixa animado com o futuro da série.

Cotton Fantasy está disponível para PlayStation 4 e Nintendo Switch, com uma versão para PC a ser lançada posteriormente.


Essa análise foi feita com uma cópia digital de PlayStation 4 gentilmente cedida pela  ININ Games.

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Glam’s Incredible Run: Escape from Dukha | Dukha fica antes ou depois de Sepetiba? https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/04/11/glams-incredible-run-escape-from-dukha-dukha-fica-antes-ou-depois-de-sepetiba/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/04/11/glams-incredible-run-escape-from-dukha-dukha-fica-antes-ou-depois-de-sepetiba/#respond Mon, 11 Apr 2022 14:33:35 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=10635 No comecinho desse mês de abril, saiu a demo do shooter baseado em Dragon Maid. Sim, Dragon Maid tem um bullet hell baseado no jogo, que saiu agora no fim de Março, mas só lá no Japão. Felizmente o jogo tem em inglês (mesmo se você comprar na PSN/eShop japonesa) e a Aksys Games confirmou […]

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No comecinho desse mês de abril, saiu a demo do shooter baseado em Dragon Maid. Sim, Dragon Maid tem um bullet hell baseado no jogo, que saiu agora no fim de Março, mas só lá no Japão. Felizmente o jogo tem em inglês (mesmo se você comprar na PSN/eShop japonesa) e a Aksys Games confirmou o lançamento ocidental pro inverno brasileiro. Eu testei a demo, e me parece ser um bullet hell decente, só que eu ainda não consegui determinar onde fica a hitbox das meninas.

A demo tem uma fase, e o sistema de tag que tem (alternando entre a Tohru, a Kanna e a Elma) me lembra um pouco Cotton Boomerang (aguarde em breve matéria sobre a série Cotton, em preparação pra Cotton Fantasy), as três meninas tem estilo de tiro diferente e enquanto estão em stand-by, recuperam um pouco do life, essencial pra passar pelas barreiras de tiro.

LEIAM – Super Nanaru | Mamãe, no céu tem pão? Não, uma demônia roubou

Mas bem, sem mais delongas, vamos ao que interessa: No ano passado, a desenvolvedora Three Legged Egg lançou no Steam o jogo Glam, um platformer de precisão ultra difícil. E agora, em Abril de 2022, a Red Art Games lança o jogo para PS4 e Xbox One, sob o título: Glam’s Incredible Run: Escape from Dukha.

Será que o jogo vale a pena seu tempo? Confira conosco.

Reprodução/ Red Art Games

Vamos resgatar Mamãe, que foi presa pela bruxa

No papel de Glam, uma menina que parece ter saída de um vídeo de aeróbica dos anos 80, precisamos resgatar nossa mãe, que está presa no reino de Caterina. Uma bruxa maligna a prendeu para evitar que Glam e sua mãe unissem seus poderes…

Mas que poderes são esses? O de conjurar um balde de McFlurry? O de conseguir 90% de desconto em toda loja que entra? O de conseguir ler 3 livros de 300 páginas em um dia só? Não se sabe, nada foi dito sobre esses poderes e nada mais é dito no jogo… Eu acho.

LEIAM – Melhores dos 10s: The Legend of Zelda: Breath of the Wild

A página do Steam não diz nada, tampouco a página na loja da Red Art Games, cujo texto foi copiado do Steam.

No geral, não importa tanto, e eu só queria fazer graça com algo. Se funcionou ou não, sei lá. Parece que estou digitando essas palavras só pra alongar um texto ou algo do tipo.

Reprodução/ Red Art Games

Se exige precisão de mim, jogo, espero precisão vinda de você

Vamos falar sobre os positivos num geral. A sensação de passar de um trecho difícil é bem bacana, mas acho que isso é algo inerente a jogos difíceis, como Super Meat Boy, Celeste ou qualquer souls-like. E a estrutura do jogo, de fases curtas, com coletáveis extras que fogem da rota mais rápida, é sempre bem vinda. Mas até aí, isso também já foi feito em jogos como League of Evil e a romhack celeste.smc (que é uma romhack de Super Mario World com as mecânicas de Celeste).

Ou seja, as melhores coisas do jogo, são coisas que jogos mais competentes também possuem, então vamos ao resto.

