Arquivos Roguelike - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/roguelike/ Um pouco de tudo na medida certa Thu, 21 Nov 2024 18:01:14 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Roguelike - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/roguelike/ 32 32 Ink | Tinta criativa ou só mais um? https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/11/21/ink-tinta-criativa-ou-so-mais-um/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/11/21/ink-tinta-criativa-ou-so-mais-um/#respond Thu, 21 Nov 2024 18:01:14 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=18542 Acho que já devo ter dito em um, dois ou vinte textos, que não sou muito chegado em roguelikes, mesmo tendo feito textos sobre um ou mais jogos do gênero (de cabeça, me vem aquele do Heavy Metal que eu esqueci o nome, e o beat’em up side-scroller do Team 17 que eu também esqueci […]

O post Ink | Tinta criativa ou só mais um? apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Acho que já devo ter dito em um, dois ou vinte textos, que não sou muito chegado em roguelikes, mesmo tendo feito textos sobre um ou mais jogos do gênero (de cabeça, me vem aquele do Heavy Metal que eu esqueci o nome, e o beat’em up side-scroller do Team 17 que eu também esqueci o nome). Eu não sei de onde exatamente vem minha aversão ao gênero, talvez porque assim como os AAA imitam as tendências de um jogo de sucesso (lembra quando todo jogo queria imitar GTA, ou Gears of War? Ou quando todo jogo passou a ser “Mundo Aberto” com centenas de caralhos pra coletar, side-quests ruins a rodo pra esconder o quão vazia era a experiência principal? Acho que vale o mesmo pra roguelikes pra mim, agora TODO SANTO JOGO o dev quer colocar elementos de roguelike. Isso quando ele não mistura roguelike com FUCKING CARTAS. Sim, só olhar qualquer showcase de jogos independentes e fazer um drinking game de cada jogo roguelike… Shot duplo se tiver cartas. Você vai ter cirrose em seis meses. Se adicionarmos jogos de fazendinha imitando Stardew Valley? COMA ALCOÓLICO NO DIA.

Então, dá pra entender meu ceticismo ao falar sobre o gênero, é um do qual eu nunca fui particularmente fã, que todo aspirante a desenvolvedor indie quer pegar carona achando que virá “grana fácil” (Isso aqui é completamente subjetivo já que todo desenvolvedor indie SABE que é mais fácil ganhar na mega sena do que ter “grana fácil” desenvolvendo jogos). Mas ainda assim, mesmo eu não gostando do gênero, aqui no Arquivos do Woo, prezamos pelo nosso profissionalismo e integridade jornalística (sim, alguém tem que ter esse tipo de coisa trabalhando com jogos, mesmo que certos sites gringos e nacionais tenham jogado a integridade na latrina… Star Wars: Outlaws “um dos melhores jogos de Star Wars”? SÉRIO, JOVEM NERD? Outro Ubisoft: The Game com skin de Star Wars, extremamente mediano com personagem sem carisma, e vocês chamam de “um dos melhores jogos de Star Wars?” Num mundo com os dois Star Wars Jedi da EA, os Battlefront originais (e até mesmo o Battlefront 2 da DICE é bom, descontando o caminhão de microtransações), os Knights of the Old Republic (incluindo o MMO) e Force Unleashed. Tenha paciência). Aonde eu estava? Ah sim, integridade jornalística. Aqui, prezamos esse tipo de coisa, e analisamos jogos de gêneros que não somos tão ligados assim.

Foi assim que Ink. (Sim, tem um ponto no título do jogo. Boa sorte tentando pesquisar no Google/Duck Duck Go/Seu motor de pesquisa), título independente da Brainium Games, desenvolvido pela Linked Rooms Games (boa sorte tentando pesquisar sobre eles também) chegou as minhas mãos, e ao acesso antecipado no Steam. Será que vale a pena pegar, ou é só mais um em meio a milhares de roguelikes?

Aventuras através dos Olhos de uma Criança

Tecnicamente, o protagonista do jogo é Liam, uma criança criativa que dá vida a incríveis histórias através de seus desenhos, e o jogador em si, assume o papel de um dos três diferentes gatos de pelúcia que ele possui (Spok, Smuk e Skrat) e basicamente… Você cria a sua história, atirando em tudo o que se mexe, pois possivelmente Liam assistiu muito Rambo, Braddock e Commando, pois seus gatinhos de pelúcia atiram em tudo o que se mexe.

É, o jogo não oferece tanto em narrativa, é o jogador, através das decisões e caminhos que toma em suas runs é que cria o que os gatinhos vivenciarão. Nada contra isso, mas também…

Jogar no touchpad é uma miséria

Eu não sou o maior versado em PC gaming, mas Jesus Cristo de cascatinha, touchpads de laptop e jogos NÃO COMBINAM. Eu reclamei disso na análise de Mustache in Hell, mencionei em Void Sols e só por desencargo de consciência, devo mencionar também quando joguei o híbrido de visual novel e simulador de fotógrafo da Super Sonico no PC: TOUCHPADS DE LAPTOP SÃO UM HORROR PRA JOGAR. Então, se você tem um mouse e teclado, ou um controle… Pode ficar tranquilo, que Ink. é fácil de jogar e compreender em termos de controle. Ele funciona no seu mais básico, como um dual stick shooer, você se move com um analógico/WASD e mira com o outro analógico/mouse. E obviamente atira com o botão esquerdo do mouse, usando o direito para esquivar. Controles realmente básicos e que não lhe deixam na mão, a não ser que você seja um idiota como eu e use o touchpad pra jogar. Ou pior, esteja tão acostumado com a esquiva do Void Sols no shift, que você usa o shift pra tentar esquivas aqui e sofrendo dano desnecessário (eu já disse que sou um imbecil?).

O jogo usa um esquema de navegação parecido com o jogo de Heavy Metal que eu mencionei e ainda não tive a cara de pau de lembrar o nome, no qual as salas são randomizadas e devemos navegar por elas matando tudo o que se mexe, atirando, esquivando e coletando possíveis power-up’s para a nossa arma. No geral, apesar de não ser o jogo mais criativo do mundo, Ink. é funcional. Claro, que como um jogo em Acesso Antecipado, a campanha de Ink não está completa, com apenas dois capítulos disponíveis, então sua diversão por hora será limitada. Nem tão limitada assim, já que Ink possui modo cooperativo local para até três jogadores atirarem em tudo o que vêem pela frente.

Uma crítica que tenho embasamento para fazer, e também é válida em Void Sols (e mencionei na análise) é que quando se abre ele pela primeira vez, o jogo abre com as configurações no máximo… Qual é a tara de devs que acham que todos tem PC’s da Nasa pra rodar tudo no máximo? Como manda a cartilha de roguelikes, Ink possui um arsenal de armas variado e que deixaria Stallone com um sorriso no rosto… Ou o Arnold clássico. Enfim, o arsenal de Ink é variado, apesar da arminha de merda que você começa. Creio que uma boa dose de sorte é necessária para encontrar um arma boa o suficiente para quebrar a run, tal qual aconteceu comigo naquele roguelike de Heavy Metal, que até documentei em vídeo.

Bonito graficamente

Só de olhar as screenshots, percebe-se que Ink. chama a atenção pelos gráficos, vistosos com sprites bem desenhados, apesar da movimentação parecer meio não natural. Os inimigos também tem essa pegada, com eles tendendo a puxar pro nojento, mas não num nível Binding of Isaac, que chega a ser Nightmare Fuel, mas um bonitinho grotesco.

Os cenários… Pelo menos o que o jogo oferece até aqui, parecem repetitivos, creio que conforme o jogo vá se desenvolvendo no futuro, uma maior variedade de biomas será adicionada. Ou não, não sei, não prevejo o futuro.

Sonoramente.. É um jogo funcional, nada ofende, mas nada marcante. Não há do que reclamar, mas não irá ficar na sua cabeça.

Uma outra reclamação que pode entrar na parte gráfica do jogo, é que o jogo pode apresentar quedas de frames em PC’s menos potentes em momentos, quando o seu HP está em baixa e a tela escurece, os efeitos exigem do PC e pode dar um slowdown absurdo. Pode ser resultado da minha máquina merda? Certamente, mas ei, meu texto, minhas regras.

