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Eu to sem criatividade pra iniciar esse texto. Porque todas as tangentes relacionadas aos gêneros do jogo de hoje (sim, gêneros no plural, porque hoje em dia, um jogo não pode pertencer apenas a um gênero… Mesmo que os gêneros não combinem) já foram feitas em textos passados. Afinal de contas, quantas vezes eu já falei que apesar de ter alguns jogos do gênero, e mesmo tendo feito análises, eu nunca fui muito bom em Souls-like? Eu já perdi as contas, mas é. Talvez por falta de paciência, ou qualquer outra coisa, mas é. Eu sempre fui bem ruinzinho, mesmo gostando de alguns dos jogos do gênero.

Agora, quanto a Roguelikes… Quem me conhece, sabe que eu não gosto do gênero, e não gosto de como basicamente estão enfiando elementos de roguelike em vários gêneros, de beat’em up’s até mesmo a jogos de luta. (Sim, Idol Showdown, o fangame de luta com as meninas do Hololive tem um modo que é um roguelike de luta) Eu sei que há diferenças entre roguelike e roguelite, mas pra simplificação, colocamos tudo em um saco. O fato é que muita gente simplesmente pra pegar carona num hiper sucesso, resolve colocar elementos do gênero em seus jogos, de uma maneira preguiçosa. E os ot… fãs do gênero, aceitam bem.

Fazendo a última tangente pro assunto de hoje, jogos que obtiveram recursos via financiamento coletivo são uma via de duas mãos. Coloque dinheiro na mão de quem não tem experiência, ou não sabe fazer, coisas como Tormenta: O Desafio dos Deuses e o caso do Chuck Tingle podem acontecer. Mas também temos aí casos como o de Shovel Knight e Lords of Exile, que vieram depois de financiamentos coletivos bem sucedidos. Dito isso, o jogo de hoje, Mortal Rite, que ainda está em acesso antecipado (mais uma coisa que parece ser comum pra mim, jogar jogos de acesso antecipado, roguelikes ou souls-likes, ou segundos jogos em franquias, ou.) e recebeu financiamento coletivo no Kickstarter. Será que ele faz parte ao segundo grupo ou ao primeiro? Confira nossa análise

Em busca da Imortalidade

Você é um iniciado em uma antiga guilda de guerreiros imortais, você busca sobreviver às provações do Espírito de Sangue e obter imortalidade e aceitação na guilda…

A história é risível e esparsa, não é como em Dark Souls, onde a história pode ser ignorada pelo jogador, mas detalhes sobre a história poderem ser adquiridos investigando os cenários. Mas tudo bem, esse é um jogo em acesso antecipado, e tais coisas podem ser remediadas no futuro, talvez.

Souls-like que precisa de um pouco de otimização

Eu não tenho problema com jogos mais janky, eu adorei Mortal Shell (que é meio desajeitado comparado a outros Souls-likes como Nioh e Lies of Pi), e Mortal Rite cai nessa categoria, porque o combate é meio desajeitado em pontos. Ele funciona como o souls-like que você já conhece, ataques fracos e fortes, bloqueio, contra ataque e esquiva, tudo gerenciado pela barra de stamina. Isso, jogador de souls-like aprendeu na terceira série.

Os personagens do jogo, Shold, Fia, Dawksin, e Initiate funcionam como classes Shold é o tanque, Fia é a maga, Dawskin é o ladino e Initiate é o equivalente a classe Deprived de Dark Souls, e cada um possui habilidades únicas que podem ser usadas, após serem aprendidas nas árvores de talento.

Bem, o jogo é Roguelite, como mencionei lá em cima… O Alden’s Refuge (é, o jogo não tem localização em português, não que isso me incomode) serve como hub onde suas runs começam, você pode escolher o personagem, ir ao ferreiro, mudar os pontos da árvore de talento, acessar o PVP ou escolher um mundo para começar. Cada um dos mundos posteriormente ao primeiro é ligado a completar o anterior. A progressão é salva no jogo inteiro, assim não sendo necessário recomeçar do primeiro mundo quando mudamos de personagem. Quando se morre, você volta ao começo da fase. Inimigos e Baús resetam, mas o jogador não perde o que conseguira na run, até mesmo ganhando dinheiro extra dependendo do seu progresso, e os atalhos se mantém abertos. Entretanto, se voltar ao hub principal, a fase reseta completamente. Após navegar pela fase, temos chefões para enfrentar.

