Arquivos Mortal Kombat 11 - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/mortal-kombat-11/ Um pouco de tudo na medida certa Sun, 13 Oct 2024 15:55:07 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Mortal Kombat 11 - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/mortal-kombat-11/ 32 32 Mortal Kombat 1: Reina o Kaos | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/12/mortal-kombat-1-reina-o-kaos-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/12/mortal-kombat-1-reina-o-kaos-analise/#respond Sat, 12 Oct 2024 22:05:53 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=17910 Depois de uma longa espera sem grandes novidades, Reina o Kaos, a primeira expansão do Mortal Kombat 1 chegou aos consoles e PC, e a sua recepção não tem sido das melhores, mas como todos vocês que nos acompanham há tanto tempo sabem, sou um tanto cético a qualquer reação da internet. Gosto de tirar […]

O post Mortal Kombat 1: Reina o Kaos | Análise apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Depois de uma longa espera sem grandes novidades, Reina o Kaos, a primeira expansão do Mortal Kombat 1 chegou aos consoles e PC, e a sua recepção não tem sido das melhores, mas como todos vocês que nos acompanham há tanto tempo sabem, sou um tanto cético a qualquer reação da internet. Gosto de tirar eu mesmo a prova.

Posso dizer que os vídeo de lançamento que foram sendo lançados a medida que a data chegava, me animaram bastante, pois realmente queria tirar um pouco do gosto amargo que ficou. Quero acreditar que a NetherRealm está ouvindo a sua base de fãs.

LEIAM – Mortal Kombat 1 | Reformulando e indo além das expectativas

Mortal Kombat 1: Reina o Kaos chega com novidades, como o retorno das torres do tempo e os Animalities (que chega gratuitamente para todos) e resgata alguns personagens em novas versões, além de também servir como Kombat Pass para outros personagens ainda não liberados.

Será que agora vale a pena investir no titulo? Bem, vamos descobrir.

Reina o Kaos
Reprodução: Warner Bros Games – NetherRealm

Onde reina o Kaos

Mortal Kombat 1 – Reina o Kaos, começa exatamente do final mostrado no jogo base, onde vimos Havik e seus asseclas matando Jax nas escadarias do Armageddon. Como descobrimos na trama, Shang Tsung Titã recrutou diversos outros titãs de outras linhas do tempo, e Havik foi um desses – Que por motivo não explicado, sequer apareceu na treta que rolou nas escadarias até que ela acabasse. É.

No caso Havik tem como objetivo reunir as Kamidogu e alimentá-las com energia do tempo e mesclar todas as linhas, por fim, causar um caos inimaginável. O que em teoria parece bem interessante e muito mais interessante do que os caminhos tomado no jogo base, e ai reina o kaos dessa expansão.

LEIAM – Dead Rising Deluxe Remaster | Análise

Ela é uma bagunça completa, com muita coisas sendo jogada na trama para estender o seu tempo, talvez. Não sendo o bastante, ainda nos forçam a jogar com personagens desinteressante por mais  tempo do que gostaríamos. É uma trama que se arrasta e não apresenta nada realmente interessante para te prender pelas quase 3 horas de jogatina para zerar.

Sendo bem direto ao ponto, o objetivo do vilão é até interessante e você realmente espera ver onde a NetherRealm vai te levar com isso, mas ela simplesmente te pega pela mão e o joga a vários diálogos enfadonhos e descaracterização da personalidade de Bi-Han, que do nada se tornou um cara pavio curto e que pensa muito pouco antes de agir, como saltar em um vórtice sozinho atrás de Havik. São detalhes que incomodam a medida que vamos avançando no modo campanha.

Reina o Kaos
Reprodução: Warner Bros Games – NetherRealm

Os três novos personagens

Reina o Kaos, também nos traz de volta personagens do passado que gostaríamos ter visto logo no jogo base, são eles Cyrax, Sektor e Noob Saibot. Como tudo agora usa do artificio da linha do tempo para fazer experimentações, não foi diferente na expansão.

