Arquivos Indie - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/indie/ Um pouco de tudo na medida certa Sat, 10 Jan 2026 16:15:12 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Indie - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/indie/ 32 32 O que eu eu joguei em 2025 | Tony Santos https://www.arquivosdowoo.com.br/2026/01/10/o-que-eu-eu-joguei-em-2025-tony-santos/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2026/01/10/o-que-eu-eu-joguei-em-2025-tony-santos/#respond Sat, 10 Jan 2026 15:43:25 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=21143 Um ano de adaptações E aí meus amigos, estamos de volta com mais um grande review de tudo que joguei no ano. Acho que faço essa trend desde 2019 aqui no Arquivos do Woo, e acho que ela me ajuda a lembrar de como foram os últimos doze meses em relação aos games. Não somente […]

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Um ano de adaptações

E aí meus amigos, estamos de volta com mais um grande review de tudo que joguei no ano. Acho que faço essa trend desde 2019 aqui no Arquivos do Woo, e acho que ela me ajuda a lembrar de como foram os últimos doze meses em relação aos games.

Não somente isso, mas também cada jogo ajuda a marcar o que eu estava fazendo em cada momento do ano, e mesmo lendo as listas antigas, eu lembro com muito mais clareza como foi cada período dos últimos 6 anos em que escrevo esse texto.

O meu herói vive

Pensei muito se deixaria de fora o que mais me marcou no ano aqui, mas seria desonesto comigo e com o possível leitor desse que é praticamente um registro anual de fases da minha vida: bem, perdi meu herói esse ano, meu pai, que aos sessenta anos, se foi muito mais cedo do que qualquer pessoa que o conhecia esperava.

Ele me fez gostar de videogames, e mesmo nas épocas de vacas magras, ele sempre deu um jeito de eu ter uma diversão eletrônica quando chegasse em casa.

Lembro que de 1997 até meados de 2001, a gente vivia muito apertado em casa; meu pai procurava emprego e minha mãe sempre foi dona de casa. Ainda assim, ele de alguma forma fez com que tivéssemos um Nintendo 64, um PlayStation e um Super Nintendo em casa.

Nessa época, eu não sabia o que era a dificuldade. Nunca faltou comida também, mas ele — e nem minha mãe — me deixaram sequer cogitar a possiblidade de achar que vivíamos no limite. Eu tinha os três consoles principais da época, e eu nos meus 8 anos de idade, não tinha como querer outras coisas.

Então o texto desse ano vai pro Seu Nilton, que sempre jogou comigo, jogou sozinho seus Tomb Raiders e Syphon Filters e também veio correndo sempre que eu via algo legal em um jogo, para que eu pudesse compartilhar com ele o hobby que ele me fez gostar tanto. Te amo, pai!

Os meus jogos de 2025

Sonic SMS Remake (Switch)

Um remake melhorado da versão 8-Bits do primeiro Sonic the Hedgehog. Feito por Creative Araya,o jogo é disponibilizado de graça em seu site.

É uma versão melhorada, com tela em widescreen e outros parangolés que deixam a experiência mais suave. Para os puristas, podem haver alguns problemas, como as mudanças nos layout das fases e algumas mecânicas que não existiam no original.

Porém, tudo do jogo de Master System está lá, junto com o conteúdo extra. O autor também fez versões do Sonic 2 (8-bits) e um Sonic 3 que nunca saiu pro Master, que pega elementos dos jogos de Game Gear, mas esses eu não joguei ainda.

Aos interessados, tem port desse para Android e Switch 1, caso seu console seja desbloqueado. Foi no Switch que zerei, inclusive. Foi uma ótima forma de começar o ano.

Plumbers Don’t Wear Ties (Switch)

Plumbers Don't Wear Ties is one of the worst games ever made. Here's why it's being re-released | CBC Radio

Uma PORCARIA de Visual Novel (se é que pode se chamar assim) feita para o natimorto Panasonic 3DO. Esse game ficou famoso por causa do episódio do Angry Videogame Nerd, onde ele esculacha tudo que essa história bizarra tenta nos passar.

O jogo não se leva a sério e é totalmente amador: chamaram uma gostosa (Jeanne Bessone, de nada) e um outro cara bonitão pra fazerem o papel de dois jovens adultos que se conhecem no estacionamento de uma empresa e acabam começando um romance.

É bem bobo e com diálogos cafonas, incluindo alguns erros de gravação que ficaram na história só pelas fodas.

A versão relançada recentemente para consoles modernos e PC tem entrevistas com personalidades dos games atuais (incluindo o James Rolfe), além da própria loira protagonista da história.

Eu sei lá, acho que se você não tem ligação com o vídeo do AVGN — que convenhamos, é o único motivo desse jogo ter sido relançado — então fique longe. ¿ʇᴉ ʇǝפ

Grandia III (PlayStation 2)

Depois de ter me DELICIADO com os jogos que pra mim, são o pináculo de JRPGS no PS1 e Dreamcast, finalmente resolvi dar uma chance ao Grandia III. Lançado para o PlayStation 2 em 2005, esse RPG mantém a qualidade do combate que fez os jogos anteriores tão populares.

O problema aqui é a história: Grandia III infelizmente tem um roteiro meio sem sal, onde a dublagem americana faz com que ele se torne um pouco mais desagradável do que precisa.

O combate é ótimo, porém toda ambientação e roteiro são marrons, sem aquela identidade fantasiosa e com cores fortes dos dois jogos anteriores.

Grandia III é o motivo da série ter morrido ali, o que é muito triste.

Toy Story 2 (PlayStation) (Platina)

You're a better Buzz than I am – Toy Story 2 – Super Chart Island

Toy Story 2, o jogo, é um daqueles games que meio que passou na mão de todo mundo na época do N64 e PS1. Sendo desenvolvido pela Traveller’s Tales, o game tem fases enormes e abertas, que impressionavam bastante na época de seu lançamento.

O jogo segue o esquema do Super Mario 64, com pequenas missões temáticas em cada fase, e após concluir algumas delas, você pode avançar pra próxima.

Dessa vez, joguei no PS5, já que o game saiu na retrocompatibilidade do PS4 e PS5. A facilidade de poder rebobinar o game é essencial para torná-lo menos frustrante, pois ele é cheio daqueles saltos de fé que, quando feitos de forma errada, fazem você voltar 10 minutos de progresso pra tentar fazer tudo de novo.

Eu considero Toy Story 2 um grande jogo de plataforma 3D da sua época. Ele tem controles muito bem feitos e a temática do filme é muito bem transportada para os gráficos do PS1. É também uma ótima recomendação pra apresentar videogames a seus filhos pequenos.

Like a Dragon: Pirate Yakuza in Hawaii (PC)

a group of men are dancing on the deck of a ship with cannons in the background

O segundo “Gaiden” da série Yakuza/Like a Dragon seguiu um caminho totalmente fora da casinha. Com Majima como protagonista, o pessoal do RGG Studio resolveu fazer a história ser sobre piratas nos tempos modernos.

Obviamente deram um sambalelê do crioulo doido pra fazer o Majima — um yakuza de mais de 50 anos — se aventurar nas águas do Caribe como um pirata do século 17, mas até que a história é redondinha. E de quebra, ainda aproveitaram pra usar o mapa do Havaí do Yakuza 7.

O jogo tem um ótimo combate e a mecânica de navios e lutas no mar é bem divertida. Temos review dele aqui no site.

Pursuit Force (PSP) (Platina)

Pursuit Force PSP Gameplay: High-Speed Chases, Action-Packed Pursuits, and Intense Crime Fighting!

Outro game que veio totalmente fora da curva pra mim. Vi que ele tinha saído na retrocompatibilidade do PS5/PS4, e resolvi arriscar, ainda mais que sou aficionado por jogos de direção/corrida.

O que temos aqui é um jogo meio doido de perseguição à lá Chase H.Q. da Taito, mas com a possibilidade de você pular nos carros e tomar o controle deles, com a diferença que você ainda anda a pé e atira em terceira pessoa em algumas partes do jogo.

É um game bem divertido e bem difícil lá pro fim, por isso também recomendo a função de rebobinar, principalmente se for atrás do troféu de platina. É um game bem recompensador, e apesar da simplicidade de um jogo de PSP, ele tem um carisma bem legal.

Leia nossa análise sobre Pursuit Force aqui.

Captain Tsubasa: Rise of the New Champions (PS4)

Captain Tsubasa GIFs on GIPHY - Be Animated

O primeiro game de Captain Tsubasa / Super Campeões lançado no ocidente é uma espécie de mod de eFootball, com os personagens do mangá.

Diferentemente dos games anteriores, aqui temos um futebol praticamente normal, sem muitos aspectos de RPG. As partidas nunca param pra você escolher uma opção nos menus, como em todos os jogos anteriores.

Infelizmente, por algum motivo eles optaram por uma estética meio futurista (?) para os estádios, fazendo partidas entre crianças serem disputadas em estádios mágicos com capacidade de mais de um milhão de pessoas aparentemente.

Ele meio que se baseia no anime recente — que também não tem muito carisma… — mas usa uniformes originais para os times.

O jogo é competente, mas enjoa rapidinho. O melhor game de Captain Tsubasa ainda é o de PS2 e eu vou morrer nessa colina.

Existe uma versão do jogo de PlayStation 2 traduzida pra inglês que pode ser achada no CDRomance, mas o tradutor CAGOU NO PAU e trocou os botões de confirmar e cancelar (X/O) de modo que tudo que era intuitivo ficou esquisito… porém, eu zerei ele sem saber um katakana em japonês, então se quiser jogar em japonês, vai em frente.

Não temos review do Captain Tsubasa: Rise of the New Champions, mas tem esse ótimo texto — já bem antigo! — meu sobre todos os mangás de Super Campeões e seus respectivos animes. Leitura recomendadíssima, viu?

Devil May Cry (PlayStation 2)

IGN Retro: Devil May Cry

Acredite se quiser, mas na época do PS2 eu tinha uma puta aversão a jogos como DMC. Eu achava eles difíceis, truncados e que não traziam a diversão rápida e frívola que eu esperava. Tanto é que eu passei aquela época jogando basicamente Guitar Hero e Budokai Tenkaichi 3.

Demoraram-se anos para que eu pudesse apreciar de verdade tudo que a geração do PlayStation 2 tinha a entregar.

Devil May Cry 1 foi um desses casos. Zerei no PS4 naquela ótima coletânea de anos atrás. É um jogo que apesar de muita gente torcer o nariz, ele funciona muito bem até hoje.

Obviamente alguns ângulos de câmera são totalmente “DESGOSTANTES“, principalmente quando eles trocam durante o combate.

Tinha algum lance com as pedras vermelhas que eram consumíveis e não reiniciavam quando você dava game over, meio que forçando o jogador a voltar seu save ao invés de gastar as pedras, mas sinceramente já faz tanto tempo que já esqueci qual era o problema real (LOL). Vai ver isso é pro meu bem…

Ótimo jogo, porém!

