Arquivos Twin Stick Shooter - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/twin-stick-shooter/ Um pouco de tudo na medida certa Thu, 21 Nov 2024 18:01:14 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Twin Stick Shooter - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/twin-stick-shooter/ 32 32 Ink | Tinta criativa ou só mais um? https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/11/21/ink-tinta-criativa-ou-so-mais-um/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/11/21/ink-tinta-criativa-ou-so-mais-um/#respond Thu, 21 Nov 2024 18:01:14 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=18542 Acho que já devo ter dito em um, dois ou vinte textos, que não sou muito chegado em roguelikes, mesmo tendo feito textos sobre um ou mais jogos do gênero (de cabeça, me vem aquele do Heavy Metal que eu esqueci o nome, e o beat’em up side-scroller do Team 17 que eu também esqueci […]

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Acho que já devo ter dito em um, dois ou vinte textos, que não sou muito chegado em roguelikes, mesmo tendo feito textos sobre um ou mais jogos do gênero (de cabeça, me vem aquele do Heavy Metal que eu esqueci o nome, e o beat’em up side-scroller do Team 17 que eu também esqueci o nome). Eu não sei de onde exatamente vem minha aversão ao gênero, talvez porque assim como os AAA imitam as tendências de um jogo de sucesso (lembra quando todo jogo queria imitar GTA, ou Gears of War? Ou quando todo jogo passou a ser “Mundo Aberto” com centenas de caralhos pra coletar, side-quests ruins a rodo pra esconder o quão vazia era a experiência principal? Acho que vale o mesmo pra roguelikes pra mim, agora TODO SANTO JOGO o dev quer colocar elementos de roguelike. Isso quando ele não mistura roguelike com FUCKING CARTAS. Sim, só olhar qualquer showcase de jogos independentes e fazer um drinking game de cada jogo roguelike… Shot duplo se tiver cartas. Você vai ter cirrose em seis meses. Se adicionarmos jogos de fazendinha imitando Stardew Valley? COMA ALCOÓLICO NO DIA.

Então, dá pra entender meu ceticismo ao falar sobre o gênero, é um do qual eu nunca fui particularmente fã, que todo aspirante a desenvolvedor indie quer pegar carona achando que virá “grana fácil” (Isso aqui é completamente subjetivo já que todo desenvolvedor indie SABE que é mais fácil ganhar na mega sena do que ter “grana fácil” desenvolvendo jogos). Mas ainda assim, mesmo eu não gostando do gênero, aqui no Arquivos do Woo, prezamos pelo nosso profissionalismo e integridade jornalística (sim, alguém tem que ter esse tipo de coisa trabalhando com jogos, mesmo que certos sites gringos e nacionais tenham jogado a integridade na latrina… Star Wars: Outlaws “um dos melhores jogos de Star Wars”? SÉRIO, JOVEM NERD? Outro Ubisoft: The Game com skin de Star Wars, extremamente mediano com personagem sem carisma, e vocês chamam de “um dos melhores jogos de Star Wars?” Num mundo com os dois Star Wars Jedi da EA, os Battlefront originais (e até mesmo o Battlefront 2 da DICE é bom, descontando o caminhão de microtransações), os Knights of the Old Republic (incluindo o MMO) e Force Unleashed. Tenha paciência). Aonde eu estava? Ah sim, integridade jornalística. Aqui, prezamos esse tipo de coisa, e analisamos jogos de gêneros que não somos tão ligados assim.

Foi assim que Ink. (Sim, tem um ponto no título do jogo. Boa sorte tentando pesquisar no Google/Duck Duck Go/Seu motor de pesquisa), título independente da Brainium Games, desenvolvido pela Linked Rooms Games (boa sorte tentando pesquisar sobre eles também) chegou as minhas mãos, e ao acesso antecipado no Steam. Será que vale a pena pegar, ou é só mais um em meio a milhares de roguelikes?

Aventuras através dos Olhos de uma Criança

Tecnicamente, o protagonista do jogo é Liam, uma criança criativa que dá vida a incríveis histórias através de seus desenhos, e o jogador em si, assume o papel de um dos três diferentes gatos de pelúcia que ele possui (Spok, Smuk e Skrat) e basicamente… Você cria a sua história, atirando em tudo o que se mexe, pois possivelmente Liam assistiu muito Rambo, Braddock e Commando, pois seus gatinhos de pelúcia atiram em tudo o que se mexe.

