Arquivos point'n click - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/pointn-click/ Um pouco de tudo na medida certa Thu, 31 Oct 2024 15:01:13 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos point'n click - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/pointn-click/ 32 32 Clock Tower Rewind | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/31/clock-tower-rewind-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/31/clock-tower-rewind-analise/#respond Thu, 31 Oct 2024 15:01:13 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=18296 Eu confesso, eu estava ansioso para jogar Clock Tower Rewind. O jogo original é um clássico do gênero terror e eu estava curioso para ver como ele seria atualizado. O Clock Tower original foi desenvolvido pelo estúdio Human Entertainment, e contou com a direção de Hifumi Kono, mas nunca ganhou  uma versão oficial lançada para […]

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Eu confesso, eu estava ansioso para jogar Clock Tower Rewind. O jogo original é um clássico do gênero terror e eu estava curioso para ver como ele seria atualizado.

O Clock Tower original foi desenvolvido pelo estúdio Human Entertainment, e contou com a direção de Hifumi Kono, mas nunca ganhou  uma versão oficial lançada para o ocidente, e se você em algum momento o jogou em inglês, saiba que foi uma tradução feita por fãs que possibilitaram que o titulo fosse jogável fora do Japão.

ASSISTAM – O que eu penso sobre Remasters e Remakes

Com o lançamento de Clock Tower Rewind, agora pela primeira vez temos o titulo original com melhorias e novos modos sendo lançados oficialmente para o ocidente e enfim podemos apreciá-los, graças a WayForward.

Será que conseguiria se manter aterrorizante mesmo após mais de 29 anos do seu lançamento original? Vamos descobrir.

Reprodução: WayForward

Jennifer Simpson e Scissorman

Jennifer Simpson é uma protagonista determinada e corajosa. Sua história é emocionante e você se sentirá conectado à sua luta para sobreviver, e o jogo consegue fazer isso de maneira bem rápido a medida que nos vemos obrigado a fugir do vilão icônico, Scissorman.

É incrível que mesmo após quase 30 anos, Scissorman ainda consegue ter uma presença aterrorizante, e a ideia de que ele pode surgir a qualquer momento traz uma atmosfera de tensão. Mesmo com gráficos datados, o titulo consegue te deixa pesaroso quanto as decisões que você toma e como lidar com esse vilão que te persegue por toda a mansão, isso sem levarmos em consideração as armadilhas escondidas.

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Todo passo deve ser calculado se você quer descobrir os segredos que habitam na mansão, então não é só uma questão de sobreviver, mas também descobrir o que levou a morte de suas irmãs de adoção e porque isso está acontecendo agora.

Reprodução: WayForward

Não trate Clock Tower como um titulo moderno

Clock Tower Rewind pode desapontar você, caso decida jogá-lo com expectativas de um titulo moderno, afinal é um titulo de quase 30 anos de idade. Ele só está sendo portado com melhorias, entre elas a versão original e a Rewind, que dá nome ao jogo, e é baseada na versão Clock Tower: First Fear que foi publicado em 1997 para PlayStation.

O Rewind, como sugere, trata-se da possibilidade de você voltar no tempo, ou melhor, rebobinar como faríamos com uma fita VHS, no caso se você tomar uma decisão errada ou morrer por ter sido pego por Scissorman ou mesmo qualquer armadilha que encontre pelo caminho. Só que nem essa nova função facilita tanto a sua vida, pois caso demore para rebobinar, pouca coisa será retomada e muitas vezes pode ser tarde para esquivar-se da morte certa.

Essa nova ferramenta só torna a obra um pouco mais palatável para o publico mais novo, mas a grosso modo é o jogo original com sempre foi. Caso você esteja comprando Clock Tower Rewind esperando uma remasterização com mudanças significativas, peço que tenha cautela e confira alguns gameplays antes.

Lembrando que o jogo é um point and click e não dos mais precisos, então é preciso redobrar a sua atenção caso queira se aventurar.

Reprodução: WayForward

Os extras

Clock Tower Rewind  por questões de licenciamento trocou sua abertura original por uma versão animada ao estilo anime, que apesar de destoar um pouco do jogo, seja por ser um tanto colorido, ainda é capaz de cumprir o seu papel de introduzir a trama.

Outra novidade interessante é a Motion Comic com dublagem que conta um pouco mais do passado de Jennifer, e que ao meu ver poderia facilmente ter substituído a introdução de anime. Mas só porque eu sou um chato de galochas. Essas motion comics podem ser desbloqueadas a medida que jogamos o titulo e alcançamos alguns objetivos, o que aumenta o fator de replay do titulo.

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O jogo também recebeu uma nova musica de abertura, dessa vez com novas letras e vocais de Mary Elizabeth McGlynn, conhecida por cantar musicas de Silent Hill 3 e o quarto titulo. Entre esse extra, também temos a possibilidade de ouvir toda a trilha sonora do jogo na aba Music Player. O que é realmente divertido, pelo menos se você gosta de game music como eu.

O que brilha mesmo nessa nova releitura é a entrevista Hifumi Kono, que conta mais sobre como foi trabalhar com titulo e suas inspirações para os personagens. É sem dúvida extras de peso. Uma pena que o titulo não conte com uma localização em PT-Br.

Reprodução: WayForward

CONCLUSÃO

Clock Tower Rewind é uma ótima opção para fãs de jogos de terror e point and click. O titulo continua sendo uma obra aterrorizante e que consegue nos deixar nervosos, mesmo sendo um titulo em 2D. O que é incrível se pararmos para pensar.

Por outro lado acredito que a imprecisão enquanto selecionamos ou controlamos Jeniffer as vezes pode ser um tanto estressante,  e poderia ter sido melhorado, mas talvez o maior pecado aqui presente seja a falta de localização para a nossa língua tupiniquim, e isso pode ser remediado futuramente, eu sei e acredito. WayForward, faça acontece. No mais, se você está procurando por um jogo de terror clássico, este é uma excelente escolha.

Em resumo, Clock Tower Rewind é um jogo de terror que vale a pena jogar. Com sua atmosfera aterrorizante, jogabilidade intensa e personagens bem desenvolvidos, é uma experiência que você não esquecerá.

Você está preparado para enfrentar o Scissorman?

Nota: 8,0/10

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Clock Tower Rewind está disponível para PC, Nintendo Switch, Xbox Series S|X e PlayStation 5 e esta análise foi feita com uma chave digital de Nintendo Switch gentilmente cedida pela WayForward

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Sanitarium | Para que o louco não se enfureça, não pode contrariá-lo, tem que imitá-lo https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/07/30/sanitarium-para-que-o-louco-nao-se-enfureca-nao-pode-contraria-lo-tem-que-imita-lo/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/07/30/sanitarium-para-que-o-louco-nao-se-enfureca-nao-pode-contraria-lo-tem-que-imita-lo/#respond Tue, 30 Jul 2024 13:18:44 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=17203 Olha eu aqui outra vez, e com mais um jogo de adventure e point-and-click, e sim, só pra variar, trata-se de mais um jogo cujo a demo eu joguei lá no final dos anos 90. Eu tive acesso ao jogo também naquelas versões “RIP” com músicas e animações cortadas, e num CD que meu primo […]

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Olha eu aqui outra vez, e com mais um jogo de adventure e point-and-click, e sim, só pra variar, trata-se de mais um jogo cujo a demo eu joguei lá no final dos anos 90. Eu tive acesso ao jogo também naquelas versões “RIP” com músicas e animações cortadas, e num CD que meu primo havia comprado.

Nunca avancei no jogo, mas, após muita insistência do Diogo, eu finalmente decidi pegar esse jogo para jogar até o fim.

Confiram logo abaixo como foi a minha experiência:

Sanitarium
Fonte: segmento da live do canal Arcade Noé

Roteiro que nem o Programa H com Luciano Huck

Loucura, loucura, loucura…

Não que seja algo ruim. A história é apresentada em doses homeopáticas, seja em pequenos flashbacks e pequenos diálogos, ou através de alegorias, desorientação, visões surreais, simbolismo e metáforas.

