Arquivos melhores - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/melhores/ Um pouco de tudo na medida certa Mon, 09 Jan 2023 16:21:47 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos melhores - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/melhores/ 32 32 O que eu joguei em 2021 | Tony Horo https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/01/17/o-que-eu-joguei-em-2021-tony-horo/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/01/17/o-que-eu-joguei-em-2021-tony-horo/#comments Mon, 17 Jan 2022 23:18:06 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=10001 Jamais iria conseguir bater o recorde de 59 jogos de 2020 — que você pode ler aqui — mas também nem queria. Espero que a lista abaixa sirva como uma boa recomendação pra vocês que caiam de paraquedas no nosso humilde website. LEIAM – Albert Odyssey: Legend of Eldean | Um dos JRPGS já feitos […]

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Jamais iria conseguir bater o recorde de 59 jogos de 2020 — que você pode ler aqui — mas também nem queria.

Espero que a lista abaixa sirva como uma boa recomendação pra vocês que caiam de paraquedas no nosso humilde website.

LEIAM – Albert Odyssey: Legend of Eldean | Um dos JRPGS já feitos

Quem me conhece, já sabe que eu vario muito os gêneros e os consoles que jogo, então não espere nenhum padrão com a lista abaixo. Esse ano foram TRINTA games, e como sempre só coloquei aqueles que eu de fato zerei. Vamos lá:

1) 007: Agent Under Fire (PlayStation 2)

O que eu joguei em 2021
Reprodução/ Internet

Primeiro game do agente secreto que zerei. Isso mesmo, eu nunca tive saco pra zerar GoldenEye e sinceramente? Esse aqui é bem melhor. Você pode ler meu texto sobre ele aqui.

2) New Super Mario Land (Super Nintendo)

O que eu joguei em 2021
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Remake feito por um cara só do jogo de Game Boy, porém, feito para o SNES com gráficos pré-renderizados, como em Donkey Kong Country. Existe uma versão mais recente do que a que eu joguei na época, mas ela muda pouca coisa.

O jogo é curto e vale a pena zerar numa única sentada. Ui!

3) Sunset Riders (Super Nintendo)

O que eu joguei em 2021
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O clássico do arcade. Zerei com meu velho num dia chuvoso. Obviamente usei um romhack com vidas infinitas porque não queria provar nada pra ninguém E pra divertir meu pai. Ele adora esse.

4) 007: NightFire (PlayStation 2)

O que eu joguei em 2021
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Continuação direta e bem melhorada do Agent Under Fire. Leia o texto sobre ele aqui. Caso queira jogar um game de 007, tente esse! Só não jogue a versão de PS2 como eu fiz.

5) Mafia: Definitive Edition (PlayStation 4)

O que eu joguei em 2021
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Comprei a trilogia Mafia no PS4 numa promoção da PSN e foi um ótimo negócio. O game em questão foi refeito do zero, então isso traz alguns prós e contras, como gráficos bonitos mas controles meio travadões.

É divertido mas não me animei de jogar os outros games ainda.

6) Celeste (protótipo) (Game Boy Advance)

O que eu joguei em 2021
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A versão original do game Celeste. Não contém toda a depressão forçada do jogo lançado depois, somente plataforma pura e simples. Recomendado demais.

7) Super Mario 3D World: Bowser’s Fury (Switch)

O que eu joguei em 2021
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Joguei pra zerar apenas esse DLC novo, que era meio que um modo estilo Mario 64 para o game base. As lutas contra o Bowser Gigante são bem legais. Tenho um vídeo review sobre ele aqui.

8) Dragon Quest XI S: Definitive Edition (PlayStation 4)

O que eu joguei em 2021
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Sim, amigos. Platinei novamente DQ11, dessa vez a versão S, que foi portada do Switch para o PS4, PC e XBOX.

LEIAM – Contos de Um Gamer Cada Vez Mais Caduco

Ao contrário da crença popular, os gráficos NÃO são piores que o game original, então parem de espalhar folclore.

Jogue essa versão pois ela melhora muito do game original e é um dos meus jogos favoritos da vida.

