Arquivos Dark Souls - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/dark-souls/ Um pouco de tudo na medida certa Sun, 20 Oct 2024 16:50:33 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Dark Souls - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/dark-souls/ 32 32 Deathbound | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/22/deathbound-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/22/deathbound-analise/#comments Tue, 22 Oct 2024 08:48:45 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=18072 Deathbound é um soulslike – inspirado em jogos como Dark Souls e Bloodborne — feito pelo estúdio brasileiro Trialforge, que promete trazer mais ao gênero, com uma historia que nao se limita a ano de fundo para o gameplay. Premissa A história do jogo não é vaga e espalhada em coletáveis como nos jogos da […]

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Deathbound é um soulslike – inspirado em jogos como Dark Souls e Bloodborne — feito pelo estúdio brasileiro Trialforge, que promete trazer mais ao gênero, com uma historia que nao se limita a ano de fundo para o gameplay.

Créditos: Trialforge

Premissa

A história do jogo não é vaga e espalhada em coletáveis como nos jogos da From. Ao invés disso, temos uma narrativa contada através de slides levemente animados, lembrando quadrinhos ocidentais independentes, que servem bem para ilustrar a narrativa.

A história é interessante: em algum momento do futuro, a imortalidade foi descoberta, o que obviamente levou a humanidade a certos avanços tecnológicos que não seriam possíveis sem essa tecnologia. Porém, por algum motivo, a morte voltou a ser um problema para a humanidade.

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Com isso, o mundo se dividiu em dois lados: Esquerda e Dir-, digo A Igreja da Morte e o Culto da Vida.

Nós começamos o jogo com Therone, um servo da Igreja da Morte e logo nos primeiros minutos somos apresentados à mecânica de Party, bem diferente de outros souls-likes, onde normalmente jogamos sozinhos.

Créditos: Trialforge

Sistema de Party inovador

É simplesmente mentira que Deathbound tenha INVENTADO o sistema de party em soulslike, mas é verdade que a forma que isso foi trazido aqui é inovadora.

Em Strangers of Paradise: Final Fantasy Origins, você tinha sim uma party, mas eles eram usados apenas como ajuda durante a luta. Em Deathbound, você controla diretamente seus personagens.

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É possível trocá-los de forma instantânea, durante os combos, usando sua barra de estamina (“sync“, como é chamada aqui). Você pode ter até 7 membros na sua party, e cada personagem possui características de jogabilidade diferentes.

Os ataques feitos através da troca de personagens, chamado de “Morph Strike”, são uma ótima forma de facilitar o jogo para aqueles que não são familiarizados com o gênero, pois uma build feita em cima dessa mecânica deixa o jogo menos frustrante em alguns momentos.

Créditos: Trialforge

Bugs e pontos negativos

Apesar de não ser um especialista do gênero, eu pude notar que a hitbox dos inimigos é pouco polida, e isso causa diversas frustrações onde uma morte do jogador não é sempre causada por erros dele mesmo, mas por bugs menores que vão se acumulando durante o gameplay.

Ele também tem inspirações mais clássicas do gênero, como o uso de itens de cura te fazer ficar parado. Isso faz o gameplay ser mais cadenciado e pensado, diferentemente de Bloodborne, por exemplo, que permitia uma maior agilidade até mesmo no recuo para se curar.

Um agravante negativo do design do jogo é o compartilhamento da energia entre os personagens, fazendo com que o jogador fique constantemente olhando a barra de energia no canto inferior-esquerdo da tela, para gerenciar sua energia.

Outro ponto relativamente negativo é a simplicidade dos chefes, que possuem estratégias básicas para serem derrotados e designs pouco inspiradores, mas nada que comprometa a experiência, pois a dificuldade ainda está presente e de forma justa.

Créditos: Trialforge

Exploração e pontos positivos

Graficamente o jogo é bastante simples mas cumpre seu papel. O design do ambiente é bacana e ele não performa mal — pelo menos não no PS5, onde joguei.

O mapa é simples, com um ou outro corredor que leva a uma área diferente, mas é impossível se perder e você também não tem aqueles momentos de outros jogos onde você abre uma porta e pensa “nossa, é aqui que esse caminho leva!”. É simples, porém funcional.

Também temos o já basicão skill tree, onde você faz upgrades de seus personagens. O jogo também é marcado pelos checkpoints espaçados, como as bonfires de Dark Souls. Nada de novo nessa parte.

Créditos: Trialforge

Veredito

Deathbound é um soulslike competente, que apresenta mecânicas novas que apesar de não tão polidas, funcionam bem para um primeiro game feito pelo estúdio.

É o tipo de jogo que eu recomendaria para fãs de soulslike que já jogaram todos os jogos principais do gênero e agora procuram algo para satisfazer a vontade de consumir um jogo desafiador. Deathbound possui algumas pontas soltas, mas é competente e mostra que há espaço para jogos AA, bastando que sejam feitos com tanto esmero quanto esse.

Nota: 7/10

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Esta análise foi feita com uma cópia do jogo cedida gentilmente pela distribuidora. Deathbound está disponível para PlayStation 5, Xbox Series S|X e PC (Steam).