Durante as fases, você vai adquirir o bom e velho loot, como grana, itens, material pro ferreiro e equipamento. NÃO EXISTEM armas e armadura a ser encontradas, já que a árvore de talento fornece melhorias de ataque e defesa. A grana é usada pra comprar novas receitas pro ferreiro e craftar as receitas já adquiridas, desde que você tenha o material correto. Ao contrário dos roguelites usuais, as opções de loot lhe permitem escolher equipamentos que vão dar um boost em determinados status.

Isso tudo seria muito bom, muito legal… Se o jogo não tivesse alguns probleminhas de performance. Isso não vem só de mim, que uso uma máquina secundária (do meu sobrinho) pra jogar alguns jogos que esse meu PC não roda, mas de outras pessoas com PC’s muito melhores que o meu tiveram problemas pra conseguir chegar a 60 FPS mesmo setando o jogo para rodar no dobro. O jogo teve também problemas com crashes. Não é a toa que o jogo tem recepção mista no Steam.

Belos gráficos, mas… Cadê a música?

Uma das coisas que o gênero sempre entrega, independente do desenvolvedor (a não ser que você seja Gilson B. Pontes), são belíssimos cenários, e Mortal Rite não é exceção. As coisas ainda estão um pouco duras por que é Early Access, mas são bons o suficiente, especialmente considerando que é um jogo feito com menos de 70 mil dólares. E vou dizer que a Fia é bonita. Agora, COMO INDIES DE 70 MIL DÓLARES FAZEM MULHERES BONITAS E AAA DE MAIS DE 100 MILHÕES, SE ESFORÇAM PRA EMBARANGAR MULHERES? É de se fazer pensar.

Agora… Uma das coisas que me deixou encucado é a trilha sonora, ou falta dela em alguns pontos. Não é aquele silêncio ambientador, mas uma falta de musica deixa as coisas estranhas.


Ainda há um longo caminho

Respondendo a pergunta de antes da análise, Mortal Rite pode não atingir os altos de Lords of Exile ou Shovel Knight, mas está longe de atingir os baixos de Tormenta: O Desafio dos Deuses ou sequer o desastre que foi aquele Kickstarter da Zoe Quinn. Ele tem potencial pra se tornar mais, mas tropeça em algumas coisas básicas, como o design de fases, a falta de música em muitos pontos, o tutorial não é muito intuitivo o fato de que é preciso pagar (in-game, deixando claro) pra desbloquear os personagens TODAS AS VEZES. O preço pode não ser convidativo pros gringos (25 dólares), mas o preço nacional é BEM CONVIDATIVO pra um souls-like, 60 Reais. O jogo pode ser jogado single-player e cooperativo. Maaaaas, se você quer um jogo que mistura Souls-like, rogue-lite e jank, também tem Let it Die. Sim, fanboys do Suda, o cara lança muita coisa Jank, deal with it. Enfim, voltando a Mortal Rite, ainda que não atinja todas as notas corretas, o potencial está lá. Pegue em uma promoção e aguarde melhorias até o 1.0.

Nota: 6,5/10

Mortal Rite está disponível em acesso antecipado no Steam, e essa análise foi feita com uma chave gentilmente fornecida pela Round Toast Studios.

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Lost Eidolons: Veil of the Witch | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/11/26/lost-eidolons-veil-of-the-witch-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/11/26/lost-eidolons-veil-of-the-witch-analise/#comments Tue, 26 Nov 2024 18:07:47 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=18634 E continua a temporada do Sancini joga um roguelike, porque adivinha só, mais um roguelike chegou em minhas mãos. Outra coisa que chegou em minhas mãos são meus dedos, e não sei onde essa analogia foi parar. Enfim, eu não sou o mais experiente do mundo com Dark Fantasy, sabe, o gênero o qual provavelmente […]

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E continua a temporada do Sancini joga um roguelike, porque adivinha só, mais um roguelike chegou em minhas mãos. Outra coisa que chegou em minhas mãos são meus dedos, e não sei onde essa analogia foi parar. Enfim, eu não sou o mais experiente do mundo com Dark Fantasy, sabe, o gênero o qual provavelmente Dark Souls e Berserk pertencem… E algumas outras obras que não lembro o nome. De fato, Fantasia não é lá minha área de expertise. Eu gosto de coisas do gênero, mas não é meu foco.

Dito isso, em 2022, o Ocean Drive Studio lançou para PC o RPG tático Lost Eidolons, que com a ajuda da Plug-in Digital, foi portado em 2023 para Playstation 5 e Xbox Series X|S (Fun Fact: O jogo é mais barato no Xbox Series do que no PC). E no ano de 2024, após ter trabalhado em dois jogos no ano anterior, o estúdio resolveu voltar ao universo de Lost Eidolons com um spin-off que chegou agora no começo de novembro em Acesso Antecipado ao Steam.

