Arquivos Pixelheart - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/pixelheart/ Um pouco de tudo na medida certa Fri, 18 Apr 2025 22:07:48 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Pixelheart - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/pixelheart/ 32 32 Pocket Bravery | Porradaria verde-amarela de primeira https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/04/18/pocket-bravery-porradaria-verde-amarela-de-primeira/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/04/18/pocket-bravery-porradaria-verde-amarela-de-primeira/#respond Fri, 18 Apr 2025 22:07:48 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=20089 Você já ouviu falar no jogo “Barravento, o Mestre da Capoeira”?. A não ser que você seja um leitor assíduo do Arquivos do Woo, que pegou de passagem um dos meus reviews um tempo atrás, a resposta é provavelmente não. Eu tenho minhas dúvidas de que o criador do jogo de hoje saiba da existência […]

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Você já ouviu falar no jogo “Barravento, o Mestre da Capoeira”?. A não ser que você seja um leitor assíduo do Arquivos do Woo, que pegou de passagem um dos meus reviews um tempo atrás, a resposta é provavelmente não. Eu tenho minhas dúvidas de que o criador do jogo de hoje saiba da existência desse jogo. Mas enfim, Barravento, o Mestre da Capoeira foi um jogo lançado em 1993 para o Commodore Amiga pela Hitek Softworks (Ou Hitek Computação: Sistemas e Editora, como consta na tela título). Se a história contada por Divino Leitão no grupo da revista Micro Sistemas no Facebook (e reproduzido no site Retrópolis) for verdade (aqui estou apenas me resguardando legalmente, porque eu acredito na história), Barravento nasceu do plágio de uma paródia de Karateka. (É uma história fascinante, leiam)

A questão é que para os padrões de 1993, Barravento era um jogo horroroso, eu mesmo mal consegui passar do segundo oponente. Mas enfim, pro bem ou pro mal, Barravento é possivelmente o primeiro jogo de luta brasileiro. Claro que ser o primeiro não diz que será o melhor, ou relembrado. Duvido que muita gente hoje em dia saiba da existência desse jogo. Computação no início dos anos 90 era coisa de hobbista que tinha dinheiro. O povão que queria diversão eletrônica pagava o Master System em 500 prestações, se contentava com os 200 famiclones que haviam no Brasil ou torravam seus cruzeiros na máquina de Street Fighter II da rua de baixo. Os mais sortudos (pros padrões de 93) tinham SNES da Playtronic ou Mega Drives da Tec Toy. Mas bem, a Capcom pode ter arrebanhado muita gente com SF II (e por um período nos anos 90, tinhamos fliperamas traduzidos por ela), mas o que era muito proeminente em toda esquina, em especial na segunda metade dos anos 90, eram os jogos de lutinha da SNK, mais especificamente, KOF. Quantos Kofeiros não foram formados nesses botequins, acompanharam os lançamentos atuais in-loco da 96, 97, 98… Este que vos fala é um deles, inclusive.

Alguns deles dedicam sua atual vida a falar groselha na Internet, outros decidem transformar essa paixão em algo maior e mais original do que isso. Durante e após um período conturbado da produção de Trajes Fatais, Johnathan “Jon Satella” Silva e Anderson Halfeld começaram um projeto de paixão, chamado Bravery. A princípio, os sprites seriam em HD, semelhantes aos de KOF XIII, mas em algum ponto do desenvolvimento, eles optaram por um visual inspirado pelos jogos de luta do Neo Geo Pocket, chegando ao visual de Pocket Bravery que temos hoje em dia. Mas não foi uma jornada fácil, tem o documentário que o Renato Cavallera (que hoje em dia é parte da Nuntius Games, publisher brasileira criada pelo próprio Jon Satella) produziu e recomendei num outro texto. Depois de comer o pão que o diabo amassou, o jogo finalmente fora lançado em agosto de 2023. E o jogo foi bem avaliado, inclusive, foi indicado ao The Game Awards daquele ano concorrendo na categoria de Melhor Jogo de Luta. Sim, sabemos que essas premiações são… Questionáveis (só lembrar que MULTIVERSUS venceu como melhor jogo de luta em 2022, num ano em que tivemos KOF XV. E Multiversus está MORTO, enquanto que KOF XV completou seu ciclo com o lançamento de Mature e Vice no ano passado), ainda assim. Ter o jogo concorrendo com figurões como Street Fighter 6, é louvável, prova do trabalho competente da Statera. Só que… O tempo foi passando e a versão de consoles não surgia. 2024 veio e foi embora, e nada de Pocket Bravery.

E finalmente, após um ano e oito meses de seu lançamento original de PC, a revelação da data de lançamento que deveria ter sido num live stream… Havia “vazado”, quando a Meridiem Games, distribuídora espanhola, anunciou a pré-venda da edição física de Pocket Bravery. Passou batido por muita gente, mas não por mim que faço meu dever de casa como jornalista de jogos. Mas enfim, após uma longa espera, finalmente nesse dia 10 de abril, o jogo está disponível para todos os consoles. Confira nossa análise.

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Em busca de Redenção… E além.

Algo estranho acontece pelo mundo… Mas só algumas pessoas conseguem sentir (ui!) e manifestar esse algo. Existem aqueles que atiram energia pelas mãos, outros ampliam seus músculos, enquanto certas pessoas transferem essa essência para objetos e armas, e por fim outros resolvem ir reclamar na Internet. Ninguém sabe o que caralhos acontece e todo mundo tenta entender por si só. No meio dessa treta, A Matilha, uma organização criminosa, quer roubar artefatos antigos e relíquias que envolvem diversas nações e pessoas notáveis.

Em oposição a Matilha, também existem indivíduos excepcionais que tem uma vendeta contra a mesma, em especial, Nuno Alves, que no passado pertencera a organização e agora quer se vingar da mesma. Outros possuem ideais semelhantes por um motivo ou outro. E algumas pessoas querem coisas muito pessoais.

A história de Pocket Bravery é bastante competente, e possui um universo atualmente em expansão, não só com a continuação que foi recentemente anunciada e está em estágio de pré-pré-produção, mas também com outros jogos no mesmo universo, como Guns N’ Runs, o primeiro jogo da Statera e de onde veio Rick Johnson, primeiro personagem de DLC do jogo e Arashi Gaiden, um dos jogos presentes no showcase da Nuntius Games e anunciado há um tempo.

