Arquivos Resident Evil 2 - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/resident-evil-2/ Um pouco de tudo na medida certa Sat, 10 Jan 2026 16:15:12 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Resident Evil 2 - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/resident-evil-2/ 32 32 O que eu eu joguei em 2025 | Tony Santos https://www.arquivosdowoo.com.br/2026/01/10/o-que-eu-eu-joguei-em-2025-tony-santos/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2026/01/10/o-que-eu-eu-joguei-em-2025-tony-santos/#respond Sat, 10 Jan 2026 15:43:25 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=21143 Um ano de adaptações E aí meus amigos, estamos de volta com mais um grande review de tudo que joguei no ano. Acho que faço essa trend desde 2019 aqui no Arquivos do Woo, e acho que ela me ajuda a lembrar de como foram os últimos doze meses em relação aos games. Não somente […]

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Um ano de adaptações

E aí meus amigos, estamos de volta com mais um grande review de tudo que joguei no ano. Acho que faço essa trend desde 2019 aqui no Arquivos do Woo, e acho que ela me ajuda a lembrar de como foram os últimos doze meses em relação aos games.

Não somente isso, mas também cada jogo ajuda a marcar o que eu estava fazendo em cada momento do ano, e mesmo lendo as listas antigas, eu lembro com muito mais clareza como foi cada período dos últimos 6 anos em que escrevo esse texto.

O meu herói vive

Pensei muito se deixaria de fora o que mais me marcou no ano aqui, mas seria desonesto comigo e com o possível leitor desse que é praticamente um registro anual de fases da minha vida: bem, perdi meu herói esse ano, meu pai, que aos sessenta anos, se foi muito mais cedo do que qualquer pessoa que o conhecia esperava.

Ele me fez gostar de videogames, e mesmo nas épocas de vacas magras, ele sempre deu um jeito de eu ter uma diversão eletrônica quando chegasse em casa.

Lembro que de 1997 até meados de 2001, a gente vivia muito apertado em casa; meu pai procurava emprego e minha mãe sempre foi dona de casa. Ainda assim, ele de alguma forma fez com que tivéssemos um Nintendo 64, um PlayStation e um Super Nintendo em casa.

Nessa época, eu não sabia o que era a dificuldade. Nunca faltou comida também, mas ele — e nem minha mãe — me deixaram sequer cogitar a possiblidade de achar que vivíamos no limite. Eu tinha os três consoles principais da época, e eu nos meus 8 anos de idade, não tinha como querer outras coisas.

Então o texto desse ano vai pro Seu Nilton, que sempre jogou comigo, jogou sozinho seus Tomb Raiders e Syphon Filters e também veio correndo sempre que eu via algo legal em um jogo, para que eu pudesse compartilhar com ele o hobby que ele me fez gostar tanto. Te amo, pai!

Os meus jogos de 2025

Sonic SMS Remake (Switch)

Um remake melhorado da versão 8-Bits do primeiro Sonic the Hedgehog. Feito por Creative Araya,o jogo é disponibilizado de graça em seu site.

É uma versão melhorada, com tela em widescreen e outros parangolés que deixam a experiência mais suave. Para os puristas, podem haver alguns problemas, como as mudanças nos layout das fases e algumas mecânicas que não existiam no original.

Porém, tudo do jogo de Master System está lá, junto com o conteúdo extra. O autor também fez versões do Sonic 2 (8-bits) e um Sonic 3 que nunca saiu pro Master, que pega elementos dos jogos de Game Gear, mas esses eu não joguei ainda.

Aos interessados, tem port desse para Android e Switch 1, caso seu console seja desbloqueado. Foi no Switch que zerei, inclusive. Foi uma ótima forma de começar o ano.

Plumbers Don’t Wear Ties (Switch)

Plumbers Don't Wear Ties is one of the worst games ever made. Here's why it's being re-released | CBC Radio

Uma PORCARIA de Visual Novel (se é que pode se chamar assim) feita para o natimorto Panasonic 3DO. Esse game ficou famoso por causa do episódio do Angry Videogame Nerd, onde ele esculacha tudo que essa história bizarra tenta nos passar.

O jogo não se leva a sério e é totalmente amador: chamaram uma gostosa (Jeanne Bessone, de nada) e um outro cara bonitão pra fazerem o papel de dois jovens adultos que se conhecem no estacionamento de uma empresa e acabam começando um romance.

É bem bobo e com diálogos cafonas, incluindo alguns erros de gravação que ficaram na história só pelas fodas.

A versão relançada recentemente para consoles modernos e PC tem entrevistas com personalidades dos games atuais (incluindo o James Rolfe), além da própria loira protagonista da história.

Eu sei lá, acho que se você não tem ligação com o vídeo do AVGN — que convenhamos, é o único motivo desse jogo ter sido relançado — então fique longe. ¿ʇᴉ ʇǝפ

Grandia III (PlayStation 2)

Depois de ter me DELICIADO com os jogos que pra mim, são o pináculo de JRPGS no PS1 e Dreamcast, finalmente resolvi dar uma chance ao Grandia III. Lançado para o PlayStation 2 em 2005, esse RPG mantém a qualidade do combate que fez os jogos anteriores tão populares.

O problema aqui é a história: Grandia III infelizmente tem um roteiro meio sem sal, onde a dublagem americana faz com que ele se torne um pouco mais desagradável do que precisa.

O combate é ótimo, porém toda ambientação e roteiro são marrons, sem aquela identidade fantasiosa e com cores fortes dos dois jogos anteriores.

Grandia III é o motivo da série ter morrido ali, o que é muito triste.

Toy Story 2 (PlayStation) (Platina)

You're a better Buzz than I am – Toy Story 2 – Super Chart Island

Toy Story 2, o jogo, é um daqueles games que meio que passou na mão de todo mundo na época do N64 e PS1. Sendo desenvolvido pela Traveller’s Tales, o game tem fases enormes e abertas, que impressionavam bastante na época de seu lançamento.

O jogo segue o esquema do Super Mario 64, com pequenas missões temáticas em cada fase, e após concluir algumas delas, você pode avançar pra próxima.

Dessa vez, joguei no PS5, já que o game saiu na retrocompatibilidade do PS4 e PS5. A facilidade de poder rebobinar o game é essencial para torná-lo menos frustrante, pois ele é cheio daqueles saltos de fé que, quando feitos de forma errada, fazem você voltar 10 minutos de progresso pra tentar fazer tudo de novo.

Eu considero Toy Story 2 um grande jogo de plataforma 3D da sua época. Ele tem controles muito bem feitos e a temática do filme é muito bem transportada para os gráficos do PS1. É também uma ótima recomendação pra apresentar videogames a seus filhos pequenos.

Like a Dragon: Pirate Yakuza in Hawaii (PC)

a group of men are dancing on the deck of a ship with cannons in the background

O segundo “Gaiden” da série Yakuza/Like a Dragon seguiu um caminho totalmente fora da casinha. Com Majima como protagonista, o pessoal do RGG Studio resolveu fazer a história ser sobre piratas nos tempos modernos.

Obviamente deram um sambalelê do crioulo doido pra fazer o Majima — um yakuza de mais de 50 anos — se aventurar nas águas do Caribe como um pirata do século 17, mas até que a história é redondinha. E de quebra, ainda aproveitaram pra usar o mapa do Havaí do Yakuza 7.

O jogo tem um ótimo combate e a mecânica de navios e lutas no mar é bem divertida. Temos review dele aqui no site.

Pursuit Force (PSP) (Platina)

Pursuit Force PSP Gameplay: High-Speed Chases, Action-Packed Pursuits, and Intense Crime Fighting!

Outro game que veio totalmente fora da curva pra mim. Vi que ele tinha saído na retrocompatibilidade do PS5/PS4, e resolvi arriscar, ainda mais que sou aficionado por jogos de direção/corrida.

O que temos aqui é um jogo meio doido de perseguição à lá Chase H.Q. da Taito, mas com a possibilidade de você pular nos carros e tomar o controle deles, com a diferença que você ainda anda a pé e atira em terceira pessoa em algumas partes do jogo.

É um game bem divertido e bem difícil lá pro fim, por isso também recomendo a função de rebobinar, principalmente se for atrás do troféu de platina. É um game bem recompensador, e apesar da simplicidade de um jogo de PSP, ele tem um carisma bem legal.

Leia nossa análise sobre Pursuit Force aqui.

Captain Tsubasa: Rise of the New Champions (PS4)

Captain Tsubasa GIFs on GIPHY - Be Animated

O primeiro game de Captain Tsubasa / Super Campeões lançado no ocidente é uma espécie de mod de eFootball, com os personagens do mangá.

Diferentemente dos games anteriores, aqui temos um futebol praticamente normal, sem muitos aspectos de RPG. As partidas nunca param pra você escolher uma opção nos menus, como em todos os jogos anteriores.

