Arquivos Shovel Knight - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/shovel-knight/ Um pouco de tudo na medida certa Fri, 28 Mar 2025 22:34:12 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Shovel Knight - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/shovel-knight/ 32 32 Mortal Rite | Rogue-Souls-Like com potencial https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/03/28/mortal-rite-rogue-souls-like-com-potencial/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/03/28/mortal-rite-rogue-souls-like-com-potencial/#respond Fri, 28 Mar 2025 22:34:12 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=19691 Eu to sem criatividade pra iniciar esse texto. Porque todas as tangentes relacionadas aos gêneros do jogo de hoje (sim, gêneros no plural, porque hoje em dia, um jogo não pode pertencer apenas a um gênero… Mesmo que os gêneros não combinem) já foram feitas em textos passados. Afinal de contas, quantas vezes eu já […]

O post Mortal Rite | Rogue-Souls-Like com potencial apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Eu to sem criatividade pra iniciar esse texto. Porque todas as tangentes relacionadas aos gêneros do jogo de hoje (sim, gêneros no plural, porque hoje em dia, um jogo não pode pertencer apenas a um gênero… Mesmo que os gêneros não combinem) já foram feitas em textos passados. Afinal de contas, quantas vezes eu já falei que apesar de ter alguns jogos do gênero, e mesmo tendo feito análises, eu nunca fui muito bom em Souls-like? Eu já perdi as contas, mas é. Talvez por falta de paciência, ou qualquer outra coisa, mas é. Eu sempre fui bem ruinzinho, mesmo gostando de alguns dos jogos do gênero.

Agora, quanto a Roguelikes… Quem me conhece, sabe que eu não gosto do gênero, e não gosto de como basicamente estão enfiando elementos de roguelike em vários gêneros, de beat’em up’s até mesmo a jogos de luta. (Sim, Idol Showdown, o fangame de luta com as meninas do Hololive tem um modo que é um roguelike de luta) Eu sei que há diferenças entre roguelike e roguelite, mas pra simplificação, colocamos tudo em um saco. O fato é que muita gente simplesmente pra pegar carona num hiper sucesso, resolve colocar elementos do gênero em seus jogos, de uma maneira preguiçosa. E os ot… fãs do gênero, aceitam bem.

Fazendo a última tangente pro assunto de hoje, jogos que obtiveram recursos via financiamento coletivo são uma via de duas mãos. Coloque dinheiro na mão de quem não tem experiência, ou não sabe fazer, coisas como Tormenta: O Desafio dos Deuses e o caso do Chuck Tingle podem acontecer. Mas também temos aí casos como o de Shovel Knight e Lords of Exile, que vieram depois de financiamentos coletivos bem sucedidos. Dito isso, o jogo de hoje, Mortal Rite, que ainda está em acesso antecipado (mais uma coisa que parece ser comum pra mim, jogar jogos de acesso antecipado, roguelikes ou souls-likes, ou segundos jogos em franquias, ou.) e recebeu financiamento coletivo no Kickstarter. Será que ele faz parte ao segundo grupo ou ao primeiro? Confira nossa análise

Em busca da Imortalidade

Você é um iniciado em uma antiga guilda de guerreiros imortais, você busca sobreviver às provações do Espírito de Sangue e obter imortalidade e aceitação na guilda…

A história é risível e esparsa, não é como em Dark Souls, onde a história pode ser ignorada pelo jogador, mas detalhes sobre a história poderem ser adquiridos investigando os cenários. Mas tudo bem, esse é um jogo em acesso antecipado, e tais coisas podem ser remediadas no futuro, talvez.

Souls-like que precisa de um pouco de otimização

Eu não tenho problema com jogos mais janky, eu adorei Mortal Shell (que é meio desajeitado comparado a outros Souls-likes como Nioh e Lies of Pi), e Mortal Rite cai nessa categoria, porque o combate é meio desajeitado em pontos. Ele funciona como o souls-like que você já conhece, ataques fracos e fortes, bloqueio, contra ataque e esquiva, tudo gerenciado pela barra de stamina. Isso, jogador de souls-like aprendeu na terceira série.

