Arquivos Horror - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/horror/ Um pouco de tudo na medida certa Thu, 31 Oct 2024 15:01:13 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Horror - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/horror/ 32 32 Clock Tower Rewind | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/31/clock-tower-rewind-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/31/clock-tower-rewind-analise/#respond Thu, 31 Oct 2024 15:01:13 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=18296 Eu confesso, eu estava ansioso para jogar Clock Tower Rewind. O jogo original é um clássico do gênero terror e eu estava curioso para ver como ele seria atualizado. O Clock Tower original foi desenvolvido pelo estúdio Human Entertainment, e contou com a direção de Hifumi Kono, mas nunca ganhou  uma versão oficial lançada para […]

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Eu confesso, eu estava ansioso para jogar Clock Tower Rewind. O jogo original é um clássico do gênero terror e eu estava curioso para ver como ele seria atualizado.

O Clock Tower original foi desenvolvido pelo estúdio Human Entertainment, e contou com a direção de Hifumi Kono, mas nunca ganhou  uma versão oficial lançada para o ocidente, e se você em algum momento o jogou em inglês, saiba que foi uma tradução feita por fãs que possibilitaram que o titulo fosse jogável fora do Japão.

ASSISTAM – O que eu penso sobre Remasters e Remakes

Com o lançamento de Clock Tower Rewind, agora pela primeira vez temos o titulo original com melhorias e novos modos sendo lançados oficialmente para o ocidente e enfim podemos apreciá-los, graças a WayForward.

Será que conseguiria se manter aterrorizante mesmo após mais de 29 anos do seu lançamento original? Vamos descobrir.

Reprodução: WayForward

Jennifer Simpson e Scissorman

Jennifer Simpson é uma protagonista determinada e corajosa. Sua história é emocionante e você se sentirá conectado à sua luta para sobreviver, e o jogo consegue fazer isso de maneira bem rápido a medida que nos vemos obrigado a fugir do vilão icônico, Scissorman.

É incrível que mesmo após quase 30 anos, Scissorman ainda consegue ter uma presença aterrorizante, e a ideia de que ele pode surgir a qualquer momento traz uma atmosfera de tensão. Mesmo com gráficos datados, o titulo consegue te deixa pesaroso quanto as decisões que você toma e como lidar com esse vilão que te persegue por toda a mansão, isso sem levarmos em consideração as armadilhas escondidas.

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Todo passo deve ser calculado se você quer descobrir os segredos que habitam na mansão, então não é só uma questão de sobreviver, mas também descobrir o que levou a morte de suas irmãs de adoção e porque isso está acontecendo agora.

Reprodução: WayForward

Não trate Clock Tower como um titulo moderno

Clock Tower Rewind pode desapontar você, caso decida jogá-lo com expectativas de um titulo moderno, afinal é um titulo de quase 30 anos de idade. Ele só está sendo portado com melhorias, entre elas a versão original e a Rewind, que dá nome ao jogo, e é baseada na versão Clock Tower: First Fear que foi publicado em 1997 para PlayStation.

O Rewind, como sugere, trata-se da possibilidade de você voltar no tempo, ou melhor, rebobinar como faríamos com uma fita VHS, no caso se você tomar uma decisão errada ou morrer por ter sido pego por Scissorman ou mesmo qualquer armadilha que encontre pelo caminho. Só que nem essa nova função facilita tanto a sua vida, pois caso demore para rebobinar, pouca coisa será retomada e muitas vezes pode ser tarde para esquivar-se da morte certa.

Essa nova ferramenta só torna a obra um pouco mais palatável para o publico mais novo, mas a grosso modo é o jogo original com sempre foi. Caso você esteja comprando Clock Tower Rewind esperando uma remasterização com mudanças significativas, peço que tenha cautela e confira alguns gameplays antes.

Lembrando que o jogo é um point and click e não dos mais precisos, então é preciso redobrar a sua atenção caso queira se aventurar.

Reprodução: WayForward

Os extras

Clock Tower Rewind  por questões de licenciamento trocou sua abertura original por uma versão animada ao estilo anime, que apesar de destoar um pouco do jogo, seja por ser um tanto colorido, ainda é capaz de cumprir o seu papel de introduzir a trama.

Outra novidade interessante é a Motion Comic com dublagem que conta um pouco mais do passado de Jennifer, e que ao meu ver poderia facilmente ter substituído a introdução de anime. Mas só porque eu sou um chato de galochas. Essas motion comics podem ser desbloqueadas a medida que jogamos o titulo e alcançamos alguns objetivos, o que aumenta o fator de replay do titulo.

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O jogo também recebeu uma nova musica de abertura, dessa vez com novas letras e vocais de Mary Elizabeth McGlynn, conhecida por cantar musicas de Silent Hill 3 e o quarto titulo. Entre esse extra, também temos a possibilidade de ouvir toda a trilha sonora do jogo na aba Music Player. O que é realmente divertido, pelo menos se você gosta de game music como eu.