9) AM2R (Metroid 2 Remake) (PlayStation Vita)

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Jogo feito em casa por um cara muito bom que refez todo Metroid 2 de Game Boy, transformando ele em um jogo bom com gráficos de GBA. Aqui eu joguei o port não-oficial para o PS VITA e foi maravilhoso.

Existe também um remake oficial feito pela Nintendo para o 3DS, mas são dois games bem diferentes.

10) Kaze and the Wild Masks (PlayStation 4)

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Joguinho brasileiro muito baseado em Donkey Kong Country, ao ponto que seu personagem se movimenta de forma idêntica à Dixie em DKC2. Leia meu review sobre ele aqui.

11) Mighty Morphin Power Rangers: The Movie (Mega Drive)

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Zerei pela primeira vez a versão de Mega Drive com meu amigo Rodrigo. É certamente bem diferente do game de mesmo nome para o SNES. Esse aqui se parece mais com um beat n’ up comum e é bem curtinho.

12) Streets of Rage (Mega Drive)

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O classicão do Mega. Zerei no mesmo dia com meu amigo também. Sinceramente, um clássico atemporal.

13) Trials of Mana (PlayStation 4)

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Remake de Seiken Densetsu 3 feito para o PS4. O original era um game de SNES que só foi sair no ocidente recentemente também, mas eu joguei o remake mesmo.

Foi um ótimo JRPG com uma trilha sonora bem legal. Tive que zerar 3 vezes para ver a história de ângulos diferentes, mas agora já não lembro de nada!

14) Tony Hawks Pro Skater (Dreamcast)

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Outro clássico de todas as eras. Joguei a versão de Dreamcast diretamente no console, com gráficos bem melhores que o original de PS1. A trilha sonora é maravilhosa até hoje.

15) Cyberpunk 2077 (PlayStation 4)

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Sim, amigos. Joguei o jogo mais bugado do mundo e no PS4. O jogo fechou na minha cara umas 4x e alguns bugs aconteceram onde eu tive que recarregar meu save, mas fora isso, foi uma experiência bem lisinha.

O universo é bem legal, mas não sei se voltaria pra ele tão cedo. De repente no PS5 eu jogue de novo um dia.

16) New Pokémon Snap (Switch)

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Continuação do game de N64, agora com gráficos e Pokémons novos. O jogo é legal mas não tem o charme da versão antiga. Deve ser porque eu tô velho e não ligo tanto pra série mais. Zerei rapidinho e parti pra outras coisas.

17) Dragon Quest II (Switch)

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Segundo jogo da melhor série de RPG já feita. Isso, melhor que Final Fantasy.

O game não é tão bom quanto o primeiro e fica muito difícil no fim.

Leia meu texto sobre ele aqui.

18) Dragon Quest III (Switch)

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Talvez o segundo game mais aclamado pelos japoneses (depois de Dragon Quest V). A versão de Switch é bem mais bonita que o I e o II, mas se for jogar, espere o remake em 3D para Switch que sairá em breve.

Fiz um texto pra ele TAMBÉM. Leia aqui.

19) The Legend of Zelda: Skyward Sword HD (Switch)

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Depois de anos enrolando pra jogá-lo no Wii, inclusive comprando dois Wii Remotes compatíveis com o game, acabei jogando a versão HD no Switch.

Os gráficos são bonitos em 60 FPS e é realmente um jogo complicado, mas não usei os controles de movimentos em momento algum e deu tudo certo.

Fiz um texto sobre ele no nosso site amigo, o Cybercafe

20) Dragon Quest IV (Android)

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Finalmente cheguei nos Dragon Quests mais bem feitinhos. joguei a versão de celular do game inicialmente lançado para o Nintendo DS. Infelizmente NÃO fiz um texto sobre esse game, mas você deve jogá-lo mesmo assim.

21) Nier Replicant Ver. 122474487139… (PlayStation 4)

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Esse jogo com nome escroto é um dos melhores games do PS3 e agora está disponível no PS4. É bom um remaster pois os jogos japoneses da época em que foi lançado eram bem mal avaliados, mas hoje em dia são mais bem aceitos pela mídia em geral.