É, o jogo não oferece tanto em narrativa, é o jogador, através das decisões e caminhos que toma em suas runs é que cria o que os gatinhos vivenciarão. Nada contra isso, mas também…

Jogar no touchpad é uma miséria

Eu não sou o maior versado em PC gaming, mas Jesus Cristo de cascatinha, touchpads de laptop e jogos NÃO COMBINAM. Eu reclamei disso na análise de Mustache in Hell, mencionei em Void Sols e só por desencargo de consciência, devo mencionar também quando joguei o híbrido de visual novel e simulador de fotógrafo da Super Sonico no PC: TOUCHPADS DE LAPTOP SÃO UM HORROR PRA JOGAR. Então, se você tem um mouse e teclado, ou um controle… Pode ficar tranquilo, que Ink. é fácil de jogar e compreender em termos de controle. Ele funciona no seu mais básico, como um dual stick shooer, você se move com um analógico/WASD e mira com o outro analógico/mouse. E obviamente atira com o botão esquerdo do mouse, usando o direito para esquivar. Controles realmente básicos e que não lhe deixam na mão, a não ser que você seja um idiota como eu e use o touchpad pra jogar. Ou pior, esteja tão acostumado com a esquiva do Void Sols no shift, que você usa o shift pra tentar esquivas aqui e sofrendo dano desnecessário (eu já disse que sou um imbecil?).

O jogo usa um esquema de navegação parecido com o jogo de Heavy Metal que eu mencionei e ainda não tive a cara de pau de lembrar o nome, no qual as salas são randomizadas e devemos navegar por elas matando tudo o que se mexe, atirando, esquivando e coletando possíveis power-up’s para a nossa arma. No geral, apesar de não ser o jogo mais criativo do mundo, Ink. é funcional. Claro, que como um jogo em Acesso Antecipado, a campanha de Ink não está completa, com apenas dois capítulos disponíveis, então sua diversão por hora será limitada. Nem tão limitada assim, já que Ink possui modo cooperativo local para até três jogadores atirarem em tudo o que vêem pela frente.

Uma crítica que tenho embasamento para fazer, e também é válida em Void Sols (e mencionei na análise) é que quando se abre ele pela primeira vez, o jogo abre com as configurações no máximo… Qual é a tara de devs que acham que todos tem PC’s da Nasa pra rodar tudo no máximo? Como manda a cartilha de roguelikes, Ink possui um arsenal de armas variado e que deixaria Stallone com um sorriso no rosto… Ou o Arnold clássico. Enfim, o arsenal de Ink é variado, apesar da arminha de merda que você começa. Creio que uma boa dose de sorte é necessária para encontrar um arma boa o suficiente para quebrar a run, tal qual aconteceu comigo naquele roguelike de Heavy Metal, que até documentei em vídeo.

Bonito graficamente

Só de olhar as screenshots, percebe-se que Ink. chama a atenção pelos gráficos, vistosos com sprites bem desenhados, apesar da movimentação parecer meio não natural. Os inimigos também tem essa pegada, com eles tendendo a puxar pro nojento, mas não num nível Binding of Isaac, que chega a ser Nightmare Fuel, mas um bonitinho grotesco.

Os cenários… Pelo menos o que o jogo oferece até aqui, parecem repetitivos, creio que conforme o jogo vá se desenvolvendo no futuro, uma maior variedade de biomas será adicionada. Ou não, não sei, não prevejo o futuro.

Sonoramente.. É um jogo funcional, nada ofende, mas nada marcante. Não há do que reclamar, mas não irá ficar na sua cabeça.

Uma outra reclamação que pode entrar na parte gráfica do jogo, é que o jogo pode apresentar quedas de frames em PC’s menos potentes em momentos, quando o seu HP está em baixa e a tela escurece, os efeitos exigem do PC e pode dar um slowdown absurdo. Pode ser resultado da minha máquina merda? Certamente, mas ei, meu texto, minhas regras.

Finalizando

Ink. tem potencial, ainda está no início do desenvolvimento (dois capítulos dos nove previstos estão disponíveis em Early Access), mas essa é a maravilha do Acesso Antecipado, um título que possui falhas, melhorar a ponto de faturar premiações de jogo do ano (Aconteceu com Baldur’s Gate 3, o jogo teve recepção morna em acesso antecipado, mas graças ao feedback dos fãs, a Larian entregou um mega hit quando chegou a versão 1.0). Se eu acho que Ink. vá chegar a ser jogo do ano? Não, mas assim como todo jogo em Acesso Antecipado, tem potencial de se tornar um excelente jogo, do jeito que ele está, é uma boa pedida e relativamente barato para fãs de roguelikes.

Nota: 7/10

Ink. está disponível para PC no Steam e em Acesso Antecipado, e essa análise foi feita com uma chave fornecida pela Brainium Games.

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OTXO | Hotline Miami em preto e branco https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/04/22/otxo-hotline-miami-em-preto-e-branco/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/04/22/otxo-hotline-miami-em-preto-e-branco/#respond Sat, 22 Apr 2023 12:19:39 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=13740 Os jogos do tipo top-down shooter (tiroteio visto de cima) existem faz anos, e a cena indie é cheia deles. Temos alguns exemplos como Brotato, Alien Swarm, Nuclear Throne e claro, Hotline Miami (que será muito referenciado aqui). Produzido pela Lateralis Heavy Industries (de Dogworld) e distribuído pela Super Rare Originals, OTXO é um jogo […]

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Os jogos do tipo top-down shooter (tiroteio visto de cima) existem faz anos, e a cena indie é cheia deles. Temos alguns exemplos como Brotato, Alien Swarm, Nuclear Throne e claro, Hotline Miami (que será muito referenciado aqui).

