Arquivos Acesso Antecipado - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/acesso-antecipado/ Um pouco de tudo na medida certa Thu, 24 Apr 2025 18:06:51 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Acesso Antecipado - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/acesso-antecipado/ 32 32 Supercar Collection Simulator | Vendendo (Not) Hot Wheels https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/04/24/supercard-collection-simulator-vendendo-not-hot-wheels/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/04/24/supercard-collection-simulator-vendendo-not-hot-wheels/#respond Thu, 24 Apr 2025 17:22:28 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=20087 As vezes, alguns jogos viralizam não porque são profundos e com valores altos de produção, muitas vezes o jogo que viraliza tem justamente mecânicas absurdamente simples, e premissas mundanas. Claro, todo sucesso gera muitas cópias, isso aprendemos… Com Pong e Space Invaders. Um dos sucessos recentes de premissas mundanas que explodiu pra caralho foi o […]

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As vezes, alguns jogos viralizam não porque são profundos e com valores altos de produção, muitas vezes o jogo que viraliza tem justamente mecânicas absurdamente simples, e premissas mundanas. Claro, todo sucesso gera muitas cópias, isso aprendemos… Com Pong e Space Invaders. Um dos sucessos recentes de premissas mundanas que explodiu pra caralho foi o Supermarket Simulator, que gerou um monte de clones, inclusive alguns MUITO CRETINOS que tem capas e imagens geradas por inteligência artificial. E esses slops feitos de qualquer jeito estão infestando as lojas do Steam e dos consoles. Veja bem, eu não sou completamente contra o uso de AI pra auxiliar nos jogos, mas na minha opinião, existe uma diferença entre você ter o auxílio de AI num projeto pra simplesmente fazer um slop de qualquer maneira. Aliás, falando em super mercado, você sabia que aquele jogo velho, Pick-up Express (o do Gugu) é nada mais nada menos que a reskin de um jogo sueco chamado Mega Game 2? E Mega Game 1, chegou ao ocidente como Mall Mania é um jogo de Super Mercados, onde você tem que pegar as compras com o carrinho de compras, no mesmo estilo de Pick-Up Express.

Outro jogo que estourou, foi o TCG Shop Simulator, onde você é o dono de uma loja de card games, e pode organizar torneios, evitar gente fedida e colecionar cartinhas pra vir as mais raras. Graças a comunidade do Steam, mods permitem mudar das cartas feitas pro jogo para cartas de TCG’s famosos como Pokémon TCG, Magic e Yu-Gi-Oh. Não duvido que tenha um mod com o TCG do Hololive, ou tenha alguém criando esse mod enquanto faço esse texto. Mas por mais que esses jogos tenham sido hits, eles não chamaram minha atenção. O motivo? Eu nunca foi muito fã de Card Games, e Super Mercados… Bem, mesmo sendo de maneira lúdica, gerenciar um deve ser um horror.

Sabe uma coisa que eu gosto, entretanto? HOT WHEELS. Ou carrinhos de metal. A culpa primariamente é do canal 3D Bot Maker. É um canal onde corridas de hotwheels são produzidas com pistas customizadas. É algo fantástico, storylines, rivalidades criadas. E se você for no canal, vai ter horas de conteúdo com carrinhos de várias marcas, desde torneios de Ferraris, a corridas de rali com saltos. E é claro que alguém ia fazer um jogo sobre isso, mas obviamente, sem a licença dos carros.

A Kiki Games lançou em março no Steam, a prévia de Supercar Collection Simulator (Supercar Collection Simulator Prologue) e é claro que algum cretino pegou a ideia, fez um clone, colocou uma capa feita por AI e tá na PSN lá pra quem quiser, um jogo similar, lançado 10 dias antes de Supercar Collection Simulator. Bem, independentemente disso, em acesso antecipado, dia 14 de Abril foi lançado Supercar Collection Simulator. E essa é a nossa análise.

Vou ter minha loja de Carrinhos

Você é uma pessoa, que inspirada por aquele velho comercial de Hot Wheels do Lava Rápido decide criar uma loja para vender Hot Wheels, mas como a licença para vender carros da Mattel é muito cara, você decide por carrinhos genéricos. Para abrir a loja, você fez um empréstimo com um agiota dando um de seus rins como garantia.

Agora, com a loja aberta, você precisa se dividir entre colecionar carrinhos você mesmo, vender carrinhos e conseguir dinheiro suficiente pra pagar a dívida com o agiota e POR QUE TEM UM FILHA DA PUTA ASSOPRANDO UMA FLAUTA AO LONGE? Sim, eu interrompi o review porque tem um filho da puta belzebu chupador de pus e bebedor de espinhas achando que é o Flautista de Hamelin, mas não passa de um músico medíocre feito o Michael… Que Michael? Não interessa no momento. Onde eu estava?

Ah, sim… Conseguir dinheiro. Obviamente, o jogo não tem uma história, eu só criei esse enredo pra fazer um pouco de graça e alongar o texto. E meio que essa é a graça de um simulador desses (também vale pro TCG Shop Simulator, ou qualquer outro jogo de loja), você cria uma narrativa imbecil pra dar um motivo pra você ter aquela loja.

Venda, colecione e amplie sua loja

O looping básico de vendas é extremamente simplório, explicado num tutorial. Você começa o jogo fazendo o primeiro pedido de carrinhos, colocando eles na prateleira e determinando o preço. No começo, você terá que atender os clientes no caixa, mas conforme se avança no jogo, será possível contratar caixas para desempenhar essa função. Você precisa ter cuidado, já que dependendo do preço que colocar, os clientes irão desistir da compra. Claro, que conforme se avança no jogo (ganhando níveis com vendas e abrindo carrinhos), outros tipos de caixas de carrinhos, pistas e skill cards serão disponibilizados e o faturamento vai subir..

