Arquivos Inti Creates - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/inti-creates/ Um pouco de tudo na medida certa Sun, 31 Oct 2021 22:56:20 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Inti Creates - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/inti-creates/ 32 32 Bloodstained: Curse of the Moon 2 | A Melhor mentira da Inti Creates https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/08/01/bloodstained-curse-of-the-moon-2-a-melhor-mentira-da-inti-creates/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/08/01/bloodstained-curse-of-the-moon-2-a-melhor-mentira-da-inti-creates/#respond Sat, 01 Aug 2020 08:00:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=4278 Vamos começar o texto de hoje deixando duas coisas bem claras: 1º: Eu adoro a franquia Castlevania. 2º: Eu sou ruim pra carai nela. 3º Spoilers de Curse of the Moon e Curse of the Moon 2 estarão presentes. Dito isso, Bloodstained: Curse of the Moon foi uma das mais agradáveis surpresas de 2018, uma […]

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Vamos começar o texto de hoje deixando duas coisas bem claras:

1º: Eu adoro a franquia Castlevania.
2º: Eu sou ruim pra carai nela.
3º Spoilers de Curse of the Moon e Curse of the Moon 2 estarão presentes.

Dito isso, Bloodstained: Curse of the Moon foi uma das mais agradáveis surpresas de 2018, uma versão refinada da fórmula dos classicvanias, feita pelos criadores de Azure Strike Gunvolt, e supervisionada por Koji Igarashi, o jogo era só um aperitivo e bônus do Kickstarter de Bloodstained: Ritual of the Night, mas ainda assim entregou um excelente produto, com jogabilidade precisa e variada, um conteúdo o suficiente para incentivar o fator replay e gráficos 8-bit sensacionais. Ignoremos aqui o fato de que eu só fui terminar o Modo Nightmare (A segunda campanha do jogo) no dia em que começo a escrever essa análise.

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Avancemos para junho de 2020, momento em que do nada a Inti Creates anuncia: “Bloodstained: Curse of the Night 2”. E que o jogo estaria disponível em menos de um mês (dia 10 de julho). E aqui estamos, mas será que o jogo vale a pena o seu suado dinheirinho? Ou ele é só mais um produto automático que se apoia numa ip conhecida, feito aqueles jogos de tiro lá grandes?

VEM COMIGO PRA SABER.

Acabe com os demônios novamente…

Curse of the Moon 2

Primeiro de tudo, Bloodstained: Curse of the Moon 2 segue mais ou menos os eventos do primeiro jogo. Zangetsu, nosso herói, conhece Miriam, Gebel e Alfred e certamente lutou ao lado deles, mas em um final alternativo, onde o quarteto derrotara o boss final do jogo e Zangetsu não se sacrificara.

Zangetsu parte em mais uma jornada para eliminar os demônios e novamente, ele não estará sozinho. Dessa vez, novos companheiros estarão ao seu lado. Dominique, membro da igreja e portadora de uma poderosa lança.

Zangetsu sabe que não pode confiar nela, mas dada a situação, ele aceita a ajuda de quem for. Quem jogou Ritual of the Night, sabe exatamente o porque da desconfiança. Richard, careca que desconfia de todo mundo, até da própria sombra e antigo companheiro de combate de Zangetsu, ele porta uma shotgun e Hachi, um cachorrinho fofinho que pilota uma armadura.

Ele foi salvo por Zangetsu no passado e possui um senso de lealdade imenso. A estrutura narrativa é a mesma do jogo anterior, logo, quem conhece o primeiro Curse of the Moon saberá que o jogo não vai terminar na primeira campanha.

Maior, melhor e mais brutal

Curse of the Moon 2

Uma das coisas ditas no anuncio de Curse of the Moon 2, é que o jogo teria o mesmo tamanho do original. Mentira deslavada, mas vamos aos poucos, estou me adiantando. Cada um dos quatro personagens possui suas características específicas.

Zangetsu é o típico personagem equilibrado com sua espada. Ele possui habilidades uteis dependendo do power-up equipado. Dominique possui um alcance maior que o de Zangetsu, porém sua lança é um pouco mais lenta.

Ela possui pulos altos, pode usar a lança como pogo nos inimigos e nos candelabros (só apertar o direcional para baixo, como o Tio Patinhas) e entre as habilidades que possui, pode invocar uma planta com um item de cura.

Robert possui o menor HP dentre os personagens iniciais, mas ele pode deslizar pelas paredes (a la Mega Man X) e saltar de uma parede para a outra (se o espaço permitir) com um wall-kick. Sua Shotgun é boa para atacar inimigos distantes e ele pode se arrastar pelo chão para passar por entradas pequenas.

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Robert também pode ampliar seu poder de fogo para usar outros tipos de arma, que podem auxiliar em umas batalhas contra chefes.

