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No final dos anos 80, meados dos anos 90, período em que eu era somente jovem garotinho, eu sempre tive acesso a muito do que era possível no mundo dos games aqui no Brasil. Meu pai tinha uma boa condição financeira nesse período, o que me permitiu além de sempre frequentar fliperamas, ter ao mesmo tempo em casa um Phantom System, um Mega Drive e um Super Nintendo em casa.

Apenas um adendo aqui: Nessa época era até mais difícil do que hoje possuir um videogame em casa. Quem dirá mais de um. Os motivos específicos disso dariam um texto só sobre o tema, mas o importante aqui é entender que eu realmente era privilegiado nesse sentido.

Meu pai e minha avó incentivaram desde cedo minha integração com o videogame, e isso é algo que eu agradeço profundamente até hoje.

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Apesar de obviamente estar em uma família integrada desde cedo ao mundo do entretenimento eletrônico e de possuirmos uma boa condição financeira, jamais passou pela minha cabeça possuir um Neo Geo. O Neo Geo era um artigo “premium do premium”. Proporcionalmente era mais caro do que o que é hoje um PlayStation 5.

Como não era plausível possuir um Neo Geo, e sendo eu um entusiasta de tudo relacionado a videogames (Ação Games e Super Game Power eram minhas bíblias), a forma que existia de eu jogar um Neo Geo era em uma locadora. Literalmente uma, pois somente uma locadora (que não era exclusivamente uma locadora) possuía o console e o disponibilizava para jogatinas por hora aqui na cidade.

Aquele controle gigantesco me encantava, fora os jogos que eram totalmente diferentes do que eu estava acostumado na biblioteca dos consoles que eu possuía em casa.

Neo Geo CD

Alguns anos depois essa mesma locadora disponibilizaria um fucking Neo Geo CD para a jogatina. Durou pouquíssimo tempo, pois a locadora parou de trabalhar com esse formato de negócio, mas foi o suficiente para me ensinar duas coisas: Que a paciência nem sempre é uma virtude (os load times do console eram ridículos de enormes) e que o controle do Neo Geo CD era uma obra prima.

Eu me apaixonei perdidamente pelo controle do Neo Geo CD. Era a junção perfeita da praticidade de um controle regular de videogame com o direcional que “emulava” a funcionalidade de um manche de máquinas de arcade, mas para ser usado somente com o dedão da mão esquerda.

Jamais achei que iria novamente jogar com esse controle de novo. Se o Neo Geo CD já me era inacessível  na época, imagine atualmente sendo um fucking item de colecionador.

Eis que nesse ano de 2023 a 8BitDo, reconhecida marca por seus controles de qualidade premium baseados em consoles do passado, anuncia o NEOGEO Wireless Controller, um produto licenciado pela própria SNK e que não somente seria inspirado pelo controle no Neo Geo CD, mas sim praticamente um “copia e cola” do original com algumas adições atualmente necessárias.

Como uma boa “vadia da 8BitDo” que sou, o comprei sem muita demora. Agora, após dar uma boa estudada sobre a concepção do controle em si e de tê-lo testado bastante, escrevo esse texto para passar minhas impressões sobre mais essa delícia da 8bitDo.

Apesar de esse tipo de conteúdo gritar por um vídeo e não por um texto, tentarei textualizar da melhor forma possível tudo o que tenho para dizer.

8BitDo NEOGEO Wireless Controller – Conteúdo da Caixa

 

Os produtos usados e mencionados a partir deste ponto do texto foram gentilmente cedidos para teste pelo meu bolso.

Conteúdo da Caixa

A caixa, tanto em design quanto em conteúdo e apresentação, segue o padrão dos outros produtos similares da marca. Tome como base a caixa do M30 da 8BitDo que a TecToy vende aqui no Brasil, inclusive, ele será meu ponto de comparação entre caixas quando necessário.

Na camada mais externa temos uma luva, de boa rigidez e qualidade, que possui a imagem e nome do controle, assim como algumas informações relevantes sobre ele. Na segunda camada do produto temos a caixa em si, totalmente branca, muito firme e de muito boa qualidade.

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Uma vez aberta a caixa, a primeira coisa ao qual temos acesso é o controle em si, que infelizmente não está protegido por um plástico firme e personalizado, como acontece com produtos como o M30 e o Pro 2. Isso não é algo que diminua a apresentação e a proteção do produto, mas eu gosto dessas “frescuras” extras durante um unboxing dos meus controles.

Removido o controle, encontramos um simplório manual que mostra como fazer a conexão do controle nos dispositivos possíveis, um dongle WiFi 2.4G, um Cabo OTG (USB – Tipo C) e um cabo para carregamento do controle.

Simples, completo e direto ao ponto.

Design e Compatibilidades

No que cerne a aparência do NEOGEO Wireless Controller da 8BitDo, ele é um irmão mais velho do original “cuspido e escarrado”. Isso só foi possível graças ao licenciamento junto a SNK para a criação do produto.

E vamos ser honestos: a existência do controle só faz sentido graças a isso.

8BitDo NEOGEO Wireless Controller

Infelizmente não possuo um controle original do Neo Geo CD para fazer as devidas comparações, mas por coleta e comparação de dados, o controle da 8BitDo tem basicamente o mesmo tamanho e peso de seu “irmão mais velho”. A posição dos botões frontais principais, bem como tamanho e cores, são exatamente as mesmas.

Seu direcional, que pessoalmente é o grande diferencial do controle original e o que me fez ficar completamente apaixonado por ele, está aqui presente não somente em visual, mas em funcionalidade.

A 8BitDo reconstruiu todo o mecanismo do original da maneira mais fiel e respeitosa o possível, obtendo um resultado surpreendente. Mais detalhes específicos sobre o direcional em si serão tratados ao longo do texto.

Um controle somente com quatro botões de jogo seria um limitante muito grande para seu uso atualmente, mesmo considerando seu foco principal de games a serem jogados. Pensando nisso a 8BitDo adicionou ao design original dois botões extras frontais que não servem para a jogatina, mas sim para acesso a menus específicos do sistema e software onde está atuando, e dois botões superiores L e R.

