Arquivos Filmes - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/category/filmes/ Um pouco de tudo na medida certa Sat, 04 Apr 2026 15:18:38 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Filmes - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/category/filmes/ 32 32 Super Mario Galaxy: O Filme | Ação demais, sentimento de menos https://www.arquivosdowoo.com.br/2026/04/04/super-mario-galaxy-o-filme-acao-demais-sentimento-de-menos/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2026/04/04/super-mario-galaxy-o-filme-acao-demais-sentimento-de-menos/#respond Sat, 04 Apr 2026 15:17:56 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=21957 Depois do grande sucesso que foi Super Mario: O Filme, em 2023, todos nós estávamos ansiosos por uma continuação – algo que parecia praticamente certo, considerando o desempenho absurdo do primeiro longa. E é aí que mora um ponto preocupante: continuações nem sempre conseguem manter a qualidade da obra original. Os motivos são variados. Às […]

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Depois do grande sucesso que foi Super Mario: O Filme, em 2023, todos nós estávamos ansiosos por uma continuação – algo que parecia praticamente certo, considerando o desempenho absurdo do primeiro longa.

E é aí que mora um ponto preocupante: continuações nem sempre conseguem manter a qualidade da obra original. Os motivos são variados. Às vezes, há uma tentativa de entregar uma experiência diferente; em outros casos, a produção decide mirar em um público distinto ou adotar uma nova abordagem. O problema é que, na maioria das vezes, essas escolhas acabam resultando em algo distante daquilo que conquistou o público inicialmente.

E, bem… é exatamente isso que acontece em Super Mario Galaxy: O Filme.

Reprodução: Illumination/ Nintendo

Sendo bem franco com vocês, eu saí da sala de cinema levemente decepcionado.

Super Mario Galaxy: O Filme não mira apenas no seu público cativo, que são os fãs dos personagens e conhecedores dos seus jogos. Ele também tenta atingir um público mais jovem, despertando o interesse pelos jogos da marca — e, nesse sentido, o filme é incrivelmente certeiro. Por outro lado, durante 1h40, eu fui bombardeado com ação atrás de ação, de maneira quase ininterrupta, com pouco espaço para digerir qualquer elemento ligado à trama.

Eu me senti exausto. É como se o filme tentasse jogar o máximo de referências possíveis de uma só vez, e isso acaba prejudicando o envolvimento. Você não consegue se importar com a Rosalina ou com o destino dela nas mãos do Bowser Jr.

LEIAM – Super Mario Bros. O Filme | Não é pra todo mundo?

A trama, por si só, gira em torno da sua captura e de como ela será utilizada como uma arma idealizada pelo Bowser pai. Simples assim.

Entenda bem: eu não acredito que uma obra infantil precise ter um desenvolvimento profundo de personagens. Mas é minimamente esperado que exista espaço para construirmos algum tipo de relação com eles — e o filme não faz isso. Tudo acontece o tempo todo, sem pausa. Um personagem novo aparece e, rapidamente, recebe uma explicação sobre sua história… e seguimos adiante.

Mesmo com o Yoshi sendo introduzido e tendo sua origem explicada rapidamente, ele já é integrado ao grupo sem grandes questionamentos. E seguimos para a próxima sequência. E assim vai o filme inteiro.

Reprodução: Illumination/ Nintendo

Com centenas de referências aos jogos e participações de personagens, o filme acaba sendo uma obra divertida — quase um caleidoscópio de efeitos coloridos. A experiência final é boa, mas deixa aquela sensação de que poderia ter sido muito melhor.

Não sei se estou sendo exigente demais, mas gostei tanto do primeiro filme e da forma como ele construía seu ritmo aos poucos, dando espaço para os personagens crescerem ao longo da narrativa. E nem dá para dizer que tínhamos uma trama mais complexa — afinal, era algo simples: salvar a Princesa Peach.

Ainda assim, havia desenvolvimento. Você via o Bowser crescendo, entendia suas motivações, acompanhava o Mario em sua jornada do herói, e cada personagem era introduzido com naturalidade, sem pressa.

Senti muita falta disso — e acredito que foi o que mais me incomodou. Em pouco mais de uma hora de filme, eu já me perguntava se estava realmente me divertindo. Poucas coisas me fizeram sorrir e, por mais que eu seja um grande fã dos personagens da Nintendo, as inúmeras referências não foram suficientes para me cativar.

Reprodução: Ilumination/ Nintendo

Vale dizer que não busquei informações sobre a crítica especializada antes de assistir ao filme. Gosto de ter minha própria experiência, sem interferências. Ainda assim, não me surpreenderia se o ritmo fosse um dos pontos mais criticados.

Por outro lado, fui ao cinema com minha esposa e meu filho — e ele adorou, principalmente as referências a Super Mario Odyssey e, claro, o Yoshi. Minha esposa também curtiu bastante, especialmente a referência a Super Mario Bros. 2. No fim, parece que só eu saí refletindo sobre tudo o que vi.

E talvez seja isso: é um filme feito para desligar.

Super Mario Galaxy: O Filme provavelmente será um sucesso de público e já dá sinais de que um terceiro filme deve acontecer, considerando o apelo que a obra tem tanto com o público atual quanto com os fãs de longa data.

Já eu não posso dizer que foi o melhor filme que assisti. Ele é legal — talvez eu reveja com o meu filho quando estiver disponível nos serviços de streaming —, mas uma coisa é certa: é um daqueles filmes-evento que a gente não esquece tão cedo.

No fim, não foi o filme que eu esperava — mas talvez tenha sido exatamente o filme que essa nova geração precisava.

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Mortal Kombat Multiverse | Impressões https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/03/23/mortal-kombat-multiverse-impressoes/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/03/23/mortal-kombat-multiverse-impressoes/#respond Sun, 23 Mar 2025 20:24:25 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=19872 Mortal Kombat é, sem dúvida, um nome que carrega uma legião de fãs por todo o globo, e, por conta disso, não é incomum nos depararmos com todo tipo de conteúdo produzido por fãs na internet. Mas, quando esse conteúdo é feito por brasileiros, isso, sem dúvida, tem um sabor especial. Publicado no dia 28 […]

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Mortal Kombat é, sem dúvida, um nome que carrega uma legião de fãs por todo o globo, e, por conta disso, não é incomum nos depararmos com todo tipo de conteúdo produzido por fãs na internet. Mas, quando esse conteúdo é feito por brasileiros, isso, sem dúvida, tem um sabor especial.

Publicado no dia 28 de fevereiro no canal Hard Studio, no YouTube, Mortal Kombat Multiverse é um fã-filme brasileiro que coloca variantes dos personagens que já conhecemos para se enfrentarem em uma luta de vida ou morte. Nele, podemos ver cosplayers dando o seu melhor para entreter os fãs de longa data da franquia, além de se divertirem no processo.

Preciso dizer que não sou alguém que acompanha de perto esse cenário de fã-filmes, mas, sempre que surge algo diferente, gosto de dar uma olhada. Com Mortal Kombat Multiverse, foi um pouco diferente, pois meu amigo de longa data, Galdini, popularmente conhecido como Rod Smoke, participou da obra. Assim, pude ouvir um pouco mais sobre os bastidores e, hoje, tenho a oportunidade de trazer minhas impressões sobre o filme completo, além de compartilhar um pouco de como é atuar em uma obra feita totalmente por fãs.

Get over here!

Créditos: Hard Studio

O multiverso de Mortal Kombat

Shang Tsung, por algum motivo obscuro, abriu um portal no multiverso e trouxe vários personagens conhecidos para um mesmo campo de batalha. Agora, somente o grupo mais forte sobreviverá a esse confronto. Essa é a premissa de Mortal Kombat Multiverse, um fã-filme que conta com pouquíssimos diálogos e foca totalmente na ação.

Com a participação de vários cosplayers — alguns mais interessantes que outros — e cenas de câmera que cumprem bem o seu papel, a experiência é divertida de assistir. Mesmo nas cenas em que os diálogos são um tanto bobos, fica evidente que o grupo está dando o seu melhor e se divertindo enquanto atua e encena os combates.

Ouso dizer que alguns até exageram em suas atuações. Isso não tira o brilho da produção, mas deixa ainda mais evidente como deve ter sido difícil gravar certas cenas sem cair na risada com os colegas.

Mortal Kombat Multiverse é um encontro de cosplay que deu certo, onde cada participante entrega o seu melhor para tornar a experiência geral muito mais envolvente. Grande parte desse mérito vai para Maurício Silvério, criador do Hard Studio, um estúdio focado em produções audiovisuais voltadas para o universo dos cosplayers.