Hachi é o tanque do grupo, pode andar por espinhos sem problemas e sua armadura pode planar por alguns segundos, o que é excelente para pegar atalhos ou mesmo em certas lutas contra chefes.

Ele não possui nenhuma sub arma/habilidade, mas pode ativar uma invencibilidade temporária (dura enquanto durar a quantidade de sub armas) que aliado a sua grande barra de HP, pode ajudar a tankar diversas batalhas contra chefes. Assim como no primeiro jogo, existem duas dificuldades, a “Veteran”, onde existem menos checkpoints e o knockback, velho inimigo dos jogadores de Castlevania está lá para te jogar em abismos bem posicionados, além de quantidade limitada de vidas, e a “Casual”, onde há mais checkpoints, não tem knockback e as vidas são infinitas.

Mais dificil que o seu antecessor?

Curse of the Moon 2

A questão é… O jogo está mais difícil que seu antecessor…

De fato, Bloodstained: Curse of the Moon 2  faz o primeiro jogo parecer um passeio no parque. Não entenda mal, a curva de dificuldade do jogo é justa, ela vai aumentando progressivamente de uma maneira orgânica, mas ainda assim, mesmo no Casual, o jogo vai te punir por seus erros. Spoilers do jogo adiante.

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Agora, quanto a mentira. A Inti havia dito no anuncio, que o jogo teria o mesmo tamanho do Curse of the Moon original, o que não é muito bem verdade. Assim como no primeiro, você encara logo de início, oito fases com seus chefes e no fim das três primeiras fases, recruta os três membros do grupo.

Chegando no fim da oitava fase e uma longa batalha, para salvar o grupo de um último ataque do boss, Dominique segura o ataque, para o grupo escapar e acaba sendo possuída pela entidade maligna ali presente.

Aí temos início ao Episódio 2, onde Zangetsu, Robert e Hachi partem rumo ao resgate de Dominique.

Tendo os três logo de cara (em especial o Hachi), abre novas rotas nas primeiras fases, algo essencial para coletar três itens, que levados a uma sala na quarta fase que irá apresentar uma cena e dará uma espada ao Zangetsu, necessária para o Good Ending do Episódio 2.

Só que não é tão simples, já que os chefes estarão mais agressivos do que no Episódio 1, com padrões mais erráticos e vai exigir um pouco mais de atenção para derrotá-los.

O Episódio 2!!

Curse of the Moon 2

Após resgatarem Dominique, nossos heróis descobrem por ela que a situação é pior do que pensavam, já que o exército lunar (hein?), dominado pelos demônios, está prestes a invadir a Terra e que se quiserem salvar o dia, eles terão que ir até a Lua para resolver a parada (hein?).

Quase sem esperanças, Zangetsu é saudado por uma familiar voz: Alfred, que traz junto com ele, seus amigos de jornada, Miriam e Gebel, dando início ao Episódio Final.

No Episódio Final, você pode partir direto para a Lua, ou pegar os itens necessários para construir uma nave fortalecida que vai aguentar a jornada.

Nisso, você tem a chance de refazer mais uma vez as sete primeiras fases do jogo, recrutando novamente os membros da equipe. E finalmente aí, Miriam, Gebel e Alfred se tornam jogáveis, e eles funcionam exatamente como no Curse of the Moon original, com Miriam usando chicote, tendo pulo alto e a rasteira, o Gebel podendo se transformar em Morcego pra acessar locais antes inacessíveis e o Alfred. Sendo o Alfred e a única utilidade que você encontra pra ele é a Magia de Gelo.

As fases no Capítulo Final são desafiantes. Ou a menos a princípio, porque você estará apenas com um companheiro ao lado. E as fases onde os companheiros estarão vem de forma aleatória (com exceção da quarta fase, onde não tem ninguém), então pense bem por onde começar.

Porque sim, no Episódio Final, você pode escolher a fase que irá jogar, recrutando o membro que estiver nela. E é importante revisitar as fases para pegar os power-up’s que aumentam a energia e as sub-armas.
Após completar as fases, você partirá para a lua em uma nave.

Em um segmento de shoot’em up, numa homenagem clara a Gradius (ou a Salamander/Life Force, visto que é um segmento vertical), clássico da Konami.

Por fim, a última fase, na Lua, é um estágio final melhor que o estágio final do Curse of the Moon original, e faz uso das habilidades dos personagens para estabelecer rotas únicas, culminando no confronto final que decidirá o destino da humanidade. Ou algo assim.

Curse of the Moon 2

E como prêmio por terminar o jogo, você desbloqueia o modo Boss Rush e duas novas formas de se jogar com o Zangetsu, a Ultimate, na qual Zangetsu ganha um Dash, combos com a espada e um pulo duplo e a Static, na qual Zangetsu não recebe nenhum upgrade, sendo um desafio para quem já domina isso. Existem ainda duas rotas extras, caso queira ir atrás de outros troféus para platinar o jogo.

