Arquivos Puzzle Game - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/puzzle-game/ Um pouco de tudo na medida certa Thu, 08 Jun 2023 21:47:55 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.3 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Puzzle Game - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/puzzle-game/ 32 32 Toodee and Topdee | Cara burro tenta resolver puzzles https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/06/08/toodee-and-topdee-cara-burro-tenta-resolver-puzzles/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/06/08/toodee-and-topdee-cara-burro-tenta-resolver-puzzles/#respond Thu, 08 Jun 2023 21:38:33 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=14259 Acho que já foi dito na história deste site que eu não sou a pessoa mais inteligente do mundo, em se tratando de quebra cabeças. É, eu consigo me virar em umas coisas simples, que usualmente aparecem nos adventures de objetos ocultos. Mas quando se trata de quebra-cabeças mais difíceis? Tem vezes que eu fico […]

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Acho que já foi dito na história deste site que eu não sou a pessoa mais inteligente do mundo, em se tratando de quebra cabeças.

É, eu consigo me virar em umas coisas simples, que usualmente aparecem nos adventures de objetos ocultos. Mas quando se trata de quebra-cabeças mais difíceis? Tem vezes que eu fico vinte minutos tentando fazer algo, só pra fracassar e buscar a solução em walkthroughs. E como resultado, eu me sinto AINDA MAIS BURRO porque a solução era simples. Mas isso não me impede de adorar os jogos que misturam puzzle com plataforma. Eu amei What Lies on the Multiverse, por exemplo, com as dimensões diferentes trazendo uma mistura boa.

Dito isso, o jogo da análise de hoje é similar a nossa última análise… Killer Frequency, que também nasceu numa Game Jam, e também a Welcome Back que nasceu em outra… Por quê estou cercado de jogos que nasceram em Game Jams? É quase como um sinal de que eu deveria voltar a programar pra uma game jam e assim, finalmente ter um jogo publicado na Steam, mas divago. Em 2018, na Ludum Dare 41, o tema era “combine dois gêneros incompatíveis”, e assim foi feito, em 3 dias.

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Três anos depois, o jogo evoluía e se tornaria Toodee and Topdee como conhecemos hoje, sendo lançado no Steam com uma positiva recepção por parte dos jogadores, que curtiram a mistura entre Platformer 2D e Top Down. No ano seguinte, ainda sendo auto publicado pela dupla dietzribi (Gonen e Ori, dois irmãos), o jogo chegaria ao Nintendo Switch, igualmente rendo bem recebido devido a jogabilidade e ao senso de humor da narrativa (algo que estava levemente presente na versão original da Ludum Dare).

Agora, com o suporte da Top Hat Studios, o jogo chega as plataformas restantes do mercado, o PlayStation e o Xbox. Quer saber nossa opinião sobre o jogo?

Pera, se você clicou nesse texto, a resposta é sim, então sigam-me os bons!

Reprodução: dietzribi, Top Hat Studios

Acho que esse jogo é uma metáfora sobre programação, só acho

No início, não havia nada. Até que Aleph, o Deus da criação… Ou algo do tipo. Resolveu criar os planetas, e nesses planetas, colocar diferentes criaturas. Para evitar que os planetas vagassem de maneira desordenada, ele criou o ponto e virgula, além de seu assistente, TooDoo, que tinha o trabalho de evitar que os glitches se proliferassem e corrompessem a criação.

Só que TooDoo, temendo que após Aleph criar o planeta final daquele sistema, o descartasse, roubou o ponto e vírgula, escondendo-o em algum lugar e tornando tudo um caos, misturando os mundos e deixando tudo mais bugado que jogo da Bethesda no lançamento… Ou dois anos depois.

Nisso, duas criaturas de planetas diferentes, Toodee, que vive em um plano bidimensional como um platformer convencional, e Topdee, que vive em um planeta de visão topdown acabam se encontrando, e graças a um Glitch, eles descobrem o que precisam fazer para recuperar o ponto e vírgula.

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A história de Toodee and Topdee é irreverente, contada quase como um filme de buddy cop, com a dinâmica entre os dois protagonistas, enquanto que Topdee é ingênuo a certo ponto, Toodee é sarcástico e quer ir diretamente ao ponto. E os personagens únicos que eles encontram garante bons diálogos, como o Glitch Ancião que faz ioga, ou o Guardião que é atacado sem sequer demonstrar agressividade.