 

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Blasphemous II | Soulsvania no seu auge https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/08/19/blasphemous-ii-soulsvania-no-seu-auge/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/08/19/blasphemous-ii-soulsvania-no-seu-auge/#comments Sat, 19 Aug 2023 12:17:55 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=14892 Lançado em 2019, o primeiro Blasphemous surfou na onda de jogos difíceis, pavimentada pela série Souls, e trouxe o twist de aplicar isso em um jogo 2D não-linear, similar a outros tantos metroidvanias já existentes. Com uma temática cheia de inspirações na idade média e na ortodoxia católica, o primeiro game continha sprites muito bonitos […]

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Lançado em 2019, o primeiro Blasphemous surfou na onda de jogos difíceis, pavimentada pela série Souls, e trouxe o twist de aplicar isso em um jogo 2D não-linear, similar a outros tantos metroidvanias já existentes. Com uma temática cheia de inspirações na idade média e na ortodoxia católica, o primeiro game continha sprites muito bonitos e bem animados, além de um combate pesado e punitivo, mas que não traía a confiança do jogador, visto que tudo era muito bem ensinado antes de te colocar em situações difíceis.

Em 2023, sua sequência chega à todas as plataformas, mas será que ela traz novidades a um game já tão bem feito? É o que vamos ver.

Mesmo protagonista, novas armas

Em Blasphemous II, temos de volta o Penitente de chapéu pontudo do primeiro jogo em uma nova aventura. De cara, temos a opção de escolher entre três armas: um porrete com uma bola de ferro na ponta, uma espada igual a do primeiro game, e uma greatsword mais pesada com golpes mais cadenciados. Isso por si só já traz uma gama de novas possibilidades, já que temos agora três formas de encarar o jogo.

Até a parte analisada aqui no texto, não tive opção de trocar para outras armas, mas preferi começar com a greatsword, pois ela parece um meio termo entre as outras duas.

Reprodução: The Game Kitchen

Combate

Falando em armas, o combate segue fino e cruel. Alguns inimigos do primeiro jogo se repetem aqui, tal qual a série Castlevania tanto fez nos seus tempos áureos; com os mesmos sprites e tudo. O Penitente tem ataques que não dão atordoamento temporário nos inimigos (stagger) a menos que seja no fim de um combo. Por isso, faz-se necessário esquivar antes que o inimigo te puna. Ou, como no jogo anterior, também é possível dar parry.

Um pequeno problema que se estende aqui desde o Blasphemous I é que algumas animações de ataque são muito longas, e isso torna alguns ataques, como o uso de magia, um pouco inúteis contra inimigos normais.

LEIAM – Sonic Frontiers | Finalmente um Sonic 3D bom de novo

O parry é uma mecânica bem gostosa em ambos os jogos, e consiste em apertar o R1/RB no momento exato do ataque do adversário, aí sim atordoando-o para ser golpeado e finalizado. A janela de parry é boa e convidativa para aqueles que não possuem costume com esse tipo de mecânica, pelo menos nos inimigos das primeiras horas do jogo.

Reprodução: The Game Kitchen

Estética

Essa parte é uma extensão do que foi o primeiro game. Seguimos com um pixel art muito bonito e bem animado pelo pessoal da The Game Kitchen, estúdio que desenvolveu ambos os jogos.

Notei também que as animações das cutscenes estão com aspecto mais limpo. Estão sim mais bem feitas, porém acredito que o visual clean dessas cenas não case tão bem com o restante do pixel art presente no game. Obviamente isso não é um demérito tão grande, apenas uma escolha que achei mais acertada no primeiro game, onde os traços tinham um serrilhado mais coerente com o visual retrô.

Reprodução: The Game Kitchen

Chefes e outras mecânicas

Os bosses do jogo ainda são bonitos, bem feitos e difíceis como no primeiro. A qualidade visual e a animações deles estão ainda melhores, mostrando que o estúdio também focou em melhorar ainda mais o que já era bom.

Ainda temos um sistema novo de tabuletas que são equipadas no seu personagem, servindo como buffs que podem ser trocados a qualquer hora durante o jogo. Na primeira hora você tem acesso a apenas uma que aumenta seu ataque, mas ao longo do jogo você pode adquirir mais tabuletas (inclusive o nome não é esse, mas eu esqueci como o jogo trata lol) e também mais espaços para equipar mais itens do tipo.

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A morte ainda é punida como em jogos Souls: você volta para o último save e suas almas ficam no local da morte para serem recuperadas. Como existem salas de saves muito próximas umas das outras, não é algo tão punitivo como nos jogos desse estilo em 3D.

Temos ainda os mesmos dois frascos de cura que são enchidos a cada save e agora um sistema de corrupção que fica embaixo da barra de energia e que precisa ser curado em saves ou em lojas que fazem esse serviço em troca de almas.

Reprodução: The Game Kitchen

Conclusão

Blasphemous II segue na mesma linha do primeiro game, aparando arestas, melhorando combate e animações das cutscenes, com um mapa tão grande quanto do primeiro game. Se você gosta de Souls, metroidvania e/ou jogos desafiadores de modo geral, recomendo fortemente pegar esse game. Não é necessário ter conhecimento prévio do jogo anterior, inclusive.

Prós:

  • Gráficos ainda mais bem feitos que o anterior;
  • Combate punitivo porém justo.

Contras:

  • Animações longas demais em alguns ataques.

Nota: 9/10

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Esta análise foi feita com uma cópia do jogo gentilmente cedida pela distribuidora do jogo. Ele também está disponível para Xbox One, Series S/X, PlayStation 4, Nintendo Switch e PC (via Steam).

