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Harrison Ford é um ator que já nos proporcionou grandes momentos com a franquia Indiana Jones. E quando eu digo “grandes“, eu nem sempre quero dizer que são “bons“.

Entre os cinco filmes da série, é consenso que os três primeiros são os que valem de verdade, enquanto que os dois modernos, onde o ator já está velho, não chegam nem perto da qualidade dos longas dos anos 80.

Já no que tange aos videogames, a coisa é um pouco diferente. Tivemos jogos desde o Atari, passando pelos adventure games feitos pela LucasArts como The Graphic Adventure (1982) e Fate of Atlantis (1992); jogos de plataforma 3D parecidos com Tomb Raider, como é o caso de Infernal Machine (1999) para Nintendo 64 e PC e o ótimo e esquecido Emperor’s Tomb (2003).

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Ou seja, apesar de não ser uma franquia de tremendo sucesso nesse tipo de mídia, sempre tivemos de tempos em tempos, um jogo bom do explorador de tumbas. Não somente isso, mas é fato conhecido que sem Jones, não teríamos Lara Croft e nem Nathan Drake.

E falando nesses dois personagens, muito se falava sobre uma possível volta de Indiana Jones aos jogos em um game AAA, que talvez fizesse a volta completa e se inspirasse naqueles jogos que ele serviu de influência.

Assim, em 2021, a Bethesda e a MachineGames anunciaram Indiana Jones and the Great Circle. Mas será que o jogo entrega tudo que anos de expectativa sobre como seria um jogo moderno do Indy? Vamos ver.

Divulgação: Bethesda / MachineGames

Visão Geral

Indiana Jones e o Grande Círculo chegou às lojas em 2024 com a promessa de contar uma aventura inédita do personagem durante seu auge. Ou seja, nada de Indiana idoso fazendo estripulias que o corpo do ator Harrison Ford seria incapaz de realizar.

Sua aparência foi utilizada no game, assim como a do falecido ator Denholm Elliott, que interpretava o amigo de Jones, Marcus Brody. Indy foi dublado por Troy Baker e não por Ford, já que sua voz idosa não combinaria com o personagem mais jovem.

Troy Baker, apesar de ser repetidamente usado em todos os jogos lançados no ocidente, faz um ótimo trabalho, sendo praticamente irreconhecível no papel.

Outra participação pouco falada é de Tony Todd, que interpreta um deuteragonista e que, infelizmente, veio a ser seu último papel, já que o ator faleceu no final de 2024.

Divulgação: Bethesda / MachineGames

Primeira pessoa?

Como falei parágrafos acima, Indiana Jones e o Grande Círculo poderia seguir o caminho mais óbvio, e ser um Uncharted/Tomb Raider em mundo aberto, usando Harrison Ford ao invés do caçador de recompensas da Naughty Dog.

O que ocorre é que esse jogo foi feito pela MachineGames, responsável pelos jogos da série Wolfenstein modernos, que como você deve saber, são FPS. Eles possuem zero experiência em criar jogos em terceira pessoa, pelo menos não como a Naughty Dog tem, então eles optaram por uma rota diferente aqui.

Divulgação: Bethesda / MachineGames

No jogo, controlamos Indy em primeira pessoa. É uma decisão controversa, visto que a graça de jogarmos com um personagem popular é justamente vermos ele na tela o tempo todo.

A MachineGames, sabendo disso, fez uma mistura, mostrando Indy em diversos momentos, como em escaladas, ao se pendurar com seu chicote e também no menu principal, que mostram seu personagem no exato ponto onde você salvou pela última vez.

Isso sem falar que em cutscenes espalhadas por todo jogo, o Dr. Jones sempre aparece, então não é como se você não visse o ator o tempo todo.

Divulgação: Bethesda / MachineGames

A escolha por essas transições mostra que num futuro, é possível até que saia um update com um modo em terceira pessoa, mas eu não botaria fé.

Pouca gente sabe, mas planejar um jogo nesses dois tipos de câmera (1ª e 3ª) são escopos bem diferentes. Tamanho dos cenários, interação entre personagens, colisão com objetos… tudo isso precisa ser meticulosamente trabalhado de forma diferente para que um personagem na tela não fique estranho e pareça mal feito, principalmente num mundo onde existem coisas absurdas como The Last of Us 2.

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Por outro lado, por mais polêmica que seja a escolha, o jogo funciona e muito bem. Explorar tumbas em primeira pessoa, se esgueirar dos inimigos e até mesmo partes de plataforma, todos funcionam legal enquanto vemos apenas os braços e pernas de Indy.

No fim, não é a perspectiva que ninguém esperava, mas acabou saindo algo diferente do padrão e muito bem feito.

Divulgação: Bethesda / MachineGames

Gameplay: Exploração

Falei sobre como a câmera em 1ª pessoa funciona bem, então vou falar um pouco da jogabilidade e do loop de gameplay.

O jogo não é linear na maior parte do tempo, sendo um game de mundo aberto similar a The Witcher 3 e outros do gênero. a diferença é que ao invés de um extenso mapa, temos três áreas grandes: Vaticano, Egito e Sião (nome antigo da Tailândia).

Existem outras áreas lineares que ocorrem entre essas para avançar a história que quebram esse ritmo de mundo aberto também, o que é bom para o ritmo da história.

A maior parte do tempo você passa nesse mundo aberto, fazendo quests principais e paralelas. As paralelas não se limitam a pegar item no ponto A e falar com NPCs no ponto B. Elas são mini arcos de história, normalmente fechadas em si, quase como um episódio de série de TV.

Divulgação: Bethesda / MachineGames

Esse tipo de narrativa encurtada para missões paralelas agrada MUITO MAIS do que as famigeradas fetch quests, e é bom ver a indústria largando esse tipo de missão vazia de vez em favor de algo com mais conteúdo.

A progressão de Jones para ficar mais “forte” durante a aventura também foge — graças a Deus — da famigerada árvore de habilidades, que está aí uns 15 anos aparecendo em tudo que é jogo.

Aqui Jones melhora sua energia, estamina e combate encontrando livros pelo cenário. Cada livro tem uma habilidade nova e você precisa usar pontos de aventura para lê-los.

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Esses pontos de aventura são conseguidos avançando nas missões ou tirando fotos dos diversas partes do cenário, como puzzles, paisagens ou de alguns personagens.

É algo nada complicado, bem intuitivo e que funciona de forma diegética com o contexto do jogo.

Ainda assim, a última área, Sião, parece aparecer em um ponto onde a história já deveria estar se amarrando para o final, e por ser um local mais complicado de explorar devido a uso do barco, se torna um pouco cansativa e talvez até desnecessária para o contexto geral da narrativa e do gameplay.

Divulgação: Bethesda / MachineGames

Gameplay: Combate

O combate de Indiana Jones e o Grande Círculo não é seu maior forte, mas também não é de todo mal. Jones não é um fuzileiro naval, então na maior parte do tempo você NÃO conta com armas de fogo para se livrar dos inimigos. Temos aqui uma dinâmica meio Hotline Miami, onde você pega uma arma no chão — como canos, escovas de cabelo, porretes, etc… –, derruba um inimigo por trás, pega a arma dele e vai fazendo isso até chegar no seu objetivo.

As armas de fogo são BEM fracas nesse jogo e isso é uma decisão proposital para forçar o jogador a ter esses encontros corpo a corpo. O chicote também pode ser usado para desarmar inimigos ou afastar os cachorros que volta e meia te atacam também.

De modo geral, você sempre vai passar por áreas restritas, com inimigos rondando bases. Daí dá para passar de forma sorrateira por diversos tipos de caminho que o jogo te oferece, ou até mesmo usando algum disfarce, como na série Hitman.

Divulgação: Bethesda / MachineGames

História

A narrativa de Indiana Jones e o Grande Círculo se passa — assim como muitas obras derivadas da série — entre A Arca Perdida (1º filme) e A Última Cruzada (3º filme). Lembrando que o segundo filme, O Templo da Perdição, se passa antes do primeiro longa.

A aventura se passa em 1937. Um belo dia, um cara gigantesco invade a faculdade onde Jones leciona e rouba um artefato. Esse cara (Tony Todd) cai na porrada com Jones mas consegue fugir, fazendo com que o professor vá até o Vaticano atrás de pistas, onde ele escuta falar sobre diversos locais de significado espiritual espalhados pelo mundo.

Esses locais por sua vez, estão alinhados, formando o tal GRANDE CÍRCULO ao redor da Terra, e obviamente que os nazistas estão interessados nas relíquias presentes em todos eles.

Durante essa jornada atrás desses McGuffins, Jones é acompanhado da jornalista italiana Gina Lombardi (feita pela atriz Alessandra Mastronardi). Ela funciona mais ou menos como a Marion do primeiro filme, sendo inteligente e trabalhando ao lado do Dr. Jones, mesmo não estando sempre presente fisicamente ao lado dele enquanto você anda pelo mapa.

A dinâmica entre eles é ótima e permeia a narrativa de forma a engrandecer os diálogos. Em um mundo onde um relacionamento saudável entre homem e mulher em filmes e jogos é quase que visto como pecado, aqui pelo menos acertaram ainda que tenham amenizado Indy um pouco para que ele não pareça tão galanteador e sim mais compreensivo com os problemas pessoais de Gina.

Divulgação: Bethesda / MachineGames

Destaque mesmo fica para o vilão Emmerich Voss, feito por Marios Gavrilis. É um ótimo personagem, ficando pau a pau com os outros antagonistas dos filmes bons da série e passando de longe algumas porcarias como aquela personagem ridícula da Cate Blanchett no quarto filme, por exemplo.

Ele é exagerado, grita, gesticula e proporciona cenas muito boas, não só com Jones mas também com seus soldados, trazendo um humor indireto que casa muito bem com as histórias contadas nos filmes.

Inclusive, esse é um forte do jogo: a forma como a narrativa é contada é leve e interessante, com enormes inspirações — tanto narrativas quanto visuais — vindas principalmente do terceiro filme (A Última Cruzada). Algumas cutscenes de briga, como uma em que todos lutam de forma caótica numa sala, é suco de Indiana Jones.

Indiana Jones e o Grande Círculo
Divulgação: Bethesda / MachineGames

Quebra-cabeças e exploração

Gostaria de dar um destaque especial a essas duas coisas que são um destaque enorme nesse jogo. Indiana Jones e o Grande Círculo é, em primeiro lugar, um jogo de aventura. Assim, em boa parte do tempo você vai estar em lugares procurando o que fazer, como virar alavancas pra fazer cair água em um receptáculo, colocar um objeto numa plataforma para abrir uma porta lá do outro lado e afins.