Enfim, tudo o que acontece é quase que como uma brincadeira sobre programação, incluindo uma referência ao infame “it’s not a bug, it’s a feature”. Nem todo jogo precisa ter uma história super séria, desde que não tente ser pretensioso como acontece com certos jogos (jogos que se você criticar, é taxado de tudo quanto é ista, incluindo aí referências a um certo pintor Austríaco).

Toodee and Topdee
Reprodução: dietzribi, Top Hat Studios

Fritando o cérebro de várias maneiras… E trapaceando as vezes.

O objetivo de Toodee and Topdee é levar os dois protagonistas até o próximo portal, em cerca de oitenta e três fases (excluindo os quatro chefes)… Ou noventa e três se você for pros 100% e fizer o mundo extra, mas é necessário MUITA COISA pra isso, e vou explicar passo a passo como o jogo funciona. Antes disso, o jogo permite que você customize a experiência, de modo que jogadores menos habilidosos possam avançar até certo ponto (porque mesmo com todo o auxílio possível, algumas fases ainda exigirão massa cinzenta), com auxílios como pulo infinito (pro Twodee), quantidade infinita de vida e telecinesia (pro Topdee pegar caixotes de longe). Também é possível nas opções, customizar um pouco a experiência visual, nada demais, mas é legal poder mudar a parte topdown pra um leve 3D isométrico.

Com o Toodee, você tem a perpectiva bidimensional, apenas isso, pulando e indo da esquerda pra direita. Com o Topdee, funciona como um jogo topdown, movendo-se em quatro direções e pegando e empurrando caixotes. A princípio as coisas começam simples, mas conforme se avança, as coisas começam a ficar mais complexas, com inimigos na tela, switches, chaves, puzzles e portais. No final dos quatro primeiros mundos, existem boss battles que vão pedir do seu cérebro, já que a alternancia entre estilos é necessária pra causar dano.

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Para desbloquear o sexto mundo e um final extra, você vai ter que cumprir requisitos de velocidade, mudanças e até poupar inimigos (que podem ser mortos, tipo as sombras ou porcos), no momento eu ainda não consegui por motivos de cérebro.

A jogabilidade funciona bem, e o jogo tem recursos pra quem curte/faz speedruns, como um In-game timer pra cada fase ou pro jogo inteiro. O design das fases é criativo, e muitas vezes você vai parar pra pensar em como vai resolver aquele puzzle. Algumas soluções são óbvias, mas outras são um pouquinho mais trabalhosas, seja porque você pode se decidir entre tomar um dano intencional pra passar de uma parte difícil sem problema, ou pensar na solução real. O jogo até dá liberdade pra ser criativo, dependendo da fase, obviamente. Dependendo da pessoa, o jogo pode ser concluído (no final normal) em umas três horas.

Toodee and Topdee
Reprodução: dietzribi, Top Hat Studios

Uma boa trilha, gráficos decentes

Os gráficos de Toodee and Topdee ganharam um mega upgrade desde a versão da Ludum Dare, apesar do Toodee ainda estar bem igual ao que era naquela versão. Mas enfim, o jogo conta com gráficos ao mesmo tempo que simples (os quatro primeiros mundos do jogo são compostos por fases de uma tela), são detalhados o suficiente para serem discerníveis. Os cenários contam com bons efeitos e os sprites, especialmente em cutscenes, possuem bastante personalidade.

O que diabos você quer dizer com sprites que possuem personalidade, Sancini?” Você, voz da consciência, me pergunta. Simples, já pegou um daqueles indies que a definição de pixel art são pixeis arrumados de tal forma que um boneco de palito parece mais bem feito? Duvida? Só lembrar que as animações Xiao Xiao tem mais de 20 anos, por exemplo, e lá, o palitinho tem personalidade. Isso é o que eu quero dizer com sprites com personalidade. Eles se destacam a ponto de você poder discernir como o sprite é.

A trilha sonora de kajnoon casa perfeitamente com o clima de tranquilidade que o jogo passa. São melodias gostosas de se ouvir, e o design de som com os sons reproduzindo diálogo, é bem feito.

Toodee and Topdee
Reprodução: dietzribi, Top Hat Studios

Aos fãs de Puzzle, é uma boa pedida.

O que eu vou dizer aqui não é nenhuma novidade, porque já foi dito nas outras vezes em que o jogo foi lançado em plataformas anteriores. Toodee and Topdee é um bom jogo. Chocante, eu sei. O fato é que o humor do jogo me deixou rindo em alguns momentos. E a mistura de puzzle com platformer é bem feita, isso posso dizer.