Mass Effect: Legendary Edition (PC)

Gameplay Series #1: Combat - Mass Effect: Andromeda Videos - MMORPG.com — MMORPG.com Forums

Olha eu aqui, que sempre fui fã de JRPGs, encostando em um RPG ocidental.

Durante a geração Xbox 360, eu mal encostava em videogames. Eu tive um Wii e olhe lá, o que não conta muito. Por isso, eu nem sabia direito o que era Mass Effect, e ao ver os gameplays da época, com os jogos travando pra cacete e com framerate errático — característica de 90% de tudo que saiu naquela geração — eu tinha certeza que aquilo não era pra mim.

Mas eis que no PC tem a Legendary Edition com os 3 games da série que contam (desculpe, Andromeda), e eu fui dar uma chance.

É um jogo bem legal! As árvores de conversa são interessantes e mesmo que você tenha que passar uns minutos no começo lendo a bíblia de descrição de tudo que é falado nessa space opera, depois você meio que vai absorvendo o resto por osmose — ou só aceitando tudo que tá acontecendo mesmo.

O combate é bom e funcional, e segundo relatos dos meus amigos, ele melhora depois. Ao contrário da exploração espacial, que dá uma piorada.

Recomendo Mass Effect tranquilamente, mas jogue no controle, por favor. O teclado é totalmente mal mapeado e fora dos padrões modernos.

Resident Evil 4 Remake (PC)

Resident Evil 4 Remake Cabin Fight - Leon parry + roundhouse kick on Make a GIF

Há uns dois anos, eu zerei o Resident Evil 4 original pela primeira vez. Sim, eu tava atrasado a esse ponto. Como eu falei, além de eu gostar de prazeres simples na época do PS2, eu ainda era muito cagão pra jogar jogos de terror.

Mas tudo mudou e eu zerei o Remake em 2025 também e achei um jogo excelente.Cortaram algumas coisas do clássico, mas mantiveram a bobajada toda dos diálogos do Leon.

Diferentemente do que muita gente por aí fala, acho que o remake de 4 resident evil se completa muito bem com o jogo original, e ambos merecem seu espaço no coração das pessoas.

Ah, a dublagem em português está ótima, com o dublador do Leon sendo o mesmo ator que faz ele desde os filmes CGI que a Capcom lançou anos atrás. Pode jogar em português sem pena.

Astro Bot (PS5) (Platina)

Free New Astro Bot Levels Are Dropping Like Weekly TV Episodes - Kotaku

Esse jogo se inspira muito em jogos de plataforma clássicos. Muito se fala que ele lembra muito Super Mario 64, mas ele lembra muito mais Crash Bandicoot, devido as fases serem mais lineares, indo do ponto A ao B.

O jogo tem muitas referências a outros jogos que fizeram sucesso nos consoles da Sony, onde você libera robozinhos vestidos como os personagens de games clássicos, sejam eles IPs da Sony ou não. Algumas franquias ficaram de fora inicialmente, como os jogos da Square, mas esses já apareceram nos DLCs.

É um game que eu acho que todos deveriam jogar, principalmente os que buscam desafio do troféu de platina.

Metaphor: ReFantazio (PC)

Metaphor: ReFantazio PC - FlixGames

O projeto da Atlus que tenta criar uma franquia nova, desligada da série Shin Megami Tensei e Persona, ainda que ela tenha elementos de ambas em seu gameplay. Foi um RPG muito bonito e muito difícil, e me surpreendeu o quão dolorida é a dificuldade no Hard, a ponto que tive trocar pro Normal e ainda assim, tive dificuldade com diversos momentos do game.

A história é bem amarradinha, e a trilha sonora de Shoji Meguro, foge completamente de seus trabalhos recentes. Eu tenho meus problemas com ela, pois o jogo sempre passa uma sensação de urgência mesmo em momentos onde o jogador não está na correria. Isso “cansa” um pouco, principalmente quando você quer explorar com calma, e o jogo parece que que não quer que você respire e continue sempre avançando a narrativa.

O combate é muito bom, usando o sistema de press turn de SMT, mas adaptado a esse game novo.

É um JRPG moderno de uma franquia nova, algo completamente raro hoje em dia, então eu indico que se você for fã do gênero, embarque sem medo.

Você pode ler meu review sobre ele aqui nesse link.

Indiana Jones and the Staff of Kings (PC) (?)

The Indiana Jones Game's First Trailer Lets You Whip the Hell Outta Some Nazis

O novo jogo do arqueólogo mais popular do cinema, dessa vez feito pela MachineGames. Inicialmente um exclusivo da Microsoft, as novas políticas da empresa fizeram com que tudo seja publicado no PC e nos consoles da Sony. Eu joguei ele no PC, e tive uma ótima experiência.

Eu tive medo de que, a perspectiva em primeira pessoa, estragasse a experiência de controlar Indy, ainda mais se tratando de um personagem bem elástico e que usa seu carísma e habilidades para cativar os espectadores. A desenvolvedora mitigou isso mostrando o personagem quando ele escala e se pendura, o que faz com que você veja o personagem às vezes na tela.

Fora isso, a exploração é bacana, e o jogo tem uns cinco lugares enormes diferentes para explorar, com missões bacanas e combate funcional, que foca muito mais no uso de objetos próximos para atacar os inimigos em stealth do que atirar pra todo lado.

A dublagem em português é uma bela duma bosta, pois ela não usa nenhum dos dubladores dos filmes, de nenhuma das dublagens que os filmes já tiveram. Por isso, eu preferi jogar em inglês.

Na época, aliás, não era possível escolher o áudio independente do texto, então eu tive que jogar tudo em inglês (que não é um problema), mas agora já possível escolher os áudios separados e ainda jogar sem os milhões de bugs do lançamento. Eu que me ferrei de jogar na semana que lançou.

Temos também um review dele escrito por mim aqui.

PORÉM, PARA TUDO! ACABEI DE LEMBRAR QUE O INDIANA QUE JOGUEI ESSE ANO NÃO FOI ESSE KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
Indiana Jones and The Staff of Kings | Games | The Guardian

O Indiana dessa vez foi STAFF OF KINGS, o game que saiu para PS2 e Wii em 2009, feito pela falecida LucasArts. Esse jogo tinha uma história de desenvolvimento interessante, onde a versão HD do game foi cancelada, e só lançaram a versão para os consoles fracos da época.

A versão principal desse acabou sendo a de Wii, e por isso, a versão de PS2 era cheia de quick-time events, onde o jogador precisa apertar diversos botões ou girar o analógico, que provavelmente eram movimentos do Wii Remote no console da Nintendo.

Pode-se dizer que o game é um Uncharted baixa-renda, e eu acho que ele é competente no que se propõe. Diferente do jogo da MachineGames, a experiência aqui é mais linear, realmente se parecendo com as aventuras de Nathan Drake. Indy é um pouco travado, porém, e o combate é pouco ortodoxo, principalmente em relação aos controles.

A história é bacana e é um daqueles games que se perderam no tempo, mas que reapareceu na retrocompatibilidade do PS4 e PS5, onde joguei E platinei.

Se você é fã da série de filmes e tem mente aberta para jogar jogos daquela geração, é uma ótima pedida.

(e desculpem pelo texto sobre o Indiana Jones and the Great Circle, eu escrevi tudo sem perceber que eu tinha jogado outro jogo lol)

Onimusha 2: Samurai’s Legend (PC)

Originalmente lançado no PlayStation 2 em 2002, Onimusha 2 segue um caminho diferente do seu predecessor. Ao invés de usar um ator vivo para vender a imagem do jogo, a ideia agora era trazer de volta à vida o falecido ator Yusaku Matsuda, que havia morrido 13 anos antes do game ser lançado.

O gameplay segue na toada do anterior: um Resident Evil de samurai no meio do mato e de vilas antigas japonesas. A dificuldade deu uma levantada — se você desconsiderar o dificílimo Genma Onimusha de Xbox — e a história ficou meio maluca, não sendo preciso levá-la tão à sério quanto no primeiro game.

Uma coisa estranha do jogo é o sistema de troca de itens, que é basicamente abandonado lá pela metade do jogo, mas você continua tendo acesso aos menus com todas as tralhas acumuladas e sem utilidade no final do jogo.

É um bom jogo, e seu remaster, lançado em 2025, é uma versão ótima do game, com assets melhorados com IA e retoque manual, fazendo com que a experiência seja bem superior em relação ao PS2.

Como de costume com jogos que jogo no lançamento, temos aqui um review LINDÃO que fiz desse remaster.

RAIDOU Remastered: The Mistery of the Soulless Army (PlayStation 5)

Mais um Remaster jogado nessa geração de jogos repetidos. Por outro lado, esse aqui na verdade é um REMAKE, o que faz com que o nome “Remastered” venda uma imagem muito errada do que é o game de verdade.

Lançado originalmente no PlayStation 2 como Devil Summoner: Raidou Kuzunoha vs. The Soulless Army em 2006, temos a história do detetive sobrenatural Raidou, que investiga a vida da jovem misteriosa chamada Kaya Daidouji aparece pedindo para ser morta. Logo em seguida, ela é sequestrada por soldados com armaduras futuristas — a Soulless Army (Exército Sem Alma).

Com ajuda de seu gato falante Gouto-Douji e de demônios aliados, Raidou precisa salvar Kaya, impedir que o Capitão Rasputin e o exército do futuro alterem o curso da história e proteger Tóquio de uma catástrofe espiritual e tecnológica.

Toda narrativa do jogo gira em torno desse primeiro ponto de roteiro, mas a trama vai evoluindo aos poucos ao longo dos seus capítulos, assim como seria uma história de uma série de TV.

Foi uma experiência bem legal, principalmente pra mim que não havia jogado o original. A história dá um 360 muito doido no final que faz tudo virar uma grande galhofa, mas o jogo é divertido e isso que importa.

Mais uma vez, você pode ler nossa análise completa do game aqui:,

Need for Speed: Most Wanted (2005) (PC)

Um grande jogo de corrido da era de ouro da série de corridas da EA. Lembro que eu só via esse jogo de relance quando era adolescente. Eu era um viciado em cultura japonesa num geral, então a estética americana e “gritty” me afastava um pouco. Porém, com o passar dos anos, fui começando a apreciar como essas coisas representavam a minha geração.

Desde o estilo de arte com grafite e sujeira, até as músicas que vão do hip-hop anos 2000 até o nu metal, Necessidade de Velocidade: O Mais Querido é um game que evolui a fórmula estabelecida em Underground, trazendo para um contexto menos de corrida noturna puxado da cena de tuning, e indo para algo mais industrial, com corredores do meio-oeste americano disputando espaço em uma cidade industrial.

A história é boba mas divertida e a jogabilidade é excelente, talvez até a melhor da série até hoje. Ignore completamente as bobajadas do NFS Unbounded e vá jogar o melhor já feito.

Meu review deste game pode ser lido aqui.

