Arquivos Nintendo - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/nintendo/ Um pouco de tudo na medida certa Sun, 05 Apr 2026 13:00:12 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Nintendo - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/nintendo/ 32 32 Nintendo Switch vale a pena? Minha experiência depois de dois anos com o console https://www.arquivosdowoo.com.br/2026/04/05/nintendo-switch-vale-a-pena-minha-experiencia-depois-de-dois-anos-com-o-console/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2026/04/05/nintendo-switch-vale-a-pena-minha-experiencia-depois-de-dois-anos-com-o-console/#respond Sun, 05 Apr 2026 12:59:55 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=21971 Faz aproximadamente dois anos que comprei o meu Nintendo Switch e, nesse período, adquiri cerca de 21 jogos físicos para o console. Foi justamente isso que me motivou a escrever este texto, no qual quero compartilhar com vocês alguns dos benefícios de ter um console da Nintendo em casa. Claro, não vou entrar no mérito […]

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Faz aproximadamente dois anos que comprei o meu Nintendo Switch e, nesse período, adquiri cerca de 21 jogos físicos para o console. Foi justamente isso que me motivou a escrever este texto, no qual quero compartilhar com vocês alguns dos benefícios de ter um console da Nintendo em casa.

Claro, não vou entrar no mérito de preços ou discutir o custo dos jogos — até porque não faltam críticas acerca desse assunto por aí.

A ideia aqui é outra. Quero dividir com vocês a minha visão como usuário desse console híbrido. Afinal, acredito que tenho algo a acrescentar para quem ainda cogita comprar um Switch, seja na versão Lite ou OLED. E, apesar das diferenças entre os modelos, a biblioteca de jogos é a mesma — e é aí que mora um dos seus maiores pontos fortes.

O Nintendo Switch atualmente conta com pouco mais de 4 mil títulos em sua biblioteca, então podemos dizer que falta de jogos definitivamente não é um problema.

Sem mais delongas, vamos ao que interessa!

Arquivo pessoal

Quando comprei meu Nintendo Switch

O meu Nintendo Switch é um OLED, e eu o comprei usado de um redator aqui do site, o Juliano. Só o console saiu por cerca de R$ 2.352 na época, com pagamento parcelado, acompanhado de um grip e um controle que foram incluídos no valor.

Levando em consideração que esses acessórios não acompanham o console originalmente, acabou sendo um bom negócio — até porque o preço de um Switch OLED em 2023 girava na casa dos R$ 2.800.

O console chegou sem nenhum jogo. Mas, como o Juliano é muito parceiro, ele deixou a conta dele conectada, e o Tony, que também escreve aqui, emprestou a dele. Com isso, tive acesso a uma boa variedade de jogos exclusivos do console logo de cara.

Agora, sendo bem honesto, se eu não tivesse esse acesso às contas dos amigos, provavelmente teria passado um bom tempo investindo em jogos free-to-play, como Pokémon Unite, Fall Guys e outros títulos disponíveis na Nintendo eShop.

Talvez não fosse o cenário ideal — e provavelmente eu não ficaria muito satisfeito no começo —, mas ainda assim tentaria extrair alguma diversão dessa situação.

Foi a partir daí que passei a me inteirar melhor sobre a biblioteca do Nintendo Switch. Antes de ter o console, muita coisa simplesmente passa batida. Você ignora notícias, não acompanha lançamentos e acaba absorvendo apenas aquele boca a boca — geralmente focado nos problemas. Na prática, a experiência é bem diferente.

Reprodução: Nintendo

Eu posso jogar quando vou ao banheiro

Uma coisa que eu vi muito — principalmente em comunidades de Xbox e PlayStation que frequentei por um tempo — é que o Switch é um console perfeito para usar no banheiro. E, mesmo sendo dito muitas vezes com certo deboche, eles não estavam errados.

Começar um jogo na sala e continuar no banheiro é, sem dúvida, uma das coisas mais legais que o console permite.

Não foi uma ou duas vezes — foram centenas — que simplesmente tirei o console do dock e levei comigo. A primeira vez que derrotei um guardião em The Legend of Zelda: Breath of the Wild, por exemplo, foi no banheiro… e foi incrível.

Claro, não é exatamente a prática mais higiênica do mundo, mas também não vamos fingir que isso não acontece.

Hoje, eu acabo jogando muito mais no modo portátil, principalmente por conta da tela OLED, do que na televisão. E, por melhor que seja jogar na TV, existe uma diferença enorme entre estar deitado, confortável, e sentado na sala.

Nesse ponto, o Nintendo Switch se tornou minha principal escolha para jogar — o que acabou deixando até o meu Xbox Series S um pouco de lado.

Arquivo pessoal

Uma ótima biblioteca

Não é incomum encontrar pessoas que fazem críticas aos jogos da Nintendo, principalmente tentando infantilizá-los, como se isso fosse um grande problema. Uso como exemplo Mario Odyssey, quando foi lançado em 2017. Ele foi muito bem avaliado pela crítica, mas, dentro das bolhas de outras plataformas, era possível ver diversas críticas negativas. E, sendo bem franco com vocês, eu mesmo acabei comprando essas opiniões sem nunca ter jogado o título.

Ora, o que poderia haver de mais em um jogo do Mario?

Reconheço que fui moleque. Porque, assim que comecei a jogar Mario Odyssey com meu filho, tive uma das jornadas mais belas e divertidas dos últimos anos. Não se tratava apenas de um jogo com gráficos bonitos — a experiência como um todo é extremamente prazerosa. Existe um equilíbrio entre gameplay, trilha sonora e direção de arte que faz do título algo marcante, mesmo depois de concluído.

LEIAM – Raccoo Venture: Uma Aventura Nostálgica em 3D

Mesmo após terminar o jogo, meu filho ainda volta para Mario Odyssey. E isso é algo raro hoje em dia. Pouquíssimos jogos conseguem fazer você querer retornar depois de terminar.

E sabe por quê?

Porque muitos deles não são pensados para isso. São experiências rápidas, feitas para você consumir e seguir em frente.

Por mais que possa soar como algo “nintendista” — e eu não me considero um —, os jogos exclusivos da Nintendo são pensados para serem memoráveis. São jogos que você quer revisitar. Quer mostrar para alguém.

Eu mesmo ainda nem finalizei The Legend of Zelda: Breath of the Wild e, mesmo assim, já falei dele diversas vezes com meu primo, que também tem um Nintendo Switch. Esse tipo de experiência tive com pouquíssimos jogos. Pensando agora, enquanto escrevo, me vêm à mente: Metal Gear Solid, Spec Ops: The Line e God of War.

Comprar um Nintendo Switch é, em certa medida, ter a certeza de que os seus exclusivos vão te proporcionar muitas boas horas de jogatina. Em dois anos, posso dizer que não me decepcionei até o presente momento. Ele me rendeu desde partidas divertidas de Mario Party com colegas de trabalho até momentos de puro nervosismo em Metroid Dread — maldito robô assustador.

O Switch Lite do meu filho – Arquivo pessoal

Vale a pena — mesmo com os problemas

Um dos maiores problemas é o preço que a empresa cobra pelo serviço, o que acaba tornando-o inacessível para muita gente. Ainda assim, se você está disposto a investir em um console, saiba que estará muito bem servido de jogos. Seus exclusivos são de ótima qualidade, e ainda existem os títulos third-party, além de uma vasta quantidade de jogos indie que também merecem destaque.

Você não vai ficar sem opções do que jogar — isso é fato.

E, caso bata aquela nostalgia pelos clássicos da Nintendo, o Switch conta com um serviço chamado Nintendo Switch Online. Eu, por exemplo, tenho acesso a ele porque participo de um plano família, o que acaba tornando o pagamento anual bem mais acessível.

Dentro desse plano, você tem acesso a uma biblioteca de jogos clássicos por meio de emuladores de Super Nintendo, Nintendo 64, Nintendinho, Game Boy, Game Boy Color e Game Boy Advance.

E, sendo bem honesto, eu quase não uso o serviço.

Mesmo assim, ele continua fazendo sentido para mim.

Dividido entre várias pessoas, o valor fica interessante — e, no meu caso, ele acabou tendo uma função muito específica: apresentar esses jogos clássicos para o meu filho.

Poderia fazer isso no PC? Sem dúvida.

Mas não seria a mesma coisa.

Hoje, ele tem um Nintendo Switch Lite só para ele, e ver ele jogando Donkey Kong Country sempre que pode tem um peso diferente. Existe algo em ter esse “ecossistema Nintendo” concentrado em um único lugar que é extremamente prático — e, de certa forma, até especial.

Claro, isso não significa que a Nintendo esteja acima de críticas. Longe disso. Sempre vamos bater na tecla do valores que ela cobra e problemas de localização, mas pelo menos nesse segundo item ela tem dado avanços.

Recente aquisição – Arquivo pessoal

Você não precisa acompanhar o hype

Ter um Nintendo Switch significa que você não poderá ter tudo na hora, os valores dos jogos são altos, mas existem milhares de grupos de descontos que facilitam em muito a nossa vida.

Por outro lado, as redes sociais nos bombardeiam o tempo todo que precisamos ter os mais novos lançamentos, e eu entendo que você pode se sentir condicionado a fazer dividas em prol disso, mas porque fazer isso? É tão importante assim estar jogando o mesmo jogo em lançamento que os demais estão jogando?

Quando escolho algo para jogar, eu sempre dou preferencia por algo que tenha passado o hype, e isso me gera benefícios, porque vou pagar menos por isso e claramente vou aproveitar muito mais.

LEIAM – 5 Motivos para você comprar um Nintendo Switch

Isso não vale apenas para o Nintendo Switch, mas, se você pretende ter um, saiba que ter autocontrole e estar disposto a aproveitar o que já está na sua biblioteca faz toda a diferença. É isso que vai te permitir economizar dinheiro e, ao mesmo tempo, aproveitar muito mais o console.

Eu não cheguei a 21 jogos físicos comprando tudo no lançamento. Muito pelo contrário. Fui pegando depois do hype, aproveitando promoções e, em alguns casos, até boas ofertas de jogos digitais.

É aí que está o pulo do gato.

Se você tem vontade de comprar um Nintendo Switch — qualquer modelo —, eu realmente recomendo. Mesmo com um sucessor já no horizonte, esse primeiro console ainda tem muita lenha para queimar.

E, no fim das contas, talvez o maior valor do Switch não esteja apenas nos jogos que ele oferece — mas na forma como ele te convida a jogar.

 

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Super Mario Galaxy: O Filme | Ação demais, sentimento de menos https://www.arquivosdowoo.com.br/2026/04/04/super-mario-galaxy-o-filme-acao-demais-sentimento-de-menos/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2026/04/04/super-mario-galaxy-o-filme-acao-demais-sentimento-de-menos/#respond Sat, 04 Apr 2026 15:17:56 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=21957 Depois do grande sucesso que foi Super Mario: O Filme, em 2023, todos nós estávamos ansiosos por uma continuação – algo que parecia praticamente certo, considerando o desempenho absurdo do primeiro longa. E é aí que mora um ponto preocupante: continuações nem sempre conseguem manter a qualidade da obra original. Os motivos são variados. Às […]

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Depois do grande sucesso que foi Super Mario: O Filme, em 2023, todos nós estávamos ansiosos por uma continuação – algo que parecia praticamente certo, considerando o desempenho absurdo do primeiro longa.

E é aí que mora um ponto preocupante: continuações nem sempre conseguem manter a qualidade da obra original. Os motivos são variados. Às vezes, há uma tentativa de entregar uma experiência diferente; em outros casos, a produção decide mirar em um público distinto ou adotar uma nova abordagem. O problema é que, na maioria das vezes, essas escolhas acabam resultando em algo distante daquilo que conquistou o público inicialmente.

E, bem… é exatamente isso que acontece em Super Mario Galaxy: O Filme.

Reprodução: Illumination/ Nintendo

Sendo bem franco com vocês, eu saí da sala de cinema levemente decepcionado.

Super Mario Galaxy: O Filme não mira apenas no seu público cativo, que são os fãs dos personagens e conhecedores dos seus jogos. Ele também tenta atingir um público mais jovem, despertando o interesse pelos jogos da marca — e, nesse sentido, o filme é incrivelmente certeiro. Por outro lado, durante 1h40, eu fui bombardeado com ação atrás de ação, de maneira quase ininterrupta, com pouco espaço para digerir qualquer elemento ligado à trama.

Eu me senti exausto. É como se o filme tentasse jogar o máximo de referências possíveis de uma só vez, e isso acaba prejudicando o envolvimento. Você não consegue se importar com a Rosalina ou com o destino dela nas mãos do Bowser Jr.

LEIAM – Super Mario Bros. O Filme | Não é pra todo mundo?

A trama, por si só, gira em torno da sua captura e de como ela será utilizada como uma arma idealizada pelo Bowser pai. Simples assim.

Entenda bem: eu não acredito que uma obra infantil precise ter um desenvolvimento profundo de personagens. Mas é minimamente esperado que exista espaço para construirmos algum tipo de relação com eles — e o filme não faz isso. Tudo acontece o tempo todo, sem pausa. Um personagem novo aparece e, rapidamente, recebe uma explicação sobre sua história… e seguimos adiante.

