Arquivos Reflexão & Opiniões - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/reflexao-opinioes/ Um pouco de tudo na medida certa Sun, 02 Oct 2022 00:42:05 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Reflexão & Opiniões - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/reflexao-opinioes/ 32 32 Estávamos certos: O Stadia fracassou https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/09/30/estavamos-certos-o-stadia-fracassou/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/09/30/estavamos-certos-o-stadia-fracassou/#respond Fri, 30 Sep 2022 23:14:03 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=12303 Para a absoluta surpresa de NINGUÉM, nessa quinta-feira, dia 29 de setembro de 2022, a loja do Google Stadia foi subitamente fechada, sem aviso prévio*, com um anúncio posterior que a plataforma encerrará os seus serviços no começo de 2023. *haviam rumores de que o Stadia iria pra vala no fim do verão norte americano, […]

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Para a absoluta surpresa de NINGUÉM, nessa quinta-feira, dia 29 de setembro de 2022, a loja do Google Stadia foi subitamente fechada, sem aviso prévio*, com um anúncio posterior que a plataforma encerrará os seus serviços no começo de 2023.

*haviam rumores de que o Stadia iria pra vala no fim do verão norte americano, mas eram só rumores.

Embora a vontade de simplesmente preencher o resto do artigo com “Hahahahahahahahaha” a exaustão exista, precisamos ser profissionais (pfft) e analisar como um todo, o que levou a esse fracasso do Google no mundo dos games. Por quê uma empresa com recursos, tecnologia e alcance, produziu uma falha tão grande quanto o Ouya?

Esse artigo aqui vai analisar superficialmente, o que levou o Stadia a ser uma peido molhado na indústria dos videogames, sigam-nos os bons. Começando, obviamente pelo ponto positivo da plataforma, que… Não é tão positivo assim, parando pra pensar.

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Preço Inicial competitivo… Até a página 2:

O pacote dos fundadores, do Google Stadia foi vendido em um preço inicial bastante competitivo, especialmente se considerarmos os concorrentes da plataforma, no caso, Xbox One X e PlayStation 4 Pro. 120 dólares, contra os valores dos outros, em teoria é um bom negócio. Esse pacote vinha com um controle do Stadia (que é bem semelhante ao do Xbox One) e um Chrome Cast Ultra, além de 3 meses do Stadia Pro, que era necessário para conseguir a melhor qualidade de imagem dos jogos.

LEIAM – STADIA | O futuro ou a ruína dos jogos?

Só que temos dois problemas aqui, logo de cara, na parte monetária. Primeiro, o app para a ativação do Google Stadia só era compatível com o Pixel 4, um celular do próprio Google, se você não tivesse no lançamento (não sei se a situação chegou a mudar depois), PAU NO SEU C*. E se você tivesse previamente um Chrome Cast e quisesse usar ele pro Stadia, PAU NO SEU C* TAMBÉM porque no lançamento, apenas o Chrome Cast que vinha com o Stadia era compatível com a plataforma.

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4K… Que não é tão 4K assim, vulgo, propaganda enganosa.

Uma das promessas do Stadia era: “Jogos em 4K, 60 frames por segundo.”. Só que as coisas não eram tão 4K quanto imaginávamos. Após análises feitas, e um dos desenvolvedores da Bungie confirmar, foi descoberto que os jogos do Stadia não rodavam em 4K nativo, mas sim escalonado, os jogos eram em 1080 e esticados para 4K.

Quer dizer, você tá pagando 120 dólares em algo, mais o valor do celular que é compatível com o App do Stadia e adicione aí o valor da mensalidade do Stadia Pro (necessário pro 4K) e possíveis custos extras com jogos. E o que recebe é um jogo com qualidade de imagem pior que no Xbox One X.

Eu não sou uma putinha gráfica, de fato eu cago pra 4K, até porque a resolução de imagem não vai salvar um jogo bosta de ser bosta. Mas convenhamos, a propaganda do Stadia dizia: Nossa plataforma tem mais poder de processamento do que as principais plataformas do mercado COMBINADAS. Isso é um pouco além do PR Bullshit que a gente tá acostumado na indústria dos videogames.

