Arquivos Steam Early Access - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/steam-early-access/ Um pouco de tudo na medida certa Thu, 24 Apr 2025 18:06:51 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Steam Early Access - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/steam-early-access/ 32 32 Supercar Collection Simulator | Vendendo (Not) Hot Wheels https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/04/24/supercard-collection-simulator-vendendo-not-hot-wheels/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/04/24/supercard-collection-simulator-vendendo-not-hot-wheels/#respond Thu, 24 Apr 2025 17:22:28 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=20087 As vezes, alguns jogos viralizam não porque são profundos e com valores altos de produção, muitas vezes o jogo que viraliza tem justamente mecânicas absurdamente simples, e premissas mundanas. Claro, todo sucesso gera muitas cópias, isso aprendemos… Com Pong e Space Invaders. Um dos sucessos recentes de premissas mundanas que explodiu pra caralho foi o […]

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As vezes, alguns jogos viralizam não porque são profundos e com valores altos de produção, muitas vezes o jogo que viraliza tem justamente mecânicas absurdamente simples, e premissas mundanas. Claro, todo sucesso gera muitas cópias, isso aprendemos… Com Pong e Space Invaders. Um dos sucessos recentes de premissas mundanas que explodiu pra caralho foi o Supermarket Simulator, que gerou um monte de clones, inclusive alguns MUITO CRETINOS que tem capas e imagens geradas por inteligência artificial. E esses slops feitos de qualquer jeito estão infestando as lojas do Steam e dos consoles. Veja bem, eu não sou completamente contra o uso de AI pra auxiliar nos jogos, mas na minha opinião, existe uma diferença entre você ter o auxílio de AI num projeto pra simplesmente fazer um slop de qualquer maneira. Aliás, falando em super mercado, você sabia que aquele jogo velho, Pick-up Express (o do Gugu) é nada mais nada menos que a reskin de um jogo sueco chamado Mega Game 2? E Mega Game 1, chegou ao ocidente como Mall Mania é um jogo de Super Mercados, onde você tem que pegar as compras com o carrinho de compras, no mesmo estilo de Pick-Up Express.

Outro jogo que estourou, foi o TCG Shop Simulator, onde você é o dono de uma loja de card games, e pode organizar torneios, evitar gente fedida e colecionar cartinhas pra vir as mais raras. Graças a comunidade do Steam, mods permitem mudar das cartas feitas pro jogo para cartas de TCG’s famosos como Pokémon TCG, Magic e Yu-Gi-Oh. Não duvido que tenha um mod com o TCG do Hololive, ou tenha alguém criando esse mod enquanto faço esse texto. Mas por mais que esses jogos tenham sido hits, eles não chamaram minha atenção. O motivo? Eu nunca foi muito fã de Card Games, e Super Mercados… Bem, mesmo sendo de maneira lúdica, gerenciar um deve ser um horror.

Sabe uma coisa que eu gosto, entretanto? HOT WHEELS. Ou carrinhos de metal. A culpa primariamente é do canal 3D Bot Maker. É um canal onde corridas de hotwheels são produzidas com pistas customizadas. É algo fantástico, storylines, rivalidades criadas. E se você for no canal, vai ter horas de conteúdo com carrinhos de várias marcas, desde torneios de Ferraris, a corridas de rali com saltos. E é claro que alguém ia fazer um jogo sobre isso, mas obviamente, sem a licença dos carros.

A Kiki Games lançou em março no Steam, a prévia de Supercar Collection Simulator (Supercar Collection Simulator Prologue) e é claro que algum cretino pegou a ideia, fez um clone, colocou uma capa feita por AI e tá na PSN lá pra quem quiser, um jogo similar, lançado 10 dias antes de Supercar Collection Simulator. Bem, independentemente disso, em acesso antecipado, dia 14 de Abril foi lançado Supercar Collection Simulator. E essa é a nossa análise.

Vou ter minha loja de Carrinhos

Você é uma pessoa, que inspirada por aquele velho comercial de Hot Wheels do Lava Rápido decide criar uma loja para vender Hot Wheels, mas como a licença para vender carros da Mattel é muito cara, você decide por carrinhos genéricos. Para abrir a loja, você fez um empréstimo com um agiota dando um de seus rins como garantia.