Além disso, possui gráficos decentes e uma boa trilha. Se eu tivesse um problema, talvez a falta de balanceamento na dificuldade? Alguns puzzles são mais difíceis que outros na frente.

Nota Final: 8

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Esta análise foi feita com uma chave de PlayStation 4 cedida gentilmente pela Top Hat Studios. Toodee and Topdee está disponível para PlayStation 4, Xbox One, PlayStation 5 e Xbox Series X|S, além das versões originais de PC e Nintendo Switch.

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Dandy & Randy DX | Não consigo pensar num subtítulo https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/05/03/dandy-randy-dx-nao-consigo-pensar-num-subtitulo/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/05/03/dandy-randy-dx-nao-consigo-pensar-num-subtitulo/#respond Tue, 03 May 2022 15:40:25 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=11230 É de conhecimento geral que alguns dos elementos de puzzle de Goof Troop, do SNES, influenciaram parte de Resident Evil, como já foi dito pelo próprio Mikami. E, aqui no Arquivos do Woo, analisamos no ano passado, o puzzle-platformer Dreaming Sarah, do Asteristic Game Studio, que tem uns toques de horror. Dito isso, logo, a […]

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É de conhecimento geral que alguns dos elementos de puzzle de Goof Troop, do SNES, influenciaram parte de Resident Evil, como já foi dito pelo próprio Mikami. E, aqui no Arquivos do Woo, analisamos no ano passado, o puzzle-platformer Dreaming Sarah, do Asteristic Game Studio, que tem uns toques de horror.

Dito isso, logo, a evolução natural de Dreaming Sarah, seria um jogo a la Goof Troop, certo? E foi assim que André “Yin” Chagas Silva concebeu o jogo que faremos a análise, Dandy & Randy DX… Ou não, já que como todos os meus dezessete leitores sabem, eu gosto de abrir meus textos falando aleatoriedades, reclamando ou tirando fatos do meu orifício retal.

Enfim, o fato é que com o auxílio da Ratalaika Games, Dandy & Randy DX chegou simultaneamente ao PC e aos consoles, e agora confira se ele vale o seu suado dinheirinho ou não. Chega mais!

Reprodução: Asteristic Game Studio, Ratalaika Games

Em busca da Pedra Celestial

A Pedra Celestial é um misterioso cristal que dizem poder garantir riquezas a quem o possuir. Ao menos é o que diz um folheto coletado por Dandy Pato. E isso leva a ele, e seu melhor amigo, Randy Coelho a partirem atrás da pedra, que está localizada na Ilha do Sol.

Por quê eles dois querem essa pedra, você me pergunta? Simples, os dois arqueólogos estão mais endividados que clube de futebol brasileiro, a beira da falência por causa do altos juros do Banco Tall, e uma graninha extra viria a calhar pra pagar essas contas.

Mas esses dois amigos antropomórficos não são os únicos endividados pelo Banco Tall, já que um outro grupo, os Piratas Casca-grossa estão na ilha atrás do mesmo tesouro, e eles vão tentar tirar todos de seu caminho.

Uma das coisas que me dei conta sobre o jogo, é que o Banco Tall pode ser uma referência a um certo banco que não vou citar o nome, mas suas cores chave são laranja e azul. Isso é só uma suposição minha, posso estar errado, como posso estar certo.

Reprodução: Asteristic Game Studio, Ratalaika Games

A versão Dark Souls de Goof Troop… Ou quase isso.

Sim, eu sei que a internet está cansada das pessoas falarem Dark Souls disso, Dark Souls daquilo, só pra definir a dificuldade de um jogo.

A verdade é que todas as vezes que usei, era basicamente pra tirar sarro do que os jornaleiros de jogos gringos usam. Mas enfim, Dandy & Randy nem é tão difícil assim, mas tem um fator no mesmo que trouxe a minha comparação satírica: Quando você morre, não há um checkpoint sequer na fase, você é mandado de volta para o início.

O progresso de chaves é salvo, assim como o power-ups da fase, mas é necessário ir do começo até o ponto em que você estava para continuar. Não sei se no modo cooperativo você pode continuar simplesmente apertando x pra voltar a partida ao morrer, mas creio que sim.

