Arquivos PQube - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/pqube/ Um pouco de tudo na medida certa Fri, 18 Apr 2025 22:07:48 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos PQube - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/pqube/ 32 32 Pocket Bravery | Porradaria verde-amarela de primeira https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/04/18/pocket-bravery-porradaria-verde-amarela-de-primeira/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/04/18/pocket-bravery-porradaria-verde-amarela-de-primeira/#respond Fri, 18 Apr 2025 22:07:48 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=20089 Você já ouviu falar no jogo “Barravento, o Mestre da Capoeira”?. A não ser que você seja um leitor assíduo do Arquivos do Woo, que pegou de passagem um dos meus reviews um tempo atrás, a resposta é provavelmente não. Eu tenho minhas dúvidas de que o criador do jogo de hoje saiba da existência […]

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Você já ouviu falar no jogo “Barravento, o Mestre da Capoeira”?. A não ser que você seja um leitor assíduo do Arquivos do Woo, que pegou de passagem um dos meus reviews um tempo atrás, a resposta é provavelmente não. Eu tenho minhas dúvidas de que o criador do jogo de hoje saiba da existência desse jogo. Mas enfim, Barravento, o Mestre da Capoeira foi um jogo lançado em 1993 para o Commodore Amiga pela Hitek Softworks (Ou Hitek Computação: Sistemas e Editora, como consta na tela título). Se a história contada por Divino Leitão no grupo da revista Micro Sistemas no Facebook (e reproduzido no site Retrópolis) for verdade (aqui estou apenas me resguardando legalmente, porque eu acredito na história), Barravento nasceu do plágio de uma paródia de Karateka. (É uma história fascinante, leiam)

A questão é que para os padrões de 1993, Barravento era um jogo horroroso, eu mesmo mal consegui passar do segundo oponente. Mas enfim, pro bem ou pro mal, Barravento é possivelmente o primeiro jogo de luta brasileiro. Claro que ser o primeiro não diz que será o melhor, ou relembrado. Duvido que muita gente hoje em dia saiba da existência desse jogo. Computação no início dos anos 90 era coisa de hobbista que tinha dinheiro. O povão que queria diversão eletrônica pagava o Master System em 500 prestações, se contentava com os 200 famiclones que haviam no Brasil ou torravam seus cruzeiros na máquina de Street Fighter II da rua de baixo. Os mais sortudos (pros padrões de 93) tinham SNES da Playtronic ou Mega Drives da Tec Toy. Mas bem, a Capcom pode ter arrebanhado muita gente com SF II (e por um período nos anos 90, tinhamos fliperamas traduzidos por ela), mas o que era muito proeminente em toda esquina, em especial na segunda metade dos anos 90, eram os jogos de lutinha da SNK, mais especificamente, KOF. Quantos Kofeiros não foram formados nesses botequins, acompanharam os lançamentos atuais in-loco da 96, 97, 98… Este que vos fala é um deles, inclusive.

Alguns deles dedicam sua atual vida a falar groselha na Internet, outros decidem transformar essa paixão em algo maior e mais original do que isso. Durante e após um período conturbado da produção de Trajes Fatais, Johnathan “Jon Satella” Silva e Anderson Halfeld começaram um projeto de paixão, chamado Bravery. A princípio, os sprites seriam em HD, semelhantes aos de KOF XIII, mas em algum ponto do desenvolvimento, eles optaram por um visual inspirado pelos jogos de luta do Neo Geo Pocket, chegando ao visual de Pocket Bravery que temos hoje em dia. Mas não foi uma jornada fácil, tem o documentário que o Renato Cavallera (que hoje em dia é parte da Nuntius Games, publisher brasileira criada pelo próprio Jon Satella) produziu e recomendei num outro texto. Depois de comer o pão que o diabo amassou, o jogo finalmente fora lançado em agosto de 2023. E o jogo foi bem avaliado, inclusive, foi indicado ao The Game Awards daquele ano concorrendo na categoria de Melhor Jogo de Luta. Sim, sabemos que essas premiações são… Questionáveis (só lembrar que MULTIVERSUS venceu como melhor jogo de luta em 2022, num ano em que tivemos KOF XV. E Multiversus está MORTO, enquanto que KOF XV completou seu ciclo com o lançamento de Mature e Vice no ano passado), ainda assim. Ter o jogo concorrendo com figurões como Street Fighter 6, é louvável, prova do trabalho competente da Statera. Só que… O tempo foi passando e a versão de consoles não surgia. 2024 veio e foi embora, e nada de Pocket Bravery.

E finalmente, após um ano e oito meses de seu lançamento original de PC, a revelação da data de lançamento que deveria ter sido num live stream… Havia “vazado”, quando a Meridiem Games, distribuídora espanhola, anunciou a pré-venda da edição física de Pocket Bravery. Passou batido por muita gente, mas não por mim que faço meu dever de casa como jornalista de jogos. Mas enfim, após uma longa espera, finalmente nesse dia 10 de abril, o jogo está disponível para todos os consoles. Confira nossa análise.

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Em busca de Redenção… E além.

Algo estranho acontece pelo mundo… Mas só algumas pessoas conseguem sentir (ui!) e manifestar esse algo. Existem aqueles que atiram energia pelas mãos, outros ampliam seus músculos, enquanto certas pessoas transferem essa essência para objetos e armas, e por fim outros resolvem ir reclamar na Internet. Ninguém sabe o que caralhos acontece e todo mundo tenta entender por si só. No meio dessa treta, A Matilha, uma organização criminosa, quer roubar artefatos antigos e relíquias que envolvem diversas nações e pessoas notáveis.

Em oposição a Matilha, também existem indivíduos excepcionais que tem uma vendeta contra a mesma, em especial, Nuno Alves, que no passado pertencera a organização e agora quer se vingar da mesma. Outros possuem ideais semelhantes por um motivo ou outro. E algumas pessoas querem coisas muito pessoais.

A história de Pocket Bravery é bastante competente, e possui um universo atualmente em expansão, não só com a continuação que foi recentemente anunciada e está em estágio de pré-pré-produção, mas também com outros jogos no mesmo universo, como Guns N’ Runs, o primeiro jogo da Statera e de onde veio Rick Johnson, primeiro personagem de DLC do jogo e Arashi Gaiden, um dos jogos presentes no showcase da Nuntius Games e anunciado há um tempo.

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Porradaria Estilosa

O jogo é um prato cheio pra quem curte jogos da era do Neo Geo. Como padrão da época, o jogo utiliza o esquema dois socos e dois chutes (também conhecido como o estilo superior bidimensional), com os comandos especiais saindo da maneira que estamos acostumados. Não somente isso, mas o jogo também tem um esquema de controles “moderno” ou “acessível”, ou como gosto de chamar… “A prova de idiotas”, sendo mais simplificado.

Cada um dos treze personagens possui golpes e habilidades únicas (como padrão, dá pra ver os golpes dos personagens no menu de pausa). Obviamente, há uma barra de ataques especiais que é preenchida conforme o jogador utiliza alguma habilidade e apanha, aprendemos esse tipo de barra especial na quinta série. E quando a barra é cheia, um ataque especial pode ser usado. E também existe uma segunda barra, a barra elementar (meu caro Watson… Aliás, a frase “Elementar , meu caro Watson” NUNCA FOI PROFERIDA por Sherlock Holmes, isso foi um efeito mandela coletivo na humanidade), enfim, a barra elementar se enche sozinha e acumula dois níveis, permitindo o jogador a usar versões EX das habilidades, que usam o elemento do personagem escolhido.