Mesmo com o Yoshi sendo introduzido e tendo sua origem explicada rapidamente, ele já é integrado ao grupo sem grandes questionamentos. E seguimos para a próxima sequência. E assim vai o filme inteiro.

Reprodução: Illumination/ Nintendo

Com centenas de referências aos jogos e participações de personagens, o filme acaba sendo uma obra divertida — quase um caleidoscópio de efeitos coloridos. A experiência final é boa, mas deixa aquela sensação de que poderia ter sido muito melhor.

Não sei se estou sendo exigente demais, mas gostei tanto do primeiro filme e da forma como ele construía seu ritmo aos poucos, dando espaço para os personagens crescerem ao longo da narrativa. E nem dá para dizer que tínhamos uma trama mais complexa — afinal, era algo simples: salvar a Princesa Peach.

Ainda assim, havia desenvolvimento. Você via o Bowser crescendo, entendia suas motivações, acompanhava o Mario em sua jornada do herói, e cada personagem era introduzido com naturalidade, sem pressa.

Senti muita falta disso — e acredito que foi o que mais me incomodou. Em pouco mais de uma hora de filme, eu já me perguntava se estava realmente me divertindo. Poucas coisas me fizeram sorrir e, por mais que eu seja um grande fã dos personagens da Nintendo, as inúmeras referências não foram suficientes para me cativar.

Reprodução: Ilumination/ Nintendo

Vale dizer que não busquei informações sobre a crítica especializada antes de assistir ao filme. Gosto de ter minha própria experiência, sem interferências. Ainda assim, não me surpreenderia se o ritmo fosse um dos pontos mais criticados.

Por outro lado, fui ao cinema com minha esposa e meu filho — e ele adorou, principalmente as referências a Super Mario Odyssey e, claro, o Yoshi. Minha esposa também curtiu bastante, especialmente a referência a Super Mario Bros. 2. No fim, parece que só eu saí refletindo sobre tudo o que vi.

E talvez seja isso: é um filme feito para desligar.

Super Mario Galaxy: O Filme provavelmente será um sucesso de público e já dá sinais de que um terceiro filme deve acontecer, considerando o apelo que a obra tem tanto com o público atual quanto com os fãs de longa data.

Já eu não posso dizer que foi o melhor filme que assisti. Ele é legal — talvez eu reveja com o meu filho quando estiver disponível nos serviços de streaming —, mas uma coisa é certa: é um daqueles filmes-evento que a gente não esquece tão cedo.

No fim, não foi o filme que eu esperava — mas talvez tenha sido exatamente o filme que essa nova geração precisava.

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Game Boy Advance completa 25 anos – e aqui vão 10 jogos para comemorar https://www.arquivosdowoo.com.br/2026/03/21/game-boy-advance-completa-25-anos-e-aqui-vao-10-jogos-para-comemorar/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2026/03/21/game-boy-advance-completa-25-anos-e-aqui-vao-10-jogos-para-comemorar/#respond Sat, 21 Mar 2026 21:15:59 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=21909 O Game Boy Advance, um dos portáteis mais bonitos da Nintendo, completa hoje 25 anos. E eu não poderia deixar essa data passar em branco. Estamos falando de um aparelho que vendeu mais de 81,5 milhões de unidades ao longo de sua vida e fez parte da infância – e da história – de muitos […]

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O Game Boy Advance, um dos portáteis mais bonitos da Nintendo, completa hoje 25 anos. E eu não poderia deixar essa data passar em branco. Estamos falando de um aparelho que vendeu mais de 81,5 milhões de unidades ao longo de sua vida e fez parte da infância – e da história – de muitos de nós.

O GBA, como ficou popularmente conhecido, chegou como sucessor de um dos projetos mais bem-sucedidos da Nintendo: a linha Game Boy, que inclui o clássico original e o Game Boy Color. A promessa era clara – oferecer uma experiência mais avançada, sem abandonar a gigantesca biblioteca construída ao longo dos anos anteriores.

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E aqui está um dos seus maiores trunfos: a retrocompatibilidade. Enquanto o console construía sua própria identidade com uma biblioteca incrível de jogos exclusivos, ele também permitia revisitar títulos das gerações passadas. Uma ideia que, com o tempo, se tornaria padrão na indústria.

Para celebrar a data, eu decidi trazer a vocês os meus jogos favoritos de Game Boy Advance. Me acompanhe.

Reprodução: https://www.deviantart.com/bryanthearchivist

Metroid Fusion (Disponível no Switch Online)

Eu não vou mentir para vocês, nunca finalizei um Metroid na minha vida, e o motivo foi a minha incapacidade de me localizar no jogo. Eu acabava sempre perdido e preso em algum momento, só que isso não me impediu de gastar horas jogando Metroid Fusion em 2010.

No enredo, Samus é infectada por um parasita, um vírus letal que imita seres vivos. Salva por uma vacina feita de células Metroid, ela ganha imunidade, mas agora precisa encontrar uma forma de enfrentar seu clone maligno e sair dessa estação espacial.

Talvez tenha sido o Metroid que mais joguei, e tudo nele me agradou bastante – desde a trilha sonora, as cores e a movimentação da personagem. Me diverti descobrindo caminhos paralelos e conseguindo os upgrades. Sem dúvida eu poderia ter finalizado naquela época, mas acabei deixando de lado ao ficar enroscado pela milésima vez e não quis olhar detonado.

Isso não me impede de indicar o título. Não. Se eu, que não terminei, gostei, imagino que você vai se divertir ainda mais. E se você tem um Nintendo Switch e assina o serviço online, pode jogá-lo direto por lá. E se não tiver… bom, você sabe como resolver isso.

 

Reprodução: Nintendo

Mother 3 (Disponível no Switch Online Japonês)

Mother 3 é um baita jogão que gastei horas e horas jogando durante uma fase da minha vida em que trabalhei de porteiro. Não tinha gente chata e inconveniente para eu tratar, então estava eu lá, quietinho no meu canto, jogando.

O jogo acompanha a história de Lucas, um garoto que vive em uma vila tranquila chamada Tazmily. Um lugar que, aos poucos, começa a mudar com a chegada de elementos estranhos e uma tecnologia que transforma a rotina dos moradores. Não quero dar nenhum spoiler, mas eu posso dizer que é um RPG de turno tão gostoso de jogar, por conta dos personagens e do seu desenvolvimento, que é difícil de largar depois que se começa.

Infelizmente, o jogo nunca foi lançado no ocidente, ficando restrito apenas ao Japão, mas isso só durou até boas almas se juntarem e localizarem o título em inglês. Sei que o inglês ainda pode ser uma barreira para algumas pessoas, só que não é nada que um bom dicionário e coragem não possam resolver.

Mother 3 é um dos exclusivos do Game Boy Advance que merecia um relançamento localizado nos dias atuais.

Reprodução: Nintendo

Advance Wars (Exclusivo no Portátil)

Advance Wars é, sem sombra de dúvida, um dos jogos, ao lado do Metroid Fusion, em que mais investi horas no Game Boy Advance.

Eu adoro estratégia, e a maneira como esse elemento é desenvolvido nesse jogo é muito divertida e gostosinha de se jogar. Os personagens são animados, e o fato de que cada um dos personagens que controlamos possui um determinado poder, que pode virar o rumo de algumas rodadas, fazia com que eu, às vezes, jogasse até mais de uma vez a mesma rodada, a fim de tentar algo diferente.

Se você busca um título que vai te fazer ferver um pouco os neurônios, com certeza Advance Wars vai te atender. Apesar de não estar disponível no Nintendo Switch Online, ele ganhou uma versão remasterizada, com o segundo jogo incluso, e pode ser encontrado pela internet a um preço um tanto salgado. Então, se a carteira não puder, você sabe como jogar esse incrível jogo sem pagar nada.

Reprodução: Nintendo

The Legend of Zelda: The Minish Cap (Switch Online)

The Legend of Zelda: The Minish Cap foi um dos jogos da série que mais joguei, e o fato de ser um exclusivo do portátil foi um dos fatores predominantes. Eu adoro jogar em portátil, e acredito que isso foi um dos fatores que permitiu que eu continuasse empenhado na jogatina desse capítulo da franquia Zelda.

O título conta com arte e animações acima da média, onde tudo é muito colorido e cheio de vida, o que exalta uma sensação de leveza e aventura constante a cada nova área explorada. Existe um cuidado nos detalhes que faz com que o mundo do jogo pareça vivo, mesmo dentro das limitações do portátil.

Outro ponto que me marcou bastante foi a mecânica de encolher e interagir com o mundo dos Minish. Essa ideia de explorar os mesmos cenários sob uma nova perspectiva trouxe uma sensação de descoberta muito gostosa, quase como se você estivesse revisitando lugares já conhecidos, mas de um jeito completamente diferente.

Sem falar nos puzzles, que seguem aquela linha clássica da série – simples de entender, mas satisfatórios de resolver. Nada que quebre o ritmo, mas o suficiente para te manter envolvido e curioso.

The Minish Cap é, sem dúvida, uma daquelas experiências que mostram como a série Zelda consegue se reinventar mesmo em propostas menores. E faz isso com uma naturalidade absurda.

Obs: Conversando com meu amigo, Diego, que cedeu a foto do Game Boy Advance branco, perguntei a ele qual seria o jogo favorito do GBA, para a minha surpresa foi exatamente The Minish Cap, segue transcrição:

Cara, eu acho que apesar de Pokémon, Zelda Minish Cap é  o melhor pra mim. Um jogo que parece ter saído do Super Nintendo, feito com carinho, gráficos extremamente detalhados e uma história excelente, tudo isso em um portátil.

Não poderia concordar mais. Obrigado, Diego.

Reprodução: Bandai Namco/Nintendo

Dragon Ball Advanced Adventures (Exclusivo do Portátil)

Dragon Ball Advanced Adventure é talvez um dos meus jogos preferidos do Game Boy Advance, não só porque é um título baseado na série de anime Dragon Ball, mas sim porque é, talvez, um dos melhores jogos de Dragon Ball já feitos.

A experiência de ter jogado esse jogo pela primeira vez foi tão boa, mas tão boa, que, mesmo após concluí-lo, eu ainda me via voltando para jogar o modo torneio que o jogo possui. Mal dá para acreditar que conseguiram fazer um jogo tão bom de beat’em up, onde usamos todos os comandos durante o combate.

Ele tem uma ambientação rica e se rende ao entregar muito fanservice para o jogador. É triste como esse jogo ainda não ganhou uma versão remasterizada para os consoles atuais, se mantendo exclusivo do Game Boy Advance até os dias de hoje. Se você procurar pela rede, deve até encontrar versões localizadas em português, tamanho sucesso que foi por aqui.

Se você gosta de Dragon Ball e de beat’em up, com certeza vai encontrar no portátil da Nintendo um dos melhores jogos já produzidos do gênero.

Reprodução: Nintendo

Wario Land 4 (Exclusivo do Portátil)

Wario Land 4 é aquele tipo de jogo que me pegou de surpresa. Eu já conhecia o Wario mais pelo lado caótico dele, mas aqui notamos um cuidado com a jogabilidade que me fez ficar preso a ele por horas.

O jogo tem uma proposta diferente do que a gente estava acostumado nos plataformas da época, principalmente se comparado aos jogos do Mario. Não é só sair correndo da esquerda para a direita – tem exploração, tem ritmo e tem aquele momento de tensão quando você ativa o cronômetro e precisa sair da fase antes do tempo acabar.

Outra coisa que sempre me chamou atenção foi o visual. É tudo muito expressivo, cheio de animações exageradas, com o Wario reagindo a cada situação de um jeito único. O jogo busca ter uma personalidade própria.

E mesmo sendo um jogo de portátil, ele não se apoia só nisso. Tem fases bem pensadas, desafios que fazem você querer voltar para melhorar e pegar tudo que deixou para trás. O nível de criatividade é tamanho, que levar uma picada de uma vespa no jogo te incha o suficiente para inflar como um balão e alcançar areas mais altas.  Sensacional.

Wario Land 4 é, pra mim, um daqueles jogos que mostram como o Game Boy Advance tinha coisa muito além do óbvio. Talvez não seja o mais lembrado quando se fala da Nintendo, mas com certeza é um dos mais marcantes pra quem deu uma chance.

Reprodução: Ubisoft (quem diria, hein)

Lunar Legend (Exclusivo do Portátil?)

OK, vou ser sincero novamente, eu tô colocando Lunar Legend porque essa foi a versão que mais joguei desse clássico, sendo, inclusive, a versão que finalizei.

Ele talvez não seja a melhor versão do clássico de Sega CD, por conta das ausências de cutscenes. Por outro lado, ele se beneficia da portabilidade, afinal, eu podia jogar Lunar enquanto estivesse no banheiro. E isso é apenas uma das vantagens, porque estamos diante de um port muito bom, com a trilha sonora sendo bem competente, assim como os gráficos.

Sejamos sinceros que os gráficos de Lunar nunca foram o ápice da indústria de video games, mas o conjunto de fatores como gameplay, história, trilha sonora e animação sem dúvida realça a beleza do título. Pra quem não tinha acesso à versão original, com certeza se divertiu, assim como eu me diverti e recomendo Lunar Legend para o Game Boy Advance.