O que brilha mesmo nessa nova releitura é a entrevista Hifumi Kono, que conta mais sobre como foi trabalhar com titulo e suas inspirações para os personagens. É sem dúvida extras de peso. Uma pena que o titulo não conte com uma localização em PT-Br.

Reprodução: WayForward

CONCLUSÃO

Clock Tower Rewind é uma ótima opção para fãs de jogos de terror e point and click. O titulo continua sendo uma obra aterrorizante e que consegue nos deixar nervosos, mesmo sendo um titulo em 2D. O que é incrível se pararmos para pensar.

Por outro lado acredito que a imprecisão enquanto selecionamos ou controlamos Jeniffer as vezes pode ser um tanto estressante,  e poderia ter sido melhorado, mas talvez o maior pecado aqui presente seja a falta de localização para a nossa língua tupiniquim, e isso pode ser remediado futuramente, eu sei e acredito. WayForward, faça acontece. No mais, se você está procurando por um jogo de terror clássico, este é uma excelente escolha.

Em resumo, Clock Tower Rewind é um jogo de terror que vale a pena jogar. Com sua atmosfera aterrorizante, jogabilidade intensa e personagens bem desenvolvidos, é uma experiência que você não esquecerá.

Você está preparado para enfrentar o Scissorman?

Nota: 8,0/10

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Clock Tower Rewind está disponível para PC, Nintendo Switch, Xbox Series S|X e PlayStation 5 e esta análise foi feita com uma chave digital de Nintendo Switch gentilmente cedida pela WayForward

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Sanitarium | Para que o louco não se enfureça, não pode contrariá-lo, tem que imitá-lo https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/07/30/sanitarium-para-que-o-louco-nao-se-enfureca-nao-pode-contraria-lo-tem-que-imita-lo/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/07/30/sanitarium-para-que-o-louco-nao-se-enfureca-nao-pode-contraria-lo-tem-que-imita-lo/#respond Tue, 30 Jul 2024 13:18:44 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=17203 Olha eu aqui outra vez, e com mais um jogo de adventure e point-and-click, e sim, só pra variar, trata-se de mais um jogo cujo a demo eu joguei lá no final dos anos 90. Eu tive acesso ao jogo também naquelas versões “RIP” com músicas e animações cortadas, e num CD que meu primo […]

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Olha eu aqui outra vez, e com mais um jogo de adventure e point-and-click, e sim, só pra variar, trata-se de mais um jogo cujo a demo eu joguei lá no final dos anos 90. Eu tive acesso ao jogo também naquelas versões “RIP” com músicas e animações cortadas, e num CD que meu primo havia comprado.

Nunca avancei no jogo, mas, após muita insistência do Diogo, eu finalmente decidi pegar esse jogo para jogar até o fim.

Confiram logo abaixo como foi a minha experiência:

Sanitarium
Fonte: segmento da live do canal Arcade Noé

Roteiro que nem o Programa H com Luciano Huck

Loucura, loucura, loucura…

Não que seja algo ruim. A história é apresentada em doses homeopáticas, seja em pequenos flashbacks e pequenos diálogos, ou através de alegorias, desorientação, visões surreais, simbolismo e metáforas.

LEIAM – Elden Ring: Shadow of the Erdtree | A expansão… do número de vezes que morri

É fácil fazer paralelos com filmes como Shutter Island e 12 Monkeys, que trazem o tema de delírio e loucura. O Diogo também citou Jacob’s Ladder, mas ainda não assisti. Outros momentos de Sanitarium me lembraram a forma de contar a trama semelhante ao jogo To The Moon.

Abaixo, adicionei spoilers. Caso não deseje estragar sua experiência, sugiro abraçar e aceitar todos os absurdos que são apresentados durante a história.

Efeitos sonoros, música e vozes da minha cabeça

Sanitarium
Fonte: segmento da live do canal Arcade Noé

O jogo inicia com um alarme disparado e sons de gritos e desespero. Confesso que, de imediato, já tive um desconforto bem grande que me fez procurar o botão do alarme o mais rápido possível. Os efeitos são bons e a dublagem é aceitável, apesar de achar que, em alguns momentos, faltava interpretação do protagonista.

LEIAM – Phantasmagoria 2 | Eu sou louco? Eu sou louco? Eu não to louco!

As músicas encaixam muito bem também. No geral, ou são trilhas ambientais bem perturbadoras ou músicas instrumentais minimalistas e melancólicas. Destaque para o tema Sarah.

O único ponto que me incomodou na parte de áudio eram os níveis de som quando se entrava em um puzzle ou quando se mudava de um ambiente para outro no jogo. Sempre havia uma variação que me incomodava.