Enquanto Noob deixou de ser uma alma corrompida para se tornar um arauto do Kaos sob os cuidados de Havik, a Cyrax e a Sektor são mulheres humanas que utilizam de uma roupa cibernética para combate que possui um design bem legal – Apesar de que o projeto Cyber Lin Kuei não precisava necessariamente consistir em armaduras. Podiam ter levado em consideração o arco da Frost em Mortal Kombat 11 que havia se transformado em uma androide com traços femininos mesclando metal e tecido orgânico. Eu não acharia ruim terem seguido por esse mesmo conceito, MAS, todavia, entretanto, tá valendo.

LEIAM – Secret of Mana | Análise

Eu sei, eu sei, eu sigo na busca de tentar encontrar coerência dentro de um jogo de luta, o que por si só é um absurdo, mas não consigo evitar. Por exemplo: Durante uma conversa com um amigo a respeito das armaduras Cyber Lin Kuei, ele me disse que uma das razões era precisar-se de um rosto para ser visto durante os fatalities. OK, temos um ponto, mas desde Mortal Kombat X temos androides e isso nunca foi um impedimento para a realização dos golpes executores. Sinceramente, só alteraram porque sim e tá tudo certo.

Reina o Kaos
Reprodução: Warner Bros Games – NetherRealm

Não seria a primeira vez que temos os ninjas na forma humano, eles já estiveram presentes em Mortal Kombat 9, então tá tudo certo. E quanto a mudança de gênero das personagens, isso não altera absolutamente nada no gameplay, sendo bem divertido jogar com ambos os personagens. Só senti falta do gancho que Sektor possuía nos jogos anteriores

Por outro lado temos Noob Saibot que está simplesmente insano, sendo uma excelente aquisição a expansão. Posso dizer que os três personagens sem sombra dúvida agregam muito ao jogo, o ponto negativo é que não podem ser adquiridos fora da expansão, sendo necessário comprar a expansão fechada só para ter acesso aos personagens.

O gameplay dos três personagens são bem singulares, mas o de Noob Saibot é um dos poucos que ainda se assemelha ao que conferimos antes em MK11.

Reprodução: Warner Bros Games – NetherRealm

Grandes novidades?

Em Reina o Kaos é notável que o jogo melhorou muito sua performance no Xbox Series S, que é o console que pude jogar o jogo. Outro detalhe que senti melhora foi a velocidade do jogo, que agora está um pouco mais dinâmico e faz com que o gameplay flua muito melhor.

Posso dizer que o retorno do modo torre é sem dúvida outra novidade que realmente me agradou, pois o modo invasão segue sendo uma experiência quase torturante de se passar para conseguir cosméticos e execuções. Tem sim lá o seu desafio e até um público cativo, e a NetherRealm segue se esforçando em tentar tornar a experiência minimamente interessante, mas por enquanto não o conseguiu, infelizmente – É  muito mais divertido investir tempo nas torres do tempo para conseguir os cosméticos e elevar o nível do personagem do que enfrentar os desafios do modo invasão.

Não temos grandes novidades, mas ao menos uma delas é sem dúvida uma das melhores adições que chega com expansão e de maneira gratuita: Animality. Sim, ainda continua divertido esse modo de executar o seu adversário, e ainda não deixa de ser bem nostálgico. A última vez que pudemos ver um Animality foi em Mortal Kombat Trilogy, então é um pouco empolgante realizar cada uma das execuções animais.

Reina o Kaos
Reprodução: Warner Bros Games – NetherRealm

Konclusão

Depois de concluir Mortal Kombat 1: Reina o Kaos, ainda sigo com um gosto um pouco amargo por tudo o que a NetherRealm tem feito com o titulo. Por mais que cobrar um modo campanha decente e com um roteiro melhor pareça ser um tanto absurdo, não dá pra deixar de levar em conta que a série MK se tornou referência em seu modo campanha.

Se em Mortal Kombat X e Mortal Kombat 11 pudemos ter uma história que tem sim lá seus exageros, mas ainda é capaz de se costurar e levarmos nossa a atenção para algum lugar. O mesmo não acontece com Mortal Kombat 1: Reina o Kaos. Como disse algumas parágrafos acima, eles tentam nos levar para algum lugar, mas simplesmente não levam a ponto algum e tudo parece raso e quase mal escrito, visto nada faz sentido para o rumo que é construído em sua trama.