O roster do jogo possui treze personagens, sendo um deles Sho Kamui, de Breakers, clássico do Neo Geo, que veio por conta da parceria com a Pixel Heart, a atual detentora das Ip’s da Visco (A produtora de Breakers), cada um deles com a jogabilidade diferente, dando possibilidades de estratégia e variedade nos combates. O jogo possui online com Rollback netcode, mas como eu tenho Aversão a Online e não possuo a PS Plus pra jogar online, não irei comentar esse aspecto (e mesmo se eu tivesse a Plus, eu cago pra online).

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Mais que um feijão com arroz

Hoje em dia, se um jogo de luta índie vier com Arcade, Versus, Training e Online, já dá pra dizer que ele é mais ou menos básico. Mas Pocket Bravery foi ao infinito e além para colocar o jogo recheado de conteúdo pra fazer o seu dinheiro valer a pena. Claro, ele possui esses modos que mencionei, mas vai muito além disso. Se você quiser ir a fundo na lore do jogo, do ponto de vista de Nuno e sua jornada em busca de redenção e vingança contra a organização Matilha. Você pode aprender os paranauês do jogo no Tutorial, e praticar e criar seus próprios combos no modo Fábrica de Combos. Nem precisa dizer que eu NÃO USEI esse modo porque eu não sou nem tenho pretensão de ser datilógrafo de combos. Deixo esse trabalho pro DioRod.

Você tem também um modo de Trials, no qual cada personagem tem que fazer dez combos com dificuldade crescente, ideal para melhorar naquele combo. O modo de Time Attack, para speedrunners encherem os inimigos de porrada no menor tempo possível. Só que não são lutas normais, durante as lutas, várias orbes podem aumentar ou reduzir sua vida, ataque ou barra elementar. Assim como no Arcade (que não expliquei, por motivos de Alzheimer), o Time Attack é contra oito oponentes. O modo Sobrevivência é clássico de jogos de luta a essa altura do campeonato, derrotar os oponentes usando apenas uma barra de energia.

Nos modos singleplayer, você ganha uma pontuação que pode usar na loja do jogo para adquirir cenários extras, cores, desbloquear um dos personagens secretos e ítens de customização pro seu perfil do jogo. Além de desbloquear dois modos extras. Um deles, é o Hot Pursuit* (Perseguição da Gostosa em tradução livre e você vai entender a piada em seguida), onde Daisuke deve perseguir a Ximena (entendeu agora?) como se fosse num runner sem fim, desviando dos obstáculos que Ximena manda em sua direção. Você não tem como atacar nesse modo, mas possui uma barra que vai enchendo ao longo do tempo, e quando está cheia, você pode utilizar uma técnica pra limpar a tela dos obstáculos. Tenho a impressão de que esse modo foi inspirado na minha vida pessoal, sempre atrás de uma gostosa, numa perseguição sem fim, nunca chegando lá.

*O modo é chamado de Busca Implacável na versão em Português

Enfim, tem o último modo extra do jogo, que vale toda a aquisição do jogo. O modo Rodoviária. Se jogos de luta tem a preocupação de fazer os personagens balanceados, não muito fortes, mas não muito merdas, esse modo pega todo o balanceamento e equilíbrio de Pocket Bravery e joga ele pela janela (eu pensei em usar a expressão “enfia no cu”, mas não seria muito profissional). Inspirado pelos bootlegs de Street Fighter II (O Lendário Street Fighter de Rodoviária) e King Of Fighters (não tão comuns, mas existentes), com ataques sendo desferidos no ar, multiplas magias e o escambau a quatro.

Trilha do Caralho, Belíssimos gráficos

Pocket Bravery mostra ao que veio logo de cara com uma belíssima abertura animada, com um tema cantado, tanto em português (Bravura na Alma) quanto em inglês (Bravery in my soul), por ninguém menos que Rodrigo Rossi. Sim, aquele Rodrigo Rossi que cantou as músicas de CDZ Lost Canvas e Dragon Ball Z Kai. A composição e o instrumental dessa abertura é da banda Miura Jam, um excelente instrumental aliás. O mesmo vale para os encerramentos, também em português (Um Novo Ideal) e inglês (Be Brave), com o instrumental da Miura Jam e vocal da Bruna Higs, igualmente bons.

Claro que eu não elogiaria somente a abertura e o encerramento, quando o jogo tem temas excelentes atrás de temas excelentes. incluindo um excelente remix do tema de Sho Kamui (de Breaker’s Revenge). Cada tema foi bem pensado pra se encaixar a uma rivalidade, a um personagem. Nada soa estranho e passa aquele clima dos anos 90, onde nos bons jogos de luta, os personagens tinham temas marcantes.

Na parte gráfica, Pocket Bravery possui excelentes e variados cenários ambientados ao redor do mundo. Do Parque Lage, aqui no Rio de Janeiro, as proximidades da Ponte Dom Luís I em Porto, ao telhado do Midtown Manhattan em Nova York, o jogo viaja ao redor do mundo com seus personagens, destaco aqui também um cenário em Osasco, o cenário de Jorge Chagas, cujo tema me fez ficar rindo dez minutos só pelo nome do tema, Goodbye Osasco… Sim, uma referência a Goodbye Osaka. E se você pregar o olho bem, pode encontrar o Vampeta fazendo um cameo. Assim como no cenário do Parque Lage na variante noturna, é possível encontrar o Snoop Dogg em um cameo (ele gravou um clipe no local em 2003). Outro cenário extra que quero destacar, é o do Treta Championship, Treta que é basicamente a nossa EVO, o maior campeonato de jogos de luta do Brasil.

Falamos dos belíssimos cenários, e ainda não chegamos nos lutadores, que são extremamente bem animados. A Animação dos sprites de Pocket Bravery é muito detalhada, especialmente considerando que os lutadores possuem estilos de combate diferentes, e ajustar animações de tomar ataque pra cada estilo e personagem (de acordo com a própria Statera) foi um trabalho do cão e o resultado é evidente. O jogo possui uma animação fluidíssima, o que me faz pensar, se a Statera tivesse mantido o estilo original de Bravery, acho que o jogo ainda estaria em produção. Mas divagações a parte, o que eu falei acima é fato, do ponto de vista gráfico, Pocket Bravery é um deleite… Exceto se você não curtir SD, mas aí o problema é seu e não do jogo.

Por último, mencionar aqui o fato da dublagem do jogo que está competente, e conta com nomes como o Rocky Silva (O Seiya, da paródia Vai Seiya) como o protagonista Nuno, Vii Zedek (Tails nos filmes de Sonic) como Mingmei e Lia Mello (Kiriko em Overwatch) como a mortífera Ximena. Não vou gastar seu tempo falando todos os dubladores, mas o elenco de Pocket Bravery é competente e desempenha seu papel bem.

Altamente recomendado

O lançamento de Pocket Bravery, tanto no PC, quanto nos consoles foi algo extremamente importante pro mercado brasileiro de jogos. Porque é meio que uma vitória depois do calvário que foi a produção de Trajes Fatais. Pocket Bravery possui uma ótima jogabilidade, gráficos belíssimos e estilosos, e uma trilha sonora excepcional. Assim como comentei no meu review de Raccoo Venture anos atrás, Pocket Bravery é um marco pra jogos de luta nacional. E o preço, em qualquer plataforma, é extremamente convidativo. Só faltou o crossplay (culpa da Sony), mas como eu não jogo online, caguei pra falta de crossplay.