E não apenas a compra e venda de carrinhos fará parte, porque há um fator coleção, já que você pode abrir algumas caixas de carrinho para aumentar sua coleção… Claro, existe todo um sistema de risco-recompensa. Eu vendo essa caixinha aqui e faturo a grana, ou abro pra ver se vem AQUELE CARRO RARO. E você pode vender os carrinhos raros, após comprar uma prateleira pra exposição, logo, uma caixa de carrinhos de 15 dólares, pode contar um carrinho que pode ser vendido por 700, 800 dólares. Um lembrete óvio, é sempre tentatr manter um saldo positivo no caixa, pois a cada dia, pagamentos deverão ser feitos.

Assim como no TCG Shop Simulator, você pode organizar torneios de Card Games, aqui você organiza corridas com miniaturas e pistas. Pra ter essas corridas disponibilizadas, é preciso comprar uma mesa (com cadeiras). A Ironia desse jogo é que a mesa é entregue numa caixa com o mesmo tamanho das caixas de carrinhos que você compra. Piadas a parte, também há um componente multiplayer em Supercar Collection Simulator… Infelizmente, como vocês sabem, eu sou ABSOLUTAMENTE AVERSO A MULTIPLAYER, então não vou comentar a respeito.

Decente graficamente

Os gráficos do jogo são funcionais. Você provavelmente já viu alguns desses assets em outros jogos, mas eles servem o propósito deles. Eu honestamente aguardo suporte a mods, para carros famosos serem adicionados por fãs. Inclusive seria um bom contorno ao fato de que não tem a licença da Mattel.

Distração sem fim

Supercar Collection Simulator é um jogo com bastante potencial (O jogo está em acesso antecipado) e oferece um conteúdo bacana pra quem curte carrinhos de Hotwheels. O loop de gameplay é semelhante ao do TCG Shop, mas na minha opinião esse aqui é mais interessante pela temática. Com os elementos de gacha (felizmente sem o lado predatório), possibilidade de online e colecionismo, o jogo é uma boa pedida pra distrair.

Nota final: 8.5/10

Supercar Collection está disponível para PC no acesso antecipado, Android e iOS, e esta análise foi feita com uma chave do Steam enviada pela Kiki Games.

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Wild Woods | Tem pouco conteúdo, mas tem potencial https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/01/17/wild-woods-tem-pouco-conteudo-mas-tem-potencial/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/01/17/wild-woods-tem-pouco-conteudo-mas-tem-potencial/#respond Fri, 17 Jan 2025 19:45:10 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=18982 Olha só, depois de meses de rumores, especulações e vazamentos, a Nintendo finalmente anunciou oficialmente o Nintendo Switch 2, dessa vez não cometendo o erro do Wii-U, colocando um 2 ao lado do nome do console. Sério, o fato do sucessor do Wii não ser um Wii-2 prejudicou muito o console. Porque ele tinha tudo […]

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Olha só, depois de meses de rumores, especulações e vazamentos, a Nintendo finalmente anunciou oficialmente o Nintendo Switch 2, dessa vez não cometendo o erro do Wii-U, colocando um 2 ao lado do nome do console. Sério, o fato do sucessor do Wii não ser um Wii-2 prejudicou muito o console. Porque ele tinha tudo pra ser um sucesso, retrocompatibilidade com o Wii, suporte aos controles do mesmo, a Nintendo tropeçou FEIO NO MARKETING.

Se bem que falha no Marketing define o começo da década de 2010, quem aí não lembra do início flopado que o 3DS teve? A Nintendo deu a volta por cima abaixando o preço do portátil e o próprio Satoru Iwata diminuiu o próprio salário (algo tipicamente japonês). Mas enfim, isso a parte, temos pelo menos dois jogos confirmados para o Switch 2, um novo Mario Kart, e Yooka-Replaylee (que em seu anúncio da versão de consoles, confirmou que sairia para o sucessor do Switch). Provavelmente devem ter alguns outros jogos.

Mudando de assunto… Uma constante ultimamente aqui no Arquivos do Woo, são análises de jogos em acesso antecipado, posso citar Realm of Ink, Ink, Sensei! I Like you so much, Lost Eidolons: Veil of the Witch, Gods of the Twilight e Alterium Shift, sem contar análises de jogos que saíram do Acesso Antecipado como Mars 2120 e Magenta Horizon… Onde eu estava? Sim, acesso antecipado.

É uma mão na roda, mas uma maldição para devs ao mesmo tempo. Por um, você pode conseguir feedback precioso dos jogadores, por outro, gente ansiosa e emocionada demais pode dar um review negativo por conta de bugs ou falta de conteúdo do jogo. Dito isso, a análise de hoje é de Wild Woods, jogo que chegou em acesso antecipado em dezembro de 2024 e tava no meu backlog de reviews de fim de ano. Maaaas, vamos nessa.

Proteja o Vagão e fuja da floresta malégna

Na mística floresta de Eldoria, quatro gatinhos bravos chamados Fluffy, Mittens, Whiskers (the Wonder Cat) e Simba viviam pacificamente, em harmonia com as outras criaturas, e nada tinham a temer. Porém, certa vez, rumores começaram a se espalhar de que uma criatura maligna (malégna) estava a aterrorizar a paz.

Os gatinhos resolveram juntar suas coisas e em sua carruagem, decidem dar no pé, dispostos a evitar a criatura que aterroriza Eldoria. Agora, eles terão que fugir da floresta e defender a carruagem dos perigos que assolam a floresta durante as noites.

Eu certamente inventei metade da história, mas é essa a premissa básica do jogo, você sozinho, ou em coop com até outras 3 pessoas. Olha, eu trabalho com o que tenho, e o jogo não nos dá nada de história, então eu tenho que tirar coisas do rabo.

Boa jogabilidade, mas pouco conteúdo

Vamos começar com um dos negativos de Wild Woods. E isso em geral é um dos males do Acesso Antecipado… Wild Woods tem apenas dois bosses. E considerando que o jogo custa quase 50 reais… É meio difícil dar uma desculpa. Não é como outros jogos de acesso antecipado que analisamos, como Gods of the Twilight e Sensei! I like you so much!, que mesmo em acesso antecipado, tem um conteúdo considerável.