Será que Lost Eidolons: Veil of the Witch se destaca ou cai naufragando, tais quais as chances do Novorizontino, que quase chegou a série A, até o gol do Goiás? Confira na nossa análise.

Por uma chance de viver e recuperar a memória

Você, uma pessoa chamada Ashe (O jogador pode escolher ser homem ou mulher, adivinha qual escolhi?) morreu. Uma bruxa misteriosa encontra você na morte e o liga a ela. Então ela o manda de volta em seu caminho alegre para cumprir seu propósito na vida. Qual é esse propósito, é um mistério até para você. Convenientemente, a tragédia da morte apagou suas memórias. Tudo o que você tem para continuar é uma carta e um nome mencionado nela. Claro, a bruxa não se importa com isso e tem planos próprios que provavelmente envolvem em algum momento se voltar contra você, porque é claro… Essa última linha é só especulação da minha parte porque esse é um jogo que ainda está em acesso antecipado e o jogo possui “somente” três capítulos concluídos.

Você está em uma ilha sem escapatória. A ilha é tomada por uma epidemia de mortos-vivos. Você convence novos companheiros de que não há sentido em ficar parado. É melhor partir e fazer algo você mesmo. Você tem uma pessoa para encontrar. Os outros aparecem e você forma um grupo de aventureiros.

Ao longo da aventura, você enfrenta humanos do outro lado da guerra, monstros e mortos-vivos. A história é funcional, apesar de possuir algumas arestas a serem aparadas, e os personagens são uma mistura de personagens novos e alguns retornam do Lost Eidolons original (nessas horas, é bom consultar outras análises porque esse é mais um exemplo de franquia que o Sancini começa pelo segundo, HOORAY!).

Enfim, eu disse que o jogo possui “somente” três capítulos, mas o “somente” está entre aspas, porque a campanha pode ter duração de até trinta horas, isso sem contar o chefe super secreto que eu não deveria contar pra vocês que tem. Oops, foi mal. Mas sim, o jogo possui três capítulos extensos, que levam a batalhas contra chefes, e se o jogador cumprir determinados requisitos, um chefe ultra super secreto surgirá.

Brutal, viciante… E a morte faz parte do gameplay

Imagine uma versão ainda mais brutal de Fire Emblem, essa é a ordem de Veil of the Witch. Mas vamos por partes antes de chegarmos ao combate.

Tudo começa na base, onde você irá desbloquear mais recursos enquanto morre, digo, joga. Dentre esses recursos estão inclusos conversas com seus companheiros para avançar na história, progressão e desafios.

A progressão de personagens vem de algumas formas, você pode promover os personagens, para que eles comecem com melhores status e habilidades possíveis, dando um boost no early game. E você também pode mudar a classe inicial de Ashe, se quiser dar um toque diferente nele/nela, apesar da classe inicial ser bastante efetiva. Os santuários podem ser utilizados para dar um boost em seus status, ouro e chance de melhores habilidades; Inclusive quando o santuário atinge um determinado nível, é desbloqueado um upgrade massivo único, além dos pequenos boosts de status.

O grupo inicial é formado por Ashe (Você pode renomear os personagens jogáveis)e outros quatro personagens, mas você pode desbloquear quatro extras durante o jogo, e cada um deles pode se tornar uma máquina de combate com os upgrades certos. No começo de cada um dos atos, você escolhe uma relíquia para uso passivo naquele ato, que irá desaparecer (assim como tudo que não é parte da progressão do meta do jogo), quer você vença ou seja derrotado, como manda a cartilha dos roguelites. Daí, você escolhe um lugar para ir, baseado nas recompensas que lhe são mostradas. Varia de área pra área, algumas não possuem combate, e só possuem eventos, onde a sorte é sua companheira na rolagem de dados.

O combate é onde o jogo brilha (e você possivelmente morre, hehe). os heróis e os inimigos estarão posicionados num grid e podem se mover e atacar em certos tiles. Você inicia, e depois, seus inimigos. Ao contrário de Fire Emblem, e outros RPG’s táticos, não há porcentagem de chance de acerto, todo ataque irá acertar. Ao invés da % de acerto, há um sistema de defesa, se a defesa for alta o suficiente, irá tankar parte do dano do ataque. É bom, porque torna o posicionamento de personagens tanques mais vital… Porém, isso não quer dizer que personagens velozes e frágeis, como Ladinos sejam inúteis, muito pelo contrário, eles são frágeis, mas são letais, especialmente se você adquirir maneiras de camuflá-los da visão inimiga.

