Arquivos Game Boy Advance - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/game-boy-advance/ Um pouco de tudo na medida certa Wed, 22 Feb 2023 14:56:36 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Game Boy Advance - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/game-boy-advance/ 32 32 Castlevania: Dawn of Sorrow | Retro Review https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/02/22/castlevania-dawn-of-sorrow-retro-review/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/02/22/castlevania-dawn-of-sorrow-retro-review/#respond Wed, 22 Feb 2023 14:56:36 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=13283 Há pouco tempo, falei sobre meu Castlevania favorito, o Aria of Sorrow. O que tecnicamente é uma mentira, já que esse texto é bem antigo, mas vamos fingir que é recente porque eu reaproveitei ele, um dos meus textos de meu antigo blog. Pois bem, na virada de geração do Game Boy Advance pro Nintendo […]

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Há pouco tempo, falei sobre meu Castlevania favorito, o Aria of Sorrow. O que tecnicamente é uma mentira, já que esse texto é bem antigo, mas vamos fingir que é recente porque eu reaproveitei ele, um dos meus textos de meu antigo blog. Pois bem, na virada de geração do Game Boy Advance pro Nintendo DS, houve um salto gráfico e sonoro no portátil da Nintendo, e é claro que a Konami iria fazer um Castlevania.

E claro, que seria uma continuação de meu Castlevania favorito, e como era tendência em consoles Nintendo, você simplesmente coloca o nome do jogo + console, por exemplo, Mario Kart 64, Advance Wars, Sonic Advance. E é claro que no Nintendo DS, isso também foi regra, visto jogos como Ninja Gaiden: Dragon Sword, Full metal Alchemist: Dual Sympathy, e é claro, Castlevania: Dawn of Sorrow.

Reprodução: Internet

 

Soma Cruz ainda tenta tirar uma casquinha de Mina… E o mal voltou

O enredo se passa em 2036, um ano depois de Soma ter derrotado Graham Jones e com o apoio de seus amigos derrotou a criatura caótica que ameaçava a humanidade… Apesar disso, ele descobriu que herdou os poderes de Drácula, e tem que conviver com isso. Num passeio aleatório com Mina (ao que parece, ele ainda tenta tirar uma casquinha da moça), Soma é atacado por algumas criaturas das trevas, capitaneadas pela líder de uma seita misteriosa que vem crescendo.

LEIAM  – Castlevania: Aria of Sorrow | Retro Review

E nisso ele descobre que o seu poder de Drácula não havia sumido, apenas estava adormecido enquanto não havia perigo. Celia diz que quer despertar um novo conde das trevas, eliminando Soma e fará de tudo para alcançar o seu objetivo. Nisso, Soma, Arikado, Julius e Yoko partem para o castelo para investigar. A trama não foge do básico, mas não tem as reviravoltas de Aria of Sorrow, afinal, você já sabe que J era Julius Belmont, Arikado é o Alucard e Soma Cruz era Drácula.

Reprodução: Internet

O bom e velho metroidvania, melhorado

A jogabilidade segue o mesmo ritmo de Aria of Sorrow, mas agora com a maior quantidade de botões frontais, tivemos boas adições. Para cada arma do inventário, foi adicionado um ataque especial (A) que utiliza um pouco do seu MP. Outra alteração bem vinda, foi a da alma Doppelganger que permite que você tenha dois inventários de equipamento/almas e lhe dá uma chance de criar certas estratégias (embora a minha seja surrar os inimigos gritando: MOOOORRE DIABOOO!) contra determinados tipos de oponente.

Yoko ganhou maior utilidade no jogo no modo história, já que como feiticeira, ela tem poderes mágicos, e tem a habilidade de combinar algumas armas com alma, sintetizando armas mais fortes e pode te ajudar a economizar um bocado de dinheiro em determinadas armas, a custo de uma alma que PODE ser útil. Um dos problemas aqui, é que a coleta de almas está mais difícil, às vezes dependendo de uma sorte maior do que a necessária.

LEIAM – Tales of Symphonia Remastered – modesto até demais para o jogo lendário que é

O jogo tem três possíveis finais, um bom, que não é o verdadeiro, um ruim, que desbloqueia o Julius Mode e o bom. Aliás, o Julius mode foi bastante melhorado em relação ao Aria of Sorrow e convenhamos, ele foi uma prévia de como seria o Castlevania seguinte (Portrait of Ruin), com dois personagens jogáveis e intercambiáveis.

O Julius Mode funciona como os clássicos Castlevania, ou mais ou menos como o Circle of Moon de GBA. Empunhando o Vampire Killer e fazendo o uso de sub-armas, ele oferece uma história: “E se Soma Cruz tivesse cedido aos poderes de Drácula?”. Aliás, isso dá uma sobrevida maior ao jogo.

Ah, sim, a Stylus se faz necessária em alguns momentos do jogo, como os Magic Seals (necessários para se derrotar os mestres) e em outros momentos para “derreter o gelo”, e os cinco selos vão aumentando a dificuldade gradativamente.

Post Scriptum do Sancini de 2023: Hoje em dia temos uma romhack que elimina a necessidade do uso da Stylus.

Reprodução: Internet

Anime de Castlevania, antes daquela porcaria da Netflix

Graficamente é bem bonito, com cenários mais detalhados e monstros maiores, ainda não seria o mais bonito, mas mostra competência com ótimos efeitos visuais. O jogo conta com uma arte em anime, diferente do anterior, dando um toque diferente ao jogo. E para ser honesto, a arte ficou mais agradável pra mim do que a do seu antecessor.

As músicas aproveitam o hardware do DS e provavelmente ficarão na sua cabeça por um bom tempo… E destaco aqui a música de entrada (A do Lost Village) do Julius mode, que é uma clássica já da franquia. Aliás, outro remix de um clássico é encarado em Silence Ruins, se não me engano.

As vozes em sua maioria estão melhores que em Aria of Sorrow, mas o Hikaru Midorikawa (seiyuu do Soma) colocou um tom mais velho no personagem… Bem mais velho, diria eu. Afora isso, a sonoridade de Dawn of Sorrow é excelente.

Recomendo pegar o disco com a compilação de Aria e Dawn of Sorrow e escutar.

Reprodução: Internet

Finalizando…

Finalizando, com alguns defeitos, e uma jogabilidade melhorada, Castlevania: Dawn of Sorrow é uma ótima pedida para o DS, e você irá passar um bom tempo explorando o castelo de Drácula, chutando bundas. E eu vos digo, amigos, não há nada melhor do que destruir cruz-credos em um fim de semana.

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Castlevania: Aria of Sorrow | Retro Review https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/02/14/castlevania-aria-of-sorrow/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/02/14/castlevania-aria-of-sorrow/#comments Tue, 14 Feb 2023 01:12:07 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=13281 Eu estava outro dia visitando meu antigo blog de games (Caramba, fazem quase 14 anos que escrevo sobre jogos, desde 2009, antes mesmo do blog, eu fazia alguns reviews) e pensei com meus botões… E se eu reaproveitasse esse conteúdo pro Arquivos do Woo? E acreditem, tem MUITA coisa que eu poderia aproveitar. Então, não […]

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Eu estava outro dia visitando meu antigo blog de games (Caramba, fazem quase 14 anos que escrevo sobre jogos, desde 2009, antes mesmo do blog, eu fazia alguns reviews) e pensei com meus botões… E se eu reaproveitasse esse conteúdo pro Arquivos do Woo? E acreditem, tem MUITA coisa que eu poderia aproveitar.

Então, não estranhem a quantidade de reviews retrô que vão aparecer aqui no site ao longo dos dias, semanas e meses seguintes, provavelmente é conteúdo reaproveitado – Diabos, eu era menos formuláico quando escrevia sobre jogos e tinha internet discada.

Pra começar, falaremos é claro do meu Castlevania favorito, Castlevania: Aria of Sorrow, do Game Boy Advance. Vamos em frente que atrás vem gente.

Aria of Sorrow
Reprodução: Internet

Intercâmbio Maldito!

O jogo se passa em 2035. A humanidade se prepara para assistir o primeiro eclipse total do novo século. Soma Cruz, um estudante de intercâmbio no Japão vai assistir o eclipse no templo Hakuba e ter a chance de colocar seu kibe para espirrar maionese na esfirra de sua amiga de infância e filha do responsável pelo templo, Mina Hakuba, então…

PERAÍ! PARE ESSE REVIEW!

Vamos lá, Soma Cruz é um estudante de intercâmbio. Provavelmente da Europa ou da América, e Mina é claramente japonesa. Lembrete que ele é estudante de Intercâmbio, ou seja, vem de fora do país (A história se passa no Japão) e isso daria um nó na cabeça de qualquer um ao pensar no assunto. Mas, como nem a wiki de Castlevania solucionou esta dúvida, vamos continuar…

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Enfim, os dois percebem que a escada tá mais grande que o usual e os dois surgem… No Castelo de Drácula. Lá, são atacados pelos cruz-credos habituais da série e salvos por um estranho chamado Genya Arikado (que, SPOILERS é a identidade ‘secreta’ de Alucard SPOILERS) e lá, Soma descobre que tem a habilidade de roubar as almas dos monstros derrotados. Arikado aconselha Soma a procurar a câmara do mestre para descobrir a verdade e encontrar um caminho para fora do castelo.

Aria of Sorrorw
Reprodução: Internet

Tipo o Symphony of the Night, mas melhorado

O jogo segue a fórmula do aclamado Symphony of Night, com exploração não linear. Você dispõe a princípio de pouco equipamento e quase nenhuma habilidade, mas conforme avança, novos equipamentos são conseguidos. O jogo introduziu o sistema de almas, no qual, dependendo da sorte, se você derrotar um monstro, absorverá a alma dele lhe conferindo certas habilidades.