Os personagens do jogo, Shold, Fia, Dawksin, e Initiate funcionam como classes Shold é o tanque, Fia é a maga, Dawskin é o ladino e Initiate é o equivalente a classe Deprived de Dark Souls, e cada um possui habilidades únicas que podem ser usadas, após serem aprendidas nas árvores de talento.

Bem, o jogo é Roguelite, como mencionei lá em cima… O Alden’s Refuge (é, o jogo não tem localização em português, não que isso me incomode) serve como hub onde suas runs começam, você pode escolher o personagem, ir ao ferreiro, mudar os pontos da árvore de talento, acessar o PVP ou escolher um mundo para começar. Cada um dos mundos posteriormente ao primeiro é ligado a completar o anterior. A progressão é salva no jogo inteiro, assim não sendo necessário recomeçar do primeiro mundo quando mudamos de personagem. Quando se morre, você volta ao começo da fase. Inimigos e Baús resetam, mas o jogador não perde o que conseguira na run, até mesmo ganhando dinheiro extra dependendo do seu progresso, e os atalhos se mantém abertos. Entretanto, se voltar ao hub principal, a fase reseta completamente. Após navegar pela fase, temos chefões para enfrentar.

Durante as fases, você vai adquirir o bom e velho loot, como grana, itens, material pro ferreiro e equipamento. NÃO EXISTEM armas e armadura a ser encontradas, já que a árvore de talento fornece melhorias de ataque e defesa. A grana é usada pra comprar novas receitas pro ferreiro e craftar as receitas já adquiridas, desde que você tenha o material correto. Ao contrário dos roguelites usuais, as opções de loot lhe permitem escolher equipamentos que vão dar um boost em determinados status.

Isso tudo seria muito bom, muito legal… Se o jogo não tivesse alguns probleminhas de performance. Isso não vem só de mim, que uso uma máquina secundária (do meu sobrinho) pra jogar alguns jogos que esse meu PC não roda, mas de outras pessoas com PC’s muito melhores que o meu tiveram problemas pra conseguir chegar a 60 FPS mesmo setando o jogo para rodar no dobro. O jogo teve também problemas com crashes. Não é a toa que o jogo tem recepção mista no Steam.

Belos gráficos, mas… Cadê a música?

Uma das coisas que o gênero sempre entrega, independente do desenvolvedor (a não ser que você seja Gilson B. Pontes), são belíssimos cenários, e Mortal Rite não é exceção. As coisas ainda estão um pouco duras por que é Early Access, mas são bons o suficiente, especialmente considerando que é um jogo feito com menos de 70 mil dólares. E vou dizer que a Fia é bonita. Agora, COMO INDIES DE 70 MIL DÓLARES FAZEM MULHERES BONITAS E AAA DE MAIS DE 100 MILHÕES, SE ESFORÇAM PRA EMBARANGAR MULHERES? É de se fazer pensar.

Agora… Uma das coisas que me deixou encucado é a trilha sonora, ou falta dela em alguns pontos. Não é aquele silêncio ambientador, mas uma falta de musica deixa as coisas estranhas.


Ainda há um longo caminho

Respondendo a pergunta de antes da análise, Mortal Rite pode não atingir os altos de Lords of Exile ou Shovel Knight, mas está longe de atingir os baixos de Tormenta: O Desafio dos Deuses ou sequer o desastre que foi aquele Kickstarter da Zoe Quinn. Ele tem potencial pra se tornar mais, mas tropeça em algumas coisas básicas, como o design de fases, a falta de música em muitos pontos, o tutorial não é muito intuitivo o fato de que é preciso pagar (in-game, deixando claro) pra desbloquear os personagens TODAS AS VEZES. O preço pode não ser convidativo pros gringos (25 dólares), mas o preço nacional é BEM CONVIDATIVO pra um souls-like, 60 Reais. O jogo pode ser jogado single-player e cooperativo. Maaaaas, se você quer um jogo que mistura Souls-like, rogue-lite e jank, também tem Let it Die. Sim, fanboys do Suda, o cara lança muita coisa Jank, deal with it. Enfim, voltando a Mortal Rite, ainda que não atinja todas as notas corretas, o potencial está lá. Pegue em uma promoção e aguarde melhorias até o 1.0.