Seus aliados e você podem EVOLUIR durante o combate, já que durante o combate você pode ganhar itens pra melhorar seu equipamento. Isso pode dar habilidades extras ou habilidades passivas que impactam o gameplay. Aumentar de nível garante um roll de aumento de status ou habilidades para escolher. Mesmo coisas como a morte são incorporadas ao gameplay e lore, já que cada morte sua garante um pouco da lore de Veil of the Witch.

Mais bonito e estiloso que seu antecessor

O jogo tem uma estética Dark Fantasy bem feita, e os personagens são estilizados. Felizmente, ele não cai no erro de jogos AAA com personagens feios. Conta com bons cenários, uma bela arte, e o jogo tem uma performance decente em máquinas modestas.

A trilha sonora é bastante competente, apesar de não ser marcante… Infelizmente ainda não é possível ouvir a trilha do jogo fora dele (isso é, ninguém disponibilizou em lugares como o Youtube ou o Bandcamp, que é como faço pra pegar inspiração pros textos).

Uma grata surpresa

Se você curte RPG tático e roguelike, dê uma chance a Lost Eidolons: Veil of the Witch, é um título sólido e uma boa surpresa pra 2024, num ano com muitos grandes fracassos, os índies vem provando que basta fazer um bom trabalho e ele será recompensado. Ainda há arestas para se aparar no jogo, é Acesso Antecipado, mas se o texto não deixou claro, recomendamos o jogo.

Nota Final: 8,5/10

Lost Eidolons: Veil of the Witch está disponível para PC através do Acesso Antecipado, e tem versões para Playstation, Switch e Xbox em produção no futuro. Essa análise foi feita com uma chave de acesso antecipado fornecida pela kakao games e peloo Ocean Drive Studio.

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Mullet Madjack | Quando o Retrô Encontra o Cyberpunk em Uma Corrida de Likes https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/06/01/mullet-madjack-quando-o-retro-encontra-o-cyberpunk-em-uma-corrida-de-likes/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/06/01/mullet-madjack-quando-o-retro-encontra-o-cyberpunk-em-uma-corrida-de-likes/#respond Sat, 01 Jun 2024 15:23:19 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=16977 Mullet Madjack foi desenvolvido pelo estúdio brasileiro HAMMER95 e publicado pela Epopeia Games, e busca oferecer uma experiência repleta de adrenalina que mistura mecânicas de FPS à moda antiga com elementos modernos de roguelite. O jogo coloca os jogadores em uma missão de resgate de alto risco, onde cada segundo conta enquanto você batalha para […]

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Mullet Madjack foi desenvolvido pelo estúdio brasileiro HAMMER95 e publicado pela Epopeia Games, e busca oferecer uma experiência repleta de adrenalina que mistura mecânicas de FPS à moda antiga com elementos modernos de roguelite.

O jogo coloca os jogadores em uma missão de resgate de alto risco, onde cada segundo conta enquanto você batalha para atravessar um arranha-céu repleto de inimigos robóticos, mas será que o jogo consegue entregar a experiência frenética a que se propõem?

Vamos descobrir.

Créditos: Epopeia Games – Hammer95 Studios

Premissa e Jogabilidade

A premissa de Mullet Madjack é inovadora. Ao adentrar um prédio para salvar a filha de um magnata, o protagonista se conecta a um serviço de streaming e passa a transmitir do seu ponto de vista, ou seja, todo o massacre que causará contra os robôs que o tentarem impedir do primeiro andar até o seu destino final.

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Essa sensação de urgência é quase palpável, pois o jogador tem apenas 10 segundos de vida ao iniciar. Para sobreviver, é preciso continuar matando inimigos e acumulando “Likes” que são transformam em tempo de vida. Se o tempo acabar, o personagem morre e retorna ao primeiro andar, desse modo intensificando a sensação de urgência.

Créditos: Epopeia Games – Hammer95 Studios

Roguelite e Power-Ups

Mullet Madjack segue o estilo roguelite, então cada tentativa de resgatar a filha do magnata acaba sendo única. Ao final de cada andar, o que dura entre 30 a 40 segundos, o jogador poderá escolher entre três habilidades aleatórias. Essas habilidades são cruciais para a progressão, o que permitirá diferentes abordagens e estratégias durante a jogatina.

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As armas variam, indo de railguns, armas de plasma e espadas flamejantes, o que não só adicionam uma variedade de escolhas, como também fazem com que o jogador se adapte a jogabilidade de cada arma. Também temos as habilidades passivas, essas podem aumentar o tempo recuperado a cada morte ou proporcionar bônus por matar inimigos de maneiras específicas.

Essa variedade toda mantém a experiência fresca e muito desafiadora​.

