Arquivos hack'n slash - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/hackn-slash/ Um pouco de tudo na medida certa Mon, 25 Apr 2022 22:41:44 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos hack'n slash - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/hackn-slash/ 32 32 Ganryu 2 | Jornada bela e brutal pelo Japão https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/04/25/ganryu-2-jornada-bela-e-brutal-pelo-japao/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/04/25/ganryu-2-jornada-bela-e-brutal-pelo-japao/#respond Mon, 25 Apr 2022 22:41:44 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=11041 Se você gosta de jogos antigos, nunca houve um tempo melhor pra se jogar. Além da mega acessibilidade que temos para emuladores, temos coletâneas e relançamentos de jogos clássicos, culta ou desconhecidos nos consoles modernos. E também, continuações de jogos antigos tem sido cada vez mais frequentes, claro que nem sempre as coisas dão certo. […]

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Se você gosta de jogos antigos, nunca houve um tempo melhor pra se jogar. Além da mega acessibilidade que temos para emuladores, temos coletâneas e relançamentos de jogos clássicos, culta ou desconhecidos nos consoles modernos. E também, continuações de jogos antigos tem sido cada vez mais frequentes, claro que nem sempre as coisas dão certo. Se tivemos Streets of Rage 4, um mega sucesso, temos o Battletoads que já foi esquecido.

O Ganryu original foi um dos jogos da produtora Visco Corporation para o Neo Geo, mas que ao contrário da maioria dos jogos do console, este ficou somente no arcade, não tendo a conversão para o sistema AES. Muitos anos depois, com o suporte legal da própria Visco, uma conversão para AES foi feita por JoshProd em 2016 e posteriormente um porte para Dreamcast foi lançado, já no ano de 2017.

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O jogo era um sidescrolling hack’n slash onde no papel de Musashi Miyamoto, ou sua cunhada Suzume precisavam resgatar a namorada de Miyamoto, Otsu, sequestrada por demônios liderados por Kojiro Sasaki. Apesar das qualidades, o fato do jogo não ter saído dos arcades, contribuiu para a obscuridade do mesmo, sendo mais acessível via emulação.

Porém, a publisher francesa Just for Games, em um acordo com a Visco, adquiriu a licença de dois jogos da empresa para lançar continuações nos consoles atuais, recentemente tivemos Andro Dunos II e agora, chega a todas as plataformas, a continuação de Ganryu, intitulada Ganryu 2: Hakuma Kojirô. Confira a nossa análise.

Reprodução: Just for Games, Pixelheart, Storybird Studio

A vingança de Kojiro

Após derrotar Kojiro com a ajuda de Suzume, Musashi Miyamoto e Otsu se casaram, e Suzume assumiu o lugar da irmã como sacerdotisa, e aparentemente Miyamoto passou a ter uma vida calma. Só que estamos falando do Japão, e derrotados uma vez sempre acabam voltando porque espíritos malignos não descansam em paz se não forem derrotados.

Então um dia, enquanto pensava se Eiichiro Oda terminaria One Piece, e se o anime de Bleach vai ser bom, Musashi Miyamoto ouve uma voz falando em sua cabeça. Essa voz, era uma ligação da Claro oferecendo novos planos de internet, mas como a internet ainda não tinha sido inventada no período de guerra civil japonês, ele desligou na cara do atendente imbecil. Logo em seguida, outra voz surge, o desafiando novamente.

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Caso ele não fosse até a ilha de Ganryu-jima (uma ilha localizada entre Honshu e Kyushu, conhecida pelo duelo real que rolou entre Miyamoto e Kojiro) Kojiro Sasaki soltaria um exército de demônios para destruir o Japão. A princípio, Musashi não acredita, mas quando ele ouve a voz de vendedores da Natura, digo, demônios, ele conclui que a ameaça é real e ele precisa dar um fim ao que era seu antigo rival.

Piadas (que eu fiz) a parte, o jogo tem um roteiro bem simples, inspirado pela história de Miyamoto e seu lendário duelo com Kojiro. E as poucas cutscenes que o jogo contém nas batalhas contra chefes mostram apenas que Kojiro, apesar de desafiar Miyamoto para um novo duelo, não hesita em colocar obstáculos em seu caminho, na forma de demônios que copiam a aparência de pessoas que Musashi conhece.

Ganryu 2
Reprodução: Just for Games, Pixelheart, Storybird Studio

O filho bastardo entre Strider e Shinobi, mas com a dificuldade de um Ninja Gaiden

Se você estava com saudades de Shinobi, cujo último jogo saiu tem mais de 10 anos, ou Strider, cuja última aventura foi o jogo de 2014, vai se sentir em casa, porque o pessoal do Storybird Studio bebeu muito das fontes desses dois jogos. Não que falte identidade ao jogo, mas é notório que a movimentação de Musashi é inspirada em Shinobi III, com um pouquinho da física de Strider e os golpes velozes de Strider 2 (o de PS1, não o Strider Returns).

