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Mortal Kombat é, sem dúvida, um nome que carrega uma legião de fãs por todo o globo, e, por conta disso, não é incomum nos depararmos com todo tipo de conteúdo produzido por fãs na internet. Mas, quando esse conteúdo é feito por brasileiros, isso, sem dúvida, tem um sabor especial.

Publicado no dia 28 de fevereiro no canal Hard Studio, no YouTube, Mortal Kombat Multiverse é um fã-filme brasileiro que coloca variantes dos personagens que já conhecemos para se enfrentarem em uma luta de vida ou morte. Nele, podemos ver cosplayers dando o seu melhor para entreter os fãs de longa data da franquia, além de se divertirem no processo.

Preciso dizer que não sou alguém que acompanha de perto esse cenário de fã-filmes, mas, sempre que surge algo diferente, gosto de dar uma olhada. Com Mortal Kombat Multiverse, foi um pouco diferente, pois meu amigo de longa data, Galdini, popularmente conhecido como Rod Smoke, participou da obra. Assim, pude ouvir um pouco mais sobre os bastidores e, hoje, tenho a oportunidade de trazer minhas impressões sobre o filme completo, além de compartilhar um pouco de como é atuar em uma obra feita totalmente por fãs.

Get over here!

Créditos: Hard Studio

O multiverso de Mortal Kombat

Shang Tsung, por algum motivo obscuro, abriu um portal no multiverso e trouxe vários personagens conhecidos para um mesmo campo de batalha. Agora, somente o grupo mais forte sobreviverá a esse confronto. Essa é a premissa de Mortal Kombat Multiverse, um fã-filme que conta com pouquíssimos diálogos e foca totalmente na ação.

Com a participação de vários cosplayers — alguns mais interessantes que outros — e cenas de câmera que cumprem bem o seu papel, a experiência é divertida de assistir. Mesmo nas cenas em que os diálogos são um tanto bobos, fica evidente que o grupo está dando o seu melhor e se divertindo enquanto atua e encena os combates.

Ouso dizer que alguns até exageram em suas atuações. Isso não tira o brilho da produção, mas deixa ainda mais evidente como deve ter sido difícil gravar certas cenas sem cair na risada com os colegas.

Mortal Kombat Multiverse é um encontro de cosplay que deu certo, onde cada participante entrega o seu melhor para tornar a experiência geral muito mais envolvente. Grande parte desse mérito vai para Maurício Silvério, criador do Hard Studio, um estúdio focado em produções audiovisuais voltadas para o universo dos cosplayers.

O estúdio conta com várias produções em andamento, nas quais cosplayers assumem o papel de atores e dão vida a outros títulos, como The Last of Us, Call of Duty, entre outros.

Créditos: Hard Studio

Se cabe criticas

As críticas certamente se voltam para detalhes menores, afinal, não estamos diante de uma obra de grande orçamento. Focar demais nisso acaba sendo um pouco desnecessário, mas isso não significa que devamos ignorá-los completamente.

Quem vê alguns efeitos mais simples pode pensar que são fáceis de executar, mas, não é tão simples assim. Tenho consciência disso, porém, acredito que o uso de efeitos práticos provavelmente tornaria o produto final ainda mais interessante.

Um ponto que pode gerar algumas críticas é o combate, pois algumas batalhas são extremamente curtas. No entanto, isso é compensado pela luta entre Raiden e Rain, que, ao meu ver, foi uma das melhores de toda a obra, tanto na execução do combate em si quanto nos diálogos. Eles realmente se esforçaram.

O final de Mortal Kombat Multiverse deixa em aberto a possibilidade de uma continuação desse embate entre variações de diferentes universos, e posso dizer que estou ansioso para ver novos personagens aparecendo nesse confronto, mas  eu não vou dizer mais nada, assista ao fã filme e tire suas próprias conclusões.

Posso dizer que foi uma boa experiência e certamente veria a continuação. Bora Hard Studio, tô no aguardo do próximo.

Créditos: Hard Studio

Uma entrevista com Rod Smoke

Como dito no inicio da matéria, eu não poderia deixar de conversar com meu grande amigo Galdini para saber mais de como foi participar dessa produção feita por fãs, então confira o bate papo logo abaixo:

Arquivos do Woo: Eu sei que essa não deve ser a primeira vez que te faço essa pergunta, mas, como quero colocar em meu site, vamos lá! Me conte novamente: por que você gosta tanto do Smoke e o que te levou a elaborar um cosplay dele?

Galdini: O Smoke foi o primeiro personagem secreto com quem tive contato em Mortal Kombat 2. Sempre achei o máximo um ninja cinza que soltava fumaça do corpo, independentemente de, no início, seus golpes serem iguais aos do Scorpion.

O que me levou a fazer um cosplay dele foi que, após assistir aos filmes de Mortal Kombat de 1995 e MK Aniquilação em 1997 (que tive a oportunidade de ver no cinema), já havia amadurecido a ideia de que eu e meu irmão poderíamos fazer um filme de Mortal Kombat com amigos. Então, trouxemos essa ideia para a realidade: escolhemos nossos personagens favoritos e começamos a produzir as roupas. Eu, obviamente, escolhi o Smoke.