LEIAM – Yakuza: Like a Dragon (Yakuza 7) | Análise

O gameplay está um pouco melhor, de fato, o que é um ponto muito positivo para quem gosta de um jogo mais dinâmico. Notei que durante todas as lutas, raramente precisava fazer uso dos Kameos, mas quando os usava, notei está respondendo de maneira bem fluido a sua entrada durante uma cadeia de combos ou quebra deles. No mais, existe também um fator preocupante que é o preço da expansão que está saindo por R$229,99 no PC e R$249,90 nos consoles.

Tudo bem que ela oferece mais três personagens convidados, como o T-1000, de Exterminador do Futuro, Ghostface, de Pânico e Conan, o Bárbaro. Só que o valor ainda está um tanto elevado e restringir Cyrax, Sektor e Noob Saibot a expansão não melhora em nada a situação de Mortal Kombat 1 perante aos fãs, mas ao menos é conteúdo novo. Quanto mais conteúdo melhor, mas a que custo, hein.

Só nos resta torcer para que uma nova expansão traga ainda mais conteúdo e melhore a campanha, que infelizmente está uma bagunça no pior sentido.

Nota: 7/10

_____________________________________________
Mortal Kombat 1: Reina o Kaos está disponível para PC, Xbox Series S|X e PlayStation 5 e Nintendo Switch, e esta análise foi feita com uma chave digital de Series S|X gentilmente cedida pela Warner Bros. Games.

 

 

O post Mortal Kombat 1: Reina o Kaos | Análise apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/12/mortal-kombat-1-reina-o-kaos-analise/feed/ 0
Mortal Kombat 11 Ultimate | Redefinindo sua história https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/12/15/mortal-kombat-11-ultimate/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/12/15/mortal-kombat-11-ultimate/#comments Tue, 15 Dec 2020 15:19:08 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=6206 Mortal Kombat 11 Ultimate chegou e  com diversas melhorias para se adequar ao início da nova geração. E não apenas isso, também acompanha todos os kombat packs lançados até o momento, além da adição do modo personalizado nos modo online. Mas não é só isso, MK11 também oferece uma das melhores experiência da franquia desde […]

O post Mortal Kombat 11 Ultimate | Redefinindo sua história apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Mortal Kombat 11 Ultimate chegou e  com diversas melhorias para se adequar ao início da nova geração. E não apenas isso, também acompanha todos os kombat packs lançados até o momento, além da adição do modo personalizado nos modo online.

Mas não é só isso, MK11 também oferece uma das melhores experiência da franquia desde que deixou os consoles 16 Bits. E eu como um grande fã da franquia, não poderia me sentir mais contente com a oportunidade de escrever a respeito do jogo.

É isso, vista sua melhor roupa de combate e prepare-se para Mortal Kombat 11 Ultimate.

Mortal Kombat 11 Ultimate

Mortal Kombat é uma franquia que vem se reinventando ao longo dos anos, sempre na busca de se manter relevante no meio, mesmo que alguns títulos não tenham caído no gosto do povo até a chegada de MK9.

O NetherRealm Studios abandonou aquele formato 3D que vinha tentando emplacar desde MK4 e acabou voltando as origens com o 2D. Esse foi o pontapé inicial para uma sequencia de melhorias absurdas até chegarem em MK11.

Podemos alegar de antemão que Mortal Kombat 11 Ultimate seja o ápice da franquia, não só aspecto de campanha, como também em seu combate.

UM NOVO KOMBATE MORTAL

Mortal Kombat 11 Ultimate

MK11, em minha opinião, talvez seja o titulo da franquia com o melhor roteiro até o presente momento, mesmo sendo um pouco confusa, ainda faz uso da famosa viagem temporal para preencher alguns pontos deixado por títulos anteriores.

A história é dividida em duas partes,  sendo que na principal  somos apresentados a antagonista Kronika e sua ambição de mudar os eventos de MKX, e trazer o equilíbrio a linha do tempo, que foi bagunçada devido a interferência de Raiden ao longo da franquia.

E enquanto na  parte 2 (Expansão do game), AFTERMATH, lidamos com as consequências de se derrotar Kronika e o seu plano. Para tal, personagens clássicos estão de volta em busca de amenizar o impacto de se derrotar uma titã e sua nova era.