Nota: 10/10

Pocket Bravery está disponível para Playstation 4, Playstation 5, PC, Xbox One, Xbox Series X | S e Nintendo Switch, com uma versão para Mega Drive sendo produzida oficialmente pela equipe do RheoGamer, que fez o impressionante porte de Mega Drive de Real Bout Special. Esta análise foi feita com uma chave de PS4, cedida pela PQube.

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Him, the Smile & Bloom | Pétalas de Romance https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/03/20/him-the-smile-bloom-petalas-de-romance/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/03/20/him-the-smile-bloom-petalas-de-romance/#respond Thu, 20 Mar 2025 21:21:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=19635 Olha só, quem diria que finalmente depois de juntar dinheiro com cartinhas do Steam, e aliado a uma promoção dedicada ao nicho, eu adquiri a Visual Novel brasileira NVDA, que acho que estava na minha lista de desejos há um bom tempo. Ambientada no Brasil e patrocinada pela Prefeitura de Natal, é um bom jogo […]

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Olha só, quem diria que finalmente depois de juntar dinheiro com cartinhas do Steam, e aliado a uma promoção dedicada ao nicho, eu adquiri a Visual Novel brasileira NVDA, que acho que estava na minha lista de desejos há um bom tempo. Ambientada no Brasil e patrocinada pela Prefeitura de Natal, é um bom jogo que possivelmente falarei algum outro dia. E como eu sou um babaca, eu joguei a novel em inglês. Em inglês o jogo tem o título de NSG. Qual o significado de NSG? Certamente não é Nonosódio Glutoacido. Assim como NVDA não é um typo da NVIDIA. Enfim, divago.

Esse é o ano em que o Sancini joga Otome Novels! O que são Otome Novels? Bem, Otome Novels são novels que tem como o alvo o público feminino em geral, e são estreladas por uma menina que tem vários bonitões como interesses amorosos. O gênero surgiu graças ao estúdio Ruby Party, que é um estúdio interno da Koei (hoje Koei Tecmo) composto completamente por mulheres. O jogo Angelique (Super Famicom) foi o primeiro do gênero, e o início da série NeoRomance, que contém as séries Angelique, Haruka: Beyond the Stream of Time, La Corda D’Oro e Neo Angelique. Nesses mais de 30 anos do estúdio Ruby Party, apenas um dos jogos deles chegou ao ocidente, nesse caso, a colaboração com o Omega Force em Touken Ranbu Warriors. Mesmo traduções não oficiais são inexistentes. Irônico que os criadores do gênero não tenham aparecido no ocidente.

Enfim, da criação do gênero até hoje, diversos títulos passaram a chegar no ocidente, desde que Visual Novels passaram a ser mais aceitas nesse lado do oceano, claro que algumas das empresas que localizam otome novels, as mantém apenas no Nintendo Switch, ao invés de portar para o PC, né, dona AKSYS? Sério, AKSYS? Ignorar uma plataforma que dá mais visibilidade? Enfim, felizmente nem todas as publishers são assim, e quando trazem novels pro ocidente, fazem portes para o PC. Por exemplo, nas versões ocidentais de algumas novels que saíram só em consoles no Japão, a PQube trouxe o jogo para o PC, aconteceu com Konosuba, SINce Memories, Genso Manège dentre outros.

E no fim de fevereiro, a PQube trouxe aos PC’s e Nintendo Switches ocidentais, uma versão em inglês de Him, the Smile & Bloom, desenvolvido pela EDIA/TEAM Entretainment e a MintLip e lançado no Japão em 2024. É, ao contrário das novels da Mages, não levou uma eternidade pra aparecer no ocidente. E apesar do lançamento ter sido agora em 2025, o jogo já tinha suporte ao inglês na versão japonesa, mas com uma tradução, segundo alguns reviews gringos que li, um pouco duvidosa. Bem, leia nossa análise.

E vejo flores em você

O jogo foca no desenvolvimento do romance entre quatro casais, e tudo gira em torno da floricultura Fill Flower. O jogo não possui uma protagonista fixa, dependendo da rota escolhida no começo do jogo, você terá uma protagonista. Assim que iniciamos a partida, somos apresentadas as flores que representam cada um dos rapazes que são os interesses amorosos, e um resumo do que se trata aquela rota. Então somos apresentados a um vídeo de abertura do jogo, seguido da escolha da rota que você vai seguir.

O jogo recomenda uma certa ordem para a sua jogatina, apesar de não ser obrigatório, mas por conta da ordem dos eventos que vão acontecendo nas rotas. Cada um dos personagens esconde por trás de uma máscara proverbial, todas as inseguranças e cicatrizes. Wataru por exemplo (o moleque de cabelo azul), é jovem e animado, sempre positivo, mas logo no começo descobre-se que ele acabou de terminar com a então namorada da escola, já que os dois foram para faculdades diferentes e a distância, aliada a falta de comunicação dos dois causou a ruptura que levou a menina traí-lo e aos dois terminarem.

Apesar das histórias serem até tratadas de uma maneira madura, o jogo tem um clima mais puxado para os slices of life. Em termos de finais, cada personagem possui um final excelente, um regular e um ruim, e não é tão difícil conseguir os finais. A história é leve o suficiente para se continuar jogando na minha opinião.

Altos valores de produção

Talvez por ser baseado em uma série de Drama CD’s, mas Him, the Smile & Bloom tem valores decentes de produção, com uma dublagem muito competente em japonês… Mas é meio chato as protagonistas não terem voz. Certamente pelo fato de que dá pra mudar o nome da protagonista jogada (tanto que Wataru chama Serina de Senpai, porque ela é tecnicamente a senpai dele na floricultura).

Os traços do jogo são os esperados de uma otome novel, rapazotes bonitões e bem vestidos, cabelos coloridos, pacote completo. Como toda visual novel, ela começa com um shot do céu. Enfim, cenários bonitos e bem feitos, que me dão saudade de visual novels mais japas, talvez por eu jogar muita coisa adulta ocidental 3D em termos de VN, esses cenários japoneses dão uma nostalgia de animes slice of life.

A trilha sonora da novel é competente, com boas músicas, compostas por Toshinori Orikura (de Corona Blossom e Lover Pretend) que casam como uma luva para os momentos, e a abertura e encerramento da novel são cantadas por uma conhecida de quem jogou a versão de PC de Nekopara Vol. 3 (as versões de PS4 e Switch possuem outra abertura), a Duca, mas com outro pseudônimo, mao.

Recomendamos

Ainda que o valor do jogo no Switch seja salgadinho, a versão de PC custa cerca de metade desse valor, e com um pouquinho mais, dá pra comprar com um pequeno cenário extra de Halloween. Him, the smile & Bloom é uma excelente novel sobre o romance na vida adulta. Com um clima de slice of life e personagens variados, pra quem curte o gênero Otome, é uma boa pedida. Eu evitei comentar mais sobre a história, porque não quero dar tantos spoilers.

Nota: 9,5/10

Him, the Smile & bloom está disponível para Nintendo Switch e PC, e a análise foi feita como uma chave do Steam, fornecida pela PQube.