Super Mario Bros Mini (Gameboy Color)

Um interessante jogo homebrew feito por Mico27, disponibilizado de graça em sua página do Ich.io. Como você deve imaginar, esse é um demake de Super Mario Bros 1, feito especificamente para o Gameboy Color.

Sim, existe uma versão de SMB1 lançada oficialmente, mas ela é um port direto do NES, que não levava em consideração o tamanho da tela, fazendo com que a visão do jogador fosse limitada em relação a versão original.

Em SMB Mini, os sprites foram redesenhados, mas a jogabilidade se mantém a mesma. É um ÓTIMO jogo de plataforma para se zerar numa tarde, além de ser uma conversão muito legal do game original. Recomendo.

Parking Garage Rally Circuit (PC)

Parking Garage Rally Circuit — Walaber Entertainment

Esse game ganhou meu coração no instante em que vi vídeos dele no canal do Digital Foundry. Se trata de um jogo de corrida onde tudo é feito em estacionamentos fechados. Com isso, temos curva fechadas e espaços limitados, mas que ainda assim entregam uma experiência bem divertida.

Ao contrário de muitos jogos retrôs, esse aqui se inspira muito mais no estilo gráfico do Sega Saturn — mais um motivo pra ganhar meu coração –, com dithering no lugar de transparências, além de polígonos menos definidos.

Não só isso, mas os mais atentos vão perceber que até o menu de pausa do jogo é uma homenagem ao Action Replay do Sega Saturn, o que é uma puta referência obscura, e se eu não tivesse meu Saturno ligado na TV, eu nunca pegaria essa.

A jogabilidade é boa. Os carrinhos parecem saídos de um anime do Akira Toriyama ou do jogo Metal Slug, então eles se sacodem e mexem de forma engraçada, reagindo aos movimentos bruscos das curvas constantes.

É um excelente jogo de corrida e um dos meus favoritos de todos os tempos. Sim.

Ys IX: Monstrum Nox (PS5)

Monstrum Nox Ys9 GIF - Monstrum Nox YS9 YSIX - Discover & Share GIFs

Após zerar o excelente Ys VIII: Lacrimosa of Dana, eu queria chegar no próximo passo da série da Nihon Falcom. Com a expectativa baixa, porém, pois todos os reviews que vi tratavam o jogo como um passo atrás.

E não deu outra: a estética e ambientação dentro de uma cidade e não em um mundo aberto, fazem com que toda ambientação tenha um tom acinzentado e os personagens não são tão interessantes.

Bem, é verdade que Ys sempre foi um RPG que encantava pelas mecânicas e não muito pela história, mas depois do oitavo jogo, eu esperava algo no mesmo nível.

Infelizmente não é isso que temos aqui. Com personagens esquecíveis e mecânicas chatas que servem para esticar o jogo — como aquelas malditas raids –, Ys 9 é um jogo que me vi jogando só por jogar. Dificilmente a história me prendia e lá pela metade, eu já estava pulando os diálogos e indo para as lutas pra finalizar logo o game.

Ele está quase sempre na Plus como jogo de catálogo, mas não recomendo comprar esse de jeito nenhum.

Resident Evil 2 (PS1)

Não sei que fogo no rabo me deu de querer zerar RE2 de novo. Não tem nem 2 anos que joguei no PS Vita, mas como lançaram na Plus, eu resolvi jogar no PS5 só pra distrair a cabeça.

Dessa vez, pra variar, fiz a campanha da Claire (A), e pretendo terminar o Leon (B) pela primeira vez na vida. Sinto que estou melhorando em survival horrors, mas meu favorito do gênero nesse ano ainda está por vir na lista. Aguarde.

Spider-Man Remastered (PS5) (Platina)

Spider-Man PS4 Swing Action: Dynamic City Adventure in Motion

SETE anos depois de zerar o game original (nossa, como o tempo passa…), e depois de me decepcionar bastante com o que fizeram com o Peter no segundo jogo, resolvi voltar para as raízes e começar do zero o primeiro game da Insomniac.

Temos aqui o jogo perfeito do Aranha que deveria servir de template para todos os jogos futuros do herói: jogabilidade redondinha, trilha sonora digna de filme e uma história até competente (mas não perfeita).

A versão remastered trocou a cara do ator que faz o Peter por um cara que é efetivamente menos feio, mas é uma sacanagem com o ator original. A dublagem em português é ótima, mas tem aquele problema esquisito de chamar os heróis pelos nomes em inglês.

Recomendo bastante o jogo caso não tenha jogado, só fique longe do jogo do Miles ou do segundo.

Ah, e platinei pela segunda vez o jogo, dessa vez jogando todos os DLCs que não tinha jogado no PS4. Valem muito a pena!.

Silent Hill 2 Remake (PS5)

Silent Hill 2: An Animated Journey into Dread

Sempre fui cagão com jogo de terror, desde pequeno. Quando meu saudoso pai jogou o Silent Hill original no nosso PS1, eu ficava com cagaço só de sentar na sala junto com ele, de tão frouxo que eu era.

Os tempos passaram e obviamente que meu apreço por jogos do gênero só cresceu. Ainda assim, Silent Hill eu nunca havia encostado, e foi com o remake que eu consegui pela primeira vez zerar um game da série.

Com uma história independente dos outros games, SH2 tem uma trama psicológica digna de um dos melhores filmes de terror que poderia ser, com um plot twist que estava lá desde o começo para os mais atentos. Eu tive a sorte de conseguir viver ATÉ HOJE sem spoiler da história original, e terminei o jogo sem saber o que rolou de verdade no final.

Os controles e ambientação do remake estão ótimos e eu fiquei feliz com o trabalho da Bloober Team em refazer um jogo tão amado.

Pokémon Picross (GameBoy Color)

Esse veio totalmente fora da curva, né? Esse jogo nunca foi oficialmente lançado, tendo sido vazado no gigaleak de arquivos da Nintendo, que rolou em 2020.

Aqui temos um clássico jogo de Picross, que são aqueles puzzles numéricos similares ao Sudoku. Você tem números ao lado das linhas e colunas que dizem quantos espacinhos precisam ser pintados. Ao final, você forma uma imagem, que aqui são artes de Pokémon.

O jogo é MUITO BONITINHO e absorve bem a estética dos games, sem copiar os sprites. Ele também reaproveita muito dos assets do jogo Mario’s Picross, mas agora está totalmente colorido e com puzzles da série de monstrinhos.

É um jogo que testa sua inteligência e é bem legal de aprender. Eu e minha namorada terminamos ele ao longo o mês de dezembro e foi uma experiência muito divertida, que me fez ir atrás de outros jogos da série Picross, que existe até hoje no Switch.

Like a Dragon: The Man Who Erased His Name (PS5)

Conheça Like a Dragon Gaiden: The Man Who Erased His Name! - Trivia PW

Após zerar o Yakuza de Piratas, que você pode ler o meu texto aqui, me senti compelido a matar o outro jogo “Gaiden” da série Yakuza, que inclusive saiu antes do de piratas, mas eu nunca tinha jogado.

Aqui, sabemos o que aconteceu com Kiryu depois do final de Yakuza 6. O jogo também se passa ao mesmo tempo que o sétimo jogo, e o clímax de ambos os jogos são durante o mesmo evento, mas em áreas diferentes.

Infelizmente, esse aqui caiu na mesmíce. O game ainda é um beat n’ up, com as mesmas cidades de antes, com quests parecidas, etc. É bom para saber a história do Kiryu, mas ela não evolui muito.

Apesar do bom gameplay, a fórmula original da série já deu uma boa cansada.

Victory Heat Rally (PC)

a video game screen shows a car driving down a track and the time of 3:32

Outro jogo de corrida indie que descobri sei lá como. Esse aqui possui gráficos dos carros em 2D, similar a um F-Zero da vida, com a diferença que o game usa uma engine 3D para os cenários. A arte lembra um anime dos anos 90, mas o jogo foi feito por ocidentais.

A jogabilidade com drifting e curvas longas é legal, mas enjoa rapidamente, tanto que zerei aos poucos durante o ano de 2025. Compre em promoção ou sei lá, ignore.

Mega Man X (SNES)

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Precisa falar algo? É a jogatina anual em live. Foi divertido voltar às lives depois de um ano tão complicado, mas o calor do fim do ano impede que isso aconteça com tanta frequência. Esse é o melhor jogo de todos os tempos.

Tentei jogar uma versão com música arranged com aquele esquema do MSU-1 Chip, mas o jogo travou depois da primeira fase. Meh.

Spyro: The Dragon – Reignited Trilogy (PS4) (Platina)

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Remaster de três jogos clássicos do PS1, essa coletânea chamada Spyro: The Reignited Trilogy transforma os 3 jogos clássicos da Insomniac em algo tão lindo de se ver, a ponto de parecer um filme da Dreamworks.

Quando criança, só joguei o primeiro e não passava da segunda fase. Sei lá, eu não entendia direito a disposição das fases, que eram espalhadas em portais por diversos hubs, como em Mario 64.

Meu pai amava me ver jogando esse, e jogar o primeiro e platinar, me fez lembrar muito do meu velho. Certeza que ele me viu jogar dessa vez também.

Tomb Raider: Anniversary (PS2)

Tomb Raider GIFs | Tenor

Há muitos anos, eu comprei um Humble Bundle com todos os jogos de Tomb Raider clássicos por um mísero dólar. Eu sempre via meu pai e meu primo jogando os dois primeiros, mas eram jogos complexos e até chatos para uma criança de 9 anos como eu.

Depois de anos, eu ainda tinha fascínio pela saga, tanto que o tema do primeiro game mora na minha cabeça de graça por todos esses anos, tendo sido até meu despertador uma época.

O remake do primeiro game, feito pela Crystal Dynamics e lançado para tudo que é plataforma na época, é uma continuação do design usado em TR: Legends, mas dessa vez ajustado para o gameplay de plataforma e fases longas, característicos do jogo original.

Lara agora tem mais movimentos e as fases foram repaginadas, mas sem perder a ideia original.

Pra mim esse é o template perfeito de Tomb Raider. Ainda não é o melhor jogo de se jogar, mas entrega exatamente o que a série é, diferentemente da trilogia Survivor que começou com o Reboot de 2013.

O jogo exige um pouco mais do jogador, pois você não vai simplesmente forçar seu caminho através das fases, podendo — e ficando — várias vezes preso em lugares difíceis de resolver o puzzle. Então, caso queira escolher um jogo antigo da série para se aventurar, vá nesse. É isso ou tentar o próximo jogo dessa lista, que é…

Tomb Raider (PC)

Tomb Raider I-III Remastered GIFS

Junto do Anniversary, eu resolvi fazer uma maluquice: jogar o original e o remake AO MESMO TEMPO, pra ver as diferenças entre os jogos.
Eu nunca havia zerado nenhum dos dois, apesar de tê-los jogados ao longo dos anos mas sempre sem terminar.

Dessa vez não: eu fui até o fim, abusando dos save states nesse aqui, que é um dos jogos mais frustrantes e confusos já feitos, mostrando realmente ser um jogo de PC feito em 1996.