O estúdio conta com várias produções em andamento, nas quais cosplayers assumem o papel de atores e dão vida a outros títulos, como The Last of Us, Call of Duty, entre outros.

Créditos: Hard Studio

Se cabe criticas

As críticas certamente se voltam para detalhes menores, afinal, não estamos diante de uma obra de grande orçamento. Focar demais nisso acaba sendo um pouco desnecessário, mas isso não significa que devamos ignorá-los completamente.

Quem vê alguns efeitos mais simples pode pensar que são fáceis de executar, mas, não é tão simples assim. Tenho consciência disso, porém, acredito que o uso de efeitos práticos provavelmente tornaria o produto final ainda mais interessante.

Um ponto que pode gerar algumas críticas é o combate, pois algumas batalhas são extremamente curtas. No entanto, isso é compensado pela luta entre Raiden e Rain, que, ao meu ver, foi uma das melhores de toda a obra, tanto na execução do combate em si quanto nos diálogos. Eles realmente se esforçaram.

O final de Mortal Kombat Multiverse deixa em aberto a possibilidade de uma continuação desse embate entre variações de diferentes universos, e posso dizer que estou ansioso para ver novos personagens aparecendo nesse confronto, mas  eu não vou dizer mais nada, assista ao fã filme e tire suas próprias conclusões.

Posso dizer que foi uma boa experiência e certamente veria a continuação. Bora Hard Studio, tô no aguardo do próximo.

Créditos: Hard Studio

Uma entrevista com Rod Smoke

Como dito no inicio da matéria, eu não poderia deixar de conversar com meu grande amigo Galdini para saber mais de como foi participar dessa produção feita por fãs, então confira o bate papo logo abaixo:

Arquivos do Woo: Eu sei que essa não deve ser a primeira vez que te faço essa pergunta, mas, como quero colocar em meu site, vamos lá! Me conte novamente: por que você gosta tanto do Smoke e o que te levou a elaborar um cosplay dele?

Galdini: O Smoke foi o primeiro personagem secreto com quem tive contato em Mortal Kombat 2. Sempre achei o máximo um ninja cinza que soltava fumaça do corpo, independentemente de, no início, seus golpes serem iguais aos do Scorpion.

O que me levou a fazer um cosplay dele foi que, após assistir aos filmes de Mortal Kombat de 1995 e MK Aniquilação em 1997 (que tive a oportunidade de ver no cinema), já havia amadurecido a ideia de que eu e meu irmão poderíamos fazer um filme de Mortal Kombat com amigos. Então, trouxemos essa ideia para a realidade: escolhemos nossos personagens favoritos e começamos a produzir as roupas. Eu, obviamente, escolhi o Smoke.

Rod Smoke – Arquivo pessoal

No filme que fizemos, tínhamos os personagens Raiden, Johnny Cage, Smoke, Goro, Kano, Sub-Zero, Scorpion e um criado por nós, chamado Karpov. As roupas foram feitas com toalhas, capuzes (na maioria dos casos), faixas de karatê e um quimono para o Kano.

Filmamos esse curta lá pelo bairro Padre Bento, em 14 de abril de 2002 (que específico, né?! Hahahaha, mas eu lembro). Naquela época, não tivemos a chance de adicionar efeitos especiais, nem mesmo coreografamos as lutas. Foi um filme feito por crianças, uma diversão incrível, e até hoje eu o tenho, agora com edições que aplicativos de HOJE nos permitiram fazer. E, lógico, com muita pancadaria. Hahahaha.

Uma cena curiosa do nosso filme envolve Johnny Cage, Raiden e Smoke andando pela Living Forest, algo que também acontece no Mortal Kombat 9. Fiquei muito impressionado ao perceber que fizemos uma cena que realmente aconteceu no MK original. Hahahahaha.

Arquivos do Woo: Há quanto tempo, mais ou menos, você começou a fazer cosplay e o que isso te proporcionou até o momento?

Galdini: Desde 2002, ano em que comecei a me interessar por me fantasiar para interpretar personagens que gosto, passei a explorar esse universo. No entanto, naquela época, eu não tinha consciência da existência de eventos ou do conceito de cosplay — até porque, acho que nem existia ainda.

Já fiz alguns cosplays além do Smoke, como Sub-Zero e Scorpion, ainda em 2002.

Em 2007, fiz o cosplay do Ermac, de Mortal Kombat: Deception, e, mais recentemente, fiz um Shadow Priest de Mortal Kombat.

Os cosplays nunca me proporcionaram prêmios ou gratificações públicas, mas sempre me trouxeram realizações pessoais e a satisfação de poder me vestir como personagens que admiro.

Um prêmio que considero importante foi a credencial que consegui para a BGS com meu cosplay do Smoke.

Arquivos do Woo: Como surgiu o convite para você interpretar o Smoke em Mortal Kombat Multiverse e qual foi a sua reação no momento?

Galdini: Meu amigo Maurício Silvério, dono da Hard Studio, perguntou nos stories do Instagram se alguém tinha interesse em participar de um filme de Mortal Kombat. Respondi que sim e, logo em seguida, ele já me confirmou que eu tinha a vaga garantida.

Minha reação foi de pura empolgação, afinal, ainda tenho planos de seguir com esse projeto — e isso aos 37 anos de idade. Hahahahaha. Não desisti de fazer meu sonho acontecer!

Arquivos do Woo: Nos conte um pouco sobre como foi participar da produção. Tem alguma curiosidade dos bastidores que possa compartilhar?

Galdini: Participar da produção foi uma experiência muito divertida. Tivemos ensaio fotográfico logo pela manhã, muitas conversas e ensaios de roteiro. Eu atuei junto com a Dany, que interpretou o Scorpion no filme, e ela me matou! Hahahahaha. Fizemos vários ensaios, atuamos e coreografamos nossa luta por um bom tempo.

A chuva atrapalhou MUITO aquele dia. Não pudemos gravar tudo o que gostaríamos. Eu mesmo quase fiquei sem a minha cena, pois já era noite quando filmamos, e estava perdendo o último ônibus para Itu.

No fim, eu e a Dany conseguimos filmar e executar a cena sem cometer nenhum erro! Fomos perfeitos.

Nos bastidores, fui o responsável por trazer os atores Daniel Pesina e Lia Montelongo para o filme. Conversei com ambos e pedi que fizessem um vídeo mandando um “shoutout” para o pessoal do MK Multiverse. Foi uma conquista e tanto, e fiquei muito feliz com isso.

Também dublei a Noob Saibot, interpretada pela Beatriz, no filme. Hahahaha.

Arquivos do Woo:  Essa foi a sua primeira participação em uma produção como essa? Você tem interesse em atuar em outras, caso surjam novas oportunidades?

Galdini: Sim! Essa foi a primeira produção com uma equipe de filmagem profissional hahaha, foi espetacular.
Tenho interesse em dar sequência no projeto Multiverse e também trabalhar num projeto que eu mesmo escrevi de Mortal Kombat.

Alô cosplayers, quem tiver interesse… manda um salve aí hahahaha

Arquivos do Woo: Eu te conheço há muito tempo e sei o quanto você gosta de Mortal Kombat, mas o que te atrai tanto na franquia a ponto de olhar para um dos personagens e pensar: “Eu quero fazer cosplay do Smoke”?

Galdini: É uma pergunta interessante, o fato do Smoke ser um personagem específico cinza, o que mais se aproxima de cores de ninja e também por possuir os detalhes da fumaça me deixa mais tendencioso a gostar dele. Gosto de muitos dos ninjas do MK, gosto bastante do Scorpion, Sub-Zero, Ermac e Rain. Mas o Ermac e o Rain ultimamente me deixam bem decepcionado.

Arquivos do Woo: Que conselho você daria para quem deseja começar no mundo do cosplay?

Galdini: Faça o que você sonha, idade é irrelevante. Conquistar a possibilidade de se vestir como o seu personagem favorito é magnífico, e o ramo do cosplay, apesar de não ser um mar de rosas e ter muita gente invejosa, também conta com pessoas maravilhosas e espetaculares. Tive a felicidade de poder atuar em um filme com mais de 20 cosplayers, que são pessoas incríveis.

Fique à vontade para deixar seus agradecimentos!

Obrigado à minha esposa, Gabriele, que tanto me encoraja e me dá carta branca para seguir adiante no meu sonho.

Obrigado à Hard Studio pela chance de fazer parte de um fã filme de Mortal Kombat.

OBRIGADO a todos que atuaram comigo naquele filme.