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Lançamento Desastroso e limitado a regiões

O lançamento do Stadia foi extremamente desastroso, revelando grande incompetência por parte do Google. Parte disso, você pode conferir no vídeo (lá de 2019) do canal Rerez sobre o lançamento do Stadia.

Muita gente simplesmente não recebeu o produto na data, tendo ele chegado dias depois, pessoas não receberam o código de ativação do Stadia, e sem ele você basicamente estava com um peso de papel em mãos.

E claro, o lançamento foi limitado a América do Norte e partes da Europa, o que no cenário de hoje é algo impensável. Nos dias de hoje, a diferença entre algumas regiões no lançamento de consoles é de dias, ou semanas no mais tardar, com meses em algumas das piores possibilidades. Se você não consegue lançar seu produto em UMA REGIÃO direito, como vai querer levar ele pro resto do mundo?

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Falta de exclusivos de peso

O que atrai consumidores a uma plataforma? No Xbox, são os 300 jogos de tiro em primeira pessoa com protagonistas dudebro que os donos só vão jogar se estiver no Game Pass. O que atrai as pessoas ao PlayStation, são os filmes com botões no meio que possuem modelos fotorealistas de gente feia, mas que se você criticar, será chamado de machista, taxista e equilibrista. Enquanto que no Switch, os jogadores ficam extasiados pela chance de pagar 350 reais num jogo que é lançado incompleto e raso, com “conteúdo gratuito por meio de atualizações futuras” que é o chavão da Nintendo pra “completar o jogo”. E no PC, o que atrai o pessoal é a quantidade de jogos pornográficos. Ou pornograficamente baratos.

LEIAM – Cult of the Lamb – a saudade da independência

E o Stadia? Bem, a maior parte dos jogos eram jogos que já havíamos jogado varias e varias vezes em outras plataformas, ou jogos que podíamos jogar nas plataformas que tínhamos. Boa parte de seus exclusivos, ou não tinham o peso pra chamar alguém pra plataforma, ou eram exclusivos temporários.

E nesses três anos do Stadia, a Google havia feito UMA aquisição de estúdio pra criar jogos pro Stadia, no caso, os responsáveis por Journey to the Savage Planet… Que também saiu pra outras plataformas, e no Stadia… Saiu bugado  e permaneceu assim porque o estúdio foi fechado/dissolvido depois do lançamento do jogo na plataforma.

A própria Jade Raymond, que eu fiz piada naquele artigo de três anos atrás, como sendo uma pé frio, ela saiu da barca há MUITO TEMPO, e quando uma pé frio define seu projeto como uma barca furada, é sinal de que ele vai afundar com a eficiência de um Titanic.

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In… Put… La… G…

Um dos principais desafios pro Cloud Gaming em geral, é a questão do delay nos inputs que vai acontecer, independente da proximidade com os servidores, afinal, você não está jogando algo em seu computador, mas em um computador alheio. Diabos, input delay é um desafio até pra jogatinas online competitivas, visto a quantidade de jogos de luta que possuem netcode rollback pra otimizar as partidas online o máximo possível.

E enquanto que num RPG de turno ou um jogo mais casual, o atraso nos inputs não atrapalha tanto e é possível se adequar a isso (mesmo não sendo o ideal), o mesmo não pode ser dito de jogos que possuem um elemento competitivo, seja ele um FPS, ou um jogo de ação que requer precisão em inputs, como jogos de luta.

E foi provado por A + B que o input delay do Stadia era terrível, mesmo com boas conexões. Em certos momentos, o jogo lagava a ponto de fechar. E isso era evidente desde a fadada apresentação da Gamescom de 2019, onde o input delay era perceptível no cara jogando Assassin’s Creed: Odyssey.

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Marketing quase nulo

Tudo bem, o produto não era dos melhores, mas o Google não ajudou com seu marketing. Quase NADA foi feito pra ajudar o Stadia. Um mês de marketing, mas, nenhuma ação conjunta com Influencers do Youtube.

Digo, o Google tem basicamente o monopólio da distribuição de vídeos com o Youtube, das buscas, com o Google Search e até mesmo na distribuição de aplicativos pra celulares android, com a Play Store. O que foi feito? Absolutamente nada.

