Arquivos Legend of Eldean - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/legend-of-eldean/ Um pouco de tudo na medida certa Mon, 09 Jan 2023 16:21:47 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Legend of Eldean - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/legend-of-eldean/ 32 32 O que eu joguei em 2021 | Tony Horo https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/01/17/o-que-eu-joguei-em-2021-tony-horo/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/01/17/o-que-eu-joguei-em-2021-tony-horo/#comments Mon, 17 Jan 2022 23:18:06 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=10001 Jamais iria conseguir bater o recorde de 59 jogos de 2020 — que você pode ler aqui — mas também nem queria. Espero que a lista abaixa sirva como uma boa recomendação pra vocês que caiam de paraquedas no nosso humilde website. LEIAM – Albert Odyssey: Legend of Eldean | Um dos JRPGS já feitos […]

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Jamais iria conseguir bater o recorde de 59 jogos de 2020 — que você pode ler aqui — mas também nem queria.

Espero que a lista abaixa sirva como uma boa recomendação pra vocês que caiam de paraquedas no nosso humilde website.

LEIAM – Albert Odyssey: Legend of Eldean | Um dos JRPGS já feitos

Quem me conhece, já sabe que eu vario muito os gêneros e os consoles que jogo, então não espere nenhum padrão com a lista abaixo. Esse ano foram TRINTA games, e como sempre só coloquei aqueles que eu de fato zerei. Vamos lá:

1) 007: Agent Under Fire (PlayStation 2)

O que eu joguei em 2021
Reprodução/ Internet

Primeiro game do agente secreto que zerei. Isso mesmo, eu nunca tive saco pra zerar GoldenEye e sinceramente? Esse aqui é bem melhor. Você pode ler meu texto sobre ele aqui.

2) New Super Mario Land (Super Nintendo)

O que eu joguei em 2021
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Remake feito por um cara só do jogo de Game Boy, porém, feito para o SNES com gráficos pré-renderizados, como em Donkey Kong Country. Existe uma versão mais recente do que a que eu joguei na época, mas ela muda pouca coisa.

O jogo é curto e vale a pena zerar numa única sentada. Ui!

3) Sunset Riders (Super Nintendo)

O que eu joguei em 2021
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O clássico do arcade. Zerei com meu velho num dia chuvoso. Obviamente usei um romhack com vidas infinitas porque não queria provar nada pra ninguém E pra divertir meu pai. Ele adora esse.

4) 007: NightFire (PlayStation 2)

O que eu joguei em 2021
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Continuação direta e bem melhorada do Agent Under Fire. Leia o texto sobre ele aqui. Caso queira jogar um game de 007, tente esse! Só não jogue a versão de PS2 como eu fiz.

5) Mafia: Definitive Edition (PlayStation 4)

O que eu joguei em 2021
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Comprei a trilogia Mafia no PS4 numa promoção da PSN e foi um ótimo negócio. O game em questão foi refeito do zero, então isso traz alguns prós e contras, como gráficos bonitos mas controles meio travadões.

É divertido mas não me animei de jogar os outros games ainda.

6) Celeste (protótipo) (Game Boy Advance)

O que eu joguei em 2021
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A versão original do game Celeste. Não contém toda a depressão forçada do jogo lançado depois, somente plataforma pura e simples. Recomendado demais.

7) Super Mario 3D World: Bowser’s Fury (Switch)

O que eu joguei em 2021
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Joguei pra zerar apenas esse DLC novo, que era meio que um modo estilo Mario 64 para o game base. As lutas contra o Bowser Gigante são bem legais. Tenho um vídeo review sobre ele aqui.

8) Dragon Quest XI S: Definitive Edition (PlayStation 4)

O que eu joguei em 2021
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Sim, amigos. Platinei novamente DQ11, dessa vez a versão S, que foi portada do Switch para o PS4, PC e XBOX.