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Almas essas que são essenciais para se fazer o bom final. A jogabilidade funciona muito bem, servindo ao seu propósito, chegando a passar uma sensação de evolução, tanto que um dos mestres passa a ser um mero inimigo mais pra frente no jogo (trope clássica de Beat’em up).

O Castelo de Drácula é imenso, e contém muitos segredos e enganos, não por acaso você vai se perguntar: “PRA ONDE DIABOS EU VOU AGORA?” Acredite, eu fiz MUITO isso. Já a dificuldade do jogo não é grandes coisas, alguns inimigos podem dar trabalho, e outros chefes podem fazer você ter leves evacuações anais, mas nada que lembre os jogos do NES.

Reprodução: Internet

Maravilhoso!

Graficamente é estupendo. Os monstros são diferentes e mesmo com a tela diminuta do GBA, tem detalhes e os cenários são bem conectados e bem feitos. Alguns cenários particularmente são pinturas. Só a Dimensão aonde você enfrenta Chaos que não ficou muito legal porque é basicamente uma versão re-colorida do castelo. As artes do jogo foram feitas pela Ayame Kojima, então depende mais do seu gosto por desenhos. Mas admito que gostei mais da arte “Genérica-Anime” de Dawn of Sorrow.

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Michiru Yamane estava nas Pick-Up’s, o que garante uma sonzeira de alta qualidade. Mesmo com a qualidade sonora do GBA não sendo grandes coisas (Guilty Gear X Advance, estou olhando para você), as músicas de Aria of Sorrow provam que um bom compositor faz milagres até mesmo com hardwares ruins. As vozes ali contidas ficaram boa, e saúdo a Konami por não ter chamado dubladores americanos para refazerem meia dúzia de falas, afinal, se isso acontecesse, perderíamos o modo fofo que a Mina fala quando o Soma vai falar com ela na entrada do castelo.

Reprodução: Internet

Vem na minha conclusão

Eu teria muito mais pra falar de Castlevania: Aria of Sorrow, mas eu só faria você perder tempo. De qualquer jeito, recomendo, com uma jogabilidade bem feita, uma dificuldade honesta (que te desafia, não te desanimando) e gráficos bons, além de uma trilha soberba, o jogo é uma ótima pedida, ainda mais agora que ele foi relançado nas plataformas modernas na coletânia com os jogos do GBA.

Castlevania: Aria of Sorrow está disponível para Game Boy Advance, PC, PlayStation 4, Xbox One e Nintendo Switch.

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De Kiki Kaikai a Reshrined: A história de Pocky & Rocky https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/06/25/de-kiki-kaikai-a-reshrined-a-historia-de-pocky-rocky/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/06/25/de-kiki-kaikai-a-reshrined-a-historia-de-pocky-rocky/#comments Sat, 25 Jun 2022 13:54:04 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=11834 Sabe, recentemente, com a inércia da Capcom em conteúdo relacionado a Mega Man, estando as beiras de completar 35 anos da série, me lembrei de outras séries tão antigas quanto, como R-Type, da Irem que também faz 35 anos em 2022, e Street Fighter, que também faz 35 anos em 2022, por mais que a […]

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Sabe, recentemente, com a inércia da Capcom em conteúdo relacionado a Mega Man, estando as beiras de completar 35 anos da série, me lembrei de outras séries tão antigas quanto, como R-Type, da Irem que também faz 35 anos em 2022, e Street Fighter, que também faz 35 anos em 2022, por mais que a gente jure que Street Fighter II foi o primeiro da série. Uma série, que por incrível que pareça, é mais velha que elas, é a série Pocky & Rocky

Como assim, você me pergunta? Pocky & Rocky nasceu no Super NES. E se eu lhe dissesse que a série tem um jogo no NES e no PC Engine? Mas, estou me adiantando. Eu não tenho uma história complicada com essa série, então vamos falar sobre a produtora da série, Taito.

LEIAM – Cotton: A Noite dos Sonhos Fantásticos

A Taito, lá em 1978, deu início a febre dos jogos, com um singelo arcade chamado Space Invaders. Reza a lenda (que os japoneses juram ser verdade), que o sucesso do jogo era tamanho, que não era possível em certos momentos, encontrar moedas de 100 yen no país, porque todas estavam nas máquinas de Invaders.

Tá certo que a Namco iria retrabalhar melhor a fórmula de Space Invaders com Galaga e Galaxian, mas nos anos 80, a Taito sempre trabalhou em fazer arcades únicos ou diferentes, tanto que em 1986, eles começaram os testes de um arcade de nave que utilizaria três monitores lado a lado e espelhado para uma experiência widescreen, antes mesmo da invenção do que conhecemos hoje como widescreen.

Esse arcade? Darius. Mas, Darius só viria a ser lançado de fato em 1987, porém em 1986, a Taito lançaria um outro arcade, que é basicamente o tema do artigo de hoje… Falo de Kiki Kaikai.

Créditos: MAME-FAN

Kiki Kaikai | A Jornada de uma sacerdotisa

Desenvolvimento: Taito
Lançamento: 18 de Setembro de 1986
Gênero: Shooter multi direcional
Plataforma: Arcade

O primeiro jogo é extremamente simples. No comando de uma sacerdotisa Shinto chamada Sayu-chan, que fazia suas obrigações, ela é visitada por um grupo de Deuses que a alertam de um perigo imenso. Não sabemos que perigo é esse porque os Sete Deuses são sequestrados por Youkais, e agora Sayu precisa resgatá-los.

Sayu possui dois ataques, ela pode atirar com pergaminhos o-fuda, ou atacar com a vara de purificação dela. Atacar com a vara pode fazer com que os inimigos deixem cair power-ups para ela, mas esses ataques só podem ser feitos a curta distância, dando uma sensação de risco e recompensa. Para ataques mais seguros, você tem obviamente os pergaminhos.

Como todo bom fliperama, o jogo é difícil feito a peste e não possui modo cooperativo. De fato, o modo para dois jogadores, os mesmos se alternam, tornando tudo um tanto chato, na minha opinião. E pra colocar sal na ferida, não importa quantos créditos estejam na máquina, caso perca todas as vidas, é game over… EXCETO, se os três números da pontuação forem os mesmos dos 3 números aleatórios que surgem na tela após perder a última vida.

A parte audiovisual de Kiki Kaikai é bem básica. A trilha de Hisayoshi Ogura não é tão boa quanto a de Darius (também dele) e os gráficos não são tão chamativos. Os inimigos e a Sayu-chan possuem designs bons, mas os cenários são passáveis na melhor das hipóteses.

O jogo demorou pra vir pro ocidente oficialmente, mas bootlegs com o título Knight Boy podem ser encontrados, infelizmente não consegui rodar Knight Boy pra saber quando ele foi produzido. Apesar de não ter sido necessariamente bem sucedido (Kiki Kaikai estava longe de ser um Elevator Action em termos de sucesso), a criação de Hisaya Yabusaki rendeu lucro o suficiente para garantir alguns portes.

O primeiro deles saiu para o MSX, mas vamos pulá-lo por que eu não sei ainda como emular MSX. O segundo porte, foi lançado em Agosto de 1987, quase um ano após o lançamento do arcade. A plataforma? O Famicom Disk System.

Reprodução: Taito, Bits Laboratory

Kiki Kaikai: Dotou-hen | Scrolling e música ruins

Desenvolvimento: Bits Laboratory
Lançamento: 28 de Agosto de 1987
Gênero: Shooter multidirecional
Plataforma: Famicom Disk System

Vamos começar realmente do começo: Emular Famicom Disk System é um PÉ NO SACO. Ter que ficar acessar a troca de disco via swapping é chato. Kiki Kaikai: Dotou-hen introduziu o conceito de coop na série, com a segunda personagem jogável, Miki, baseada na idol Miki Ito, que havia sido contratada pela Taito para estrelar alguns comerciais de Kiki Kaikai.

Miki também gravou “Sayo Carnival”, uma versão vocal do tema do jogo, que é o típico pop chiclete japonês dos anos 80 e o jogo veio num belíssimo pacote com figures dos sete Deuses que são sequestrados no jogo. E aqui acabam meus elogios a Kiki Kaikai: Dotou-hen.

As músicas, rearranjadas por Yoshiaki Tsuruoka não soam legal, mesmo considerando que é o NES. Não são as mais terríveis, mas não ficaram boas. E graficamente, olha, você poderia dizer que é um jogo decente quando está parado, em screenshots. Porque PUTA QUE ME PARIU, o scroll desse jogo é absolutamente ABOMINÁVEL.

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E a jogabilidade, também não ajuda. O jogo dessa vez, ao invés de ser um shooter multidirecional linear, como o original, ou a versão de MSX, tem um toque de exploração como Zelda, com um sistema de dia e noite, semelhante ao visto em Castlevania II: Simon’s Quest. Só que ideias que podem ser boas em teoria, ficaram terríveis aqui, já que o visual igual dos cenários faz fácil ficar perdido. E o sistema de dia/noite não é bem implementado, já que se demorar a chegar em algum lugar, faz o jogo dar game over DO NADA.

E os tiros? Seus pergaminhos o-fuda não são somente tiros, eles são também moeda de comércio pra lojas e save points, e eles são LIMITADOS. Você ganha mais pergaminhos se matar seus inimigos com a vara de purificação. Aliás, boa sorte tentando ACHAR inimigos, porque você vai andar por telas e mais telas de puro nada. Some isso a hitbox questionável, e temos aqui um jogo que você deve evitar.