Gráficos, vídeos e alucinações visuais

Sanitarium
Fonte: segmento da live do canal Arcade Noé

Na minha opinião, os gráficos de Sanitarium envelheceram relativamente bem. Os cenários e personagens são em 3D pré-renderizados. Na resolução do jogo (640×480), funciona muito bem. Aumentando a escala, acaba estourando um pouco, mas nada que incomode.

Os vídeos CGI também são agradáveis. Considerando outros vídeos 3D de jogos contemporâneos ao Sanitarium, este sobreviveu bem. Possivelmente por evitar mostrar rostos.

Minha única dificuldade foi enxergar alguns itens, dada a baixa densidade de pixels.

Jogabilidade, movimentação e espasmos involuntários

Fonte: segmento da live do canal Arcade Noé

Sanitarium é um adventure/point-and-click com interações com botão esquerdo do mouse e movimentação com botão direito. É simples e funcional. Não possui diversos verbos como jogos da LucasArts. Não possui combinação de itens no inventário. Não adiciona complexidade desnecessária.

Minhas únicas reclamações são com a velocidade de movimento do personagem e certa dificuldade para encontrar os spots clicáveis no cenário de Sanitarium. Às vezes, demandava muito tempo ir e vir pelo mapa; em outras, é necessário caçar qual pedra de um amontoado no chão é possível clicar ou em qual pedaço do mapa é possível andar.

Reprodução – Internet

Teorias e spoilers

Segue análise escrita por Mewd no fórum AdventureGamers

Resumo do Enredo:

Este é um resumo montado das cenas de flashback do ‘mundo real’ que são exibidas em momentos chave.

Max é um pesquisador médico perfeitamente comum que foi levado à carreira médica pela culpa de sua irmã Sarah ter morrido de uma doença desconhecida. Na busca para evitar tragédias semelhantes, Max se empenha em encontrar uma cura para o DNAV, uma doença misteriosa que afeta apenas recém-nascidos. Sua pesquisa o leva, junto com sua esposa, para a região dos Astecas na América Central; onde Max está convencido de que encontrará uma cura baseada no fato de que uma tribo de antigos aldeões astecas sobreviveu a uma praga sem o uso de tratamento médico. Max fica frustrado, pois, apesar de passar muito tempo investigando, não encontra nenhuma evidência de uma cura. Ele ouve dizer que seu antigo colega, Dr. Morgan, está trabalhando arduamente na Mercy Corporations para inventar a droga Hope, que promete curar o DNAV que está dizimando os recém-nascidos. Max, vendo seu trabalho atual como um fracasso, decide que talvez deva voltar para casa e ajudar seu antigo colega, que está próximo de uma cura real, em vez de buscar uma cura sozinho de maneira arrogante.

Max retorna para casa e começa a trabalhar com Morgan; infelizmente, muitos dos sujeitos de teste tratados com a droga Hope morrem. A pesquisa continua, e Max passa muito tempo longe de casa, tentando descobrir o que está errado. Sua esposa, infeliz por estar sozinha enquanto Max está consumido pelo trabalho, frequentemente lembra-lhe de sua insatisfação. No entanto, Max está determinado a encontrar uma cura.

Em algum momento, Max está rodando simulações em seu computador para a droga Hope e a vê falhar diante de seus olhos mais uma vez. Então, ele tem uma inspiração e, ao notar uma pequena foto de sua viagem de pesquisa na selva asteca, tem uma revelação e percebe que a resposta para curar o DNAV estava diante dele o tempo todo, aparentemente na foto.

LEIAM – Creepy Tale: Some Other Place | Análise

Ele rapidamente realiza uma simulação e fica eufórico ao ver que funciona. Ele então direciona todos os recursos da empresa para pesquisar essa cura, mas Morgan corta seu financiamento. Em uma reunião, Morgan explica que Max estava se distraindo demais com uma promessa vaga de cura, quando deveriam se concentrar na droga Hope para aperfeiçoá-la. Max fica enfurecido, acusando Morgan de estar buscando apenas lucros e prestígio em vez de curar a doença. Max ameaça deixar a empresa, mas Morgan lembra a ele que sua irmã Sarah não morreu de DNAV e que ele estava levando isso muito para o lado pessoal. Morgan cede e tenta conceder a Max algum financiamento para sua pesquisa, e a reunião termina de forma tensa.

Morgan corta os cabos de freio do carro de Max, na tentativa de impedi-lo de roubar a riqueza e o prestígio que ele obteria com sua cura. Morgan possivelmente faz isso não só por essa razão, mas também para usar a droga Hope como meio de mostrar a seu pai cruel e depreciativo que ele não é um fracasso.

Max dirige para casa, conversando com sua esposa ao celular enquanto desce uma estrada de montanha molhada pela chuva, e não consegue reduzir a velocidade. Seu carro sai da estrada e Max quase morre no acidente.