Por fim, a Jogabilidade foi refinada em relação ao primeiro jogo, a primeira vista parecem idênticos, mas nas pequenas minucias percebe-se o que foi melhorado, como por exemplo, o fato dos power-up’s serem compartilhados com o grupo (o aumento de HP é pro grupo e não pro indivíduo que pegou o power-up, por exemplo.).

Outra adição, foi a de um modo cooperativo local para dois jogadores, que no PS4 pode ser usado o acesso remoto (um jogador joga no Vita, o outro no PS4), no Switch, cada jogador usa metade do joycon e no PC por exemplo, pode ser usado o modo de tela compartilhada do Steam.

Retrocompetência audiovisual

Curse of the Moon 2

O jogo usa o estilo gráfico dos jogos de NES, com as vantagens das máquinas de hoje.

Só que ao contrário dos Blaster Master Zero 1 e 2, que não se limitavam a paleta do NES na hora de mostrar suas cores, Curse of the Moon 2 ainda coloca algumas limitações nos sprites dos personagens. Inclusive essas limitações causaram a mudança de visual da Dominique (que em Ritual of the Night usa preto, aqui ela usa roupas predominantemente brancas).

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No geral, os gráficos do jogo são bastante agradáveis, com cenários variados e inimigos que em sua maioria se encaixam nos momentos específicos que estão. E se você procurar, ainda tem referências claras a maior inspiração, Castlevania.

Curse of the Moon 2

Os Bosses, novamente, são grandes e vistosos, apesar de eu achar que em alguns padrões de ataque, a Inti exagerou um pouco (sim, lacraia de fogo, falo de você!). Um pequeno detalhe: O local onde se enfrenta o final boss do Episódio 2 é a sala de Save do Ritual of the Night.

Entre as fases, pequenos detalhes, como os personagens ao redor da fogueira, dão um charme único ao jogo, mostrando coisas como os heróis se aquecendo no frio, ou Hachi comendo uma taça de sorvete no calor.

A trilha sonora não tem Michiru Yamane como no primeiro, mas a dupla residente da Inti Creates, Ippo Yamada e Hiroyuki Sano dá conta, com melodias empolgantes e que casam com o clima gótico 8-bits pedido pelo jogo.

Pequenos detalhes foram reaproveitados do primeiro jogo, mas nada muito grande nem que faça a diferença. No geral, é uma trilha que dá pra curtir enquanto se joga (isso é, se você ainda não xingou cada desenvolvedor do jogo durante a jogatina).

Um Classicvania novinho, só pra você

Curse of the Moon 2

Finalizando, vou começar com um desabafo aqui. Teve um tempo, onde eu estava completamente SATURADO de Metroidvanias, por onde você andava, um Metroidvania indie no PC. Ninguém queria copiar classicvanias, ninguém queria copiar o Ninja Gaiden clássico, só Metroidvanias.

As coisas mudaram um pouco, com The Messenger, Cyber Shadow, Oniken, Odallus e Panzer Paladin, que pegam inspiração em outros clássicos do passado, e a indústria indie agora tá focada em vomitar a maior quantidade de rogue-likes/rogue-lites possível. Enfim, Bloodstained: Curse of the Moon 2 é um excelente jogo e uma adição recomendada a biblioteca de qualquer tipo de jogador, seja retrogamer ou cara que curte jogos desafiantes. Se puder, compre.

Bloodstained: Curse of the Moon 2 está disponível para PC, Nintendo Switch, Playstation 4 e Xbox One.

A análise foi feita com base na versão de PS4, comprada por esse que vos fala.

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Blaster Master Zero 2 | Salve a Waifu, Salve o Universo! https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/07/25/blaster-master-zero-2-salve-a-waifu-salve-o-universo/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/07/25/blaster-master-zero-2-salve-a-waifu-salve-o-universo/#respond Sat, 25 Jul 2020 20:00:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=4191 As vezes é bom você fazer review de dois jogos de uma mesma franquia em sequência, assim você não precisa repetir o blá blá blá de como eu conheci a franquia e ir direto pros finalmente. Mas, vou fazer um resumo básico: Ouvi falar sobre Blaster Master, joguei Blaster Master 2 (e spoilers: é uma […]

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As vezes é bom você fazer review de dois jogos de uma mesma franquia em sequência, assim você não precisa repetir o blá blá blá de como eu conheci a franquia e ir direto pros finalmente.

Mas, vou fazer um resumo básico: Ouvi falar sobre Blaster Master, joguei Blaster Master 2 (e spoilers: é uma bosta), joguei o primeiro em 2016, traduzi parte do livro, comprei Blaster Master Zero e é du caralho. Para a versão completa desta história, leia meu review de Blaster Master Zero.