O jogo é um puzzle de ação em 2D, bem no estilo Goof Troop, ou seja, a visão aérea e tudo mais. Os inimigos podem ser derrotados com ataques de itens arremessáveis apenas, ou paralisados com o bumerangue, power-up adquirido na primeira fase. E basicamente, o que você faz é coletar chaves e resolver puzzles até chegar nos chefes das seis fases. O que coloca Dandy & Randy na mesma categoria que Doom, já que em Doom, você mata inimigo, resolve (às vezes) puzzles e coleta chaves e power-up’s até o fim das fases.

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Assim como em Goof Troop, os power-up’s tem funções específicas no jogo, com a pá sendo usada pra cavar (não diga, gênio) e encontrar dinheiro. Não é necessário sair cavando em todos os pontos do cenário, já que os pontos onde há grana escondida, são meio que indicados no cenário por alguma característica.

O bumerangue paralisa inimigos, pega itens distantes e ativa gatilhos, sejam de certos puzzles ou abrir certas portas. O martelo quebra pedras, que podem conter itens ou botões para a resolução de puzzle. O gancho permite que você atravesse trechos perigosos do pântano e a bota aumenta a sua velocidade (essencial para um certo “puzzle” que não é puzzle em si).

Reprodução: Asteristic Game Studio, Ratalaika Games

Os Power-Ups

Esses power-ups, com exceção da pá, são adquiridos nas primeiras quatro fases e são usualmente ligados as batalhas contra os chefes e nos gimmicks das próprias fases. E falando em fases, o jogo é curto, possui seis fases, mas possui certo valor replay, pois sempre há a possibilidade de jogar numa dificuldade mais alta.

O jogo possui a dificuldade treinamento (que dá ao jogador energia infinita), normal e difícil. A primeira diferença entre Normal e Difícil é o número de pontos de vida que o jogador começa, quatro no Normal e Três no Difícil. Pontos extras de vida podem ser comprados com o dinheiro que se adquire nas fases, mas para isso, vai ter que grindar grana, porque os pontos extras custam bastante.

O jogo possui três batalhas contra subchefes, na primeira, quarta e sexta fases, e uma batalha contra um chefão no final de cada fase. Não são lutas particularmente difíceis, já que elas consistem em decorar o padrão de ataque dos chefes e arremessar algum objeto nele.

Claro, a princípio pode gerar dificuldades, por conta de muitos fatores, como a falta de checkpoints, que significa que uma morte no chefe significa refazer a fase toda… Ou quase isso, já que conforme coletamos as chaves, é possível pegar atalhos pelas portas que já passamos, mas ainda é chato ter de refazer tudo.

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Dandy & Randy DX é divertido, mas no estado em que se encontra, ainda precisa de uns consertos. Na penúltima fase, após morrer pro chefe, os quebra-cabeças são resetados, o que significa que se você pegar o atalho, a porta de um certo quebra-cabeça vai estar fechada e basicamente se você derrotar o chefe, você estará impedido de fazer o caminho de volta. Ou seja, para passar de fase, você tem que fazer a fase novamente desde o começo, para resolver aquele quebra-cabeça em si, não morrer pro chefe e fazer o caminho de volta, como pretendido.

E também é possível dar softlock nas batalhas contra chefes, não sei exatamente as condições, mas aconteceu, de eu estar segurando um item, tomar um dano, perder esse item e o personagem ficar preso na animação de segurar o item, impossibilitado de pegar ou arremessar qualquer coisa. Esse softlock só é possível de acontecer na dificuldade de treinamento, devido a energia infinita. Nas outras dificuldades, basta tomar dano até morrer.

Dandy & Randy DX
Reprodução: Asteristic Game Studio, Ratalaika Games

Belíssimos gráficos e trilha fantabulosa

A trilha de Dandy & Randy, composta por Mark Sparling (A Short Hike, Shantae and the Seven Sirens) é maravilhosa. Cada música passa uma sensação de vibrância (essa palavra existe?) exigida pelas fases do jogo, você vai ficar certamente balançando a cabeça por todas as fases, devido a qualidade das musicas… Ou não, já que balançar a cabeça enquanto se joga pode atrapalhar a sua concentração, mas você entendeu meu ponto.

E graficamente, o jogo não deixa barato (apesar dele ser relativamente barato), com cenários bonitos e bem detalhados, além de variados. O jogo também passa uma sensação boa de conexão entre os mesmos, já que em um ponto da primeira fase, é possível enxergar parte da segunda fase. Esse tipo de atenção aos detalhes pode passar despercebido, mas é sempre bom quando aparece.