Finalizando

Ink. tem potencial, ainda está no início do desenvolvimento (dois capítulos dos nove previstos estão disponíveis em Early Access), mas essa é a maravilha do Acesso Antecipado, um título que possui falhas, melhorar a ponto de faturar premiações de jogo do ano (Aconteceu com Baldur’s Gate 3, o jogo teve recepção morna em acesso antecipado, mas graças ao feedback dos fãs, a Larian entregou um mega hit quando chegou a versão 1.0). Se eu acho que Ink. vá chegar a ser jogo do ano? Não, mas assim como todo jogo em Acesso Antecipado, tem potencial de se tornar um excelente jogo, do jeito que ele está, é uma boa pedida e relativamente barato para fãs de roguelikes.

Nota: 7/10

Ink. está disponível para PC no Steam e em Acesso Antecipado, e essa análise foi feita com uma chave fornecida pela Brainium Games.

O post Ink | Tinta criativa ou só mais um? apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/11/21/ink-tinta-criativa-ou-so-mais-um/feed/ 0
Lost Castle 2 recebe o modo cooperativo local altamente solicitado hoje https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/11/06/lost-castle-2-recebe-o-modo-cooperativo-local-altamente-solicitado-hoje/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/11/06/lost-castle-2-recebe-o-modo-cooperativo-local-altamente-solicitado-hoje/#respond Wed, 06 Nov 2024 17:14:46 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=18441 Reúna sua equipe de caçadores de tesouros e saia em uma jornada por saques juntos com uma nova atualização de conteúdo importante para o roguelike de ação Lost Castle 2, introduzindo um modo cooperativo local de 2 a 4 jogadores muito requisitado. Disponível como uma atualização de conteúdo gratuita para todos os jogadores de Lost […]

O post Lost Castle 2 recebe o modo cooperativo local altamente solicitado hoje apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Reúna sua equipe de caçadores de tesouros e saia em uma jornada por saques juntos com uma nova atualização de conteúdo importante para o roguelike de ação Lost Castle 2, introduzindo um modo cooperativo local de 2 a 4 jogadores muito requisitado.

Disponível como uma atualização de conteúdo gratuita para todos os jogadores de Lost Castle 2 hoje, embarque em uma caça ao tesouro no conforto do seu sofá com 2 a 4 jogadores locais, juntando-se a amigos em uma expedição cheia de ação por saques e tesouros inestimáveis.

Descubra mais de 30 mosquetes diferentes, um novo tipo de arma de longo alcance introduzido na atualização de hoje para afastar os inimigos e ajudar em sua aventura no enigmático Dark Castle.

Visite o Goblin Merchant para descobrir novos trajes e itens especiais que modificam a corrida, enquanto procura por Cursed Treasures, um novo tipo de tesouro que amaldiçoa o jogador com debuffs, mas pode ser trocado por recompensas especiais extras…

Disponível agora no Steam Early Access, Lost Castle 2 é um roguelike de ação repleto de tesouros tentadores. Descubra uma terra cheia de saques envolta por montanhas em um roguelike de beat ‘em-up cheio de ação para 1-4 jogadores. Encontre tesouros e bugigangas para melhorar sua força e aprimorar suas habilidades com efeitos passivos, com saques poderosos e recompensas tentadoras esperando por jogadores dispostos a se aventurar nas profundezas do Dark Castle.

Descubra seu estilo de jogo preferido com centenas de armas e armaduras para coletar e embarque em uma expedição cheia de ação como um aventureiro solo ou junto com amigos em modo cooperativo local e online para 2-4 jogadores.

Lost Castle 2 já está disponível no Steam Early Access por R$ 46,99

O post Lost Castle 2 recebe o modo cooperativo local altamente solicitado hoje apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/11/06/lost-castle-2-recebe-o-modo-cooperativo-local-altamente-solicitado-hoje/feed/ 0
Realm of Ink | Caiu tinta demais no meu teclado https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/28/realm-of-ink-caiu-tinta-demais-no-meu-teclado/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/28/realm-of-ink-caiu-tinta-demais-no-meu-teclado/#respond Mon, 28 Oct 2024 12:27:11 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=18275 Se você é fã de roguelikes e curte um jogo que mistura combate intenso com um visual artístico bem diferenciado (muito diferenciado e muito lindo MESMO), Realm of Ink é exatamente o que você está procurando. Desde o começo, o jogo já te joga em um mundo que parece ter saído de uma pintura, com […]

O post Realm of Ink | Caiu tinta demais no meu teclado apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Se você é fã de roguelikes e curte um jogo que mistura combate intenso com um visual artístico bem diferenciado (muito diferenciado e muito lindo MESMO), Realm of Ink é exatamente o que você está procurando.

Desde o começo, o jogo já te joga em um mundo que parece ter saído de uma pintura, com cada detalhe sendo trabalhado como se tivesse sido feito à mão. O estilo visual não é só um detalhe estético, ele realmente dá vida ao mundo e cria uma atmosfera única, onde tudo parece ter sido pintado à mão com pinceladas de tinta e cheio de referências à arte oriental.

Reprodução – Leap Studio/ Maple Leaf Studio

Um Mundo de Tinta e Pinceladas

Uma das primeiras coisas que você vai notar em Realm of Ink  é como tudo se parece com uma obra de arte. Desde os inimigos até os cenários, tudo tem uma estética meio fluida, como se fosse tinta de verdade.

LEIAM – Unknown 9: Awakening | Podia ter sido muito mais…

Cada vez que você derrota um inimigo, ele se dissolve em manchas, e isso dá um toque especial às batalhas. É como se você estivesse realmente dentro de uma pintura que ganha vida. Além disso, o jogo tem um hub central que lembra uma estalagem chinesa, e é aqui que você pode conversar com NPCs e descobrir mais sobre a lore do jogo, fazer upgrades nos seus poderes, e se preparar para o próximo desafio​

Reprodução – Leap Studio/ Maple Leaf Studio

Ação Frenética e Jogabilidade Flexível

A protagonista, Red, está pronta para enfrentar tudo o que aparece na frente dela, e você tem à disposição várias habilidades, chamadas Ink Gems. Essas habilidades te permitem criar combos variados, dashs rápidos, ataques carregados, e até ataques especiais que usam o cenário a seu favor. O combate é bem dinâmico, e você sente que tem bastante liberdade para escolher o estilo de jogo que mais combina contigo. Cada sala tem desafios próprios, e você escolhe o que quer enfrentar, seja acumular recursos ou coletar perks que vão fortalecer seus ataques ou melhorar a defesa.

LEIAM – Mortal Kombat (1995) | O Primeiro e Único Filme

Um detalhe interessante é que o jogo é bem acessível para quem não está acostumado com roguelikes. Desde o começo, você já pode curar seu personagem, escolher habilidades que te ajudam a sobreviver mais tempo, e construir personagens mais defensivos ou focados em dano pesado. Então, se você é novo no gênero, Realm of Ink  oferece uma boa curva de aprendizado, sem deixar de ser desafiador para quem já tem experiência. Além disso, você pode aumentar a dificuldade, o que deixa as coisas ainda mais intensas para quem gosta de um bom desafio

Reprodução – Leap Studio/ Maple Leaf Studio

Progredindo e Morrendo… Repetidamente

Como em qualquer roguelike que se preze, você vai morrer, e vai morrer bastante. Mas é isso que faz parte da diversão! Cada vez que você recomeça, os níveis são gerados aleatoriamente, então nunca é a mesma coisa. Isso garante que você sempre tenha novas surpresas e desafios, mesmo depois de várias tentativas. No hub, você consegue se preparar melhor, já que dá para conversar com NPCs que oferecem upgrades ou habilidades diferentes, dependendo dos recursos que você coletou nas fases anteriores​.

LEIAM – Agriculture: O Novo Desafio Para Os Amantes De Simuladores de Fazenda

Outro ponto forte é o modo de jogo infinito, onde você pode testar seus limites e ver até onde consegue chegar. É perfeito para quem gosta de testar diferentes combinações de perks e habilidades. E, como se isso não bastasse, ainda tem o sistema de progressão que te incentiva a tentar de novo e de novo, explorando cada detalhe do jogo. Você pode desbloquear novos personagens e experimentar diferentes estilos de jogo com armas variadas.

Reprodução – Leap Studio/ Maple Leaf Studio

Combate Caótico e Desafios

Agora, vamos ser sinceros: nem tudo são flores. Apesar do visual incrível e da jogabilidade divertida, o combate pode ser um pouco caótico em momentos mais avançados do jogo.