Arquivos do Woo: Obrigado por seu tempo, Galdini, e te desejo sucesso!

Onde assistir Mortal Kombat Multiverse?

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Mortal Kombat (1995) | O Primeiro e Único Filme https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/21/mortal-kombat-1995-o-primeiro-e-unico-filme/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/21/mortal-kombat-1995-o-primeiro-e-unico-filme/#respond Mon, 21 Oct 2024 08:07:33 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=18083 O primeiro jogo da série Mortal Kombat foi um fenômeno nos arcades e consoles. Você, jovem, pode não se lembrar de como foi inovador ver os personagens literalmente se matando da forma mais grotesca possível na forma de um jogo de luta. Leve em consideração que a época era total dominada por Street Fighter. Porém, […]

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O primeiro jogo da série Mortal Kombat foi um fenômeno nos arcades e consoles. Você, jovem, pode não se lembrar de como foi inovador ver os personagens literalmente se matando da forma mais grotesca possível na forma de um jogo de luta.

Leve em consideração que a época era total dominada por Street Fighter. Porém, MK trouxe uma variante ao gênero, que tinha vantagens e desvantagens em relação a seu concorrente, mas por serem tão diferentes um do outro, eles nunca competiram entre si pela atenção dos jogadores.

Mas eis que, em 1995, a New Line Cinema deu o cargo de diretor para o então novato Paul W. S. Anderson — sim, o mesmo que viria futuramente a dirigir a franquia de filmes de Resident Evil (e a análise do primeiro filme você pode ler aqui). Anderson conseguiu o cargo após os produtores assistirem “Shopping: O Alvo do Crime“, filme do ano anterior dirigido por ele.

Inclusive, Paul W.S. Anderson não tinha NENHUMA experiência com efeitos especiais, e ele mesmo já disse em entrevistas que só pegou um monte de livros sobre o tema e foi enganando até o final. Incrível.

Reprodução: New Line Cinema

História e personagens

Chamar esse tópico de “história” chega a ser engraçado, pois o filme não tenta te enganar com um roteiro complexo e personagens densos. Mortal Kombat basicamente pega o conceito do torneio feito para salvar a Terra e implementa uma sequência de lutas uma atrás da outra, com alguns diálogos engraçados ligando essas cenas.

De início, temos os personagens sendo apresentados, como Johhny Cage, interpretado por Linden Ashby. Ele faz um Johnny Cage canastrão e divertido, sem ser irritante. Ashby viria futuramente a interpretar o personagem novamente no jogo Mortal Kombat 11 em 2020.

Liu Kang, foi feito pelo desconhecido Robin Shou, que até então só havia trabalhado em produções de Hong Kong e em um único filme ocidental chamado Forbidden Nights, de 1990. Ele também ajudou nas coreografias de luta.

Reprodução: Internet – Poster japonês

Cary-Hiroyuki Tagawa fez um excelente Shang Tsung, o vilão do filme e do primeiro jogo. Sua atuação é a mais convincente e suas expressões de ódio, raiva e prazer de ver os outros sofrendo são engraçadas e entretém durante todo o filme.

Christopher Lambert, por sua vez, faz o carismático Lord Rayden, que como todo filme que fazia, entrega sempre uma atuação canastrona e engraçada, mesmo em cenas de seriedade, que aqui não são muitas. Ele não luta no filme, servindo apenas como mentor dos outros personagens.

Temos também Bridgette Wilson como Sonya e Talisa Soto como Kitana, as musas do filme que atual mal pra diabo mas são lindas, e isso que importa.

Todos interagem bem entre si, com diálogos engraçadinhos entre o cast principal, com piadinhas entre as lutas típicas de filmes para adolescentes dessa época.

Mortal Kombat
Reprodução: New Line Cinema

Violência limitada, porém maneira

As lutas são bem feitas, sem muitos cortes de câmera que normalmente são usados para disfarçar cenas mal feitas. Inclusive, elas são criativas, com tomadas abertas, como a luta de Johnny com Scorpion na floresta e a luta de Liu Kang com Sub-Zero mais pro finalzinho do filme.

São cenas marcantes que mesmo com alguns toques de CGI feios da época, não tiram a graça do filme.

O elefante branco da vez é a falta da violência dos jogos, visto que no filme mal temos SANGUE aparecendo, então o filme recorre a mortes off-screen ou cenas de “desmaio” inspiradas nas lutas de WWE (ou WWF, já que o filme é de 1995).

Nada disso age contra o filme, que compensa com hype durante as lutas — expressão que nem existia na época né –, causado pela música Technosyndrome, popularmente conhecida como o tema de Mortal Kombat.

Essa música havia sido usada nos comerciais americanos do primeiro jogo, e foi reutilizada no filme devido a sua popularidade, tocando no início e durante as lutas principais.

Reprodução: New Line Cinema

Veredito

Mortal Kombat (1995) entrega o que um filme de videogame deve fazer sempre: um roteiro simples e sem inventar muito em cima do que já está estabelecido em outra mídia. A caracterização dos personagens é idêntica a dos jogos e as lutas bem feitas fazem ele ser um exemplo de como a simplicidade pode fazer uma adaptação para outra mídia ser bem vista, mesmo muitos anos depois.

Nota: 7,5/10

Reprodução: New Line Cinema

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Resident Evil: O Hóspede Maldito (2002) | O Primeiro Filme https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/16/resident-evil-o-hospede-maldito-2002/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/16/resident-evil-o-hospede-maldito-2002/#respond Wed, 16 Oct 2024 20:10:42 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=18000 Com o sucesso estrondoso da série de jogos “Resident Evil“, criada pela Capcom, não demorou muito para Hollywood adquirir os direitos de adaptação para o cinema. A série de jogos, que conquistou fãs ao redor do mundo com seu terror de sobrevivência e atmosfera opressiva, logo despertou o interesse da indústria cinematográfica. LEIAM – Resident […]

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Com o sucesso estrondoso da série de jogos “Resident Evil“, criada pela Capcom, não demorou muito para Hollywood adquirir os direitos de adaptação para o cinema. A série de jogos, que conquistou fãs ao redor do mundo com seu terror de sobrevivência e atmosfera opressiva, logo despertou o interesse da indústria cinematográfica.

LEIAM – Resident Evil: Bem-Vindo a Raccoon City | Vale a pena?

Em um primeiro momento, o renomado diretor George Romero, mestre dos filmes de zumbis e responsável pelo clássico “A Noite dos Mortos-Vivos”, foi cotado para dirigir o filme, especialmente após seu trabalho em um comercial para o lançamento do jogo “Resident Evil 2”, feito exclusivamente para o Japão.

No entanto, diferenças criativas entre Romero e a produção acabaram resultando na sua saída do projeto.

Hospede Maldito
Reprodução: Sony Pictures / CAPCOM

No lugar de Romero, o cargo de diretor foi assumido por Paul W.S. Anderson, que já havia trabalhado com outros filmes de ação e ficção científica, como “Mortal Kombat” (1995), “O Enigma do Horizonte” (1997) e “Soldier” (1998). Anderson tinha uma abordagem muito mais voltada para a ação, e isso se refletiu no tom do filme, que se afastou do terror mais psicológico presente nos jogos.

O roteiro de Resident Evil: O Hóspede Maldito, também escrito por Paul W.S. Anderson, acabou criando uma mitologia própria, desvinculada dos acontecimentos centrais dos jogos.

Essa escolha talvez tenha sido o “calcanhar de Aquiles” da série de filmes, pois muitos fãs que esperavam ver personagens icônicos como Leon S. Kennedy e Claire Redfield se depararam com Alice, uma nova protagonista interpretada por Milla Jovovich, que tinha 26 anos na época do lançamento do filme.

Embora a escolha de uma protagonista inédita tenha agradado alguns, muitos fãs dos jogos sentiram-se decepcionados com a ausência dos personagens centrais e do enredo característico da franquia.

Reprodução: Sony Pictures / CAPCOM

A história

Resident Evil: O Hóspede Maldito começa de forma intensa, com uma cena marcante onde funcionários da Umbrella Corporation ficam presos em um elevador durante uma situação de emergência. Esse tipo de cena, comum em filmes de terror daquela época, já entrega o tom de onde o filme pretende ir, criando uma atmosfera de tensão logo nos primeiros minutos. Em seguida, vemos Alice acordar sem memória em um banheiro dentro de uma mansão, mas esta não é a mesma Mansão Spencer que os fãs dos jogos conhecem.