Se isso iria ajudar o Stadia a evitar o fracasso? Provavelmente não. Mas o Google sequer tentou.

Stadia
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Loja Horrível

Vocês conhecem o Google, não? Possui a maior ferramenta de busca do mundo. Google it (ou googleia) virou quase um jargão pra mandar alguém procurar algo. Pois é, uma empresa com uma ferramenta de BUSCA não colocou a função de BUSCA na loja de sua plataforma de jogos.

Não apenas isso, mas os jogos na loja do Stadia vinham organizados com todas as variantes de Digital Deluxe e etc., listadas sequencialmente, o que tornava as buscas ainda mais demoradas.

Stadia
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Stadia pra quem?

Me pergunto quem era o potencial público do Stadia. Os donos de PC de alta performance, não teriam motivos pra migrar pro Stadia, eles tem espaço em disco o suficiente para downloads de jogos grandes, e não é como se isso fosse um problema. Donos de PlayStation ou Xbox não tem exclusivos a perder ficando sem o Stadia. Nintendistas, se quisessem uma plataforma pra jogos mais potentes, poderiam adquirir um Xbox ou PlayStation, ou mesmo considerar um upgrade no PC.

Sem contar que um ano depois do lançamento do Stadia, estava chegando a nova geração de consoles, com o PlayStation 5 e o Xbox Series sendo mais do que o suficiente pra desbancar a performance da plataforma do Google, com resoluções chegando a 4K e a taxa de frames chegando a 120. Dessa vez de maneira nativa, e não upscaleada.

Logo, o Stadia teria como potencial alvo, aqueles caras que sempre querem ter a última tecnologia, não importando a experiência. Bem, nem precisamos dizer o quanto essa ideia deu certo, né?

Stadia
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A ascensão da jogatina em nuvem… Feita da maneira correta.

Eu admito, não sou fã de jogatina em nuvem, mas mesmo um cético como eu consegue ver que da maneira correta, Cloud Gaming é um suplemento a jogatina tradicional. A Microsoft e a Nvidia tem bons projetos nesse sentido e mesmo a Amazon tá tentando algo com o Luna.

O GeForce NOW da Nvidia, não é uma plataforma pra você adquirir os seus jogos, mas sim conectar as suas contas de serviços como o Steam, para com o uso de servidores da Nvidia, ter as melhores performances possíveis em nuvem, usando um PC razoavelmente mediano.

A Microsoft, com o Xcloud, faz o mesmo que o GeForce NOW, mas conectado tanto aos jogos que você possui na sua conta do Xbox, quanto do Xbox Game Pass.

E o que é importante nesses dois serviços? Se por algum acaso eles forem extintos, os jogos que você tem, vão continuar na sua conta, podendo ser jogados no PC e plataformas Xbox. O mesmo não pode ser dito do Stadia… Né? Aliás, tanto XCloud quanto o GeForce NOW podem ser aproveitados pelo público brasileiro, coisa que o Stadia não podia. Ops.

Stadia
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Conclusão: Eu estava certo

E eu achando que o Ouya seria o maior fracasso dos videogames na década de 2010, caramba, eu estava errado. Porque daqui a 1 ano, você ainda vai poder jogar os jogos do Ouya (Agora, por quê você jogaria os jogos do Ouya são outros 500), mas não vai poder jogar nada no Stadia.

O fato é que o Google queria pular no vagão do que era popular, no caso, videogames, com o mínimo de planejamento e esperando lucros fáceis as custas de “escravos” das tendências tecnológicas, só que bem ao estilo do Google, eles matam o serviço pouco tempo depois.

No fim das contas, a maior parte das manchetes que o Stadia fez ao longo desses três anos, foi devido as trapalhadas do Google e seus funcionários das relações públicas, porque como plataforma de jogos ela vai carregar menos importância que outros fracassos como o Ouya, o Nokia N-Gage e o Gizmodo. Ele vai ficar ao lado do Xperia Play, como uma das mais desnecessárias tentativas de jogos da história.

É, eu tava certo naquele artigo, viu?