Créditos: Epopeia Games – Hammer95 Studios

Estética e Trilha Sonora

A estética do jogo lembra bastante os animes dos anos 90, como AKIRA, assim como a vibe da época em si. A trilha sonora de Mullet Madjack, é um espetáculo à parte. Com um estilo que mistura o retro e o cyberpunk, a música complementa perfeitamente a estética do jogo.

A sensação é de estar jogando um título dos anos 90 com uma temática futurista, o que adiciona um charme nostálgico para aqueles que, como eu, cresceram nessa época.

Cada detalhe visual e auditivo contribui para uma imersão total, criando uma atmosfera única e envolvente

Créditos: Epopeia Games – Hammer95 Studios

Dificuldade e Desafios

O jogo aumenta a dificuldade não apenas através de inimigos cada vez mais desafiadores, mas também introduzindo perigos ambientais como poças de ácido e portas trancadas que exigem um timing preciso para serem superadas. As lutas contra chefes apresentando inimigos únicos com designs completamente diferentes, oferecem uma mudança refrescante de ritmo, exigindo diferentes estratégias para derrotá-los.

Esses encontros, embora não sejam excessivamente difíceis, proporcionam momentos memoráveis que pontuam a ação incessante dos níveis regulares​

Créditos: Epopeia Games – Hammer95 Studios

Fator replay

Mullet Madjack oferece modos adicionais e configurações de dificuldade para manter os jogadores engajados muito depois da primeira jogada. O modo Infinito, em particular, desafia os jogadores a ver até onde podem ir contra andares e inimigos gerados aleatoriamente, proporcionando um fator de rejogabilidade significativo. Apesar de sua campanha curta, as mecânicas viciantes do jogo e a variedade de upgrades garantem que cada run pareça única e emocionante​

Mullet Madjack é, sem dúvida, um jogo que merece atenção. Divertido, desafiador e frenético, ele se destaca como uma das melhores criações da indústria brasileira de jogos. A combinação de uma premissa original, jogabilidade intensa e uma estética cuidadosa faz de Mullet Madjack uma experiência imperdível.

Para mim, este jogo se tornou o melhor título brasileiro que já joguei, e é altamente recomendável para qualquer fã de ação frenética e estilo Roguelite​

Créditos: Epopeia Games – Hammer95 Studios

Conclusão:

No geral, Mullet Madjack é um título de destaque que combina os melhores elementos dos shooters clássicos e dos roguelites modernos. Sua jogabilidade frenética, estética estilosa e sistema de upgrades fazem dele um jogo imperdível para os fãs do gênero.

Embora haja pequenas falhas, como o ocasional desequilíbrio nos upgrades, os pontos fortes do jogo superam amplamente esses problemas.

Seja você um fã de longa data de shooters de ritmo acelerado ou novo no gênero, Mullet Madjack promete uma experiência emocionante que o fará voltar para mais​

Nota: 8.5 / 10

 

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Esta análise foi feita com uma chave digital gentilmente cedida pela distribuidora do jogo.
Mullet Madjack está disponível  apenas no PC.

 

 

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Bravery and Greed | Porradaria roguelike https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/11/23/bravery-and-greed-porradaria-roguelike/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/11/23/bravery-and-greed-porradaria-roguelike/#respond Wed, 23 Nov 2022 14:22:40 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=12598 A temporada de 2022 da Formula 1 acabou… Aliás, praticamente todos os esportes de motor encerraram as atividades para a temporada, o que me deixa meio nhé. Por isso não tinha escrito a análise de hoje. E também que começou a Copa do Mundo, e eu meio que estava viciado em Grand Prix Story. Pois […]

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A temporada de 2022 da Formula 1 acabou… Aliás, praticamente todos os esportes de motor encerraram as atividades para a temporada, o que me deixa meio nhé. Por isso não tinha escrito a análise de hoje. E também que começou a Copa do Mundo, e eu meio que estava viciado em Grand Prix Story. Pois é.

Quem me conhece, sabe que eu não sou fã de Roguelikes, Roguelites e afins. Eu não curto a natureza de permadeath e aleatoriedade do gênero, o que fez com que eu não jogasse muita coisa do gênero. (principalmente porque roguelikes e roguelites ultimamente estão saindo a rodo)

Mas, eu gosto de beat’em up’s. É um gênero repetitivo? Sim, porém ele é bem arcade, daquele que você pega e joga, sem necessidade de aprender como funciona X, Y, Z, simplesmente só enche de porrada os inimigos, sozinho ou com amigos.