Quando você começa a enfrentar inimigos que jogam ataques de área e efeitos visuais para todos os lados, fica meio difícil entender o que está acontecendo na tela. Isso pode tornar o jogo um pouco frustrante, especialmente quando você está tentando se esquivar de vários ataques ao mesmo tempo.

A sensação de grind também aparece, já que você precisa repetir algumas áreas para acumular recursos e melhorar seus equipamentos, o que pode cansar depois de um tempo

Reprodução – Leap Studio/ Maple Leaf Studio

Vale a Pena?

Realm of Ink ainda está em acesso antecipado, então tem muito espaço para melhorar, mas o que entrega atualmente já é digno de ser jogado e apreciado, é um jogo realmente incrível e me diverti demais jogando, recomendo demais para quem curte o gênero e até mesmo para quem nunca jogou roguelike, esse pode definitivamente ser a sua porta de entrada. Mesmo em acesso antecipado, o jogo já oferece bastante conteúdo, e por um preço acessível, vale muito a pena para quem curte o gênero, principalmente se gosta de Hades, tenho certeza de que vai curtir Realm of Ink demais. Além disso, a comunidade parece bem engajada, então é provável que os desenvolvedores estejam ouvindo o feedback dos jogadores e trabalhando para ajustar os detalhes que precisam de polimento.

No geral, Realm of Ink é um jogo com muito potencial. Se você gosta de explorar mundos únicos e de um combate que te mantém alerta, esse é um jogo para ficar de olho e de fato vale a pena colocar na lista de desejos e acompanhar as atualizações. Afinal, ele já está garantindo boas horas de diversão e, com certeza, vai melhorar ainda mais até o lançamento oficial.

NOTA 8,5/10

_____________________________________________
Realm of Ink está disponível para PC, Nintendo Switch, Xbox Series S|X e PlayStation 5 e esta análise foi feita com uma chave digital de PC gentilmente cedida pela distribuidora do jogo

 

 

O post Realm of Ink | Caiu tinta demais no meu teclado apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/28/realm-of-ink-caiu-tinta-demais-no-meu-teclado/feed/ 0
The Dragoness: Command of the Flame | Heroes of Roguelike and Magic https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/08/17/the-dragoness-command-of-the-flame-heroes-of-roguelike-and-magic/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/08/17/the-dragoness-command-of-the-flame-heroes-of-roguelike-and-magic/#respond Thu, 17 Aug 2023 16:49:47 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=14817 Eu admito que não sou a pessoa mais familiarizada com o combate da série Heroes of Might and Magic, talvez por não ter crescido na cultura de computadores, só pra ter um exemplo (não relacionado a HOMM), RTS ainda é um gênero alien pra mim, tanto quanto era quando experimentei Starcraft, há uns 20 anos […]

O post The Dragoness: Command of the Flame | Heroes of Roguelike and Magic apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Eu admito que não sou a pessoa mais familiarizada com o combate da série Heroes of Might and Magic, talvez por não ter crescido na cultura de computadores, só pra ter um exemplo (não relacionado a HOMM), RTS ainda é um gênero alien pra mim, tanto quanto era quando experimentei Starcraft, há uns 20 anos atrás. Eu já tentei, mas o mais próximo que cheguei de Might & Magic foi o spin-off Might and Magic: Clash of Heroes, na época que ele ainda era só um jogo de Nintendo DS (Hoje ele tem versões até pra SUA MÃE), mas divago.

Um gênero que também não sou familiarizado, é o dos RPG’s de estratégia. Esse é por uma razão diferente. Está no nome: Estratégia, do grego… Não, não vou fazer a piada com Tropa de Elite que todo brasileirinho que vai falar de estratégia usa. Enfim, eu sou burro pra CARALHO pra jogar jogos de estratégia. A fortitude mental que foi necessária pra eu conseguir jogar X-COM: Enemy Unknown, foi imensa.

E por fim, uma tendência que eu não consigo gostar, é a de enfiar, elementos de rogue-like, ou rogue-lite, ou seja lá como for, essa mania de colocar tudo procedural nos jogos me enche o saco. Sim, eu joguei alguns jogos com elementos de rogue-like ou rogue-lite, mas isso não diminuiu meu desdém pelo gênero.

Então, o que fazer quando um jogo que combina os três é anunciado? Eu sei lá, esse foi um péssimo gancho pro jogo de hoje, The Dragoness: Commander of the Flame, que havia saído no ano passado para PC, e chegou agora para consoles. Se ele vale seu tempo ou não, você vai saber na nossa análise.

Reprodução: PQube, Crazy Goat Games

Comande Dragões para dominar o mundo e salvar o mundo ao mesmo tempo

Sim, é um linha grande pra sumarizar o roteiro. Ou não. Embarque em uma jornada épica pela Península de Drairthir – uma terra devastada por facções guerreiras de Dragões. Você assume o papel da Comandante, uma promissora guerreira elfa recrutada pela Dragonesa para liderar seus exércitos e trazer paz à terra.

Depois que a antiga capital de Voven Sal foi perdida em uma batalha climática com o cobiçoso Shai-Va, você precisará reconstruir e reunir suas forças na nova sede do poder da Dragonesa, Níwenborh. Viaje pela península para recrutar feras poderosas, reunir recursos preciosos e se preparar para os perigos que estão por vir. Somente através de um pensamento estratégico aguçado e decisões táticas você sairá vitorioso.

Por quê uma elfa foi escolhida pra liderar um exército de Dragões? Não sei. (visualize aqui eu dando de ombros). Talvez ela tenha sido escolhida por ser bonitinha e a garota poster da luta contra o mal, tipo o que aconteceu em Tropas Estelares. Ou talvez os desenvolvedores da Crazy Goat Games tenham assistido Game of Thrones e pensado… Ei, tem uma gatinha que comanda dragões nessa série, vamos colocar isso no nosso jogo. Só espero que tenham se inspirado na Daenerys das temporadas 1 a 6, e não do final de GoT, se é que você me entende, hehehe.

Reprodução: PQube, Crazy Goat Games

Três em um

O gameplay do jogo é dividido em três seções. A primeira, é a exploração, onde você navega pelos cenários, coletando recursos, conversando com as pessoas, indo atrás de objetivos e finalmente, entrando em tretas. É interessante, explorar esse mundo genuinamente bem construído. Pena que essa atenção ao mundo não foi estendida a aqueles que o habitam, mas bem, não se pode ganhar todas, né?

A segunda parte, é a do combate, e aqui, funciona como em tantos outros jogos de estratégia que estamos acostumados, combate em grid. Seus personagens começam de um lado, os do inimigos do outro, e é bem isso. Você tem vários lutadores diferentes, com diferentes habilidades, e é no combate que os elementos de roguelike entram, já que os buffs de habilidade que você recebe, são aleatórios, então nenhuma build será igual a outra, o que dá um pouco de variedade ao gênero. Se isso ajuda a manter o jogo interessante, vai de jogador pra jogador. O problema do combate, é que os mapas são um tanto grandinhos, e demora um pouco pro pau quebrar nas lutas.

E a última parte, é curiosamente, onde Dragoness brilha: A parte de construção de cidades. Sim, geralmente isso é um porre pra mim (eu sempre falhei em Sim City… E nunca fui longe em Roller Coaster Tycoon, mas sempre apreciei), mas considerando que o jogo é um RPG de estratégia de turnos, ter elementos de construção de cidades ajuda a dar um frescor. Com os recursos que você coletou, é legal poder dar seu toque pessoal na cidade, apesar de algumas coisas serem carinhas…

Reprodução: PQube, Crazy Goat Games

Belos cenários, mapas fracos, trilha ok

O ponto fraco da parte audiovisual de Dragoness são os mapas de combate que são sem inspiração. Se eu fosse resumir esses mapas em uma letra, seria G de genérico, o que contrasta com os cenários fora de combate que são muito bonitos. E se você tem certa nostalgia por jogos do gênero, ou de fantasia, do começo dos anos 2000, o jogo captura bem essa estética.

A trilha do jogo é aceitável. Ela retrata bem o cenário de fantasia épica que o jogo quer passar… Isso é, fantasia épica que os filmes e jogos do tipo tentam passar, não a fantasia épica que álbuns de Power Metal do começo dos anos 2000 tentam passar. Eu preciso deixar clara essa diferença, porque eu posso ou não ter ouvido Power Metal enquanto jogava. Enfim.

O jogo possui uma dublagem em inglês decente. Não vai ganhar nenhum prêmio, e os diálogos são clichês, mas não é a nível dublagem em inglês de jogo japonês do começo dos anos 2000 ou dos anos 90.

