Arquivos Indie Brasileiro - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/indie-brasileiro/ Um pouco de tudo na medida certa Fri, 18 Apr 2025 22:07:48 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Indie Brasileiro - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/indie-brasileiro/ 32 32 Pocket Bravery | Porradaria verde-amarela de primeira https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/04/18/pocket-bravery-porradaria-verde-amarela-de-primeira/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/04/18/pocket-bravery-porradaria-verde-amarela-de-primeira/#respond Fri, 18 Apr 2025 22:07:48 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=20089 Você já ouviu falar no jogo “Barravento, o Mestre da Capoeira”?. A não ser que você seja um leitor assíduo do Arquivos do Woo, que pegou de passagem um dos meus reviews um tempo atrás, a resposta é provavelmente não. Eu tenho minhas dúvidas de que o criador do jogo de hoje saiba da existência […]

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Você já ouviu falar no jogo “Barravento, o Mestre da Capoeira”?. A não ser que você seja um leitor assíduo do Arquivos do Woo, que pegou de passagem um dos meus reviews um tempo atrás, a resposta é provavelmente não. Eu tenho minhas dúvidas de que o criador do jogo de hoje saiba da existência desse jogo. Mas enfim, Barravento, o Mestre da Capoeira foi um jogo lançado em 1993 para o Commodore Amiga pela Hitek Softworks (Ou Hitek Computação: Sistemas e Editora, como consta na tela título). Se a história contada por Divino Leitão no grupo da revista Micro Sistemas no Facebook (e reproduzido no site Retrópolis) for verdade (aqui estou apenas me resguardando legalmente, porque eu acredito na história), Barravento nasceu do plágio de uma paródia de Karateka. (É uma história fascinante, leiam)

A questão é que para os padrões de 1993, Barravento era um jogo horroroso, eu mesmo mal consegui passar do segundo oponente. Mas enfim, pro bem ou pro mal, Barravento é possivelmente o primeiro jogo de luta brasileiro. Claro que ser o primeiro não diz que será o melhor, ou relembrado. Duvido que muita gente hoje em dia saiba da existência desse jogo. Computação no início dos anos 90 era coisa de hobbista que tinha dinheiro. O povão que queria diversão eletrônica pagava o Master System em 500 prestações, se contentava com os 200 famiclones que haviam no Brasil ou torravam seus cruzeiros na máquina de Street Fighter II da rua de baixo. Os mais sortudos (pros padrões de 93) tinham SNES da Playtronic ou Mega Drives da Tec Toy. Mas bem, a Capcom pode ter arrebanhado muita gente com SF II (e por um período nos anos 90, tinhamos fliperamas traduzidos por ela), mas o que era muito proeminente em toda esquina, em especial na segunda metade dos anos 90, eram os jogos de lutinha da SNK, mais especificamente, KOF. Quantos Kofeiros não foram formados nesses botequins, acompanharam os lançamentos atuais in-loco da 96, 97, 98… Este que vos fala é um deles, inclusive.

Alguns deles dedicam sua atual vida a falar groselha na Internet, outros decidem transformar essa paixão em algo maior e mais original do que isso. Durante e após um período conturbado da produção de Trajes Fatais, Johnathan “Jon Satella” Silva e Anderson Halfeld começaram um projeto de paixão, chamado Bravery. A princípio, os sprites seriam em HD, semelhantes aos de KOF XIII, mas em algum ponto do desenvolvimento, eles optaram por um visual inspirado pelos jogos de luta do Neo Geo Pocket, chegando ao visual de Pocket Bravery que temos hoje em dia. Mas não foi uma jornada fácil, tem o documentário que o Renato Cavallera (que hoje em dia é parte da Nuntius Games, publisher brasileira criada pelo próprio Jon Satella) produziu e recomendei num outro texto. Depois de comer o pão que o diabo amassou, o jogo finalmente fora lançado em agosto de 2023. E o jogo foi bem avaliado, inclusive, foi indicado ao The Game Awards daquele ano concorrendo na categoria de Melhor Jogo de Luta. Sim, sabemos que essas premiações são… Questionáveis (só lembrar que MULTIVERSUS venceu como melhor jogo de luta em 2022, num ano em que tivemos KOF XV. E Multiversus está MORTO, enquanto que KOF XV completou seu ciclo com o lançamento de Mature e Vice no ano passado), ainda assim. Ter o jogo concorrendo com figurões como Street Fighter 6, é louvável, prova do trabalho competente da Statera. Só que… O tempo foi passando e a versão de consoles não surgia. 2024 veio e foi embora, e nada de Pocket Bravery.