Hoje em dia deve ser uma pequena fortuna conseguir o cartucho, mas sabemos que dá para curtir esse clássico sem ser assaltado por algum salafrário vendedor de cartuchos usados.

Mario and Luigi: Superstar Saga (Switch Online)

Mario and Luigi: Superstar Saga é um daqueles jogos que, à primeira vista, parecem diferentes, mas, depois de jogar por algumas horas, você está se divertindo com o humor pastelão e bobo que só Luigi, o irmão engraçado, pode proporcionar.

Nessa aventura, controlamos ambos os irmãos e precisamos usar o poder da fraternidade para enfrentar os mais variados inimigos em fases com puzzles que dependem dos dois personagens para serem solucionados.

É um título que promete diversão e assim o faz, sendo um bom jogo para se jogar devagar, sem a loucura de querer terminar logo, e assim aproveitar a ambientação, as cores e a ótima trilha sonora. Se você tem um Switch e paga o online, então use-o e descubra mais esse grande clássico do Game Boy Advance antes de jogar a sua continuação exclusiva do Switch.

Reprodução: Game Freak/ Nintendo

Pokémon FireRed (Switch Eshop)

Eu não sou um grande fã de Pokémon como fui no passado, mas, se pudesse escolher um jogo dessa franquia que eu jogaria outra vez, com certeza seria Pokémon FireRed.

Esse foi um dos primeiros jogos da franquia que eu finalizei e me senti orgulhoso pelo feito, e, apesar de não ter ido atrás dos 300 e poucos pokémons para completar a Pokédex – até porque não sou pokecrackudo -, posso dizer que me diverti bastante durante toda a jornada.

Não é difícil entender por que as pessoas gostam tanto desse jogo, ao mesmo tempo em que me frustra ver como a Game Freak não está nem aí para os fãs e continua entregando o mínimo possível.

Estamos falando de um título lançado em 2004 e que está sendo vendido, quando ele deveria claramente fazer parte do sistema online do console da Nintendo.

É um título que recomendo, caso você nunca tenha jogado um jogo da franquia, mas certamente não incentivo a compra dele pelo preço que está sendo cobrado.

Reprodução: Nintendo

Kirby & The Amazing Mirror (Switch Online)

Kirby & The Amazing Mirror é, talvez, o jogo mais diferente da franquia no Game Boy Advance e isso se deve justamente por abandonar a estrutura linear e apostar em um mundo aberto, cheio de caminhos interligados e pouca orientação.

Aqui, mais do que simplesmente avançar, você precisa explorar, se localizar e descobrir por conta própria para onde ir, algo que pode tanto encantar quanto afastar dependendo da sua paciência. Ainda assim, é justamente essa quebra de padrão que faz dele uma experiência única dentro da série, e um ótimo exemplo de como até as franquias mais consolidadas podem se reinventar quando se arriscam um pouco mais.

Esse, junto de Kirby Super Star, talvez tenha sido um dos Kirby que mais joguei, e por isso digo que vale muito a pena investir um tempo nele. Se bem que, parando pra pensar, não lembro de ter jogado um Kirby realmente ruim… bom, talvez Kirby 64.

Reprodução: Internet

Conclusão

O Game Boy Advance foi, sem dúvida, um dos maiores consoles portáteis da Nintendo, e celebrar os seus 25 anos é resgatar um pedacinho dessa história que ele construiu ao longo da sua vida entre nós, jogadores.

Mesmo que você não tenha tido acesso ao console na época, hoje ao menos é possível revisitar esses jogos, seja pela emulação ou pelos serviços da Nintendo, e perceber como verdadeiras joias foram criadas mesmo diante das limitações do hardware. Quando fazemos um paralelo com os jogos atuais, fica difícil não sentir que a indústria, em muitos casos, relaxou na entrega do que nos oferece.

Talvez essa crítica venha de um lado mais nostálgico, ou simplesmente do quanto eu gosto do GBA. Mas, no fim das contas, o que importa é que estamos celebrando os 25 anos desse portátil que marcou uma geração.

E, para comemorar, eu vou jogar mais um pouco dele. Você pode escolher algum da nossa lista – ou, se tiver suas próprias recomendações, deixa aí nos comentários os seus títulos favoritos do Game Boy Advance.

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Super Bomberman Collection – 7 jogos clássicos em um pacote excelente | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2026/02/22/super-bomberman-collection-7-jogos-classicos-em-um-pacote-excelente-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2026/02/22/super-bomberman-collection-7-jogos-classicos-em-um-pacote-excelente-analise/#respond Sun, 22 Feb 2026 21:11:05 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=21755 A série Bomberman é uma daquelas franquias respeitadas do passado gamer, principalmente na era 16-bits, onde obteve maior destaque e sucesso. Lembro do meu saudoso pai alugando o Super Bomberman 4 de SNES na locadora, uma versão japonesa original que por algum motivo tinha na locadora Planet Games, perto da minha casa. Depois de jogos […]

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A série Bomberman é uma daquelas franquias respeitadas do passado gamer, principalmente na era 16-bits, onde obteve maior destaque e sucesso.

Lembro do meu saudoso pai alugando o Super Bomberman 4 de SNES na locadora, uma versão japonesa original que por algum motivo tinha na locadora Planet Games, perto da minha casa.

Depois de jogos em várias plataformas ao longo dos anos, até mesmo com lançamentos originais saindo até pouco tempo, a Konami — que adquiriu a produtora original, Hudson Soft — surpreendeu a todos soltando uma coletânea com todos os jogos da série lançados para o Super Nintendo (além dos dois primeiros games de NES).

Os títulos inclusos são:

  • Super Bomberman
  • Super Bomberman 2
  • Super Bomberman 3 (antes lançado somente na Europa e Japão)
  • Super Bomberman 4 (antes lançado somente no Japão)
  • Super Bomberman 5 (também lançado somente no Japão)

Jogos bônus:

  • Bomberman (NES)
  • Bomberman 2 (NES)

Será que esse lançamento é bem feito e vale sua graninha em troca de nostalgia? Vamos ver.

Reprodução: Konami

Jogabilidade

A jogabilidade da série Bomberman consiste em andar pelo mapa com o seu Bomber, destruindo os inimigos da CPU até encontrar a saída da fase. Todos os jogos dessa era seguiam esse padrão, com algumas mudanças de itens aqui e ali.

Outro modo de destaque — e talvez o de maior sucesso entre a garotada — era o modo Battle, onde quatro (ou mais, dependendo da versão) jogadores poderiam se digladiar numa arena até só sobrar um vivo.

Ambos os modos estão presentes em todos os jogos de Super Nintendo (Super Bomberman 1 ao 5) e a diferença entre eles é pouca, mudando mais a estética e uns pequenos detalhes. É notório que cada jogo é uma pequena evolução do anterior, e não há problema nisso.

Exclusivo dessa coletânea temos o modo Boss Rush, onde o jogador tem vidas limitadas para passar de todos os chefes de cada jogo e acredite: muita gente vai deixar de platinar a coleção por isso. Eu mesmo tentei e o negócio é difícil demais.

As trilhas sonoras dos games, principalmente as músicas do quarto jogo, são muito bacanas, quase todas compostas por June Chikuma, uma compositora que basicamente fez sua carreira em games na série Bomberman nessa época.

Reprodução: Konami

Apresentação

Um destaque merecido para Super Bomberman Collection é a sua apresentação visual. Produzida pela Red Art Games (sim, galera, uma empresa grande como a Konami não ia produzir uma coletânea de jogos de 30 anos atrás dentro do seu próprio prédio), o visual dos menus é excelente.

Além dos games em si, temos como ouvir a trilha sonora dos jogos e ver algumas artes de cada jogo.

Mas o destaque fica para a seleção dos jogos em si. Escolhemos os jogos pelas caixas deles, onde podemos abri-las e retirar o cartucho de dentro, além de ler o manual ali mesmo.

Inclusive, cada game tem sua caixa em 3D, além de um modelo 3D do cartucho de cada jogo, seja a versão americana, europeia e japonesa. Todas elas sem remover as referências à Nintendo, mesmo nas versões de PS5 e Xbox Series S|X.

Aliás, sobre as versões, é importante destacar que tanto Super Bomberman 4 quanto Super Bomberman 5 nunca foram lançados oficialmente no ocidente, e estão recebendo traduções em inglês (oficiais) pela primeira vez nessa coletânea. Inclusive já tem roms delas circulando por aí mas deixa quieto…

Outra coisa bacana é que os jogos foram editados para mostrar os botões de cada console, então não estranhe ver um botão Options do PS5 aparecer no menu de um jogo de Super Nintendo lançado em 1993.

Esses detalhes, como os menus bem animados e traduzidos, os cartuchos 3D, a não-remoção das referências à Nintendo e a edição direta das roms mostram que a Red Art teve um cuidado gigante com a franquia, além de trazer a estética japonesa dos lançamentos originais, mesmo eles sendo um estúdio ocidental.

Fica também de exemplo para empresas nacionais como a QuByte, que apesar de estar melhorando em suas coletâneas, não faz um trabalho sequer perto da qualidade dessa coleção dos jogos de Bomberman.

Reprodução: Konami

Veredito

Super Bomberman Collection nos traz de forma acessível 7 jogos cruciais na história da série Bomberman. Como é uma coletânea focada nos games de SNES, ficaram de fora alguns lançamentos como as versões de PC Engine e Mega Drive, além dos jogos mais fora da curva, como os games de Gameboy e a única versão para arcade, feita para o Neo Geo.

Obviamente que não era o foco aqui e é bom que eles tenham fechado o pacote em 7 jogos, ainda mais que dois deles são os primeiros dois games de NES que vieram de bônus.

Caso você lembre de Super Bomberman da sua infância ou queira apresentar uma série colorida e diferente pro seu filho(a), recomendo fortemente que comece por aqui.

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Esta análise de Super Bomberman Collection foi feita com uma cópia gentilmente cedida pela Konami. O game está disponível para PlayStation 5, Switch, Switch 2, Xbox Series S|X e PC (Steam).

Reprodução: Konami

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Love Hina | Revisitando o harém mais marcante da história https://www.arquivosdowoo.com.br/2026/02/04/love-hina-revisitando-o-harem-mais-marcante-da-historia/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2026/02/04/love-hina-revisitando-o-harem-mais-marcante-da-historia/#respond Wed, 04 Feb 2026 15:15:36 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=21587 Muitos podem não lembrar (ou nem eram nascidos :P), mas no finalzinho da década de 1990, assistir algo que nunca havia sido lançado oficialmente no país, com legendas, era como encontrar o El Dorado. Era necessário que uns caras arrumassem as fitas do Japão, legendassem em seus computadores com 128mb de memória RAM, convertessem a […]

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Muitos podem não lembrar (ou nem eram nascidos :P), mas no finalzinho da década de 1990, assistir algo que nunca havia sido lançado oficialmente no país, com legendas, era como encontrar o El Dorado. Era necessário que uns caras arrumassem as fitas do Japão, legendassem em seus computadores com 128mb de memória RAM, convertessem a legenda para o formato analógico e a jogassem numa outra fita cassete, pra assim vender caro em eventos de anime – que na época não eram tão conhecidos como hoje em dia – ou via correios mesmo (mandando o dinheiro por envelope!).

Mas um dia, Deus sorriu pra nós e a internet banda larga passou a se popularizar no Brasil. Encontrar aquele monte de animes legais que as revistinhas especializadas nos apresentavam deixou de ser um trabalho caro e complicado. No início dos anos 2000, algumas séries começaram a se popularizar entre o público que se autoproclamava “otaku” (deixando de lado os questionamentos filosóficos acerca do real significado da palavra :P).

Além de animes já conhecidos da galera, como Samurai X e Sailor Moon, outros títulos que não tinham qualquer previsão de exibição oficial no Brasil começaram a acumular um número expressivo de fãs. E um deles é o destaque desta matéria: Love Hina.

Reprodução: TV Tokyo

Por que Love Hina fez tanto sucesso

O sucesso da história não se deu por menos. O anime apresentava tudo o que muitos garotos procuravam: animação de qualidade, garotas bem desenhadas e um personagem principal facilmente identificável – um estudante simplório, sem sucesso com mulheres, que de repente se vê cercado por garotas lindas, cada uma com personalidade própria.

Como na vida real, as coisas não eram fáceis para o “herói”, que carregava o sonho de reencontrar um amor da infância. A suspeita de que uma das garotas da pousada pudesse ser essa menina da promessa é o coração da história criada por Ken Akamatsu.

Misturando comédia, romance, mistério e muito fan-service, Love Hina acabou conquistando também o público feminino.

 

Reprodução: TV Tokyo

A história

Criada por Ken Akamatsu e publicada inicialmente na Weekly Shonen Magazine em 1998, a série conta a história de Keitarô Urashima, um rapaz de 19 anos que não faz sucesso com garotas e ainda fracassou duas vezes no vestibular para a Universidade de Tóquio (a famosa Toudai).