Rod Smoke – Arquivo pessoal

No filme que fizemos, tínhamos os personagens Raiden, Johnny Cage, Smoke, Goro, Kano, Sub-Zero, Scorpion e um criado por nós, chamado Karpov. As roupas foram feitas com toalhas, capuzes (na maioria dos casos), faixas de karatê e um quimono para o Kano.

Filmamos esse curta lá pelo bairro Padre Bento, em 14 de abril de 2002 (que específico, né?! Hahahaha, mas eu lembro). Naquela época, não tivemos a chance de adicionar efeitos especiais, nem mesmo coreografamos as lutas. Foi um filme feito por crianças, uma diversão incrível, e até hoje eu o tenho, agora com edições que aplicativos de HOJE nos permitiram fazer. E, lógico, com muita pancadaria. Hahahaha.

Uma cena curiosa do nosso filme envolve Johnny Cage, Raiden e Smoke andando pela Living Forest, algo que também acontece no Mortal Kombat 9. Fiquei muito impressionado ao perceber que fizemos uma cena que realmente aconteceu no MK original. Hahahahaha.

Arquivos do Woo: Há quanto tempo, mais ou menos, você começou a fazer cosplay e o que isso te proporcionou até o momento?

Galdini: Desde 2002, ano em que comecei a me interessar por me fantasiar para interpretar personagens que gosto, passei a explorar esse universo. No entanto, naquela época, eu não tinha consciência da existência de eventos ou do conceito de cosplay — até porque, acho que nem existia ainda.

Já fiz alguns cosplays além do Smoke, como Sub-Zero e Scorpion, ainda em 2002.

Em 2007, fiz o cosplay do Ermac, de Mortal Kombat: Deception, e, mais recentemente, fiz um Shadow Priest de Mortal Kombat.

Os cosplays nunca me proporcionaram prêmios ou gratificações públicas, mas sempre me trouxeram realizações pessoais e a satisfação de poder me vestir como personagens que admiro.

Um prêmio que considero importante foi a credencial que consegui para a BGS com meu cosplay do Smoke.

Arquivos do Woo: Como surgiu o convite para você interpretar o Smoke em Mortal Kombat Multiverse e qual foi a sua reação no momento?

Galdini: Meu amigo Maurício Silvério, dono da Hard Studio, perguntou nos stories do Instagram se alguém tinha interesse em participar de um filme de Mortal Kombat. Respondi que sim e, logo em seguida, ele já me confirmou que eu tinha a vaga garantida.

Minha reação foi de pura empolgação, afinal, ainda tenho planos de seguir com esse projeto — e isso aos 37 anos de idade. Hahahahaha. Não desisti de fazer meu sonho acontecer!

Arquivos do Woo: Nos conte um pouco sobre como foi participar da produção. Tem alguma curiosidade dos bastidores que possa compartilhar?

Galdini: Participar da produção foi uma experiência muito divertida. Tivemos ensaio fotográfico logo pela manhã, muitas conversas e ensaios de roteiro. Eu atuei junto com a Dany, que interpretou o Scorpion no filme, e ela me matou! Hahahahaha. Fizemos vários ensaios, atuamos e coreografamos nossa luta por um bom tempo.

A chuva atrapalhou MUITO aquele dia. Não pudemos gravar tudo o que gostaríamos. Eu mesmo quase fiquei sem a minha cena, pois já era noite quando filmamos, e estava perdendo o último ônibus para Itu.

No fim, eu e a Dany conseguimos filmar e executar a cena sem cometer nenhum erro! Fomos perfeitos.

Nos bastidores, fui o responsável por trazer os atores Daniel Pesina e Lia Montelongo para o filme. Conversei com ambos e pedi que fizessem um vídeo mandando um “shoutout” para o pessoal do MK Multiverse. Foi uma conquista e tanto, e fiquei muito feliz com isso.

Também dublei a Noob Saibot, interpretada pela Beatriz, no filme. Hahahaha.

Arquivos do Woo:  Essa foi a sua primeira participação em uma produção como essa? Você tem interesse em atuar em outras, caso surjam novas oportunidades?

Galdini: Sim! Essa foi a primeira produção com uma equipe de filmagem profissional hahaha, foi espetacular.
Tenho interesse em dar sequência no projeto Multiverse e também trabalhar num projeto que eu mesmo escrevi de Mortal Kombat.

Alô cosplayers, quem tiver interesse… manda um salve aí hahahaha

Arquivos do Woo: Eu te conheço há muito tempo e sei o quanto você gosta de Mortal Kombat, mas o que te atrai tanto na franquia a ponto de olhar para um dos personagens e pensar: “Eu quero fazer cosplay do Smoke”?