LEIAM – Elden Ring: Shadow of the Erdtree | A expansão… do número de vezes que morri

É fácil fazer paralelos com filmes como Shutter Island e 12 Monkeys, que trazem o tema de delírio e loucura. O Diogo também citou Jacob’s Ladder, mas ainda não assisti. Outros momentos de Sanitarium me lembraram a forma de contar a trama semelhante ao jogo To The Moon.

Abaixo, adicionei spoilers. Caso não deseje estragar sua experiência, sugiro abraçar e aceitar todos os absurdos que são apresentados durante a história.

Efeitos sonoros, música e vozes da minha cabeça

Sanitarium
Fonte: segmento da live do canal Arcade Noé

O jogo inicia com um alarme disparado e sons de gritos e desespero. Confesso que, de imediato, já tive um desconforto bem grande que me fez procurar o botão do alarme o mais rápido possível. Os efeitos são bons e a dublagem é aceitável, apesar de achar que, em alguns momentos, faltava interpretação do protagonista.

LEIAM – Phantasmagoria 2 | Eu sou louco? Eu sou louco? Eu não to louco!

As músicas encaixam muito bem também. No geral, ou são trilhas ambientais bem perturbadoras ou músicas instrumentais minimalistas e melancólicas. Destaque para o tema Sarah.

O único ponto que me incomodou na parte de áudio eram os níveis de som quando se entrava em um puzzle ou quando se mudava de um ambiente para outro no jogo. Sempre havia uma variação que me incomodava.

Gráficos, vídeos e alucinações visuais

Sanitarium
Fonte: segmento da live do canal Arcade Noé

Na minha opinião, os gráficos de Sanitarium envelheceram relativamente bem. Os cenários e personagens são em 3D pré-renderizados. Na resolução do jogo (640×480), funciona muito bem. Aumentando a escala, acaba estourando um pouco, mas nada que incomode.

Os vídeos CGI também são agradáveis. Considerando outros vídeos 3D de jogos contemporâneos ao Sanitarium, este sobreviveu bem. Possivelmente por evitar mostrar rostos.

Minha única dificuldade foi enxergar alguns itens, dada a baixa densidade de pixels.

Jogabilidade, movimentação e espasmos involuntários

Fonte: segmento da live do canal Arcade Noé

Sanitarium é um adventure/point-and-click com interações com botão esquerdo do mouse e movimentação com botão direito. É simples e funcional. Não possui diversos verbos como jogos da LucasArts. Não possui combinação de itens no inventário. Não adiciona complexidade desnecessária.

Minhas únicas reclamações são com a velocidade de movimento do personagem e certa dificuldade para encontrar os spots clicáveis no cenário de Sanitarium. Às vezes, demandava muito tempo ir e vir pelo mapa; em outras, é necessário caçar qual pedra de um amontoado no chão é possível clicar ou em qual pedaço do mapa é possível andar.

Reprodução – Internet

Teorias e spoilers

Segue análise escrita por Mewd no fórum AdventureGamers

Resumo do Enredo:

Este é um resumo montado das cenas de flashback do ‘mundo real’ que são exibidas em momentos chave.

Max é um pesquisador médico perfeitamente comum que foi levado à carreira médica pela culpa de sua irmã Sarah ter morrido de uma doença desconhecida. Na busca para evitar tragédias semelhantes, Max se empenha em encontrar uma cura para o DNAV, uma doença misteriosa que afeta apenas recém-nascidos. Sua pesquisa o leva, junto com sua esposa, para a região dos Astecas na América Central; onde Max está convencido de que encontrará uma cura baseada no fato de que uma tribo de antigos aldeões astecas sobreviveu a uma praga sem o uso de tratamento médico. Max fica frustrado, pois, apesar de passar muito tempo investigando, não encontra nenhuma evidência de uma cura. Ele ouve dizer que seu antigo colega, Dr. Morgan, está trabalhando arduamente na Mercy Corporations para inventar a droga Hope, que promete curar o DNAV que está dizimando os recém-nascidos. Max, vendo seu trabalho atual como um fracasso, decide que talvez deva voltar para casa e ajudar seu antigo colega, que está próximo de uma cura real, em vez de buscar uma cura sozinho de maneira arrogante.

Max retorna para casa e começa a trabalhar com Morgan; infelizmente, muitos dos sujeitos de teste tratados com a droga Hope morrem. A pesquisa continua, e Max passa muito tempo longe de casa, tentando descobrir o que está errado. Sua esposa, infeliz por estar sozinha enquanto Max está consumido pelo trabalho, frequentemente lembra-lhe de sua insatisfação. No entanto, Max está determinado a encontrar uma cura.

Em algum momento, Max está rodando simulações em seu computador para a droga Hope e a vê falhar diante de seus olhos mais uma vez. Então, ele tem uma inspiração e, ao notar uma pequena foto de sua viagem de pesquisa na selva asteca, tem uma revelação e percebe que a resposta para curar o DNAV estava diante dele o tempo todo, aparentemente na foto.

LEIAM – Creepy Tale: Some Other Place | Análise

Ele rapidamente realiza uma simulação e fica eufórico ao ver que funciona. Ele então direciona todos os recursos da empresa para pesquisar essa cura, mas Morgan corta seu financiamento. Em uma reunião, Morgan explica que Max estava se distraindo demais com uma promessa vaga de cura, quando deveriam se concentrar na droga Hope para aperfeiçoá-la. Max fica enfurecido, acusando Morgan de estar buscando apenas lucros e prestígio em vez de curar a doença. Max ameaça deixar a empresa, mas Morgan lembra a ele que sua irmã Sarah não morreu de DNAV e que ele estava levando isso muito para o lado pessoal. Morgan cede e tenta conceder a Max algum financiamento para sua pesquisa, e a reunião termina de forma tensa.

Morgan corta os cabos de freio do carro de Max, na tentativa de impedi-lo de roubar a riqueza e o prestígio que ele obteria com sua cura. Morgan possivelmente faz isso não só por essa razão, mas também para usar a droga Hope como meio de mostrar a seu pai cruel e depreciativo que ele não é um fracasso.

Max dirige para casa, conversando com sua esposa ao celular enquanto desce uma estrada de montanha molhada pela chuva, e não consegue reduzir a velocidade. Seu carro sai da estrada e Max quase morre no acidente.

O que exatamente acontece em seguida é debatível. Max fica preso dentro do Sanatório.

Reprodução – Internet

Teoria do Enredo 1: Não Há Sanatório

“Esta teoria propõe que o jogo inteiro jogável é uma ilusão completa. Apesar dos capítulos no Asilo, isso também faz parte da alucinação causada pelo trauma craniano de Max. Isso é evidenciado durante “O Desafio” quando Max diz: “Eu vejo a conexão agora! Nada disso é real!”

Isso explicaria várias coisas, principalmente por que Morgan de repente é um psiquiatra em um asilo em vez de um médico e como Max acabou em um hospital em vez de ainda estar no asilo. Simplificando, nada disso realmente aconteceu.

A única coisa que realmente impede essa teoria é a virada horrivelmente gráfica que Morgan dá durante a parte “O Laboratório” do jogo. Ele é visto como um monstro desumano que está massacrando pessoas para conquistar a insanidade. Ele está usando crianças clonadas com aparência perturbadora para estudar e colher a “carne insana”.

Isso é espelhado no capítulo de Grimwall, onde Gromna comete atrocidades semelhantes. É possível que tudo isso represente o desdém de Max por Morgan por não ajudá-lo com sua cura, ou pode ter sido apenas a maneira do designer do jogo de construir um impulso contra Morgan como antagonista. De qualquer forma, parece uma tangente solta. Se você terminar o jogo assumindo que havia mais nos planos de Morgan do que simplesmente encher os bolsos, provavelmente sairá do jogo com a sensação de que ele não terminou corretamente.