O que exatamente acontece em seguida é debatível. Max fica preso dentro do Sanatório.

Reprodução – Internet

Teoria do Enredo 1: Não Há Sanatório

“Esta teoria propõe que o jogo inteiro jogável é uma ilusão completa. Apesar dos capítulos no Asilo, isso também faz parte da alucinação causada pelo trauma craniano de Max. Isso é evidenciado durante “O Desafio” quando Max diz: “Eu vejo a conexão agora! Nada disso é real!”

Isso explicaria várias coisas, principalmente por que Morgan de repente é um psiquiatra em um asilo em vez de um médico e como Max acabou em um hospital em vez de ainda estar no asilo. Simplificando, nada disso realmente aconteceu.

A única coisa que realmente impede essa teoria é a virada horrivelmente gráfica que Morgan dá durante a parte “O Laboratório” do jogo. Ele é visto como um monstro desumano que está massacrando pessoas para conquistar a insanidade. Ele está usando crianças clonadas com aparência perturbadora para estudar e colher a “carne insana”.

Isso é espelhado no capítulo de Grimwall, onde Gromna comete atrocidades semelhantes. É possível que tudo isso represente o desdém de Max por Morgan por não ajudá-lo com sua cura, ou pode ter sido apenas a maneira do designer do jogo de construir um impulso contra Morgan como antagonista. De qualquer forma, parece uma tangente solta. Se você terminar o jogo assumindo que havia mais nos planos de Morgan do que simplesmente encher os bolsos, provavelmente sairá do jogo com a sensação de que ele não terminou corretamente.

Outra coisa a considerar são os avisos ominosos que Max recebe sobre estar preso neste lugar. Talvez isso seja orientação divina; é difícil dizer. No clímax, onde Morgan injeta o IV de Max com o misterioso líquido verde, vemos repetidamente uma representação “viral” de Morgan que está tentando mantê-lo restrito em sua própria mente, mas a droga real ainda não entrou em seu corpo. Todas essas coisas combinadas lançam algumas dúvidas sobre essa teoria, embora tudo possa ser atribuído a alucinação e exagero mental. A especulação nos leva à segunda teoria do enredo.”

Reprodução – Internet

Teoria do Enredo 2: Droga da Insanidade

“Esta é uma teoria alterada que é muito menos coerente; mas foi a impressão que tive na primeira vez que joguei. O nível “O Laboratório” desempenha um papel muito maior aqui; em que os estudos de Morgan sobre caçar e capturar a insanidade são factuais. Se o asilo é real ou não é discutível, mas o principal aqui é que Max foi injetado com um estranho líquido verde que parece ter sido colhido dos bebês de tubo de ensaio. Minha sugestão é que este seja um ‘Soro da Insanidade,’ com o qual se pode infectar um indivíduo perfeitamente normal e torná-lo insano.

Durante o clímax, Morgan injeta o IV de Max com essa substância. Pode muito bem ser veneno; considerando que mata você se chegar ao seu braço, mas parece notavelmente semelhante à injeção que você recebeu antes de se transformar em Grimwall.

Se o Asilo fosse real, então Morgan poderia idealmente tê-lo injetado com o soro e colocado no hospício para impedi-lo de espalhar informações sobre sua cura. É improvável que Morgan tenha conseguido se tornar o médico-chefe de um asilo apenas para fazer isso, no entanto. A menos, é claro, que a Mercy Corporations tenha seu próprio asilo; mas isso seria apenas se aprofundar em desculpas sem fundamento. Essa teoria é possível, mas parece terrivelmente improvável.”

Sanitarium
Reprodução – Internet

Considerações finais

Por algum motivo que não sei explicar, eu nunca persisti em jogar Sanitarium além daquela área inicial quando era criança/adolescente. Foi a melhor decisão que eu tomei.

Por quê? O jogo é ruim? Não! muito pelo contrario!

Só que para poder absorver as diferentes camadas e nuances de Sanitarium, se faz necessário um pouco de vivencia e entendimento da vida. Algo que, quando adolescente, tenho certeza que não conseguiria aproveitar e simplesmente achar que se trata de um jogo “pirado”.

Por exemplo, na vida adulta, as vezes nos dedicamos em demasia pelo trabalho e isso pode afetar a vida amorosa com o(a) companheiro(a). Ou uma internação por alguma infecção que te faz ter febre e delírios, e lidar com efeitos colaterais de analgésicos bem potentes.

Na minha opinião, Sanitarium  é um bom jogo e com uma história bem diferente. Já joguei outros adventures e no geral eles tem uma temática bem leve e bem humorada. Um que tentou ser mais na pegada adulto e terror foi Phantasmagoria, mas o resultado final foi uma entrega galhofa e que não causa inquietude e desconforto como Sanitarium.