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Genso Manège | Vamos fugir do parquinho https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/02/21/genso-manege-vamos-fugir-do-parquinho/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/02/21/genso-manege-vamos-fugir-do-parquinho/#respond Fri, 21 Feb 2025 18:32:43 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=19352 Apesar de ser o jogador de visual novels residente aqui do Arquivos do Woo, eu posso dizer que não tenho muita experiência com o gênero otome, até porque em geral, o público de jogos otome é feminino… E porque em geral, alguns dos jogos localizados ficam somente no Switch (Olha para a Aksys Games, que […]

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Apesar de ser o jogador de visual novels residente aqui do Arquivos do Woo, eu posso dizer que não tenho muita experiência com o gênero otome, até porque em geral, o público de jogos otome é feminino… E porque em geral, alguns dos jogos localizados ficam somente no Switch (Olha para a Aksys Games, que não se dá ao trabalho de portar os otome games que eles lançam pro PC), e até onde eu me lembro, eu não tenho um Nintendo Switch. É, grande choque, eu sei.

Mas isso não quer dizer que eu não tenha experiência com o sub gênero, sim, é limitada, mas eu joguei ao menos algumas Visual Novels do gênero Otome, até mesmo analisando uma aqui para o Arquivos do Woo, sendo essa C14 Dating, quando esta saiu no PS4. E uma outra, que não analisei, mas joguei no meu PC há muito, MUITO tempo atrás e que foi parcialmente responsável por me fazer de fato criar visual novels, é Seduce me Otome (essa é gratuita no Steam). Deve ter alguma outra em algum lugar, mas eu não lembro de cabeça.

Enfim, em 2020, o estúdio LOVE&ART, uma divisão dedicada a Otome games da MAGES (responsável por algumas das visual novels que analisamos aqui) lançou Genso Manège no Switch, e cinco anos depois, a PQube trouxe o jogo para o ocidente, incluindo aqui um novo porte para PC, como acontece com outros títulos da MAGES que a PQube trouxe pro ocidente (Konosuba: Love for these clothes of Desire, SINce Memories: Off the Starry Sky), assim ampliando o potencial público do jogo. Mas… Como o jogo se sai? Confira a nossa análise de Genso Manège.

Para quebrar a maldição

“Eu vou despertar a magia em você, e você vai nos libertar do Rêve…”

O jogador acompanha a história de Emma (você pode alterar o nome dela no começo), uma garota que ficou órfã muito nova, em sua luta para revelar memórias esquecidas. Emma, uma bruxa que perdeu os poderes quando jovem e agora vive uma vida sossegada, é guiada pela lembrança deixada para ela pelo pai, mas se vê abalada com a chegada de um parque de diversões na cidade.

Com muita magia e sonhos, mas carregando um segredo sombrio, Emma sente uma conexão imediata com o fascinante La Foire du Rêve. Sob o charme fantástico do parque, ela descobre que, na verdade, os funcionários estão presos, obrigados a ficar no parque de diversões, e só a magia dentro de Emma pode libertá-los. Acontece que faz anos que Emma não acessa sua magia, e ela precisa buscar muito fundo dentro de si, lidando com dolorosas memórias reprimidas, para conseguir recuperá-la.

Enquanto trabalha no Rêve e desvenda os fios emaranhados de seu passado esquecido, Emma cria laços com os funcionários do parque de diversões.

A história de Genso Manège é mais profunda que a sua temática no parquinho de diversões deixa transparecer, o elenco de personagens é variado, ainda que eles caiam nas tropes do “Amigo de Infância”, “O Manipulativo”, “O Frio”, “O Tsundere”… E pelo menos aqui classificam como tsundere, e não como “male fragile ego”, como certa empresa traduziu anos atrás. Etc, etc.

O jogo possui grande fator replay, com cada um dos personagens tendo sua rota com diferentes finais (A rota de Arnoud, o amigo de infância só está disponível quando se conclui a rota de Hugo), e o final verdadeiro está escondido, depois de todas as rotas serem concluídas.

Uma visual novel fácil com minigames

Como toda visual novel que s e preza, o core do gameplay é baseado em ler os textos e fazer escolhas para aumentar a afeição com os rapazes… Bem, exceto que em Genso Manège, é facilimo aumentar afeição deles, basta escolher a segunda opção nos diálogos individuais… Eu queria estar brincando, mas não. Por outro lado, essa opção evita súbitos finais ruins em escolhas erradas, como a vez em que eu explodi o mundo ao olhar a Rei Ayanami se trocando no vestiário na visual novel de Evangelion. SIM, ESSA FOI UMA SITUAÇÃO REAL, E SIM, FOI NUM PRODUTO OFICIAL FEITO PELA GAINAX.

Voltando ao jogo, além dos trechos de visual novel, o jogo coloca no seu caminho, dois minigames bem simples, para simular a nossa protagonista recuperando a magia. Num deles, você precisa clicar na maior quantidade de estrelas possíveis num determinado período de tempo (E o jogo vai ranquear sua performance de acordo) e no outro, você precisa alinhar a estrela que diminui o tamanho com o espaço demarcado. Bem simples. Como eu disse, minigames simples, e que após a primeira vez que o jogador os completa, é possível pular esses minigames na próxima vez, garantindo sucesso automático. Vou confessar que preferiria que ao invés disso, houvesse uma opção de jogar com ou sem os minigames, como acontece em C14 Dating, por exemplo. Por outro lado, a opção de pular evita a repetição da mesma coisa sempre.

Espetáculo audiovisual

As composições do jogo, excelentes que passam o clima fantasioso e lúdico de um parque de diversões, foram compostas por um velho conhecido nosso, Takeshi Abo, que fez a trilha de SINce Memories: Off the Starry Sky. Recomendo dar uma escutada na OST do jogo. O tema de abertura e encerramento são interpretados por pessoas que são relativamente de peso pra quem assiste anime, com Rico Sasaki (que canta o tema de Welcome to Japan, Ms. Elf) interpretando o tema de abertura “Histoire du Rêve” e Yumi Matsuzawa interpretando o tema de encerramento, “Kyoumei ~Rèsonance~”.

O jogo possui um elenco talentoso de dubladores por trás, como manda as produções de alto orçamento da MAGES, com os seiyuus desempenhando bem seus papéis. Pena que Emma não tem voz, mas ei, não se pode ter tudo.

Graficamente, vamos começar com um dos problemas, por assim dizer do jogo… As caixas de texto, elas são em um tom claro demais, e contrastando com a fonte branca, mesmo com o contorno, deixa um cadinho incômodo de ler. E no PC, o jogo pode ter alguns problemas vez ou outra, sprites não carregando (isso também acontecia na versão de PC de Konosuba). Fora esses problemas, Genso Manège é um deleite visual com belíssimos sprites e cenários de tirar o fôlego (para o padrão de visual novels), com uma paleta de cores que passa um calor suave, que até engana o jogador, já que o jogo é mais profundo do que as imagens deixam transparecer. Mas, por alguma estranha razão, nas CG’s onde Emma e o par em questão se beijam… Os lábios não se tocam. Vai entender.

Uma boa porta de entrada para o gênero Otome

Genso Manège esconde uma história mais profunda sob o véu de mágica e parquinho de diversões. É uma visual novel excelente e pode ser usada como porta de entrada para o subgênero de Otome Novels, ainda que o preço de R$ 104,90 do PC não pareça convidativo. Você pode deixar o jogo na sua lista de desejos e aguardar por uma promoção.

Nota final: 9/10

Genso Manège está disponível para Nintendo Switch e PC (e existe uma versão para iOS, disponível apenas no Japão) e esta análise foi feita com uma chave do Steam gentilmente fornecida pela PQube.

