Jonathan Vieira, Autor em Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/author/jonathan-def/ Um pouco de tudo na medida certa Thu, 13 Nov 2025 15:39:05 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Jonathan Vieira, Autor em Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/author/jonathan-def/ 32 32 Little Nightmares III | A beleza do medo e o eco do familiar https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/11/13/little-nightmares-iii-a-beleza-do-medo-e-o-eco-do-familiar/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/11/13/little-nightmares-iii-a-beleza-do-medo-e-o-eco-do-familiar/#respond Thu, 13 Nov 2025 15:39:05 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=21037 Em um cenário atual onde os jogos parecem seguir fórmulas recicladas e lançamentos chegam incompletos ou apressados, Little Nightmares III surge com a promessa de manter viva a atmosfera sombria e poética que consagrou a franquia. Produzido pela Supermassive Games e publicado pela Bandai Namco, o título tenta equilibrar inovação e nostalgia, trazendo novos protagonistas, […]

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Em um cenário atual onde os jogos parecem seguir fórmulas recicladas e lançamentos chegam incompletos ou apressados, Little Nightmares III surge com a promessa de manter viva a atmosfera sombria e poética que consagrou a franquia. Produzido pela Supermassive Games e publicado pela Bandai Namco, o título tenta equilibrar inovação e nostalgia, trazendo novos protagonistas, novas mecânicas e um foco maior na cooperação — ainda que nem todas as apostas acertem completamente o alvo.

Enredo e Ambientação

Logo nas primeiras horas, o jogo estabelece seu tom. Você controla Low e Alone, duas pequenas figuras tentando escapar de um lugar chamado The Nowhere, um universo distorcido e surreal que mais parece um pesadelo consciente. A narrativa segue o estilo característico da série: sem falas, sem explicações diretas e com uma ambientação que fala por si só. O jogo não se preocupa em entregar respostas prontas, ele quer que você sinta, observe e interprete.

E isso é um dos maiores méritos de Little Nightmares III. Cada detalhe de cenário, cada ruído, cada sombra contribui para criar uma sensação constante de desconforto e curiosidade. Mesmo sem um enredo explícito, há uma coesão emocional muito forte, especialmente no vínculo entre Low e Alone, construído com gestos e olhares, sem precisar de palavras.

Visualmente, o jogo é um espetáculo à parte. A iluminação, o contraste entre o grotesco e o infantil e o design dos ambientes criam uma atmosfera única. A sensação de pequenez diante do mundo, marca registrada da franquia, permanece tão impactante quanto nunca. A direção de arte continua sendo um dos pontos mais fortes da série.

Reprodução: Supermassive Games – Bandai Namco

Jogabilidade e Cooperação

A principal novidade vem na forma de jogabilidade cooperativa. Pela primeira vez na franquia, é possível jogar com outra pessoa de forma online, o que amplia as possibilidades de interação e estratégia. Cada personagem tem suas próprias habilidades: Low usa um arco e flecha para resolver certos puzzles, enquanto Alone conta com uma chave inglesa para manipular mecanismos e abrir caminhos. Essa divisão incentiva o trabalho em dupla, seja com um amigo ou com a inteligência artificial controlando o parceiro.

No entanto, a ausência de um modo cooperativo local (couch co-op) é uma limitação sentida. Little Nightmares III parece feito para ser compartilhado no mesmo sofá, e restringir essa opção apenas ao modo online tira parte do charme da experiência. Jogando sozinho, a IA funciona bem na maior parte do tempo, mas há momentos em que suas ações soam hesitantes, quebrando um pouco o ritmo das fases.

Os controles, por sua vez, são responsivos e fluidos, embora não isentos de pequenos problemas, principalmente nas seções de salto e mira com o arco, onde a perspectiva tridimensional pode atrapalhar a precisão. A progressão, no entanto, é bem equilibrada. Cada cenário traz algo novo: quebra-cabeças inteligentes, perseguições tensas e momentos de pura exploração.

Ainda assim, o formato geral da jogabilidade mantém o padrão dos títulos anteriores. O ciclo “puzzle, fuga, descoberta” continua predominante, o que, para alguns, pode passar uma leve sensação de familiaridade excessiva. Mesmo assim, o design das fases é tão bem elaborado que raramente o jogo deixa de ser interessante.

Reprodução: Supermassive Games – Bandai Namco

Trilha Sonora e Design de Som

O som sempre foi uma das armas mais poderosas da série, e aqui não é diferente. A trilha sonora de Little Nightmares III é discreta, quase imperceptível em muitos momentos e é exatamente isso que a torna tão eficaz. Ela não está ali para preencher o silêncio, mas para amplificar o desconforto.

O som de passos ecoando em corredores vazios, o vento soprando em ruínas esquecidas ou o estalar distante de algo se movendo nas sombras criam um ambiente de tensão constante. É o tipo de design sonoro que te faz segurar a respiração sem perceber. Mesmo sem sustos explícitos, o jogo é capaz de causar arrepios com simplicidade e sutileza.

Reprodução: Supermassive Games – Bandai Namco

Estrutura e Duração

A campanha é relativamente curta, durando entre quatro e seis horas, dependendo do ritmo de exploração. Para alguns, isso pode soar decepcionante, mas a verdade é que Little Nightmares III não quer ser longo, ele quer ser intenso. E consegue. Cada cenário é cuidadosamente construído, sem enrolação ou repetição desnecessária.

Os ambientes são o verdadeiro espetáculo: desertos repletos de ruínas, fábricas abandonadas, escolas esquecida, cada local tem sua própria identidade visual e transmite sensações diferentes. A transição entre as áreas é fluida, e o ritmo de progressão mantém o jogador sempre curioso sobre o que virá a seguir.

Ainda assim, há uma sensação de segurança excessiva na estrutura geral. O jogo parece preferir não arriscar muito, permanecendo dentro da fórmula que já funcionou. É um equilíbrio entre “bom demais para ser ruim” e “seguro demais para ser incrível”.

Reprodução: Supermassive Games – Bandai Namco

Desempenho e Aspectos Técnicos

No quesito técnico, Little Nightmares III se mantém sólido. O desempenho é estável, as texturas são detalhadas e a iluminação dinâmica contribui diretamente para a ambientação opressiva. Em plataformas de nova geração, o jogo roda com fluidez e sem quedas notáveis de frame rate.

Os modelos dos personagens e inimigos são grotescamente encantadores, algo entre o feio e o fascinante, típico da franquia. O único ponto técnico que ainda merece atenção é a precisão nas colisões em certos puzzles e saltos, que às vezes exigem uma paciência maior do que o esperado. Fora isso, é uma experiência polida e imersiva do início ao fim.

Conclusão

Little Nightmares III é uma mistura de acertos e oportunidades perdidas. Ele mantém a essência que tornou a franquia especial, a mistura de terror psicológico, arte melancólica e narrativa silenciosa, mas hesita um pouco em se reinventar. Ainda assim, é um jogo que vale a pena ser experimentado, especialmente por quem valoriza atmosfera e emoção mais do que sustos e ação.

Se o segundo jogo foi um pesadelo inesquecível, este é um sonho estranho e belo, melancólico e inquietante. Pode não ser o capítulo mais marcante da série, mas continua sendo uma das experiências mais cativantes que o terror moderno pode oferecer.

Nota: 7/10


Esta análise foi feita com uma cópia de Little Nightmares III para PC cedida gentilmente pela distribuidora do jogo. O jogo está disponível para Nintendo Switch, Xbox One, Xbox Series S|X,  Nintendo Switch 1/2,  PlayStation 4/5 e Steam. 

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Pac-Man World Re-Pac 2 | Advinha quem voltou com muita fome https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/10/22/pac-man-re-pac-2-advinha-quem-voltou-com-muita-fome/ Wed, 22 Oct 2025 22:25:15 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=20976 Se tem um personagem que nunca sai de moda, é o nosso querido Pac-Man. Ele sobreviveu a gerações, consoles e revoluções gráficas. E agora está de volta com Pac-Man Re-Pac 2, um jogo que mistura nostalgia com frescor. É o tipo de título que faz a gente sorrir sem perceber, lembrando por que começou a […]

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Se tem um personagem que nunca sai de moda, é o nosso querido Pac-Man. Ele sobreviveu a gerações, consoles e revoluções gráficas. E agora está de volta com Pac-Man Re-Pac 2, um jogo que mistura nostalgia com frescor. É o tipo de título que faz a gente sorrir sem perceber, lembrando por que começou a jogar videogame lá atrás.