Blaster Master Zero havia sido um sucesso de crítica e vendeu razoavelmente bem (Por volta de 100 mil cópias vendidas no fim de 2017), então é lógico que a Inti Creates faria uma sequência. E ela foi anunciada em um Nintendo Direct em 2019. E lançado no mesmo dia.

Blaster Master Zero 2 chegou aos PC’s alguns meses depois, e no ano seguinte, o jogo finalmente aterrizara no PS4, juntamente com o primeiro Blaster Master Zero. Aliás, falando nisso, o jogo também está disponível num bonito pacote com os dois jogos, mais os DLC’s em mídia física, numa edição bacanuda da Limited Run Games. (Pra quem quiser me dar de presente).

Agora, como é o jogo? Vem comigo que eu conto.

Save the Waifu, Save the Universe

Blaster Master Zero 2

O jogo começa pouco depois do final verdadeiro de Blaster Master Zero. Após o embate contra Invem SOPHIA (a forma corrompida do Sophia III), Jason salvara Eve e os dois passaram a viver juntos na Terra. Só que o mesmo parasita mutante que corrompera o Sophia III, infectara Eve, começando a corromper o corpo dela.

Procurando pelo submundo da Terra, a busca de Jason por uma cura é tão intensa que danificara o Sophia Zero. Não se dando por vencido, ele reforma o Sophia, dando ao mesmo a capacidade de viagem interplanetária, pois uma possível cura estaria no planeta natal de Eve, Sophia.

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A partir daí, Jason corre contra o tempo para salvar Eve, e nessa jornada, eles descobrem (na verdade é revelado ao jogador) que a luta contra os mutantes não estava confinada somente a Terra, mas a todo o universo. Também somos apresentados a outros pilotos de Tanque, que combatem o mal em outros pontos da galáxia.

O escopo da história aumentou, já que não estava mais preso as amarras de ser um remake do primeiro jogo (e nenhuma alma decente faria um remake de Blaster Master 2), mas o risco é maior, já que a falha representa não só a morte de Eve, mas o universo tomado pela ameaça mutante.

Livre das Amarras, pronto pra inovar

Blaster Master Zero 2

A estrutura do jogo mudou completamente em relação ao jogo anterior. Ao invés de termos um mundo aberto interconectado, cada seção principal do jogo está em um setor da galáxia, que usualmente possui um planeta principal (com uma exceção) e diversos planetoides ao redor.

Os planetas possuem um ponto de desembarque, onde pode-se sair, e existe um mapa do universo conectando esses planetas. Antes de entrar num planeta, pode-se checar o que há para coletar no mesmo.

Por outro lado, a estrutura da jogabilidade permanece a mesma, com seções onde navegamos com o Gaia-Sophia e a jogabilidade permanece mais ou menos a mesma. Digo mais ou menos, porque algumas das habilidades do tanque são diferentes das do jogo anterior.

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Novas habilidades foram dadas, como a capacidade de fazer um wall kick (e descer arrastando pela parede, feito o Mega Man X), usar uma broca para furar certos objetos e dar um dash (seja no chão ou ar) e outras mais. As armas do Sophia também estão diferentes, com menos opções de armas.

A barra de sub-arma/hover agora não é mais recarregável só pelos sub-itens encontrados, mas também caindo de certas altitudes ou tomando dano. Mas cuidado, se você gastar a barra toda, o poder de ataque do Gaia-Sophia irá diminuir exponencialmente e a barra irá se encher (mas seus ataques causarão pouco dano aos inimigos.).

Blaster Master Zero 2

A exploração de dungeons no modo Top-down continua como no jogo anterior, mas assim como o tanque, as armas de Jason mudaram, logo você deve encontrar a arma ideal para cada tipo de situação.

O sistema de upgrades dela é semelhante ao do Blaster Master Zero 2, com os itens rosados a serem pegos de inimigos ou rochas. As sub-armas são um caso a parte porque algumas permanecem, outras foram modificadas (o detonador remoto agora virou uma mina sem detonação remota) e uma novidade para o Jason foi adicionada: Um botão de contra-ataque. Usando uma terceira barra presente na tela, quando um inimigo disparar contra você, aperte um botão e Jason executará um ataque, se esquivando e atirando.

Pode parecer estranho a princípio, mas com o tempo se pega o jeito.

Mais difícil… E mais leniente?

Blaster Master Zero 2

Um dos pontos que na minha opinião, me cansaram mais na jogatina de Blaster Master Zero, foi a OBRIGAÇÃO de pegar 100% dos itens e upgrades para fazer o final verdadeiro do jogo.

Não é um ponto contra o jogo, mas ter que pegar tudo pra ver o final verdadeiro cansou um pouco. Aqui, essa obrigação foi mandada pras cucuias.