A ambientação é incrível, mas muito do design realmente envelheceu mal, fazendo com o que jogador recorra à guias várias vezes durante a aventura.

TR1 é um game das antigas, com poucos combates e muitos puzzles, se assemelhando muito ao que seria um Prince of Persia clássico, só que totalmente  em 3D. Falo isso pois todo movimento tem que ser friamente calculado, e todo o cenário é pensado de forma se encaixar nas capacidades de movimentos da Lara.

É um jogo que merece ao menos ser experienciado uma vez, talvez jogando as duas ou três primeiras fases, pois reconheço que a galera mais jovem — e até os velhos sem costume — vão se afastar.

Eu joguei o Remastered Trilogy no PC, onde é possível trocar os gráficos para algo mais moderno a qualquer hora e também jogar com controles “modernos”. Porém, acabei usando os gráficos clássicos e controles de tanque mesmo, já que eles ajudam a ver melhor o cenário e a controlar melhor a Lara, respectivamente.

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E assim terminamos mais uma lista de jogos!

Acho incrível que consegui jogar tanta coisa esse ano. Videogames sempre fizeram parte da minha vida e agradeço muito ao meu pai por poder me proporcionar isso, tanto que eu lidei muito com a sua perda através dos jogos, que me distraíram em um momento que é talvez o mais difícil pra toda minha família.

Sobre os jogos, acho que tivemos uma variedade gigante esse ano, perdendo somente para o icônico ano de 2020.

Abaixo estão links para o que eu joguei nos anos anteriores. Comente aí sobre o que achou. Até a próxima!

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Nobody Nowhere | Replicante ou Implicante? https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/04/07/nobody-nowhere-replicante-ou-implicante/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/04/07/nobody-nowhere-replicante-ou-implicante/#respond Mon, 07 Apr 2025 17:27:22 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=19852 As vezes eu acho que a Internet passa tempo demais espalhando negatividades. Em especial relativo a jogos. As pessoas passam mais tempo falando do que não gostam do que de fato jogando e divulgando jogos que gostam. É triste, porque muitos jogos bons e bem feitos acabam com 20, 50 de público porque não tem […]

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As vezes eu acho que a Internet passa tempo demais espalhando negatividades. Em especial relativo a jogos. As pessoas passam mais tempo falando do que não gostam do que de fato jogando e divulgando jogos que gostam. É triste, porque muitos jogos bons e bem feitos acabam com 20, 50 de público porque não tem ninguém divulgando direito, nenhum criador grande jogando aquela jóia escondida. Ao invés disso, ou passam tempo sendo shills do seu típico AAA, ou jogam o índie safe ou no caso oposto, falando daquele jogo que é fácil falar mal ou do próximo flop.

Aí em vídeos, falam: FLOP DA VEZ TÁ COM 600, 400, 300 JOGADORES. Bicho, tem muito índie bom que mataria pra ter 300 pessoas ao mesmo tempo jogando. E é por isso que faço da minha missão aqui no Arquivos do Woo, ir atrás daqueles jogos que ninguém fala, dar uma voz (ainda que pequena) a devs desconhecidos e jogos bacanas que de outra maneira, não seriam falados. Claro, isso não depende só de mim, mas eu tento na medida do possível entrar em contato.

Um desses possíveis títulos que podem ter passado batido pelo público ocidental, é um singelo híbrido de side-scrolling com visual novel chinês que chegou ao Steam em Março. Nobody Nowhere é o título da análise de hoje, e veremos se ele vale a pena.

Vida e Morte Replicante

Estamos num mundo futurista quasi-cyberpunk, onde formas de vida artificiais, os replicantes, existem. Mas a vida para os replicantes não é nada fácil. Dos replicantes criados, poucos sobrevivem, e os que sobrevivem, em algum ponto, possuem a sua consciência deletada para que uma personalidade “limpa” e subserviente seja adicionada pelo cliente que adquiriu o replicante.

Nesse cenário, somos apresentados aos nossos dois protagonistas, Julian, um replicante que “nasceu” recentemente, e Gaia, um homem que tem como missão, matar os replicantes, o que parece esquisito, para um funcionário da companhia que cria esses replicantes. Como é um jogo relativamente curto, eu não darei spoilers da trama, por isso a minha descrição dos personagens é vaga.

A história dos dois acaba se cruzando, e entendemos o porquê de Gaia querer matar os replicantes, e como a vida de um replicante, não importando como ele vive, sempre é destinada a tragédia. A narrativa não é linear, com muitas vezes voltando ao passado dos personagens, em especial, a relação de Gaia e seu irmão. E o final do jogo, após as quase três horas, é extremamente agridoce e brutal.

Side-scroller visual novel com minigames

Eu coloco como Visual Novel, porque o jogo tem um foco gigante na narrativa, mas não há escolhas como numa novel convencional. O foco no jogo a princípio são as seções de side-scroller, onde temos que ir do ponto A ao B, entrando em locais, pegando coisas e indo ao ponto B. No geral, não há nenhuma dificuldade nisso e nem destaque. Porém, para os caçadores de conquistas, há achievements pra fazer certas coisas, como interagir com as estátuas das Arcanas, comer um sanduíche de porco, pegar a moto do Gaia e usar ela. Isso são conquistas de objetivos opcionais do jogo.

A segunda parte da jogabilidade, são minigames extremamente simplistas de hackeamento. Geralmente envolvem navegar num labirinto, é coisa bem simples, mas que ao avançar do jogo vai ficando mais complexo. Envolve um leve combate aqiu(nada complexo, basicamente, usar barra de espaço e o shift dependendo do minigame), memorização ali. Isso funciona mais como um complemento da narrativa. O jogo não pede muito do jogador nesse quesito. Tem uns minigames que são mais voltados pra narrativa, como o de regar a planta, ou achar o ponto pra remover um azulejo.

Por fim, temos a parte mais chata, que são as etapas onde há um quicktime event (em especial a do final do jogo) e Stealth, que parece obtusa. São poucas as seções, mas como tenho ódio extremo a stealth, eu preciso falar sobre. Nem que seja só de passagem. Dito isso, o jogo dá pra ser terminado em menos de três horas (esse é o tempo aproximado dito no steam, mas o Save do jogo em si não conta o tempo em diálogos, então vai parecer menos ainda, em termos de gameplay puro, talvez uma hora, com outra hora e meia sendo dos diálogos).

2D for the win

O jogo utiliza-se de belíssimos sprites pra contar sua história, com pixel art detalhada, apesar do cenário ser na maior parte repetitivo (boa parte do jogo se passa num lugar só), é tudo muito bem feito. As animações presentes são fantásticas, e as cenas estáticas são igualmente belíssimas. Visualmente, o clima cyberpunk é agradável, e aqui é até um pouco menos opressor do que o que vemos com regularidade no gênero.

A trilha sonora é fantástica, com temas pontuais e que encaixam na proposta do jogo. Eu destaco aqui os maravilhosos temas de abertura e encerramento do jogo.

Recomendado

Nobody Nowhere é um jogo curto, dá pra ser terminado em uma tarde, mas é extremamente competente e bem feito. No momento em que escrevo isso, é possivelmente meu indie favorito desse ano. Se vai permanecer assim, não sei.

Nota: 9/10

Nobody Nowhere está disponível para PC através do Steam, e essa análise foi feita com uma chave cedida pela distribuidora.

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YOUR HOUSE | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/04/05/your-house-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/04/05/your-house-analise/#respond Sat, 05 Apr 2025 21:06:30 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=19697 A chuva e o frio finalmente chegaram ao outono aqui no Rio de Janeiro. Sério, a previsão do tempo prometia chuva há umas duas semanas, todo santo dia… Chuva no fim de semana. É, agora chegou. Felizmente aqui onde moro, a chuva não veio acompanhado de coisas como “Falta de Internet” ou pior, “Falta de […]

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A chuva e o frio finalmente chegaram ao outono aqui no Rio de Janeiro. Sério, a previsão do tempo prometia chuva há umas duas semanas, todo santo dia… Chuva no fim de semana. É, agora chegou. Felizmente aqui onde moro, a chuva não veio acompanhado de coisas como “Falta de Internet” ou pior, “Falta de Energia”. Eu sinto a dor de quem vive em São Paulo nesses momentos em relação a coisas triviais como internet.

E a temporada de inverno de animes chegou ao final na semana passada, com isso, todos os animes que eu acompanhava chegaram ao final. Devo ter dito isso em um dos meus últimos textos, mas “I’m Living with an Otaku NEET Kunoichi?”, “Welcome to Japan, Ms. Elf” e “The Red Ranger becomes an Adventurer in Another World” terminaram. Fora isso, Dragon Ball Daima terminou há muito tempo. Claro, ainda tem coisas no meu backlog e coisas que estou acompanhando. Mas Daima acabou que reacendeu minha paixão por animes, então estou assistindo animes que a premissa acabam me interessando, ou palpites aleatórios que acabam me agradando, como “Kanchigai no Atelier Meister”, ou o próprio “NEET Kunoichi”. Devem estrear esse fim de semana, a adaptação de Witch Watch (que estou lendo semana a semana) e “My Hero Academia: Vigilantes”.

O que isso tem a ver com o jogo dessa semana? Absolutamente nada, eu só precisava entreter vocês como uma anedota até introduzir o jogo da semana. Eu faço isso há anos aqui no Arquivos do Woo, as vezes a anedota é relacionada, as vezes não. Mas enfim, acho que minhas experiências com jogos no estilo Escape Room puzzle foram bem poucas, a primeira foi lá atrás no DS com o clássico 999: 9 Hours, 9 Persons, 9 Doors, o primeiro jogo da trilogia Nonary Games. Só que na época eu era mais burro ainda do que sou hoje, então digamos que eu parei literalmente no primeiro puzzle. Muito tempo depois, tivemos dois jogos e uma demo que fizemos cobertura aqui no Arquivos do Woo, com Killer Frequency (que se a gente parar pra pensar, ele é um jogo de escape room disfarçado de pseudo jogo de terror), The House of DaVinci III (continuando a tradição do Sancini de começar séries por qualquer jogo que não seja o primeiro) e a demo de The House of Tesla, que deve sair em 2025. Neste momento, eu já estava menos burro, então é claro que nos mandaram outro jogo do gênero pra analisar.

E curiosamente, é o segundo jogo que eu recebo que tem a ver com o The Game Awards For the Games That Can’t Afford The Game Awards. O primeiro foi um belíssimo RPG pixel art que esteve entre os jogos sorteados, e infelizmente eu esqueci o nome do jogo, e o segundo jogo esteve no Sugoi Showcase, realizado pelos criadores do The Game Awards For the Games That Can’t Afford The Game Awards. E assim como 999, esse é um jogo que tá mais pro lado da Visual Novel, do que um jogo de exploração como o House of Da Vinci, confira nossa análise.