No topo do controle ainda há um botão de pareamento quando usado como Bluetooth e uma chave seletora de meios de conexão, sendo possível escolher entre conexão Bluetooth ou WiFi 2.4G.

Se tratando de comparativos de design, há diferenças de informação na parte frontal entre ambos os controles. A mais estranha a meu ver foi a grafia das informações de “select” e “start”. Para essas informações resolveram aplicar o padrão tradicional da 8BitDo de grafia e não emular o controle original. Particularmente preferiria que tivessem emulado o original.

Parte de trás da luva da caixa do 8BitDo NEOGEO Wireless Controller

Com relação a compatibilidade de sistemas, temos aqui uma pequena decepção para muita gente que estava ansiosa pelo lançamento do controle.

O NEOGEO Wireless Controller, no momento em que escrevo esse texto, possui compatibilidade nativa somente com sistemas Android (via Bluetooth), com Windows e Neo Geo Mini (via dongle e cabo OTG, respectivamente).

Não é possível nativamente conectá-lo a um Nintendo Switch via Bluetooth e nem ao Neo Geo CD de alguma forma (o que é um verdadeiro pecado).

Sua não compatibilidade com o Neo Geo CD deixou muita gente fula da vida, mesmo que a 8BitDo nunca tenha anunciado tal possibilidade. Pessoalmente falando, foi uma bela oportunidade perdida.

O controle é compatível com os softwares 8BitDo Firmware Updater e 8BitDo Ultimate Software. Ambos são softwares da própria 8BitDo e, resumidamente explicando, enquanto o primeiro permite a atualização do firmware do produto o segundo permite uma série de calibragens e remapeamentos de funções do produto.

Detalhes Técnicos Específicos e Informações Extras

Obviamente não abri o controle para futricar nos componentes internos por motivos de “cagaço de fazer merda” (isso deixaria o patrocinador desse controle muito furioso), assim sendo, deixarei aqui um link com informações mais técnicas do NEOGEO Wireless Controller da própria 8BitDo. Para acessá-lo basta CLICAR AQUI.

A priori, o controle é composto de uma placa principal em que a ela estão ligados a bateria com capacidade de 300mAh e a base mecânica do direcional. Todos os botões do controle funcionam à base de membranas de borracha de alta qualidade.

Roga a lenda que a bateria dura algo em torno de 30 horas de gameplay. Joguei bastante usando o controle e não precisei carregá-lo por conta de fim da bateria, ou seja, dura bastante mesmo (o que já é comum nos controles da marca).

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Como o controle não possui função Rumble, por certo isso ajuda a bateria dele, que é relativamente pequena, a durar por um tempo maior que o costumeiro nessa categoria de produto.

Além da versão clássica do controle, foram lançadas quatro versões especiais do mesmo, baseadas no jogo The King of Fighters ’97. Essas versões possuem na parte frontal à esquerda um personagem do jogo (arte do próprio jogo mesmo) ligado a logo de The King of Fighters ’97 que fica do lado direito por algum elemento temático do personagem em questão.

São quatro modelos especiais: Mai Shiranui, Iori Iagami, Kyo Kusanagi e Terry Bogard. Essas versões especiais são limitadas e um pouco mais caras do que a versão padrão do controle.

Aproveito o espaço para reclamar da falta de uma versão com Ryo Sakazaki. Um verdadeiro absurdo!

Edições Especiais 8BidDo NEOGEO Wireless Controller

Compatibilidade Extra

Após o lançamento do controle, dadas atualizações de firmware, é possível conectar o NEOGEO Wireless Controller ao Nintendo Switch (o que aprecio MUITO), entretanto nem tudo são flores por aqui.

Apesar de ser sim possível conectá-lo ao Switch, não é possível pareá-lo ao console da Nintendo nativamente via Bluetooth. Para fazer uso do controle no Switch é necessário um outro fucking adaptador da própria 8BitDo, o USB Wireless Adapter 2.

Desde que controle e o adaptador USB estejam atualizados (e é necessário no momento atualizar ambos com uma versão beta mais recente do firmware), é possível fazer a conexão entre Switch e o controle (e ainda assim é necessário ativar uma opção no console que usualmente vem desativada por default).

Por sorte, no ato da compra do controle fiz também o pedido do USB Wireless Adapter 2, então pude testar isso e comprovar o funcionamento, mas é inegável que é uma dor de cabeça e um gasto extra. Gasto esse considerável, pois o adaptador é caro.

Roga a lenda que é possível parear o NEOGEO Wireless Controller, desde que atualizado conforme o mencionado acima, com consoles antigos usando adaptadores similares ao USB Wireless Adapter 2 específicos para o dito cujo console.

Fiz o pedido de um adaptador para o Mega Drive, mas infelizmente ele ainda não chegou (pelo menos não foi tarifado), então não pude testar isso ainda. Dado o design de botões do controle tenho interesse em jogar meus Mega Drive e Super Nintendo com ele, então por certo terei os adaptadores para ambos os consoles para testes futuros.

Adendo: 8BitDo USB Wireless Adapter 2

É um adaptador USB que permite o pareamento de diversos controles que operem com tecnologia Bluetooth a parearem com dispositivos que originalmente são inacessíveis. Por exemplo, é possível parear no PC ou Nintendo Switch praticamente todo tipo de controle Bluetooth que se desejar, incluindo controles das famílias Xbox e Playstation.

Existem adaptadores da 8BitDo para consoles Old School que fazem exatamente o mesmo serviço, mas possuem obviamente entradas no padrão do console em questão.

NEOGEO Wireless Controller
8BitDo USB Wireless Adapter 2

O direcional dos Sonhos

Tenho ciência de que muita gente não curte o direcional do controle do Neo Geo CD, ou seja, o subtítulo desse segmento é totalmente parcial. Em minha defesa, o texto é meu.

De acordo com a 8BitDo foram três anos de pesquisa e desenvolvimento para chegarem ao mecanismo do direcional atual, que tenta emular com a maior perfeição possível a sensação de se jogar no controle original de Neo Geo CD.