Galdini: É uma pergunta interessante, o fato do Smoke ser um personagem específico cinza, o que mais se aproxima de cores de ninja e também por possuir os detalhes da fumaça me deixa mais tendencioso a gostar dele. Gosto de muitos dos ninjas do MK, gosto bastante do Scorpion, Sub-Zero, Ermac e Rain. Mas o Ermac e o Rain ultimamente me deixam bem decepcionado.

Arquivos do Woo: Que conselho você daria para quem deseja começar no mundo do cosplay?

Galdini: Faça o que você sonha, idade é irrelevante. Conquistar a possibilidade de se vestir como o seu personagem favorito é magnífico, e o ramo do cosplay, apesar de não ser um mar de rosas e ter muita gente invejosa, também conta com pessoas maravilhosas e espetaculares. Tive a felicidade de poder atuar em um filme com mais de 20 cosplayers, que são pessoas incríveis.

Fique à vontade para deixar seus agradecimentos!

Obrigado à minha esposa, Gabriele, que tanto me encoraja e me dá carta branca para seguir adiante no meu sonho.

Obrigado à Hard Studio pela chance de fazer parte de um fã filme de Mortal Kombat.

OBRIGADO a todos que atuaram comigo naquele filme.

Arquivos do Woo: Obrigado por seu tempo, Galdini, e te desejo sucesso!

Onde assistir Mortal Kombat Multiverse?

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Mortal Kombat (1995) | O Primeiro e Único Filme https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/21/mortal-kombat-1995-o-primeiro-e-unico-filme/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/21/mortal-kombat-1995-o-primeiro-e-unico-filme/#respond Mon, 21 Oct 2024 08:07:33 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=18083 O primeiro jogo da série Mortal Kombat foi um fenômeno nos arcades e consoles. Você, jovem, pode não se lembrar de como foi inovador ver os personagens literalmente se matando da forma mais grotesca possível na forma de um jogo de luta. Leve em consideração que a época era total dominada por Street Fighter. Porém, […]

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O primeiro jogo da série Mortal Kombat foi um fenômeno nos arcades e consoles. Você, jovem, pode não se lembrar de como foi inovador ver os personagens literalmente se matando da forma mais grotesca possível na forma de um jogo de luta.

Leve em consideração que a época era total dominada por Street Fighter. Porém, MK trouxe uma variante ao gênero, que tinha vantagens e desvantagens em relação a seu concorrente, mas por serem tão diferentes um do outro, eles nunca competiram entre si pela atenção dos jogadores.

Mas eis que, em 1995, a New Line Cinema deu o cargo de diretor para o então novato Paul W. S. Anderson — sim, o mesmo que viria futuramente a dirigir a franquia de filmes de Resident Evil (e a análise do primeiro filme você pode ler aqui). Anderson conseguiu o cargo após os produtores assistirem “Shopping: O Alvo do Crime“, filme do ano anterior dirigido por ele.

Inclusive, Paul W.S. Anderson não tinha NENHUMA experiência com efeitos especiais, e ele mesmo já disse em entrevistas que só pegou um monte de livros sobre o tema e foi enganando até o final. Incrível.

Reprodução: New Line Cinema

História e personagens

Chamar esse tópico de “história” chega a ser engraçado, pois o filme não tenta te enganar com um roteiro complexo e personagens densos. Mortal Kombat basicamente pega o conceito do torneio feito para salvar a Terra e implementa uma sequência de lutas uma atrás da outra, com alguns diálogos engraçados ligando essas cenas.

De início, temos os personagens sendo apresentados, como Johhny Cage, interpretado por Linden Ashby. Ele faz um Johnny Cage canastrão e divertido, sem ser irritante. Ashby viria futuramente a interpretar o personagem novamente no jogo Mortal Kombat 11 em 2020.

Liu Kang, foi feito pelo desconhecido Robin Shou, que até então só havia trabalhado em produções de Hong Kong e em um único filme ocidental chamado Forbidden Nights, de 1990. Ele também ajudou nas coreografias de luta.

Reprodução: Internet – Poster japonês

Cary-Hiroyuki Tagawa fez um excelente Shang Tsung, o vilão do filme e do primeiro jogo. Sua atuação é a mais convincente e suas expressões de ódio, raiva e prazer de ver os outros sofrendo são engraçadas e entretém durante todo o filme.

Christopher Lambert, por sua vez, faz o carismático Lord Rayden, que como todo filme que fazia, entrega sempre uma atuação canastrona e engraçada, mesmo em cenas de seriedade, que aqui não são muitas. Ele não luta no filme, servindo apenas como mentor dos outros personagens.

Temos também Bridgette Wilson como Sonya e Talisa Soto como Kitana, as musas do filme que atual mal pra diabo mas são lindas, e isso que importa.

Todos interagem bem entre si, com diálogos engraçadinhos entre o cast principal, com piadinhas entre as lutas típicas de filmes para adolescentes dessa época.

Mortal Kombat
Reprodução: New Line Cinema

Violência limitada, porém maneira

As lutas são bem feitas, sem muitos cortes de câmera que normalmente são usados para disfarçar cenas mal feitas. Inclusive, elas são criativas, com tomadas abertas, como a luta de Johnny com Scorpion na floresta e a luta de Liu Kang com Sub-Zero mais pro finalzinho do filme.