Agora, com a loja aberta, você precisa se dividir entre colecionar carrinhos você mesmo, vender carrinhos e conseguir dinheiro suficiente pra pagar a dívida com o agiota e POR QUE TEM UM FILHA DA PUTA ASSOPRANDO UMA FLAUTA AO LONGE? Sim, eu interrompi o review porque tem um filho da puta belzebu chupador de pus e bebedor de espinhas achando que é o Flautista de Hamelin, mas não passa de um músico medíocre feito o Michael… Que Michael? Não interessa no momento. Onde eu estava?

Ah, sim… Conseguir dinheiro. Obviamente, o jogo não tem uma história, eu só criei esse enredo pra fazer um pouco de graça e alongar o texto. E meio que essa é a graça de um simulador desses (também vale pro TCG Shop Simulator, ou qualquer outro jogo de loja), você cria uma narrativa imbecil pra dar um motivo pra você ter aquela loja.

Venda, colecione e amplie sua loja

O looping básico de vendas é extremamente simplório, explicado num tutorial. Você começa o jogo fazendo o primeiro pedido de carrinhos, colocando eles na prateleira e determinando o preço. No começo, você terá que atender os clientes no caixa, mas conforme se avança no jogo, será possível contratar caixas para desempenhar essa função. Você precisa ter cuidado, já que dependendo do preço que colocar, os clientes irão desistir da compra. Claro, que conforme se avança no jogo (ganhando níveis com vendas e abrindo carrinhos), outros tipos de caixas de carrinhos, pistas e skill cards serão disponibilizados e o faturamento vai subir..

E não apenas a compra e venda de carrinhos fará parte, porque há um fator coleção, já que você pode abrir algumas caixas de carrinho para aumentar sua coleção… Claro, existe todo um sistema de risco-recompensa. Eu vendo essa caixinha aqui e faturo a grana, ou abro pra ver se vem AQUELE CARRO RARO. E você pode vender os carrinhos raros, após comprar uma prateleira pra exposição, logo, uma caixa de carrinhos de 15 dólares, pode contar um carrinho que pode ser vendido por 700, 800 dólares. Um lembrete óvio, é sempre tentatr manter um saldo positivo no caixa, pois a cada dia, pagamentos deverão ser feitos.

Assim como no TCG Shop Simulator, você pode organizar torneios de Card Games, aqui você organiza corridas com miniaturas e pistas. Pra ter essas corridas disponibilizadas, é preciso comprar uma mesa (com cadeiras). A Ironia desse jogo é que a mesa é entregue numa caixa com o mesmo tamanho das caixas de carrinhos que você compra. Piadas a parte, também há um componente multiplayer em Supercar Collection Simulator… Infelizmente, como vocês sabem, eu sou ABSOLUTAMENTE AVERSO A MULTIPLAYER, então não vou comentar a respeito.

Decente graficamente

Os gráficos do jogo são funcionais. Você provavelmente já viu alguns desses assets em outros jogos, mas eles servem o propósito deles. Eu honestamente aguardo suporte a mods, para carros famosos serem adicionados por fãs. Inclusive seria um bom contorno ao fato de que não tem a licença da Mattel.

Distração sem fim

Supercar Collection Simulator é um jogo com bastante potencial (O jogo está em acesso antecipado) e oferece um conteúdo bacana pra quem curte carrinhos de Hotwheels. O loop de gameplay é semelhante ao do TCG Shop, mas na minha opinião esse aqui é mais interessante pela temática. Com os elementos de gacha (felizmente sem o lado predatório), possibilidade de online e colecionismo, o jogo é uma boa pedida pra distrair.

Nota final: 8.5/10

Supercar Collection está disponível para PC no acesso antecipado, Android e iOS, e esta análise foi feita com uma chave do Steam enviada pela Kiki Games.