Em meio a tudo isso temos os personagens clássicos e novos se digladiando em um kombate mortal.

O que talvez só nos cause ainda mais confusão se tentarmos encaixar tudo, mas funciona para o enredo, mesmo que deixando alguns outros buracos, como a pergunta: Onde foi parar o restante da galera?

PANCADARIA DE QUALIDADE

Mortal Kombat 11 Ultimate

Mortal Kombat sofreu uma grande mudança em sua jogabilidade ao longo dos anos. E se em MKX o resultado era bom, aqui tudo ficou ainda mais refinado, tornando até um pouco mais complexo para se dominar totalmente na primeira jogada.

Você pode fechar o modo campanha utilizando de comandos mais simples e kombos curtos. O jogo não te pune de modo algum por conta disso, mas entender toda a nova mecânica é essencial. Principalmente se quiser arriscar-se no versus online.

LEIAM – Brawlout | Uma alternativa para os amantes de Smash Bros

Das novidades ainda temos a reformulação do X-Ray, golpe poderoso que nos apresentava uma animação visceral e marcou o retorno do sucesso da franquia. Agora ao invés dele temos o Fatal Blow, que pode ser usado apenas uma vez por round e quando a energia estiver muito baixa.

O Fatal Blow é um golpe pensado para mudar o rumo do combate, dando alguma vantagem caso as coisas não estejam indo tão bem, afinal, só fica disponível com a energia abaixo dos 30%. Errar não é uma opção boa, mas quando se acerta é um deleite visual.

E mesmo que o jogo esteja um pouco mais lento se comparado ao anterior, ele ainda pode ser bem punitivo, principalmente na luta contra Kronika que é  uma das mais difíceis do game.

FATALITIES & FATAL BLOW

Os fatalities sempre foram a cereja nesse bolo de carne que é o Mortal Kombat, logo aqui não seria diferente. O NetherRealm realmente deu a devida atenção a cada uma das finalizações contidas no game.

Todos são muito legais, uns mais que os outro, mas no geral todos vão saciar a nossa sede por sangue. E mesmo que os fatalities não tenham ligação direta com o Fatal Blow, vale ressaltar que particularmente não gostei muito do visual.

Se você executa um golpe forte, ele vai ter uma animação em  câmera lenta com os órgãos internos sendo destroçados. É uma herança do X-Ray que agora é parte integral dos ataques fortes e não necessita de uma barra para executá-los.

Enquanto na execução dos Fatal Blow você tem uma animação com sangue aos montes e um trabalho de captura de expressão muito competente, uma pena não terem ido mais além e acrescentado a ruptura visual da pele partida nesses momentos.

Outra novidade são as barras  de ataque e defesa que são acessadas pelo R1/RB, permitindo um ataque mais forte ou uso de itens no cenário para ataque ou defesa. Depois de usada leva um tempo para recuperar, mas sempre vale a pena.

A NOSSA DISPOSIÇÃO

Depois de terminar a campanha e a expansão você tem a disposição uma grande quantidade de coisas para se fazer. Desde a personalização dos personagens, que possui uma variedade muito grande disponível ao jogador.

Na medida que você vai lutando seja nas torres ou modo versus, mais itens cosméticos e moedas são ganhos. Tudo isso permite que você deixe seu personagem favorito como quiser ao acessar o Kustomizar.

Nessa versão Ultimate podemos personalizar o nosso personagem e usá-lo em partidas online. O que antes não era possível.

Nas torres dos tempo você garante novas skins, moedas e fatalities a medida que se derrota uma por uma. O que é interessante é que assim como em MKX tinhas as torres especiais, aqui essas torres garantem efeitos durante o combate, seja contra ou ao seu favor.

Temos também os Konsumíveis para se usar durante o kombate, algo que traz uma nova dinâmica ao lidar com essas torres.

Todas as moedas ganha são usadas na Kripta, para que possa abrir os baús. Não muito diferente do game anterior, exceto que aqui controlamos um personagem em terceira pessoa e não em primeira pessoa.