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O ponto “baixo” do jogo fica pra baixa variedade de inimigos, já que não são tantos assim. E apesar dos sprites dos personagens serem relativamente pequenos, ainda assim possuem detalhes o suficiente para serem distinguíveis, e mais, cada um dos personagens jogáveis altera a cor da barra de vida. Novamente, atenção aos detalhezinhos. Se os personagens jogáveis são pequenos, o mesmo não pode se dizer dos chefes, que compensam no outro lado da escala. Não chegam a ser chefes que ocupam a tela toda, mas eles são enormes ainda assim.

Por fim, destaco a pixel art excelente utilizada tanto nas cenas de abertura do jogo, quanto no encerramento do mesmo. E infelizmente esse parágrafo ficou curto, então vou digitar algumas palavras aleatórias até ele ficar com três linhas, e assim, ver se consigo enganar o Diogo. Funcionou. Ops, quatro linhas. (Não, você não me enganou. Será forçado a zerar Last of Us infinitas vezes em forma de punição)

Dandy & Randy DX
Reprodução: Asteristic Game Studio, Ratalaika Games

Uma boa pedida pros fãs de Goof Troop

Considerando que Dandy & Randy DX é o trabalho de uma pessoa só (com exceção das músicas), o jogo é melhor que o esperado.

Claro, ele contém as falhas que mencionei na análise, mas ainda assim, o jogo é muito bom. Um pouquinho difícil pela falta de checkpoints? Sim, mas vale a pena tê-lo em sua biblioteca, especialmente se você tem um filho/sobrinho ou namorada que curte videogames, e quer algo pra jogar cooperativo local.

A platina dele não é tão difícil (mas não algo que se consiga de cara) e se você curtiu Goof Troop no SNES, vai se sentir em casa.

Dandy & Randy DX está disponível para PC, PlayStation 4, PlayStation 5, Nintendo Switch, Xbox One e Xbox Series X/S, e a análise foi feita com base na versão de PS4.


Essa análise foi feita com uma cópia digital de PlayStation 4 gentilmente cedida pela Ratalaika Games.

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Dungeon Color | A Porta da Esperança https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/03/24/dungeon-color-a-porta-da-esperanca/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/03/24/dungeon-color-a-porta-da-esperanca/#respond Thu, 24 Mar 2022 08:00:08 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=10401 A Formula 1 está de volta! Finalmente, depois de meses de especulação, transferências e até mesmo pilotos demitidos, o pináculo do esporte motorizado está de volta. E mais importante que isso, com as corridas, vem os memes. Falando em corrida, aliás, vocês deveriam assistir/ler, Capeta, uma obra bem underrated sobre corridas, contando a história de […]

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A Formula 1 está de volta! Finalmente, depois de meses de especulação, transferências e até mesmo pilotos demitidos, o pináculo do esporte motorizado está de volta. E mais importante que isso, com as corridas, vem os memes.

Falando em corrida, aliás, vocês deveriam assistir/ler, Capeta, uma obra bem underrated sobre corridas, contando a história de um garoto que acaba se apaixonando por corridas e começa a trilhar o caminho para se profissionalizar. O anime tem um final meio “mandrake”, já que haviam alcançado o mangá, mas é bem divertido.

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E bem, eu precisava de algum assunto pra abrir o texto, caso você se pergunte o que isso tem a ver com o jogo analisado. E a resposta é: absolutamente nada. Mas eu estou ficando sem criatividade pra esse tipo de coisa, então esperem que em todo review que eu estiver sem assunto, abra com alguma coisa completamente idiota do meu cotidiano. Enfim, onde eu estava?

Ah sim, o jogo de hoje… Para a surpresa de absolutamente NINGUÉM, o jogo da análise vai ser um puzzle, dessa vez, um feito no Brasil e publicado pela QUByte. Intitulado Dungeon Color, ele foi recentemente para consoles, tendo saído originalmente em outubro do ano passado para PC. Será que ele vale a pena seu tempo?

Dungeon Color
Reprodução: QUByte Interactive

Hora de fugir da Dungeon, queimando seu próprio cocoruto

Você é Daniel, um cosplayer da versão pelada de Sans, do Undertale, já que roubaram as roupas do cosplay. Por conta disso, você foi flagrado nu no meio da rua (mesmo que tecnicamente não estivesse pelado), e as autoridades competentes te largaram no xilindró e jogaram a chave fora.