São cenas marcantes que mesmo com alguns toques de CGI feios da época, não tiram a graça do filme.

O elefante branco da vez é a falta da violência dos jogos, visto que no filme mal temos SANGUE aparecendo, então o filme recorre a mortes off-screen ou cenas de “desmaio” inspiradas nas lutas de WWE (ou WWF, já que o filme é de 1995).

Nada disso age contra o filme, que compensa com hype durante as lutas — expressão que nem existia na época né –, causado pela música Technosyndrome, popularmente conhecida como o tema de Mortal Kombat.

Essa música havia sido usada nos comerciais americanos do primeiro jogo, e foi reutilizada no filme devido a sua popularidade, tocando no início e durante as lutas principais.

Reprodução: New Line Cinema

Veredito

Mortal Kombat (1995) entrega o que um filme de videogame deve fazer sempre: um roteiro simples e sem inventar muito em cima do que já está estabelecido em outra mídia. A caracterização dos personagens é idêntica a dos jogos e as lutas bem feitas fazem ele ser um exemplo de como a simplicidade pode fazer uma adaptação para outra mídia ser bem vista, mesmo muitos anos depois.

Nota: 7,5/10

Reprodução: New Line Cinema

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Mortal Kombat 1: Reina o Kaos | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/12/mortal-kombat-1-reina-o-kaos-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/12/mortal-kombat-1-reina-o-kaos-analise/#respond Sat, 12 Oct 2024 22:05:53 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=17910 Depois de uma longa espera sem grandes novidades, Reina o Kaos, a primeira expansão do Mortal Kombat 1 chegou aos consoles e PC, e a sua recepção não tem sido das melhores, mas como todos vocês que nos acompanham há tanto tempo sabem, sou um tanto cético a qualquer reação da internet. Gosto de tirar […]

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Depois de uma longa espera sem grandes novidades, Reina o Kaos, a primeira expansão do Mortal Kombat 1 chegou aos consoles e PC, e a sua recepção não tem sido das melhores, mas como todos vocês que nos acompanham há tanto tempo sabem, sou um tanto cético a qualquer reação da internet. Gosto de tirar eu mesmo a prova.

Posso dizer que os vídeo de lançamento que foram sendo lançados a medida que a data chegava, me animaram bastante, pois realmente queria tirar um pouco do gosto amargo que ficou. Quero acreditar que a NetherRealm está ouvindo a sua base de fãs.

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Mortal Kombat 1: Reina o Kaos chega com novidades, como o retorno das torres do tempo e os Animalities (que chega gratuitamente para todos) e resgata alguns personagens em novas versões, além de também servir como Kombat Pass para outros personagens ainda não liberados.

Será que agora vale a pena investir no titulo? Bem, vamos descobrir.

Reina o Kaos
Reprodução: Warner Bros Games – NetherRealm

Onde reina o Kaos

Mortal Kombat 1 – Reina o Kaos, começa exatamente do final mostrado no jogo base, onde vimos Havik e seus asseclas matando Jax nas escadarias do Armageddon. Como descobrimos na trama, Shang Tsung Titã recrutou diversos outros titãs de outras linhas do tempo, e Havik foi um desses – Que por motivo não explicado, sequer apareceu na treta que rolou nas escadarias até que ela acabasse. É.

No caso Havik tem como objetivo reunir as Kamidogu e alimentá-las com energia do tempo e mesclar todas as linhas, por fim, causar um caos inimaginável. O que em teoria parece bem interessante e muito mais interessante do que os caminhos tomado no jogo base, e ai reina o kaos dessa expansão.

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Ela é uma bagunça completa, com muita coisas sendo jogada na trama para estender o seu tempo, talvez. Não sendo o bastante, ainda nos forçam a jogar com personagens desinteressante por mais  tempo do que gostaríamos. É uma trama que se arrasta e não apresenta nada realmente interessante para te prender pelas quase 3 horas de jogatina para zerar.

Sendo bem direto ao ponto, o objetivo do vilão é até interessante e você realmente espera ver onde a NetherRealm vai te levar com isso, mas ela simplesmente te pega pela mão e o joga a vários diálogos enfadonhos e descaracterização da personalidade de Bi-Han, que do nada se tornou um cara pavio curto e que pensa muito pouco antes de agir, como saltar em um vórtice sozinho atrás de Havik. São detalhes que incomodam a medida que vamos avançando no modo campanha.

Reina o Kaos
Reprodução: Warner Bros Games – NetherRealm

Os três novos personagens

Reina o Kaos, também nos traz de volta personagens do passado que gostaríamos ter visto logo no jogo base, são eles Cyrax, Sektor e Noob Saibot. Como tudo agora usa do artificio da linha do tempo para fazer experimentações, não foi diferente na expansão.