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Wild Woods | Tem pouco conteúdo, mas tem potencial https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/01/17/wild-woods-tem-pouco-conteudo-mas-tem-potencial/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/01/17/wild-woods-tem-pouco-conteudo-mas-tem-potencial/#respond Fri, 17 Jan 2025 19:45:10 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=18982 Olha só, depois de meses de rumores, especulações e vazamentos, a Nintendo finalmente anunciou oficialmente o Nintendo Switch 2, dessa vez não cometendo o erro do Wii-U, colocando um 2 ao lado do nome do console. Sério, o fato do sucessor do Wii não ser um Wii-2 prejudicou muito o console. Porque ele tinha tudo […]

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Olha só, depois de meses de rumores, especulações e vazamentos, a Nintendo finalmente anunciou oficialmente o Nintendo Switch 2, dessa vez não cometendo o erro do Wii-U, colocando um 2 ao lado do nome do console. Sério, o fato do sucessor do Wii não ser um Wii-2 prejudicou muito o console. Porque ele tinha tudo pra ser um sucesso, retrocompatibilidade com o Wii, suporte aos controles do mesmo, a Nintendo tropeçou FEIO NO MARKETING.

Se bem que falha no Marketing define o começo da década de 2010, quem aí não lembra do início flopado que o 3DS teve? A Nintendo deu a volta por cima abaixando o preço do portátil e o próprio Satoru Iwata diminuiu o próprio salário (algo tipicamente japonês). Mas enfim, isso a parte, temos pelo menos dois jogos confirmados para o Switch 2, um novo Mario Kart, e Yooka-Replaylee (que em seu anúncio da versão de consoles, confirmou que sairia para o sucessor do Switch). Provavelmente devem ter alguns outros jogos.

Mudando de assunto… Uma constante ultimamente aqui no Arquivos do Woo, são análises de jogos em acesso antecipado, posso citar Realm of Ink, Ink, Sensei! I Like you so much, Lost Eidolons: Veil of the Witch, Gods of the Twilight e Alterium Shift, sem contar análises de jogos que saíram do Acesso Antecipado como Mars 2120 e Magenta Horizon… Onde eu estava? Sim, acesso antecipado.

É uma mão na roda, mas uma maldição para devs ao mesmo tempo. Por um, você pode conseguir feedback precioso dos jogadores, por outro, gente ansiosa e emocionada demais pode dar um review negativo por conta de bugs ou falta de conteúdo do jogo. Dito isso, a análise de hoje é de Wild Woods, jogo que chegou em acesso antecipado em dezembro de 2024 e tava no meu backlog de reviews de fim de ano. Maaaas, vamos nessa.

Proteja o Vagão e fuja da floresta malégna

Na mística floresta de Eldoria, quatro gatinhos bravos chamados Fluffy, Mittens, Whiskers (the Wonder Cat) e Simba viviam pacificamente, em harmonia com as outras criaturas, e nada tinham a temer. Porém, certa vez, rumores começaram a se espalhar de que uma criatura maligna (malégna) estava a aterrorizar a paz.

Os gatinhos resolveram juntar suas coisas e em sua carruagem, decidem dar no pé, dispostos a evitar a criatura que aterroriza Eldoria. Agora, eles terão que fugir da floresta e defender a carruagem dos perigos que assolam a floresta durante as noites.

Eu certamente inventei metade da história, mas é essa a premissa básica do jogo, você sozinho, ou em coop com até outras 3 pessoas. Olha, eu trabalho com o que tenho, e o jogo não nos dá nada de história, então eu tenho que tirar coisas do rabo.

Boa jogabilidade, mas pouco conteúdo

Vamos começar com um dos negativos de Wild Woods. E isso em geral é um dos males do Acesso Antecipado… Wild Woods tem apenas dois bosses. E considerando que o jogo custa quase 50 reais… É meio difícil dar uma desculpa. Não é como outros jogos de acesso antecipado que analisamos, como Gods of the Twilight e Sensei! I like you so much!, que mesmo em acesso antecipado, tem um conteúdo considerável.

Dito isso, Wild Woods mistura um pouco hack’n slash top down com elementos de Tower Defense e Roguelike. Mas vamos lá, enquanto a sua carruagem vai navegando pelo cenário, você coleta recursos destruindo árvores e arbustos, isso será importante mais adiante. O jogo funciona em ciclos de dia e noite. Durante o dia, colete recursos e leve-os para a sua carruagem. Com os controles simples, fazer isso é simples… Especialmente se jogado com joystick (os controles no teclado e mouse são desajeitados, especialmente se você joga num notebook e seu touchpad maldito).