Pac-Man Re-Pac 2 não é apenas um remake com gráficos bonitinhos. Ele é, na real, uma releitura moderna do universo de Pac-Man, e consegue algo raro nos dias de hoje: respeitar o passado, sem parecer preso a ele. A jogabilidade foi atualizada, o mundo expandiu, e o amarelinho ganhou carisma o bastante pra conquistar até quem nunca encostou num jogo de pac-man na vida.

Um Novo Pac-Man

Esqueça os labirintos quadrados e repetitivos — aqui, o jogo brinca com diferentes estilos de fase, misturando momentos clássicos 2D com trechos 3D cheios de ação e exploração. A cada nível, você sente aquele gostinho de algo novo, seja uma mecânica, ou um boss diferenciado

As referências aos jogos antigos aparecem o tempo todo, mas sem depender da nostalgia pra funcionar. É como se o game dissesse: “Ei, lembra de mim?”, e isso deixa a experiência leve, divertida e cheia de ritmo.

Créditos: Bandai Namco

Jogabilidade: simples, divertida e viciante

O ponto mais forte de Pac-Man Re-Pac 2 é o quanto ele é gostoso de jogar. Os controles são precisos, a movimentação é fluida e as novas habilidades, como o Chomp Dash (um ataque que destrói tudo pela frente), dão um toque moderno à fórmula clássica.

A inteligência dos fantasmas foi aprimorada: cada um tem seu próprio estilo de perseguição, o que exige um pouco mais de atenção e estratégia. É aquele tipo de dificuldade que não irrita, mas desafia na medida certa. E quando você domina o ritmo das fases, o jogo te recompensa com aquela sensação de divertimento genuíno, coisa rara na maioria dos jogos hoje em dia

Além disso, há colecionáveis, fases secretas e pequenos desafios extras que aumentam a rejogabilidade. Não é um jogo enorme, mas é o tipo de experiência que te convida a voltar só pra melhorar o próprio desempenho, ou pra se divertir mais um pouquinho, quantas vezes me peguei refazendo as fases só pra liberar um roupinha diferente pro Pac-mac.

Créditos: Bandai Namco

Visual: colorido, carismático e cheio de vida

Visualmente, o jogo é um espetáculo. Cores vibrantes, cenários criativos e animações cheias de personalidade fazem cada mundo parecer um parque temático diferente. Os gráficos são nítidos e o estilo artístico aposta em algo entre o cartunesco e o moderno, com uma identidade que cai como uma luva pro universo do Pac-Man.

As cutscenes são um show à parte — curtas, bem-humoradas e com aquele ar “sábado de manhã” que remete a desenhos animados clássicos. Os fantasmas, por exemplo, estão mais expressivos do que nunca, e cada um tem uma personalidade única que dá um charme enorme ao jogo.

Trilha Sonora e Som: o Wakka Wakka está de volta!

A música continua sendo um dos pilares do charme de Pac-Man. Aqui, a trilha sonora combina remix de temas clássicos com músicas novas cheias de energia, que se encaixam perfeitamente nas fases e chefes. E claro, o icônico “wakka wakka” está intacto, que arranca um sorriso nostálgico toda vez que aparece.

Créditos: Bandai Namco

Conteúdo e Rejogabilidade

Pac-Man Re-Pac 2 não é um jogo gigantesco, mas é compacto e bem aproveitado. Cada fase tem identidade própria, e o ritmo é ágil — perfeito pra quem gosta de se divertir sem se preocupar com longas campanhas. Além da história principal, há desafios extras, modos especiais e colecionáveis que incentivam o famoso “100%”.

O jogo também é ótimo pra todos os tipos de jogadores: os mais novos pegam rápido a dinâmica, e os veteranos sentem aquele conforto nostálgico de “voltar pra casa”.

Veredito Final: O Pac-Man que a gente queria (e nem sabia)

Pac-Man Re-Pac 2 é aquele tipo de jogo que chega sem fazer muito barulho, mas conquista pela simplicidade e carisma. Ele não tenta reinventar completamente o clássico, apenas o reinventa com respeito, energia e muito amor. O resultado é uma experiência divertida, leve e nostálgica, que serve tanto pra veteranos, quanto pra novatos curiosos.

É um lembrete de que diversão não precisa ser complexa, e que o bom e velho Pac-Man ainda está muito vivo para continuar. Entre fases coloridas, fantasmas simpáticos e uma trilha sonora deliciosa, o jogo entrega exatamente o que promete: diversão pura e um mergulho nostálgico de primeira.

Nota: 9/10


Esta análise foi feita com uma cópia de Pac-Man Re-Pac 2 para PlayStation 5 cedida gentilmente pela Bandai Namco. O game está disponível para Nintendo Switch, Nintendo Switch 1/2,  PlayStation 4, PlayStation 5, Windows, Xbox One e Xbox Series S|X. 

 

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Formula Legends | nostalgia, corridas intensas e algumas derrapadas no percurso https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/10/13/formula-legends-nostalgia-corridas-intensas-e-algumas-derrapadas-no-percurso/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/10/13/formula-legends-nostalgia-corridas-intensas-e-algumas-derrapadas-no-percurso/#respond Mon, 13 Oct 2025 18:40:05 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=20787 Se você gosta de jogos de corrida e sempre sonhou em reviver as eras douradas da Fórmula 1, Formula Legends pode ser exatamente o que procura. Lançado em setembro de 2025 pelo estúdio italiano 3DClouds, o game mistura arcade e simulação (aquele estilo “sim-cade”) para criar uma experiência divertida, acessível e com bastante personalidade. Mas […]

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Se você gosta de jogos de corrida e sempre sonhou em reviver as eras douradas da Fórmula 1, Formula Legends pode ser exatamente o que procura. Lançado em setembro de 2025 pelo estúdio italiano 3DClouds, o game mistura arcade e simulação (aquele estilo “sim-cade”) para criar uma experiência divertida, acessível e com bastante personalidade. Mas será que ele entrega tudo o que promete? Bora acelerar nessa análise de Formula Legends.

Logo de cara, a proposta chama atenção: são 16 temporadas completas, passando por décadas do automobilismo, mais de 30 pistas inspiradas em circuitos reais e 60 pilotos fictícios claramente inspirados em lendas da Fórmula 1. É quase como um museu jogável de corridas, mas com aquela pegada mais estilizada e leve. A cada temporada dá pra sentir a evolução: pistas mais simples nos anos 60, boxes e detalhes mais modernos nos anos 80 e 90, e toda a sofisticação da era atual.

Reprodução: 3DClouds

Gráficos

Os gráficos seguem um estilo mais cartunesco, mas isso não significa falta de capricho. As pistas são cheias de detalhes reconhecíveis, o clima muda durante as corridas (chuva, céu nublado, noite), e o reflexo da pista molhada dá um charme especial.

Jogabilidade

Agora, falando da jogabilidade de Formula Legends, dá pra dizer que ela fica no meio do caminho. A direção é bem acessível, ótima para quem não tem costume com simuladores pesados. A curva de aprendizado é tranquila e você logo pega o jeito de frear, fazer curvas e até se arriscar em manobras mais ousadas. Só que, para quem é fã hardcore de simulação, pode bater a sensação de que falta profundidade. O carro às vezes parece leve demais e alguns detalhes da física são simplificados.

A IA (inteligência artificial) também merece um comentário à parte. No modo fácil, parece que os adversários estão passeando de domingo, no modo normal ou difícil, alguns pilotos viram praticamente supercarros, forçando ultrapassagens agressivas ou até batendo de forma meio injusta. É divertido? É. Mas também pode ser frustrante quando você está liderando e, do nada, um carro aparece voando e joga toda sua estratégia fora.

Reprodução: 3DClouds

Progressão

O ponto mais criativo de Formula Legends é a progressão histórica. A cada temporada você percebe não só mudanças nos carros, mas também nas pistas, no estilo de corrida e até nos sons dos motores. É uma forma legal de contar a história do automobilismo sem precisar de cutscenes ou narrativa elaborada. Basicamente, o enredo é a própria evolução do esporte.

Os desafios são variados: corridas com clima dinâmico, gerenciamento de pit stop, adaptação a carros de épocas diferentes, e até pequenas variações de regras ao longo das temporadas. Dá pra se divertir bastante no modo carreira, e ainda existem corridas rápidas e time trial, mas dá a sensação de que poderia ter mais modos extras para segurar o jogador a longo prazo.