Infelizmente não temos dois personagens, como no jogo original, mas Musashi compensa a falta da contraparte veloz, já que ele está ágil aqui. Claro, eu ainda preferiria que tivesse a Suzume jogável, mas não vou ficar pegando nos mínimos detalhes.

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Musashi pode se movimentar de diversas formas, andando normalmente, correndo, dando saltos simples, duplos, wall kicks na parede e dashes que são essenciais em determinadas partes do jogo. Já o arsenal de ataques, ele conta com a sua fiel espada, que pode aplicar combos parado ou diversos ataques rápidos quando se está correndo, e até mesmo a quantidade de pulos influencia no tipo de ataque posterior. Ele possui também Kunais que podem ser atiradas para frente, para o alto e nas diagonais, perfeitas para acertar inimigos em plataformas superiores. Existem Kunais normais e certas Kunais limitadas que atravessam inimigos e defesas, sendo bem utilizadas contra inimigos que bloqueiam.

E novamente, inspirado por Shinobi, Musashi possui uma lista de magias (que aqui são chamadas de Kamis) que possuem diversos efeitos, como aumento de força, invulnerabilidade temporária, recuperação de life e um ataque devastador. Os Kamis utilizam uma barra que fica abaixo da barra de vida e essa barra é preenchida com pequenas chamas verdes que dropam tanto de inimigos, quanto de certos elementos destrutíveis das fases.

O jogo possui apenas cinco fases, cada uma contendo dois atos, mas não se engane… O jogo vai esfolar a sua cara no chão, porque ele não pega leve. Apesar do design de fases ser simples, com elementos escondidos e até mesmo coletáveis, mortes não serão algo incomum. Felizmente não há respawn infinito, mas alguns inimigos de certos trechos “spawnam” somente quando se passa por aquele ponto uma segunda vez.

Inimigos aéreos e/ou que atacam a distância podem também atrapalhar e em certos pulos, eles podem te derrubar no abismo ou jogá-lo a um trecho inferior da fase em si. Porém, o jogo recompensa a sua memorização e até mesmo sua coragem, pois um trecho em que se vai rápido, pode ser em certos momentos, menos perigoso do que se avançar com calma.

Quanto a memorização, ela é essencial nas batalhas contra chefes, que a princípio podem parecer difíceis, mas se bem observados, as lutas não chegam a ser tão difíceis quanto aparentam. E pra complementar, o jogo traz uma pequena variedade na jogabilidade, tendo aí uma seção de shoot’ em up que é decente, apesar de simplista.

As mortes no jogo podem ser punitivas, pois apesar de ter continues infinitos, perder todas as vidas te manda pro primeiro ato da fase, e morrer esvazia sua barra de Kami, remove quaisquer kunais extras e power-ups da barra de vida que você possui. Não posso dizer que concordo com esse tipo de decisão, mas até aí temos jogos em pleno 2022 sendo lançados com continues limitados (olha para Windjammers 2 e House of the Dead Remake), então temos que agradecer por não colocarem limitações do tipo em Ganryu 2 como se fosse um jogo da AES.

Ganryu 2
Reprodução: Just for Games, Pixelheart, Storybird Studio

Maravilha de pixel-art

Um review que passei por alto da versão de Switch do jogo cita problemas com a taxa de frames na versão daquele console, mas posso atestar com tranquilidade que tais problemas não existem na versão de PlayStation 4 do jogo, e talvez o patch recém lançado possa corrigir esse erro no Switch.

O jogo possui tradução para o Português do Brasil, mas, além de ter um pequeno erro perceptível logo no menu principal (traduziram Stage Select como Seleção de PALCO), a tradução tá atrelada ao sistema do console.

A trilha sonora do jogo é competente. Os temas possuem certa profundidade e combinam com a atmosfera do jogo, mesmo que em alguns momentos, você fique WTF com o ambiente, a música vai combinar.

Agora quanto os gráficos… Ganryu 2 é uma obra prima em termos de pixel-art. As imagens que ilustram esse review não nos deixam mentir, os cenários do jogo são de cair o queixo com a quantidade de detalhes que possui, nunca ficando poluído demais. Os efeitos de parallax são suaves, assim como efeitos climáticos.

Os sprites dos personagens, seja o protagonista Musashi ou os inimigos, são extremamente detalhados e bem animados, sendo um colírio para os olhos. E a pixel-art utilizada nos retratos dos diálogos não ficam pra trás, sendo igualmente belas.

Ganryu 2
Reprodução: Just for Games, Pixelheart, Storybird Studio

Você está a altura do desafio?