Enquanto Noob deixou de ser uma alma corrompida para se tornar um arauto do Kaos sob os cuidados de Havik, a Cyrax e a Sektor são mulheres humanas que utilizam de uma roupa cibernética para combate que possui um design bem legal – Apesar de que o projeto Cyber Lin Kuei não precisava necessariamente consistir em armaduras. Podiam ter levado em consideração o arco da Frost em Mortal Kombat 11 que havia se transformado em uma androide com traços femininos mesclando metal e tecido orgânico. Eu não acharia ruim terem seguido por esse mesmo conceito, MAS, todavia, entretanto, tá valendo.

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Eu sei, eu sei, eu sigo na busca de tentar encontrar coerência dentro de um jogo de luta, o que por si só é um absurdo, mas não consigo evitar. Por exemplo: Durante uma conversa com um amigo a respeito das armaduras Cyber Lin Kuei, ele me disse que uma das razões era precisar-se de um rosto para ser visto durante os fatalities. OK, temos um ponto, mas desde Mortal Kombat X temos androides e isso nunca foi um impedimento para a realização dos golpes executores. Sinceramente, só alteraram porque sim e tá tudo certo.

Reina o Kaos
Reprodução: Warner Bros Games – NetherRealm

Não seria a primeira vez que temos os ninjas na forma humano, eles já estiveram presentes em Mortal Kombat 9, então tá tudo certo. E quanto a mudança de gênero das personagens, isso não altera absolutamente nada no gameplay, sendo bem divertido jogar com ambos os personagens. Só senti falta do gancho que Sektor possuía nos jogos anteriores

Por outro lado temos Noob Saibot que está simplesmente insano, sendo uma excelente aquisição a expansão. Posso dizer que os três personagens sem sombra dúvida agregam muito ao jogo, o ponto negativo é que não podem ser adquiridos fora da expansão, sendo necessário comprar a expansão fechada só para ter acesso aos personagens.

O gameplay dos três personagens são bem singulares, mas o de Noob Saibot é um dos poucos que ainda se assemelha ao que conferimos antes em MK11.

Reprodução: Warner Bros Games – NetherRealm

Grandes novidades?

Em Reina o Kaos é notável que o jogo melhorou muito sua performance no Xbox Series S, que é o console que pude jogar o jogo. Outro detalhe que senti melhora foi a velocidade do jogo, que agora está um pouco mais dinâmico e faz com que o gameplay flua muito melhor.

Posso dizer que o retorno do modo torre é sem dúvida outra novidade que realmente me agradou, pois o modo invasão segue sendo uma experiência quase torturante de se passar para conseguir cosméticos e execuções. Tem sim lá o seu desafio e até um público cativo, e a NetherRealm segue se esforçando em tentar tornar a experiência minimamente interessante, mas por enquanto não o conseguiu, infelizmente – É  muito mais divertido investir tempo nas torres do tempo para conseguir os cosméticos e elevar o nível do personagem do que enfrentar os desafios do modo invasão.

Não temos grandes novidades, mas ao menos uma delas é sem dúvida uma das melhores adições que chega com expansão e de maneira gratuita: Animality. Sim, ainda continua divertido esse modo de executar o seu adversário, e ainda não deixa de ser bem nostálgico. A última vez que pudemos ver um Animality foi em Mortal Kombat Trilogy, então é um pouco empolgante realizar cada uma das execuções animais.

Reina o Kaos
Reprodução: Warner Bros Games – NetherRealm

Konclusão

Depois de concluir Mortal Kombat 1: Reina o Kaos, ainda sigo com um gosto um pouco amargo por tudo o que a NetherRealm tem feito com o titulo. Por mais que cobrar um modo campanha decente e com um roteiro melhor pareça ser um tanto absurdo, não dá pra deixar de levar em conta que a série MK se tornou referência em seu modo campanha.

Se em Mortal Kombat X e Mortal Kombat 11 pudemos ter uma história que tem sim lá seus exageros, mas ainda é capaz de se costurar e levarmos nossa a atenção para algum lugar. O mesmo não acontece com Mortal Kombat 1: Reina o Kaos. Como disse algumas parágrafos acima, eles tentam nos levar para algum lugar, mas simplesmente não levam a ponto algum e tudo parece raso e quase mal escrito, visto nada faz sentido para o rumo que é construído em sua trama.

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O gameplay está um pouco melhor, de fato, o que é um ponto muito positivo para quem gosta de um jogo mais dinâmico. Notei que durante todas as lutas, raramente precisava fazer uso dos Kameos, mas quando os usava, notei está respondendo de maneira bem fluido a sua entrada durante uma cadeia de combos ou quebra deles. No mais, existe também um fator preocupante que é o preço da expansão que está saindo por R$229,99 no PC e R$249,90 nos consoles.

Tudo bem que ela oferece mais três personagens convidados, como o T-1000, de Exterminador do Futuro, Ghostface, de Pânico e Conan, o Bárbaro. Só que o valor ainda está um tanto elevado e restringir Cyrax, Sektor e Noob Saibot a expansão não melhora em nada a situação de Mortal Kombat 1 perante aos fãs, mas ao menos é conteúdo novo. Quanto mais conteúdo melhor, mas a que custo, hein.