Reprodução: 3DClouds

Trilha Sonora

A trilha sonora faz o básico, acompanhando bem as corridas, mas não chega a ser memorável. Já os efeitos sonoros dos motores são mais caprichados, mudando conforme a década. O problema é que alguns bugs ainda atrapalham, som que corta do nada, carros que ficam silenciosos por alguns segundos… nada que arruíne o jogo, mas quebra a imersão.

Desempenho

No desempenho, Formula Legends roda bem no PC com algumas ressalvas quanto ao carregamento de texturas no decorrer da corrida que acabei percebendo, onde após umas 5 voltas percebi que as texturas à minha frente não estavam carregando corretamente e as vezes nem carregando mesmo.

Reprodução: 3DClouds

Vale a Pena?

No fim das contas, Formula Legends é um jogo que aposta mais no charme e na nostalgia do que no realismo absoluto. Ele acerta na proposta de ser acessível, divertido e cheio de homenagens à história da Fórmula 1. Ao mesmo tempo, tem seus defeitos como uma IA desbalanceada até demais em níveis de certo modo normais e as colisões com os carros de IA são estressantes que fazem com que tenhamos que reiniciar a corrida inteira algumas vezes, alguns problemas de desempenho, como citei anteriormente.

Formula Legends é uma boa pedida, é um jogo simples, nostálgico, feito para quem é um saudosista das eras de ouro da F1 como eu, mas também um jogo que vai ensinar aos mais novos como foi a evolução da F1.

 

Nota: 7/10


Esta análise foi feita com uma cópia de Formula Legends para PC cedida gentilmente pela distribuidora do jogo. O game está disponível para Nintendo Switch, Nintendo Switch 2,  PlayStation 4, PlayStation 5, Windows, Xbox One e Xbox Series S|X. 

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Convidados confirmados para a BGS 2025 https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/09/15/convidados-confirmados-para-a-bgs-2025/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/09/15/convidados-confirmados-para-a-bgs-2025/#respond Mon, 15 Sep 2025 14:13:57 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=20758 Lendas dos games confirmadas na BGS 2025: Kojima, Hamaguchi e Shimomura estarão no evento! A Brasil Game Show 2025 já está fazendo história antes mesmo de abrir os portões. Três nomes gigantes da indústria dos games foram confirmados como convidados internacionais: Hideo Kojima, Naoki Hamaguchi e Yoko Shimomura.] Prepare o coração e o hype, porque […]

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Lendas dos games confirmadas na BGS 2025: Kojima, Hamaguchi e Shimomura estarão no evento!

A Brasil Game Show 2025 já está fazendo história antes mesmo de abrir os portões. Três nomes gigantes da indústria dos games foram confirmados como convidados internacionais: Hideo Kojima, Naoki Hamaguchi e Yoko Shimomura.]

Prepare o coração e o hype, porque esses ícones não vêm só para tirar fotos – eles vão participar de painéis e interações com o público durante o evento. Vamos relembrar o que torna cada um deles tão lendário:

Hideo Kojima – O visionário por trás de Metal Gear e Death Stranding

Poucos nomes têm o peso de Kojima na indústria. Criador da icônica franquia Metal Gear Solid, ele revolucionou a forma de contar histórias nos games com roteiros cinematográficos, temas políticos e mecânicas inovadoras.

Seu trabalho mais recente, Death Stranding, dividiu opiniões, mas provou que ele continua rompendo barreiras com ideias ousadas. Agora, com Death Stranding 2: On The Beach lançado e fazendo um sucesso estrondoso, e um sério competidor a ganhar o premio de jogo do ano, a presença de Kojima na BGS é uma chance de ouro para ouvir diretamente de um dos criadores mais respeitados e enigmáticos do mundo dos jogos.

🗣 Curiosidade: Kojima é conhecido por dizer que “os games são uma extensão do cinema”, e muitos fãs o consideram um “autor” no mesmo nível de diretores como Tarantino ou Nolan – só que nos games.

 

Naoki Hamaguchi – Diretor de Final Fantasy VII Rebirth

Se você chorou, vibrou e se arrepiou com Final Fantasy VII Remake ou Rebirth, agradeça a esse cara: Naoki Hamaguchi, atual diretor da série que trouxe Cloud, Tifa e Sephiroth de volta aos holofotes de forma espetacular.

Hamaguchi começou sua trajetória na Square Enix como programador e produtor, e ganhou destaque por seu talento em revitalizar obras clássicas com respeito e inovação. Sob sua direção, o remake de Final Fantasy VII não só atualizou gráficos e gameplay, mas também deu novas camadas à história original – conquistando novos fãs e emocionando veteranos.

⚔ Curiosidade: Em entrevistas, Hamaguchi já afirmou que um dos maiores desafios foi “equilibrar nostalgia com surpresa” – algo que ele e sua equipe conseguiram com maestria.

Yoko Shimomura – A alma por trás das trilhas de Kingdom Hearts e Street Fighter II

Feche os olhos e pense na música de abertura de Kingdom Hearts. Ou nos temas de luta de Street Fighter II. Ou ainda no tema épico de Final Fantasy XV. Todos esses sons inesquecíveis têm algo em comum: Yoko Shimomura.

A compositora japonesa é uma das maiores referências mundiais em trilhas sonoras de videogames. Seu estilo mistura emoção, melodia marcante e um talento único para criar atmosferas que grudam na memória dos jogadores.

🎧 Curiosidade: Em Final Fantasy XV, Shimomura foi a primeira mulher a compor a trilha completa de um jogo principal da série – e entregou um trabalho tão grandioso quanto qualquer obra orquestral de cinema.

Esses três convidados não são apenas famosos – eles ajudaram a moldar gerações inteiras de jogadores. Ver de perto criadores que fizeram parte da sua vida gamer é um privilégio que só um evento do porte da BGS pode oferecer.

Quando e onde?

A BGS 2025 acontece de 9 a 12 de outubro, no Expo Center Norte, em São Paulo.

A expectativa é de casa cheia, então é bom garantir logo o seu.

🎟 Saiba mais sobre os ingressos e experiências em: www.brasilgameshow.com.br

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Primal Planet | força de uma narrativa sem palavras https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/08/30/primal-planet-forca-de-uma-narrativa-sem-palavras/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/08/30/primal-planet-forca-de-uma-narrativa-sem-palavras/#respond Sat, 30 Aug 2025 16:55:14 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=20732 Primal Planet é daqueles jogos que conquistam logo nos primeiros minutos, não só pelo visual impressionante, mas também pela forma como transmite emoção sem depender de palavras. A direção de arte é um espetáculo à parte: os cenários em pixel art são vibrantes, cheios de detalhes e contam com um cuidado especial nas cores, iluminação […]

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Primal Planet é daqueles jogos que conquistam logo nos primeiros minutos, não só pelo visual impressionante, mas também pela forma como transmite emoção sem depender de palavras.

A direção de arte é um espetáculo à parte: os cenários em pixel art são vibrantes, cheios de detalhes e contam com um cuidado especial nas cores, iluminação e até nas mudanças climáticas, que vão de chuvas torrenciais a noites silenciosas em florestas densas. Cada bioma tem sua própria identidade, seja uma selva viva e colorida, cavernas escuras e opressivas ou templos misteriosos que despertam a sensação de exploração constante.

O charme visual não está apenas na beleza, mas também na maneira como o mundo parece vivo, com dinossauros vagando livremente, interagindo uns com os outros e criando um ecossistema que reage à presença do jogador.

Jogabilidade e Combate

Reprodução: Seethingswarm

A jogabilidade acompanha essa mesma preocupação com naturalidade. A movimentação é fluida, oferecendo liberdade ao jogador para rolar, escalar, usar saltos duplos e até improvisar plataformas com lanças — o que abre espaço para uma exploração criativa.

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Esse dinamismo torna cada sessão prazerosa, já que o cenário não é apenas pano de fundo, mas um verdadeiro desafio a ser superado. O combate, por sua vez, não exige apenas reflexos rápidos: ele estimula a adaptação. Em alguns momentos, é possível distrair inimigos com frutas, montar armadilhas ou simplesmente evitar confrontos, deixando ao jogador a escolha da abordagem. Essa liberdade reforça a sensação de estar diante de um mundo vivo, onde cada ação tem peso.