Durante a noite, você pode coletar recursos, mas a escuridão atrapalhará, você precisa manter as tochas da carruagem acesar para manter a iluminação. Não apenas isso, mas sem iluminação, o personagem irá sentir frio, a princípio deixando-o mais lento, para em seguida tirar dano. E é durante a noite que as criaturas atacam você e seu vagão. Com o combate simples, deixa a parte noturna divertida. E é esse ciclo de dia e noite que compõe o loop principal de gameplay.

Durante a jornada, você encontrará encruzilhadas que ditam a rota que você toma, algumas podem ser mais desafiadoras que outras, dando um pouco de risco/recompensa ao jogo. Nos acampamentos, perks e upgrades podem ser adquiridos utilizando o dinehiro e recursos. Nos acampamentos residem os elementos de roguelike, com aleatoriedade e rerolls disponíveis, como manda a cartilha. O jogo pode ser jogado single-player, mas Wild Woods brilha mais no multiplayer, seja no local/remote play, ou no online, com servidores em determinadas regiões. Só que ainda há (esperados) problemas nesse quesito também, já que não é possível salvar ou continuar uma partida no coop online, ou reconectar a partida de amigos caso alguém do grupo tenha desconectado. Para um jogo com cooperativo, isso é im problema.

Visualmente relaxante, trilha competente.

O visual é bem puxado pro casual, com cenários coloridos… Bom, os dois que o jogo possui no momento. Apesar disso, a repetitividade, impera porque a carruagem anda a um ritmo de procissão. Os personagens são bem animados, mas ainda assim… Não sei como colocar isso em palavras, o clima do jogo é relaxante. Especial com a trilha sonora, que varia entre uma música de boa na lagoa, para batidas ritmadas e com mais emoção durante as noites, ou as boss battles.

Aguarde mais conteúdo

No momento, fica difícil recomendar Wild Woods pelo preço de 45 reais, talvez numa promoção do jeito que está, ou quando tiver mais conteúdo. Porque pela jogabilidade, sim, é um bom jogo, mas a falta de conteúdo com o preço cobrado, ainda não.

Nota Final: 7/10

Wild Woods está disponível para PC em acesso antecipado e essa análise foi feita com uma chave cedida pela Daedalic.

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Lost Eidolons: Veil of the Witch | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/11/26/lost-eidolons-veil-of-the-witch-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/11/26/lost-eidolons-veil-of-the-witch-analise/#comments Tue, 26 Nov 2024 18:07:47 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=18634 E continua a temporada do Sancini joga um roguelike, porque adivinha só, mais um roguelike chegou em minhas mãos. Outra coisa que chegou em minhas mãos são meus dedos, e não sei onde essa analogia foi parar. Enfim, eu não sou o mais experiente do mundo com Dark Fantasy, sabe, o gênero o qual provavelmente […]

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E continua a temporada do Sancini joga um roguelike, porque adivinha só, mais um roguelike chegou em minhas mãos. Outra coisa que chegou em minhas mãos são meus dedos, e não sei onde essa analogia foi parar. Enfim, eu não sou o mais experiente do mundo com Dark Fantasy, sabe, o gênero o qual provavelmente Dark Souls e Berserk pertencem… E algumas outras obras que não lembro o nome. De fato, Fantasia não é lá minha área de expertise. Eu gosto de coisas do gênero, mas não é meu foco.

Dito isso, em 2022, o Ocean Drive Studio lançou para PC o RPG tático Lost Eidolons, que com a ajuda da Plug-in Digital, foi portado em 2023 para Playstation 5 e Xbox Series X|S (Fun Fact: O jogo é mais barato no Xbox Series do que no PC). E no ano de 2024, após ter trabalhado em dois jogos no ano anterior, o estúdio resolveu voltar ao universo de Lost Eidolons com um spin-off que chegou agora no começo de novembro em Acesso Antecipado ao Steam.

Será que Lost Eidolons: Veil of the Witch se destaca ou cai naufragando, tais quais as chances do Novorizontino, que quase chegou a série A, até o gol do Goiás? Confira na nossa análise.