Primeiro, o design de fases não é nada que não tenhamos visto em outros jogos difíceis. As fases começam simples, e conforme vamos avançando, novos gimmicks vão sendo adicionados, temos a utilização de 3 botões, um pra pulo, um pro grappling hook, que a Glam utiliza dos cabelos, e um para agarrar certas paredes.

Com wall jumps a sua disposição, mais os gimmicks apresentados, o jogo tinha tudo para ser uma experiência decente de um platforming difícil, na qual a satisfação da vitória suplanta o estresse de diversas mortes, mas não é o que acontece aqui.

O principal problema, que é o que coloca tudo a perder, é o quão falha é a detecção de colisão. Muitas superfícies são cobertas por espinhos, só que a hitbox de Glam (ou do espinho), é maior do que aparenta ser, muitos trechos aparentam ser impossíveis porque você não sabe se morreu por causa de um erro seu ou do jogo.

Jogos como Celeste por exemplo, possuem o mesmo tipo de desafio, com áreas cheias de espinhos, mas como o sprite da Madeleine lá é pequeno, você sabe como manter o controle, e se morreu, foi por erro seu, e não porque a hitbox do jogo te ferrou.

E o sistema de gancho do jogo, que usualmente é algo que gosto, mesmo aqui ele é um tanto falho, porque a mira dele é automática e ela nem sempre acerta o lugar ideal, além de muitas vezes, mesmo a distância sendo o suficiente para ativar a mira, ela não aparece, causando mortes bobas.

Eu havia dito anteriormente, que o design das fases é passável, não é nada que outros platformers de precisão já não tenham feito, mas o fato é que as falhas de hitbox, aliada com o design, deixa a experiência frustrante. O jogo pede precisão de mim, o que é difícil, quando o jogo tem falhas que impedem isso. Uma coisa é eu ser horrível em platformers, outra é morrer porque o jogo não me dá a precisão que ele mesmo pede.

Glam Incredible Run
Reprodução/ Red Art Games

Pelo menos você pode customizar a aparência

Olhando a página do jogo no Steam, uma das reclamações do jogo é que ele só tinha uma música. Talvez atualizações tenham consertado isso, mas aqui o jogo possui algumas musicas que vão se alternando após alguns loops. Não são músicas ruins, mas também não são nada memoráveis.

Os cenários do jogo até que são bem feitos, mas como posso dizer… Graficamente o jogo num geral tem uma aura de basicão. Não são horríveis, mas tem muitos outros bem mais memoráveis, enquanto Glam fica bem no meio da estrada. Mas, como positivo, você pode customizar a aparência da Glam nas opções. Não é grandes coisas, mas pelo menos é algo.

Glam Incredible Run
Reprodução/ Red Art Games

Conclusão: Onde diabos fica Dukha?

Será que fica antes ou depois de Sepetiba? Porque parece um daqueles nomes de bairros do Rio de Janeiro que ficam lá depois de Campo Grande, tipo Inhoaíba, Cosmos, e o escambau. Não me surpreenderia se abrisse o mapa da cidade e visse que realmente existe um bairro chamado Dukha. Agora, sobre o jogo…

Ele poderia ter sido um platformer de precisão mediano, com gráficos passáveis, mas o fato é que a colisão horrível e os controles não tão precisos acabam afetando a experiência final.O máximo que posso dizer, é que a versão de PC custa menos de 7 reais. Não recomendo.

Glam’s Incredible Run: Escape from Dukha está disponível para Playstation 4 e Xbox One, além da versão original de PC. 


Esta análise foi feita no PlayStation 4 com uma cópia digital do game gentilmente cedida pela Red Art Games.

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Hell Blasters | Até jornalista pode jogar https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/10/27/hell-blasters-ate-jornalista-pode-jogar/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/10/27/hell-blasters-ate-jornalista-pode-jogar/#respond Wed, 27 Oct 2021 08:00:12 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=8530 No meu texto de Gleylancer, eu falei sobre relançamentos. E está pra sair o remaster (mais um) da trilogia de GTA do PS2. E boy, oh boy, a Rockstar foi cretina. Cobrar 300 reais em 3 jogos com mais de 15 anos. E TEM GENTE DEFENDENDO, porque os originais venderam bem. 300 reais por uns […]

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No meu texto de Gleylancer, eu falei sobre relançamentos. E está pra sair o remaster (mais um) da trilogia de GTA do PS2. E boy, oh boy, a Rockstar foi cretina. Cobrar 300 reais em 3 jogos com mais de 15 anos. E TEM GENTE DEFENDENDO, porque os originais venderam bem. 300 reais por uns shader vagabundo em jogo velho. Faça-me o favor. O que isso tem a ver com o jogo de hoje? Nada.