Produzido pela Lateralis Heavy Industries (de Dogworld) e distribuído pela Super Rare Originals, OTXO é um jogo de tiro feito para aqueles com reflexos rápidos e muita paciência pra zerar.

Créditos: Lateralis Heavy Industries

Clima de matança

Assim como sua inspiração, OTXO (pronuncia-se “Ocho”) é um jogo onde você controla um assassino que tem que passar das fases matando todos os inimigos da forma mais estilosa possível.

O arsenal é bem variado, e o jogador é compelido a trocar de arma constantemente, pois a munição delas é curta. Além disso, é possível bicar portas, podendo até matar os inimigos atrás delas, jogar as armas sem bala (ou com bala né) nos adversários e até matá-los no chute na hora do desespero.

A sua disposição também está o sempre útil tempo de bala, famoso em jogos graças à série Max Payne – e aqui chamado de “Foco” – que desacelera os inimigos para dar à você uma certa vantagem por um determinado período.

Créditos: Lateralis Heavy Industries

Roguetiro

A diferença principal entre Hotline Miami e OTXO é a progressão. Ao invés de fases pré-definidas, temos um esquema de rogue-like, onde o jogador avança até onde conseguir e deve voltar ao início caso morra. Hoje em dia, o principal game com essa mecânica seja Hades, e aqui temos um esquema bem similar.

Entre as fases, temos alguns momentos de descanso, onde o nosso personagem entra em um bar onde é possível comprar bebidas que servem como upgrades para o personagem.

LEIAM – Super Mario Bros. O Filme | Não é pra todo Mundo?

Coisas como “Aumente a precisão em 25%” ou “Balas ricocheteiam na parede” servem para facilitar um pouco a vida do jogador, que normalmente se vê em desvantagens com diversos inimigos contra ele ao mesmo tempo.

De tempos em tempos, também temos alguns chefes. Nesses momentos, você tem acesso a uma arma com munição infinita, e o objetivo é mesmo só matar o boss antes que ele te leve pro saco.

Créditos: Lateralis Heavy Industries

Apresentação

OTXO tem uma escolha visual interessante, onde todo o jogo é apresentado em preto e branco, e somente alguns elementos — como sangue, inimigos fortes e aviso de pouca energia — são representados em vermelho.

LEIAM – Scars Above | A Nova Adição ao Universo Sci-Fi

É diferente da estética meio vaporwave de Hotline Miami, o suficiente para trazer uma cara nova para um gênero tão difícil de se diferenciar.

OTXO
Créditos: Lateralis Heavy Industries

As músicas também são ótimas, com pegada eletrônica que deixam o jogador na beira da cadeira ao jogar.

E sobre a historinha do jogo, bem… não que ela importe muito, mas nosso personagem não é um assassino maluco (pelo menos desde o início). Na abertura temos uma ceninha mostrando que ele achou uma máscara no metrô enquanto andava com sua amada, desacordou e apareceu em uma praia.

Na praia, você é apresentado à Mansão, onde acontece todo o jogo. Você não sabe o motivo de estar lá, mas é informado que sua amada está presa lá dentro. Logo, seu objetivo é meter bala em todo mundo até achar sua pitanguinha.

OTXO
Créditos: Lateralis Heavy Industries

Conclusão

OTXO é basicamente Hotline Miami em preto e branco, o que faz por si só ser um ótimo jogo. É o tipo de game que eu gostaria muito que tivesse sido lançado uns 6 anos atrás pelo menos, para que eu pudesse jogar no meu Vita…. oh, well.

OTXO
Créditos: Lateralis Heavy Industries

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Esta análise foi feita com uma cópia do jogo cedida gentilmente pela distribuidora. OTXO e está disponível para PC, via Steam.

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Trifox | O potencial está aí https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/11/30/trifox-o-potencial-esta-ai/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/11/30/trifox-o-potencial-esta-ai/#respond Wed, 30 Nov 2022 17:56:29 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=12607 Nesses anos todos em que jogo videogames, um gênero que eu nunca fui lá muito fã, é o de platformers com visão isométrica, já que sempre era difícil medir a precisão de pulos. E twin-stick shooters nunca foram a minha praia, não sei por quê. Mas… E se juntássemos isso ao clima de platformers dos […]

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Nesses anos todos em que jogo videogames, um gênero que eu nunca fui lá muito fã, é o de platformers com visão isométrica, já que sempre era difícil medir a precisão de pulos. E twin-stick shooters nunca foram a minha praia, não sei por quê. Mas… E se juntássemos isso ao clima de platformers dos anos 90/começo dos anos 2000?