E se a gente misturar os dois gêneros? Foi esse o pensamento da desenvolvedora Rekka Games, fundada em 2015, na hora de criar Bravery and Greed, jogo da análise de hoje. No mar de lançamentos que acontece toda semana, será que ele tem o que é necessário pra se destacar? Ou naufraga, tal qual minhas pretensões com a morena? Leia na nossa análise.

Reprodução: Rekka Games, Team17

Fique rico… Ou morra tentando!

Ouro, tesouros… Uma tentação imensa para qualquer pessoa, ainda mais quando se deve ao SPC e ao Serasa… Ou ao agiota. Nossos guerreiros, buscando saldar suas dívidas e não terem partes dos seus corpos servidos como churrasco mal passado, resolvem ir atrás de tesouros nas masmorras, só que em seu caminho, todo tipo de coisa está a espreita, desde monstros a advogados.

O jogo mantém a premissa simples, arcade do beat’em up, onde uma história elaborada não era necessariamente prioridade, já que tudo o que queríamos era encher malfeitores de porrada, mas é claro que como beat’em up’s de arcade queriam nosso dinheiro, nem sempre conseguíamos.

Eu posso ter inventado a história sobre devendo ao agiota, mas ela faz tanto sentido quanto a original, que é onde os personagens estão numa taverna e decidem embarcar nessa treta em busca de tesouros… O que pode significar que DE FATO estão devendo ao agiota, porque afinal de contas, que pessoa sã iria enfrentar monstros, armadilhas e chefes enormes pra conseguir dinheiro, se não tivessem devendo pro agiota?

Digo, se elas querem dinheiro mesmo, podem fazer como pessoas normais, e ir trabalhar no McDonalds, fazer concurso público pra mamar nas tetas do governo ou ir para o BBB. Eu poderia fazer a piada de ser youtuber, mas convenhamos, a plataforma quebra pra caralho os criadores. Mas vamos em frente.

Reprodução: Rekka Games, Team17

Um jogo simples e gostoso de se jogar, sozinho ou em grupo.

Bravery and Greed se destaca, porque você consegue se divertir de qualquer jeito. Está sozinho? Sem problema, o jogo ainda é divertido (apesar do foco no coop). Tem amigos/família/namorada pra jogar em casa? O jogo suporta até quatro jogadores localmente. Todo mundo mora longe? Dá pra jogar online. Seu amigo vacilão não tem o jogo? O Steam remote funciona de boa. E a jogatina pode ser cooperativa, ou vocês podem cair na porrada nos modos PvP do jogo, VAI FILHÃO.

Dito isso, temos quatro classes, o Ladino, o Guerreiro, o Mago e a Amazona, cada um com suas armas diferentes, e combos diferentes, o que deixa a jogatina bem diferenciada, até você encontrar um personagem que se adeque ao seu estilo de jogatina. Felizmente, para quem não é lá muito fã de roguelikes (eu incluso), Bravery and Greed é bem focado nas raízes beat’em up, então os controles são simples de se entender, e qualquer idiota (eu incluso) consegue fazer combos como se fosse pro-player de KOF, mas somente aqueles que passarem um tempinho a mais com o jogo, vão conseguir dominar a arte de fazer embaixadinhas com os inimigos.

Daí, temos quatro calabouços gerados proceduralmente para explorar, e é aquilo, ondas e mais ondas de inimigos, podemos explorar o local em busca de baús com tesouros, aliados para nos ajudar (apesar de que esses aliados são mais burros que eu e possuem uma grave tendência de pular nos inimigos gritando LEEROY JENKINS). E não, apesar do que pode parecer, você não encontra os aliados em baús.

E existem 4 caminhos com perks que podem ser seguidos em determinados pontos do jogo, dando mais variedade ao destino da sua run. E mesmo as mortes, elemento comum em jogos do gênero, são usadas em benefício, já que todo o tesouro adquirido na run pode será convertido em possíveis benefícios na próxima tentativa.

Reprodução: Rekka Games, Team17

Belíssimos gráficos, músicas ok

A parte sonora de Bravery and Greed é… Ok. Não são músicas memoráveis, mas ajudam bastante a passar o clima que o jogo pede. O mesmo vale pros efeitos sonoros do jogo. Um positivo, é que o jogo possui localização para o português brasileiro, então se a sua noção de inglês é “The Book is on the Table”, não se acanhe porque dá pra jogar na nossa língua.

Gráficamente é um jogo bem bonito, com personagens bem detalhados e desenhados e o trabalho de animação dos sprites é bem vistoso, o que é essencial pra um jogo na pegada de beat’em up. Os inimigos podem ter o design meio genérico, afinal, é o esperado de um jogo de fantasia, mas não dá pra dizer que são feios.