Se formos honestos, ninguém pediu por uma continuação de um jogo obscuro como Ganryu, ainda assim, somos gratos por termos uma continuação de um EXCELENTE jogo obscuro como Ganryu, que fica a altura de seu predecessor. Com controles responsivos e belíssimos gráficos, o jogo é um prato cheio pra quem curte desafios a moda antiga.

Ganryu 2 pode ser curto, com 5 fases divididas em 2 atos, mas novamente, melhor um jogo curto e competente, do que um jogo longo e cheio de nada misturado com porra nenhuma. O jogo tem problemas? Como apontamos, a versão de Switch os tem em relação a performance, coisa que não acontece na versão de PS4. Ainda assim, recomendamos fortemente, se você é um jogador das antigas.

Ganryu 2: Hakuma Kojiro está disponível para PC, PlayStation 4, Xbox One e Nintendo Switch.


Essa análise foi feita com uma cópia digital de PlayStation 4 gentilmente cedida pela Just for Games.

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Ultra Age | Devil May Souls? https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/11/24/ultra-age-devil-may-souls/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/11/24/ultra-age-devil-may-souls/#respond Wed, 24 Nov 2021 08:30:57 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=9082 Honestamente, o review desse jogo deveria ter saído muito antes da data que você está lendo, mas não o fiz por pura preguiça. Tá certo que no mês de outubro, boa parte foi gasta na preparação pra Brazilians Against Time e tudo mais (inclusive, batemos o recorde de doações na maratona). Não só isso, mas […]

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Honestamente, o review desse jogo deveria ter saído muito antes da data que você está lendo, mas não o fiz por pura preguiça.

Tá certo que no mês de outubro, boa parte foi gasta na preparação pra Brazilians Against Time e tudo mais (inclusive, batemos o recorde de doações na maratona). Não só isso, mas o fato de eu estar sem um microfone, me desmotivou a streamar de maneira feroz. Então, se você não me vê streamando, é porque não o tenho feito mesmo.

Mas enfim, dito isso, como eu posso começar o texto?

Não sei, honestamente, mas bem, saíram os indicados para o The Game Awards, e como esperado de uma premiação que é basicamente a indústria de jogos masturbando-se a si mesma, muitas das categorias tiveram indicados bosta.

LEIAM – Minha experiência na Brazilians Against Time de 2019

Pra ter uma ideia, Lost Judgement não teve uma indicação sequer, e FIFA 22 concorre a melhor jogo esportivo.

Entretanto, não vamos falar de tristezas hoje, já que você não está aqui pra ler eu reclamando de uma premiação que só serve pra galera ver trailers de jogos meia boca dos anos seguintes, e sim pra ler a análise de um jogo que provavelmente passou batido pelo seu radar.

Ultra Age

Uma conspiração digna de Vince Russo

Num futuro distante, onde o ecossistema é destruído e os recursos são escassos devido ao colapso de um gerador de poder fundido, Age, um jovem membro da organização “Orbit” recebe a ordem de fazer uma pesquisa de campo em um local.

Porém, lá, ele é atacado por outro membro da organização, e decide investigar. Avançando, ele acaba indo parar num esquema de conspiração que pode colocar o futuro do planeta em cheque.

A história não é das mais originais, eu sei, e o desenvolvimento dela, se quer saber minha opinião, é bem previsível. Especialmente se você olhar que os troféus relacionados a história não estão escondidos (como costuma acontecer).

Mas, honestamente, você não vai querer jogar Ultra Age por causa da história, acredite em mim.

Ultra Age

Você vai morrer… E muito.

Lembro que há muito tempo atrás, fiz uma piada sobre os jogos que caem no meu colo pra analisar, acabam sendo Souls-likes. E apesar do título desse review, o jogo não tem NADA a ver com Dark Souls e cia. Foi só um clickbait pra chamar a sua atenção.

Mas enfim, a existência em si de Ultra Age é meio que um retrato da diferença entre os desenvolvedores indie ocidentais e orientais, enquanto que no ocidente, muito é colocado em jogos 2D, devido a recursos limitados e tudo mais, e por vezes focados em narrativa, ou usando fórmulas já consagradas por outros (lembro de quando saíam 78 Metroidvanias por semana, e hoje em dia a moda é o roguelike e roguelite). No oriente, muitas vezes, além do 2D, o 3D é constante em jogos independentes.

Os estúdios coreanos Visual Dart e Next Stage trouxeram um hack’n slash bem na veia de Devil May Cry, mas com suas particularidades próprias, ainda que pareçam ter influência de certos jogos survivor (explico mais adiante).

Tecnicamente você só tem uma arma de ataque, a espada, porém, você pode, com o avançar do jogo, trocar de lâmina e isso é crucial na estratégia dos combates, porque existem quatro tipos de lâminas, e elas são mais efetivas contra determinados tipos de inimigo (uma lâmina funciona melhor com inimigos robóticos, outra com animais, etc). Você possui combos diferentes com cada uma delas, e pode fazer upgrades numa árvore de habilidades, como já é comum nos jogos de hoje em dia.