Blasphemous II
Reprodução: The Game Kitche

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Black Legend | Uma Lenda não tão lendária assim https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/04/16/black-legend/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/04/16/black-legend/#comments Fri, 16 Apr 2021 08:00:26 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=7030 Videogames são uma forma de arte fascinante, não? Eles são capazes de nos fazer sentir emoções e sensações diversas, como a frustração por um chefe difícil, a satisfação por descobrir como derrotar o dito chefe, a euforia de fazer um gol decisivo aos 45 do segundo tempo, a alegria de um jogo contagiante, a tristeza […]

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Videogames são uma forma de arte fascinante, não? Eles são capazes de nos fazer sentir emoções e sensações diversas, como a frustração por um chefe difícil, a satisfação por descobrir como derrotar o dito chefe, a euforia de fazer um gol decisivo aos 45 do segundo tempo, a alegria de um jogo contagiante, a tristeza de perder um amigo querido depois de uma longa jornada e até mesmo deixar você excitado por conta de… Bem, jogos adultos.

LEIAM – Dude, Where is my beer? | Eu quero goróó

O estúdio belga Warcave é um novato, fundado em 2017 na cidade de Geel, na Bélgica, eles tinham em seu portfólio, apenas um jogo, o RTS War Party, que obteve recepção mediana perante a crítica e que tem em Black Legend, seu segundo projeto, dessa vez, descambando para o RPG.

Confira nossa opinião na crítica a seguir.

Salve a cidade dos Cultistas malucos

O jogo se passa no século dezessete, na cidade de Grant, que possui sua arquitetura baseada na dos Países Baixos (A região onde se localizam a Holanda e a Bélgica, e não o eufemismo para pinto), cidade essa que está envolta em uma névoa criada por Mephisto, um Alquimista ameaçador.

Você é um mercenário, e junto com seu grupo, precisa libertar a cidade dos cultistas que a dominaram, já que a Névoa de Mephisto enlouquece quem fica por muito tempo nela. Recrute pessoas, conheça a história dos sobreviventes, descubra a história de Mephisto e limpe a cidade da maldita névoa.

Não é o roteiro mais criativo do mundo (de fato, coisas semelhantes apareceram na série “The Incredible Adventures of Van Helsing”), mas não quer dizer necessariamente algo ruim. As coisas aqui são básicas e nem passam perto dos problemas reais do jogo.

Um bom combate… Estragado pelo resto dos problemas do jogo.

Primeiro, vamos falar do ponto positivo da jogabilidade, o combate. O combate em si lembra bastante os XCOM modernos, em certo ponto, ou os RPG’s de Estratégia. A ação ocorre em turnos, determinada pelo personagem (do jogador ou inimigo) que possui a maior agilidade e antes do mesmo começar, o jogador decide onde quer colocar os personagens do grupo.

Os personagens possuem múltiplas classes e podem equipar diversos tipos de armamento. Não apenas isso, mas o jogo possui um sistema de humor que é basicamente a chave para vencer os combates, criando combos de humor pra aumentar o dano causado, ou status que possam lhe ajudar.

Com uma estratégia em mãos e o posicionamento de seus personagens, as lutas são fáceis de pegar o jeito. E o ponto aqui é que não somente você pode usar o esquema de humores, mas os inimigos também. Então não é raro um inimigo lhe causar sangramento por bom uso de humor.

O posicionamento também é importante na hora de atacar, especialmente se você utiliza armas de combate corpo a corpo (como espadas, lanças e machados), flanquear um inimigo ou atacá-lo pelas costas, é de grande ajuda, já que o dano será maior que um ataque corpo a corpo. E assim como os humores, o inimigo também pode se utilizar desse artifício.

Importante lembrar, que você pode jogar como quiser, deixando as mortes em combate permanentes ou não, tudo depende da experiência que você quer ter.

O combate de Black Legend é gostoso, porém… A interface do jogo não é nada amigável com o jogador, os tutoriais do mesmo são apresentados de forma desinteressante e o jogo não dá a menor indicação de como de fato ficar forte, porque os níveis não significam tanto assim. Ou se significam, os tutoriais não me explicaram direito.

A câmera do jogo não é boa, tanto na navegação, quanto nos combates. Ainda que você tenha um bom controle dela, você de fato não se sente no controle.

Eu disse que o combate do jogo é bom, e é verdade, mas o ritmo do combate… Nem tanto, as lutas parecem durar para sempre. Tem um botão que acelera as animações, mas ainda assim é irritante.

Muita repetição, nada que fique marcado

Graficamente… É um jogo fraco. Sim, eu sei que é um estúdio pequeno, são apenas dez pessoas trabalhando em um jogo para quatro sistemas diferentes, mas é a verdade. A customização da sua aparência é fraca, já vi jogos da geração PlayStation 3 com criador de personagens mais robusto que o de Black Legend.

A cidade tem uma arquitetura interessante e bem feita (apesar dos gráficos fracos), e apesar da névoa disfarçar os gráficos, ela ajuda a dar o clima de mistério de Grant. Porém isso não justifica a paleta de cores retirada de Dark Souls, que deixa o jogo com um clima tedioso e deprimente.

Sonoramente, não possui composições marcantes (ao menos elas não ofendem meus ouvidos, então relevo), porém a dublagem do jogo é bem, bem pífia. Sei que eles não possuem recursos para dubladores de ponta, mas parece que escolheram as pessoas mais desinteressadas do mundo para interpretar os personagens do jogo.