Outra coisa a considerar são os avisos ominosos que Max recebe sobre estar preso neste lugar. Talvez isso seja orientação divina; é difícil dizer. No clímax, onde Morgan injeta o IV de Max com o misterioso líquido verde, vemos repetidamente uma representação “viral” de Morgan que está tentando mantê-lo restrito em sua própria mente, mas a droga real ainda não entrou em seu corpo. Todas essas coisas combinadas lançam algumas dúvidas sobre essa teoria, embora tudo possa ser atribuído a alucinação e exagero mental. A especulação nos leva à segunda teoria do enredo.”

Reprodução – Internet

Teoria do Enredo 2: Droga da Insanidade

“Esta é uma teoria alterada que é muito menos coerente; mas foi a impressão que tive na primeira vez que joguei. O nível “O Laboratório” desempenha um papel muito maior aqui; em que os estudos de Morgan sobre caçar e capturar a insanidade são factuais. Se o asilo é real ou não é discutível, mas o principal aqui é que Max foi injetado com um estranho líquido verde que parece ter sido colhido dos bebês de tubo de ensaio. Minha sugestão é que este seja um ‘Soro da Insanidade,’ com o qual se pode infectar um indivíduo perfeitamente normal e torná-lo insano.

Durante o clímax, Morgan injeta o IV de Max com essa substância. Pode muito bem ser veneno; considerando que mata você se chegar ao seu braço, mas parece notavelmente semelhante à injeção que você recebeu antes de se transformar em Grimwall.

Se o Asilo fosse real, então Morgan poderia idealmente tê-lo injetado com o soro e colocado no hospício para impedi-lo de espalhar informações sobre sua cura. É improvável que Morgan tenha conseguido se tornar o médico-chefe de um asilo apenas para fazer isso, no entanto. A menos, é claro, que a Mercy Corporations tenha seu próprio asilo; mas isso seria apenas se aprofundar em desculpas sem fundamento. Essa teoria é possível, mas parece terrivelmente improvável.”

Sanitarium
Reprodução – Internet

Considerações finais

Por algum motivo que não sei explicar, eu nunca persisti em jogar Sanitarium além daquela área inicial quando era criança/adolescente. Foi a melhor decisão que eu tomei.

Por quê? O jogo é ruim? Não! muito pelo contrario!

Só que para poder absorver as diferentes camadas e nuances de Sanitarium, se faz necessário um pouco de vivencia e entendimento da vida. Algo que, quando adolescente, tenho certeza que não conseguiria aproveitar e simplesmente achar que se trata de um jogo “pirado”.

Por exemplo, na vida adulta, as vezes nos dedicamos em demasia pelo trabalho e isso pode afetar a vida amorosa com o(a) companheiro(a). Ou uma internação por alguma infecção que te faz ter febre e delírios, e lidar com efeitos colaterais de analgésicos bem potentes.

Na minha opinião, Sanitarium  é um bom jogo e com uma história bem diferente. Já joguei outros adventures e no geral eles tem uma temática bem leve e bem humorada. Um que tentou ser mais na pegada adulto e terror foi Phantasmagoria, mas o resultado final foi uma entrega galhofa e que não causa inquietude e desconforto como Sanitarium.

O jogo tem pequenos defeitos, como as já citadas dificuldades para saber as áreas que são clicáveis e que tem movimentação permitida. Merecia um carinho da DotEmu para rodar o jogo em resoluções maiores, com scaling filters e algumas qualidades de vida.

Recomendado! Vá verificar nas promoções das suas plataformas de serviços de distribuição de jogo digitais favoritas(que não me pagam nada)

Você pode acompanhar a jogatina inteira na playlist Sanitarium do canal Arcade Noé.

Nota: JOGUEM!

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Leisure suit Larry – Wet Dreams don’t Dry | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/02/24/leisure-suit-larry-wet-dreams-dont-dry-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/02/24/leisure-suit-larry-wet-dreams-dont-dry-analise/#comments Sat, 24 Feb 2024 22:06:27 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=15987 Imagino que quem tenha se deparado com a notícia do lançamento deste jogo 5 anos atrás deve ter tido uma reação do tipo: “Larry? Larry Laffer? Em pleno 2020? Sei não hein… Acho que isso não vai dar certo.”. De qualquer forma, no fim das contas eu comprei o jogo e lá fui jogar em […]

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Imagino que quem tenha se deparado com a notícia do lançamento deste jogo 5 anos atrás deve ter tido uma reação do tipo: “Larry? Larry Laffer? Em pleno 2020? Sei não hein… Acho que isso não vai dar certo.”. De qualquer forma, no fim das contas eu comprei o jogo e lá fui jogar em meu Playstation 4.

Depois finalmente terminar o jogo, eu decidi vir até aqui e contar a todos vocês como foi a minha experiência com o Leisure suit Larry – Wet Dreams don’t Dry.

Uma pequena aula de história

Larry Laffer é o protagonista da serie “Leisure Suit Larry” criada por Al Lowe tendo sua estreia em 1987. Os games tem os adultos como público alvo pra se ter uma ideia o game que deu inspiração ao criador foi nada mais nada menos que softporn, dai surgiu o nosso personagem cafajeste que tem como o único objetivo ficar com garotas mas acaba sempre se metendo em confusão em histórias repletas de piadas machistas.

LEIAM – Leisure Suit Larry: Wet Dreams Dry Twice | A saga molhada continua 

Como criar um enredo com um personagem dos anos 90 tão “problemático” nos tempos modernos? A Crazy Bunch conseguiu e eu vou te contar logo a seguir com as minhas impressões do jogo.

Leisure suit Larry - Wet Dreams don't Dry
Reprodução: Internet

E o enredo do game?

Nosso protagonista Larry acorda de forma misteriosamente no futuro (o nosso presente), mas não demora muito para dar de cara  o bar do seu amigo de longa data, Lefty. Em sua busca para entender o que aconteceu, ele busca informações com seu amigo que lhe conta que Larry ficou desaparecido por cerca de 30 anos, e o atualiza sobre os eventos importantes que ocorreram durante sua ausência no mundo.

Sem perder tempo, nosso galanteador avista uma jovem no bar e tenta se aproximar dela, o que nos leva a encontrar um celular durante o desenrolar da historia. E isso nos leva a sede de uma grande empresa de eletrônicos onde conhecemos a proprietária da empresa, Faith. Personagem essa na qual ele se apaixona a primeira vista, e ela  propõem só sairá com Larry assim que ele alcançar 90 pontos no aplicativo de encontros “Timber”. E este será o objetivo principal do jogo em Leisure suit Larry – Wet Dreams don’t Dry.

Por incrível que pareça a história se desenrola bem, no jogo, Larry, por mais que seja um cafajeste é um personagem um tanto ingênuo. Friso aqui que me diverti com os diálogos dele com a IA de seu celular, pois ela lembra muito um tiozão de WhatsApp.

O jogo também faz piadas com alguns estereótipos, como um bar vegano, um personagem homossexual que é um fortão de academia e outros personagens nerds bem pastelões. O que me chamou a atenção foi a maneira como Larry lida com esses estereótipos durante o jogo, pois apesar de brincar com isso,  ele conta passa uma mensagem de respeito ao personagem.

Leisure suit Larry - Wet Dreams don't Dry
Créditos: CrazyBunch – Assemble Entertainment

Sobre o visual e jogabilidade

Leisure suit Larry – Wet Dreams don’t Dry é um point and click  e tem todos os cenários desenhados a mão com centenas de referências a pênis e vaginas, com alguns detalhes que chegam a ser exagerado.

Durante a minha jogatina no PS4 eu não percebi problemas nos diálogos do jogo, exceto alguns que no loading do cenário da academia por duas vezes. Incluo esse comentário por quê seu sucessor, Wet Dreams don’t Dry Twice, também tem esse problema para carregar os cenários.