Descobrindo o passado, meu

Você está no papel de Debbie, uma adolescente rebelde, meu… Que tipo… Vive uma vida meio problemática, meu. Até que um dia, tipo, ela recebe um misterioso envelope que diz que ela herdou tipo uma casa, meu. E aí ela vai pra essa casa e passa a viver na casa, meu. Nessa casa, ela tipo vê algumas coisas estranhas e começa a investigar a casa que pode ter segredos da família dela, meu.

Você achou que o parágrafo anterior soou repetitivo? Sim, essa foi minha intenção, porque o jogo se passa nos anos 90, e o parágrafo anterior foi minha tentativa de imitar uma adolescente paulista dos anos 90. Se isso não faz sentido pra você, não se preocupe, não faz pra mim também, já que a história se passa nos EUA, mas eu comecei a piada, eu vou até o fim, não importando o quão imbecil ela pareça. Enfim, a narrativa do jogo é bastante interessante, sobre descoberta. Geralmente adolescentes acham que sabem de tudo, e precisam ter a liberdade pra errar, sofrer as consequências e aprender com esses erros, assim eles se tornarão adultos funcionais na sociedade. Talvez seja por isso que temos tanta gente merda online hoje, já que cresceram super protegidos sem a oportunidade de errar e aprender, com isso se tornaram adultos mimados.

Se eu estou tirando coisa demais de um jogo indie espanhol? Talvez. Mas se um jogo te faz pensar nessas coisas, é possível que algo tenha aí. E veja só, é uma coisa que concluí de algo sutil da narrativa. Não algo NA MINHA CARA. Essa é a diferença entre uma boa narrativa e uma narrativa preguiçosa. O jogo preguiçoso coloca a mensagem na sua cara, o jogo bem feito te faz chegar na mensagem sem você perceber. Uma pena que muita gente na indústria não saiba essa diferença.

A maior força e a maior fraqueza são a mesma coisa.

O ponto fraco do jogo é igualmente a força dele. Após finalizar o jogo, fazer os puzzles, não há motivo para retornar ao jogo, a não ser que você seja um speedrunner. Mas isso é meio inerente a jogos de narrativa linear e puzzles. Eu adoro rejogá-los, não me entenda mal, mas sei que o fator replay não é grande em jogos assim.

Agora vamos a jogabilidade, ele mistura a narrativa com a navegação do jogo, com o jogador precisando clicar no texto destacado para avançar na narrativa, e para navegar pela casa. Usualmente você encontrará itens a serem coletados em imagens que permitem avançar ou dão pistas do que fazer a seguir.

Os puzzles são simples, mas em uns pontos, eles podem ser meio obtusos, como o de abrir o cofre, já que a dica dos quadros era meio complicada de se compreender. Eu mesmo consegui resolver por sorte, mesmo com a dica adquirida nos quadros. Felizmente, para os menos pensantes, o jogo fornece algumas dicas, mas não deixa muito na cara, essas dicas só ajudam a ligar o seu motorzinho pra pensar.

Estilo gráfico interessante

O jogo tem gráficos interessantes, um estilo meio quadrinho antigo, é bonito. O clima do jogo passa muito uma certa nostalgia de algumas fotos ou imagens do começo dos anos 90, pra mim lembra bastante as ilustrações dos livros da série Vaga-Lume, o que pra mim é um positivo. E parte do jogo obviamentes são textos. A parte sonora do jogo é competente, o jogo possui áudio em inglês e espanhol, eu só escutei em inglês. Infelizmente o jogo não tem tradução em português, o que seria ideal pra esse tipo de jogo altamente focado em texto.

Recomendado pra fãs de Escape Room

Se você curte o gênero de Escape Room Puzzles, recomendo jogar YOUR HOUSE, é um jogo competente, apesar da falta de fator replay.

Nota: 8.0/10

YOUR HOUSE está disponível para PC, iOS e Android. Essa análise foi feita com uma chave do Steam fornecida pela Patrones & Escondites.

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Beef Cat Ultra | Salvando a bifelândia https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/03/21/beef-cat-ultra-salvando-a-bifelandia/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/03/21/beef-cat-ultra-salvando-a-bifelandia/#respond Fri, 21 Mar 2025 20:53:38 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=19526 Quando se tem um jogo bem sucedido, é claro que vão ter jogos copiando elementos dele. Só ver a quantidade de consoles de pong nos anos 70, quantos jogos copiaram as fórmulas de Space Invaders e Pac-Man. Ou a quantidade de jogos de luta mais refinados que surgiu depois de Street Fighter II. Mais recentemente, […]

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Quando se tem um jogo bem sucedido, é claro que vão ter jogos copiando elementos dele. Só ver a quantidade de consoles de pong nos anos 70, quantos jogos copiaram as fórmulas de Space Invaders e Pac-Man. Ou a quantidade de jogos de luta mais refinados que surgiu depois de Street Fighter II. Mais recentemente, é impossível não ver a imensa quantidade de roguelikes com elementos de deckbuilding no steam, que chega a ser nauseante. Ou seja, não é algo que é novo ou recente, desde os tempos mais primórdios dos jogos, existem clones de jogos.

Recentemente (já tem uns anos), um hit indie que gerou um bocado de clones, foi Vampire Survivors. Ele juntou elementos de Bullet Hell, Roguelikes e Modo Horda/Survivor e os juntou em um pacote viciante. E claro, que o sucesso do jogo gerou uma quantidade de clones, incluindo o também bem sucedido Holocure: Save the Fans (Um dos fangames de hololive mais bem sucedidos) e um spin-off de Warriors Orochi, intitulado Warriors Abyss.

Reentemente, a Brainium Games lançou nos consoles, o porte de Beef Cat Ultra, que havia sido lançado no Steam em setembro do ano passado. O jogo traz a jogabilidade inspirada por Vampire Survivors, mas tenta trazer um elemento extra pra diferenciar o suficiente, mas… Será que o jogo vale a pena, ou fica no “mais um clone sem inspiração” que tanto permea a cena indie? (Se eu ouvir mais um Cozy Game, eu vou pirar… Se bem que em breve aqui no Arquivos do Woo, eu vou trazer a análise de um desses Cozy Games). Enfim, vamos lá.

Hora de Salvar a Bifelândia

No vibrante mundo de Beeflandia, nosso herói Beef Cat e seus amigos sempre sabem como celebrar os bons momentos. Mas quando um misterioso Big Guy aparece e causa problemas, tudo muda. Os tempos tranquilos acabaram, e é hora de uma nova aventura!

É uma das histórias já feitas… Enfim, é uma desculpa simples pro jogo, não vou reclamar. Por quê Big Guy apareceu? Seria Beef Cat o rei da Bifelândia? Qual o salário dos vassalos do Big Guy? Mistérios que nunca saberemos as respostas…

Vampire Survivors e mais

Se você jogou Vampire Survivors, sabe bem como funciona o core de Beef Cat Ultra. Com um ataque em área, sobreviva, ganhe levels e escolha perks após upar leveis. Aprendemos isso em Vampire Survivors, mas Beef Cat Ultra oferece essa experiência e um pouco mais, com seus estágios variantes.

As fases do jogo (sim, o jogo tem uma progressão linear), são divididas em vários tipos, temos o clássico modo de Sobrevivência, que funciona como o Vampire Survivors, sobreviva por algum tempo enquanto mata inimigos e colete itens. Só que ao invés daquele enorme tempo de uma partida de VS, o timer é menor. Temos o modo Gauntlet, onde você precisa achar a saída da fase, destruir spawnadores de inimigos e coletar chaves, lembrando o clássico da Atari, Gauntlet.

O modo Coletathon te coloca pra coletar (dã) gemas, o Horda te coloca pra matar inimigos específicos, há fases que são só Boss Battles. E os Modos Voleyball e Deathmatch são focados em multiplayer, seja contra IA ou outro jogador localmente (A versão de PC permite usar o Steam Remote Play).

O problema, é que o sistema de upgrades do jogo não o fortalece tanto pra poder sair solando os inimigos com simplicidade, e tomar hits será algo inevitável, então encontrar a estratégia ideal de upgrade é o desafio para o jogador. Alguns podem achar isso irritante, outros podem achar que é a essência do gênero.


Estética do Game Boy, Ótima trilha

Inicialmente, o que me chamou a atenção em Beef Cat Ultra foi a estética inspirada pelo Game Boy clássico. Os sprites e cenários do jogo tem a pegada do portátil da Nintendo, apesar de obviamente não ter a resolução ou aspecto de tela do mesmo (o que é um alívio). E pelo menos, ao contrário de Vampire Survivors, não parece que a tela vai derreter quando está cheia de inimigos e efeitos. Nisso, kudos ao desenvolvedor Beef Cat.

A trilha sonora em chiptune é MUITO, MUITO BOA. Recomendo ouvir ela fora do jogo. São músicas excelentes que merecem o pagamento de um pão com mortadela ao encontrar o compositor (esse é meu elogio máximo a um compositor, pra quem não é familiar com minhas reviews).

Ele tenta, tropeça, mas diverte

Beef Cat Ultra tem algumas falhas no geral, já que é fácil demais ser engolido pelas crescentes tropas, mas ele traz elementos diferentes a fórmula de Vampire Survivors, com diferentes modos, sem necessariamente alterar o core do gameplay. Se você tiver grana sobrando, talvez queira tentar essa variante de Vampire Survivors. É levemente divertida, com uma estética agradável e excelente trilha. O gênero não é pra mim exatamente, mas eu me diverti com Beef Cat Ultra, apesar dele ser mais caro que o próprio Vampire Survivors (mas não tem DLC’s então o custo total é menor)

Nota: 7.5/10

Beef Cat Ultra está disponível para Playstation 4, Nintendo Switch e Xbox One, além da versão original de PC, e esta análise foi feita com uma chave de PS4 fornecida pela Branium Games.

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Nikoderiko: The Magical World | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/20/nikoderiko-the-magical-world-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/20/nikoderiko-the-magical-world-analise/#respond Sun, 20 Oct 2024 12:53:34 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=18062 Nikoderiko: The Magical World é um jogo estilo plataforma, inspirado em clássicos como Crash Bandicoot e Donkey Kong. Desenvolvido pelo estúdio VEA Games, uma galera indie nova do Chipre, esse é o primeiro jogo deles, e mandaram muito bem logo de cara, trazendo inspirações dos jogos mais clássicos do gênero. Confiram! Jogabilidade Durante o game, […]

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Nikoderiko: The Magical World é um jogo estilo plataforma, inspirado em clássicos como Crash Bandicoot e Donkey Kong. Desenvolvido pelo estúdio VEA Games, uma galera indie nova do Chipre, esse é o primeiro jogo deles, e mandaram muito bem logo de cara, trazendo inspirações dos jogos mais clássicos do gênero.
Confiram!
Créditos: VEA Games

Jogabilidade

Durante o game, você controla Niko e Luna, os personagens principais, usando tanto o d-pad quanto o analógico. Ele possui os comandos clássicos dos jogos de plataforma 2D: deslizar nas paredes, carrinho agachado, planar após o pulo e até uma bundada no chão para matar inimigos. É um jogo recheado de coletáveis, com a estética e a jogabilidade lembrando muito um mix dos Donkey Kongs da Rare e da Retro Studios. Inclusive, você coleta quatro letras durante as fases que formam o nome do protagonista e pega barris que te levam para uma fase bônus, bem similar aos jogos de DK, além de um lance de socar algo no final de cada fase, igual ao DKC Returns.