Nota: 6,5/10

Mortal Rite está disponível em acesso antecipado no Steam, e essa análise foi feita com uma chave gentilmente fornecida pela Round Toast Studios.

O post Mortal Rite | Rogue-Souls-Like com potencial apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/03/28/mortal-rite-rogue-souls-like-com-potencial/feed/ 0
Berserk Boy | Pra quem tinha saudades de Mega Man Zero https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/03/09/berserk-boy-pra-quem-tinha-saudades-de-mega-man-zero/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/03/09/berserk-boy-pra-quem-tinha-saudades-de-mega-man-zero/#respond Sat, 09 Mar 2024 04:15:33 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=16434 Jesus Cristo de Cascatinha, por onde eu ando na Internet, há uma treta me esperando no canto, seja uma (ou mais de uma) agência de VTuber com práticas extremamente imorais e inéticas, esquerdistas amantes de Cavalos se provando hipócritas, bebês chorões tendo o trabalho exposto e apelando pra Hit Pieces, dentre outras coisas. E aí […]

O post Berserk Boy | Pra quem tinha saudades de Mega Man Zero apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Jesus Cristo de Cascatinha, por onde eu ando na Internet, há uma treta me esperando no canto, seja uma (ou mais de uma) agência de VTuber com práticas extremamente imorais e inéticas, esquerdistas amantes de Cavalos se provando hipócritas, bebês chorões tendo o trabalho exposto e apelando pra Hit Pieces, dentre outras coisas. E aí as pessoas se perguntam porque eu jogo videogames… Eu quero fugir dessa loucura toda.

Se você curte retro jogos, o ano de 2024 promete. Tivemos bons lançamentos de jogos no estilo retrô, como Lords of Exile, a versão de PC de Deathwish Enforcers (o jogo havia sido lançado ano passado para consoles) e muitos outros estão pra sair. Nem todos serão bem sucedidos, por um motivo ou outro, sejam roteiros ruins ou jogabilidade medíocre.

LEIAM – Tekken 8 | O Melhor jogo de luta 3D da atualidade

O que os dois primeiros parágrafos do texto tem a ver com o jogo de hoje? O primeiro, nada, é só a típica tangente que faço pras minhas análises. O segundo, bem, o jogo de hoje é um plataforma com inspiração retrô e que foi recentemente lançado. Após anos de desenvolvimento, alguns adiamentos e uma demo lançada no Steam Next Fest do ano passado (que incluía quase metade do jogo), Berserk Boy está finalmente disponível para PC e Nintendo Switch. Confira a nossa análise do jogo.

Reprodução: Berserk Boy Games

Modo Berserk para salvar o mundo

Estamos no distante futuro de 21XX, a humanidade corre perigo devido a estranhas criaturas, que são compostas da misteriosa energia negra. Para combatê-la, um grupo foi criado, a resistência, cujos cientistas estudam os misteriosos Orbes Berserk, que são capazes de dar poderes extraordinários às pessoas que conseguem dominá-los.

Só que um desses cientistas, Dr. Wil, digo, Dr. Genos, decide usar os Orbes para ~DOMINAR O MUNDO~. O jogador está no papel de Kei, um dos membros da resistência que junto com sua amiga Dizzie, vai pesquisar uma estranha leitura de energia em New Hope City, até que são separados por um ataque das criaturas, coordenado por Genos. Kei se depara com um estranho pássaro em chamas, Fiore e graças a ele, se funde com a Orbe Berserk do Relâmpago e é capaz de lutar de verdade.

O resto do roteiro é bem previsível, não há nenhuma reviravolta. Pra ser franco, não há quase nada em termos de diálogos após o primeiro stint da história (vulgo introdução). Há conversas aqui e ali, mas nada a nível Mega Man Zero ou ZX, ou Gunvolt por exemplo. Não que isso seja demérito do jogo, é um plataforma focado na ação, não na narrativa. Mas alguns diálogos extras ajudariam a climatizar o mundo.