LEIAM – Jujutsu Kaisen Cursed Clash | Uma abordagem distinta dos Arena Fighters de Anime

Como estamos falando de um game point and click, eu não poderia deixar de falar dos puzzles que são bem sem sentido. O jogo aposta nos puzzles malucos para dar um tom de humor e que no geral funciona, mas tem um ou outro que acaba ficando extremamente confuso e sendo bem difícil de resolver.

Leisure suit Larry - Wet Dreams don't Dry
Créditos: CrazyBunch – Assemble Entertainment

Conclusão: 

Leisure suit Larry – Wet Dreams don’t Dry é um game que não apresenta nada novo ou revolucionário, porém, para quem conhece ao menos um pouco da saga de Larry, sabe que não foi uma tarefa fácil trazer este personagem para os tempos modernos.

Por sorte a Crazy Bunch conseguiu tal feito e sem apelar ou destruir a essência do personagem e ainda conseguiu passar uma mensagem positiva, mesmo que sútil durante a resolução das quests do game. O jogo aposta em um humor que não costumamos ver nos jogos modernos, principalmente para adultos.

Pode ser um humor que não agrade a todos, mas certamente pode despertar o desejo de nos trazer jogos bem humorados.

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Quest for Infamy | A Jornada de um anti-herói https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/03/16/quest-for-infamy-a-jornada-de-um-anti-heroi/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/03/16/quest-for-infamy-a-jornada-de-um-anti-heroi/#respond Wed, 16 Mar 2022 23:21:28 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=10367 Eu não acho que os point’n clicks estejam morrendo. Honestamente. Falo isso porque recentemente, um vídeo do canal Triple Jump sobre gêneros que estão morrendo ou faleceram, mencionou point’n clicks. E eu discordo. Talvez eles não estejam mais no mainstream, mas francamente, com a insistência da indústria em jogos que sejam corredores de 60 horas […]

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Eu não acho que os point’n clicks estejam morrendo. Honestamente. Falo isso porque recentemente, um vídeo do canal Triple Jump sobre gêneros que estão morrendo ou faleceram, mencionou point’n clicks. E eu discordo.

Talvez eles não estejam mais no mainstream, mas francamente, com a insistência da indústria em jogos que sejam corredores de 60 horas que seguram na sua mão e a cada cinco minutos te aponta na direção do objetivo, é difícil pra um gênero que faça o jogador PENSAR, chamar a atenção.

Mas ainda que as empresas grandes ignorem os adventures, ainda existem as empresas médias e pequenas que apostam no nicho, como a Daedalic, que possui um bom portfólio do gênero (como a série Deponia, que discutimos no passado aqui no site), e produtores menores que contribuem para que o gênero permaneça vivo, no ano passado tivemos Encodya por exemplo, além de diversos portes de jogos de PC para consoles. E sim, evito falar muito sobre os jogos da Telltale porque honestamente, eles deixaram de ser adventures para serem basicamente filmes interativos, e por mais que eu goste de Tales from Borderlands e Back to the Future, fica difícil colocá-los no mesmo balaio que os antigos Sam & Max ou Quest for Glory.

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Por quê menciono Quest for Glory, a fantástica série da Sierra, você pergunta? Bem, o jogo da análise de hoje, Quest for Infamy, começou sua jornada sendo um fangame inspirado por Quest for Glory, só que ao invés de você controlar um herói, você seria o cara mal.

Só que Steven Alexander e Shawn Mills, perceberam que se você fosse um cara malvado que simplesmente chegasse nos vilarejos matando todo mundo, não teria necessariamente uma história pra contar. Então ao invés de fazer Roehn, o protagonista, ser um vilão, o transformaram num anti-herói, um cara que as vezes tá no lado errado da lei, geralmente pensa mais em si mesmo, mas que no fundo não é necessariamente um mal sujeito. Tipo o Han Solo.

Após recrutarem uma equipe, intitulada Infamous Quests, em 2012, um Kickstarter foi lançado com sucesso, para em 2014, o jogo sair no Steam. Oito anos depois, o jogo chega aos consoles.

Será que ele vale o seu tempo?

Quest for Infamy
Reprodução/ Ratalaika -Infamous Quests

Cultistas, delegados corruptos e um artefato amaldiçoado

Você está no papel de Roehm, um bon vivant que acaba “preso” no vale de Krasna quando uma aventura romântica dá MUITO errado. Lá, numa cidadezinha, ele tem que encontrar um meio de sobreviver e acaba se envolvendo em muitas tretas ao longo do caminho, incluindo um Culto, um delegado babaca pra caramba e um artefato chamado Olho de Jaagar.

No fim das contas, mesmo não sendo a pessoa moralmente correta para a missão, acaba sendo ele quem salva o dia, a sua própria maneira… Com direito a muitas piadas. Em termos de narrativa, Quest for Infamy é misto, já que em um lado, temos boas sacadas, mas ao mesmo tempo, algumas piadas geram zero resposta de mim.

Quest for Infamy
Reprodução/ Ratalaika -Infamous Quests

Um jogo de escopo enorme

Quest for Infamy traz influências enormes de Quest for Glory, o que não é incomum, já que a série da Sierra foi a principal fonte de inspiração, e não somente isso, mas junto com o remake (gratuito) de Quest for Glory 2: Trial by Fire (que você pode baixar aqui) e Heroine’s Quest: The Herald of Ragnarok, Quest for Infamy foi um dos poucos projetos nascidos nos fóruns da Tierra (um grupo de fãs que hoje atende pelo nome de AGD Interactive) que saiu da fase de conceito e se tornou um jogo completo.

O jogo tem toda a pegada de um point’n click, colete itens, vá de um ponto ao outro, resolva certos enigmas com soluções que só fazem sentido no mundo do jogo (arrancar os dentes de ferro de uma criatura, distrair o ferreiro com uma caneca de vidro arremessada ao longe e então usar a forja pra derreter esse ferro é um dos exemplos), e tudo que esperaríamos do gênero, mas… Quest for Infamy também é um RPG, com um twist. Após alguns dos eventos iniciais do jogo, você poderá escolher um mentor que irá definir a sua classe.

A classe que você escolhe (bandido, feiticeiro ou ladino) define o tipo de habilidades que você vai poder usar e algumas das quests que você irá realizar. E obviamente, como RPG, combates irão acontecer e eles são simples, e explicados. No menu de combate você vai poder escolher o tipo de ataque (stab, hack e slash), defender ou utilizar um item. Seus ataques tem porcentagens de acerto, e conforme você as usa, eles vão melhorando. Itens podem ser usados pra cura e magias podem ser usadas pelo feiticeiro, se você tiver os ingredientes para realizar a magia.

Apesar da aventura ser relativamente linear, o mundo de Quest for Infamy é ENORME e não é difícil ficar perdido, então não se acanhe se precisar de um detonado, esse é um daqueles jogos que você pode precisar.

Mas, apesar das múltiplas escolhas em diálogo e múltiplas classes, no fim das contas o resultado é linear e muitas das suas escolhas só alteram os diálogos, e não o resultado final da sua aventura. Mas como eu disse, as influências de Quest for Glory são latentes, e conforme se avança no jogo, percebe-se coisas aqui e ali, de determinados trechos da série.

Reprodução/ Ratalaika -Infamous Quests

O narrador é a melhor parte do jogo

Graficamente, para um point and click na pegada retrô, Quest for Infamy é tão bonito quanto poderia ser nos personagens in-game. Em combate, os sprites são mais detalhados e decentemente animados. E os cenários… Bem, os cenários do jogo são maravilhosos, muito mais bonitos do que Sumatra: The Fate of Yandi e Trails and Traces: The Tomb of Thomas Tew, outros adventures em pixel art que analisamos.