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SINce Memories: Off the Starry Sky | O que aconteceu com meu irmão? https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/23/since-memories-off-the-starry-sky-o-que-aconteceu-com-meu-irmao/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/23/since-memories-off-the-starry-sky-o-que-aconteceu-com-meu-irmao/#comments Wed, 23 Oct 2024 20:01:16 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=17958 Se eu ganhasse um real a cada franquia cujo jogo que eu analiso pro Arquivos do Woo não é o primeiro, eu poderia comprar um Playstation 5, mas dessa vez EU JURO que a culpa não é minha. Sério. Sim, eu já fiz umas 17 milhões de piadas sobre começar franquias por um jogo que […]

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Se eu ganhasse um real a cada franquia cujo jogo que eu analiso pro Arquivos do Woo não é o primeiro, eu poderia comprar um Playstation 5, mas dessa vez EU JURO que a culpa não é minha. Sério. Sim, eu já fiz umas 17 milhões de piadas sobre começar franquias por um jogo que não é o primeiro, mas dessa vez existe um bom motivo: Nenhuma das visual novels anteriores da série Memories Off havia sido lançada no ocidente… E acredite, é uma série relativamente longa.

Iniciando lá em 1999 com um jogo no Playstation original e durante sua primeira fase, entre 1999 e 2006, o desenvolvimento era pela KID, responsáverl por jogos do NES, como Kick Master, os dois G.I. Joe e o lendário Pepsiman do Playstation 1, além da série de visual novels Infinity, cujos quatro primeiros jogos foram roteirizados por Kotaro Uchikoshi. Enfim, após o fechamento da KID em 2006, o desenvolvimento passou temporariamente pela Cyberfront, que finalizou o jogo que estava sendo produzido durante o fechamento da KID e posteriormente ao lançamento de Memories Off #5 Encore em 2007, a 5pb, hoje MAGES assumiu a batuta da série.

Em 2018, a MAGES havia lançado Memories Off: Innocent Fille, que era planejado para ser o último título da série principal (e dois anos depois, para conveniência dos fãs japoneses, a MAGES anunciou duas compilações contendo os sete jogos da série principal pra 2021). E é claro que a produtora anunciou o que seria um soft reboot também para 2021. Intitulado SINce Memories: Off the Starry Sky, o jogo tinha pretensão de ser um reinício, se passando dez anos após os eventos de Innocent Fille. Só que entre o lançamento japonês, e a versão ocidental de SINce Memories, a MAGES mudou de ideia, e no ano passado, anunciou o nono título (principal) da série Memories Off, previsto para 2025, Memories Off Sousou: Not always true coloca SINce Memories: Off the Starry Sky em uma posição difícil, preso entre o status de Spin-off e Reboot.

Porém, ele é o primeiro título da série a aportar ao ocidente graças a PQUbe, que além das versões nativas de Playstation 4 e Switch, também portou o jogo para PC, tal qual fizeram com a visual novel de Konosuba, que tem subtítulo longo demais para eu decorar. Será que ela tem qualidade para atrair quem não tem conhecimento da série? Confira a nossa análise.

Luto e Recomeço

O estudante universitário Junya Mizumoto está de luto pela morte do seu irmão, após um trágico acidente ocorrido um ano antes, quando encontra uma garota misteriosa que, antes de desaparecer, lhe diz que deveria ter sido ele a morrer.

Carregando o peso destas palavras terríveis e das memórias do seu irmão, Junya acaba por se envolver num projeto inesperado com a sua amiga de infância, Chihaya Hojo. O solar dos Hojo, uma casa tradicional japonesa, precisa de obras de renovação, e Junya compromete-se a levar a cabo esta grande tarefa. Mas é uma tarefa que não conseguirá realizar sozinho.

Como o jogo é uma visual novel sem elementos extras (como em Konosuba: Love for Those Clothes of Desire), não vou falar sobre como funciona a jogabilidade, você deve saber como é: Leia, faça escolhas, e dependendo das suas escolhas, haverão rotas com finais distintos. E ao contrário do que (geralmente) é esperado em visual novels, aqui, nem sempre o foco é o romance. Não se engane, ele está aqui, mas a série Memories off sempre foi mais focada no amadurecimento dos personagens.

As rotas de Since Memories: Off the Starry Sky meio que são previsíveis na temática, não do tipo previsível de você saber, mas do tipo, pela narrativa, dá pra saber que personagem vai levar a qual tipo de narrativa… Seja a reforma da casa, ou romance, ou a investigação da morte do irmão de Junya. Isso traz um fator replay ao jogo… A não ser que você seja um boçal como eu, que faz uma das rotas e não toca mais no jogo porque não consegue visualizar o protagonista com uma garota diferente… Ei, eu disse que sou boçal, hein?

Para quem é fã da série (e sabe japonês e jogou outros títulos da série), AQUELE PERSONAGEM que aparece em todos os títulos, como alguém que ajuda a guiar o protagonista em meio a turbulência, Shin, está de volta. E também há menções a eventos passados. Porém, o fato de que não há sequer traduções de fã dos jogos anteriores da série, essas referências passarão batidas a quem nunca tocou na série. “Mas Sancini, você é fã da série e sabe disso?” Não, eu consultei alguém que jogou os jogos anteriores, porque né, eu sou um boçal, mas também me dou ao trabalho de fazer pesquisas.

Uma coisa que pode não agradar a todos, são as personagens… Bem, apesar de estarem nas tropes vistas em animes e visual novels, elas podem passar a impressão de desgostáveis, até mesmo soarem como manipuladoras em relação ao Junya, nosso protagonista. Varia de caso a caso, e conforme passamos tempo, talvez você consiga ter um xodó dentre as meninas.

Belos valores de produção

Como o título do gênero sugere, visual novels são um gênero que depende do VISUAL, é onde um título sobrevive ou morre, pois uma primeira impressão ajuda bastante. Felizmente, SINce Memories: Off the Starry Sky acerta em cheio, com belíssimas ilustrações e design de personagens de U35 (Aonatsu Line, Yukiro Sign) e Ikeda Yasuhiro (STEINS;GATE 0, Emio – The Smiling Man: Famicom Detective Club) destacam bastante as personagens e os cenários. Tanto sprites, quanto as CG’s, pra quem curte visual novels, é um deleite. Como comentei, Visual Novels dependem da parte visual pra chamar atenção, então nesse quesito, mostra que a MAGES não poupou esforços e recursos.

A trilha sonora, composta por Takeshi Abo (Dead of the Brain, Famicom Detective Club e a própria série Memories Off) é um deleite auditivo. Excelentes composições, contando com músicas originais e remixes de faixas da série, é uma trilha que dá aquele SOCO que eleva um jogo mediano, e destaca ainda mais um jogo bom. Os temas de abertura e encerramento do jogo (Hikari to Kage no Laplace e Hoshizora Orgel) também são bem decentes.

As performances dos seiyuus também é destaque, especialmente considerando que a maior parte do elenco (com exceção de Junji Majima, que faz a voz do Shin) tem pouca experiência em visual novels, com SINce Memories sendo o primeiro trabalho de alguns. Uma das Seiyuus até canta uma música durante o jogo, “Long for You”, que condiz com a personagem em si.

É uma boa porta de entrada para a série, mas…

Se eu recomendo SINce Memories: Off the Starry Sky a fãs de Visual Novels? Sim. Apesar de ter as pontas soltas com referências a jogos não lançados aqui, é uma novel que se mantém por mérito próprio. Os gráficos e trilha ajudam muito, além das performances dos dubladores.

