Arquivos Yakuza - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/yakuza/ Um pouco de tudo na medida certa Sun, 12 Oct 2025 00:27:46 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Yakuza - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/yakuza/ 32 32 Sonic Racing: CrossWorlds | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/10/12/sonic-racing-crossworlds-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/10/12/sonic-racing-crossworlds-analise/#respond Sun, 12 Oct 2025 00:27:46 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=20858 Os jogos de corrida da série Sonic sempre chamaram muita atenção quando lançados. Ignorando títulos menos relevantes, como Sonic Drift 1 e 2, o primeiro lançamento relevante foi Sonic R (Saturn, 1997). Não tem como negar que esse jogo era horroroso, mas ele tinha um charme, que provavelmente vinha mais das músicas compostas por Richard […]

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Os jogos de corrida da série Sonic sempre chamaram muita atenção quando lançados. Ignorando títulos menos relevantes, como Sonic Drift 1 e 2, o primeiro lançamento relevante foi Sonic R (Saturn, 1997).

Não tem como negar que esse jogo era horroroso, mas ele tinha um charme, que provavelmente vinha mais das músicas compostas por Richard Jacques e cantadas por TJ Davis.

Após Sonic R, a Sega deixou de lado a ideia de deixar Sonic correr em um veículo por bastante tempo, até que em 2010, foi lançado Sonic & Sega All-Star Racing, para os consoles da sétima geração (Wii, PS3, Xbox 360) e PC. O jogo era uma celebração a história da Sega num geral, contendo personagens de diversas franquias, como Shenmue e NiGHTS. Ele foi feito pela Sumo Digital, uma empresa ocidental que já havia trabalhado com a Sega em OutRun 2.

Mas a sua continuação que foi o maior sucesso do Sonic em jogos de corrida. Em Sonic All-Star Racing Transformed (2013), a Sumo Digital nos trouxe uma evolução dos conceitos do jogo anterior. Com gráficos e controles melhores, o jogo ainda contou pela primeira vez com a transformação de veículos.

Lá, era possível transformar seu carro em barco ou avião dependendo da parte do percurso, e ele fez (e faz) muito sucesso até hoje entre os fãs de games de kart, sendo até mesmo considerado superior aos Mario Karts contemporâneos a ele.

Após isso, a Sumo Digital fez Team Sonic Racing, um game que provavelmente não foi feito com o mesmo empenho que os anteriores, e por isso é mal visto entre os fãs da série de corrida.

Depois dessa queda vertiginosa depois de dois games de sucesso, a Sega resolveu tomar pra si o desenvolvimento de seu novo jogo de corrida. Sonic Racing: CrossWorlds, é feito pelo próprio Sonic Team e saiu este ano de 2025 para todos os consoles atuais, incluindo o Switch 1. E é dele que vamos tratar neste texto.

Créditos: SEGA

Jogabilidade


Em Sonic Racing: CrossWorlds, é notável a influência de Sonic All-Star Racing Transformed. Os veículos se transformam entre carro, barco e aeronave, mas seus controles estão levemente diferentes.

  • A direção do carro continua similar a SASRT, porém ficou mais difícil fazer curvas sem usar o drift;
  • O controle do barco está mais arcade, e a principal diferença é poder dar saltos ao segurar o botão do drift, similar ao que pode ser feito em Mario Kart World (Switch 2, 2025);
  • Por fim, o controle do avião foi o que mais sofreu mudanças, sendo as manobras mais facilitadas. O controle aéreo de SART era muito duro, então essa é uma mudança relevante e bem-vinda.
Créditos: SEGA

Corridas ágeis para a geração Z

O ritmo das corridas foi algo que meu coração de 34 anos sentiu a idade, confesso. O game não tem um ritmo similar a de um Mario Kart, por exemplo; acontece muita coisa ao mesmo tempo, principalmente nas maiores dificuldades, e várias vezes você não tem tempo de perceber o feedback visual para reagir a um item inimigo ou a uma colisão contra algum objeto ou parede.

Acertar paredes ou bater em outros carros gera um feedback visual que na minha opinião é muito negativo, com anéis voando do seu carro. É quase como se o jogo quisesse te punir por fazer algo que acontece o tempo todo em um jogo de kart.

Apesar disso, o game tem um fluxo divertido, onde as corridas possuem três voltas, e a segunda sempre é num mundo alternativo, que vamos falar abaixo.

Créditos: SEGA

Mas o que são os tais dos CrossWorlds?

A grande mecânica do Sonic Racing: CrossWorlds são os anéis gigantes que teleportam os corredores para outro ambiente durante as corridas. O jogador em primeiro lugar na primeira volta escolhe um entre dois anéis na pista, que leva todo mundo para outra pista completamente diferente. Essas pistas são exclusivas dessa segunda volta e servem como uma variação interessante no gênero. Após a segunda volta, os corredores devem voltar para a pista normal e terminar a corrida normalmente.

Créditos: SEGA

Gráficos

Era de se esperar, mas os jogos do Sonic de uns anos pra cá, principalmente desde o Sonic Frontier (2022), possuem uma fidelidade visual mais arrojada que títulos anteriores. Em Sonic Racing: CrossWorlds temos gráficos lindos, com corredores, carros e principalmente pistas, dando um show visual. Tudo é bem colorido e bem animado, de forma que pareça um filme de animação. As pistas extras de teleporte são bem animadas, com efeitos visuais e coisas acontecendo o tempo todo. 

Créditos: SEGA

Customização dos carros e personagens de fora

De volta de Team Sonic Racing, temos customização dos carros. Você pode comprar peças e customizar o carro com adesivos e pinturas, fazendo com que o jogo se torne um grande Need for Speed Underground do Sonic. Essas mudanças afetam sutilmente o desempenho dos carros nas corridas, mas não consegui sentir nenhuma mudança muito relevante, tirando o uso das pranchas vindas do Sonic Riders de 2006 (que eu ignorei de propósito na introdução deste texto porque não são jogos de CARRO), que diferem dos carros do mesmo jeito que as motos no Mario Kart são diferente dos outros veículos em termos de controle e tração.

De volta de Sonic All-Star Racing Transformed, temos os personagens vindo de outras franquias. Da Sega, temos Ichiban da série Yakuza/Like a Dragon, Joker de Persona 5 e a própria Hatsune Miku. Além disso, a Sega claramente deu um jeito de fazer parceria com a Paramount/Viacom e botou um monte de personagens de séries da Nickelodeon, como Bob Esponja, Tartarugas Ninja e Avatar. Eu gostaria de dizer que eles não fazem muito sentido, mas em Transformed tínhamos gente de Team Fortress e até mesmo uma corredora da Nascar do mundo real, então fazer o quê né. São adicionais via DLC, e isso sim é um problema.

Créditos: SEGA

Veredito

Sonic Racing: CrossWorlds é uma volta ao apogeu que foi Sonic All-Star Racing Transformed, mas ainda não chegou no mesmo nível. A jogabilidade está refinada em relação a Team Sonic Racing, mas o ritmo do jogo da corrida é muito frenético, o que torna alguns momentos da corrida em um grande caos onde você como jogador, não tem tempo pra focar no que deveria ser o fator principal: dirigir em uma pista de corrida.

Créditos: SEGA

Ainda assim, é um jogo bem competente, com modo online bem competitivo e funcional e modos offline com uma grande campanha cheia de campeonatos. Entre ele e Mario Kart World, que foi lançado na mesma época, eu ficaria fácil com o ouriço da Sega. 

Nota: 7,5/10


Esta análise foi feita com uma cópia de Sonic Racing: CrossWords para PC cedida gentilmente pela SEGA. O game está disponível para Nintendo Switch, PlayStation 4, PlayStation 5, Windows, Xbox One e Xbox Series S|X. 

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Like a Dragon: Pirate Yakuza in Hawaii | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/04/05/like-a-dragon-pirate-yakuza-in-hawaii-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/04/05/like-a-dragon-pirate-yakuza-in-hawaii-analise/#respond Sat, 05 Apr 2025 13:43:05 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=20003 Em 2025, a série Yakuza completa 20 anos, e mesmo após a mudança de nome para “Like a Dragon“, a sua popularidade nunca diminuiu. Após um conturbado ponto entre o terceiro e o quinto jogo, a chegada de Yakuza 0 em 2017 (no ocidente, dois anos após o lançamento japonês), a série entrou nos trilhos novamente, […]

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Em 2025, a série Yakuza completa 20 anos, e mesmo após a mudança de nome para “Like a Dragon“, a sua popularidade nunca diminuiu. Após um conturbado ponto entre o terceiro e o quinto jogo, a chegada de Yakuza 0 em 2017 (no ocidente, dois anos após o lançamento japonês), a série entrou nos trilhos novamente, e desde então tem obtido muito sucesso, sendo talvez o carro chefe da Sega, passando Sonic depois de muitos anos.

O mais novo jogo da série é mais um spin-off, ou “Gaiden”, como é chamado no Japão. Depois do game solo de Kiryu chamado Like a Dragon Gaiden: The Man Who Erased His Name, que se passava entre os eventos de Yakuza: Like a Dragon e Like a Dragon: Infinite Wealth (6º e 7º jogos da série principal, respectivamente), agora temos Pirate Yakuza In Hawaii, sendo o jogo mais recente na timeline da saga, se passando após os eventos do oitavo jogo.

Divulgação: RGG Studio / SEGA

História

Majima perdeu a memória e ficou náufrago em uma ilha do Caribe. Lá, ele conhece o menino Noah e seu pai Jason. Após derrotarem um pirata fraco, acabam ficando com seu navio, o que serve como desculpa para colocar Majima como capitão de um navio pirata logo no primeiro capítulo do jogo.

A única pista que ele tem sobre seu passado é a existência de uma ilha chamada Nele, onde yakuzas foram vistos trabalhando com remoção de lixo radioativo, algo que não pode ser apenas coincidência. Assim, Majima parte em direção à ilha com sua nova tripulação.