E os bosses gigantes são bem bacanas. Os cenários, apesar de um pouco apertados, são até bonitinhos. Mas, devido a natureza procedural das fases, o design delas não vai ganhar nenhum prêmio, mas servem o propósito.

Reprodução: Rekka Games, Team17

Conclusão

Bravery and Greed é fundamentalmente um bom jogo. O problema é que ele tá no meio de um mar de roguelikes e roguelites, e se você não tiver algo excepcionalmente brilhante naquele departamento, não irão ligar pra você. E nisso, o jogo não se destaca. Mas, se você quer um beat’em up com toques de roguelike, Bravery and Greed é uma boa pedida. Com bons gráficos e jogabilidade afiada, ele agrada quem quer um jogo simples pra jogar.

Bravery and Greed está disponível para PC, Playstation 4, Xbox One e Nintendo Switch, e esta análise foi feita com base na versão de Playstation 4, com uma cópia fornecida gentilmente pela Team17.

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Moonlighter | Agradável e desafiador https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/08/14/moonlighter-agradavel-e-desafiador/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/08/14/moonlighter-agradavel-e-desafiador/#comments Fri, 14 Aug 2020 21:13:53 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=4379 Moonlighter é um jogo que me atraiu bastante por conta do seu design após assistir a um trailer. Com labirintos procedurais e aquele visual todo colorido e leve, além de sua proposta inovadora: Cuidar de uma loja durante o dia e desbravar os labirintos esquecidos pelo durante a noite. Com essa premissa, decidi eu me […]

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Moonlighter é um jogo que me atraiu bastante por conta do seu design após assistir a um trailer. Com labirintos procedurais e aquele visual todo colorido e leve, além de sua proposta inovadora: Cuidar de uma loja durante o dia e desbravar os labirintos esquecidos pelo durante a noite.

Com essa premissa, decidi eu me aventurar no mundo de Moonlighter e ajudar o jovem Will a prosperar com sua loja, que dá nome ao jogo.

Sem sombra de dúvida me surpreendi bastante com o que encontrei durante a jogatina, e depois de longas horas dedicados ao jogo, enfim, acho que posso contar minhas impressões.

Me acompanhem!

MÃOS À OBRA

Moonlighter

Moonlighter foi concebido em 2016 depois de uma bom financiamento coletivo. Desenvolvido pelo estúdio espanhol Digital Sun e publicado pela estúdio polonês 11 Bits, que também publicou jogos como This War of Mine e o recente Children of Morta.

Tudo isso fez com que o jogo chegasse com muita expectativa para os amantes do gênero rogue-lite. No meu caso, fui atraído por sua mescla de gêneros, onde temos essa pegada de rogue-lite com gerenciamento de loja e o amado formato adventure rpg.

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Dito isso, vamos dizer que Will, o protagonista, precisará  suar muito a camisa para conseguir ser bem sucedido e desbravar todos os segredos do misterioso portal que surgiu na cidade e vem levando muito aventureiros a um trágico fim.

Pegue sua pochete, calculadora, bloquinho de notas, sua espada e prepare-se para essa aventura.

Trabalhe, Explore e trabalhe mais um pouco

Moonlighter

Como o herdeiro proprietário da loja Moonlighter, uma relativa e famosa no vilarejo, cabe a  nós fazermos com que ela progrida enquanto aumentamos sua reputação.

Para isso, precisamos investir dinheiro na cidade, ou seja, melhorando a loja e trazendo novos comerciantes para o local. Isso tudo custa dinheiro. Muito dinheiro. E não é uma tarefa fácil de início.

Isso reflete na  tentativa de Will explorar as masmorras usando uma vassoura logo na primeira tentativa. Consequentemente sofre pela escolha da arma, mas é acolhido pelo ancião do vilarejo, que nos conta um pouco mais sobre os portais e seus guardiões.

Tem que aprender na dor, né?

Moonlighter

Na medida que vamos adentrando a masmorra e matando inimigos, coletaremos itens que poderão ser vendidos posteriormente em nossa loja. Essa é uma pratica que será extremamente repetitiva, não existe outra forma de se avançar sem focar na coleta de itens para venda.

Entendendo que nosso personagem é um empreendedor e aventureiro, durante o dia em que estiver  tocando a loja, ainda precisará lidar com o gerenciamento de preços, afinal, precisamos ganhar dinheiro.

É nesse ponto que entra um dos aspectos mais importantes do game que é a venda dos itens. Toda venda causa uma reação no cliente, seja felicidade por pagar pelo justo ou por pagar muito menos por um item valioso.

E tomem cuidado, toda atenção durante a loja cheia para que nenhum espertinho roube seus itens.