Infelizmente, por algum motivo eles optaram por uma estética meio futurista (?) para os estádios, fazendo partidas entre crianças serem disputadas em estádios mágicos com capacidade de mais de um milhão de pessoas aparentemente.

Ele meio que se baseia no anime recente — que também não tem muito carisma… — mas usa uniformes originais para os times.

O jogo é competente, mas enjoa rapidinho. O melhor game de Captain Tsubasa ainda é o de PS2 e eu vou morrer nessa colina.

Existe uma versão do jogo de PlayStation 2 traduzida pra inglês que pode ser achada no CDRomance, mas o tradutor CAGOU NO PAU e trocou os botões de confirmar e cancelar (X/O) de modo que tudo que era intuitivo ficou esquisito… porém, eu zerei ele sem saber um katakana em japonês, então se quiser jogar em japonês, vai em frente.

Não temos review do Captain Tsubasa: Rise of the New Champions, mas tem esse ótimo texto — já bem antigo! — meu sobre todos os mangás de Super Campeões e seus respectivos animes. Leitura recomendadíssima, viu?

Devil May Cry (PlayStation 2)

IGN Retro: Devil May Cry

Acredite se quiser, mas na época do PS2 eu tinha uma puta aversão a jogos como DMC. Eu achava eles difíceis, truncados e que não traziam a diversão rápida e frívola que eu esperava. Tanto é que eu passei aquela época jogando basicamente Guitar Hero e Budokai Tenkaichi 3.

Demoraram-se anos para que eu pudesse apreciar de verdade tudo que a geração do PlayStation 2 tinha a entregar.

Devil May Cry 1 foi um desses casos. Zerei no PS4 naquela ótima coletânea de anos atrás. É um jogo que apesar de muita gente torcer o nariz, ele funciona muito bem até hoje.

Obviamente alguns ângulos de câmera são totalmente “DESGOSTANTES“, principalmente quando eles trocam durante o combate.

Tinha algum lance com as pedras vermelhas que eram consumíveis e não reiniciavam quando você dava game over, meio que forçando o jogador a voltar seu save ao invés de gastar as pedras, mas sinceramente já faz tanto tempo que já esqueci qual era o problema real (LOL). Vai ver isso é pro meu bem…

Ótimo jogo, porém!

Mass Effect: Legendary Edition (PC)

Gameplay Series #1: Combat - Mass Effect: Andromeda Videos - MMORPG.com — MMORPG.com Forums

Olha eu aqui, que sempre fui fã de JRPGs, encostando em um RPG ocidental.

Durante a geração Xbox 360, eu mal encostava em videogames. Eu tive um Wii e olhe lá, o que não conta muito. Por isso, eu nem sabia direito o que era Mass Effect, e ao ver os gameplays da época, com os jogos travando pra cacete e com framerate errático — característica de 90% de tudo que saiu naquela geração — eu tinha certeza que aquilo não era pra mim.

Mas eis que no PC tem a Legendary Edition com os 3 games da série que contam (desculpe, Andromeda), e eu fui dar uma chance.

É um jogo bem legal! As árvores de conversa são interessantes e mesmo que você tenha que passar uns minutos no começo lendo a bíblia de descrição de tudo que é falado nessa space opera, depois você meio que vai absorvendo o resto por osmose — ou só aceitando tudo que tá acontecendo mesmo.

O combate é bom e funcional, e segundo relatos dos meus amigos, ele melhora depois. Ao contrário da exploração espacial, que dá uma piorada.

Recomendo Mass Effect tranquilamente, mas jogue no controle, por favor. O teclado é totalmente mal mapeado e fora dos padrões modernos.

Resident Evil 4 Remake (PC)

Resident Evil 4 Remake Cabin Fight - Leon parry + roundhouse kick on Make a GIF

Há uns dois anos, eu zerei o Resident Evil 4 original pela primeira vez. Sim, eu tava atrasado a esse ponto. Como eu falei, além de eu gostar de prazeres simples na época do PS2, eu ainda era muito cagão pra jogar jogos de terror.

Mas tudo mudou e eu zerei o Remake em 2025 também e achei um jogo excelente.Cortaram algumas coisas do clássico, mas mantiveram a bobajada toda dos diálogos do Leon.

Diferentemente do que muita gente por aí fala, acho que o remake de 4 resident evil se completa muito bem com o jogo original, e ambos merecem seu espaço no coração das pessoas.

Ah, a dublagem em português está ótima, com o dublador do Leon sendo o mesmo ator que faz ele desde os filmes CGI que a Capcom lançou anos atrás. Pode jogar em português sem pena.

Astro Bot (PS5) (Platina)

Free New Astro Bot Levels Are Dropping Like Weekly TV Episodes - Kotaku

Esse jogo se inspira muito em jogos de plataforma clássicos. Muito se fala que ele lembra muito Super Mario 64, mas ele lembra muito mais Crash Bandicoot, devido as fases serem mais lineares, indo do ponto A ao B.

O jogo tem muitas referências a outros jogos que fizeram sucesso nos consoles da Sony, onde você libera robozinhos vestidos como os personagens de games clássicos, sejam eles IPs da Sony ou não. Algumas franquias ficaram de fora inicialmente, como os jogos da Square, mas esses já apareceram nos DLCs.

É um game que eu acho que todos deveriam jogar, principalmente os que buscam desafio do troféu de platina.

Metaphor: ReFantazio (PC)

Metaphor: ReFantazio PC - FlixGames

O projeto da Atlus que tenta criar uma franquia nova, desligada da série Shin Megami Tensei e Persona, ainda que ela tenha elementos de ambas em seu gameplay. Foi um RPG muito bonito e muito difícil, e me surpreendeu o quão dolorida é a dificuldade no Hard, a ponto que tive trocar pro Normal e ainda assim, tive dificuldade com diversos momentos do game.

A história é bem amarradinha, e a trilha sonora de Shoji Meguro, foge completamente de seus trabalhos recentes. Eu tenho meus problemas com ela, pois o jogo sempre passa uma sensação de urgência mesmo em momentos onde o jogador não está na correria. Isso “cansa” um pouco, principalmente quando você quer explorar com calma, e o jogo parece que que não quer que você respire e continue sempre avançando a narrativa.

O combate é muito bom, usando o sistema de press turn de SMT, mas adaptado a esse game novo.

É um JRPG moderno de uma franquia nova, algo completamente raro hoje em dia, então eu indico que se você for fã do gênero, embarque sem medo.

Você pode ler meu review sobre ele aqui nesse link.

Indiana Jones and the Staff of Kings (PC) (?)

The Indiana Jones Game's First Trailer Lets You Whip the Hell Outta Some Nazis

O novo jogo do arqueólogo mais popular do cinema, dessa vez feito pela MachineGames. Inicialmente um exclusivo da Microsoft, as novas políticas da empresa fizeram com que tudo seja publicado no PC e nos consoles da Sony. Eu joguei ele no PC, e tive uma ótima experiência.

Eu tive medo de que, a perspectiva em primeira pessoa, estragasse a experiência de controlar Indy, ainda mais se tratando de um personagem bem elástico e que usa seu carísma e habilidades para cativar os espectadores. A desenvolvedora mitigou isso mostrando o personagem quando ele escala e se pendura, o que faz com que você veja o personagem às vezes na tela.

Fora isso, a exploração é bacana, e o jogo tem uns cinco lugares enormes diferentes para explorar, com missões bacanas e combate funcional, que foca muito mais no uso de objetos próximos para atacar os inimigos em stealth do que atirar pra todo lado.

A dublagem em português é uma bela duma bosta, pois ela não usa nenhum dos dubladores dos filmes, de nenhuma das dublagens que os filmes já tiveram. Por isso, eu preferi jogar em inglês.

Na época, aliás, não era possível escolher o áudio independente do texto, então eu tive que jogar tudo em inglês (que não é um problema), mas agora já possível escolher os áudios separados e ainda jogar sem os milhões de bugs do lançamento. Eu que me ferrei de jogar na semana que lançou.

Temos também um review dele escrito por mim aqui.

PORÉM, PARA TUDO! ACABEI DE LEMBRAR QUE O INDIANA QUE JOGUEI ESSE ANO NÃO FOI ESSE KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
Indiana Jones and The Staff of Kings | Games | The Guardian

O Indiana dessa vez foi STAFF OF KINGS, o game que saiu para PS2 e Wii em 2009, feito pela falecida LucasArts. Esse jogo tinha uma história de desenvolvimento interessante, onde a versão HD do game foi cancelada, e só lançaram a versão para os consoles fracos da época.

A versão principal desse acabou sendo a de Wii, e por isso, a versão de PS2 era cheia de quick-time events, onde o jogador precisa apertar diversos botões ou girar o analógico, que provavelmente eram movimentos do Wii Remote no console da Nintendo.