Apesar de parecer somente mais um analógico, o direcional desse controle passa longe disso. Na verdade, ele se assemelha muito mais com um manche mecânico de um Arcade Stick com restritor quadrado do que com um analógico.

De maneira bem resumida, o direcional possui 4 microswitches que são os responsáveis pela ativação dos sensores de movimento. O direcional move o microswitch que toca no receptor e ativa o movimento para o lado correspondente.

Existem quatro microswitches e quatro sensores presentes: Superior, inferior, esquerda e direita. Quando o jogador move o direcional para cima, o microswitch toca no receptor e o movimento “para cima” é ativado no jogo.

O movimento de diagonal ocorre quando dois receptores são ativados ao mesmo tempo, por exemplo, cima e esquerda.

Ou seja, não temos aqui um analógico que permite movimentos precisos em 360 graus, mas sim um stick com oito direções possíveis. E sim, isso é muito importante para a jogatina, pois são propostas totalmente diferentes. O analógico é voltado para uma jogatina tridimensional enquanto o direcional do NEOGEO Wireless Controller é voltado para jogatina 2D.

Os famosos “clickes” do direcional do controle do Neo Geo CD são produzidos justamente pela ativação e desativação dos microswitches e isso se mantém intacto no controle da 8BitDo. É o som mais delicioso do universo.

A questão do restritor quadrado que apontei mais acima é um pouco mais específica e eu acho que não vale muito a pena entrar nas minúcias disso nesse texto. Em resumo, o direcional possui pontos de referência mecânica de onde ele está somente nas diagonais, ou seja, a referência no toque que o direcional dá para o jogador de para onde “está apontando” é somente nos cantos. A movimentação do direcional não é circular, mas um quadrado.

 

Isso faz com que seja necessária adaptação do jogador para se acostumar com o como o direcional funciona e comece aproveitar das vantagens que o método trás, em especial em jogos de luta.

Para quem está mais por dentro do universo dos Fighting Games com certeza está familiarizado com essas questões.

Não é nada que inviabilize que uma pessoa pegue o controle e saia jogando seus jogos de plataforma ou briga de rua bidimensionais, mas pode rolar aquele “desconforto com o desconhecido” em um primeiro momento.

Particularmente falando, o motivo único de que eu precisava para comprar o NEOGEO Wireless Controller era que o direcional mantivesse suas características do controle original. Todo o resto, apesar de muito charmoso e respeitoso para com o original, me era absolutamente opcional.

Qualidade de Construção e Feedback de Uso

Como todo produto da 8BitDo, tudo na construção do controle se utiliza de materiais de qualidade premium. É um controle que tende a ser durável. Não é possível garantir que o direcional não vá apresentar no futuro algum problema específico de sua construção única (donos de Switch entendem bem o que eu estou falando), mas considerando a similaridade da construção do mecanismo do direcional para com um manche de Arcade Stick mecânico, creio (e espero) que não haverá problemas futuros.

A sensação de toque nos botões é firme e precisa e o controle não possui nenhum delay perceptível, seja no uso via Wifi 2.4G, seja no uso via Bluetooth (com ou sem os já mencionados adaptadores USB).

Se tratando de um produto da marca, não espero nunca problemas de uso e de baixa qualidade de construção e é exatamente isso o que encontramos no NEOGEO Wireless Controller.

Testes de Uso

Testei o controle nas plataformas Android, PC e Switch (com o uso do USB Wireless Adapter 2). Não possuo um Neo Geo Mini para realizar testes nessa plataforma por motivos de “meu bolso infelizmente tem limite”.

Android

Como não possuo nenhum box multijogos (populares atualmente e que usualmente possuem como S.O. o Android), o único local em que eu podia parear o controle para esse teste foi no celular mesmo. A versão do Android para que o controle funcione deve ser 9 ou superior.

Jogo muito pouco em celular e usualmente jogo emuladores. Isso dito, e sem nenhuma surpresa, nos jogos nativos para celular que possuo instalado o controle foi absolutamente inútil, pois eles demandam jogatina via touch na tela.

Em emuladores tudo rolou perfeitamente. Foi só configurar e mapear adequadamente os emuladores. Como o controle não vem com um suporte físico para celular, não me vejo usando-o para jogatinas nesse sistema (o M30 da Tec Toy serve pra isso), mas na eventualidade de um suporte de celular genérico ser encontrado que caiba o NEOGEO Wireless Controller, ele é sim uma boa opção.

Windows

Adquiri esse controle basicamente para jogar no PC, Switch, Mega Drive e Super Nintendo (esses últimos, com os devidos adaptadores), assim sendo, os testes no Windows me eram deveras importantes e relevantes.

Para a conexão acontecer, desde que a versão do Windows seja 10 ou superior, basta inserir o dongle que vem com o controle em uma entrada USB do computador, ligar a chave no controle para 2.4G e pressionar o botão Start para ligá-lo. A conexão acontecerá automática e imediatamente. O controle é reconhecido pelo Windows como um dispositivo de jogo USB.

NEOGEO Wireless Controller
Configuração de controladores de jogos no Windows 11

Para meus primeiros testes fui direto para a Steam, plataforma em que tenho pouquíssimos jogos (estou tentando adentrar mais nesse meio somente por agora). Para piorar, dentre os jogos que possuo, boa parte deles além de não suportarem controles, são tridimensionais, ou seja, o NEOGEO Wireless Controller não é sequer uma opção válida para jogá-los.

Na Steam inicialmente testei Castle Crashers e Double Dragon Neon. Ambos os jogos não podem ser jogados plenamente no NEOGEO Wireless Controller por necessitarem de mais botões do que o controle oferece. Mas já deu para ter a clara noção de que o controle funcionava sem problemas na plataforma.

Tendo isso em mente, fui correndo comprar a versão de Steam de The King of Fighters XIII (também conhecido como o melhor KoF, menos para as viúvas de KoF dos anos 90), porque esse controle grita para uma jogatina de The King of Fighters. Tenho de me adaptar ao direcional novamente, mas foi sensacional.