LEIAM – Contos de Um Gamer Cada Vez Mais Caduco

Ao contrário da crença popular, os gráficos NÃO são piores que o game original, então parem de espalhar folclore.

Jogue essa versão pois ela melhora muito do game original e é um dos meus jogos favoritos da vida.

9) AM2R (Metroid 2 Remake) (PlayStation Vita)

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Jogo feito em casa por um cara muito bom que refez todo Metroid 2 de Game Boy, transformando ele em um jogo bom com gráficos de GBA. Aqui eu joguei o port não-oficial para o PS VITA e foi maravilhoso.

Existe também um remake oficial feito pela Nintendo para o 3DS, mas são dois games bem diferentes.

10) Kaze and the Wild Masks (PlayStation 4)

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Joguinho brasileiro muito baseado em Donkey Kong Country, ao ponto que seu personagem se movimenta de forma idêntica à Dixie em DKC2. Leia meu review sobre ele aqui.

11) Mighty Morphin Power Rangers: The Movie (Mega Drive)

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Zerei pela primeira vez a versão de Mega Drive com meu amigo Rodrigo. É certamente bem diferente do game de mesmo nome para o SNES. Esse aqui se parece mais com um beat n’ up comum e é bem curtinho.

12) Streets of Rage (Mega Drive)

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O classicão do Mega. Zerei no mesmo dia com meu amigo também. Sinceramente, um clássico atemporal.

13) Trials of Mana (PlayStation 4)

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Remake de Seiken Densetsu 3 feito para o PS4. O original era um game de SNES que só foi sair no ocidente recentemente também, mas eu joguei o remake mesmo.

Foi um ótimo JRPG com uma trilha sonora bem legal. Tive que zerar 3 vezes para ver a história de ângulos diferentes, mas agora já não lembro de nada!

14) Tony Hawks Pro Skater (Dreamcast)

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Outro clássico de todas as eras. Joguei a versão de Dreamcast diretamente no console, com gráficos bem melhores que o original de PS1. A trilha sonora é maravilhosa até hoje.

15) Cyberpunk 2077 (PlayStation 4)

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Sim, amigos. Joguei o jogo mais bugado do mundo e no PS4. O jogo fechou na minha cara umas 4x e alguns bugs aconteceram onde eu tive que recarregar meu save, mas fora isso, foi uma experiência bem lisinha.

O universo é bem legal, mas não sei se voltaria pra ele tão cedo. De repente no PS5 eu jogue de novo um dia.

16) New Pokémon Snap (Switch)

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Continuação do game de N64, agora com gráficos e Pokémons novos. O jogo é legal mas não tem o charme da versão antiga. Deve ser porque eu tô velho e não ligo tanto pra série mais. Zerei rapidinho e parti pra outras coisas.

17) Dragon Quest II (Switch)

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Segundo jogo da melhor série de RPG já feita. Isso, melhor que Final Fantasy.

O game não é tão bom quanto o primeiro e fica muito difícil no fim.

Leia meu texto sobre ele aqui.

18) Dragon Quest III (Switch)

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Talvez o segundo game mais aclamado pelos japoneses (depois de Dragon Quest V). A versão de Switch é bem mais bonita que o I e o II, mas se for jogar, espere o remake em 3D para Switch que sairá em breve.

Fiz um texto pra ele TAMBÉM. Leia aqui.

19) The Legend of Zelda: Skyward Sword HD (Switch)

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Depois de anos enrolando pra jogá-lo no Wii, inclusive comprando dois Wii Remotes compatíveis com o game, acabei jogando a versão HD no Switch.

Os gráficos são bonitos em 60 FPS e é realmente um jogo complicado, mas não usei os controles de movimentos em momento algum e deu tudo certo.

Fiz um texto sobre ele no nosso site amigo, o Cybercafe

20) Dragon Quest IV (Android)

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Finalmente cheguei nos Dragon Quests mais bem feitinhos. joguei a versão de celular do game inicialmente lançado para o Nintendo DS. Infelizmente NÃO fiz um texto sobre esse game, mas você deve jogá-lo mesmo assim.