A Toudai é o sonho máximo de qualquer estudante japonês. Nos anos 80, o vestibular era tão difícil – e só podia ser realizado uma vez na vida – que havia um preocupante índice de suicídio entre jovens de 15 a 19 anos. Posteriormente, as regras se tornaram mais flexíveis, permitindo múltiplas tentativas, mas a pressão social permaneceu.

Keitarô insiste na Toudai por causa de uma promessa feita na infância: reencontrar uma garota especial justamente nessa universidade.

Após ser expulso de casa por não estudar nem trabalhar, Keitarô vai até a cidade de Hinata, onde mora sua avó, dona de uma grande pousada. Lá, ele descobre que o local se tornou um dormitório feminino – e sua chegada não poderia ser mais caótica.

Confusões no ofurô, acusações de taradice e perseguições pela pousada marcam sua entrada triunfal. Eventualmente, sua tia Haruka revela que a avó deixou a pousada em seu nome, tornando Keitarô o novo administrador do local.

A partir daí, a história se desenvolve com muito humor, situações absurdas, pancadaria cartunesca e fan-service constante, enquanto Keitarô tenta estudar para o vestibular e conviver com as garotas.

Reprodução: TV Tokyo

As personagens

Naru Narusegawa é a personagem de maior destaque. Inteligente, centrada e temperamental, começa hostil a Keitarô, mas cria um vínculo forte com ele ao longo da série.

Shinobu é doce, insegura e uma das mais jovens moradoras da pousada. Aos poucos, aprende a se abrir e confiar nas pessoas.

Kaolla Su é a mais caótica: estrangeira, fã de armas e completamente fora da curva, funcionando como o elemento nonsense da trama.

Motoko Aoyama é a espadachim. Praticante de kendô, tem dificuldades em se relacionar com homens e um código de honra rígido.

Mutsumi Otohime é calma, otimista e diretamente ligada ao mistério da promessa de infância, além de possuir algumas habilidades curiosas.

Mitsune Konno, a mais velha, vive bebendo saquê e adorando provocar Keitarô com segundas intenções.

A variedade de personagens é um dos grandes trunfos da série, facilitando a identificação do público.

Reprodução: TV Tokyo

O anime

A animação de 24 episódios foi produzida pela XEBEC (com auxílio de outros estúdios, como Production IG e Cockpit) e exibida pela TV Tokyo em 2000. Além da série regular, Love Hina recebeu especiais de TV, OVAs e o arco final Love Hina Again.

Apesar da grande quantidade de material animado, o anime nunca foi uma adaptação totalmente fiel do mangá. Ainda assim, conseguiu preservar o espírito geral da obra.

A trilha sonora não é particularmente memorável, com exceção da abertura, lembrada mais pela nostalgia do que por impacto musical:

O mangá

Love Hina foi o grande sucesso do autor, que o levou a abrir portas para eventualmente criar Mahou Sensei Negima!, sua obra mais popular hoje em dia. Love Hina teve 120 capítulos, compilados em 14 volumes no Japão, e vendeu milhões de cópias.

Apesar do enorme sucesso comercial, Akamatsu nunca teve uma adaptação em anime que captasse totalmente a densidade emocional de seus mangás – algo que Love Hina também sofreu.

Mesmo assim, a obra permanece como referência absoluta do gênero harém.

Reprodução: TV Tokyo

Jogos da franquia

A série também ganhou diversos jogos oficiais no Japão, principalmente no auge de sua popularidade no início dos anos 2000. A maioria segue o formato de visual novel ou simulação de romance, com rotas alternativas e finais exclusivos.

  • Love Hina Pocket [ラブひな] (2000)

  • Love Hina: Totsuzen no Engage Happening [ラブひな 突然のエンゲージ・ハプニング] (2000)

  • Love Hina: Ai wa Kotoba no Naka ni [ラブひな 愛は言葉の中に] (2000)

  • Love Hina 2: Kotoba wa Konayuki no You ni [ラブひな2 言葉は粉雪のように] (2000)

  • Love Hina Party [ラブひなパーティー] (2001)

  • Love Hina: Smile Again [ラブひな 〜スマイル・アゲイン〜] (2001)

  • Love Hina Advance: Shukufuku no Kane wa Narukana [ラブひなアドバンス 祝福の鐘はなるかな] (2001)

  • Love Hina Gorgeous: Chirato Happening!! [ラブひな ごーじゃす チラっとハプニング!!] (2003)

Apesar desses jogos não terem sido lançados em inglês, o jogo Love Hina Advance foi muito popular na cena de roms na época em que foi lançado, pois recebeu tradução em inglês (E PORTUGUÊS) não-oficial. O game, assim como os outros, segue o esquema das Visual Novels, mas aqui temos mais interação, onde Keitarô deve dar as respostas certas para ganhar o coração de uma das meninas do dormitório.

A tradução em português tem um bug, onde a rota da personagem Shinobu congelava em certo ponto, então se puder jogar em inglês, é melhor.

Reprodução: Marvelous Entertainment

Love Hina no Brasil

O mangá chegou ao Brasil em 2002 pela JBC, no formato meio-tanko, que pra quem não sabe ou é jovem demais pra lembrar, era a forma que as editoras brasileiras faziam para baratear os custos: pegavam um volume original e dividiam em dois, criando uma arte de capa original para os números pares.

Apesar dos problemas gráficos comuns da época, como edição de quadrinhos usando o Paint, o lançamento foi um enorme sucesso comercial, que veio na segunda leva do boom de mangás nas bancas brasileiras no início dos anos 2000. A JBC também lançou o guidebook Love Hina Infinity, um livrinho complementar com informações sobre os personagens da série, coisa que era RARÍSSIMA de ser traduzida na época, e até hoje só sai no Brasil com séries gigantes, como One Piece.

Em 2013, a editora relançou a obra em formato original, com acabamento melhor e de acordo com os padrões dessa época. A tradução era a mesma, mas a edição dos quadrinhos foi melhorada (pararam de apagar os textos em japonês com o Paint e aprenderam a usar o Photoshop para reconstruir a arte) e num geral, ainda é a edição definitiva do mangá lançado no Brasil, tanto que até hoje você acha ele completo na Amazon e em outros sites.

Reprodução: JBC

Já o anime chegou oficialmente em 2006 pelo Cartoon Network, no bloco Toonami, com dublagem da Álamo. Posteriormente, foi exibido pela PlayTV no bloco Otacraze.

A dublagem brasileira é lembrada com carinho até hoje, com destaque para Ulisses Bezerra (Keitarô) e Melissa Garcia (Naru). O elenco todo na verdade era feito com a nata da Álamo na época. Ulisses (Shun de Andrômeda) deu um ar de bobão que combina muito com o Keitarô, e a Melissa Garcia como sempre sendo linda em tudo que faz, dando uma energia pra Naru que deixa a personagem mais apaixonante e chata (lol) que no original.

A continuação, Love Hina Again, nunca ganhou uma versão dublada, mas foi traduzida pelos diversos fansubs da época, e até hoje é possível achar por aí com certa facilidade, mesmo sendo um anime antigo.

Reprodução: TV Tokyo

Legado e conclusão

Desde a publicação original deste texto, muita coisa mudou ao redor de Love Hina e de seu criador. Após encerrar sua obra mais famosa, Ken Akamatsu consolidou ainda mais sua carreira com Negima! Magister Negi Magi, publicada entre 2003 e 2012, uma série mais longa, com tom shounen mais tradicional, mas que manteve elementos de comédia, fantasia e um grande elenco feminino.

Em 2013, o autor retornou ao mesmo universo com UQ Holder!, que funcionou como continuação espiritual de Negima e se estendeu por quase uma década.

Fora dos mangás, Akamatsu passou a atuar de forma mais ativa na indústria e na política cultural japonesa. Ele criou plataformas de distribuição digital para obras fora de catálogo e, em 2022, tornou-se o primeiro autor de mangá eleito para a Câmara dos Conselheiros do Japão. Desde então, tem se destacado por defender a liberdade criativa e os interesses da indústria de mangás e animes dentro do cenário político japonês.

Reprodução: TV Tokyo

Love Hina, por sua vez, continuou vivo no imaginário dos fãs. A obra recebeu reedições ao longo dos anos, teve artes comemorativas publicadas pelo próprio autor e foi amplamente lembrada durante as celebrações de seus 20 e 25 anos.

Mesmo sem novos animes ou continuações oficiais, a série segue sendo citada como um dos pilares do gênero harém moderno, influenciando direta ou indiretamente inúmeras obras que vieram depois.

Love Hina marcou profundamente quem acompanhava animes no início dos anos 2000. Muitos dos clichês atuais do gênero nasceram ou se popularizaram aqui.

Mesmo que hoje o gênero harém tenha perdido força, a história de Keitarô Urashima continua viva na memória de uma geração inteira.

E você… já sabe quem é a garota da promessa?

Reprodução: TV Tokyo

Dados da série

  • Produção: XEBEC (2000)
  • Episódios: 24 (TV) + 3 especiais + 3 OVAs
  • Criação: Ken Akamatsu
  • Exibição no Japão: TV Tokyo (19/04/2000 – 27/09/2000)
  • Exibição no Brasil: Cartoon Network / PlayTV
  • Distribuição: Cloverway
  • Mangá: Weekly Shonen Magazine (Japão) / JBC (Brasil)

 

Lista de episódios

01 – A Hospedaria de Garotas com Banho ao Ar Livre: Fonte Termal

02 – A Nova Residência de Shinobu

03 – Garota do Kendo Apaixonada? Esgrima

04 – A Promessa Sobre Toudai de 15 Anos Atrás: Diário

05 – Uau, uma Viagem para Kyoto! Excitante

06 – O Primeiro Beijo de Keitarô foi com…? Viagem

07 – Primeiro Encontro, Sentimentos Verdadeiros de Keitarô: Hoje em Dia

08 – A Garota do Kendo e a Lenda da Terra do Dragão: Isto é um Sonho?

09 – O Caso do Dinheiro Desaparecido de Hinata: Um Mistério

10 – Quem é a Bela Mulher Caminhando à Luz da Lua? Transformação

11 – A Ídola Vestibulanda Tentando Entrar para Toudai: Canto

12 – Mudança após Casamento? O Domingo de Motoko: Feminino

13 – O Primeiro Beijo tem Gosto de Limão? Chocolate?

14 – Encontro? A Atração de Naru por um Professor da Toudai: Amor!

15 – Eu te Amo! Confissão Romântica Dentro de uma Caverna: Conto Exagerado

16 – Apresentação de Macaco na Casa de Chá Beira-Mar de Hinata: Um Beijo?

17 – Hipnotizado por Naru? A Ilha Assombrada! Há Algo Suspeito!

18 – Garotas Bem-Vestidas em Yukata para o Festival de Verão: Vamos Lá!

19 – Casar-se? Um Príncipe do Outro Lado do Oceano: Quente

20 – Uma Promessa com uma Garota Adormecida

21 – O Ciúme Explode?! O Casal Apaixonado no Barco. Armadilha

22 – O Plano da Irmã Mais Nova, Mei: Não Pode Ser!

23 – Partido em Pedaços. Naru Oscilando Entre Sentimentos

24 – Comemore! As Flores Estão Desabrochando na Toudai? É Amor?

25 – A Escolha de Motoko: Amor ou Espada (episódio extra)


Este texto foi escrito originalmente em 2007 (!) por mim para o site Jbox, mas devido à reformulação do portal, acabou perdido por lá e por isso trouxe para cá, com adaptações e atualizações. Espero que gostem dessa viagem ao passado tanto quanto eu gostei de revisitar um texto meu de anos atrás.

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Após o primeiro jogo, a Capcom resolveu, assim que ele foi lançado nos EUA, anunciar a produção do segundo jogo. Isso foi em 2001, bem no início ainda da era do PlayStation 2.

Depois do sucesso de Onimusha: Warlords, a ideia era expandir os conceitos do primeiro jogo. Apesar disso, o game não foi produzido pelo mesmo grupo interno da Capcom que havia feito Onimusha: Warlords. Mantido do primeiro jogo, ainda temos o cabeça, o produtor e eterno vagabundo, Keiji Inafune.

Ele, que na época não era conhecido por enganar o público com seus Kickstarters falidos, ainda era visto com bons olhos pela mídia especializada, vindo de jogos de sucesso como a série Mega Man X.

LEIAM – Onimusha Warlords Remaster | Um clássico atemporal, ou quase

Lançado originalmente em 2002, Onimusha 2: Samurai’s Destiny conta a historia de Jubei Yagyu, que teve sua vila atacada por Oda Nobunaga, que após a morte do vilão Fortinbras no primeiro jogo, tomou conta das tropas dos demônios Genma e deseja dominar todo o Japão.

Após ver que toda sua vila foi destruída, Jubei sai em uma missão de vingança para deter Nobunaga. Logo no início de sua aventura, Jubei conhece seus quatro amigos que irão aparecer durante quase todo o jogo:

  • Ekei, um gordão cachaceiro e mulherengo;
  • Magoichi, um guerreiro supostamente honrado;
  • Kotaro, um ninja jovem;
  • Oyu, uma ninja peituda.