Vale ressaltar que dependendo do jogo ele só pode ser jogado ou no d-pad de um controle, ou no analógico. Para essas situações é possível no controle mudar a função do direcional, ou seja, ele pode “assumir” a função de d-pad ou de um analógico (direito ou esquerdo), o que elimina esse potencial problema para se jogar alguns jogos com essa particularidade.

Uma vez que se defina se o direcional estará atuando como um d-pad ou um analógico, isso fica salvo no controle, ou seja, mesmo quando desliga-lo a definição se manterá.

Com relação ao uso do NEOGEO Wireless Controller em emuladores no ambiente Windows não há nada de muito novo aqui. O lance é abrir o emulador, configurar suas opções de controle e correr para o abraço.

Teste aqui alguns jogos dos emuladores MAME (para arcades), Visual Boy Advance (para Game Boy Advance), Fusion (para Master System), Mesen (para Nintendo 8bits) e Nebula (para Neo Geo, CPS1, CPS2 e alguns jogos da Konami).

Como o esperado tudo funcionou muito bem. No MAME, inclusive, mapeei os direcionais como d-pad e analógico esquerdo, para testar se algum problema aconteceria. Deu tudo certo.

Para finalizar os testes em ambiente Windows, aproveitei para instalar novamente (depois de anos) a maravilha da Bombergames chamada de Streets of Rage Remake, agora em sua versão mais atual. O jogo reconheceu o controle imediatamente e foi só mapear os botões a meu gosto.

Minha avó vai pirar o cabeção, pois ela adora SoR Remake e agora poderemos jogar novamente. E sim, uma senhora de 85 anos de idade que tem como diversão descer a mão em vagabundo digital.

Tenho de contar a história da minha avó para com videogames algum dia desses. É sensacional.

NEOGEO Wireless Controller
Reprodução: Arte não oficial de Streets of Rage Remake

Nintendo Switch

Como o informado anteriormente, para parear via Bluetooth o NEOGEO Wireless Controller ao Nintendo Switch é necessário o USB Wireless Adapter 2, nas condições de atualização de firmware já mencionadas no texto.

O processo faz o console reconhecer o controle como se fosse um Pro Controller (controle oficial do Switch) conectado via cabo. Para que o console aceite isso é necessário ligar a opção devida que, por default, vem desligada no Switch.

Esse processo todo, que não nego parecer uma gambiarra, é totalmente funcional. O adaptador é excelente e o delay entre a ação executada no controle e a ação que isso resulta em tela é inexistente.

Como toda conexão entre um controle não oficial de um sistema e o sistema em si, é possível que os botões não estejam 100% mapeados a contento. Felizmente é possível criar perfis de mapeamentos de botão para todo o sistema no Switch e somente aplicá-los a bem prazer. Dessa forma não é necessário mapear jogo por jogo (essa função me foi útil nos testes realizados).

Testei dois jogos aqui: Streets of Rage 4 e Ultra Street Fighter 2: The Final Challengers.

Em Streets of Rage 4 não foi necessário nenhum tipo de alteração de mapeamento de botões. Como se trata de um jogo em que se joga usando de três a seis botões, o layout do NEOGEO Wireless Controller caiu como uma luva.

O joguei de “cabo a rabo” e como estou acostumado a jogar jogos desse gênero com todo o tipo de controle do universo, não houve sequer necessidade de alguma adaptação ao direcional do controle. E foi o melhor gameplay que já fiz desse jogo só pelo fato de jogá-lo enquanto o controle ecoavam os “clicks” do direcional em meu escritório.

A jogatina com Ultra Street Fighter 2: The Final Challengers demandou um mapeamento de botões. Preferi criar um perfil de mapeamento no Switch somente para jogos de luta usando o controle em questão, assim não precisaria ficar mapeando no próprio jogo sempre que eu fosse jogar com um controle diferente.

Achei que me embananaria com o direcional nesse jogo, mas como se trata de um fighting game mais lento e cadenciado, não houve nenhum momento de desconforto também. Ao contrário, achei bem melhor jogar Street Fighter 2 no direcional do NEOGEO Wireless Controller do que no controle em que eu usualmente jogo esse gênero no Switch, o M30 Tec Toy (que eu particularmente acho um dos melhores controles, se não o melhor, para jogos de luta no d-pad).

Ter jogado um jogo de luta usando o adaptador no Switch foi ótimo para sacramentar o não delay do controle nesse pareamento.

A experiência de jogar esse Street Fighter com o NEOGEO Wireless Controller só não foi perfeita porque Street Fighter é um jogo de luta que usa seis botões e dado o design do controle temos somente quatro botões frontais. O mapeamento para jogar esse jogo foi basicamente o mesmo que para jogar Street Fighter 2 no Super Nintendo, em que o chute forte fica no botão R e o soco forte fica no botão L.

Sendo uma “boa cria” de Street Fighter 2 do SNES, estou bem acostumado com esse mapeamento. Como Street Fighter 2 não é um jogo que demande muito combo na velocidade da luz (é um jogo de luta muito mais baseado em footsies), não senti desconforto nenhum, mas é inegável o quão é melhor jogar qualquer jogo de luta de seis botões com um controle d-pad que tenha seis botões frontais, assim como é o próprio M30.

Sei que a possibilidade disso é nula, mas sonho desde já com um controle que possua o direcional do NEOGEO Wireless Controller, com o design geral de construção e de botões do M30. Seria “gozante”.

NEOGEO Wireless Controller
Reprodução: Capcom – Arte oficial de Ultra Street Fighter 2: The Final Challengers

Conclusão

O NEOGEO Wireless Controller da 8BitDo é tudo o que eu esperava considerando a usabilidade do produto. Ele conseguiu verdadeiramente trazer a sensação de se jogar com o controle original do Neo Geo CD, em especial graças ao trabalho incrível de reconstrução do icônico direcional.

Eu recomendo fortemente para quem possa experimentar esse direcional, de mente aberta, que o teste.