Kiki Kaikai não havia sido o hit nos arcades, e a versão de NES falhou em tudo basicamente, o que significa que a Taito iria desistir de Kiki Kaikai, certo? Na verdade, como muitos, a terceira vez é a que dá sorte, então em 1990, Kiki Kaikai chegava a OUTRA plataforma, o PC Engine.

Reprodução: Taito

 

Kiki Kaikai (PCE) | Melhor que a versão de Arcade

Desenvolvimento: Taito
Lançamento: 27 de Março de 1990
Gênero: Shooter Multidirecional
Plataforma: PC Engine

Ao invés de inventar moda, como no Famicom Disk System, a Taito resolveu fazer o arroz com feijão e trouxe uma conversão que não somente era fiel ao layout e jogabilidade do arcade, como também era superior a mesma, com gráficos levemente melhorados, e os arranjos finalmente puderam ser decentemente ouvidos.

A versão de Arcade, pra quem não sabe, tinha as músicas em mono, e com isso, não eram tão marcantes. Aqui, pelo menos elas mostram o potencial que tinham, pra ser a melhor experiência possível de Kiki Kaikai. Eu posso ter falado menos aqui do que nas seções de NES e Arcade, mas o ponto é que a jogabilidade da versão de PC Engine é igual a do arcade, questão de risco e recompensa, só que com um pouquinho menos inimigos do que nos fliperamas.

Hoje em dia, com os preços na estratosfera, conseguir uma cópia de Kiki Kaikai vai abrir um belo rombo no seu bolso, Deus abençoe a emulação, é o que eu vos digo.

Enfim, eu falei das versões de Arcade, NES e PC Engine em ordem cronológica, porque eu as joguei para poder comentar. Então antes de seguir com a cronologia, vou comentar dos que não pude jogar por uma razão ou outra.

Reprodução: Taito

Kiki Kaikai no MSX

Desenvolvimento: Taito
Lançamento: 18 de setembro de 1986
Gênero: Shooter Multidirecional
Plataforma: MSX

Graficamente, Kiki Kaikai no MSX não parece ser ruim, os gráficos estão fiéis ao arcade, ainda que diminutos. Mas assim como no Famicom Disk System, o que mata o jogo é o scrolling, e isso meio que era esperado no micro japonês, que não tinha muita potência no departamento.

Mas o scrolling aqui é tão ruim que faz o do FDS parecer liso, e dificulta saber onde os inimigos estão quando você dispara.

É ruim A ESSE PONTO.

Reprodução: Taito

Kiki Kaikai: The Bizarre World

Existem dois portes de Kiki Kaikai para celulares, um japonês, que é fiel a versão de arcade, mas claro que numa coisa tipicamente Japão, não é possível ser jogado hoje em dia por conta da má preservação de jogos mobile japoneses, e o outro, que foi a primeira aparição do nome Kiki Kaikai no ocidente, é um porte feito pra celulares Java… Que não é muito bom. Primeiro, ele não possui efeitos sonoros, a música é o típico mídi Java vagabundo. E segundo, o jogo NÃO TEM scrolling. Todas as fases são compostas de múltiplas seções de uma tela. E pra completar, a área jogável é minúscula.

Reprodução: Taito

Kiki Kaikai no PC

Existe uma versão de PC do jogo, lançada em 2004, dizem ser uma emulação do arcade, não pude conferir, apesar de ter baixado, por uma razão: O instalador sequer abre no Windows 64-bit. Posso fazer nada. Mas, agora que terminamos o desvio, voltemos ao texto regular.

Assim como Ninja Warriors, e seus portes, a Taito tratou Kiki Kaikai como um outro jogo qualquer, logo, no começo dos anos 90 ela se dedicou a outras coisas, como versões medianas da série Darius pro SNES e relançar Space Invaders pela nonagésima vez.

Nisso, a Natsume, que já havia trabalhado com a Taito em títulos como Power Blade, Darius II (a Natsume desenvolveu os portes de Mega Drive e Master System) e Special Criminal Investigations (a Natsume novamente, foi a responsável pela versão de Master System), licenciou Kiki Kaikai para um jogo inédito que sairia em 1992 para o Super Nintendo.

Com o título de Kiki Kaikai: Nazo no Kuro Mantle (Misterioso Mundo Fantasma: O Mistério do Manta Negra), o jogo foi rebatizado para o lançamento americano, com o título que o tornaria icônico. Obviamente falo de Pocky & Rocky!

Reprodução: Taito/ Natsume

Pocky & Rocky | Ação hardcore em dose dupla

Desenvolvimento: Natsume
Lançamento: Dezembro de 1992
Gênero: Shooter Multidirecional
Plataforma: Super NES, SNES Satellaview (Sim, o jogo foi transmitido lá também)

Ao contrário do que a Natsume faria dois anos depois, com Ninja Warriors Again (que é mais como um remake de “The Ninja Warriors” de arcade), Pocky & Rocky é uma continuação direta de Kiki Kaikai. Após ter conseguido resgatar os deuses e fazer as pazes com os youkais, Pocky (o nome ocidental de Sayu) vivia sua vida tranquila, até que um dia, um dos youkais, um Guaxinim chamado Rocky (Manuki na versão japonesa) apareceu no vilarejo de Pocky, pedindo a ajuda dela, contando que os Youkais ficaram doidos após a visita de um misterioso ser que usava um manto preto. Com isso, Pocky e Rocky saem numa jornada para derrotar os Youkais, trazendo-os de volta pro lado do bem e descobrir mais sobre esse ser misterioso.

Pocky & Rocky usa uma versão melhorada da jogabilidade de Kiki Kaikai, dessa vez você tem tanto a opção de mashar o botão de tiro, ou um rapid fire, que vem muito a calhar. Além disso, os personagens possuem um dash, ótimo pra desviar de inimigos.

O design de fases melhorou bastante, por outro lado, a dificuldade aumentou exponencialmente, mesmo no Easy, jogar Pocky & Rocky não é a tarefa mais fácil do mundo. Por outro lado, chega de 1-hit deaths como no jogo de arcade, agora os personagens possuem pontos de vida, que podem ser recuperados com items adquiridos ao longo das fases.

Graficamente e sonoramente, ele é muito mais variado que seu antecessor, o que era esperado, visto que são seis anos de diferença entre o jogo original e este aqui. Os sprites são bonitos, os cenários são maravilhosos e as cutscenes são charmosas, fazendo de Pocky & Rocky um jogo obrigatório para os fãs do SNES.

E não fui só eu, que elogiei Pocky & Rocky, já que o jogo conseguiu excelentes notas nas revistas da época. E bem, numa possível continuação, a ordem costuma ser… “Em time que tá ganhando não se mexe”, certo? Parece que a Natsume não recebeu esse memorando, já que em 1994, eles resolveram mudar as coisas para Pocky & Rocky 2, que no Japão, recebeu o título de  Kiki Kaikai: Tsukiyo Soushi (Misterioso Mundo Fantasma: Uma noite a luz da lua).

Reprodução: Taito/ Natsume

Pocky & Rocky 2 | Mudando tudo, com um toque de magia

Desenvolvedora: Natsume
Lançamento: 17 de Junho de 1994
Gênero: Shooter Multidirecional
Plataforma: Super NES

Dessa vez, temos que salvar a Princesa Luna (nora), sequestrada e colocada em um casamento contra a sua vontade. Para isso, Pocky & Rocky terão ajuda de aliados, o que influencia bastante na jogabilidade.

Enquanto que apesar do elemento cooperativo, a experiência de Pocky & Rocky single player e multiplayer era basicamente a mesma, com a diferença sendo o numero de jogadores. Na continuação, as coisas diferem porque o single player e multiplayer podem se diferenciar, se vai ser ou não possível jogar com o outro personagem. Explicando, agora é possível alternar entre Pocky & Rocky (ou algum de seus outros aliados) no meio da partida. E também não só isso, mas alternar entre o personagem escolhido e algum dos aliados.

É possível também usar o aliado como um “projétil”, arremessando-o contra os inimigos, sendo ideal para batalhas contra chefões. Esse aliado vai estar ao seu lado o tempo todo e mais ou menos copia seus ataques, e pode sofrer algum dano até se incapacitar (mas eles voltam.) Porém, a quantidade de hit points que o personagem pode tomar antes de perder uma vida diminuiu para dois, podendo ser ampliado com itens encontrados.

O design de fases é menos linear que o jogo anterior, já que é possível encontrar desvios onde se pode recrutar aliados, achar lojas e coisas do tipo, mas não chega a ser a patifaria do jogo de NES. Graficamente, ele é tão bonito quanto o antecessor, e também possui uma trilha competente, uma das coisas que era comum da Natsume no NES e SNES, jogos com excelentes trilhas.

Assim como seu antecessor, Pocky & Rocky 2 foi bem avaliado pela crítica e público, mas após isso, a Natsume e a Taito colocaram a franquia na geladeira, sem nenhuma iteração nos 32 ou 64 bits. A própria Natsume não iria aparecer como desenvolvedora do próximo jogo da franquia, ao invés disso, entraria em campo a Altron, que havia trabalhado com a Taito na versão de Game Boy Color de Elevator Action (Elevator Action EX, que nos EUA virou um jogo de Laboratório de Dexter), e nas conversões/remakes de Bubble Bobble e Elevator Action para Game Boy Advanced (Bubble Bobble Old & New e Elevator Action Old & New). E apesar da Natsume estar publicando o jogo, Kiki Kaikai Advance não seria uma continuação de Pocky & Rocky, mas um remake/porte do Kiki Kaikai original, com elementos de Pocky & Rocky inseridos, além da marca Pocky & Rocky para reconhecimento internacional.