Advindo de jogos do estilo Survivor (e acho que em alguns outros tipos), existe o fato de que as lâminas quebram com o uso (mas sem problemas, você coleta múltiplas lâminas durante a jogatina), e quando elas estão prestes a serem quebradas, é possível dar um golpe devastador com elas.

O jogador pode fazer uso de uma espécie de Grappling Hook pra puxar os inimigos, ir até eles ou ir de um ponto a outro da tela usando pontos em específico.

A parte mais complicada pro jogador é a questão da recuperação de energia, porque ela utiliza uma barra que é enchida conforme se mata os inimigos, e não há itens de cura em específico no jogo. Tampouco os save points (usados pra upgrades) recuperam a energia, que adiciona um pouco na dificuldade do jogo.

E sim, o jogo é difícil. Mesmo inimigos comuns podem dar um bocado de trabalho, se o jogador estiver com a vida baixa e eles estiverem em grupo. Por outro lado, conseguir passar por uma situação difícil dá uma sensação de conquista, daí a minha comparação com Dark Souls no título do review. O primeiro boss real, eu apanhei bastante, mas depois que vi como ele ataca, minha luta contra ele acabou não sendo tão difícil quanto parecia.

Um pouco repetitivo graficamente

Os gráficos de Ultra Age não são exatamente o topo do PS4, diria que eles lembram um pouco Devil May Cry 4, mas não é esse o problema que temos aqui. E sim o fato de que os inimigos acabam ficando muito na mesmice, assim como os cenários.

Muitas fábricas, muitos inimigos robotizados, acabam deixando o jogo com um ar mais repetitivo do que ele é de fato. Por outro lado, essa aqui não é uma produção AAA, onde os desenvolvedores podem abusar de recursos financeiros pra garantir variedade. Os modelos de personagens em si são ok. Mas novamente, o jogo poderia ser mais, se fosse um estúdio maior.

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A primeira coisa que me espantou com Ultra Age, é que apesar de ser um jogo coreano… Ele não possui dublagem nesse idioma em específico, ele conta apenas com dublagens em inglês e japonês. E como eu sou um weeaboo do caralho, não escutei a dublagem americana. Não foi muito profissional, admito, mas eu não estava com paciência pra isso.

A dublagem japonesa é satisfatória. Não é necessariamente superior, ou coisa do tipo, ela funciona bem. E podemos colocar a trilha sonora no mesmo balaio. Ou talvez eu não lembre tanto porque eu joguei o jogo em outubro, e estamos no meio de novembro. Mas o fato é que a trilha não incomoda, mas não vai fazer você sair do seu caminho para ouvi-la.

Uma joia bruta

Talvez com melhor polimento, um roteiro mais interessante e menos cenários repetitivos, Ultra Age poderia ser considerado o Devil May Cry dos indies. Mas, apesar desses pesares, é um bom jogo. Numa promoção, talvez você possa considerar a compra.

Ultra Age está disponível para PlayStation 4 e Nintendo Switch, com uma versão para PC a caminho.


Essa análise foi feita com uma cópia digital de PlayStation 4 gentilmente cedida pela DANGEN Entertainment.

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Hades | Um roguelike para todos governar https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/10/24/hades-um-roguelike-para-todos-governar/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/10/24/hades-um-roguelike-para-todos-governar/#respond Sun, 24 Oct 2021 16:43:40 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=8770 Das coisas mais curiosas da vida, é importante notar o quanto nossos gostos mudam com o passar dos anos. Eu mesmo já passei a gostar e desgostar de um monte de coisas no decorrer desses 11680 dias (só fazer o cálculo aí). Eu diria que paladar é algo que muda muito de pessoa pra pessoa, […]

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Das coisas mais curiosas da vida, é importante notar o quanto nossos gostos mudam com o passar dos anos. Eu mesmo já passei a gostar e desgostar de um monte de coisas no decorrer desses 11680 dias (só fazer o cálculo aí).

Eu diria que paladar é algo que muda muito de pessoa pra pessoa, quando você é criança acaba evitando de comer certas coisas por elas terem gosto “ruim”, tipo, quando infante eu só comia hambúrguer do jeito mais blasé que era só pão e carne.

Mas aos pouco eu fui adquirindo paladar e adicionando um ketchup e mostarda, a ideia de colocar alface já não me parecia tão ruim assim, e claro né, hoje em dia meu filtro com comida é muito mais aberto em comparação a minha infância mas ainda assim tem coisas que ainda não me descem como a droga do quiabo!