Infelizmente acho que a 8BitDo pisou na bola no que cerne a sistemas em que esse controle pode nativamente se conectar. Somente Windows, Android e Neo Geo Mini me parece muito restritivo.

Meu foco é usar esse controle para jogar no PC, no Switch, no Mega Drive e no Super Nintendo. Desses quatro sistemas, somente poderei jogar em três deles usando adaptadores da própria marca (até onde eu sei), vendidos à parte, e que possuem valores bem salgados (em especial comparando o valor desses adaptadores com o do controle em si).

No Mega Drive e no Super Nintendo é compreensível, tem de ter adaptadores para esses dinossauros mesmo, mas não ter conexão via Bluetooth nativa para o Switch me é uma escolha mais do que incompreensível, é indefensável mesmo.

Ah, mas você pode jogar Mega Drive e Super Nintendo no próprio PC, ou no celular, usando emuladores. É só querer”. Para quem me fala isso (e eu ouço demais coisas similares a essa por gostar de jogar nos consoles antigos), eu digo que você poderia ir chupar uma rol#. É só querer. Eu não quero jogá-los no emulador, quero jogar no hardware original.

— Update de Texto —

A 8BitDo atualizou as páginas principais de seus Retro Receivers de Mega Drive e Super Nintendo informando que o NEOGEO Wireless Controller NÃO é compatível com ambos. A não ser que role algum update de firmware futuro, aparentemente terei de jogar SNES e Mega Drive usando o dito cujo controle somente via emulação mesmo. Lascaram a rol# em mim!

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Elex 2 | Um RPG difícil de gostar https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/03/24/elex-2-um-rpg-dificil-de-gostar/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/03/24/elex-2-um-rpg-dificil-de-gostar/#comments Thu, 24 Mar 2022 15:20:08 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=10486 Introdução Elex 2 é a continuação do talvez desconhecido ELEX, lançado para PC/ PS4/ XONE em 2017, sendo um RPG de ação feito pela Piranha Bytes e publicado pela THQ Nordic, que volta e meia pega uns títulos de menor orçamento para soltar pro público. Lá, vimos a história de Jax, um soldado genérico careca […]

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Introdução

Elex 2 é a continuação do talvez desconhecido ELEX, lançado para PC/ PS4/ XONE em 2017, sendo um RPG de ação feito pela Piranha Bytes e publicado pela THQ Nordic, que volta e meia pega uns títulos de menor orçamento para soltar pro público.

Lá, vimos a história de Jax, um soldado genérico careca de uma raça chamada Alb, que almeja usar a energia Elex do planeta para benefício próprio. E o que é esse tal de Elex? É uma energia esquisita que caiu no planeta Magalan junto com um meteoro que destruiu a civilização como eles conheciam.

LEIAM – Mario Kart Tour | Em defesa do Mario Kart de celular

As pessoas que sobreviveram se juntaram em facções e todas elas ODEIAM esses Albs, a raça do seu protagonista.

O que ocorreu no primeiro game é que ele caiu de sua nave e o Elex que ele tinha em seu corpo sumiu, deixando ele fraco. Isso fez com que ele não tivesse outra opção senão se juntar ao povo livre de Magalan.

Assim, a missão do jogador era se aventurar por esse planeta e fazer uso dos tropes clássicos desse tipo de RPG ocidental – como inclinação moral, forjar itens, conversar com NPCs estranhos – para zerar o game.

Elex 2
Reprodução/ Piranha Bytes – THQ Nordic

 

O segundo game

Senti que foi necessário dar essa introdução do roteiro do primeiro game, pois acho que ninguém sabe exatamente do que se trata. Se bem que se você achou esse texto no Google, é muito provável que você já conheça o game, mas enfim.

A questão é que o segundo jogo é basicamente uma extensão do primeiro, com mecânicas similares.

LEIAM – Tunic – It’s dangerous to go alone, Ѭझ അऔ

O combate do game não é um dos melhores, mesmo se comparado com outros jogos de baixo orçamento. Isso sem falar da dificuldade do mesmo, que vai pra lá e pra cá sem aviso.

Em alguns momentos você está batendo inimigos no mapa totalmente fracos e dois passos depois você é humilhado por algum monstro que não faz sentido estar na mesma área. Isso sem falar que tudo é pesado e as hitboxes não parecem corretas.

Elex 2
Reprodução/ Piranha Bytes – THQ Nordic

Os NPCs que você encontra também não adicionam valor nenhum à narrativa, sendo todos seres meio desprezíveis que em 2 horas de jogo você provavelmente já vai estar pulando todos os diálogos, torcendo pra que ao fim da conversa, você ganhe algum item bom ou avance a narrativa de alguma forma.

Acho que o único fator que salva bem de leve é o jetpack, que já estava presente no primeiro jogo, facilitando a navegação pelo mapa e deixando a experiência menos pior.

Elex 2
Reprodução/ Piranha Bytes – THQ Nordic

Conclusão

Normalmente é legal dar uma passada de pano para empresas que não podem fazer jogos AAA, mas o estúdio Piranha Bytes, localizado na Alemanha, parece que simplesmente não aprende com seus erros.

O jogo sofre de diversos problemas de combate e narrativa que seus jogos anteriores, como a série Gothic e Risen, e é difícil compreender o motivo de continuarem criando experiências sem escopo assim.

LEIAM – Albert Odyssey: Legend of Eldean | Um dos JRPGS já feitos

E pior é ver que outros estúdios europeus que fazem este tipo de jogo, como a CD Projekt RED, melhoraram muito nos últimos anos. É só ver a diferença de Witcher 2 para o terceiro titulo.

Caso você goste de RPG’s ocidentais de baixo orçamento ou simplesmente queira dar umas risadas com um jogo que beira o injogável, pode dar uma chance a Elex (tanto faz o 1 ou o 2). Espero que você encontre alguma felicidade nisso.


Esta análise foi feita no PlayStation 5 com uma cópia digital do game gentilmente cedida pela THQ Nordic.