Lá, ele encontra um paraíso pirata chamado Madlantis, um lugar que lembra o parque subterrâneo de Kamurocho em Yakuza 1. Esse local abriga um coliseu de piratas, onde todos lutam para subir nos rankings e obter mais informações sobre o tesouro do navio Esperanza, que afundou há cerca de 200 anos e desperta o interesse de todos os piratas da região. A história rapidamente toma um rumo bizarro, lembrando um spin-off de One Piece dentro do universo de Yakuza, mas acaba funcionando graças ao carisma de Majima.

Daí pra frente, a aventura toma um rumo voltado a descoberta desse tesouro do Esperanza, onde vários grupos envolvidos disputam a corrida para achar essa grande riqueza.

Divulgação: RGG Studio / SEGA

Gameplay

Diferente de outros jogos da franquia, aqui temos a exploração com o navio pirata Goromaru, que serve como meio de transporte entre as ilhas e a cidade de Honolulu, reaproveitando o mapa de Like a Dragon: Infinite Wealth. O combate naval lembra o de Assassin’s Creed Black Flag, mas de forma mais simplificada. Algumas lutas no mar terminam em abordagens, levando a combates corpo a corpo tradicionais da série Yakuza.

Exploração também é um elemento importante, com um mapa do tesouro extenso, diversas ilhas a serem invadidas e combates onde itens não podem ser usados, transformando-se em uma grande “run” de sobrevivência até o tesouro final. Para auxiliar nessa jornada, Majima precisa montar uma tripulação. Recrutar novos membros envolve cumprir requisitos para que se juntem ao navio, adicionando uma camada estratégica ao jogo.

Divulgação: RGG Studio / SEGA

Já na parte “a pé” do jogo temos um gameplay mais clássico dos Yakuzas da Era Kiryu. Majima passeia pelo Havaí, resolvendo histórias paralelas, caçando bandidos atrás de recompensa e também recrutando novos membros da tripulação. Muitos personagens que aparecem nessas histórias são do Yakuza 8 (Infinite Wealth), e servem como continuação de suas aventuras no game anterior.

Essas “side-stories” seguem mantendo o padrão da franquia: pequenas histórias paralelas sempre cheias de humor e momentos inesperados. No entanto, as cutscenes frequentemente ignoram a presença da tripulação, quebrando um pouco da imersão em uma narrativa que já desafia a credibilidade dentro do universo da série.

Em Madlantis, o paraíso-parque de diversões pirata, além de boa parte da história, também temos muitos minigames, como o golfe indoors (agora com temática pirata, com explosões de canhões e tudo mais), o coliseu pirata — a mesma luta de navios que ocorre no mar, mas em um ambiente fechado e em forma de torneio –, baseball indoors e os jogos de cartas, como 21 e Pôquer.

No Havaí, temos diversos minigames, como o já popular Dragon Kart, que evoluiu pouco desde que aparecem em Yakuza 7 mas segue sendo divertido e o novo Crazy Eats, que é uma versão de Crazy Taxi mas com bicicleta do iFood, basicamente. Até o personagem que te passa as missões tem cabelo verde, lembrando um certo motorista de outro jogo.

Divulgação: RGG Studio / SEGA

Customização

Finalmente, Like a Dragon: Pirate Yakuza in Hawaii permite trocar a roupa do personagem sem precisar zerar antes. Majima pode comprar diversas roupas nas lojas de Honolulu, usar vestimentas completas do inventário após certo ponto do jogo, trocar o cabelo e o tapa-olho. Há ainda a possibilidade de salvar até três conjuntos de roupa e alternar entre eles nos esconderijos.

Não só isso, mas Majima também pode equipar dez anéis em seus dedos, que modificam seus atributos de forma sutil, ajudando no combate. Interessante é que cada anel tem uma aparência diferente e todos eles aparecem nas cutscenes em tempo real do jogo.

Também é possível comprar diversas músicas nas lojinhas do Havaí, com músicas de vários jogos da Sega, indo de NiGHTS até Shin Megami Tensei V e Persona. Essas músicas podem ser ouvidas a qualquer momento do jogo fora das missões – mesmo no navio -, o que mostra que o RGG Studio entende que muitos jogadores gostam desse tipo de elemento em seus jogos.

Jogos Clássicos

Os arcades e esconderijos contam com novos jogos clássicos, como Sega Racing Classic 2 (Daytona USA 2), Virtua Fighter 3/3tb e Fighting Vipers 2, trazendo mais variedade do que os tradicionais OutRun e Phantasy Zone. Outro destaque é o Master System na casa de Majima, recheado de clássicos como Alex Kidd.

A emulação está impecável, e a SEGA mostra um carinho especial com seus jogos antigos, diferentemente da Nintendo, que costuma ser mais restritiva nesse aspecto.

O interessante disso é a preservação de alguns desses jogos. Daytona USA 2, apesar de não estar com seu título original, é um game que nunca havia sido lançado oficialmente para consoles caseiros. Virtua Fighter 3 e Fighting Vipers 2 também são jogos difíceis de serem jogados fora desse game caso você não tenha uma forma de acessar um Dreamcast na sua casa, e mesmo assim, essas versões antigas não são ports diretos do arcade como os que estão presentes aqui.

Combate

O sistema de combate continua fluido e dinâmico, chegando a lembrar Devil May Cry, mas não tão fluido. Majima conta com dois estilos de luta distintos: um inspirado em Yakuza 0, onde ele ainda é o “Cachorro Louco”, lutando com golpes rápidos e uma faca curta, e o estilo “Lobo do Mar”, no qual ele assume o papel de pirata, usando duas espadas longas para bloquear ataques de todos os lados, uma garrucha para tiros e um gancho para se aproximar de inimigos distantes.

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Diferente de Yakuza 0, seu combate é mais exagerado e fantasioso, algo que já aconteceu com o Gaiden de Kiryu. Durante as lutas, Majima recebe ajuda de aliados como Noah, Jason e o cozinheiro gordinho Masaru, que entram em combate contra outros piratas espalhados pelo mapa. Alguns Heat Actions podem ser executados sozinho, enquanto outros envolvem a interação com sua equipe, dependendo da posição dos aliados em relação ao inimigo.

Divulgação: RGG Studio / SEGA

Pontos Negativos

Talvez alguns pontos negativos de Like a Dragon: Pirate Yakuza in Hawaii seja a falta de balanceamento financeiro no jogo, já que ao cumprir umas missões simples você já tem dinheiro suficiente para deixar o personagem muito forte e comprar tudo que vende nas lojas do game, tornando a exploração uma mera questão de achar tudo que você quer, ao invés de conquistar.

O combate está bem mais ágil que em jogos anteriores, mas também precisa de um leve polimento, principalmente durante batalhas com muitos inimigos.

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E por fim, a versão de PC, mesmo com o update 1.13, segue tendo diversos crashes durante o jogo. Durante minha experiência — e também o motivo desse review final ter atrasado uns dias — eu tive o jogo fechado na minha cara umas 15 vezes. No fórum da Steam, foi dito que o problema era relacionado aos drivers da NVidia, que não receberam atualização para lidar com os problemas específicos desse jogo. Até agora no final de Março de 2025, nada foi corrigido, então tome cuidado ao comprar o jogo caso você não queira ter que refazer o último capítulo umas 4x que nem eu fiz.

Divulgação: RGG Studio / SEGA

Conclusão

Like a Dragon: Pirate Yakuza in Hawaii é um spin-off curto porém muito bacana da série Yakuza. O RGG Studio realmente já deu declarações de que iria fazer lançamentos mais curtos para que os jogos saiam mais rapidamente do forno. Esse é o segundo lançamento recente nesse estilo e vale a pena.

Majima é um personagem carismático e é até estranho que tenha demorado tanto tempo para que usassem-no em um jogo solo.

O game possui cinco capítulos que expandem a lore da série para fora do Japão, mas pelo fato de toda narrativa das histórias desse universo estarem relacionadas a atitude de personagens tão japoneses e suas idiossincrasias específicas, como honra, valores familiares, etc, acredito que o ideal seria mesmo voltar ao ambiente padrão que eles e nós estamos acostumados.

Ainda assim, valeu a maluquice. Obrigado, Majima!

Nota: 8/10

Ah, caso queira saber o que achamos de outros games da série Yakuza leia nossos reviews abaixo!

– Yakuza: Pirate Yakuza in Hawaii: primeiras impressões pelo Tony (eu)

– Os spin-offs de Yakuza: Parte 1

– Os spin-offs de Yakuza: Parte 2

– Judgement: a análise do Leandro Alves

– Yakuza: Like a Dragon: a análise do Tony (eu)

– Yakuza: Kiwami: análise da versão de Switch feita pelo Diogo

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Esta análise de Like a Dragon: Pirate Yakuza in Hawaii foi feita com uma cópia do jogo para PC cedida gentilmente pela SEGA. O game está disponível para PlayStation 5, Xbox Series S|X e PC (Steam).

Divulgação: RGG Studio / SEGA

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Like a Dragon: Pirate Yakuza in Hawaii | As Primeiras 20 Horas de Jogo https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/03/08/like-a-dragon-pirate-yakuza-in-hawaii-as-primeiras-20-horas-de-jogo/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/03/08/like-a-dragon-pirate-yakuza-in-hawaii-as-primeiras-20-horas-de-jogo/#respond Sat, 08 Mar 2025 15:30:18 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=19705 Em 2025, a série Yakuza completa 20 anos, e mesmo após a mudança de nome para “Like a Dragon“, a sua popularidade nunca diminuiu. Após um conturbado ponto entre o terceiro e o quinto jogo, a chegada de Yakuza 0 em 2017 (no ocidente, dois anos após o lançamento japonês), a série entrou nos trilhos […]

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Em 2025, a série Yakuza completa 20 anos, e mesmo após a mudança de nome para “Like a Dragon“, a sua popularidade nunca diminuiu. Após um conturbado ponto entre o terceiro e o quinto jogo, a chegada de Yakuza 0 em 2017 (no ocidente, dois anos após o lançamento japonês), a série entrou nos trilhos novamente, e desde então tem obtido muito sucesso, sendo talvez o carro chefe da Sega, passando Sonic depois de muitos anos.