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Porradaria Estilosa

O jogo é um prato cheio pra quem curte jogos da era do Neo Geo. Como padrão da época, o jogo utiliza o esquema dois socos e dois chutes (também conhecido como o estilo superior bidimensional), com os comandos especiais saindo da maneira que estamos acostumados. Não somente isso, mas o jogo também tem um esquema de controles “moderno” ou “acessível”, ou como gosto de chamar… “A prova de idiotas”, sendo mais simplificado.

Cada um dos treze personagens possui golpes e habilidades únicas (como padrão, dá pra ver os golpes dos personagens no menu de pausa). Obviamente, há uma barra de ataques especiais que é preenchida conforme o jogador utiliza alguma habilidade e apanha, aprendemos esse tipo de barra especial na quinta série. E quando a barra é cheia, um ataque especial pode ser usado. E também existe uma segunda barra, a barra elementar (meu caro Watson… Aliás, a frase “Elementar , meu caro Watson” NUNCA FOI PROFERIDA por Sherlock Holmes, isso foi um efeito mandela coletivo na humanidade), enfim, a barra elementar se enche sozinha e acumula dois níveis, permitindo o jogador a usar versões EX das habilidades, que usam o elemento do personagem escolhido.

O roster do jogo possui treze personagens, sendo um deles Sho Kamui, de Breakers, clássico do Neo Geo, que veio por conta da parceria com a Pixel Heart, a atual detentora das Ip’s da Visco (A produtora de Breakers), cada um deles com a jogabilidade diferente, dando possibilidades de estratégia e variedade nos combates. O jogo possui online com Rollback netcode, mas como eu tenho Aversão a Online e não possuo a PS Plus pra jogar online, não irei comentar esse aspecto (e mesmo se eu tivesse a Plus, eu cago pra online).

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Mais que um feijão com arroz

Hoje em dia, se um jogo de luta índie vier com Arcade, Versus, Training e Online, já dá pra dizer que ele é mais ou menos básico. Mas Pocket Bravery foi ao infinito e além para colocar o jogo recheado de conteúdo pra fazer o seu dinheiro valer a pena. Claro, ele possui esses modos que mencionei, mas vai muito além disso. Se você quiser ir a fundo na lore do jogo, do ponto de vista de Nuno e sua jornada em busca de redenção e vingança contra a organização Matilha. Você pode aprender os paranauês do jogo no Tutorial, e praticar e criar seus próprios combos no modo Fábrica de Combos. Nem precisa dizer que eu NÃO USEI esse modo porque eu não sou nem tenho pretensão de ser datilógrafo de combos. Deixo esse trabalho pro DioRod.

Você tem também um modo de Trials, no qual cada personagem tem que fazer dez combos com dificuldade crescente, ideal para melhorar naquele combo. O modo de Time Attack, para speedrunners encherem os inimigos de porrada no menor tempo possível. Só que não são lutas normais, durante as lutas, várias orbes podem aumentar ou reduzir sua vida, ataque ou barra elementar. Assim como no Arcade (que não expliquei, por motivos de Alzheimer), o Time Attack é contra oito oponentes. O modo Sobrevivência é clássico de jogos de luta a essa altura do campeonato, derrotar os oponentes usando apenas uma barra de energia.

Nos modos singleplayer, você ganha uma pontuação que pode usar na loja do jogo para adquirir cenários extras, cores, desbloquear um dos personagens secretos e ítens de customização pro seu perfil do jogo. Além de desbloquear dois modos extras. Um deles, é o Hot Pursuit* (Perseguição da Gostosa em tradução livre e você vai entender a piada em seguida), onde Daisuke deve perseguir a Ximena (entendeu agora?) como se fosse num runner sem fim, desviando dos obstáculos que Ximena manda em sua direção. Você não tem como atacar nesse modo, mas possui uma barra que vai enchendo ao longo do tempo, e quando está cheia, você pode utilizar uma técnica pra limpar a tela dos obstáculos. Tenho a impressão de que esse modo foi inspirado na minha vida pessoal, sempre atrás de uma gostosa, numa perseguição sem fim, nunca chegando lá.

*O modo é chamado de Busca Implacável na versão em Português

Enfim, tem o último modo extra do jogo, que vale toda a aquisição do jogo. O modo Rodoviária. Se jogos de luta tem a preocupação de fazer os personagens balanceados, não muito fortes, mas não muito merdas, esse modo pega todo o balanceamento e equilíbrio de Pocket Bravery e joga ele pela janela (eu pensei em usar a expressão “enfia no cu”, mas não seria muito profissional). Inspirado pelos bootlegs de Street Fighter II (O Lendário Street Fighter de Rodoviária) e King Of Fighters (não tão comuns, mas existentes), com ataques sendo desferidos no ar, multiplas magias e o escambau a quatro.

Trilha do Caralho, Belíssimos gráficos

Pocket Bravery mostra ao que veio logo de cara com uma belíssima abertura animada, com um tema cantado, tanto em português (Bravura na Alma) quanto em inglês (Bravery in my soul), por ninguém menos que Rodrigo Rossi. Sim, aquele Rodrigo Rossi que cantou as músicas de CDZ Lost Canvas e Dragon Ball Z Kai. A composição e o instrumental dessa abertura é da banda Miura Jam, um excelente instrumental aliás. O mesmo vale para os encerramentos, também em português (Um Novo Ideal) e inglês (Be Brave), com o instrumental da Miura Jam e vocal da Bruna Higs, igualmente bons.

Claro que eu não elogiaria somente a abertura e o encerramento, quando o jogo tem temas excelentes atrás de temas excelentes. incluindo um excelente remix do tema de Sho Kamui (de Breaker’s Revenge). Cada tema foi bem pensado pra se encaixar a uma rivalidade, a um personagem. Nada soa estranho e passa aquele clima dos anos 90, onde nos bons jogos de luta, os personagens tinham temas marcantes.

Na parte gráfica, Pocket Bravery possui excelentes e variados cenários ambientados ao redor do mundo. Do Parque Lage, aqui no Rio de Janeiro, as proximidades da Ponte Dom Luís I em Porto, ao telhado do Midtown Manhattan em Nova York, o jogo viaja ao redor do mundo com seus personagens, destaco aqui também um cenário em Osasco, o cenário de Jorge Chagas, cujo tema me fez ficar rindo dez minutos só pelo nome do tema, Goodbye Osasco… Sim, uma referência a Goodbye Osaka. E se você pregar o olho bem, pode encontrar o Vampeta fazendo um cameo. Assim como no cenário do Parque Lage na variante noturna, é possível encontrar o Snoop Dogg em um cameo (ele gravou um clipe no local em 2003). Outro cenário extra que quero destacar, é o do Treta Championship, Treta que é basicamente a nossa EVO, o maior campeonato de jogos de luta do Brasil.