O MELHOR DE SUA GERAÇÃO

Se olharmos para o Mortal Kombat 11 Ultimate levando em conta apenas o seu visual, de fato é o mais belo da franquia. Ao ponto de fazer o seu antecessor parecer feio se ambos forem colocados lado-a-lado.

Não me levem a mal, mas raramente me dou ao trabalho de avaliar esse aspectos mais técnico de um game, exceto quando esse seja um problema. O que não é o caso aqui, onde as texturas e as expressões faciais são incríveis e saltam aos nossos olhos.

Um game para ser bom não necessariamente precisa ser bonito, contanto que o objetivo principal seja alcançado, nesse caso entreter em todos os aspectos.

Se pensarmos que MKX chegou aos consoles em 2015 e MK11 saiu em 2019. É espantoso como tudo melhorou tanto, desde visualmente a mecanicamente em tão pouco tempo.  Lembrando que desde MK9 o espaço entre as sequencias tem sido de quatro anos!

Muita coisa mudou e foi reformulada para melhor e sem deixar a essência da franquia de lado. Isso causou algum furor, principalmente no aspecto estético das roupas femininas e modelos das personagens.

No fim nada disso interfere na qualidade do produto final e ainda entrega personagens femininas tão duronas quanto qualquer outro protagonista masculino, alias, as mulheres ganham tanto destaque na trama quanto os homens.

CONCLUSÃO

Mortal Kombat 11 Ultimate resgata personagens antigos ao longo de sua história e introduz novos, além de buscar na cultura pop outras figuras que talvez nunca esperássemos ver novamente em um jogo, como Spawn, Rambo e o T-800.

Fora isso temos outros personagens que surgem ao longo da campanha e podem vir a surgir em algum novo pacote de expansão. Ou até mesmo do titulo anterior. E olhando para o fato de que MK11 Ultimate contém todos os pacotes até o momento, não sei se possamos ter conteúdo novo tão logo, mas espero estar errado, pois  o game ainda está tão fresco.

No quadro geral o game é um dos melhores que os amante de jogos de luta vão experienciar. E se eu que não sou um jogador hardcore do gênero consigo me divertir muito, não tenho duvido que será uma ótima porta de entrada para quem queira iniciar na franquia.

Em breve trarei mais conteúdo sobre minha experiência com Mortal Kombat 11 Ultimate, afinal um game como esse merece mais atenção.

O game está disponível para PC, Nintendo Switch, PlayStation 4, Xbox One, PlayStation 5 e Xbox Series S/X.

Essa análise foi feita com uma cópia digital de Xbox One cedida pela distribuidora do jogo.

 

 

O post Mortal Kombat 11 Ultimate | Redefinindo sua história apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/12/15/mortal-kombat-11-ultimate/feed/ 8
Censura, Silêncio e Hipocrisia | A Sony e o Público https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/04/23/censura-silencio-e-hipocrisia-sony-e-o/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/04/23/censura-silencio-e-hipocrisia-sony-e-o/#comments Tue, 23 Apr 2019 22:54:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/04/23/censura-silencio-e-hipocrisia-sony-e-o/ Sabem, às vezes eu me pergunto: Por que eu gosto de videogames? A resposta pura e simples é: são divertidos, neles eu posso ser literalmente o que quiser. Uma caçadora de zumbis que usa espadas e biquínis pra fatiar mortos e vampiros (Onechanbara), um soldado numa guerra do oriente médio onde minhas escolhas e ações […]

O post Censura, Silêncio e Hipocrisia | A Sony e o Público apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Sabem, às vezes eu me pergunto: Por que eu gosto de videogames?

A resposta pura e simples é: são divertidos, neles eu posso ser literalmente o que quiser. Uma caçadora de zumbis que usa espadas e biquínis pra fatiar mortos e vampiros (Onechanbara), um soldado numa guerra do oriente médio onde minhas escolhas e ações não importam (Spec-Ops: The Line), o Presidente dos Estados Unidos indo salvar o universo de uma raça alienígena tirana, portando um dildo roxo e usando superpoderes (Saints Row IV), uma fatia de pão (I am Bread), uma Ninja que mesmo sendo considerada fugitiva, vai lutar para salvar suas irmãs (Deador Alive 6). As possibilidades são literalmente infinitas, pois há jogo com todo o tipo de temática para todo o tipo de gosto.