Bem, essa é a ideia do estúdio belga Glowfish Interactive, que até então, auxiliava em projetos externos de outros estúdios, mas que agora misturou Platformer Isométrico com Twin-stick shooter e adicionou o clima dos jogos de mascote que tínhamos em abundância no fim dos anos 90/começo dos anos 2000 (e que citei na minha análise de Kao the Kangaroo) em Trifox, seu primeiro projeto.

Mas no mundo dos jogos, com dezenas de lançamentos toda semana, será que Trifox se sobressai, fica no meio do caminho pra ser comprado em uma promoção, ou falha do tipo “deleto de meu console e não falamos mais nisso”? Bem, confira a análise para saber.

Reprodução: Glowfish Interactive, Big Sugar Games

Roubaram meu controle remoto

Não, eu não estou brincando, fazendo uma piada pra disfarçar a falta de roteiro ou tirando do meu cu. Essa é a premissa de Trifox. Está lá o nosso “herói” em casa, assistindo alguma coisa de boa na TV, enquanto que por alguma razão (não sei, talvez revoltados com o final bosta de “She-Hulk”, ou furiosos com a série meh que é “Anéis do Poder”), o couro está comendo na vizinhança.

Quando ele sai de casa brevemente para ver qual é a treta que está rolando, ele leva uma pancada na cabeça no melhor estilo Chaves (só faltou o efeito sonoro) e cai desacordado. Ao voltar para dentro de casa, ele descobre o horror: ROUBARAM O CONTROLE REMOTO DA TV (que estranhamente só possui UM BOTÃO), e agora ele não poderá mais assistir as reprises de Maria do Bairro no SBT ou o Datena na Band, ou a 38ª temporada de Malhação com adolescentes de 30 anos.

LEIAM – Neo Cab | Análise

Claro que isso poderia ser resolvido se ele gastasse uns 30 reais em um controle remoto novo no camelô (talvez até mais barato, eu não sei quanto custa), mas ele resolve fazer o mais difícil, ir atrás dos responsáveis e resolver tudo na base da justiça, liberdade e democracia (o popular tiro porrada e bomba).

Sim, eu estiquei a premissa boba de Trifox, porque um jogo assim não necessita realmente

de algo elaborado. Claro, que se um jogo de plataforma simples tiver uma história um pouco mais elaborada, vai ser legal, mas não ter essa história elaborada, não é necessariamente um demérito. Dito isso, a desculpa que temos pra jogar Trifox é válida como qualquer outra (diabos, o Bubsy saiu atrás dos inimigos porque roubaram um novelo de lã dele no jogo de 2017).

Reprodução: Glowfish Interactive, Big Sugar Games

Tem potencial na jogabilidade

Primeiro de tudo, Trifox não é um jogo longo. Caso você vá fazer uma jogatina casual, seu tempo com o jogo pode ir de 3 a 6 horas, dependendo do quanto você domina o jogo. Dito isso, comecemos pelo principal ponto negativo da jogabilidade, a velocidade do protagonista. Trifox é LENTO, porque ele parte numa velocidade baixa para ir gradativamente aumentando, mas demora demais. Não é como (pegando exemplo com o mesmo princípio), o Sonic no primeiro jogo. Isso pode ser contornado parcialmente com algo que mencionarei mais adiante, mas temos que levar tudo em consideração. Outro ponto baixo, é que o jogo oferece (de certa forma) um auxílio nas seções de platforming, que é uma retícula circular que indica onde o seu personagem vai cair, semelhante a de Crash Bandicoot 4, só que a retícula em Trifox é de um cinza quase translúcido que fica difícil de enxergar, podendo causar alguns erros de salto.

Um dos trunfos da jogabilidade de Trifox, é o sistema de classes. O jogo possui três classes para você jogar, Lutador, com golpes de curto alcance e combate mano a mano, Mago, com magias a distância, e Engenheiro, com equipamentos e armas de fogo para lhe ajudar. Não somente isso, já que as classes são só no papel, pois você pode fazer uma salada mista com os upgrades diferentes de cada classe para se adequar ao seu estilo de jogo. Juntar as armas de fogo com o aumento de velocidade dado por uma habilidade do Lutador? É possível. Claro, que nem tudo é necessariamente balanceado, e uns ataques serão mais poderosos e convenientes que outros, mas é bom ter opções para se escolher e lutar como quiser.

LEIAM – Batora: Lost Haven | O Triunfo da Competência

Como eu disse, o jogo mistura platformer isométrico com shooter twin-stick e assim será a sua visão durante o jogo. Você possui três mundos a princípio, cada um contendo três fases e um chefe. As fases misturam esses dois elementos, com seções de plataforma relativamente simplistas, onde a câmera isométrica não atrapalha, e lutas contra vários inimigos em onda, onde é necessário um pouco de paciência pra não morrer facilmente, e certa adaptabilidade, pra usar os ataques mais efetivos contra inimigos. E entre esses momentos , temos alguns puzzles a serem resolvidos, mas não são tão complexos, qualquer pessoa consegue resolvê-los sem problemas.