LEIAM – Yakuza: Like a Dragon (Yakuza 7) | Análise

O mais novo jogo da série é mais um spin-off, ou “Gaiden”, como é chamado no Japão. Depois do game solo de Kiryu chamado Like a Dragon Gaiden: The Man Who Erased His Name, que se passava entre os eventos de Yakuza: Like a Dragon e Like a Dragon: Infinite Wealth (6º e 7º jogos da série principal, respectivamente), agora temos Pirate Yakuza In Hawaii, sendo o jogo mais recente na timeline da saga, se passando após os eventos do oitavo jogo.

Nesse texto, vamos abordar, de forma mais sucinta, as primeiras 20 horas de jogo. Posteriormente, teremos um segundo texto mais completo, abordando todo o jogo após finalizarmos ele.

Pirate Yakuza in Hawaii
Divulgação: SEGA / RGG Studio

Mais uma aventura fora do Japão

Acho que a maior loucura do RGG Studio foi tirar a série da sua zona de conforto. Com tantos jogos e spin-offs se passando no bairro de Kamuro-cho e outras cidades japonesas, parecia impensável levar os personagens para um ambiente totalmente diferente do que os jogos costumam abranger.

E não é pra menos, dada a natureza da história, que desde o início é basicamente um grande novelão sobre a máfia japonesa, não haveria como fazer esses caras durões, que provavelmente nem inglês sabem, saírem do Japão pra fazer nada.

LEIAM – Burn (PC) – Análise

Kiryu, o protagonista anterior da série, já falou em várias ocasiões em outros jogos que ele não era o tipo de cara que gostaria de viajar pra fora, e mesmo assim ele dá as caras no oitavo jogo, que se passa em Honolulu, no Havaí. Mas como todo mundo muda, aqui estamos, no segundo jogo que se passa na região sul do território americano.

A escolha de Honolulu como sendo novamente a cidade base de um jogo da série é perfeitamente compreensível para quem já conhece o modus operandi do Ryu ga Gotoku Studio. Eles simplesmente não queriam desperdiçar todo o cenário e ambientes criados para o jogo anterior — que sim, é ENORME — e como aquele game era um JRPG de turnos, seria perfeitamente plausível trazer de volta a cidade inteira para um jogo de briga de rua.

Mas não só de reciclagem vive o game, e tem um lado da ambientação totalmente novo, que tem a ver com…

Pirate Yakuza in Hawaii
Divulgação: SEGA / RGG Studio

Piratas?

Realmente não faz nenhum sentido lógico termos piratas, com navios antigos e vestimentas dignas de um filme do Jack Sparrow numa ambientação moderna, mas os caras só pensaram: “ah, quem liga?”.

E assim, o único jeito de tornar uma aventura pirata minimamente plausível na série Yakuza seria colocando o Majima como protagonista, e assim eles fizeram.

As minúcias dessa situação toda serão abordadas no texto final da análise, mas entenda que você, como Goro Majima — desmemoriado, por causa do naufrágio, por alguma razão — vai parar numa pequena ilha próxima ao Havaí, e ele faz amizade com um ex-pirata chamado Jason e seu filho, Noah. Após algumas idas e vindas, nosso protagonista se encontra como capitão de um navio pirata clássico, e deve enfrentar outros piratas da região — que nesse universo é habitada por um monte de caras como você — e isso gera bastante conflito, afinal todos estão aparentemente atrás de um grande tesouro pirata antigo, e cabe a você, o Capitão Majima, encontrá-lo.

LEIAM – Spin-offs de Yakuza | Parte 1 | Todos os que foram lançados no ocidente

Assim, Like a Dragon: Pirate Yakuza in Hawaii gira em torno de navegações com sua tripulação, que é o grande mini-game principal desse jogo, onde você monta um time de piratas, cada um com habilidades especiais que te ajudam em partes do navio. Pense neles como cartas de um card game: cada um tem características como ser bom com canhões, ou de aumentar o ataque durante invasões em ilhas ou a outros navios.

Você conhece esses tripulantes de N maneiras, como em Honolulu fazendo missões ou parados no mapa, esperando que você atenda certas condições, como ter ranque pirata necessário para ele te respeitar, ou através de brigas mesmo.

Divulgação: SEGA / RGG Studio

Que mais tem no jogo?

Além da vida pirata, temos as já características hordas de missões paralelas. Muitas delas são com personagens que já apareceram em Yakuza 7 e 8, e isso pode ser um ponto de crítica, pois muitas dessas missões são parecidas com outras que apareceram anteriormente.

Temos também o já popular Dragon Kart, o nosso Mario Kart da Yakuza, que continua sendo meio medíocre porém divertido o suficiente para você querer terminar pelo menos a história principal dele;

Outras atividades como jogos de dardos, sinuca, baseball, golfe também dão as caras novamente e continuam bastante divertidas.

LEIAM – Spin-offs de Yakuza | Parte 2 | Os exclusivos do Japão

Uma novidade é a caça aos bandidos, onde você deve ajudar a polícia de Honolulu a caçar bandidos e pegar recompensas com isso. É uma das formas eficazes de ganhar dinheiro rápido no início do jogo e vale a pena investir nisso sempre que puder.

O melhor pra mim, eu deixei pro final: os jogos de arcade e o Master System que você tem acesso a todo momento. Clássicos como Virtual Fighter 3 e Daytona USA 2 estão presentes, com uma emulação ótima.

Pirate Yakuza in Hawaii
Divulgação: SEGA / RGG Studio

Combate

O combate está bastante interessante nesse jogo do Majima pirata. Ele agora possui dois estilos de combate, o já consagrado “Cachorro Louco”, que trás diversos golpes vindos principalmente de Yakuza 0, e o novo “Lobo do Mar”, onde Majima usa duas espadas longas, um gancho e uma garrucha, lutando basicamente como Jack Sparrow mesmo.

Os estilos se completam e você deve trocar entre eles durante os combos apertando o direcional para baixo, criando combos maiores e aproveitando de suas características: o Cachorro Louco é mais indicado para combates um a um, pois ele é rápido mas a distância e a área de seus ataques são menores. Já o Lobo do Mar é indicado principalmente para batalhas contra vários inimigos (como nos navios), até porque ele permite que você defenda de todas as direções.

De forma geral, minha única crítica ao combate é que as Heat Actions, onde você aperta Triângulo para usar uma habilidade especial, estão mais restritas, e a janela para usá-las é muito curta, fazendo você perder a possibilidades de usá-las em diversas situações, mas nada disso é tão crítico a ponto de deixar o combate ruim.

Pirate Yakuza in Hawaii
Divulgação: SEGA / RGG Studio

E as primeiras 20 horas?

A principal razão desse texto não ser a análise final está explícita nas linhas acima: Like a Dragon: Pirate Yakuza in Hawaii é um spin-off gigantesco. Tem tantas atividades no jogo que fica impossível ficar se dedicando somente à história principal. Aliás, diria que é até um PECADO fazer isso.

Você deve aproveitar cada segundo do jogo sem pressa. Faça as atividades paralelas, jogue os minigames e só aproveite tudo que as lojas do jogo têm a oferecer.

Eu passei essas primeiras 20 horas em 3 capítulos do jogo, e parece que é pouco mas muito pelo contrário! Cacei piratas, joguei os jogos de arcade, comprei uma porção de roupas para o Majima — que aliás, você pode pela primeira vez na série vestir o personagem como quiser –, sem falar da customização e luta com navios.

A exploração do mar está bem divertida, dando com pau em jogos como Assassin’s Creed IV: Black Flag. E o mais incrível é que tudo isso é uma parte pequena do que o jogo tem a oferecer.

Assim sendo, Like a Dragon: Pirate Yakuza in Hawaii veio assim como quem não quer nada e é um jogo divertidíssimo, que acredito que pode ser porta de entrada para a série, mesmo por aqueles que conhecem vagamente o ambiente da série.

Não, não acho que fazer isso é indicado — particularmente preferiria começar pelo 0, Kiwami 1 ou Yakuza: Like a Dragon — mas é uma opção até que viável.

Minhas impressões já demostraram que esse jogo vale muito a pena e é uma experiência diferente na série, mostrando que eles realmente conseguiram tirar a série da sua zona de conforto. Espero que o RGG Studio sempre consiga esse atingir esse nível de excelência.

E em breve teremos o review completo aqui no site! Até lá!

Pirate Yakuza in Hawaii
Divulgação: SEGA / RGG Studio

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Yakuza Kiwami | Análise no Nintendo Switch https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/11/23/yakuza-kiwami-analise-no-nintendo-switch/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/11/23/yakuza-kiwami-analise-no-nintendo-switch/#respond Sat, 23 Nov 2024 22:25:17 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=18685 Eu tenho uma história interessante com Yakuza, pois o primeiro titulo eu finalizei ainda no PlayStation 2 quando morava com meus pais lá em meados de 2007. Por muitos anos tive esse primeiro titulo como uma das experiência máxima que tive  com um jogo do PS2,  perdendo apenas para Metal Gear Solid 3. Depois de […]

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Eu tenho uma história interessante com Yakuza, pois o primeiro titulo eu finalizei ainda no PlayStation 2 quando morava com meus pais lá em meados de 2007. Por muitos anos tive esse primeiro titulo como uma das experiência máxima que tive  com um jogo do PS2,  perdendo apenas para Metal Gear Solid 3.

Depois de 10 anos chega Yakuza Kiwami, um remake do jogo original Yakuza lançado em 2005 para o PlayStation 2, mas como não tinha um PS3 ou PS4, acabei ficando de fora e sem nunca ter tido a oportunidade de jogar essa versão aprimorada da história de Kazuma Kiryu, um membro da Yakuza, e seu caminho para encontrar a verdade por trás de um assassinato envolvendo a família do crime organizado.