Reprodução: Berserk Boy Games

Se você tinha saudade da série Mega Man Zero (e de ZX), é pra você

Uma das principais comparações que vejo em vídeos e reviews, é com Mega Man X, quando… Não? A estrutura de Berserk Boy é mais semelhante a que vemos na série Mega Man Zero, com exploração na base, compra de Power-Up’s e tudo mais. E eu não sei se eu classificaria como um Metroidvania, apesar das leves pitadas do gênero que ele possui, como backtracking e áreas acessíveis somente com determinadas habilidades, mas não é 100% dependente disso, como acontece em jogos do tipo.

É bem difícil explicar todas as mecânicas de Berserk Boy, mas vamos lá. O jogo é um plataforma de ação, com foco em combate e um bocado de exploração. Kei no começo possui somente o poder do trovão, mas conforme derrota os chefes das quatro áreas, ele adquire seus poderes, tal qual Mega Man. Cada uma dessas quatro áreas (e a quinta, que é a Fortaleza de Genos) é subdividida em três atos, onde em alguns casos, há um subchefe nos atos, em outros, não, e no terceiro ato, há o confronto com o chefe.

Em termos de controles, cada forma que Kei possui (Trovão, Fogo, Gelo, Vento e Terra) possui habilidades diferentes, desde habilidades ativas por botões, a habilidades passivas, como a broca de fogo (ok, a broca de fogo é a única habilidade passiva do jogo) e elas podem ser usadas para cruzar as fases num ritmo alucinante, cortar caminho em alguns casos e chegar em áreas antes inalcançáveis. E a maneira com a qual é implementado é brilhante… Bem, se você tiver um controle, porque no teclado, você precisará fazer alguns finos ajustes, que pra surpresa de ninguém, eu não fiz. (Sério, tem dois botões de ataque no teclado, eu deveria ter alterado o mapeamento.) Você pode usar os botões de ombro do controle, ou o analógico direito para abrir a roda de habilidades.

LEIAM – Hunter X: Code name T | Análise

Os Power-ups são comprados com as orbes azuis que você coleta, que também servem como recarga da sua energia, o que é bem inteligente. Especialmente considerando que a energia recarrega automaticamente, mas em alguns casos é bom usar essas orbes pra recarregar (especialmente quando se usa a habilidade de voo. Além das habilidades normais, cada forma possui um Ataque Berserk que utiliza uma barra própria, que é enchida coletando as orbes amarelas encontradas durante as fases. Esses ataques Berserk são uma mão na roda, especialmente contra chefes (e ainda mais se o chefe for fraco contra a forma específica).

Durante as fases, você encontrará membros da resistência para resgatar e emblemas de Berserk escondidos nas fases para coletar. Ambos são importantes para completar o jogo, já que para a parte final do jogo, você precisará de uma certa quantidade de emblemas, e para abrir certas partes da fase (e encontrar outros membros da resistência e Emblemas), é necessário resgatar uma certa quantidade de membros (geralmente, 60%).

Reprodução: Berserk Boy Games

But wait, there’s more

O jogo acomoda pessoas com todos os tipos de habilidades, se você quer uma experiência mais hardcore, você pode tentar o modo retrô, onde os inimigos causam mais dano e você tem um contador de vidas. Para aqueles que querem uma experiência balanceada, o modo moderno possui vidas ilimitadas. E para aqueles que não são habilidosos, ou são jornalistas de games, ou só querem curtir o jogo sem problemas, há um modo (quase) sem mortes nas opções. Digo sem morte porque abismos ainda irão matá-lo

Uma das coisas que esqueci de mencionar anteriormente, é que ao resgatar 100% dos membros da resistência de um ato, você desbloqueia a versão EX daquele estágio, que é basicamente um desafio Time Trial, ampliando o fator replay do jogo.

LEIAM – Slave Zero X – Cortes, Combos e Destruição no melhor estilo retrô

Ainda assim, mesmo se você ativar o modo de jornalis, digo, acessibilidade, o design de fases ainda é excitante e fascinante, por conta da jogabilidade veloz. E para aqueles com hardwares menos potentes, não se preocupem, mesmo numa batata a ponto de explodir (meu PC), Berserk Boy tem uma ótima performance. Qualquer engasgo que eu encarei, deve-se ao fato de que meu PC está além de qualquer reparo (se alguém quiser me doar um notebook novo, manda DM no twitter), e não por conta de um jogo mal otimizado ou meu PC estar abaixo das configurações exigidas.

