Arquivos Top Down Shooter - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/top-down-shooter/ Um pouco de tudo na medida certa Tue, 08 Apr 2025 19:30:33 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Top Down Shooter - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/top-down-shooter/ 32 32 DAMN! | Review https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/04/08/damn-review/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/04/08/damn-review/#respond Tue, 08 Apr 2025 19:30:33 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=19854 Cara, fazer reviews em sequência é uma parada que cansa. Eu adoro falar sobre jogos que usualmente são ignorados pelo youtuber médio, aqueles jogos que podem até não ser destaque em seu gênero, mas ainda assim é o produto de uma paixão, fazer jogos. Claro, eu queria poder cobrir jogos grandões também. Mas hoje em […]

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Cara, fazer reviews em sequência é uma parada que cansa. Eu adoro falar sobre jogos que usualmente são ignorados pelo youtuber médio, aqueles jogos que podem até não ser destaque em seu gênero, mas ainda assim é o produto de uma paixão, fazer jogos. Claro, eu queria poder cobrir jogos grandões também. Mas hoje em dia, as empresas preferem gastar milhões em jogos com mundos abertos mais vazios que a e-thot mediana que vive a vida no modo easy falando “W chat” e “Obrigado pelo sub”. Eu não sei porque cargas d’água eu comecei a escrever reviews com um péssimo texto sobre Sengoku Basara 2 Heroes lá em 2009, 2008 num fórum.

E meus primeiros textos não eram necessariamente bons, porque eu tinha muitos cacoetes que peguei do meu tempo de leitura de revistas. Foi com o tempo que passei a desenvolver meu estilo próprio, fazendo piadas imbecis em momentos oportunos, como quando eu subitamente paro o texto do Aria of Sorrow pra questionar a lógica por trás de Soma Cruz, apesar de ser um estudante de intercâmbio no Japão, ser amigo de infância da Mina Hakuba. Claro que ao longo dos anos, já são quase 15 anos escrevendo sobre jogos, eu fiz muita coisa que até me arrependo, não pelo que escrevi, mas pelo meu tom que poderia ter sido menos emotivo e mais objetivo. Mas em minha própria defesa, como eu amo esse hobby, eu não quero ver ele ser cooptado por gente mesquinha que quer projetar a ideologia política deles onde não precisa, com nenhuma sutileza.

Esse é o problema com muitos jogos considerados woke, não é a mensagem que querem mandar, retratar problemas políticos nos jogos é algo que acontece há muito tempo. Mas se você vê obras como Final Fantasy VII, Bioshock Infinite ou Metal Gear Solid, você verá a sutileza com que os criadores trataram esses temas, e o quão jogos como Life is Strange 2 e sua infame cena do muro, ou Mortal Kombat 11 e seu “Make Outworld Great Again”. Pegando outro exemplo, vamos comparar como Catherine, clássico da Atlus, retratou uma personagem trans, comparando com Dragon Age: The Failguard. Em Catherine, temos Erica, uma bartender ruiva que é amiga do protagonista Vincent. Vincent e seu grupo de amigos tratam Érica como parte do grupo porque são amigos, fazem brincadeiras com ela, como todo grupo de amigos faz uns com os outros, ela flerta com clientes. O fato de Érica ser trans é revelado quando ela vai parar naquele mundo mortal que você tem que escalar a torre. Como você sabe que ela é trans? O fato de que todos os que caem lá são homens. Você não recebe sermão ou cutscene irritante. Compara isso, com a infame cena da Taash e os pais daquela coisa em Veilguard. É noite e dia. Parece que os jogos atuais são escritos por palermas sem talento. Mesmo Inquisition, que é um jogo que eu não curti pelo pacing e curva de dificuldade desequilibrada, possui um personagem trans, que é bem introduzido. Não é um personagem jogável ou interesse amoroso, mas o personagem é bem tratado e representado.