Só nos resta torcer para que uma nova expansão traga ainda mais conteúdo e melhore a campanha, que infelizmente está uma bagunça no pior sentido.

Nota: 7/10

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Mortal Kombat 1: Reina o Kaos está disponível para PC, Xbox Series S|X e PlayStation 5 e Nintendo Switch, e esta análise foi feita com uma chave digital de Series S|X gentilmente cedida pela Warner Bros. Games.

 

 

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Mortal Kombat 2021 | Será que é tão ruim? https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/04/29/mortal-kombat-2021-impressoes/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/04/29/mortal-kombat-2021-impressoes/#respond Thu, 29 Apr 2021 13:41:20 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=7257 Depois de uma longa espera, enfim, Mortal Kombat está entre nós e dividindo muitas opiniões. E eu que estava bem empolgado, inclusive escrevi minhas impressões do trailer do filme que assisti milhares de vezes. LEIAM – O cartucho de Mortal Kombat 2 Maluco Eu assisti e inclusive participei de uma live contando o que gostei […]

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Depois de uma longa espera, enfim, Mortal Kombat está entre nós e dividindo muitas opiniões. E eu que estava bem empolgado, inclusive escrevi minhas impressões do trailer do filme que assisti milhares de vezes.

LEIAM – O cartucho de Mortal Kombat 2 Maluco

Eu assisti e inclusive participei de uma live contando o que gostei e não gostei, mas não poderia deixar de registrar aqui no site. Por mais que goste da mídia audiovisual, de fato a escrita ainda é a forma com a qual me sinto mais confortável para me expressar.

Bem, mas vamos descobrir que Mortal Kombat lhes reserva.

Não supera o clássico de 1995

Mortal Kombat 2021

É muito difícil não fazer uma comparação com o clássico dirigido por Paul W.S. Anderson, o responsável pela pavorosa franquia de filmes de Resident Evil.

Essa comparação se dá mais pela maneira como tudo se conecta e vai desenvolvendo a história. Mesmo que com limitações, é inegável o quão divertido e como funcionam as coisas por ali, desde os efeitos práticos ao CGI moderado. No fim das contas tudo funciona e acaba agradando aqueles que já tinham se decepcionado com o horrendo Street Fighter

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Por outro lado, este novo Mortal Kombat talvez em uma busca de se manter fiel a violência do jogo original, toma algumas decisões um tanto questionáveis. Talvez a maior delas foi o roteiro que possui diversos furos, além de descaracterizar personagens importantes da franquia.

Enquanto MK (1995) consegue dar tempo de tela para os personagens e ir construindo a narrativa aos poucos, sem jogar tudo de uma só vez para justificar as sessões de pancadaria.

Também sou Hype

Mortal Kombat 2021

O trailer do filme foi incrível, de fato, e conseguiu elevar em muito a expectativa de todos os fãs, que há tempos queria algo relacionado ao game na telona.

E o problema aqui é que todo o marketing foi sustentado em cima do embate entre Scorpion e Sub-Zero, que são os personagens mais famosos da toda a franquia. E não me venha falar de Liu-Kang.

Bem, só que o filme deixa ambos os personagens de coadjuvantes na trama, surgindo em momentos pontuais. No caso, Sub-Zero tem até mais tempo de cena que Scorpion. Tudo isso pra focarem no novato personagem criado para o filme, Cole Young.

E agora preciso dizer algo que me decepcionou em relação ao personagem, seu nome Cole Young é um homófono de Kuai-Liang, que é quando se escreve de forma diferente mas a pronúncia é igual. Sabe, como essa galera que escreve: Fassil. Pelo menos para mim, né.

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Isso me fez crer que provavelmente teríamos o irmão de Sub-Zero na trama, mas adianto que não rola e o personagem em si é bem fraquinho. Ganha uma importância maior, que no fim das contas não significa muito para os fãs. Não que enxergue problema na criação de um novo personagem, mas o roteiro não contribui para criar qualquer afeição por ele.

No fim das contas o personagem é o típico herói que se vê escolhido para lidar com as forças do mal.

Get over here!

Mortal Kombat (2021) empolga em alguns momentos, seja ao nos apresentar personagens que conhecemos realizando golpes que conhecemos, como Kung-Lao que faz uma aparição foda durante uma delas ou os fatalities extremamente sangrentos.

E por mais que momentos assim sejam divertidos de se ver, os personagens não são explorados, então passa a impressão que estão apenas jogados pela trama porque era preciso alguém para o time de Raiden ter contra quem lutar.

O que me leva a um raciocínio que usei durante o bate-papo ao vivo, que foi da produção conseguir muito com um orçamento “pequeno”. Só que refletindo melhor, percebo que nada disso justifica o roteiro tão quebrado e pouco aproveitamento dos personagens que tinham a disposição.

Mesmo com todos esses problemas eu ainda gostei do filme. Não achei horroroso, e sim um bom passatempo.  Poderia ser melhor? Sem sombra de dúvida, mas consegue entreter com o pouco que pode ser salvo da obra.