Reprodução: Berserk Boy Games

Mais jogos 16/32-bits, por favor… Ah, e tem Tee Lopes na trilha sonora.

Na esfera de jogos inspirados por franquias retrô, é mais prevalente a inspiração em 8-bits, como em jogos como Shovel Knight ou Lords of Exile, ou jogos em Low Poly, ou pior, usando os detestáveis Voxels (E sim, esse último é mais pessoal porque eu detesto jogos 3D com Voxel). Felizmente, mais e mais jogos estão adotando um estilo 16-bits, e Berserk Boy é um deles.

Olhando para as imagens, você pode confundir o jogo com um lançamento do fim da vida do SNES, ou algum jogo 2D que tenha saído no Sega Saturn ou PS1 (Mega Man X4 me vem a mente), com um excelente trabalho nos sprites dos personagens, desde os frames, animações e efeitos especiais espetaculares. O ponto negativo no trabalho dos sprites, é que alguns sub-bosses se repetem.

As cutscenes, também feitas em Pixel Art são BELÍSSIMAS, trabalho primoroso da equipe, assim como a animação de abertura que é maravilhosa, num estilo anime, adequado para o visual do jogo. Os cenários, igualmente detalhados, cada um passando uma identidade única para a área em que se encontram. Um jogo soberbo na parte gráfica.

Na parte sonora, não precisamos falar muito… Sério, só eu mencionar. A trilha é do Tee Lopes. É literalmente um cartão de recomendação. Excelentes composições, no mesmo nível de outros trabalhos dele como TMNT: Shredder’s Revenge, Sonic Mania e o recente Penny’s Big Breakaway (ainda não consigo tankar que o nome do jogo começa com Penny’s/Pênis… QUINTA SÉRIE É FODA, MANO). O jogo possui dublagem em inglês que é ok. O jogo não tem voice acting em 100% das cenas, mas o que tem e as perfórmances, dão pro gasto.

Berserk Boy possui tradução em português do Brasil, o que é louvável, porém, entretanto, contudo, todavia, não é perfeito, com alguns errinhos aqui e ali em uns momentos, mas não é nada game breaking, apenas informativo.

Reprodução: Berserk Boy Games

Altamente recomendado

Quem gosta de jogos retro esse ano tá comendo bem pra caralho e tem altas chances de ficar pobre com a quantidade de jogos de qualidade sendo lançados para todas as plataformas. E Berserk Boy faz parte dessa lista, com excelente jogabilidade, gráficos espetaculares e trilha marcante, o jogo só peca por estar disponível apenas no PC e no Nintendo Switch. Então, se tiver oportunidade, adquira o jogo. O preço é camarada e possui tradução pro português.

Nota Final: 9,5/10

_______________________________________________
Berserk Boy está disponível para PC e Nintendo Switch. Esta análise foi feita com uma cópia de PC, gentilmente cedida pela Berserk Boy Games, e a pessoa que fez essa análise se pergunta se eles irão trocar de nome se lançarem um jogo chamado Flying Swordsmen.

O post Berserk Boy | Pra quem tinha saudades de Mega Man Zero apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/03/09/berserk-boy-pra-quem-tinha-saudades-de-mega-man-zero/feed/ 0
Shovel Knight: King of Cards | O Rei babaca https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/12/12/shovel-knight-king-of-cards-o-rei-babaca/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/12/12/shovel-knight-king-of-cards-o-rei-babaca/#comments Thu, 12 Dec 2019 12:51:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/12/12/shovel-knight-king-of-cards-o-rei-babaca/ Shovel Knight é um dos melhores exemplos de um projeto financiado no Kickstarter que não apenas entregou o que prometia, mas foi ao infinito e além, se tornando um exemplo de como fazer um jogo retro, sendo ao mesmo tempo moderno. E desde seu lançamento, o jogo recebeu duas outras expansões, Plague of Shadows, estrelando […]

O post Shovel Knight: King of Cards | O Rei babaca apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Shovel Knight é um dos melhores exemplos de um projeto financiado no Kickstarter que não apenas entregou o que prometia, mas foi ao infinito e além, se tornando um exemplo de como fazer um jogo retro, sendo ao mesmo tempo moderno.