Por uma chance de viver e recuperar a memória

Você, uma pessoa chamada Ashe (O jogador pode escolher ser homem ou mulher, adivinha qual escolhi?) morreu. Uma bruxa misteriosa encontra você na morte e o liga a ela. Então ela o manda de volta em seu caminho alegre para cumprir seu propósito na vida. Qual é esse propósito, é um mistério até para você. Convenientemente, a tragédia da morte apagou suas memórias. Tudo o que você tem para continuar é uma carta e um nome mencionado nela. Claro, a bruxa não se importa com isso e tem planos próprios que provavelmente envolvem em algum momento se voltar contra você, porque é claro… Essa última linha é só especulação da minha parte porque esse é um jogo que ainda está em acesso antecipado e o jogo possui “somente” três capítulos concluídos.

Você está em uma ilha sem escapatória. A ilha é tomada por uma epidemia de mortos-vivos. Você convence novos companheiros de que não há sentido em ficar parado. É melhor partir e fazer algo você mesmo. Você tem uma pessoa para encontrar. Os outros aparecem e você forma um grupo de aventureiros.

Ao longo da aventura, você enfrenta humanos do outro lado da guerra, monstros e mortos-vivos. A história é funcional, apesar de possuir algumas arestas a serem aparadas, e os personagens são uma mistura de personagens novos e alguns retornam do Lost Eidolons original (nessas horas, é bom consultar outras análises porque esse é mais um exemplo de franquia que o Sancini começa pelo segundo, HOORAY!).

Enfim, eu disse que o jogo possui “somente” três capítulos, mas o “somente” está entre aspas, porque a campanha pode ter duração de até trinta horas, isso sem contar o chefe super secreto que eu não deveria contar pra vocês que tem. Oops, foi mal. Mas sim, o jogo possui três capítulos extensos, que levam a batalhas contra chefes, e se o jogador cumprir determinados requisitos, um chefe ultra super secreto surgirá.

Brutal, viciante… E a morte faz parte do gameplay

Imagine uma versão ainda mais brutal de Fire Emblem, essa é a ordem de Veil of the Witch. Mas vamos por partes antes de chegarmos ao combate.

Tudo começa na base, onde você irá desbloquear mais recursos enquanto morre, digo, joga. Dentre esses recursos estão inclusos conversas com seus companheiros para avançar na história, progressão e desafios.

A progressão de personagens vem de algumas formas, você pode promover os personagens, para que eles comecem com melhores status e habilidades possíveis, dando um boost no early game. E você também pode mudar a classe inicial de Ashe, se quiser dar um toque diferente nele/nela, apesar da classe inicial ser bastante efetiva. Os santuários podem ser utilizados para dar um boost em seus status, ouro e chance de melhores habilidades; Inclusive quando o santuário atinge um determinado nível, é desbloqueado um upgrade massivo único, além dos pequenos boosts de status.

O grupo inicial é formado por Ashe (Você pode renomear os personagens jogáveis)e outros quatro personagens, mas você pode desbloquear quatro extras durante o jogo, e cada um deles pode se tornar uma máquina de combate com os upgrades certos. No começo de cada um dos atos, você escolhe uma relíquia para uso passivo naquele ato, que irá desaparecer (assim como tudo que não é parte da progressão do meta do jogo), quer você vença ou seja derrotado, como manda a cartilha dos roguelites. Daí, você escolhe um lugar para ir, baseado nas recompensas que lhe são mostradas. Varia de área pra área, algumas não possuem combate, e só possuem eventos, onde a sorte é sua companheira na rolagem de dados.

O combate é onde o jogo brilha (e você possivelmente morre, hehe). os heróis e os inimigos estarão posicionados num grid e podem se mover e atacar em certos tiles. Você inicia, e depois, seus inimigos. Ao contrário de Fire Emblem, e outros RPG’s táticos, não há porcentagem de chance de acerto, todo ataque irá acertar. Ao invés da % de acerto, há um sistema de defesa, se a defesa for alta o suficiente, irá tankar parte do dano do ataque. É bom, porque torna o posicionamento de personagens tanques mais vital… Porém, isso não quer dizer que personagens velozes e frágeis, como Ladinos sejam inúteis, muito pelo contrário, eles são frágeis, mas são letais, especialmente se você adquirir maneiras de camuflá-los da visão inimiga.