Os retratos dos personagens em diálogos são uma caixinha de sortidos, porque por um lado temos personagens retratados de maneira mais pixelada, como se saídos de um quadrinho, outros retratos ficaram mais foto-realistas, não sei dizer se ruim ou diferente, mas o contraste chega a me incomodar um pouco.

Vou ser honesto, eu não prestei tanta atenção na música. Sério. Mas por outro lado, a dublagem… Bem, varia de personagem pra personagem, mas a maioria cumpre bem seu papel, entregando as falas dependendo do tipo de personagem que é.

E o destaque da dublagem, certamente é o narrador, especialmente porque ele sempre tem um comentário quando você clica pra interagir com algo que não dá pra interagir, não daquela maneira. Como quando você tenta falar com o chão, ou toca a si mesmo (com a opção pra pegar itens, que fique claro);

Reprodução/ Ratalaika -Infamous Quests

Uma grande aventura sólida

Se você é um daqueles velhos que curtia a série Quest for Glory, então a compra de Quest for Infamy é uma boa pedida, o mesmo vale para quem curte os point’n clicks mais antigos. O humor pode não ser para todos, mas não se nega que é um jogo sólido. Só queria que fosse menos gigantesco no universo, porque é muito fácil se perder.

Quest for Infamy está disponível para PlayStation 4, PlayStation 5, Nintendo Switch, Xbox One e Xbox Series X | S, além da versão original de PC. 

Créditos extras ao Hardcore Gaming 101 pelas informações sobre a produção do jogo.


Esta análise foi feita no PlayStation 4 com uma cópia digital do game gentilmente cedida pela Ratalaika Games.

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Encodya | O robô irá lhe proteger https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/12/19/encodya-o-robo-ira-lhe-proteger/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/12/19/encodya-o-robo-ira-lhe-proteger/#respond Sun, 19 Dec 2021 12:58:44 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=9090 No momento que você estiver lendo esse artigo, eu provavelmente vou ter saído de casa pela primeira vez em meses (sem contar as idas ao posto para a vacinação), já que a última vez que havia saído, foi pra visitar o zoológico (que tem o nome fresco de Bioparque). E honestamente, não tem muito a […]

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No momento que você estiver lendo esse artigo, eu provavelmente vou ter saído de casa pela primeira vez em meses (sem contar as idas ao posto para a vacinação), já que a última vez que havia saído, foi pra visitar o zoológico (que tem o nome fresco de Bioparque). E honestamente, não tem muito a ver com o fato de eu estar desempregado. Mesmo quando eu trabalhava, eu sempre fui um bicho mais caseiro. Saídas eram geralmente reservadas a coisas como a Bienal do Livro e tal.

Por quê estou escrevendo sobre isso? Sei lá. Enfim, o Chaosmonger Studio foi fundado no começo dos anos 2000 pelo italiano Nicola Piovesan, a princípio, o foco sempre foi em produções audiovisuais, com curta metragens variados.

LEIAM – The Game Awards | Refletindo sobre os anúncios

Em 2017, graças ao financiamento do Kickstarter, um curta metragem chamado “Attack of the Cyber Octopuses” foi lançado, o que levou a um outro financiamento de curta que seria lançado em 2019, chamado “Robot will Protect You”, que estrelaria Tina, uma das personagens de AotCO, só que 17 anos antes.

Desse curta, saiu mais um financiamento, dessa vez, de um jogo, a primeira vez que o Chaosmonger adentraria o mercado de jogos. E no começo de 2021, chegava aos PC’s, o adventure Encodya.

E em novembro desse ano, o jogo finalmente foi lançado para os consoles. Será que a jornada vale a pena? Ou Encodya é um point and click que merece ser esquecido por suas falhas catastróficas?

Sigam-me os bons!

Encodya
Créditos: Chaosmonger Studio

Uma jornada para salvar Neo-Berlim

Neo-Berlim, no ano de 2062. Tina, uma órfã de 9 anos de idade, vive com SAM-53, seu desajeitado robô guardião, em um abrigo improvisado no topo de um prédio de Neo-Berlim, uma megalópole sombria controlada pelas corporações.

Tina é uma criança da selva de pedra, que aprendeu a viver sozinha, arrumando coisas no lixo da cidade, e sobrevivendo disso. Seu robô está sempre junto dela, programado para protegê-la, não importando a situação.

Um dia, a garota descobre que seu pai lhe deixara uma importante missão: finalizar seu plano de salvar o mundo dos monótonos tons de cinza. Tina e SAM embarcam numa aventura cheio de criaturas robóticas bizarras, e seres humanos grotescos.

LEIAM – Game Dev Story | Seja o desenvolvedor e vicie no processo

O enredo de Encodya possui humor, mas não é aquela coisa escrachada que vimos em Leisure Suit Larry e que era 50/50, ou eu ria feito um desgraçado ou ficava com cara de nada.

Aqui é um humor mais “espertinho”, sutil e não permeia toda a jornada em si. Algumas referências durante a jornada vão fazer umas risadas altas (uma no final do jogo me fez rir alto) ocorre, mas a história mistura bem a questão do humor, com o drama da jornada de Tina para cumprir a missão que seu pai lhe deixara.

Nem todos os personagens são exatamente marcantes, já que alguns dos que você interagem, são basicamente parte do cenário. Mas, ainda assim a jornada é legal de ver, porque no fim, as pessoas que Tina interage na jornada, aparecem no final.

Encodya
Créditos: Chaosmonger Studio

É um point and click bom, maaas…

Encodya é um adventure point and click, então sabemos o que esperar… Mais ou menos. Ele possui dois personagens jogáveis, Tina e Sam. Tem momentos em que você precisará jogar usar a Tina, porque ela interage melhor socialmente com certas pessoas.

Porém, Sam também é necessário porque tem coisas que só ele pode levantar, locais que só ele alcança e robôs que só falam com ele por conta da linguagem robótica.

Enfim, as típicas presepadas do gênero estão aqui. Combinar itens de maneira absurda, conversar com as pessoas pra conseguir pistas e solucionar enigmas.

LEIAM – Lista completa das edições “JOGO + FILME” da WB Games Brasil

Isso aqui soará como reclamação particular minha, porque é, mas eu fico meio embasbacado com o quanto point’n clicks no PS4 são diferentes uns dos outros no quesito jogabilidade, ainda que no PC eles sejam mais homogêneos nesse departamento, mesmo sendo produzidos por produtoras diferentes.

Mesmo a série Deponia, no PS4, os jogos possuem controles ligeiramente diferentes. Enfim, ao menos Encodya possui um botão pra corrida, o que faz com que a navegação pelos cenários seja rápida.

O jogo é relativamente curto pra um point’n click, com duração total entre 5 e 6 horas (a campanha do Kickstarter diz 6 horas, mas meu save tem 5 horas e quebrados, isso porque eu fiquei QUINZE MINUTOS PARADO em um ponto pra um “Segredo” do jogo que me deu um troféu), mas é possível terminar em menos tempo, tem um achievement pra sub 4 horas.

No geral, Encodya é um bom point and click, mas… Ao menos na versão de Playstation 4, o jogo possui problemas de performance notáveis. Em especial em transição de cenários. Não afeta tanto a jogabilidade, mas é visível até mesmo pro jogador mais casual. A coisa é tão gritante que na cutscenes final, alguns momentos a taxa de quadros cai pra casa de 1 digito.

Créditos: Chaosmonger Studio

Belíssimos gráficos, quase como se fosse um filme jogável

Ok, o título da parte gráfica é uma piada com o fato de que o jogo foi inspirado no curta animado dos próprios produtores. Não sei exatamente o quanto de assets da animação foi reaproveitado, mas divago. O jogo possui cenários lindos, evocativos de uma versão um pouco cartunizada do estilo cyberpunk.

Ainda que a estética de mundo dominado por corporações esteja ali, é tudo menos agressivo. Dito isso, na metade final do jogo, o jogo dá um 180 no design de cenários, contendo campos e florestas verdejantes, mas não menos impressionantes.