Tem gente que não gosta da série porque tem mulheres meio peladas mas eu não ligo. O combate é legal e zerar várias vezes pra ver o final verdadeiro é bem interessante, pois muitas coisas mudam do nada.

O game também muda o estilo o tempo todo, com referências à Zelda e a Visual Novels em alguns momentos, fora o combate que é bem divertido.

22) Alan Wake Remastered (PlayStation 4)

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Um clássico da Remedy, que fez esse game depois de vender a série Max Payne para a Rockstar. É uma mistura de conto de terror com séries como Além da Imaginação. Uma continuação está para sair que será totalmente terror.

Fiz um texto no Cybercafe para o game, e recomendo bastante que vocês leiam para saber mais sobre o universo dos jogos da Remedy.

23) Streets of Rage 2 (One Piece Pirate Warriors hack) (Mega Drive)

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Não sei se conto como jogo zerado, pois o que joguei foi um hack com personagens de One Piece e com algumas mudanças na física, como a inclusão de botão de corrida e a possibilidade de deixar os inimigos quicando depois dos golpes.

Talvez seja o romhack mais legal que já joguei na vida.

24) Streets of Rage 3 (Mega Drive)

Reprodução/ Internet

Joguei no meu meguinha a versão original e consegui até mesmo o final bom, desarmando as bombas na última fase, isso jogando apenas duas vezes o game na minha vida!

Jogue a versão japonesa traduzida para inglês, pois ela não tem cortes.

25) The Legend of Zelda: Breath of the Wild (Switch)

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Já havia zerado o game no meu primeiro ano com o Nintendo Switch, mas achei que era hora de revisitar o jogo, principalmente porque minha namorada estava jogando na mesma época.

Foi bem divertido fazer os mesmos templos e ir descobrindo os segredos juntos com ela. Infelizmente dessa vez não fiz os 120 shrines, mas tudo bem também, porque não sou maluco.

26) GTA III: Definitive Edition (Switch)

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Cometi o erro de querer zerar esse GTA pela primeira vez na versão definitiva que saiu recentemente, sem patch de correção algum e justo no Nintendo Switch.

Não recomendo isso nem pro meu pior inimigo, mas eu consegui jogar até o fim.

Obviamente usei vários cheats de arma mas não conta pra ninguém.

27) Saturn Bomberman (Saturn)

Reprodução/ Internet

Talvez o game mais divertido da série. Parece como se fosse um jogo de SNES mas com áudio lindo de CD. Tem um texto enorme sobre ele que fiz aqui.

28) Cotton 2 (Saturn)

O que eu joguei em 2021
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Joguinho de navinha pra Saturn que joguei com controle arcade pra testar. É bem bonitinho mas faz uso de alguns comandos que não combinam com jogos de nave, como a necessidade de comandos de jogos de luta.

29) Strikers: 1945 (Saturn)

O que eu joguei em 2021
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Outro game de navinha, mas esse é vertical e com aviõezinhos. Difícil pra porra nos últimos cenários, porém bem legal e melhor que muita coisa do gênero.

30) Albert Odyssey: Legend of Eldean (Saturn)

O que eu joguei em 2021
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Continuação de dois jogos que ninguém conhece para Super Famicom, esse aqui tem em comum como sendo outro jogo que ninguém conhece.

Foi feito para o Saturn, então é um dos poucos JRPGs do console. Achava que ia ser uma experiência foda mas foi bem mediana num geral. Tem texto sobre ele aqui.


Leia mais:
O que joguei em 2020

O que joguei em 2022

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E é isso, pessoal. Espero que essa lista sirva como recomendação para que vocês conheçam novos jogos e se animem a saírem da zona de conforto, seja com um determinado gênero ou com um console em específico.

Agora vamos ver se em 2022 irei jogar mais!