Uma jornada cansativa

Abri esse texto falando sobre o mérito de videogames causarem sensações. Black Legend me causou cansaço. A cada jogatina feita para produzir esta análise, ao terminar, eu me sentia cansado, porque a atmosfera do jogo me deixou assim.

O jogo tinha potencial, mas talvez a falta de experiência do estúdio, aliado com a interface nada amigável, tenha minado as chances do jogo se destacar no gênero.

E bem, ele não chega a ser desastroso como Tormenta: O Desafio dos Deuses, mas fica difícil recomendar Black Legend, com alternativas melhores e até mesmo mais baratas no próprio PS4. Se você cavar, pode encontrar algo que o divirta, mas é possível que você acabe se frustrando como eu.

Black Legend está disponível para PC, Nintendo Switch, PlayStation 4 e Xbox One.

Essa análise foi feita com base na versão de PS4, com uma cópia gentilmente cedida pela produtora.

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Mortal Shell precisa de um modo easy urgentemente https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/08/20/mortal-shell-precisa-de-um-modo-easy-urgentemente/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/08/20/mortal-shell-precisa-de-um-modo-easy-urgentemente/#comments Thu, 20 Aug 2020 22:27:04 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=4705 O título da análise deste jogo é um clickbait safado, parodiando aquele artigo que pedia um modo Easy em Sekiro: Shadows Die Twice. O autor da análise, assim como os demais membros do Arquivos do Woo, não são a favor de “dificuldades mais fáceis a pedido de jornalistas”. Se o criador do jogo coloca uma […]

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O título da análise deste jogo é um clickbait safado, parodiando aquele artigo que pedia um modo Easy em Sekiro: Shadows Die Twice.

O autor da análise, assim como os demais membros do Arquivos do Woo, não são a favor de “dificuldades mais fáceis a pedido de jornalistas”. Se o criador do jogo coloca uma dificuldade única, é como o jogo deve ser encarado. Se o jogo possui múltiplas dificuldades, o jogador pode escolher a que mais lhe agrada.

LEIAM – The Outer Worlds | Tudo o que o Espaço pode Oferecer

Há onze anos atrás, um modesto jogo dos criadores de Armored Core deu início a um gênero que perdura até hoje.

Demon’s Souls ficou restrito ao PS3 (até o recente anúncio do remake para PS5), mas sua sequência ‘espiritual’, Dark Souls, se espalhou pelo mundo a ponto de criar uma tendência extremamente irritante na “mídia especializada”, onde tal jogo era o Dark Souls de X. E também deu a luz aos fromzeiros, uma raça chata pra caralho (shoutouts pro Shiba).

Por outro lado, as influências de Dark Souls foram responsáveis por outros jogos saírem no mercado. Tanto para o bem, quanto para o mal.

Nisso, chega agora ao mercado, Mortal Shell. Será que ele consegue se destacar em meio aos semelhantes, ou vai ser esquecido, tal qual Lords of the Fallen?

Mortal Shell
Reprodução/ Créditos Cold Symmetry

Um novo mundo, um velho conceito

Você está no papel de um ser indistinto, denominado “O Abandonado” (The Foundling em inglês), um espírito que passaria certamente no teste de stealth, caso ele fosse feito numa nevasca na Antártida. Após deixar uma espécie de plano astral (que nada mais é do que o tutorial do jogo), você está num mundo decrépito, conhecido como Fallgrim.

Lá, praticamente tudo quer te matar, e pode te matar, especialmente na sua forma espectral, que possui pouquíssima energia base. Como numa carta de amor a Dark Souls, os detalhes do mundo de Mortal Shell são dados de forma esparsa, explorando o local e conhecendo os NPC’s que lá habitam.

A jogabilidade funciona de maneira semelhante aos jogos da série Souls, com jogadores da mesma se sentindo em casa com os controles básicos. Porém, Mortal Shell adiciona um twist interessante na construção do seu personagem. Ao invés de trabalhar criando builds logo de cara, você precisa encontrar receptáculos que possam acomodar a sua forma espectral.

Localizados em diversos pontos do mundo, esses receptáculos pertenciam a guerreiros que caíram em combate, e podem ser reanimados por você, ao tocá-los.

Cada receptáculo possui características únicas, sendo recomendado ao jogador que encontre uma que se adeque ao seu estilo.

Mortal Shell
Reprodução/ Créditos Cold Symmetry

Janky Souls, mate!

O jogo pode ser considerado mais acessível que Dark Souls em termos de dificuldade (até por ele ser mais curto), mas ainda assim não chega a ser uma jogatina tranquila.

Você ainda vai se frustrar com algumas mortes, especialmente considerando que a movimentação e o combate são um cadinho desajeitados, mas nada que vá afetar muito a jogatina.

A maneira de você conseguir habilidades é semelhante a dos jogos de Souls, com os inimigos dando a moeda do jogo e você gastando elas em um local do mapa para desbloquear a habilidade.

A maneira de se defender é diferente, com o jogador se transformando em pedra para bloquear os ataques.

A defesa faz com que os inimigos cambaleiem para trás, abrindo espaço para contra ataque e pode ser combinada com o ataque, o que é útil, especialmente quando se tem mais de um inimigo ao seu redor, já que permite um segundo de respiração.

Os combates contra chefes são mais ou menos o arroz com feijão de souls, tenha em mãos itens de cura, veja qual o padrão de ataque, aprenda, morra e repita. Aliás, falando em morrer, quando num receptáculo, se os inimigos acabarem com a sua barra de energia, você não morrerá de imediato, mas será jogado para fora do receptáculo na forma espectral e poderá retornar para ele.