Reprodução: Seethingswarm

Narrativa e trilha sonora

A narrativa se destaca pela simplicidade e pela força emocional. Sem qualquer linha de diálogo, tudo é contado por gestos, expressões e pequenos momentos do cotidiano. A relação do protagonista com sua família é mostrada de forma sutil, com abraços, olhares e interações que criam uma conexão imediata com o jogador.

Esse elo emocional é colocado à prova quando a vida tranquila é interrompida, e a jornada de resgate se torna o motor da aventura. É impressionante como um jogo consegue transmitir tanto apenas com imagens e sons, dispensando completamente o texto.

A trilha sonora e os efeitos sonoros reforçam essa atmosfera. O som de dinossauros rugindo ao longe, a água pingando em cavernas e a música que cresce em intensidade durante batalhas contra chefes criam uma imersão palpável. A trilha, embora discreta em alguns momentos, sabe se destacar nas horas certas — principalmente nas lutas mais intensas — remetendo ao estilo de jogos clássicos, mas com um toque moderno que dá peso às situações.

Reprodução: Seethingswarm

O sistema de progressão

Nem tudo, porém, é perfeito. O sistema de progressão, embora recompensador, depende de um mapa que nem sempre ajuda o jogador. A ausência de uma boa navegação pode tornar a exploração cansativa, especialmente porque a viagem rápida só se torna viável em estágios mais avançados. Em alguns trechos, a história perde ritmo, com um meio mais arrastado e um final que chega de forma abrupta, deixando a sensação de que poderia ter sido desenvolvido com mais cuidado. Ainda assim, esses deslizes não comprometem a experiência como um todo, que segue sendo marcante.

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Um dos pontos mais interessantes do jogo é o modo cooperativo local. Em qualquer momento, um segundo jogador pode entrar para controlar Sino, o simpático dinossauro companheiro do protagonista. Ele não é apenas um ajudante: Sino tem sua própria árvore de habilidades, participa de combates e ajuda a resolver quebra-cabeças ambientais. Embora sua progressão seja menos profunda do que a do personagem principal, sua presença adiciona uma camada de diversão e estratégia, tornando a experiência mais completa para quem gosta de jogar em dupla.

Reprodução: Seethingswarm

Conclusão

No fim, Primal Planet é um jogo que une a beleza de uma pixel art caprichada, a fluidez de uma jogabilidade criativa e a força de uma narrativa contada com sutileza. Ele tem falhas pontuais, como a navegação complicada e algumas quedas no ritmo da história, mas entrega uma aventura envolvente e cheia de personalidade.

É um título que mostra como a paixão de um desenvolvedor independente pode resultar em algo grandioso, capaz de emocionar, divertir e deixar lembranças fortes em quem se aventurar por seu mundo pré-histórico repleto de perigos e descobertas.

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Primal Planet está disponível para PC. Essa análise foi feita com uma chave digital gentilmente cedida pela distribuidora do jogo.

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Elden Ring: Nightreign | Os Lordes da Noite te esperam https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/07/05/elden-ring-nightreign-os-lordes-da-noite-te-esperam/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/07/05/elden-ring-nightreign-os-lordes-da-noite-te-esperam/#respond Sat, 05 Jul 2025 18:05:24 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=20532 Uma evolução ousada da fórmula Souls que mistura roguelike, cooperação e estratégia de maneira surpreendente Com Elden Ring: Nightreign, a From Software amplia seu universo sombrio com uma abordagem ousada e diferente do que os fãs da franquia estão acostumados. Neste spin-off standalone, saímos do tradicional foco solo e somos lançados em uma experiência cooperativa […]

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Uma evolução ousada da fórmula Souls que mistura roguelike, cooperação e estratégia de maneira surpreendente

Com Elden Ring: Nightreign, a From Software amplia seu universo sombrio com uma abordagem ousada e diferente do que os fãs da franquia estão acostumados. Neste spin-off standalone, saímos do tradicional foco solo e somos lançados em uma experiência cooperativa PvE intensa, que mistura elementos de roguelike, battle royale e RPG de ação tática. O resultado é uma caçada desafiadora, imprevisível e altamente estratégica, especialmente quando se joga em equipe.

Estrutura e Objetivo

O objetivo central de cada partida é sobreviver por dois ciclos de dia e noite em um mapa aberto e, ao final, enfrentar o Night Lord, o chefe principal da “caçada”. O mapa é povoado por inimigos comuns e mini-bosses que, ao serem derrotados, recompensam os jogadores com souls, buffs temporários e itens especiais, sendo possível escolher apenas um benefício por chefe vencido. Isso exige decisões cuidadosas a cada combate.

Créditos: Bandai Namco

A dinâmica de progressão é cíclica: ao fim da caçada (com sucesso ou fracasso), tudo é reiniciado. Os personagens retornam ao nível 1, sem equipamentos ou buffs, mantendo apenas uma relíquia permanente por run, que garante bônus iniciais na próxima tentativa, um clássico recurso roguelike.

O mapa se comporta como um battle royale: ele vai se fechando com o tempo, forçando os jogadores a se moverem constantemente. Permanecer fora da zona segura resulta em perda de vida gradual. A cada noite, um boss intermediário surge e deve ser vencido para reabrir o mapa. Após duas noites, uma gosma transporta o grupo para a batalha final contra o Night Lord.

A Diversidade das Classes: Coração Tático do Jogo

Créditos: Bandai Namco

Um dos maiores destaques de Nightreign é o sistema de classes. Ao início de cada partida, o jogador escolhe entre sete (ou oito, contando com uma classe secreta) classes jogáveis, cada uma com seu próprio conjunto de habilidades, armas iniciais e funções táticas distintas:

  • Selvagem: Um guerreiro focado em combate corpo-a-corpo pesado. Inicia com uma espada grande e escudo. Sua habilidade primária é um gancho versátil, que pode atrair inimigos pequenos ou levá-lo rapidamente até inimigos maiores. Fora de combate, o gancho serve como um “dash” direcional. Sua habilidade suprema é uma explosão canalizada através de um mecanismo em seu braço, com alto dano direto e, se carregada, atinge também uma área maior, causando cerca de 20% mais dano.
  • Guardião: Outro guerreiro melee, mas com papel mais defensivo. Começa com uma alabarda e escudo, ideal para manter postura firme enquanto ataca com estocadas. Sua habilidade principal é o Redemoinho, um golpe giratório que levanta inimigos ao seu redor, sua versão carregada aumenta a área de efeito, mas não o dano. Sua ultimate é um diferencial estratégico: além de causar dano em área, revive instantaneamente todos os aliados caídos dentro de seu alcance.
  • Olho-de-Ferro: Arqueiro de longo alcance, eficaz e direto. Possui ataques únicos, um de alvo único e outro com disparo de três flechas em área. Sua habilidade primária marca um inimigo, aumentando o dano recebido por todas as fontes em 10% e permitindo um estado de stagger se a marca for quebrada com dano suficiente. Sua ultimate é um disparo pesado e carregado, que atravessa o campo causando grande dano e afetando inimigos ao redor da trajetória. Armas com atributos elementais são extremamente eficazes com essa classe, dada a segurança e facilidade de aplicar debuffs à distância.
  • Duquesa: Classe ágil e voltada à evasão, utiliza armas leves e se destaca pela mobilidade. Sua habilidade ativa replica parte do dano causado por ela ou aliados em inimigos próximos. Sua ultimate cria um manto de invisibilidade temporário para o grupo, embora ataques aleatórios ainda possam acertá-los. A Duquesa é ideal para jogadores que preferem agilidade e controle de campo.
  • Corsário: Um verdadeiro colosso em campo. Com inspiração clara em Havel, sua mecânica gira em torno da resistência: quanto mais ataques recebe, maior se torna sua aura branca, visível ao redor do personagem. Quando ativada, essa aura facilita a quebra da postura inimiga. Sua ultimate invoca um totem de pedra que causa dano em área no impacto e funciona como plataforma estratégica, permite ataques aéreos, reposicionamento de magos ou arqueiros, e ainda concede aumento de força a todos os aliados próximos.
  • Reclusa: A classe mágica do jogo, voltada para quem gosta de domínio complexo de habilidades. A cada três magias lançadas, o jogador absorve os elementos utilizados e pode conjurar magias mais poderosas dependendo da combinação (três de fogo, três arcanas, ou mistas). Sua ultimate transforma inimigos atingidos em fontes de regeneração: ao atacá-los, aliados recuperam vida e mana. Claramente inspirada no Invoker de Dota, essa classe exige prática e memória.
  • Executor: Samurai sombrio que começa com uma katana já imbuída com dano de sangramento. Sua habilidade ativa troca sua arma por uma Katana Amaldiçoada, com um moveset exclusivo e habilidades especiais, como um parry em estilo Sekiro. Após uma série de parrys bem-sucedidos, é possível liberar um corte com dash devastador. Sua ultimate transforma o personagem em um lobisomem gigante, restaurando completamente a vida e aumentando o HP máximo, nesta forma, o jogador tem acesso a ataques de garra e um ataque final de altíssimo dano, encerrando a transformação.