Assim como não tem nada a ver o fato de que eu deveria ter escrito esse review mais cedo, mas durante parte do mês eu estive ocupado com a Brazilians Against Time. E não, não teve nada a ver com o fato de que eu voltei a jogar Genshin Impact. Não senhor. Enfim…

LEIAM – Gleylancer | Um relançamento para uma nova geração

Eu adoro shooters. Isso vem desde lá o Nintendinho (no meu caso, Turbo Game), onde eu passava ódio com Magic Carpet 1001 (um bootleg safado que vinha com o console) e Tiger Heli, além de me divertir de verdade com Dragon Spirit. O tempo passa e acabo me aprofundando no gênero, ao menos depois de adulto, graças aos shooters do PS2, e as maravilhas do Mame.

Hoje em dia, mesmo o gênero não sendo representado como antigamente, ainda existem desenvolvedores que apostam em shooters, porque o público, apesar de nicho, ainda é fiel. E no começo desse mês, chegou ao PC “Hell Blasters”, que você confere a análise.

Vamos acabar com a guerra… Usando de violência

Hell Blasters

Você está no papel de Winter (ou de Summer), dois jovens que entram para os Hell Blasters, equipe de mercenários bem treinados que pretende acabar com a guerra, nem que para isso tenham que explodir mais estruturas e inimigos que um filme do Michael Bay…

Ou você pode viver essas aventuras de maneira lúdica, jogando o Arcade de Hell Blasters, onde os acontecimentos do modo história não passam de ficção em um jogo de fliperama.

A história de Hell Blasters é só uma desculpa para você fazer as coisas explodirem, então não vou ser muito severo com o jogo.

Simples e efetivo, até jornalista pode jogar

Hell Blasters

Hell Blasters tem dois modos principais de jogo, o Arcade Mode, onde jogamos por 5 fases, ou o Modo História, onde essas cinco fases são intercaladas por tutoriais ensinando as mecânicas e pormenores do jogo, e divididas em 36 pedaços. Também conhecemos mais sobre a luta dos Hell Blasters e sua missão, em cutscenes.

A minha primeira recomendação a quem for jogar Hell Blasters é começar pelo modo história, porque não somente o jogo vai lhe ensinar tudo o que for necessário para sobreviver ao inferno de balas, e as fases não irão parecer tão grandes assim. Porém, se você jogar o modo arcade primeiro, prepare-se, porque as fases são longas…

Muito longas…

LONGAS PRA CARALHO!

Você possui quatro boitões de ação, o tiro normal, que pode ser concentrado ao deixar o botão pressionado, porém isso vai diminuir a velocidade da nave, o botão da bomba que garante um momento de invencibilidade e limpa a tela (se você tomar dano/perder vida, o jogo soltará uma bomba antes do dano ser computado, então é melhor guardar as bombas pra usar como hit points extras).

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Há um botão pro auto-fire, ideal pra quem não gosta de mashar em shooters, e o botão do ataque especial que utiliza uma barra de energia e pode destruir os tiros rosas. Essa barra recarrega sozinha e o ataque especial é bastante útil para sair de umas enrascadas.

Graças a convenção moderna dos shooters, trazida pelos bullet hells na segunda metade dos anos 90, a hitbox do seu personagem não está atrelada a nave inteira, mas somente ao cockpit, permitindo manobras evasivas em situações mais extremas (útil especialmente nas dificuldades mais elevadas).

O jogo é extremamente amigável com iniciantes, indo um ponto além de colocar a dificuldade “Easy”, temos a dificuldade “Jornalista” que por si só, já vale a compra do jogo. E se você for versado na arte do Bullet Hell, não vai se decepcionar com as dificuldades mais altas. Finalizando, se você for um purista das navinhas, o jogo tem modos de vídeo para você se sentir em fliperama, incluindo aí o Tate.

Não deixe os gráficos em 8-bits te enganarem

Hell Blasters

Se você olhar puramente as screenshots do jogo, pode pensar que Hell Blasters saiu do NES ou do PC Engine, porque graficamente, ele é bem simples. O design das naves não ficaria deslocado em um jogo dos anos 80, tampouco os cenários, igualmente simplistas. Apesar de tudo, ele é harmonioso de algum jeito.