Pode-se dizer que o game é um Uncharted baixa-renda, e eu acho que ele é competente no que se propõe. Diferente do jogo da MachineGames, a experiência aqui é mais linear, realmente se parecendo com as aventuras de Nathan Drake. Indy é um pouco travado, porém, e o combate é pouco ortodoxo, principalmente em relação aos controles.

A história é bacana e é um daqueles games que se perderam no tempo, mas que reapareceu na retrocompatibilidade do PS4 e PS5, onde joguei E platinei.

Se você é fã da série de filmes e tem mente aberta para jogar jogos daquela geração, é uma ótima pedida.

(e desculpem pelo texto sobre o Indiana Jones and the Great Circle, eu escrevi tudo sem perceber que eu tinha jogado outro jogo lol)

Onimusha 2: Samurai’s Legend (PC)

Originalmente lançado no PlayStation 2 em 2002, Onimusha 2 segue um caminho diferente do seu predecessor. Ao invés de usar um ator vivo para vender a imagem do jogo, a ideia agora era trazer de volta à vida o falecido ator Yusaku Matsuda, que havia morrido 13 anos antes do game ser lançado.

O gameplay segue na toada do anterior: um Resident Evil de samurai no meio do mato e de vilas antigas japonesas. A dificuldade deu uma levantada — se você desconsiderar o dificílimo Genma Onimusha de Xbox — e a história ficou meio maluca, não sendo preciso levá-la tão à sério quanto no primeiro game.

Uma coisa estranha do jogo é o sistema de troca de itens, que é basicamente abandonado lá pela metade do jogo, mas você continua tendo acesso aos menus com todas as tralhas acumuladas e sem utilidade no final do jogo.

É um bom jogo, e seu remaster, lançado em 2025, é uma versão ótima do game, com assets melhorados com IA e retoque manual, fazendo com que a experiência seja bem superior em relação ao PS2.

Como de costume com jogos que jogo no lançamento, temos aqui um review LINDÃO que fiz desse remaster.

RAIDOU Remastered: The Mistery of the Soulless Army (PlayStation 5)

Mais um Remaster jogado nessa geração de jogos repetidos. Por outro lado, esse aqui na verdade é um REMAKE, o que faz com que o nome “Remastered” venda uma imagem muito errada do que é o game de verdade.

Lançado originalmente no PlayStation 2 como Devil Summoner: Raidou Kuzunoha vs. The Soulless Army em 2006, temos a história do detetive sobrenatural Raidou, que investiga a vida da jovem misteriosa chamada Kaya Daidouji aparece pedindo para ser morta. Logo em seguida, ela é sequestrada por soldados com armaduras futuristas — a Soulless Army (Exército Sem Alma).

Com ajuda de seu gato falante Gouto-Douji e de demônios aliados, Raidou precisa salvar Kaya, impedir que o Capitão Rasputin e o exército do futuro alterem o curso da história e proteger Tóquio de uma catástrofe espiritual e tecnológica.

Toda narrativa do jogo gira em torno desse primeiro ponto de roteiro, mas a trama vai evoluindo aos poucos ao longo dos seus capítulos, assim como seria uma história de uma série de TV.

Foi uma experiência bem legal, principalmente pra mim que não havia jogado o original. A história dá um 360 muito doido no final que faz tudo virar uma grande galhofa, mas o jogo é divertido e isso que importa.

Mais uma vez, você pode ler nossa análise completa do game aqui:,

Need for Speed: Most Wanted (2005) (PC)

Um grande jogo de corrido da era de ouro da série de corridas da EA. Lembro que eu só via esse jogo de relance quando era adolescente. Eu era um viciado em cultura japonesa num geral, então a estética americana e “gritty” me afastava um pouco. Porém, com o passar dos anos, fui começando a apreciar como essas coisas representavam a minha geração.

Desde o estilo de arte com grafite e sujeira, até as músicas que vão do hip-hop anos 2000 até o nu metal, Necessidade de Velocidade: O Mais Querido é um game que evolui a fórmula estabelecida em Underground, trazendo para um contexto menos de corrida noturna puxado da cena de tuning, e indo para algo mais industrial, com corredores do meio-oeste americano disputando espaço em uma cidade industrial.

A história é boba mas divertida e a jogabilidade é excelente, talvez até a melhor da série até hoje. Ignore completamente as bobajadas do NFS Unbounded e vá jogar o melhor já feito.

Meu review deste game pode ser lido aqui.

Super Mario Bros Mini (Gameboy Color)

Um interessante jogo homebrew feito por Mico27, disponibilizado de graça em sua página do Ich.io. Como você deve imaginar, esse é um demake de Super Mario Bros 1, feito especificamente para o Gameboy Color.

Sim, existe uma versão de SMB1 lançada oficialmente, mas ela é um port direto do NES, que não levava em consideração o tamanho da tela, fazendo com que a visão do jogador fosse limitada em relação a versão original.

Em SMB Mini, os sprites foram redesenhados, mas a jogabilidade se mantém a mesma. É um ÓTIMO jogo de plataforma para se zerar numa tarde, além de ser uma conversão muito legal do game original. Recomendo.

Parking Garage Rally Circuit (PC)

Parking Garage Rally Circuit — Walaber Entertainment

Esse game ganhou meu coração no instante em que vi vídeos dele no canal do Digital Foundry. Se trata de um jogo de corrida onde tudo é feito em estacionamentos fechados. Com isso, temos curva fechadas e espaços limitados, mas que ainda assim entregam uma experiência bem divertida.

Ao contrário de muitos jogos retrôs, esse aqui se inspira muito mais no estilo gráfico do Sega Saturn — mais um motivo pra ganhar meu coração –, com dithering no lugar de transparências, além de polígonos menos definidos.

Não só isso, mas os mais atentos vão perceber que até o menu de pausa do jogo é uma homenagem ao Action Replay do Sega Saturn, o que é uma puta referência obscura, e se eu não tivesse meu Saturno ligado na TV, eu nunca pegaria essa.

A jogabilidade é boa. Os carrinhos parecem saídos de um anime do Akira Toriyama ou do jogo Metal Slug, então eles se sacodem e mexem de forma engraçada, reagindo aos movimentos bruscos das curvas constantes.

É um excelente jogo de corrida e um dos meus favoritos de todos os tempos. Sim.

Ys IX: Monstrum Nox (PS5)

Monstrum Nox Ys9 GIF - Monstrum Nox YS9 YSIX - Discover & Share GIFs

Após zerar o excelente Ys VIII: Lacrimosa of Dana, eu queria chegar no próximo passo da série da Nihon Falcom. Com a expectativa baixa, porém, pois todos os reviews que vi tratavam o jogo como um passo atrás.

E não deu outra: a estética e ambientação dentro de uma cidade e não em um mundo aberto, fazem com que toda ambientação tenha um tom acinzentado e os personagens não são tão interessantes.

Bem, é verdade que Ys sempre foi um RPG que encantava pelas mecânicas e não muito pela história, mas depois do oitavo jogo, eu esperava algo no mesmo nível.

Infelizmente não é isso que temos aqui. Com personagens esquecíveis e mecânicas chatas que servem para esticar o jogo — como aquelas malditas raids –, Ys 9 é um jogo que me vi jogando só por jogar. Dificilmente a história me prendia e lá pela metade, eu já estava pulando os diálogos e indo para as lutas pra finalizar logo o game.

Ele está quase sempre na Plus como jogo de catálogo, mas não recomendo comprar esse de jeito nenhum.

Resident Evil 2 (PS1)

Não sei que fogo no rabo me deu de querer zerar RE2 de novo. Não tem nem 2 anos que joguei no PS Vita, mas como lançaram na Plus, eu resolvi jogar no PS5 só pra distrair a cabeça.

Dessa vez, pra variar, fiz a campanha da Claire (A), e pretendo terminar o Leon (B) pela primeira vez na vida. Sinto que estou melhorando em survival horrors, mas meu favorito do gênero nesse ano ainda está por vir na lista. Aguarde.

Spider-Man Remastered (PS5) (Platina)

Spider-Man PS4 Swing Action: Dynamic City Adventure in Motion

SETE anos depois de zerar o game original (nossa, como o tempo passa…), e depois de me decepcionar bastante com o que fizeram com o Peter no segundo jogo, resolvi voltar para as raízes e começar do zero o primeiro game da Insomniac.

Temos aqui o jogo perfeito do Aranha que deveria servir de template para todos os jogos futuros do herói: jogabilidade redondinha, trilha sonora digna de filme e uma história até competente (mas não perfeita).

A versão remastered trocou a cara do ator que faz o Peter por um cara que é efetivamente menos feio, mas é uma sacanagem com o ator original. A dublagem em português é ótima, mas tem aquele problema esquisito de chamar os heróis pelos nomes em inglês.