E finalmente, após um ano e oito meses de seu lançamento original de PC, a revelação da data de lançamento que deveria ter sido num live stream… Havia “vazado”, quando a Meridiem Games, distribuídora espanhola, anunciou a pré-venda da edição física de Pocket Bravery. Passou batido por muita gente, mas não por mim que faço meu dever de casa como jornalista de jogos. Mas enfim, após uma longa espera, finalmente nesse dia 10 de abril, o jogo está disponível para todos os consoles. Confira nossa análise.

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Em busca de Redenção… E além.

Algo estranho acontece pelo mundo… Mas só algumas pessoas conseguem sentir (ui!) e manifestar esse algo. Existem aqueles que atiram energia pelas mãos, outros ampliam seus músculos, enquanto certas pessoas transferem essa essência para objetos e armas, e por fim outros resolvem ir reclamar na Internet. Ninguém sabe o que caralhos acontece e todo mundo tenta entender por si só. No meio dessa treta, A Matilha, uma organização criminosa, quer roubar artefatos antigos e relíquias que envolvem diversas nações e pessoas notáveis.

Em oposição a Matilha, também existem indivíduos excepcionais que tem uma vendeta contra a mesma, em especial, Nuno Alves, que no passado pertencera a organização e agora quer se vingar da mesma. Outros possuem ideais semelhantes por um motivo ou outro. E algumas pessoas querem coisas muito pessoais.

A história de Pocket Bravery é bastante competente, e possui um universo atualmente em expansão, não só com a continuação que foi recentemente anunciada e está em estágio de pré-pré-produção, mas também com outros jogos no mesmo universo, como Guns N’ Runs, o primeiro jogo da Statera e de onde veio Rick Johnson, primeiro personagem de DLC do jogo e Arashi Gaiden, um dos jogos presentes no showcase da Nuntius Games e anunciado há um tempo.

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Porradaria Estilosa

O jogo é um prato cheio pra quem curte jogos da era do Neo Geo. Como padrão da época, o jogo utiliza o esquema dois socos e dois chutes (também conhecido como o estilo superior bidimensional), com os comandos especiais saindo da maneira que estamos acostumados. Não somente isso, mas o jogo também tem um esquema de controles “moderno” ou “acessível”, ou como gosto de chamar… “A prova de idiotas”, sendo mais simplificado.

Cada um dos treze personagens possui golpes e habilidades únicas (como padrão, dá pra ver os golpes dos personagens no menu de pausa). Obviamente, há uma barra de ataques especiais que é preenchida conforme o jogador utiliza alguma habilidade e apanha, aprendemos esse tipo de barra especial na quinta série. E quando a barra é cheia, um ataque especial pode ser usado. E também existe uma segunda barra, a barra elementar (meu caro Watson… Aliás, a frase “Elementar , meu caro Watson” NUNCA FOI PROFERIDA por Sherlock Holmes, isso foi um efeito mandela coletivo na humanidade), enfim, a barra elementar se enche sozinha e acumula dois níveis, permitindo o jogador a usar versões EX das habilidades, que usam o elemento do personagem escolhido.

O roster do jogo possui treze personagens, sendo um deles Sho Kamui, de Breakers, clássico do Neo Geo, que veio por conta da parceria com a Pixel Heart, a atual detentora das Ip’s da Visco (A produtora de Breakers), cada um deles com a jogabilidade diferente, dando possibilidades de estratégia e variedade nos combates. O jogo possui online com Rollback netcode, mas como eu tenho Aversão a Online e não possuo a PS Plus pra jogar online, não irei comentar esse aspecto (e mesmo se eu tivesse a Plus, eu cago pra online).

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Mais que um feijão com arroz

Hoje em dia, se um jogo de luta índie vier com Arcade, Versus, Training e Online, já dá pra dizer que ele é mais ou menos básico. Mas Pocket Bravery foi ao infinito e além para colocar o jogo recheado de conteúdo pra fazer o seu dinheiro valer a pena. Claro, ele possui esses modos que mencionei, mas vai muito além disso. Se você quiser ir a fundo na lore do jogo, do ponto de vista de Nuno e sua jornada em busca de redenção e vingança contra a organização Matilha. Você pode aprender os paranauês do jogo no Tutorial, e praticar e criar seus próprios combos no modo Fábrica de Combos. Nem precisa dizer que eu NÃO USEI esse modo porque eu não sou nem tenho pretensão de ser datilógrafo de combos. Deixo esse trabalho pro DioRod.