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Dando um salto no tempo novamente, 4 anos depois a série Yakuza, até então restrita ao console da SONY, finalmente chegou a plataforma do Xbox no serviço do Game Pass. O que foi uma grata surpresa para muitos dos que não tinham alguma perspectiva de que a série algum dia deixasse a plataforma azul. Com nossos corações acalmado, não estava preparado para a outra surpresa quando Yakuza Kiwami fora anunciado que chegaria ao hibrido portátil da Nintendo.

Sabemos o quão potente são os consoles atuais, então ver Yakuza Kiwami chegar ao Nintendo Switch, que não tem um console com hardware parrudo, realmente é de atiçar a curiosidade todos nós, principalmente a minha que até então não tinha tido a oportunidade de jogar a versão Kiwami. Por sorte a SEGA brasil mais uma vez permitiu que nós do Arquivo do Woo, pudéssemos ter a oportunidade de conferir um lançamento grande em primeira mão.

Será que Yakuza Kiwami faz bonito no console da Nintendo ao ponto de valer o seu suado dinheiro? Para descobrir, me acompanhe pelas ruas de Kamurochõ.

Yakuza Kiwami
Créditos SEGA – Capturado no modo docked

Gráficos e Desempenho

Embora a versão de Switch não tenha alterações drásticas em relação às versões anteriores, ela se adapta bem ao console portátil, oferecendo uma experiência sólida para os fãs de ação e narrativa, e o primeiro aspecto que chama a atenção em Yakuza Kiwami é a qualidade visual.

Embora o Switch não tenha o mesmo poder de processamento dos consoles de última geração como PlayStation 5 e Xbox Series S|X, o jogo mantém a essência do visual melhorado de Kiwami, com cenários detalhados e personagens bem modelados. As ruas de Kamurocho por exemplo, que são o cenário principal, são ricas em detalhes e vida. É prazeroso andar pelas ruas e seus corredores repleto de pessoas a todo momento circulando e vibrando junto da cidade.

Alias, é impossível não frisar como o desempenho do jogo no Nintendo Switch é impressionante para um título de mundo aberto com tantos elementos ao mesmo tempo. Mesmo no modo portátil, o jogo mantém uma taxa de quadros estável, garantindo uma jogabilidade suave durante a maior parte da experiência.

Yakuza Kiwami
Créditos SEGA – Capturado no modo docked

História e Personagens

A narrativa de Yakuza Kiwami é envolvente, com um enredo de mistério, traição e redenção. Kazuma Kiryu é um protagonista carismático que se vê em uma luta contra o tempo para limpar seu nome e salvar os entes queridos enquanto navega pelas complexas intrigas da Yakuza. O jogo também é repleto de personagens memoráveis, desde aliados até vilões, que ajudam a manter o ritmo da história.

Embora Yakuza Kiwami seja um remake de um jogo de 2005, ele possui uma narrativa que é muito bem construída e que ainda se mantém relevante nos dias de hoje. E apesar de Yakuza não ser um tema tão comum para a realidade brasileira, não deixa de ser interessante a abordagem cinemática e reprodução da época.

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Uma novidade interessante da versão Kiwami é o “Majima Everwhere“, onde Goro Majima te persegue, basicamente, para te desafiar em lutas, o que pode acontecer a qualquer momento e de formas bem inesperadas. Às vezes ele surge vestido de maneira bem inusitada, de mendigo ou até como uma mulher (sim, o Majima não se importa).
Cada vez que você derrota o Majima, ele deixa alguns itens e te dá um pouco mais de contexto sobre a “amizade” de vocês dois.

Além disso, com essas batalhas, você vai ganhando pontos que podem ser trocados por upgrades de combate, o que torna esse “caça ao Majima” bem útil para o seu progresso no jogo. Quanto mais o jogo avança, mais Majimas diferentes surgem, aumentando a dificuldade e deixando tudo mais estranho. O que é ótimo.

Yakuza Kiwami
Créditos SEGA – Capturado no modo portátil

Som e Trilha Sonora

A trilha sonora de Yakuza Kiwami é uma das suas maiores qualidades e conta com musicas originais que até então estavam restritas apenas a versão japonesa, não havia sido lançado até então no ocidente (Obrigado pela dica, Tony).

São composições que vão desde músicas orquestrais até mesmo rock, e a música contribui bastante para a imersão e para a intensidade de momentos dramáticos e de ação do jogo, tornando toda a experiência ainda mais prazerosa.

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O trabalho de dublagem também é notável, com personagens sendo bem dublados em japonês, o que adiciona um toque de autenticidade, mesmo para os jogadores que não dominam o idioma.

Seria muito legal se o titulo chegasse localizado em português Br, mas é preciso ter em mente que ele foi desenvolvido em 2015, e só o sétimo titulo que recebeu esse trato, então espero que esteja com o inglês afiado e jogue com o áudio em japonês.

Créditos SEGA – Capturado no modo portátil

Adaptabilidade ao Nintendo Switch

A versão de Yakuza Kiwami no Switch se adapta incrivelmente bem às particularidades do console da Nintendo. O jogo roda de forma estável no modo portátil e é ótimo para sessões rápidas, apesar de ser quase impossível partidas rápidas de Yakuza, mas também se beneficia do modo docked, oferecendo uma tela maior para uma experiência mais imersiva.

A possibilidade de jogar de forma portátil é uma grande vantagem, considerando a natureza do jogo de exploração e combate, permitindo que os jogadores se aventurem em Kamurocho em qualquer lugar e em qualquer momento do dia. Claro, infelizmente não acho tão confortável de se esmagar os botões dos Joy-Con’s, mas isso sou eu, pois estou acostumado a jogar com os controles do Xbox, mas joguei várias vezes no modo portátil e foi uma experiência bem satisfatória.

O gameplay também tem melhorias, isso fazendo um paralelo com a versão de 2005, pois agora podemos transitar entre estilos de combate a qualquer momento, o que faz com que os combates sejam menos cansativos quanto na versão original.

Créditos SEGA – Capturado no modo portátil

Conclusão

Yakuza Kiwami para Nintendo Switch é uma versão competente de um clássico, mantendo os pontos fortes da série e adaptando-os para o console portátil da Nintendo.

A jogabilidade envolvente, a história intrigante e os diversos minijogos continuam sendo um dos maiores atrativos para o título. Para os fãs de ação, narrativa e exploração, Yakuza Kiwami é uma excelente escolha para quem busca um jogo que combina combate emocionante com uma história rica e complexa.

Se você já jogou outros títulos da série ou se é novo no universo de Yakuza, a versão de Switch é uma excelente maneira de entrar nessa história imersiva e viciante. A adaptação para o Nintendo Switch é bem-feita, o que torna o jogo acessível a um público ainda maior, ao mesmo tempo em que mantém o charme do original e agrada aos velhos fãs da série.

Nota: 9/10

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Yakuza Kiwami está disponível para Nintendo Switch, PlayStation 5, PlayStation 4, Xbox Series S|X, Xbox One e PC. Esta análise foi feita com uma chave digital de Nintendo Switch, cedida gentilmente pela SEGA

 

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Yakuza: Like a Dragon (Yakuza 7) | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/07/yakuza-like-a-dragon-yakuza-7-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/07/yakuza-like-a-dragon-yakuza-7-analise/#comments Mon, 07 Oct 2024 14:15:49 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=17540 A série Yakuza possui trocentos jogos, mas a série principal mesmo, possui 9 jogos até agora. Do 0 ao 6, tu jogas com o protagonista que todos conhecem, o Senhor “Dame da ne”, Kazuma Kiryu. Já no sétimo jogo, tivemos um novo protagonista chamado Kasuga Ichiban, e é a sua história que conhecemos nesse jogo […]

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A série Yakuza possui trocentos jogos, mas a série principal mesmo, possui 9 jogos até agora.

Do 0 ao 6, tu jogas com o protagonista que todos conhecem, o Senhor “Dame da ne”, Kazuma Kiryu.
Já no sétimo jogo, tivemos um novo protagonista chamado Kasuga Ichiban, e é a sua história que conhecemos nesse jogo que não introduz somente o personagem, mas também a série a um novo público.

Mudança de nome da série

A decisão da Sega de alterar o nome ocidental da série para Like a Dragon é um tanto duvidosa, visto que até hoje eles usam o nome “Yakuza” toda hora.

O sétimo jogo, lançado no oriente como Ryu Ga Gotoku 7, saiu aqui como Yakuza: Like a Dragon, que seria um meio-termo para amaciar essa transição entre os nomes.

Isso vem junto com o novo protagonista da série, fazendo assim com que o jogo seja uma porta de entrada para novos jogadores, que talvez se afastassem ao ver o número SETE gigante no título.

Reprodução: SEGA

História

Isto posto, temos aqui a aventura de Kasuga Ichiban, um yakuza baixa-renda que fica preso por 18 anos para salvar a pele de um subordinado de seu chefe, mas ao ser libertado, ninguém vai buscá-lo.

Pra piorar, ele descobre que seu chefe agora está a mando da Aliança Omi, que era rival do Clã Tojo, seus antigos superiores.

Muito puto da vida, Ichiban invade uma reunião de seu chefe, e descobre que ele está jantando com todos os membros do clã Omi. Sem reação, Ichiban pergunta o que está acontecendo e tudo que recebe é um tirambaço no peito.

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Ele acorda num lixão em Yokohama, longe pra dedéu de Tóquio, e é ajudado com Nanba, um mendigo amigável que é ex-enfermeiro, e usou suas habilidades para curar sua ferida quase mortal.

Daí temos a base para o plot, onde devemos descobrir porque seu chefe tentou te matar, além de resolver os problemas das máfias que disputam o poder em Yokohama.

Reprodução: SEGA

Gameplay em RPG

Estranho eu não ter falado sobre isso até agora, mas é sempre bom lembrar que Yakuza 7 é o primeiro jogo que é um JRPG em sua total plenitude. Ele não tem “só elementos de RPG”; esse jogo é simplesmente um Dragon Quest 3 com pessoas de verdade.

Inclusive, até o próprio Yuji Horii (criador de DQ) participou do teste do jogo, além da Square-Enix ter liberado a Sega de usar o nome do jogo nos diálogos de Yakuza 7.