Reprodução: PQube, Crazy Goat Games

Tem potencial

The Dragoness: Commander of the Flame é um jogo que tem potencial pra ser mais, mas falha aqui e ali, impedindo que o jogo seja um clássico moderno do gênero. É uma alternativa, mas temos outros por aí também (King’s Bounty 2 me vem a mente), mas pelo menos é um titulo que tem mais carinho por parte de seus devs do que Heroes of Might and Magic recebe por parte da Ubisoft. Se você curte RPG de estratégia por turnos, é uma possibilidade.

Nota final: 7/10

The Dragoness: Commander of the Flame está disponível para PC, Playstation 4, Playstation 5 e Xbox Series X|S, com uma versão para Nintendo Switch chegando em setembro de 2023. Esta análise foi feita com base na versão de PS4, com uma chave gentilmente cedida pela PQube.

O post The Dragoness: Command of the Flame | Heroes of Roguelike and Magic apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/08/17/the-dragoness-command-of-the-flame-heroes-of-roguelike-and-magic/feed/ 0
Bravery and Greed | Porradaria roguelike https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/11/23/bravery-and-greed-porradaria-roguelike/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/11/23/bravery-and-greed-porradaria-roguelike/#respond Wed, 23 Nov 2022 14:22:40 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=12598 A temporada de 2022 da Formula 1 acabou… Aliás, praticamente todos os esportes de motor encerraram as atividades para a temporada, o que me deixa meio nhé. Por isso não tinha escrito a análise de hoje. E também que começou a Copa do Mundo, e eu meio que estava viciado em Grand Prix Story. Pois […]

O post Bravery and Greed | Porradaria roguelike apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
A temporada de 2022 da Formula 1 acabou… Aliás, praticamente todos os esportes de motor encerraram as atividades para a temporada, o que me deixa meio nhé. Por isso não tinha escrito a análise de hoje. E também que começou a Copa do Mundo, e eu meio que estava viciado em Grand Prix Story. Pois é.

Quem me conhece, sabe que eu não sou fã de Roguelikes, Roguelites e afins. Eu não curto a natureza de permadeath e aleatoriedade do gênero, o que fez com que eu não jogasse muita coisa do gênero. (principalmente porque roguelikes e roguelites ultimamente estão saindo a rodo)

Mas, eu gosto de beat’em up’s. É um gênero repetitivo? Sim, porém ele é bem arcade, daquele que você pega e joga, sem necessidade de aprender como funciona X, Y, Z, simplesmente só enche de porrada os inimigos, sozinho ou com amigos.

E se a gente misturar os dois gêneros? Foi esse o pensamento da desenvolvedora Rekka Games, fundada em 2015, na hora de criar Bravery and Greed, jogo da análise de hoje. No mar de lançamentos que acontece toda semana, será que ele tem o que é necessário pra se destacar? Ou naufraga, tal qual minhas pretensões com a morena? Leia na nossa análise.

Reprodução: Rekka Games, Team17

Fique rico… Ou morra tentando!

Ouro, tesouros… Uma tentação imensa para qualquer pessoa, ainda mais quando se deve ao SPC e ao Serasa… Ou ao agiota. Nossos guerreiros, buscando saldar suas dívidas e não terem partes dos seus corpos servidos como churrasco mal passado, resolvem ir atrás de tesouros nas masmorras, só que em seu caminho, todo tipo de coisa está a espreita, desde monstros a advogados.

O jogo mantém a premissa simples, arcade do beat’em up, onde uma história elaborada não era necessariamente prioridade, já que tudo o que queríamos era encher malfeitores de porrada, mas é claro que como beat’em up’s de arcade queriam nosso dinheiro, nem sempre conseguíamos.

Eu posso ter inventado a história sobre devendo ao agiota, mas ela faz tanto sentido quanto a original, que é onde os personagens estão numa taverna e decidem embarcar nessa treta em busca de tesouros… O que pode significar que DE FATO estão devendo ao agiota, porque afinal de contas, que pessoa sã iria enfrentar monstros, armadilhas e chefes enormes pra conseguir dinheiro, se não tivessem devendo pro agiota?

Digo, se elas querem dinheiro mesmo, podem fazer como pessoas normais, e ir trabalhar no McDonalds, fazer concurso público pra mamar nas tetas do governo ou ir para o BBB. Eu poderia fazer a piada de ser youtuber, mas convenhamos, a plataforma quebra pra caralho os criadores. Mas vamos em frente.

Reprodução: Rekka Games, Team17

Um jogo simples e gostoso de se jogar, sozinho ou em grupo.

Bravery and Greed se destaca, porque você consegue se divertir de qualquer jeito. Está sozinho? Sem problema, o jogo ainda é divertido (apesar do foco no coop). Tem amigos/família/namorada pra jogar em casa? O jogo suporta até quatro jogadores localmente. Todo mundo mora longe? Dá pra jogar online. Seu amigo vacilão não tem o jogo? O Steam remote funciona de boa. E a jogatina pode ser cooperativa, ou vocês podem cair na porrada nos modos PvP do jogo, VAI FILHÃO.

Dito isso, temos quatro classes, o Ladino, o Guerreiro, o Mago e a Amazona, cada um com suas armas diferentes, e combos diferentes, o que deixa a jogatina bem diferenciada, até você encontrar um personagem que se adeque ao seu estilo de jogatina. Felizmente, para quem não é lá muito fã de roguelikes (eu incluso), Bravery and Greed é bem focado nas raízes beat’em up, então os controles são simples de se entender, e qualquer idiota (eu incluso) consegue fazer combos como se fosse pro-player de KOF, mas somente aqueles que passarem um tempinho a mais com o jogo, vão conseguir dominar a arte de fazer embaixadinhas com os inimigos.

Daí, temos quatro calabouços gerados proceduralmente para explorar, e é aquilo, ondas e mais ondas de inimigos, podemos explorar o local em busca de baús com tesouros, aliados para nos ajudar (apesar de que esses aliados são mais burros que eu e possuem uma grave tendência de pular nos inimigos gritando LEEROY JENKINS). E não, apesar do que pode parecer, você não encontra os aliados em baús.

E existem 4 caminhos com perks que podem ser seguidos em determinados pontos do jogo, dando mais variedade ao destino da sua run. E mesmo as mortes, elemento comum em jogos do gênero, são usadas em benefício, já que todo o tesouro adquirido na run pode será convertido em possíveis benefícios na próxima tentativa.

Reprodução: Rekka Games, Team17

Belíssimos gráficos, músicas ok

A parte sonora de Bravery and Greed é… Ok. Não são músicas memoráveis, mas ajudam bastante a passar o clima que o jogo pede. O mesmo vale pros efeitos sonoros do jogo. Um positivo, é que o jogo possui localização para o português brasileiro, então se a sua noção de inglês é “The Book is on the Table”, não se acanhe porque dá pra jogar na nossa língua.

Gráficamente é um jogo bem bonito, com personagens bem detalhados e desenhados e o trabalho de animação dos sprites é bem vistoso, o que é essencial pra um jogo na pegada de beat’em up. Os inimigos podem ter o design meio genérico, afinal, é o esperado de um jogo de fantasia, mas não dá pra dizer que são feios.

E os bosses gigantes são bem bacanas. Os cenários, apesar de um pouco apertados, são até bonitinhos. Mas, devido a natureza procedural das fases, o design delas não vai ganhar nenhum prêmio, mas servem o propósito.

Reprodução: Rekka Games, Team17

Conclusão

Bravery and Greed é fundamentalmente um bom jogo. O problema é que ele tá no meio de um mar de roguelikes e roguelites, e se você não tiver algo excepcionalmente brilhante naquele departamento, não irão ligar pra você. E nisso, o jogo não se destaca. Mas, se você quer um beat’em up com toques de roguelike, Bravery and Greed é uma boa pedida. Com bons gráficos e jogabilidade afiada, ele agrada quem quer um jogo simples pra jogar.

Bravery and Greed está disponível para PC, Playstation 4, Xbox One e Nintendo Switch, e esta análise foi feita com base na versão de Playstation 4, com uma cópia fornecida gentilmente pela Team17.