Existem opções nas configurações que podem facilitar ou dificultar a solução desses quebra-cabeças. A minha recomendação é: tirem todas as dicas. O jogo não é tão complicado como um Professor Layton da vida, mas isso não quer dizer que os puzzles se resumam a coisas simplórias.

Indiana Jones e o Grande Círculo
Divulgação: Bethesda / MachineGames

Inclusive, a maioria deles segue uma dinâmica de parecer ter uma solução super óbvia, mas aí acontece algo que quebra a expectativa e te fazem ter que repensar o processo.

A exploração nas tumbas e afins não precisa nem de mapa, de tão intuitivo que esses lugares são, mas as áreas abertas sim precisam que você cheque constantemente seu caderninho para saber para onde ir.

Aliás, o mapa também aparece de forma diegética, dentro desse caderno em posse do Professor Jones. Você abre, olha pra baixo e vê o local que está. É possível mexer nas configurações e deixar aquele velho waypoint mostrando o seu próximo objetivo, mas isso tira a graça do jogo.

Inclusive…

JOGUE NA DIFICULDADE DIFÍCIL!

Indiana Jones e o Grande Círculo possui diversas opções customizáveis, como de facilitar ou dificultar o combate, os puzzles e a exploração de forma independente. Como todo jogo moderno, o modo “Normal” na verdade é o “Super Ultra Fácil” e o “Difícil” é como os desenvolvedores esperem que você se divirta com o jogo.

Acredite em mim: tirar o marcador de objetivo da tela (fazendo com que ele apareça só quando você abre o mapa) e deixar o combate desafiador agem a favor de você e fará você se divertir muito mais.

Caso tenha medo, fique tranquilo, pois eu não também não sou um jogador tão bom assim — principalmente em jogos de primeira pessoa — e não tive dificuldade em quase nada mesmo no modo difícil de combate. Morri umas vezes aqui e ali mas isso só me fez gostar mais do jogo.

Por outro lado, vi muitas pessoas no Twitter dizendo que o jogo era fácil demais, mas nenhuma deles, quando questionada, falou que mexeu nas configurações de dificuldade. Essas opções existem para serem mexidas e você deve encontrar a forma que mais te agrada.

Vai por mim: é um jogo que assim como Deadpool (2013) — que joguei esse ano e me vi em situação semelhante — cresce e fica melhor quando a dificuldade básica é aumentada um pouquinho.

Indiana Jones e o Grande Círculo
Divulgação: Bethesda / MachineGames

Trilha sonora e dublagem

A MachineGames fez um trabalho excelente em trazer a estética narrativa e visual dos filmes dos anos 80 para esse jogo moderno, sendo a dublagem em inglês e a trilha sonora grande parte disso.

Não temos John Williams compondo a trilha sonora, mas temos Gordy Haab, que já trabalhou em diversos jogos da LucasArts, incluindo o último game de Indiana Jones, o Staff of Kings (2009).

A trilha é ambiental em grande parte, mas quando a ação aumenta, ela evoca os temas dos filmes originais. E sim, o tema principal está presente, mas sinto que ele deveria tocar mais vezes.

Já sobre a dublagem, Troy Baker está excelente no papel de Jones, como citado muitas linhas acima. Gina, a protagonista feminina, é muito doce e seu sotaque italiano deixa ela mais agradável ainda de se ouvir.

Infelizmente para nós brasileiros, não tivemos uma dublagem tão boa assim. Ela foi feita pela Keyword Studios em São Paulo. Esse estúdio é especializado em localização de games e não trabalha com produções audiovisuais como filmes e séries.

Indiana Jones e o Grande Círculo
Divulgação: Bethesda / MachineGames

Talvez por isso, não houve o mínimo de cuidado em trazer pelo menos o dublador atual do Harrison Ford, Guilherme Briggs. No seu lugar, tivemos Marcelo Pissardini, que apesar de ser um ótimo dublador, simplesmente não é a voz que as pessoas estão acostumadas quando veem a cara de Harrison Ford.

E caso você esteja pensando: “nossa, caguei, eu vou jogar em inglês”, eu tenho uma notícia meio ruim, caro amigo: mais uma vez a MachineGames não dá opção de escolher o áudio e o idioma das legendas dentro do jogo.

Ou seja, você é obrigado a jogar com textos e voz em português ou com tudo em inglês. É simplesmente inadmissível uma opção dessas, e mostra que a empresa não está preparada para as preferências dos consumidores fora dos Estados Unidos e Inglaterra.

Eu mesmo, que sou fã de dublagem em português preferi pela versão original, mas gostaria de ter pelo menos a opção de textos na nossa língua, ainda mais para um jogo com tantos diálogos e documentos a serem lidos.

Se você é fluente como eu, não vai te atrapalhar. Mas jogos são feitos para todo tipo de pessoa e privá-las dessa escolha é uma gigantesca bola fora.

Indiana Jones e o Grande Círculo
Divulgação: Bethesda / MachineGames

Veredito

Indiana Jones e o Grande Círculo não é o tipo de jogo que esperávamos, mas era o que precisávamos. Ele foge do padrão de jogos em terceira pessoa com narrativa épica que tanto existem por aí, trazendo algo diferente e com a mesma qualidade.

É ótimo rever Indiana Jones na tela no seu auge, sendo essa a melhor forma de resgatar a nostalgia com o personagem sem maltratar seu legado com filmes de qualidade inferior.

Se você gosta de jogos de exploração e combate stealth, esse pode ser seu jogo, mesmo que não tenha familiaridade com as aventuras do Dr. Jones. Quem sabe essa pode ser sua porta de entrada para essa grande trilogia de filmes.

Nota: 8/10

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Indiana Jones e o Grande Círculo está disponível para Xbox Series S|X, PC (Steam) e em breve para PlayStation 5. Esta análise foi feita com uma cópia do game gentilmente cedida pela Microsoft.

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Starfield | O Nascimento de um Novo Universo https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/09/16/starfield-o-nascimento-de-um-novo-universo/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/09/16/starfield-o-nascimento-de-um-novo-universo/#comments Sat, 16 Sep 2023 12:02:56 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=15154 Starfield, a grande promessa de uma nova IP da Bethesda finalmente aterrissou, e isso causou um estardalhaço na internet. E aqui deixo claro que minha expectativa inicial para Starfield não era lá muito grande, afinal, eu queria continuações de Fallout e The Elder Scrolls. Só que a medida que o lançamento se aproximava e mais […]

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Starfield, a grande promessa de uma nova IP da Bethesda finalmente aterrissou, e isso causou um estardalhaço na internet. E aqui deixo claro que minha expectativa inicial para Starfield não era lá muito grande, afinal, eu queria continuações de Fallout e The Elder Scrolls.

Só que a medida que o lançamento se aproximava e mais sabíamos sobre Starfield, maior era a curiosidade para com esse novo universo. O que me levou a pensar, quando próximo do seu lançamento, se essa promessa de novo universo seria um sucesso capaz de garantir continuações, assim como outras franquias da empresa.

Bem, graças a Bethesda que nos forneceu uma chave do jogo em antecipado, e eu pudesse investir horas e mais horas em Starfield. Depois de finalizar o jogo, agora me sinto preparado para compartilhar com todos vocês a minha experiência.

Vista seu traje espacial e vamos desvendar os segredos do universo juntos!

Reprodução: Bethesda

O ENREDO DE STARFIELD

Com a atmosfera do planeta vazando para o espaço, a humanidade se viu forçada a criar um plano de fugir para outros planetas e os habitá-los.  Conseguindo fugir do desastre, somos levado a muitos anos no futuro desde esse fatídico evento onde o planeta Terra deixou de ser uma esfera azul e viva, para se tornar uma esfera cinza e sem qualquer sinal de vida.

Começamos nossa jornada como funcionário de uma empresa de mineração chamada ARGOS, e cabe a nós cumprir a jornada de trabalho duro se não quisermos morrer de fome em alguma sarjeta. Logo em seu primeiro dia de trabalho, acabamos encontrando um artefato que reage ao nosso toque e nos dá um vislumbre de um grande segredo que o universo guarda.

É a partir daqui que nossa aventura em Starfield terá início e passaremos a desbravar planetas e outros sistemas planetários em busca de desvendar um segredo além da compreensão humana.

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Não posso reclamar, apesar de uma premissa simples, a história se desenvolve muito bem a longo de todo o jogo, e a forma como algumas escolhas serão impiedosas com o protagonista mudo. Isso – Ele não tem uma voz, além daquela dos diálogos que você lê – nos permite maior imersão.

Isso talvez possa causar estranhamento em qualquer outro que não esteja familiarizado com os jogos da empresa, mas calma, as legendas estão localizadas em português e os demais personagens estão com dublagem em inglês. Muito boa a dublagem por sinal.

Reprodução: Bethesda

FALA DOS PROBLEMAS, SEU FANBOY, FALA DOS PROBLEMAS

Calma, calma, eu ia chegar lá, mas como eu acho que todo mundo parece tão mais inclinado a enaltecer os problemas, vou dedicar um parágrafo só para isso.

Primeiro de tudo, FLOP é meu ovo. Comecem a falar feito gente normal, por favor. Segundo lugar, Starfield tem alguns problemas que eu considero interessante frisar. Isso porque a Bethesda sempre foi conhecida por seus jogos contarem com bugs no mínimo inusitados, então pra mim foi um tanto surpreendente que não tenhamos tantos bugs no jogo logo durante o seu lançamento. Não que eles não existam aqui, mas o jogo chegou com poucos se comparado a outras obras.

Se uma missão consiste em ir até planeta X e entregar pão para um marciano, porque diabos eu iria o caminho todo conferindo textura do chão? Quem anda olhando somente para o chão enquanto vai realizar uma ação? Bem, dito isso, vamos lá.

Loadings, temos uma quantidade absurda de loadings em alguns momentos que você simplesmente não entende, até porque aparentemente o cenário parece todo carregado. O que acaba ficando um pouco cansativo, mas os loadings não são demorados. Olha, eu não sou desenvolvedor, logo não conseguiria opinar de forma adequada a escolha de introduzir tantos loadings, mas tem vários loadings, muitos. rápidos, mas tem.