As cutscenes feitas em pixel art são charmosas e contam alguns pontos, e o jogo foi ao infinito e além ao incluir cutscenes, já que no modo arcade temos finais diversos dependendo do personagem a ser jogado e da dificuldade escolhida.

A trilha sonora do jogo é bem composta e animadinha, ajudando a manter o clima do jogo. Não tem temas memoráveis como Gleylancer, mas é uma trilha bastante competente.

Só pelo Jornalista já valeria a pena

Só pelo jogo incluir a dificuldade Jornalista, eu recomendaria Hell Blasters, porém o preço é um pouco salgado pra um shooter simples (ainda que competente). É divertido e bem feito, mas talvez você queira esperar uma promoção.

Ele não é absurdamente caro como os shooters usualmente lançados no PS4, mas em meio a crise econômica da nossa republiqueta de bananas, qualquer real economizado, pode ser reutilizado em outros jogos.

Hell Blasters está disponível para PC  e essa análise foi feita com uma cópia digital de PC gentilmente cedida pela Playshift Games.

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Vivemos um momento da indústria de jogos em que a oferta de uma experiência realista e focada em histórias tão profunda e emotiva quanto um episódio de Maria do Bairro são distribuídas feito santinhos em dia de eleição.

Não que isso seja ruim, tenho certeza que existe um publico grande que os consome, caso contrário não investiriam tanto nesse formato. Mas eu estou em uma busca por jogos diferenciados, algo que me divirta ao oferecer uma experiência nova.

E foi então que me deparei com MOTHERGUNSHIP, uma lufada de ar fresco para o gênero FPS. Certamente é um título que pode assustar quem está preso ao marasmo dos jogos narrativos, e deixar eufórico a galera que gosta de um bom desafio e busca por novas experiências.

Me acompanhe!

Créditos:  Grip Digital – Terrible Posture Games

Um jogo bem humorado

Com diálogos bem humorados e um gameplay que mescla o gênero FPS ao famoso e frustrante Bullet Hell, comum em alguns jogos de “navinha”.

MOTHERGUNSHIP acaba trazendo aquela brisa fresca ao gênero ao misturar esses dois gêneros distintos a um sistema de craftar armas. Talvez ninguém tenha pedido por essa mistura maluca, só que isso foi feito de um modo tão cativante que você poderá gastar horas e horas com esse jogo.

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Uma das coisas mais surpreendente de Mothergunship, sem dúvida é a variedade de combinações que você poderá fazer com  suas armas. O personagem que controlamos pode portar uma arma em cada mão, logo você pode criar uma combinação única para cada uma delas. Sendo assim você pode misturar o que você bem entender, por exemplo: Se colocar uma shotgun com uma metralhadora e lança chamas, vai  notar que o alcance do projeteis é menor. Mas se você aplicar um modulo que faz com que o projetil fique “kickando” ao atingir o chão ou parede?

Essa infinidade de variações a serem feitas com as armas é o que acaba nos prendendo, porque se você olhar para o background da história vai se deparar com algo raso. Nada que desabone o jogo, o intuito é só servir de pano de fundo mesmo: O mundo foi tomado por uma invasão alienígena e os seres humanos mandam você para dar cabo deles e salvar a terra.

Um enredo simples e direto que serve apenas para te dizer que toda a destruição que você causou tem um proposito.

Créditos:  Grip Digital – Terrible Posture Games

Os bosses gigantes

Os chefes em que encaramos são sempre gigantesco e provavelmente vai te deixar desesperado, pelo menos no começo quando estamos nos acostumando a velocidades do personagem. O que acaba sendo divertido, pois lidar com a velocidade é importante para conseguir sair de enrascadas onde os inimigos menores tentam te cercar.

Na realidade os bosses nem são o problema e sim esses inimigos que te atacam em grande número e com milhares de projeteis, ai compete a nós fugir e evitar ao máximo ser atingido pelos tiros pequenos e ainda desviar do projétil gigante do boss.

Com tanta ação comendo solto no jogo, acaba sendo perceptível que não há uma variedade tão grande de inimigos. Eles se repetem bastante, o que acaba sendo compreensível visto que normalmente você é atacado por hordas, logo não dá pra cobrar uma variedade enorme, mas vale a pena ressaltar esse ponto. Quem sabe numa futura sequencia isso possa ser melhorado.