21) Nier Replicant Ver. 122474487139… (PlayStation 4)

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Esse jogo com nome escroto é um dos melhores games do PS3 e agora está disponível no PS4. É bom um remaster pois os jogos japoneses da época em que foi lançado eram bem mal avaliados, mas hoje em dia são mais bem aceitos pela mídia em geral.

Tem gente que não gosta da série porque tem mulheres meio peladas mas eu não ligo. O combate é legal e zerar várias vezes pra ver o final verdadeiro é bem interessante, pois muitas coisas mudam do nada.

O game também muda o estilo o tempo todo, com referências à Zelda e a Visual Novels em alguns momentos, fora o combate que é bem divertido.

22) Alan Wake Remastered (PlayStation 4)

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Um clássico da Remedy, que fez esse game depois de vender a série Max Payne para a Rockstar. É uma mistura de conto de terror com séries como Além da Imaginação. Uma continuação está para sair que será totalmente terror.

Fiz um texto no Cybercafe para o game, e recomendo bastante que vocês leiam para saber mais sobre o universo dos jogos da Remedy.

23) Streets of Rage 2 (One Piece Pirate Warriors hack) (Mega Drive)

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Não sei se conto como jogo zerado, pois o que joguei foi um hack com personagens de One Piece e com algumas mudanças na física, como a inclusão de botão de corrida e a possibilidade de deixar os inimigos quicando depois dos golpes.

Talvez seja o romhack mais legal que já joguei na vida.

24) Streets of Rage 3 (Mega Drive)

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Joguei no meu meguinha a versão original e consegui até mesmo o final bom, desarmando as bombas na última fase, isso jogando apenas duas vezes o game na minha vida!

Jogue a versão japonesa traduzida para inglês, pois ela não tem cortes.

25) The Legend of Zelda: Breath of the Wild (Switch)

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Já havia zerado o game no meu primeiro ano com o Nintendo Switch, mas achei que era hora de revisitar o jogo, principalmente porque minha namorada estava jogando na mesma época.

Foi bem divertido fazer os mesmos templos e ir descobrindo os segredos juntos com ela. Infelizmente dessa vez não fiz os 120 shrines, mas tudo bem também, porque não sou maluco.

26) GTA III: Definitive Edition (Switch)

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Cometi o erro de querer zerar esse GTA pela primeira vez na versão definitiva que saiu recentemente, sem patch de correção algum e justo no Nintendo Switch.

Não recomendo isso nem pro meu pior inimigo, mas eu consegui jogar até o fim.

Obviamente usei vários cheats de arma mas não conta pra ninguém.

27) Saturn Bomberman (Saturn)

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Talvez o game mais divertido da série. Parece como se fosse um jogo de SNES mas com áudio lindo de CD. Tem um texto enorme sobre ele que fiz aqui.

28) Cotton 2 (Saturn)

O que eu joguei em 2021
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Joguinho de navinha pra Saturn que joguei com controle arcade pra testar. É bem bonitinho mas faz uso de alguns comandos que não combinam com jogos de nave, como a necessidade de comandos de jogos de luta.

29) Strikers: 1945 (Saturn)

O que eu joguei em 2021
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Outro game de navinha, mas esse é vertical e com aviõezinhos. Difícil pra porra nos últimos cenários, porém bem legal e melhor que muita coisa do gênero.

30) Albert Odyssey: Legend of Eldean (Saturn)

O que eu joguei em 2021
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Continuação de dois jogos que ninguém conhece para Super Famicom, esse aqui tem em comum como sendo outro jogo que ninguém conhece.

Foi feito para o Saturn, então é um dos poucos JRPGs do console. Achava que ia ser uma experiência foda mas foi bem mediana num geral. Tem texto sobre ele aqui.