Observação: O texto autoral não reflete a opinião do veículo

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Não, “Avatar de anime” não é um argumento https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/09/15/nao-avatar-de-anime-nao-e-um-argumento/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/09/15/nao-avatar-de-anime-nao-e-um-argumento/#respond Wed, 15 Sep 2021 14:01:58 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=8269 A Internet nos últimos, talvez, dez anos, tem sido um lugar cada vez mais divisivo e agressivo. Se antes, quando você dizia que gostava de X, as pessoas se dividiam entre “Tá, legal” e “quem liga?”, hoje, se você diz que gosta de X, automaticamente vem uma horda te acusar de odiar Y, mesmo que […]

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A Internet nos últimos, talvez, dez anos, tem sido um lugar cada vez mais divisivo e agressivo.

Se antes, quando você dizia que gostava de X, as pessoas se dividiam entre “Tá, legal” e “quem liga?”, hoje, se você diz que gosta de X, automaticamente vem uma horda te acusar de odiar Y, mesmo que você goste ou sequer tenha mencionado Y, vão te acusar disso.

Conforme os anos foram se passando, as pessoas foram ficando cada vez mais agressivas, por motivos cada vez mais esdrúxulos a ponto de amigos de longa data brigarem por terem visões diferentes.

LEIAM – Não importa a plataforma, divirta-se!

E vez ou outra, tanto no Brasil, quanto lá fora, vejo muita gente utilizar a expressão “Avatar de Anime”, com um tom condescendente, desmerecendo o que o outro lado da discussão está falando, e isso é especialmente feito entre pessoas que tem a marca de verificado no Twitter.

Só que esse é um dos modos mais covardes e inescrupulosos de se evitar uma discussão ou mesmo confessar um erro.

Sim, muita gente com avatar de anime fala merda todos os dias, mas estamos na porra da internet, pessoas falam merda vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana, este que vos fala incluso. Não, eu não sou um paladino da verdade nem um exemplo da virtude. Sou só um cara comum acima do peso que fala besteiras e tem talento mediano pra fazer algumas coisas. Mas eu nunca clamei ser essas coisas (talvez o peso ou o talento mediano, mas enfim.).

Já bati boca no twitter, em fóruns online, e até mesmo fui parar na delegacia no meu tempo de colégio. Cometi erros que gostaria de não ter feito, perdi (pro tempo) amizades que não gostaria de ter perdido e deixei oportunidades passarem, oportunidades que me arrependo de não ter aproveitado.

Basicamente, sou um humano falho, como todos aqui. Se eu me alonguei falando sobre mim mesmo? É, um pouco, mas o fato é que “Avatar de Anime” não pode ser usado como um argumento para desmerecer uma opinião contrária.

A pessoa podia simplesmente não usar avatar de anime e sim a foto real, certo?”

Avatar de anime

Possivelmente, mas ao mesmo tempo, justificável ela não usar a foto real por uma miríade de razões.

Hoje em dia na Internet, existe pouca privacidade real, se formos honestos. As grandes empresas do ramo tecnológico, de uma forma ou outra, tem seus dados, seja porque você tem um telefone, colocou dados relevantes em redes sociais, aplicativos, etc… e elas vendem seus dados para colocarem ads personalizados para você.

Muita gente prefere não expor a vida real online, por conta de coisas como assédio e doxxing (busca e publicação de informações pessoais da vida da pessoa, feito usualmente com más intenções), que são comuns e utilizados com frequência. Não é incomum muita gente se esconder atrás de um pseudônimo, não para permanecer no anonimato, mas porque sempre vai ter um bocó que vai utilizar os dados reais da pessoa pra contatar o trabalho ou família, com intenções maliciosas (quantas vezes você já viu gente perder o emprego por causa de groselha de twitter?).

Eu mantenho meu nome e sobrenome reais na internet porque primeiro, não tenho um emprego e minha vida online é separada da minha vida particular, e segundo porque é assim que assino meus livros.

Anime/ Jogo/ Whatever é algo que ela gosta

Avatar de anime

A vida real é uma parada cansativa, especialmente depois do inicio da pandemia que assola o mundo desde o começo do ano passado.