A dificuldade de Trifox é crescente, mas não chega a ser injusta. Claro, muitas vezes as ondas de inimigos vão drenar sua vida mais rápido que francês fugindo de banho ou o Tony indo arrumar confusão no twitter, mas ao mesmo tempo, um abismo não vai te matar, contanto que você tenha vida sobrando, e ainda assim, quanto menos vida você tiver, maiores as chances de inimigos droparem energia extra para lhe ajudar. O chefe final vai te deixar puto da vida porque é difícil? Talvez. Mas ainda assim, com prática e determinação, nenhum boss será páreo para você.

Reprodução: Glowfish Interactive, Big Sugar Games

Razoavelmente decente na parte audiovisual

Trifox é um jogo bonito, apesar de Lowpoly não ser meu estilo gráfico favorito. Os modelos do jogo, apesar disso são decentes, e os cenários são, apesar de simples, espetaculares, com efeitos de iluminação e ambiente bem aplicados.

As músicas do jogo ficam nessa mesma coisa, podem não ser as mais memoráveis do mundo, mas servem ao propósito do jogo.

Uma das coisas que no lançamento foi criticada (O jogo saiu mês passado para as outras plataformas, chegando ao Playstation na semana passada), foi a performance do jogo no Switch em específico, onde a taxa de frames cai razoavelmente se há muitos inimigos na tela.

Patches foram prometidos e até feitos com correções de bugs e outras melhorias, mas tudo depende obviamente do processo de aprovação das fabricantes de consoles.

Reprodução: Glowfish Interactive, Big Sugar Games

Potencial para franquia

Para um primeiro jogo, Trifox é bom. Tem falhas em balanceamento, dificuldade e outras coisinhas, mas é melhor que muita coisa ruim que sai toda semana nas lojas online. Numa promoção, eu recomendo.

Trifox está disponível para PC (via Steam, GOG e Epic Games Store), PlayStation 4, PlayStation 5, Nintendo Switch, Xbox One e Xbox Series X|S.

Essa análise foi feita com uma cópia digital de PlayStation 4 gentilmente cedida pela Big Sugar Games.

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Metal Tales: Overkill | O rogue-like para os metaleiros https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/04/29/metal-tales-overkill-o-rogue-like-para-os-metaleiros/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/04/29/metal-tales-overkill-o-rogue-like-para-os-metaleiros/#comments Fri, 29 Apr 2022 15:18:50 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=11097 O texto vai começar com algo que não é necessariamente um hot take porque eu já devo ter dito isso uma, duas ou 469 vezes em streams e redes sociais, mas eu não curto rogue-likes em geral. Não é a jogabilidade em si, porque isso é difícil de julgar, diversos rogue-likes possuem diferentes tipos de […]

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O texto vai começar com algo que não é necessariamente um hot take porque eu já devo ter dito isso uma, duas ou 469 vezes em streams e redes sociais, mas eu não curto rogue-likes em geral.

Não é a jogabilidade em si, porque isso é difícil de julgar, diversos rogue-likes possuem diferentes tipos de jogabilidade, podendo me agradar ou não. Mas o que eu não curto é justamente a natureza procedural do gênero. Nenhum dos argumentos utilizados por fãs do gênero vai ser capaz de me convencer que a questão procedural é só preguiça de fazer um level design constante.

E no mundo, existem apenas duas maneiras de fazer com que eu me aventure em um jogo do gênero: Enfie nele waifus adoráveis (e esteja disponível no console que possuo) ou enfie heavy metal nele (e esteja disponível no console em que possuo). Pois bem, em 2016, a desenvolvedora espanhola Nuberu Games lançou apenas no Steam (então, não entra na categoria de “console” que possuo, porque desde 2015 não jogo sério no PC), o rogue-like Metal Tales: Fury of the Guitar Gods, que foi bem recebido pelo público do Steam, angariando análises positivas, pela divertida mistura de twin-stick shooter, rogue-like e heavy metal.

Avançamos até o fim de 2020, quando a publisher (também espanhola) Zerouno Games lança uma campanha no Kickstarter para uma versão remasterizada de Metal Tales, agora com o subtítulo Overkill. Com a campanha tendo sido bem sucedida, arrecadando o dobro do pedido, o jogo chegaria ao PC, e também aos consoles, contando com versões físicas para o Nintendo Switch.

Agora, no final de Abril de 2022, Metal Tales: Overkill finalmente está disponível nas lojas digitais das principais plataformas do mercado. Será que ele vale seu suado dinheirinho, ou vai ser mais um rogue-like num mercado já saturado dos mesmos?

Reprodução: Nuberu Games, Zerono Games

Nenhum deus maligno irá deter o poder do METAL!