Há ainda uma classe secreta no jogo, desbloqueável, que não será detalhada aqui para evitar spoilers, mas que oferece uma nova camada de profundidade para jogadores mais dedicados.

Dificuldade, Cooperação e Design

Créditos: Bandai Namco

Como esperado de qualquer título associado à From Software, a dificuldade é elevada. No entanto, em Nightreign, a maior ameaça muitas vezes não são os inimigos, e sim outros jogadores. Isso se deve à ausência de um sistema robusto de comunicação. Jogar com desconhecidos depende exclusivamente da marcação no mapa, o que torna a coordenação desafiadora e, em alguns casos, frustrante. Por outro lado, jogar com amigos, especialmente com uso de chat de voz, transforma a experiência. A sinergia entre as classes brilha quando há cooperação genuína.

Pude testar o jogo ao lado de um amigo já experiente, que mesmo sendo o “peso morto da party” (com muito carinho, claro), tornou tudo mais divertido e acessível além de me ensinar muitas coisas sobre o jogo, pois já tinha tido uma experiência anterior com o jogo. A curva de aprendizado é presente, mas recompensadora.

Créditos: Bandai Namco

Trilha Sonora e Performance

A trilha sonora é digna da série Souls: épica, sombria e carregada de tensão. Bosses herdados de jogos anteriores fazem participações especiais, um agrado extra para os fãs de longa data. O jogo roda com uma performance OK no PlayStation 5 base, sem problemas de matchmaking, algumas quedas de FPS durante as lutas mais intensas e em momentos durante o mapa são perceptíveis no console base, porém não existem no PS5 Pro. A ausência de cross-play é uma limitação sentida, mas a base de jogadores no PS5 e PC é grande o suficiente para manter a fluidez das partidas.

Créditos: Bandai Namco

Conclusão

Elden Ring: Nightreign é uma reinterpretação ousada da fórmula Souls. Ao incorporar elementos cooperativos, roguelike e mecânicas táticas de classes, a From Software entrega uma experiência densa, dinâmica e cheia de possibilidades. Ainda que a ausência de comunicação in-game torne a experiência com jogadores aleatórios mais difícil, ela também oferece momentos imprevisíveis e únicos, o que é, de certa forma, parte da graça.

É um jogo que recompensa o planejamento, a sinergia e o domínio da classe escolhida. Uma proposta diferenciada dentro do universo Souls, e que acerta mais do que erra.

Nota: 8,0/10

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Into the Dead: Our Darkest Days | Sobreviver Nunca foi tão pessoal https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/05/29/into-the-dead-our-darkest-days-sobreviver-nunca-foi-tao-pessoal/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/05/29/into-the-dead-our-darkest-days-sobreviver-nunca-foi-tao-pessoal/#respond Thu, 29 May 2025 21:55:15 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=20399 Se você é fã de jogos de zumbi, mas sente que já viu de tudo nesse gênero, deixa eu te contar: Into the Dead: Our Darkest Days é uma baita surpresa. Lançado em acesso antecipado no Steam, esse game da PikPok pega aquela fórmula clássica de apocalipse zumbi e dá uma boa mexida no tempero, […]

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Se você é fã de jogos de zumbi, mas sente que já viu de tudo nesse gênero, deixa eu te contar: Into the Dead: Our Darkest Days é uma baita surpresa. Lançado em acesso antecipado no Steam, esse game da PikPok pega aquela fórmula clássica de apocalipse zumbi e dá uma boa mexida no tempero, criando algo que consegue ser tenso, emocional e estrategicamente desafiador.

Into the Dead: Our Darkest Days
Reprodução: PIkPok

Contexto: um apocalipse nos anos 80 que convence

O jogo se passa em Walton City, no Texas, nos anos 80 — e a ambientação aqui não é só pano de fundo: ela define o clima da experiência. Imagina uma cidade pequena sendo lentamente devorada por uma epidemia zumbi, enquanto você tenta liderar um grupo de sobreviventes normais (nada de heróis, soldados ou supersoldados aqui). A pegada é bem humana. É como se você tivesse que proteger seus vizinhos, seus amigos e até desconhecidos — todos tentando sair vivos de um inferno urbano.

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Os desenvolvedores mandaram bem demais na vibe “filme B de terror”, com visuais granulados, paleta de cores sombria e muito neon velho piscando. A atmosfera faz você se sentir em um filme perdido entre The Walking Dead e Stranger Things, com uma dose de paranoia digna de The Thing.

Into the Dead: Our Darkest Days
Reprodução: PIkPok

Gameplay: entre o stealth e o desespero

A jogabilidade é em side-scrolling 2.5D, o que já dá um charme diferente. Você não está num mundo aberto gigantesco nem num FPS com mil armas. Aqui, você entra em prédios, vasculha casas, monta barricadas, coleta mantimentos e tenta sobreviver ao dia seguinte. E é aqui que o jogo brilha: cada decisão conta.

A comparação mais comum é com This War of Mine, e com razão. Tem aquele mesmo sentimento de que tudo que você faz tem consequências. Vai sair para buscar comida com quem? Quem vai ficar para cuidar dos feridos? Você realmente precisa daquela TV antiga para desmontar por peças, mesmo sabendo que pode atrair zumbis carregando peso extra? Esses dilemas são constantes.

O gerenciamento de recursos é intenso. Você precisa manter comida, saúde, armas e principalmente o moral do grupo. Isso mesmo — se o grupo entrar em pânico ou começar a discutir entre si, a coisa desanda. Tem diálogos entre os personagens, pequenos eventos aleatórios e situações que exigem escolhas morais bem tensas.

Into the Dead: Our Darkest Days
Reprodução: PIkPok

Sobrevivência realista, não heroica

Um dos maiores trunfos de Into the Dead: Our Darkest Days é que ele não te deixa se sentir invencível. Pelo contrário: aqui, você é vulnerável. Os personagens não são guerreiros, são civis. E isso afeta tudo — desde a resistência física até a habilidade com armas. Tem momentos em que o melhor plano é evitar confronto e simplesmente correr (ou rastejar) por uma casa abandonada só pra pegar uma caixa de comida e voltar vivo.

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Ah, e as armas? Quebra, viu. Rápido. Esse ponto dividiu opiniões na comunidade. Muita gente reclamou que as armas quebram cedo demais, e isso pode frustrar, principalmente quando você sente que planejou tudo certinho. Mas, ao mesmo tempo, isso força você a improvisar, a pensar fora da caixinha. E convenhamos: num apocalipse zumbi, achar uma arma perfeita e funcional seria um milagre.

Into the Dead: Our Darkest Days
Reprodução: PIkPok

Visual, trilha e ambientação: é puro terror psicológico

O visual é um show à parte. Mesmo sendo um jogo em acesso antecipado, o capricho nos detalhes chama atenção. As sombras, os reflexos, os efeitos de luz dentro das casas invadidas, tudo contribui para aquele sentimento de “estou ferrado, mas ainda tenho uma chance”.

A trilha sonora também ajuda muito a construir essa tensão constante. Não é música de ação — são sons ambientais, barulhos distantes, e aquele silêncio desconfortável que faz você hesitar antes de abrir uma porta.

Reprodução: PIkPok

Desempenho

Claro, nem tudo são flores. Como o jogo está em acesso antecipado, ele ainda tem algumas arestas a aparar. Alguns problemas de desempenho, como quedas de FPS. Isso provavelmente vai ser otimizado nas próximas atualizações, mas é bom ficar de olho se seu PC não estiver com um hardware um pouco mais atual.

Reprodução: PIkPok

Vale a pena?