O jogo tem pequenos defeitos, como as já citadas dificuldades para saber as áreas que são clicáveis e que tem movimentação permitida. Merecia um carinho da DotEmu para rodar o jogo em resoluções maiores, com scaling filters e algumas qualidades de vida.

Recomendado! Vá verificar nas promoções das suas plataformas de serviços de distribuição de jogo digitais favoritas(que não me pagam nada)

Você pode acompanhar a jogatina inteira na playlist Sanitarium do canal Arcade Noé.

Nota: JOGUEM!

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Daymare: 1998 | Uma homenagem a Resident Evil https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/03/12/daymare-1998-uma-homenagem-a-resident-evil/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/03/12/daymare-1998-uma-homenagem-a-resident-evil/#comments Sun, 12 Mar 2023 18:45:52 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=13489 A história da criação de Daymare: 1998 é curiosa. Alguns anos atrás, um jogo criado por fãs chamado Resident Evil 2: Reborn foi mostrado, sendo um remake do clássico da Capcom, bem antes do RE2 Remake oficial sequer ser divulgado como em produção. A empresa japonesa, num movimento até bacana, convidou os devs da Invader […]

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A história da criação de Daymare: 1998 é curiosa. Alguns anos atrás, um jogo criado por fãs chamado Resident Evil 2: Reborn foi mostrado, sendo um remake do clássico da Capcom, bem antes do RE2 Remake oficial sequer ser divulgado como em produção.

A empresa japonesa, num movimento até bacana, convidou os devs da Invader Studios até Osaka. O motivo do convite? Pedir que eles parassem o desenvolvimento do jogo.

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Mas a história não é tão triste, pois eles tiveram uma reunião aparentemente bacana, e foi sugerido que eles produzissem um título original.

Não só isso, mas o diretor do RE3 original, Kazuhiro Aoyama, entrou no projeto como produtor associado, além de Satoshi Nakai, que já havia trabalho como artista em RE0 e Code Veronica.

Assim, os devs lançaram uma campanha no Kickstarter, que apesar de não ter financiado o projeto como eles gostariam, fez com que o jogo ganhasse atenção. Assim, eles conseguiram publishers para ajudar o jogo a finalmente sair do papel.

Daymare: 1998
Reprodução: Invader Studios

Jogabilidade

Em Daymare temos uma câmera sobre os ombros, a lá Resident Evil 4 (o original), com controles de tanque e tudo mais.

Nosso primeiro protagonista é um soldado da organização H.A.D.E.S, que está num laboratório investigando uma “caozada” que aconteceu lá.

Os controles são bem travados e achei bem estranho ter um botão pra dar pique e outro pra efetivamente correr, porém logo o jogador se acostuma.

Temos também uma mecânica de carregamento de armas que lembra um pouco Gears of War, onde um carregamento “perfeito” faz com que a arma carregue todas as balas, mas se você só apertar o botão de qualquer jeito, seu personagem joga o pente antigo no chão.

Isso eleva a tensão em momentos mais complicados e exige que o jogador tenha sangue frio e não se desespere em momentos de perigo. É opcional mas é como o jogo funciona por default.

Além disso, as balas pegas vão direto pra arma quando ela está descarregada, porém é necessário ter pentes carregados no inventário para ter como reserva.

Até aí tudo bem, porém essa recarga dos pentes é feita MANUALMENTE, e aí eu já acho demais. Não tem necessidade de um complicador tão fora da curva assim num jogo onde o gerenciamento de recursos já é feito o tempo todo.

Reprodução: Invader Studios

Apresentação

O game não é um AAA, então não espere cenários bem trabalhados ou personagens que usam modelos reais como referência.

Aqui em Daymare: 1998, os personagens são bem feios, com cara de assets comprados na loja da Unreal Engine. Aliás, na verdade, todo o game tem cara de que foi montado assim.

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Não é um demérito, mas depois de ver tantos jogos de terror baratos na Steam com essa mesma estética, fica difícil não sentir aquela pobreza visual.

Os cenários também, são bem lineares. A campanha — que dura umas 10 horas — tem pouquíssimo backtracking, sendo nesse quesito bem diferente da sua inspiração criada por Shinji Mikami.

O que mitiga essa linearidade são os puzzles, que são bem complicadinhos — pelo menos de início — e exigem mais do que só sair clicando em tudo que é interativo no cenário.

Daymare: 1998
Reprodução: Invader Studios

Referencias, áudio e sustinho

Em vários momentos do jogo temos referências visuais a Resident Evil. Máquinas de escrever, seu inventário na vertical e até alguns Files citando pessoas que tem relação com a série da Capcom permeiam toda a experiência.

O clima do game é bom e lembra Dead Space em alguns momentos, tanto pela câmera mas também pelo ritmo do jogo.

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Em diversos pontos temos os famosos — e odiados por muitos — jump scares, e neles é onde a trilha sonora sutil se destaca.