Conclusão

Mortal Kombat 2021

Eu serei direto, gostei do filme, pois conseguiu me entreter o suficiente mesmo com todos os problemas que apontei e os que não falei, como diálogos ruins e interpretações risíveis.

Diabos, o Tadanobu Asano, ator que deu vida ao vilão Kakihara em Ichi the Killer e surpreende, sequer consegue convencer como Raiden e os olhos de LED.

Há alguns diálogos engraçados, muitos deles envolvendo o Kano que é o alivio cômico do grupo.  O gore que tá bem elevado, destaque para a finalização do Kung-Lao, alias, gostei bastante do personagem, que parece marrento como a sua contraparte de MK11. E tem até o Réptil que não parece o Reptile, que foi interessante. E a Mileena, uma das minhas personagens favoritas, não tem profundidade alguma e ficou apenas como reles soldado do Shang-Tsung.

O que se salva em meio a tudo isso é Scorpion e Sub-Zero, ou seja, Hiroyuki Sanada e Joe Taslim que carregam a obra nas costas e entregando as melhores cenas de lutas, mesmo que renegado a meros coadjuvantes durante toda a trama.

No final das contas Mortal Kombat 2021 é uma colcha de retalhos, onde você pode apontar para alguns momentos que mais lhe agradam, mas não dá pra se enrolar nela e dizer que a colcha toda presta.

Vocês também podem conferir abaixo minha participação no Boteco do Alberto Roberto, onde falamos sobre o filme:

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Mortal Kombat 11 Ultimate chegou e  com diversas melhorias para se adequar ao início da nova geração. E não apenas isso, também acompanha todos os kombat packs lançados até o momento, além da adição do modo personalizado nos modo online.

Mas não é só isso, MK11 também oferece uma das melhores experiência da franquia desde que deixou os consoles 16 Bits. E eu como um grande fã da franquia, não poderia me sentir mais contente com a oportunidade de escrever a respeito do jogo.

É isso, vista sua melhor roupa de combate e prepare-se para Mortal Kombat 11 Ultimate.

Mortal Kombat 11 Ultimate

Mortal Kombat é uma franquia que vem se reinventando ao longo dos anos, sempre na busca de se manter relevante no meio, mesmo que alguns títulos não tenham caído no gosto do povo até a chegada de MK9.

O NetherRealm Studios abandonou aquele formato 3D que vinha tentando emplacar desde MK4 e acabou voltando as origens com o 2D. Esse foi o pontapé inicial para uma sequencia de melhorias absurdas até chegarem em MK11.

Podemos alegar de antemão que Mortal Kombat 11 Ultimate seja o ápice da franquia, não só aspecto de campanha, como também em seu combate.

UM NOVO KOMBATE MORTAL

Mortal Kombat 11 Ultimate

MK11, em minha opinião, talvez seja o titulo da franquia com o melhor roteiro até o presente momento, mesmo sendo um pouco confusa, ainda faz uso da famosa viagem temporal para preencher alguns pontos deixado por títulos anteriores.

A história é dividida em duas partes,  sendo que na principal  somos apresentados a antagonista Kronika e sua ambição de mudar os eventos de MKX, e trazer o equilíbrio a linha do tempo, que foi bagunçada devido a interferência de Raiden ao longo da franquia.

E enquanto na  parte 2 (Expansão do game), AFTERMATH, lidamos com as consequências de se derrotar Kronika e o seu plano. Para tal, personagens clássicos estão de volta em busca de amenizar o impacto de se derrotar uma titã e sua nova era.

Em meio a tudo isso temos os personagens clássicos e novos se digladiando em um kombate mortal.

O que talvez só nos cause ainda mais confusão se tentarmos encaixar tudo, mas funciona para o enredo, mesmo que deixando alguns outros buracos, como a pergunta: Onde foi parar o restante da galera?

PANCADARIA DE QUALIDADE

Mortal Kombat 11 Ultimate

Mortal Kombat sofreu uma grande mudança em sua jogabilidade ao longo dos anos. E se em MKX o resultado era bom, aqui tudo ficou ainda mais refinado, tornando até um pouco mais complexo para se dominar totalmente na primeira jogada.

Você pode fechar o modo campanha utilizando de comandos mais simples e kombos curtos. O jogo não te pune de modo algum por conta disso, mas entender toda a nova mecânica é essencial. Principalmente se quiser arriscar-se no versus online.

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Das novidades ainda temos a reformulação do X-Ray, golpe poderoso que nos apresentava uma animação visceral e marcou o retorno do sucesso da franquia. Agora ao invés dele temos o Fatal Blow, que pode ser usado apenas uma vez por round e quando a energia estiver muito baixa.

O Fatal Blow é um golpe pensado para mudar o rumo do combate, dando alguma vantagem caso as coisas não estejam indo tão bem, afinal, só fica disponível com a energia abaixo dos 30%. Errar não é uma opção boa, mas quando se acerta é um deleite visual.