E desde seu lançamento, o jogo recebeu duas outras expansões, Plague of Shadows, estrelando o astuto Plague Knight e Specter of Torment, onde o herói é o atormentado Spectre Knight, cada uma não apenas expandindo o mundo de Shovel Knight, mas acrescentando variedade na jogabilidade, fazendo com que o valor agregado a sua compra elevasse imensamente.

E, óbvio, para cumprir as últimas metas estendidas da campanha, para esse ano foram anunciadas as  expansões “King of Cards” e “Showdown”. King of Cards é uma aventura estrelando o Bufão King Knight, e Showdown é um jogo versus, para até quatro jogadores, no melhor tipo Super Smash Bros.

Deixemos Shovel Knight Showdown pra outro dia, e falemos de Shovel Knight: King of Cards. O jogo é uma prequel, e mostra as desventuras de King Knight, que quer se tornar o Rei das Cartas, mas para isso ele precisa derrotar os três Árbitros do Joust e conseguir a Coroa do Joust.

A estrutura da campanha do King Knight é totalmente diferente das campanhas anteriores. Enquanto que nos jogos anteriores, você passeia por fases relativamente longas (não muito longas, sendo honesto), aqui o jogo é dividido em diversas fases curtas, com um ou no máximo dois check points.

Claro, são várias fases nos mesmos cenários do jogo original, mas não são as mesmas fases, cada fase tem um design único e alguns cenários não muito explorados (como a lagoa do Rei Truçã) se transformaram em fases desafiadoras.

E desafio é uma constante em King of Cards. Apesar do desafio ser mais auto imposto do que parte do design do jogo. Porque, enquanto que nas campanhas anteriores, apesar de poder completar as fases na ordem que quisesse, para prosseguir adiante ainda era obrigatório concluir todas as fases com chefes. Isso não acontece em King of Cards.

Algumas das fases do jogo tem múltiplas saídas, tal qual Super Mario World, basta achar uma entrada secreta (às vezes nem tão secreta assim), um som irá tocar (e terá uma placa com uma seta na cor vermelha), indicando que a saída secreta é por aquele caminho. E claro, o caminho pra essa saída secreta é mais difícil que o caminho regular, aumentando seu desafio.

Eu contei que o jogo é dividido em várias pequenas fases, e isso é refletido em diversos gimmicks no qual as fases se baseiam, sejam tornados que te teleportam, gelo que escorrega, paredes nas quais não é possível quicar, dentre outros. A variedade traz uma maneira de jogar menos linear e direta, como no Shovel Knight original, e algo mais pensado.

O desafio do jogo é crescente, culminando (como sempre) na Torre do Destino, onde a Feiticeira nos espera. E é possível que durante o seu caminho, você acabe vociferando alguns impropérios por conta de mortes… Especialmente quando se está a centímetros do fim da fase.

A jogabilidade é diferente, o ataque principal do King Knight é uma ombrada que ao atingir o inimigo ou as paredes, faz com que ele suba rodopiando, rodopio que pode ser usado pra quicar em certos elementos do cenário, ou nos inimigos. E essa gimmick, utilizada com alguns power ups, é bastante útil para atravessar as fases, conforme a dificuldade aumenta.

Os power ups são variados, e oferecem desde um ataque que faz com que o King Knight cruze a tela toda, a uma bolha que o faz flutuar (e é útil para atravessar certos abismos). Claro, que a utilidade de seus power ups é definida pela sua jogatina, então o que pode parecer inútil pra mim, é uma mão na roda pra você. É divertido testar os power ups.

Como o jogo se passa antes dos eventos principais de Shovel Knight, a Ordem dos Cavaleiros Inclementes ainda não fora formada, logo, não são eles os chefes que você enfrentará na aventura principal. Mas, assim como os errantes em Shovel Knight, eles aparecerão em sua jornada pelo mapa, e é um extra divertido enfrentá-los.