Sua party pode ter até quatro membros de uma vez, e todos os personagens têm “jobs” (“Ocupação“, na tradução oficial em português). Esses jobs estão associados a profissões do mundo real, como guarda, secretária, dançarino, bartender e por aí. Somente Ichiban possui habilidades de Freelancer e Herói, que estão associadas a JRPGs normais mesmo.

E se você não tem afinidade com a língua inglesa e tem medo de se perder no jogo, não se preocupe. Like a Dragon foi o primeiro jogo da série Yakuza onde a Sega traduziu tudo para o português brasileiro.

A tradução está feita em cima da tradução em inglês que foi mais fiel ao texto em japonês, portanto nunca foi tão fácil entrar no universo da série.

Reprodução: SEGA

Combate

A luta é por turnos, o que pode desagradar pessoas que estão acostumadas a jogar só o que tem nas prateleiras das Lojas Americanas, mas para quem aprecia realmente videogames, é uma mudança bem divertida no combate que até então era somente de briga de rua comum.

Os inimigos também têm aparência engraçada, fruto da imaginação de Ichiban. Eles “se transformam” no início das lutas, mudando de pessoas normais para inimigos com armaduras e escudo, ou coisas mais esquisitas, tipo um tarado que ataca mostrando os bagos, etc.

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O grosso do combate é simples, assim como em Dragon Quest III. Você tem ataques normais, que são divididos em golpes físicos, tiro ou corte. As magias são divididas em Fogo, Água ou Elétrico. Todo inimigos e sua party tem vantagens e desvantagens em relação a esses tipos, mas isso influencia mesmo somente nas últimas duas dungeons ou no modo difícil do jogo.

Existem também “Summons”, que aqui se chamam “Disque-Ajuda” (nome sensacionam em português, aliás). Basicamente, Ichiban recruta alguém por telefone, que solta um ataque especial e vai embora depois.

Essas ajudas são conseguidas após fazer histórias paralelas ou ao avançar na história e fazem total diferença no final do jogo, quando seus pontos de magia já acabaram e você precisa de um gás para finalizar algum chefe.

Reprodução: SEGA

Aventura ainda como antigamente

Apesar de ser um JRPG, me surpreendeu o fato que Like a Dragon possui a mesma estrutura dos jogos antigos: temos algumas cidades a explorar à exaustão, side-quests com histórias divertidas — como uma em que você enfrenta um aspirador de pó gigante e até um leão — além dos pontos principais de roteiro onde a história se desenvolve.

De diferente mesmo temos algumas dungeons, que funcionam como os prédios dos jogos anteriores, com portas e andares a serem explorados, com a diferença que as lutas aqui são como JRPGs e por tanto, demoram mais.

Mini-games e relacionamentos

Os minigames da série como karaoke e baseball estão de volta, sem muitas mudanças. De novidade, temos o divertido Dragon Kart, que é um Mario Kart meio duro mas que diverte por algumas horas. Além disso, temos o modo de catar lixo de bicicleta, que por ter controles melhores que o kart, acaba se tornando um minigame bem mais divertido

Ichiban também tem um sistema de afinidade com seus amigos e com algumas mulheres do jogo, que funciona de forma muito parecida com os social links da série Persona.

O destaque fica no modo de gerenciamento de empresa. Aqui, Eri — uma das personagens da sua party — tem uma pequena loja de vender biscoitos, e você tem que ajudá-la a crescer, comprando novos empreendimentos na cidade, contratando mais gente e convencer investidores de que seu trabalho está sendo bem feito.

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Não se preocupe com a complexidade, pois o jogo é todo apresentado de maneira bem “gamificada“, de forma que lembra bastante os jogos de gerenciamento como Game Dev Story, da Kairosoft.

Todas essas interações com minigames, histórias paralelas e “social links”, agem intrinsicamente com seu crescimento no jogo, te dando itens ou melhorias como equipamentos e habilidades de luta, fazendo com o que o jogador pelo menos avance um pouco em cada um desses eventos paralelos para facilitar sua vida nas lutas.

Inclusive, o jogo tem uma dificuldade mediana, mas as últimas duas dungeons vão realmente exigir o melhor do jogador, caso ele queira pegar o troféu de platina.

Reprodução: SEGA

Conclusão

Yakuza: Like a Dragon, é um JRPG clássico com uma camada estética moderna, com personagens realistas e com a qualidade já bem estabelecida da série mais popular da SEGA hoje em dia.

A narrativa também surpreendeu positivamente, pois simplifica o roteiro em relação aos jogos 3,4 e 5, mas traz um frescor mais interessante que a história meio chata de Yakuza 6, provando que a decisão de trocar o protagonista foi bem acertada.

Contando com algumas surpresas, personagens interessantes e ótimo gameplay, principalmente para uma mudança total na série, Like Dragon é talvez um dos melhores JRPGs da geração PS4/PS5, junto de Dragon Quest XI e Final Fantasy VII Remake.

Nota: 9.0/10

Reprodução: SEGA

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Esta análise foi feita com uma cópia pessoal do jogo para PlayStation 5.
Yakuza: Like a Dragon está disponível para Xbox Series S|X, PlayStation 4, PlayStation 5 e PC (Steam).

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Judgement | Minhas breve impressão com o Spin-off de Yakuza https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/01/13/judgement-minhas-breve-impressao-com-o-spin-off-de-yakuza/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/01/13/judgement-minhas-breve-impressao-com-o-spin-off-de-yakuza/#respond Sat, 13 Jan 2024 17:29:59 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=15906 Takayuki Yagami é um ex-advogado que devido a um “erro” em seu passado se torna um detetive particular e acaba se envolvendo em uma trama na qual conhece o submundo da Yakuza e revelará segredos de um caso que o atormenta amargamente. Toda a trama se passa na fictícia cidade de Kamurocho. Cidade essa que […]

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Takayuki Yagami é um ex-advogado que devido a um “erro” em seu passado se torna um detetive particular e acaba se envolvendo em uma trama na qual conhece o submundo da Yakuza e revelará segredos de um caso que o atormenta amargamente.

Toda a trama se passa na fictícia cidade de Kamurocho. Cidade essa que quem conhece a série de jogos Yakuza já esta familiarizado, enquanto os novos jogadores com certeza se encantaram com a cidade cheia de neons, bares, baladas e restaurantes inspirados na cidade de Kabukichou em Tóquio. Chega a ser muito difícil falar de Judgement sem fazer comparações com a serie principal, Yakuza, mas vamos lá.

O início e a expectativa

Um aviso aos jogadores de primeira viagem: Talvez os longos diálogos e as cutscenes façam os jogadores torcerem o nariz no início, mas serão facilmente compensado pelo combate frenético com gangsteres a todo momento pela cidade. Combate esse que como sempre não deixa nada a desejar, o que me fez lembrou o estilo de combate do Yakuza 2 remaster. Por outro lado me decepcionou o fato de não ter um modo de torneio de lutas, algo recorrente em outros jogos da series.

Outro ponto que me decepcionou foi a forma na qual você ganha dinheiro no jogo, não tem o cabaré e nem a Majima Construction, ao invés disso foi adicionado um jogo divertido de realidade virtual onde você joga dados e percorre por um tabuleiro, achei muito interessante, não é ruim porém fica muito abaixo das outras duas experiências citadas.

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A dificuldade do jogo (no hard) eu achei moderada, não tive grandes problemas com chefes, só tem um “subchefe” (Matsuhisa Koga) na cidade que é meio chatinho por utilizar armas, inclusive, como eu toquei nesse ponto, diferente de outros jogos da serie agora o jogo é mais punitivo quando você é atingido por armas de fogo (ou por um golpe de tigre, sim você pode lutar contra tigres) pois sua barra de saúde fica com um dano no qual itens normais de saúde não curam e é preciso usar um item bem mais caro para se recuperar.

Judgment
Reprodução: SEGA

E a história de Judgement?

Voltando a falar mais um pouquinho da história sem spoilers, eu gostei das reviravoltas, jogando a primeira vez não percebi falhas graves no roteiro, acho que os problemas que o personagem enfrenta não estão ali só pra encher linguiça ou por conta de antagonistas totalmente sem sal como já visto em alguns jogos da serie. Dessa vez houve um maior capricho na criação dos vilões, estes agora contam com boas motivações para suas atitudes e isso deixará nosso protagonista quebrando a cabeça para resolver o caso como um verdadeiro detetive.

Os desenvolvedores acertaram também nas side quests, que são bem diversificadas e algumas com aquele humor pastelão conhecido na série. Já os casos de detetive são bem repetitivos, na maior parte do tempo consiste em perseguir pessoas escondido e tirar fotos.

LEIAM – Persona 5 Tactica – Estranhamente Limitado, mas Absurdamente Incrível

Agora as atividades para passar o tempo no jogo também são legais podemos jogar dardos, baseball, corrida de drones (você também pode usar o drone para sobrevoar livremente pela cidade e tirar fotos), no arcade você pode jogar jogos da SEGA como Motor Raid e Final Fight, pode se divertir no cassino jogando pôquer ou Black Jack, partidas de Mahjong ou Shogi, outros jogos da cultura japonesa como Oicho Kabu ou Koi-koi e também pode sair com uma das 4 garotas que podem se tornar sua namorada durante o game.

Judgment
Reprodução: SEGA

Conclusão

Judgement tem tudo o que um fã de Yakuza quer e muito o que apresentar pra quem não conhece a serie, a versão de PS4 possui apenas legendas em espanhol e inglês mas mesmo assim vale a pena dar uma chance pois se por ventura não curtir a história do game, eu garanto que você vai perder muitas horas andando pela cidade lutando e fazendo outras atividades.