Falamos dos belíssimos cenários, e ainda não chegamos nos lutadores, que são extremamente bem animados. A Animação dos sprites de Pocket Bravery é muito detalhada, especialmente considerando que os lutadores possuem estilos de combate diferentes, e ajustar animações de tomar ataque pra cada estilo e personagem (de acordo com a própria Statera) foi um trabalho do cão e o resultado é evidente. O jogo possui uma animação fluidíssima, o que me faz pensar, se a Statera tivesse mantido o estilo original de Bravery, acho que o jogo ainda estaria em produção. Mas divagações a parte, o que eu falei acima é fato, do ponto de vista gráfico, Pocket Bravery é um deleite… Exceto se você não curtir SD, mas aí o problema é seu e não do jogo.

Por último, mencionar aqui o fato da dublagem do jogo que está competente, e conta com nomes como o Rocky Silva (O Seiya, da paródia Vai Seiya) como o protagonista Nuno, Vii Zedek (Tails nos filmes de Sonic) como Mingmei e Lia Mello (Kiriko em Overwatch) como a mortífera Ximena. Não vou gastar seu tempo falando todos os dubladores, mas o elenco de Pocket Bravery é competente e desempenha seu papel bem.

Altamente recomendado

O lançamento de Pocket Bravery, tanto no PC, quanto nos consoles foi algo extremamente importante pro mercado brasileiro de jogos. Porque é meio que uma vitória depois do calvário que foi a produção de Trajes Fatais. Pocket Bravery possui uma ótima jogabilidade, gráficos belíssimos e estilosos, e uma trilha sonora excepcional. Assim como comentei no meu review de Raccoo Venture anos atrás, Pocket Bravery é um marco pra jogos de luta nacional. E o preço, em qualquer plataforma, é extremamente convidativo. Só faltou o crossplay (culpa da Sony), mas como eu não jogo online, caguei pra falta de crossplay.

Nota: 10/10

Pocket Bravery está disponível para Playstation 4, Playstation 5, PC, Xbox One, Xbox Series X | S e Nintendo Switch, com uma versão para Mega Drive sendo produzida oficialmente pela equipe do RheoGamer, que fez o impressionante porte de Mega Drive de Real Bout Special. Esta análise foi feita com uma chave de PS4, cedida pela PQube.

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Lords of Exile | Ação frenética Retro-moderna https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/02/22/lords-of-exile-acao-frenetica-retro-moderna/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/02/22/lords-of-exile-acao-frenetica-retro-moderna/#comments Thu, 22 Feb 2024 21:03:43 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=16251 Ah, jogos inspirados por franquias retrô, um dos atrai trouxas mais lucrativos de todos os tempos. Qualquer idiota meramente competente com um computador, pode fazer um “joguinho inspirado por Mega Man” e publicar no Steam… “Por quê você não fez um clone de mega man e publicou no Steam, Sancini?”, você, voz da minha consciência […]

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Ah, jogos inspirados por franquias retrô, um dos atrai trouxas mais lucrativos de todos os tempos. Qualquer idiota meramente competente com um computador, pode fazer um “joguinho inspirado por Mega Man” e publicar no Steam… “Por quê você não fez um clone de mega man e publicou no Steam, Sancini?”, você, voz da minha consciência pergunta. QUE PARTE DE “MERAMENTE COMPETENTE” VOCÊ NÃO ENTENDEU? Eu só me enquadro na parte de idiota com um computador. Mas enfim, jogos com inspiração retrô vai atrair um público, mas é claro que pra cada Shovel Knight vai ter uns 10 Pixel Devil and the Broken Cartridge.

O que quero dizer, é que jogos retro inspirados existem aos montes, mas é necessário peneirar, quantos projetos vemos que parecem promissores, mas acabam mais broxantes que e-thot com tanta tatuagem que parece um carro de Nascar cheio de patrocínio. Geralmente, devs tem que se provar, e os que conseguem chegar lá, são celebrados por um longo tempo… Jogos como The Messenger, 20xx, Cyber Shadow, Final Vendetta, entre outros, são exemplos de jogos inspirados por ip’s antigas que conseguiram ser bem sucedidos.

Onde quero chegar com isso? Não faço a menor ideia. Mas acho que a ideia geral é que nos últimos, 3, 4 anos, muitos jogos de qualidade com inspiração retro, e muitos ainda devem estar em produção, desde jogos da produtoras indie mais famosas, a projetos fundados no Kickstarter.

Um desses projetos foi Lords of Exile, fundado em 2020 no Kickstarter, atingindo a meta de 10 mil euros em 2 dias (o jogo conseguiu quase 32 mil euros no total). Como todo projeto do Kickstarter, ele acabou não entregando na data prometida (a revisão era para março de 2021). Mas, ao contrário de muito projeto do Kickstarter, ele finalmente chegou ao mercado, na metade de fevereiro, e em mais plataformas do que originalmente prometido. Será que ele vale a pena seu dinheiro?

Reprodução: Squidbit Works, PID Games, Pixelheart

Vingança é um prato que se come frio… A não ser que você tenha um micro-ondas.

Na distante Terra oriental de Exilia, você está no papel de Gabriel, um cavaleiro amaldiçoado que servia o temível Galagar. Só que conforme Gabriel ia se fortalecendo com suas habilidades, Galagar, temendo que o mesmo se tornasse mais poderoso que ele, decidiu matar a noiva de Gabriel, o que o torna um vilão não muito inteligente.

Com o corpo inerte de sua amada, Gabriel jura vingança e parte em busca de vingança, e somente buracos bem posicionados o impediriam disso… Não pera, isso foi um spoiler do meu gameplay do jogo. Quero dizer que nada, nem ninguém o impediria de acabar com Galagar.

Indo um pouco na área de “spoilers” (que não é tão spoiler assim), a outra pessoa que deseja vingança, é uma pessoa que você não esperaria, e que é brevemente mencionada no playthrough com Gabriel, Lyria, filha de Galagar. Lyria é uma habilidosa Kunoichi, cuja mãe foi morta por Galagar.