Desculpem pela longa Rant, eu deveria fazer uma tangente pro jogo de hoje, mas a tangente vem do parágrafo inicial, sobre eu falar sobre jogos que passaram batido. Bem, as vezes é difícil falar de jogos da 7 Raven Studios, porque as vezes eles portam jogos de outros devs, as vezes fazem jogos diretamente para consoles (como Dyna Bomb 2 que analisamos alguns anos atrás). Mas o jogo de hoje, apareceu primeiramente no PC em… 2017. E somente agora em 2025 ele chega aos consoles. Será que DAMN! vale a pena seu tempo? Ou será que ele faz como Ron Simmons e grita DAMN! porque alguma coisa deu muito errado.

A ascenção da Skynet… Ou algo do tipo.

Alguém, provavelmente um estágiário baixando pornô, acabou infectando o Laboratório 34 LAN com um vírus que fez com que os robôs se revoltassem e começassem uma revolta contra seus criadores. A Skynet da Shopee ameaça dominar o mundo… Ou Algo do tipo, já que eles só ameaçam os cientistas e técnicos do laboratório. Eles estão prestes a morrer, logo, cabe a você, Moicano McManeiro, atirar em todo mundo e resgatar tais cientistas e técnicos, atirando em tudo o que se mexe.

É um roteiro genérico, nível desculpa mínima de jogo mobile. Porém, alguns dos jogos mobiles de hoje em dia possuem lores imensas. E isso porque não estou considerando os jogos da Mihoyo, porque apesar de estarem em plataformas mobiles, são experiências nível console. O fato é que Damn! tem a premissa simples, como jogos arcades antigos ou a geração de jogos até os 16-bits. E esse aqui é um jogo de 2017. Não é desculpa, mas… Não sei onde quero chegar. Ao menos o jogo tem uma desculpa de existir.

Extremamente simplista

Na estrutura, esse jogo me lembra um clássico da Sega, Alien Syndrome, porque você está num local fechado e precisa resgatar reféns e derrotar chefes. Até mesmo o limite de tempo está lá, como no clássico dos anos 80. Você precisa resgatar reféns e derrotar os robôs.

Os robôs não possuem uma IA, tá mais pra uma BA, agindo como o típico aluno de letras na USP, um zumbi sem inteligência. O mesmo pode ser dito dos reféns que parecem mais perdidos que um gordo num bufê de saladas. As batalhas de chefes são imprevisíveis, mas previsíveis. Eles não possuem padrão, basicamente, esquive dos ataques poderosos, e cause dano até matá-lo.

Tudo no jogo é muito simplista, o que na época em que foi lançado, era meio que marca registrada dos jogos da 7Raven Studios, jogos simples que emulam experiências arcade do passado, eu demonstrei isso em Ghost Sweeper, que emula Solomon’s Key. Ao menos o jogo tem um arsenal bacana, dando uma variedade. Mas não recomendo o Modo Arena, porque são basicamente ondas sem fim de inimigos, porque cansa rapídamente.

Gráficos extremamente ok

Graficamente, ele é um jogo que acho mais bonito visualmente que Mustache in Hell, um jogo muito parecido mecanicamente, e no fato de que é um jogo relativamente antigo que chegou aos consoles muito tempo depois. Mas ele não é grandes coisas, é funcional porém não é marcante. O jogo é tão esquecível que eu esqueci que tinha pedido ele quando recebi. Pois é.

Os inimigos possuem certa variedade, mas como frisei anteriormente, eles não possuem IA, possuem BA, Burrice Artificial. Em termos de efeito, ele é ok. Nada demais. Musicalmente, ele agrada, mas novamente, não marca.

Não possui Cross-buy

Eu lembro que quando fiz minha análise de Dyna Bomb 2, eu reclamei do preço e baixaram o preço, então vou colocar aqui na minha conclusão de Damn, um jogo decente até, só que no Playstation, ele não possui cross-buy, mesmo tendo versão para PS4 e PS5. Enfim, concluindo sobre o jogo, Damn! é um shooter top-down decente, mas abaixo de outros títulos superiores. De todos os Top Downs que joguei no PS4, ainda não encontrei um que superasse Trigger Witch. Ele tá só 37,50 no Playstation, R$ 41,00 no Switch e R$ 25,95 na versão de Xbox One e Series (Essa daqui é cross-buy).