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Spin-offs de Yakuza | Parte 2 | Os exclusivos do Japão https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/12/01/yakuza/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/12/01/yakuza/#respond Tue, 01 Dec 2020 08:00:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=6050 Jogue como um dragão A série Yakuza começou lá em 2005, no longínquo PlayStation 2, e foi aos poucos ganhando espaço no coração das pessoas. Hoje em dia, a saga de Kiryu pode ser considerada a franquia mais popular da Sega, vendendo até mesmo mais que os jogos da série Sonic. A série conta até […]

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Jogue como um dragão

A série Yakuza começou lá em 2005, no longínquo PlayStation 2, e foi aos poucos ganhando espaço no coração das pessoas. Hoje em dia, a saga de Kiryu pode ser considerada a franquia mais popular da Sega, vendendo até mesmo mais que os jogos da série Sonic.

A série conta até 2020 com incríveis 18 jogos, sendo que sete deles são spin-offs e incríveis cinco nunca saíram no ocidente (pelo menos não até hoje).

LEIAM – Spin-offs de Yakuza |Parte 1 | Todos os que foram lançados no ocidente

É possível que com a popularidade recente da série, essa maré mude, mas por hora, vamos listá-los aqui para que você sinta o gostinho do que perdeu até hoje.

E caso você tenha perdido, a primeira parte dessa retrospectiva dos spin-offs da série pode ser lida aqui, onde listamos os games paralelos que saíram no ocidente.

Mas agora, vamos à lista dos Yakuzas que nunca deram as caras por aqui:

Yakuza

Yakuza Kenzan! (2008)

Ryu ga Gotoku Kenzan! (“Chegando Como um Dragão!”) foi o primeiro game da série lançado para PlayStation 3, e tanto a sua engine como os modelos dos personagens serviram como base para a criação de Yakuza 3, que viria a ser lançado no ocidente posteriormente.

O legal desse jogo é que os personagens dos jogos “normais” da série interpretam figuras históricas do Japão. Kiryu faz o famoso samurai Miyamoto Musashi e Majima interpreta Shishido Baiken.

Yakuza

A história nos mostra uma saga (fictícia) da vida de Musashi, que vive de forma pacata em Quioto, até que uma menininha chamada Haruka pede para que ele mate um certo homem se passando por Musashi, sem saber que está falando com o próprio samurai lendário.

O estilo de combate faz mais uso de espadas, porém as lutas corpo-a-corpo ainda estão bastante presentes. Existem diversos mini games, como cortar espantalhos, arremessar shurikens e interagir com mulheres num bordel.

Yakuza

O motivo de nunca ter sido lançado por aqui: sua localização se provaria muito difícil, pois a Sega resolveu que o primeiro game da sétima geração da série se passaria no ano de 1605, durante o início da Era Edo.

O game até hoje ainda é exclusivo do território asiático, e só saiu no PlayStation 3.

Yakuza Ishin! (2014)

Yakuza

Ryu ga Gotoku Ishin! (“Como um Dragão: Restauração!”) é um game que, para os olhos da maioria dos ocidentais, pode ser confundindo com o spin-off anterior.

Porém não se engane, Ishin! se passa em um período histórico completamente diferente do anterior, 250 anos após a história de Miyamoto Musashi, já no final da Era Edo. Como referência, esse é o mesmo período do anime Samurai X.

Aqui, a ideia de que usar os personagens da série principal como “atores” se mantém, e Kiryu dessa vez está no papel de Sakamoto Ryoma, um outro samurai lendário e histórico do Japão.

Yakuza

A história é um pouco complexa, mas de forma geral, temos Sakamoto Ryoma (Kiryu) se aliando a um homem chamado Takeshi Hanpeita, e ambos tem o plano de acabar com o sistema rígido de castas que imperava na sociedade japonesa na época.

Depois que o plano falha após um ataque surpresa que deixa seu amigo gravemente ferido (spoiler lol), Ryoma se muda para Quioto e assume outra identidade: Hajime Saito, e entra para a polícia especial Shinsengumi para investigar o autor do ataque.

Se os nomes “Hajime Saito” e “Shinsengumi” soam familiares, não é a toa. Saito é uma figura histórica também, e apareceu em muitas obras de ficção, sendo a mais conhecida por nós, o mangá Samurai X.

O curioso é que Sakamoto Ryoma e Hajime Saito eram pessoas comprovadamente diferentes, porém a Sega tomou certas liberdades no roteiro para deixar tudo mais interessante.

Os minigames aqui são mais legais que em Kenzan!, com corrida de galinhas e pescaria (também vistos em Yakuza 5), os já clássicos jogos de pôquer, koi-koi, par ou ímpar com dados e Cee-lo, sendo esses últimos fazendo parte daquela listinha dos que a gente finge que não tem no jogo por não saber jogar.

O karaokê está de volta, com banda ao vivo (não poderia ser diferente também né), mas com apenas uma música. Temos também dança tradicional no estilo DDR e cozinhar macarrão, que funciona meio que como um jogo da memória.

O verdadeiro diferencial aqui entre as atividades extras do game é o modo Another Life: tem uma pequena sidequest’s onde Ryoma decide tomar conta de uma menininha chamada Haruka (sim, ela mesma) após seus pais morrerem.

Com isso, o jogador deve basicamente viver numa fazendinha, plantando, colhendo e cozinhando, somente ao som dos pássaros e pessoas passando pela trilha de barro ao redor da casa.

Parece ser a coisa mais relaxante do mundo, não?

O motivo de nunca ter sido lançado por aqui: provavelmente o mesmo do spin-off anterior. Muita referência histórica e cultural difícil de traduzir sem que fossem feitas modificações no próprio jogo para acomodar a falta de conhecimento de nós pobres ocidentais.

O game foi feito logo após Yakuza 5, e foi lançado para PlayStation 3 e PlayStation 4. Somente na ásia, é lógico.

 

EDIT (09/01/23): Como vocês devem saber, o game receberá um remaster para os consoles atuais e sairá no ocidente finalmente! 

Haverá mudança no elenco dos personagens (colocando alguns atores de Yakuza 0, por exemplo) e de gameplay.
Porém, a versão original seguirá pra sempre exclusiva do mercado japonês.

Kurohyō: Ryū ga Gotoku Shinshō (2010) e Kurohyō 2: Ryū ga Gotoku Ashura hen (2012)

A história do “Pantera Negra” (tradução de Kurohyo) é contada através de dois spin-offs bem diferentes da série, sendo os únicos lançados para um console portátil. No caso, o PSP.

Aqui temos como protagonista o rapaz Tatsuya Ukyo, um briguento residente na mesma Kamurocho dos jogos principais. O marginal é o estereótipo do delinquente japonês, se assemelhando a Yusuke de Yu Yu Hakusho. Após ser culpado por atacar um outro rapaz, ele larga a escola e vai morar nas ruas com seu melhor amigo e sua irmã mais velha.

Após ficar sabendo que um agiota da cidade possuía uma grande quantidade de dinheiro, ele e outros garotos invadem a casa para roubar a grana. Após um confronto, ele deixa o cara morto, sem saber que se tratava de um membro do clã Tojo (ou seja, um yakuza).

A história aqui é contada por cenas animadas em quadrinhos, do mesmo jeito que em Metal Gear Solid: Peace Walker, lançado no mesmo console.

O combate também difere no sentido de que as lutas agora são 1 contra 1, e funcionam de forma similar ao game Def Jam Fight for NY, feito pela mesma empresa que produziu esse Yakuza, a Aki Corporation.

O motivo de nunca ter sido lançado por aqui: talvez seja porque, durante a época de seu lançamento, a série Yakuza estava muito em baixa no ocidente. Além disso, o PSP não ia muito bem das pernas, também por aqui, já que seu sucesso ao fim da vida foi mesmo no Japão.

Existe um projeto antigo de tradução do primeiro Kurohyo, porém ele anda a passos de formiga e sem vontade. Ainda assim, é o único spin-off com alguma chance de ser jogado em inglês futuramente, ainda que remota.

Yakuza Online (2018)

Ryū ga Gotoku Online é a primeira empreitada para celulares da série, mas que também saiu para os PCs, somente no Japão.

O jogo aqui é bem diferente do comum para a série, porém nada diferente dos milhares de games no estilo gacha que já existem por aí.

Todos os personagens são representados por cartas, sendo divididas em rankings como Comuns, Raras, Super Raras, Super-Super Raras e Ultra Raras, e elas se enfrentam num sistema de pedra, papel e tesoura, onde cada personagem/carta possui um elemento.

Como dá pra perceber, realmente ele segue o básico do básico do gênero, porém ainda assim tenta trazer a estética da série Yakuza consigo. Os personagens são desenhados, porém mantêm o realismo dos games 3D.

Inclusive, o protagonista é o Ichiban Kasuga, que viria a ser o personagem principal de Yakuza 7. Assim, o game de celular serviu para apresentar o novo rosto aos japoneses.

LEIAM – Astro’s Playroom | Análise

O motivo de nunca ter sido lançado por aqui: sinceramente, não sei. Existem diversos gachas que funcionam exatamente como esse jogo aqui no mercado ocidental que faturam horrores e a localização nunca foi problema.

Talvez esteja de fora porque a Sega não se apresenta forte no mercado de celulares no ocidente, vai saber.

——–

Assim, finalizamos a nossa retrospectiva dos spin-offs da série Yakuza!

Espero sinceramente que um dia todos (ou pelo menos alguns desses jogos) deem as caras nos consoles modernos.

Dada a popularidade recente da série no ocidente e os relançamentos de Yakuza 3, 4 e 5, não acho difícil.

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Spin-offs de Yakuza | Parte 1 | Todos os que foram lançados no ocidente https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/11/25/ryu-ga-gotoku/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/11/25/ryu-ga-gotoku/#respond Wed, 25 Nov 2020 21:41:22 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=6069 Os dragões ocidentais A série Yakuza começou lá em 2005, no longínquo PlayStation 2, e foi aos poucos ganhando espaço no coração das pessoas. Hoje em dia, a saga de Kiryu pode ser considerada a franquia mais popular da Sega, vendendo até mesmo mais que os jogos da série Sonic. A série conta até 2020 […]

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Os dragões ocidentais

A série Yakuza começou lá em 2005, no longínquo PlayStation 2, e foi aos poucos ganhando espaço no coração das pessoas. Hoje em dia, a saga de Kiryu pode ser considerada a franquia mais popular da Sega, vendendo até mesmo mais que os jogos da série Sonic.