Quem aqui já não perdeu um membro da família, ou conhecido, ou amigo por conta do COVID? Com todo esse estresse da realidade, todos precisamos de uma fuga, seja ela anime, jogos, v-tubers, stream, o que quer que seja. (Inclusive essa é uma das razões pelas quais evito falar sobre animes serem analogias a política, já não basta a merda na vida real, agora querem relacionar essa merda ao meu escapismo? VAI TOMAR NO CU, VÉI!).

LEIAM – Máscara Ômega | Uma jornada de Sangue, suor e noites indo dormir 5 da manhã

Muitas vezes, esse escapismo nos apresenta personagens que nos identificamos, eu mesmo me identifico com a V-Tuber Minato Aqua porque ela tem MUITOS problemas de ansiedade e de falar com desconhecidos.

Aí, pra demonstrar essa identificação com alguém que admiramos, acabamos usando algo no avatar de uma rede social. É algo simples, você gosta, se identifica e quer demonstrar pros seus amigos que gosta de algo.

Esse desenho fui eu quem fez / Eu comissionei essa arte

Isso aqui é uma das coisas que eu mesmo já usei. Eu conheço (conheço de falar, não de nome) um punhado de artistas. E boa parte deles acaba por utilizar a própria arte como um avatar (Posso citar o exemplo do SanoBR, que utiliza a Chun-Li desenhada por ele no avatar).

Quer dizer que os argumentos desses artistas seriam inválidos só porque o avatar deles é de “anime”? Isso me parece preguiça de argumentar.

No meu próprio canal do YouTube, eu uso uma arte que comissionei, do meu personagem no F1 2019, e pro avatar do Twitch, do Discord e do Facebook, uso um sprite que eu editei no GIMP.

Novamente, você vai desconsiderar algo que alguém fala, só por causa da foto de perfil? É igual eu chegar e dizer: “Todo mundo que tem perfil verificado no Twitter é um imbecil”.

Não tem cabimento.

Finalizando: Não seja um idiota arrogante

Sei que parece meio óbvio, mas o que quero dizer, é que uma ideia contrária a sua, não é algo relativamente ruim e desqualificar isso baseado no avatar da pessoa é algo que soa extremamente arrogante.

Se todos nós pensássemos de maneira igual, não quero nem pensar no tipo de realidade que seria, mas certamente seria algo muito mais sombrio que o nosso mundo atual.

A ideia desse artigo foi inspirada num artigo de nome semelhante, escrito por Pete Davison, para o site Moe Gamer, mas todo o argumento aqui apresentado é de minha autoria.


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Não importa a plataforma, divirta-se! https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/09/15/nao-importa-o-video-games/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/09/15/nao-importa-o-video-games/#respond Tue, 15 Sep 2020 21:55:42 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=4944 No mundo real eles são pessoas “normais” como qualquer outras, com suas rotinas e deveres. Mas quando longes das implicações das leis reais, se transformam em outras pessoas. Com réguas e opiniões pré-formadas, fiscalizam e ditam onde e como você deve se divertir com determinados games. Esses tais fiscais são barulhentos e berram sempre quando […]

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No mundo real eles são pessoas “normais” como qualquer outras, com suas rotinas e deveres. Mas quando longes das implicações das leis reais, se transformam em outras pessoas.

Com réguas e opiniões pré-formadas, fiscalizam e ditam onde e como você deve se divertir com determinados games. Esses tais fiscais são barulhentos e berram sempre quando contrariados, afinal, pois o que vale é a lei sussurrada de dentro de suas bolhas. E ir contra a esse senso comum virtual é um tanto arriscado.

LEIAM – Censura, Silêncio e Hipocrisia | A Sony e o Público

Afinal, não se importam com ninguém, tudo não passa de uma busca incessante por engajamento nas redes sociais. Claro, eles negam veemente, mas suas ações por si só dizem o contrário.

Dito isso, lhes pergunto: O quanto a opinião deles sobre vídeo games vale dentro do seu lar?

vídeo games
Photo by Chris Devers from Flickr CC BY-NC-ND 2.0

O lar é o ultimo lugar em que devemos deixar esses desconhecidos enfiarem sua opinião, afinal, trata-se da sua vida particular e você não deve se afetar.