Novamente, Galagar não é o mais inteligente dos vilões. Porque as pessoas que ele provocou com seus atos, são justamente aquelas com poder para derrotá-lo. O jogo possui pouco diálogo falado, e curiosamente a maior parte acaba se relacionando com a primeira chefe, Samantha. Porque o penúltimo chefe é irmão dela, e o próprio Galagar culpa Samantha por não ter impedido Gabriel de ter chegado até ele. Típico de megalomaníacos culparem a todos, menos a si mesmos por sua incompetência.

Reprodução: Squidbit Works, PID Games, Pixelheart

Platformer 2D de primeira… (Exceto com o teclado)

Antes de mais nada, a análise desse jogo foi feita com base na versão de PS4, mas para uma compreensão de um jogo multiplataforma, eu também testei a versão de PC utilizando o teclado (ainda mais que a página do jogo na steam recomenda que se jogue com um controle) para efeitos de comparação. Dito isso, Lords of Exile é um platformer de ação 2D a la Castlevania, Ninja Gaiden e outros jogos das antigas.

O design de fases é reminescente das inspirações, mas competente o suficiente para estar de pé nas suas próprias pernas. Graças a Deus, nada de caminhos alternativos ou “mamãe quero ser metroidvania”, apenas puro e simples design linear com execução bem feita. A pequena exceção a esse design, são algumas salas secretas que não acrescentam em nada, e possuem máquininhas de caça níquel pra ganhar power-up’s e refills de energia. Essas máquinas exigem dinheiro (que você pode coletar em caixas ou matando inimigos). Não sei motivo dessa inclusão, já que power-up’s e refils de energia podem ser coletados em caixas, matando inimigos e em lojas, com o dinheiro adquirido.

A jogabilidade é bem semelhante aos classicvanias, embora o gameplay de Gabriel esteja mais próximo ao de Zangetsu em Bloodstained: Curse of the Moon, devido ao uso de espadas. A princípio, o moveset dele é limitado, mas conforme as fases vão passando, mais novos movimentos e poderes Gabriel vai adquirindo, pulo duplo, espada fortalecida, mais capacidade pras sub armas, novos ataques. Mas não são só sub-armas que Gabriel tem. Derrotando certos sub-chefes, ele consegue invocar espíritos que podem ser utilizados tanto pra ataque, quanto pra passar de certas partes do jogo.

As batalhas contra chefes são terrivelmente simples, e constituem basicamente decorar os padrões de ataque dos mesmos e contra atacar. O único chefe realmente criativo é o Aranha, onde sempre deve estar em constante escalada em boa parte do combate. Mas dizer que os chefes são simples, não quer dizer que são fáceis, assim como as fases, você vai morrer muito até passar as fases. Ou eu sou ruim pra caralho, pode ser isso também.

Após terminar o jogo você desbloqueia a Lydia, e os modos de Boss Rush e Speedrun. Com a Lydia, ela possui basicamente quase todas as habilidades de Gabriel já desbloqueadas, e ela ataca a distância com kunais e a curta distância de maneira melee, além de poder correr, garantindo fator replay. Num joystick normal, os controles funcionam que é uma beleza, mas pra jogar no teclado é um pouquinho complicado, mesmo após um remapping.

Reprodução: Squidbit Works, PID Games, Pixelheart

Belos Gráficos, trilha foderástica

Graficamente, Lords of Exile é bastante competente. Os cenários são ricos em detalhes e efeitos, desde paralax a iluminação, chefes enormes. Os sprites possuem a pegada 8-bit com cores limitadas. As poucas cutscenes que o jogo possui lembram bastante as cutscenes de clássicos como Ninja Gaiden e Vice: Project Doom do NES.

A trilha sonora do jogo, amigo, a trilha… Eu quero casar com essa trilha. Composta por Pentadrangle (Cyber Shadow), Dominic Ninmark (Gravity Circuit) e Yuzo Koshiro (Precisa mesmo de referências pra ele?), são músicas feitas no chip do Mega Drive e excelentes composições que vão ajudar a colocar uma injeção de adrenalina na sua veia. Junto com os efeitos sonoros, você vai estar fatiando demônios enquanto headbangeia a vontade.

Reprodução: Squidbit Works, PID Games, Pixelheart

Jogue Lords of Exile

Lords of Exile é meio que uma surpresa positiva pra mim (eu não sabia da existência do jogo), mas enfim, é um excelente jogo com inspiração retrô, que tem uma dificuldade justa e gameplay preciso. Algumas partes vão te dar um trabalho, mas só analisar como sair de dificuldades, e o jogo vai se tornar mais fácil. Com dois personagens, o fator replay é imenso, além dos modos de Speedrun e Boss Rush. Eu recomendo bastante, especialmente hoje em dia, com a quantidade de jogos serviço e roguelikes com deckbuilding inundando o mercado. Ter uma boa experiência single player é mais recompensante do que seguir a tendência do mercado.

Nota final: 9,5/10

Lords of Exile está disponível para PC, Nintendo Switch, Playstation 4, Playstation 5, Xbox One e Xbox Series X|S. Esta análise foi feita com uma cópia de PS4, gentilmente cedida pela Plug-in Digital.

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Lords of Exile já está disponível para todas as plataformas https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/02/14/lords-of-exile-ja-esta-disponivel-para-todas-as-plataformas/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/02/14/lords-of-exile-ja-esta-disponivel-para-todas-as-plataformas/#respond Wed, 14 Feb 2024 18:29:51 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=16249 A editora e co-editora PID Games, PixelHeart, está fazendo parceria com a Squidbit Works, um estúdio independente de desenvolvimento de jogos, para trazer de volta o charme nostálgico dos jogos de plataforma de ação 8 bits. O jogo está disponível em todas as plataformas: PC, Nintendo Switch, PS4, PS5, Xbox One, XBOX Series. Entusiastas de […]

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A editora e co-editora PID Games, PixelHeart, está fazendo parceria com a Squidbit Works, um estúdio independente de desenvolvimento de jogos, para trazer de volta o charme nostálgico dos jogos de plataforma de ação 8 bits. O jogo está disponível em todas as plataformas: PC, Nintendo Switch, PS4, PS5, Xbox One, XBOX Series.