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Alice logo é capturada por um grupo de soldados, que a levam para uma entrada secreta da Colmeia, um laboratório subterrâneo da Umbrella onde experiências com o T-vírus estão sendo conduzidas. A estrutura narrativa do filme, a partir deste ponto, lembra bastante “Aliens: O Resgate” (1986), onde um grupo de soldados vai sendo eliminado um a um conforme enfrentam os perigos que habitam a Colmeia.

Reprodução: Sony Pictures / CAPCOM

A Colmeia por sua vez, é gerida pela Rainha Vermelha (outra referência óbvia à Alice no País das Maravilhas), que é uma IA que se apresenta com o rosto de uma criança. O motivo do local estar cheio de zumbis é meio óbvio: deu merda no controle do vírus, o problema se espalhou pelo ar condicionado e ela trancou todo mundo lá dentro. Agora, ela não quer deixar os protagonistas saírem também.

Uma das cenas mais memoráveis do filme é a sequência do corredor de laser, onde diversos personagens são brutalmente cortados. A cena foi impactante o suficiente para ser replicada no jogo “Resident Evil 4″ (2004), tamanha sua popularidade. Os efeitos especiais da época ainda conseguem passar uma boa impressão, especialmente nessa cena específica.

Hóspede Maldito
Reprodução: Sony Pictures / CAPCOM

Trilha sonora e efeitos especiais

 

No entanto, um dos maiores desvios em relação aos jogos em Resident Evil: O Hóspede Maldito, é o uso da trilha sonora. Em vez de trilhas tensas e atmosféricas, típicas de filmes de terror, o filme opta por uma trilha eletrônica, com batidas aceleradas que lembram o ambiente das raves europeias. Esse estilo sonoro, apesar de encaixar nas sequências de ação, acaba quebrando o suspense em muitos momentos, fazendo com que mesmo as criaturas mais temíveis, como os Lickers e os cachorros-zumbis, percam um pouco do seu impacto.

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Apesar de diversas referências aos jogos, como o trem com o logo da Umbrella, a mansão, o T-vírus, os Lickers e os próprios zumbis, o filme se distancia ao criar uma história independente, sendo mais uma espécie de prelúdio que não se conecta diretamente com os eventos dos jogos. Por exemplo, o licker mutado que ataca no trem ao final do filme não chega a ser uma ameaça tão marcante quanto os grandes inimigos dos jogos, como Nemesis ou Tyrant.

Hóspede Maldito
Reprodução: Sony Pictures / CAPCOM

Conclusão

“Resident Evil: O Hóspede Maldito” é, acima de tudo, um filme de ação. Milla Jovovich, que se tornou a cara da franquia cinematográfica, talvez não seja a atriz mais versátil, mas para o que o filme se propõe, sua performance funciona: ela é bonita, ágil e carismática nas cenas de luta. Algumas dessas cenas, no entanto, acabam se arrastando um pouco, fazendo o público desviar a atenção em certos momentos.

De maneira geral, o filme cumpre seu papel de entreter, desde que você não esteja preso à mitologia dos jogos. Os efeitos especiais, em sua maioria, ainda passam bem, e assistir ao filme com amigos e pizza pode tornar a experiência mais divertida.

Nota: 7/10

Reprodução: Sony Pictures / CAPCOM

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Super Mario Bros. O Filme | Não é pra todo mundo? https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/04/10/super-mario-bros-o-filme-nao-e-pra-todo-mundo/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/04/10/super-mario-bros-o-filme-nao-e-pra-todo-mundo/#comments Mon, 10 Apr 2023 23:57:55 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=13647 Um amigo decidiu presentear a minha família com ingressos para assistirmos Super Mario Bros. O Filme, o que aconteceu nesse domingo. Posso dizer que antes de ir ao cinema, estava um pouco apreensivo em como seria a sessão que encararia. Só conseguia pensar em diversos adolescentes e adultos gritando junto as crianças, o que para […]

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Um amigo decidiu presentear a minha família com ingressos para assistirmos Super Mario Bros. O Filme, o que aconteceu nesse domingo. Posso dizer que antes de ir ao cinema, estava um pouco apreensivo em como seria a sessão que encararia.

Só conseguia pensar em diversos adolescentes e adultos gritando junto as crianças, o que para a minha surpresa se provou errado. Não sei. Talvez por ser domingo de Pascoa, mas foi bem tranquilo. E ver meu filho se divertindo e detonando um balde de pipoca foi maravilhoso.

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Essa foi a primeira vez que o levo ao cinema para assistirmos algo junto, e que baita experiência positiva eu tive. Mas você, leitor, deve se perguntar: E as críticas Diogo? Os críticos não gostaram!

Para responder a isso, vou dedicar alguns parágrafos, mas o que posso dizer de antemão é que não estão de todo errado.

Me acompanhe.

Créditos: Illumination/ Nintendo

OS CRÍTICOS CRITICAM E OS FÃS CHILICAM

Por conta da internet, cada vez mais críticos sofrem ataques por conta dos inúmeros influencers que se lançam como “opinadores” profissionais ou do usuário médio que não consegue ver o objeto do seu desejo receber avaliações negativas, levando a critica como um ataque pessoal.

O que não faz muito sentido quando paro para pensar a respeito, até porque quando escrevemos uma crítica, existe muita coisa envolvida, desde toda a bagagem do autor e até o seu gosto pessoal.

Uma crítica negativa não significa que a obra não possa ser um sucesso de bilheteria ou mesmo que seja de toda ruim, visto que existem vários fatores envolvidos.

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O maior deles é o publico alvo e amplo que a obra é capaz de atingir, então mesmo que seja apontado problemas em uma animação, isso não vai mudar a experiência que você poderá ter com ela.

Não é como se avaliações tivessem o poder de ditar o que você irá sentir ao gastar algumas horas dentro de uma sala de cinema. Cabe um pouco da amadurecimento para entender que o mundo não se resume ao seu gosto pessoal ou esse efeito manada emburrecedor das rede sociais.

Créditos: Illumination/ Nintendo

SUPER MARIO BROS. O FILME

Dito isso, preciso dizer que uma das melhores decisões que a Nintendo podia ter tomado com relação ao filme foi escolher a produtora Illumination Entertainment. Quem tem filhos pequenos e assistiu centenas de vezes as animações da produtora sabe o nível de qualidade das animações.

Mesmo que ainda não fujam dos design dos personagens criados pela Nintendo, a produtora manteve muito do seu toque pessoal e alguma liberdade para tornar os personagens da BIG N muito vivos, coloridos e ainda mais cativantes do que já eram.

Também não vou dizer que o mérito é apenas da produtora, até porque Shigeru Miyamoto está envolvido com o projeto há mais de 7 anos, ou seja, antes mesmo do filme começar a ser produzido. E sendo um pouco puxa saco aqui, creio que foi graças ao envolvimento de Shigeru desde a concepção e durante a produção, que o filme conseguiu entregar tanto fanservice e ainda assim não ser uma obra pasteurizada.

Sendo direto, o filme consegue entregar uma das melhores animações baseadas em um personagem de vídeo game pelos motivos certos.

Créditos: Illumination/ Nintendo

AIN, LACRASSAUM

Se você acendeu o pavio de suas hemorroidas por achar que Peach roubou algum protagonismo, sinto em dizer que você estourou suas pregas a toa.

Primeiramente pelo motivo de que os personagens nunca tiveram muito da sua história desenvolvida profundamente, o que permitiu que o filme tomasse várias liberdades. Uma delas foi a de não comprometer a personalidade dos personagens e ainda expandir um pouco mais do que conhecíamos, como a família de Mario e Luigi, ou como Peach foi parar no Reino dos Cogumelos.

Mesmo assim, ouso dizer que sequer é um bom desenvolvimento, e isso se deve ao fato de que a ideia central era criar algo com que os fãs pudessem se conectar e ainda assim entregar um experiência agradável para quem não conhecesse os personagens.

Cito aqui um relato que Shigeru mesmo apontou em briefing divulgado em novembro do ano passado:

as pessoas que jogaram o jogo esperam uma experiência cinematográfica que seja fiel às suas memórias do jogo, enquanto aqueles que nunca jogaram esperam um filme agradável como uma peça de entretenimento independente.”.

Outro ponto é “Pelo amor de Deus” a personagem participa de corridas em Mario Kart, luta em Smash Bros e ainda compete em Mario Tennis e Mario Soccer. Ou tu não conhece ou tu só é mau caráter pra soltar uma dessa.

Créditos: Illumination/ Nintendo

MAS MAS MAS SUPER MARIO BROS. O FILME, É BOM?