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Em alguns momentos os companions ou inimigos pode enroscar em determinado local, mas isso é algo que notei acontecer pouco. O que me incomodou um pouco mais foi  que, as vezes, durante uma viagem rápida eu não conseguia ter acesso ao objetivo. Por 3 vezes eu tive que fechar o jogo e abrir novamente durante as minhas 30 e poucas horas de jogatina. Espero que seja algo resolvido após uma atualização.

O Mini Mapa do jogo é algo que definitivamente deveria ter, pois ficamos perdidos muito fácil e sem saber onde encontrar lojas para se comprar armas e kits médicos. Talvez esse tenha sido uma das maiores dificuldades que eu tive  com o jogo, afinal, saber onde adquirir energia e munição deveria ser mais simples. Você encontrará itens de cura sendo vendida em clinicas e munição e armas em um centro de distribuição, pelo menos foi o que eu encontrei em Guarida, uma das cidades principais.

Starfield
Reprodução: Bethesda

Agora vamos ao ponto que muita gente deve tá salivando: Viagens rápidas.

Se sua nave está pousada em um determinado planeta e você quer sair dele, então será preciso entrar na nave e partir, o que nos leva a uma cena da ação e em seguida estamos no espaço. A partir daqui eu posso ir até o outro planeta se eu desejar, a questão é que você pode levar até 6 horas para o fazer dependendo da distancia.

Eu fiz esse teste e gastei quase 7 horas do ponto onde fiz a viagem rápida até chegar a 10km de distancia do ponto no planeta onde queria pousar. Claro, eu ficaria muito contente se houvesse uma animação de reentrada na atmosfera e tudo mais, só que visto o tamanho do universo criado é um pouco exagerado.

O que noto é, por algum motivo, eu não sei qual, as pessoas estão se apegando a esses por menores só para criticar.  Inclusive usando opinião de gente que faz sucesso gritando e fingindo susto em lives.

O GAMEPLAY

Se existe um ponto que merece louros em Starfield é o seu sistema de combate armado, onde você conta com uma quantidade alta de armas a disposição e modificações. Se em Fallout 4 a Bethesda havia melhorado essa mecânica, aqui eles refinaram ainda mais.

Os tiroteios são frenéticos e as variações de equipamento tornam isso ainda melhor, e não estou levando nem em consideração alguns poderes que podem ser desbloqueados. Você até pode ter a sensação de que se tornou um anjo da morte espacial, mas só isso dura até você enfrentar robôs. É, te falar que com nível baixo eu passei uma missão paralela fugindo feito cachorro de rua quando motoqueiro corta o giro da moto.

Deixando de lado a questão do combate, temos algumas arvores de habilidades a disposição que nos garantirá melhorias seja no hackeamento, uso de pistolas, fuzis e até do jetpack. Não dá pra sair voando se tu não desbloquear essa perk primeiro. Esse sistema de perks não é novo, mas percebi que comparado aos outros jogos da Bethesda, em Starfield é um pouco mais demorado para ganhar nível o suficiente para investir nessas habilidades.

Também não poderia deixar de apontar uma das características únicas do jogo que é o seu sistema de naves, onde você pode montar e desmontar como bem quiser, ou comprar naves prontas, ou roubá-las. Se for de pirata espacial, bem, ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão, não é mesmo?

Starfield também conta com o famoso sistema de escolhas morais, sendo possível resolver na lábia ou na força bruta, ou ser caçado como o bandido que tu é por ficar roubando os transeuntes pelo espaço. Como sempre isso tem um impacto no companheiro que está contigo, pode ele gostar ou não. Isso nos leva a opção de que podemos começar relacionamentos românticos com quatro companheiros independente do gênero. Não importa, o que vale é o amor. Inclusive leva ao casamento, então pensa bem.

Nesse campo eu achei que temos poucas opções de diálogos e acredito que poderia ter sido mais encorpado, mas eles inseriram uma mecânica de pontos que quando atingida, você é bem sucedido ou também pode persuadir de forma automática. Há alguns momentos em que isso é bem útil, principalmente se você estiver tentando roubar um artefato espacial dentro de uma nave repleta de soldados e quer convencer a pessoa abrir o cofre na amizade.

Reprodução: Bethesda

MONTANDO SUA NAVE

Caso você opte por montar a sua nave, ai entra um elemento um pouco mais complexo e que vai demandar algum tempo para você entender como cada parte funciona, mas o primordial é o reator da sua nave, afinal ele é como a fonte do seu PC. Se tu colocar algo que demanda mais energia do outras partes, vai ficar desequilibrado e a sua nave não vai funcionar.

O que vai mandar é quantidade de créditos/dinheiro que você tem, afinal é um tanto caro. Eu não me arrisquei muito no sistema de criação, pois acidentalmente encontrei uma nave em uma missão paralela que é muito boa mesmo, mas vale a pena checar para ter uma noção do funcionamento.

Sua nave conta com barras na tela onde você divide onde vai direcionar a energia do reator, sendo para o sistema de armas, o que pode obrigar a você reduzir a energia no motor e consequentemente ficar mais lento, mas ter um grande poder de fogo durante o combate,  mas tem o escudo da nave que também demanda energia do reator e você precisa direcionar caso queira aguentar os tiros que vai lá.

No primeiro combate talvez você fique confuso, eu mesmo morri logo de cara até entender, mas depois fica mais fácil e cabe só a você escolher se vai enfrenar inimigos no modo primeira ou terceira pessoa enquanto navega pelo espaço.

Sendo franco com vocês, acho controlar a nave não é lá a coisa mais legal de se fazer. Pelo menos pra mim, se não estivesse presente no jogo, não me faria falta.

Starfield
Reprodução: Bethesda

TRILHA SONORA

Gosto muito de trilha sonora dos jogos, e a Bethesda sempre foi muito bem sucedida nesse campo em seus jogos, até mesmo naqueles que ela publica. DOOM ETERNAL tem uma das trilha sonoras mais incríveis dos últimos tempos, mas Starfield agora entra nessa minha competição pessoal.

Toda a trilha sonora passa uma sensação de aventura grandiosa, e nos momentos de maior emoção ela realmente consegue embalar toda a situação que se desdobra a sua frente. Eu recomendo muito jogarem com fones de ouvido, vai ser uma das melhores experiência sonora possível.

Vou deixar esse vídeo abaixo para vocês terem uma noção da qualidade absurda da trilha sonora:

https://www.youtube.com/watch?v=IO_xtpxlbVY

NAVEGANDO ENTRE PLANETAS

Starfield é grande e com muita coisa para se fazer, mas se 8 bilhões de pessoas se espalharem pelo espaço, não espere que grandes colônias serão formadas em único lugar.

Apesar da humanidade ter deixado o planeta terra, isso não os impediu de guerrear entre si e se espalharem em grupos, facções e até seitas. Uns passam suas vidas no espaço atacando inocentes, outros estão vivendo no submundo e sendo considerados inferiores.

Com isso em mente, quando falamos de exploração, não espere grandes variações entre planetas, afinal, muitos estão desabitados e contam com climas hostis para se viver. Ou são colônias que se espalharam no subterrâneo daqueles planetas.

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Há também as criaturas, algumas são nativas do planeta e outras são um reflexo do ser humano povoando determinados planetas. O que é um dos mistérios do jogo, afinal, porque um Terrormorfo surge a cada 100 anos somente em áreas habitadas por humanos?

Para chegar a esses planetas é preciso se guiar por um mapa onde é possível conferir cada um dos sistemas planetários e o quanto de combustível precisará para realizar as dobras espaciais para chegar até lá. Não dá só pra pular, você terá que se aproximar de uma e saltar para a outra, e ai voltamos a questão da nave, reator e etc…

E isso me leva a crer que qualquer um que use No Man Sky como parâmetro de comparação não conhece bem os jogos da Bethesda. Muito do que envolve exploração tá atrelada as histórias e mistérios do universo que criam, então comparar com um jogo lançado há quase 8 anos atrás e que recebeu milhares de atualizações ao longo desse tempo e não compartilha da mesma proposta ou mesmo escopo, acaba sendo no mínimo bobo.

Starfield
Reprodução: Bethesda

CONCLUSÃO

Criar um novo universo não é uma tarefa fácil e todos nós sabemos muito bem. Grandes franquias tiveram os seus altos e baixos, após sequencia que não caíram no gosto do publico cativo, então ver a Bethesda se arriscar a criar um novo é algo louvável. É impossível prever a recepção em razão de toda a expectativa que isso gera.

Todos nós, amantes de algumas da franquias sempre esperamos por sequencias, então quando uma empresa decide deixar uma sequencia (aguardada) de lado para se dedicar totalmente a criação de uma nova propriedade intelectual, o público vai ficar apreensivo. E mesmo que a reação da internet tenha sido um tanto histérica…

Starfield no fim das contas traz elementos novos envolto de mecânicas que todos nós estamos familiarizados. Isso é ruim? Não, nem um pouco. Significa que tenha muitos problemas? Talvez.

O que se percebe é que existe muito cuidado no desenvolvimento da história e personagens, além de um melhoria significativa na engine que a Bethesda usa há um bom tempo. Quem joga os títulos conhecem bem algumas das expressões assustadoras que os personagens costumavam apresentar, e ainda acho que deveriam trocá-la. Nesse aqui temos alguns momentos assustadores também.

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Bem, chegamos ao ponto que irei bancar o advogado do Diabo: Jogos da empresa como Elders Scrolls e Fallout sempre foram focado em sua história principal, suas missões paralelas externamente divertidas e os personagens que dão vida a esse cenário.

Em Starfield não é muito diferente nesse quesito, e manter essa tradição foi o que acabou me fisgando logo de cara. Não me entendam mal, afinal, não estou dizendo que uma empresa não possa ter como prioridade produzir títulos curtos linear hyper realistas com roteiros que só a geração TikTok se emociona. Pode, tanto que até tem uns ai cujo nome não vou citar, porque se não vão choramingar.

Starfield não está isento de problemas, obviamente, mas nenhum deles são realmente capazes de estragar a experiência que você terá com o titulo que conta com um universo rico e com grandes histórias a serem vivenciadas, mas cabe a você se arriscar ou não.

Altamente recomendado para os fãs de Fallout e Elder Scrolls!

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Starfield está disponível para PC, Xbox Series S|X e XCloud, e esta análise foi feita com uma chave digital de Series S|X gentilmente cedida pela Bethesda.