Leia mais:
O que joguei em 2020

O que joguei em 2022

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E é isso, pessoal. Espero que essa lista sirva como recomendação para que vocês conheçam novos jogos e se animem a saírem da zona de conforto, seja com um determinado gênero ou com um console em específico.

Agora vamos ver se em 2022 irei jogar mais!

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Albert Odyssey: Legend of Eldean | Um dos JRPGS já feitos https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/01/17/albert-odyssey-legend-of-eldean-um-dos-jrpgs-ja-feitos/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/01/17/albert-odyssey-legend-of-eldean-um-dos-jrpgs-ja-feitos/#comments Mon, 17 Jan 2022 23:11:46 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=9986 Introdução O Sega Saturn não é tão conhecido por sua grande variedade de jogos. Tirando os ports dos arcades e algumas outras joias difíceis de comprar hoje em dia, como Panzer Dragoon Saga, o console não tem um catálogo muito variado. Além disso, jogos de duração maior, como JRPGs, são poucos e boa quantidade deles […]

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Introdução

O Sega Saturn não é tão conhecido por sua grande variedade de jogos. Tirando os ports dos arcades e algumas outras joias difíceis de comprar hoje em dia, como Panzer Dragoon Saga, o console não tem um catálogo muito variado.

Além disso, jogos de duração maior, como JRPGs, são poucos e boa quantidade deles era de baixa qualidade, com alguns que sequer saíram em inglês no console da Sega.

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A sorte é que existia uma pequena empresa chamada Working Designs, que tinha como seu principal negócio trazer jogos japoneses pro ocidente, que sem sua ajuda, provavelmente nunca seriam publicados fora do Japão.

Reprodução/ Internet

Eles já haviam trazido dois jogos da série Lunar para o Sega CD, além de Popful Mail e Vay, também para o mesmo console.

Sua tradução era conhecida por dublar os diálogos para o inglês — coisa rara na época pela falta de dublagem na maioria dos jogos — e também pelo texto engraçadinho, com piadas de gosto duvidoso e que fugiam um pouco do roteiro original.

A Lenda de Alberto

O primeiro trabalho da Working Designs no 32-bits da Sega foi justamente com o jogo do título deste texto. Albert Odyssey: Legend of Eldean é um jogo da Sunsoft lançado em 1996 e trazido para o ocidente no ano seguinte.

O game é uma história paralela (gaiden) em relação aos dois jogos da série Albert Odyssey originais, lançados para o Super Famicom, que nunca saíram no ocidente.

Legend of Eldean
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Gráficos

Legend of Eldean foi inicialmente feito para o Super Famicom, assim como seu antecessor, mas durante seu desenvolvimento foi transferido para o Sega Saturn. E nem era preciso dizer: os gráficos do game são 99% em duas dimensões.

Isso não é demérito, pois os sprites de todos os personagens e cenários são bem largos, ao ponto que cabe bem pouca coisa na tela ao mesmo tempo, quase como se fosse um jogo de Game Boy mas sabe, com arte bem mais bonita e refinada.

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Infelizmente, a Sunsoft engana o jogador, pois toda arte da capa e dos manuais usa um traço de anime totalmente diferente do que é utilizado no game em si.

É tão discrepante que fica difícil até mesmo saber quem é quem na capa do jogo se comparando com o que aparece nos porta-retratos durante as batalhas. E por falar em batalhas…

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Batalhas

O sistema de batalha do jogo é bem simples, mas não de uma maneira boa. Temos as opções clássicas de Ataque, Defesa, Magia e Itens e cada personagem executa sua ação assim que a escolha é feita.

Os personagem se apresentam na tela como nos Final Fantasies clássicos, com os inimigos à esquerda e seus personagens à direita, porém tudo é bem lento e sem dinamismo algum, com animações bem simples e cenários que parecem uma pintura estática ilustrando o fundo da batalha.