Em alguns momentos, o jogo muda para uma perspectiva 3D, remetendo aos clássicos do Crash Bandicoot no PS1, mostrando claramente outra das principais inspirações do estúdio ao criar Nikoderiko. Além disso, o jogo oferece um modo cooperativo para dois jogadores, proporcionando uma diversão maior para os pequenos ou até para introduzir a criançada ou a namorada no mundo dos games. Há também uma dificuldade mais fácil, perfeita para quem está começando.

ASSISTAM – Memórias de Uma Locadora nos Anos 90: Zeta Games

O jogo também conta com um sistema de montarias, onde amigos do Niko (um sapo, um javali e até um dinossauro) te ajudam durante as fases em momentos específicos. Embora sejam legais e mudem um pouco a jogabilidade, não são um diferencial tão grande assim. No mapa, há uma loja que inicialmente parece oferecer upgrades, mas, na verdade, vende apenas montarias extras e colecionáveis que servem para quem quer platinar o jogo.

Entretanto, notei alguns bugs durante a jogatina. Um problema recorrente é a impossibilidade de usar o d-pad nos menus, o que pode ser bem incômodo. Além disso, em um momento apareceu uma dica na tela dizendo qual botão usar para realizar um ataque, mas, em vez do ícone correto, apareceu uma interrogação.

Nikoderiko
Créditos: VEA Games

Gráficos e Música

Os gráficos de Nikoderiko são bonitos, com algumas animações em CGI bem feitas. No entanto, o menu principal é simples, lembrando jogos de celular, e, como já mencionei, só dá para usar os analógicos, o que é curioso.

Os efeitos sonoros são bem presentes, saindo principalmente pelo alto-falante do DualSense. No entanto, acho que exageraram um pouco, já que praticamente tudo que não é música sai por ele. A dublagem em inglês é competente, lembrando os jogos recentes do Sonic, e todos os diálogos são dublados, o que adiciona um charme ao jogo.

LEIAM – The Bouncer | Análise Retro

As músicas são incríveis, com temas florestais que me lembraram muito as trilhas dos Donkey Kongs do SNES. E qual foi a minha surpresa quando descobri que foram compostas pelo próprio David Wise, o lendário compositor da série da Nintendo. O cara tem um estilo único mesmo.

Nikoderiko
Créditos: VEA Games

Veredito

De forma geral, Nikoderiko é um ótimo jogo de andar e pular, feito por um estúdio menor que entendeu bem o que fazia os clássicos dos quais se inspiraram serem tão bons.

As inspirações são óbvias, e apesar da execução ser muito boa, a amálgama de tantas ideias não vem acompanhada de grande inspiração, visto que não há ideias novas. Se a ideia era criar algo uma versão diferente de jogos já existentes, como Donkey Kong Country e Crash Bandicoot, eles acertaram em cheio, mas para futuras continuações, seria legal se a VEA Games colocasse mais de suas próprias ideias para engrandecer o gênero de jogos de plataforma.

Nota: 7,5/10

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Esta análise foi feito com uma cópia do jogo para PlayStation 5 cedida gentilmente pela VEA Games. Nikoderiko: The Magical World está disponível para PlayStation 5, Xbox Series S|X, Nintendo Switch e PC (Steam).

Nikoderiko
Créditos: VEA Games

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The Plucky Squire (O Escudeiro Valente) | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/09/28/the-plucky-squire-o-escudeiro-valente-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/09/28/the-plucky-squire-o-escudeiro-valente-analise/#respond Sat, 28 Sep 2024 20:55:51 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=17537 Lançado pela Devolver Digital em 2024 e desenvolvido pela All Possible Futures, O Escudeiro Valente é um jogo de plataforma que mistura jogabilidade 2D e 3D. Ele foi muito bem recebido pela mídia, inclusive pelo site Digital Foundry, que fez um vídeo exclusivo sobre o game, elogiando não só os aspectos gráficos mas suas características […]

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Lançado pela Devolver Digital em 2024 e desenvolvido pela All Possible Futures, O Escudeiro Valente é um jogo de plataforma que mistura jogabilidade 2D e 3D. Ele foi muito bem recebido pela mídia, inclusive pelo site Digital Foundry, que fez um vídeo exclusivo sobre o game, elogiando não só os aspectos gráficos mas suas características que trazem algo diferente ao conceito de jogos de plataforma.

Reprodução: Devolver Digital

Jogabilidade

O jogo mistura um gameplay 2D similar a Zelda, com estilo de arte que lembra desenhos como A Hora da Aventura, com referências a outros jogos como Punch Out, Bust-a-Move e até Crypt of the Necrodancer. Já a parte com gameplay 3D possui gráficos realistas que lembram jogos de plataforma modernos como Mario, Crash e afins. Esses dois modos que à princípio não casam muito bem, se justapõem de maneira agradável, trazendo inclusive um frescor constante, devido a troca entre os modos durante o jogo.

Reprodução: Devolver Digital

História

Você controla Pontinho (Jot, em inglês), um personagem de um livro infantil que junto de seus amigos deve derrotar o mago Enfezaldo (Humgrump, em inglês). Durante as primeiras horas, os personagens descobrem que estão dentro de um livro, e que Enfezaldo planeja usar elementos de fora da narrativa para tornar o livro do Escudeiro Valente em uma história sobre ele mesmo.

LEIAM – Marvel vs. Capcom Fighting Collection | Análise

A aventura se desenrola entre o mundo 2D do livro e também no mundo real, no quarto do menino que é dono do objeto, ao estilo Toy Story.

The Plucky Squire
Reprodução: Devolver Digital

Combate e gameplay

Tirando a parte bem Zelda de usar espada para atacar os inimigos, também temos uma variação com diversos puzzles que usam jogo de palavra para alterar objetos na cena, similar ao jogo Scribblenauts (2011, Nintendo DS).

ASSISTAM – Enjoy Your Dejoe 🕹 entrevista com Diogo do Arquivos do Woo

Pontinho também pode manipular o livro por fora, inclinando as páginas para fazer algum objeto escorregar, por exemplo. Também é possível retirar objetos 2D para usá-los no mundo real e vice-versa, tudo sempre no contexto de algum quebra-cabeça.

The Plucky Squire
Reprodução: Devolver Digital

Conclusão

A aventura de The Plucky Squire conta com dez capítulos e dura de oito a 11 horas, sendo no tamanho certo para durar sem enjoar. Existem momentos um pouco mais lentos, mas num geral o jogo é bem ágil e todo gameplay casa bem com os estilos de artes distintos do jogo.

Existem diversos minigames diferentes durante a jornada que aumentam a variedade, deixando o jogo quase sempre bem fresco.

A historinha é simples, mas divertida. A tradução em português adapta tudo para nomes em português, inclusive os puzzles de palavras, o que deve ter sido bem trabalhoso de adaptar sem causar erros de semântica.

LEIAM – Lollipop Chainsaw RePOP | Análise

Destaque também para a narração de Mauro Ramos, um excelente dublador que traz sua experiência de anos de dublagem a aventura do escudeiro Pontinho.

Espero ver uma segunda aventura do personagem, com as arestas aparadas mas de forma geral, o jogo já é bem redondinho.

Existem alguns bugs em The Plucky Squire, como troféus relacionados aos coletáveis que até agora não podem ser pegos no segundo gameplay — eu mesmo tive que pegar tudo de primeira para platinar –, além de alguns bugs visuais aqui e acolá que não atrapalham em nada.

Nota: 7,5/10

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The Plucky Squire / O Escudeiro Valente está disponível no PC (Steam), PlayStation 5, Xbox Series S|X e Nintendo Switch.
Esta análise foi feita com uma cópia pessoal do jogo para PlayStation 5.

The Plucky Squire
Reprodução: Devolver Digital

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RKGK / Rakugaki | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/06/04/rkgk-rakugaki-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/06/04/rkgk-rakugaki-analise/#respond Tue, 04 Jun 2024 13:09:53 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=17009 Rakugaki é um jogo de plataforma 3D que se faz valer de diversas inspirações como animes e games, principalmente dos anos 90 e 2000. Suas influências não se limitam a um jogo só, mas de cara vemos que muito do estilo visual e de gameplay tem como base clássicos como Jet Set Radio (Sega, 2000), […]

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Rakugaki é um jogo de plataforma 3D que se faz valer de diversas inspirações como animes e games, principalmente dos anos 90 e 2000. Suas influências não se limitam a um jogo só, mas de cara vemos que muito do estilo visual e de gameplay tem como base clássicos como Jet Set Radio (Sega, 2000), e seu visual futurista que se inspira em diversas coisas, como Evangelion e outros animes.

Ainda assim, a Wabisabi Games não é um estúdio oriental. Sua base é na Cidade do México, então é natural que muitas influências orientais sejam as mesmas que as nossas, pois crescemos num grande polo chamado comercialmente de LATAM, onde tudo era vendido e exibido meio que igualmente entre todos os países abaixo dos EUA.

RKGK
Créditos: Wabisabi Games

História

Em RKGK (lê-se “Rakugaki”, que é uma gíria em japonês para “rascunho” ou “grafite”), jogamos com Valah, uma tomboyzinha que lidera o grupo de resistência às grandes corporações chamado Rakugaki.

Seu objetivo é passar por vários locais de Cap City e pintar os telões espalhados pela cidade pelo tal do Sr. Buff, um empresário maligno que está usando esses painéis de LCD gigantes para transformar pessoas em escravos / NPCs.

RKGK
Créditos: Wabisabi Games

Gameplay

Como falei na introdução, Rakugaki lembra vagamente Jet Set Radio, no que tange ao fato de que você deve andar pelo mapa grafitando pontos específicos, mas o jogo tem uma estrutura bem mais linear, como um jogo comum de plataforma.

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RKGK tem à sua disposição um robozinho que pode ajudá-la em alguns ataques, além de que ela mesma também pode deslizar mais rapidamente usando a tinha de suas latas de spray. Não só isso, mas o robozinho também te permite flutuar por um tempo, permitindo acesso à plataformas mais distantes.

Isso, quando somado ao pulo duplo, faz com que Valah alcance áreas mais separadas. Típico de jogos de plataforma 3D, mas bem satisfatório.

Créditos: Wabisabi Games

O combate de RKGK se dá com um ataque normal com o botão de ataque, que pode ser usado pra combos. Inclusive, toda estrutura de plataforma me lembra as fases de desafio de Super Mario Odyssey (Nintendo, 2017) ou até jogos mais antigos como Jak and Daxter: Precursor Legacy (Naughty Dog, 2001) ou Ratchet & Clank (Insomniac, 2002). A diferença é que as fases são mais curtas.