O post Bravery and Greed | Porradaria roguelike apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/11/23/bravery-and-greed-porradaria-roguelike/feed/ 0
Sifu | Deliciosamente difícil – Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/02/14/sifu-deliciosamente-dificil-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/02/14/sifu-deliciosamente-dificil-analise/#comments Mon, 14 Feb 2022 23:07:33 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=10096 Introdução Anunciado originalmente em fevereiro de 2021, durante a apresentação State of Play da Sony, Sifu é um jogo do estilo beat n’ up (briga de rua, para os velhos tipo eu), criado pelo estúdio francês Slocap que anteriormente fez o também bem recebido, Absolver.   História No game controlamos um rapaz sem nome, conhecido […]

O post Sifu | Deliciosamente difícil – Análise apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Introdução

Anunciado originalmente em fevereiro de 2021, durante a apresentação State of Play da Sony, Sifu é um jogo do estilo beat n’ up (briga de rua, para os velhos tipo eu), criado pelo estúdio francês Slocap que anteriormente fez o também bem recebido, Absolver.

Sifu
Reprodução/ Slocap

 

História

No game controlamos um rapaz sem nome, conhecido apenas como Artista Marcial, que viu seu pai, o Sifu — mestre — de uma escola de lutas ser morto por um grupo de cinco assassinos.

O líder dessa gangue de lutadores encontra a criança e a mata, porém um talismã misterioso o ressuscita, permitindo que ele cresça e treine para buscar justiça pelo seu pai.

Infelizmente, o poder do talismã é limitado, fazendo com que o Artista Marcial envelheça rapidamente toda vez que morre.

 

Reprodução/ Slocap

Briga de rua roguelike?

Uma das maiores surpresas de Sifu no seu lançamento foi a dificuldade absurda.
O game aparentemente é curto, contando com uma fase introdutória e mais cinco estágios bem longos, porém não é bem assim.

Como dito acima, o seu personagem envelhece toda vez que morre no jogo e isso se traduz como um aumento contínuo de dificuldade. Afinal, quanto mais velho o Artista Marcial fica, mais frágil seu corpo se encontra.

Por outro lado, envelhecer implica que ele também ficou mais experiente, então seus golpes também causam mais dano.

LEIAM – Resident Evil: Bem-vindo a Raccoon City | Vale a pena

Essa dinâmica, na prática, força o jogador a tentar passar das fases o mais “jovem” possível e talvez, lá pro final, use da idade avançada para ganhar dos chefes mais difíceis.

Obviamente que existem alguns loucos que conseguem terminar o jogo simplesmente sem morrer, mas ao contrário de alguns reviews por aí, não é algo impossível.

Assim sendo, a repetição de fases não deve ser vista como uma coisa ruim, remetendo aos jogos do gênero roguelike. Porém aqui nada é gerado proceduralmente (graças à Deus!). Todas as fases são iguais em todas as runs que o jogador fizer.

Sifu
Reprodução/ Slocap

Dificuldade

Sifu parece seguir a escola recente de desenvolvimento de jogos onde uma dificuldade elevada não é ruim se ela for apresentada de forma justa para com o jogador.

Em diversos momentos sim, parece que o game não te dá trégua para respirar, mas você também possui todas as ferramentas para lidar com os diferentes tipos de inimigo.

Existem também habilidades que podem ser adquiridas de forma permanente mesmo depois de um game over, então mesmo aqueles que estão batendo na parede sem esperança de evoluir no game podem, com um pouco de dedicação, juntar pontos de experiência em runs fracas somente para ganhar habilidades que vão ajudá-lo a superar as dificuldades na marra.

Sifu
Reprodução/ Slocap

 

Jogabilidade

Os controles são o ápice desse game. De início, a impressão que dá é de que ele é um tipo de beat n’ up fácil, onde basta apertar os botões de golpe ad infinitum até que todos os inimigos morram. Errado.

Como todos os adversários em tela têm um padrão de golpe, é possível lidar com eles de maneiras específicas.

Por exemplo: existe uma personagem feminina que te ataca três vezes antes de dar uma rasteira. Uma ótima maneira de lidar com ela é esquivar três vezes para trás e uma para frente, criando uma abertura para golpeá-la.

LEIAM – Halo Infinite – Uma evolução e um tropeço

Em relação a esquiva, ela é o principal comando que o jogador deve dominar. Ao segurar L1 + analógico para baixo, o personagem esquiva de qualquer golpe frontal. Segurar o L1 e ficar apertando para baixo frequentemente permite que o Artista Marcial esquive de 80% dos golpes desferidos contra ele, também.

A única exceção são os golpes baixos e rasteiras, pois elas precisam ser esquivadas ao segurar L1 + analógico para cima, porém são golpes usados com menos frequência pelos inimigos e dá pra jogar bem tranquilo sem se preocupar muito com isso.

 

Reprodução/ Slocap

Apresentação

O game é claramente inspirado visualmente por filmes de artes marciais antigos e tradicionais, e as lutas, com golpes variados e armas espalhadas no chão para serem usadas, lembram muito os filmes do Jackie Chan.

A Slocap conseguiu traduzir muito bem esse tipo de ação mista pro game, e o feedback visual e tátil é bem prazeroso. Cada golpe e som realmente dá a sensação de que o jogador está dando uma porrada bem dada no adversário e isso é essencial para um jogo com fases que devem ser jogadas muitas vezes.

Na versão de PS5, os desenvolvedores fizeram bom uso do controle DualSense, criando vibrações de diversos tipos em todos os momentos do game. Até a brisa dos ventiladores espalhados nas fases podem ser sentidas de um jeito específico, o que mostra a dedicação até com os menores detalhes.

A trilha sonora é composta de temas simples com um ar oriental, e não fazem feio, só não são o foco da experiência. Estão ali somente para ilustrar o grande espetáculo visual.

 

Sifu
Reprodução/ Slocap

Conclusão

Sifu é uma surpresa, pois jogos nesse estilo beat n’ up costumam ter uma dificuldade mais casual e apelam para estímulos externos para manter o jogador entretido, como itens que facilitam o jogo, por exemplo.

Em Sifu temos estímulos internos — coisa bem rara em jogos de hoje — que envolvem fazer o jogador realmente aprender a jogar para passar das fases, dando uma sensação verdadeira de evolução e aprendizado.

A curva que leva ao domínio e finalização de Sifu é bem íngreme, é verdade, mas totalmente conquistável.

E por mais que você não zere o game, a experiência, que de certa forma parece com um jogo arcade, faz com que ele não enjoe facilmente. É o tipo de jogo que pode ser revisitado várias vezes apenas pela diversão de bater em alguns inimigos, sem pretensão de ser o melhor jogador da face da Terra.

Vá para Sifu sem medo de Sifu e divirta-se.


Sifu está disponível para PC e PlayStation, e esta análise foi feita no PlayStation 5, com uma cópia do game gentilmente cedida pela distribuidora.

O post Sifu | Deliciosamente difícil – Análise apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/02/14/sifu-deliciosamente-dificil-analise/feed/ 3
Tunche | Briga de rua roguelike https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/11/14/tunche-briga-de-rua-roguelike/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/11/14/tunche-briga-de-rua-roguelike/#respond Sun, 14 Nov 2021 13:32:17 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=9048 Introdução O gênero de Beat ‘Em Up, ou “briga de rua” como se fala na INTERNET e provavelmente em algum bairro de São Paulo, foi muito popular nos anos 90. Seus maiores sucessos são lembrados até hoje, como Final Fight e Streets of Rage, porém por anos esse tipo de game foi esquecido. Na era […]

O post Tunche | Briga de rua roguelike apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Introdução

O gênero de Beat ‘Em Up, ou “briga de rua” como se fala na INTERNET e provavelmente em algum bairro de São Paulo, foi muito popular nos anos 90.

Seus maiores sucessos são lembrados até hoje, como Final Fight e Streets of Rage, porém por anos esse tipo de game foi esquecido.

Na era do PlayStation 3 e Xbox 360, houve uma pequena tentativa de trazer de volta o gênero, com Scott Pilgrim vs. The World e Castle Crashers, ambos de 2010, fazendo um relativo sucesso naquele começo do boom de jogos indies ou de menor orçamento.

Agora na geração atual, tivemos o quarto game da série Streets of Rage, feito fora da Sega, mas que reviveu o interesse do público no gênero mais uma vez.

Assim, outros estúdios resolveram se aventurar ne estilo de game, como a LEAP Game Studios.

Eles são uma desenvolvedora peruana que já fez alguns advergames e outros jogos menores para mobile, como Slipe and Rise, mas Tunche é o primeiro game de maior orçamento e lançado para consoles da empresa.