Olha, se você curte jogos de sobrevivência, esse jogo é um prato cheio, não apenas no quesito sobrevivência, mas no storytelling e desenvolviemento dos personagens, Into the Dead: Our Darkest Days é quase obrigatório. Ele não reinventa a roda, mas junta elementos que funcionam muito bem juntos: gerenciamento de recursos, exploração tensa, narrativa emergente e um clima de constante ameaça.

É um jogo que respeita sua inteligência, que não entrega tudo de bandeja e que faz você se apegar aos personagens — pra depois, talvez, ver eles morrerem de forma trágica porque você tomou uma decisão errada dois dias atrás. E isso é ótimo. Porque isso é sobrevivência de verdade.

Nota: 8/10

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Esta análise foi feita com uma cópia do jogo para PC, gentilmente cedida pela PikPok. Into the Dead: Our Darkest Days está disponível para  PC via Steam

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Monster Hunter Wilds | E lá se vão mais umas 3000 horas da minha vida https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/03/20/monster-hunter-wilds-e-la-se-vao-mais-umas-3000-horas-da-minha-vida/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/03/20/monster-hunter-wilds-e-la-se-vao-mais-umas-3000-horas-da-minha-vida/#respond Thu, 20 Mar 2025 00:46:55 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=19835 Minha jornada com Monster Hunter começou lá no PSP, com o Monster Hunter Freedom Unite. Foi amor à primeira jogada! Não conseguia parar de jogar (só parava mesmo quando a mão começava a doer por conta do jeito que tínhamos que jogar no PSP). Depois daquilo, fui atrás dos jogos anteriores e, obviamente, de todo […]

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Minha jornada com Monster Hunter começou lá no PSP, com o Monster Hunter Freedom Unite. Foi amor à primeira jogada! Não conseguia parar de jogar (só parava mesmo quando a mão começava a doer por conta do jeito que tínhamos que jogar no PSP). Depois daquilo, fui atrás dos jogos anteriores e, obviamente, de todo jogo que lançou depois e que estava disponível para nós, ocidentais.

Foram milhares de horas jogando e me divertindo. Então, quando Monster Hunter World foi finalmente lançado, não perdi tempo! Ele foi o jogo que transformou a franquia inteira, basicamente. Tirou a série dos portáteis, que, apesar de termos tido alguns títulos para consoles de mesa, a grande maioria acabou saindo para portáteis na época — o que, querendo ou não, complicava bastante a jogabilidade.

World transformou um jogo de nicho em um dos maiores sucessos da história e colocou a franquia no topo do topo das vendas da Capcom.

Monster Hunter Wilds
Créditos: Capcom

Monster Hunter Wilds

Monster Hunter Wilds dá início à 6ª geração da franquia Monster Hunter. O jogo teve, basicamente, suas mecânicas atualizadas, além da adição de algumas novas funcionalidades.

Começamos com a mais interessante: o Seikret, uma montaria que não só facilita a locomoção pelos mapas, agora mais verticais, mas também permite armazenar uma segunda arma em um slot especial. Isso possibilita alternar entre as armas a qualquer momento no meio da batalha. Além disso, o Seikret pode “resgatar” o jogador quando este estiver caído no chão (desde que não esteja sob os efeitos de paralisia ou sono), permitindo recuperar a vida ou afiar a arma.

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O jogo também conta com uma nova mecânica de clima dinâmico, que pode alternar durante uma luta, por exemplo, mudando completamente e instantaneamente o terreno — algo incrível de se ver em tempo real! Além dos ciclos de dia e noite, há três tipos de clima distintos, que não detalharei para evitar spoilers, já que todos são explicados ao longo da história.

Desenvolvido com a RE Engine — a mesma utilizada em Monster Hunter Rise, Devil May Cry 5, Street Fighter 6, Dragon’s Dogma 2 e originalmente criada para Resident Evil 7 —, Wilds apresenta alterações climáticas dinâmicas e um mundo aberto mais imersivo. No entanto, essa inovação tem um custo, que irei explicar mais adiante.

Monster Hunter Wilds
Créditos: Capcom

História

Monster Hunter Wilds é o primeiro jogo da franquia a contar sua história de forma quase cinematográfica, com várias cutscenes perfeitamente editadas e uma dublagem muito bem-feita (incluindo a versão em português do Brasil). O enredo é completamente focado na narrativa até o final do Low Rank, apresentando personagens muito interessantes, como Alma, Gemma, Olivia e Fabius.

Nesta história, nosso caçador é totalmente dublado, o que cria a sensação de que ele é realmente um ser vivo daquele ecossistema e não apenas uma “casca” que utilizamos para nos locomover pelo mundo. Essa adição dá mais personalidade ao personagem, ajudando na imersão e na conexão dos jogadores com seu caçador.

Vale destacar que, além do caçador, nossos Palicos também receberam dublagem — uma adição divertida e muito útil. Eles agora possuem vozes incrivelmente fofas, interagem com o caçador e outros personagens ao redor, expressam suas próprias opiniões e têm personalidades distintas. Isso faz com que nos apeguemos ainda mais a esses fiéis companheiros peludos.

Durante as batalhas, os Palicos fornecem informações importantes. Por exemplo, ao colocar uma armadilha, eles avisam verbalmente em vez de apenas exibir uma notificação na tela. Eles também alertam quando estão levando cura para o jogador, permitindo que o foco permaneça na luta. Com isso, os Palicos se tornam mais do que nunca parceiros reais de caçada.

Monster Hunter Wilds
Créditos: Capcom

Jogabilidade

A jogabilidade de Monster Hunter evolui a cada novo título, e em Wilds não seria diferente. Além da adição do Seikret, que comentei antes, temos novas mecânicas que tanto melhoram a qualidade de vida dos caçadores quanto tornam o jogo um pouco mais acessível.

Começando pela Slinger, que retorna de Monster Hunter World, mas com algumas mudanças. Em World, usávamos a Slinger para pegar Pods e arremessá-los nos monstros, como Flash Pod e Dung Pod. No Iceborne, também servia para montar nos monstros e jogá-los contra paredes ou outros inimigos. Em Wilds, seu funcionamento é um pouco diferente, mas ainda muito útil: agora podemos usá-la enquanto estamos montados no Seikret para pegar itens à distância. Também podemos, obviamente, utilizá-la para atirar itens nos monstros, incluindo novos Pods adicionados ao jogo. No entanto, a mecânica de usar a Slinger para montar nos monstros foi removida (Capcom, traz isso de volta, por favor!).

O jogo mantém as 14 armas clássicas da franquia, mas todas passaram por um rework, recebendo novos ataques e mecânicas de jogabilidade. Não dá para listar todas as mudanças aqui, então recomendo que, assim que possível, vá até a área de treinamento e teste todas as armas. Muitas novidades interessantes foram adicionadas!

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Outra novidade na jogabilidade é o sistema de feridas. Antes, ao focarmos os ataques em uma parte específica do monstro, conseguíamos quebrá-la, certo? Em Wilds, isso continua, mas agora também podemos abrir feridas nos monstros. Essas feridas aumentam o dano recebido naquela área e podem ser usadas para uma nova mecânica de ataque: ao entrar no modo foco, o caçador pode identificar a ferida e realizar um golpe especial, que desencadeia uma sequência de ataques poderosos e, no final, destrói a ferida, causando MUITO dano.

Outra grande mudança é a ausência de uma vila. Algo que sempre foi tradicional na franquia, mas que agora foi substituído por acampamentos, já que o jogo adotou um estilo mais mundo aberto. Os acampamentos fazem parte do próprio mapa e podem ser acessados a qualquer momento.

E falando em mudanças impactantes… Adeus, Palicos cozinheiros. Aquela cena clássica deles preparando comida ao som de uma musiquinha não existe mais. Em Wilds, a mecânica de alimentação foi reformulada: agora, o próprio caçador pode preparar sua comida, seja na barraca ou até mesmo durante uma missão. As refeições têm tempo de duração, ou seja, não valem apenas para a próxima caçada. Você pode optar por uma refeição rápida, que concede o bônus máximo de vida e estamina por 30 minutos, ou pode personalizar sua refeição, adicionando ingredientes que aumentam a duração e concedem efeitos extras. Mas fica o aviso: a comida sempre vai acabar quando você menos esperar, e você vai precisar se esconder do monstro para fazer uma boquinha no meio da luta (acredita, isso vai acontecer MUITAS vezes).