Bom, se você ficou empolgado com a revelação de algumas das características técnicas do próximo PlayStation.

sony

Lamento dizer que seu leque de opções pode ficar bem limitado. Com a Sony revelando, segundo matéria do Wall Street Journal, que possui um setor específico dedicado a verificar o conteúdo de todos os jogos a serem lançados na plataforma e vetar tudo aquilo que não seguir determinadas normas, trocando em miúdos, CENSURA.

O principal problema disso, é que isso não afeta mais jogos lançados apenas no ocidente, como era de praxe desde a época do nintendinho, onde nudez era censurada e símbolos religiosos alterados. Mesmo roteiro dos jogos foi alterado em localizações ao longo do tempo.

Agora, afeta mesmo os jogos lançados no Japão, além do resto do mundo. E, foi deixado bem claro que o alvo da censura eram os jogos japoneses, tais quais visual novels, ou jogos como Dead or Alive e Senran Kagura, a coisa cresceu ano passado a ponto de Kenichiro Takaki , criador e produtor de Senran Kagura, deixar a Marvelous após 13 anos.

LEIAM – Kenichiro Takaki fala sobre sua saída da Marvelous e o futuro

Os motivos alegados pela Sony foram basicamente: “pense nas crianças” e o #MeToo. EU NÃO ESTOU BRINCANDO. “Pense nas Crianças” é meio imbecil, porque desde Mortal Kombat, existe nos EUA um órgão dedicado a classificação etária dos jogos, a ESRB, assim como no Japão temos o CERO e na Europa tem o PEGI. Aqui no Brasil, se não estou enganado, o responsável pela classificação de produtos culturais, como filmes, jogos e programas de TV, é feita pelo Ministério da Justiça.

sony

Isso é feito, para que o Juquinha, garoto de sete anos, filho do Seu Ademir, não jogue um jogo como o Mortal Kombat 11 onde é possível arrancar a cara de uma pessoa, jogo esse que possui classificação etária para MAIORES DE DEZOITO ANOS.

Ninguém dá a mínima pra classificação etária, lógico, porque se ligassem, um time inteiro de futebol não teria comido minha mãe por causa de uma partida de Call of Duty, mas minha inaptidão em first person shooters é assunto pra outro dia. E o #MeToo, gostando ou não do movimento. NÃO TEM NADA A VER COM VIDEOGAMES.

Ainda que o movimento tenha caído no ostracismo devido a hipocrisia das envolvidas nele (isso é um assunto que eu não quero discutir, agora), era um movimento justamente pra denunciar predadores sexuais em Hollywood, e até onde me lembro, Harvey Weinstein (tive que
googlear pra saber se estava escrevendo o nome corretamente) nunca
foi visto jogando Nekopara ou Senran Kagura.

sony

Enfim, ficou claro A QUEM a Sony quer agradar com essa medida, não? Só dar uma passada no Resetera (vulgo CÂNCER da humanidade) pra ver quem ficou feliz.

Não quero discutir isso agora, provavelmente devo escrever algo sobre o Resetera um dia.

Lembram que depois do atentado/tragédia em São Paulo, as pessoas de sempre (políticos, velha imprensa, gente desinformada) saíram acusando os jogos violentos de influenciarem, e mais uma vez tentarem colocar uma lei para proibir a distribuição de jogos considerados violentos aqui no Brasil?

LEIAM – Dead or Alive 6 | Veloz, lindo e muito letal

Basicamente, CENSURA. E o que foi visto? Pessoas e mais pessoas e páginas usando uma tag que por razões éticas, não usei em tweet ou discussão no facebook.

Curiosamente, não vi posts no facebook, hashtags ou discussões a respeito disso nas páginas Brasileiras. Mas vi bastante gente especulando sobre o PS5 e isso e aquilo.

A imprensa também está em silêncio, não vi youtubers, blogs comentando a respeito. Mas lembro que em muitos posts acerca de censuras da Sony em jogos como Senran Kagura, ou visual novels, ou mesmo Devil May Cry 5 (a bunda da Trish que recebeu visita do Raio de Luz), entre os comentários criticando a censura, sempre tinha a turma comentando: “a la o punheteiro”, “se eu quero ver mulher pelada vou no pornhub” “kkk punheteiro” “esse negócio do devil may cry é errado, mas esses jogo hentai tinha que acabar” “e o dead or alive que é só jogo de punheteiro?”.