Seus aliados e você podem EVOLUIR durante o combate, já que durante o combate você pode ganhar itens pra melhorar seu equipamento. Isso pode dar habilidades extras ou habilidades passivas que impactam o gameplay. Aumentar de nível garante um roll de aumento de status ou habilidades para escolher. Mesmo coisas como a morte são incorporadas ao gameplay e lore, já que cada morte sua garante um pouco da lore de Veil of the Witch.

Mais bonito e estiloso que seu antecessor

O jogo tem uma estética Dark Fantasy bem feita, e os personagens são estilizados. Felizmente, ele não cai no erro de jogos AAA com personagens feios. Conta com bons cenários, uma bela arte, e o jogo tem uma performance decente em máquinas modestas.

A trilha sonora é bastante competente, apesar de não ser marcante… Infelizmente ainda não é possível ouvir a trilha do jogo fora dele (isso é, ninguém disponibilizou em lugares como o Youtube ou o Bandcamp, que é como faço pra pegar inspiração pros textos).

Uma grata surpresa

Se você curte RPG tático e roguelike, dê uma chance a Lost Eidolons: Veil of the Witch, é um título sólido e uma boa surpresa pra 2024, num ano com muitos grandes fracassos, os índies vem provando que basta fazer um bom trabalho e ele será recompensado. Ainda há arestas para se aparar no jogo, é Acesso Antecipado, mas se o texto não deixou claro, recomendamos o jogo.

Nota Final: 8,5/10

Lost Eidolons: Veil of the Witch está disponível para PC através do Acesso Antecipado, e tem versões para Playstation, Switch e Xbox em produção no futuro. Essa análise foi feita com uma chave de acesso antecipado fornecida pela kakao games e peloo Ocean Drive Studio.

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Black One Blood Brothers lança grande atualização https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/11/19/black-one-blood-brothers-lanca-grande-atualizacao/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/11/19/black-one-blood-brothers-lanca-grande-atualizacao/#respond Tue, 19 Nov 2024 17:56:59 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=18622 O Helios Studio anuncia o lançamento de uma nova atualização importante junto com um novo vídeo de apresentação do jogo Black One Blood Brothers, atualmente disponível em Early Access no Steam. Em sua atualização mais recente, Black One Blood Brothers, que já apresenta 20 mapas para sua campanha solo, expande com dois novos cenários de […]

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O Helios Studio anuncia o lançamento de uma nova atualização importante junto com um novo vídeo de apresentação do jogo Black One Blood Brothers, atualmente disponível em Early Access no Steam.

Em sua atualização mais recente, Black One Blood Brothers, que já apresenta 20 mapas para sua campanha solo, expande com dois novos cenários de operações: New World Stronghold e Carrier Deck. A atualização também apresenta uma versão aprimorada do UAV, melhorando o aspecto vertical das missões. Além disso, um novo editor de campanha foi implementado, complementando o editor de mapas existente. Os jogadores agora podem desfrutar de controle incomparável sobre o jogo criando e compartilhando mapas e campanhas personalizados com a comunidade via Steam Workshop. Além dessas adições, a atualização oferece inúmeras melhorias e otimizações.

Black One Blood Brothers é uma conquista notável, desenvolvida por Victor (Helios Studio), um desenvolvedor independente solo. Este FPS tático fornece uma experiência estratégica profunda jogável em single player, com amplas opções de personalização e alta rejogabilidade. O jogo está se beneficiando da crescente popularidade entre os jogadores de acesso antecipado no Steam, com seu lançamento oficial da versão 1.0 agendado para 2025.

Em Black One Blood Brothers, os jogadores têm controle abrangente sobre todos os aspectos do jogo: desde tomar decisões estratégicas e táticas usando o menu TacMap e Quick Orders, até personalizar profundamente os operadores e seus equipamentos, e ajustar os níveis de dificuldade para uma jogabilidade adaptada às preferências e habilidades individuais. Com recursos como criação de mapa, missão e campanha — todos compartilháveis ​​via Steam Workshop — o jogo oferece uma experiência diversificada que atende a entusiastas de FPS de todos os níveis e origens.