Os modelos dos personagens possuem um estilo que me lembrou um pouco o remake de Monkey Island que saiu na década passada, com o estilo cartunizado. E como não pude jogar os remakes na época (e nem depois, mas enfim), isso aqui ficou bem legal, apesar de a princípio parecer estranho (isso é uma coisa que digo de todo point’n click que analiso aqui.)

A dublagem é um ponto bastante positivo, especialmente que Richard Epcar (Raiden em Mortal Kombat, Ansem em Kingdom Hearts) e Lizzie Freeman (Yanfei em Genshin Impact, Popoi no remake de Secret of Mana) reprisaram seus papéis como SAM e Tina… E fizeram um bom trabalho, assim como o resto do cast, que apesar de não ter nomes de quilate, desempenham seus papéis com competência.

A trilha sonora, composta por Yann Latour é um bocado atmosférica. Não no sentido de sons ambientes, longe disso, mas melodias calmas que dão por vezes o tom dramático de uma cena, ou o clima claustrofóbico de uma megalópole cyberpunk.

Não são aquelas músicas que você vai ouvir porque são músicas que te agitam, mas fora do jogo, você pode ouvi-las tranquilamente pra relaxar.

Créditos: Chaosmonger Studio

Quase recomendado

Se não fossem os problemas de performance, a recomendação de Encodya seria do tipo sem pensar duas vezes. Mas, isso deixa as coisas meio em cima do muro. É um bom point and click, mas do jeito que está no PS4, aguarde uma promoção.

Não sei se esses problemas de performance existem no PC, então não tenho autoridade pra falar. Honestamente, depois de pesquisar pra essa análise, fiquei com vontade de assistir aos dois curtas que originaram o jogo.

Enfim, Encodya está disponível para PC, Nintendo Switch, PlayStation 4 e Xbox One.


Essa análise foi feita com uma cópia digital de PlayStation 4 gentilmente cedida pela Assemble Entertainment.

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Trails and Traces: The Tomb of Thomas Tew | O Review https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/07/12/trails-and-traces-the-tomb-of-thomas-tew-o-review/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/07/12/trails-and-traces-the-tomb-of-thomas-tew-o-review/#respond Mon, 12 Jul 2021 08:00:45 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=7798 Eu queria colocar um subtítulo longo para a análise pra fazer piada com o título excessivamente longo do jogo, mas resolvi fazer um contraponto com um título curto. É, totalmente não foi porque não consegui fazer uma piada com a quantidade de T’s no título do jogo. Não senhor. Enfim. Lembro de ter dito em […]

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Eu queria colocar um subtítulo longo para a análise pra fazer piada com o título excessivamente longo do jogo, mas resolvi fazer um contraponto com um título curto. É, totalmente não foi porque não consegui fazer uma piada com a quantidade de T’s no título do jogo. Não senhor.

Enfim. Lembro de ter dito em algum review por aqui pelo site (que não lembro qual foi porque escrevi muitos), que estava pegando gosto por jogar adventures point’n click. (E a propósito, desinstalei Post Mortem e Still Life do PC, porque francamente, jogar point’n click no touchpad do notebook é 100% derrota.).

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Pois bem, o título de hoje é mais um point’n click que tive a oportunidade de jogar, o trabalho (quase) de um homem só, “Trails and Traces: The Tomb of Thomas Tew”, desenvolvido pela Because Because Games em 2019 para PC e lançado em 2021 pela Ratalaika Games no PlayStation 4, Xbox One e Nintendo Switch.

Procurando as pistas de um pirata morto

Em 1695, o pirata Thomas Tew, durante um ataque a um navio mongol, foi atingido por uma bala de canhão e aparentemente morreu… Ou será que não?

Nos dias de hoje, o Detetive Particular James Labbett pega o casa de um desaparecimento, que muda de rumo e se torna uma aventura para descobrir a verdade do que aconteceu com Tew. Só que ele não é o único interessado nisso.

A trama do jogo se desenvolve num ritmo muito rápido, o que começa com a ajuda a um desabrigado, passa para um caso de desaparecimento e depois a busca de pistas sobre um artefato que pode colocar o mundo em risco.

Um adventure a moda antiga

Trails and Traces: The Tomb of Thomas Tew

O jogo é um point’n click, então basicamente espere as coisas comuns ao gênero. Clique num ponto da tela para ir até ele, resolva enigmas desnecessariamente complicados e no geral, exerça sua criatividade. Talvez a maneira com que Deponia tenha sido portado para consoles me deixou despreparado, já que não há como mover o personagem com o analógico, somente clicando com o ponteiro.

E assumo aqui também que ter jogado dois adventures consecutivos (Thomas Tew e Sumatra: Fate of Yandi – Falaremos sobre esse aqui em uma outra ocasião), os dois me confundiram um pouco porque ambos possuem maneiras diferentes de acessar o inventário.

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No geral, Trails and Traces: The Tomb of Thomas Tew é um jogo curto que pode ser terminado em cerca de uma hora se você souber o que estiver fazendo (ou um pouco mais se você for bobo o suficiente para explorar todas as possibilidades, tipo, usar o megafone em alguma pessoa aleatória).

O humor do jogo não me capturou tanto, é uma coisa subjetiva, mas o fato é que eu gostei mais do jogo quando ele não tentava me fazer rir. Porque por mais absurda que a história seja, ela meio que funciona.

Os gráficos desse jogo… Existem

Trails and Traces: The Tomb of Thomas Tew

A princípio, os gráficos do jogo me assustaram, porque eles pareciam diferentes. A arte promocional do jogo não te prepara para o que está in-game, mas você se acostuma rápido com os gráficos em pixel-art do jogo. Eles não são os mais belos, mas os cenários dão muitas vezes uma ótima impressão de 3D com o uso das cores e ângulos pra simular profundidade. A movimentação dos personagens na tela é… Divertida, por assim dizer, e com isso me refiro a parecer que eles estão com assaduras e andam feito pinguins.

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O jogo se destaca na dublagem, que consegue deixar o jogo mais divertido. Boa parte dos personagens foi feita pelo próprio programador do jogo. A trilha sonora… É funcional. Não me recordo bem das músicas, pois faz algum tempo desde que terminei ele. Mas ela não ofende quando usada e isso é algo a se considerar.

É divertido, mas não é essencial

Trails and Traces: The Tomb of Thomas Tew

Trails and Traces: The Tomb of Thomas Tew é um jogo ligeiramente divertido e curto, mas se você está com aquela ânsia de point’n clicks, existem alternativas melhores no mercado. Dá pra aguardar alguma promoção se quiser jogá-lo.

O jogo está disponível para PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series, Nintendo Switch e PC.

Essa análise foi feita com uma cópia digital de PlayStation 4 gentilmente cedida pela Ratalaika Games.

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Deponia | As desventuras de um anti-herói no ferro velho infinito https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/05/25/deponia-as-desventuras-de-um-anti-heroi-no-ferro-velho-infinito/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/05/25/deponia-as-desventuras-de-um-anti-heroi-no-ferro-velho-infinito/#respond Tue, 25 May 2021 15:59:59 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=7378 Eu sempre quis gostar de Adventures Point and Click. Sério. Inclusive antes mesmo de eu receber pra analisar o “Dude, where is my beer?” , eu tinha adquirido alguns jogos do gênero no Steam (inclusive no momento, entre uma coisa e outra, estou jogando Post Mortem), mas eu não sou a mais brilhante das pessoas […]

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Eu sempre quis gostar de Adventures Point and Click. Sério. Inclusive antes mesmo de eu receber pra analisar o “Dude, where is my beer?” , eu tinha adquirido alguns jogos do gênero no Steam (inclusive no momento, entre uma coisa e outra, estou jogando Post Mortem), mas eu não sou a mais brilhante das pessoas e esse tipo de jogo parece exigir massa cinzenta do seu jogador.