Claro, na forma espectral você não tem muita energia, e se tomar uma porrada, vai morrer, mas é uma segunda chance, que pode se provar bem útil nas lutas contra chefes.

Reprodução/ Créditos Cold Symmetry

Detalhista, porém repetitivo

Graficamente, Mortal Shell é bem bonito, apesar do estilo. Os cenários são bem construídos e possuem um design interessante.

A movimentação, como eu já mencionei antes, é um tanto desajeitada, isso vale pra você e os inimigos, que não possuem uma inteligência lá muito alta (fazer com que um inimigo vá de uma armadilha até outra até ele morrer é bem engraçado).

LEIAM – Persona 5 | Falta de tempo e a vida adulta

O jogo possui também um “Modo Gráfico Indie”, que eu não sei qual o objetivo da publisher ao colocá-lo lá, porque não sei quem teria um tesão em colocar um monte de serrilhados em Full HD. E apesar dos cenários de Mortal Shell serem bonitos, eles acabam sendo um tanto repetitivos, tornando muito fácil o jogador se perder.

A trilha complementa o visual estonteante do jogo, com faixas que passam a hostilidade de Fallgrim, não são musicas que vão ficar na sua cabeça, tampouco tem o objetivo disso, mas casam com o clima sombrio de Mortal Shell, mesmo tendo um tom industrial.

Mortal Shell
Reprodução/ Créditos Cold Symmetry

Veredito final

Apesar de ser inspirado em Dark Souls, Mortal Shell consegue se sustentar como jogo. Oferece algo familiar a quem conhece a franquia da From Software, mas tem pontos interessantes o suficiente para ser original.

Você ainda vai xingar feito marinheiro irlandês, ainda vai morrer e vai aprender como superar os obstáculos. Se você já zerou a franquia da From Software e procura uma alternativa, pode ir sem medo e comprar o jogo. Palavra de quem é ruim pra caralho em Souls e ainda se divertiu a beça com o jogo.

Mortal Shell está disponível para Playstation 4, Xbox One e PC (via Epic Games Store).


Essa análise foi feita com uma cópia digital de PlayStation 4 gentilmente cedida pela Cold Symmetry.

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FABLE III | Uma jornada inesquecível https://www.arquivosdowoo.com.br/2017/12/07/fable-iii-uma-jornada-inesquecivel-ao/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2017/12/07/fable-iii-uma-jornada-inesquecivel-ao/#respond Thu, 07 Dec 2017 22:26:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2017/12/07/fable-iii-uma-jornada-inesquecivel-ao/ Quando o Lionhead Studios foi fechada, muito se falou quanto ao futuro de sua franquia mais famosa: Fable. Com um destino agora incerto nas mãos da Microsoft, pouco sabemos se um dia ganharemos um novo jogo. O que me chamou a atenção para o fato de que quase não conheço pessoas que tenham jogado qualquer […]

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Quando o Lionhead Studios foi fechada, muito se falou quanto ao futuro de sua franquia mais famosa: Fable. Com um destino agora incerto nas mãos da Microsoft, pouco sabemos se um dia ganharemos um novo jogo.

O que me chamou a atenção para o fato de que quase não conheço pessoas que tenham jogado qualquer titulo da franquia.

Oras, então eu vou jogar e tirar a limpo se algum jogo da trilogia é tão bom quanto apenas ouço falar – Aproveitei que o segundo e terceiro jogo estão disponíveis no Xbox Game Pass.

Com o game em mãos, hora de nos aventurar!

Bem-vindo ao reino de Albion

FABLE III

Fable III começa com uma entrada bem humorada apresentando a saga de uma galinha e termina com um final um tanto quanto trágico, mas isso nos dá um pouco do tom do jogo que não se trata de um mundo colorido e fofinho, como aparenta ser.

Estamos no controle do filho ( ou filha, depende do que você escolher) do herói do segundo jogo. No caso somos um dos príncipes, pois o herói morreu e o trono foi passado a seu filho mais velho, Logan.

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Ele é o atual rei do pedaço, especificamente, em um momento em que Albion está sendo tomada por violência e pobreza e o povo aparenta querer se rebelar.

Pelo fato de sermos jovens (o personagem e não eu, OK?) enxergamos tudo aquilo com um certo horror, o que nos leva a confrontar as ações de nosso irmão mais velho. Rola um dialogo interessantes e acabamos sendo forçado a lidar com uma situação bem triste, o que nos força a fugir do castelo e abandonar a boa vida que tínhamos na realeza – Além de ficar solteiro no processo.

A Jornada do Herói

FABLE III

Nossa meta é reunir forças e criar aliados para destronar Logan e fazer com que Albion volte a prosperar como nos tempos de seu pai

Fora do castelo somos apresentado a um mundo bem grande, talvez não tanto quanto o que conferimos em Elder Scroll’s ou Fallout, mas ainda é grande o suficiente para se perder as vezes pelos belos cenários do jogo. E como um bom jogo de mundo aberto temos a disposição inúmeras side-quest para serem realizadas para aqueles que querem prolongar o tempo de jogatina.

Creio que as missões sejam o ponto mais importante do jogo, porque é notável o cuidado com cada uma delas. Não são parecidas e todas são bem humoradas e divertidas de se realizar.