 

 

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Na manhã desta segunda-feira (21/09), num timing quase perfeito com o anuncio da exclusividade (em consoles) do Final Fantasy too Much Cinza, digo, Final Fantasy XVI no PlayStation 5, a Microsoft anunciou a aquisição da Zenimax Media, o conglomerado que é dono da Bethesda, conseguindo por meio da compra, um bocado de ip’s como Fallout, Doom, Elder Scrolls e Commander Keen.

Agora, o que isso significa para o futuro da Bethesda?

A princípio, como é de praxe em situações como essa (vide a aquisição da Obsidian), os lançamentos próximos multiplataforma ainda estão garantidos e o suporte a jogos online (como TES Online e Fallout 76HAHAHAHAHALGUÉMJOGAISSO?) deve continuar no PlayStation 4, tal qual o suporte a Minecraft continua mesmo após a compra da Mojang.

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Não que isso particularmente me preocupe, já que eu não tenho interesse na maioria das franquias da Bethesda, de fato, único jogo deles que possuo é o Wolfenstein II.

Claro, a coisa mais óbvia é que os próximos jogos da Bethesda serão exclusivos dos consoles de Bill Gates, não precisa nem falar sobre isso. Como disse anteriormente, isso não me afeta tanto porque não tenho lá muito apreço pelos jogos da Bethesda.

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O primeiro ponto positivo (inclusive levantado por Phil Spencer no anuncio) é que agora você vai poder ignorar os jogos da Bethesda que irão para o Xbox Game Pass (tanto nos consoles quanto no PC).

Sim, ignorar, porque convenhamos… Você joga TODOS os jogos que o Game Pass te dá? Não. Esse é um “mal” (repare as aspas) do Game Pass: Com a quantidade de jogos disponíveis, você não tem tempo (ou mesmo saco) o suficiente pra aproveitar todos. Você vai jogar aquela meia duzia que te convém…

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O segundo ponto positivo é que o PlayStation 5 não receberá Skyrim. EI, EU TINHA QUE FAZER A PIADA, ME DEIXE EM PAZ!

Enfim, o segundo ponto positivo real é que como a Microsoft agora é dona da Obsidian e da Bethesda, a chance de termos Fallout New Vegas 2 existe, apesar de eu achar que a Obsidian tem todo o direito de dar o dedo do meio para essa possibilidade (A Bethesda foi ultra cretina com os caras)

Mas agora, tem duas possibilidades que podemos levantar com isso: Como a Microsoft vai lidar com a operação da Bethesda? A maneira que a Casa do Windows irá gerenciar, vai determinar o futuro da empresa.

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A mais positiva, é se a relação Microsoft-Bethesda for gerenciada de maneira semi-independente, tal qual a SEGA faz com a ATLUS, após a aquisição da mesma.

Os jogos da Atlus continuam sendo desenvolvidos, com o envolvimento mínimo necessário feito pela casa do Sonic. Com a Zenimax sendo um conglomerado enorme, é uma grande possibilidade que isso aconteça e a única influência que a Microsoft tenha sobre a Bethesda é o logo da Casa do Bill Gates Games Studios na capa dos jogos.

Porém, existe outra possibilidade, é de que a Bethesda acabe se tornando uma nova Rare. Sim, a chance é pequena devido ao tamanho da Zenimax, mas digamos que a Microsoft tem histórico de cagar em aquisições.

A própria Rare, que era uma das developers britânicas mais criativas acabou ganhando fama de fazer jogos pro Kinect. E algumas de suas franquias faleceram pelo caminho, como Perfect Dark e Banjo, enquanto outras levaram tempo pra retornarem, como Killer Instincts e Battletoads. E o futuro da Ninja Theory vai depender de Hellblade II porque pelo amor de Deus, aquele Bleeding Edge é muito MULTIPLAYER GENÉRICO #23.

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Por fim, a compra da Zenimax por parte da Microsoft é um movimento na eterna guerra de consoles, mas também abre um perigoso precedente na industria, onde estúdios imensos com multiplas propriedades intelectuais podem acabar nas mãos de produtoras de consoles.

O artigo foi curto, pois meu objetivo era ir diretamente ao ponto. E você deve estar se perguntando se eu usei esse artigo como desculpa para postar memes do Todd Howard.

Não confirmamos nem negamos isso.


Observação: O texto autoral não reflete a opinião do veículo

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DOOM Eternal | O Melhor de sua Geração https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/05/27/doom-eternal-o-melhor-de-sua-geracao/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/05/27/doom-eternal-o-melhor-de-sua-geracao/#comments Wed, 27 May 2020 21:32:54 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=3601 Quando DOOM chegou aos consoles da nova geração em 2016, foi de maneira grandiosa, pois todos nós havíamos sido capturados por seu trailer exibido durante a E3 2015. Oras, não tínhamos um jogo do franquia desde 2004, logo um “reboot” era algo que não esperávamos mas que ansiávamos em nosso intimo, afinal, será que havia […]

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Quando DOOM chegou aos consoles da nova geração em 2016, foi de maneira grandiosa, pois todos nós havíamos sido capturados por seu trailer exibido durante a E3 2015.

Oras, não tínhamos um jogo do franquia desde 2004, logo um “reboot” era algo que não esperávamos mas que ansiávamos em nosso intimo, afinal, será que havia espaço para um jogo como esse nos dias de hoje?

Pra nossa sorte sim, porque o jogo foi muito bem recebido e ainda nos surpreendeu com uma sequencia que realmente ninguém esperava.

LEIAM – PREY |  Impressões das Primeiras Horas

DOOM ETERNAL chegou no dia 20 de Março aos consoles e PCs, com tudo aquilo que esperava e muito mais.

Mostrando a todos que franquia não só tem muita lenha para queimar, como ainda consegue dominar o gênero que cunhou na industria e reformular ela de maneira unica.

Mas chega de enrolação, pegue sua shotgun e munição, pois vamos direto a inferno com Doom Slayer.

BEM-VINDO AO INFERNO NA TERRA

DOOM Eternal | Encerrando a Geração com Chave de Ouro

DOOM Eternal poderia facilmente se manter preso a mesma formula do seu antecessor de 2016, mas parece que a id Software em conjunto da Bethesda decidiram elevar a ultima potencia.

O Cara-do-Doom até ganhou Fortaleza da Destruição, focada em rastrear atividades demoníacas pra chutar bundas e que guarda itens colecionáveis e desbloqueáveis.

LEIAM – PREY | Traições, Memórias perdidas e Horror

Isso permite que o personagem tenha um local para voltar ao término de cada missão, de modo que possamos organizar o próximo passo ou mesmo melhorar as habilidades e até ir tomar uma água com açúcar.

Um ponto que merece elogios é o fato de que todos os títulos recente da Bethesda estão localizados e dublados em português. Com DOOM Eternal não foi diferente e está muito boa.

A trilha sonora é fenomenal, casa perfeitamente com a velocidade e ação do jogo. Riffs pesados embalam todos os momentos de combates de modo que nos deixa extremamente agitado. Não poderia ter acertado mais nesse aspecto.

COMEÇANDO DE ONDE PAROU

DOOM Eternal | Encerrando a Geração com Chave de Ouro

Os eventos de DOOM Eternal acontecem após os eventos do jogo anterior, exatamente no momento em que a terra está sofrendo com a invasão demoníaca.

Só que ao invés de apenas tentarmos impedir o ataque, dessa vez descobriremos mais sobre as origens do personagem e entender melhor seu papel na história enquanto destroçamos todos os demônios que encontrarmos pelo caminho.

Tudo isso é contado por meio dos diversos códices espalhados pelos cenários. Claro, talvez você só queira sair por ai matando sem se importar com o que tenha levado aos eventos ou origem do personagem, mas está tudo lá e você consegue ler ao pausar o jogo e acessar a aba de códices no menu.

DOOM SLAYER GANHOU NOVOS PRESENTINHOS

DOOM Eternal | Encerrando a Geração com Chave de Ouro

Doom Slayer agora conta com uma lamina retrátil que o auxilia durante o combate, para ser preciso, apenas nas execuções gloriosas. O que garante um banho de vísceras na nossa cara.

Um outro elemento também incluso foi o uso das granadas e lança-chamas, a diferença é que elas possuem variações e necessita de um bom uso para gerar vantagem durante o combate.

No caso o lança-chamas quando usado faz com que o inimigo fique em chamas e comece a dropar escudos, enquanto a grana possui uma variação entre gelo, que pode paralisar o inimigo por um curto período de tempo e a grana convencional que solta estilhaços.

Então você me pergunta: Mas cade aquela espada que o personagem parece segurando?

No caso ela se chama Crisol e você só vai adquiri-la quando estiver bem avançado no jogo. É uma arma extremamente poderosa e que pode matar qualquer inimigo com apenas um único golpe, porém, ela conta com recargas e cada golpe gasta um ponto.

Podemos dizer que o Crisol equivale a BFG9000 em termo de poder, com a diferença de ser uma arma de ataque corpo-a-corpo.

NOVAS HABILIDADES

DOOM Eternal | Encerrando a Geração com Chave de Ouro

As runas e variações das armas estão presentes no jogo, até mesmo uma arvore de habilidade só para a armadura e o lança-granada.

Só que a mudança mais drástica seja o elemento de plataforma, incluso a ele existe opção de melhorar o desemprenho e estabilidade de controle no ar na hora de saltar, atirar e escalar.

Na realidade tudo o que precisa ser feito tende a brilhar – Olha a dica, aproveitem – só que na hora de tentar coletar alguns dos sinais de interrogação ou vidas extras, você precisará vasculhar pelo cenário e até realizar alguns desses puzzles.

Também temos uma arvore de habilidades para ir desbloqueando com os pontos ganhos durante a jogatina. Há pontos de armas, armadura e duração de efeitos causados por granadas e até mesmo tempo para execução.

Nesse aspecto o jogo buscou equilibrar bastante, porque apesar de não ser essencial você desbloquear tudo para avançar, ao menos vai facilitar um pouco a sua vida durante os combates.

ONDE REINA O CAOS

DOOM Eternal | Encerrando a Geração com Chave de Ouro

DOOM Eternal tem inimigos que causam uma dor de cabeça tremenda, talvez o Marauder (Localizado como Saqueador) seja o pior deles.

Ele é capaz de atacar de longa e curta distancia, além de invocar um lobo de energia que fica nos perseguindo, o que torna um combate com ele sempre um tanto frustrante.

Mesmo que determinados inimigos tenham fraquezas a determinadas armas, ele ainda porta um escudo e corre pra diabos.