Você tem também um modo de Trials, no qual cada personagem tem que fazer dez combos com dificuldade crescente, ideal para melhorar naquele combo. O modo de Time Attack, para speedrunners encherem os inimigos de porrada no menor tempo possível. Só que não são lutas normais, durante as lutas, várias orbes podem aumentar ou reduzir sua vida, ataque ou barra elementar. Assim como no Arcade (que não expliquei, por motivos de Alzheimer), o Time Attack é contra oito oponentes. O modo Sobrevivência é clássico de jogos de luta a essa altura do campeonato, derrotar os oponentes usando apenas uma barra de energia.

Nos modos singleplayer, você ganha uma pontuação que pode usar na loja do jogo para adquirir cenários extras, cores, desbloquear um dos personagens secretos e ítens de customização pro seu perfil do jogo. Além de desbloquear dois modos extras. Um deles, é o Hot Pursuit* (Perseguição da Gostosa em tradução livre e você vai entender a piada em seguida), onde Daisuke deve perseguir a Ximena (entendeu agora?) como se fosse num runner sem fim, desviando dos obstáculos que Ximena manda em sua direção. Você não tem como atacar nesse modo, mas possui uma barra que vai enchendo ao longo do tempo, e quando está cheia, você pode utilizar uma técnica pra limpar a tela dos obstáculos. Tenho a impressão de que esse modo foi inspirado na minha vida pessoal, sempre atrás de uma gostosa, numa perseguição sem fim, nunca chegando lá.

*O modo é chamado de Busca Implacável na versão em Português

Enfim, tem o último modo extra do jogo, que vale toda a aquisição do jogo. O modo Rodoviária. Se jogos de luta tem a preocupação de fazer os personagens balanceados, não muito fortes, mas não muito merdas, esse modo pega todo o balanceamento e equilíbrio de Pocket Bravery e joga ele pela janela (eu pensei em usar a expressão “enfia no cu”, mas não seria muito profissional). Inspirado pelos bootlegs de Street Fighter II (O Lendário Street Fighter de Rodoviária) e King Of Fighters (não tão comuns, mas existentes), com ataques sendo desferidos no ar, multiplas magias e o escambau a quatro.

Trilha do Caralho, Belíssimos gráficos

Pocket Bravery mostra ao que veio logo de cara com uma belíssima abertura animada, com um tema cantado, tanto em português (Bravura na Alma) quanto em inglês (Bravery in my soul), por ninguém menos que Rodrigo Rossi. Sim, aquele Rodrigo Rossi que cantou as músicas de CDZ Lost Canvas e Dragon Ball Z Kai. A composição e o instrumental dessa abertura é da banda Miura Jam, um excelente instrumental aliás. O mesmo vale para os encerramentos, também em português (Um Novo Ideal) e inglês (Be Brave), com o instrumental da Miura Jam e vocal da Bruna Higs, igualmente bons.

Claro que eu não elogiaria somente a abertura e o encerramento, quando o jogo tem temas excelentes atrás de temas excelentes. incluindo um excelente remix do tema de Sho Kamui (de Breaker’s Revenge). Cada tema foi bem pensado pra se encaixar a uma rivalidade, a um personagem. Nada soa estranho e passa aquele clima dos anos 90, onde nos bons jogos de luta, os personagens tinham temas marcantes.

Na parte gráfica, Pocket Bravery possui excelentes e variados cenários ambientados ao redor do mundo. Do Parque Lage, aqui no Rio de Janeiro, as proximidades da Ponte Dom Luís I em Porto, ao telhado do Midtown Manhattan em Nova York, o jogo viaja ao redor do mundo com seus personagens, destaco aqui também um cenário em Osasco, o cenário de Jorge Chagas, cujo tema me fez ficar rindo dez minutos só pelo nome do tema, Goodbye Osasco… Sim, uma referência a Goodbye Osaka. E se você pregar o olho bem, pode encontrar o Vampeta fazendo um cameo. Assim como no cenário do Parque Lage na variante noturna, é possível encontrar o Snoop Dogg em um cameo (ele gravou um clipe no local em 2003). Outro cenário extra que quero destacar, é o do Treta Championship, Treta que é basicamente a nossa EVO, o maior campeonato de jogos de luta do Brasil.