Não vou entrar no mérito de spoilers ou contar qualquer coisa que possa comprometer a experiência dos fãs. Mas achei que seria interessante contextualizar a minha leitura da obra antes de “descer a lenha”.

Super Mario Bros. O filme não poupa fanservice e ele se sustenta inteiramente em cima disso, atirar referencias a tudo o que conhecemos dos jogos do encanador bigodudo.

Nem de longe é ruim, pelo contrário, o fiapo de história que o filme tem e as motivações dos personagens, mesmo que simples, tornam o filme leve e inofensivo para se assistir. O que nos leva a um dos motivos pelo qual os críticos provavelmente não gostara tanto do filme.

Enquanto toda animação atual busca tocar em elementos sensíveis, o filme do Mario vai na contramão e busca apenas e unicamente entreter. Ele não tenta ser Toy Story ou qualquer outra obra que busque grandes reflexões, mas sim que você passe uma tarde agradável com  sua família.

Nesse quesito o filme brilha tanto quanto uma estrela que confere poderes ao Mario e Luigi, pois não só busca arrancar gargalhadas com situações no mínimo curiosas, como também explora um pouco mais dos personagens da Nintendo que nunca foram lá muito desenvolvidos.

Créditos: Illumination/ Nintendo

CONCLUSÃO

Super Mario Bros. O Filme tem um fiapo de história que é mais do que suficiente para entreter toda a família. Ele não quer se aproximar de nenhuma outra animação que tenhamos visto, e isso faz todo o sentindo. Nintendo sabe a mina de vender brinquedos que tem na mão, e esse acerto com certeza vai abrir as portas para que outras IPs também ganhem adaptações cinematográfica.

– Oh, mas os críticos… mimimi

SUPERE. VOCÊ TEM QUASE 40 ANOS! Se divirta e aprenda a lidar com opiniões contrárias. E até onde eu sei, você não é acionista da Nintendo pra ficar comemorando número.

O que posso dizer é que o filme vale muito a pena, os personagens estão lá, você os reconhece e ainda vai vibrar com os combates. Preciso dizer, é sensacional as batalhas e como tudo é tão coeso desse universo cinematográfico que a Nintendo criou.

Super Mario Bros. O Filme vale muito a pena, recomendo.

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Silent Hill | Esqueçam aquela continuação intragável em 3D https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/09/17/silent-hill-esquecam-aquela-continuacao-intragavel-em-3d/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/09/17/silent-hill-esquecam-aquela-continuacao-intragavel-em-3d/#respond Sat, 17 Sep 2022 22:51:52 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=11857 Essa deve ser a terceira vez que tento reescrever um antigo texto de 2017 sobre a duologia Silent Hill, de quando ainda usava o blogger. Mas acho que agora consigo sintetizar melhor os meus sentimentos quanto ao segundo filme, de modo que não soe tão raivoso quanto o texto original. Comecemos pelo fato de que […]

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Essa deve ser a terceira vez que tento reescrever um antigo texto de 2017 sobre a duologia Silent Hill, de quando ainda usava o blogger. Mas acho que agora consigo sintetizar melhor os meus sentimentos quanto ao segundo filme, de modo que não soe tão raivoso quanto o texto original.

Comecemos pelo fato de que eu adoro Terror em Silent Hill. É um filme que assisti por diversas vezes e, continua muito bom até nos dias de hoje.

Enquanto os filmes atuais se beneficiam de recursos tecnológicos que permitem a produção de filmes quase todo feito em CGI e fundo verde, o terror que o diretor Christophe Gans levou a Silent Hill se destaca ainda mais devido aos recursos criativos que possibilitaram criaturas terríveis e criveis na telona – Quem teve a oportunidade de conferir os extras do DVD sabe do que estou dizendo, mas se não viu, então confira aqui.

Na verdade acho que vale a pena discorrer um pouco sobre o diretor Christophe Gans, pois ele é uma figura importante aqui.

Terror em Silent Hill
Reprodução: YouTube

Começando com o diretor

Christophe Gans tem experiência no gênero horror e sabe lidar com orçamento modesto, sempre driblando as limitações de forma criativa. Ele tem em seu currículo alguns filmes que deixam isso bem claro, entre eles uma adaptação cinematográfica dos contos de Lovecraft: Necronomicon (1993), onde dirigiu o conto “The Drowned”. Esse filme conta com uma das cenas mais perturbadoras da minha infância, que é o homem derretendo.

Deixando o horror de lado, temos o filme Lágrimas de um Guerreiro (1995), uma adaptação do mangá Crying Freeman de Kazuo Koike. Gans mais uma vez dirige e escreve o roteiro da obra. É a partir daqui que Gans começa a trabalhar com o ator porradeiro Mark Dacascos, que dá vida ao assassino chorão. Também marca a parceria com Samuel Hadida que o coloca a frente dos filmes que viria a produzir anos depois: O Pacto dos Lobos (2001) também com Mark Dacascos, e enfim Silent Hill (2006).

LEIAM – Resident Evil | Será que os filmes são ruins?

Quanto ao papel do Samuel Hadida nessa história, bem, ele produziu uma infinidade de filmes, mas se fosse destacar algo, provavelmente seria as horrorosas adaptações de Resident Evil e o Silent Hill: Revelações em 3D. Por outro lado, Christophe Gans é um grande fã de vídeo games e partiu dele a iniciativa de produzir um filme sobre Silent Hill:

“Na verdade, na verdade, joguei o primeiro (Silent Hill) cinco anos atrás e estava no meio do jogo quando liguei para Samuel e disse: ‘Sabe, temos que fazer um filme dele.’ Então, passamos cinco anos para falar sobre esse filme e  que foi muito longo alcançar o povo da Konami e os convencê-los de que faríamos algo muito fiel ao jogo, porque o time de Silent Hill é um time de três ou quatro caras e eles são muito, muito conscientes sobre o que eles alcançaram. E eles não queriam que ninguém estragasse seu trabalho. Então foi um longo trabalho convencê-los a aceitar que faríamos o filme com muito cuidado.”

Terror em Silent Hill
Reprodução: Internet

O terror que rasteja em Silent Hill

Ainda sobre efeitos especiais de Terror em Silent Hill, vale a pena dedicar um paragrafo a uma das criaturas do filme, pois se existe algo que realmente nos pega na obra é o fato de que as criaturas que surgem realmente causam desconforto e medo, principalmente daqueles que desconhecem a obra original.

Como não temer e sentir nojo da criatura que o zelador  Colin se torna, talvez uma das criaturas mais asquerosas do longa.

Colin foi interpretado por Roberto Campanella, que também interpreta o famoso Pyramid Head, mas que sem querer acabou nos entregando uma criatura muito mais aterrorizante. Com os pés amarrados com arame a cabeça  e arrastando o órgão sexual no chão, Colin rasteja pelos corredores da escola de Silent Hill sem conseguir ver a onde vai, emitindo um som que mescla prazer e dor enquanto movimenta a língua de forma sexual e incontrolada.

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A criatura não tem tanto tempo de tela, aparece em situações bem pontuais. No primeiro momento o vemos seu corpo contorcido e preso por arames dentro do banheiro e com uma nota dentro da boca. Na segunda aparição descobrimos que Colin, o zelador, abusou sexualmente de Alessa ( Se reclamar de spoiler, vou mandar a merda) e na terceira o veremos se rastejando e evocando creepers.

Isso nos leva a um ponto importante: Colin foi criado para o filme com base em um cadáver que o diretor Christophe Gans se deparou enquanto jogava o primeiro titulo. Esse é um daqueles raros casos em que enxergamos como é importante conhecer o material em que você está trabalhando.

Diferente de Resident Evil que usa do material existente e ainda entrega uma atrocidade. Tal como as adaptações do Uwe Boll (Salvo a adaptação do “Postal”, esse é bom`).

Reprodução: Internet

O tempo destrói tudo

Mas não é o caso de Terror em Silent Hill que mesmo após 16 anos, seus efeitos especiais transparecem bem pouco a idade, dando conta do recado graças aos cuidados da produção com cenário e iluminação, que permitiu cenas como a transição de mundo real para o mundo sombrio não ficarem feias.

Ou a cena inicial que remete ao início do primeiro jogo, que é inclusive um dos meus momentos prediletos no filme,  onde temos Rose lidando pela primeira vez com criaturas que só Silent Hill poderia proporcionar. E falando sobre Rose, a protagonista do filme.