Dito isso, Wild Woods mistura um pouco hack’n slash top down com elementos de Tower Defense e Roguelike. Mas vamos lá, enquanto a sua carruagem vai navegando pelo cenário, você coleta recursos destruindo árvores e arbustos, isso será importante mais adiante. O jogo funciona em ciclos de dia e noite. Durante o dia, colete recursos e leve-os para a sua carruagem. Com os controles simples, fazer isso é simples… Especialmente se jogado com joystick (os controles no teclado e mouse são desajeitados, especialmente se você joga num notebook e seu touchpad maldito).

Durante a noite, você pode coletar recursos, mas a escuridão atrapalhará, você precisa manter as tochas da carruagem acesar para manter a iluminação. Não apenas isso, mas sem iluminação, o personagem irá sentir frio, a princípio deixando-o mais lento, para em seguida tirar dano. E é durante a noite que as criaturas atacam você e seu vagão. Com o combate simples, deixa a parte noturna divertida. E é esse ciclo de dia e noite que compõe o loop principal de gameplay.

Durante a jornada, você encontrará encruzilhadas que ditam a rota que você toma, algumas podem ser mais desafiadoras que outras, dando um pouco de risco/recompensa ao jogo. Nos acampamentos, perks e upgrades podem ser adquiridos utilizando o dinehiro e recursos. Nos acampamentos residem os elementos de roguelike, com aleatoriedade e rerolls disponíveis, como manda a cartilha. O jogo pode ser jogado single-player, mas Wild Woods brilha mais no multiplayer, seja no local/remote play, ou no online, com servidores em determinadas regiões. Só que ainda há (esperados) problemas nesse quesito também, já que não é possível salvar ou continuar uma partida no coop online, ou reconectar a partida de amigos caso alguém do grupo tenha desconectado. Para um jogo com cooperativo, isso é im problema.

Visualmente relaxante, trilha competente.

O visual é bem puxado pro casual, com cenários coloridos… Bom, os dois que o jogo possui no momento. Apesar disso, a repetitividade, impera porque a carruagem anda a um ritmo de procissão. Os personagens são bem animados, mas ainda assim… Não sei como colocar isso em palavras, o clima do jogo é relaxante. Especial com a trilha sonora, que varia entre uma música de boa na lagoa, para batidas ritmadas e com mais emoção durante as noites, ou as boss battles.

Aguarde mais conteúdo

No momento, fica difícil recomendar Wild Woods pelo preço de 45 reais, talvez numa promoção do jeito que está, ou quando tiver mais conteúdo. Porque pela jogabilidade, sim, é um bom jogo, mas a falta de conteúdo com o preço cobrado, ainda não.

Nota Final: 7/10

Wild Woods está disponível para PC em acesso antecipado e essa análise foi feita com uma chave cedida pela Daedalic.

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Magenta Horizon | Xingue como um marinheiro irlandês https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/12/20/magenta-horizon-xingue-como-um-marinheiro-irlandes/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/12/20/magenta-horizon-xingue-como-um-marinheiro-irlandes/#respond Fri, 20 Dec 2024 17:51:23 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=18978 Jogos feitos por uma pessoa só. É uma coisa que era comum nos anos 80 e começo dos anos 90, com os programadores de quarto, como eram chamados, mas conforme a indústria foi crescendo, isso foi desaparecendo aos poucos, ao menos em grande escala. Claro, ainda havia o ocasional jogo de produtor solo, a cena […]

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Jogos feitos por uma pessoa só. É uma coisa que era comum nos anos 80 e começo dos anos 90, com os programadores de quarto, como eram chamados, mas conforme a indústria foi crescendo, isso foi desaparecendo aos poucos, ao menos em grande escala. Claro, ainda havia o ocasional jogo de produtor solo, a cena indie japonesa com os doujin games é um exemplo disso.

Com a popularização da distribuição digital no Steam, e posteriormente em consoles como o PS3, 360 e Wii (E suas gerações seguintes), jogos feitos por desenvolvedores solo voltaram a ficar em voga, com títulos como Iconoclasts explodindo em popularidade, desenvolvido durante dez anos. Mas é claro que pra cada Iconoclasts, saem dez jogos completamente pavorosos, afinal, o criador de Mineirinho continua vomitando suas aberrações na internet.

Enfim, após cerca de dois anos e meio, quase três, o desenvolvedor solo Maddison Baek lançou no acesso antecipado o jogo Magenta Horizon, em maio de 2023. Após mais um ano e meio ou algo do tipo, o finalmente Magenta Horizon chega a sua forma final, confira nossa análise.

Em busca de uma razão

Você joga como Gretel, uma ceifadora em seu purgatório distorcido, exilada por 200 anos. Após ser libertada de seu sarcófago por uma alma errante chamada Archibald – Gretel busca o propósito em seu pós-vida – guiando Archibald de volta ao santuário, onde ela foi exilada. Esta jornada conterá um caminho perigoso, repleta de todos os tipos de demônios grotescos que estão famintos por almas.

A história não é profunda… Okay, procurar uma razão de existir é algo profundo, mas não é exatamente original. Não quie isso seja um problema. Enfim, uma das coisas positivas é que o jogo tem uma excelente tradução em português, Archibald, que no original tinha um sotaque… Não sei se do sul dos EUA, ou um sotaque escocês, mas na tradução ele ganhou um sotaque caipira, criativo.

Ninja Gaiden encontra… Boomer Shooters?

Uma coisa que vou dizer de cara… Não tente jogar Magenta Horizon no teclado, não vai funcionar. Não digo que não vai funcionar de maneira literal, mas você vai ter dificuldades de controlar.

Em termos de controles, o jogo é relativamente fácil de controlar, todas as ferramentas de combate mano a mano em relação a combos são lhe entregues logo de cara. Pulo duplo? Possível. Dash? Claro. “Dive Kicks?” Pode mandar. Pogo Stick? Tem. Dash Aéreo? Yup. Tudo isso é parte de como a história foi planejada. Usualmente num jogo de ação, o personagem começa fraco e vai adquirindo habilidades ao longo da jornada. É o cerne dos metroidvanias. Porém, Gretel já é uma ceifadora experiente, não faria sentido ela começar fraca, então ela já ten essas habilidades.