Falamos dos belíssimos cenários, e ainda não chegamos nos lutadores, que são extremamente bem animados. A Animação dos sprites de Pocket Bravery é muito detalhada, especialmente considerando que os lutadores possuem estilos de combate diferentes, e ajustar animações de tomar ataque pra cada estilo e personagem (de acordo com a própria Statera) foi um trabalho do cão e o resultado é evidente. O jogo possui uma animação fluidíssima, o que me faz pensar, se a Statera tivesse mantido o estilo original de Bravery, acho que o jogo ainda estaria em produção. Mas divagações a parte, o que eu falei acima é fato, do ponto de vista gráfico, Pocket Bravery é um deleite… Exceto se você não curtir SD, mas aí o problema é seu e não do jogo.

Por último, mencionar aqui o fato da dublagem do jogo que está competente, e conta com nomes como o Rocky Silva (O Seiya, da paródia Vai Seiya) como o protagonista Nuno, Vii Zedek (Tails nos filmes de Sonic) como Mingmei e Lia Mello (Kiriko em Overwatch) como a mortífera Ximena. Não vou gastar seu tempo falando todos os dubladores, mas o elenco de Pocket Bravery é competente e desempenha seu papel bem.

Altamente recomendado

O lançamento de Pocket Bravery, tanto no PC, quanto nos consoles foi algo extremamente importante pro mercado brasileiro de jogos. Porque é meio que uma vitória depois do calvário que foi a produção de Trajes Fatais. Pocket Bravery possui uma ótima jogabilidade, gráficos belíssimos e estilosos, e uma trilha sonora excepcional. Assim como comentei no meu review de Raccoo Venture anos atrás, Pocket Bravery é um marco pra jogos de luta nacional. E o preço, em qualquer plataforma, é extremamente convidativo. Só faltou o crossplay (culpa da Sony), mas como eu não jogo online, caguei pra falta de crossplay.

Nota: 10/10

Pocket Bravery está disponível para Playstation 4, Playstation 5, PC, Xbox One, Xbox Series X | S e Nintendo Switch, com uma versão para Mega Drive sendo produzida oficialmente pela equipe do RheoGamer, que fez o impressionante porte de Mega Drive de Real Bout Special. Esta análise foi feita com uma chave de PS4, cedida pela PQube.

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Deathbound | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/22/deathbound-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/22/deathbound-analise/#comments Tue, 22 Oct 2024 08:48:45 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=18072 Deathbound é um soulslike – inspirado em jogos como Dark Souls e Bloodborne — feito pelo estúdio brasileiro Trialforge, que promete trazer mais ao gênero, com uma historia que nao se limita a ano de fundo para o gameplay. Premissa A história do jogo não é vaga e espalhada em coletáveis como nos jogos da […]

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Deathbound é um soulslike – inspirado em jogos como Dark Souls e Bloodborne — feito pelo estúdio brasileiro Trialforge, que promete trazer mais ao gênero, com uma historia que nao se limita a ano de fundo para o gameplay.

Créditos: Trialforge

Premissa

A história do jogo não é vaga e espalhada em coletáveis como nos jogos da From. Ao invés disso, temos uma narrativa contada através de slides levemente animados, lembrando quadrinhos ocidentais independentes, que servem bem para ilustrar a narrativa.

A história é interessante: em algum momento do futuro, a imortalidade foi descoberta, o que obviamente levou a humanidade a certos avanços tecnológicos que não seriam possíveis sem essa tecnologia. Porém, por algum motivo, a morte voltou a ser um problema para a humanidade.

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Com isso, o mundo se dividiu em dois lados: Esquerda e Dir-, digo A Igreja da Morte e o Culto da Vida.

Nós começamos o jogo com Therone, um servo da Igreja da Morte e logo nos primeiros minutos somos apresentados à mecânica de Party, bem diferente de outros souls-likes, onde normalmente jogamos sozinhos.

Créditos: Trialforge

Sistema de Party inovador

É simplesmente mentira que Deathbound tenha INVENTADO o sistema de party em soulslike, mas é verdade que a forma que isso foi trazido aqui é inovadora.

Em Strangers of Paradise: Final Fantasy Origins, você tinha sim uma party, mas eles eram usados apenas como ajuda durante a luta. Em Deathbound, você controla diretamente seus personagens.