Há uma em especial em que você ganha uma roupa de galinha para que convença galinhas fugitivas a retornarem ao galinheiro de um fazendeiro. Concluindo a missão, resta a você escolher o destino das plumadas fugitivas, ressaltando que toda as escolhas que você tomar durante um jogo possui peso no desenvolvido do seu personagem.

Um mundo aberto, ou quase

FABLE III

Eu mesmo não me segurei e enrolei um bom pedaço jogando as missões paralelas só para melhorar as habilidades da personagem e acumular dinheiro. Com dinheiro você pode comprar quase tudo o que bem quiser nas lojas que encontrar pelo caminho.

Há uma variedade de itens bem grande que vão desde barbas, bigodes, armas, roupas e perucas -Um deleite para aqueles que gostam de gastar horas personalizando seus personagens.

Por outro lado, tudo flui muito bem quando estamos adaptados aos comandos do jogo, que a primeira vista assusta um pouco.

Em FABLE III o personagem não possui uma barra de energia, mas se levar muito danos a tela começa a escurecer em vermelho, então é preciso usar uma poção ou procurar abrigo até que tudo normalize, um sistema comum nos jogos de FPS atuais.

Outro ponto que assusta é o fato de que o personagem não pula, então você sempre terá que se aproximar de beiradas e pressionar o botão para pular ou subir, além de que para pegar as coisas pelo caminho você precisa fazer o mesmo.

O Combate

Os combates de FABLE III são divertidos, mas as vezes o número de inimigos que te atacam são grandes o que dá um certo trabalho, pois eles costumam te cercar com soldados barra pesadas enquanto magos evocam zumbis. Você se verá cercado com mais frequência do que gostaria, mas basta se lembrar de Dark Souls que você passa de ano:

De qualquer modo o combate é essencial caso queira aumentar o nível das espadas e pistolas. Que são outro ponto interessante aqui: Elas evoluem, seja a espada ou pistola do herói (que são as armas iniciais) ou uma outra qualquer que tenha comprado em lojas. Todas possuem upgrades a serem conquistadas e necessitam de algumas horas do bom e velho combate.

Para terem uma ideia, uma arma em especial exige que 5 pessoas que estejam amando o seu personagem sejam mortos com o uso dessa pistola. Cumprindo o requisito, a pistola recebe um dano adicional lindo de se ver.

É interessante ver que alguns dos upgrades faz com que você quebre a linha do bem e do mal, o que dá uma sobrevida ao jogo para quem quiser explorar mais a fundo.

Toda a magia de FABLE III

FABLE III

Claro, falei das armas e deixei de abordar uma das coisas mais legais do jogo que são as magias.

A medida que se realiza missões você ganha o que chamarei de xp para desbloquear baús em uma realidade alternativa. Lá, cada baú lhe oferece um update, seja para aumentar o nível da arma do herói ou ganhar mais dinheiro fazendo tortas – Eu disse que há muito o que se fazer em Albion?

Lá você obtém novos poderes elementais, assim você pode combiná-los ao equipar uma luva com o poder de fogo na mão direita e na esquerda outra o poder, seja elétrico ou vento, cada combinação dá um resultado diferente.

Caberá a você escolher a melhor combinação – Mas recomendo nevoa e eletricidade. Você pode carregar as magias o que aumenta o poder e o campo do dano fazendo com que os inimigos brilhem feito pisca-pisca em arvore de natal.

A medida que você começa a ter acesso a armas poderosas e magias esmagadoras, o jogo vai se tornando relativamente fácil – Na realidade ele não é difícil, mesmo sem os upgrades, talvez um pouco desafiador.

É muito difícil?

FABLE III
Side-quest onde você é transformado no herói de um jogo de RPG de mesa

Finalizei o jogo sem morrer nenhuma vez e usei pouquíssimas vezes as poções, mas não posso dizer que isso tenha prejudicado minha experiência durante toda a jogatina, até porque o risco de morrer existe se você vacilar.

Side-quest onde você é transformado no herói de um jogo de RPG de mesa
O jogo em um determinado momento te colocará no papel do rei, sendo você bom ou mal.

Estando na posição de rei você terá que tomar decisões importantes para o reinado, como cumprir promessas ou não. O que é muito divertido, pois você percebe que é quase impossível manter algumas promessas e agradar a todos os habitantes de Albion.

Conclusão

FABLE III

Fable III é um jogo que certamente agradará a todos que estejam dispostos a desfrutar de uma história repleta de magia, humor e aventura.

É possível se relacionar com qualquer habitante de Albion, até mesmo romanticamente se é que me entende. E se você focar apenas nas missões principais você não levará muitas horas para concluir, porém vai perder muito do que o jogo tem a oferecer.

Talvez não seja tão desafiador quanto algumas pessoas gostariam, mas certamente fez com que me tornasse fã desse universo criado pela Lionhead.

Fico na torcida que a trilogia seja remasterizada ou que tenhamos uma continuação, de preferencia que o lado estratégia ganhe uma atenção maior. E se você ainda não jogou nenhum título da franquia, eu recomendo que comece por esse.

Tenho certeza que poderá se divertir e se surpreender com a qualidade.

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Tenho um fraco por querer conhecer jogos que foram mal recebidos pela comunidade. E já conhecia bem a comunidade fã de Castlevania, principalmente vendo Castlevania II: Simon’s Quest sendo encarado como um totem agourento, devendo ser evitado ao máximo, sendo que é um jogo que me agrada muito por seus mais diversos motivos – mas falar de Simon’s Quest fica para outra hora.