O combate do jogo é inspirado por jogos cheios de ultra combos, como Ninja Gaiden, Devil May Cry, e Bayonetta. tudo é sobre controle de multidões, com combos, entender como os inimigos funciona, usar ítens para restaurar sua energia, você tem uma granada que libera um gás nos inimigos que ao tocá-los, permite que você recupere energia ao atacar esses inimigos. Meio complicado de explicar, mas fácil de entender dentro do jogo. O início do primeiro ato explica como funciona toda a movimentação e comandos de batalha em um tutorial explicado.

As batalhas contra chefes tem certa inspiração em Souls-likes, visto que o criador é grande fá de jogos como Nioh, Sekiro e WoLong: Fallen Dynasty. Os bosses são criativos, caralho, só olhar pro boss que é a PORRA DE UM TREM. De onde vem a a parte de boomer shooters? Bem, lembra que uma parte intrínseca de jogos como Doom, é encontrar chaves que vão abrir determinadas portas? Isso existe aqui também, com o progresso nas fases sendo feito através de portais que só podem ser abertos com determinadas chaves encontradas nas mesmas.

O design do primeiro ato é um tanto simplório, mas conforme se avança nos atos seguintes, percebe-se uma melhora nos designs. Um detalhe, o jogo possui diversas dficuldades, com determinadas áreas dos atos estando disponíveis apenas em dificuldades mais altas. Uma boa maneira de se incentivar melhora nas habilidades e maior fator replay.

Um jogo maravilhosamente lindo

Primeiro, pare pra pensar que Magenta Horizon foi feito por uma pessoa apenas. Pense nisso. Pois é, agora veja os gráficos do jogo. Ainda que eles puxem pro grotesco, é um grotesco bem feito e bem animado.

O jogo possui uma boa variedade de inimigos, cada um com designs incríveis. Os cenários são ricos em detalhes, e variando de ato pra ato, e os chefes de fase são únicos, com designs excelentes. DE NOVO, TEMOS A PORRA DE UM TREM.

A trilha sonora de Magenta Horizon É DO CARALHO. Músicas geniais, com pegadas em diversos gêneros musicais, e a maneira sublime que a música transiciona de calma, para uma variante metal na hora dos combates. PERFEIÇÃO. O jogo possui uma dublagem em inglês que é competente. Como dito lá atrás, o jogo possui uma boa localização em português, e no momento desta análise, o jogo possui os idiomas Inglês, Português do Brasil, Russo e Coreano (a língua principal do desenvolvedor, se vermos os vídeos de devlog dele, vai perceber que o inglês dele tem um forte sotaque)

É baratinho no PC, compre

Eu deixei certas coisas de fora na análise, não por serem importantes, mas porque demandaria muito mais tempo pra explicar as minúcias das habilidades extras que você pode comprar e ajustar pro seu estilo de jogatina. O fato de que apesar de tudo, o jogo tem foco em score, com as mortes funcionando como em Shovel Knight, onde você perde uma quantidade de ouro, aqui você perde uma quantidade de pontos. Mas… No fim do dia, recomendo BASTANTE Magenta Horizon, mesmo o jogo em teoria estando acima do mínimo do meu PC, ele rodou sem grandes problemas (diria eu que os problemas que tive na jogatina, foram relacionados a meu PC estar uma merda. Alguns dos jogos que analisei no PC tiveram que ser jogados em um PC externo, do meu sobrinho). É um excelente título de ação, feito por uma pessoa só e está no top 3 dos meus jogos favoritos de 2024.

Nota: 9,5/10

Magenta Horizon está disponível no PC e essa análise foi feita com uma chave do Steam, cedida pela 2 Left Thumbs.

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Sensei! I Like You so much! | Simulador de… Fanfics? https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/12/17/sensei-i-like-you-so-much-simulador-de-fanfics/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/12/17/sensei-i-like-you-so-much-simulador-de-fanfics/#respond Tue, 17 Dec 2024 20:45:30 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=18796 Lembra quando eu tinha só um jogo no meu backlog restante pra zerar tudo? GOOD TIMES. Porque apesar de tudo, confiam na gente, com exceção daquele estúdio que nos negou uma key e disse que “não éramos grandes feito a IGN”. Tipo, eu sei lidar com a rejeição, é basicamente o resumo da minha vida […]

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Lembra quando eu tinha só um jogo no meu backlog restante pra zerar tudo? GOOD TIMES. Porque apesar de tudo, confiam na gente, com exceção daquele estúdio que nos negou uma key e disse que “não éramos grandes feito a IGN”. Tipo, eu sei lidar com a rejeição, é basicamente o resumo da minha vida amorosa, então quando uma publisher nega uma key, sem problemas, os caras recebem dezenas, centenas de pedidos diariamente, então não vejo problema. É uma merda? Do ponto de vista de quem queria cobrir tal jogo, sim. Mas compreensível. O que achei paia foi que usaram o argumento: “não são grandes como a IGN”. Isso foi a gota d’água. A recompensa karmica foi o jogo ter recebido média 63 no Metacritic na versão de PC. Não direi qual jogo é.

Enfim, com essa rant fora do caminho, eu já devo ter dito umas duas, dez ou quatrocentos e setenta e oito vezes, eu gosto de Visual Novels. Nem sempre eu sou responsável pela análise delas aqui no site, mas na maioria das vezes, sim, sou eu. Então, tenho conhecimento de causa para falar do gênero aqui, apesar de eu não ir a fundo em alguns subgêneros, porque ao contrário do que alguns pregam, nem todas as visual novels são para o mesmo público. Alguns tem preferência por conteúdo Yaoi (Romance entre homens), outros por Yuri (Romance lésbico), outros dão preferência a erotismo, enquanto outros jogam apenas aqueles jogos que não contém cenas de sexo, e por aí vamos.

Dizer que todas as visual novels são iguais, sem distinção, é como dizer que todos os platformers são iguais, uma declaração retardada e sem sentido. Com isso em mente, alguns jogos tentam adicionar um certo tempero a fórmula, jogos como Koihime Musou e Beat Blades Haruka colocam elementos de estratégia e RPG em seus jogos, e até mesmo fracassos como Good Bye, Volcano High coloca seções rítmicas no meio da jogatina. O jogo da análise de hoje, mais um dos jogos que analisamos em Early Access, faz o mesmo, colocando outras coisas no meio da narrativa para apimentar as coisas. Se você leu o título da análise, sabe que falo de Sensei! I Like you so Much!. título que chegou ao acesso antecipado no fim do mês passado.