Temos vários momentos sem música mas quando ela aparece, ajuda muito a criar um clima tenso, principalmente nos momentos de alertar o jogador.

Daymare: 1998
Reprodução: Invader Studios

Conclusão

Daymare: 1998 obviamente não é uma obra de arte, mas seu potencial é limitado principalmente e somente pelo seu orçamento baixo.

Os desenvolvedores da Invader Studios sabem o que fazem e poderiam fazer muito mais com uma verba maior.

Se você procura algo do gênero de terror que seja fora da curva, não vai se arrepender de conferir esse. O game também está disponível no PC (Steam), Xbox e PlayStation.


Essa análise foi feita com uma cópia digital para Steam e gentilmente cedida pela distribuidora do jogo.

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Phantasmagoria 2 | Eu sou louco? Eu sou louco? Eu não to louco! https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/01/02/phantasmagoria-2-eu-sou-louco-eu-sou-louco-eu-nao-to-louco/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/01/02/phantasmagoria-2-eu-sou-louco-eu-sou-louco-eu-nao-to-louco/#comments Mon, 02 Jan 2023 06:14:47 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=12937 Como iniciar esse review após terminar um jogo? A única forma que eu consigo é com um longo, profundo e audível suspiro. Quando criança, lá pelos meus 7-10 anos, os jogos para computadores eram bem caros, tal como os de videogame. A forma mais comum que tínhamos de nos divertir era com jogos demo que […]

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Como iniciar esse review após terminar um jogo? A única forma que eu consigo é com um longo, profundo e audível suspiro.

Quando criança, lá pelos meus 7-10 anos, os jogos para computadores eram bem caros, tal como os de videogame. A forma mais comum que tínhamos de nos divertir era com jogos demo que vinham em revistas. Lembro de ler a análise do Phantasmagoria 2 nessa época na CD-ROM Today e ele me a chamou atenção.

Ao longo dos anos fui desenvolvendo interesse por point-and-click como: Torin’s Passage; Leisure Suit Larry; Monkey Island; Full Throttle. Depois migrei para os jogos de escape em Flash e mais recentemente para jogos de aventura como Journey of the Roach, Machinarium e Deponia.

Enfim, fui verificar a versão da GOG. A versão roda em cima do DOSBox e acompanha um manual. Rodei alguns segundos de jogo mas senti dificuldade em alternar as telas com Alt+Tab e como pretendia realizar streaming da jogatina, fui atrás de uma alternativa.

O jogo roda super bem dentro do ScummVM. Plataforma que recomendo imensamente para qualquer amante (ou não) de point-and-clicks. É possível ainda aplicar alguns filtros de scaling para melhorar os gráficos.

Roteiro de cinema trash, atuação idem

Phantasmagoria 2
Reprodução: Internet

Você inicia o jogo apenas com um vídeo sendo tratado em um hospital/ sanatório e em seguida a mensagem de “um ano depois”. No trabalho, é possível conversar com alguns colegas e ler alguns e-mails, isso te dá um pano de fundo para as relações e passado do protagonista. Um outro momento que aprofunda a história são as consultas com a psiquiatra, lá dá pra entender ainda mais tudo o que se passou e se passa com o personagem principal – Achei muito interessante essa abordagem para ir descobrindo a história.

Porém, o roteiro segue a receita trash dos anos 80: cenas de sexo que não acrescentam a trama e o gore. O horror ficou bem escondido em algum lugar, mas dá pra ir levando… até o capitulo final. No capitulo final tentam explicar os acontecimentos de uma forma que, ao meu ver, parece ter sido a saída mais fácil.

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A interpretação dos atores não é das mais convincentes e alguns efeitos práticos são bem falsos como algumas cenas com sangue e o vilão no final. Não que o contrario fosse mudar a experiência no jogo.

Vale lembrar que a nudez e violência presentes eram comuns em filmes, porém não me recordo de ver esse nível em jogos da época. Carmageddon e Postal só iriam ser lançados em 1997.

Ressalto ainda que a trama do jogo trata de temas não comuns de serem tratados como homossexualidade, bissexualidade, praticas sexuais não convencionais, relacionamento aberto e abuso infantil.

Áudio excelente, mas com ressalvas

Phantasmagoria 2
Reprodução: Internet

A dicção é muito boa e sem sotaques fortes, facilitando para entender as falas. A qualidade também é excelente, em contrapartida com áudios de locução da mesma época que tinham muita compressão (por exemplo Half-Life).

Música também chama atenção, por sinal bastante. Na minha gameplay eu desabilitei pois achei a trilha com piano que toca no apartamento um pouco estridente e também para facilitar ouvir os diálogos. Porém tirei a tarde antes de acabar o jogo para ouvir a trilha e adorei, é um instrumental muito gostoso e recheado de dissonância para te dar aquele ar de desconforto e agonia.