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Spin-offs de Yakuza | Parte 2 | Os exclusivos do Japão https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/12/01/yakuza/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/12/01/yakuza/#respond Tue, 01 Dec 2020 08:00:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=6050 Jogue como um dragão A série Yakuza começou lá em 2005, no longínquo PlayStation 2, e foi aos poucos ganhando espaço no coração das pessoas. Hoje em dia, a saga de Kiryu pode ser considerada a franquia mais popular da Sega, vendendo até mesmo mais que os jogos da série Sonic. A série conta até […]

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Jogue como um dragão

A série Yakuza começou lá em 2005, no longínquo PlayStation 2, e foi aos poucos ganhando espaço no coração das pessoas. Hoje em dia, a saga de Kiryu pode ser considerada a franquia mais popular da Sega, vendendo até mesmo mais que os jogos da série Sonic.

A série conta até 2020 com incríveis 18 jogos, sendo que sete deles são spin-offs e incríveis cinco nunca saíram no ocidente (pelo menos não até hoje).

LEIAM – Spin-offs de Yakuza |Parte 1 | Todos os que foram lançados no ocidente

É possível que com a popularidade recente da série, essa maré mude, mas por hora, vamos listá-los aqui para que você sinta o gostinho do que perdeu até hoje.

E caso você tenha perdido, a primeira parte dessa retrospectiva dos spin-offs da série pode ser lida aqui, onde listamos os games paralelos que saíram no ocidente.

Mas agora, vamos à lista dos Yakuzas que nunca deram as caras por aqui:

Yakuza

Yakuza Kenzan! (2008)

Ryu ga Gotoku Kenzan! (“Chegando Como um Dragão!”) foi o primeiro game da série lançado para PlayStation 3, e tanto a sua engine como os modelos dos personagens serviram como base para a criação de Yakuza 3, que viria a ser lançado no ocidente posteriormente.

O legal desse jogo é que os personagens dos jogos “normais” da série interpretam figuras históricas do Japão. Kiryu faz o famoso samurai Miyamoto Musashi e Majima interpreta Shishido Baiken.

Yakuza

A história nos mostra uma saga (fictícia) da vida de Musashi, que vive de forma pacata em Quioto, até que uma menininha chamada Haruka pede para que ele mate um certo homem se passando por Musashi, sem saber que está falando com o próprio samurai lendário.

O estilo de combate faz mais uso de espadas, porém as lutas corpo-a-corpo ainda estão bastante presentes. Existem diversos mini games, como cortar espantalhos, arremessar shurikens e interagir com mulheres num bordel.

Yakuza

O motivo de nunca ter sido lançado por aqui: sua localização se provaria muito difícil, pois a Sega resolveu que o primeiro game da sétima geração da série se passaria no ano de 1605, durante o início da Era Edo.

O game até hoje ainda é exclusivo do território asiático, e só saiu no PlayStation 3.

Yakuza Ishin! (2014)

Yakuza

Ryu ga Gotoku Ishin! (“Como um Dragão: Restauração!”) é um game que, para os olhos da maioria dos ocidentais, pode ser confundindo com o spin-off anterior.

Porém não se engane, Ishin! se passa em um período histórico completamente diferente do anterior, 250 anos após a história de Miyamoto Musashi, já no final da Era Edo. Como referência, esse é o mesmo período do anime Samurai X.

Aqui, a ideia de que usar os personagens da série principal como “atores” se mantém, e Kiryu dessa vez está no papel de Sakamoto Ryoma, um outro samurai lendário e histórico do Japão.

Yakuza

A história é um pouco complexa, mas de forma geral, temos Sakamoto Ryoma (Kiryu) se aliando a um homem chamado Takeshi Hanpeita, e ambos tem o plano de acabar com o sistema rígido de castas que imperava na sociedade japonesa na época.

Depois que o plano falha após um ataque surpresa que deixa seu amigo gravemente ferido (spoiler lol), Ryoma se muda para Quioto e assume outra identidade: Hajime Saito, e entra para a polícia especial Shinsengumi para investigar o autor do ataque.