Dito isso, os novos chefes são o Rei de Brejorgulho, o Rei Truçã e o Passarorror-Rei, que trazem um novo desafio, porque são padrões novos de ataques, que precisam ser aprendidos até a vitória.

Por fim, uma novidade trazida, são as partidas de Joust. Joust é um jogo de cartinhas no qual o objetivo é encher o tabuleiro com as cartas, mas não apenas isso, mas conquistando a maior quantidade de jóias que estão disponíveis.

É um jogo simples, você tem um baralho com 16 cartas que possuem setas apontando para certas direções. Essas setas podem ser usadas para empurras suas cartas ou as do oponente. Você não pode empurrar cartas que tenham uma seta apontada na direção oposta ou caso o lado de fora do tabuleiro (um espaço extra ao redor do tabuleiro) esteja ocupado. Parece um pouco complicado, mas funciona de maneira simples… Embora os duelos contra chefões nos clubes de Joust sejam difíceis, pois eles possuem habilidades extras.

Graficamente, é a mesma beleza pixelada que Shovel Knight sempre foi, com cenários bonitos e sprites bem animados. Os novos cenários (como a lagoa do Rei Truçã, que no original não tinha muito a se mostrar) adicionaram ao jogo, e mesmo cenários conhecidos ganharam retoques para dar um ar de novidade (como em Specter of Torment). O jogo também adicionou alguns inimigos e elementos novos aos cenários, ainda que alguns sejam só variantes gordas de velhos inimigos.

A trilha sonora… Bem, é o Jake Kaufmann, né? Aqui, as músicas originais e os remixes de Specter of Torment fazem sua reaparição, além é claro, de musicas novas em folha. As novas músicas são tão boas quanto as anteriores, é até redundante falar isso, mas a trilha de Shovel Knight é um dos pináculos do chip tune 8-bit moderno.

O único revés contra Shovel Knight atualmente é o preço… Na PSN Brasileira, o Shovel Knight Treasure Trove, que contém as quatro campanhas, mais o Showdown sai por salgados 143,50 (versão de PS3/Vita que dá direito a de PS4, porque a de PS4 é 149,90).

Por fim, Shovel Knight: King of Cards é um jogo que expande o universo de Shovel Knight e traz uma jogabilidade nova, que é simples de executar, mas difícil de dominar. Se você já tem Shovel Knight, vale a pena baixar ele novamente pra ter a nova campanha, e se você não tem… Espere uma promoção.

Shovel Knight: Treasure Trove está disponível para PC, PS3, PS4, PS Vita, Wii U, 3DS, Switch e Xbox One.

O post Shovel Knight: King of Cards | O Rei babaca apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/12/12/shovel-knight-king-of-cards-o-rei-babaca/feed/ 1
Brawlout | Uma alternativa para os amantes de Smash Bros https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/05/14/brawlout/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/05/14/brawlout/#respond Tue, 14 May 2019 23:58:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/05/14/brawlout-uma-alternativa-para-os/ Podemos dizer que a fórmula criada em Smash Bros apesar de simples e muito bem executada, abriu as portas do que hoje conhecemos como o gênero Brawler. Se você é mais velho (tem os seus 30 e pouco), sabe que o jogo The Outfoxies foi pioneiro na ideia de enfiar vários personagens em uma arena para se […]

O post Brawlout | Uma alternativa para os amantes de Smash Bros apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Podemos dizer que a fórmula criada em Smash Bros apesar de simples e muito bem executada, abriu as portas do que hoje conhecemos como o gênero Brawler.

Se você é mais velho (tem os seus 30 e pouco), sabe que o jogo The Outfoxies foi pioneiro na ideia de enfiar vários personagens em uma arena para se digladiarem, mas a Nintendo elevou o nível da brincadeira.

Consequentemente outros títulos tentaram recriá-la, poucos se saíram bem o suficiente para não cair no esquecimento, porém, Brawlout parece ter acertado não só na execução, como na hora de criar sua própria identidade.

CONHEÇAM OS PERSONAGENS

Reunindo personagens próprios e adicionando protagonistas de outros jogos indies, podemos dizer que Brawlout está encorpando e criando o seu diferencial e merece a sua atenção, me acompanhem.