Tunche

Briga de mato

Tunche é um jogo de briga de rua tem uma ideia interessante, que é misturar os elementos do gênero já citado com características de roguelike.

Isso significa que o jogador não vai avançar muito de início, morrendo várias vezes até conseguir fazer uma run boa.

LEIAM – Hades | Um roguelike para todos governar

Eu não sou muito fã desse tipo de repetitividade, mas o gameplay de Tunche entrega um certo prazer de socar os inimigos que compensa, mesmo que durante uma jogatina rápida sem pretensões de chegar até o final.

Pense no game como uma espécie de Hades, roguelike isométrico de 2018, mas com gameplay de Streets of Rage, onde cada jogada nova apresenta fases diferentes.

Tunche

Visual florestal

O game possui um estilo gráfico similar a cartoons modernos, com personagens 2D sem contorno e animados de forma fluida, similar a jogos como Guacamelee e Child of Light.

Os cenários parecem pintados com aquarela, e a paleta de cores de tudo parece muito bem pensada, onde mesmo a HUD com sua barra de vida não parece destoar do estilo proposto por todo jogo.

Isso parece um detalhe pequeno, mas é incrível como muitos jogos, até mesmo de grande escala, pecam ao criar combinações muito feias entre elementos informativos na tela e o jogo em si.

História amazônica

O jogo se passa na floresta amazônica, onde os cinco personagens estão em busca do espírito da floresta, Tunche, cada um por razões diferentes.

Os personagens, tanto os jogáveis quanto os inimigos, são inspirados no folclore peruano, e por isso, algumas dessas lendas podem parecer similares a coisas que conhecemos no nosso país.

O game também com a participação especial de Hat kid, protagonista do game A Hat in Time, e que também precisara desvendar todos os segredos da selva e Tunche.

Tunche

Conclusão

Tunche possui quatro regiões, cada uma com dez fases cada, e levando em consideração o elemento roguelike de aleatoriedade, é possível que o jogador invista muito tempo tentando passar das primeiras.

É perfeitamente normal morrer muitas vezes e voltar do começo do jogo, e isso talvez possa causar estranheza em jogadores que buscam um jogo de beat ‘em up mais comum.

LEIAM – Senna Para Sempre | A nostalgia das manhãs de domingo

Porém, o jogo não te castiga muito, deixando que você mantenha itens pegos nas runs anteriores, como as armas. A única coisa que não fica são as orbes, que são upgrades temporários de status e que devem ser conseguidos novamente sempre que você morre.

Todos os personagens são bem diferentes de jogar, oferecendo uma variedade ainda maior para o jogo. O modo de coop local também está presente, deixando tudo ainda mais divertido.

Existem alguns bugs, como personagens inimigos ficarem presos fora da tela, te forçando a usar magia à distância para matá-los e destravar a tela, mas fora isso, o jogo é muito legal de jogar e é notável como a LEAP Game Studio colocou muito amor na hora de produzi-lo.

————
Tunche está disponível para PlayStation, Xbox, Switch e PC. Essa análise foi feita com uma cópia digital de Xbox One gentilmente cedida pela LEAP Game Studio .

O post Tunche | Briga de rua roguelike apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/11/14/tunche-briga-de-rua-roguelike/feed/ 0
Hades | Um roguelike para todos governar https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/10/24/hades-um-roguelike-para-todos-governar/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/10/24/hades-um-roguelike-para-todos-governar/#respond Sun, 24 Oct 2021 16:43:40 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=8770 Das coisas mais curiosas da vida, é importante notar o quanto nossos gostos mudam com o passar dos anos. Eu mesmo já passei a gostar e desgostar de um monte de coisas no decorrer desses 11680 dias (só fazer o cálculo aí). Eu diria que paladar é algo que muda muito de pessoa pra pessoa, […]

O post Hades | Um roguelike para todos governar apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Das coisas mais curiosas da vida, é importante notar o quanto nossos gostos mudam com o passar dos anos. Eu mesmo já passei a gostar e desgostar de um monte de coisas no decorrer desses 11680 dias (só fazer o cálculo aí).

Eu diria que paladar é algo que muda muito de pessoa pra pessoa, quando você é criança acaba evitando de comer certas coisas por elas terem gosto “ruim”, tipo, quando infante eu só comia hambúrguer do jeito mais blasé que era só pão e carne.

Mas aos pouco eu fui adquirindo paladar e adicionando um ketchup e mostarda, a ideia de colocar alface já não me parecia tão ruim assim, e claro né, hoje em dia meu filtro com comida é muito mais aberto em comparação a minha infância mas ainda assim tem coisas que ainda não me descem como a droga do quiabo!

Dando uma nova chance

Hades

Isso tudo pra dizer que vídeo game meio que dá pra correlacionar com comida, eu particularmente não gostava nem um pouco de jogar jogos survival horror (mais pelo cagaço mesmo), mas isso mudou após o remake de Resident Evil 2, que me fez apreciar bastante esse estilo e me deu uma experiência que nenhum outro game que já jogava podia oferecer.

O desespero de estar sempre lutando contra a escassez de munição e tomando decisões de matar ou não os monstros só pra guardar recursos realmente me pegou pelas bolas até o final, nos entregando uma catarse por ter passado por aquilo.

Com esse novo gosto adquirido eu percebi que só basta um jogo entregar uma experiência muito boa que isso abre um novo mundo de possibilidades, o que acaba me compelindo a buscar por mais jogos com essa experiência ou até dando chance pra coisas totalmente fora da minha zona de conforto.

LEIAM – Guilty Gear -Strive- | HEAVEN OR HELL / LET’S ROCK 

Claro que existem muitos tipos de jogos, os quais eu ainda não encontrei a combinação perfeita que agradasse meu paladar, tipo os roguelikes da vida. Já joguei alguns jogos nesse estilo como Binding of Isaac, Rogue Legacy, Enter the Gungeon, Crypt of the Necrodancer, nenhum deles me trouxe satisfação ou um impulso de querer continuar jogando ou até mesmo chegar no final.

Se eu fosse comparar com comida eu diria que roguelike seria o quiabo dos vídeo games, pra minha pessoa que não gosta, claro. Até hoje não consegui encontrar um prato apetitoso que me faça gostar disso, mas eu diria que Hades é um tipo de quiabo que consegui apreciar.

Combinação perfeita?

Hades

Hades é o jogo mais recente do estúdio Supergiant Games (Bation, Transistor e Pyre) lançado em 2018 primeiramente como Early Access na Epic Games Store, e chegando com uma versão definitiva em 2020/21 para as outras plataformas.

Eu lembro que assim que anunciaram esse título eu fiquei mega empolgado, sempre achei muito bonito os visuais dos jogos desse estúdio, mas eu só joguei mesmo o primeiro que fizeram, o Bastion, que era um jogo bem nessa pegada de Hack’N Slash, com visão isométrica, evolução de personagem e por aí vai.

O que também me chamou atenção era o fato dele ser baseado em mitologia grega, e eu como uma pessoa que gosta bastante disso graças a muitos anos assistindo Hércules da Disney e lendo livros do Rick Riordan me fizeram comprar o jogo assim que saiu no PlayStation 4.

A única coisa que me deixava um pouco com pé atrás que é algo diferente de todos os outros jogos produzidos pelo estúdio é que ele tinha a parte do quiabo.

Quiabo e Roguelike

Hades

E o que define um Quiabo a.k.a Roguelike? São jogos com progressão gerada aleatoriamente, aonde você precisa passar por uma quantidade x de áreas escolhendo caminhos e coletando recursos que te deixam mais forte (ou não) até a conclusão. Mas o elemento que mais aterroriza na parte do roguelike é a fatalidade, que independente de onde você estiver, se você morrer, se perde praticamente tudo que coletou ao longo da partida, voltando todo seu progresso pro início.

E eu entendo que a graça de um roguelike é essa coisa de repetição e aprender, escolher as melhorias certas pra avançar e correr riscos, mas nunca foi algo que me fez querer continuar até o final de todos os jogos que já dei exemplo. E esse estúdio ele conseguiu fazer uma combinação dessas mecânicas com a narrativa do jogo que acaba justificando essa repetição.

Não há escapatória

Hades

A história de Hades é bem curiosa, pois a galera da Supergiant pegou um personagem que nunca é mencionado na cultura pop com relação a mitologia grega que se chama Zagreu, com uma origem um pouco diferente da original.