Para derrotá-lo efetivamente é preciso focar no brilho dos seus olhos.
Chega a ser poético, mas não se engane, realmente é trabalhoso lidar com a horda diabólica quando se tem o Marauder fungando em nosso cangote.

Há muitos outros, mas esse dai fez por merecer o destaque na análise.

NÃO SÃO SÓ DEMÔNIOS QUE ESTÃO INVADINDO

DOOM Eternal | Encerrando a Geração com Chave de Ouro

Todos nós já ouvimos algumas vezes que os jogos modernos tendem a ser fáceis demais, e os reconhecido como difíceis normalmente seguem a fórmula Soul like, certo?

DOOM ETERNAL chegou para mudar esse esteriótipo ao apresentar um gameplay rápido e que exige tomadas de decisões acertadas caso você queira continuar sobrevivendo.

Durante os combates você não tem muito tempo para pensar, porque está sempre correndo, e isso implica em tentarmos fazer uso do que surgir em sua frente.

Só que o jogo também permite que outros players possam invadir sua partida durante os combates, e diferente da IA, os invasores conseguem atrasar ainda mais a nossa vida, principalmente quanto são áreas de totem que fortalecem os demônios.

Não importa se você desbloqueou todas as habilidades do personagem, você vai morrer muito em algumas situações e isso é bom, pois lhe dá tempo para buscar outra forma de eliminar ainda mais depressas os inimigos que tendem a suportar mais dano.

UM MAPA RECHEADO DE SEGREDOS

DOOM Eternal | Encerrando a Geração com Chave de Ouro

O mapa é muito grande e mostra tudo o que te espera adiante, claro que com suas limitações. Mas depois que você desbloqueia certas habilidades você tem uma visão geral do mapa todo, inclusive os segredos, áreas de desafios e pontos onde você vai ter que encarar hordas para avançar na história.

Isso possibilita que possamos decidir se exploraremos mais onde estamos ou vamos deixar aquele ponto para explorar outra hora, afinal, o jogo possibilita que você retorne as fases por meio de um seletor no menu principal.

É uma mão-na-roda para quem gosta de fazer os 100% em jogos.

Por outro lado preciso falar sobre os disquetes, outros do segredo do jogo mas diferente dos colecionáveis, esses daqui são cheats que dão vida infinita entre outras habilidades ao Cara-do-Doom. Único porém é que você não poderá realizar os portões de desafios para conseguir pontos de armas.

Há vidas extras também espalhadas pelo cenário, além de pontos de armadura para serem coletadas, mas tudo bem escondido.

PRA FECHAR A GERAÇÃO COM CHAVE DE OURO

DOOM Eternal | Encerrando a Geração com Chave de Ouro

DOOM Eternal é um perfeito exemplo daqueles jogos que conseguem superar a obra que o originou, digo isso me referindo a titulo de 2016, calma.

Ele certamente não vai agradar a todos, até porque é uma tarefa impossível, mas ele pega todos os pontos positivos do jogo anterior e busca transformar em uma versão mais refinada e maior.

Podendo se gabar de ser um raro caso de FPS onde o elemento plataforma é tão importante. E isso é uma maneira de justificar as fases longas, onde determinadas áreas só são alcançados por meio de escaladas e saltos

LEIAM – Motion Sickness (ou Cinetose) e a influência nos games

Para nossa sorte há pontos de controle para não retornarmos ao início do jogo, e até isso foi bem pensado, pois a dificuldade está lá, pode ser reduzida, mas não vai ser o suficiente para não lhe oferecer um desafio.

Diferente de outros jogos moderno que buscam focar mais na narrativa do que no gameplay, DOOM Eternal não deixa a narrativa de lado e ainda busca focar exclusivamente no gameplay.

Podemos dizer que esse jogo surgiu para encerrar a 8º geração de consoles com chave de ouro.

CONCLUSÃO

DOOM Eternal | Encerrando a Geração com Chave de Ouro

DOOM Eternal é disparado um dos melhores jogos dessa geração e não falo isso só pra nadar na boa onda em que o jogo vem surfando.

Mesmo jogos mais famosos possuem os seus problemas, e no caso desse aqui eu só conseguiríamos reclamar da dificuldade ou de alguns momentos dedicados a plataformas, mas ainda assim estaria sendo injusto

Não me entendam mal, eu não sou versado na franquia, então longe de mim querer afirmar que esse é melhor que o clássico ou vice-versa, até porque o objetivo aqui é compartilhar a minha experiência com o titulo.

O que foi um baita carrossel de emoções pois quando comecei a jogar, eu temia me deparar com um game que estivesse muito além das minhas habilidades no controle, mas a medida que entendia a proposta e enxergava todas as ferramentas a disposição eu venci e avancei o suficiente para enxergar todas as qualidades contida nessa obra.

DOOM ETERNAL é incrível, divertido e com certeza uma das mais belas obras já lançadas até o momento. Eu realmente não gosto de rasgar tantos elogios, mas fica difícil apontar detalhes que não interferem na experiência só pra reduzir a obra.

Talvez o artigo tenha ficado um pouco longo, mas o jogo base oferece muita coisa para se falar.  Acho que não vejo outra forma de encerrar esse artigo senão com um alto e bom:

DOOM Eternal | Encerrando a Geração com Chave de Ouro
ALL HAIL DOOM!

EDIT:

Depois de DOOM 3 em 2004, tivemos Resurrection of Evil em 2005,  e depois com a BFG Edition aparecendo em 2012. DOOM 3 inclusive ganhou um último episódio The Lost Mission. E o DOOM 2 também ganhou um novo episódio: No Rest for Living.

Uma curiosidade é que DOOM 4 era prometido para 2008 mas nunca aconteceu. Foi só após a ZeniMax sendo absorvida pela Bethesda que DOOM 4 saiu em 2016 apenas como DOOM e bebendo da fonte que originou Brutal DOOM.

Vale ressaltar que o criador de Brutal DOOM, o grande Seargent Mark IV é brasileiro e hoje trabalha para a id Software.

Depois de DOOM (2016), The Ultimate DOOM ganhou o episódio 5 feito por seu criador, John Romero. Hoje esse episódio está disponível para todos os consoles.

Joguei com um controle ao invés de Mouse e Teclado em um Xbox One Fat.

O jogo foi analisado com uma chave digital cedida pela Bethesda

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Rage 2 certamente é uma sequencia que fez alvoroço, não só porque se trata de uma continuação de um titulo que não teve um impacto tão grande em seu lançamento, mas também porque vende a ideia de ser um jogo extremamente bem humorado e repleto de loucuras – Mas será que os trailers e teasers realmente refletem toda a experiência alucinante que o jogador encontrará com o jogo?

Pois depois de ser bombardeado com teasers e trailers insanos, enfim, comecei minha jogatina com muitas expectativas de me deparar com loucuras e insanidades em níveis astronômicos. Não queria nada mais ou nada menos do que uma aventura alucinante sem enrolação e banhada na mais pura adrenalina.

Bem, mas será que tudo aquilo era apenas marketing?

Me acompanhe e descubra como foi minha experiência com RAGE 2 .

Capturado em Xbox One Fat/ Bethesda – Avalanche Studios

SEJA UM RANGER

Rage 2 chegou aos consoles dois meses atrás, e desde então, venho jogando e me divertindo bastante com essa obra desenvolvida pela Avalanche Studios  – Já escrevi sobre dois games da desenvolvedora TheHunter Call of the Wild e Mad Max) em conjunto da ID Software (criadora de DOOM).  Fosse invadindo dutos subterrâneos ou esgotos só para matar mutantes ou buscando por arcas perdidas, além do obvio, realizar as missões principais e avançar na história.

LEIAM – theHunter: Call of the Wild | De uma beleza nunca antes vista

O mapa é enorme e com diversos pontos a ser explorado, o que em um primeiro momento pode até deixar o jogador perdido. Pelo menos eu fiquei algumas horas só vagando até decidir para onde eu ia primeiro, mesmo com o jogo me dizendo onde ir.

Afinal, ninguém manda em mim, sou um RANGER.

Durante minhas andanças eu topei com lugares e paisagens incríveis, o que me fez usar o modo fotografia algumas vezes, algo que normalmente não tem muito peso, pelo menos para mim. Se você gosta de modo foto e chorar com o pôr do sol, tenho certeza que vai passar horas tentando captar esses momentos belos dentro de RAGE 2.

Não que seja um problema, afinal quem não gosta de uma bela paisagem como papel de parede.

Por outro lado, em alguns lugares o excesso de lixo beira ao ridículo, e isso é maravilhoso porque normalmente está ligado a determinada região dominada por algum personagem. Se em alguns lugares a areia é predominante e em outros próximos a áreas povoadas nota-se mais o lixo, em outros você vai ver uma concentração considerável de vegetação.

Eu sei que isso não é tão importante, mas achei que valia a pena citar.

Capturado em Xbox One Fat/ Bethesda – Avalanche Studios

O perigo e caos

Encontra-se espalhado por todo o ermo. Não é difícil tá passando com seu carrão e se deparar com gangues jogando tênis com granadas, ou, até mesmo uma briga entre mutantes.

É um mundo muito vivo, então a todo momento você vai se deparar com criaturas fortes, corridas, mechas e comboios. Diabos, colocaram até mesmo um mecha do lixão para nos matar, como se não bastasse as torres sentinelas da facção Autoridade por perto.

Falando nisso, os inimigos principais do jogo são pertencentes a AUTORIDADE. Uma das facções mais forte e também o motivo que nós levam a se tornar um ranger.  Eles são os inimigos mais fortes e os que mais demanda das habilidades, até porque normalmente você se depara com eles ao realizar as missões principais, então recomendo ir atrás de algumas Arcas antes de ir encará-los.

ASSISTAM – Aritana e a Pena da Harpia | PlayWoo

Os desafios que temos de encarar possuem um arco de dificuldade relativamente alto, ao menos alguns. Acessando ao mapa você pode conferir o nível de dificuldade de cada uma das missões. É interessante dizer que o jogo não priva você de ir encarar uma missão com nível mais alto, ela tá lá e se você quiser pode ir.

A probabilidade de ter o traseiro chutado é gigantesca, mas o jogo ao menos te mostra o nível de dificuldade da missão. Na maioria das vezes é dureza mesmo. Por outro lado se você é do tipo que adora desbloquear habilidades, recomendo sair em busca das arcas só para garantir habilidades especiais para o personagem, assim tornará o combate um pouco mais fácil na hora de lidar com missões mais complexas.