A treta de Metal Tales começa quando um deus maligno chamado Kuk (cujo sobrenome deve ser Ébom) resolve escravizar os deuses da guitarra, e obrigando-os a fazer shows eternos, transformar a paixão de muitos metaleiros ao redor do mundo em um vazio, os transformando em drones zumbis, tipo fãs xiitas de k-pop… Ou fãs xiitas de metal, porque por Deus, eu já encontrei muito metaleiro que era simplesmente um porre.

Após perder seu mestre de guitarra, os membros da sua banda e seus irmãos de Metal, você se vê sem saída a não ser encarar o exército de Kuk e derrotá-lo, custe o que custar, para trazer de volta a paixão dos metaleiros.

O roteiro de Metal Tales não é dos mais originais, mas nunca pretendeu ser, ele só pegou basicamente a premissa de derrotar um deus maligno e deu uma camada de heavy metal na parada. Claro, podia ser algo mais próximo do que Brutal Legend entregou, mas nem todo mundo tem um Tim Schaefer pra fazer o roteiro dos jogos, então o pessoal se vira com o que tem.

Reprodução: Nuberu Games, ZeroUno Games

Aleatório, mas não tão aleatório assim

Antes de começar a falar mais sobre o jogo, primeiro falar sobre o principal problema que temos aqui. O jogo possui um bug, não sei quais as condições de ativação, mas no PS4 (ao menos), existe a possibilidade de todos os botões do jogo pararem de funcionar, dentro do jogo.

Nos menus antes de uma run, vai funcionar de boa, mas no começo da run, tudo para. O única “solução” que encontrei foi basicamente apagar meu save do jogo no sistema. (fiz backup só por precaução) Logo após isso, os botões voltaram a funcionar.

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O jogo possui seis fases divididas em 3 setores, o Ninho do Metal, o Festival de Metal e o Inferno. Essas fases são geradas mais ou menos de maneira procedural, com os inimigos sendo colocados aleatoriamente nas salas.

Mas aqui as coisas não são tão aleatórias assim, já que existe uma quantidade limitada de layouts que cada fase oferece, o mesmo vale pros inimigos que estarão posicionados. As fases vão adicionando aos poucos os diferentes tipos de inimigos, mas ainda assim de certa forma, as salas vão se tornando previsíveis conforme se morre e recomeça a jornada.

A cada run que você faz, existem alguns objetivos a se cumprir, objetivos esses que lhe dão uma espécie de XP que você pode usar pra comprar perks permanentes (ou pra próxima run). Você pode aumentar dano, velocidade, dar um slide, começar com um set aleatório de itens, entre outros.

Reprodução: Nuberu Games, ZeroUno Games

As fases, além das salas de inimigos, possuem algumas salas especiais, que podem ser a sala de presentes, a loja, a sala de armadilhas (que usualmente possui um item ou dinheiro para coleta) e a sala dos desafios, onde se deve matar hordas de inimigos em um tempo determinado pra ganhar itens como dinheiro, saúde ou outros utilizáveis.

Alguns inimigos ou objetos destrutíveis “droparão” coisas como dinheiro, saúde, palhetas (que funcionam como escudo), bombas e itens utilizáveis, além de chaves que podem ser usadas pra abrir baús e portas que estejam trancadas (a probabilidade de uma porta estar trancada é mínima).

O jogo em si funciona como um Twin-Stick shooter, ou seja, se move com um analógico e mira com o outro, com o tiro no botão de gatilho, a bomba no R1, e os itens utilizáveis no L1/L2. Os inimigos são de diversos tipos, e é necessário saber como a movimentação deles é para reagir de acordo.

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Você tem quatro personagens selecionáveis (dois disponíveis de cara e dois disponíveis após terminar as fases 5 e 6), cada um deles com atributos diferentes, relativos a energia, velocidade, força e cadência (frequência) de tiros. E a escolha do personagem, fora a questão dos atributos, é algo cosmético, já que não interfere em nada no começo ou final de jogo, o que muda basicamente é o personagem na cutscenes.

A questão dos chefes também é aleatória, já que com exceção das fases 5 e 6, onde você enfrenta as duas formas de Kuk, os chefes podem vir em qualquer ordem, embora a probabilidade de tal chefe aparecer em tal fase é igualmente aleatória. E as batalhas contra eles funcionam mais ou menos como em um shooter, eles possuem padrões de ataque que vão ficando cada vez mais agressivos conforme a vida deles diminui.

Em termos de dificuldade, o jogo tem uma dificuldade um bocado desbalanceada. Digo isso no sentido de que da fase 4 pra 5, há um aumento exponencial na agressividade dos inimigos. E a dificuldade também é afetada pela seleção de personagens, já que enquanto que os personagens disponíveis no início do jogo são ideais para quem tá começando, os dois outros são ideais para quem já tem experiência no gênero e no jogo, já que eles possuem desvantagens gritantes (baixa velocidade e cadência pra um, baixa vida e força para outro), mas que suas vantagens (dano em um e velocidade e cadência em outro) podem compensar para os especialistas.