Não bastasse isso, o loading do início e finais das batalhas é de alguns segundos. Não seria tão incômodo se as lutas não fossem tão constantes. A cada 10 passos no mapa, você entra em uma famigerada batalha aleatória.

Legend of Eldean
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História

No jogo somos introduzidos ao protagonista Pike, que teve seus pais mortos por uma horda de monstros quando era criança, e que foi pego por uma família de harpias (humanos com asas) para ser criado numa cidade entre as árvores.

Já na sua adolescência, sua irmã de criação é transformada em pedra por um mago e ele sai pelo mundo para derrotá-lo.

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É uma história simples, mas é bem estranho que ela acabe no meio do jogo! Depois disso temos um pequeno salto de tempo e começa uma saga totalmente diferente, com outros vilões e sem relação nenhuma com tudo que você já havia considerado ser o universo completo do jogo.

Isso até que soa legal, mas ao meu ver, isso tira o peso da primeira aventura, pois a trama é pouco desenvolvida e talvez fosse melhor torná-la mais interessante ao invés de criar outro episódio no meio do jogo.

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Trilha sonora

As músicas do game foram compostas por Naoki Kodaka, que trabalhou nos dois jogos da série no Super Famicom, além de ser o compositor de muitos outros jogos da era de ouro da Sunsoft, como Blaster Master e o ótimo Batman de NES e Mega Drive.

Aqui ele usou um mix de sons do chip interno do Saturn com alguns temas arranjados. São composições legais num geral, mas são poucas trilhas e elas são bastante reusadas durante todo o jogo, deixando tudo meio maçante em alguns momentos. Certamente não são o melhor trabalho do Kodaka — ainda prefiro as músicas do Batman do Mega — mas servem para ilustrar o que Albert Gaiden entrega.

Tradução

Alguns podem achar ruim — como a maioria dos reviews modernos desse game — mas a tradução feita pela Working Designs é o que salva Albert Odyssey: Legend of Eldean de ser totalmente monótono e basicão.

O herói Pike é o típico protagonista de anime dos anos 90: tarado e com tiradas abusadas em determinados momentos, principalmente com os vilões e com as meninas da party, enquanto que os outros personagens mantêm um tom irônico ou engraçadinho na maioria das cenas de comédia.

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Já os NPCs são um show à parte, fazendo referências culturais dos anos 90 o tempo todo, ou até mesmo piadas aleatórias que, na minha opinião, fazem mais favor do que demérito à esse game.

Afinal, é muito mais legal ver um NPC falando com sotaque do gueto e sua mãe reclamando disso do que ler o texto original com uma frase jogada sem valor nenhum, feita apenas para preencher uma casa no cenário.

Muito é falado que isso é destoante, pois o jogo tem uma estética medieval, mas ora, não lembro de existir magia e orcs durante a Idade Média, e muito menos pessoas com cara de anime. Então deem um tempo e se divirtam, pois é um dos melhores trabalhos da Working Designs e talvez a única coisa realmente boa no game.

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Conclusão

Eu lembro de ver uma parte do detonado deste game em alguma revista Gamers lançada em 1997. Eu guardo um pedaço dessa edição até hoje em um armário aqui e sempre que folheava — lembrem-se: não existia internet direito — eu ficava maravilhado com as artes promocionais e com os sprites gigantes.

Infelizmente o jogo não contém o mesmo design feito por Toshiyuki Kubooka e sim algo bem mais feio. Já sobre os sprites, eles continuam bonitos mas os cenários são bem genéricos a ponto de tudo cansar rapidamente.

Zerei esse game pra tirá-lo da lista, mais de 20 anos depois de conhecê-los nas páginas de uma revista.

Valeu à pena? Sim! Mas tudo que posso dizer é que Albert Odyssey: Legend of Eldean é simplesmente um dos RPGS já feitos.

Legend of Eldean
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