LEIAM – Castlevania: Circle of the Moon | Análise

Foi então que num repente me deu vontade de jogar os tão falados jogos da linha Lords of Shadow.

São jogos que no geral foram muito mal recebidos. Também pudera, a Konami fez algo ousado, resolveu reescrever a linha do tempo de Castlevania, mudando alguns fatos icônicos da linhagem tradicional, mexendo de maneira abusada com personagens quase intocáveis e inserindo novos personagens e motivações numa trama que caminha paralela à linha antiga, e ao mesmo tempo, de maneira divergente.

Não vou passar aqui dados cruciais sobre a trama de Lords of Shadow, pois caso você queira, poderá ainda joga-lo.

Não é um jogo rápido, me levou 42 horas para terminar a história principal e as 2 DLCs (a versão da Steam – Ultimate Edition – já vem com ambas), no entanto, ainda existe mais jogo para render já que após terminar habilitamos uma dificuldade extra e também podemos ir atrás de todos os colecionáveis e de fazer as missões específicas de cada uma das mais de 50 fases, com os objetivos mais variados, o que acredito que poderia levar o jogo para as 60, 70 horas facilmente.

Diversas características me marcaram nesse jogo, mas pra deixar de maneira organizada, vamos analisar os fatos separadamente:

HISTÓRIA

Castlevania Lord of Shadow
Gabriel Belmont, o protagonista

Ok, eu me comprometi a não passar spoilers, mas vou passar aqui o básico, algo que represente a real motivação e jornada do nosso personagem, o que representa talvez a 1a hora de jogatina.

Ainda quando bebê, Gabriel foi largado na porta de um forte da Irmandade da Luz, uma entidade responsável por enfrentar as forças das trevas – sim, estilo aquela turma radical de frades no filme do Van Hellsing – e os monges lhe deram o nome Gabriel em homenagem ao anjo de mesmo nome e o sobrenome Belmont, já que desde jovem ele se mostrou muito interessado pelas montanhas.

LEIAM – Castlevania: Bloodlines | Prévia do jogo por Rodrigo Vigia

Fora então desde cedo treinado então para ser um cavaleiro da irmandade, batalhando as forças do mal com sua arma, a cruz de batalha, um chicote de ferro confeccionado pelo artesão Rinaldo Gandolfi (o mesmo nome do alquimista que confecciona o chicote utilizado por Leon Belmont em Castlevania: Lament of Innocense). Gabriel desde jovem se envolveu com a delicada Marie, que fazia trabalhos voluntários na Irmandade da Luz. Essa amizade foi evoluindo até que anos mais tarde se casaram… e então chegamos no ponto onde o jogo começa.

Castlevania Lord of Shadow
Zobek, membro da Irmandade

O ano é 1047 e diversas criaturas das trevas aterrorizam o mundo. Marie acabara de ser morta, o que fez com que a irmandade enviasse Gabriel para o lago do esquecimento, um local místico onde as pessoas poderiam falar com os espíritos que ainda estão presos neste plano, imaginando que talvez Marie tivesse alguma mensagem para Gabriel que justificasse esse desequilíbrio recente das forças das trevas.

No lago do esquecimento não somente encontramos Marie como também conhecemos Zobek, outro cavaleiro da Irmandade da Luz. Marie nos informa num curto período em que pudemos nos comunicar com ela, que a chave para tudo estava nos Lordes das Sobras e que deveríamos seguir uma profecia, a qual Zobek informa ser sobre um homem de coração puro que destruiria os Lordes das Sombras, unindo seus poderes e assim unificando a terra com os céus, assim então começa a jornada de Gabriel para enfrentar e destruir os 3 senhores das trevas, cada qual representando uma estirpe de criaturas do mal, os licantropos, os vampiros e os necromantes.

Castlevania Lord of Shadow
Marie, falecida esposa de Gabriel

Um fato que gostei muito foi como eles conseguiram criar toda uma mitologia para o jogo… cada monstro que enfrentamos, cada personagem (ok, não são muitos) relevante na trama, cada item… todos tem uma história interessante por trás, mostrando que eles não estão simplesmente lá por estar, ou que existe um real motivo para fazerem o que fazem.

Desde textos explicando a diferente origem de vampiros até pergaminhos de cavaleiros amedrontados em seu leito de morte, os textos de Lords of Shadow são riquíssimos e me fizeram fazer algo que há muito não fazia… ler! Sim, nesse jogo eu li praticamente tudo, desde os prefácios até os pergaminhos, pois eu vivia encontrando referências a outros jogos da série, como singelas homenagens, ou fatos totalmente originais dentro desta nova mitologia… talvez a história tenha sido o ponto mais forte do jogo, me agradou muito mesmo.

JOGABILIDADE

Castlevania Lord of Shadow
Uma artwork mostrando um dos belos cenários

Você já deve ter ouvido uma série de piadas referentes a como esse jogo se assemelha a God of War. Sinceramente, eu terminei God of War 1 e 2 e terminei o Lords of Shadow (aliás, terminei também sua continuação, o Mirror of Fate e estou jogando com muito gosto o Lords of Shadow 2), e acho que não temos tantas batalhas assim no jogo.

LoS (vou começar a usar abreviado pra economizar teclado hehe) é repleto de segmentos de “parkour”, algo que me lembrou um pouco as mecânicas dessa modalidade em Uncharted, de maneira intuitiva e muito dinâmica, além de bastante quebra-cabeças que me consumiram – ou treinaram? – algumas centenas de neurônios.