Nascia assim, Pocky & Rocky with Becky!

Reprodução: Taito/ Altron

Pocky & Rocky with Becky | Aquele que ninguém lembra porque é remake do Arcade

Desenvolvimento: Altron
Lançamento: 5 de Outubro de 2001
Gênero: Shooter Multidirecional
Plataforma: Game Boy Advance, Nintendo Wii U

Pocky & Rocky with Becky é basicamente um remake do primeiro jogo, que repete a história da Sayu/Pocky estar em seus afazeres de sacerdotisa e os deuses sequestrados e laiá laiá.

Só que dessa vez, Pocky não estará sozinha na jornada… Ou estará porque o jogo é single player. Mas dessa vez, temos a opção de escolha de personagens, você pode escolher a Pocky, o Rocky e a novata que não é novata, Becky. Becky é basicamente a Miki-chan, da versão de NES de Kiki Kaikai, aqui rebatizada de Becky. Ela funciona como um recolor de Pocky.

Considerando que é um jogo do começo da vida do Game Boy Advance, Pocky & Rocky with Becky não é um jogo feio, ele se aproveita das melhorias de hardware e das melhorias de design trazidas com os jogos de SNES. E sonoramente ele não faz feio, sabemos como o chip sonoro do GBA pode ser um horror na mão de gente incompetente.

A jogabilidade é basicamente a mesma do jogo de arcade, mas ao invés de 1-hit deaths, temos aí uma singela barra de vida (de 2 hits, como em Pocky & Rocky 2), e temos além dos óbvios ataques com os pergaminhos ofuda e a vara de purificação, um especial com os botões de ombro do GBA que aplicam-se a tela toda. Pocky & Rocky with Becky seria a maneira ideal de jogar a versão de arcade, se não fosse por um detalhe: a câmera elástico. Deixe-me explicar, quando você está se movendo e muda de direção, a câmera continua indo na direção anterior e PUXA pro outro lado, corrigindo o progresso. Não é algo que afete tanto a jogatina, mas pode incomodar muita gente.

Pocky & Rocky with Becky teve uma recepção morna, e eu definitivamente entendo as razões, porque ao invés de continuar o que tínhamos no SNES em termos de jogabilidade, entregaram um remake do arcade. Ele vale mais como curiosidade.

Reprodução: Starfish SD

Interlúdio de uma continuação cancelada

Mas, por incrível que pareça, a Taito não desistiu de Kiki Kaikai, já que ela havia licenciado novamente a IP, dessa vez para a Starfish SD desenvolver Kiki Kaikai 2, para o Game Cube. As coisas iam relativamente tranquilas (talvez), com o típico desenvolvimento de jogo atrasando um pouco e tal, tanto que o jogo migrou para o sucessor do Game Cube, o Nintendo Wii.

Só que uma coisa aconteceu nesse interim, a Square Enix comprou a Taito, e basicamente deixou a Taito menos como publisher/desenvolvedora, e mais como administradora dos arcades e tal. Inclusive a aquisição pela Square Enix foi a razão pela qual Hisayoshi Ogura saiu da Zuntata (banda/grupo de game music da Taito), que gerou diferenças criativas, apesar do mesmo ter feito trabalhos pra Taito como Freelancer.

Enfim, após a aquisição da Taito pela Square, alguns projetos baseados em IP’s da Taito foram cancelados, entre eles, Kiki Kaikai 2.

Só que o desenvolvimento do jogo estava já quase nos 45 do segundo tempo, então o jogo virou uma sequência espiritual, inicialmente intitulada Kiki Kai World (com pequenas alterações no visual da personagem), mas para evitar um processo por parte da Square-Enix, mudanças no visual foram feitas, e o projeto seguiu até ganhar o nome que seria lançado para PlayStation 2 e Wii, Heavenly Guardian.

Reprodução: Starfish SD

Heavenly Guardian/Snow Battle Princess Saiyuki | Bonitinho, mas desordenado

Desenvolvimento: Starfish SD
Lançamento: 20 de Dezembro de 2007
Gênero: Shooter Multidirecional
Plataformas: PlayStation 2, Nintendo Wii, Nintendo Switch, PC e PlayStation 4

O jogo possui dois modos história, um para single player e um para multiplayer. No single player, controlamos a Princesa do Gelo Saiyuki, que havia se apaixonado por um garoto de um vilarejo. Só que um dia, ela descobre que esse garoto foi amaldiçoado e estava em um estado de coma/sono eterno, e para curá-lo, Luna teria que conseguir oito ingredientes para fazer um elixir que o curaria. No multiplayer, basicamente é uma disputa de beleza entre Luna e sua irmã para ver quem derrota mais inimigos.

Heavenly Guardian não teve uma boa recepção na época, e sempre me perguntei o motivo, quando olhava a wiki do jogo. Felizmente o jogo recebeu uma segunda chance, com um relançamento para Nintendo Switch, PC e PlayStation 4 em 2019 (com o título de Snow Battle Princess Saiyuki), e apesar de achar um exagero as opiniões sobre o original, entendo de onde vem a frustração de muita gente com o jogo.

O design de fases não é muito intuitivo, e o spawn de inimigos do jogo não faz sentido, é desordenado e não organizado como em qualquer uma das versões de Kiki Kaikai (exceto a de java, aquilo é lastimável). A trilha sonora é esquecível. Mas, graficamente o jogo é bonito.

Os sprites são bem feitos e os cenários não deixam a desejar em termos de variedade. O design de personagens é bem puxado pro Anime, e as personagens são até charmosas. E a jogabilidade em si, apesar do péssimo mapeamento de teclas na versão de PC, não chega a ser ruim, e o preço no Steam é até convidativo. A versão de PS4 está disponível apenas na PSN japonesa, custando certa de 15 dólares.

No fim das contas, se você tem um controle pra jogar, e encontrou o jogo por um bom preço, vale a pena dar uma chance a Snow Battle Princess Saiyuki.

Reprodução: Taito, Natsume-Atari, Tango Project

O caminho até Reshrined

Mas agora você se pergunta… E quanto a Kiki Kaikai/ Pocky & Rocky? Bem, as coisas ficaram adormecidas até por volta de 2015, quando um grupo de desenvolvedores que trabalhou em Pocky & Rocky e outros jogos da Natsume, se juntou para formar um estúdio chamado Tengo Project.

Nisso, o Tengo Project trabalhou em revitalizar dois antigos projetos da Natsume, um deles era Wild Guns, com o excelente Wild Guns Reloaded (PS4/PC/Switch), que trouxe não só a ação clássica de Wild Guns, mas a expandiu com novos personagens, fases, estando em widescreen e cooperativo local para 4 pessoas. E em 2019, Ninja Warriors Again recebeu o mesmo tratamento, com o “espetabuloso” Ninja Saviors: Return of the Warriors (Ninja Warriors Once Again no Japão), para Switch e PS4.

Novamente, o jogo veio com melhorias de qualidade de vida, novos personagens, redesign de alguns inimigos, modo cooperativo, opção de trilha sonora do Arcade ou SNES. Infelizmente nenhum desses dois jogos está disponível na PlayStation Store Brasileira no momento em que esta matéria é escrita.

ASSISTAM – Chuck Rock II: Son of Chuck | Review

E em 2021, fora anunciado o mais recente projeto do Tengo Project, Pocky & Rocky receberia o mesmo tratamento que Wild Guns e Ninja Warriors Again. Intitulado Kiki Kaikai: Kuro no Nazo Mantle, o jogo foi lançado em Abril de 2022 no Japão e saiu agora dia 24 de Junho no resto do mundo. Como ainda não estamos com o jogo em mãos, não podemos saber exatamente se ele segue o sucesso de Wild Guns Reloaded e Ninja Warriors Once Again, mas a localização foi motivo de certa discórdia na internet.

Pocky & Rocky Reshrined traz três novas personagens, sendo que a roupa de uma delas (Ame no Uzumi) foi alterada para a versão ocidental, mostrando um decote mais modesto do que a versão japonesa. Sim, é uma razão bem minúscula para se decidir se compra ou não um jogo, mas em pleno ano de 2022, ter publishers ainda fazendo esse tipo de modificação para agradar a gente que nem joga é um tanto… Decepcionante.

Enfim, para não terminar numa nota frustrada, ao menos a recepção do jogo por quem jogou a versão japonesa em Abril foi positiva, então aguardemos aí.

Olha, eu achei que esse texto seria menor que o de Cotton, mas falamos até que bastante sobre Pocky & Rocky.

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Jogos de Game Boy que vocês precisam Jogar https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/11/06/jogos-de-game-boy-que-voces-precisa/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/11/06/jogos-de-game-boy-que-voces-precisa/#respond Wed, 06 Nov 2019 20:29:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/11/06/jogos-de-game-boy-que-voces-precisa/ Por Dane F. Santos Tudo começou com um anúncio de jornal. Era um belo dia e eu era “piquitita” quando resolvi comprar o já antigo Game Boy Color. A verdade é que sou uma fã confessa de jogos da Nintendo e quando vi a oportunidade agarrei na mesma hora. Com essa compra eu ganhei um […]

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Por Dane F. Santos

Tudo começou com um anúncio de jornal. Era um belo dia e eu era “piquitita” quando resolvi comprar o já antigo Game Boy Color. A verdade é que sou uma fã confessa de jogos da Nintendo e quando vi a oportunidade agarrei na mesma hora. Com essa compra eu ganhei um Mario, mas não me lembro muito dele embora tenha me rendido horas de diversão.