Recomendo bastante o jogo caso não tenha jogado, só fique longe do jogo do Miles ou do segundo.

Ah, e platinei pela segunda vez o jogo, dessa vez jogando todos os DLCs que não tinha jogado no PS4. Valem muito a pena!.

Silent Hill 2 Remake (PS5)

Silent Hill 2: An Animated Journey into Dread

Sempre fui cagão com jogo de terror, desde pequeno. Quando meu saudoso pai jogou o Silent Hill original no nosso PS1, eu ficava com cagaço só de sentar na sala junto com ele, de tão frouxo que eu era.

Os tempos passaram e obviamente que meu apreço por jogos do gênero só cresceu. Ainda assim, Silent Hill eu nunca havia encostado, e foi com o remake que eu consegui pela primeira vez zerar um game da série.

Com uma história independente dos outros games, SH2 tem uma trama psicológica digna de um dos melhores filmes de terror que poderia ser, com um plot twist que estava lá desde o começo para os mais atentos. Eu tive a sorte de conseguir viver ATÉ HOJE sem spoiler da história original, e terminei o jogo sem saber o que rolou de verdade no final.

Os controles e ambientação do remake estão ótimos e eu fiquei feliz com o trabalho da Bloober Team em refazer um jogo tão amado.

Pokémon Picross (GameBoy Color)

Esse veio totalmente fora da curva, né? Esse jogo nunca foi oficialmente lançado, tendo sido vazado no gigaleak de arquivos da Nintendo, que rolou em 2020.

Aqui temos um clássico jogo de Picross, que são aqueles puzzles numéricos similares ao Sudoku. Você tem números ao lado das linhas e colunas que dizem quantos espacinhos precisam ser pintados. Ao final, você forma uma imagem, que aqui são artes de Pokémon.

O jogo é MUITO BONITINHO e absorve bem a estética dos games, sem copiar os sprites. Ele também reaproveita muito dos assets do jogo Mario’s Picross, mas agora está totalmente colorido e com puzzles da série de monstrinhos.

É um jogo que testa sua inteligência e é bem legal de aprender. Eu e minha namorada terminamos ele ao longo o mês de dezembro e foi uma experiência muito divertida, que me fez ir atrás de outros jogos da série Picross, que existe até hoje no Switch.

Like a Dragon: The Man Who Erased His Name (PS5)

Conheça Like a Dragon Gaiden: The Man Who Erased His Name! - Trivia PW

Após zerar o Yakuza de Piratas, que você pode ler o meu texto aqui, me senti compelido a matar o outro jogo “Gaiden” da série Yakuza, que inclusive saiu antes do de piratas, mas eu nunca tinha jogado.

Aqui, sabemos o que aconteceu com Kiryu depois do final de Yakuza 6. O jogo também se passa ao mesmo tempo que o sétimo jogo, e o clímax de ambos os jogos são durante o mesmo evento, mas em áreas diferentes.

Infelizmente, esse aqui caiu na mesmíce. O game ainda é um beat n’ up, com as mesmas cidades de antes, com quests parecidas, etc. É bom para saber a história do Kiryu, mas ela não evolui muito.

Apesar do bom gameplay, a fórmula original da série já deu uma boa cansada.

Victory Heat Rally (PC)

a video game screen shows a car driving down a track and the time of 3:32

Outro jogo de corrida indie que descobri sei lá como. Esse aqui possui gráficos dos carros em 2D, similar a um F-Zero da vida, com a diferença que o game usa uma engine 3D para os cenários. A arte lembra um anime dos anos 90, mas o jogo foi feito por ocidentais.

A jogabilidade com drifting e curvas longas é legal, mas enjoa rapidamente, tanto que zerei aos poucos durante o ano de 2025. Compre em promoção ou sei lá, ignore.

Mega Man X (SNES)

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Precisa falar algo? É a jogatina anual em live. Foi divertido voltar às lives depois de um ano tão complicado, mas o calor do fim do ano impede que isso aconteça com tanta frequência. Esse é o melhor jogo de todos os tempos.

Tentei jogar uma versão com música arranged com aquele esquema do MSU-1 Chip, mas o jogo travou depois da primeira fase. Meh.

Spyro: The Dragon – Reignited Trilogy (PS4) (Platina)

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Remaster de três jogos clássicos do PS1, essa coletânea chamada Spyro: The Reignited Trilogy transforma os 3 jogos clássicos da Insomniac em algo tão lindo de se ver, a ponto de parecer um filme da Dreamworks.

Quando criança, só joguei o primeiro e não passava da segunda fase. Sei lá, eu não entendia direito a disposição das fases, que eram espalhadas em portais por diversos hubs, como em Mario 64.

Meu pai amava me ver jogando esse, e jogar o primeiro e platinar, me fez lembrar muito do meu velho. Certeza que ele me viu jogar dessa vez também.

Tomb Raider: Anniversary (PS2)

Tomb Raider GIFs | Tenor

Há muitos anos, eu comprei um Humble Bundle com todos os jogos de Tomb Raider clássicos por um mísero dólar. Eu sempre via meu pai e meu primo jogando os dois primeiros, mas eram jogos complexos e até chatos para uma criança de 9 anos como eu.

Depois de anos, eu ainda tinha fascínio pela saga, tanto que o tema do primeiro game mora na minha cabeça de graça por todos esses anos, tendo sido até meu despertador uma época.

O remake do primeiro game, feito pela Crystal Dynamics e lançado para tudo que é plataforma na época, é uma continuação do design usado em TR: Legends, mas dessa vez ajustado para o gameplay de plataforma e fases longas, característicos do jogo original.

Lara agora tem mais movimentos e as fases foram repaginadas, mas sem perder a ideia original.

Pra mim esse é o template perfeito de Tomb Raider. Ainda não é o melhor jogo de se jogar, mas entrega exatamente o que a série é, diferentemente da trilogia Survivor que começou com o Reboot de 2013.

O jogo exige um pouco mais do jogador, pois você não vai simplesmente forçar seu caminho através das fases, podendo — e ficando — várias vezes preso em lugares difíceis de resolver o puzzle. Então, caso queira escolher um jogo antigo da série para se aventurar, vá nesse. É isso ou tentar o próximo jogo dessa lista, que é…

Tomb Raider (PC)

Tomb Raider I-III Remastered GIFS

Junto do Anniversary, eu resolvi fazer uma maluquice: jogar o original e o remake AO MESMO TEMPO, pra ver as diferenças entre os jogos.
Eu nunca havia zerado nenhum dos dois, apesar de tê-los jogados ao longo dos anos mas sempre sem terminar.

Dessa vez não: eu fui até o fim, abusando dos save states nesse aqui, que é um dos jogos mais frustrantes e confusos já feitos, mostrando realmente ser um jogo de PC feito em 1996.

A ambientação é incrível, mas muito do design realmente envelheceu mal, fazendo com o que jogador recorra à guias várias vezes durante a aventura.

TR1 é um game das antigas, com poucos combates e muitos puzzles, se assemelhando muito ao que seria um Prince of Persia clássico, só que totalmente  em 3D. Falo isso pois todo movimento tem que ser friamente calculado, e todo o cenário é pensado de forma se encaixar nas capacidades de movimentos da Lara.

É um jogo que merece ao menos ser experienciado uma vez, talvez jogando as duas ou três primeiras fases, pois reconheço que a galera mais jovem — e até os velhos sem costume — vão se afastar.

Eu joguei o Remastered Trilogy no PC, onde é possível trocar os gráficos para algo mais moderno a qualquer hora e também jogar com controles “modernos”. Porém, acabei usando os gráficos clássicos e controles de tanque mesmo, já que eles ajudam a ver melhor o cenário e a controlar melhor a Lara, respectivamente.

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E assim terminamos mais uma lista de jogos!

Acho incrível que consegui jogar tanta coisa esse ano. Videogames sempre fizeram parte da minha vida e agradeço muito ao meu pai por poder me proporcionar isso, tanto que eu lidei muito com a sua perda através dos jogos, que me distraíram em um momento que é talvez o mais difícil pra toda minha família.

Sobre os jogos, acho que tivemos uma variedade gigante esse ano, perdendo somente para o icônico ano de 2020.

Abaixo estão links para o que eu joguei nos anos anteriores. Comente aí sobre o que achou. Até a próxima!