Black One Blood Brothers é um jogo de tiro militar tático onde estratégia e coordenação são fundamentais. Ao se juntar à unidade “Black One”, você se torna parte de uma força de elite composta pelos melhores operadores do mundo todo. Desta vez, a ameaça é global, levando o Black One a missões de alto risco pelo mundo na esperança de resolver um conflito sem precedentes. Operando independentemente de qualquer governo, esta unidade trabalha nas sombras, livre de jogos políticos e restrições diplomáticas. Como líder deste esquadrão, você tem a tarefa de executar missões complexas onde cada decisão pode significar a diferença entre a vida e a morte. Personalize sua equipe, planeje e ajuste suas táticas dinamicamente e aproveite a alta rejogabilidade.

  • Modo de campanha: Operação “Serpent’s Whisper” – Durante a aventura oferecida no modo de campanha através da Operação “Serpent’s Whisper”, a história começa em resposta ao grupo insurgente “New World”, que lançou ataques devastadores pelo mundo em poucos dias. Sua missão é neutralizar esta ameaça e rastrear o financiamento por trás desses ataques através de 20 missões cada vez mais desafiadoras. Esteja ciente de que a perda de um operador é permanente!
  • Jogabilidade e realismo – Desenvolvido em colaboração com um ex-fuzileiro naval das Forças Especiais Francesas, “Black One Blood Brothers” se destaca por sua jogabilidade exigente e envolvente. Comande um esquadrão de 10 operadores, cada um com habilidades únicas, e alterne facilmente entre eles para alavancar suas especialidades na visão em primeira ou terceira pessoa. O sucesso depende de planejamento meticuloso, gerenciamento ideal de equipamentos e trabalho em equipe.
  • Planos e ordens rápidas – Implemente sequências de ação precisas para cada membro do esquadrão usando um sistema complexo, mas intuitivo, de “Plano de batalha”. Organize suas forças em várias equipes, coordene seus movimentos e crie táticas personalizadas para lidar com qualquer situação ou mude para o comando em tempo real com “Ordens rápidas” para tomada de decisão dinâmica.
  • Missões de alto risco – Realize missões de alto risco, incluindo neutralização de alvos, resgate de reféns, desarmamento de bombas e recuperação de documentos secretos.
  • Personalize seu esquadrão – A personalização está no cerne de “Black One Blood Brothers”. Monte seu esquadrão do zero, selecionando as habilidades de cada membro e armando-os com o melhor arsenal.
    Modos de jogo e rejogabilidade – Com uma variedade de modos de jogo (campanha dinâmica, Spec Ops, guerra, POW, cerco, lobo solitário, Blind Ops) e um editor de mapas poderoso e fácil de usar, “Black One Blood Brothers” oferece vasta rejogabilidade. Personalize suas missões, ajuste a dificuldade, selecione seus campos de batalha e compartilhe suas criações com a comunidade por meio do Steam Workshop.

Victor, desenvolvedor solo e fundador do Helios Studio, comentou: “Criar Black One Blood Brothers foi um verdadeiro projeto de paixão que me levou vários anos para construir. Meu objetivo era trazer de volta a alegria de um FPS tático single-player, onde todos podem jogar em seu próprio ritmo e desenvolver suas próprias estratégias de combate. Mas eu também queria ir além com o recurso inovador Battle Plan, adicionando uma camada extra de estratégia sobre a visão em primeira pessoa e comandos rápidos. Ver a comunidade do jogo crescer foi um verdadeiro prazer, e estou emocionado em lançar esta nova atualização, que aborda diretamente o feedback dos jogadores.

O jogo está disponível em Early Access no Steam por R$ 34,99

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Champion Shift está disponível em acesso antecipado https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/02/29/champion-shift-esta-disponivel-em-acesso-antecipado/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/02/29/champion-shift-esta-disponivel-em-acesso-antecipado/#respond Thu, 29 Feb 2024 15:59:37 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=16395 Uma nova cara entra no gênero roguelike de ação hoje com o lançamento de acesso antecipado de Champion Shift da SRG Studios. Obtenha uma prévia da mecânica única e das habilidades épicas do jogo no trailer cinematográfico de lançamento. Derrote a Domínion Champion Shift é uma nova adição emocionante ao gênero roguelike, trazendo guerreiros famosos […]

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Uma nova cara entra no gênero roguelike de ação hoje com o lançamento de acesso antecipado de Champion Shift da SRG Studios. Obtenha uma prévia da mecânica única e das habilidades épicas do jogo no trailer cinematográfico de lançamento.