Reencontrando a paixão de escrever

Você está no papel de Mila (o nome pode ser customizado, assim como o nickname online), uma estudante universitária aparentemente ordinária tentando viver uma vida pacífica, até que certo dia ela deixa cair um HD contendo suas fanfics na sala de aula.

Apesar do azar, ela tem sorte, pois o HD acaba sendo recuperado por uma colega de classe que curte o mesmo ship que as fanfics retratam. E daquele momento em diante, as coisas começam a se mover e Mila reencontra a paixão de escrever.

No passado, Mila escrevia fanfics de outro fandom, e tinha até certa fama online, mas um certo evento minou isso, fazendo com que ela perdesse a paixão. Então, a história de Sensei, I like you so much é uma história de redescobrimento da sinceridade de criar uma história, colocar sua paixão para fora e conforme o jogo avança… Ganhar uma graninha no meio do caminho, por quê não?

Conforme a narrativa se passa, Mila vai conhecendo outras personagens excêntricas, e ainda que atualmente não possua, no futuro, de acordo com os desenvolvedores, será possível romancear as outras personagens. Dedos cruzados, porque a jornada por si só era divertida, a premissa bacana e felizmente não temos que lidar com a parte negativa de um fandom. Os loucos problematizadores que vêem defeitos em tudo e não conseguem separar realidade da ficção, e assediam e mandam ameaças para artistas por motivos de “NuM pOdI fAzEr IsSu!”

Visual Novel + Criação

A parte de visual novels é obviamente auto explicatória, você lê texto e faz determinadas escolhas em pontos chave, isso aprendemos na quinta série, não preciso explicar isso, então explico um pouco dos outros a aspectos do gameplay.

No começo do jogo, assim que você define o nome da sua personagem e o nick dela na Internet, você pode criar o casalzinho que você shipa, você pode criar os personagens no criador do jogo, usar uma ferramenta gratuita (A Fangirl Toolkit) ou importar as criações da comunidade, sendo assim possível criar desde ships de personagens da sua criação, ou fazer aquele crossover impossível, tipo, Kazuma Kiryu e Nina do Tekken? (na verdade não sei se tem a Nina nas community creations) Válido. Naruto e Hermione Granger? Válido. O céu e as criações da comunidade são o limite.

Uma das coisas mais legais, é que as escolhas que você faz e pode fazer, vão influenciar no tipo de fanfic que você pode escrever. A princípio, obviamente, como você está enferrujada, se reencontrando, suas fics não terão a brilhância de antigamente, mas conforme as inspirações e experiências vão aparecendo, suas fics irão melhorar. Maaaaaaas. não para somente nas fanfics, já que você poderá não somente comprar merchandising do seu casal favorito para decorar sua ita-bag, mas também produzir fanzines e merchandising das suas criações.

Para alguém que é parte de algum fandom, é meio que uma parada surreal ver isso representado num jogo onde você PODE fazer essas coisas, não somente viver, como acontece em algumas visual novels. Nem tudo são rosas, já que a tradução do jogo pro inglês precisa de arestas e alguns ícones de menu ainda precisam de tradução. O jogo também necessita de uma opção de velocidade de leitura para a seção de visual novel, já que gente como eu gosta de ajustar isso de maneira fina. Eu estou certo que esqueci coisas da jogabilidade… Ou não.

Charmoso

Graficamente, é um jogo muito bonito, tanto na parte dos trechos de visual novel, com belos sprites e bonitos cenários, que passam bem o clima de que o jogo foi feito por alguém que frequenta eventos como a Comiket no Japão. E alguém que entende como são os fandoms, ao menos o lado positivo deles. E as artes dos ships são absolutamente adoráveis, tendo um estilo meio chibi.

Como falei da tradução na seção anterior, também existem alguns bugs com relação a criação de ship, que mesmo quando é feito um ship do mesmo sexo, os pronomes acabam ficando setados como ele e ela. Nada que ME incomode, mas apontar é essencial numa análise. A trilha que acompanha o jogo é relaxante e combina bem com o clima do jogo. Nada EXTREMAMENTE MARCANTE, mas funciona para o que é proposto.

Recomendado para quem curte esse aspecto do fandom

Sensei! I Like you So Much! é uma carta de amor a todos que já fizeram parte de algum fandom e colocaram esse amor pra fora na forma de fanfics (eu tive meus tempos de fanfiqueiro na juventude, quando fazia fanfics de Harry Potter e tokusatsu, até mesmo Cavaleiros do Zodiaco e Power Rangers). Ainda que precise aparar algumas arestas, é um jogo que tem potencial para se tornar ainda melhor.

Nota: 8,5/10

Sensei! I Like you So Much! está disponível para PC através do Acesso Antecipado do Steam, e essa análise foi feita com uma chave fornecida pela Erabit.

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Vivat Slovakia | Grande Roubo de Carros Eslovacos https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/12/05/vivat-slovakia-grande-roubo-de-carros-eslovacos/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/12/05/vivat-slovakia-grande-roubo-de-carros-eslovacos/#respond Thu, 05 Dec 2024 19:05:27 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=18749 Você lembra do 171? Um jogo de mundo aberto brasileiro que prometia ser o GTA Brazuca, não? Exceto que… Ainda que o jogo tenha sido lançado em Acesso Antecipado, houveram críticas por o jogo utilizar assets comprados (se a crítica é justa ou não, são outros 500, nem todo mundo sabe modelar), mas um fato […]

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Você lembra do 171? Um jogo de mundo aberto brasileiro que prometia ser o GTA Brazuca, não? Exceto que… Ainda que o jogo tenha sido lançado em Acesso Antecipado, houveram críticas por o jogo utilizar assets comprados (se a crítica é justa ou não, são outros 500, nem todo mundo sabe modelar), mas um fato é certo, é que mesmo dois anos após o lançamento, ainda não há sequer o resquício de uma história em 171, sendo o jogo atualmente, num grosso modo, uma versão offline BR dos Roleplays de GTA V que vemos streamers fazerem, com o mapa sendo o playground do jogador, então a potencial versão de consoles que a QUByte anunciou está MUITO LONGE de aparecer.