Se os nomes “Hajime Saito” e “Shinsengumi” soam familiares, não é a toa. Saito é uma figura histórica também, e apareceu em muitas obras de ficção, sendo a mais conhecida por nós, o mangá Samurai X.

O curioso é que Sakamoto Ryoma e Hajime Saito eram pessoas comprovadamente diferentes, porém a Sega tomou certas liberdades no roteiro para deixar tudo mais interessante.

Os minigames aqui são mais legais que em Kenzan!, com corrida de galinhas e pescaria (também vistos em Yakuza 5), os já clássicos jogos de pôquer, koi-koi, par ou ímpar com dados e Cee-lo, sendo esses últimos fazendo parte daquela listinha dos que a gente finge que não tem no jogo por não saber jogar.

O karaokê está de volta, com banda ao vivo (não poderia ser diferente também né), mas com apenas uma música. Temos também dança tradicional no estilo DDR e cozinhar macarrão, que funciona meio que como um jogo da memória.

O verdadeiro diferencial aqui entre as atividades extras do game é o modo Another Life: tem uma pequena sidequest’s onde Ryoma decide tomar conta de uma menininha chamada Haruka (sim, ela mesma) após seus pais morrerem.

Com isso, o jogador deve basicamente viver numa fazendinha, plantando, colhendo e cozinhando, somente ao som dos pássaros e pessoas passando pela trilha de barro ao redor da casa.

Parece ser a coisa mais relaxante do mundo, não?

O motivo de nunca ter sido lançado por aqui: provavelmente o mesmo do spin-off anterior. Muita referência histórica e cultural difícil de traduzir sem que fossem feitas modificações no próprio jogo para acomodar a falta de conhecimento de nós pobres ocidentais.

O game foi feito logo após Yakuza 5, e foi lançado para PlayStation 3 e PlayStation 4. Somente na ásia, é lógico.

 

EDIT (09/01/23): Como vocês devem saber, o game receberá um remaster para os consoles atuais e sairá no ocidente finalmente! 

Haverá mudança no elenco dos personagens (colocando alguns atores de Yakuza 0, por exemplo) e de gameplay.
Porém, a versão original seguirá pra sempre exclusiva do mercado japonês.

Kurohyō: Ryū ga Gotoku Shinshō (2010) e Kurohyō 2: Ryū ga Gotoku Ashura hen (2012)

A história do “Pantera Negra” (tradução de Kurohyo) é contada através de dois spin-offs bem diferentes da série, sendo os únicos lançados para um console portátil. No caso, o PSP.

Aqui temos como protagonista o rapaz Tatsuya Ukyo, um briguento residente na mesma Kamurocho dos jogos principais. O marginal é o estereótipo do delinquente japonês, se assemelhando a Yusuke de Yu Yu Hakusho. Após ser culpado por atacar um outro rapaz, ele larga a escola e vai morar nas ruas com seu melhor amigo e sua irmã mais velha.

Após ficar sabendo que um agiota da cidade possuía uma grande quantidade de dinheiro, ele e outros garotos invadem a casa para roubar a grana. Após um confronto, ele deixa o cara morto, sem saber que se tratava de um membro do clã Tojo (ou seja, um yakuza).

A história aqui é contada por cenas animadas em quadrinhos, do mesmo jeito que em Metal Gear Solid: Peace Walker, lançado no mesmo console.

O combate também difere no sentido de que as lutas agora são 1 contra 1, e funcionam de forma similar ao game Def Jam Fight for NY, feito pela mesma empresa que produziu esse Yakuza, a Aki Corporation.

O motivo de nunca ter sido lançado por aqui: talvez seja porque, durante a época de seu lançamento, a série Yakuza estava muito em baixa no ocidente. Além disso, o PSP não ia muito bem das pernas, também por aqui, já que seu sucesso ao fim da vida foi mesmo no Japão.

Existe um projeto antigo de tradução do primeiro Kurohyo, porém ele anda a passos de formiga e sem vontade. Ainda assim, é o único spin-off com alguma chance de ser jogado em inglês futuramente, ainda que remota.