Entusiastas de jogos retrô, este é o seu dia de sorte! Aqui está um sólido presente de Dia dos Namorados para você! Apresentando contribuições musicais dos lendários compositores Yuzo Koshiro e Dominic Ninmark (Gravity Circuit, Mega Man X Corrupted), ao lado do talentoso Pentadrangle (Cyber Shadow), a trilha sonora de Lords of Exile promete ser uma experiência auditiva inesquecível.

Aqui está o que o desenvolvedor solo do jogo, Carlos Azuaga, disse quando questionado sobre como se sente agora que o jogo finalmente foi lançado e que mensagem ele tem para todos os apoiadores durante esta jornada?
“Posso dizer que me sinto muito bem e orgulhoso do trabalho realizado. Agradeço profundamente o apoio recebido, que moralmente me deu a energia necessária para concluir esta experiência. Sempre foi meu sonho; Gosto muito de videogames, mas criar o meu próprio como desenvolvedor independente foi um desafio. Embora difícil, demonstrei que não é impossível. Em resumo, trata-se de se esforçar muito e lembrar que um dia o objetivo chega.”

 

DISPONÍVEL AGORA!
www.lordsofexile.com

SINOPSE
Embarque em uma busca por vingança em Lords of Exile, um jogo de plataforma de ação de rolagem lateral de 8 bits ambientado nas distantes Terras de Exilia. Com mecânica retrô clássica e design de níveis lineares em gráficos de 8 bits.

 

CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS
Nos tempos antigos de guerra no Extremo Oriente, as terras de Exilia foram invadidas por criaturas da noite e samurais. Em meio a esse conflito cruel, apenas um cavaleiro amaldiçoado e sanguinário pode trazer esperança e vencer as trevas.

  • Níveis: Explore 8 níveis de design linear clássico, cada um com obstáculos desafiadores e inimigos a serem superados. No final de cada nível, você enfrentará um chefe poderoso que colocará suas habilidades à prova. E como Gabriel, você receberá uma habilidade extra após derrotar cada chefe, permitindo que você progrida ainda mais e enfrente desafios maiores.
  • Variedade de jogabilidade: Experimente uma variedade de mecânicas, desde arremesso de armas até combate corpo a corpo, facadas, saltos e corridas. Desbloqueie os poderes da maldição de Gabriel para aprimorar suas habilidades. Jogue como Gabriel e Lyria, cada um oferecendo uma experiência de jogo única e distinta para uma jogabilidade infinita. Além disso, depois de terminar o jogo com Gabriel, desbloqueie dois modos de jogo adicionais: modo Speedrunner e modo Boss Rush. E a melhor parte? Você pode jogar os dois modos com Gabriel ou Lyria para ainda mais variedade e diversão!
  • Estética retrô e design de som: Reviva os dias de glória dos jogos clássicos com física de 16 bits de inspiração retrô e controles perfeitamente polidos. A impressionante pixel art de 8 bits feita à mão e as animações rápidas no estilo anime, o SFX e OST de 8 bits, enriquecidos com sons do chip de som Megadrive, completam a experiência retro envolvente.

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Lords of Exile chega para PC e consoles dia 14 de fevereiro https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/01/31/lords-of-exile-chega-para-pc-e-consoles-dia-14-de-fevereiro/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/01/31/lords-of-exile-chega-para-pc-e-consoles-dia-14-de-fevereiro/#respond Wed, 31 Jan 2024 19:55:22 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=16142 A editora e co-editora PID Games, PixelHeart, está fazendo parceria com a Squidbit Works, um estúdio independente de desenvolvimento de jogos, para trazer de volta o charme nostálgico dos jogos de plataforma de ação side scroll em 8 bits. Portanto, temos três vezes mais prazer em anunciar que Lords of Exile será lançado em 14 […]

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A editora e co-editora PID Games, PixelHeart, está fazendo parceria com a Squidbit Works, um estúdio independente de desenvolvimento de jogos, para trazer de volta o charme nostálgico dos jogos de plataforma de ação side scroll em 8 bits.
Portanto, temos três vezes mais prazer em anunciar que Lords of Exile será lançado em 14 de fevereiro de 2024 no Steam, PlayStation, Xbox e Nintendo Switch. Enquanto isso, para fazer valer a pena esperar, já lançamos uma demonstração Steam para Lords of Exile durante nossa participação no Steam Next Fest 2023 de 19 a 26 de junho de 2023 do ano passado e ela ainda está lá por enquanto.

SINOPSE
Embarque em uma busca por vingança em Lords of Exile, um jogo de plataforma de ação de rolagem lateral de 8 bits ambientado nas distantes Terras de Exilia. Com mecânica retrô clássica e design de níveis lineares em gráficos de 8 bits.

CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS
Nos tempos antigos de guerra no Extremo Oriente, as terras de Exilia foram invadidas por criaturas da noite e samurais. Em meio a esse conflito cruel, apenas um cavaleiro amaldiçoado e sanguinário pode trazer esperança e vencer as trevas.

  • Níveis: Explore 8 níveis de design linear clássico, cada um com obstáculos desafiadores e inimigos a serem superados. No final de cada nível, você enfrentará um chefe poderoso que colocará suas habilidades à prova. E como Gabriel, você receberá uma habilidade extra após derrotar cada chefe, permitindo que você progrida ainda mais e enfrente desafios maiores.
  • Variedade de jogabilidade: Experimente uma variedade de mecânicas, desde arremesso de armas até combate corpo a corpo, facadas, saltos e corridas. Desbloqueie os poderes da maldição de Gabriel para aprimorar suas habilidades. Jogue como Gabriel e Lyria, cada um oferecendo uma experiência de jogo única e distinta para uma jogabilidade infinita. Além disso, depois de terminar o jogo com Gabriel, desbloqueie dois modos de jogo adicionais: modo Speedrunner e modo Boss Rush. E a melhor parte? Você pode jogar os dois modos com Gabriel ou Lyria para ainda mais variedade e diversão!
  • Estética retrô e design de som: Reviva os dias de glória dos jogos clássicos com física de 16 bits de inspiração retrô e controles perfeitamente polidos. A impressionante pixel art de 8 bits feita à mão e as animações rápidas no estilo anime, o SFX e OST de 8 bits, enriquecidos com sons do chip de som Megadrive, completam a experiência retro envolvente.

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No mês de outubro eu pude prestigiar mais uma vez a maior feira de games da América-Latina, a Brasil Game Show depois de dois anos das pausa do evento, devido a pandemia. Um evento que frequento desde 2015 realmente fez falta, e por esse motivo a expectativa para o retorno da BGS22 era bem grande.