Há também o combate mano a mano que é bem divertido e que pode ser melhorado por meio de habilidades. Na hora que a munição acaba e a situação aperta, porque não resolver no soco. Chutar granadas ou rebatê-las com a coronha da arma são algumas dessas opções e que podem salvar vidas ou tirá-las.

RAGE 2
Reprodução/ Bethesda – Avalanche Studios

O Marketing é bom

Fico feliz que RAGE 2 tenha conseguido chamar a atenção, algo que seu antecessor infelizmente não conseguiu. O trabalho de marketing foi incrível, realmente conseguiu encantar os jogadores. Só é uma pena uma pena que não consigam entregar toda aquele humor e insanidade dos vídeos.

O jogo tem diversas coisas para se fazer, uma grande parte delas remete muito mesmo a Mad Max. Na verdade, Mad Max pelo visto utilizou da formula do primeiro RAGE, ou talvez seja apenas impressão por conta da temática.

A questão é que depois de algumas horas você fica com a impressão que só faz uma coisa só, não há personagens secundários interessantes o suficiente para interagir com seu personagem.

O humor empregado nos vídeos não refletem a realidade dentro do jogo, apesar de que, sim, há alguns diálogos engraçados. O nosso personagem (você pode escolher o sexo do personagem logo no início do jogo) vive soltando piadinhas, mas é só isso. É quase DOOM dentro de universo que remete a Mad Max mas com um protagonista que fala a beça.

Sei que é chato realizar tantas comparações com DOOM e Mad Max, mas sendo títulos das duas desenvolvedoras envolvidas no jogo, fica quase impossível, até porque realmente lembra. Claro, ele tem o seu diferencial, como uma variedade de veículos para ser desbloqueado e inimigos até que divertidos, além do fato que NÓS PODEMOS USAR UM MECHA e enfrentar um verme gigante – E quem comprou a edição especial ainda ganha  a BFG 9000 de DOOM, que é uma das armas mais poderosa do jogo.

RAGE 2
Reprodução/ Bethesda – Avalanche Studios

Concluindo

RAGE 2 tem alguns bugs, afinal, que jogo hoje em dia não tem, certo? Eu também encontrei um problema no carregamento do menu, nada ao ponto de travar a partida, mas um carregamento demorado na transição de uma aba para a outra.

No geral eu gostei de RAGE 2, achei um jogo divertido e que provavelmente vai agradar muitos jogadores. Bem, o jogo não é um game que você irá quebrar a cabeça ou vai se deparar com puzzles.  Ele se resume a descobrir maneiras de matar e se sobreviver enquanto você anda para lá e para cá e enfrenta os mesmos inimigos quase que o tempo todo.

Pode até se tornar maçante em determinado momento se você for muito exigente, então não crie tantas expectativas por conta dos trailers, garanto que vai encontrar em RAGE 2 um ótimo titulo para suas doses diárias de adrenalina.

É altamente recomendado para quem gosta de um FPS despretensioso, rápido e com um arco de dificuldade desafiador.

Essa análise foi feita com uma cópia digital de Xbox One cedida pela distribuidora do jogo, Bethesda.

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PREY | Traições, Memórias perdidas e Horror https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/04/29/prey-traicoes-memorias-perdidas-e-uma/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/04/29/prey-traicoes-memorias-perdidas-e-uma/#comments Mon, 29 Apr 2019 16:35:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/04/29/prey-traicoes-memorias-perdidas-e-uma/ O jogo PREY chegou ao serviço do Xbox Game Pass no dia 11 de Março (2019) para a alegria dos usuários da plataforma Xbox. É mais uma excelente adição ao catalogo que já passa dos 200 jogos e conta com títulos de peso. Bem, eu não podia deixar uma notícia como essa passar em branco, […]

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O jogo PREY chegou ao serviço do Xbox Game Pass no dia 11 de Março (2019) para a alegria dos usuários da plataforma Xbox. É mais uma excelente adição ao catalogo que já passa dos 200 jogos e conta com títulos de peso.

Bem, eu não podia deixar uma notícia como essa passar em branco, por isso, decidi falar um pouco mais da minha experiência com o jogo. Sim, eu ainda estou jogando Prey. No momento estou com mais de 27 horas de campanha – Alias, vocês podem conferir um resumo das minhas primeiras horas aqui.

Eu estou próximo do fim do jogo, pelo menos dois caminhos rumos ao final eu já completei, mas eu quero mais. Quero saber mais sobre Talos I, eu não quero ir embora tão cedo, por isso decidi focar nas missões secundárias ainda em aberto. Infelizmente em algum momento vai acabar, sinto que estou prestes a descobrir os segredos por de trás dos Typhons e a família Yu.

Agora que consegui atiçar um pouco da sua curiosidade a respeito do título, aconchegue-se na cadeira, pois irei lhes contar sobre minhas aventuras em Talos I.

Prey te leva à uma viagem repleta de reviravoltas e descobertas que realmente vai intrigar o jogador. Com uma variação grande de possibilidades de se conseguir solucionar um único objetivo, ele ainda lhe dá o direito a escolha do caminho que vai trilhar para descobrir a verdade por de trás de todo o incidente.

Podemos dizer que a verdade nesse caso está no espaço e para obtê-la você está disposto a sacrificar o que?

Escrevo essas linhas muito empolgado com os rumos da minha jogatina, ter avançado de maneira lenta e sem pressa foi uma maneira de aproveitar o que esse universo tem a oferecer. Há muito texto e áudio para se ler, algo que eu particularmente gosto muito, mas que pode ser um fator problemático para quem quer apenas sair por ai atirando em tudo o que se move.

Por exemplo: Descobri através de um TranScribe (áudio logs espalhados por todas Talos I) que um funcionário havia adquirido uma pistola dourada modificada. Para você ter uma ideia, descobri acidentalmente o áudio log desse funcionário durante um combate em que fugia de um Fantasma.

Durante o combate eu acidentalmente quebrei uma tela, para minha surpresa ela tinha um fundo falso que me levava a uma escada. Terminando de matar o Fantasma, decidi investigar. Diabos, eu fiquei curioso e decidido a obter essa arma.

Detalhes como esse me lembram muito a minha experiência com Fallout, uma vez que a Bethesda faz excelente trabalho com a franquia no quesito história (menos em Fallout 76).

Obviamente não quero desmerecer o trabalho da Arkane Studios que faz um trabalho maravilhoso, basta lembrarmos de Bioshock. No caso aqui eu só estou comparando o cuidado em estender a experiência do jogador. O mérito é aqui é todo da Arkane que conseguiu aumentar muito a experiência mesmo colocando o jogador em uma estação espacial limitada.

Claro, uma vez que você termina o jogo talvez alguns jogadores não se sintam motivados a retornar, mas creio que isso tenha muito mais a ver com a personalidade e gosto, porque há conteúdo o suficiente para retornar a Talos I. Obviamente você pode focar na história principal do jogo e reduzir drasticamente seu tempo de jogo, mas isso é algo que eu não recomendaria.

Outro ponto que merece muito destaque e acredito que seja uma das coisas que possa ter afastado algumas pessoas, é que para você progredir ou acessar algumas áreas você precisa pensar. As vezes não existe um caminho mais fácil, mas você pode dar um jeitinho e ainda sim conseguir ir por ele.

O nosso personagem Morgan Yu pode obter uma habilidade que lhe permite se transformar em objetos. Eu sei, loucura total, mas é isso mesmo, você pode se tornar em uma xícara e outros objeto se desejar. Seja para se esconder, passar sorrateiramente por locais onde há inimigos ou acessar locais que você precisaria de um cartão, mas não o tem.

Você pode usar isso a seu favor de diversas maneiras durante todo o jogo, seja para acessar áreas fechadas por qualquer brecha ou mesmo fugir dos inimigos. Mas para adquirir uma habilidade como essa tem um custo, lembram que disse no começo sobre sacrifícios, então, nem sempre o caminho mais fácil é o melhor.

Os inimigos do jogo não lá muito diversificado, possuem algumas variações entre si, como mimico e mimico superior, que é mais resistente e normalmente vem descer a porrada na gente. Por outro lado temos os fantasmas que possuem três variações e os telepatas, esses dai muito mais perigosos, pois podem controlar sobrevivente de Talos I e obrigá-los a nos atacar ou usar torretas eletrônicas e acabar com nossa raça.

Há outros além dos citados, como o Tecedor e seu ninho que é um inferno para ser derrubado.

Como eu disse, ele não diversifica muito nos inimigos, mas consegue fazer um bom trabalho com os cinco modelos de inimigos espalhados por toda Talos I.

Meu destaque vai para o typhon Poltergeist, que é um dos inimigos mais chatos de se matar, uma vez que não podem ser vistos. Quem me segue no instagram viu um dos vídeos que fiz do meu primeiro encontro com um typhon dessa espécie. Quando ele aparecer, certamente você já levou o susto.

E temos o Pesadelo, um typhon gigantesco e que te mata no primeiro vacilo que você der enquanto ele o persegue. Todas as vezes em que ele surgir, um contador vai pipocar no canto da tela dizendo que você tem 2 minutos para derrotá-lo ou fugir da criatura. Nas primeiras vezes eu tentei derrotá-lo usando algumas táticas, mas sinceramente, fugir é a melhor solução sempre. Você economizara munição e ganhará algum tempo para refrescar a cabeça.

Você sabe que eles estão em todas as partes, mais o trabalho sonoro brilhante da Arkane Studios faz com a trilha sonora consiga abraçar o jogador e deixá-los tenso a todo momento. Por exemplo: Estou lá em uma areá toda escura com a lanterna em mãos e aquele monte de painéis elétricos em curtos, quando de repente a lanterna acaba e começo a ouvir som de algo colidindo no ferro.

Eu não pensei duas vezes e sai correndo feito um louco para me afastar da areá, com receio de que o Pesadelo estivesse entrando ali.

O jogo possui um sistema de reciclagem e criação de itens e armas, assim você consegue coletar uma variedade de itens e até mesmo reciclá-los para obter componentes que possam ser utilizados na produção de armas, medkits ou neuromods (esses possibilitam aumentar suas habilidades) ao longo do jogo, lembrando que você precisa encontrar os diagramas para aprender a criá-los.

As armas variam de uma Gloo Cannon que permite a imobilização dos inimigos e criar escadas para alcançarmos áreas mais altas. No começo você pode ficar um pouco desapontado, já que espera sair matando tudo o que respira e se move, mas depois de algumas horas você entende o quão importante é essa arma.