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Como foi ao ano de 1996 para os vídeo games https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/08/03/como-foi-ao-ano-de-1996-para-os-video-games/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/08/03/como-foi-ao-ano-de-1996-para-os-video-games/#comments Sat, 03 Aug 2024 08:00:07 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=17052 Em 1983, houve um “crash” na indústria gamística. A indústria estagnou por 3 motivos: havia vários consoles nas lojas (12, pra ser mais exato) e a diferença gráfica entre eles era mínima, os controles eram pouco precisos ou costumavam quebrar facilmente e não havia uma Assistência Técnica Especializada na época. A falta de criatividade das […]

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Em 1983, houve um “crash” na indústria gamística. A indústria estagnou por 3 motivos: havia vários consoles nas lojas (12, pra ser mais exato) e a diferença gráfica entre eles era mínima, os controles eram pouco precisos ou costumavam quebrar facilmente e não havia uma Assistência Técnica Especializada na época. A falta de criatividade das produtoras em fazer jogos diferentes, a maioria eram apenas clones um dos outros pela falta de direitos autorais naquela época.

ASSISTAM – Super Castlevania IV – Do início ao Fim

Isso fez com que várias empresas como a Mattel, Coleco e outras menos conhecidas quebrassem no seu departamento gamístico e nunca mais fossem uma potência novamente. A Coleco ainda chegou a fabricar alguns computadores mas ela nunca mais foi a mesma. A Atari foi a única que sobreviveu mas também nunca fez nada memorável até que ela decidiu parar de fazer hardware.

Mas essa história todos já conhecem. O que estou para comentar aqui foi outro “crash” que aconteceu na história mas não foi tão forte e abalador quanto o de 1983, mas afetou as pequenas produtoras e chegou a afetar um pouco o futuro das grandes.

Reprodução: Internet

O ANO DE 1996

O ano: 1996. Pouca gente prestou atenção nisso porque estavam todos loucos pra jogar o Nintendo 64 que acabara de sair, ou estavam comentando sobre o leitor de “farinha” do PlayStation que quebrava facilmente ou do Sega Saturn que havia sido lançado mas não estava superando as expectativas da Sega.

Enquanto esses 3 consoles estavam “bombando” na mídia, exatos 10 consoles/add-ons estavam sendo descontinuados: Sega CD, Sega 32X, TurboGrafx 16/PC Engine, Turbo Duo/PC Engine CD, 3DO, Atari Jaguar, Atari Jaguar CD, Philips CD-i, Virtual Boy e o Apple Pippin (esse no comecinho de 1997).

LEIAM – Dicefolk – uma tomada refrescante aos roguelites

Até o fim da década de 1990, era comum ver uma ou outra empresa grande em outro departamento apostar na indústria gamística mas quase sempre essa ideia não dava certo – ainda mais depois que a Nintendo trouxe os direitos autorais e conseguia segurar a maioria dos jogos exclusivos de outras empresas em seus consoles até 1996.

A verdade é que empresas como a Atari perderam a força porque não conseguiram se adaptar ao novo mercado multimilionário e tiveram que reformular seus planos, que nesse caso seria ao invés de produzir hardware passar a fabricar software para os consoles das outras empresas.

Reprodução: Internet

GRANDES IDEIAS

Grandes ideias, como a 3DO Company de Trip Hawkins falharam quase que completamente mesmo com apoio de grandes empresas como LG, Matsushita (Panasonic), AT&T, Time Warner e Electronic Arts. No começo as empresas até acharam legal a cobrança de apenas 3 dólares para poder lançar um jogo no console, mas como o alto preço inicial do console e a falta de variedade de títulos no lançamento acuminou na decadência rápida do console.

A ideia de Trip não era criar um novo console, mas sim criar um padrão como a JVC havia feito com o Vídeo Cassete: qualquer empresa pagava um pequeno royalty para a 3DO Company e poderia fabricá-lo – mas a ideia falhou porque haviam muitas empresas envolvidas com o 3DO e a royalty era paga a todas elas, o que deixava o preço um pouco fora do alcance do público. Isso também fez com que muitas publicadoras ficassem longe do console.

O Philips CD-i, por exemplo, que nasceu no desenvolvimento do SNES CD que estava sendo produzido pela Sony mas a Nintendo acabou chamando também a Philips para desenvolver um. Isso irritou a Sony que largou o seu projeto e fez o PlayStation e a Philips também largaria o seu e transformaria no CD-i que falhou por investir em quase que sua maioria jogos FMV (que estavam em “alta” na época) mas tinha controles péssimos e pouca variedade de jogos no fim das contas.

Reprodução: Internet

O MARKETING

O marketing também era uma coisa importante na época, e foi o que acabou com a credibilidade da Atari. O seu console Atari Jaguar foi vendido como um aparelho de “64-bits” por conter 2 processadores de 32-bits de pequena potência dentro do console mas devido ao tamanho pífio do cartucho (apenas 32mbit) isso acabou gerando vários jogos com gráficos que eram pouco melhores do que um Mega Drive/Super Nintendo, quem diria confrontar com um Sega Saturn por exemplo.

Então ela pensou que lançar um add-on de CD resolveria, e novamente não resolveu. O seu hardware era fraco, defasado e o add-on morreu pouco menos de 1 ano depois que foi lançado com pouquíssimas unidades vendidas.

LEIAM – Não importa a plataforma, divirta-se!

Nem mesmo a Nintendo escapou. O Virtual Boy é conhecido mundialmente como uma das maiores falhas da indústria. O projeto era pretensioso durante seu desenvolvimento mas acabou esbarrado numa limitação de 2 cores (vermelha e preta) para baratear o custo do hardware e acuminou em apenas 17 jogos desenvolvimentos para a plataforma em pouco mais de 1 ano.

Quem acompanhava as notícias na época podia ver que haviam mais de 100 jogos anunciados para ele e todos foram cancelados de uma hora pra outra depois do seu lançamento.

A verdade é que a indústria amadureceu em 1996. Não era apenas lançar “qualquer coisa” e fazer um marketing bonitinho que faria com que os jogadores comprassem seu console. Em 1996, a internet já estava engatinhando e o que não faltavam eram revistas com reviews dos jogos – coisa que não havia em 1984 quando aconteceu o primeiro Crash. Você podia conhecer o jogo antes mesmo de comprá-lo, nem que fosse apenas por imagens e opiniões de outros jogadores.

Reprodução: Internet

NO FIM DAS CONTAS

A Sega se deu mal fora do Japão: embora no Mega Drive a situação fosse contrária, no Saturn ela apostou contra a maré da indústria e colocou um hardware mais potente para o 2D e muito complexo de se programar e depois de pouco mais de 1 ano as empresas começaram a correr do console e apenas no Japão a produção ficou a mesma – é tanto que o Saturn lá foi descontinuado apenas em 2000, enquanto no resto do mundo foi em 1998 com pouquíssimos lançamentos naquele ano.

LEIAM – Por que decidimos falar sobre videogames?

A Nintendo também sofreu por se “opor” a tendência da indústria: seu novo console foi atrasado por 1 ano e saiu em 1996 usando cartuchos que eram caros de fabricar e acabavam por ter cortes no áudio e CGs em quase todos os jogos, raras foram as exceções como Resident Evil 2. Isso fez com que a maioria das grandes empresas como Squaresoft, Enix, Capcom, Konami, entre outras, lançassem poucos ou nenhum jogos na plataforma e migrassem seus projetos para o PlayStation.

Na 5ª Geração de Consoles, a Sony foi a grande vencedora porque o seu console era barato, tinha um hardware bom e fácil de programar, utilizava CDs, com o cartão de memória você podia salvar os jogos e jogar na casa dos seus amigos (valido para todos os jogos) e o seu controle até hoje é considerado por muitos o melhor controle já criado da história.

A verdade é que esse “crash” de 1996 ensinou as empresas uma coisa: não adianta ir contra a indústria se a sua ideia não é melhor do que as concorrentes e não adianta se fechar apenas para o seu nicho de jogadores, o foco deve ser sempre a maior fatia do mercado se quiser ser a empresa que dita as tendências e ela quiser permanecer no topo.

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O que eu joguei em 2019 | Diogo https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/01/11/o-que-eu-joguei-em-2019-jogo/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/01/11/o-que-eu-joguei-em-2019-jogo/#respond Sat, 11 Jan 2020 11:00:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/01/11/o-que-eu-joguei-em-2019/ Olha só, estamos na nossa sétima participação do meme “O que você jogou em 20xx“, um meme organizado por nosso grande amigo, Marvox, do blog Marvox Brasil, que completou recentemente 10 anos de vida, onde descrevemos sobre cada jogo que jogamos ao longo do ano. Sou muito grato por participar desse meme que reúne tanta […]

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Olha só, estamos na nossa sétima participação do meme “O que você jogou em 20xx“, um meme organizado por nosso grande amigo, Marvox, do blog Marvox Brasil, que completou recentemente 10 anos de vida, onde descrevemos sobre cada jogo que jogamos ao longo do ano.

Sou muito grato por participar desse meme que reúne tanta gente bacana que produz conteúdo sobre games. Acho que não preciso dizer a vocês que devem visitar cada um dos links dos participantes e prestigiar o incrível trabalho feito por cada um deles.