E depois de um tempo, eu meio que parei de usar o PC como plataforma principal de jogo (com exceção de visual novels e jogos que meu notebook consegue rodar sem fazer a minha casa explodir).

LEIAM – Dude, Where is my beer? | Eu quero goróó

Bem, numa dessas muitas promoções da PSN, eu comecei a jogar a série Deponia, criada pelo pessoal do estúdio alemão Daedalus Entretainment, conhecida usualmente por seus point’n clicks, e terminei os quatro jogos da série. Falarei um pouco sobre cada um deles a seguir.

DEPONIA

Disponível para: PC/iOS/PS4/Xbox One/Switch
Versão Jogada: PlayStation 4

O primeiro Deponia nos traz Rufus, como o protagonista mais insuportável que eu já vi. Narcisista e egocêntrico, ele deseja sair do planeta lixo onde vive, Deponia, e morar na colônia/cidade flutuante que orbita o planeta, Elysium.

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Obviamente, ninguém leva suas tentativas de sair de Deponia a sério, porque usualmente elas não terminam muito bem, seja para Rufus… Ou todos ao seu redor, seja a sua ex-namorada Toni, ou os conhecidos em seu vilarejo.

Em uma das tentativas, ele acaba conhecendo (entenda como fazendo com que ela caia de uma nave de transporte) Goal, uma habitante de Elysium e nisso, começa a aventura de verdade.

O jogo

Honestamente, em termos de humor, Deponia acerta e erra na mesma proporção. Algumas das tiradas e sacadas do jogo são boas, e outras nem tanto. Mecanicamente falando, no PlayStation 4, ele é deveras básico, os puzzles não são tão complicados e o jogo é fácil de se terminar, e conquistar a platina.

Terminando sem pular os quebra-cabeças não lhe garante uma platina, pois existem algumas coisinhas extras a serem feitos. Ele é basicamente, o que se espera de um primeiro jogo de uma série: Não muito complicado, e experimenta bastante, tendo erros e acertos para serem definidos numa sequência.

Chaos on Deponia

Disponível para: PC/PS4/XONE/Switch
Versão jogada: PlayStation 4

No final do primeiro jogo, Goal e seu noivo Cletus estão retornando para Elysium, só que essa jornada é atrapalhada por Rufus, que em mais uma das suas tentativas de sair de Deponia (que pra chegar nessa tentativa, Rufus matou um passarinho e colocou fogo na casa de uma velha), atinge a nave deles e nisso, todos caem do céu (Incrivelmente a culpa não é do Rufus).

As circunstâncias levam a personalidade de Goal a ser dividida em três, e Rufus precisa convencer as três personalidades, que elas precisam se submeter a uma cirurgia para ser uma só. E enquanto isso, Rufus precisa ajudar a resistência de Deponia a evitar que o Organon (uma organização militar de Elysium) conclua os planos de destruir o planeta de vez.

O jogo

Chaos on Deponia é o meu favorito, sem sombra de dúvidas. Não só pela qualidade do roteiro, que melhorou absurdamente, mas também mecanicamente ele é mais agradável no PS4. Foram melhorias mínimas, mas que fizeram uma enorme diferença no fim das contas.

E o escopo e cenário do jogo foi imensamente ampliado, enquanto que basicamente o primeiro jogo se passa em Kuvaq e na Plataforma de Ascensão, aqui conhecemos mais sobre o Ferro Velho infinito que é Deponia.

Os puzzles estão melhores, e ainda será uma platina relativamente fácil. E um padrão começa a ser observado aqui: Toda vez que Rufus faz algo altruísta, ele acaba metendo os pés pelas mãos e se fode.

Goodbye, Deponia

Disponível para: PC/PS4/XONE/Switch
Plataforma jogada: PC

Por conta da política de censura da Sony, a Daedalus optou por remover Goodbye, Deponia (e Deponia: The Complete Journey) das lojas do PlayStation 4 nos EUA/Europa/Brasil, estando somente disponível na loja de Hong Kong. E como não tenho 12 dólares para um cartão da PSN de lá, tive que jogar a versão de PC, graças ao Chora_BR que me deu o jogo.

Rufus ainda vive em Deponia, o planeta Ferro Velho/Lixão e ainda quer ir para Elysium. Mas ainda assim, ele também quer deter o plano dos Organon de explodir Deponia. Para isso, ele vai contar com a ajuda de aliados imprescindíveis: Seu amigo Bozo (não, não é o palhaço), Goal e a pessoa com quem Rufus mais se importa: ELE MESMO.

Se um Rufus já causava estragos por onde passava, imagine três?

O Jogo

Deponia

Em termos de narrativa, Goodbye, Deponia é tão bom quanto seu antecessor, apesar de viajar bonito em algumas das partes. Mas pelo menos o humor se manteve o mesmo do antecessor.

Agora, pra ser honesto… Jogar no Notebook foi uma experiência inferior a jogar no PlayStation 4.

Talvez tudo se resuma a questão de usar o touchpad do Notebook e honestamente, fica horrível. Com um mouse deve ser mais confortável, usar o inventário rápido na rodinha do mouse.

Porque no PC é mais rápido, mas o touchpad deixa tudo tão sem graça.

Deponia Doomsday

Deponia

Disponível para: PC/PS4/XONE/Switch
Plataforma jogada: PlayStation 4

Deponia Doomsday é a sequência que não é muito sequência, mas é sequência. É um tanto difícil de explicar ele sem dar spoilers do resto da série, mas ele explica muitas das coisas que eram como garantido da série, como a razão de Toni ter terminado com Rufus, e como surgiu a personagem Lotti (A atendente da prefeitura de Kuvaq).

Mas bem, o plot de Deponia Doomsday envolve viagens no tempo, e Rufus novamente tendo que salvar não somente o mundo, mas o espaço-tempo e impedir que uma versão mais velha de si mesmo destrua Deponia, que os Fewlocks (uma paródia dos Morlocks) dominem Deponia e que um bigode cresça.

O jogo

Deponia

A versão de PS4 adicionou um botão pra acelerar o passo! (não sei se ele é existente no porte de Goodbye, Deponia) Infelizmente cortaram a opção de pular a transição de tela.

No geral, tantas risadas quanto Chaos in Deponia e muitos absurdos, incluindo óculos 4D, viagens no tempo e um troféu FILHO DA PUTA que exige todas as combinações diferentes de genes (243) que leva duas horas pra fazer e só não o fiz ainda porque to com preguiça danada.

No geral, dos três que joguei no PlayStation 4, é o segundo melhor. Como deu pra perceber, eu meio que fiquei sem muito o que falar, porque basicamente o que falei sobre cada jogo, foi mais sobre a experiência deles, e um pouco disso, logo, sigamos em frente.

A Jogabilidade

Deponia

A série Deponia, como devo ter explicado lá em cima, são adventures point and click, então basicamente você deve coletar itens, combinar itens, falar com as pessoas e resolver as situações de maneira completamente não convencional, como usar um algodão doce com iluminação fosforescente para seguir os passos, ou pegue um pano e cabelos de um esfregão, para no escuro, se disfarçar de outra pessoa.

Com exceção do primeiro jogo, cada jogo traz um gimmick diferente, no segundo jogo você tem a questão das três personalidades de Goal (Lady Goal, que reflete o lado refinado de Goal, Spunky Goal, que reflete o lado agressivo dela, e Baby Goal, que reflete o lado idealista da personagem). O terceiro jogo trouxe os Três Rufus, que tinham que fazer coisas específicas e trocar itens do inventario dentre si, e no quarto jogo tinhamos a questão dos portais no tempo, e apesar de não ser tão dinâmico quanto nos dois outros jogos, é uma variedade.

Nos momentos chave do jogo, quebra cabeças terão de ser resolvidos, e variam em complexidade e dificuldade. Eles podem ser simples, como montar um quebra-cabeças, enquanto que outros exigem um pouco mais de massa cerebral e em alguns casos, sorte na manipulação do inimigo. E caso você só queira curtir a história (ou fazer speedruns) os puzzles são em sua maioria, opcionais (e claro, eles são obrigatórios, caso queira fazer a platina dos jogos).