Deixe as redes sociais e esse povo chato de lado e foque naquilo que lhes traz um pouco de paz de espirito, o que te entretêm de maneira saudável quando em seu lar.

LEIAM – Laura Matsuda é pega pelo esquadrão da moda

Independe da plataforma que você mais goste de jogar vídeo games, no fim do dia, é você que gastou as poucas horas que tem em frente a uma TV se divertindo. Logo, por que diabos nos incomoda tanto o que um qualquer desconhecido está dizendo de ruim sobre algo que gostemos?

Essa polarização nas redes sociais é um câncer que vem consumindo a todos nós, e enquanto não percebermos que o mundo não é sua bolha social, continuaremos trocando socos e ofensas virtualmente.

Vídeo Games? Eu gosto de X e tá tudo bem se você gosta Z.

vídeo games

Percebo que passamos a segregar a todos que nos deparamos entre os que concordam ou não com nossos gostos e opiniões sobre vídeo games nas internet, pintando os contrário como os monstros que não são, apenas por desgostarem de algo que gostemos – Claro, existem a exceções e esses merecem block.

Eu não me importo que as pessoas critiquem o que gosto, porque a escolha é minha comprar console X, Y ou Z.

Somos nós que decidimos onde vamos desperdiçar nosso tempo, caro leitor, porque ao fim do mês quem paga a conta de energia é você e não o influencer digital com milhares de inscritos e que ganha mimos e dinheiro falando bobagens na internet.

Muitos desses usam de um discurso clichê para se promoverem e usá-los como escada para o sucesso digital. Evite qualquer um que dite como ou o que você deve consumir. Se dispõem de recursos e pode experimentar, vai lá, mas não seja massa de manobra repetindo uma opinião que sequer são sua.

Busque experimentar e tirar suas próprias conclusões, afinal, você investe em vídeo games para se divertir, então faça isso, divirta-se no conforto do seu lar.

Fazia tempo que não escrevia nenhuma reflexão, espero que tenham gostado e compreendido o meu ponto.

Inté.


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Toda a Magia dos Posts Antigos | Reflexão https://www.arquivosdowoo.com.br/2017/11/08/toda-a-magia-dos-posts-antigos/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2017/11/08/toda-a-magia-dos-posts-antigos/#comments Wed, 08 Nov 2017 14:53:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2017/11/08/a-magia-dos-posts-antigos/ Nostalgia é um negócio legal, não é mesmo? Existem páginas, jogos, filmes, estética e uma infinidade de coisas hoje em dia que despertam esse sentimento em nós. De uns anos pra cá — acredito que da segunda metade dos anos 2000 — isso se tornou uma constante em praticamente tudo que consumimos: filmes com referências […]

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Vish, esse role aqui as pessoas esqueceram no dia seguinte

Nostalgia é um negócio legal, não é mesmo?

Existem páginas, jogos, filmes, estética e uma infinidade de coisas hoje em dia que despertam esse sentimento em nós. De uns anos pra cá — acredito que da segunda metade dos anos 2000 — isso se tornou uma constante em praticamente tudo que consumimos: filmes com referências ou situados em outra época, bandas que tentam resgatar “o espírito” de décadas atrás, jogos que te dão direito a usar roupas ou cenários baseados em suas primeiras versões.

Tudo pra te fazer lembrar da infância ou de épocas já muito distantes da nossa realidade. Mas eu acredito que há um ponto cego aí. Uma área nebulosa no tempo que, tal qual o End of Time de Chrono Trigger, parece se situar fora do tempo, em épocas que não são tão antigas pra nostalgiar e nem tão novas pra ser consideradas passado recente.

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Quero dizer, você na casa dos 25~30 anos, provavelmente se lembra de ter assistido Homem-Aranha 1 no cinema ou de ter jogado Donkey Kong no Super Nintendo, mas será que sua memória é tão boa pra lembrar o que fazia da vida na época em que saiu Batman Begins, por exemplo?

Digo, com quem você andava, quais comunidades do orkut era mais ativo ou de um passeio legal que fez no verão daquele ano? Não sei a explicação científica pra isso — ou se sequer existe uma — mas é engraçado como certos pontos das nossas vidas ficam perdidos. É lógico que se você não sofre de Alzheimer, muitos pontos-chaves desse período do “limbo temporal” ficam guardados.