As Masmorras e os Guardiões

Moonlighter

O jogo base conta com quatro masmorras para desbravarmos, sendo que cada uma delas representa um elemento: Golem, Floresta, Deserto e Tech.

Toda as vezes que derrotamos um um guardião, recebemos uma chave para abrir o portal central.

Só que as masmorras possuem sub-níveis e são procedurais, logo, é importante ter uma reserva de dinheiro para retornar sempre que a mochila ficar cheia de itens, ou explorar bem para encontrar baú especiais que enviam diretamente para a loja.

Um fato interessante é que as batalhas em si contra os guardiões não são lá tão difíceis, achei os inimigos e obstáculos dos terrenos muito mais problemáticos.

Claro, isso tudo pode ser contornado investindo nos equipamentos, mas tem um custo.

É Preciso Investir Tempo

Moonlighter

É preciso ir e voltar tantas vezes as masmorras e depois gastar um tempo vendendo os itens, para depois ir até o ferreiro comprar uma nova armadura e depois ir na feiticeira para encantá-las.

Quando se der conta, acabou o teu dinheiro e você vai precisar voltar de novo para coletar mais itens e voltar as vendas. É um loop infinito. Não enxergo isso como um problema, afinal, essa é a fórmula que funciona para os amantes do gênero.

Isso me afasta um pouco dele, porque consiste apenas em ir e voltar, sem se aprofundar muito. Talvez um elemento de nível de progressão do personagem me prendesse mais, só que isso fica restrito apenas aos equipamentos e melhorias da loja.

Bonito e agradável

Moonlighter

Se é para ir e voltar a todo momento a Moonlighter,  ao menos entregaram um mundo agradável, muito bonito e com uma trilha sonora gostosa de se ouvir.

Afinal, vamos passar longas horas nesse vai e vem, e uma trilha sonora acaba sendo indispensável ao meu ver. Coisa que o jogo entrega pontualmente, merecendo destaque para a trilha das masmorras, que passa aquela sensação de estarmos em uma missão grandiosa.

Por vezes retomei a jogatina enquanto estava estressado por fatores externos e me senti imponente ali dentro das dungeons, como se ali eu tivesse total de controle e o que fazia importava. Sensações como essa só podem ser alcançadas quando o conjunto conversa um com o outro.

Os gráficos, trilha sonora e jogabilidade estão em harmonia em Moonlighter.

Os detalhes que contam

Moonlighter

As dungeons são procedurais, logo você nunca repetira o mesmo caminho em cada nova jogada, seja por conta de morrer ou simples retornar a cidade.

Com isso em mente, toda decisão precisa ser muito bem pensada e isso se estende ao gerenciamento de itens no inventário. Por exemplo:  Em determinados momentos você estará com o inventário cheio, mas alguns desses itens possuem status. Na imagem acima vocês podem ver que o item vai enviar outro para cidade, contato que esteja na direção apontada.

Em outras situações o item se quebra você  sofra muito dano, mas isso pode muda. Há outros itens coletados que podem quebrar essas maldições. Tudo isso é muito importante para conseguir equilibrar e avançar no jogo sem perder itens mais valiosos e fazer dinheiro.

Esse detalhe a mais só faz com que em determinadas situações você se veja obrigado a retornar, seja pela energia baixa ou mochila cheia, ou mesmo falta de poção.

O jogo te obriga a retornar constantemente e você logo se adapta a isso.

Concluindo

Moonlighter

Moonlighter vai muito além do que eu pensava, mesmo não sendo um gênero que eu particularmente curta, mas gosto de me arriscar em experiências novas, como as que tive em DOOM Eternal.

Ir e voltar a todo momento pode não ser lá uma experiência bacana para quem não é acostumado, só que o jogo consegue harmonizar, como disse mais acima no texto.

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Um design divertido e leve, trilha sonora boa e uma jogabilidade simples e acessível. Tudo isso contribui para uma experiência agradável com o jogo, que só lhe cobra tempo para investir e aprender.

A cada masmorra vencida, uma recompensa, seja novos ovos que se tornaram seus companions, novos habitantes surgirão e você está ao centro de tudo isso.

Moonlighter não é um game pra você sentar no sofá e tentar fechá-lo em algumas horas, é um game para ir jogando aos poucos. A sensação de avançar é realmente prazerosa, e isso foi um dos fatores que permitiram que eu continuasse a jogar.

Ficou curioso? Pois o jogo está disponível no catalogo do Xbox Game Pass, e recentemente ele recebeu uma DLCs Between Worlds, que em breve trarei impressões por aqui.

O jogo foi analisado com uma chave digital de Xbox One gentilmente cedida pela desenvolvedora

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