Pra fazer o final verdadeiro, é necessário conseguir três emblemas, e eles são adquiridos fazendo três side-quests específicas com os pilotos de Metal Attackers (Salteador Metálico na tradução). Completando estas side-quests, os mesmos darão estranhos emblemas a Jason, que os entrega para Eve que deseja analisá-los.

Dito isto, recomendo que vá atrás de 100% dos upgrades, porque a jornada pode não ser obrigatória, mas é essencial ter o máximo de upgrades, para encarar as batalhas contra os chefes, que estão difíceis. Pelo menos certas batalhas específicas, as batalhas contra os pilotos de Metal Attackers que estão pela galáxia, a princípio nenhum deles é amistoso com você, e eles irão lhe atacar antes e perguntar depois.

Alguns chefes também estão difíceis, por isso a recomendação dos upgrades. Como no jogo anterior, não tem mistério em como derrotá-los, apenas aprenda como eles atacam e crie uma estratégia em torno disso. E sim, ainda é uma mistura de chefes no modo Top-Down e chefes a bordo do Gaia-Sophia.

Blaster Master Zero 2

A verdadeira dificuldade vem no setor Omega, onde assumimos o controle de Eve e aí, cada movimento precisa ser calculado para evitar a morte, pois jogamos a primeira metade do mapa com Eve a pé, e ela não possui ataque de longo alcance (ou sequer uma arma para afetar os inimigos desse trecho) e tem aquele dano de queda do jogo que pode te matar antes que chegue ao próximo ponto de salvamento. A única arma que Eve possui é um toque que pode purificar águas e uma estranha habilidade de desacelerar o tempo.

O toque da Eve também pode empurrar um certo bloco que será utilizado de maneiras específicas (incluindo uma boss battle). Também há uma seção onde controlamos Eve numa dungeon, funciona mais ou menos da mesma maneira, mas dessa vez o toque da Eve pode matar inimigos (e certos inimigos precisam ser derrotados para abrir portas orgânicas da Dungeon).

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Por fim, há uma seção onde controlamos Eve em um Metal Attacker chamado ANDREIA (pertencente a um personagem falecido), e as habilidades dele são diferentes, mesmo a forma de recarregar a barra dele é diferente (basicamente a água recarrega a energia de ANDREIA).

Essa seção não é particularmente difícil, tá mais pra uma recompensa por ter superado o desafio da primeira metade. Essa seção leva ao penúltimo combate do jogo, que guarda um momento bem bacana.

Sabe aquele problema da seção de escadas do primeiro Blaster Master Zero? Ele ainda está aqui, mas em menor escala, de fato, não era nem uma seção obrigatória do jogo e de fato ela me lembrou mais Donkey Kong Jr do que Blaster Master Zero. Ainda é desafiante, ainda dá dor de cabeça, mas não é necessário pro True Ending.

Pura competência retro-moderna

Blaster Master Zero 2

Os gráficos de Blaster Master Zero 2 seguem a mesma linha do anterior, oferecendo um estilo 8-bit charmoso, mas sem as limitações do NES.

Dessa vez, os cenários estão mais bonitos e mais variados que seu antecessor porque ao invés de um ambiente inter-conectado E LIGADO ao Blaster Master original, Blaster Master Zero 2 tem um universo para explorar, isso nos traz cenários diferentes e isso reflete nos ambientes mostrados, um planeta baseado em plantas, um que é metade deserto e metade gelo, os dois divididos por uma ruptura dimensional (que causa mortes com um hit, então nem pense em tocá-las), uma estação espacial e um planeta inteiro QUE É O CHEFE.

Blaster Master Zero 2

As cutscenes mostradas possuem o mesmo vigor do anterior, feitas na mais pura e linda pixel-art, com destaque para as cenas que mostram a mutação da Eve (e o crescimento dos atributos da Eve, me leva a crer que ela não é um Androide no sentido robótico da palavra, mas uma ciborgue, tal qual os Andróides 17 e 18 em Dragon Ball Z), visto que ela pode também consumir alimentos orgânicos (isso foi mostrado em um wallpaper oferecido pela Inti) e as que mostram a razão pela qual Kanna possui muita arte da regra 34.

Os sprites de inimigos, personagens e chefes estão muitíssimo bem feitos, e Jason ganhou uma nova capa estilosa, colocando-o mais ainda no firme hall de personagens que poderiam fazer uma ponta em Mega Man. A própria Eve ganhou sprites também, e foram muitíssimo bem feitos, mostrando (assim como nas cutscenes) o quão mutada a personagem está.

Sonoramente, está melhor que o jogo anterior. O jogo anterior pecava por estar na sombra do Blaster Master original e não tinha composições que marcassem como a do original.

Aqui, as composições, feitas pelo mesmo time, vibram e passam as vibes certas nos momentos necessários. Se eu fosse destacar, colocaria “All Together” e “Connected Wolf” como as melhores faixas do jogo. Importante também frisar que as músicas das seções top-down são remixes das músicas da seção side-scroller do jogo.