Isso é bem doido, pois todo o marketing me levou a crer — e isso talvez tenha sido culpa minha — que o game era bem estilo arcade e não um game de plataforma mais padrão. Fico feliz com o resultado pois gosto de ambos os gêneros, mas tenho uma queda maior para jogos desse último estilo citado.

E apesar de não ser bem estilo Arcade, o game te seduz a refazer as fases com melhor tempo ou pegando todos os itens, te premiando com rankings maiores e mais conteúdos desbloqueáveis.

Créditos: Wabisabi Games

Conclusão

RKGK / Rakugaki é uma grata surpresa de um estúdio latino, que assim como nós, sabe muito mais que os americanos sobre como imitar perfeitamente a estética japonesa em jogos.

Seu visual lembra um mix de diversos games e animes futuristas, mas se assemelha muito também a jogos como Cyberpunk 2077, tanto na ambientação quanto na trilha sonora, que é repleta de canções techno compostas exclusivamente para o jogo.

Seu estilo de arte também é competente, com personagens bem animados, tanto durante o gameplay, quanto nas cutscenes animadas em 2D.

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Rakugaki foi considerado um jogo indie, mas com um aporte de 10 milhões de dólares da Riot (mesma de League of Legends) e publicado pela Gearbox, não podemos realmente considerá-lo um esforço feito com pouco investimento.

Ainda assim, ele não se prende às amarras e armadilhas de outros games com orçamento menor ou aos OUTROS problemas que tanto mancham jogos de orçamento MAIOR, como lootboxes, microtransações e outras besteiras usadas pra prender a atenção do jogador.

Com controles excelentes e loop de jogabilidade muito gostosinho, RKGK é uma ótima surpresa para esse ano, e esperamos que a Wabisabi Games nos presenteie com mais ideias boas assim.

Nota: 8,0 / 10

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Esta análise foi feita com uma cópia do game cedida gentilmente pela produtora do jogo.
RKGK / Rakugaki está disponível, por enquanto, apenas no PC.

Créditos: Wabisabi Games

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Hunter X: Code name T | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/02/28/hunter-x-code-name-t-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/02/28/hunter-x-code-name-t-analise/#respond Wed, 28 Feb 2024 21:45:34 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=16345   Nos últimos anos, está acontecendo um renascimento de jogos de menor orçamento. Nos tempos de PlayStation 2, tínhamos jogos feitos com valores mais modestos, mas que conseguiam agradar o grande público. Hoje em dia, temos essa renascença, principalmente através da facilidade das engines dos jogos, que hoje em dia são bem mais acessíveis para […]

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Nos últimos anos, está acontecendo um renascimento de jogos de menor orçamento. Nos tempos de PlayStation 2, tínhamos jogos feitos com valores mais modestos, mas que conseguiam agradar o grande público.

Hoje em dia, temos essa renascença, principalmente através da facilidade das engines dos jogos, que hoje em dia são bem mais acessíveis para os desenvolvedores iniciantes.

Não só isso, também temos lojas de assets, que permitem que se comprem modelos de personagens, cenários e qualquer outra coisa, para que o desenvolvedor possa usar em seu game.

Muito debate é feito em cima disso, pois gerou o que se chama de “asset flip“: jogos feitos somente com assets comprados, mas que não apresentam valor intrínseco nenhum, sendo somente formas fáceis de se ganhar dinheiro.

Eu ouso dizer que Hunter X: Code name T está no meio-termo dessas concepções. Certamente, foram usados assets prontos, e isso se comprova porque nenhum dos personagens e inimigos parece ter saído do mesmo forno. Todos têm design diferente e que parecem que foram jogados nessa engine a fim de ocupar um espaço nesse jogo.

Porém, o pacote todo entrega um metroidvania simples mas competente no que se propõe, mas que peca justamente por misturar estéticas visuais diversas que não casam muito bem.

História (se é que tem)

Em code name T, jogamos com Taiyo, um caçador de demônios em um mundo futurista, mas que viaja para um local mais fantasioso para caçar demônios pra cima e para baixo.

A história é bem rasa, e personagens aparecem e desaparecem toda hora, contando coisas sem sentido que não fazem diferença.

Créditos: ORANGE POPCORN

Gameplay

Temos um metroidvania muito simples na sua execução. Bem cedo no jogo, adquirimos o dash, dash no alto e dois pulos. Essas habilidades são padrões desse tipo de jogo e causam aquela já clássica parte de você voltar a cenários anteriores para pegar aquele item que você não sabia como pegar anteriormente.

Diferentemente do ótimo e também analisado por mim, Prince of Persia: The Lost Crown — que possui um grande investimento, logo, não há justiça em compará-los –, temos conceitos explorados de forma bem simples.

Os cenários são bem normais, com designs que não servem para nada além de fazer com o que o jogador viaje para lá e para cá pulando e batendo em inimigos.

De bom, temos as influências da série Souls. Você pega “Carma” ao matar inimigos, e essa é a moeda do jogo, assim como as souls dos jogos da From Software.

Caso você morra, evidentemente que há uma chance de adquirir o que se perdeu de volta, voltando ao local onde você foi morto.

Essa moeda serve para melhorar seus atributos, e o preço de cada upgrade sempre aumenta, independentemente do nível do atributo que se queira aumentar.

Exemplo: Se você melhorou seu ataque para o nível 20 e ignorou o aumento da saúde, agora será bem difícil e demorado fazer isso, pois o custo de um ponto vai ser altíssimo. Eu sei porque fiz essa cagada lol.

HunterX: Code name T
Créditos: ORANGE POPCORN

Combate

As armas de HunterX: Code name T variam entre as rápidas (menor dano) e as lentas (com dano maior). Os combos são sempre os mesmos, mas a animação e o tempo entre os golpes varia entre essas duas classes de armas.
Há também uma esquiva bem útil que também serve como dash e, posteriormente, também pode ser usada no ar.

Além disso, também há uma rasteira similar àquela introduzida em Mega Man 2, porém vi pouco uso para a mesma durante todo o jogo.

Existe uma mecânica de aparar/parry, que é bem amigável e possui uma janela para ser executada bem ampla, logo, o jogador nunca vai ter muito problema em aparar o ataque dos inimigos.

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Temos também habilidades especiais que podem ser dropadas de inimigos e equipadas, bastante inspirado pelos Castlevanias de Gameboy Advance. Elas gastam sua barra de mana, que se recupera sempre que você ataca um inimigo com golpes normais.

Essa barra de mana também pode ser gasta usando ataques especiais com o botão triângulo. Esse ataque pode ser feito no ar ou no chão, e é recomendado que se use após o fim de um combo comum.

Juntando essas mecânicas temos um gameplay agradável no mínimo, e o loop entre exploração e combate sempre faz com que o jogador sempre queira ir atrás do próximo ponto de save para avançar um pouco mais no mapa.

HunterX: Code name T
Créditos: ORANGE POPCORN

Música

A trilha sonora de HunterX: Code name T não é nada competente. Na verdade, acredito e chuto que também foi comprada em loja de assets ou de uso público, de forma que ela não valoriza o jogo e serve apenas para que o silêncio não impere durante o gameplay.

Sinceramente, recomendo escolher uma trilha sonora mais adequada ou escutar um podcast enquanto joga. Pelo menos, é possível abaixar o volume da BGM durante o jogo, deixando só os efeitos sonoros. Isso melhorou a experiência demais pra mim.

HunterX: Code name T
Créditos: ORANGE POPCORN

Conclusão

HunterX: Code name T é um metroidvania bem simples, feito pelo estúdio coreano Orange Popcorn. Ele é uma continuação do HunterX, lançado em 2022, onde você controlava uma personagem feminina, porém o gameplay era bem parecido.

Apesar de todas as críticas ao uso de assets comprados, a exploração e o combate são competentes, lembrando alguns jogos mais simples do PSP/Vita/3DS.

Apesar de não ser um jogo muito bem aparado nas arestas, ele tem um design feito por gente que entende minimamente de game design, e espero que eles evoluam e façam jogos cada vez melhores.

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Esta análise foi feita com uma cópia do jogo cedida gentilmente pela distribuidora.
HunterX: Code name T está disponível no PC (Steam) e Nintendo Switch.

Créditos: ORANGE POPCORN

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Blasphemous II | Soulsvania no seu auge https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/08/19/blasphemous-ii-soulsvania-no-seu-auge/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/08/19/blasphemous-ii-soulsvania-no-seu-auge/#comments Sat, 19 Aug 2023 12:17:55 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=14892 Lançado em 2019, o primeiro Blasphemous surfou na onda de jogos difíceis, pavimentada pela série Souls, e trouxe o twist de aplicar isso em um jogo 2D não-linear, similar a outros tantos metroidvanias já existentes. Com uma temática cheia de inspirações na idade média e na ortodoxia católica, o primeiro game continha sprites muito bonitos […]

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Lançado em 2019, o primeiro Blasphemous surfou na onda de jogos difíceis, pavimentada pela série Souls, e trouxe o twist de aplicar isso em um jogo 2D não-linear, similar a outros tantos metroidvanias já existentes. Com uma temática cheia de inspirações na idade média e na ortodoxia católica, o primeiro game continha sprites muito bonitos e bem animados, além de um combate pesado e punitivo, mas que não traía a confiança do jogador, visto que tudo era muito bem ensinado antes de te colocar em situações difíceis.

Em 2023, sua sequência chega à todas as plataformas, mas será que ela traz novidades a um game já tão bem feito? É o que vamos ver.

Mesmo protagonista, novas armas

Em Blasphemous II, temos de volta o Penitente de chapéu pontudo do primeiro jogo em uma nova aventura. De cara, temos a opção de escolher entre três armas: um porrete com uma bola de ferro na ponta, uma espada igual a do primeiro game, e uma greatsword mais pesada com golpes mais cadenciados. Isso por si só já traz uma gama de novas possibilidades, já que temos agora três formas de encarar o jogo.

Até a parte analisada aqui no texto, não tive opção de trocar para outras armas, mas preferi começar com a greatsword, pois ela parece um meio termo entre as outras duas.

Reprodução: The Game Kitchen

Combate

Falando em armas, o combate segue fino e cruel. Alguns inimigos do primeiro jogo se repetem aqui, tal qual a série Castlevania tanto fez nos seus tempos áureos; com os mesmos sprites e tudo. O Penitente tem ataques que não dão atordoamento temporário nos inimigos (stagger) a menos que seja no fim de um combo. Por isso, faz-se necessário esquivar antes que o inimigo te puna. Ou, como no jogo anterior, também é possível dar parry.

Um pequeno problema que se estende aqui desde o Blasphemous I é que algumas animações de ataque são muito longas, e isso torna alguns ataques, como o uso de magia, um pouco inúteis contra inimigos normais.