Nota: 8/10

SINce Memories: Off the Starry Sky está disponível para Playstation 4, Nintendo Switch e PC. Esta análise foi feita com uma chave de PS4, cedida pela PQube.

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Sky Oceans: Wings For Hire chega para PC e consoles em 19 de setembro de 2024! https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/08/19/sky-oceans-wings-for-hire-chega-para-pc-e-consoles-em-19-de-setembro-de-2024/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/08/19/sky-oceans-wings-for-hire-chega-para-pc-e-consoles-em-19-de-setembro-de-2024/#respond Mon, 19 Aug 2024 18:59:33 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=17378 A PQube e a Octeto Studios estão saindo do chão de tanta ansiedade para revelar a jogabilidade inédita de sua homenagem à “era de ouro do JRPGs clássicos”, Sky Oceans: Wings for Hire. Prepare-se para embarcar em uma aventura épica quando o jogo chegar ao Steam, PlayStation 5, Xbox Series S|X e Nintendo Switch em […]

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A PQube e a Octeto Studios estão saindo do chão de tanta ansiedade para revelar a jogabilidade inédita de sua homenagem à “era de ouro do JRPGs clássicos”, Sky Oceans: Wings for Hire. Prepare-se para embarcar em uma aventura épica quando o jogo chegar ao Steam, PlayStation 5, Xbox Series S|X e Nintendo Switch em 19 de setembro de 2024!

Em tempos desoladores, um jovem fazendeiro se vê forçado a abandonar sua ilha natal e se tornar um Pirata dos Céus. Explore os céus e trave emocionantes combates aéreos por turnos enquanto lidera uma equipe louca de piratas dos céus em uma jornada que promete ação e emoção.

Viva uma vibrante história de amadurecimento onde você poderá:

●     Voar pelos céus e explorar um mundo deslumbrante e meticulosamente criado

●     Descobrir e explorar belas cidades e diversos locais inspirados nas artes do Studio Ghibli

●     Travar combates aéreos por turnos, cheios de estilo e estratégia

●     Recrutar novos membros e criar laços e alianças aéreas inabaláveis

●     Coletar dinheiro e recursos para melhorar suas aeronaves

 

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PQube anuncia localização de SINce Memories Off The Starry Sky https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/03/19/pqube-anuncia-localizacao-de-since-memories-off-the-starry-sky/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/03/19/pqube-anuncia-localizacao-de-since-memories-off-the-starry-sky/#respond Tue, 19 Mar 2024 16:57:20 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=16603 PQUbe anunciou nesta terça-feira (19) que estará trazendo ao ocidente, a visual novel SINce Memories Off the Starry Sky, para Playstation 4 e Nintendo Switch, com um porte adicional para PCs. SINce Memories: Off the Starry Sky é um jogo stand-alone na série Memories Off (a primeira a ser lançada em inglês), ocorrendo 10 anos […]

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PQUbe anunciou nesta terça-feira (19) que estará trazendo ao ocidente, a visual novel SINce Memories Off the Starry Sky, para Playstation 4 e Nintendo Switch, com um porte adicional para PCs.

SINce Memories: Off the Starry Sky é um jogo stand-alone na série Memories Off (a primeira a ser lançada em inglês), ocorrendo 10 anos após os jogos anteriores. O protagonista Junya está lidando com a perda de seu irmão, quando de repente ele é culpado por sua morte por uma garota misteriosa.

Lidando com seus sentimentos e com esse estranho afirmando que “deveria ter sido ele quem morreu”, Junya recebe a tarefa de reformar uma mansão tradicional japonesa. Demais para uma pessoa sozinha, ele deve contar com a ajuda de múltiplas heroínas, aprendendo mais sobre seu irmão ao longo do caminho.

SINce Memories: Off the Starry Sky é totalmente dublado em japonês, abrangendo rotas que cobrem cada uma das cinco heroínas. Cada personagem e CG são desenhadas pelo ilustrador U35, com música controlada pelo veterano da Mages, Takeshi Abo.

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PQube anuncia localização da visual novel B-Project Ryusei*Fantasia https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/02/27/pqube-anuncia-localizacao-da-visual-novel-b-project-ryuseifantasia/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/02/27/pqube-anuncia-localizacao-da-visual-novel-b-project-ryuseifantasia/#respond Tue, 27 Feb 2024 21:19:50 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=16375 A PQube lançará a visual novel B-PROJECT RYUSEI*FANTASIA desenvolvida pela MAGES. para Switch e PC via Steam no ocidente. A data de lançamento não foi anunciada. Torne-se o representante do famoso B-Project nesta inesquecível visual novel de idols. Apoie um grupo de 14 idols desde suas origens humildes até o estrelato. Faça amizade com eles, […]

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A PQube lançará a visual novel B-PROJECT RYUSEI*FANTASIA desenvolvida pela MAGES. para Switch e PC via Steam no ocidente. A data de lançamento não foi anunciada.

Torne-se o representante do famoso B-Project nesta inesquecível visual novel de idols. Apoie um grupo de 14 idols desde suas origens humildes até o estrelato. Faça amizade com eles, influencie sua música e ajude-os em suas vidas turbulentas enquanto seguem seus sonhos.

  • Romance visual brilhante – Cheio de brilho e cor, B-PROJECT RYUSEI*FANTASIA é um romance visual que segue a vida e carreira do grupo idol “B-Project”.
  • Torne-se um Idol A&R – Apoie esses ídolos em seus sonhos no papel de A&R (Artista e Repertório), onde você é seu representante e especialista em seu desenvolvimento artístico.
  • 14 Ídolos Diferentes para Representar – Cada um com personalidades, gostos e desgostos diferentes, mas todos com o mesmo sonho, escolha seu viés ou acompanhe a todos.
  • Música Original – Curta músicas exclusivas do B-Project, com todas as músicas originais dos ídolos que você representa.
  • Mecânica Interativa – Seu telefone é sua porta de entrada para nutrir seu relacionamento com os ídolos, não perca a chance de responder mensagens e ligações!
  • Dublado e animado – Dublado por seiyuus, deixe as belas vozes dos ídolos levá-lo embora e observe suas reações animadas e energéticas.
  • Magia sem fim – Com dois finais possíveis diferentes, 14 epílogos de personagens para explorar e muitos CGs para desbloquear, a rejogabilidade é alta.

 

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KONOSUBA – God’s Blessing on this Wonderful World! Love For These Clothes Of Desire! | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/02/12/konosuba-gods-blessing-on-this-wonderful-world-love-for-these-clothes-of-desire-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/02/12/konosuba-gods-blessing-on-this-wonderful-world-love-for-these-clothes-of-desire-analise/#respond Mon, 12 Feb 2024 22:14:48 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=16158 Minha experiência com Konosuba é bem limitada. Eu sei da popularidade do anime, mas o mais perto que cheguei, foi aquele clone de Mega Man produzido pelo Team Ladybug e que foi dado de brinde com o Box de Blu-Rays da segunda temporada do anime. E recentemente, por falta do que fazer, baixei um fangame […]

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Minha experiência com Konosuba é bem limitada. Eu sei da popularidade do anime, mas o mais perto que cheguei, foi aquele clone de Mega Man produzido pelo Team Ladybug e que foi dado de brinde com o Box de Blu-Rays da segunda temporada do anime. E recentemente, por falta do que fazer, baixei um fangame da franquia… Que foi lançado com o box da primeira temporada. Fora isso, o que sei também é que a dublagem brasileira é horrorosa. Desculpem me quem gosta, mas a dublagem de Konosuba é fraca. O que parece ser um mal da dublagem brasileira em animações japonesas de uns tempos pra cá.