Qual é, não vai cair sua mão. Claro, mas faça isso depois de ler o que eu joguei em 2019, OK?

Então lá vamos nós.

RESIDENT EVIL 2 REMAKE

Resident Evil 2 Remake poderia ter sido o meu jogo favorito de 2019 se um outro jogo ai não tivesse sido lançado ainda esse ano. Também não posso dizer que não liste como um dos favoritos, alias, to até pensando em fazer um listão com os meus jogos favoritos da nova geração, aproveitar que ela ta no fim de vida. É. To devaneando.

LEIAM – Resident Evil 2 Remake | Uma aula de como se fazer um remake

RE2 Remake é o remake que não conseguiríamos conceber em nossos sonhos mais molhados, de tão bom que ele se saiu. Infelizmente algumas pessoas não gostaram por fugir do que fora o original, mesmo respeitando detalhes cruciais do enredo, além de nos entregar um Mr X mais chato do que o anterior. O miserável me causou altos sustos e momentos de tensão.

Independente de gostar ou não por conta de pequenos detalhes, temos um jogo que certamente consegue agradar a gregos e troianos por conta da ótima jogabilidade – O que pode ser questionável levando em conta que tiros críticos são um porre de se conseguir e as vezes gastamos um pente na cabeça do zumbi e ele não morre. Continua sendo visualmente incrível.

Se ainda não jogou, recomendo fortemente que compre porque realmente vale muito a pena.

THE OUTER WORLDS

jogo

The Outer Worlds é o novo RPG da Obsidian, responsável por um dos melhores Fallout’s de todos os tempos.

Esse game maravilhoso eu terminei recentemente por conta do Game Pass, mas está na minha lista de jogos a serem comprados em mídia física – Junto com Resident Evil 2 Remake.

Obsidian trouxe tudo o que tornava Fallout incrível e trazendo uma jogabilidade semelhante mas com conceitos originais e diversos novos elementos, tudo muito requintado, e planetas para desbravarmos.

Esse elemento é muito importante, porque realmente tem bastante coisa para se fazer em cada um deles. Fora os companions que são muito divertidos.

LEIAM – The Outer Worlds | Tudo o que o espaço tem a oferecer

Eu realmente espero que The Outer Worlds receba mais conteúdo em breve para que eu possa retornar ao espaço com minha tripulação.

Os dias perderam um pouco de brilho após a conclusão da história, mas havia chego em um momento que não havia mais nada para se fazer. Eu gastei mais do que o tempo necessário fazendo todo tipo de quest secundária afim de estender ainda mais o tempo de jogo, mas chegou o momento que não tinha mais nada a ser feito.

Cogitei tentar fazer os 1000g, só que não tenho tempo e nem paciência pra isso.

Como notaram, esse daqui é o meu jogo favorito de 2019, a cereja no topo do bolo de jogos que encarei ao longo do ano. To devendo analise dele aqui no site, mas vai sair, lá para janeiro aparece, então fiquem ligados.

THE SURGE

jogo

The Surge é um jogo que estou com ele a certo tempo mas sempre me desanimou ao começar a jogar. Eu odeio o gênero souls-like com todas as minhas força, abomino, mas eu quis dar uma chance ao jogo por conta da temática e porque simpatizei com a história do protagonista Warren.

Agora você me pergunta: Mas tá jogando?

Eu diria que to enroscando e me vendo obrigado a retornar a todo momento pra upar o maldito núcleo do exoesqueleto, que é o que alimenta todo o aparato e possibilita melhorar armadura e etc…

Entendam, não estou dizendo que o jogo seja ruim por conta disso. Só que não é pra mim. Continuarei dando alguma chance a ele pra ver até onde consigo chegar, mas suspeito que irei abandonar muito em breve. Pobre Warren, ainda bem que muitas pessoas deram um fim ao seu sofrimento.

NINJIN: CLASH OF CARROTS

jogo

Ninjin – Clash of Carrots é aquele titulo despretensioso para passar algumas horas e voltar sempre que pode, por ser um jogo bem rápido e que casa perfeitamente para ser jogado em smartphones.

LEIAM – Ninjin: Classh of Carrots | Coelhos, Cenouras e Raposas

Esse daqui foi desenvolvido por um estúdio brasileiro que fez um trabalho incrível, e que certamente vai agradar adultos, jovens adultos e crianças.

Tá ai um que to ansioso para jogar com meu filho quando ele tiver idade para isso.

FALLOUT 76

Fallout 76 é o jogo que dei oportunidades, muitas oportunidades mesmo, tentei não ser injusto com ele mesmo diante da enxurrada de criticas pesadas recebidas ao longo do seu lançamento e pós-lançamento, mas ele não ajuda a si mesmo.

Depois de muito insistir por meses acabei desinstalando o jogo do console. Foi doloroso lidar com o fato de que um jogo que poderia ter sido tão grande ter errado tanto, e a desenvolvedora não entender a mensagem dos fãs nesse processo.

LEIAM – FALLOUT 76 | Um lançamento Problemático

Eu queria ter coisas boas para falar do jogo, mas suas missões são enfadonhas, a ausência de NPCs humanos realmente dá uma sensação de vazio e que não há nada relativamente interessante para se fazer. Na verdade não tem nada mesmo.

Todas as missões são no mínimo decepcionantes, inclusive algumas que possui um começo cercado de mistério mas se desenrola de uma maneira estupida, e como se não bastasse, os bugs ainda estão lá.

Torço para que a Bethesda reencontre o caminho e nos entregue um Fallout 5 com engine renovada e decente para compensar isso aqui – Acho que sai Elders Scrolls VI antes de um Fallout 5.

BRAWLOUT

Brawlout é um jogo que me surpreendeu, pois sempre pensei que todo brawler fosse só mais um clone de Smash Bros.

Não que ele não seja, claramente e “cuspidamente” explicito que ele não só bebe como gargareja a essência de Smash Bros, só que ele faz isso muito bem.

LEIAM – Brawlout | Uma alternativa para os amantes de Smash Bros

O único ponto negativo é que seus personagens não possuem muito carisma, o que é compensado com personagens de outros indie games que estão participando do jogo como convidados: Yooka-Laylee, Hyper Light Drift, Guacamelee e Shovel Knight, deve ter mais mas to com preguiça. Leia o review clicando no titulo em negrito, vai.

É um jogo divertido para passar o tempo e que se estiver em promoção até compensar pegar no caso de você não ter um Nintendo Switch com Smash Bros Ultimate e seus milhões de personagens.

ONIMUSHA WARLORDS REMASTER

Onimusha Warlords é outro remaster que a Capcom nos brindou nesse ano de 2019 e que fez a alegria da galera retrogamer.

É um jogo que apesar da melhoria gráfica não mudou absolutamente mais nada nele, exceto resolução, mas de resto continua tudo lá. Podemos dizer que o jogo recebeu um banho de loja e ficou bonitão.

LEIAM – Onimusha Warlords Remaster | Um Clássico atemporal, ou quase

No passado o que mais joguei foi o terceiro jogo da franquia, aquele com o ator francês, Jean Reno.

Encarar esse daqui foi uma surpresa boa, porque me deparei com um jogo que possui diversos dos elementos de Resident Evil. Na verdade era para ter sido um da franquia e tal. Cês conhecem a história, então não vou estender muito.

Quero ver se retorno com as lives do canal e pegue ele pra jogar do inicio ao fim por lá.

RAGE 2

RAGE 2 é uma loucura sem tamanho, universo grande, diversas sidequest’s, recentemente saiu algumas dlc’s, tem a BFG de DOOM na edição deluxe e ainda to jogando. Não me falta muitas horas para concluir o jogo, só preciso parar de ficar fazendo missões secundarias e pular logo para as principais.

LEIAM – RAGE 2 | Despretensioso, rápido e desafiador

O jogo é divertido, não tanto quanto eles tentaram passar com todo o marketing mas o humor ainda tá lá nos diálogos. Se Bethesda errou feio com Fallout, com RAGE 2 ela acertou em cheio, porque é disparado um dos jogos de ação mais legal desse ano – Mesmo não sendo tão engraçado. Oras, se me promete humor eu quero humor, simples assim.

Ele é repetitivo pra cacete, mas não deixa ser divertido retornar aos ermos para esmagar mutantes e todo tipo de lixo que tem por lá.

O jogo entrou no serviço de Xbox Game Pass, então se você é assinante, acredite, vale a pena dar uma chance ao jogo.