Nota: 7.0/10

Damn! está disponível para Playstation 4, Playstation 5, Xbox One, Xbox Series X|S e Nintendo Switch, além da versão original de PC. Essa análise foi feita com uma chave de PS4, cedida pela 7Raven Studios

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OTXO | Hotline Miami em preto e branco https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/04/22/otxo-hotline-miami-em-preto-e-branco/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/04/22/otxo-hotline-miami-em-preto-e-branco/#respond Sat, 22 Apr 2023 12:19:39 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=13740 Os jogos do tipo top-down shooter (tiroteio visto de cima) existem faz anos, e a cena indie é cheia deles. Temos alguns exemplos como Brotato, Alien Swarm, Nuclear Throne e claro, Hotline Miami (que será muito referenciado aqui). Produzido pela Lateralis Heavy Industries (de Dogworld) e distribuído pela Super Rare Originals, OTXO é um jogo […]

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Os jogos do tipo top-down shooter (tiroteio visto de cima) existem faz anos, e a cena indie é cheia deles. Temos alguns exemplos como Brotato, Alien Swarm, Nuclear Throne e claro, Hotline Miami (que será muito referenciado aqui).

Produzido pela Lateralis Heavy Industries (de Dogworld) e distribuído pela Super Rare Originals, OTXO é um jogo de tiro feito para aqueles com reflexos rápidos e muita paciência pra zerar.

Créditos: Lateralis Heavy Industries

Clima de matança

Assim como sua inspiração, OTXO (pronuncia-se “Ocho”) é um jogo onde você controla um assassino que tem que passar das fases matando todos os inimigos da forma mais estilosa possível.

O arsenal é bem variado, e o jogador é compelido a trocar de arma constantemente, pois a munição delas é curta. Além disso, é possível bicar portas, podendo até matar os inimigos atrás delas, jogar as armas sem bala (ou com bala né) nos adversários e até matá-los no chute na hora do desespero.

A sua disposição também está o sempre útil tempo de bala, famoso em jogos graças à série Max Payne – e aqui chamado de “Foco” – que desacelera os inimigos para dar à você uma certa vantagem por um determinado período.

Créditos: Lateralis Heavy Industries

Roguetiro

A diferença principal entre Hotline Miami e OTXO é a progressão. Ao invés de fases pré-definidas, temos um esquema de rogue-like, onde o jogador avança até onde conseguir e deve voltar ao início caso morra. Hoje em dia, o principal game com essa mecânica seja Hades, e aqui temos um esquema bem similar.

Entre as fases, temos alguns momentos de descanso, onde o nosso personagem entra em um bar onde é possível comprar bebidas que servem como upgrades para o personagem.

LEIAM – Super Mario Bros. O Filme | Não é pra todo Mundo?

Coisas como “Aumente a precisão em 25%” ou “Balas ricocheteiam na parede” servem para facilitar um pouco a vida do jogador, que normalmente se vê em desvantagens com diversos inimigos contra ele ao mesmo tempo.

De tempos em tempos, também temos alguns chefes. Nesses momentos, você tem acesso a uma arma com munição infinita, e o objetivo é mesmo só matar o boss antes que ele te leve pro saco.

Créditos: Lateralis Heavy Industries

Apresentação

OTXO tem uma escolha visual interessante, onde todo o jogo é apresentado em preto e branco, e somente alguns elementos — como sangue, inimigos fortes e aviso de pouca energia — são representados em vermelho.

LEIAM – Scars Above | A Nova Adição ao Universo Sci-Fi

É diferente da estética meio vaporwave de Hotline Miami, o suficiente para trazer uma cara nova para um gênero tão difícil de se diferenciar.

OTXO
Créditos: Lateralis Heavy Industries

As músicas também são ótimas, com pegada eletrônica que deixam o jogador na beira da cadeira ao jogar.

E sobre a historinha do jogo, bem… não que ela importe muito, mas nosso personagem não é um assassino maluco (pelo menos desde o início). Na abertura temos uma ceninha mostrando que ele achou uma máscara no metrô enquanto andava com sua amada, desacordou e apareceu em uma praia.

Na praia, você é apresentado à Mansão, onde acontece todo o jogo. Você não sabe o motivo de estar lá, mas é informado que sua amada está presa lá dentro. Logo, seu objetivo é meter bala em todo mundo até achar sua pitanguinha.