Exploda rumo a vitória!

Blaster Master Zero 2

Infelizmente, Blaster Master Zero 2 não possui os modos extras que davam um gás e uma sobrevida ao jogo anterior. O único conteúdo extra inédito é o recém-lançado DLC “Kanna raising simulator”, no qual você pode cultivar sua própria Kanna.

Fora isso, há dois personagens extras que podem ser comprados, a “Empress”, de “Dragon Marked for Death” e o “Copen” de “Luminous Avenger IX”, dois jogos recentes da própria Inti Creates, e cada personagem tem suas peculiaridades em gameplay (A Empress é personagem de combate corpo a corpo, então vai ser difícil se adaptar a ela).

Finalizando, apesar do fator replay menor que Blaster Master Zero, Zero 2 acerta no que uma sequência deve ter. Com um escopo maior, jogabilidade levemente modificada, é um jogo que cumpre o que se propõe e traz diversão e desafio na medida certas.

Blaster Master Zero 2 está disponível para Nintendo Switch, PC e PlayStation 4.

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Blaster Master Zero | Remake? Reboot? RECOMENDADO! https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/07/21/blaster-master-zero-remake-reboot-recomendado/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/07/21/blaster-master-zero-remake-reboot-recomendado/#comments Tue, 21 Jul 2020 19:22:38 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=4090 Eu tenho uma relação de amor e ódio com a Inti Creates. Por um lado, gosto muito dos jogos que ela costuma fazer (As séries Mega Man Zero e ZX, Gunvolt, Gal Gun, Bloodstained), por outro lado, é fácil demais ficar PUTO com os caras por não lançarem alguns dos jogos deles na PSN Brasileira […]

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Eu tenho uma relação de amor e ódio com a Inti Creates. Por um lado, gosto muito dos jogos que ela costuma fazer (As séries Mega Man Zero e ZX, Gunvolt, Gal Gun, Bloodstained), por outro lado, é fácil demais ficar PUTO com os caras por não lançarem alguns dos jogos deles na PSN Brasileira .

E esse não é um problema novo, já que desde o primeiro Azure Strike Gunvolt tinha esse problema, com o jogo não estando disponível na eShop BR do 3DS. As versões de Vita e PS4 de Mighty Gunvolt? Só no Japão. Então, a cada anúncio de porte do PS4 deles, eu fico ressabiado.

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Blaster Master pra mim é uma descoberta deveras recente. Claro, nos meus primórdios da blogosfera retrô (começo da década passada), eu ouvi pessoas falarem de Blaster Master, mas nunca parei pra jogar.

O SEGUNDO CONTATO

Blaster Master Zero

Meu segundo contato com a série, foi quando gravei um podcast sobre remakes no distante ano de 2013, no qual citaram Blaster Master Overdrive (Wii). Como bom vagabundo, eu baixei Blaster Master 2 (Do Mega Drive), vinte minutos depois, tweetei meu veredito: “É uma bosta”, o qual amigos concordaram e ficou por isso.

Avancemos pra 2016, quando a Inti Creates anunciou que estaria fazendo um reboot da série e eu finalmente joguei o primeiro Blaster Master, que explodiu minha cabeça.

O jogo misturava exploração a la Metroid, tiroteio com visão superior, bons gráficos e uma trilha sonora DO CARALHO. Eu sei que você está assobiando o tema da Area 1. Admita. Enfim, como todo bom jogo que eu fico obcecado, eu descobri que Blaster Master ganhou uma adaptação literária, como parte da série Worlds of Power (que tinha adaptações literárias de alguns jogos do NES) e mais incrível ainda, é que apesar da maioria dos livros da série Worlds of Power ser simplista, o livro de Blaster Master era genuinamente bom, a ponto de ter sido utilizado pela Sunsoft como base da história de Blaster Master: Blasting Again (PS1).

Se houver demanda, posso traduzir o livro e colocá-lo a disposição de quem quiser ler.

Enfim, em 2017, Blaster Master Zero finalmente chegava ao 3DS e ao Switch (porque é claro, que eles lançam primeiro em consoles da Nintendo) para dois anos depois, chegar ao PC. E finalmente, em junho de 2020, Blaster Master Zero chegou ao PS4 (juntamente com Blaster Master Zero 2, mas esse é assunto pra outra review). Será que ele vale a pena o seu suado dinheirinho? Venha comigo nessa jornada.

MISTURANDO TUDO E REINICIANDO

Blaster Master Zero

O Plot de Blaster Master Zero combina elementos do Blaster Master original, com coisas da adaptação em livro e mesmo do jogo japonês original “Cho Wakusei Senki Metafight”.