Esses personagens são a origem de boa parte das mudanças trazidas para essa continuação, pois sua relação com eles, alimentada por presentes, faz com que certas rotas e cenas de história mudem.

Outro detalhe bacana é que, dando continuidade ao lance que Onimusha tem de colocar atores famosos interpretando protagonistas, aqui temos Yusaku Matsuda, famoso ator que faleceu em 1989, dando seu rosto ao jogo de forma póstuma.

Divulgação: CAPCOM

História

Os diálogos durante a aventura parecem menos focados se comparados com o primeiro jogo. Jubei, apesar da urgência em enfrentar Oda Nobunaga, que destruiu sua vila, passa boa parte do tempo fora do combate tendo conversas leves com seus companheiros ou então recebendo flertes da Oyu.

Onimusha 2: Samurai’s Destiny conta com uma história que claramente tenta ser mais leve, puxando um pouco para o teatro Noh — estilo de peça clássica no Japão –, caracterizado pelos figurinos e movimentos exagerados. Jubei é a exceção, sendo praticamente um Dedé Santana de todas as trapalhadas que acontecem ao seu redor.

Até mesmo os vilões, como a Gorda (que esqueci o nome) e o divertido Gogandantess, oferecem combates difíceis mas que acontecem entre cenas bem leves. Não é um problema em si, mas dada a ambientação e a história principal que está ocorrendo, o tom de algumas cenas parece bobo, apesar de inofensivamente divertido.

LEIAM – Wario Land II | Análise

O vilão, Oda Nobunaga, é citado diversas vezes durante a história, mas sua primeira aparição real é somente como chefão final, não sendo uma ameaça verdadeiramente presente durante a aventura, tirando o fato de que os vilões estão a seu serviço.

Grande foco de Onimusha 2: Samurai’s Destiny é dado para a relação de Jubei com Oyu, mas as cenas de interação entre eles faz parecer que seu relacionamento é artificial ou instantâneo demais, e como não há tantos documentos que aumentam a bagagem da história, como é na série Resident Evil, realmente parece que tudo acontece rápido demais.

Jubei conhece os quatro “amigos” no início da jornada, e se torna instantaneamente íntimo de todos eles, a ponto até mesmo deles aparecerem durante momentos críticos para te ajudar. Apesar disso, tirando Oyu, os outros três não possuem um fechamento digno, e são esquecidos no momento em que você chega na última área do jogo.

Divulgação: CAPCOM

Jogabilidade

O game traz de volta muitos conceitos do primeiro Onimusha, como o gameplay similar a Resident Evil, com câmeras fixas que atrapalham bastante no combate mais voltado ao corpo a corpo. É um take mais leve no gameplay da série de zumbis, pois você raramente passa sufoco em relação a itens de cura e os inimigos são consideravelmente menos implacáveis.

Após a introdução, Jubei pode começar a absorver almas assim como Samanosuke fazia no primeiro game. Ao segurar o botão O, o personagem pode absorver as almas voadoras que aparecem após derrotar inimigos. Essas almas servem como “moeda” para melhorar as armas e vestimenta de Jubei.

Sobre as tais armas, nosso arsenal tem quatro armas que representam elementos diferentes, cada uma com um estilo de combate que muda ligeiramente os golpes usados, além de seus ataques especiais.

O peitoral, avambraço e e botas da armadura também podem ser melhorados com almas vermelhas, deixando o personagem mais forte em termos de ataque, defesa e velocidade.

Jubei também tem acesso a um arco e flecha e uma espingarda, que ajudam pouco no combate e servem mais para tirar você de um sufoco sem se aproximar de inimigos.

Além disso, ao pegar 5 almas roxas e apertar L2 + R2, é possível se transformar no Onimusha, uma forma onde o ataque melhora e fica mais rápido, que deve ser guardada para chefes ou momentos mais difíceis. Na versão original do jogo, a transformação acontecia automaticamente, e essa ativação controlada é uma das melhorias do remake.

Divulgação: CAPCOM

 

Dar presentinhos para os amigos

Também novo no segundo jogo da série é o sistema dar presentes. Ao comprar ou adquirir ao longo do jogo certos itens, eles podem ser dados como presentes para seus quatro amigos.

Isso melhora sua relação com eles, o que rende alguns itens que te ajudam na jornada, mas principalmente cutscenes diferentes em determinados pontos da história caso seu nível de amizade com os personagens esteja alto.

Essas ramificações na história não alteram drasticamente seu curso, mas criam alguns momentos onde você pode controlar outros personagens e ver pequenas interações diferentes aqui e acolá.

Os personagens têm diferentes gostos e alguns podem preferir mais uns itens do que de outros, mas num geral o ideal é você tentar e ver o que acontece. OU seguir essa tabela, mas isso tira um pouco da graça do primeiro gameplay.

Uma pena que esse sistema de semi-RPG, onde você volta à vila principal, compra itens com as moedas que os primeiros inimigos dropam, é simplesmente ABANDONADO antes da metade do jogo.

Isso é muito estranho, pois os seus presentes e dinheiro ficam sempre visíveis no menu de pausa, mesmo perdendo a total utilidade quando você sai da área inicial.

Fora que, como a amizade dos personagens não tem uma barra de progressão visível, é bem difícil manipular esse sistema para ver todas as rotas do jogo, sendo algo que deveria ter sido mais bem pensado antes de ser colocado como uma das mecânicas mais relevantes que diferencial Onimusha 2 do primeiro jogo.

Onimusha 2: Samurai's Destiny
Divulgação: CAPCOM

Remaster

Em 2018, o primeiro game foi remasterizado, esse remaster sofreu diversas críticas, principalmente devido a troca da trilha sonora, devido aos problemas com o suposto compositor Mamoru Samuragochi, que na verdade era um plagiador safado. Vale muito a pena inclusive pesquisar vídeos sobre o cara, já que sua história de picaretice lembra casos como o do falso dono da Gol aqui no Brasil.

Mas o que você precisa saber sobre isso agora é que esse cara ficou tão queimado que tiveram que fazer uma trilha sonora nova para relançar o primeiro jogo. Já em Onimusha 2: Samurai’s Destiny, a trilha foi realmente feita por Hideki Okugawa, que está presente nesse relançamento.

Agora em 2025, o segundo jogo recebeu uma remasterização. Esse novo pacote traz as melhorias de sempre, como gráficos em HD, trilha sonora que pode ser ouvida no menu do extras, artworks, minigames e roupas especiais estão liberadas desde o início.

Isso é bom porque, sendo bem sincero, esses minigames são ruins e as roupas só eram liberadas após fazer tudo no jogo, então não tinha muito motivo para usá-las.

Outra adição maravilhosa é o salvamento automático, que ocorre de vez em quando, e também a primeira vez a tradução do game para português brasileiro, e foi com ela que joguei a história.

Posso dizer que a tradução está boa, assim como nos outros games recentes da Capcom, mas senti que evitaram usar muito a palavra “Genma“, que se refere aos demônios do jogo. No lugar, usam “demônio” mesmo, o que é um tanto peculiar.

Uma pena que a tradução tenha sido feita em cima do inglês, que não é uma tradução muito fiel ao original. Os diálogos são encurtados para caber na dublagem americana, e isso acabou sendo trazido para a versão em português.

Onimusha 2: Samurai's Destiny
Divulgação: CAPCOM

Também há adições de qualidade de vida, como a já citada ativação do poder Oni ao apertar os dois gatilhos juntos (ao invés de ativar automaticamente quando se tem 5 orbes azuis) e também a possibilidade de trocar de armas sem dar pause, além da virada de 180º, que é feita apertando R3.

A principal mudança mesmo é a possibilidade de controlar o personagem com o analógico. Nesse modo, o controle de tanque dá lugar a controles naturais, onde o personagem vai pra onde você aponta a alavanca.

Isso muda TOTALMENTE a forma como o jogador encara os combates, mas alguns golpes de comando são melhor executados com o direcional, já que por ele os comandos são sempre os mesmos, não precisando serem executados na direção do inimigo.

As opções gráficas da versão de PC são boas, permitindo jogar em janela e tanto no controle quanto no teclado. Porém, nota-se que usaram uma API mais antiga, visto que não há suporte nativo ao controle DualSense, Dualshock 4 ou o Pro Controller do Nintendo Switch, restando ao jogador fazer uso da ferramenta de controles da própria Steam ou ao DS4Windows.

Assim, mesmo usando controles da Sony ou da Nintendo, os botões na tela sempre serão de PC ou de Xbox. Já existe um mod no nexusmod que permite a substituição dos ícones para os do PlayStation, mas ainda nada de suporte nativo via atualização.

Um grande ponto desse Remaster é que o jogo foi recompilado na RE Engine, não sendo uma emulação do PlayStation 2. Por isso ele permitiu as mudanças como save automático e a troca instantânea das armas, já que o jogo foi basicamente refeito do zero, usando assets e código-fonte da versão original.

Onimusha 2: Samurai's Destiny
Divulgação: CAPCOM

Veredito

Onimusha 2: Samurai’s Destiny é um jogo bem simples, que inova pouco em relação ao seu antecessor. Sua história serve basicamente como plano de fundo para colocar o falecido ator Yusaku Matsuda vestido de samurai, matando demônios ao lado de uma ninja peituda.

O sistema de quase-RPG é deixado totalmente de lado após algumas horas de jogo, voltando a ser o velho e bom Resident Evil de samurai,  o que pesa um pouco na percepção da qualidade geral, visto que parece que as ideias foram coladas aqui e ali sem muita coesão.

É importante no entanto, que esse jogo seja trazido de volta para a geração atual, com um porte competente para PCs também, já que a preservação desses títulos é de suma importância, ainda mais nessa era onde jogos físicos estão cada vez mais raros.

De bônus, é interessante notar que os cenários e vídeos receberam upscale com IA e retoque humano, deixando os visuais bem bonitos que casam bem com a resolução HD dessa nova versão. As CGIs em especial, ficaram muito lindas com imagem melhorada.

Esse pode não ser o melhor dos quatro Onimusha’s principais, mas foi um pequeno passo de evolução da série que em breve deve voltar com tudo em seu novo jogo. Com suas 7 a 9 horas de jogo, esse é um game que nos deixa antes de ficar chato, permitindo o jogador a voltar e tentar ver as outras ceninhas que acontecem durante o gameplay, além de tentar o novo modo Hell, onde se morre com um único golpe.

E não se preocupem: o remaster do terceiro jogo está sendo desenvolvido. E com Jean Reno e tudo.

Nota: 7,5/10

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Esta análise foi feita com uma cópia do jogo para PC, gentilmente cedida pela CAPCOM. Onimusha 2: Samurai’s Destiny também está disponível para PlayStation 4, Switch, Xbox e Windows.

Onimusha 2: Samurai's Destiny
Divulgação: CAPCOM

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O que eu joguei em 2024 | Tony Horo https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/02/22/o-que-eu-joguei-em-2024-tony-horo/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/02/22/o-que-eu-joguei-em-2024-tony-horo/#respond Sat, 22 Feb 2025 20:27:36 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=19242 Um ano totalmente aleatório Olá, amigos. Mais um ano, mais uma lista. Dessa vez, joguei um jogo a menos que o ano passado, totalizando 31 jogos zerados. Aqui você já sabe o esquema: postamos a lista dos jogos que jogamos com um breve review. Assim, você pode ver o que te interessa na lista e […]

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Um ano totalmente aleatório

Olá, amigos. Mais um ano, mais uma lista. Dessa vez, joguei um jogo a menos que o ano passado, totalizando 31 jogos zerados.

Aqui você já sabe o esquema: postamos a lista dos jogos que jogamos com um breve review. Assim, você pode ver o que te interessa na lista e comentar depois se vai jogar ou jogou cada um dos citados.

LEIAM – Moons of Darsalon – Uma viagem de escolta ao mundo das luas

A temática desse ano pra mim foi de “jogar qualquer coisa“; pois jogos foram segundo plano em um ano que tive que me dedicar aos estudos. E de modo geral, joguei algumas coisas mais para esvaziar a cabeça, como horas de EA FC 24 e alguns jogos de corrida, como Forza Horizon 4.

Estatísticas

Como sempre, eu fiz uma planilha arrumadinha com tudo que eu ia jogando.

Assim, dos 31 jogos que zerei esse ano, as plataformas que joguei cada um foram:

  • PC: 12 jogos
  • PlayStation 5: 9 jogos
  • Switch: NADA (rapaz…)
  • PlayStation 3: 1 jogo (com platina!)
  • Super Nintendo: 3 jogos
  • NES, 3DS, Dreamcast e Mega Drive: 1 jogo cada.

Sobre o gênero dos jogos, surpresa principalmente para o gênero Survivor Horror, que eu sempre fui meio cagão a minha vida toda, e esse ano fiz uma maratona de Resident Evil pra tirar toda vergonha do meu corpo.

  • RPG: 4 jogos
  • Corrida: 4 jogos
  • Plataforma (2D e 3D): 7 jogos
  • Ação: 7 jogos
  • Beat n’ up: 2 jogos
  • Metroidvania: 1 jogo
  • Survivor Horror: 4 jogos
  • Simulator, FPS e Shooter: 1 jogo cada

    Vamos à lista:

1) Sonic CD (PC, 1993*)

Reprodução: Internet

Sonic CD estava na minha lista de espera à anos e finalmente terminei. Ele tem a estética perfeita: um jogo de 16-bits bombado. As animações e trilhas sonoras (japonesa e americana) são ótimas, mas o level design deixa muito a desejar.