Não me lembro nem se cheguei a zerar, mas era bem bacaninha. Depois de um tempo consegui colocar minhas mãos em alguns cartuchos de pokemon. (Yellow e Silver).

LEIAM – Os meus Pecados Gamísticos Edição: RPG

Não tinha nada mais divertido pra mim de ter a impressão de que eu estava viajando enquanto capturava Pokémons e ia mais fundo no enredo. Nunca fui muito fã do anime, mas os jogos são muito perfeitinhos em vários sentidos. Acredito que o grande sucesso de pokemon tem como base sua imersão.

Pokemon é um marco e todo mundo sabe a razão de gostar e não gostar. Não parando no Pokemon acabei mais tarde jogando outros jogos de Game Boy e Game Boy Advance. Vou citar alguns jogos que marcaram minha vida nesses pequenos consoles (Não vou colocar pokemon na lista, pois seria muito óbvio).

Vamos lá

Game Boy Color

Esse jogo tem uma semelhança interessante com Pokemon, e embora não possamos dizer que é uma cópia fiel tem muitos dos elementos que nos acostumamos por lá. (O modo de batalha é a maior das semelhanças). O ponto alto dele não é o enredo. Claro que a história é legal e interessante, mas em alguns pontos o jogo se torna repetitivo. O meu interesse nesse aqui são os monstros.

Em pokemon eles são criaturinhas fofas ou legais. Já em Dragon Warrior Monster eles são simplesmente monstros.

Como assim monstros?

Eu explico: Sabe o tão popular unicórnio? O dragão comum e o dragão dos céus (Aquele que todo mundo conhece nem que seja do Dragon Ball). Então, esses monstros são alguns dos que você pode ter após “misturá-los”.

Quando se mistura dois monstros você ganha um ovo desses dois e cuida desse novo amigo. A questão é que aqui é muito diversificado. Em pokemon você não teria grandes variações. Já em Dragon Warrior Monster você quase nunca sabe o que esperar. O ponto negativo é perder os monstros que você tinha antes, então essa mistura deve ser feita com cuidado. Alguns monstros podem nascer super fracos ou super fortes dependendo da linhagem.

Outra coisa a se mencionar aqui são as magias: Cada monstro tem cerca de quatro magias típicas dele e a medida que a linhagem se estende os descendentes herdam os poderes dos pais, avós, etc.

Os monstros são divididos em nove categorias, essas divisões são chamadas de “famílias”. As minhas preferidas são as bestas (um simbolo de uma patinha), os dragões e os demônios (representados por um ícone de um tridente).

Game Boy Advance


Esse com certeza não é nada desconhecido, mas se você nunca deu uma chance ao The Legend of Zelda: The Minish Cap a hora é essa!

Pra mim ele só fica atrás do clássico The Legend of Zelda: Ocarina of a Time.

O ponto alto desse jogo é a jogabilidade. Boa jogabilidade, gráficos bonitos e enredo envolvente com certeza são uma marca registrada dessa série. O que difere cada jogo é a temática.

Aqui temos o Vaati como vilão, um aprendiz de mago que deseja poder e aquelas coisas que todo vilão deseja , Vaati usa um gorro semelhante ao de Link, mas aqui ele tem poderes mágicos que obviamente ele usa para o mal. O gorro do Link também não é o mesmo gorro verde de sempre, ele é outro mago que aconselha Link e no geral faz o papel que a fada do Ocarina of a Time fazia.

Aqui Link é uma simples criança que deve reforjar uma espada com a ajuda dos elementos para ter o poder de salvar a princesa Zelda que foi petrificada por Vaati. Cada elemento vai te render horas de jogo, stress, xingamentos e felicidade e os mini games pelo caminho vão te distrair bastante, incluindo a possibilidade de completar uma coleção de figurinhas que abrange todos os personagens que aparecem nesse game.

O interessante é que Link pode(e deve) diminuir de tamanho várias vezes usando o poder de Elzo (O gorro).

Sempre esqueço de mencionar, mas a tradução da Rom de Zelda Minish Cap pode ser facilmente encontrada na internet.

Game Boy Advance

Mega Man Zero é um dos melhores jogos que já joguei. O mais incrível é não usar o Mega Man. O Zero já brilhava desde o Super Nintendo e era meu personagem preferido.

Aqui ele é encontrado anos depois por uma cientista humana chamada Ciel. E pasmem: O Mega Man aqui é o vilão, mas obviamente não é o Mega Man de verdade, é apenas um clone que não deu certo. Não vou dizer o que aconteceu com o verdadeiro pra não estragar a experiência de quem ainda planeja jogar isso.

O ponto alto dele é a história,e também não posso deixar de citar a vasta coleção de armas em cada jogo. Aqui você não está restrito a espada do Zero ou ao famoso buster (o canhão de plasma), também é possível usar um escudo como proteção ou como arma, lançando-o nos inimigos.

Além disso temos uma lança e outras armas que vão aparecendo ao longo dos outros jogos. Também há os tais Cyber Elfos que podem ser usados de diversas formas. Alguns aumentam sua barra de vida, outros cortam metade da vida do Boss e outros atacam os inimigos, te ajudando no percurso. Não vou citar o resto das funções, porque são muitas.

Confesso que acho Mega Man uma série dos demônios. Jogar ela era querer morrer quatro vezes ao dia na vida real após cair de penhascos, ser esmagado ou levar alguns tiros. Porque para uma espécie de robô humanoide a defesa é uma porcaria mesmo sendo de material incrivelmente resistente.

Jogar Mega Man era uma tarefa muito árdua, e eu não apreciei tanto a experiência como em Mega Man Zero. Não que seja um jogo super fácil, achei o nível de dificuldade desafiador, mas que te dá prazer em jogar. Então sim, muitos fãs chatos acham esse game uma droga só por ter perdido sua suposta dificuldade monstruosa.

Acho que isso tudo é besteira, pra mim jogos são feitos pra causar nas pessoas relaxamento e momentos legais e não pensamentos do tipo “Por que diabos estou jogando essa *#$%+ ?!”

Game Boy Color

Esse é um game não muito lembrado quando falamos de Mega Man, afinal, além das limitações do Game Boy Color, por que jogar esse quando se pode jogar Mega Man Zero no Game Boy Advance?

A resposta pra isso é simples: Todo Mega Man é interessante não pela jogabilidade, até porque todo game da franquia segue a mesma linha: Inimigos, boss, pulos, etc.

Mesmo assim a história é cativante e cada fase tem seu charme. Esse jogo também tem uma boa tradução circulando a internet e minha intenção colocando ele nessa lista é lembrar aos fãs que o Mega Man Xtreme 2 existe e ele está chorando lágrimas de sangue por você nunca jogá-lo.

Nesse você pode escolher entre o Mega Man e o Zero. Jogar com o Zero é bem mais complexo já que aqui ele só usa seu sabre de luz ZWOOON! Então escolha sabiamente.

Para os fãs que gostam da dificuldade maluca da série esse vai agradar.

Game Boy Advance

Esse é um jogo muito divertido e dinâmico. Aqui você não assume o papel de Yu-Gi como era de se esperar, mas sim um personagem aleatório que é faz parte da turma de Yu-Gi. Assim você é… Você mesmo!

Essa é uma ideia que garantiu que os jogadores se identificassem com o seu próprio personagem. Montar o próprio baralho é uma das experiências mais divertidas, batalhar com Yu-Gi, Kaiba e praticamente todos os duelistas “supimpa” é bem bacaninha.

Confesso que a falta de um personagem feminino para dar escolha a mulheres é meio chato, mas meio que nós mulheres estamos acostumadas com isso. Fora os Pokemon mais recentes essa experiência não é muito comum. Também senti falta de gráficos mais bonitos na hora das batalhas.

É um jogo de Game Boy Advance, mas na hora de batalhar eu senti limitações na arte. Não que seja ruim, mas poderia ser melhor.

Game Boy Advance

Uma série que eu confesso não saber tanto a respeito como eu provavelmente deveria saber. Apesar disso ela merece ser citada aqui, já que mesmo que eu tenha jogado apenas esse, eu o considero um ótimo jogo.

O sistema de batalha de Kingdom Hearts: Chain of Memories é único, mas confesso também que as vezes senti preguiça da quantidade de batalhas que você tem que travar pra ficar forte o bastante para enfrentar os chefes e fazer o seu baralho crescer.

Apreciei os combos e gráficos. A história me foi confusa, mas isso é obviamente devido ao meu escasso conhecimento da série. Achei bem legal poder encontrar tantos personagens da Disney ao longo do game.

Ele é surpreendentemente longo e pode ter certeza que perderá muitas horas jogando.

Game Boy Advance

Essa série costuma ser conhecida apenas por fãs alucinados por um bom RPG. Golden Sun tem todos os elementos interessantes: Personagens carismáticos, enredo interessante, batalhas bastante divertidas, ótima jogabilidade e puzzles desafiadores.

Golden Sun tem uma tradução feita para a rom em português que tem o meu selo de aprovação. Nada foi deixado de fora, não me lembro de nenhum erro gramatical gritante e acima de tudo: Dá pra terminar o jogo sem nenhum bug.

O único ponto negativo que consigo considerar é a preguiça que nos domina após muito tempo de jogo. Passar por grandes mapas demanda tempo e isso se torna maçante com a quantidade de batalhas que temos que passar.

Game Boy Advance

Ah, esse com certeza é nostálgico,e alguns conhecem uma versão bem antiga dele, mas eu particularmente vivi bons momentos jogando esse.