Aqui, o protagonista é filho do senhor do submundo, Hades, que por sua vez é venerado e temido como o grande regente do inferno mas falha em ser um bom pai, então assim como todo rebelde no auge da juventude, Zagreu resolve fugir de casa, o que não será algo fácil já que ninguém nunca fugiu do inferno e seu pai faz questão de colocar tudo e todos para impedir que ele consiga escapar.

Áreas e coletáveis

O jogo segue primariamente com essa premissa, você pega sua arma infernal, no começo só tem uma disponível que é a Stygius, a espada do submundo, mas com o passar do tempo você pode desbloquear mais 5 armas cada uma com seus ataques rápidos e especiais, e elas vão te ajudar a avançar pelo inferno passando pelos seus diversos ambientes, começando pelo Tártaro e subindo para Asfódelo, Elísio e por último o templo de Estige, culminando num embate final com o próprio deus dos mortos.

E na medida que vai progredindo você coleta recursos dos mais diversos tipos, o principal deles são as bênçãos dos deuses do Olimpo, que acabaram descobrindo que tinham um parente desconhecido que está tentando fugir para a superfície e resolvem te apoiar com diversas habilidades, e a maneira que funciona é que cada vez que você encontra uma benção de um deus, você escolhe uma melhoria entre três que são sempre aleatórias.

As escolhas são bem variadas, em uma das partidas, conforme a progressão entre salas, você pode acabar encontrando uma benção do Dionísio, e as melhorias dele estão atreladas a intoxicação e cura, então você pode ter oportunidade de escolher atribuir um de seus ataques pra que inflija envenenamento nos inimigos, ou ativar intoxicação em área toda vez que você usar a esquiva ou até habilidades passivas como ter uma porcentagem de cura maior toda vez que consumir algum item consumível.

LEIAM – #SnesADay – Kaizou Choujin Shubibinman Zero

Em alguma outra sala você pode encontrar benção da deusa Artêmis que é focado em dano crítico, e na outra até mesmo Zeus com suas bênçãos de raios, então você meio que vai montando esse Frankenstein de habilidades que incrementam umas as outras, e aprendendo com quais você se dá melhor.

Há também as moedas do jogo, uma delas são os tesouros que você vai ganhando entre as arenas, com as quais você pode gastar somente em fontes que vendem itens limitados e também com o Caronte, que além de levar as almas pro inferno, faz um bico de vendedor de vez em quando.

Lá você encontra não só bênçãos dos deuses mas também corações de Centauro, que permitem aumentar o limite de HP, ou romãs que aumentam o nível de suas bênçãos deixando elas mais fortes e até mesmo itens de cura. Essas coisas você geralmente encontra em salas normais também, mas entrar numa sala com o Caronte é a oportunidade de pular uma cheia de inimigos, se você tiver com dinheiro claro.

Em Hades existe também uma moeda de troca chamada Escuridão, você consegue ganhar no decorrer das partidas e elas estão atreladas a benefícios permanentes ao Zagreu. Existe um espelho no quarto do seu personagem, concedido pela sua madrasta Nix, que é aonde você consegue gastar essa moeda.

Lá você consegue comprar coisas como, aumentar a quantidade de projéteis que você pode lançar, ganhar uma nova chance após um golpe fatal, tudo o que for deixar mais fácil as suas próximas desventuras.

A grande família

Mas o que acontece quando você morre? Bem, por natureza esse tipo de jogo te obriga a voltar do começo, no caso desse, você volta pra casa de Hades onde a maior parte da narrativa acontece, é lá que você vai conhecendo mais dos deuses e entidades ctônicos, onde Hipnos te recepciona toda vez que morre e menciona como você morreu, vê seu pai trabalhando enquanto escuta e nega o pedido de milhares de almas que passam por ele, onde bate um papo com Aquiles enquanto ele guarda um dos salões da casa, escuta uma ou duas músicas do Orfeu quando ele se sente inspirado.

Sabe, eu sempre vi os deuses da mitologia grega como essa grande família muito unida e também muito ouriçada, e o jogo faz um bom trabalho de mostrar isso, muitos sentimentos conflitantes, personagens que você encontra na casa de Hades, são muito carismáticos, e cada um com suas desavenças entre eles.

A Megaíra, uma das irmãs Fúria e a chefe do primeiro ambiente, vendo pelas interações entre os dois da pra perceber que já existiu um relacionamento que não acabou muito bem e ela meio que desconta um pouco disso no trabalho dela de te impedir de passar pro próximo bioma, mas ainda assim ainda existe um certo respeito entre os personagens, até mesmo Zagreu, por mais que ele não goste do pai e como ele o trata, eles ainda se conversam e ficam se irritando de propósito e depois disso tudo ele ainda assim não deixa de receber as bênçãos falando “Em nome de Hades”.

Aumentando laços

Hades também tem um elemento “Persona” que você pode aumentar afinidade com os personagens dando néctar/ambrósia pra eles e além de abrir novos diálogos e eventos de historia, você ganha um item equipável pra cada personagem que você oferece, e esses itens te dão benefícios passivos de acordo com cada personagem. Mais uma coisa pra garantir que você consiga fugir com mais facilidade.

Atenção ao detalhe

Eu diria que o maior mérito de Hades, é a quantidade de coisas pra fazer e conteúdo adicionado, a começar pelos diálogos que além de serem todos dublados, sempre tem algo novo sendo dito pelos personagens não importa quantas vezes você jogue, eu já fiz umas 50 partidas e sempre tem algo novo sendo falado, os personagens sempre reagem a coisas diferentes, se você estiver usando algum item ou alguma arma nova, alguém vai mencionar. Vai falar se você chegou perto de sair ou vai comemorar se você conseguiu sair do inferno.

ASSISTAM – 10 Jogos que me frustraram durante a infância

As composições também tem uma grande atenção ao detalhe, elas tem várias camadas que vão acompanhando a intensidade de cada andar até entrar num rock pesadão nas batalhas mais épicas e quando finaliza, todos os instrumentos abaixam com exceção do baixo que continua presente enquanto você coleta alguma recompensa ou decide qual caminho tomar.

Por ser uma equipe pequena da pra sentir que cada aspecto foi feito com muito esmero.

O que não falta é conteúdo

Hades

E eu mencionei ali em cima que fiz 50 “runs” mas não é por que eu ainda não consegui fugir, eu conclui esse primeiro objetivo na minha 24.º partida e digamos que o jogo ainda te dá muitos motivos pra você querer continuar nesse loop de tentar mais uma vez, sempre adicionando coisa nova, quando você pensa que já tá dominando e ganhando umas 8 vezes seguidas o jogo te apresenta o pacto de punição, que nada mais é que um grande contrato de aumentar risco e recompensa, quanto mais calor você adiciona mais difícil fica, mas você acaba ganhando mais coisas se for bem sucedido. Me lembra um pouco Kid Icarus Uprising que tinha algo semelhante, mas aqui você escolhe quais serão suas desvantagens.

Tem também os diferentes aspectos de suas armas, você pode oferecer sangue de Titã pra elas e liberar aspecto de algum deus ou herói que já usou ela, modificando não só a aparência mas também o jeito como se joga. Por exemplo, tem o Escudo Aegis que pode aumentar o nível de aspecto do Zagreu e como consequência a aumenta força e velocidade de ataque.

Com esse mesmo escudo tem mais outros três aspectos com habilidades diferentes, tipo o aspecto do Caos o deus primordial, e a habilidade que você ganha é multiplicar a quantidade de escudos que você lança estilo Capitão América, quanto mais sangue de Titã você coloca, maior é a quantidade de escudos lançados (com limite é claro).

Conclusão

Dito tudo isso, da pra perceber que Hades foi o melhor prato de quiabo que já comi. Eu parei alguns minutos pra pensar em alguma coisa que poderia criticar, mas pra mim ele faz tudo tão bem e tá sempre me compelindo a jogar e experimentar maneiras diferentes de me desafiar que eu particularmente daria um 10/10 fácil.

É muito gostoso ver como cada mecânica e cada elemento de história se conectam e como eles conseguiram dar muitos motivos que justificam essa repetição, então depois de todo esse tempo ouvindo e vendo a quantidade de elogios e premiações que esse jogo recebeu eu consigo dizer fácil que foi muito bem merecido.