Yakuza Online (2018)

Ryū ga Gotoku Online é a primeira empreitada para celulares da série, mas que também saiu para os PCs, somente no Japão.

O jogo aqui é bem diferente do comum para a série, porém nada diferente dos milhares de games no estilo gacha que já existem por aí.

Todos os personagens são representados por cartas, sendo divididas em rankings como Comuns, Raras, Super Raras, Super-Super Raras e Ultra Raras, e elas se enfrentam num sistema de pedra, papel e tesoura, onde cada personagem/carta possui um elemento.

Como dá pra perceber, realmente ele segue o básico do básico do gênero, porém ainda assim tenta trazer a estética da série Yakuza consigo. Os personagens são desenhados, porém mantêm o realismo dos games 3D.

Inclusive, o protagonista é o Ichiban Kasuga, que viria a ser o personagem principal de Yakuza 7. Assim, o game de celular serviu para apresentar o novo rosto aos japoneses.

LEIAM – Astro’s Playroom | Análise

O motivo de nunca ter sido lançado por aqui: sinceramente, não sei. Existem diversos gachas que funcionam exatamente como esse jogo aqui no mercado ocidental que faturam horrores e a localização nunca foi problema.

Talvez esteja de fora porque a Sega não se apresenta forte no mercado de celulares no ocidente, vai saber.

——–

Assim, finalizamos a nossa retrospectiva dos spin-offs da série Yakuza!

Espero sinceramente que um dia todos (ou pelo menos alguns desses jogos) deem as caras nos consoles modernos.

Dada a popularidade recente da série no ocidente e os relançamentos de Yakuza 3, 4 e 5, não acho difícil.

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Spin-offs de Yakuza | Parte 1 | Todos os que foram lançados no ocidente https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/11/25/ryu-ga-gotoku/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/11/25/ryu-ga-gotoku/#respond Wed, 25 Nov 2020 21:41:22 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=6069 Os dragões ocidentais A série Yakuza começou lá em 2005, no longínquo PlayStation 2, e foi aos poucos ganhando espaço no coração das pessoas. Hoje em dia, a saga de Kiryu pode ser considerada a franquia mais popular da Sega, vendendo até mesmo mais que os jogos da série Sonic. A série conta até 2020 […]

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Os dragões ocidentais

A série Yakuza começou lá em 2005, no longínquo PlayStation 2, e foi aos poucos ganhando espaço no coração das pessoas. Hoje em dia, a saga de Kiryu pode ser considerada a franquia mais popular da Sega, vendendo até mesmo mais que os jogos da série Sonic.

A série conta até 2020 com incríveis 18 jogos, sendo que sete deles são spin-offs e incríveis cinco nunca saíram no ocidente (pelo menos não até hoje).

Aqui começa a Parte 1 da nossa retrospectivas dos spin-offs da série. Para ler a Parte 2, onde abordamos os Yakuzas que nunca saíram no ocidente, clique aqui.

Vamos à lista dos games da série Yakuza que, mesmo não fazendo parte da cronologia original, chegaram a ser lançados desse lado do globo:

Ryū ga Gotoku

Yakuza Dead Souls (2012)

Lançado no Japão como Ryū ga Gotoku OF THE END (algo como “Como um Dragão DO FIM”), foi o último jogo feito na engine usada desde Yakuza Kenzan! no PlayStation 3.

Entrando na onda de zumbis que voltou com tudo durante o período em todas as mídias durante a época em que foi lançado, Dead Souls conta uma história típica de filmes de zumbis, onde a cidade de Kamurocho foi invadida por mortos-vivos. Sendo assim, fica a cargo de Kazuma Kiryu, Goro Majima, Ryuji Goda (de Yakuza 2) e Shun Akiyama (de Yakuza 4) salvar o mundo dessa invasão.

O gameplay aqui é menos focado em combate corpo a corpo, usando mais armas bizarras, como canhões e tanques. Os mini games por sua vez ainda estão presentes, como dardos, pescarinha, beisebol e karaokê.