Elex 2

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5 Motivos para você comprar um Nintendo Switch https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/03/20/5-motivos-para-voce-comprar-um-nintendo-switch/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/03/20/5-motivos-para-voce-comprar-um-nintendo-switch/#respond Sun, 20 Mar 2022 12:51:54 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=10430 Fala pessoal! Eu me chamo Victor, nas redes sociais e Twitch você vai me encontrar como Nerd Profeta, e primeiramente quero agradecer ao meu amigo Diogo pelo convite de estar deixando aqui essa matéria com vocês. Espero que esse texto possa ajudar quem ainda tiver qualquer dúvida quanto aos benefícios de se adquirir um Nintendo […]

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Fala pessoal! Eu me chamo Victor, nas redes sociais e Twitch você vai me encontrar como Nerd Profeta, e primeiramente quero agradecer ao meu amigo Diogo pelo convite de estar deixando aqui essa matéria com vocês.

Espero que esse texto possa ajudar quem ainda tiver qualquer dúvida quanto aos benefícios de se adquirir um Nintendo Switch.

LEIAM – Arco de Liberl (The Legend of Heroes: Trails in the Sky, SC e The 3rd)

Lançado em março de 2017, o console híbrido da Nintendo é um sucesso monstruoso, então nada mais justo do que compartilhar com vocês alguns pontos a se destacar para uma pessoa que ainda tenha dúvidas sobre o console.

Lembrando que são pontos que eu considero como positivos, não é regra geral e você pode muito bem não concordar com um ou outro (ou todos!) ponto apresentado aqui, sinta-se à vontade discordar.

Então, vamos lá!

Nintendo Switch
Reprodução/ Internet

Portabilidade / Conceito híbrido

Primeiro ponto é o conceito base do console, o ser hibrido. O Nintendo Switch você consegue jogar tanto na TV quanto no modo portátil e, isso pode ser alterado no momento que quiser apenas tirando o console da dock, questão de segundos.

Lembro lá no inicio de 2018 quando tinha comprado o meu Switch, levei na casa de um amigo para ver e ele mesmo tinha se espantado porque pensava que ao retirar da dock ele desligava ou pausava o jogo. Com o Switch você pode muito bem estar jogando no conforto da sala na TV ou no monitor, vendo as imagens em uma tela maior, desfrutando normalmente de sua jogatina.

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Em seguida bate aquela preguiça e você vai deitar na cama ou mesmo bate aquele revertério e você tem que ir às pressas ao banheiro, você se pergunta “poxa, vou ter que pausar!”, mas não! Você continua sua jogatina simplesmente tirando o console da dock e levando ele aonde você quiser continuando a jogatina exatamente no segundo que você parou na TV.

Talvez você diga “bah, nem ligo para portáteis!” tudo bem, você não liga e confesso que eu mesmo na maior parte de minha jogatina é na TV/monitor (tanto que no canal, para eu fazer live preciso estar na dock), mas lembre-se que nem eu e nem você somos todo mundo e existem muitas e muitas pessoas que curtem demais a jogatina portátil, e ás vezes a maior parte da gameplay deles é sim no portátil por x fatores (tempo curto por exemplo).

Enfim, o Nintendo Switch abrange esses dois públicos, a galera que quer jogar na TV e a galera do portátil e o seu conceito hibrido é sensacional.

Nintendo Switch
Reprodução/ Internet

Suporte nacional

Quase não se ouve falar disso em sites ou vídeos comentando sobre o Switch né?

Pois bem, todos sabemos que a Nintendo retornou seu suporte aqui no Brasil a pouco tempo, cerca de 2019 com um site, e hoje já temos a distribuição oficial do console e acessórios em lojas parceiras (Americanas, Magazine Luiza, Amazon, etc.) com garantia da própria Nintendo.

Temos a eShop nacional com acesso direto do console, vendas de jogos digitais em lojas parceiras (Americanas através dos cartões gift card nas lojas físicas, Nuuvem) e na própria eShop BR (óbvio) e ainda temos a assistência oficial da Nintendo.

Assistência essa digna de elogios digo por experiência própria: Meu primeiro par de joycons começou a sofrer com os famigerados drift (um terror que infelizmente está abrangendo todos analógicos dos consoles atuais).

Entrei em contato com a assistência oficial da Nintendo aqui no Brasil, fui instruído em o que fazer, enviei meus joycons problemáticos para eles e cerca de uma semana depois, eu recebi um par novinho e com selo da Anatel aqui para mim.

Tudo 0800. Infelizmente ainda não temos a distribuição de jogos físicos oficial aqui, ainda, por isso caso você for comprar algo físico do Switch, se atente, pois, você estará comprando de revendedor no mercado cinza, mas isso é pauta para uma outra conversa.

Nintendo Switch
Reprodução/ Nintendo

Outro fato a se comentar aqui é sobre legendas e português do Brasil. A Nintendo como uma empresa muito japonesa em toda sua cultura, nunca trouxe legendas em nosso idioma, salvo alguns games em português de Portugal no Wii U por exemplo (os ports para o Switch vieram com pt-pt).

Somente hoje, a Nintendo começou a olhar para nosso idioma, atualmente já temos / será lançado com português do Brasil: Mario Party Superstars (já lançado), Mario Strikers: Battle League e Nintendo Switch Sports.

Um numero bem pequeno se comparado a outros estúdios, obvio. Mas vejo isso por um ponto positivo: mais tarde do que nunca. Aos poucos você percebe que ela está olhando mais aqui para nosso mercado, começando a traduzir jogos, com a distribuição oficial do console, acessórios, jogos digitais e uma assistência técnica nota 10.

Vamos cobrar para melhorar? Sim, sempre. Mas para uma Nintendo de uns 10/ 15 anos atrás e hoje, a situação melhorou sim e esperamos que melhore cada vez mais.

Reprodução/ Atlus – Nintendo

JRPG e os jogos japoneses

Como já disse acima, a Nintendo é a única fabricante de consoles que sua cultura é toda japonesa. Como produtora isso não é diferente: Seus games sempre buscam agradar o seu grupo ‘caseiro’ primeiro de tudo.