Porém, você é uma criatura senciente, e percebe que poderá sair do xilindró, porque as portas coloridas se abrirão assim que você queimar a sua cabeça com chamas daquela cor em específico.

Por quê alguém faria isso? Você não questiona, já que te prenderam por fazer cosplay do Sans pelado. Tudo o que você quer, é sair daquele lugar e comprar uma latinha de Monster Energy porque Red Bull tem gosto de mijo.

Com essa introdução, chegamos a duas conclusões: Uma, eu voltei a inventar roteiros para jogos que não tem um, o que é uma boa coisa. E Dois, acabei de jogar fora qualquer oportunidade que possa ter da Red Bull patrocinar o Arquivos do Woo, então… Ei, Monster Energy, patrocina nós aqui, eu gosto do teu Energético de verdade, é o único que não tem gosto de tristeza em lata e é legitimamente bom. #MonsterEnergyPatrocina

Dungeon Color
Reprodução: QUByte Interactive

As cores determinarão a sua saída

Dungeon Color é um puzzle (Ora ora, temos um Xeróque Romes aqui), no qual se deve chegar a fogueira multicolorida em cinquenta estágios. Só que entre você e a fogueira colorida, existem portas coloridas. Essas portas irão se abrir conforme o jogador passar por cima das fogueiras pequenas daquela determinada cor.

Claro que é algo que começa simples, mas conforme avança-se, a complexidade das fases vai aumentando, e a cada dez fases, um novo gimmick é adicionado ao jogo, como os teleportes, levando o jogador a outro ponto do mapa, ou chaves que abrem portas brancas com o cadeado da cor daquela chave.

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Depois, itens que trocam as cores surgem, e para finalizar, colunas que só podem ser abertas quando botões na frente delas são apertados. Mas tem um porém nesse último, que é o fato de que não se pode voltar por essas colunas, já que elas fecham assim que você passa por elas.

O jogo tem o típico defeito de alguns jogos do gênero, que certos puzzles são mais difíceis que alguns posteriores, isso é impossível evitar, até porque antes das fases propriamente ditas, o jogo lhe dá uma colher de chá, ao lhe oferecer o gimmick em um ambiente mais seguro.

Outro problema, e esse é um que é um problema meio chato de verdade (ao invés do anterior que é só algo comum no gênero), é que em algumas instâncias, as fogueirinhas estão posicionadas próximas das portas e se o fogo é da cor diferente daquela porta (e ela estava aberta), a porta vai fechar. Por vezes, aquela porta vai te prender, forçando o jogador a reiniciar a fase.

Mas fora esses problemas, se o jogador, ao contrário de mim, for inteligente, não terá tantos problemas pra chegar ao final do jogo. Dito isso, as últimas 6, 7 fases foram um real desafio, mas analisando o seu ambiente e tentando pensar dois passos a frente, é possível terminar esse jogo em cerca de uma hora e meia, duas horas talvez.

Reprodução: QUByte Interactive

Simples, mas não minimalista. Porém…

Vamos tirar o elefante branco da sala. Dungeon Color tem somente uma música. E ela é tremendamente insossa. Tipo, não vai importar se você vai ouvir ou não ela, o que importa é que você vai esquecer da música assim que fechar o jogo.

Graficamente, como eu brinquei lá em cima no começo da análise, o sprite do personagem principal parece uma versão pelada do Sans, mas enfim. O jogo possui um visual simples, mas graças a Deus ele não descamba pro minimalista. Os cenários são ok, mas aí, ele acaba caindo na repetição de todas as dungeons terem as mesmas paredes, o que deixa tudo com cara de mesma coisa.

Seria melhor se ao longo das fases, com as mudanças de gimmick, viessem alterações na paleta de cor dos cenários, daria uma cara de variedade ao jogo. Mas essa é só a opinião simplória de um cara que joga Vodji Gams, e não entende nada de programação.

Reprodução: QUByte Interactive

Por um bom preço, por quê não?

É difícil sumarizar os prós e contras de Dungeon Color. Por um lado, é um jogo competente e criativo. Por outro lado, os cenários repetitivos e a musica insossa me impedem de dar uma recomendação plena ao jogo. Se você curte puzzles, dê uma chance, a todos os outros, aguardem uma promoção.

Dungeon Color está disponível para Nintendo Switch, PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One e Xbox Series X | S, além da versão original de PC.


Esta análise foi feita no PlayStation 4 com uma cópia digital do game gentilmente cedida pela QUByte Interactive.

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