Tirando esse ano de 2005 como exemplo, mas que pode ser qualquer um que se encaixe, eu mesmo tenho ligeiras recordações desse período; terminei um namoro nessa época e entrei no Ensino Médio.

Não tem como NÃO lembrar de 2005. Mas todo o resto, todas as miudezas e frivolidades dessa adolescência se perderam como lágrimas na chuva. Não sei se sou só eu, mas é engraçado como justamente essa época do “pós-ginasial” foi meio perdida. Tenho poucas fotos, muito culpa da falta de tecnologia da época, onde se você não tinha um Motorola V3 ou uma Sony Cybershot, os eventos ficavam guardados até todos os envolvidos esquecerem.

Triste, porém natural.

Dia desses eu esbarrei com meu antigo fotolog, onde eu no alto dos meus 16 anos, postava reviews engraçadinhos de jogos (inclusive ele existe até hoje: fotolog.com/silver_horo) e comecei a passar pelos outros flogs de pessoas que eu seguia na época. Logicamente todos eles largaram a mão de postar naquele site — assim como todo mundo — mas lá haviam muitas histórias. Coisas pessoais e fotos de mais de 10 anos atrás.

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Não faço ideia de quem seja esse cara com violão, mas deve ter sido meu professor

Era uma época com certeza mais simples: a internet começava a dar seus primeiros passos largos. Começavam a aparecer pessoas com banda larga, baixar filmes começou a se tornar realidade, a interação com gente que você nem conhecia pessoalmente ficava cada vez mais pessoal graças a webcams de qualidade duvidosa e fotos em incríveis 8 megapixels.

Lembro de conversas com amigos sobre como juntar 1500 reais pra comprar um PS2, o “novo” clipe do Gorillaz (Feel Good Inc.), quais os melhores sites pra se baixar jogos de Gameboy Advance… enfim, eram tempos onde a vida “real” era bem destacada. Não sei se eu era inocente mas a impressão que tenho é que as pessoas eram mais de boa com a vida.

Ninguém perdia tempo discutindo opinião de forma realmente ríspida. Não havia nem sequer o conceito de bloquear alguém. Aliás, foi nessa época que eu fiz grandes amizades e olha que legal: minha atual namorada foi conhecida naquela época! Sem falar nas outras pessoas, que provavelmente já devem estar mais gordas, casadas, com outro tipo de vida, etc, e o mais incrível é que provavelmente nem ELES devem se lembrar daqueles momentos, fotos ou do que escreveram na época.

LEIAM – Death Note do Netflix | Amargo mas assistível

Histórias de jogos que foram jogados, rolês que terminaram com um lanche na calçada ou um show que só teve duas fotos borradas do palco como registro, declarações pra namoros que hoje são só uma marca na história de vida deles… enfim, era a vida acontecendo ali!

Pra não dizer que sou stalker, eu mesmo tenho minha cota de lembranças, mas elas estão espalhadas por outros lugares e fotos salvas em computadores antigos que nem estão montados mais. Além disso, existem causos famosos como do Leonam que… “engravidou” seu Dreamcast ou do próprio Reirom, que ficou famosinho entre o pessoal dos videogames em meados de 2000. Sabe, eu gosto muito de, de vez em quando, revisitar certas páginas ou posts que se encaixam nesse “limbo temporal”.

É como entrar num museu totalmente pessoal sobre a minha história ou a de pessoas normais. Nada muito incrível mas completamente interessante.

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Será que essa pessoa lembra desse dia?

Sinceramente, espero que todo esse pessoal esteja feliz agora, vivendo coisas novas e etc, mas tomara que lembrem também daquela época adolescente e desocupada, das jogatinas de PlayStation 1, dos lanches na calçada, do celular de flip que tirava fotos horríveis e dos amigos que sumiram.

Sério, ler essas coisas é a verdadeira nostalgia, e o mais incrível é que você pode talvez estar lendo esse texto num futuro não tão distante, e a data dessa publicação talvez esteja nesse “limbo” da sua vida.

Ai.. viver tem dessas coisas.

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