Recomendo pra quem deseja zerar todos os Sonics 2D, mas se for só pela estética mesmo, melhor só jogar o Sonic Mania.

*zerado no PC

2) Max Payne (PC, 2001)

Reprodução: Internet

Talvez meu jogo favorito de PC de todos os tempo. Fazia anos que não zerava ele e mais uma vez voltei pra matar saudade do Max. A dublagem em português faz desse jogo ir de 9/10 pra 15/10, de tão boa que é. Recomendo jogar esse sempre no PC e com mouse e teclado.

3) Alan Wake II (PC, 2023)

Reprodução: Internet

Por coincidência, mais um jogo da Remedy em sequência. Alan Wake 2 se tornou um game muito mais explorativo do que aquela aventura quase de plataforma do primeiro jogo. É muito bonito e tem uma história interessante, mas algumas mecânicas realmente deixam o game mais enrolado, ao ponto que se você só está lá pela história e pelo gameplay, mas não está a fim de resolver puzzles para progredir, talvez se frustre um pouco.

Outra tristeza é que a história não fecha nesse, deixando mais pontas soltas que sabe Deus lá quando vão fechar.

4) Prince of Persia: The Lost Crown (PC, 2024)

Reprodução: Internet

Meu jogo favorito de 2024, por incrível que pareça. Lost Crown é um metroidvania moderno que traz um frescor ao gênero, com mecânicas de combate divertidas que vão além de só apertar o botão de ataque ad infinitum e subir de level.

Foi muito mal marketeado pela Ubisoft, onde venderam o primeiro trailer através de uma música de Rap moderna, tirando um pouco da simpatia dos possíveis consumidores com o protagonista, que dessa vez não é o príncipe, mas sim um soldado que deve salvá-lo.

Vendeu pouco, infelizmente, mas a Ubisoft não mandou ninguém que trabalhou nele embora, então vamos ver sobre o futuro.

5) Persona 3 Reload (PC, 2024)

Reprodução: Internet

Eu joguei Persona 3 FES no PS2 numa fase muito conturbada da minha vida. Tinha pouco tempo livre devido ao colégio e provavelmente sofria depressão que nunca foi diagnosticada. Devido a isso, talvez eu tivesse gostado muito mais do jogo na época que ele lançou, já que ele trata temas bem similares na sua história.

O que ocorre é que eu TAMBÉM tava um pouco sem saco pra JRPG na época e dropei e só agora em 2024 que passei pela sua história, nesse remake que a ATLUS fez.

Os gráficos estão muito bonitos e a jogabilidade melhorou bastante, com diversas adições de qualidade de vida. Infelizmente, a saga da Aigis que era um modo separado no original, virou um DLC pago (que não joguei).

Um ótimo JRPG que me fez pagar um mêszinho de GamePass só pra jogar.

6) Mega Man 2 (NES, 1989*)

Reprodução: Internet

Clássico do NES, não tem muito o que falar. Dos Mega Man clássico, esse é o mais redondinho nas mecânicas, level design e trilha sonora. Então, caso você queira conhecer a série original do puro aço, vai nesse.

O Legacy Collection está disponível em todas as plataformas e tem ferramentas como save state e até rewind, então é bom para quem quer treinar antes de levar o jogo mais a sério, ou só se divertir mesmo sem muitas frustrações. Recomendadão.

*jogado no PC via emulador dessa vez

7) Granblue Fantasy: Relink (PS5, 2024)

Reprodução: Internet

Um JRPG de um time diferente, cujo investimento foi grande devido ao grande lucro que o Granblue gacha dá para a empresa.

Ele lembra muito Tales of Arise, tanto na estética quanto no gameplay. A história talvez exija que você conheça a lore do gacha minimamente, mas eu sequer joguei 1 min dele e consegui me divertir, só que não me importei muito com os personagens.

Ele é um action JRPG muito bom, bonito e com trilha sonora voltado para o épico. Se você puder jogar em qualquer lugar que não seja um PS4, vai se divertir bastante.

Ao final do jogo, ele abre meio que um modo de missões online de caça a monstros meio parecido com Monster Hunter, e me parece que esse é o verdadeiro “grosso” do jogo. Mas como eu joguei no PS5 e não assino Plus, eu fiquei de fora dessa brincadeira.

Também fiz esse review em vídeo aqui! LINK

8) Gran Turismo 7 (PS5, 2022)

Reprodução: Internet

Um dos melhores jogos de corrida “sérios” atualmente, sendo o mais acessível também entre os de simulação.

A Polyphony segue adicionando carros e pistas até hoje e isso faz com que eu sempre volte nele.

Diferente de outros jogos anteriores onde era necessário jogar simplesmente TUDO pra poder zerar, nesse aqui eles colocaram um sistema de “cardápios” onde o esquisito do Lucca te dá 3 corridas temáticas para chegar no mínimo em 3º lugar. Ao final delas, você termina o cardápio e ele conta uma história sobre os carros envolvidos, te dando eles de presente.

É uma progressão simplística que tira aquela sensação de ser um piloto galgando espaço entre outros corredores que tinha até o GT4, mas ao mesmo tempo é melhor que a aproximação direta de jogos anteriores, como GT6 e o horrível Sport.

9) Star Fox 64 3D (3DS, 2011)

Reprodução: Internet

Volta e meia eu ligo o 3DS pra bateria dele não morrer e sempre caio pro Star Fox 64 3D, já que ele é mais fácil de zerar rapidamente e a emulação no PC não é muito boa ainda.

A versão não perde nada para o original de 64, a menos se você comparar com o port nativo pra PC que uma galera têm feito recentemente. O jogo foi redublado pela maioria dos atores originais, trazendo um som mais limpo para todas as falas.

Recomendo muito esse, principalmente de se tentar pegar medalha em todas as fases. Eu nunca consegui.

10) Top Gear (SNES, 1992*)

Reprodução: Internet

Outro clássico de SNES que dispensa apresentações. Dessa vez joguei no collection feito pela brasileira QByte, que como você pode ver no review linkado acima, teve seus altos e baixos nessa versão.

À época que joguei e escrevi, ainda não tinham saído updates, como a remoção do filtro CRT com tremilique e também os troféus marcando quais pistas você chegou em primeiro, o que é essencial para ir atrás da platina.

Atualmente (em fevereiro de 2025 quando estou escrevendo essa parte) estou tentando terminar o TG2 na mesma coleção, então no texto desse ano talvez falaremos mais sobre esse port.

*zerado no PS5 dentro da Collection, como falei.

11) Streets of Rage 2 (Mega Drive, 1992)

Reprodução: Internet

Clássico do Mega Drive, dessa vez zerei a rom original, pois lembro que uns anos atrás eu tinha jogado um romhack que você jogava com o Luffy (??) e aquilo meio que deixou uma mancha pra mim.

Dos 3 do Mega, é meu preferido, mas o 1 também é muito bom. Caso jogue o 3, pegue a versão japonesa sem censura.

12) Final Fantasy VII: Rebirth (PS5, 2024)

Reprodução: Internet

Finalmente a Square-Enix lançou a continuação do maravilhoso FF7 Remake, e dessa vez eles tentaram aplicar o mundo aberto do jogo original e conseguiram fazer isso muito bem.

O problema pra mim é que os gráficos apanharam um pouco, devido ao escopo do jogo, onde tiveram que dar uma diminuída na resolução no PS5 para que ele rodasse de forma fluida ainda. Nada que seus olhos não acostumem com o tempo também.

Fora isso, o final deixa um gosto meio amargo, já que o diretor resolveu privar os jogadores do momento mais marcante da história dos videogames só pra contá-lo de forma esquisita e fragmentada.

Assim, o jogador termina o jogo sem entender realmente o que houve. Logicamente eles vão entregar isso no início da parte 3, mas não vai ter o mesmo peso de um clímax de final de jogo.

Eu quase platinei esse aqui, mas ainda tenho que zerá-lo de novo e não vou fazer isso tão cedo. Bom jogo apesar de tudo, mas não é melhor que a parte 1.

13) Mighty Morphin Power Rangers: The Movie (SNES, 1995)

Reprodução: Internet

Talvez para aqueles que não tiveram SNES na infância, esse jogo possa parecer estranho, mas pra quem teve, ele é provavelmente um dos mais conhecidos. MMPRTM era incluso em diversas coletâneas piratas, daquelas “5 em 1”, devido ao tamanho minúsculo de sua rom e também por ser de uma franquia popular.

Ele é um beat n’ up meio diferente, pois você não anda livremente no cenário (diferentemente da versão de Mega). Aqui você tem duas “lanes”, e você pode trocar entre elas apertando R.  É diferente porém funciona muito bem.

A trilha desse jogo é LOUCA, um dos melhores trabalhos no SNES, até com alguns remixes por aí como esse da primeira fase, que mixa a versão do jogo com o tema da série.

Muito divertido, principalmente se você estiver introduzindo uma criança menor ao mundo dos jogos.

14) Mega Man X (SNES, 1993*)

Reprodução: Internet

Outro jogo que eu sempre revisito uma vez ao ano, já apareceu nas minhas listas algumas vezes, acho.
Melhor Mega Man de todos os tempos. Caso queira jogar em console moderno, tem no Legacy Collection do X, mas o ideal é jogá-lo num controle fininho do SNES mesmo.

*jogado no PS5 no Mega Man X Legacy Collection.

15) Sand Land (PS5, 2024)

Reprodução: Internet

Um jogo de ação com toques de RPG, feito em cima do anime baseado no mangá one-shot do finado Akira Toriyama.
É bem divertido andar pelo deserto e construir tanques novos é legal, mas a customização poderia ser mais direta.

A navegação pelo cenário fica muito complicada quando se atinge a área do país da Floresta, pois os caminhos não ficam muito claros.

Tentei de tudo pra platinar, mas chegou uma hora que ficou inviável e fui vencido pelo cansaço, a ponto que não consigo voltar pra ele tão cedo.

16) Game Dev Story (PC, 1997)

Reprodução: Internet

Jogo de simulação feito pela Kairosoft, onde você gerencia uma empresa de criação de jogos. Os gráficos são muito bonitinhos e a trilha sonora meio 8-bits deixam o pacote todo mais divertido.

Posteriormente, foi copiado na cara dura no jogo Game Dev Tycoon, onde roubaram todas as mecânicas desse jogo. Mas na dúvida, jogue original mesmo.

Tem como jogar ele no Android e iPhone, visto que ele é um port de um jogo antigo feito para flip phones japoneses. Eu zerei no PC dessa vez, onde finalmente colocaram uma tradução em português muito bem feitinha.

17) Gears of War 4 (PC, 2016)

Reprodução: Internet

Eu nunca fui fã da série Gears. Eu não tive nenhum Xbox até recentemente (e já revendi o 360 que eu tinha, coisa essa que me arrependo) e por isso nunca tive contato com a série. Ela também se popularizou num momento em que eu estava desacreditado com jogos. Sabe, aquela época onde tudo era cinza e marrom no PS3 e tal? Então.

Apesar disso, meu amigo veio aqui em casa e jogamos Gears 4 do começo ao fim em co-op local e foi muito divertido. O jogo também é um soft reboot, já que jogamos com o filho do Markus Phoenix, protagonista dos jogos anteriores.

É um jogo onde você não pensa muito e só se diverte mesmo. A dublagem em português é bem legal também.

18) Hi-Fi Rush (PC, 2023)

Reprodução: Internet

Um jogo japonês financiado pela Bethesda, como que pode, né?
Aqui temos um beat-n-up 3D estilo meio anime mas com traços tendendo mais para animações ocidentais, onde o protagonista faz tudo de forma ritmada. Acertar os combos, pular, dar dash… TUDO é no ritmo da batida que fica constantemente pulsando na tela.

Leva uns minutos para acostumar, mas eu consegui zerar o jogo no Hard, que me parece o desafio ideal para que o game não fique enfadonho. As músicas são muito boas, contendo até algumas canções licenciadas, por algum motivo.

É um pouco longo, talvez. Mas vale a pena. Uma continuação será feita no futuro.

19) Mega Man: Battle & Chase (PS1, 1997)

Reprodução: Internet

Um jogo de corrida de Mega Man com gráficos 3D, muito bonito pela época que foi feito.
Inicialmente não foi lançado nos EUA, mas a versão europeia em inglês existe desde a época, sem falar que no PS2 teve um port que era desbloqueado ao zerar todos os Mega Man X no Collection lançado naquele console.

Não é um Mario Kart, mas é legal pela customização dos carros. Se você gosta desse tipo de jogo de corrida, pode tentar esse pois é mediano pra bom.

20) Crazy Taxi (PC, 1999) [100%]

Reprodução: Internet

Bom jogo arcade para Dreamcast e PC (onde joguei dessa vez). A graça dele está em dominar o Crazy Dash e o Crazy Drift, que são essenciais para tirar ranking A e ver os créditos.