Gráficos

Deponia

Apesar do design de personagens não ser pra todo mundo, o trabalho de animação na série Deponia é muito bom.

Os cenários no primeiro jogo podem ser um bocado limitados por conta do escopo, mas eles vão evoluindo e honestamente, apesar de Chaos in Deponia ser o meu favorito, Deponia Doomsday e Goodbye, Deponia tem os melhores cenários em termos de variação. Apesar do mapa da ilha de Porta Fisco ser daora e termos pequenas visitas a outros pontos de Deponia são legais.

Apesar do estilo cartunesco, a animação em Deponia é boa (quase sempre) e as grandes Cutscenes provam que não são só spriteszinhos pequenos, mas um trabalho real ali da equipe. E mesmo não sendo lá a minha praia, o estilo de Deponia acabou meio que me contaminando.

Departamento Sonoro

Deponia

É no departamento sonoro que Deponia brilha. A trilha sonora, composta por Thomas Höhl e Finn Seliger é bem gostosa de se ouvir, com destaque aqui pros Jingles no começo de cada capítulo com umas rimas absurdas.

Outra música que curto bastante, além dos Jingles, é o hino dos Organon, que Rufus precisa cantar em um momento de Goodbye, Deponia. É basicamente o tema da tela título.

A dublagem em inglês do jogo é absurdamente boa, com destaque para a dupla Kerry Shale e Alix Wilton Regan, que dão voz aos protagonistas Rufus e Goal, com Kerry fazendo trabalho triplo (as vezes mais do que isso) com Cletus, Argus e as outras variações do Rufus… Exceto o Old Rufus (do prólogo de Doomsday Deponia), que foi dublado por David Hayter, numa óbvia referência ao Old Snake.

A série possui dublagens em Alemão (obviamente), espanhol e italiano, mas só ouvi um pouco da dublagem alemã e me parece ok… Mas a língua alemã me é muito alienígena de escutar, por isso não posso dar um parecer mais objetivo acerca do trabalho final.

Quanto a tradução, dos quatro jogos, apenas o primeiro possui tradução em português, mas o trabalho ficou tão aquém do desejado que eu não consegui aproveitar, tendo que voltar a colocar os textos em inglês.

Se curte point and clicks, jogue Deponia

Deponia

Se você curte adventures, dê uma chance a série Deponia, os jogos vez ou outra entram em promoção na PSN e no Steam, dando um alívio ao seu bolso.

São quatro jogos divertidos e que fazem você pensar fora da caixa, rir e xingar os desenvolvedores por causa daquele achievement das 241 combinações. QUEM ACHOU QUE AQUILO ERA UMA BOA IDEIA?

Enfim, a série Deponia está disponível para PC, PlayStation 4, Xbox One e Nintendo Switch, com a análise se baseando nas versões de PlayStation 4 e PC dos jogos.

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Valerie Porter and the Scarlet Scandal | Retro Análise do Sancini #1 https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/05/14/valerie-porter-and-the-scarlet-scandal-retro-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/05/14/valerie-porter-and-the-scarlet-scandal-retro-analise/#comments Fri, 14 May 2021 14:54:53 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=7371 Será que 2009 é um ano que em termos de videogame… Já dá pra considerar Retro? Porque por um lado, Assassin’s Creed 2 é da geração PS3, e foi lançado em 2009, assim como Persona 4, que saiu pra PS2 e é de 2009 também. Mas, não vamos nos ater a semânticas e fingir que […]

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Será que 2009 é um ano que em termos de videogame… Já dá pra considerar Retro? Porque por um lado, Assassin’s Creed 2 é da geração PS3, e foi lançado em 2009, assim como Persona 4, que saiu pra PS2 e é de 2009 também. Mas, não vamos nos ater a semânticas e fingir que só criei esta coluna pra falar de jogos velhos, e não porque ainda não recebi códigos de jogos recentes pra analisar.

Anyway, desde que joguei Dude, Where is my beer, fiquei um pouco mais receptivo a jogos point’n click tradicionais, e não somente Visual Novels, como eu já estava acostumado.

LEIAM – Dude, Where is my beer? | Eu quero goróó

Recentemente eu terminei a série Deponia (aguarde artigo em breve sobre os quatro jogos, só preciso da inspiração) e dentre os jogos da minha lista de desejos do Steam (obrigado, Chora_BR), recebi um singelo jogo casual chamado Valerie Porter and the Scarlet Scandal.

Jornalista e detetive ao seu dispor

Você é Valerie Porter, uma aspirante a jornalista nos anos 20 (1920 e não 2020, quem diria que chegamos ao ponto de usar isso), que começou a trabalhar no jornal de uma cidade, e deve obviamente escrever reportagens. Só que o que começa como um trabalho simples, evolui ao ponto de Valerie investigar um assassinato.

A trama do jogo é bastante simples a princípio, com algumas complicações e reviravoltas, mas conforme se passa o jogo, percebemos que algumas coisas não são o que aparentavam ser e precisamos ir a fundo para resolver os casos.

Jogue no seu ritmo, resolvendo ou não os puzzles

O jogo ele funciona com um misto de Objetos ocultos no cenário e resolução de quebra cabeças. Na área de encontrar os objetos, funciona de maneira bem simplista. Você tem uma lista de objetos a serem encontrados (relativos ou não ao momento do jogo) e precisa encontrá-los na tela.

O jogo dá uma colher de chá, porque é possível utilizar de várias ajudas para encontrar o que for necessário. E caso o jogador esteja com dificuldade, ele pode utilizar uma assistência, porém ela é limitada e possui um cooldown.

Esse cooldown da assistência pode ser eliminado, caso o jogador utilize das pilhas que podem ser encontradas no cenário. Essas pilhas só podem ser utilizadas até o fim do capítulo.

Em alguns momentos, Valerie adicionará determinados itens ao seu inventário. Esses itens particulares, são utilizados em conjunção com determinadas partes do cenário. Não é nada complexo como num point’n click tradicional, mas é utilizado as vezes.

Valerie Porter

Em determinados momentos, puzzles deverão ser resolvidos, e eles possuem uma variedade até que razoável, especialmente se tratando de um jogo de 12 reais.

Você tem puzzles simples, como quebra-cabeças, que são auto explicativos, momentos onde você deve usar sua lábia dando a resposta certa (basicamente seguindo uma linha de um ponto a outro) e puzzles que exigem que você preste atenção nos diálogos, para fazer palavras cruzadas, redigir as matérias e criar a manchete de suas matérias.

LEIAM – Override 2: Super Mech League | Mechas, Monstros e o Ultraman

Não é nada muito difícil, tampouco punitivo, e é possível pular os puzzles, sem punições ao jogador (o jogo não possui conqistas), o máximo que vai ser deduzido do jogador é um score.

Gráficos e sons, na média

Valerie Porter

Graficamente o jogo não é necessariamente um primor, não é feio. Ele é só meio termo. É difícil explicar, não chama a atenção, mas não é ruim. E a trilha sonora do jogo não é muito memorável.

A dublagem por outro lado, apesar da pouca quantidade de personagens, os papéis foram bem representados. A protagonista por exemplo, foi dublada pela Melissa Hutchinson, que posteriormente deu voz a Clementine na série da Telltale de The Walking Dead.

Uma distração rápida, talvez numa promo

Valerie Porter

Valerie Porter and the Scarlet Scandal agrada, apesar de não ser chamativo. Dá pra ser terminado em umas duas, três horas e fazer você fritar um pouco o cérebro.

Só não recomendo jogar o jogo em tela cheia, pois o jogo foi projetado pra 4:3 e fica centralizado em tela cheia. Tinha potencial para dar início a uma série, mas não ficou só nesse.

O jogo está disponível para PC, através do Steam.

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