Dessa vez me programei para poder curtir dois dias do evento, o imprensa e o primeiro dia aberto ao público. Para quem teve sua primeira participação no evento e acabou dormindo na rodoviária, as coisas melhoraram um pouco para o meu lado.

LEIAM – Pós-BGS 2015 | A noite em que dormi em uma rodoviária

Se por um lado não dormi na rodoviária, por outro pegamos um transito horroroso logo no dia da abertura do evento. O objetivo era chegar pouco depois da abertura, mas acabou nos atrasado quase duas horas.

Para quem não sabe, vivo no interior de SP, então por aqui não temos o transito alucinado da capital.

Mesmo com atrasos, chegando no evento, corremos para tentar conferir o máximo possível.

Arquivo pessoal – Na foto esquerda: Marvox e eu. Na foto direita: Rodrigo Vigia e eu

O reencontro com os amigos

Com o retorno do evento, enfim pude rever amigos de longa data que fiz pela internet, e outros que ainda não conhecia mas se tornaram pessoas muito especiais pra mim.

Esse clima de reencontro foi bem importante,  afinal, depois de pouco mais de dois anos de pandemia e restrições, ter a chance de rever amigos e saber que estão bem e saudáveis é algo imensurável, visto que muitos perderam pessoas queridas.

Esse clima é algo que permeava a todos os amigos que pude encontrar durante essa BGS22. Cada um que estava lá, sem dúvida alguma passou por algum drama nesse tempo, e a feira por alguns dias nos fez esquecermos da tristeza que a pandemia nos proporcionou.

Arquivo pessoal: Estande da QUByte durante a BGS

Sobre jogos?

Infelizmente foi uma edição com poucas novidades, mas ainda assim posso dizer que é a edição onde os indies finalmente ganharam maior destaque com o mais variado número de títulos interessantes. Logo não vou perder tempo refletindo a respeito dos inúmeros porquês de tais empresas não estarem presentes com qualquer novidade ou sem novidade, mas focarei no que pude ver por lá.

Donut Arena do Estúdio Mario Adriano

Esse daqui foi uma daquelas grandes descobertas que me deparei pela feira, porque ele é viciante devido a sua jogabilidade simples e visual agradável. Mesmo com sangue sendo lançado na arena, o jogo consegue nos captar com sua criativa ideia de colocar gordos dentro de arenas.

Uma vez lá dentro é necessário matar todos eles para receber donuts ao final, além de armas e armaduras (cuecas) que garantiram alguma vantagem no combate, pois cada item oferece uma habilidade única.

LEIAM – Trilogia Enigmatis | Começo promissor, fim desapontador

Durante minha conversa com o Mario Adriano foi difícil não dizer que Donut Arena é algo que certamente a Devolver Digital publicaria. O que pra minha surpresa ele respondeu dizendo que chegou a contatá-los, mas infelizmente não deu certo.

Uma curiosidade é que o jogo foi desenvolvido apenas por Mario, o que é surpreendente dada a qualidade do titulo, que segundo o mesmo terá uma vida longa, pois ele pretende manter o titulo atualizado de modo que os jogadores sempre se deparem com novidades.

Donut Arena está disponível na Steam por um preço ótimo, COMPREM, vale a pena. Esse daqui assim que possível tratei um texto dedicado.

BGS 2022
Reprodução: LUMO Entertainment

Feelings da LUMO Entertainment

Feelings é um jogo gostosinho que encontrei enquanto andava pelo corredor indie. Nele controlamos a garotinha Sarah na companhia do seu lagarto voador de estimação em uma jornada de autodescoberta, onde precisaremos explorar ilhas que são manifestações de alguns dos sentimentos da guria.

É muito bonito e prazeroso jogar esse jogo, não só pelo visual convidativo mas porque adoro jogos de plataforma clássico, com seus vários puzzles a serem resolvidos ao longo da partida. Há um sistema onde Sarah faz uso da câmera fotográfica que nos faz enxergar objetos e plataformas invisíveis ao fotografá-los.

Feelings com certeza merece entrar no seu radar, principalmente se gosta de jogos nessa pegada.

Reprodução: Statera Studio – Pixelheart

Pocket Bravery da Statera Studio e Pixelheart

Pocket Bravery é aquele titulo que correspondeu as expectativas que eu havia criado através dos vídeos de divulgação pelas redes sociais.

É um jogo rápido, bonito (notaram que gosto de dar ênfase nisso?) e que possibilita a criação de muito combos, o que agradará muito os amantes de jogos de lutas. E levando em consideração que estamos diante de um titulo brasileiro, eu fico ainda mais feliz.

Durante as minhas partidas eu me diverti também com a dublagem, que é muito boa e merece destaque. Talvez o único ponto negativo ao meu ver é o numero de personagens, o que realmente espero que aumente consideravelmente até o seu lançamento.

Street Fighter 6 da Capcom

Eu jogo Street Fighter até os dias de hoje, mas não me adaptei bem ao quarto titulo da franquia e tampouco pude jogar o quinto com a frequência que esperava devido a limitação de plataforma. Não tinha PS4 e tampouco o meu PC dava conta. E com o anuncio de que Street Fighter 6 sairá para todas as plataformas, exceto Switch por enquanto, corri até a estande da Capcom.

Depois de algumas partidas de Street Fighter 6 durante a BGS 2022 eu  posso dizer que o jogo está no mínimo incrível. É notável o banho de loja que a franquia recebeu no quesito visual, mas a jogabilidade que é primordial para um jogo de luta é o destaque.

Claro, não joguei o suficiente pra dominar todas as nuances e alguns sistemas novas, mas a grosso modo tudo fluiu muito bem. Com certeza é um titulo que quero adquirir assim que descolar um console para jogá-lo.

BGS 2022
Reprodução: QUByte

Breakers Collection & Top Racer  Collection da QUByte Interactive

Durante os dias em que tive na BGS 2022, a estande da QUByte foi uma das minhas preferidas pelo motivo de que trouxe três jogos muito divertidos, mas o destaque vai para dois em especial que joguei muito.

Breakers Collection em primeiro lugar pelo motivo de que joguei várias partidas, e nunca foi um jogo que morri de amores pelo fato de que a maquina me surrava com uma frequência enorme, mas aprendi a  gostar. É um baita jogo divertido e vê-lo nos consoles modernos é um ótimo.