Sim, eu sei que a geração de dubladores clássicos, que gente como eu cresceu ouvindo envelheceu e deu espaço para uma nova leva de dubladores, mas parece sempre faltar algo. Não sei se por direção ruim ou atuações ruins, fica difícil assistir anime dublado. E os dubladores não ajudam, estando mais preocupados em… Deixa pra lá, é melhor eu não me exaltar, porque dá última vez que me exaltei fazendo um artigo, pessoas vieram atrás de nós porque criticamos a censura de corporações bilionárias.

Mas enfim, o assunto, Konosuba… Conheço pouco, é um dos isekais mais famosos em geral (gênero que não tá nem um pouco saturado, imagina), e claro que como toda obra famosa, adaptações em jogo acabam acontecendo, eu mencionei o Resurrection of Beldia, que é o clone de Mega Man X produzido pelo Team Ladybug (e possui uma tradução de fãs, só dar uma procurada básica), e o In the Life (que também possui tradução de fãs), porém de maneira oficial, nenhum jogo da franquia havia aparecido por essas bandas.

Porém, isso mudou com a chegada da segunda visual novel de Konosuba, Konosuba: God’s Blessing on this Wonderful World! Love for these Clothes of Desire!, lançada originalmente em 2020 para Playstation 4 e Nintendo Switch, chegou agora no começo de fevereiro para as mesmas plataformas, com adição de um porte para PC. Será que o jogo vale a pena? Confira conosco.

Fazer roupas para acabar com a maldição

Após uma dessas aventuras regulares que Kazuma e seu grupo tem (traduzindo para quem não tem conhecimento de Konosuba: Megumin utilizando uma magia de EXPLOSÃO e exaurindo as forças, Darkness servindo de isca porque gosta de apanhar, Kazuma ficando desesperado porque Aqua foi inútil novamente), o grupo encontra um estranho artefato no chão. Artefato esse que é capaz de gerar roupas.

Só que antes que algo possa avançar, eles são acusados por Sena de ter roubado esse artefato de um nobre, e precisam fazer roupas para ele sob a ameaça de banimento. Porém, o que não sabiam, era que esse artefato amaldiçoa a pessoa que o usa, alterando sua personalidade de maneira oposta. Assim, a masoquista Darkness vira uma Sadista, Megumin, que tem complexo devido a seus peitos pequenos, funda a Liga das Lolis e Aqua se torna uma Deusa útil. Kazuma agora precisa dar um jeito de cumprir os mandos e desmandos do Nobre Filho da Puta (nossa, quem diria que o nobre é um filho da puta?) e fazer com que as garotas retornem ao normal.

A trama segue com a típica comédia de Konosuba, com um total de 10 finais disponíveis, dois para cada garota do grupo principal (Aqua, Megumin e Darkness possuem dois finais, um regular e um bom), e um para as garotas secundárias (Chris, Wiz, YunYun e Saya), dando certo valor replay ao jogo.

Felizmente, nos dias de hoje, pessoas mais competentes que eu escrevem guias de como conseguir esses finais, então não vai ser difícil pro jogador médio fazer 100%, a não ser que ele seja um ignorante que se recusa a aprender inglês, mas divago.

Não é só “Visual Novel”

Partindo da premissa das roupas, o gameplay de Love for These Clothes of Desire é dividido em dois loops, a parte de Visual Novels, onde respostas corretas as personagens aumentam a afeição delas, chegando a um ponto onde as rotas com as garotas são abertas, essa parte, obviamente sendo o que se espera de uma Visual Novel, e como tal, é bem executada… E se você acha que não há como uma visual novel ser mal executada, só ver o desastre que foi “Goodbye, Volcano High”, um jogo que não agradou fãs de visual novels ou furries. Então, fazer o bê-a-bá do gênero é essencial.

A outra parte, é a de administração de tempo, onde Kazuma deve mandar os membros do seu grupo (Aqua, Darkness e Megumin) em quests e trabalhos para conseguir dinheiro e materiais para fazer as roupas nos três primeiros dias da semana, no quarto dia, alguns eventos podem acontecer, e é quando o grupo descansa, e o quinto dia é quando o grupo usa o dinheiro que conseguiu durante a semana para comprar materiais adicionais para fazer as roupas. Roupas opcionais podem ser criadas para desbloquear trabalhos e alterar um pouco certos eventos.

A afeição com as meninas pode ser influenciada com determinadas roupas, então se você quiser a rota de tal menina, faça a roupa X pra ela. Há guias com as roupas necessárias para cada rota. Uma das coisas que pode fazer com que alguns virem o nariz (aqui no Brasil em específico), além do fato do jogo ser uma visual novel (coisa que o jogador brasileiro médio odeia), é a falta de uma tradução para o português. Claro, ao contrário de estúdios grandes como a Sega, não há como a equipe da PQube pagar por uma tradução, pelo menos não de um jogo pesado e focado em textos como é este aqui. Mas isso não significa que eu não possa sonhar com um mundo onde tenhamos mais visual novels lançadas com português entre as escolhas de idioma.

Gráficos e musicas fiéis ao anime

O maior destaque do jogo, é que os dubladores do anime voltam a reprisar os papéis, e graças a todos os deuses existentes e alguns que não existem mais, nada de dublagem americana. Não tem nada mais broxante do que comprar um jogo japonês, todo estilo anime pra no fim do dia, o único audio disponível ser em inglês. Quem viveu a geração PS1/PS2 sabe disso. Era um suplício jogar Naruto no PS2 numa época pré-iso Undub.

Graficamente, os sprites e CG’s do jogo parecem ter saído do anime, e as roupas possuem exatamente aquilo que os fãs da franquia mais gostam: Fanservice. Numa era onde gente que não consume clama por censura de produto que não é feito pra eles, é bom ver que nem todo estúdio japonês arrega as pernas pra charlatões disfarçados de localizadores.

As músicas, são bastante decentes, não interferindo na jogatina, e destaque para os temas de abertura, “It’s so fine”, interpretado pela Machico (que canta as aberturas das temporadas da série e do spin-off da Megumin), e “Ama Yadori”, que possui versões cantadas pelas seiyuus da Aqua, Megumin e Darkness, além de uma versão com as três cantando juntas.

Reprodução: Mages, PQube

O ponto fraco é o preço

Konosuba: God’s Blessing on this Wonderful World! Love for these Clothes of Desire! vale a pena o valor cobrado? A resposta é… Não. Pelo menos do ponto de vista financeiro, as versões de PS4 e Switch custam 249,90 e 258,32 respectivamente. A versão do Steam, aqui pro Brasil está mais em conta, saindo quase a metade desse preço. Mas enfim, no geral, Love for these Clothes of Desire! é uma novel competente, servindo como aperitivo da terceira temporada de Konosuba que chega em Abril.

Nota final: 8/10

Konosuba: God’s Blessing on this Wonderful World! Love for these Clothes of Desire! está disponível para Playstation 4, Nintendo Switch e PC. Esta análise foi feita com uma cópia de PS4, gentilmente cedida pela PQube.