Trocar Harry pela Rose não afetou em nada a trama, isso porque ela só teve a ganhar ao explorar o elo entre mãe e filha. O que foi um excelente contraponto, visto que Dahlia é uma figura atormentada por não ter tido forças o suficiente para proteger sua filha Alessa.

Reprodução: Internet

Então chegamos ao derradeiro final

Aquele momento em que o filme precisa acabar e as respostas precisam ser dadas, e aqui o filme brilha novamente ao entregar a vingança que ansiamos desde o momento em que descobrimos toda a verdade sobre Silent Hill. Somos brindados com um banho de sangue que dá gosto de se ver.

Coprotagonistas são mortos, infelizmente, mas morrem para nos mostrar mais uma vez durante o longa de que, as vezes o mal maior não está no sobrenatural mas sim em nós mesmo.

Com um desfecho mais do que satisfatório no primeiro filme e com quase todos os pelos do corpo devidamente eriçado, eu salivava por uma sequencia. Precisava descobrir o que houve com Rose, o que seria de Silent Hill a partir de agora?

Bem, a resposta veio e sendo bem franco e direto com todos vocês: Esqueçam aquela continuação intragável em 3D. Esqueçam a Alessa fã da banda KISS.

 

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Resident Evil: Bem-Vindo a Raccoon City | Vale a pena? https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/02/02/bem-vindo-a-raccoon-city/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/02/02/bem-vindo-a-raccoon-city/#comments Wed, 02 Feb 2022 14:29:55 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=10087 Eu não gostei de Resident Evil: Bem-Vindo a Raccoon City. Quem acompanha o site sabe que sou um ferrenho critico da franquia liderada por Paul W.S. Anderson. Logo estava animado com a ideia de uma adaptação que sustentava o marketing em oferecer uma experiência mais próxima dos jogos. Só que isso não aconteceu. Claro, visualmente […]

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Eu não gostei de Resident Evil: Bem-Vindo a Raccoon City. Quem acompanha o site sabe que sou um ferrenho critico da franquia liderada por Paul W.S. Anderson.

Logo estava animado com a ideia de uma adaptação que sustentava o marketing em oferecer uma experiência mais próxima dos jogos. Só que isso não aconteceu. Claro, visualmente ele se atem a vestimenta, localizações e acaba por ai.

LEIAM – Resident Evil | Será que os filmes são ruins?

O filme é uma bagunça desenfreada, sem qualquer coesão no roteiro e com diálogos no mínimo pavorosos. Eu cheguei a sentir uma baita vergonha alheia durante o diálogo do chefe Irons para os S.T.A.R.S, lá pelo meio do filme.

Destaco que Isso é algo que me incomodou muito, porque durante todo o filme você tem diálogos e cenas que não agregam NADA a trama. Não desenvolve nada, não leva a lugar nenhum.

Mas e o resto? Tem easter eggs de diversas coisas relacionadas ao game. UAU…

Reprodução/  Internet

AS CENAS DE AÇÃO

Bem-Vindo a Raccoon City mescla Resident Evil 1 e 2, o que nos leva até a icônica Mansão Spencer, onde os S.T.A.R.S resolvem abandonar a cidade de Raccoon na merda porque sim, o chefe Irons mandou.

Nesse trecho há uma cena onde Chris enfrenta hordas de zumbis que se teletransportam no escuro – Sério, é tão ridícula essa cena que eu cheguei a rir. Eu raramente reclamo de questões técnicas em um filme, mas vou me arriscar quanto ao corte de cenas que simplesmente não funciona nesse trecho.

LEIAM – Resident Evil Village | A Jornada de um Pai

Também temos uma cena, mas essa é de volta a cidade, onde um caminhão explode e vemos um zumbi em chamas entrando no hall da delegacia enquanto o Leon tá tirando uma soneca.

Percebam que nem entrei no mérito de caracterização dos personagens, porque esse é o menor dos problemas em um filme com roteiro ruim e cenas de ação ruins.

Sustos? Inexistentes.

Bem-Vindo a Raccoon City
Reprodução/  Internet

Conclusão

Não me entendam mal, não é de hoje que temos péssimas adaptações. Eu até me divirto com os dois primeiros filmes da horrorosa franquia da Alice, mas quando você não consegue levar o telespectador a lugar nenhum, isso é um problema.

Talvez, se tivessem focado em desenvolver somente a história do primeiro filme, mesmo que com um baixo orçamento talvez funcionasse. O CGI precário nem foi um problema pra mim que adoro filme trash, mas o desenvolvimento e roteiro que são um monte de nada.

LEIAM – Resident Evil 3 Remake – SSSTTAAAAAAAAARRRRRS

É só um emaranhado de fanservice barato e péssimas atuações. Destaque para o vilão que não tem profundidade alguma e ainda inventaram uma conexão com Chris e a Claire, mas que não faz diferença alguma para a trama.

É isso, não vou me estender. Não recomendo, mas se tiver coragem, assista e tirem suas conclusões

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Mortal Kombat 2021 | Será que é tão ruim? https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/04/29/mortal-kombat-2021-impressoes/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/04/29/mortal-kombat-2021-impressoes/#respond Thu, 29 Apr 2021 13:41:20 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=7257 Depois de uma longa espera, enfim, Mortal Kombat está entre nós e dividindo muitas opiniões. E eu que estava bem empolgado, inclusive escrevi minhas impressões do trailer do filme que assisti milhares de vezes. LEIAM – O cartucho de Mortal Kombat 2 Maluco Eu assisti e inclusive participei de uma live contando o que gostei […]

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Depois de uma longa espera, enfim, Mortal Kombat está entre nós e dividindo muitas opiniões. E eu que estava bem empolgado, inclusive escrevi minhas impressões do trailer do filme que assisti milhares de vezes.

LEIAM – O cartucho de Mortal Kombat 2 Maluco

Eu assisti e inclusive participei de uma live contando o que gostei e não gostei, mas não poderia deixar de registrar aqui no site. Por mais que goste da mídia audiovisual, de fato a escrita ainda é a forma com a qual me sinto mais confortável para me expressar.

Bem, mas vamos descobrir que Mortal Kombat lhes reserva.

Não supera o clássico de 1995

Mortal Kombat 2021

É muito difícil não fazer uma comparação com o clássico dirigido por Paul W.S. Anderson, o responsável pela pavorosa franquia de filmes de Resident Evil.

Essa comparação se dá mais pela maneira como tudo se conecta e vai desenvolvendo a história. Mesmo que com limitações, é inegável o quão divertido e como funcionam as coisas por ali, desde os efeitos práticos ao CGI moderado. No fim das contas tudo funciona e acaba agradando aqueles que já tinham se decepcionado com o horrendo Street Fighter

LEIAM – GANTZ: O | A melhor coisa já feita desde o anime

Por outro lado, este novo Mortal Kombat talvez em uma busca de se manter fiel a violência do jogo original, toma algumas decisões um tanto questionáveis. Talvez a maior delas foi o roteiro que possui diversos furos, além de descaracterizar personagens importantes da franquia.

Enquanto MK (1995) consegue dar tempo de tela para os personagens e ir construindo a narrativa aos poucos, sem jogar tudo de uma só vez para justificar as sessões de pancadaria.

Também sou Hype

Mortal Kombat 2021

O trailer do filme foi incrível, de fato, e conseguiu elevar em muito a expectativa de todos os fãs, que há tempos queria algo relacionado ao game na telona.

E o problema aqui é que todo o marketing foi sustentado em cima do embate entre Scorpion e Sub-Zero, que são os personagens mais famosos da toda a franquia. E não me venha falar de Liu-Kang.

Bem, só que o filme deixa ambos os personagens de coadjuvantes na trama, surgindo em momentos pontuais. No caso, Sub-Zero tem até mais tempo de cena que Scorpion. Tudo isso pra focarem no novato personagem criado para o filme, Cole Young.

E agora preciso dizer algo que me decepcionou em relação ao personagem, seu nome Cole Young é um homófono de Kuai-Liang, que é quando se escreve de forma diferente mas a pronúncia é igual. Sabe, como essa galera que escreve: Fassil. Pelo menos para mim, né.

LEIAM – Resident Evil | Será que os filmes são ruins?

Isso me fez crer que provavelmente teríamos o irmão de Sub-Zero na trama, mas adianto que não rola e o personagem em si é bem fraquinho. Ganha uma importância maior, que no fim das contas não significa muito para os fãs. Não que enxergue problema na criação de um novo personagem, mas o roteiro não contribui para criar qualquer afeição por ele.

No fim das contas o personagem é o típico herói que se vê escolhido para lidar com as forças do mal.