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Top Racer Collection é uma coletânea do TOP GEAR mas com algumas mudanças, creio que por razões de copyright, mas que não deixa de tornar um titulo interessante. Que inclusive tem um crossover com o maravilhoso Horizon Chase Turbo, onde é possível correr com o saudoso Carro da Firma, aquele UNO com uma escada no teto.

É jogo pra família toda, então sem dúvida são jogos para ficar de olho, pois vale muito a pena, uma vez que você seja um apreciador de jogos clássicos.

Nintendo no evento

Em 2019 quando estive na BGS a Nintendo simplesmente roubou a minha atenção, e não foi só pelo motivo de que era o seu retorno ao evento, mas também por trazer trouxe novidades Luigi Mansion 3 e The Legend of Zelda: Link’s Awakening.

E esse ano não foi muito diferente na BGS 2022, pois trouxeram Mario + Rabbids Sparks of Hope, o recente Splatoon 3 e uma área pra se jogar indies brasileiros que vão pintar no Nintendo Switch.

Joguei algumas partidas de Mario Kart e quando comecei a jogar Splatoon 3, começou o anuncio do Super Mario Bros. O Filme não muito longe de onde eu estava, ai foi aquele corre-corre. Mas sendo bem franco, achei bem zuado a introdução com Miyamoto sendo dublado em inglês, sabe, era só legendar, oras.

BGS 2022
Arquivo pessoal

Conclusão

A BGS 2022 pode não ter nos entregado muitas novidades, mas ainda assim foi um retorno importante para todos nós. Claro, tava cheio de influencer gamer que chora pelo fato do evento não os tratarem como um Deus que acham que são, mas também tinha uma galera muito bacana.

O corredor indie estava incrível e com muita coisa bacana para se conferir, alias,  nunca deixem de dedicar um dia só pra explorar essa área. Havia muitos jogos para se conferir. E ainda encontrei com o Jesús na estande da Leonardo Interactive, onde joguei o ótimo Shattered Heaven (que tem texto de impressão aqui no site).

No geral, a BGS 2022 foi um evento necessário para esquecermos um pouco do quão difícil foi os últimos dois anos e ainda reencontrar os amigos.

Quem vai a BGS sabe que o evento tem um clima muito bom, algo único, e isso realmente é algo que renova um pouco da energia. Esquecemos um pouco dos problemas e nos prendemos uma realidade que só quem vai ao evento há algum tempo sabe como é.

Talvez não tenha sido o melhor ano do evento pra mim, mas foi muito necessário e isso me faz crer que a BGS de 2023 tem tudo para ser ainda melhor.

É isso, valeu a pena.

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Ganryu 2 | Jornada bela e brutal pelo Japão https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/04/25/ganryu-2-jornada-bela-e-brutal-pelo-japao/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/04/25/ganryu-2-jornada-bela-e-brutal-pelo-japao/#respond Mon, 25 Apr 2022 22:41:44 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=11041 Se você gosta de jogos antigos, nunca houve um tempo melhor pra se jogar. Além da mega acessibilidade que temos para emuladores, temos coletâneas e relançamentos de jogos clássicos, culta ou desconhecidos nos consoles modernos. E também, continuações de jogos antigos tem sido cada vez mais frequentes, claro que nem sempre as coisas dão certo. […]

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Se você gosta de jogos antigos, nunca houve um tempo melhor pra se jogar. Além da mega acessibilidade que temos para emuladores, temos coletâneas e relançamentos de jogos clássicos, culta ou desconhecidos nos consoles modernos. E também, continuações de jogos antigos tem sido cada vez mais frequentes, claro que nem sempre as coisas dão certo. Se tivemos Streets of Rage 4, um mega sucesso, temos o Battletoads que já foi esquecido.

O Ganryu original foi um dos jogos da produtora Visco Corporation para o Neo Geo, mas que ao contrário da maioria dos jogos do console, este ficou somente no arcade, não tendo a conversão para o sistema AES. Muitos anos depois, com o suporte legal da própria Visco, uma conversão para AES foi feita por JoshProd em 2016 e posteriormente um porte para Dreamcast foi lançado, já no ano de 2017.

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O jogo era um sidescrolling hack’n slash onde no papel de Musashi Miyamoto, ou sua cunhada Suzume precisavam resgatar a namorada de Miyamoto, Otsu, sequestrada por demônios liderados por Kojiro Sasaki. Apesar das qualidades, o fato do jogo não ter saído dos arcades, contribuiu para a obscuridade do mesmo, sendo mais acessível via emulação.

Porém, a publisher francesa Just for Games, em um acordo com a Visco, adquiriu a licença de dois jogos da empresa para lançar continuações nos consoles atuais, recentemente tivemos Andro Dunos II e agora, chega a todas as plataformas, a continuação de Ganryu, intitulada Ganryu 2: Hakuma Kojirô. Confira a nossa análise.

Reprodução: Just for Games, Pixelheart, Storybird Studio

A vingança de Kojiro

Após derrotar Kojiro com a ajuda de Suzume, Musashi Miyamoto e Otsu se casaram, e Suzume assumiu o lugar da irmã como sacerdotisa, e aparentemente Miyamoto passou a ter uma vida calma. Só que estamos falando do Japão, e derrotados uma vez sempre acabam voltando porque espíritos malignos não descansam em paz se não forem derrotados.

Então um dia, enquanto pensava se Eiichiro Oda terminaria One Piece, e se o anime de Bleach vai ser bom, Musashi Miyamoto ouve uma voz falando em sua cabeça. Essa voz, era uma ligação da Claro oferecendo novos planos de internet, mas como a internet ainda não tinha sido inventada no período de guerra civil japonês, ele desligou na cara do atendente imbecil. Logo em seguida, outra voz surge, o desafiando novamente.

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Caso ele não fosse até a ilha de Ganryu-jima (uma ilha localizada entre Honshu e Kyushu, conhecida pelo duelo real que rolou entre Miyamoto e Kojiro) Kojiro Sasaki soltaria um exército de demônios para destruir o Japão. A princípio, Musashi não acredita, mas quando ele ouve a voz de vendedores da Natura, digo, demônios, ele conclui que a ameaça é real e ele precisa dar um fim ao que era seu antigo rival.