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Archetype Arcadia | Pela irmãzinha! https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/11/03/archetype-arcadia-pela-irmazinha/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/11/03/archetype-arcadia-pela-irmazinha/#respond Fri, 03 Nov 2023 17:26:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=15562 Se você é um jogador das antigas, o nome Kemco certamente é associado com a série Top Gear, já que com exceção dos dois últimos títulos (RPM Turning e Top Gear Downforce não foram publicados por ela), era comum ver o nome da Kemco na capa ou tela título dos jogos. Claro, que não foi […]

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Se você é um jogador das antigas, o nome Kemco certamente é associado com a série Top Gear, já que com exceção dos dois últimos títulos (RPM Turning e Top Gear Downforce não foram publicados por ela), era comum ver o nome da Kemco na capa ou tela título dos jogos. Claro, que não foi só isso que eles publicaram lá no passado, haviam outros jogos, inclusive alguns de índole questionável, como Batman Beyond: Return of the Joker (N64/PS1/GBC), Catwoman (GBC), Batman: Dark Tomorrow (Xbox/Game Cube), além da série Crazy Castle.

Após o período de hiato no meio dos anos 2000, a Kemco passou a focar no mercado mobile com uma míriade de RPG’s, que você deve ter esbarrado graças aos portes no PS3, PS4, PS Vita e outras plataformas, mais recentemente. Não apenas RPG’s, a Kemco também passou a trabalhar em visual novels, em conjunto com outras desenvolvedoras.

Em Outubro de 2021, a Water Phoenix e a Kemco lançaram no Japão, para Playstation 4 e Nintendo Switch, a novel Archetype Arcadia, que três meses depois (janeiro de 2022) apareceria nos PC’s, com um porte mobile aparecendo mais tarde no mesmo ano. E agora, dois anos depois de seu lançamento japonês, graças a PQube (que já havia localizado outra novel da Kemco, Raging Loop), Archetype Arcadia chega ao ocidente. Confira a nossa análise.

Reprodução: Kemco/Water Phoenix/PQube

A Internet tem a salvação para a nossa irmãzinha

O jogo se passa em um mundo pós-apocalíptico onde uma doença misteriosa chamada ‘Peccatomania’ (Também conhecida como Pecado Original) destruiu a maior parte da humanidade. A história gira em torno de Rust e sua irmã, vagando por terras vazias e procurando desesperadamente por outros humanos vivos. Todos os outros seres humanos foram supostamente vítimas desta doença que faz com que aqueles que sofrem de insanidade, ilusões sensoriais e impulsos autodestrutivos incontroláveis. A única maneira de controlar esses sintomas é passar um tempo dentro de um jogo virtual chamado Archetype Arcadia.

Rust não sofre da doença, mas quando um dia sua irmã misteriosamente fica inconsciente, ele deve entrar no jogo virtualmente envolvente e navegar neste mundo invisível para encontrar uma solução para sua irmã. Dentro do jogo existe um mundo totalmente novo cheio de pessoas e monstros. Um mundo em que usar um dispositivo de jogo permite aos jogadores utilizar memórias poderosas e avatares correspondentes para lutarem entre si. Embora esta existência virtual supostamente atrase a doença, ela também traz consequências graves.

Enquanto Rust luta neste estranho mundo em busca de uma cura, ele conhece várias pessoas com identidades e origens inesperadas, faz amizades inquebráveis e, sem dúvida, alguns inimigos ao longo do caminho. A história e premissa de Archetype Arcadia não são incomuns, mas são interessantes, ainda que seu protagonista seja um tanto ingênuo e otimista em excesso, considerando que o mundo lá fora está uma merda.

Reprodução: Kemco/Water Phoenix/PQube

A longa duração é sua força, mas também é sua fraqueza

Dentre as visual novels que já analisei aqui no Arquivos do Woo, Archetype Arcadia certamente está entre as mais longas, com cerca de cinquenta horas de conteúdo, que pra quem é fã do gênero, é um custo benefício, considerando os diversos finais que o jogo possui. Mas também é uma das fraquezas do mesmo, já que o começo arrastado pode afastar alguns, e a longa duração também acaba cansando.

Porém, para aqueles que perseveram (depois de sobreviverem ao protagonista ultra otimista), temos uma história envolvente com seus altos e baixos, dividida em oito capítulos. A trilha sonora é um dos principais fatores responsáveis pela atmosfera do jogo, especialmente a melancolia pretendida. A dublagem, apesar da maioria do elenco não ter muitos papéis (de acordo com o VNDB), cumpre bem o exigido com performances decentes.

O estilo gráfico da Novel é o que esperamos de visual novels japonesas, artes bem desenhadas, cenários lindos (e pós apocalípticos), e sprites bacanas. Nada muito sensacional, mas não é de se jogar fora.

Reprodução: Kemco/Water Phoenix/PQube

Talvez numa promoção

Archetype Arcadia é uma visual novel decente com uma premissa interessante, mas que tropeça no começo arrastado e na duração longa demais para a história. Mas, acho que 149,50 é um pouquinho demais pra uma Visual Novel. Então talvez numa promoção, quem sabe.

Nota Final: 8/10

Archetype Arcadia está disponível para Playstation 4, Playstation 5, Nintendo Switch e PC, com a análise feita com uma chave de PS4, gentilmente cedida pela PQube.

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PQube anuncia Tormented Souls 2 https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/08/23/pqube-anuncia-tormented-souls-2/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/08/23/pqube-anuncia-tormented-souls-2/#respond Wed, 23 Aug 2023 23:41:15 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=15031 Caroline Walker retorna na aguardada sequência do premiado clássico de terror de sobrevivência! Persiga os corredores sombrios de mosteiros assustadores e outros locais de pesadelo e prepare-se para enfrentar criaturas aterrorizantes armadas apenas com armas improvisadas enquanto tenta desesperadamente resgatar sua irmã amaldiçoada. Tormented Souls 2 chegará em breve ao Steam, PlayStation 5, Xbox Series […]

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Caroline Walker retorna na aguardada sequência do premiado clássico de terror de sobrevivência! Persiga os corredores sombrios de mosteiros assustadores e outros locais de pesadelo e prepare-se para enfrentar criaturas aterrorizantes armadas apenas com armas improvisadas enquanto tenta desesperadamente resgatar sua irmã amaldiçoada.

Tormented Souls 2 chegará em breve ao Steam, PlayStation 5, Xbox Series S/X, Epic e GOG.

O Retorno da Heroína!
Após os acontecimentos no Hospital Wildberger, Caroline anseia por uma vida normal com sua irmã mais nova, Anna. No entanto, o destino tem outros planos. Os remédios convencionais revelam-se inúteis quando Anna é vítima de uma doença misteriosa, tossindo sangue e tendo olhos escurecidos e momentos de inconsciência. Em uma tentativa desesperada de salvar sua irmã, Caroline deve recorrer ao sobrenatural…

Um cenário totalmente novo cheio de horrores indescritíveis…: Entre no pesadelo que é Puerto Miller, uma remota cidade sul-americana com um passado assustador. Fundada pela antiga e reclusa tribo Ismuit, a cidade esconde horrores indescritíveis sob o seu antigo exterior. Explore seus segredos obscuros se tiver coragem…

Combata criaturas aterrorizantes com armas improvisadas: Enfrente um combate emocionante enquanto enfrenta criaturas monstruosas usando uma variedade de armas improvisadas engenhosas. Cada canto pode esconder um inimigo, por isso a gestão de recursos é fundamental para a sobrevivência.

Resolva quebra-cabeças ambientais alucinantes: Utilize a lógica e o raciocínio para estabelecer conexões entre itens encontrados no ambiente e quebra-cabeças elaborados de maneira complexa. Combine recursos de forma criativa para desvendar enigmas distorcidos e mergulhar mais fundo nos mistérios sombrios que envolvem seu caminho.

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