Num futuro distante, devido as inúmeras guerras, desastres ambientais e grupos de k-pop, a Terra entrara em uma nova Era do Gelo (Não, não vou fazer referência ao filme, de piada neste parágrafo já basta colocar o k-pop), que forçou a humanidade a viver no submundo.

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No fim da era do gelo, a humanidade começara a trabalhar para restaurar o planeta ao seu estado natural. Naquela época, um cometa enorme e misterioso caiu na Terra, mas não desanimou as pessoas de recuperar seu planeta, e depois de muito esforço, a humanidade voltou a viver na superfície.

Centenas de anos depois, Jason Frudnick, um jovem gênio na área da robótica, encontra uma estranha criatura parecida com um sapo, a qual ele batiza de Fred.

A pesquisa dele é interrompida, quando Fred foge, pulando em um buraco de minhoca que o leva a um dos locais antigos do submundo, onde ele encontra um tanque de combate chamado Sophia III, o qual ele usa para se defender dos mutantes que tomaram o submundo e para localizar Fred. Em sua jornada, ele encontra também uma misteriosa garota chamada Eve, que passa a ajudá-lo como operadora do tanque. 

NADA DE NOVO, MAS TUDO NOVO EM FOLHA

Blaster Master Zero

O Core de Blaster Master Zero é o mesmo do original, explore um mundo enorme com a ajuda do tanque Sophia III e encare dungeons onde haverão batalhas contra chefes. Vencendo os chefes, você encontrará upgrades para o Sophia que permitirão acessar áreas antes impossíveis de se chegar. Repita isso até o final.

Mas, porém, entretanto, contudo, todavia, o jogo oferece um pequeno twist na fórmula.

OK, talvez não seja um twist, mas o fato é que dessa vez não há apenas os chefes normais que dão upgrades para o tanque, mas outros sub-chefes que dão upgrades, tanto para o Sophia (Armas novas), quanto para o Jason, além de itens que aumentam a energia máxima do jogador.

A física do Sophia funciona como no NES, o tanque é pesado de se controlar, mas com prática e jeito, você vai estar destruindo mutantes num piscar de olhos. E assim como no original, você pode sair do tanque, apertando o triângulo, mas CUIDADO! Jason é um humano normal e possui dano de queda, então se cair de muito alto, morrerá.

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A morte não possui o impacto da versão de NES, porque você retornará ao save point mais próximo, ou o início da sala, mas é algo que é preferível de se evitar. Inimigos deixam energia ou munição para as armas secundárias, novamente como no original. A diferença, é que dessa vez, o Hover também se utiliza da mesma barra das armas secundárias, ao invés de ter as barras próprias.

Dessa vez, com o toque de um botão, abre-se um sub-menu de troca de armas que dá uma agilizada no jogo. (mas dá pra trocar de arma usando o botão de pausa como no original, só não é tão prático).

AS NOVIDADES

Blaster Master Zero

As seções de ação top-down funcionam novamente, como no original, com inimigos a serem derrotados nas dungeons que podem ou não possuir chefes, algumas vezes, no fim de uma dungeon, há apenas itens comuns (usualmente dungeons pequenas), em outras, há bosses e em algumas, ondas de inimigos a serem derrotados.

O tiro de Jason pode ser modificado pegando itens rosados que podem ser deixados por inimigos, ou destruindo pedras, mais ou menos como no original. Só que ao contrário do original, você pode voltar ao tiro anterior através do menu.

E assim como no original, caso tome dano, a sua arma será enfraquecida (há um item que permite dar uma segurada na arma) e isso pode causar problemas mais adiante na dungeon. Em relação aos chefes, alguns retornam do Blaster Master original, outros são originais dessa versão. A estratégia para a maioria deles consiste de aprender o padrão e trabalhar ao redor disso para derrotá-lo.

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Uma novidade (creio eu) em Blaster Master Zero, é que agora possui seções mais longas em que você precisa sair do veículo para ativar alavancas ou entrar em salas para congelar o ambiente e poder prosseguir. Além disso, o jogo possui algumas batalhas contra chefes, onde se luta no Sophia III ao invés de lutar na dungeon.

Se eu puder apontar um defeito que pode afastar alguns do jogo, são justamente duas sessões ingratas do jogo, onde se deve fazer saltos de fé e agarrar uma escada pressionando para cima no momento exato. Não são momentos necessariamente difíceis, mas podem levar a frustração por repetir uma seção que teoricamente deveria ser simples.

O FINAL BOM E O RUIM

Blaster Master Zero

Por fim, o jogo possui dois finais, um ruim, que é feito caso você complete as oito primeiras áreas sem pegar todos os itens (e é um final deveras deprê), e um final verdadeiro, caso pegue todos os itens e mapas e aumente a energia ao máximo.

Ali, ao fim da oitava área, haverá uma cutscene, semelhante a do final ruim, mas dessa vez, Fred leva Jason a um local onde eles encontram o Sophia Zero, uma versão turbinada do Sophia III que o levará até a nona área, onde você deverá encontrar três chaves (e enfrentando novamente alguns dos bosses anteriores), que o levará ao confronto final.