A história é muito interessante. As melhores coisas da história não podem ser contadas para não perder a graça, mas resumidamente você é um aprendiz de um cavaleiro e não tem sua memória. Muitas coisas acontecem e Max, o protagonista é obrigado a liderar um pequeno exército chamado de Shinning Force.

Quando falamos em RPG tático Shinning Force não pode ficar de fora.

Os personagens tem história e são carismáticos, o desenrolar da história é muito interessante. Minha única reclamação desse jogo é a questão do dinheiro. Como a história te limita os inimigos é meio chato que alguns itens custem tão caro. Jogar esse jogo é como ler um bom livro.

Game Boy Advance

Summon Night – Swordcraft Story 2 é um RPG com história bastante interessante e recheada de momentos engraçados. Esse tem opção de escolha entre um garoto loiro e uma garota de cabelo rosa que ALELUIA não está praticamente pelada. Só aí já podemos dar a ele um troféu escrito: “Sim, você agrada a mulheres que jogam”.

Esse game tem um sistema de batalhas bem singular, onde a tela é similar a um jogo de plataforma.

Existe um ancestral que foi pioneiro nesse sistema de batalha, um jogo de Super Nintendo que infelizmente eu não consigo lembrar o nome. O mais interessante aqui são as armas e o seu companheiro ou companheira que foi “summonado” de outra dimensão ou coisa assim.

Vou repetir que esse jogo está recheado de cenas cômicas e com certeza vai te fazer rir. Existem 4 opções pra você escolher. Existe uma espécie de demônio que usa fogo pra lutar, uma espécie de garoto com orelhas de cachorro que usa vento, um robô e uma garota demoníaca.

A sua trajetória e diálogos dependem das escolhas, o que torna uma experiência única cada vez que você joga. As armas são fabricadas unicamente por você. Espadas, machados, brocas, lanças. Você mesmo deve achar “ingredientes” para fabricar as melhores armas.

O ponto negativo desse jogo ao meu ver está nas dungeons. Algumas são grandes demais e o processo se torna cansativo. Você acaba salvando em determinado ponto e depois nem faz ideia de pra onde estava indo.

Tirando isso é altamente recomendado que se ainda não jogou e for fã de RPGs jogue ainda hoje.

Game Boy Advance

Pra quem gosta de jogos de estratégia esse é um dos que não pode ficar de fora. Ele tem várias versões e até sei de animações com alguns dos personagens. Eu particularmente me amarro no simples que foi feito pra GBA, aonde a Lyn é a primeira protagonista e o Elliwood o segundo.

Ao invés de estar na pele do personagem principal você o acompanha na aventura. Primeiramente com Lyn, uma incrível guerreira de Sacae (Uma tribo cheia de pessoas que nunca mentem) que mais tarde toma parte em eventos maiores. Destaque aqui para o famoso Elliwood também, o ruivo mais gentleman dos games.

Os personagens são o ponto alto desse jogo. A imersão torna a experiência de jogar ele única. Os personagens parecem ter vida própria mesmo e em determinados momentos até conversam com você. Enquanto eles são lutadores incríveis você é uma espécie de estrategista que os ajuda a ganhar batalhas. Acontecimentos dos mais diversos o tornam um dos melhores pra mim.

Se eu colocasse defeito diria que ele limita bastante a liberdade do jogador. Você não tem opção de sair por aí explorando, apenas segue um roteiro e isso as vezes pode frustrar um pouco. O outro ponto ruim é que se um personagem morre em batalha: Ele morre de verdade! É fácil recrutar inúmeros personagens se você souber como, mas nem por isso todos são descartáveis. Afinal todos eles tem personalidade e dependendo de suas escolhas durante as batalhas os diálogos são interessantes. Não é legal perdê-los.

Game Boy Advance

O bom e velho sucessor de Mother 2 (Earthbound nos EUA). Esse é um dos jogos mais incríveis que já joguei. Algumas vezes fico com vontade e começo tudo de novo.

Ele é um RPG com humor característico da série. Alguns pontos são bem divertidos e outros muito comoventes. Os personagens controláveis mudam diversas vezes durante o enredo. Não consigo pensar em nenhum defeito nesse jogo.

A jogabilidade é boa, a história é incrível, os gráficos muito dignos. Há boatos que Mother 4 está sendo produzido por fãs da série e promete ser ótimo se ninguém dar fim ao projeto. Eu como muitas pessoas esperei ansiosamente pela tradução do Earthbound Brasil, levou anos, mas fizeram um trabalho incrível.

A espera valeu a pena. A tradução para o inglês também não é oficial, mas é muito perfeita. Seja como for, é impossível não curtir esse jogo se você gostar de RPGs.

Game Boy Advance

Certamente você já deve ter jogado outro “Piratas do Caribe” para GBA assim como eu, e se decepcionou bastante. Esse no entanto tem um personagem feito a imagem e semelhança de Jack Sparrow. O personagem até mesmo anda como ele e tem alguns de seus trejeitos. (Me amarro na hora que Jack abre baús de tesouro e dá pra ver os dedinhos dele tamborilando de ansiedade).

A grande sacada desse jogo não está na história em si, pois ela é bem fiel ao filme. Colecionadores vão gostar desse jogo. Há um número interessantes de tesouros para se colecionar em diversas ilhas.

Alguns desses tesouros são os chamados “tesouros legendários”, que conferem habilidades especiais ao Jack ou maior defesa/ataque. Para se encontrar os tesouros devemos pagar pelas informações, desbloqueando essas histórias (boatos) em portos e assim você saberá aonde procurar, embora nem sempre seja assim tão fácil. (alguns lugares do mapa são bem escondidinhos e difíceis de acessar, tem que estar atento).

Dá pra pilotar o Pérola Negra e customizá-lo, travar batalhas marítimas, pilhar navios. O ouro aqui é usado para comprar comida e rum para os tripulantes do navio. (Se você estiver em baixa nesses suprimentos terá um motim). Também é usado para comprar melhores canhões, velas e cascos para seu navio.

No geral você consegue roubar tudo isso de outros pobres coitados que cruzarem seu caminho no mar. O que você DEVE comprar são novas espadas para aumentar o ataque de Jack e novas camisas para aumentar a defesa.

Alguns personagens são inacreditavelmente fortes e sem uma boa arma/boa defesa se torna chatinho matá-los.

Game Boy Advance

Esse jogo é um caso de amor e ódio pra mim. Ele deixa muito espaço para o jogador fazer o que ele quiser. Isso é bom e ruim. Você não precisa passar de todas as fases do jogo para zerá-lo, entretanto se você ficar perdido é difícil chegar aonde realmente é obrigatório passar.

As únicas limitações do mapa são elementos que você deve coletar para adquirir certos poderes que eliminam obstáculos. Há várias missões que você não precisa cumprir, mas que após cumpridas pode ganhar prêmios muito bons. O que não gosto nesse jogo é a jogabilidade.

A história é boa, os cenários são interessantes e os inimigos oferecem desafio satisfatório. A trilha sonora também me agradou bastante. É uma pena que o Samurai Jack se movimente de maneira tão pesada.

Acho que a intenção foi dar um pouco de realismo aos movimentos do herói, mas eu particularmente não curti o sistema de combos. Não sou do tipo que decora movimentos com facilidade e isso me levava a apertar qualquer coisa na esperança de dar certo. Instintivamente eu consegui zerá-lo, mas isso realmente não me ajudou. Outra coisa que detestei na jogabilidade foi o pulo de Jack. Até mesmo o pulo duplo é considerado baixo após estarmos acostumados com Castlevania, Mario, Rayman ou QUALQUER outro jogo de plataforma.

Game Boy Advance

O primeiro é um pouco repetitivo, mas não deixa de ser um bom jogo. Esse da imagem acima é o II. Não tenho como colocar defeito nele. O meu único comentário negativo é que a trilha sonora podia ser melhor. Ele é um dos melhores RPGs que já joguei.

Ele te dá a chance de escolher o personagem que você mais se identificar e dar uma pequena customizada nele. O sistema de combate parecido com Zelda Minish Cap me atraiu bastante. (Eu já fico um pouco de saco cheio de mapas que as lutas são aleatórias.

Poder ver os inimigos e evitá-los ou lutar me interessa mais. A possibilidade de escolher torna menos cansativo.) As Dungeons são bem interessantes e os gráficos são bem bonitos.

Dá pra notar que alguns cenários foram feitos com muito capricho. Tenho muita consideração por esse jogo, mesmo com muita gente desvalorizando seu conteúdo. Os chefões aqui seguem esquemas de Zelda e Bomberman (Você precisa descobrir a sequência ou estratégias para vencê-lo, quase nunca é sair dando porrada.)

Ele foge um pouco da características de ter puzzles e deixa tudo mais pro lado da ação. Espancar os inimigos é relaxante. Aqui o modo como vai lutar depende muito da escolha do personagem. No meu caso sempre escolho o que parece um lobo.

Ele usa aquela arma que tem garras, como um Wolverine. Outros usam espadas e se não me engano há um arqueiro e um personagem que usa mágica. (Nunca saí escolhendo todos pra testar). Esse jogo é diversão garantida para fãs de RPG.

Se você está se perguntando se há alguma relação entre Shinning Soul e Shinning Force acertou. Há várias semelhanças nos dois mundos. A que mais consigo ver é a do aventureiro que sempre encontra o personagem principal em Shinning Force em suas viagens.

Em Shinning Soul II você o vê logo de cara (É impossível negar que se trata do mesmo personagem). Se não me engano os dois games são da SEGA para cobrir mais estilos de jogos. Devem compartilhar algumas pessoas na parte da arte e talvez no própria criação da história.