Créditos: Capcom

Monstros

A parte mais importante de Monster Hunter — e, de fato, a que mais me decepcionou neste jogo — são os monstros. Monster Hunter Wilds conta com 29 monstros no total, incluindo várias adições novas e incríveis para a franquia, outras nem tanto (sim, Hirabami, estou falando de você). E, claro, temos os monstros retornantes, algo que os fãs sempre esperam, na esperança de ver seus favoritos de volta.

Porém, no jogo base de Wilds, não há muitos retornantes, e os que temos não são tão interessantes ou divertidos de enfrentar. Alguns ícones, como Gore Magala, Rathalos e Rathian, estão presentes — afinal, Rathalos e Rathian são praticamente a cara da franquia —, mas a lista deixa a desejar.

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Monstros como Astalos, Lagiacrus, Monoblos, Diablos, Goss Harag, Nargacuga, Zamtrios e Gammoth não deram as caras. E o pior: não temos nenhum Elder Dragon em Monster Hunter Wilds! O único que poderia ser considerado próximo disso é o chefe final, que, apesar da aparência, é um Constructo e nem possui uma árvore de armas ou armaduras. Além disso, não podemos enfrentá-lo novamente após o término da campanha.

A ausência dos Elder Dragons em Wilds gerou um grande descontentamento. Tudo bem, temos o Gore Magala, que é um semi-Elder Dragon, mas a Capcom poderia, pelo menos, ter incluído sua forma madura, o Shagaru Magala, que de fato é um Elder Dragon.

Todos os jogos anteriores da franquia trouxeram novos Elder Dragons ou retornantes de títulos passados, e Wilds foi o primeiro a quebrar essa tradição ao não incluir nenhum no jogo base.

Créditos: Capcom

Desempenho

No quesito desempenho, o jogo deixa muito a desejar. Fiz minha review no PC, com a seguinte configuração:

CPU: Intel i5-10400F
GPU: RTX 4060 Ti (8GB)
RAM: 48GB DDR4 2666MHz
SSD: Samsung Evo 970 512GB

Apesar de o jogo indicar que está consumindo apenas 5,5GB de memória de vídeo, o desempenho é bastante inconsistente. No acampamento, sozinho no lobby, o jogo fica em torno de 90 FPS, mas basta virar a câmera para sofrer um baque significativo, caindo para 50-55 FPS.

Com o lobby cheio, o jogo mal chega a 40 FPS, e, durante as caçadas, onde precisamos movimentar a câmera constantemente, os engasgos continuam — mesmo com DLSS no modo equilibrado. No momento, só nos resta esperar um patch de correção.

Tentei também travar o FPS em 60, mas, por algum motivo, o jogo não respeita o limite e continua rodando com FPS desbloqueado.

Outro ponto decepcionante é o gráfico. Mesmo jogando com tudo no alto, o jogo apresenta um visual pouco polido, com texturas que não carregam corretamente ao entrar no mapa, personagens distantes completamente desfigurados e modelos de baixa qualidade.

A Capcom sempre teve problemas para portar jogos para o PC. Monster Hunter World, por exemplo, sofreu com questões semelhantes no lançamento, mas hoje é um jogo lindo no PC — embora tenha levado tempo para ser otimizado. Com Wilds, acredito que o processo será parecido: o desempenho melhorou em relação às duas betas, mas ainda está longe de ser aceitável.

Monster Hunter Wilds
Créditos: Capcom

Considerações Finais

Monster Hunter Wilds é, de fato, um jogo incrível e tem TUDO para ser o melhor da franquia. Mas, para isso, a Capcom precisa se dedicar tanto à otimização do port para PC quanto ao lançamento de atualizações com novos monstros e funcionalidades — algo que eles sempre fizeram com muito carinho desde World.

Se você já é fã ou nunca jogou Monster Hunter, Wilds é definitivamente uma ótima compra. O jogo terá uma vida útil enorme, com conteúdos novos sendo adicionados regularmente, e é uma experiência confortável tanto para jogar sozinho quanto para se aventurar com amigos — ou até mesmo fazer novas amizades.

Para esta review, minha intenção era platinar o jogo antes de publicá-la, mas, infelizmente, não consegui. Ainda assim, passei da metade, encerrando a análise com 34/50 conquistas.

O jogo conta com crossplay, então sempre haverá alguém para jogar, independentemente da plataforma escolhida. Monster Hunter Wilds está disponível para PC, PlayStation e Xbox. Esta review foi feita no PC, com um código carinhosamente cedido pela Capcom. Muito obrigado, Capcom, pela oportunidade de analisar minha franquia favorita!

Nos vemos na caçada.

NOTA 08/10

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Monster Hunter Wilds está disponível para PlayStation 5, Xbox Series X e Series S, GeForce Now, Microsoft Windows, e esta análise foi feita com uma chave digital de PC gentilmente cedida pela Capcom.

 

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Farming Simulator 25 | A Promessa que Ainda Não Germinou (Mas falta pouco) https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/12/22/farming-simulator-25-a-promessa-que-ainda-nao-germinou-mas-falta-pouco/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/12/22/farming-simulator-25-a-promessa-que-ainda-nao-germinou-mas-falta-pouco/#respond Sun, 22 Dec 2024 15:50:16 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=19178 Farming Simulator 25 chegou com a promessa de ser um divisor de águas na franquia, oferecendo um nível de imersão e realismo nunca antes visto. A introdução de elementos climáticos dinâmicos – como neblina, poças de chuva e até tornados – adiciona um toque extra às condições do campo, tornando o jogo visualmente impressionante e […]

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Farming Simulator 25 chegou com a promessa de ser um divisor de águas na franquia, oferecendo um nível de imersão e realismo nunca antes visto.

A introdução de elementos climáticos dinâmicos – como neblina, poças de chuva e até tornados – adiciona um toque extra às condições do campo, tornando o jogo visualmente impressionante e mais desafiador. A iluminação aprimorada com ray tracing, aliada às deformidades do solo, cria um ambiente altamente autêntico. Ver os sulcos formados pelo maquinário afetando diretamente seu desempenho é algo que surpreende positivamente.

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Os gráficos de Farming Simulator 25 dão um salto em relação ao seu antecessor. Os mapas agora apresentam construções mais proporcionais e detalhadas, trazendo maior imersão para os jogadores. Um destaque especial vai para a nova região inspirada no Sudeste Asiático, com arrozais em terraços e uma arquitetura local autêntica. As novas plantações, como espinafre e feijão, além dos arrozais integrados, ampliam as possibilidades sem que haja necessidade de recorrer a mods.

Essas adições enriquecem a experiência do jogador ao oferecer novos desafios e maquinários específicos para o manejo dessas culturas.

Farming Simulator 25

Problemas Técnicos e Otimização

Porém, nem tudo são flores no campo de Farming Simulator 25. O lançamento do jogo foi marcado por problemas graves de desempenho. Muitos jogadores relataram dificuldades para rodá-lo, inclusive eu. Passei mais de 4 horas ajustando configurações para fazer o jogo rodar de maneira aceitável e, assim, conseguir prosseguir com minha análise.

Comparado ao Farming Simulator 22, esta versão foi lançada claramente mal otimizada, e a primeira atualização, embora tenha trazido melhorias, não solucionou todos os problemas. Ainda hoje, o jogo apresenta travamentos em momentos cruciais, o que prejudica significativamente a experiência.

Outro ponto que merece atenção é a inteligência artificial (IA). A evolução é perceptível: os trabalhadores controlados pela IA agora executam tarefas de forma mais precisa e eficiente. Apesar de inicialmente parecer complexa, a interface para gerenciar esses trabalhadores torna-se intuitiva com o tempo, mostrando-se uma ferramenta essencial para administrar a fazenda.

No entanto, não posso deixar de mencionar um problema específico: ao jogar no controle via Steam, os direcionais não funcionam corretamente, obrigando o uso do mouse e teclado para navegar nos menus. Esse tipo de bug quebra a imersão e deveria ter sido resolvido antes do lançamento.

Farming Simulator 25

Evolução da Economia e Gameplay

A economia no jogo também foi reformulada, tornando-se mais complexa e desafiadora. Planejar investimentos, como adquirir novos maquinários ou instalar infraestruturas de processamento, agora exige mais estratégia do jogador. Essa camada extra de profundidade é bem-vinda, especialmente para veteranos da franquia.

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Adicionalmente, a inclusão de tecnologias de precisão, como GPS e sensores, transforma a administração das plantações em uma experiência científica, garantindo maior controle e produtividade. Marcas renomadas, como John Deere e Claas, continuam marcando presença com seus equipamentos licenciados, aumentando o senso de realismo.