Minha única critica é que é possível ouvir o que produtores chamam de “areia”. Inclusive na trilha presente no YouTube isso também existe, não sendo um problema único da minha emulação.

Gráficos aceitáveis, mas preguiçosos

Reprodução: Internet

O jogo é todo filmado e ponto. Na época, a compressão de filmes não era tão boa quanto hoje e as resoluções eram outras. Levando isso em consideração, dá pra tolerar o framerate sem problemas. As scanlines presentes também são contornáveis com os filtros de scaling, pena que eu só descobri no finalzinho da gameplay.

No capitulo final existem muitas cenas que foram criadas com computação gráfica. Elas obviamente envelheceram mal, mas impressionam quando se considera a época em que foram criadas. Basta comparar com os cinematics de Diablo 1 e Warcraft II que são contemporâneos.

Uma coisa que me incomodou bastante foi os personagens usarem a mesma roupa (isso quando estavam de roupa). Visto que cada Dia/Capitulo é um CD diferente, seria possível fazer o personagem ter uma vestimenta para cada dia, porém decidiram reaproveitar as cenas.

Jogabilidade nada agradável

Reprodução: Internet

A jogabilidade de um point-and-click tem que ser essa mesma: apontar e clicar. Todavia, em Phantasmagoria 2 as vezes eu clicava e nada acontecia (ou demorava a acontecer), e eu clicava novamente pulando o vídeo que estava sendo carregado.

O uso de itens é bem simples, eles ficam mais claros quando são “usáveis”. Apesar disso, em dois momentos do jogo é necessário combinar itens e a forma de fazer isso não é nada convencional, levando a frustração.

Um ponto que poderia ser facilmente incluído na época é o de legendas. Tanto por questões de acessibilidade quando para facilitar a vida de quem não é fluente no idioma.

Por fim, minha maior critica é que não existe jogabilidade. É um filme interativo e a tarefa do jogador é acionar o maior número de vídeos possível para interpretar a historia. Tem “gatilhos” para ativar algumas cenas que não fazem sentido algum e simplesmente travam o avanço do jogo. Exemplo: olhar no espelho em casa para aí então poder ir em algum destino. Os únicos desafios estão em adivinhar as senhas de acesso aos computadores e o puzzle final.

Considerações finais

Reprodução: Internet

Tenho que ser sincero comigo mesmo: Eu esperava um point-and-click e caí em um filme interativo. Ano passado tive minha dose de filmes interativos com As Dusk FallsA Way Out. Definitivamente não é um gênero pra mim, mas devo reconhecer que Phantasmagoria 2 é uma produção ambiciosa pra época.

Teve um projeto no Kickstarter para remasterização dos vídeos em VHS e existe sempre a possibilidade dos desenvolvedores de  ScummVM melhorarem o jogo, no entanto parece não haver certo interesse nessa área e é aquela coisa: não dá pra polir o que já não é necessariamente bom.

Não vou falar o que você deve ou não jogar. Phantasmagoria 2 é uma experiência diferente e tem seu peso histórico. O jogo desenrolou bastante desde a primeira consulta na psiquiatra até o início do quinto capitulo, já o início é bem monótono e o fim é maçante.

Quem sabe já até é um clássico cult, só que com ênfase no cu.


Abaixo vocês podem conferir a jogatina completa que realizamos em live: 

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Novidade de Abril da Ana Lima Store | 2022 https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/04/15/novidade-de-abril-da-ana-lima-store-2022/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/04/15/novidade-de-abril-da-ana-lima-store-2022/#comments Fri, 15 Apr 2022 16:18:44 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=10813 Novos jogos chegaram a nossa loja parceira, Ana Lima Store, e são prensados de peso. TEKKEN 3, Dino Crisis 2 e Kuon, um jogo hoje clássico de horror desenvolvido pela From Software em tempos que seu nome não se resumia a apenas soulslike. CONFIRAM TAMBÉM: Chuck Rock II: Son of Chuck | Review Confiram logo […]

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Novos jogos chegaram a nossa loja parceira, Ana Lima Store, e são prensados de peso. TEKKEN 3, Dino Crisis 2 e Kuon, um jogo hoje clássico de horror desenvolvido pela From Software em tempos que seu nome não se resumia a apenas soulslike.

CONFIRAM TAMBÉM: Chuck Rock II: Son of Chuck | Review

Confiram logo abaixo ao vídeo do unboxing:

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Em junho tivemos o Rule of Rose e agora em Julho chegou até nós o novo projeto da nossa loja parceira, Ana Lima Store. E mais uma vez trata-se um clássico, que por sinal é um dos meus favoritos: Resident Evil 2.

ASSISTAM – Novidade de Junho da Ana Lima Store!!