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O parry é uma mecânica bem gostosa em ambos os jogos, e consiste em apertar o R1/RB no momento exato do ataque do adversário, aí sim atordoando-o para ser golpeado e finalizado. A janela de parry é boa e convidativa para aqueles que não possuem costume com esse tipo de mecânica, pelo menos nos inimigos das primeiras horas do jogo.

Reprodução: The Game Kitchen

Estética

Essa parte é uma extensão do que foi o primeiro game. Seguimos com um pixel art muito bonito e bem animado pelo pessoal da The Game Kitchen, estúdio que desenvolveu ambos os jogos.

Notei também que as animações das cutscenes estão com aspecto mais limpo. Estão sim mais bem feitas, porém acredito que o visual clean dessas cenas não case tão bem com o restante do pixel art presente no game. Obviamente isso não é um demérito tão grande, apenas uma escolha que achei mais acertada no primeiro game, onde os traços tinham um serrilhado mais coerente com o visual retrô.

Reprodução: The Game Kitchen

Chefes e outras mecânicas

Os bosses do jogo ainda são bonitos, bem feitos e difíceis como no primeiro. A qualidade visual e a animações deles estão ainda melhores, mostrando que o estúdio também focou em melhorar ainda mais o que já era bom.

Ainda temos um sistema novo de tabuletas que são equipadas no seu personagem, servindo como buffs que podem ser trocados a qualquer hora durante o jogo. Na primeira hora você tem acesso a apenas uma que aumenta seu ataque, mas ao longo do jogo você pode adquirir mais tabuletas (inclusive o nome não é esse, mas eu esqueci como o jogo trata lol) e também mais espaços para equipar mais itens do tipo.

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A morte ainda é punida como em jogos Souls: você volta para o último save e suas almas ficam no local da morte para serem recuperadas. Como existem salas de saves muito próximas umas das outras, não é algo tão punitivo como nos jogos desse estilo em 3D.

Temos ainda os mesmos dois frascos de cura que são enchidos a cada save e agora um sistema de corrupção que fica embaixo da barra de energia e que precisa ser curado em saves ou em lojas que fazem esse serviço em troca de almas.

Reprodução: The Game Kitchen

Conclusão

Blasphemous II segue na mesma linha do primeiro game, aparando arestas, melhorando combate e animações das cutscenes, com um mapa tão grande quanto do primeiro game. Se você gosta de Souls, metroidvania e/ou jogos desafiadores de modo geral, recomendo fortemente pegar esse game. Não é necessário ter conhecimento prévio do jogo anterior, inclusive.

Prós:

  • Gráficos ainda mais bem feitos que o anterior;
  • Combate punitivo porém justo.

Contras:

  • Animações longas demais em alguns ataques.

Nota: 9/10

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Esta análise foi feita com uma cópia do jogo gentilmente cedida pela distribuidora do jogo. Ele também está disponível para Xbox One, Series S/X, PlayStation 4, Nintendo Switch e PC (via Steam).

Blasphemous II
Reprodução: The Game Kitche

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Ravenlok | Um lindo zeldavania https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/06/04/ravenlok-um-lindo-zeldavania/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/06/04/ravenlok-um-lindo-zeldavania/#comments Sun, 04 Jun 2023 22:02:58 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=14184 Você tem saudade de jogos de combate rápido que não sejam simplesmente a coisa mais difícil do mundo, como um Souls da vida? Então Ravenlok pode ser a sua cara. Lançado em 4 de maio de 2023 e desenvolvido pela Cococucumber, esse joguinho é uma espécie de metroidvania, com combate similar aos Zeldas clássicos e […]

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Você tem saudade de jogos de combate rápido que não sejam simplesmente a coisa mais difícil do mundo, como um Souls da vida? Então Ravenlok pode ser a sua cara.

Lançado em 4 de maio de 2023 e desenvolvido pela Cococucumber, esse joguinho é uma espécie de metroidvania, com combate similar aos Zeldas clássicos e com alguns poucos elementos de adventures clássicos.
Tudo isso é combinado de maneira leve, com um estilo visual que agrada qualquer tipo de jogador e que pode ser zerado numa única sentada (ui!).

Reprodução: Cococucumber

Fetch quests

A nossa protagonista, que tem seu nome digitado pelo jogador, começa junto de seus pais numa mudança de casa. Aparentemente ela morava na cidade grande e sua família decidiu começar uma vida nova no campo, numa fazenda que pertencia à sua vó.

Ela, porém, não parece seguir aquele estereótipo narrativo de adolescente chateada de perder os amigos — ainda que ela mencione isso — mas de forma geral tudo que ela (você, no caso) faz é ajudar seus pais com algumas tarefas básicas, que ajudam a ensinar como boa parte do jogo funciona: fetch quests.

Pra quem não sabe fetch quests são aquelas missões que envolvem você: (1) falar com um personagem; (2) ir buscar o que ele pediu; (3) trazer de volta pra ele.

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O jogo é voltado para essas missões, e no menu de pause você tem um seletor de lista de quests, como nos jogos modernos como Witcher 3, Cyberpunk e Zelda TotK. Quando você encontra um item de outra quest, o guia na tela muda para essa quest nova, mas pode ser trocado de volta no menu.

Não há diferenciação entre quests principais e quests secundárias, porque o jogo todo é interligado de forma que 98% das quests sejam necessárias para se chegar ao fim do jogo.

Ainda que a ambientação do jogo lembre muito Earthbound, com ambientação moderna, depois de algum tempo nossa protagonista é transportada para um mundo de fantasia e é recebida por, vejam só, um coelho com pressa.

Reprodução: Cococucumber

Ravenlok no país das maravilhas

Como o texto acima escrito com formatação h2 pode ter deixado claro, isso foi uma referência à famosa história de Lewis Carroll. Já tivemos jogos que usaram a premissa de “Alice no país das maravilhas”, como American McGee’s Alice, muito popular algumas décadas atrás, mas em Ravenlok, a inspiração é muito mais livre e sem nenhuma distorção significativa na narrativa.

A protagonista é chamada de Ravenlok pelo coelho e por todos que moram nesse mundo — algo que parando pra pensar agora, não faz sentido e não é explicado — e ela, por ser muito prestativa, resolve ajudar todos com seus problemas, sendo o principal deles, a Rainha, que está ferrando com a vida de todos no reino.

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A inspiração visual em relação às adaptações de Alice, principalmente a da Disney, é bem diferente. Os soldados de cartas de baralho, por exemplo, aparecem muito para o final do jogo, e eles não são brancos como cartas normais, por exemplo.

A Rainha parece feita de papercraft, assim como praticamente todos os personagens secundários. Aliás, falando do estilo visual vamos falar dele agora.

Reprodução: Cococucumber

Voxel art

Eu fiquei bastante impressionado com a direção de arte de Ravenlok. Apesar dos mapas concisos, todas as telas são bem detalhadas, com sombras em tempo real, oclusão de ambiente e outros efeitos bonitos. Em pesquisa, não encontrei qual a engine usada para produção do jogo, mas por ter sido publicado pela Epic, vou tentar dar um chute educado e dizer que foi feito na Unreal Engine 4.

Não somente os efeitos visuais são bonitos, mas a direção geral é muito impressionante. O game mistura geometrias normais (como as roupas e modelo da Ravenlok), com alguns objetos feitos em voxels (pense Minecraft), com texturas em pixel art.

Tudo isso dá um ar retrô e ao mesmo tempo, moderno. Um exemplo não tão recente assim que se assemelha muito ao alcançado aqui é o game de 2009 chamado 3D Dot Game Heroes, para o PlayStation 3.

Lá foram usados efeitos semelhantes aos vistos em Ravenlok, mas com tecnologia da época e um pouco mais simples visualmente.

Assim, acabamos tendo um jogo com gráficos modernos que usam de inspiração um estilo similar ao pixel art de games antigos, mas sem perder a qualidade de um jogo de 2023.

Reprodução: Cococucumber

Jogabilidade meio esquisita mas beleza

 

De início, a jogabilidade de Ravenlok me assustou um pouco. Nossa protagonista se movimenta de maneira lenta, mesmo correndo. Para andar, é necessário dar um clique no L3/shift, porém caminhar não tem utilidade alguma durante TODO o jogo, sendo uma funcionalidade que talvez seja legado do início do desenvolvimento.

Além disso, a personagem possui um dash infinito que te acelera mais do que a corrida. E o que você acha que acontece quando descobre isso? Logicamente, passamos o jogo todo apertando o botão de dash ao invés de correr normalmente.

A intenção desse dash talvez fosse para uso em combate, mas esse se mostra tão simples, até mesmo na dificuldade difícil, que raramente o jogador vai se ver dando dashes durante as lutas.

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Outra função que é mal utilizada é o escudo. Temos uma barra de estamina/defesa embaixo da barra de energia o tempo todo durante o jogo, mas logo cedo o jogador descobre que defender não vale a pena.

Sempre tomamos dano ao usarmos o escudo, fazendo com que valha mais a pena só correr pelo cenário, já que não tem penalidade alguma, como cansaço ou algum frame onde a personagem não possa se mexer após o dash.

Já atacar sofre da mesma idiossincrasia. Você pode bater infinitamente sem descanso, e o que te impede de devastar os inimigos e chefes é somente seu level.

Conforme o jogo vai passando, você passa a relevar essas coisas, pois não são problemas per se, mas apenas falta de refino. Ainda assim, o jogo consegue ter um combate divertido, pois os inimigos batem forte (na dificuldade difícil, pelo menos), mas com certeza poderia ter um pouco mais de risco e recompensa envolvido.

Reprodução: Cococucumber

Veredito

Ravenlok é um jogo bonito e competente, e apesar de minhas críticas em relação ao combate, é um jogo que eu PLATINEI do início ao fim numa sentada, coisa que nunca fiz com jogo nenhum na vida. São entre 5 e 7 horas onde o ritmo nunca cai e, devido ao ritmo rápido, faz com que o jogador se interesse em continuar jogando sempre mais um pouco até cansar.

A tradução é um ponto fraco, pois não parece ter sido feita com esmero. Sua personagem é uma menina e todos te tratam no masculino. Não parece ser um caso desse modernismo besta e sim uma falha em quem pegou o texto para traduzir.

Algumas palavras aparecem em inglês no meio do texto em português, também. Assim, mesmo sendo perfeitamente possível jogá-lo na nossa língua, eu preferi jogar no idioma original mesmo.

Tirando esses pormenores que são menores mesmo, essa é uma recomendação forte para esse ano, podem jogar que não tem como se arrepender.

PRÓS


  • Gráficos muito bonitos, direção de arte fez algo incrível com mistura de voxels com pixel art;
  • Sistema de quests interligadas funciona bem.

CONTRAS


  • Câmera quase fixa atrapalha em alguns pontos;
  • Combate simples porém funcional.

 

NOTA: 7,5

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Esta análise foi feita com uma cópia do game cedida gentilmente pela distribuidora. Ravenlok está disponível no PC via Epic Games Store e Xbox One e Series S/X.

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