Faltam Inovações?

Apesar das melhorias visuais e das novas funcionalidades, senti que Farming Simulator 25 ainda carece de inovações mais significativas. A ausência de uma campanha estruturada deixa o jogador sem um objetivo claro, o que pode afastar aqueles que não se contentam com a liberdade de um sandbox puro.

Por conta disso e dos problemas de desempenho persistentes, decidi colocar o jogo de lado por enquanto e voltar ao Farming Simulator 22, que continua oferecendo uma experiência mais estável e polida.

Farming Simulator 25

Conclusão

Em resumo, Farming Simulator 25 é um jogo com potencial para ser excepcional no futuro. As melhorias gráficas e as novidades em termos de jogabilidade são promissoras, mas o lançamento apressado e os diversos problemas técnicos comprometem sua experiência atual.

Para os colegas fazendeiros, minha sugestão é esperar alguns meses até que o jogo receba mais atualizações e alcance um estado mais refinado, eu tenho certeza absoluta que a Giants irá fazer desse jogo seu carro chefe, e será sem duvidas o melhor simulador de fazenda que existe, porém teremos que esperar mais um pouco para isso enquanto fazem mais atualizações e corrijam os problemas. Quando isso acontecer, Farming Simulator 25 certamente se tornará um título indispensável para os fãs da franquia e para os entusiastas da simulação agrícola.

Primeiramente gostaria de Agradecer muito a Giants Software por enviar uma copia para review, e também para pedir desculpas pela demora em entregar esta review, a review atrasou em duas semanas devido tanto a problemas com o jogo inicialmente que levei muito tempo para conseguir configurar e rodar ele, mas também devido a problemas pessoais.

Nota: 7,5/10

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Farming Simulator 25 está disponível para PlayStation 5, Xbox Series X e Series S, Mac OS, GeForce Now, Microsoft Windows. Esta análise foi feita com uma cópia do game gentilmente cedida pela Giants Software.

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Se você é fã de Starship Troopers e sempre quis mergulhar de cabeça no caos de enfrentar um exército de insetos alienígenas, esse jogo é para você. Starship Troopers: Extermination coloca você e mais até 15 jogadores na linha de frente contra enxames de insetos, em um FPS de cooperação que mescla ação intensa com aquele toque de nostalgia dos anos 90.

É adrenalina pura e gritos coletivos no chat de voz (sem meme, cai em varias partidas onde o pessoal realmente entra no personagem, é hilário) enquanto você e sua equipe tentam sobreviver, construir defesas e exterminar cada inseto que aparece.

No entanto, mesmo com essa premissa empolgante, Extermination ainda peca em alguns aspectos técnicos e visuais. Não pudemos não comparar o jogo com o seu adversário direto Helldivers 2, que também te joga em batalhas contra hordas alienígenas em um estilo cooperativo e que é um jogo que foi inspirado em Starship troopers, mas as diferenças ficam claras na experiência prática. Vamos dar uma olhada no que faz Extermination valer a pena (ou não), começando pelo básico.

Starship Troopers: Extermination
Reprodução: Offworld Industries – MY.GAMES

Atmosfera e Fidelidade ao Filme

O que o Starship Troopers: Extermination faz muito bem é capturar o clima do filme clássico. Os sons das armas, o visual das armaduras e até o jeito que os personagens falam – tudo te faz lembrar do filme e da saga original. É uma homenagem incrível para quem é fã e quer reviver o universo (e literalmente viver a experiência).

Os inimigos aracnídeos, gigantes e assustadores, aparecem em número cada vez maior, o que realmente te faz sentir o desespero de ser só um soldado tentando sobreviver em um planeta hostil. Isso traz aquele toque de “fim do mundo” típico do filme.

No entanto, apesar da temática e ambientação bem executadas, o jogo sofre ao tentar entregar uma experiência coesa, principalmente quando se trata de gráficos. As sombras são um problema sério – quadradas e serrilhadas, elas parecem quase mal renderizadas, o que acaba tirando muito da imersão e acaba deixando a desejar na execução.

Reprodução: Offworld Industries – MY.GAMES

Ação e Performance: Dois Lados da Moeda

A ação do jogo é frenética, o que faz de Starship Troopers: Extermination uma experiência divertida para jogar com amigos, mas o desempenho nos consoles pode frustrar quem espera uma fluidez constante.

O jogo tem quedas de FPS especialmente quando você está próximo de construções ou durante as invasões mais intensas. Em vez de 60 FPS, você acaba muitas vezes com uma média muito menor em momentos críticos, o que quebra o ritmo e a fluidez da ação.

Nessas horas, o jogo fica realmente complicado de jogar por conta das quedas de frames abruptas e absurdas, o que tira toda a graça de estar no meio de uma horda de insetos (e que chegou a causar a morte não só do meu personagem como de alguns outros jogadores)​.

E tem mais um ponto que quebra a imersão: o aparecimento dos insetos. Eles surgem de uma maneira abrupta, ou “saem” do chão sem nenhum efeito visual que mostre a terra se mexendo. É como se simplesmente brotassem do nada. Além disso, as construções que você e seus colegas montam durante o jogo podem virar um caos. O sistema de construção, apesar de interessante em teoria, é meio bagunçado e até frustrante, especialmente quando todos tentam construir ao mesmo tempo.

Starship Troopers: Extermination
Reprodução: Offworld Industries – MY.GAMES

Comparação com Helldivers 2

Essa é a parte que muitos querem saber: como Extermination se compara a Helldivers 2? Bem, os dois têm o mesmo conceito de sobrevivência em co-op contra hordas alienígenas, mas cada um segue seu próprio estilo. Helldivers 2 opta por ser mais polido e com um toque de humor e em terceira pessoa, onde o jogador sente que está em um universo satírico, o que combina muito com a franquia. A jogabilidade é mais refinada e organizada, com um sistema de progressão que faz sentido e menos caos na hora de construir e organizar as tarefas.

Starship Troopers: Extermination, por outro lado, oferece batalhas de maior escala, com até 16 jogadores em vez de quatro. Isso pode ser incrível quando o time está sincronizado, eu tive a oportunidade de jogar com um time muito sincronizado e foi uma das experiências mais divertidas em um jogo online que já tive de fato, sem contar o fato de que todos entraram mesmo no personagem, falando no canal de voz e tudo mais, foi realmente divertido demais, porém quando não está num time sincronizado… vira bagunça! (de certo modo um tanto quanto cômica também).

A experiência é mais “bruta”, com menos foco em progressão e polimento, e mais na quantidade de ação e caos na tela. Pra quem curte uma experiência mais direta e sem muitas complicações, Extermination pode ser o mais divertido dos dois de fato.

Reprodução: Offworld Industries – MY.GAMES

Construção e Caos: O Bom e o Ruim

Uma das mecânicas centrais em Starship Troopers: Extermination é a construção de defesas, que serve pra tentar dar uma sobrevida ao time enquanto os insetos atacam em massa. Mas, como mencionado, a execução não é das melhores. Imagine um time de 16 jogadores tentando construir juntos em uma área limitada: vira um festival de paredes mal posicionadas e torres sem sentido.

É divertido, sim, mas frustrante pra quem gosta de algo mais tático e bem planejado​.

Reprodução: Offworld Industries – MY.GAMES

Considerações Finais

No final das contas, Starship Troopers: Extermination é uma experiência de ação e caos, com pontos altos e baixos. É o tipo de jogo que funciona muito bem pra quem curte a franquia e quer um FPS cooperativo no estilo “metralha tudo o que se mexe”. Se você consegue relevar os gráficos meio datados e as quedas de FPS (nos consoles apenas), pode se divertir bastante com os amigos enfrentando as hordas de insetos.

Para os fãs de Starship Troopers, vale conferir e experimentar a adrenalina de enfrentar centenas de insetos com amigos. É de fato um jogo extremamente divertido apesar dos problemas técnicos, mas também é um jogo que acabou de ser lançado, então obviamente teremos mais atualizações para corrigir os problemas atuais e deixar o jogo mais polido e rodando melhor.

Nota Final: 6/10

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Esta análise foi feita com uma cópia de Starship Troopers: Extermination para PlayStation 5, cedida gentilmente pela distribuidora do jogo. Starship Troopers: Extermination está disponível no PlayStation 5, Xbox Series X e Series S, GeForce Now, Microsoft Windows.

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