OTXO
Créditos: Lateralis Heavy Industries

Conclusão

OTXO é basicamente Hotline Miami em preto e branco, o que faz por si só ser um ótimo jogo. É o tipo de game que eu gostaria muito que tivesse sido lançado uns 6 anos atrás pelo menos, para que eu pudesse jogar no meu Vita…. oh, well.

OTXO
Créditos: Lateralis Heavy Industries

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Esta análise foi feita com uma cópia do jogo cedida gentilmente pela distribuidora. OTXO e está disponível para PC, via Steam.

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Trigger Witch | Bruxeira troca tiros com bigodudo, mais informações às 9 https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/08/26/trigger-witch-bruxeira-troca-tiros-com-bigodudo-mais-informacoes-as-9/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/08/26/trigger-witch-bruxeira-troca-tiros-com-bigodudo-mais-informacoes-as-9/#respond Thu, 26 Aug 2021 15:16:02 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=8148 Eu gosto de jogos 8-bit como qualquer um de nós, porém, uma coisa que eu queria que fosse mais regra e menos exceção nos indies, são jogos que abraçassem mais a estética dos 16 bits. Sei que tem um número considerável, mas pra cada Kaze and the Wild Masks, temos 10 Panzer Paladin. O que […]

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Eu gosto de jogos 8-bit como qualquer um de nós, porém, uma coisa que eu queria que fosse mais regra e menos exceção nos indies, são jogos que abraçassem mais a estética dos 16 bits. Sei que tem um número considerável, mas pra cada Kaze and the Wild Masks, temos 10 Panzer Paladin.

O que quero dizer com isso? Bem, a quantidade de jogos em 8 bit na indústria indie ainda é bem grande.

LEIAM – Kaze and the Wild Masks | Análise

E vou confessar aqui, apesar de ter um apreço genuíno, eu nunca fui muito interessado na série Legend of Zelda, tanto que só zerei o primeiro jogo. Num emulador de NES pro PSP. E eu já vi tanto randomizer de A Link to the Past que eu não consigo ver o jogo mais na minha frente.

Porque eu to falando sobre Zelda? Bem, a primeira vista, o jogo de hoje pode render comparações ao clássico do SNES, mas será que Trigger Witch é somente isso?

Confira conosco.

Glória ao Balisticismo!

Estamos no papel de Colette, uma aprendiz de bruxa (no começo do jogo) que leva jeito com armas de fogo.

No mundo de Evertonia, a magia acabou se tornando obsoleta e as armas de fogo, trazidas por um misterioso portal, são a regra. Porém, após sua formatura na Stock, a academia de Balística do reino, um homem misterioso aparece e a vida de Colette fica de pernas para o ar, já que este homem com um bigode peculiar não tem planos muito agradáveis para Evertonia.

LEIAM – Thunderflash | Tiro, porrada e bomba, mas sem porrada

O ponto fraco de Trigger Witch é a sua história. Não que ela seja ruim, mas sim porque pelo pouco que o jogo nos oferece, muito mais poderia ter sido contado, o potencial era enorme.

Por outro lado, o plot twist do trecho final me deixou rolando de rir, e isso era tipo quase uma da manhã. Não vou contar aqui pra não estragar a surpresa, mas quem me segue no twitter ou viu algumas das minhas speedruns deve ter visto, mas enfim.

O mundo de Evertonia poderia ter sido mais explorado, mas não foi, o que é uma pena.

Tiroteio, exploração e caos

Trigger Witch

Ao invés de começar pelos pontos positivos sobre a jogabilidade, falarei de alguns pontos negativos.

O jogo tem um softlock em potencial logo no começo do jogo (quando a arma acerta a cabeça da protagonista), que ainda não foi patcheado. A única maneira de evitar isso é não smashar o botão pra avançar o texto nesse pequeno intervalo (como todo speedrunner faria). E caso o softlock aconteça, aí é fechar o jogo e reiniciar.

E em algumas salas, por alguma razão, é possível fazer com que a sala não carregue, e a única solução pra isso é voltar ao menu principal do jogo e recarregar o save mais recente. Não perde muito tempo, mas aguardamos patches aí para corrigir esses dois pequenos pormenores.