Game Boy Advance

Esse talvez seja bastante desconhecido ou subestimado por alguns jogadores. As pessoas preferem citar Fire Emblem quando falamos de estratégia no GBA e esquecem de jogos como esse.

Não os culpo, pois o modo de batalha de Fire Emblem é MUITO mais simples. Nesse aqui temos cartas, magias, e situações de recuo e avanço de tropas que tornam tudo meio confuso no começo. Muita gente desanima. O sistema de batalha é complexo e até pegar o jeito pode demorar um pouco.

O principal destaque ao meu ver é a arte. Personagens coloridos, carismáticos e expressivos fazem dele um jogo bem bonito.

Game Boy Advance

Tenho muita coisa bacana pra falar desse. Supondo que todo mundo conheça a série Final Fight, imaginem se beat’Em up famosa da Capcom possuísse elementos de RPG e não apenas pancadaria. Seria esse jogo. É possível encontrar ele totalmente traduzido para o português.

A trilha sonora é bem bacaninha, a história é boa e o personagem principal apesar de não ter muitos pontos de carisma ele não joga The Sims consegue cativar o jogador. Além disso descer a porrada em seres das trevas ao estilo Final Fight e no fim do dia ir procurar uma chave é bastante divertido.

O único defeito são pequenos obstáculos que você não conseguiria evitar nem se tivesse o sentido de aranha pela jogabilidade. No mais esse jogo é perfeito.

Game Boy Advance

Esse é um dos que mesmo que você zere vai jogar de novo algum dia. A melhor coisa de todas nesse jogo é a jogabilidade. Não é muito desconhecido, mas como o aracnídeo recebe um jogo cada vez que um fã respira achei que seria válido mencionar esse entre todos que foram lançados para Game Boy e Game Boy Advance.

Aqui você vai desarmar bombas, salvar reféns, e bater em muitos inimigos. Alguns inimigos são muito CHATOS. Daqueles que não são um grande problema, mas são irritantes. É difícil ficar perdido no cenário e o sistema de combo é bem simples e agradável de usar. Para desbloquear os melhores golpes temos que procurar pelo cenário.

O destaque é que não jogamos apenas com o homem aranha, mas com o Venon também. Cada um tem suas vantagens e desvantagens e apesar do Venon ser super-ultra-fortão eu gosto de jogar com o homem aranha já que gosto da velocidade com que ele se locomove pelo cenário.

Além disso não dá pra sair lançando teias com o Venon como dá pra fazer com o Homem Aranha.

Game Boy Advance

A série Metroid é bastante conhecida, mas sou obrigada a dar um destaque nesse game em especial pela fluidez com que o jogo corre. Em Metroid eu sou sempre a pessoa que encalha e fica estressada até entender pra onde deve ir. Já em Metroid Fusion apesar disso acontecer eu senti que o jogo foi muito mais agradável de jogar. A história é realmente muito interessante. Não gosto muito da temática espacial com aliens e tudo mais, mas Metroid é a fuga dessa regra.

Podemos ver de cara pela capa que o uniforme laranja e tão conhecido da Samus foi redesenhado Se você não sabe até hoje que temos uma heroína e não um herói vestindo a roupa laranja precisa parar de chamar o Link de Zelda também, por favor. Mas obviamente não foi desenhado dessa forma por simples arte. Tem sim uma história por trás, mas eu não vou estragar as surpresas.

A história é incrível, a trilha sonora completamente compatível, a jogabilidade maravilhosa… Se alguém reclamar de algo nesse jogo acho que vou dar uma bofetada no indivíduo.

Game Boy Color

O que dizer sobre esse jogo? Mais um Zelda, simplesmente isso. Sou muito fã da série e esse mesmo sendo de Game Boy Color merece ser mencionado.

Nem todo mundo acaba topando com ele já que existe um muro chamado “Zelda Minish Cap”. Não posso dizer que é meu preferido, mas o coitado é um bom jogo. Dê uma chance pro coitadinho do Link te distrair mesmo sendo limitado pelo console precário de qual ele faz parte.

Game Boy Advance

Esse vai gerar uma terceira guerra mundial, mas não ligo. TODOS os Castlevania feito para Game Boy Advance são ótimos. Cada um tem sua preferência, eu escolhi esse pra representar todos os Castlevania de GBA.

A história me encanta, a trilha sonora é uma das mais legais do console e os personagens são interessantes. O que mais valorizo além da incrível jogabilidade é a capacidade de poder usar várias armas e poderes.

Não vou me estender muito falando desse game, ele já é popular demais sem minha ajuda.

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Castlevania: Circle of the Moon | Análise de um clássico https://www.arquivosdowoo.com.br/2018/09/07/castlevania-circle-of-moon-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2018/09/07/castlevania-circle-of-moon-analise/#respond Fri, 07 Sep 2018 16:22:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2018/09/07/castlevania-circle-of-moon-analise/ Desde que comecei a me dedicar mais a franquia Castlevania, pude perceber que o número de jogos lançados é compatível com a diversa aceitação destes, indo de jogos que muitas vezes são considerados referência de gênero ou mesmo um marco revolucionário, até um outro extremo em que temos títulos que acabam frequentando listas de maiores […]

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Desde que comecei a me dedicar mais a franquia Castlevania, pude perceber que o número de jogos lançados é compatível com a diversa aceitação destes, indo de jogos que muitas vezes são considerados referência de gênero ou mesmo um marco revolucionário, até um outro extremo em que temos títulos que acabam frequentando listas de maiores desastres no mundo dos jogos, pelos mais diversos motivos.

Não cabe aqui discutir qual é bom e qual é ruim, até porque gosto é algo subjetivo e cada um vai ter sua própria opinião a respeito de cada jogo.

Eu já perdi a conta de quantas vezes me pediram para trazer conteúdo de Symphony of the Night ou Aria of Sorrow, jogos que são queridos pela maioria, mesmo sendo jogos que já foram amplamente abordados, seja em blogs, revistas ou vídeos aqui no youtube… também é frequente eu ouvir pedirem para jogar um Castlevania 64 em live, na expectativa de um rage por jogar algo que é considerado por muitos um péssimo jogo.

No fim das contas, são tipos de conteúdo que sempre vão ter seu espaço e quem os acompanhe, assim como eventualmente eles também irão aparecer aqui, mas enquanto isso, talvez seja momento de aproveitar para trazer algo diferente.

LEIAM – Como me Apaixonei por Castlevania Lord of Shadow

E é por isso que fiz essa introdução mais longa justamente pra destacar, que entre esses dois extremos, temos um espaço preenchido por diversos títulos que podem ser ótimos, mas que muitas vezes são ofuscados, ou mesmo esquecidos, até mesmo pela própria desenvolvedora, como é o caso de Castlevania: Circle of the Moon.

Um jogo muitas vezes considerado inferior em diversos aspectos técnicos ou mesmo difícil demais quando comparado com seus irmãos da mesma plataforma, porém, que tem seu valor e merece um olhar mais de perto.

O jogo

Castlevania

Lançado em 2001, Circle of the Moon foi um dos títulos iniciais do Game Boy Advance, aplicando o modelo de exploração livre com elementos de rpg que fez muito sucesso em Symphony of the Night, um modelo que viria a ser seguido em grande parte dos futuros jogos da franquia.

Embora a espera de um sucessor digno de Symphony of the Night tivesse exaltado os ânimos dos fãs, o fato de ser produzido pela mesma equipe que fez os dois Castlevania de Nintendo 64 caíram como um balde de água fria, fazendo com que o resultado final fosse uma incógnita.

História

O ano é 1830 e em um castelo nos arredores do império Austríaco, Drácula era ressuscitado por Camilla. Sentindo uma anormalidade no balanço da natureza, Morris Baldwin, junto de seu filho Hugh Baldwin e Nathan Graves, seus pupilos, partem para o Castelo na tentativa de impedir o retorno de Drácula.

No entanto, eles chegam tarde demais. Drácula usa seus poderes para prender Morris e se livrar de Hugh e Nathan, que irão partir em uma jornada no castelo para salvar seu mestre e impedir o senhor das trevas.

Jogabilidade

Castlevania

No jogo controlamos Nathan Graves, um dos discípulos de Morris Baldwin, começando o jogo apenas com seu chicote, logo se deparando com locais por onde passará apenas após adquirir novas habilidades.

Como o jogo possui elementos de RPG, conforme derrotamos inimigos ganhamos experiência para subir de nível, deixando o personagem mais forte, além de podermos melhorar com diferentes equipamentos que influenciarão em nossos atributos, 5 sub-armas clássicas da franquia, cada uma podendo ser útil em uma situação específica, itens que irão aumentar permanentemente nosso máximo de vida, magia ou corações, além de itens que permitirão habilidades extras, como correr ou pulo duplo.

LEIAM – Castlevania Bloodlines| Prévia do Jogo por Rodrigo Vigia

Os controles são simples, temos quatro botões. Pulo, ataque, habilidade e o DSS, abreviação para Dual Setup System, um sistema de combinação de cartas que resultará em diversos resultados, como aumento de atributos, ataques elementais, barreiras mágicas, uso de armas diferentes e até mesmo invocações e são utilizadas fazendo uso dos pontos de magia. O DSS é muito amplo, e caso queiram, existe um guia detalhado de cada combinação aqui no canal.

Também temos itens consumíveis, como poções, no entanto, além de curarem pouco, são raras, já que não existem lojas aqui, e esse é um dos fatos responsáveis por muita gente considerar esse jogo mais difícil que a maioria dos seus semelhantes.