Get over here!

Mortal Kombat (2021) empolga em alguns momentos, seja ao nos apresentar personagens que conhecemos realizando golpes que conhecemos, como Kung-Lao que faz uma aparição foda durante uma delas ou os fatalities extremamente sangrentos.

E por mais que momentos assim sejam divertidos de se ver, os personagens não são explorados, então passa a impressão que estão apenas jogados pela trama porque era preciso alguém para o time de Raiden ter contra quem lutar.

O que me leva a um raciocínio que usei durante o bate-papo ao vivo, que foi da produção conseguir muito com um orçamento “pequeno”. Só que refletindo melhor, percebo que nada disso justifica o roteiro tão quebrado e pouco aproveitamento dos personagens que tinham a disposição.

Mesmo com todos esses problemas eu ainda gostei do filme. Não achei horroroso, e sim um bom passatempo.  Poderia ser melhor? Sem sombra de dúvida, mas consegue entreter com o pouco que pode ser salvo da obra.

Conclusão

Mortal Kombat 2021

Eu serei direto, gostei do filme, pois conseguiu me entreter o suficiente mesmo com todos os problemas que apontei e os que não falei, como diálogos ruins e interpretações risíveis.

Diabos, o Tadanobu Asano, ator que deu vida ao vilão Kakihara em Ichi the Killer e surpreende, sequer consegue convencer como Raiden e os olhos de LED.

Há alguns diálogos engraçados, muitos deles envolvendo o Kano que é o alivio cômico do grupo.  O gore que tá bem elevado, destaque para a finalização do Kung-Lao, alias, gostei bastante do personagem, que parece marrento como a sua contraparte de MK11. E tem até o Réptil que não parece o Reptile, que foi interessante. E a Mileena, uma das minhas personagens favoritas, não tem profundidade alguma e ficou apenas como reles soldado do Shang-Tsung.

O que se salva em meio a tudo isso é Scorpion e Sub-Zero, ou seja, Hiroyuki Sanada e Joe Taslim que carregam a obra nas costas e entregando as melhores cenas de lutas, mesmo que renegado a meros coadjuvantes durante toda a trama.

No final das contas Mortal Kombat 2021 é uma colcha de retalhos, onde você pode apontar para alguns momentos que mais lhe agradam, mas não dá pra se enrolar nela e dizer que a colcha toda presta.

Vocês também podem conferir abaixo minha participação no Boteco do Alberto Roberto, onde falamos sobre o filme:

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IT – A Coisa (2017) | Minhas Impressões do filme https://www.arquivosdowoo.com.br/2017/12/13/minhas-impressoes-sobre-it-coisa-2017/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2017/12/13/minhas-impressoes-sobre-it-coisa-2017/#respond Wed, 13 Dec 2017 20:29:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2017/12/13/minhas-impressoes-sobre-it-coisa-2017/ IT (A Coisa 2017) foi um dos filmes de horror mais falado desse ano enquanto era exibido nos cinemas. Talvez mais do que eu esperava ouvir, o que me fez criar algumas expectativas para conferir esta nova adaptação do conto de Stephen King. Graças a todo o hype eu decidi ler o livro, uma vez […]

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IT (A Coisa 2017) foi um dos filmes de horror mais falado desse ano enquanto era exibido nos cinemas. Talvez mais do que eu esperava ouvir, o que me fez criar algumas expectativas para conferir esta nova adaptação do conto de Stephen King.

Graças a todo o hype eu decidi ler o livro, uma vez que não iria ao cinema por questões de grana e medo de se arrepender. Oras, eu gosto até da adaptação dos anos 90, mas nunca iria ao cinema assistir. Por outro lado estava mais do que na hora de eu ler o livro.

Bem, terminei de ler o livro, re-assisti a adaptação dos anos 90 e agora assisti esta nova adaptação que todos falaram tão bem. Não sei dizer o que sentir, então vamos analisar alguns fatos juntos.

Me acompanhem!


Muito foi dito a respeito do elenco infantil do filme, segundo alguns uma das coisas mais legais do filme. Não achei que tivessem muita química juntos, apesar do roteiro tentar construir motivações para estarem ali, é tudo muito superficial. Stan, por exemplo, é um dos moleques mais apáticos que há no grupo. Porém, de algum modo isso funciona se você ignorar a falta de química entre eles.

Eu sei, eu sei, to parecendo um chato, mas leve em consideração que estou ignorando totalmente o livro. Só para vocês entenderem, Richie e Bill possuem uma relação de amizade extremamente forte, enquanto aqui é bem rasa e se limita a algumas piadinhas. Também não posso deixar de falar sobre, Mike. Ele quase não aparece durante o filme, apesar de ser outro personagem essencial e que precisava ser melhor aproveitado para a trama.

Ao longo de duas horas e alguns minutos de filmes somos presenteados por momentos de tensão e algumas cenas realmente divertidas. Sabe aquele susto barato que tem dominado Hollywood, nada dele por aqui. Já é alguma coisa para alguém que pensou encontrar um péssimo filme.


Agora se há algo que merece destaque, sem dúvida é o Pennywise, interpretado pelo Bill Skarsgård. Ele faz trabalho excepcional aqui. Eu adorava o palhaço feito por Tim Curry, isso porque ele possuía um humor ácido, o que casou perfeitamente com a ideia de King, mas aqui temos um Pennywise sombrio e que não é tão brincalhão.

Ele aparece pouco durante todo o filme, mas todas as suas aparições te surpreende, seja ele saindo de dentro de uma geladeira ou mordendo o rosto de uma criança – É, to falando que esse Pennywise é outra pegada.

Uma das minhas cenas favoritas é o momento em que Henry Bowers está agredindo Mike, que ao tentar se levantar avista o palhaço próximo a mata devorando um pequeno braço, e ao notar que foi visto dá tchauzinho para o Mike com o braço semi-devorado. Eu quase aplaudi de pé essa cena.

Bowers também merecia um pouco mais de cuidado, o efeito que Pennywise causa na cidade não foi explorado o suficiente para justificar algumas das ações dele, como (spoiler) matar o pai com sua própria faca (fim do spoiler). Até porque ele é um personagens muito importante para o desenvolvimento da segunda parte do filme.


Por mais que eu quisesse odiar It, reconheço que foi feito um bom trabalho ao condensar muitas das páginas do livro em duas horas de filme. Essa é uma das adaptações mais próxima do livro que temos, por enquanto. A quantidade de personagens e algumas das situações retiradas são várias e realmente prende a atenção do telespectador.

Outras foram modificadas, possivelmente para se adequar aos dias de hoje. E não, não acontece a orgia entre crianças que está presente no livro. Colocaram uma cena fofa no lugar, e como é o gordinho que se dá bem, fiquei feliz… pelo menos até o final dele.

Por que nós gordos não podemos ficar com a garota no final dos filmes? É sempre o garoto popular que se dá bem? OK, parei!

Inserir muito do livro teve um custo no final das contas, como citei acima, personagens que são interessantes acabaram não tendo função alguma além de virar comida do Pennywise. Quando na realidade eles poderiam ter inserido vitimas com um apelo emocional muito maior, visto que vão morrer mesmo.

Mas o que senti mais falta foi da história por trás de cada um dos membros do Clube dos Otários; eu adoro a personalidade de cada um deles e a história que os torna o que são. Isso foi deixado de lado em prol de alguns sustos e acelerar um pouco o enredo para o combate final.

O trecho final do filme eu achei meio zuado, porque não faz sentido algum o palhaço que está devorando criança (spoiler)  sequestrar  a garota só para atrair os garotos (fim do spoiler). Isso foi estupido e foge totalmente do padrão que o próprio roteiro criou das ações do Pennywise.

Fora alguns problemas como esse, achei que o filme IT conseguiu ser superior a primeira adaptação. Sem dúvida podia ser melhor, podíamos ter mais do Pennywise ou entender mais sobre os personagens e o porque se juntam, mas no geral funciona e isso faz jus o sucesso que alcançou. O filme também é um deleite para quem pode ler o livro porque vai captar todas as referencias espalhadas pelo filme.

TCHAU!!

Agora só nos resta torcermos para que 2019 chegue logo, pois dessa vez irei conferir a segunda parte nos cinemas.