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É possível trocá-los de forma instantânea, durante os combos, usando sua barra de estamina (“sync“, como é chamada aqui). Você pode ter até 7 membros na sua party, e cada personagem possui características de jogabilidade diferentes.

Os ataques feitos através da troca de personagens, chamado de “Morph Strike”, são uma ótima forma de facilitar o jogo para aqueles que não são familiarizados com o gênero, pois uma build feita em cima dessa mecânica deixa o jogo menos frustrante em alguns momentos.

Créditos: Trialforge

Bugs e pontos negativos

Apesar de não ser um especialista do gênero, eu pude notar que a hitbox dos inimigos é pouco polida, e isso causa diversas frustrações onde uma morte do jogador não é sempre causada por erros dele mesmo, mas por bugs menores que vão se acumulando durante o gameplay.

Ele também tem inspirações mais clássicas do gênero, como o uso de itens de cura te fazer ficar parado. Isso faz o gameplay ser mais cadenciado e pensado, diferentemente de Bloodborne, por exemplo, que permitia uma maior agilidade até mesmo no recuo para se curar.

Um agravante negativo do design do jogo é o compartilhamento da energia entre os personagens, fazendo com que o jogador fique constantemente olhando a barra de energia no canto inferior-esquerdo da tela, para gerenciar sua energia.

Outro ponto relativamente negativo é a simplicidade dos chefes, que possuem estratégias básicas para serem derrotados e designs pouco inspiradores, mas nada que comprometa a experiência, pois a dificuldade ainda está presente e de forma justa.

Créditos: Trialforge

Exploração e pontos positivos

Graficamente o jogo é bastante simples mas cumpre seu papel. O design do ambiente é bacana e ele não performa mal — pelo menos não no PS5, onde joguei.

O mapa é simples, com um ou outro corredor que leva a uma área diferente, mas é impossível se perder e você também não tem aqueles momentos de outros jogos onde você abre uma porta e pensa “nossa, é aqui que esse caminho leva!”. É simples, porém funcional.

Também temos o já basicão skill tree, onde você faz upgrades de seus personagens. O jogo também é marcado pelos checkpoints espaçados, como as bonfires de Dark Souls. Nada de novo nessa parte.

Créditos: Trialforge

Veredito

Deathbound é um soulslike competente, que apresenta mecânicas novas que apesar de não tão polidas, funcionam bem para um primeiro game feito pelo estúdio.

É o tipo de jogo que eu recomendaria para fãs de soulslike que já jogaram todos os jogos principais do gênero e agora procuram algo para satisfazer a vontade de consumir um jogo desafiador. Deathbound possui algumas pontas soltas, mas é competente e mostra que há espaço para jogos AA, bastando que sejam feitos com tanto esmero quanto esse.

Nota: 7/10

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Esta análise foi feita com uma cópia do jogo cedida gentilmente pela distribuidora. Deathbound está disponível para PlayStation 5, Xbox Series S|X e PC (Steam).

 

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0 Degrees | Mas em Curitiba faz mais frio https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/06/16/0-degrees-mas-em-curitiba-faz-mais-frio/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/06/16/0-degrees-mas-em-curitiba-faz-mais-frio/#comments Wed, 16 Jun 2021 08:00:28 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=7587 A gente vive, possivelmente na melhor era pra se jogar videogames, pois tem jogos para todos os gostos. Se você curte retrogames, pode voltar para eles de maneira muito mais fácil com a emulação, vários gêneros estão presentes nas principais plataformas do mercado (e alguns até saem pro Stadia). E até mesmo jogos que cabem […]

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A gente vive, possivelmente na melhor era pra se jogar videogames, pois tem jogos para todos os gostos.

Se você curte retrogames, pode voltar para eles de maneira muito mais fácil com a emulação, vários gêneros estão presentes nas principais plataformas do mercado (e alguns até saem pro Stadia). E até mesmo jogos que cabem no seu bolso estão disponíveis, desde o steam, que em promoções costumam ter jogos a preços pornograficamente baixos, até mesmo a PSN, que vez ou outra tem jogos a preços realmente baixos.

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Sim, isso dá vazão a jogos de qualidade baixa, como Horse Racing 2016, o CATÁLOGO INTEIRO da Sabec (responsável por aquele lixo do Fight) e Yasai Ninja. E nem me fale da montanha de clones de baixa qualidade pega trouxa de hentai que o steam possui, ou não sairemos daqui hoje. Mas, também guarda algumas pérolas boas, como Metagal e Milo’s Quest. Felizmente o jogo de hoje, 0 Degrees fica no segundo grupo de jogos.