Castlevania

A dificuldade também é conhecida por alguns chefes do jogo, mas todos possuem padrões a serem estudados para facilitar a batalha, sendo que as vezes uma combinação diferente de DSS ou uma sub-arma específica pode ser o que esteja faltando para derrota-lo.

Embora seja um jogo de exploração livre, acaba tendo um roteiro bem linear.

Existe uma ordem a qual devemos derrotar os chefes para conseguir a habilidade necessária para explorar a próxima etapa, eventualmente voltando para uma área antiga para pegar um item extra com uma habilidade recém-adquirida.

A discrepância de dificuldade entre as áreas no entanto é algo notável. Se os inimigos de uma área estão muito fortes para você, talvez você esteja na área errada, então se isso acontecer, melhor explorar um pouco mais e tentar achar algo com uma dificuldade mais compatível ao seu nível.

Gráfico

O sprite relativamente pequeno do protagonista pode passar uma primeira impressão de um jogo mais simples, no entanto isso ajuda a destacar chefes grandes e os efeitos das diversas magias. Foi feito um bom uso das cores, variando bastante dentre as diversas áreas do jogo, no entanto em alguns momentos com muitos sprites na tela podemos presenciar um pouco de lentidão.

Som

Embora os efeitos sonoros não sejam nenhum espetáculo, a trilha sonora cumpre bem seu papel. Algumas músicas ficarão na cabeça, além de algumas ótimas trilhas que foram resgatadas, como Aquarius de Castlevania III e clássicos como Vampire Killer e Dance of Illusions.

Diversão e re-jogabilidade

Castlevania

A exploração por si só já é uma grande parte da diversão e mesmo depois de terminado ele continua divertido de se re-jogar para tentar terminar mais rapidamente, já que embora o grinding ajude, ele não seja indispensável nesse jogo, então você não irá perder horas em busca de um item a não ser que queira.

Além disso, quando terminar o jogo um novo modo será destravado, permitindo re-jogar a aventura, mas dessa vez de uma maneira diferente, e cada vez q terminar o novo modo abre mais um, até um total de 4 modos, sendo que em cada um temos os atributos aplicados de uma maneira diferente, o que mudará muito o modo de se jogar.

Demorei perto de 8 horas para explorar 100% do castelo e peguei todas as melhorias e cartas, no entanto deixei alguns dos itens mais difíceis de se pegar de lado, já que isso aumentaria em muito o tempo de jogatina e esse não era meu objetivo.

Curiosidades

Castlevania

Camilla pode ser uma referência ou mesmo um erro de tradução para Carmilla, personagem de uma obra clássica homônima, que inclusive foi escrita antes de Drácula;

Neste jogo não utilizamos o Vampire Killer e sim o Hunter Whip. Talvez essa tenha sido uma maneira que encontraram de não precisar justificar o uso do clássico chicote por membros de fora da família Belmont;

O jogo acabou sendo retirado da linha do tempo oficial clássica, mas caso estivesse, ele se passaria em algum momento próximo dos fatos ocorridos em Order of Ecclesia.

Existe uma área opcional, a Battle Arena, que consiste em 17 salas com inimigos, cada uma mais difícil que a anterior além de que nossa magia esgota rapidamente, impedindo o uso do DSS a não ser que você faça alguma manha. Existem 2 cartas que só podem ser obtidas aqui, além de uma recompensa após a última sala.

Alguns inimigos secretos aparecem em áreas específicas após derrotarmos certos chefes. Esses inimigos tem chance de soltar itens únicos, além de serem mais fortes que o normal.

Conclusões

Castlevania

Ofuscado por outros títulos da série, Circle of the Moon muitas vezes é prematuramente descartado por sua dificuldade, mas é um jogo que sem dúvida merece mais atenção.

Não se deixe abater se em algum momento ficar perdido, a exploração é a chave aqui e muitas vezes, as melhorias que encontrar ou algum equipamento extra podem fazer a diferença naquela parte em que travou. Se um chefe parecer muito difícil de início, tente estudar seu padrão para conseguir desviar nas próximas vezes que o enfrentar.

Com isso tudo Castlevania: Circle of the Moon possui o selo “JOGATINA SAUDÁVEL” e recomendo que vocês ao menos experimentem o jogo para tirar suas próprias conclusões e depois deixem aí nos comentários o que acharam do jogo.

Caso queiram ver uma jogatina completa dele, tem uma série do início ao fim, pegando todas as melhorias e todas as cartas lá no canal.

Abaixo vocês podem conferir o vídeo análise:

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Altered Beast: Guardians of the Realms | Estragando um clássico https://www.arquivosdowoo.com.br/2013/12/06/altered-beast-o-guardiao-dos-reinos/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2013/12/06/altered-beast-o-guardiao-dos-reinos/#comments Fri, 06 Dec 2013 10:44:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2013/12/06/altered-beast-o-guardiao-dos-reinos/ Todos os gamers com mais de 20 anos jogou Altered Beast ao menos uma vez na vida, e aqueles que ainda  não o fizeram vão fazer em algum momento. A frase “Rise From Your Grave” esta cravada em meu subconsciente de tal forma, que ao escrever a frase, sinto como se estivesse ouvindo Zeus sussurra-la […]

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Todos os gamers com mais de 20 anos jogou Altered Beast ao menos uma vez na vida, e aqueles que ainda  não o fizeram vão fazer em algum momento.

A frase “Rise From Your Grave” esta cravada em meu subconsciente de tal forma, que ao escrever a frase, sinto como se estivesse ouvindo Zeus sussurra-la em meus ouvidos.

Claro, pode ser que eu esteja sofrendo de algum distúrbio mental, o que não seria impossível ao olhar para meu histórico de problemas emocionais.

LEIAM – The Mansion of Hidden Souls | Um clássico do Sega Saturn

Bem, vocês também devem conhecer o Altered Beast do PlayStation 2, aquele jogo que vai contra todos os princípios do game original, tornando-se uma releitura desastrosa e que provavelmente deveria ser extirpada da terra.

Se lá era ruim, então vocês precisam conferir essa bizarrice do Game Boy Advance:

Altered Beast: Guardians of Realm

Altered Beast

Agora que refresquei um pouco a suas memorias, apresento a vocês uma releitura que apesar de não ser melhor que o original, supera a versão lançada para o PS2, então

No jogo anterior controlávamos um guerreiro ressuscitado por Zeus, com
a missão de salvar Perséfone das garras de Hades. Como podem ver, com um enredo simples desse, chutávamos varias bundas vindas do inferno até
chegar ao todo poderoso Hades.

Já em Guardian of The Realms, Zeus convoca um ex-lutador do Clayfighter para fazer uma limpa em 15 longas fases repletas de demônios
enviados por Arcanon.

Uma nova aventura

Altered Beast

Pronto é só isso a nova historia, Zeus ressuscitou um guerreiro só para
chutar bundas. Tudo bem que o enredo anterior não era digno de Oscar, mas também não era necessário encurtar a historia a tal ponto de assemelhar-se a um filme do Steven Seagal.

Se bem que o personagem aqui lembra muito Van Damme, é sério, em
muitos momentos enquanto jogava, lembrei do grande dragão branco,
até mesmo nos golpes, revejam o filme e depois me digam se não
estou certo.

Os comandos do game são os mesmos do clássico de 88, diferenciando-se
que agora é possível pular pressionando a defesa. Não gostei muito dessa ideia de pressionar defesa para pular, no Master System não tinha isso, nem sequer possuía defesa.

Há bons tempos aqueles do Master, Mega…

O importante é que os controles são bons, não que isso possa ajudar
em muita coisa aqui, já que não é sequer possível seguir adiante
sem levar dano, nem mesmo Kratos se sairia bem nessa empreitada.

As transformações

Altered Beast

Todos os personagens parecem ter sido modelados em massinha, alguém aqui já ouviu falar em stop-motion?

Foi muito utilizado nos anos 80 e 90, em filmes de ficção e terror, assistam Neco z Alenky de 88, e entendam o que estou dizendo.

Mas isso não é algo ruim, Clayfighter era animal, mesmo com sua jogabilidade dura, me divertia horrores, muitos outros títulos que utilizaram desse recurso também conseguiram um bom resultado.

Aqui a coisa ficou meio grosseira, pendendo para o lado cômico e não
para a seriedade, um exemplo seria os zumbis. Eles estão mais para o Mr. Bump do que zumbis, ao menos atacam em grande numero.

A transformação em lobisomem é hilária, ele lembra muito aquele lobo dos desenhos do Pluto, sabe qual estou falando né.

Conclusão

Esse game é muito difícil, prejudica um pouco o fator replay, mas clássico também tinha uma dificuldade alta, porém, lhe dava varias Power Ups para seguir adiante, diferente desse game.

As fases são muito longas e leva muito tempo para alcançar a Power
ups, sem contar que chove inimigo o tempo todo. Chegam acumular na tela.

Bem, esse titulo tinha tudo para dar certo, mas lembram daquela expressão “Time que esta ganhando não se mexe?”, aqui eles esqueceram esse pequeno detalhe, colocando fases longas demais, musicas fora do contesto do game.

Peguemos um game famoso para compreenderem o que estou dizendo, seria como deixar Joelma do Calypso cantar as musicas de Castlevania,
entenderam agora?

O jogo não merece tanta malhação, pois a proposta é muito boa perto
do Altered Beast do PS2, aqui tentaram dar um novo sentido ao titulo
incorporando um novo visual, mas mantendo o padrão clássico.

O jogo vale como curiosidade, mas infelizmente não tem nada que possa
atrair os puristas de plantão.

Ainda fico com o Altered Beast original que nem é lá tão bom assim.

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