Dando uma nova chance

Hades

Isso tudo pra dizer que vídeo game meio que dá pra correlacionar com comida, eu particularmente não gostava nem um pouco de jogar jogos survival horror (mais pelo cagaço mesmo), mas isso mudou após o remake de Resident Evil 2, que me fez apreciar bastante esse estilo e me deu uma experiência que nenhum outro game que já jogava podia oferecer.

O desespero de estar sempre lutando contra a escassez de munição e tomando decisões de matar ou não os monstros só pra guardar recursos realmente me pegou pelas bolas até o final, nos entregando uma catarse por ter passado por aquilo.

Com esse novo gosto adquirido eu percebi que só basta um jogo entregar uma experiência muito boa que isso abre um novo mundo de possibilidades, o que acaba me compelindo a buscar por mais jogos com essa experiência ou até dando chance pra coisas totalmente fora da minha zona de conforto.

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Claro que existem muitos tipos de jogos, os quais eu ainda não encontrei a combinação perfeita que agradasse meu paladar, tipo os roguelikes da vida. Já joguei alguns jogos nesse estilo como Binding of Isaac, Rogue Legacy, Enter the Gungeon, Crypt of the Necrodancer, nenhum deles me trouxe satisfação ou um impulso de querer continuar jogando ou até mesmo chegar no final.

Se eu fosse comparar com comida eu diria que roguelike seria o quiabo dos vídeo games, pra minha pessoa que não gosta, claro. Até hoje não consegui encontrar um prato apetitoso que me faça gostar disso, mas eu diria que Hades é um tipo de quiabo que consegui apreciar.

Combinação perfeita?

Hades

Hades é o jogo mais recente do estúdio Supergiant Games (Bation, Transistor e Pyre) lançado em 2018 primeiramente como Early Access na Epic Games Store, e chegando com uma versão definitiva em 2020/21 para as outras plataformas.

Eu lembro que assim que anunciaram esse título eu fiquei mega empolgado, sempre achei muito bonito os visuais dos jogos desse estúdio, mas eu só joguei mesmo o primeiro que fizeram, o Bastion, que era um jogo bem nessa pegada de Hack’N Slash, com visão isométrica, evolução de personagem e por aí vai.

O que também me chamou atenção era o fato dele ser baseado em mitologia grega, e eu como uma pessoa que gosta bastante disso graças a muitos anos assistindo Hércules da Disney e lendo livros do Rick Riordan me fizeram comprar o jogo assim que saiu no PlayStation 4.

A única coisa que me deixava um pouco com pé atrás que é algo diferente de todos os outros jogos produzidos pelo estúdio é que ele tinha a parte do quiabo.

Quiabo e Roguelike

Hades

E o que define um Quiabo a.k.a Roguelike? São jogos com progressão gerada aleatoriamente, aonde você precisa passar por uma quantidade x de áreas escolhendo caminhos e coletando recursos que te deixam mais forte (ou não) até a conclusão. Mas o elemento que mais aterroriza na parte do roguelike é a fatalidade, que independente de onde você estiver, se você morrer, se perde praticamente tudo que coletou ao longo da partida, voltando todo seu progresso pro início.

E eu entendo que a graça de um roguelike é essa coisa de repetição e aprender, escolher as melhorias certas pra avançar e correr riscos, mas nunca foi algo que me fez querer continuar até o final de todos os jogos que já dei exemplo. E esse estúdio ele conseguiu fazer uma combinação dessas mecânicas com a narrativa do jogo que acaba justificando essa repetição.

Não há escapatória

Hades

A história de Hades é bem curiosa, pois a galera da Supergiant pegou um personagem que nunca é mencionado na cultura pop com relação a mitologia grega que se chama Zagreu, com uma origem um pouco diferente da original.

Aqui, o protagonista é filho do senhor do submundo, Hades, que por sua vez é venerado e temido como o grande regente do inferno mas falha em ser um bom pai, então assim como todo rebelde no auge da juventude, Zagreu resolve fugir de casa, o que não será algo fácil já que ninguém nunca fugiu do inferno e seu pai faz questão de colocar tudo e todos para impedir que ele consiga escapar.

Áreas e coletáveis

O jogo segue primariamente com essa premissa, você pega sua arma infernal, no começo só tem uma disponível que é a Stygius, a espada do submundo, mas com o passar do tempo você pode desbloquear mais 5 armas cada uma com seus ataques rápidos e especiais, e elas vão te ajudar a avançar pelo inferno passando pelos seus diversos ambientes, começando pelo Tártaro e subindo para Asfódelo, Elísio e por último o templo de Estige, culminando num embate final com o próprio deus dos mortos.

E na medida que vai progredindo você coleta recursos dos mais diversos tipos, o principal deles são as bênçãos dos deuses do Olimpo, que acabaram descobrindo que tinham um parente desconhecido que está tentando fugir para a superfície e resolvem te apoiar com diversas habilidades, e a maneira que funciona é que cada vez que você encontra uma benção de um deus, você escolhe uma melhoria entre três que são sempre aleatórias.