A série conta até 2020 com incríveis 18 jogos, sendo que sete deles são spin-offs e incríveis cinco nunca saíram no ocidente (pelo menos não até hoje).

Aqui começa a Parte 1 da nossa retrospectivas dos spin-offs da série. Para ler a Parte 2, onde abordamos os Yakuzas que nunca saíram no ocidente, clique aqui.

Vamos à lista dos games da série Yakuza que, mesmo não fazendo parte da cronologia original, chegaram a ser lançados desse lado do globo:

Ryū ga Gotoku

Yakuza Dead Souls (2012)

Lançado no Japão como Ryū ga Gotoku OF THE END (algo como “Como um Dragão DO FIM”), foi o último jogo feito na engine usada desde Yakuza Kenzan! no PlayStation 3.

Entrando na onda de zumbis que voltou com tudo durante o período em todas as mídias durante a época em que foi lançado, Dead Souls conta uma história típica de filmes de zumbis, onde a cidade de Kamurocho foi invadida por mortos-vivos. Sendo assim, fica a cargo de Kazuma Kiryu, Goro Majima, Ryuji Goda (de Yakuza 2) e Shun Akiyama (de Yakuza 4) salvar o mundo dessa invasão.

O gameplay aqui é menos focado em combate corpo a corpo, usando mais armas bizarras, como canhões e tanques. Os mini games por sua vez ainda estão presentes, como dardos, pescarinha, beisebol e karaokê.

Yakuza: Dead Souls não foi bem recebido, principalmente porque suas mecânicas de tiros são mal implementadas, se tornando quase impossível de se divertir mais para o fim do game, quando a quantidade de zumbis já é gigantesca. Porém, a história continua muito bem escrita, e seu senso de humor nonsense é o ponto alto desse game.

Fist of the North Star: Lost Paradise (2018)

Esse é um título totalmente inesperado que até hoje me pergunto qual foi o brainstorm que levou a sua criação.

Ryū ga Gotoku

Lançado no Japão como Hokuto ga Gotoku (algo tipo “Como uma Estrela do Norte”), o game recebe esse nome justamente por se basear na série Hokuto no Ken, mangá clássico dos anos 80.

Aqui, o protagonista Kenshiro tem uma semelhança visual e vocal com Kiryu, como se o personagem de Yakuza (Ryū ga Gotoku) estivesse “interpretando” o boneco do mangá.

O estilo da série Yakuza combina muito bem com a narrativa do mangá, que aqui é contada de outra forma, onde Kenshiro visita a cidade de Eden.

A maioria dos eventos se passa aqui, para que a adaptação use o lugar como um hub principal, ao invés da peregrinação presente na história original.

A violência presente no game é ainda maior, com cabeças explodindo e desmembramentos, todos com o mesmo visual da série publicada nas páginas da Shonen Jump.

Como não poderia deixar de ter, os mini games também fazem parte do jogo, que contém o já conhecido Space Harrier (arcade da Sega de 1985), além de eventos onde Ken usa sua técnica Hokuto Shinken para trabalhar como médico.

Ryū ga Gotoku

Além desses, temos o incrível mini game de bartender, onde Kenshiro precisa preparar e servir drinks para os clientes, com animações divertidas que não combinam com a cara séria do personagem. Fora isso, temos corrida de carros, dardos, coliseu e gerenciamento de uma boate.

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O game foi muito bem recebido e teve até uma dublagem em inglês, que serviu como um teste da Sega pra saber se valeria a pena trazer uma nova dublagem para um game da série Yakuza.

Vale muito a pena pela bizarrice, mesmo que você não seja fã de mangás ou de Hokuto no Ken.

Judgment (2018)

Conhecido no Japão como Judge Eyes, o game não só foi localizado mas também recebeu vozes em inglês, sendo o primeiro jogo no universo principal da série Yakuza a receber esse tratamento desde o primeiro game, lá em 2005.

Aqui, acompanhamos o advogado Takayuki Yagami, que se tornou um detetive particular depois de abandonar a profissão, se sentindo culpado por salvar da prisão um homem que posteriormente matou a namorada.

Durante essa fase, Yagami começa a investigar um caso onde um assassino está matando membros do Clã Tojo, retirando seus olhos.

Apesar de se passar na mesma cidade da série Yakuza, usando a maioria dos mesmos assets de Yakuza 6, o game possui uma jogabilidade diferenciada.

Yagami não é um monstro de luta como Kiryu, por isso ferimentos graves só podem ser tratados com médicos. Além disso, existe a volta dos variados estilos de luta, que estavam ausentes desde Yakuza Kiwami.

Porém, o maior diferencial é o modo de investigação, onde Yagami precisa analisar um ambiente onde foi realizado um crime e ligar os pontos para chegar a uma pista, mais ou menos como na série Ace Attorney.

O game foi bem recebido no ocidente, ainda que exista um consenso de que as partes investigativas eram muito simples, porém o combate continua ótimo como no restante da série.

—–

Assim, terminamos a primeira parte da retrospectiva dos spin-offs da série Yakuza (Ryū ga Gotoku)!

Na minha opinião pessoal, a vantagem desses spin-offs é que eles podem ser jogados sem que se tenha sequer encostado em nenhum jogo anterior da série, pois eles não estão amarrados por história, funcionando perfeitamente sozinhos.

Na Parte 2 (que você já pode ler aqui), abordamos os games que infelizmente nunca receberam tradução.

Até lá e sigam nosso perfil oficial no twitter.

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Os Pais mais Legais dos Vídeo Games https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/08/09/os-pais-mais-legais-dos-video-games/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/08/09/os-pais-mais-legais-dos-video-games/#comments Sun, 09 Aug 2020 22:25:15 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=4513 Hoje trago a vocês os Pais mais legais dos Vídeos Games, porque Kratos e o pobre do Joel não são as únicas referências que já pintaram no mundo dos jogos, existem outros, mas decidi selecionar apenas alguns dos que mais gosto. A ideia de listar os pais mais legais vieram ao longo do dia onde […]

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Hoje trago a vocês os Pais mais legais dos Vídeos Games, porque Kratos e o pobre do Joel não são as únicas referências que já pintaram no mundo dos jogos, existem outros, mas decidi selecionar apenas alguns dos que mais gosto.

A ideia de listar os pais mais legais vieram ao longo do dia onde vi que usaram as referências acima. Entendo que são recentes, mas os vídeo games possuem um número bem maior, sejam bons ou ruins (Né, senhor Heihachi).

Mas deixemos os ruins e foquemos nos mais legais e bonzinhos… ou quase.

MIKE HAGGAR

Os Pais mais Legais dos Vídeo Games

Mike Haggar, o então ex-prefeito de Metro City destruiu milhares de maxilares e espinhas antes mesmo de se aposentar.

Depois de ter tido sua filha Jéssica sequestrada pela gangue Mad Gear, o que foi um baita erro. Ele não pensou duas vezes e se juntou ao genro e mais um amigo ninja, e saíram pelas ruas de Metro City espancando todo vagabundo que surgisse em sua frente até resgatar sua filha.

Quando não estava lutando no Saturday Night Slam Masters, estava brincando de bonecas com sua filha. Sem dúvida é um pai que merece ser lembrado por sua bravura, coração e mãos pesadas.

Fora que a fase dele no Final Fight 3 com rabo de cavalo demostra ser aquele pai que não quer assumir a idade.

DR. LIGHT

Os Pais mais Legais dos Vídeo Games

Dr. Light é simplesmente o pai do Mega Man, afinal, pai é quem cria e sabemos que ele criou cada centímetro do androide mais famoso dos vídeo games.

Ele é um baita cientista e que revolucionou o seu universo ao introduzir robôs para uso doméstico, mas antes mesmo desse seu auge, o premio nobel no qual concorreu com teu colega Dr. Willy e ganhou foi a gota d’água para o nascimento de um dos seus maiores inimigos.

Mega Man nasceu dessa necessidade de combater as maldades do seu antigo colega e recuperar toda  sua obra corrompida. Só que Mega Man não é apenas uma arma, ele é mais do que isso para Light.

Temos aqui  quase uma versão moderna de Pinóquio nos vídeo games.

BIG DADDY

Os Pais mais Legais dos Vídeo Games

Big Daddy’s são a mais pura e crua expressão de amor paterno, apesar dela ser forçada dentro do crânio deles. literalmente. Sério.

Estamos falando de pessoas que foram condicionadas a viver exclusivamente ao proposito de proteger as Little Sister’s contra qualquer tipo de ameaça, sua vida se resume a proteção diária delas.

Perder uma Little Sister significa definhar até a morte sem um proposito.  Eu amo os Big Daddy’s, independente de serem ou não os inimigos do jogo, alias, só é inimigo se tu tentar mexer com as meninas.

Hoje sou pai e entendo um pouco melhor o conceito por de trás da figura deles, então era impossível não entrar na lista dos Pais mais Legais dos Vídeo Games.

HARRY MASON

Os Pais mais Legais dos Vídeo Games

O protagonista do primeiro Silent Hill é sem dúvida um pai que merece listar aqui.

Harry comeu o pão que o diabo amassou enquanto buscava por sua filha na misteriosa cidade, além, de ter que enfrentar as criaturas mais estranhas e inimagináveis possível.

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Desde o início ele está disposto a entregar sua vida contanto que isso garanta o bem-estar de sua filha, Cherly. Vale lembrar que Harry é o pai adotivo de Cherly, o que só nos confirma o que pai é quem cria e tá ali presente.

Gosto muito do Harry, o cara merece os louros, pois provavelmente todos nós encararíamos o desafio de resgatar nossa filha, mas deslizando a todo momento na merda que estaria escorrendo nos pés.

MARCUS FENIX

Os Pais mais Legais dos Vídeo Games

Marcus Fenix é o protagonista brucutu durão e cheio de testosterona da trilogia Gears of War.