Posso dizer que é a nossa arma principal durante todo o jogo é a chave de grifo e a Gloo Cannon secundária. Calma, não to dizendo que não utilizamos outras armas, mas certamente essas duas combinações as mais úteis durante uma boa parte do jogo. Lidar com os inimigos utilizando a shotgun é prazeroso, acredite, mas sendo uma arma tão poderosa, não vale a pena gastar muito de sua munição para lidar com parasitas menores.

Também temos uma pistola silenciosa que certamente consegue nos salvar de algumas enrascadas, mas sempre teremos o problema da munição escassa.

Prey não tem um modo certo de ser jogado e te deixa livre para explorar e solucionar os puzzles da maneira como bem quiser. Encontrou um duto e quer ver até onde ele o leva? oras, vai fundo e explore ao máximo e tente se salvar ao menor sinal de perigo. Não encontrou um caminho dentro da estação, então quem sabe você não consegue acessar um setor bloqueado pelo lado de fora.

O jogo possui essa liberdade toda, mas no fim das contas temos um RPG de tiro bastante competente e que certamente consegue cativar o jogador. Serão horas e horas de diversão para descobrir todos os mistérios escondidos por Talos I, que é um ambiente desafiador e vai cobrar habilidade para ser vencido.

Apesar do jogo ter sido lançado em 2017, ele continua sendo um título que certamente merece mais sucesso e exposição do que foi recebido em seu lançamento. Um jogo diversos conteúdo e modos recebido ao longo de 2018, como o modo arcade MOONCRASH e o multiplayer Typhon Hunter. Em breve escreverei mais sobre essas DLCs.

Vale lembrar que o jogo está disponível com localização e dublagem em português.

Prey é um jogo que merece a sua atenção e vale o seu preço. Claro, agora que ele faz parte do catalogo do Xbox Game Pass, aproveite e dê uma chance a esse excelente título da Bethesda.

*O jogo PREY foi analisado com uma chave digital fornecida pela Bethesda.*

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Fallout 76 chegou com a promessa de suprir nossas necessidades de Fallout e com o plus de nos permitir jogar com os amigos. Ninguém pediu uma função online, mas ela acabou vindo assim mesmo.

Oras, Fallout 4 conseguiu nos proporcionar uma experiência single player muito gratificante, logo a possibilidade de algo dar errado se a Bethesda abrisse a porta do multiplayer eram baixíssimas.

É, pelo menos era o que pensávamos.

O PRIMEIRO CONTATO

Fallout 76 | Um lançamento problemático

Quando anunciaram o Fallout 76 com aquela música country maravilhosa, minhas expectativas foram lá em cima. Eu sei que nunca devemos criar expectativas com jogos atuais, mas Fallout realmente mexe comigo. Quem me conhece sabe o quanto gosto da franquia, até um podcast sobre Fallout eu participei.

Enfim, depois de muito aguardar, um B.E.T.A no qual não participei foi liberado, e curiosamente as pessoas falaram até que bem demais do que viram.

O que só aumentou ainda mais minhas já crescente expectativas, que mesmo depois da enxurrada de criticas eu ainda queria jogar, muito. Eis então que tive a oportunidade de por minhas mãos engorduradas em uma versão digital do jogo e agora cá estou digerindo tudo o que vi até o presente momento.

West Virginia é o novo mundo no qual a aventura acontece dessa vez, muito mais colorido que a Washington de Fallout 4. Nesse prequel que tem um mapa gigantesco a ser explorado, você está sozinho, quase que literalmente.

UM PREQUEL

Fallout 76 | Um lançamento problemático

Se Fallout 4 conseguia nos passar uma sensação de vazio e desesperança (estou usando o quarto título como comparação por razões obvias, foi o título anterior a este) mesmo que com comunidades isoladas de seres humanos. Porém, aqui optaram por substituir os seres humanos por robôs e diversos, não, milhares de holodiscos e cartas para concluirmos missões.

Parece que essa escolha se deve pelo fato de que não queriam colocar humanos, visto que os jogadores poderiam querer matá-los e opção de humanos imortais não parecia a melhor.

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O jogo usa como pano de fundo o fato da Vault 76 ter sido a primeira a ser aberta para o mundo pós-guerra nuclear. O que explicaria a ausência quase que total de outros seres humanos como NPCs.

O que pra mim é até OK, mas dai você começa Fallout 76 é encara horas de vazio e missões desinteressantes ao ponto de me pegar olhando no celular ou dando atenção a outras coisas. Apesar do sistema de crafting ser divertido e melhor do que no jogo anterior, só ele não consegue salvar o jogo.

O jogo ainda continua usando uma engine gráfica datada, mas isso ainda podia ser ignorado se tudo corresse bem, só que em alguns momentos partes do cenário não são renderizados, sendo o caso mais gritante quando meu pipboy ficou invisível e eu sequer conseguia ver o que estava acessando no inventário.

BUGS A DAR COM PAU!

Fallout 76 | Um lançamento problemático

Mesmo com todos esses pontos negativos, Fallout 76 consegue ser divertido se jogado com amigos.

Jogar com um amigo certamente ajuda a acabar com a sensação de vazio e sem nada para fazer. Organizar caçadas ou mesmo a construção de um forte acabam sendo uma iniciativa do jogador para compensar a ausência de missões divertidas. Ou mesmo encarar os PVPs em grupos, que eu particularmente detesto.

Admiro muito que tenha se aventurado tanto ao ponto de alcançar power armors e os códigos para ogivas nucleares sozinho, se é que isso aconteceu, pois a experiência single player é frustrante.

Abrindo o mapa você pode ver os jogadores que estão online durante a sessão e marcar a posição, caso você deseje encontrá-los. O que eu não recomendo, a não ser que procure um desafio. Isso eu achei bacana porque deixa o jogador um pouco temeroso, pois você não sabe se o cara vai desejar montar um grupo contigo ou acabar com sua vida.

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Uma ideia acertada ao meu ver. Mas sozinho é morte certa, até porque você vai encontrar pessoas com trajando Power Armor logo, o que lhes confere uma vantagem gritante contra pessoas que estejam começando.

Não acho que isso seja ruim, mas um sistema de progressão em que a medida que você evolui passa a ser visível para outros de níveis próximo ou semelhante equilibrariam as coisas para os iniciantes.

Há outros problemas como a colisão com objetos e projetil quando você atira em alguém, existe um atrasado de segundos, o que faz com que você tome dano nesse tempo. Missões que você já fez mas que depois de você deslogar e retornar para outra jogatina elas estão como não concluídas, obrigando você a fazer novamente.

O MAIOR FRACASSO DE 2018?

Fallout 76 | Um lançamento problemático

A Bethesda está ciente dos problemas, o que faz com que o jogo venha recebendo diversos updates quase semanais afim de melhorar o jogo. Quando tive acesso ao jogo ele havia recebido um patch com pouco mais de 1GB.

Eu não duvido que o título possa se tornar bom e trazer alguma justiça a franquia Fallout, porém, a internet não perdoa e o título está fadado a ser encarado como o maior fracasso de 2018.

Não posso nem dizer que o rotulo seja injusto, o jogo não deveria ter sido lançado do modo que foi, talvez se tivessem mudado a data de lançamento, com mais alguns meses de polimento e betas aberto ao publico eles conseguissem entregar um produto final mais consistente e fiel ao que a marca representa.

Também não vou dizer a vocês que terminei o jogo, se é que isso é possível, porque realmente cheguei a um ponto que me via forçado a tentar encontrar algo minimamente interessante para continuar a jogar o jogo e torcer para ele não fechar sozinho no processo – O que aconteceu umas duas vezes.

CONCLUINDO

Fallout 76 | Um lançamento problemático

Fallout 76 pode não apresentar um resultado final que agrade aos fãs ou mesmo quem está ingressando ao universo de Fallout pela primeira vez, mas ele como um game de sobrevivência, até tem um potencial enorme com aqueles que estão acostumado a jogos como RUST entre outros jogos do gênero que levam décadas para ficarem completo. Esses certamente podem se sentir atraído ou gastar horas nesse jogo.

Quem esperava ter uma experiência single player, que nos fora prometido durante a E3, vai se decepcionar e encontrar poucos motivos para dedicar seu tempo a Fallout 76.

Eu fico triste por conta do potencial e ser um grande fã da franquia, apesar de não duvidar que a coisa possa melhorar, acredito que vai levar um tempo que não tenho para conferir as mudanças mensalmente.

Como um fã da franquia, é certo que irei retornar daqui a algum tempo e quero escrever sobre as mudanças significativas que encontrar. Quero muito voltar aqui apenas com coisas boas para relatar quando esse dia chegar.

Reforço que o jogo pode sim se tornar uma experiência incrível no futuro e torço por isso, quero retornar a ele e me surpreender, mas por enquanto é um jogo mediano e que recomendo que os fãs esperem e o pegue em promoções.

Essa analise foi feita com uma cópia cedida pela Bethesda para o Xbox One.

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Epicentro dos Games #00 | Pré-E3 2018 https://www.arquivosdowoo.com.br/2018/06/08/epicentro-dos-games-00-pre-e3-2018/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2018/06/08/epicentro-dos-games-00-pre-e3-2018/#respond Fri, 08 Jun 2018 17:53:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2018/06/08/epicentro-dos-games-00-pre-e3-2018/ Com a E3 logo ai, meu amigo Victor do Nerd Profeta e eu decidimos gravar um podcast, onde batemos um papo sobre o que possivelmente pode aparecer ou não no evento, além das nossas impressões. Claro, com o evento tão próximo (amanhã), precisei correr para deixar a edição pronta, então ficaria muito feliz que todos que […]

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Com a E3 logo ai, meu amigo Victor do Nerd Profeta e eu decidimos gravar um podcast, onde batemos um papo sobre o que possivelmente pode aparecer ou não no evento, além das nossas impressões. Claro, com o evento tão próximo (amanhã), precisei correr para deixar a edição pronta, então ficaria muito feliz que todos que ouvirem o podcast pudesse deixar o seu feedback para futuras melhorias ou críticas nos comentários.




Estamos programando novos episódios logo após o evento, onde nos reuniremos mais uma vez para falarmos sobre nossas experiências com tudo o que foi mostrado, então fiquem ligado e não se esqueçam de nos seguir em nossas redes sociais.