O Team Vivat é uma equipe pequena que tem sua sede em Bratislava, capital da Eslováquia, e em 2019 lançou um pequeno jogo (com duração de dez minutos e custando R$ 3,50) chamado Vivat Sloboda, ambientado durante a Revolução de Veludo na antiga Checoslováquia, com o jogo sendo do ponto de vista de um taxista que leva um grupo de manifestantes a um protesto. O jogo foi feito justamente para celebrar os 30 anos da revolução, chamada pelos eslovacos de Revolução Gentil (Nežná revolúcia em eslovaco). Apesar de que devido a sua curta duração, o jogo pode ser chamado de Tech Demo.

Em 2022, o Team Vivat já trabalhava na continuação de Vivat Sloboda, e levou esse projeto ao StartLab, que é basicamente uma versão eslovaca do Kickstarter e lá, pediu cerca de dez mil euros como meta para completar o jogo. No fim, conseguiram cerca de 60 mil euros, mais um investimento de 100 mil do governo eslovaco. E após um período combinado de 5 anos de desenvolvimento, Vivat Slovakia chegou ao Acesso Antecipado do Steam em Abril desse ano. “Mas por quê essa análise só está indo ao ar agora em dezembro?” Você, minha voz da consciência, pergunta. Simples, meu caro amigo, em seu lançamento, o jogo contava apenas com o idioma eslovaco disponível para vozes (com legendas em inglês), mas agora no final de novembro, o jogo recebeu uma atualização adicionando vozes em inglês. E agora, você confere se ele vale a pena ou não.


Os comunistas se foram… Uma nova vida, talvez?

Você está no papel de Milan Trotter, ex-guarda de fronteira da antiga Checoslováquia, hoje trabalhando como parte da força policial disfarçado de taxista. Basicamente, você tem que navegar por uma perigosa Bratislava do começo dos anos 90, com o fim (oficial) do Comunismo no país, as coisas ainda estão ruins para algumas pessoas, a corrupção é latente e tudo mais.

Como o jogo ainda está em acesso antecipado, a trama ainda não está concluída, mas temos sinais de algo interessante aqui, com Milan tendo certo arrependimento por suas ações do passado, mas ao mesmo tempo admitindo que ele pode estar apenas relativizando as coisas. Porém, por outro lado, algumas coisas parecem forçadas, como a ligação entre Milan e Laura (a jornalista), ele a levou para o hotel (parte do trabalho de taxista), tomou UM CAFÉ com ela e agora já quer a proteger? Um pouco forçado, se quer saber minha opinião.

Em uma nota mais positiva, é legal ver o callback a Vivat Sloboda, com um dos primeiros clientes de Milan no jogo, seja o grupo de estudantes que ele levou a um dos protestos da Revolução de Veludo no ano anterior. Eu quero ver o que o Team Vivat vai fazer de história ao longo do tempo até a versão 1.0. Isso é, se o jogo chegar a versão 1.0, já que não é incomum para devs abandonarem jogos que estavam em acesso antecipado (OLHANDO PARA VOCÊ, HOLY AVENGER), porém aqui darei o benefício da duvida.


Seu típico playground de mundo aberto

Vivat Slovakia é um jogo em mundo aberto, tal qual GTA, Saints Row e Mafia, então obviamente você pode fazer as missões de maneira linear que aparecem, ou dizer foda-se e sair aloprando por uma recriação semi-fiel de Bratislava. No estado atual, acho que sair aloprando seja a melhor opção, ao menos entre uma missão e outra, ou a jogatina não irá ser longa, já que é um título em Acesso Antecipado.

Os controles, são os esperados de um jogo a la GTA, felizmente um GTA moderno (pós 4) e não um da era PS2. Porém, como esperado de um jogo em acesso antecipado, bugs existem pra atrapalhar a jogatina, e as vezes o dano do seu carro gera situações hilárias quando se está no taxi, como passageiros abrindo portas inexistentes antes de entrar. O sistema de reparo de dano do carro também funciona como o GTA clássico, vá a um ponto específico e pimba, carro novinho em folha.

Caso queira espairar, existem atividades, como pesca e apostas em corridas de cavalos. Porém, nem tudo são coisas que dá pra gente ignorar, como bugs, porque o jogo é péssimamente otimizado, especialmente se tratando de um jogo na Unity, só olhar no Steam as especificações mínimas e recomendadas do jogo, e ao olhar as screenshots, percebe-se que o jogo pede demais para o que está sendo visto em tela. Isso pode ser consertado no futuro, mas são sete meses do lançamento inicial, acho que otimização precisa ser feita. Dá pra dar um desconto, porque isso não é um título de grande orçamento feito por uma desenvolvedora gigante, mas um título desenvolvido por um time de dez pessoas, com 160 mil euros de orçamento, mais ou menos.

Visual abaixo das especificações

Não tem como negar, Vivat Slovakia parece um jogo de Playstation 2, ou na melhor das hipóteses, um título do começo da vida do PS3. Claro, gráficos em si não são tudo, e isso não seria um problema grande, se o jogo não pedisse um PC parrudo, e mesmo assim, em algumas máquinas, a performance não é boa. Os modelos dos personagens, para o gráfico apresentado são aceitáveis, mas novamente, poderiam ser melhores, e pelo menos em termos de cenário, a recriação (parcial) de Bratislava é convincente, e é legal ver um jogo de mundo aberto não ambientado numa cópia de alguma cidade americana ou inspirado por cidades americanas.

Por isso, que mesmo com as críticas, elogio as construções de 171, recriando algo brasileiro, ou por exemplo o fato da demo de Changer Seven se passar em parte na Avenida Paulista, o mesmo vale para Vivat Slovakia. A parte sonora do jogo é difícil de falar, não por motivos de falta de vontade, mas porque tem muita coisa a se falar. O jogo possui dublagem em eslovaco e inglês, pelo menos no idioma original, as vozes são convincentes, agora em inglês… Bem, é uma experiência mista, porque temos um misto de dubladores, e Inteligência Artificial empregados. Mas, antes de você pegar suas tochas para criticar o uso de IA nesse ponto, as vozes de IA são dos dubladores eslovacos.