Não é por menos que o Switch é disparado o console mais vendido em terras nipônicas desde seu lançamento, e com folga. Dito isso e com uma base instalada de já mais de 100 milhões de unidades vendidas, é natural ter um suporte forte de estúdios japoneses.

Pessoalmente, meu gênero favorito dos games é o JRPG, os RPGs japoneses e com o Nintendo Switch ele é disparado a melhor plataforma para mim e creio que será a melhor escolha se você também curte o gênero.

Seja JRPGs da própria Big N (franquia Xenoblade Chronicles), exclusivos de console (Bravely Default II), ou de thirds (Shin Megami Tensei V, Dragon Quest XI S: Echoes of an Elusive Age – Definitive Edition, Octopath Traveler, Monster Hunter Rise, The Legend of Heroes: Trails of Cold Steel IV, etc), o console tem uma vasta biblioteca de jogos de RPGs japoneses e focados no Japão, desde clássicos remasterizados que estão disponíveis no Switch Online ou de títulos novos e ports.

Digo tranquilamente que você conta no dedo algum JRPG (de fato JRPGs e não jogo feito por estúdio japonês mas que hoje é total focado em publico americano, basicamente um WRPG mesmo…sem citar nomes claro rsrs) que esteja em outras plataformas e não esteja no Switch, existem sim, mas em uma quantidade bem pequena se comparada ao que existe na biblioteca do console.

Se você é um amante de JRPGs, o Switch é sua praia, tenho certeza que você vai se deliciar fazendo pactos, salvando um reino, levando sua amada para o criador do universo ou mesmo caçando monstros. A lista é vasta e se deixar eu não paro de falar.

Digno de nota, estou sempre jogando algum JRPG disponível na plataforma. Sempre.

Reprodução/ Nintendo

Exclusivos Nintendo e sua Diversão

Aqui um ponto que a Nintendo sempre carregou em seu nome: Seus exclusivos.

Fazendo um nome forte com suas IPs desde os anos 80, a Nintendo construiu um vasto número de franquias exclusivas que na maioria das vezes, são jogos que agradam muito bem o seu publico alvo e vendem MUITO.

Além dos já citados thirds exclusivos e exclusivo de console (Monster Hunter Rise, Shin Megami Tensei V, Bravely Default II, etc), o Switch tem obviamente, os próprios exclusivos e franquias da Nintendo.

Jogos como The Legend of Zelda: Breath of the Wild, Super Mario Odyssey, Mario Kart 8 Deluxe, Splatoon 2, Animal Crossing: New Horizons, Metroid Dread, Pokémon Legends: Arceus e tantos outros, você vai jogar apenas no console hibrido da Big N (sei que o BOTW tem a versão de Wii U mas não vem ao caso aqui, você não deve ser uma das 10 pessoas que tiveram o Wii U né? Kk brincadeirinha!).

Falando no Wii U, caso você não o teve, o Switch trouxe alguns ports deste console com alguns implementos a mais, como o já citado BOTW, Mario Kart 8 Deluxe, Pikmin 3 Deluxe, Donkey Kong Country: Tropical Freeze, etc.

Sem contar os exclusivos novos que estarão chegando ainda este ano como por exemplo: Xenoblade Chronicles 3, Bayonetta 3, continuação de BOTW, Pokémon Scarlet e Violet, Splatoon 3, etc.

Vale mencionar algo importantíssimo aqui neste ponto: diversão. A Nintendo sempre foi conhecida por ser a mais Family Friendly, ou seja, muitos de seus jogos exclusivos são para jogar sem o perigo de que qualquer pessoa seja impactada de forma negativa diante do que está acontecendo em tela.

São jogos que irão divertir a todos, sejam crianças, jovens, adultos e senhores, jogos que vai lhe tirar gargalhadas em uma corrida maluca de karts, tiros de tintas com lulas, captura de monstrinhos de bolso, um encanador e seu chapéu mágico, etc. O fator qualidade é algo sempre presente em seus exclusivos e a diversão é garantida.

O Switch tem uma monstruosa biblioteca de exclusivos que com certeza vai lhe dar a mais pura diversão.

Reprodução/ Nintendo

A entrada para o mundo Nintendo

E aqui encerramos com nosso ultimo ponto e também muito importante. O Nintendo Switch é o console que ao meu ver, é um ótimo ponto de entrada para novatos na Nintendo ou que estão há anos longe dela.

Quem for comprar seu primeiro videogame Nintendo perceberá que o Switch é um ótimo ponto de retorno a plataforma nipônica.

Digo isso, porque, ele consegue abranger uma biblioteca tão diversificada e que contem tantos títulos importantes da indústria gamer como um todo, que isso o torna uma ótima apresentação e porta de entrada ou retorno para os gamers.

Com o Switch tivemos o retorno de suporte de empresas que estavam há anos longe da Nintendo, o retorno de franquias ‘mortas’, continuações de outras franquias famosas e hoje, uma biblioteca que grada tanto fãs de visual novel como fãs de indies.

Franquias como, Bioshock, Diablo, Borderlands, Mortal Kombat, Street Fighter, The King of Fighters, Fatal Frame, Outlast, Sniper Elite, FIFA, Breath of Fire, Super Mario, Donkey Kong Country, The Legend of Zelda, Pokémon, Mario Kart, Mario Strikers, Hollow Knight, Ori, Dragon Quest, Final Fantasy, Saga Frontier, Earthbound, F-Zero entre outros, são jogos de diferentes gêneros entre si, alguns aqui citados tem jogos inéditos ou novos, outros tem remasters ou remakes, e outros são clássicos disponíveis em alguma coletânea ou serviço (Switch Online).

Fora tantas outras franquias de gêneros diferentes que não citei aqui. Ou seja, aqui o novato na Nintendo ou o que está retornando, vai dar de cara com uma biblioteca variada de jogos que ele as vezes deixou de jogar e outros novos para ele usufruir. Pessoalmente, nunca vi uma biblioteca tão variada quanto essa desde o saudoso SNES.