“Zerar” o jogo aqui consiste em fazer todas as missões do modo Crazy Box. É BEM DIFÍCIL, mas depois que você domina essas mecânicas, vai perceber que o jogo não é só sobre ir pra lá e pra cá pegando passageiros. Tem que dominar como sair com o carro, fazer drift, parar rápido e reconhecer os melhores caminhos para chegar nos destinos. Um clássico que pouca gente sabe jogar realmente.

21) GTA: Vice City The Definitive Edition (PS5, 2021)

Reprodução: Internet

Finalmente zerei Vice City e minha experiência foi mista. Sempre se falou muito desse jogo como se ele tivesse uma história excelente, mas o que eu vi aqui é só uma cópia de Scarface que se perde lá pra metade do jogo e o resto das missões se resume a fazer entregas e matanças que não se encaixam com nada na história.

Porém, GTA também pode ser visto como um grande sandbox, então é justo apreciá-lo por isso. Eu só esperava mais da história, e ela é curta e não entrega nada.

22) Doom (PC, 1995*)

A Bethesda relançou Doom I e II com mods e t

Reprodução: Internet

udo em todas as plataformas e quem tinha os ports antigos nos consoles modernos e Steam, ganhou essas versões novas também. É um clássico e recomendo baixar o mod de jogar com a trilha sonora do 3DO, que é diferentona.

23) GTA: San Andreas The Definitive Edition (PS5, 2021)

Reprodução: Internet

Agora sim o melhor GTA já feito. A história finalmente é boa e o jogo é umas 4x maior que o Vice City. Eu nunca joguei San Andreas quando era pequeno, porque eu gostava mais de jogos japoneses.

Infelizmente, eu zerei esse remaster uns poucos meses antes de atualizar a versão de consoles com a iluminação antiga, então eu joguei com a imagem bem zoada. Um ótimo jogo mesmo.

24) Yakuza: Like a Dragon (PS5, 2020) [Platina]

Reprodução: Internet

Fiz uma análise bem detalhada desse jogo no texto linkado acima, mas quero dizer aqui que esse é um dos melhores JRPGs no PS4/PS5, ficando bem equivalente ao Final Fantasy VII Remake, tanto em jogabilidade, como em qualidade técnica.

Aqui temos o primeiro jogo da série em formato de JRPG, que também é uma espécie de soft-reboot. Então, caso não tenha jogado nenhum anterior a esse, pode ir atrás que é maravilhoso, principalmente se você gosta de histórias com setting moderno e também de jrpgs clássicos de turno, como Dragon Quest.

25) O Escudeiro Valente (PS5, 2024) [Platina] 

Reprodução: Internet

Também com texto meu no site (linkado acima), The Plucky Squire é um jogo bem simples de aventura estilo Zelda antigo, mas que em partes se torna um jogo 3D parecido com o remake de Link’s Awakening que saiu pra Switch há alguns anos.

É simpático e eu platinei ele num dia só. Muito doido (não façam isso porque cansa).

26) Resident Evil 3: Nemesis (Dreamcast, 1999)

Reprodução: Internet

Um jogo que eu passei anos devendo, mas que finalmente resolvi parar de ser frouxo e joguei. É muito mais voltado pra ação que o segundo jogo. Ainda que seja uma experiência mais curta, ele é bem divertido. O sistema de esquiva é meio estranho mas com sorte você consegue fugir do Nemesis pra não morrer fácil.

Zerei no próprio Dreamcast, e é legal pois o VMU mostra a vida da Jill o tempo todo na telinha. É a melhor versão do game.

27) Deadpool (PS3, 2013) [Platina]

Reprodução: Internet

Após assistir o excelente Deadpool & Wolverine, resolvi ir atrás desse jogo. Infelizmente, a versão de PC não vende mais e as de console tão custando os zóio da cara. Mas graças a DEUS, meu PS3 é desbloqueado então consegui aproveitar esse jogo muito bem feitinho.

A graça dele é jogá-lo no modo mais difícil, pois ele oferece um desafio onde o medo de morrer faz você andar em cada parte do cenário com cautela, diferentemente do modo normal, onde todos os inimigos parecem feitos de papel.

Obviamente você vai morrer muito, mas as pessoas têm que aprender que perder faz parte do que torna uma experiência boa.

28) Shadow Generations (PC, 2024)

Reprodução: Internet

Uma espécie de DLC do Sonic Generations láaaa de 2010, mas feito numa engine nova e onde você joga apenas com o Shadow.

É uma das melhores experiências de Sonic já feitas, assim como Sonic Frontiers. Leia o texto sobre o game linkado acima, assim como meu texto sobre o jogo original de 2010 que também saiu junto com Shadow Generations e também a análise do Geovane sobre a versão original dele de PS3.

29) Resident Evil 3: Remake (PS5, 2020)

O que eu joguei em 2024
Reprodução; Internet

Comprei esse jogo no ano que saiu, mas nunca tinha sequer aberto porque sou medroso, mesmo tendo zerado um monte de RE antes desse.
Acabou que ao terminar o original, bateu uma sanha de terminar o Remake pra ver as diferenças e sim, realmente as pessoas têm motivo pra reclamar. Só não tanto.

Parece realmente que foi uma experiência corrida, principalmente lá pro final do jogo onde cortaram a torre do relógio, tirando muito do clímax dessa parte. Tirando isso, a Jill e o Carlos estão excelentes e eu gosto mais deles do que do Leon e da Claire do remake do 2.

São ótimos personagens e eu gostaria de ver mais deles no futuro. O jogo em si é igual ao RE2R com umas coisinhas a mais no gameplay, mas é mais linear devido a estrutura da história. Num geral, um jogo 7,5/10, mas muito gostoso de zerar.

30) Resident Evil Director’s Cut (PS1, 1997)

O que eu joguei em 2024
Reprodução; Internet

Ao terminar o RE3R, percebi que eu não tinha jogado o primeiro jogo da trilogia original. Bem, vi que no antigo CDRomance existia uma iso modificada do Director’s Cut com a OST original do primeiro game.

Caso não entenda porque isso exista, bem… a OST dessa versão é famosa por ser horrível, então qualquer melhoria que o game possa oferecer vai por água a baixo devido às músicas ruins.

É um bom jogo, que andou para que os jogos seguintes pudessem correr. O final é um pouco confuso e eu não gostei de ter perdido o melhor final porque eu não esperei o Barry jogar a cordinha pra me puxar lá na metade do jogo.
Num geral, valeu ter ido atrás do clássico. Joguei ele no Switch porque eu podia trocar pro modo portátil e pra TV dependendo da minha vontade. Ter console desbloqueado é ótimo mesmo.

31) Indiana Jones and the Great Circle (PC, 2024)

O que eu joguei em 2024
Reprodução: Internet

Último jogo de 2024, e também meu maior texto no site (link acima).

A Bethesda fez um baita jogão baseado na franquia de filmes, que supera os dois filmes recentes com certa distância até.
Se vocês têm gamepass, recomendo dar uma chance pois ele é um jogo bem diferente; não se trata de um FPS, mas também não é um jogo cheio de ação como Uncharted.

O Grande Círculo é um jogo onde você explora os ambientes, resolve missões paralelas e entra em combate furtivo com muita frequência, lembrando até alguns jogos da antiga LucasArts. Realmente foi uma ótima forma de terminar o ano.

O que eu joguei em 2024
Reprodução: Internet

Conclusão

2024 foi um ano onde joguei o que me foi aparecendo na frente, muita coisa boa que eu estava para jogar há anos e tinha deixado pra trás, ao lado de games que me fizeram relaxar por horas sem que eu precisasse me preocupar demais.

É como dizem: não leve sua vida a sério o tempo todo, nem mesmo seus hobbies. Espero que tenha sido um ano bom para vocês, não só nos jogos mas na vida real também! Um abraço e caso você tenha caído nessa página por acaso, deixe seu relato!

Veja abaixo também as minhas listas dos anos anteriores:

O que joguei em 2023
O que joguei em 2022
O que joguei em 2021
O que joguei em 2020

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Sonic x Shadow Generations | Análise Parte 2: Shadow Generations https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/31/sonic-x-shadow-generations-analise-parte-2-shadow-generations/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/31/sonic-x-shadow-generations-analise-parte-2-shadow-generations/#respond Thu, 31 Oct 2024 21:28:48 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=18380 Shadow Generations é a parte nova do pacote lançado em outubro de 2024, junto com o remaster de Sonic Generations (2011). Nós, do Arquivos do Woo, fizemos dois textos sobre o game original: um feito pelo Geovanne, analisando o jogo em si, que você pode ler aqui, e outro focado nos aspectos do Remaster, escrito […]

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Shadow Generations é a parte nova do pacote lançado em outubro de 2024, junto com o remaster de Sonic Generations (2011). Nós, do Arquivos do Woo, fizemos dois textos sobre o game original: um feito pelo Geovanne, analisando o jogo em si, que você pode ler aqui, e outro focado nos aspectos do Remaster, escrito por mim, aqui. É quase a Biblioteca de Alexandria Furry isso aqui. Divirtam-se!

LEIAM – Clock Tower Rewind | Análise

Sobre o game em si, podemos dizer que essa é a parte mais bem trabalhada do pacote. Enquanto Sonic Generations recebeu um remaster que trouxe pequenas mudanças visuais e de controles, no lado Shadow temos um jogo completamente novo que, apesar de menor, entrega uma experiência completa e essencial para os fãs de jogos 3D da série.

Reprodução: SEGA

História

A história de Shadow Generations se passa paralelamente ao jogo do Sonic. Enquanto Sonic revisita fases clássicas do seu lado do Espaço Branco, Shadow revisita a base ARK e descobre que Black Doom, vilão do jogo Shadow the Hedgehog (2005), sobreviveu ao embate anterior.

Na bagunça gerada por enfrentá-lo novamente, Shadow é mandado para o mesmo Espaço Branco onde Sonic está, mas em outro lado.

Assim, temos uma desculpa para Shadow passar por várias fases baseadas em cenários de jogos anteriores da mesma forma que Sonic faz em Generations.

Reprodução: SEGA

O Mundo Branco 3D

Diferentemente do jogo do Sonic, a tela de seleção de fases não é mais em side-scrolling. Na parte de Shadow, você explora um mini-mundo 3D, onde as fases estão espalhadas pelo mapa, ao estilo de muitos jogos de plataforma 3D clássicos, como Banjo & Kazooie (1998) e, de certa forma, lembrando Sonic Jam, coletânea dos jogos de Mega Drive do Sonic para o Saturn.

Para preencher esse mundão, o Sonic Team novamente enfiou um monte de objetivos paralelos na forma de portais, que dão como recompensa chaves para enfrentar os chefes, além de alguns coletáveis, como artes dos jogos anteriores, músicas para ouvir durante as fases e outros quitutes.

Essa “trava” obrigatória faz o famigerado “padding”, quando um jogo enrola com algum conteúdo maçante para fazer o game durar mais. Era um problema já conhecido de Sonic Generations, e aqui volta com toda força.

Esses portais são compostos de pequenos desafios em fases que você já passou, como coletar tantos anéis (me recuso a chamá-los de Rings, nome em inglês usado até mesmo na tradução em português), matar X inimigos, ou coisas do tipo. Por sorte, 90% desses desafios são relativamente fáceis e não chegam a ser irritantes.

Reprodução: SEGA

Jogabilidade

Diferentemente de Sonic Generations, que foi feito na antiga engine Havok, Shadow Generations utiliza a Hedgehog Engine 2, que já havia sido utilizada em games anteriores, mas principalmente em Sonic Frontiers.

Assim, a jogabilidade é idêntica ao último grande jogo do ouriço azul. Pular, dar homing attack e emendar tudo com dashes e pulos em corrimãos, molas e afins fazem o loop do game ser maravilhoso.

LEIAM – Adivinha o que Final Fight e Bruce Lee têm em comum…

E os fãs dos primeiros jogos 3D do Sonic podem ficar tranquilos, pois aquela quantidade incrível de bugs do boneco parar do nada num loop ou sair caindo para o infinito foi bastante diminuída nos jogos feitos nessa engine, e em Shadow Generations temos um gameplay coeso e sem falhas. Parece que a Sega finalmente entendeu como fazer um jogo de Sonic sem ser tão bugado.

Mas não pense que esse jogo é apenas mais do mesmo com um Sonic preto. Shadow tem diversos poderes diferentes que adquire ao longo da sua curta jornada de 7 fases (já contando o DLC baseado no terceiro filme).

Reprodução: SEGA

Ele pode atirar raios de seus dedos, que servem para paralisar inimigos distantes ou ativar botões, pode bicar um inimigo pra cima e para frente para teleportar para o local onde o bicho foi lançado (estilo combo de Dragon Ball Z), surfar na água, se transformar em uma gosma preta para andar pelas paredes e até mesmo usar um PAR DE ASAS totalmente edgy que fazem Shadow ficar ainda mais descolado para seu sobrinho ou filho de 12 anos.

Mas o poder mais notável é o Chaos Control, que é uma barra de energia que se enche aos poucos e, quando ativada, faz Shadow andar em bullet time, tal qual Max Payne ou Neo de Matrix, parando inimigos e plataformas para que ele possa matá-los rapidamente ou usar projéteis como plataformas para atingir locais de difícil acesso.