O jogo ele é de um gênero… Que eu não sou lá muito fã, o Twin Stick Shooter, que basicamente você mira com um analógico e se move com o outro. A princípio, só uma arma está disponível, mas com o tempo você consegue um arsenal que deixaria o protagonista de DOOM orgulhoso. Cada arma funciona de maneira diferente, como o esperado e cabe a você usar com sabedoria.

Evertonia é um mundo aberto e você pode explorá-lo a vontade em busca de maneiras de melhorar sua arma. Para melhorar, você precisa encontrar peças de upgrade em certos baús pelo mundo afora e gastá-las na loja de upgrades, além do dinheiro para os upgrades em si. O dinheiro pode ser obtido em alguns baús pelo mundo, ou simplesmente matando inimigos e coletando.

As dungeons do jogo são similares as de ALTTP em certas estruturas, você precisa de chaves para abrir certas portas, enquanto que em outros setores, é necessário matar todos os inimigos e por fim, tem algumas portas que só abrem se resolvermos algum “puzzle”. Os puzzles em si não são muito complicados, não afetando muito a fluidez da jogatina (a não ser que você seja burro, como este que vos fala).

Em alguns pontos de determinadas dungeons, o jogo mudará o estilo, de Dual stick shooter pra shoot’em up (com uma das etapas sendo basicamente uma homenagem a sequência “final” de Metal Slug 3), o que dá um pouco de variedade (e faz com que eu pareça menos idiota no processo) ao jogo.

LEIAM – O meu primeiro Sega Saturn

O jogo não possui itens de cura deixados por inimigos, você se recupera basicamente usando uma poção, que enche sua vida inteira, e pode ser recarregada conforme se mata inimigos. A princípio, você possui apenas uma poção, mas esse número é aumentado durante a jogatina (uma você ganha com o progresso da história e a outra se compra no casino).

As batalhas contra chefes são mais ou menos o que você esperaria de um jogo como esse, veja como funciona o chefe e aja de acordo, sendo que em alguns casos, você só pode atacar em determinado momento, quando se abre o ponto fraco dele.

Em termos de duração, dependendo da dificuldade, e se você sabe ou não as direções (e se quer fazer 100% ou não), o jogo pode levar de 4 a 8 horas para ser concluído, com algum tempinho a mais aí se você quiser fazer a platina. Não é um trabalho complicado, mas admito que tive que olhar online pra pegar alguns dos coletáveis pra platina.

Caos colorido

Trigger Witch

A trilha sonora de Trigger Witch é bem competente. As músicas passam bem o clima de aventura e ação pedidos. E os samples de voz são bem “16-bits”, se é que isso é algo.

Graficamente, o jogo lembra bem o já supracitado A Link to the Past, mas com sprites um pouquinho maiores (ou é só o efeito de jogar numa TV de 43 polegadas). Os inimigos e NPC’s possuem bons designs em geral, apesar dos retratos dos diálogos ficaram um cadinho deslocados.

Os cenários do jogos são bastante variados, e em alguns casos, possuem bons efeitos climáticos. E o jogo é sangrento. Quando você mata os inimigos, voa sangue e tripas, mas se você for sensível (ou quiser um dos troféus), pode mudar isso trocando do modo Gore para o modo Piñata, onde os inimigos mortos estouram deixando docinhos, feito uma piñata.

É uma adição boba, e a não ser que você tenha um senso de humor pastelão, não vai ser algo utilizado. Mas não reclamo, porque achei hilário.

Jogue Trigger Witch

Trigger Witch

Se você tem um console, a palavra final é: se possível, jogue Trigger Witch. O jogo tem uns pequenos defeitos que precisam ser consertados, mas no geral é um dos melhores jogos (dos lançados esse ano) que joguei em 2021: Ação na medida certa, frenético, com a dificuldade acessível e muito divertido.

Trigger Witch está disponível para PlayStation 4, PlayStation 5, Nintendo Switch, Xbox One e Xbox Series.

Essa análise foi feita com uma cópia digital de PlayStation 4 que foi gentilmente cedida pela produtora.

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