Créditos:  Grip Digital – Terrible Posture Games

Um bom desempenho

É impressionante o desempenho do jogo diante de tantos projeteis e inimigos ao mesmo tempo, é uma correria frenética nesses momentos. Só que isso tem um custo, o loading é demorado. Sempre que você alcança uma porta para mudar de nível, um loading tem inicio, e nessa momento você confere diálogos sempre bem humorado com o capitão e outros tripulante. Em um deles você é identificado pelo computador da nave como um entregador de pizza.

É uma ideia inteligente para compensar o jogador enquanto a próxima fase está sendo gerada. E esse é um ponto bem bacana, as fases são procedurais, então raramente você encara uma nível igual ao outro, o que eleva bastante a dificuldade se você tentou decorar o padrão.

Não bastasse isso, em alguns momentos você vai ter missões onde começará com armas ridiculamente fracas e precisara alcançar as lojas, que só são acessíveis depois que você eliminar todos os inimigos do setor.

Ai tu vai se ver com a energia no berro, uma arma ruim e notar que não conseguiu moedas o suficiente pra conseguir uma arma melhor. Só te resta gritar “Maldito Satanás da costa Oca!!”

Créditos:  Grip Digital – Terrible Posture Games

Conclusão

Mothergunship sem dúvida vale a pena, mesmo que alguns pontos possam não agradar (como os loadings e a pouca variedade de inimigos), ele acaba sendo um título divertido e ótimo para quem busca algo novo.

A música do jogo combina perfeitamente, mesmo não sendo nada memorável, e a possibilidade de dar upgrades em sua armadura, assim elevando barra de energia, escudo e carga de algumas armas pode cativar os jogadores. Se não fosse por ter um modo campanha, tenho certeza que Mothergunship também pode ser encarado como um arcade game.

O título acaba sendo uma excelente pedida também para quem gosta de jogar com os amigos, pois no começo do mês foi liberado o modo multiplayer – Que ainda não testei, mas o farei assim que possível, alias, sigam-me no Twitter que comentarei a respeito por lá.

Essa análise foi feita com uma cópia digital de Xbox One gentilmente cedida pela Grip Digital.

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3 Jogos de naves do SNES que você precisa conhecer https://www.arquivosdowoo.com.br/2016/07/25/3-jogos-de-naves-do-snes/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2016/07/25/3-jogos-de-naves-do-snes/#comments Mon, 25 Jul 2016 02:37:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2016/07/25/jogatinas-saudaveis-3-jogos-de-naves-do_24/ Aqui estou eu, dessa vez para falar um pouco de 3 Jogos de naves do SNES que tenho jogado para Super NES. “Tenho jogado” talvez tenha sido um termo mal colocado, já que 2 deles eu realmente não me dediquei ainda, mas talvez essa seja a hora que você se pergunte, “nossa, mas por que […]

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Aqui estou eu, dessa vez para falar um pouco de 3 Jogos de naves do SNES que tenho jogado para Super NES. “Tenho jogado” talvez tenha sido um termo mal colocado, já que 2 deles eu realmente não me dediquei ainda, mas talvez essa seja a hora que você se pergunte, “nossa, mas por que ele vai falar de jogos de nave?”…

tá aí uma boa pergunta…

Esse tem sido um gênero que tenho jogado bastante ultimamente… sempre gostei, mas ultimamente tenho sentido a necessidade de jogar esse tipo de jogo.

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São jogos extremamente ativos, com um gameplay frenético, de baixa duração – pelo menos até batermos de cara com a temida tela de game over – e eu não me perco na história, algo que estava se tornando cada vez mais comum com a frequente falta de tempo, então é um gênero que diverte bem, treina meus reflexos e rende o pouco tempo de jogatina que tenho.

Capa da versão japonesa

SONIC WINGS

Abrindo a nossa pequena lista, um clássico de 1994, Sonic Wings, como é conhecido no Japão ou Aero Fighters por nossas bandas. O grande fato é que o cartucho da versão americana é extremamente raro, então se você jogou um original, provavelmente foi o Sonic Wings.

 

Um shooter vertical, um botão para tiro (semi-automático… sem auto-fire, mas não precisamos esmagar o botão de tiro num frenesi descontrolado), um botão para especial… e podemos jogar em dupla com um amigo!!! O que é extremamente divertido!

Pronto, são os ingredientes para uma receita da felicidade!