Brawlout tem um objetivo bem claro: atire seu adversário para fora da arena e de preferencia o mais rápido possível. O jogo é bem cru e não tem nenhum Power-Up na arena que possa facilitar sua vida, é tudo questão de habilidade e encontrar brechas do oponente para jogá-lo para fora.

Eu particularmente adoro jogos de lutas apesar de não ser tão bom quanto gostaria, mas esse jogo é praticamente voltado para qualquer um.

São poucos comando e acaba sendo possível derrotar alguns personagens apenas usando dois botões – Menos nas lutas contra duplas ou times. O que faz com que acabe sendo divertido voltar mais vezes ao jogo e encarar seu modo arcade ou TRIAL – Esse é um modo novo que possui algumas fases bônus entre os combates, além de batalhas diferenciadas.

Os personagens contam  com uma barra que vai aumentando a medida que se bate no inimigo ou leva porrada, ela pode ser usada para quebrar ataques, recuperar o personagem caso esteja sendo jogado para fora da arena ou causar o dobro de dano nos inimigos. Um recurso que se bem utilizado pode virar o jogo caso esteja levando a pior.

UMA ARTE CONVIDATIVA

Olha, vou dizer que realmente estava bem curioso com esse jogo desde a primeira vez que o vi.

A arte dos personagens definitivamente é um ponto positivo a ser ressaltado, porque não só vai cativar crianças como também consegue agradar aos adultos, por outro lado não há muito carisma nos personagens originais do jogo.

Os convidados são interessantes, mas isso porque são famosos por seus jogos e vê-los em um ambiente diferente dá um certo charme. Isso também me leva a outro ponto que gostei, que são os diálogos. São sempre bem descontraídos e humorado.

É. Eu sei. To falando de diálogos de um jogo de luta, algo que normalmente as pessoas ignoram, mas eu gosto dessa atenção do estúdio para dar mais personalidade, pois apesar de não serem profundos ou coisa do tipo, acaba sendo divertido. Principalmente quando se vai lutar contra o protagonista do Guacamelee.

UM COSMÉTICO AQUI E OUTRO ACOLÁ

Brawlout possui muitos itens cosméticos que podem ser adquiridos ganhando moeda durante os combates, além de variações dos personagens que podem ser desbloqueadas. Isso é uma das coisas que realmente pode ser interessante para quem não tá afim de gastar grana com esses tipos de itens.

Como também continua recebendo atenção da Angry Mob Games, que recentemente adicionou mais modo (O trial que citei lá no começo) e mais um lutador ao seu catalogo: Dead Cells. – Que é um personagem badass para se controlar.

Isso mostra que o cuidado que estúdio tem com o título, além dos planos de estender ainda mais a vida do jogo, que atualmente conta com os personagens de Guacamelee, Hyper Light Drifter e Yooka-Laylee. Espero que mais personagens sejam adicionados, quem sabe não conferimos o Shovel Knight no jogo daqui à algum tempo.

CONCLUSÃO

Brawlout não é um jogo ruim, certamente tem seus méritos e o estúdio vem trabalhando para tornar a experiência cada vez melhor. É possível se divertir jogando com mais alguém em coop local, mas na experiência online eu fui um pouco infeliz, pelo menos nos horários em que podia jogar não encontrei partidas.

O jogo proporciona um bom divertimento, mesmo não sendo tão difícil, na realidade o maior desafio foi entender um pouco da mecânica, uma vez que não sou habituado ao estilo Smash Bros, mas depois que se acostuma, as batalhas tendem a ficar fáceis, mas o jogo para compensar começa a jogar um número maior de inimigo, o que acaba dando certa dor de cabeça.

Brawlout merece mais atenção, principalmente para quem gosta do gênero e não possui um console da Nintendo, o que acaba sendo uma boa alternativa para os amantes do gênero ou para quem busca um entretenimento para jogar com seus filhos.

*O jogo Brawlout foi analisado com uma chave digital de Xbox One fornecida pela Angry Mob Games.*

O post Brawlout | Uma alternativa para os amantes de Smash Bros apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/05/14/brawlout/feed/ 0