As escolhas são bem variadas, em uma das partidas, conforme a progressão entre salas, você pode acabar encontrando uma benção do Dionísio, e as melhorias dele estão atreladas a intoxicação e cura, então você pode ter oportunidade de escolher atribuir um de seus ataques pra que inflija envenenamento nos inimigos, ou ativar intoxicação em área toda vez que você usar a esquiva ou até habilidades passivas como ter uma porcentagem de cura maior toda vez que consumir algum item consumível.

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Em alguma outra sala você pode encontrar benção da deusa Artêmis que é focado em dano crítico, e na outra até mesmo Zeus com suas bênçãos de raios, então você meio que vai montando esse Frankenstein de habilidades que incrementam umas as outras, e aprendendo com quais você se dá melhor.

Há também as moedas do jogo, uma delas são os tesouros que você vai ganhando entre as arenas, com as quais você pode gastar somente em fontes que vendem itens limitados e também com o Caronte, que além de levar as almas pro inferno, faz um bico de vendedor de vez em quando.

Lá você encontra não só bênçãos dos deuses mas também corações de Centauro, que permitem aumentar o limite de HP, ou romãs que aumentam o nível de suas bênçãos deixando elas mais fortes e até mesmo itens de cura. Essas coisas você geralmente encontra em salas normais também, mas entrar numa sala com o Caronte é a oportunidade de pular uma cheia de inimigos, se você tiver com dinheiro claro.

Em Hades existe também uma moeda de troca chamada Escuridão, você consegue ganhar no decorrer das partidas e elas estão atreladas a benefícios permanentes ao Zagreu. Existe um espelho no quarto do seu personagem, concedido pela sua madrasta Nix, que é aonde você consegue gastar essa moeda.

Lá você consegue comprar coisas como, aumentar a quantidade de projéteis que você pode lançar, ganhar uma nova chance após um golpe fatal, tudo o que for deixar mais fácil as suas próximas desventuras.

A grande família

Mas o que acontece quando você morre? Bem, por natureza esse tipo de jogo te obriga a voltar do começo, no caso desse, você volta pra casa de Hades onde a maior parte da narrativa acontece, é lá que você vai conhecendo mais dos deuses e entidades ctônicos, onde Hipnos te recepciona toda vez que morre e menciona como você morreu, vê seu pai trabalhando enquanto escuta e nega o pedido de milhares de almas que passam por ele, onde bate um papo com Aquiles enquanto ele guarda um dos salões da casa, escuta uma ou duas músicas do Orfeu quando ele se sente inspirado.

Sabe, eu sempre vi os deuses da mitologia grega como essa grande família muito unida e também muito ouriçada, e o jogo faz um bom trabalho de mostrar isso, muitos sentimentos conflitantes, personagens que você encontra na casa de Hades, são muito carismáticos, e cada um com suas desavenças entre eles.

A Megaíra, uma das irmãs Fúria e a chefe do primeiro ambiente, vendo pelas interações entre os dois da pra perceber que já existiu um relacionamento que não acabou muito bem e ela meio que desconta um pouco disso no trabalho dela de te impedir de passar pro próximo bioma, mas ainda assim ainda existe um certo respeito entre os personagens, até mesmo Zagreu, por mais que ele não goste do pai e como ele o trata, eles ainda se conversam e ficam se irritando de propósito e depois disso tudo ele ainda assim não deixa de receber as bênçãos falando “Em nome de Hades”.

Aumentando laços

Hades também tem um elemento “Persona” que você pode aumentar afinidade com os personagens dando néctar/ambrósia pra eles e além de abrir novos diálogos e eventos de historia, você ganha um item equipável pra cada personagem que você oferece, e esses itens te dão benefícios passivos de acordo com cada personagem. Mais uma coisa pra garantir que você consiga fugir com mais facilidade.

Atenção ao detalhe

Eu diria que o maior mérito de Hades, é a quantidade de coisas pra fazer e conteúdo adicionado, a começar pelos diálogos que além de serem todos dublados, sempre tem algo novo sendo dito pelos personagens não importa quantas vezes você jogue, eu já fiz umas 50 partidas e sempre tem algo novo sendo falado, os personagens sempre reagem a coisas diferentes, se você estiver usando algum item ou alguma arma nova, alguém vai mencionar. Vai falar se você chegou perto de sair ou vai comemorar se você conseguiu sair do inferno.

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As composições também tem uma grande atenção ao detalhe, elas tem várias camadas que vão acompanhando a intensidade de cada andar até entrar num rock pesadão nas batalhas mais épicas e quando finaliza, todos os instrumentos abaixam com exceção do baixo que continua presente enquanto você coleta alguma recompensa ou decide qual caminho tomar.