Pegando no assunto da dublagem, temos que falar das cutscenes que são… Ridículas, são basicamente os personagens parados em uma pose com movimentação de câmera e os diálogos ocorrendo, sem movimentação labial ou de modelos, tem que ver pra crer. É bizarro e engraçado.

E voltando pra música, é um misto de composições passáveis, e músicas cantadas (no rádio do carro), e algumas das músicas das rádios, também foram geradas por inteligência artificial, o que dá pra entender, porque o licenciamento de músicas é uma fortuna, logo entendo os caras usarem desse artifício, não vou julgar. E sim, nos últimos meses, meu posicionamento a respeito de IA mudou, porque ao contrário do que os emocionados do twitter alegam, não é uma questão de preto e branco.

Numa promoção, talvez

No momento, Vivat Slovakia custa 76 Reais no Steam, para um produto em Acesso Antecipado que não oferece algo tão extenso quanto outro jogo em Acesso Antecipado que analisamos, se você tiver interesse, é melhor esperar uma promoção. É um jogo com potencial, mas precisa de melhor otimização e mais conteúdo. Não é brilhante, mas não ofende.

Nota final: 7/10

Vivat Slovakia está disponível no Steam através do Acesso Antecipado, e essa análise foi feita com uma chave gentilmente fornecida pelo Team Vivat.

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Gods of the Twilight | Nórdicos Cyberpunks https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/11/22/gods-of-the-twilight-nordicos-cyberpunks/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/11/22/gods-of-the-twilight-nordicos-cyberpunks/#respond Wed, 22 Nov 2023 17:26:13 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=15656 Na minha análise de Bem Feito, eu contei sobre uma das coisas que me distraiu, que foi Rollercoaster Tycoon. O que era verdade. Mas havia mais um jogo, tanto me atrasando na hora de jogar o jogo em questão, quanto outro jogo sendo o assunto de outro texto. O segundo jogo é o assunto deste […]

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Na minha análise de Bem Feito, eu contei sobre uma das coisas que me distraiu, que foi Rollercoaster Tycoon. O que era verdade. Mas havia mais um jogo, tanto me atrasando na hora de jogar o jogo em questão, quanto outro jogo sendo o assunto de outro texto. O segundo jogo é o assunto deste texto, enquanto que o primeiro, era um jogo bem semelhante a Rollercoaster Tycoon. No caso, mais um dos muitos jogos viciantes feito crack, feitos pela Kairosoft, chamado Dream Park Story.

Ele funciona como os jogos da Kairosoft, acumule, grinde pontos e construa e pesquise atrações pro seu parque, o expandindo. E como os jogos da Kairosoft, vicia demais. Apesar disso, ainda me pergunto o porque da Kairosoft ainda não ter portado o Grand Prix Story 2 pro PC e pra consoles. Vai saber. Enfim, pelo menos eu terminei a campanha de Dream Park Story, e até mesmo desbloqueei todas as atrações. (A campanha não libera todas, é preciso fazer mais coisas).

Um modelo que é bastante comum , especialmente em jogos adultos, é o do acesso antecipado. Como nem todo mundo pode pagar por serviços como o Patreon ou o Subscribe Star, alguns criadores optam por colocar o jogo no Steam, em acesso antecipado, para ajudar a fundar o mesmo. Não iria demorar para uma visual novel não sexual ir para o mesmo caminho.

E foi exatamente o que o pessoal da Volutian Design decidiu para o seu projeto de estreia, Gods of the Twilight, lançado agora no meio de novembro. Inspirado pela mitologia nórdica, o jogo vem sendo desenvolvido pelo menos desde 2020, quando o estúdio foi estabelecido, e ao longo desses três anos, o projeto passou por mudanças na arte até o produto final. Será que ele vale a pena seu investimento, estando em um estágio inicial? Confira nossa análise do Acesso Antecipado.

Reprodução: Volutian Design

Os mitos que não são mitos… OH MEU DEUS, O MUNDO VAI ACABAR.

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O jogo acompanha as desventuras sob o ponto de vista de dois jovens que residem em Nova Reykjavik, Islândia, Althea, uma indiana que residiu em vários locais ao redor do mundo, e Farkas, um órfão que tem fama de brigão e esteve envolvido em gangues. As vidas normais que eles possuíam, viram de ponta cabeça quando são atacados por estranhos…

O ponto de vista alterna entre um e outro, e apesar das escolhas não alterarem o resultado final (ao menos não em grande escala no momento em que a narrativa se encontra no final do conteúdo presente), as escolhas que fazemos com cada um dos protagonistas, muda a maneira que os outros personagens nos vêem, se somos agressivos, focamos em força de vontade ou se temos compaixão…

Enfim, com os ataques, pelo menos no ponto de vista de Althea, descobrimos que os mitos que existem em diversas mitologias são reais, e deidades, como as da mitologia nórdica, estão por aí, e a situação do mundo, como o fato de que o mundo está há três anos sem um verão, é o sinal de que o Apocalipse Nórdico, também conhecido como o Ragnarok, está próximo de acontecer… Eu ia fazer uma piada sobre Game of Thrones e The Winter is Coming, mas não consegui encaixar no texto, peço perdão pelo vacilo.

E se você joga visual novels há tanto tempo quanto eu, sabe qual a outra parte do que tem… A não ser que você seja um daqueles que só joga aquelas visual novels de terror, falo de… ROMANCE TIME! Sim, obviamente é possível entrar em romances e flertar com outros personagens, e ao contrário de algumas visual novels mais antigas que eram até meio crípticas na hora de flertar com personagem x ou y, aqui ao menos é mais descarado… Tão descarado ao ponto de um dos interesses amorosos sugerirem que eles deveriam fazer uma orgia antes que tudo acabe. E sim, é possível ter mais de um interesse romântico no jogo. No momento, entretanto, ainda nada aconteceu além de flertes aqui e ali.