E mesmo que o jogo esteja um pouco mais lento se comparado ao anterior, ele ainda pode ser bem punitivo, principalmente na luta contra Kronika que é  uma das mais difíceis do game.

FATALITIES & FATAL BLOW

Os fatalities sempre foram a cereja nesse bolo de carne que é o Mortal Kombat, logo aqui não seria diferente. O NetherRealm realmente deu a devida atenção a cada uma das finalizações contidas no game.

Todos são muito legais, uns mais que os outro, mas no geral todos vão saciar a nossa sede por sangue. E mesmo que os fatalities não tenham ligação direta com o Fatal Blow, vale ressaltar que particularmente não gostei muito do visual.

Se você executa um golpe forte, ele vai ter uma animação em  câmera lenta com os órgãos internos sendo destroçados. É uma herança do X-Ray que agora é parte integral dos ataques fortes e não necessita de uma barra para executá-los.

Enquanto na execução dos Fatal Blow você tem uma animação com sangue aos montes e um trabalho de captura de expressão muito competente, uma pena não terem ido mais além e acrescentado a ruptura visual da pele partida nesses momentos.

Outra novidade são as barras  de ataque e defesa que são acessadas pelo R1/RB, permitindo um ataque mais forte ou uso de itens no cenário para ataque ou defesa. Depois de usada leva um tempo para recuperar, mas sempre vale a pena.

A NOSSA DISPOSIÇÃO

Depois de terminar a campanha e a expansão você tem a disposição uma grande quantidade de coisas para se fazer. Desde a personalização dos personagens, que possui uma variedade muito grande disponível ao jogador.

Na medida que você vai lutando seja nas torres ou modo versus, mais itens cosméticos e moedas são ganhos. Tudo isso permite que você deixe seu personagem favorito como quiser ao acessar o Kustomizar.

Nessa versão Ultimate podemos personalizar o nosso personagem e usá-lo em partidas online. O que antes não era possível.

Nas torres dos tempo você garante novas skins, moedas e fatalities a medida que se derrota uma por uma. O que é interessante é que assim como em MKX tinhas as torres especiais, aqui essas torres garantem efeitos durante o combate, seja contra ou ao seu favor.

Temos também os Konsumíveis para se usar durante o kombate, algo que traz uma nova dinâmica ao lidar com essas torres.

Todas as moedas ganha são usadas na Kripta, para que possa abrir os baús. Não muito diferente do game anterior, exceto que aqui controlamos um personagem em terceira pessoa e não em primeira pessoa.

O MELHOR DE SUA GERAÇÃO

Se olharmos para o Mortal Kombat 11 Ultimate levando em conta apenas o seu visual, de fato é o mais belo da franquia. Ao ponto de fazer o seu antecessor parecer feio se ambos forem colocados lado-a-lado.

Não me levem a mal, mas raramente me dou ao trabalho de avaliar esse aspectos mais técnico de um game, exceto quando esse seja um problema. O que não é o caso aqui, onde as texturas e as expressões faciais são incríveis e saltam aos nossos olhos.

Um game para ser bom não necessariamente precisa ser bonito, contanto que o objetivo principal seja alcançado, nesse caso entreter em todos os aspectos.

Se pensarmos que MKX chegou aos consoles em 2015 e MK11 saiu em 2019. É espantoso como tudo melhorou tanto, desde visualmente a mecanicamente em tão pouco tempo.  Lembrando que desde MK9 o espaço entre as sequencias tem sido de quatro anos!

Muita coisa mudou e foi reformulada para melhor e sem deixar a essência da franquia de lado. Isso causou algum furor, principalmente no aspecto estético das roupas femininas e modelos das personagens.

No fim nada disso interfere na qualidade do produto final e ainda entrega personagens femininas tão duronas quanto qualquer outro protagonista masculino, alias, as mulheres ganham tanto destaque na trama quanto os homens.

CONCLUSÃO

Mortal Kombat 11 Ultimate resgata personagens antigos ao longo de sua história e introduz novos, além de buscar na cultura pop outras figuras que talvez nunca esperássemos ver novamente em um jogo, como Spawn, Rambo e o T-800.

Fora isso temos outros personagens que surgem ao longo da campanha e podem vir a surgir em algum novo pacote de expansão. Ou até mesmo do titulo anterior. E olhando para o fato de que MK11 Ultimate contém todos os pacotes até o momento, não sei se possamos ter conteúdo novo tão logo, mas espero estar errado, pois  o game ainda está tão fresco.

No quadro geral o game é um dos melhores que os amante de jogos de luta vão experienciar. E se eu que não sou um jogador hardcore do gênero consigo me divertir muito, não tenho duvido que será uma ótima porta de entrada para quem queira iniciar na franquia.

Em breve trarei mais conteúdo sobre minha experiência com Mortal Kombat 11 Ultimate, afinal um game como esse merece mais atenção.

O game está disponível para PC, Nintendo Switch, PlayStation 4, Xbox One, PlayStation 5 e Xbox Series S/X.

Essa análise foi feita com uma cópia digital de Xbox One cedida pela distribuidora do jogo.

 

 

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