Por ser uma equipe pequena da pra sentir que cada aspecto foi feito com muito esmero.

O que não falta é conteúdo

Hades

E eu mencionei ali em cima que fiz 50 “runs” mas não é por que eu ainda não consegui fugir, eu conclui esse primeiro objetivo na minha 24.º partida e digamos que o jogo ainda te dá muitos motivos pra você querer continuar nesse loop de tentar mais uma vez, sempre adicionando coisa nova, quando você pensa que já tá dominando e ganhando umas 8 vezes seguidas o jogo te apresenta o pacto de punição, que nada mais é que um grande contrato de aumentar risco e recompensa, quanto mais calor você adiciona mais difícil fica, mas você acaba ganhando mais coisas se for bem sucedido. Me lembra um pouco Kid Icarus Uprising que tinha algo semelhante, mas aqui você escolhe quais serão suas desvantagens.

Tem também os diferentes aspectos de suas armas, você pode oferecer sangue de Titã pra elas e liberar aspecto de algum deus ou herói que já usou ela, modificando não só a aparência mas também o jeito como se joga. Por exemplo, tem o Escudo Aegis que pode aumentar o nível de aspecto do Zagreu e como consequência a aumenta força e velocidade de ataque.

Com esse mesmo escudo tem mais outros três aspectos com habilidades diferentes, tipo o aspecto do Caos o deus primordial, e a habilidade que você ganha é multiplicar a quantidade de escudos que você lança estilo Capitão América, quanto mais sangue de Titã você coloca, maior é a quantidade de escudos lançados (com limite é claro).

Conclusão

Dito tudo isso, da pra perceber que Hades foi o melhor prato de quiabo que já comi. Eu parei alguns minutos pra pensar em alguma coisa que poderia criticar, mas pra mim ele faz tudo tão bem e tá sempre me compelindo a jogar e experimentar maneiras diferentes de me desafiar que eu particularmente daria um 10/10 fácil.

É muito gostoso ver como cada mecânica e cada elemento de história se conectam e como eles conseguiram dar muitos motivos que justificam essa repetição, então depois de todo esse tempo ouvindo e vendo a quantidade de elogios e premiações que esse jogo recebeu eu consigo dizer fácil que foi muito bem merecido.

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#PlayWoo | Dante’s Inferno: Prólogo https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/09/30/playwoo-dantes-inferno/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/09/30/playwoo-dantes-inferno/#respond Wed, 30 Sep 2020 19:16:52 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=5447 Comecei Dante’s Inferno por diversas vezes no passado, mas nunca o fechei por completo.  E o motivo é que o gênero Hack’n Slash não é lá o meu favorito. LEIAM – GOD OF WAR | Uma Analise Sem Spoilers Um preconceito bobo, diga-se de passagem, mas que estou disposto a remediar. Por esse motivo decidi […]

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Comecei Dante’s Inferno por diversas vezes no passado, mas nunca o fechei por completo.  E o motivo é que o gênero Hack’n Slash não é lá o meu favorito.

LEIAM – GOD OF WAR | Uma Analise Sem Spoilers

Um preconceito bobo, diga-se de passagem, mas que estou disposto a remediar. Por esse motivo decidi começar novamente do zero, jogando esporadicamente e registrando em gameplays lá em meu canal pessoal.

Caso ainda não conheça e queria me acompanhar nessa aventura, basta se inscrever no canal  abaixo:

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Yasai Ninja | YaSaia de perto desse jogo! https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/02/05/yasai-ninja-yasaia-de-perto-desse-jogo/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/02/05/yasai-ninja-yasaia-de-perto-desse-jogo/#respond Tue, 05 Feb 2019 13:55:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/02/05/yasai-ninja-yasaia-de-perto-desse-jogo/ Quantos jogos são lançados toda semana? Todo mês? Todo ano? A resposta, certamente é MUITOS. Então, obvio que muitos jogos vão passar batido por você, em meio aqueles lançamentos que queremos jogar. Nesse mês de janeiro mesmo, com Kingdom Hearts 3 e o remake de Resident Evil 2, nem percebemos que Bard’s Tale saiu em […]

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Quantos jogos são lançados toda
semana? Todo mês? Todo ano? A resposta, certamente é MUITOS. Então,
obvio que muitos jogos vão passar batido por você, em meio aqueles
lançamentos que queremos jogar. Nesse mês de janeiro mesmo, com
Kingdom Hearts 3 e o remake de Resident Evil 2, nem percebemos que
Bard’s Tale
saiu em uma versão remasterizada

A razão dela ter sido
lançada? Não faço a mínima ideia, já que a maior fama do jogo é
uma brincadeira que a publisher colocou no disco de jogo. Mas não é
sobre o remaster de Bard’s Tale que estamos falando.