Confiram o vídeo abaixo, e se possível inscrevam-se em nosso canal:

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Uzumaki | Uma obra-prima do Horror em mangá https://www.arquivosdowoo.com.br/2016/02/29/uzumaki-aterrorizante-obra-prima-de/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2016/02/29/uzumaki-aterrorizante-obra-prima-de/#respond Mon, 29 Feb 2016 01:25:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2016/02/29/uzumaki-aterrorizante-obra-prima-de/ Uzumaki é o tipo de mangá que você não consegue terminar o primeiro volume e seguir adiante rapidamente. Você acaba se vendo na obrigação de ler tudo novamente para se garantir que não perdeu nenhum detalhe da trama desenvolvida por Junji Ito. Pensar que a primeira vista eu ignorei esse fantástico universo repleto de espirais, […]

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Uzumaki é o tipo de mangá que você não consegue terminar o primeiro volume e seguir adiante rapidamente. Você acaba se vendo na obrigação de ler tudo novamente para se garantir que não perdeu nenhum detalhe da trama desenvolvida por Junji Ito.

Pensar que a primeira vista eu ignorei esse fantástico universo repleto de espirais, simplesmente por pensar que seria apenas mais uma história de assombrações cabeludas, alias, um baita preconceito da minha parte.

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Bem, eu errei, mas cá estou compensando o erro e compartilhando com todos vocês minhas impressões desse mangá de horror obrigatório aos amantes do gênero.

O INÍCIO

Talvez eu esteja chovendo no molhado, mas vou dizer assim mesmo: Uzumaki significa espiral. Talvez isso o tenha feito lembrar-se de Naruto, ou o simbolo do personagem. Provavelmente sua cabeça está explodindo em mil pedaços nesse exato momento por descobrir que seu herói, Naruto, tem o sobrenome Espiral.

A história de Uzumaki tem inicio na cidade de Kurôzu e foca na adolescente Kirie Goshima (Dei o nome “Kirie” a gatinha que eu adotei em homenagem a protagonista) que vem notando um estranho comportamento das pessoas e até mesmo objetos – O excesso de redemoinhos já me assustaria, sério.

Inicialmente ela acredita que seja apenas coisa da cabeça dela, porém, seu sogro passa a ter uma obsessão por objetos que contenham a forma espiraladas.

A MALDIÇÃO DA ESPIRAL

Certo dia enquanto voltava da escola, ela avista um homem em um beco e ao se aproximar percebe que é seu sogro. Ela chama por ele, e nota que seu comportamento é motivo para camisa de força e severa terapia de choque. Na real ela deveria ter ido embora pra casa de ônibus.

Assustado com a visão do sogro revirando os olhos, ela foge e durante a tarde avisa o namorado, Shuishi sobre o ocorrido, que não se surpreende e alerta que havia notado o comportamento estranho do pai. Inclusive Shuishi sugere a Kirie que ambos fujam da cidade porquê está com um pressentimento muito ruim mesmo.

Kirie rejeita a ideia e convence o pobre rapaz de que surras e terapias de choque podem conter a loucura que esta se espalhando pela cidade de Kurôzu.

Pobre Shuishi, ao menos você tentou.

Desse ponto em diante temos o casal tentando entender o que diabos está acontecendo com a cidade e o que está afetando seus habitantes.

LANÇAMENTO NO BRASIL

O mangá Uzumaki é constituído por três volumes e chegou a ser publicado no brasil pela editora Conrad.

Esse mangá é considerado por muitos a obra-prima do autor Junji Ito, um especialista em histórias do gênero, e que tem em seu currículo outro perturbador mangá chamado GYO e Tomie, que um dia eu ainda abordarei por aqui.

Mas não só suas histórias são no mínimo diferentes do que estamos acostumados a ler por aqui, como sua realmente conseguem causar desconforto, principalmente em momentos específicos da trama.

CONCLUSÃO

Há um conto com gravidas que foi um dos momentos mais perturbadores de todo o mangá. Só para ilustrar: Imagine como seria retornar um recém-nascido ao seu local de origem.

É. Eu fico arrepiado só de lembrar esse trecho.

Uma adaptação do mangá foi feito no ano de 2000, mas é tão ruim que pensei em lavar meus olhos com acido sulfúrico ao terminar de assistir. Um dia se a paciência e coragem permitir, eu escreverei sobre aquela atrocidade audiovisual.

O mangá não é recomendado para menores de idade devido ao seu teor violento, mas se você já é rapazinho e gosta de sentir medo ou virar a cara com cenas tensas e violentas, saiba que Uzumaki é uma excelente recomendação pra você.

Pra encerrar digo mais uma vez: Fiquem longe do filme em nome de tudo que é mais sagrado, aquilo não merecia ter conexão alguma com essa magnifica obra.

Eu espero que Tomie dê cabo nos responsáveis aquela monstruosidade de filme.

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