Como o jogo só possui seis etapas, uma run pode durar pouco ou muito, dependendo dos drops de item que você conseguir, mas como você tem quatro personagens, há um bom fator replay. E a platina do jogo não é tão trabalhosa, com pouco de trabalho é algo fácil.

Reprodução: Nuberu Games, ZeroUno Games

Gráficos decentes e muito METAL!

Graficamente, Metal Tales: Overkill não chama a atenção. É um título de 2016, feito por um estúdio pequeno, claro, mas isso não tira o fato dele ser até meio simplista. Os cenários até que são criativos, mesmo possuindo modelagem simples. Os inimigos e personagens, quando conseguimos discerni-los, até são bem feitos e os chefes são bastante criativos.

A apresentação da entrada e final do jogo, feito num estilo de quadrinhos é até que bem trabalhada, inclusive na minha opinião, o jogo seria melhor se tivéssemos mais dessas entre cada fase, porque do jeito que está, acaba ficando meio vazio.

O jogo possui um pequeno trecho de dublagem na cutscenes de introdução, que é em espanhol. Não é nada demais, mas precisamos mencionar, já que estamos falando da parte sonora… Que é recheada de METAAAAAAL!

O jogo possui uma trilha bem feroz, com diversos sub gêneros de metal representados, seja em boss battles, ou nos cenários em si. Não são nomes do quilate que Brutal Legend conseguiu, porque existe um abismo de diferença entre um estúdio pequeno na Espanha, e o poder aquisitivo da EA. Mas ainda assim, você pode acabar encontrando um novo artista pra ouvir, e mesmo que não encontre, certamente vai ficar headbangeando durante a jogatina.

Reprodução: Nuberu Games, ZeroUno Games

O encontro entre Rogue-like e heavy metal

Como eu havia dito, não há argumento no mundo que faça eu virar fã de rogue-likes, mas uma experiência decente aqui e ali, vale a pena o meu tempo. Claro, ainda estou no aguardo de consertarem o bug dos botões, o que me impede de recomendar Metal Tales: Overkill 100%, do jeito que está, talvez numa promoção. Mas é um bom jogo, se você curte rogue-likes e/ou heavy metal. A trilha boa e uma jogabilidade que funciona são os pontos fortes do mesmo.

Metal Tales: Overkill está disponível para PC, Nintendo Switch, PlayStation 4 e Xbox One


Essa análise foi feita com uma cópia digital de PlayStation 4 gentilmente cedida pela Zerouno Games.

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Trigger Witch | Bruxeira troca tiros com bigodudo, mais informações às 9 https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/08/26/trigger-witch-bruxeira-troca-tiros-com-bigodudo-mais-informacoes-as-9/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/08/26/trigger-witch-bruxeira-troca-tiros-com-bigodudo-mais-informacoes-as-9/#respond Thu, 26 Aug 2021 15:16:02 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=8148 Eu gosto de jogos 8-bit como qualquer um de nós, porém, uma coisa que eu queria que fosse mais regra e menos exceção nos indies, são jogos que abraçassem mais a estética dos 16 bits. Sei que tem um número considerável, mas pra cada Kaze and the Wild Masks, temos 10 Panzer Paladin. O que […]

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Eu gosto de jogos 8-bit como qualquer um de nós, porém, uma coisa que eu queria que fosse mais regra e menos exceção nos indies, são jogos que abraçassem mais a estética dos 16 bits. Sei que tem um número considerável, mas pra cada Kaze and the Wild Masks, temos 10 Panzer Paladin.

O que quero dizer com isso? Bem, a quantidade de jogos em 8 bit na indústria indie ainda é bem grande.

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E vou confessar aqui, apesar de ter um apreço genuíno, eu nunca fui muito interessado na série Legend of Zelda, tanto que só zerei o primeiro jogo. Num emulador de NES pro PSP. E eu já vi tanto randomizer de A Link to the Past que eu não consigo ver o jogo mais na minha frente.

Porque eu to falando sobre Zelda? Bem, a primeira vista, o jogo de hoje pode render comparações ao clássico do SNES, mas será que Trigger Witch é somente isso?

Confira conosco.

Glória ao Balisticismo!

Estamos no papel de Colette, uma aprendiz de bruxa (no começo do jogo) que leva jeito com armas de fogo.

No mundo de Evertonia, a magia acabou se tornando obsoleta e as armas de fogo, trazidas por um misterioso portal, são a regra. Porém, após sua formatura na Stock, a academia de Balística do reino, um homem misterioso aparece e a vida de Colette fica de pernas para o ar, já que este homem com um bigode peculiar não tem planos muito agradáveis para Evertonia.

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O ponto fraco de Trigger Witch é a sua história. Não que ela seja ruim, mas sim porque pelo pouco que o jogo nos oferece, muito mais poderia ter sido contado, o potencial era enorme.

Por outro lado, o plot twist do trecho final me deixou rolando de rir, e isso era tipo quase uma da manhã. Não vou contar aqui pra não estragar a surpresa, mas quem me segue no twitter ou viu algumas das minhas speedruns deve ter visto, mas enfim.