A estrada para Curitiba será longa

O jogo não tem uma história, então vou bolar uma aqui em cinco minutos (E vocês já devem ter percebido pelo título do texto pra que caminho vamos). O garoto do Iglu vivia contente lá no Polo Norte (na esquina entre Inhoaiba e Caxias), até que um dia, em que ele comentou no twitter que a temperatura naquele dia era de 0ºC (nem muito quente, nem muito frio), mas como é do twitter que estamos falando, veio um gaiato pra dizer que em Curitiba é mais frio.

Numa mistura de revolta e curiosidade, o Garoto do Iglu decide ir a Curitiba pra saber se aquela alegação do chato de galocha que não importa a temperatura que o local faça, vai sempre dizer que Curitiba faz mais frio.

Só que o caminho até Curitiba será longo, ele terá que passar por locais como a Groelândia, Islândia e outros locais frios que terminem com ândia, tipo Uberlândia, Marilândia e… Anadia.

O jogo, desenvolvido pelo dev brasileiro Kiddo Dev, é uma versão revisada de Cryomancer, lançado para web browsers em 2019, e portado para consoles pela EastAsiaSoft.

Número de fases: 40 | Os puzzles usam: 1 Tela | QI do autor do Review: 0

0 Degrees

O jogo conta com 40 fases nas quais você deve ir do ponto A ao ponto B usando suas habilidades para chegar lá.

A princípio, pulos bastam, mas conforme as fases vão passando, empurrar blocos para ativar mecanismos serão necessários, e em seguida, a criação de blocos será necessária e por fim, você terá a habilidade de congelar os blocos no ar.

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Por um lado, essas habilidades são entregues em circunstâncias seguras, o uso delas deve ser feito com cuidado, já que o uso dessas habilidades é limitado. Você pode ser criativo na hora de fazer as fases, mas tome cuidado para não exceder e ficar sem blocos para chegar ao fim da fase.

A dificuldade do jogo é variada, alguns puzzles obviamente são mais difíceis que outros, mas dependendo da inteligência do jogador, ele consegue terminar em um bom tempo. O jogo foi inclusive pensado para speedruns, com o tempo rolando na tela.

A mesmice é gelada, mas não feia

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Uma crítica que usualmente pode ser feita a jogos indie, é que os sprites as vezes tendem a não serem detalhados. Seja por estilo do desenvolvedor, ou falta de recursos. Enfim, posso dizer que 0 Degrees é um jogo bonito.

O visual é simples, repetitivo (afinal de contas, gelo, neve, espinhos pra todos os lados), mas é bem construído e o sprite do personagem principal é bonito. A trilha sonora do jogo complementa a temática relaxante de puzzle.

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Não há muito o que se dizer aqui, exceto que em alguns momentos você vai jurar que fez certinho, mas não, deu errado.

Depende apenas de você comprar

0 Degrees

Se você tem dinheiro disponível e gosta de puzzle-platformer, eu recomendo 0 Degrees, é um jogo simples, divertido e relaxante de se jogar. Caso contrário, aguarde uma promoção talvez, já que os cenários repetitivos e a simplicidade do jogo podem te afastar.

0 Degrees está disponível para PlayStation 4, Xbox One e Nintendo Switch, além da versão web chamada Cryomancer.

Essa análise foi feita com uma cópia digital de PlayStation 4 gentilmente cedida pela produtora do jogo.

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Dreaming Sarah | Acorda, menina! https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/06/13/dreaming-sarah-acorda-menina/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/06/13/dreaming-sarah-acorda-menina/#respond Sun, 13 Jun 2021 08:00:16 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=7604 Como abordar determinados assuntos em jogos? Existem tópicos que são difíceis de se abordar, porque você vai estar pisando em ovos, e mesmo um tópico como a guerra vai se tornar algo tão chato a ponto da matança insensibilizar o jogador. Como escritor, sei como é ter que pensar num tema e a maneira de […]

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Como abordar determinados assuntos em jogos? Existem tópicos que são difíceis de se abordar, porque você vai estar pisando em ovos, e mesmo um tópico como a guerra vai se tornar algo tão chato a ponto da matança insensibilizar o jogador.