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Death Note do Netflix | Um filme amargo, mas é assistível https://www.arquivosdowoo.com.br/2017/09/14/death-note-do-netflix-um-filme-amargo/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2017/09/14/death-note-do-netflix-um-filme-amargo/#respond Thu, 14 Sep 2017 19:36:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2017/09/14/death-note-do-netflix-um-filme-amargo/ Depois de ler milhares de criticas a cerca da adaptação de Death Note pelo Netflix, além do relato de alguns otakus extremamente irritados, eu finalmente decidi encarar uma sessão do filme. Posso alegar que minhas expectativas estavam baixíssimas, o que não tornou a experiência tão ruim quanto muitos alegam. – Não que eu tenha achado […]

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Depois de ler milhares de criticas a cerca da adaptação de Death Note pelo Netflix, além do relato de alguns otakus extremamente irritados, eu finalmente decidi encarar uma sessão do filme.

Posso alegar que minhas expectativas estavam baixíssimas, o que não tornou a experiência tão ruim quanto muitos alegam. – Não que eu tenha achado o filme maravilhoso, mas faltou muito pouco para não ser um completo pedaço de merda.

É um filme que provavelmente funcionou para quem não conhece o mangá ou anime, mas causará ulceras em que conhece as obras originais e gosta delas.

Será que Death Note consegue ser tão ruim quanto foi Dragon Ball Evolution?

Reprodução: Netflix

Netflix sendo Netflix

O Death Note do Netflix tem como protagonista Light Turner, um jovem nerd que sofre em silencio pela morte de sua mãe, uma vez que o assassino foi liberado por ter um pai influente.

O jovem Light não consegue aceitar muito bem isso, mas não tem poderes pra punir o seu algoz, pelo menos até o dia em que sua vida é mudada totalmente ao encontrar o Death Note. E o que ele faz quando se dá conta que possui tal poder em mãos?

LEIAM – Resident Evil | Será que os filmes são ruins?

Ele escreve o nome do bully que batia livremente em todo mundo na escola. Eu não quero ser chato, mas ele e um amigo estavam batendo e empurrando uma garota dentro do campos em frente a salas.

Cadê os monitores e justiceiros sociais? Esse filme foi ambientado no anos 90? Não pode ser 2017, porque se fosse teria uma turminha chamando ele de fascista ou qualquer outro adjetivo, certeza….

É, depois disso, ele resolve matar o assassino da mãe, que tem uma morte digna dos filmes gore que tanto amo, alias, um dos únicos pontos positivos dessa filme são os efeitos práticos para as mortes.

Reprodução: Netflix

É sangue, miolos e vísceras sendo espalhados para todo o canto, uma pena que isso dure pouco.

Sentindo-se poderoso, o que Light faz em seguida? Ele simplesmente vai mostrar o Death Note para a garota que ele tá afim, Mia. Porque na cabeça dele isso é o mais lógico a se fazer, afinal garotas adoram assassinos.

Se bem que Teddy Bund recebeu diversas cartas de mulheres e até chegou a se casar enquanto aguardava no corredor da morte. Não que essa informação agregue qualquer coisa ao filme, mas fica ai curiosidade.

Bem, agora Light Turner, resolveu escolher o pseudônimo Kira, que vem do japonês, porque assim dificultaria qualquer rastreamento. A curiosidade fica pelo fato de que Kira não é apenas o Light, mas a união de Mia e Light. Há uma cena que me fez soltar gostosa gargalhadas, consiste nos dois dando uns amasso enquanto escolhem no notebook quem será o próximo cara mau a ser morto.

Sério, eles tentaram passar um pouco de sadismo, mas não convenceu.

Reprodução: Netflix

L, o maior detetive do mundo

Agora que o casal se transformou em Kira, cabe a eles não serem pegos pelo maior detetive do mundo, L.

Por sinal, o cara é uma lenda que ninguém dá a mínima. O único que demonstra alguma surpresa é o pai do Light, o resto nem se importa. E sendo sincero, inicialmente o personagem parece bem interessante, só que ele é pessimamente mal desenvolvido na trama, o que só faz você contar os minutos para ele ser morto.

Só que o que é ruim só tende a piorar, você ainda é obrigado a ver o maior detetive do mundo surtando, chega a ser ridículo.

Como alguém que teve uma criação ao melhor estilo agente 47 perde a cabeça facilmente? Ele te vendem a ideia de que o maluco não perde a calma e consegue se manter centrado, mas ele faz totalmente o oposto.

Reprodução: Netflix

Mia

Bem, agora vamos falar sobre a Mia, a garota que aparece do nada, ai de repente surge como namorada do popular jogador de futebol, e que após assistir Light matar um cara aleatório na frente dela, o amor brota e eles correm para um beco para encaixar o lego. Não é brincadeira, to falando sério, o relacionamento dos dois é construído dessa maneira.

Ela simplesmente acha normal um cara ser esquartejado por um caminhão após um nerd escrever isso em um caderno.

Só o fato do Light ter ido contar a ela que foi ele quem matou o bully, me pareceu uma  tremenda loucura. O cara é um “gênio”, em que momento ele considerou isso uma boa ideia?

Ah, mas você pode usar o argumento de que ambos possuem um senso de justiça distorcido e isso os uniu. OK, mas e se eu te disser que ela é quem acredita que policias deveriam ser mortos se isso for pra evitar a prisão, enquanto o Light é totalmente contra?

O shingami Ryuuku que possui um visual bacana é outro personagem muito mal aproveitado, no máximo serviu para render alguns closes em maçãs.

Ele é o cara que realiza as mortes após a descrição ser colocada no Death Note. Basicamente é a morte que ceifa as pessoas, tanto que em um determinado momento, Light diz para ELE escolher como as pessoas morreriam.

Sim, isso mesmo. Então pra que deixar o caderno com o Kira?

Reprodução: Netflix

Superficialidade

Por mais que o Death Note do Netflix faça um uso superficial de nomes e personagens do mangá, a cerne do filme está no poder do caderno. Não espere um debate de intelectos ou um questionamento do conceito de justiça. Temos aqui um filme de horror com um pouco de gore – As mortes rendem muito sangue e vísceras sendo espalhadas, mas só isso não consegue sustentar o todo.

Mesmo com um final onde Light demonstra ser extremamente inteligente, porém, se você aplicar um pouco de logica a maneira como o personagem desenrolou toda a história, você perceberá que até as leis de espaço tempo foram quebradas com o caderno. Você ainda fica com aquele gosto amargo na boca. Você acha legal, acha, mas não convence.

Apesar de possuir vários problemas, não é difícil encontrar pessoas que tenham gostado do filme e até se surpreendido com o final. Um dos meus primos vendeu o filme apontando diversos pontos positivos, e foi ele uma das razões pela qual resolvi dar uma chance ao filme.

No final das contas filme não é tão ruim quanto Dragon Ball Evolution, alias, não acredito que qualquer outro filme da atualidade consiga ser tão ruim quanto foi DB Evolution, pois aquilo foi um aborto cinematográfico.

Reprodução: Netflix

Err…

Death Note, mesmo com todos os problemas não é um filme tão ruim e odioso quanto vem sendo propagado. Claro, isso é uma coisa ligada diretamente ao gosto pessoal de cada um de nós. No caso aqui, se você o comparar diretamente a obra original, com toda a certeza você terá um filme hediondo, por outro lado é um filme sessão da tarde para o publico que não consome mangá e animes.

O que posso sugerir a todos é que se você gosta da obra original, não assista. Agora se você for mente aberta, então o assista sem expectativas.

Não é um filme que melhorará com o tempo, mas dá pra distrair por umas duas horas e no dia seguinte você o esquecerá. Posso dizer que ele não é tão diferente da franquia de filmes Resident Evil, que possui um público fiel o bastante para dar um bom retorno de bilheteria, e olha que eu odeio a franquia de filmes de RE.

Conclusão

Eu sei que muitos deviam estar esperando mais um texto cheio de rage como todos estão fazendo por ai, mas achei desnecessário. Principalmente porque estamos vivendo uma época em que as pessoas são 8 ou 80 com tudo. O diretor do filme mesmo cancelou sua conta no Twitter por causa de diversos ataques que passou a receber depois da estreia no Netflix.

Não é a primeira vez que esse tipo de coisa acontece, em outra ocasião, uma roteirista da Bioware, Jennifer Hepler recebeu ataques por parte de alguns jogadores, devido a uma entrevista que havia cedido anos atrás, onde dizia não gostar das partes de ação da franquia de jogos Dragon Ages. Pra entenderem a situação, deixarei o artigo escrito por minha amiga Ângela do Vão Jogar: Parabéns, Gamers!

É isso, espero que aprendam que não é porque você discorda ou não gosta de algo, que isso lhe dá o direito de atacar diretamente alguém. Com relação ao filme, boa sorte para quem for assistir.

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