O mundo de Evertonia poderia ter sido mais explorado, mas não foi, o que é uma pena.

Tiroteio, exploração e caos

Trigger Witch

Ao invés de começar pelos pontos positivos sobre a jogabilidade, falarei de alguns pontos negativos.

O jogo tem um softlock em potencial logo no começo do jogo (quando a arma acerta a cabeça da protagonista), que ainda não foi patcheado. A única maneira de evitar isso é não smashar o botão pra avançar o texto nesse pequeno intervalo (como todo speedrunner faria). E caso o softlock aconteça, aí é fechar o jogo e reiniciar.

E em algumas salas, por alguma razão, é possível fazer com que a sala não carregue, e a única solução pra isso é voltar ao menu principal do jogo e recarregar o save mais recente. Não perde muito tempo, mas aguardamos patches aí para corrigir esses dois pequenos pormenores.

O jogo ele é de um gênero… Que eu não sou lá muito fã, o Twin Stick Shooter, que basicamente você mira com um analógico e se move com o outro. A princípio, só uma arma está disponível, mas com o tempo você consegue um arsenal que deixaria o protagonista de DOOM orgulhoso. Cada arma funciona de maneira diferente, como o esperado e cabe a você usar com sabedoria.

Evertonia é um mundo aberto e você pode explorá-lo a vontade em busca de maneiras de melhorar sua arma. Para melhorar, você precisa encontrar peças de upgrade em certos baús pelo mundo afora e gastá-las na loja de upgrades, além do dinheiro para os upgrades em si. O dinheiro pode ser obtido em alguns baús pelo mundo, ou simplesmente matando inimigos e coletando.

As dungeons do jogo são similares as de ALTTP em certas estruturas, você precisa de chaves para abrir certas portas, enquanto que em outros setores, é necessário matar todos os inimigos e por fim, tem algumas portas que só abrem se resolvermos algum “puzzle”. Os puzzles em si não são muito complicados, não afetando muito a fluidez da jogatina (a não ser que você seja burro, como este que vos fala).

Em alguns pontos de determinadas dungeons, o jogo mudará o estilo, de Dual stick shooter pra shoot’em up (com uma das etapas sendo basicamente uma homenagem a sequência “final” de Metal Slug 3), o que dá um pouco de variedade (e faz com que eu pareça menos idiota no processo) ao jogo.

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O jogo não possui itens de cura deixados por inimigos, você se recupera basicamente usando uma poção, que enche sua vida inteira, e pode ser recarregada conforme se mata inimigos. A princípio, você possui apenas uma poção, mas esse número é aumentado durante a jogatina (uma você ganha com o progresso da história e a outra se compra no casino).

As batalhas contra chefes são mais ou menos o que você esperaria de um jogo como esse, veja como funciona o chefe e aja de acordo, sendo que em alguns casos, você só pode atacar em determinado momento, quando se abre o ponto fraco dele.

Em termos de duração, dependendo da dificuldade, e se você sabe ou não as direções (e se quer fazer 100% ou não), o jogo pode levar de 4 a 8 horas para ser concluído, com algum tempinho a mais aí se você quiser fazer a platina. Não é um trabalho complicado, mas admito que tive que olhar online pra pegar alguns dos coletáveis pra platina.

Caos colorido

Trigger Witch

A trilha sonora de Trigger Witch é bem competente. As músicas passam bem o clima de aventura e ação pedidos. E os samples de voz são bem “16-bits”, se é que isso é algo.

Graficamente, o jogo lembra bem o já supracitado A Link to the Past, mas com sprites um pouquinho maiores (ou é só o efeito de jogar numa TV de 43 polegadas). Os inimigos e NPC’s possuem bons designs em geral, apesar dos retratos dos diálogos ficaram um cadinho deslocados.

Os cenários do jogos são bastante variados, e em alguns casos, possuem bons efeitos climáticos. E o jogo é sangrento. Quando você mata os inimigos, voa sangue e tripas, mas se você for sensível (ou quiser um dos troféus), pode mudar isso trocando do modo Gore para o modo Piñata, onde os inimigos mortos estouram deixando docinhos, feito uma piñata.

É uma adição boba, e a não ser que você tenha um senso de humor pastelão, não vai ser algo utilizado. Mas não reclamo, porque achei hilário.

Jogue Trigger Witch

Trigger Witch

Se você tem um console, a palavra final é: se possível, jogue Trigger Witch. O jogo tem uns pequenos defeitos que precisam ser consertados, mas no geral é um dos melhores jogos (dos lançados esse ano) que joguei em 2021: Ação na medida certa, frenético, com a dificuldade acessível e muito divertido.

Trigger Witch está disponível para PlayStation 4, PlayStation 5, Nintendo Switch, Xbox One e Xbox Series.

Essa análise foi feita com uma cópia digital de PlayStation 4 que foi gentilmente cedida pela produtora.

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