Todas essas habilidades estão intrinsecamente ligadas ao design das fases, e o jogo sempre faz o favor de indicar qual botão apertar quando você precisa usar uma delas em específico, então nada fica muito complicado em momento algum.

Reprodução: SEGA

Fases

As fases do game são as seguintes (spoilerzinho de leve):

  • Space Colony Ark (Sonic Adventure 2, 2001)
  • Rail Canyon (Sonic Heroes, 2003)
  • Kingdom Valley (Sonic the Hedgehog, 2006)
  • Sunset Heights (Sonic Forces, 2017)
  • Chaos Island (Sonic Frontiers, 2022)
  • Radical Highway (Sonic Adventure 2, 2001)
  • Tokyo (do filme Sonic the Hedgehog 3, via DLC)

Como você pode ver, são poucos cenários, mas as fases são bem bonitas, principalmente as baseadas em jogos mais antigos. Podemos ver quanto os jogos do ouriço evoluíram graficamente nos últimos 20 anos, e só nos fazem imaginar como seria legal ver esses clássicos sendo refeitos do zero.

Apesar de aparentar ser pouco conteúdo, esses cenários são longos e cada um deles possui duas versões, uma para ser jogada em 3D e outra em 2D, assim como os atos eram divididos em Sonic Generations.

Após zerar o game, ainda temos um modo que aumenta a dificuldade dos chefes, fora ainda o velho lance de voltar às fases anteriores com os poderes adquiridos posteriormente, a fim de pegar itens escondidos ou fazer a melhor rota possível.

Reprodução: SEGA

Veredito

Fica muito claro que o pacote Sonic x Shadow Generations foi bastante inspirado no relançamento de Super Mario 3D World para Switch. Aquele lançamento incluía um jogo anterior, somado a uma aventura nova, com um mundo aberto 3D a ser explorado. Algumas mecânicas, como a de navegar pela água, são quase idênticas ao jogo do Mario. Não que inspirações sejam ruins, mas é tão óbvio quanto Sonic Frontiers é baseado em Zelda: Breath of the Wild.

Shadow Generations é mais um jogo bom dessa nova safra de games do Sonic. Após o fiasco de Forces de 2017, a Sega parece ter realmente tomado um tempo para corrigir o que estava errado, e tudo que saiu — em jogos 3D, pelo menos — foi bem feito.

Caso você seja um fã antigo ou um novato, saiba que esse pacote é uma das melhores formas de conhecer o mundo do ouriço.

Faltou uma dublagem em português, como sempre, mas temos tradução dos textos e escolha de áudio entre inglês e japonês, então todos vão poder aproveitar as aventuras do Sonic flamenguista (Shadow).

Nota: 8,0/10

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Esta análise foi feita com uma cópia de Sonic x Shadow Generations para PC, cedida gentilmente pela SEGA. Sonic x Shadow Generations está disponível no PC (Steam e Epic Store), Switch, PlayStation 4, PlayStation 5 e Xbox Series S|X.


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Sonic Generations, o original, foi lançado em 2011 e foi recebido pela mídia e pelo público de forma muito positiva. Era uma retomada ao sucesso depois de diversas tentativas frustradas em 3D, como Sonic and the Black Knight, Sonic Unleashed e até mesmo Colors, que havia sido o game anterior a Generations.

Neste game, temos pela primeira vez em muito tempo a presença do Sonic gordinho. Essa é a sua versão da época do Mega Drive, antes de seu redesign feito pela Sega em 1999, que apareceu pela primeira vez no Neo Geo Pocket em Sonic Pocket Adventure, mas ficou conhecido mesmo nos jogos de Dreamcast.

ASSISTAM – Brasil Game Show 2024 | Cobertura

Agora em 2024, a SEGA resolveu dar o tratamento de remaster ao game, assim como fez com Colors em 2021, Mas, para agitar as coisas um pouco, eles adicionaram uma história paralela do personagem Shadow.

Lembrando que esta análise foca nas mudanças e no aspecto técnico do Remaster de Sonic Generations.

  • Para saber sobre o conteúdo novo do pacote, leia nossa análise: Parte 2: Shadow Generations.
  • Para uma análise do Sonic Generations original, leia o texto enorme que o Geovane fez sobre ele aqui.

É bom dizer que, mesmo que sejam dois jogos lançados num pacote só, a SEGA trata como se fosse um único jogo dividido em dois capítulos. Todas as versões abrem em um único launcher, e você escolhe o game na primeira tela após o jogo abrir.

Sonic x Shadow Generations
Reprodução: SEGA

Mudanças técnicas e gráficas

Em Sonic x Shadow Generation temos Sonic Generations, que é um port direto do original. Para aqueles que jogaram nos consoles, agora têm a vantagem de jogar o game em 60 fps (menos no Switch). Já para os jogadores de PC, temos basicamente a mesma versão antiga em termos gráficos.

Pelo lado positivo, agora temos o menu de configuração dos gráficos injetado diretamente no jogo, já que o game original ainda é da época em que essas configurações eram feitas num launcher separado. Quem lembra disso?

O game pode rodar em resoluções mais altas, indo até 4K, e também ser jogado em janela sem bordas, essencial para tempos em que muitos de nós usamos dois monitores. Há também suporte ao controle DualShock 4 e DualSense, e os ícones dos botões podem ser mudados independentemente do controle usado, o que é sempre muito bom.

Outra limitação da já antiga Havok Engine, usada no jogo original, é que, pelo menos no PC, o executável do Sonic Generations é carregado por dentro do launcher, deixando a tela preta por meio segundo. Isso é só um detalhe técnico, que mostra que a versão que estamos jogando de Sonic Generations é basicamente um update da original.

Reprodução: SEGA
Reprodução: SEGA

Jogabilidade

Sobre o jogo em si, temos o clássico Sonic Generations: diversas fases baseadas na franquia toda até então. Cada fase tem dois atos: um com Sonic gordinho e outro com Sonic moderno. A sensação de velocidade continua incrível, e as fases fluem muito bem; nem sempre segurar a alavanca para frente vai te levar ao final da fase intacto.

Temos também ainda o ponto meio chato do jogo que não modificaram, que são os desafios que travam o progresso do jogador. A Sega, ao ver que o jogo talvez acabasse muito rápido com apenas NOVE fases (divididas em dois atos mais os chefes), resolveu esticar a corda e colocar pequenos desafios entre elas.

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Eles variam entre apostar corrida com outro personagem ou passar de um Ato com algum gimmick, como inimigos gigantes ou usando a bolha de ar que faz o Sonic quicar. Eu nunca gostei disso desde que joguei o game no Xbox 360, e aqui eles não estão mais divertidos.

Nessa versão, o sistema de vidas se tornou opcional. Isso é legal, pois vidas sempre foram uma dificuldade artificial, principalmente em jogos mais modernos. Também há a opção de usar controles “modernos”, que se assemelham mais à configuração usada em Sonic Frontiers, com o Dash no R2 e o Homing Attack do Sonic moderno indo para o Quadrado, em vez de ser ativado com dois pulos.

Fica ao seu critério escolher qual a melhor configuração de botões. Também é possível modificar individualmente cada botão.

Reprodução: SEGA

Mudanças boas e outras nem tanto

Como já citado, houveram algumas mudanças para tornar o jogo mais moderno, porém junto dessas vieram algumas nem tão boas.

Além de Sonic x Shadow Generation ter seus textos traduzidos para o português, os diálogos foram todos regravados, mas não sei dizer com certeza se as vozes dos personagens foram alteradas. Pelo menos a qualidade do áudio está significativamente melhor, especialmente ouvindo os dois jogos em sequência.

O DLC Casino Night, do jogo original, agora vem liberado de cara, e também temos uma skin do Sonic do Dreamcast bem legal que não estava no lançamento de 2011.

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Temos também Chaos espalhados pelas fases, coisa que não tinha no original. Essas criaturas estão escondidas pelos mapas e você deve pegá-las para desbloquear conteúdos extras no jogo também.

O grande elefante na sala são as alterações sem noção que a Sega implementou nesse relançamento. Entre elas:

  • Sonic não coloca mais a mão no rosto da Amy na cutscene inicial.
  • Rogue tem seu decote escondido.
  • Knuckles não pergunta mais ao Sonic gordinho se ele ganhou peso.

Tenho uma opinião suave em relação à questão da Rogue, mas as outras alterações não fazem sentido algum. Nenhuma mulher vai se ofender com um personagem infantil tendo uma interação igualmente infantil com outro personagem.

Vivemos num mundo onde os flocos de neve ditam as regras e ao mesmo tempo continuam se fazendo de coitados. Aproveito o espaço para dizer que sou totalmente contra a setores de ESG em empresas justamente por esse tipo de comportamento. Mas dito isso, seguimos.

Image
Original (acima) e Remaster (abaixo) / Reprodução: SEGA

Trilha sonora

Sonic Generations conta com diversos rearranjos de outros games da franquia. Criatividade musical infelizmente nunca foi um forte desse game, já que sua proposta era justamente valorizar a história da série.

Vale destacar que é possível desbloquear trilhas de outros jogos da série, como Sonic CD e Sonic R, compostas por artistas como Crush 40 e Richard Jacques.

Reprodução: SEGA

Veredito

Sonic Generations (remaster) de Sonic x Shadow Generation é basicamente uma forma de jogadores de PS4, PS5 e Switch terem acesso ao jogo em consoles modernos. Donos de Xbox e PC já tinham o game sem as mudanças/censuras apresentadas.

De forma geral, parece que a SEGA apenas colocou o Generations original junto porque o novo jogo (Shadow) é muito curto, e eles precisavam completar o pacote.

Não é um lançamento totalmente negativo, mas poderiam ter portado o game para a Hedgehog Engine 2, a mesma usada na parte do Shadow. As censuras, porém, fazem a percepção do lançamento ser mais negativa do que o jogo merecia.

Nota do game original: 8,0/10
Nota do remaster: 6,0/10

Reprodução: SEGA

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Xenoblade Chronicles X: Definitive Edition traz uma aventura de ficção científica expansiva para Nintendo Switch em 20 de março! https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/29/xenoblade-chronicles-x-definitive-edition-traz-uma-aventura-de-ficcao-cientifica-expansiva-para-nintendo-switch-em-20-de-marco/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/29/xenoblade-chronicles-x-definitive-edition-traz-uma-aventura-de-ficcao-cientifica-expansiva-para-nintendo-switch-em-20-de-marco/#respond Tue, 29 Oct 2024 22:39:06 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=18357 Lute pela sobrevivência em um mundo alienígena misterioso e explore o planeta com seu próprio mech gigante no jogo Xenoblade Chronicles X: Definitive Edition para a família de sistemas Nintendo Switch. Originalmente disponível no sistema Wii U em 2015, o RPG de ação chega ao Nintendo Switch com visuais aprimorados, elementos de história adicionados e muito mais quando […]

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Lute pela sobrevivência em um mundo alienígena misterioso e explore o planeta com seu próprio mech gigante no jogo Xenoblade Chronicles X: Definitive Edition para a família de sistemas Nintendo Switch. Originalmente disponível no sistema Wii U em 2015, o RPG de ação chega ao Nintendo Switch com visuais aprimorados, elementos de história adicionados e muito mais quando for lançado em 20 de março de 2025.

O ano é 2054. Os humanos fugiram da Terra em meio a uma guerra intergaláctica destrutiva. Como um dos sobreviventes e membro da colônia New Los Angeles (NLA), sua missão é ajudar a construir um novo lar no planeta hostil e extenso de Mira. Explore este mundo aberto e contínuo em cinco continentes sobrenaturais repletos de criaturas desconhecidas — algumas das quais são épicas em escala — e lute pelo futuro da humanidade.

Xenoblade Chronicles X: Definitive Edition coloca seu personagem no centro da ação em uma história de ficção científica independente. Personalize a aparência e a classe do seu avatar como preferir e escolha entre uma grande variedade de opções em um sistema de batalha abrangente que é tão profundo quanto você quiser. Depois de provar seu valor para a organização BLADE, você também pode desbloquear um poderoso Skell: seu mech gigante e personalizável que é proficiente em exploração e combate para ajudá-lo em suas aventuras por Mira.

Enquanto você faz o esforço de reconstrução, você conhecerá as pessoas de NLA, as ajudará com seus problemas e criará afinidade com os membros do seu grupo para desbloquear missões que contêm equipamentos raros e outras recompensas para ganhar. Além disso, junte-se a um esquadrão online* e enfrente missões específicas para multijogador, incluindo as desafiadoras Global Nemesis Battles! Você pode até recrutar os avatares de outros jogadores para o seu time na história principal.

Há ainda mais para descobrir nesta versão definitiva do jogo. Quem é a misteriosa figura encapuzada na praia? Você terá que ficar ligado para saber mais…

Xenoblade Chronicles X: Definitive Edition já está disponível para pré-encomenda. Os membros do Nintendo Switch Online também podem economizar neste título e em jogos digitais selecionados com Nintendo Switch Game Vouchers**.

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