OS PARTICIPANTES

Blog Desocupado => Paulo Victor
Gamerniaco => Eduardo Farnezi
Gamer Caduco => Caduco
Jogatinas Saudáveis => Vigia
Locadora Resident Ivo => Ivo Ornela
Marvox Brasil => Marvox
Vão Jogar! => SucodelarAngela
Vão Jogar! => Tchulanguero
Vão Jogar! => Somari
Videogames com Cerveja => Felipe B. Barbosa

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#PlayWoo | Farsando em Resident Evil 2 ao vivo https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/01/20/resident-evil-2-gameplay/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/01/20/resident-evil-2-gameplay/#respond Sun, 20 Jan 2019 14:25:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=5483 Resident Evil 2 é de fato um dos melhores games de sua geração, não dá pra discordar quando a isso. Eu mesmo possuo uma relação de amor com o titulo, porque tive a oportunidade de apreciá-lo na época do lançamento. Inclusive escrevi a respeito dessa relação da franquia com minha família em um especial do […]

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Resident Evil 2 é de fato um dos melhores games de sua geração, não dá pra discordar quando a isso.

Eu mesmo possuo uma relação de amor com o titulo, porque tive a oportunidade de apreciá-lo na época do lançamento. Inclusive escrevi a respeito dessa relação da franquia com minha família em um especial do dia dos pais.

LEIAM –  Meu pai e seu vício em Resident Evil

Dito isso, resolvi relembrar a experiência de jogar o game em toda a sua glória. Foi uma vergonha ao vivo, mas não me incomodo, porque é sempre prazeroso retornar a velha e boa Raccoon City.

Confiram logo abaixo o game e se divirta!

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Brasil Game Show 2018 | Análise Definitiva sobre o Evento https://www.arquivosdowoo.com.br/2018/10/18/brasil-game-show-2018-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2018/10/18/brasil-game-show-2018-analise/#respond Thu, 18 Oct 2018 13:21:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2018/10/18/brasil-game-show-2018-analise/ Olá, QUERIDÕES que visitam o ARQUIVOS DO WOO, estamos aqui numa verdadeira maratona de eventos, começando com o caro e decepcionante GameXP que aconteceu no Rio de Janeiro, dessa vez temos o maior evento de games da América Latina, a Brasil Game Show. Chegando em sua 11ª edição — se contarmos com a Rio Game […]

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Olá, QUERIDÕES que visitam o ARQUIVOS DO WOO, estamos aqui numa verdadeira maratona de eventos, começando com o caro e decepcionante GameXP que aconteceu no Rio de Janeiro, dessa vez temos o maior evento de games da América Latina, a Brasil Game Show.

Chegando em sua 11ª edição — se contarmos com a Rio Game Show de 2009 –, o evento liderado pelo fluminense Marcelo Tavares junta grandes nomes da indústria de videogames, além de lojas, produtoras indies e outros expositores em um espaço bem grande em São Paulo durante cinco dias, onde os visitantes podem aproveitar demos de futuros lançamentos, fazer compras, lanchar nos food trucks, socializar, fazer cosplay e até mesmo conhecer seus ídolos da indústria.

AMBIENTE

O lugar escolhido para essa edição é o já conhecido Expo Center Norte, localizado na Zona Norte da cidade de São Paulo. O lugar possui cinco pavilhões, totalizando quase 100 mil m², o suficiente para absorver as mais de 150 mil pessoas que comparecem ao evento todos os anos (não ao mesmo tempo né).

Com isso, temos já o primeiro ponto positivo da feira. O Expo Center Norte é do tamanho de uma FAZENDA. Isso faz com que a circulação, mesmo nos últimos dois dias, seja relativamente fácil, sem filas pra passar em corredores e outros contra-tempos.

A segurança do evento foi grande. Vários guardinhas na entrada com detetores de metais, com fiscalização de mochila e tudo. Ou seja, completamente diferente da GameXP onde o cara usava seu poder Jedi pra escanear sua mente pra saber se você iria matar alguém la dentro. Além disso, havia enfermaria e ambulâncias disponíveis, o que acredito que seja uma exigência da prefeitura para esse tipo de evento.

Outra coisa legal foi que, segundo informações, 70% dos contratados temporários da própria BGS foram pessoas com alguma deficiência. Essa inclusão é muito importante, ainda mais dada a dificuldade de se conseguir emprego no Brasil, por mais que este seja temporário.

Se há algo ruim nessa questão seria a disposição de alguns estandes. Não faz sentido termos Playstation e Xbox colados um com o outro, ainda mais sabendo que são os estandes mais procurados. Isso fez com que o pavilhão onde eles estavam — que também estava as Lojas Americanas, muito requisitada — ficasse inchado, enquanto que outros setores ficassem mais vazios. Seria interessante se nas próximas edições isso fosse aprimorado de forma que os estandes maiores servissem como uma “ilha”, com diversos estandes menores ao redor, até porque isso ajudaria na divulgação dos mesmos.

Ainda assim, nada muito problemático, vale dizer.

JOGOS


Sabe, quando saí da GameXP no mês passado, evento este organizado pela família Medina, a mesma do Rock in Rio, tive a impressão de que enfrentei filas enormes e não joguei muita coisa. Aqui na BGS tivemos a situação oposta. Era notável a satisfação das pessoas ao sair do evento. Incrivelmente todo mundo conseguia jogar bastante coisa, desde indies até arcades ou jogos da moda em PC/PS4/XONE.

Logicamente, nem tudo são flores, e cada estande fez um approach diferente sobre como absorver a quantidade enorme de pessoas querendo jogar, nem que fosse por apenas 15 minutos.

A Sony repetiu o sistema que vêm usando em todas as suas presenças em feiras mundialmente: você precisava baixar o app Experiência PlayStation, se cadastrar ou logar com sua ID da PSN e esperar a abertura de horários para reserva. Esses foram previamente divulgadas no Blog Playstation, mas não o suficiente fora de lá, tanto que MUITA GENTE acabou ficando na fila do backup, que só entrava gente quando a reserva furava.

Além disso, esse sistema funciona melhor quando se tem muitas estações para cada jogo. Porém, na BGS cada game tinha apenas 4 consoles no máximo, fazendo que a reserva dependesse de sorte + conexão boa com internet, até porque as vagas acabavam em SEGUNDOS.

Eu mesmo não consegui jogar Days Gone e nenhum jogo VR no estande da Sony, porém consegui com até certa comodidade, aproveitar as demos de Resident Evil 2, Sekiro: Shadows Dies Twice, Kingdom Hearts 3 (duas vezes!) e Dead or Alive 6.

Os outros estandes, como da Activision, XBOX e todos os que tinham jogos de PC adotaram o sistema de fila simples, e aí caíamos naquele velho problema de poucas máquinas em relação ao número de pessoas.

Digo, eu fui em quatro dias de evento, mas imagina o cara que só pode ir em UM, e nas 8 horas que ele poderia ficar lá dentro, passar de uma à duas numa fila pra jogar 15 minutos de um jogo é desanimador. Sendo assim, eu mesmo me aventurei pouquíssimo nesses setores. Me arrisquei a esperar por Devil May Cry 5 na XBOX, porém em 20 minutos, a fila sequer se mexeu e por isso desisti.

Havia também um pavilhão inteiro dedicado a jogos de PC, principalmente os multiplayers. Lá também tinham estandes de grandes como a Razr, que vendia seus acessórios.

 

Corredor dos Indies

Um ponto a parte foi o setor dos indies nacionais, com muitos jogos que iam além do pixel art manjado ou da animação em vetores similar a Flash.

Destaque vai para o INCRÍVEL Dolmen” da Massive Work Studio“, que já esteve presente no ano passado e que esse ano mostrou como o jogo está quase pronto. Eles tentaram Kickstarter duas vezes mas agora conseguiram financiamento da própria Square Enix (!!) para terminar o projeto. Ele mistura uma ambientação similar a Dead Space com jogabilidade de Dark Souls. Realmente um projeto incrível que pude jogar por meia hora e sei que será um sucesso.

Além desse, tivemos a versão de Puzzle Quest baseada em Magic the Gathering, projeto que a Oktagon de Londrina assumiu e manteve a qualidade; outro destaque vai para Trajes Fatais, que foi portado para uma nova engine e agora se assemelha mais a um jogo de luta tradicional.

Esse “corredor indie” foi ótimo pois havia espaço para jogar e sem filas, ainda que fossem jogos betas e pouco conhecidos, vi que até mesmo a garotada presente estava se divertindo bastante. Tive a oportunidade de conversar com alguns desenvolvedores e fiquei feliz de ver como eles estavam empolgados em mostrar seu produto.

Merchandising e comidinhas


Esse tipo de evento grande tem como característica principal o preço elevado de TUDO, principalmente de comida, não é mesmo?

Bem, de fato haviam coisas caras, principalmente em lanchonetes como Bob’s, que estava cobrando o dobro do preço por cada lanche, ainda que os mesmos fossem versões “hot pocket“, mas fora isso, tudo tinha um preço de acordo.

Quem não quisesse gastar com comida, poderia levar lanches de casa ou comprar guloseimas no estande das Lojas Americanas, que tinha tudo que uma loja normal deles possui, e felizmente pelo mesmo preço.