Yakuza: Dead Souls não foi bem recebido, principalmente porque suas mecânicas de tiros são mal implementadas, se tornando quase impossível de se divertir mais para o fim do game, quando a quantidade de zumbis já é gigantesca. Porém, a história continua muito bem escrita, e seu senso de humor nonsense é o ponto alto desse game.

Fist of the North Star: Lost Paradise (2018)

Esse é um título totalmente inesperado que até hoje me pergunto qual foi o brainstorm que levou a sua criação.

Ryū ga Gotoku

Lançado no Japão como Hokuto ga Gotoku (algo tipo “Como uma Estrela do Norte”), o game recebe esse nome justamente por se basear na série Hokuto no Ken, mangá clássico dos anos 80.

Aqui, o protagonista Kenshiro tem uma semelhança visual e vocal com Kiryu, como se o personagem de Yakuza (Ryū ga Gotoku) estivesse “interpretando” o boneco do mangá.

O estilo da série Yakuza combina muito bem com a narrativa do mangá, que aqui é contada de outra forma, onde Kenshiro visita a cidade de Eden.

A maioria dos eventos se passa aqui, para que a adaptação use o lugar como um hub principal, ao invés da peregrinação presente na história original.

A violência presente no game é ainda maior, com cabeças explodindo e desmembramentos, todos com o mesmo visual da série publicada nas páginas da Shonen Jump.

Como não poderia deixar de ter, os mini games também fazem parte do jogo, que contém o já conhecido Space Harrier (arcade da Sega de 1985), além de eventos onde Ken usa sua técnica Hokuto Shinken para trabalhar como médico.

Ryū ga Gotoku

Além desses, temos o incrível mini game de bartender, onde Kenshiro precisa preparar e servir drinks para os clientes, com animações divertidas que não combinam com a cara séria do personagem. Fora isso, temos corrida de carros, dardos, coliseu e gerenciamento de uma boate.

LEIAM – Neighbours back From Hell | Se vingue do vizinho ao vivo

O game foi muito bem recebido e teve até uma dublagem em inglês, que serviu como um teste da Sega pra saber se valeria a pena trazer uma nova dublagem para um game da série Yakuza.

Vale muito a pena pela bizarrice, mesmo que você não seja fã de mangás ou de Hokuto no Ken.

Judgment (2018)

Conhecido no Japão como Judge Eyes, o game não só foi localizado mas também recebeu vozes em inglês, sendo o primeiro jogo no universo principal da série Yakuza a receber esse tratamento desde o primeiro game, lá em 2005.

Aqui, acompanhamos o advogado Takayuki Yagami, que se tornou um detetive particular depois de abandonar a profissão, se sentindo culpado por salvar da prisão um homem que posteriormente matou a namorada.

Durante essa fase, Yagami começa a investigar um caso onde um assassino está matando membros do Clã Tojo, retirando seus olhos.

Apesar de se passar na mesma cidade da série Yakuza, usando a maioria dos mesmos assets de Yakuza 6, o game possui uma jogabilidade diferenciada.

Yagami não é um monstro de luta como Kiryu, por isso ferimentos graves só podem ser tratados com médicos. Além disso, existe a volta dos variados estilos de luta, que estavam ausentes desde Yakuza Kiwami.

Porém, o maior diferencial é o modo de investigação, onde Yagami precisa analisar um ambiente onde foi realizado um crime e ligar os pontos para chegar a uma pista, mais ou menos como na série Ace Attorney.

O game foi bem recebido no ocidente, ainda que exista um consenso de que as partes investigativas eram muito simples, porém o combate continua ótimo como no restante da série.

—–

Assim, terminamos a primeira parte da retrospectiva dos spin-offs da série Yakuza (Ryū ga Gotoku)!

Na minha opinião pessoal, a vantagem desses spin-offs é que eles podem ser jogados sem que se tenha sequer encostado em nenhum jogo anterior da série, pois eles não estão amarrados por história, funcionando perfeitamente sozinhos.

Na Parte 2 (que você já pode ler aqui), abordamos os games que infelizmente nunca receberam tradução.

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