Os diferentes pilotos e suas habilidades

Temos 4 duplas de personagens, cada uma representando um país. Digo dupla porque o jogador 1 usa uma nave e o 2 usa a nave da dupla do mesmo país,num total de 8 personagens, com tiros, especiais e até mesmo velocidades diferentes entre si!

Com certeza, uma excelente pedida! Mas já aviso, a versão americana do jogo é extremamente difícil! Mesmo com o máximo de 5 créditos e 5 vidas, no nível fácil ainda continua um jogo desafiante, ainda mais que depois de um game over, dependendo da fase em que estivermos, voltamos para o começo da mesma!

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Portanto, minha recomendação: Joguem o Sonic Wings se acharem o Aero Fighters muito difícil!

A versão japonesa, mesmo no nível normal apresenta uma dificuldade bem justa e o jogo pode ser terminado, mesmo que você tenha que usar o número aumentado de continues desta versão, que soma 9 créditos para você se divertir, afinal, o intuito é a diversão, não é mesmo?

Ah, um segredo… nessa versão, caso jogue no nível fácil, mesmo que morra na última das 7 fases, você não volta do começo, então mande bala 😉

PHALANX

 

O segundo da lista é Phalanx – The Enforce Fighter A-144, de 1992, ou como alguns devem conhecer, “o jogo com o tio do banjo na capa”.

Phalanx é um shooter horizontal, que me impressionou. Não esperava que o jogo do banjo apresentasse tanto potencial! Esse foi um jogo que selecionei para conhecer mais, já que vale pela surpresa.

Um sistema interessante, com 3 “slots” de armas principais que montamos à nossa escolha, com lasers, tiros carregados, teleguiados e uma metralhadora, os quais podem combinar com 3 tipos de mísseis diferentes, gerando uma combinação bacana, além de que existe uma barra de energia, algo não tão comum do gênero.

 

Além disso, você também pode alternar entre 3 velocidades da sua nave, algo que pode ajudar muito!

Phalanx pode ter seus defeitos, como os tiros avermelhados muitas vezes são difíceis de ver, além de que as fases são assustadoramente extensas, mas pode ser um ótimo jogo para iniciantes do gênero.

O jogo já começa configurado no fácil, mas mesmo jogando no modo normal, mesmo os novatos no gênero não deverão ter muitos problemas pra se divertirem!

AXELAY

 

Para fechar com chave de ouro, Axelay, de 1992 pela Konami! Onde controlamos a incrível nave D117-B – também conhecida como Axelay -, resultado dos esforços da engenharia dos planetas do sistema Illis no desenvolvimento de uma arma tão avançada e tão cara que apenas uma pôde ser construída! Isso, para deter uma força de destruição à caminho de Illis!

Caras, que game fantástico! Começa com uma trilha sonora fantástica e uma mecânica de jogo bem interessante… alternamos entre fases verticais (as quais abusam dos poderes do Mode 7) e horizontais.

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A cada fase que passamos, ganhamos uma nova arma e temos a chance de utilizá-la em um dos 3 slots que temos, podendo estas armas ser tiros ou bombas. Uma característica interessante, é que se recebermos um tiro, perdemos a arma equipada, ou seja, podemos tomar 3 tiros antes do tiro fatal.

No entanto, uma colisão ou um tiro enquanto estivermos com uma arma quebrada selecionada resultarão em morte certa.

3 Jogos de naves do SNES

UM JOGO DIFÍCIL

A velocidade é regulada logo no início do jogo, no menu de opções. Sugiro que regulem para a velocidade 4 (de 5 disponíveis).

Mesmo nessa velocidade conseguimos controlar a nave de maneira tranquila, sem ficar trombando a torto e a direito em tudo quanto é canto, aliás, na primeira fase já temos um trecho que se estivermos numa velocidade inferior a essa, quase certamente não passaremos intactos.

Acho Axelay bem difícil, e pode representar um desafio bom para os amantes do gênero, mas é um jogo que vale muito jogar!

E essas foram minhas recomendações iniciais de 3 jogos de nave do SNES… não quer dizer que são os melhores, mas são jogos que tem suas marcas interessantes… seja por serem clássicos, originais ou por terem capas polêmicas…

E caso queiram checar o gameplay dessas belezuras, é só ver esse vídeo aqui onde jogo um pouco dos três.

Boa jogatina a vocês!

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