Como escritor, sei como é ter que pensar num tema e a maneira de abordá-lo, ou você vai de maneira sensível, ou você vai direto ao ponto, mas nunca com excesso.

Dreaming Sarah, do brasileiro André Yin, saiu para PC em 2015, mas por uma razão ou outra passou batido por mim na época (talvez pelo fato de que eu sou meio desligado em relação a jogos de PC e 2015 foi quando eu comprei o PS3), porém em 2021, isso mudou graças a Ratalaika Games que cuidou do porte para os consoles, e finalmente tenho a oportunidade de jogá-lo.

Uma jornada em um mundo belo… E bizarro.

Dreaming Sarah

Sarah acorda repentinamente em um local desconhecido sem saber como foi parar lá. Aquele mundo é de sonhos ou é o mundo real? Cabe ao jogador guiar Sarah por aquele mundo e descobrir a verdade, indo da floresta, a uma mansão mal assombrada.

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Obviamente, conforme vamos ligando um pouco os pontos ao coletar os objetos pelo jogo, percebemos que algo não vai bem, e que algo terrível levou Sarah aquele mundo bizarro.

Jogue no seu ritmo, sem pressa

Dreaming Sarah

O jogo é um plataforma 2D com foco na exploração e resolução de alguns puzzles. Ele funciona de maneira semelhante a um Metroidvania, apesar de não ter necessariamente todos os elementos de um, mas basicamente você precisa coletar itens que vão dar a Sarah, as habilidades necessárias para ela poder avançar um pouco no jogo, tipo o Guarda Chuva faz com que ela plane ao pular, permitindo atravessar áreas que não davam sem ele, ou o Colar que a transforma em um peixe.

Porém o jogador não precisa ter pressa ou cautela, já que não há inimigos no jogo, e com exceção de pontos específicos do jogo, não há como ele morrer (e mesmo nesses pontos, a morte não é punitiva). Só que pra avançar no jogo, o jogador vai precisar pensar um pouco e fazer determinadas coisas, novamente, nada muito difícil, então até um completo burro em puzzles como eu consegue lidar de boa.

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O jogo não é longo, eu levei cerca de duas horas, isso porque coletei os extras para a Platina, mas sabendo o que fazer, a speedrun do jogo pode levar de 11 a 20 minutos. Tendo dito isso, uma pequena crítica a se fazer na versão de PS4 (e creio que talvez isso valha pra versão de Xbox One também), dois dos troféus do jogo estão invertidos, o troféu do Rio Card e o da bala do Revolver são dados no momento do item oposto.

Bizarramente agradável

Dreaming Sarah

Isso parece contraditório numa primeira lida, mas quando você vê a primeira tela do jogo, pensa que vai ter uma jogatina agradável… Isso dura até você sair pegar o elevador e sair na Dimensão do Olho e perceber que o jogo não vai ser fofinho o tempo todo.

Alguns dos cenários do jogo possuem essa vibe um tanto surreal, e outros são… Comuns, apesar de tudo. Mas todos são bem construídos com elementos distinguíveis. Alguns deles contém algumas referências que só faltou dizer que era pra ficar mais óbvio (A lua que parece ser um pequeno planeta de um certo príncipe).

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Os sprites podem não ter tantos detalhes, mas ainda assim é possível perceber a expressividade deles nas coisas que Sarah faz, porque eles são muitíssimo bem animados. Uma coisa que notei, em relação a versão de PC (ou ao menos as screenshots do guia de conquistas que está no steam), é que ao menos um dos cenários do jogo sofreu uma revisão na paleta de cores, e até mesmo um dos elementos relacionados a conquistas, mudou. Não sei se isso foi para a versão de consoles ou se houve uma revisão posterior no PC, mas a mudança aconteceu.

A trilha sonora, composta por Anthony Septim (e disponível no YouTube de graça) passa esse clima agradável, mas ao mesmo tempo puxando um pouco pro bizarro. Nada creepy demais, apenas o suficiente pro desconforto de saber que algo ali não está bem.

A Única conclusão possível: Jogue Dreaming Sarah

Dreaming Sarah

Dreaming Sarah é um jogo bem legal. Claro, o tema dele é um pouquinho pesado, mas ele é bem tranquilo de jogar, e vai ser uma experiência gostosa.

O jogo está disponível para PC, PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series S | X e Nintendo Switch.

Essa análise foi feita com uma cópia digital de PlayStation 4 cedida pela produtora.

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