Na trilogia original, Marcus desenvolve um relacionamento com outra personagem durona, Anya Stroud, e dessa relação nasce James Dominic Fenix,ou JD para os mais chegados, o protagonista de Gears of War 4.

Deixando isso claro, vamos ao fato de que Marcus e JD não possuem a melhor relação possível, isso por conta do falecimento de sua mãe e a maneira como Marcus lidou com isso, o que acabou afastando-o de seu filho.

Só que ao longo do quarto títulos nos podemos ver que o amor de pai ainda está lá. São todos militares, lidando com os sentimentos de uma maneira diferente, mas não menos afetuosa.

Enquanto escrevo isso, ainda não conclui a campanha de Gears 5, mas podemos dizer que apesar dos pormenores em nenhum momento Marcus deixou JD a própria sorte, exercendo o seu papel, além de estar disposto a fazer qualquer coisa pelo filho.

Também posso dizer que esse trailer de Gears of War 4 com a família reunida até hoje é um dos meus preferidos.

TAKUMA SAKAZAKI

Os Pais mais Legais dos Vídeo Games

O nosso eterno Mr. Karate é sem dúvida um pai que merece ser lembrado na data de hoje para representar o time dos jogos de luta.

Takuma por um tempo foi o lacaio de Geese Howard para proteger seus filhos Ryo e Yuri de qualquer retalhação, pois ele havia descoberto que Geese fora o responsável pelo acidente que matou sua esposa, além do fato dele ser o rei do crime em Southtown.

Ele se dispôs a quebrar seu código de honra e sair matando os inimigos de Geese só para proteger sua família. Seu código é tão forte que Ryo quase o matou durante a luta entre eles, mas não arredou o pé ou tirou a mascara  durante o combate, pois sabia que Yuri poderia ser morta.

Esse mereceu ser listado um dos Pais mais Legais dos Vídeo Games, vai. Inclusive joguem Art of Fighting.

MENÇÃO HONROSA: KAZUMA KIRYU

Os Pais mais Legais dos Vídeo Games

Yakuza foi lançado para o PlayStation 2 lá em 2005 e se tornou um dos meus jogos preferidos, e muito disso tem a ver com a relação do protagonista Kazuma Kiryu e Haruka, que nasce enquanto ele investiga o desaparecimento do amor de sua vida e que fim levou uma grana roubada.

Kiryu é um monstro da porradaria e arrebenta geral no soco e o que tiver disponível, tudo para proteger Haruka em sua jornada. Chega a dar pena do quanto ele se ferra no processo, mas sem dúvida é um pai memorável por conta do seu senso de dever.

LEIAM – Músicas Inesquecíveis dos Games

Ah, sim, no fim do game ele adota Haruka e ela se torna sua filha oficialmente, inclusive Haruka está presente em quase todos os games da franquia (Infelizmente só joguei o primeiro mas dei uma pesquisada). Ela cresce, se torna idol e até se torna mãe na vida adulta.

Sem dúvida é uma relação pai e filha que merecia ser lembrada e não podia deixar de citá-la como menção honrosa.

FELIZ DIA DOS PAIS!

Os Pais mais Legais dos Vídeo Games

É isso. espero. Espero que tenham gostado da seleção dos Pais mais Legais dos Vídeo Games, e não deixem de comentar qual outro pai dos vídeo games vocês acham que faltou eu colocar na lista, mas que não sejam os óbvios, né.

E não deixem de me seguir no twitter, vamos reclamar da vida e falar sobre jogos: @Cyber_Woo

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Yakuza: Like a Dragon | Renovando a série https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/11/15/yakuza-like-dragon-renovando-serie/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/11/15/yakuza-like-dragon-renovando-serie/#respond Fri, 15 Nov 2019 12:03:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/11/15/yakuza-like-dragon-renovando-serie/ Ah, Yakuza… Uma das melhores franquias que eu não terminei um jogo sequer. Porque os jogos são caros. Enfim, não é para isso que vocês vieram aqui. Pois bem, há algum tempo, a SEGA vinha soltando notícias esparsas sobre o projeto Shin Ryu ga Gotoku, primeiro que haveria um novo protagonista, Ichiban Kasuga. Chegou no […]

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Ah, Yakuza… Uma das melhores franquias que eu não terminei um jogo sequer. Porque os jogos são caros. Enfim, não é para isso que vocês vieram aqui. Pois bem, há algum tempo, a SEGA vinha soltando notícias esparsas sobre o projeto Shin Ryu ga Gotoku, primeiro que haveria um novo protagonista, Ichiban Kasuga. Chegou no primeiro de abril desse ano, o Ryu ga Gotoku Studio solta uma ‘pegadinha’ mostrando um Yakuza com… Combate por turnos?

Até que setembro chega, e a SEGA revela que a ‘pegadinha’ não era pegadinha e o sétimo título (na verdade oitavo, se contarmos com o Yakuza 0) trouxe uma mudança total no estilo de jogo, saiu de um jogo de ação para um RPG de turnos.

Intitulado Yakuza: Like a Dragon, ele é um recomeço para a série, desde a ambientação (sai o familiar distrito de Kamurocho, entra Isezaki Ijincho, em Yokohama. Mas Kamurocho e Dotenbori estarão disponíveis) até o protagonista, passando pelo gameplay. E nesse dia 13 de novembro, a SEGA liberou a primeira demo na PSN japonesa. E é claro, que vamos destrinchar o que nos espera no produto final.

Primeiramente, a demo não nos coloca no começo do jogo, como em Judgement, mas em algum ponto não muito depois disso. Primeiramente, nota-se de cara que a mudança de gênero traz um frescor novo, mas não mudando o exagero pelo qual a série é conhecida. Numa das primeiras cenas, temos nosso protagonista Kasuga, tirando um taco de beisebol com arame farpado do chão, tal qual Arthur faria com a Excalibur.

E no minuto seguinte, já estamos duvidando da saúde mental do protagonista, porque quando confrontados por inimigos, os mesmos mudam a aparência, mas aparentemente… SÓ KASUGA os vê daquele jeito.
A seguir, temos uma mistura de RPG por turnos com o exagero que os fãs estão habituados, que resulta numa experiência, se não única, no mínimo peculiar.

Você vai encontrar o que já está habituado a ver em Yakuza, brigas com meliantes aleatórios, NPC’s de side-quests excêntricos e talvez uma história dramática. (eu digo talvez porque eu não entendo japonês) sobre um cara que foi pra prisão pra salvar o clã, dezoito anos depois, ninguém lembra dele e ainda por cima toma um tiro do cara que ele salvou ao ir pra prisão. Sim, essa é a história de Ichiban Kasuga.

O combate, como eu já devo ter escrito umas dezessete vezes nesse artigo, é por turnos, cada personagem escolhe sua ação e etc. As magias (ou habilidades) gastam MP, e existe em alguns casos, um QTE rola para potencializar o dano, meio que substituindo os ataques que usavam partes do cenário nos outros jogos.

Uma das coisas mais divertidas em Yakuza são os estilos de combate, porque eles alteram a maneira que você joga, conferem habilidades diferentes e jeitos diferentes de se jogar. Aqui, os estilos estão presentes no formato de Jobs, que conferem habilidades e roupas diferentes para os personagens. Infelizmente não dá pra mudar a classe como se muda de estilo nos jogos anteriores da série, apenas indo no local específico para fazer isso. É um tanto incômodo? Talvez, mas isso não diminui em nada a diversão.

Como todo Yakuza que se preze, existem pequenas distrações para impedir o jogador da história, seja o karaokê ou aquele viciante joguinho de administrar bordel em Yakuza 0. Aqui, não é diferente. Você pode ir no karaokê (apenas uma música está disponível), ou disputar uma corrida de kart. Se for um fã da sétima arte, pode assistir um filme no cinema (e tentar não dormir no meio dele), ou se quiser, catar latinhas montado numa bicicleta.

Os minigames de karaokê e do cinema funcionam de maneira semelhante. No karaokê, os botões vem pela tela, da direita para a esquerda, como você já está acostumado na série. Já o cinema, homens com cabeça de cabra aparecem com um botão para você apertar. Faça e você permanece desperto, erre e a barra de sono começa a esvaziar. E quando aparecer um sujeito com cabeça de galo, não aperte porque ele tira um naco considerável dessa barra. É simples e intuitivo.

O minigame de kart funciona como Mario Kart, escolha um carro e um circuito (três karts e um circuito disponíveis na demo) e corra contra oponentes. Pegue itens e os use ao seu favor. Nada muito complexo, os veículos tem status diferentes e provavelmente teremos como customizar os mesmos no jogo final.

Já o mini game de catar latinhas tem a jogabilidade semelhante, mas basicamente funciona como… Talvez pac-man? Você recolhe as latinhas (que estão marcadas no mapa) até ter uma quantidade X, e as leva para o ponto Y. É simples, mas você deve tomar cuidado com veículos que podem ficar no seu caminho, outros catadores de latinha e o caminhão de reciclagem. Nada muito sério, apenas por segurança.

Graficamente falando, é o que se espera de um jogo da série Yakuza. Protagonistas detalhados, enquanto que os NPC’s seguem o molde genérico dos personagens da série. Claro, existem outros tipos de inimigos não vistos em jogos anteriores, como os otakus. E em uma side quest você luta com homens adultos usando fraldas. Eu não estou mentindo. E eu não parava de rir.
Os cenários, talvez por não começarmos diretamente em Kamurocho, há uma sensação de frescor. E a reprodução, talvez não 100% fidedigna, mas ainda assim fiel a contraparte da vida real, traz um pouco do que é passear por Yokohama.

Esse é um jogo que aguardo muito pelo produto final, não só por ser um jogo da série Yakuza, mas por ser uma experiência divertida, tanto para quem joga, quanto para quem vê.

Yakuza: Like a Dragon, sairá em Janeiro de 2020 no Japão, e em algum ponto do ano, no ocidente, até o momento, exclusivamente para PlayStation 4.

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