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PREY | Impressões das primeiras horas https://www.arquivosdowoo.com.br/2017/06/02/prey-resumo-das-primeiras-horas/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2017/06/02/prey-resumo-das-primeiras-horas/#comments Fri, 02 Jun 2017 11:00:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2017/06/02/prey-resumo-das-primeiras-horas/ PREY é o mais novo título da Arkane Studios (Estúdio responsável pela famosa duologia DisHonored e Bioshock 2) chegou ainda no começo desse mês, precisamente em 5 de Maio. O jogo foi lançado para Xbox One, PlayStation 4 e PC, e tem como promessa oferecer ao jogador um ambiente a ser explorado, habilidade de craftar […]

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PREY é o mais novo título da Arkane Studios (Estúdio responsável pela famosa duologia DisHonored e Bioshock 2) chegou ainda no começo desse mês, precisamente em 5 de Maio. O jogo foi lançado para Xbox One, PlayStation 4 e PC, e tem como promessa oferecer ao jogador um ambiente a ser explorado, habilidade de craftar e muitos sustos.

Se você não tem ideia do que se trata, então prepare-se para ir a bordo de TALOS I, e encarar um inimigo que pode ser qualquer coisa, até mesmo uma inocente xícara de café.

Em PREY somos colocados no papel de Morgan Yu, um cientista que estava envolvido em experimentos da empresa TranStar, quando algo deu muito errado durante um teste. E agora resta a Yu resolver o problema, salvar os sobreviventes e ainda tentar salvar a si mesmo. Mas antes de começar a sua jornada, você terá a opção de escolher o sexo do personagem, seja masculino ou feminino, uma escolha mais voltada a estética, pois não influenciará em nada.

Estou com um pouco mais de 10 horas de jogatina e gostando bastante, então resolvi expor apenas minhas impressões do jogo até o momento. Não tomem isso como uma experiencia completa, OK?

Peguem seu traje espacial e me acompanhem!

Com algumas horas de jogatina, PREY, já deixa bem claro ao jogador que não é do tipo que carrega você pela mão e entrega todas as localizações de maneira linear. Sim, ele aponta onde você tem que chegar, agora como chegar lá e o caminho depende unicamente do jogador. Isso porque o jogo te dá liberdade para explorar a imensa Talos I.

Por exemplo; Há uma porta fechada e para dar continuidade no objetivo principal você precisa de um cartão para abri-la. Você pode optar por correr atrás de um cartão de acesso ou explorar um caminho alternativo, e explorar significa encarar maquinas corrompidas, fantasmas e os safados dos mímicos.

Particularmente eu gostei bastante dessa liberdade, mas não vá pensando que estamos em um sandbox. Essa liberdade toda tem um custo, e é ai que entra um dos pontos negativos. Voltar para uma determinada área de Talos I significa loadings, o que faz vocês bufar todas as vezes que se dá conta que deixou algo para trás ou que determinado cartão estava em uma área que você havia passado a poucos minutos.

Quem joga Fallout 4 ou Elder Scrolls V: Skyrim, está acostumado a loadings demorados, agora se fosse não faz parte dessa turma, então boa sorte e tente não se esquecer de nada.

Agora vamos falar dos inimigos no jogo. Posso dizer que passei alguns momentos de cagaços ao enfrentá-los. O motivo é o fato de que os primeiros Typhons (os alienígenas) que você tem contato são chamados de Mímicos, e eles se transformam em qualquer coisa, isso inclui canecas, armas, bolsas de energia.

Imaginem o desespero desse pessoal para usar papel higiênico na hora do aperto!

Como se não bastassem os sustos que causam, os mímicos também são extremamente ágeis. Se faz necessário correr e identificá-los o mais rápido possível, antes que se camuflem no ambiente. Por sorte temos uma arma de cola que os paralisa por um curto período de tempo.

Mas temos também os Fantasmas, que são os inimigos mais durões até o momento, além de assustadores. Você os encontrará perambulando e murmurando como aquela voz aterrorizante. Os mais corajosos podem querer enfrentá-los de frente, mas encara-los de frente NUNCA é uma boa ideia, pois são velozes e causam muito dano. Caso não mude de ideia, saiba que se você atacá-lo com arma de fogo pelas costas, você causa um dano extra considerável e ganha vantagem. Mas tenha em mente: Correr é sempre uma opção.

Mas se eu ainda não os convenci, saibam que os fantasmas possuem suas variações e que eles tendem ser mais fortes;

– Fantasma Térmico: Eles podem criar colunas de fogo que atira o personagem pra longe. Ficar parado é uma péssima decisão, então se mexa muito.

– Fantasma Etérico: Rápido pra cacete e ainda cria uma duplicata de si, que ao ser destruída deixa uma nuvem tóxica. Me matou algumas vezes até eu me dar conta da nuvem. É, eu tava nervoso.

– Fantasma Voltaico: Atiram raios e causam explosões elétricas contra o protagonista, o que torna tudo eletrizante – Ba Dum Tsss?

Por sorte, conforme você avança, o você começara a encontrar armas mais potentes, como a shotgun, e ainda pode melhorá-las. Mas não se anime, pois munição é escassa em Talos I, ai compete ao jogador fabricá-las ou economizar.

Para a fabricação você conta com uma maquina de reciclagem, então prepare-se para se ver o tempo todo organizando espaço em seu inventário e coletando todo tipo de tralha pelo caminho.

É possível reciclar desde armas que você encontra pelo cenário até restos de materiais e lixo. A matéria orgânica é útil para criação de kits médicos, kits de reparo do traje, e como os inimigos que enfrentamos deixam loots, entre eles o pedaço de sua matéria que é muito útil para a criação de Neuromods. Mas para a criação, você terá que ter acesso a outra maquina que cria itens. Simples, mas você precisará de diagramas para fabricá-los, e vocês os encontra durante a exploração.

Os neuromods são essenciais para a trama, pois é graças a ele que seu personagem evoluí os atributos na arvore de skills e se tornar mais forte para encarar os desafios dentro da estação TranStar. E para consegui-los é preciso encontrá-los ou fabricá-los em uma maquina construtora, isso depois de achar o diagrama. Mas sua matéria prima necessita dos pedaços de typhons.

Em determinado momento da trama você encontrará o Psicoscópio, ele é fundamental, pois acrescenta mais três novas habilidade a arvore de skill. Dessa vez voltadas as habilidades typhon, e com o aparelho você consegue copiar os poderes dos alienígenas.

Algumas dessas habilidades permite ataques como os dos fantasmas, porém, o jogo faz questão de esclarecer que essas habilidades podem facilitar por um lado e por outro prejudicá-lo.

O que ao meu ver é incrível, pois estou muito tentado a recorrer a essas habilidades afim de ficar mais forte, mas, correr o risco de perder a humanidade do personagem no processo e até comprometer a minha missão não me parece uma boa. Então estou focando apenas nas habilidades humanas, mas o jogador tem essa liberdade de escolher qual a melhor combinação de habilidades.

Falando assim até parece que é tudo muito fácil, então se não se empolgue. Neuromods não se acha com facilidade e a construção deles depende de matéria orgânica typhon ou seja, significa que você precisará mata-los aos montes.

Em meio a alienígenas, psicoscópio e agulhas nos olhos, você ainda terá que dar umas saídas para fora da estação espacial. O que é uma das coisas mais legais de se fazer desde as aventuras que tive em Dead Space.
Gostei bastante dessa liberdade de ir para fora e reparar o casco, além de que é possível chegar em outras áreas. Também não encontrei um limite de tempo que ou oxigênio, então dá para brincar.

O cenário em um primeiro momento passa uma sensação de solidão, mas vira e mexe topamos com construtores indo para lá e para cá, além de alguns sobreviventes. E isso é outro ponto, você ao descobrir o que houve no local pode optar por matá-los ou não. Alguns podem ajudá-los, outros são mais uma questão moral.

Me deparei com um rapaz preso em uma cela de experimentos, ao olhar o painel com seus dados, descobri que era um traficante de crianças. Podia dar uma chance e salvá-lo ou matá-lo dando continuidade ao experimento. Bem, meio que contrario a minha opinião, decidi salvá-lo e com isso ganhei acesso a uma sala de arsenal.

O rapaz ainda agradeceu por eu ter sido a única pessoa que o tratou bem até aquele momento.

É, ser bonzinho não é tão ruim quanto eu pensava.

Apesar de tudo o que eu disse até agora, a história de PREY é bem competente, porém, para um entendimento melhor, você gasta algum tempo lendo emails em terminais, bilhetes, ouvindo gravações. Quem assistiu aos trailers do jogo certamente esperava por algo mais dinâmico, então isso pode vir a desanimar alguns jogadores ou mesmo deixar alguns apressadinhos confuso quanto ao que esta rolando em PREY.

Eu mesmo algumas vezes por preguiça passei batido, mas depois de limpar o lugar retornei. E isso é ruim? Não, mas também não vai agradar todo mundo. Então se você quer ter uma melhor experiencia, se prepare para ler bastante. Mas vamos a outro ponto que acabou por me irritar, e isso eu comentei logo acima, foram os loadings.

As recicladoras ficam em áreas distante uma das outras e muitas das vezes que me dei conta que tinha pouca munição, percebi que teria que voltar para fazer mais. Só que a maquina estava em outra área, então lá vai você para a tela demorada de loading, ai gasta 3 minutos fazendo munição itens ou seja lá o que o seu coração mandar, para voltar e ter de encarar mais loading.

Isso pode brochar algumas pessoas.

Por outro lado temos uma trilha sonora muito boa. Estou gostando da maneira que ela funciona no jogo. Em momentos de tensão ela fica um pouco mais alta, o que contribui para o cagaço.


Por enquanto é só o que tenho a dizer dessas mais de 10 horas de jogatina de Prey.  Eu cheguei a topar com outras variações de typhons também, só que não tenho muitas informações ainda sobre. Há também outras armas e granadas, como a granada de reciclagem apresentada no vídeo acima – É excelente, queria mais delas.

Estou me divertindo bastante, apesar do que disse até o momento. Como disse no começo, ainda não o conclui, então não possa dar um parecer. Entenda esse texto apenas como uma bate-papo sobre os pontos que me agradaram e os que me incomodaram. No geral PREY está sendo um bom jogo.

Agora vocês me deem licença, pois tenho que descobrir que outros segredos me aguardam em Talos I.

*O jogo PREY foi analisado com uma chave digital fornecida pela Bethesda.*

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