É isso ai, espero que esses pontos possam ajudar a quem está em duvida em comprar um Nintendo Switch e lembrem-se, procure comprar com uma loja que venda o console de forma oficial e assim ter a garantia da própria Nintendo, caso contrário, compre por sua própria conta e risco.

Lembrando que aqui são pontos pessoais e você é livre para concordar ou não com eles. Um grande abraço e até mais!


Observação: O texto autoral não reflete a opinião do veículo

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Cyberpunk 2077 foi um dos games mais aguardados dos últimos tempos, de fato.  E como todos nós bem sabemos, expectativas alta são garantias de um belo e gigantesco tombo.

E não conseguir corresponder a expectativa do público é certeza de fracasso. Mesmo que aquele produto possa  ser otimizado, ele vai cair no limbo do mercado. Uma lição que aprendemos com o No Man’s Sky, que hoje apesar de ser um game totalmente diferente do que foi em seu lançamento. Poucos vão se dar ao trabalho de ir buscar informações a respeito.

Bem, mas não estender muito sobre esse assunto, afinal, nós temos uma cidade para queimar, Samurai!

Reprodução/ Créditos: CD Projekt

Bem-vindo a Night City na geração passada

O meu console principal é um Xbox One Fat, então mesmo o jogo sendo pensado para a nova geração, ele roda até que de forma satisfatória mesmo que com os problemas que todos nós sabemos.

Não é tão difícil jogar um game quando suas expectativas estão baixas, até porque sabia dos problemas que poderia encontrar ao longo da jogatina, mas tenho que dizer que me surpreendi positivamente.

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Estou com algumas boas horas de jogatina e muito disso se deve por conta do enredo e os personagens que nos relacionamos. Sério, fica impossível não se encantar por Jackie Welles, seu parceiro inicial ou pela Panam, que estou simplesmente apaixonado. Nesse quesito a CD Projekt acertou em cheio ao trabalhar os personagens e suas histórias, com backgrounds interessantes.

As missões são fantásticas e todo o dialogo e a maneira como tudo se desenrola empolga bastante. Sei que Night City tem os seus problemas, mas surpreende o quão bizarro é esse mundo futurístico e imprevisível.

Reprodução/ Créditos: CD Projekt

O gameplay que impressiona

Cyberpunk 2077 tem uma jogabilidade de FPS que estamos habituado sem inovar muito, e isso é bom. Torna o combate mais dinâmico, sem fazer com que você pense muito em como agir.

O gatilho LB no caso permite usarmos o implante ocular de V, protagonista do game, para visualizar itens, pontos de acesso, hackear inimigos e por ai. Se torna intuitivo rapidamente, assim como o ato de pressionar o RB você atira granadas, mas se estiver dentro de um carro, então você irá acessar a rádio do jogo – Que é ótima.

Outro aspecto de Cyberpunk 2077 que eu preciso apontar é o combate corpo-a-corpo que é realmente prazeroso.

Não consigo deixar a katana de lado durante minha jogatina. Iniciei tentando distribuir os pontos de forma que o uso de armas de fogo fossem o foco, mas a medida que avançava, passei a notar a apreciar o uso da espada durante o combate e comecei a focar os pontos nas habilidades com a lamina.

Eu nunca gostei de usar combate corpo-a-corpo em Fallout, mas aqui funciona e você tem a sensação de que realmente está acertando os inimigos.

Capturado em um Xbox One/ Créditos: CD Projekt

Cês queria ver reclamação, então toma

 

Sabia que iria me deparar com problemas, mas o que chega a incomodar  é quando se esta pilotando um carro ou moto pela cidade, pois a granulação fica mais evidente, assim como quedas de FPS.

Há também um bug recorrente que acontece sempre que retorno para o carro ou moto, mesmo pressionando o botão para mudar de visão, ela não muda, levando alguns minutos para isso ocorrer (quando retorna). Também é comum bugar a construção da roupa da personagem quando acessamos o inventário, onde fica o modelo. Por vezes me deparei com o char peladinho ou apenas uma sombra no lugar – Deve ter saído para tomar um café.

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Outro problema de Cyberpunk 2077 que foi bem relatado durante seu lançamento, e ao menos comigo acontece apenas uma vez, talvez por conta dos milhares de updates, foi o jogo crashar. Isso aconteceu comigo ontem enquanto eu finalizava uma missão que fazia com que vários NPC’s surgissem ao mesmo tempo. O jogo congelou por uns segundos e fechou.

Percebi que esses congelamentos de segundos acontece com frequência quando há um número grande de NPC’s e você se move rapidamente até eles.

Vale ressaltar que a dublagem em português está boa, o que é uma pena ter um lipsync meio cagado. Talvez por bug, não sei, mas tem hora que com a boca fechada eles continuando falando e isso é bizarro.

Impressões finais

Night City é recheada de vida, do mais variado tipo e isso faz a diferença na hora de jogar. Tu até fica meio decepcionado pelas condições que o game foi entregue, mas não quer parar mais.

Não é um jogo ruim se você focar no conteúdo, que é o que diverte, mas de fato os problemas se sobressaem em alguns momentos e isso acaba quebrando o clima. Oras, estamos diante de um mundo tão fantástico e sequer conseguimos apreciá-lo em sua totalidade por conta dos recorrentes problemas que surgem.

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Claro, tenho esperanças de que o jogo vai melhorar muito, mesmo para a antiga geração, afinal existem planos para DLC’s. E se com um mundo gigante existem os problemas, imaginem se lançarem conteúdo novo sem corrigir, com certeza vai ferrar com tudo. Não acho que a CD Projekt cometeria o mesmo erro duas vez, afinal, há dinheiro envolvido.

Mesmo com tudo o que apontei, eu estou gostando demais de Cyberpunk 2077.  Não  é a pilha de lixo que pensei que encontraria, na realidade é um jogo que tinha potencial para ser tão grande quanto almejava ser, só que por alguma razão interna decidiram entregar sem a devida atenção que merecia.

Essas foram as impressões iniciais, vejamos se o jogo se torna injogável próximo do fim, mas até lá me sigam no Twitter que to sempre publicando alguma coisa da jogatina.

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