Isso revela duas coisas: Primeiro, que o sexo, ou sensualidade, ainda é um tabu. Vivemos no que diz ser um país avançado, que blá blá blá, tem que ter educação sexual nas escolas (o que concordo), liberal etc, mas a verdade é que continuamos tremendamente pudicos em relação a sexo, tudo é tratado como algo de outro mundo e a sensualidade é visto como algo feio, sujo, vil. Se você gosta de algo com um pouco de fan service, já é taxado de tarado, depravado, etc.

sony

A segunda, é que a comunidade num geral é tremendamente hipócrita. Porque ela não é contra a censura. Ela é contra a censura apenas do que ela não gosta. Afinal, o “Tem que banir jogo violento porque influencia crianças” gera o “#ÇOMUSGAYMERNOMAÇACINU”, enquanto que o “Olha, a Sony tá censurando esse jogo aqui, e relatos desse, desse e desse terem sido censurados (todos eles, jogos de anime com fanservice variados)” gera o “Foda-se, não jogo esses jogos de punheteiro mesmo.”.

A maioria das pessoas literalmente só quer jogar seus jogos em paz, não vejo problema nisso. E, apesar de eu falar sobre o silêncio, não vejo problema em a pessoa NÃO QUERER comentar sobre a censura da Sony. Nem todo mundo precisa dar opinião sobre tudo. Agora, você querer escrotizar quem se coloca contra, justamente porque é sobre algo que você não curte, é um tanto hipócrita.

Digo, isso pode não te afetar agora, mas censura É SEMPRE algo errado, porque quando começa, não vai terminar ali. Uma hora cortam algo que você particularmente não liga (fan service), reclamam e você zoa .

Depois cortam outra coisa também não liga (sei lá, romances em jogos), mais gente reclama, mas você continua zoando. Aí finalmente vão censurar a violência nos jogos e agora você vai reclamar?

sony

Esse padrão aconteceu com Devil May Cry 5 na censura da bunda da Trish, depois de ter acontecido em jogos como Nekopara, algumas visual novels japonesas e Senran Kagura, poucos ligaram, mas chegou em Devil May Cry, um jogo de escopo imenso, a reclamação foi grande, a ponto da Capcom provavelmente ter apelado e conseguiu reverter a situação.

E agora, com a Sony tornando a censura em suas plataformas algo oficial, é triste ver criadores de conteúdo calados em relação a isso, ao mesmo tempo em que criam expectativas em torno do próximo PlayStation.

Entre decisões como essa, o Stadia com seu serviço apenas online e streaming, e a Microsoft com o Xbox One SAD que apela pra EXATAMENTE NINGUÉM (não sei se comentarei mais a respeito dele), saindo ainda mais caro que o Xbox One S atual aqui no Brasil, é estranhamente irônico que a Nintendo tenha comentado ao Wall Street Jornal, que não regula o conteúdo das third parties em sua plataformas, desde que estejam de acordo com a classificação indicativa da região em que o jogo será lançado.

sony

E também é irônico, que enquanto Dead or Alive 6 é considerado “ofensivo” as mulheres por mostrar mulheres bonitas e fanservice, mas Mortal Kombat 11, onde você pode literalmente arrancar a cara das mulheres, é altamente aguardado e não é considerado ofensivo.

Finalizando, você tem o direito de gostar e não gostar do que quiser, mas no momento em que você ataca a censura a uma coisa, mas defende a censura a outra só porque você não gosta, isso te torna uma pessoa extremamente hipócrita, e invariavelmente vai invalidar quando a censura chegar a algo que você gosta.

Se você não gosta de algo, respeite quem gosta, isso já é uma ajuda, quando a censura bate.


Observação: O texto autoral não reflete a opinião do veículo

O post Censura, Silêncio e Hipocrisia | A Sony e o Público apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/04/23/censura-silencio-e-hipocrisia-sony-e-o/feed/ 5