O grande “quadrado, quadrado, quadrado, triângulo” não serve aqui, já que os combos são mais simples, se baseando em ataques mais fortes, mas focados em inimigos únicos, ou amplos, para atingir a galera toda, não se combinando entre si, mas sim com pulos associados a combos aéreos e a associação de habilidades com as relíquias extras que vamos conseguindo ao longo do jogo juntamente com magias que encantam nossos ataques, permitindo causar mais dano ou então recuperar vida com seus acertos, além de tipos diferentes de habilidades para as quais cada magia possibilita, incentivando o jogador a não ser acertado, o que faz com que ele recupere magia para continuar utilizando estas habilidades.

Quanto à esses fatores ditos até então não tenho do que reclamar. Os combates, embora não tão frequentes são bem otimizados, as partes de parkour são dinâmicas e intuitivas e os quebra-cabeças são… bem, quebradores de cabeça bem elaborados – na maioria das vezes -, no entanto, nem tudo são flores.

 A CÂMERA

A câmera do jogo não é controlável e em alguns raros momentos de minha jornada tive sérios problemas com ela, até mesmo em uma batalha contra chefe. Tive a sorte de perceber a falha logo e na segunda tentativa passar por essa parte do jogo, mas um jogador mais desavisado pode perder um bom tempo nesses momentos.

Outro fator que me frustrou bastante foram os segmentos de plataforma livre 3D. Infelizmente acertar pulos específicos ficou muito longe da perfeição dos segmentos de Parkour. Agora, some a isso a frustração de ter que passar pela famosa “Clock Tower”, em 3D com pulos mal controlados, talvez até piorados pelo fato de não podermos ajustar a câmera. Felizmente só me lembro de 2 fases que apresentaram esse problema para mim, então o prejuízo não foi grande.

Ah sim, já ia esquecendo… quick time events. Eles existem, mas são mais simples… qualquer botão pressionado no momento certo já vai funcionar.
Outro ponto que gostei muito foi que podemos revisitar as fases, até mesmo para pegar itens com upgrades que não tínhamos no momento. Coisa simples, mas que facilita a vida, até porque o jogo avisa quantos itens ainda podemos coletar e coloca umas missões extras para o pessoal que curte colecionar conquistas.

Gráficos e Trilha sonora + efeitos sonoros

Quanto a gráficos, difícil dizer… o jogo é de 2010, essa versão em específico é de 2013. São belos gráficos, bem trabalhados, mas o que impressiona mesmo é a direção de fotografia. A sutileza de mostrar um castelo longe começando a aparecer de maneira empolgante, uma tomada do alto de uma torre mostrando toda um caminho percorrido, um deserto com ídolos gigantes desmontados… enfim, as paisagens são ótimas e o posicionamento das tomadas em muitas vezes me tirou o fôlego. Infelizmente não posso dizer o mesmo das cutscenes. Algumas parece que não foram trabalhadas, apresentando a mesma resolução que foi apresentada nos consoles em 2010, mas num jogo remasterizado em 2013… ou seja, a cutscene ficou, em muitos casos, MAIS FEIA QUE O PRÓPRIO JOGO!

Quanto ao som, os efeitos são pertinentes (principalmente quando defendemos no exato momento – famoso parry à la Dark Souls – num misto de empolgação, com flash, com câmera lenta e o barulho como se tivesse soado um gigante sino antigo), mas a trilha sonora é sensacional. Ela consegue ser bem pertinente.

Desde os momentos em que estamos nos aventurando num bosque calmo, com uma música tranquila, até os momentos de batalha mais épicos, com uma incisiva música de combate, e principalmente a música curta, mas tocante que reflete a passagem de Gabriel pela sua trajetória na transição de atos, com um título extremamente condizente.

Journey! (escute AQUI essa curta trilha de 41 segundos).

A experiência em si

Castlevania Lord of Shadow

Jogar e terminar Lords of Shadow foi extremamente gratificante, principalmente porque joguei de uma maneira despretensiosa. Fui esperando um frenético Hack’ n Slash com uma história bobinha pra preencher lacunas e me deparei com um jogo que criou toda uma mitologia associada a diversos fatores de jogabilidade que me agradaram, assim como a trilha sonora e as tomadas de fotografia que foram bárbaras.

Depois de um tempo eu passei a procurar referências em tudo que via, e assim descobri como o jogo homenageou os jogos da série clássica, com referências a personagens, locais, itens… Não só a mitologia, mas o desenvolver do enredo foi interessante, instigando a jogar mais, conseguindo misturar fases de quebra-cabeças, batalhas épicas e fases de exploração numa proporção que não me enjoou.

Enfim, se já jogaram, o que acharam? Se não jogaram, por que não o fizeram?

Digam suas experiências com Lords of Shadow! Lembrando que atualmente estou jogando o segundo, ainda no começo, pouco menos de 5 horas de jogo, mas estou gostando até então.

Atualmente o jogo está custando R$ 49,99 na Steam e na Nuuvem, mas isso não significa que você não pode esperar aquele belo desconto pra pegar em promoção por 10 ou 15 reais.

Caso queiram conferir, abaixo vocês conferem a playlist inteira desse jogo, mostrando minha jogatina do começo ao fim, assim como resumos dos 2 primeiros capítulos (planejo fazer dos outros capítulos mais pra frente) e alguns vídeos “extras”.

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