No fim dessa árdua batalha, uma satisfatória conclusão, que deixa um gancho para Blaster Master Zero 2 (assunto para outra review).

MARIVILINDAMENTE 8 BITS

Blaster Master Zero

No departamento audiovisual, Blaster Master Zero é mais um excelente exemplo de gráficos retrô 8-bits usando o potencial gráfico de hoje em dia. Os cenários, apesar de serem vagamente familiares (especialmente as Áreas 1, 7 e 8), são muito mais coloridos que na época dos consoles de 8-bits, e os novos cenários não deixam a peteca cair no departamento visual.

Alguns dos efeitos são simples, mas muito bem executados (como na seção marítima, onde o background vai de azul para preto, conforme vai se descendo, simulando a diminuição da visibilidade no fundo do mar).

Muitos dos sprites são versões repaginadas do jogo original, e os novos sprites se encaixam junto no jogo. Os chefes são um destaque a parte, em alguns dos casos, em especial o Esqueleto na Área 7, que é enorme (mas é um chefe fácil depois que se pega o veículo).

Uma alteração notável ficou no design da armadura de Jason, que no original era bem parecida com a roupa de um astronauta, agora ele não ficaria deslocado em um cenário de Mega Man.

CUTSCENES PIXELADAS

Blaster Master Zero

As cutscenes do jogo, feitas em pixel arte estão lindas e retratam bem os diálogos. Tanto Jason, quanto Eve ficaram expressivos, nas cenas e nos retratos dos diálogos. (E a camisa que Jason usa na primeira cutscene do jogo é uma referência a Ikki, o primeiro jogo da Sunsoft a ser lançado para Famicom).

A trilha sonora é uma faca de dois (le)gumes. Por um outro lado, possui excelentes composições (e felizmente, um remix da iconica música da Area 1) por parte de Ippo Yamada, Hiroaki Sano, Aoi Tanaka e Kotaro Yamada. Por outro, a maioria são musicas excelentes, mas que não são memoráveis como a trilha do Blaster Master original, composta por Naoki Kodaka. E essa é uma sombra difícil de sair. 

COMPRE ONDE PUDER

Blaster Master Zero

O jogo, comparado ao Blaster Master original é um jogo mais fácil, mais acessível, mas nem por isso menos divertido.

Ele possui modos extras (liberados após terminar a aventura principal), o Unlimited, que é um New Game+, onde se começa já com os upgrades e o Sophia Zero (Os coletáveis do 100% aqui é só para fazer o final verdadeiro, já que o tanque está poderoso).

O Destroyer, que é uma campanha mais difícil com inimigos mais agressivos e que dão um disparo extra quando morrem (como em alguns bullet hells da vida), um bom desafio extra para quem terminou o jogo com facilidade. E também há o Boss Rush, onde pode se enfrentar novamente todos os chefes para conseguir melhores tempos.

Caso você esteja um pouco mais abastado, pode ainda apimentar um pouco a sua jogatina com quatro personagens extras, Gunvolt (de Azure Strike Gunvolt), Ekoro (de Gal Gun), Cavaleiro da Pá (É assim que o DLC do Shovel Knight está na PSN BR) e Shantae (da franquia homônima), que podem ser adquiridos via DLC paga. Esses DLC’s não vão fazer você perder o sono se não tiver, como afirmei acima, se você estiver abastado…

O jogo está traduzido em português brasileiro, o que é uma constante em jogos da Inti Creates, e no geral a tradução está decente, salvo alguns erros aqui e ali.

Agora, lembra que eu falei lá em cima que o roteiro misturava o jogo original com o livro e a versão japonesa? Pois bem, vamos aos pontos aqui, Jason, obviamente, é o protagonista do Blaster Master americano, e Eve foi uma personagem originalmente criada para o livro de Blaster Master, só que a Eve do livro era ruiva (ela foi refeita como loira já em Blaster Master: Blasting Again).

Agora, quanto a parte do jogo original japonês, os pais de Eve se chamam Kane e Jennifer Gardner. Kane Gardner é o protagonista de Metafight e Jennifer é a criadora do Metal Attacker, só que o sobrenome dela em Metafight era Cornet.

Finalizando, Blaster Master Zero é uma excelente atualização de um clássico do NES. Tem suas falhas, mas elas não diminuem a diversão do jogo, e certamente depois de terminar, você voltará mais uma vez, nem que seja pra pegar o Sophia Zero e ir estraçalhando os inimigos. Se você puder, compre em sua plataforma favorita.

Não vai se arrepender.

Blaster Master Zero está disponível para Nintendo 3DS, Nintendo Switch, PC e Playstation 4. A análise foi feita com base na versão de PS4.

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