Os produtos como camisas, quadros, acessórios e jogos estavam por um preço médio. Destaque para a Riachuelo, que colocou toda sua coleção “geek” (como odeio esse termo) à disposição, com preço médio de cinquenta reais por camiseta. Todas muito bonitas e confesso que deixei mais de 200 reais lá. Jogos eu infelizmente não comprei, visto que não havia nenhuma promoção que me fizesse comprar algo lá que eu não compraria se estivesse em casa.

Uma estreia do evento foram os cartões de jogos da Nintendo que, diferentemente do praticado pelas suas concorrentes, NÃO dão crédito no e-shop, mas sim códigos para os jogos em si, e pelo mesmo preço da versão física. Ou seja, era possível comprar Mario Odyssey, Zelda BotW e outros first-party da Ninty, porém por 230 reais e sem caixinha e cartucho. A vantagem talvez seja o parcelamento, mas ainda assim acredito que você encontre ofertas mais interessantes em jogos físicos no mercado paralelo.

De qualquer forma, é mais um pézinho que a Big N coloca aqui no país. Toda iniciativa, por mais simplória e não ideal que seja é bem vinda. Dê suporte SE possível.

Personalidades presentes


Nessa edição a organização resolveu chamar praticamente TODO MUNDO DA INDÚSTRIA DE GAMES (ok, exagero) pra compensar a falta de um nome de tanto peso quanto foi o Kojima no ano passado.

Dentre os presentes, deixo alguns destaques como:

Cory Barlog, diretor de God of War (2018);
Fumito Ueda, diretor de Ico, Shadow of the Colossus e The Last Guardian;
Katsuhiro Harada, diretor da série Tekken;
Yoshinori Ono, diretor da série Street Fighter;
Charles Martinet, voz original do Mario (que eu tirei fotinha e autografei meio jogo!)

Todos eles deram autógrafos, mas alguns, por exigência da organização, só tiraram fotos. Todos foram bastante solícitos e pareciam estar muito felizes com a empolgação do público. A química entre todos era clara e tudo fluiu naturalmente nessas filas, sem problemas e muita alegria de modo geral de ambas as partes.

Conclusão

A Brasil Game Show é realmente uma ótima experiência pra todos que gostam de vídeo game. A energia geral, a quantidade de cosplays, famílias e o encontro de amigos que moram longe é muito legal de presenciar e participar.

É possível jogar muita coisa, desde que você se planeje antecipadamente pra não ficar perdido igual uma galinha, rodando entre estandes sem saber exatamente o que fazer.

Existiram pouquíssimos pontos negativos (pelo menos pra mim) e acredito que, de modo geral, essa seja a impressão de todos que acompanharam o evento.

Espero que ano que vem seja tão bom quanto esse ano!

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Hoje resolvi trazer algo diferente, graças ao vídeo em homenagem ao dia dos pais, que meu amigo Vigia em conjunto do Issui produziram. O teor do vídeo realmente mexeu comigo, por isso me motivou a querer contar um pouco da minha relação com meu pai e os jogos.

Uma das coisas que devo dizer é que os jogos chegaram em minha vida ainda muito cedo, sendo que o primeiro console no qual tive contato foi o Master System, alias, eu já falei sobre isso: O Primeiro Console a Gente Nunca Esquece!.

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Nessa época meu pai até chegou a jogar Master System algumas vezes com meu tio e meu irmão, mas as coisas ficaram bacanas mesmo quando ele comprou o Super Nintendo em umas 500x. Sério, eu não lembro em quantas vezes ele parcelou o console, mas parecia que foram em anos, pois, de vez em quando reclamava que não terminava nunca de pagar.

Bem, o console acompanhava o Super Mario World, o que tornou as nossas noites em família muito mais divertidas. Uma pena que depois ele conheceu o International Super Star Soccer e o vício tomou conta dele, mas durou só até o tempo do meu velho descobrir os belíssimos gráficos 3D do jogo Resident Evil.

Meu pai e seu vicio em Resident Evil

Meu pai ficou extasiado naquele momento. Recordo que havíamos ido a locadora para pegar alguns jogos e ficamos uns 40 minutos assistindo um rapaz jogando Resident Evil. O rapaz até mesmo cedeu os controles para eu jogar aquele jogo super realista. Lembro de ter ficado confuso com a movimentação e entrar diversas vezes no menu do jogo, mas em meu inconsciente eu gritava: SANTA MÃE DE DEUS!! QUE JOGO MAIS LOUCO!! PAI VOCÊ PRECISA COMPRAR.

Saímos de lá conversando sobre o quão maravilhoso e potente aquele console era e porque devíamos comprar o quanto antes. Meses se passaram até que finalmente meu pai comprou o PlayStation. O console tinha apenas o disco de demo de jogos, mas não impedíamos de jogarmos por horas Cool Boarders, Crash Bandicoot 2 ou Star Wars Masters of Tera Kasi.

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Tempos depois, durante uma compra de alguma coisa nas Lojas CEM, meu pai comentou a respeito do magnífico console que tínhamos em casa e na falta de jogos, visto que apenas alugávamos. Eu não tenho ideia de como ele entrou nesse assunto com o vendedor, mas o vendedor disse que vendia jogos alternativos e que poderia pegar os jogos que meu pai quisesse.

Meus olhos brilharam naquele momento!

Algumas semanas depois tínhamos o Resident Evil e Resident Evil 2 em nossa casa, além de outros que não recordo – Pow, to velho, a memoria não ajuda mais.

Passamos meses jogando Resident Evil, todos nós eramos o suporte na hora das jogatinas. Minha mãe preparava tudo antecipado para que durante a noite nós pudéssemos ver meu pai jogar.

Isso me lembro um sábado em que ele começou a jogar por volta das 9:00 da manhã e varou o dia, sendo que por volta das 22:00 e alguma coisa, eu me deitei no sofá para assisti-lo jogar, mas dormi. Acordei as 6 da manhã e lá estava ele orgulhoso por ter avançado no jogo sem ajuda de revistas – Mal sabia ele que minha mãe acordaria e daria aquele esporro por ele dar mal exemplo.

O interessante é que eu morro de medo desde aquele tempo, apesar de jogar com ele, eu sempre tive pavor, mas adorava auxiliá-lo durante sua jornada. Meu velho chegou a travar de nervoso na fase de enfrentar a cobra. Minha mãe gargalhava, mas sempre o incentivamos a continuar.

Depois de muito sofrimento ele conclui a campanha do Resident Evil com a Jill, mas agora tínhamos o desafio de terminar Resident Evil 2.

Meu pai e seu vicio em Resident Evil

Resident Evil 2 foi um dos jogos que eu o bundão joguei muito, mas as jogatinas do meu pai foram as melhores. Nosso primeiro contato com esse jogo antes de comprá-lo foi através da versão japonesa: Biohazard 2.

Era divertido, pois não tínhamos memory card, então fazíamos tudo em uma jogada só e torcendo para não ser morto por qualquer zumbi. Estávamos orgulhosos de avançar tanto sem morrer. Bem, isso mudou ao chegarmos nos esgotos com o Leon.

O crocodilo gigante atacava o Leon, mas quando corríamos para ativar o cilindro de gás, a tela mudava e surgia uma mensagem em japonês. Meu velho surtou naquele momento. Acreditávamos que pudesse ter sido algum outro problema e refizemos a jogatinas mais duas vezes e sempre o mesmo problemas. Naquele dia percebemos que o memory card era imprescindível.

Semanas se passaram e meu pai já havia comprado a versão alternativa americana. Jogava praticamente todos os dias. Família sempre se reunindo durante a noite para as jogatinas, enquanto meu pai ainda perdia noites de sono para progredir no jogo. Em pouco tempo ele terminou os dois cenários de cada personagem e desbloqueou o extra HUNK.

Eu o admirei por um bom tempo pelo feito de concluir os Resident Evil. Achava o máximo ter um pai que jogava vídeo games conosco e conversava a respeito das transformações do William Birkin. Apesar dele ser babaca as vezes e nos proibir de mexer no console ou ficar jogar PES. As vezes até levava o cabo de força para o trabalho ¬¬

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Acredito que muito do meu amor pelo PlayStation esteja ligado ao fato de ter sido uma das fases em que meu pai mais jogou ao lado do meu irmão e eu. Hoje aos 31 eu sinto um pouco de falta dessa proximidade que o vídeo game havia nos proporcionado naquele tempo.

Bem, é isso, espero que tenham apreciado esse fragmento do meu passado envolvendo meu pai. O texto ficou um pouco corrido, mas acho que consegui transmitir um pouco da nostalgia que o dia de hoje está me proporcionando.

FELIZ DIA DOS PAIS!

Abaixo vocês conferem o vídeo do Especial do dia dos Pais:

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