Piadas (que eu fiz) a parte, o jogo tem um roteiro bem simples, inspirado pela história de Miyamoto e seu lendário duelo com Kojiro. E as poucas cutscenes que o jogo contém nas batalhas contra chefes mostram apenas que Kojiro, apesar de desafiar Miyamoto para um novo duelo, não hesita em colocar obstáculos em seu caminho, na forma de demônios que copiam a aparência de pessoas que Musashi conhece.

Ganryu 2
Reprodução: Just for Games, Pixelheart, Storybird Studio

O filho bastardo entre Strider e Shinobi, mas com a dificuldade de um Ninja Gaiden

Se você estava com saudades de Shinobi, cujo último jogo saiu tem mais de 10 anos, ou Strider, cuja última aventura foi o jogo de 2014, vai se sentir em casa, porque o pessoal do Storybird Studio bebeu muito das fontes desses dois jogos. Não que falte identidade ao jogo, mas é notório que a movimentação de Musashi é inspirada em Shinobi III, com um pouquinho da física de Strider e os golpes velozes de Strider 2 (o de PS1, não o Strider Returns).

Infelizmente não temos dois personagens, como no jogo original, mas Musashi compensa a falta da contraparte veloz, já que ele está ágil aqui. Claro, eu ainda preferiria que tivesse a Suzume jogável, mas não vou ficar pegando nos mínimos detalhes.

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Musashi pode se movimentar de diversas formas, andando normalmente, correndo, dando saltos simples, duplos, wall kicks na parede e dashes que são essenciais em determinadas partes do jogo. Já o arsenal de ataques, ele conta com a sua fiel espada, que pode aplicar combos parado ou diversos ataques rápidos quando se está correndo, e até mesmo a quantidade de pulos influencia no tipo de ataque posterior. Ele possui também Kunais que podem ser atiradas para frente, para o alto e nas diagonais, perfeitas para acertar inimigos em plataformas superiores. Existem Kunais normais e certas Kunais limitadas que atravessam inimigos e defesas, sendo bem utilizadas contra inimigos que bloqueiam.

E novamente, inspirado por Shinobi, Musashi possui uma lista de magias (que aqui são chamadas de Kamis) que possuem diversos efeitos, como aumento de força, invulnerabilidade temporária, recuperação de life e um ataque devastador. Os Kamis utilizam uma barra que fica abaixo da barra de vida e essa barra é preenchida com pequenas chamas verdes que dropam tanto de inimigos, quanto de certos elementos destrutíveis das fases.

O jogo possui apenas cinco fases, cada uma contendo dois atos, mas não se engane… O jogo vai esfolar a sua cara no chão, porque ele não pega leve. Apesar do design de fases ser simples, com elementos escondidos e até mesmo coletáveis, mortes não serão algo incomum. Felizmente não há respawn infinito, mas alguns inimigos de certos trechos “spawnam” somente quando se passa por aquele ponto uma segunda vez.

Inimigos aéreos e/ou que atacam a distância podem também atrapalhar e em certos pulos, eles podem te derrubar no abismo ou jogá-lo a um trecho inferior da fase em si. Porém, o jogo recompensa a sua memorização e até mesmo sua coragem, pois um trecho em que se vai rápido, pode ser em certos momentos, menos perigoso do que se avançar com calma.

Quanto a memorização, ela é essencial nas batalhas contra chefes, que a princípio podem parecer difíceis, mas se bem observados, as lutas não chegam a ser tão difíceis quanto aparentam. E pra complementar, o jogo traz uma pequena variedade na jogabilidade, tendo aí uma seção de shoot’ em up que é decente, apesar de simplista.

As mortes no jogo podem ser punitivas, pois apesar de ter continues infinitos, perder todas as vidas te manda pro primeiro ato da fase, e morrer esvazia sua barra de Kami, remove quaisquer kunais extras e power-ups da barra de vida que você possui. Não posso dizer que concordo com esse tipo de decisão, mas até aí temos jogos em pleno 2022 sendo lançados com continues limitados (olha para Windjammers 2 e House of the Dead Remake), então temos que agradecer por não colocarem limitações do tipo em Ganryu 2 como se fosse um jogo da AES.

Ganryu 2
Reprodução: Just for Games, Pixelheart, Storybird Studio

Maravilha de pixel-art

Um review que passei por alto da versão de Switch do jogo cita problemas com a taxa de frames na versão daquele console, mas posso atestar com tranquilidade que tais problemas não existem na versão de PlayStation 4 do jogo, e talvez o patch recém lançado possa corrigir esse erro no Switch.

O jogo possui tradução para o Português do Brasil, mas, além de ter um pequeno erro perceptível logo no menu principal (traduziram Stage Select como Seleção de PALCO), a tradução tá atrelada ao sistema do console.

A trilha sonora do jogo é competente. Os temas possuem certa profundidade e combinam com a atmosfera do jogo, mesmo que em alguns momentos, você fique WTF com o ambiente, a música vai combinar.

Agora quanto os gráficos… Ganryu 2 é uma obra prima em termos de pixel-art. As imagens que ilustram esse review não nos deixam mentir, os cenários do jogo são de cair o queixo com a quantidade de detalhes que possui, nunca ficando poluído demais. Os efeitos de parallax são suaves, assim como efeitos climáticos.

Os sprites dos personagens, seja o protagonista Musashi ou os inimigos, são extremamente detalhados e bem animados, sendo um colírio para os olhos. E a pixel-art utilizada nos retratos dos diálogos não ficam pra trás, sendo igualmente belas.

Ganryu 2
Reprodução: Just for Games, Pixelheart, Storybird Studio

Você está a altura do desafio?

Se formos honestos, ninguém pediu por uma continuação de um jogo obscuro como Ganryu, ainda assim, somos gratos por termos uma continuação de um EXCELENTE jogo obscuro como Ganryu, que fica a altura de seu predecessor. Com controles responsivos e belíssimos gráficos, o jogo é um prato cheio pra quem curte desafios a moda antiga.

Ganryu 2 pode ser curto, com 5 fases divididas em 2 atos, mas novamente, melhor um jogo curto e competente, do que um jogo longo e cheio de nada misturado com porra nenhuma. O jogo tem problemas? Como apontamos, a versão de Switch os tem em relação a performance, coisa que não acontece na versão de PS4. Ainda assim, recomendamos fortemente, se você é um jogador das antigas.

Ganryu 2: Hakuma Kojiro está disponível para PC, PlayStation 4, Xbox One e Nintendo Switch.


Essa análise foi feita com uma cópia digital de PlayStation 4 gentilmente cedida pela Just for Games.

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