Reprodução: Volutian Design

Ainda estamos ¼ da primeira parte da jornada.

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De acordo com os desenvolvedores (que se eu não estiver muito enganado, um deles é brasileiro, pelo menos foi o que a minha interação com ele no Discord deu a entender), o jogo tem planejados, ao menos para esse primeiro arco de história, vinte capítulos e o prólogo (que pode ser jogado na demo), e a versão atual do Steam vai até o final do Capítulo 5, o que quer dizer que temos apenas 25% do total planejado. Em termos de tamanho, o prólogo é a parte mais longa, já que ele se divide em subcapítulos.

Nele, conhecemos um pouco sobre os nossos protagonistas, Althea, que descende de indianos e gregos, é uma garota culta, que adora flertar pra quebrar o gelo, e também porque seus pais se mudaram tanto que qualquer paquera que ela possa ter, acaba não durando muito, então ela usa isso como mecanismo para não se apegar tanto. Falkas é um garoto órfão que foi criado por Helka, que de acordo com o Sancinometro™ é uma MILF (e que se fosse personagem das novels que costumo jogar em meu tempo livre, seria um interesse amoroso, se é que me entendem), e o rapaz, com exceção da amizade com Sara, foi um cara mais brigão, boca suja e ex-membro de uma gangue qualquer aí de Nova Reykjavik. Porém, o que ele fez, se afastando de Sara, foi para protegê-la, já que a garota costumava ser vítima de bullying e discriminação, só por se associar a ele.

O jogo nos apresenta, até o momento, cinco interesses amorosos, se as minhas contas estiverem corretas e eu não tiver esquecido de ninguém (e não acho que os guardas que Althea flerta contem como interesses… E esse flerte em si é opcional), Jóhannes, o “assistente pessoal” que os pais de Althea contrataram pra filha, Mikhail, o guarda de Hektor, que também age como se fosse um irmão mais velho do mesmo, Sara, amiga de infância de Falkas, Hektor, filho de um zilionário e que Falkas acaba salvando por acaso e Komani, agente que recolhe Althea quando ela estava sendo perseguida por um assassino mascarado™ . Além é claro, que um dos protagonistas pode ser interesse romântico do outro. E não há limite de romances, você pode ter um interesse ou todos.

Cada personagem obviamente é diferenciado em termos de personalidade, trejeitos e maneira de se lidar, mas colocar eles pra fora da eventual zona de conforto é mais divertido, como escolher um biquini mais ousado para Sara ir a praia, ou sentar no colo de Hektor só pra deixar o rapaz, que sempre é alegre e brincalhão, mais vermelho que um pimentão. Em termos de tempo de leitura de visual novel, acho que cerca de oito ou nove horas devem ser o suficiente para completar a versão atual do jogo, eu não sei o tempo exato porque eu executei o jogo por um tempo fora do steam (as vezes minha Steam simplesmente se recusa a abrir, indício #482 de que meu PC está morrendo, aceito doações de PC’s novos), então apesar das cinco horas registradas na minha conta, eu tenho mais do que isso.

Reprodução: Volutian Design

Altamente competente audiovisualmente

Uma coisa que não comentei, é sobre a questão da relação divina dos personagens com os seres da mitologia nórdica, até porque apenas um deles é confirmado com quem se relaciona (sem spoilers). Tenho minhas suspeitas de outros personagens, mas vou manter essas informações comigo aqui para não spoilar mais do que já fiz. Então, vamos passar para o departamento audiovisual. O jogo possui uma estética Cyberpunk, que vai desde a narrativa (com elementos inseridos na vida das pessoas), a cidade de Nova Reykjavik, até mesmo as roupas dos assassinos e membros de gangues. Alguns membros da segurança de elite possuem próteses para aumentar performance (braços e pernas biônicas).

Os personagens passaram por reformulações, ao menos de acordo com aqueles que testaram o jogo durante seu desenvolvimento, e estão mais agradáveis. O jogo também faz bom uso da paleta de cores e coloração nas cenas. Flashbacks usam efeitos suaves e tranquilizadores, e as cenas de luta usam tons mais sombrios, é sutil, mas faz diferença na hora de contar uma história.

A trilha sonora cumpre seu papel de colocar você naquele ambiente. Elas não vão grudar na sua cabeça, feito a música de Funbag Fantasy, mas não vão te irritar. Mas o maior destaque desse departamento vai pra dublagem. Os produtores fizeram questão de colocar dubladores que representem o local onde a história se passa, ou a ascendência do personagem (no caso de Althea, que é Indiana) e boa parte do elenco é islandês, ou finlandês, então você percebe o sotaque. E a dublagem não é como em Arcade Spirits por exemplo, onde nem todas as falas são dubladas, aqui, todo o diálogo é dublado, então a experiência é completa.

E as performances são boas, apesar de ser perceptível que os dubladores estão se acostumando aos papéis ao longo do tempo, soando melhor nos momentos finais do que no começo… Em especial a dubladora da Sara.

Reprodução: Volutian Design

Conclusão

Se você gosta de mitologia nórdica e visual novels, eu recomendo Gods of the Twilight sem pensar duas vezes, mas se tem um ponto de contenda é o preço do mesmo no Steam. Veja, se fosse o jogo completo, com os vinte capítulos, o preço seria justo, mas ainda estamos no primeiro quarto da jornada, logo, recomendo uma promoção. E o outro ponto de contenda, é que me prometeram um dia na praia com a Sara provando um biquini, mas isso não acontece. Imperdoável, 0/10 (Brincadeira). O jogo tem potencial, e estaremos cobrindo as futuras atualizações desse primeiro arco (se essa onda de calor do RJ não me matar antes) assim que elas forem saindo… Aliás, um bugfix que foi lançado dia 18 quebrou meu save e tive que recomeçar o jogo, esse é meu real segundo ponto de contenda.

Nota Final: 9/10

Gods of the Twilight está disponível em Acesso Antecipado no Steam (para PC) e no itch.io (para PC e Android), essa análise foi feita com uma chave de PC, fornecida gentilmente pela Volutian Design.

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