No meu texto de Gleylancer, eu falei sobre relançamentos. E está pra sair o remaster (mais um) da trilogia de GTA do PS2. E boy, oh boy, a Rockstar foi cretina. Cobrar 300 reais em 3 jogos com mais de 15 anos. E TEM GENTE DEFENDENDO, porque os originais venderam bem. 300 reais por uns shader vagabundo em jogo velho. Faça-me o favor. O que isso tem a ver com o jogo de hoje? Nada.

Assim como não tem nada a ver o fato de que eu deveria ter escrito esse review mais cedo, mas durante parte do mês eu estive ocupado com a Brazilians Against Time. E não, não teve nada a ver com o fato de que eu voltei a jogar Genshin Impact. Não senhor. Enfim…

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Eu adoro shooters. Isso vem desde lá o Nintendinho (no meu caso, Turbo Game), onde eu passava ódio com Magic Carpet 1001 (um bootleg safado que vinha com o console) e Tiger Heli, além de me divertir de verdade com Dragon Spirit. O tempo passa e acabo me aprofundando no gênero, ao menos depois de adulto, graças aos shooters do PS2, e as maravilhas do Mame.

Hoje em dia, mesmo o gênero não sendo representado como antigamente, ainda existem desenvolvedores que apostam em shooters, porque o público, apesar de nicho, ainda é fiel. E no começo desse mês, chegou ao PC “Hell Blasters”, que você confere a análise.

Vamos acabar com a guerra… Usando de violência

Hell Blasters

Você está no papel de Winter (ou de Summer), dois jovens que entram para os Hell Blasters, equipe de mercenários bem treinados que pretende acabar com a guerra, nem que para isso tenham que explodir mais estruturas e inimigos que um filme do Michael Bay…

Ou você pode viver essas aventuras de maneira lúdica, jogando o Arcade de Hell Blasters, onde os acontecimentos do modo história não passam de ficção em um jogo de fliperama.

A história de Hell Blasters é só uma desculpa para você fazer as coisas explodirem, então não vou ser muito severo com o jogo.

Simples e efetivo, até jornalista pode jogar

Hell Blasters

Hell Blasters tem dois modos principais de jogo, o Arcade Mode, onde jogamos por 5 fases, ou o Modo História, onde essas cinco fases são intercaladas por tutoriais ensinando as mecânicas e pormenores do jogo, e divididas em 36 pedaços. Também conhecemos mais sobre a luta dos Hell Blasters e sua missão, em cutscenes.

A minha primeira recomendação a quem for jogar Hell Blasters é começar pelo modo história, porque não somente o jogo vai lhe ensinar tudo o que for necessário para sobreviver ao inferno de balas, e as fases não irão parecer tão grandes assim. Porém, se você jogar o modo arcade primeiro, prepare-se, porque as fases são longas…

Muito longas…

LONGAS PRA CARALHO!

Você possui quatro boitões de ação, o tiro normal, que pode ser concentrado ao deixar o botão pressionado, porém isso vai diminuir a velocidade da nave, o botão da bomba que garante um momento de invencibilidade e limpa a tela (se você tomar dano/perder vida, o jogo soltará uma bomba antes do dano ser computado, então é melhor guardar as bombas pra usar como hit points extras).

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Há um botão pro auto-fire, ideal pra quem não gosta de mashar em shooters, e o botão do ataque especial que utiliza uma barra de energia e pode destruir os tiros rosas. Essa barra recarrega sozinha e o ataque especial é bastante útil para sair de umas enrascadas.

Graças a convenção moderna dos shooters, trazida pelos bullet hells na segunda metade dos anos 90, a hitbox do seu personagem não está atrelada a nave inteira, mas somente ao cockpit, permitindo manobras evasivas em situações mais extremas (útil especialmente nas dificuldades mais elevadas).

O jogo é extremamente amigável com iniciantes, indo um ponto além de colocar a dificuldade “Easy”, temos a dificuldade “Jornalista” que por si só, já vale a compra do jogo. E se você for versado na arte do Bullet Hell, não vai se decepcionar com as dificuldades mais altas. Finalizando, se você for um purista das navinhas, o jogo tem modos de vídeo para você se sentir em fliperama, incluindo aí o Tate.

Não deixe os gráficos em 8-bits te enganarem

Hell Blasters

Se você olhar puramente as screenshots do jogo, pode pensar que Hell Blasters saiu do NES ou do PC Engine, porque graficamente, ele é bem simples. O design das naves não ficaria deslocado em um jogo dos anos 80, tampouco os cenários, igualmente simplistas. Apesar de tudo, ele é harmonioso de algum jeito.

As cutscenes feitas em pixel art são charmosas e contam alguns pontos, e o jogo foi ao infinito e além ao incluir cutscenes, já que no modo arcade temos finais diversos dependendo do personagem a ser jogado e da dificuldade escolhida.

A trilha sonora do jogo é bem composta e animadinha, ajudando a manter o clima do jogo. Não tem temas memoráveis como Gleylancer, mas é uma trilha bastante competente.

Só pelo Jornalista já valeria a pena

Só pelo jogo incluir a dificuldade Jornalista, eu recomendaria Hell Blasters, porém o preço é um pouco salgado pra um shooter simples (ainda que competente). É divertido e bem feito, mas talvez você queira esperar uma promoção.

Ele não é absurdamente caro como os shooters usualmente lançados no PS4, mas em meio a crise econômica da nossa republiqueta de bananas, qualquer real economizado, pode ser reutilizado em outros jogos.

Hell Blasters está disponível para PC  e essa análise foi feita com uma cópia digital de PC gentilmente cedida pela Playshift Games.

Author: Geovane Sancini

Geovane, mais conhecido como Sancini (ou Kyo, se você for velho o suficiente pra lembrar do nick antigo dele) é um escritor e speedrunner que joga videogames desde que se entende por gente.