 
O meu ponto é, em meio a essa
caralhada de lançamentos, sempre haverão jogos ignorados, que
quando os compramos, nos deparamos com algo que difere do padrão
visto na indústria, recompensa com uma experiência nova, ou se não
é nova, pelo menos sai um jogo tremendamente divertido. Yasai Ninja
NÃO é um desses jogos.
 
 
Lançado em 2015, pelo estúdio
espanhol Reco Technology, Yasai Ninja conta a história de Kaoru
Tamanegui
e Joe Broccoli, um samurai e um ninja que saem em busca de
vingança contra o terrível lorde Kyurinaga, que deseja matar o
imperador e se tornar rico, dominando a terra onde eles vivem. Ah
sim, todos os personagens de Yasai Ninja são vegetais, Kaoru é uma
Cebolinha, Joe é um Brócolis e boa parte do exército de Kyurinaga,
incluindo o próprio, são pepinos. E essa é a melhor parte do jogo,
porque daqui pra frente…
 
O jogo mistura etapas num hack’n slash
em 3D e fases de plataforma em 2D, e vamos falar sobre os controles
das etapas 3D. Primeiro, vamos nos ater ao fato de que o jogo usa a
Unity, então já dá pra prever que tipo de problemas ele terá. A
colisão é um lixo e você não sente impacto algum em seus golpes
ou nos golpes de seu inimigo. Tirando isso do caminho, a câmera do
jogo é uma bosta, não por se mexer muito ou coisa do tipo, mas
simplesmente por ela simplesmente ser ruim mesmo, só jogando pra
saber.
 
 
Em alguns momentos do jogo você tem
que subir escadarias, ok. Mas não dá pra pular enquanto se está
nas escadas, por alguma razão escrota. Passemos para os puzzles,
sim, o jogo tem alguns puzzles. Com exceção de dois puzzles
específicos, um numa boss battle e um que deve se ficar trocando de
personagem pra passar de uma sessão de plataformas, a maioria deles
são risíveis, piorando quando e tem que empurrar certos objetos com
o Kaoru Tamanegi, os controles são um completo cocô.
 
O combate é escroto. Combinando com a
colisão cocô da Unity e os controles ruins, temos um festival de
merda aqui, que nem o sistema de aumento de nível dos personagens
salva, sistema esse que aliás parece funcionar de maneira totalmente
aleatória. Tipo, eu estou matando personagens de uma fase quando
repentinamente pipoca na tela que eu tenho um novo combo, ou minha
vida máxima aumentou. E a batalha final contra Kyurinaga é imbecil,
primeiro porque Kyurinaga não oferece perigo real, e segundo porque
pra alongar, quando a barra de vida do Kyurinaga está próxima do
fim, ele enche ela duas vezes.
 
Caramba, quase esqueci de falar das
etapas em 2D. Existem algumas fases em 2D… Que são igualmente
desgraçadas, porque basicamente não existe ação, é só ir do
ponto A ao B, mas até nisso o jogo é um pedaço de lixo. O design
dessas etapas é igualmente lixoso, porque ele te obriga em boa parte
do tempo a usar o pulo duplo, tem horas que o cenário se confunde
com as plataformas, pra um jogador de primeira viagem vai ser difícil
acertar certos pulos sem morrer no mínimo uma vez. E tem momentos
que o ângulo da etapa vai mudar pra um pseudo 2.5 que vai ferrar com
sua perspectiva, causando obviamente, mais mortes.
 
 
Visualmente… É genérico. As
cutscenes são mostradas num estilo de quadrinhos, mas não se
destacam em nada, os cenários são igualmente genéricos e sem vida.
O design dos personagens? Bem, vai de você curtir vegetais ou não.
Mas dá pra ver que Broccoli Joe foi claramente inspirado pelo Afro
Samurai. Talvez algum vegano curta o visual dos personagens…
 
Sonoramente… As musicas aparentemente
foram compostas pelo veterano G.N. Erick, porque elas são tão sem
sal quanto um picolé de chuchu, ou Last of Us. Existe a dublagem do
narrador, que é… Japonesão genérico. Efeitos sonoros são…
Qualquer coisa. Deu pra ver que pelos últimos dois parágrafos, a
minha paciência pra falar de Yasai Ninja foi pro saco.
 
Finalizando, PASSE LONGE DESSE JOGO.
Evite-o a qualquer custo, se encontrar uma cópia física (saiu na
Europa em mídia física), destrua-a, ou dê de presente pra alguém
que odeia. Jogos ruins podem ser divertidos, esse aqui não é.
 
Yasai Ninja está disponível para
PlayStation 4, Xbox One e PC. Esta análise foi feita com uma cópia
que tive o desprazer de pagar com meu próprio dinheiro.Nunca deletei
um jogo do HD tão rapidamente.
Abaixo vocês podem conferir o trailer do jogo:

 

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