O post Hades | Um roguelike para todos governar apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/10/24/hades-um-roguelike-para-todos-governar/feed/ 0
Moonlighter | Agradável e desafiador https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/08/14/moonlighter-agradavel-e-desafiador/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/08/14/moonlighter-agradavel-e-desafiador/#comments Fri, 14 Aug 2020 21:13:53 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=4379 Moonlighter é um jogo que me atraiu bastante por conta do seu design após assistir a um trailer. Com labirintos procedurais e aquele visual todo colorido e leve, além de sua proposta inovadora: Cuidar de uma loja durante o dia e desbravar os labirintos esquecidos pelo durante a noite. Com essa premissa, decidi eu me […]

O post Moonlighter | Agradável e desafiador apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Moonlighter é um jogo que me atraiu bastante por conta do seu design após assistir a um trailer. Com labirintos procedurais e aquele visual todo colorido e leve, além de sua proposta inovadora: Cuidar de uma loja durante o dia e desbravar os labirintos esquecidos pelo durante a noite.

Com essa premissa, decidi eu me aventurar no mundo de Moonlighter e ajudar o jovem Will a prosperar com sua loja, que dá nome ao jogo.

Sem sombra de dúvida me surpreendi bastante com o que encontrei durante a jogatina, e depois de longas horas dedicados ao jogo, enfim, acho que posso contar minhas impressões.

Me acompanhem!

MÃOS À OBRA

Moonlighter

Moonlighter foi concebido em 2016 depois de uma bom financiamento coletivo. Desenvolvido pelo estúdio espanhol Digital Sun e publicado pela estúdio polonês 11 Bits, que também publicou jogos como This War of Mine e o recente Children of Morta.

Tudo isso fez com que o jogo chegasse com muita expectativa para os amantes do gênero rogue-lite. No meu caso, fui atraído por sua mescla de gêneros, onde temos essa pegada de rogue-lite com gerenciamento de loja e o amado formato adventure rpg.

LEIAM – Os Pais Mais Legais do  Mundo dos Vídeo Games

Dito isso, vamos dizer que Will, o protagonista, precisará  suar muito a camisa para conseguir ser bem sucedido e desbravar todos os segredos do misterioso portal que surgiu na cidade e vem levando muito aventureiros a um trágico fim.

Pegue sua pochete, calculadora, bloquinho de notas, sua espada e prepare-se para essa aventura.

Trabalhe, Explore e trabalhe mais um pouco

Moonlighter

Como o herdeiro proprietário da loja Moonlighter, uma relativa e famosa no vilarejo, cabe a  nós fazermos com que ela progrida enquanto aumentamos sua reputação.

Para isso, precisamos investir dinheiro na cidade, ou seja, melhorando a loja e trazendo novos comerciantes para o local. Isso tudo custa dinheiro. Muito dinheiro. E não é uma tarefa fácil de início.

Isso reflete na  tentativa de Will explorar as masmorras usando uma vassoura logo na primeira tentativa. Consequentemente sofre pela escolha da arma, mas é acolhido pelo ancião do vilarejo, que nos conta um pouco mais sobre os portais e seus guardiões.

Tem que aprender na dor, né?

Moonlighter

Na medida que vamos adentrando a masmorra e matando inimigos, coletaremos itens que poderão ser vendidos posteriormente em nossa loja. Essa é uma pratica que será extremamente repetitiva, não existe outra forma de se avançar sem focar na coleta de itens para venda.

Entendendo que nosso personagem é um empreendedor e aventureiro, durante o dia em que estiver  tocando a loja, ainda precisará lidar com o gerenciamento de preços, afinal, precisamos ganhar dinheiro.

É nesse ponto que entra um dos aspectos mais importantes do game que é a venda dos itens. Toda venda causa uma reação no cliente, seja felicidade por pagar pelo justo ou por pagar muito menos por um item valioso.

E tomem cuidado, toda atenção durante a loja cheia para que nenhum espertinho roube seus itens.

As Masmorras e os Guardiões

Moonlighter

O jogo base conta com quatro masmorras para desbravarmos, sendo que cada uma delas representa um elemento: Golem, Floresta, Deserto e Tech.

Toda as vezes que derrotamos um um guardião, recebemos uma chave para abrir o portal central.

Só que as masmorras possuem sub-níveis e são procedurais, logo, é importante ter uma reserva de dinheiro para retornar sempre que a mochila ficar cheia de itens, ou explorar bem para encontrar baú especiais que enviam diretamente para a loja.

Um fato interessante é que as batalhas em si contra os guardiões não são lá tão difíceis, achei os inimigos e obstáculos dos terrenos muito mais problemáticos.

Claro, isso tudo pode ser contornado investindo nos equipamentos, mas tem um custo.

É Preciso Investir Tempo

Moonlighter

É preciso ir e voltar tantas vezes as masmorras e depois gastar um tempo vendendo os itens, para depois ir até o ferreiro comprar uma nova armadura e depois ir na feiticeira para encantá-las.

Quando se der conta, acabou o teu dinheiro e você vai precisar voltar de novo para coletar mais itens e voltar as vendas. É um loop infinito. Não enxergo isso como um problema, afinal, essa é a fórmula que funciona para os amantes do gênero.

Isso me afasta um pouco dele, porque consiste apenas em ir e voltar, sem se aprofundar muito. Talvez um elemento de nível de progressão do personagem me prendesse mais, só que isso fica restrito apenas aos equipamentos e melhorias da loja.

Bonito e agradável

Moonlighter

Se é para ir e voltar a todo momento a Moonlighter,  ao menos entregaram um mundo agradável, muito bonito e com uma trilha sonora gostosa de se ouvir.

Afinal, vamos passar longas horas nesse vai e vem, e uma trilha sonora acaba sendo indispensável ao meu ver. Coisa que o jogo entrega pontualmente, merecendo destaque para a trilha das masmorras, que passa aquela sensação de estarmos em uma missão grandiosa.

Por vezes retomei a jogatina enquanto estava estressado por fatores externos e me senti imponente ali dentro das dungeons, como se ali eu tivesse total de controle e o que fazia importava. Sensações como essa só podem ser alcançadas quando o conjunto conversa um com o outro.

Os gráficos, trilha sonora e jogabilidade estão em harmonia em Moonlighter.

Os detalhes que contam

Moonlighter

As dungeons são procedurais, logo você nunca repetira o mesmo caminho em cada nova jogada, seja por conta de morrer ou simples retornar a cidade.

Com isso em mente, toda decisão precisa ser muito bem pensada e isso se estende ao gerenciamento de itens no inventário. Por exemplo:  Em determinados momentos você estará com o inventário cheio, mas alguns desses itens possuem status. Na imagem acima vocês podem ver que o item vai enviar outro para cidade, contato que esteja na direção apontada.

Em outras situações o item se quebra você  sofra muito dano, mas isso pode muda. Há outros itens coletados que podem quebrar essas maldições. Tudo isso é muito importante para conseguir equilibrar e avançar no jogo sem perder itens mais valiosos e fazer dinheiro.

Esse detalhe a mais só faz com que em determinadas situações você se veja obrigado a retornar, seja pela energia baixa ou mochila cheia, ou mesmo falta de poção.

O jogo te obriga a retornar constantemente e você logo se adapta a isso.

Concluindo

Moonlighter

Moonlighter vai muito além do que eu pensava, mesmo não sendo um gênero que eu particularmente curta, mas gosto de me arriscar em experiências novas, como as que tive em DOOM Eternal.

Ir e voltar a todo momento pode não ser lá uma experiência bacana para quem não é acostumado, só que o jogo consegue harmonizar, como disse mais acima no texto.

LEIAM – Paper Mario: The Origami King | Análise em vídeo

Um design divertido e leve, trilha sonora boa e uma jogabilidade simples e acessível. Tudo isso contribui para uma experiência agradável com o jogo, que só lhe cobra tempo para investir e aprender.

A cada masmorra vencida, uma recompensa, seja novos ovos que se tornaram seus companions, novos habitantes surgirão e você está ao centro de tudo isso.

Moonlighter não é um game pra você sentar no sofá e tentar fechá-lo em algumas horas, é um game para ir jogando aos poucos. A sensação de avançar é realmente prazerosa, e isso foi um dos fatores que permitiram que eu continuasse a jogar.

Ficou curioso? Pois o jogo está disponível no catalogo do Xbox Game Pass, e recentemente ele recebeu uma DLCs Between Worlds, que em breve trarei impressões por aqui.

O jogo foi analisado com uma chave digital de Xbox One gentilmente cedida pela desenvolvedora

O post Moonlighter | Agradável e desafiador apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/08/14/moonlighter-agradavel-e-desafiador/feed/ 4