Derrote a Domínion
Champion Shift é uma nova adição emocionante ao gênero roguelike, trazendo guerreiros famosos para o campo de combate. Começando sua aventura como o lendário Rei Arthur, corte as correntes do seu opressor com sua poderosa Excalibur e liberte seus companheiros lutadores para ajudar em sua jornada. Sob o domínio da Dominion – uma corporação sombria com a intenção de eliminar suas habilidades sobrenaturais – você deve lutar para alcançar a liberdade. Ao experimentar os diferentes mapas e inimigos de Champion Shift, desbloqueie mais campeões para se vingar da Domínion, incluindo Athena, Gilgamesh, Tomoe e muito mais.

Mude entre personagem e carro
Explore os personagens desbloqueáveis de Champion Shift, cada um com um kit exclusivo que se adapta a qualquer estilo de jogo. À medida que você derrota inimigos e explora mais o mapa, ganhe atualizações adicionais para seu kit, como o Uivo de Ymir, uma geada arrepiante que retarda os inimigos, ou o Veneno de Naga, um veneno potente que causa dano ao longo do tempo e enfraquece os inimigos. Com mais de 20 habilidades diferentes, escolha sua própria aventura e crie um kit personalizado para sua corrida perfeita! Além do combate corpo a corpo, os jogadores podem alternar entre campeão e carro esportivo. Corra para sua próxima missão, controle seu carro para eliminar inimigos e use pontos de habilidade para adicionar habilidades e aumentar o dano geral do seu carro

Cooperação on-line para 4 jogadores
Jogue Champion Shift sozinho ou convide amigos para cooperar e coloque seus campeões à prova. Até quatro jogadores podem se unir para alavancar sua força e alcançar novos recordes de dano. Desafie multidões pelas ruas da cidade de Champion Shift, sobreviva aos ataques enquanto corre pelo deserto e enfrente chefes de elite para provar seu status de campeão!

Características:

  • Desbloqueie campeões icônicos, incluindo Sun Wukong, Athena e Gilgamesh!
  • Aumente o poder do seu campeão ao desbloquear atualizações através do eterno Yggdrasil.
  • Explore centenas de combinações de habilidades celestiais para personalizar sua corrida perfeita.
  • Batalhas contra chefes e encontros desafiadores com inimigos testam seu estilo de jogo e estratégia.
  • Alterne entre veículo e campeão, cada um com seus próprios pontos fortes e habilidades adicionais.
  • Ataques automáticos padrão ou mira manual opcional para uma experiência de jogo personalizável.
  • Jogue sozinho ou em cooperação com até 4 jogadores.
  • Partituras musicais originais elaboradas para cada palco, incluindo variações diurnas e noturnas.

Champion Shift já está disponível no Steam. Atualizações adicionais serão adicionadas durante o Acesso Antecipado para preparar o lançamento completo.

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Alterium Shift | Potencial Old-School https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/10/29/alterium-shift-potencial-old-school/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/10/29/alterium-shift-potencial-old-school/#respond Sun, 29 Oct 2023 18:15:55 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=15519 Eu não sou aquela pessoa que cresceu com toneladas de JRPGs na infância, de fato meu único contato com o gênero até a era da adolescência, e emulação, foi Crystalis no NES, e aquele era um RPG de ação. E como obviamente uma criança de seis, sete anos, sabia pouco de inglês, eu não fui […]

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Eu não sou aquela pessoa que cresceu com toneladas de JRPGs na infância, de fato meu único contato com o gênero até a era da adolescência, e emulação, foi Crystalis no NES, e aquele era um RPG de ação. E como obviamente uma criança de seis, sete anos, sabia pouco de inglês, eu não fui muito longe no jogo. E agora, com meu conhecimento em inglês, conhecimento do jogo e tudo mais… Eu ainda não consigo ir longe no jogo.

Então, meu contato com os chamados clássicos do gênero veio no começo dos anos 2000, na minha adolescência, graças a emulação. Final Fantasy IV, Secret of Mana, Lufia, Tales of Phantasia… E é claro, saves apagados se tornaram um trauma. Eu não tenho a nostalgia da geração de RPGs do PS1, nomes como Chrono Cross, Vagrant Story e Wild Arms eram alienígenas pra mim. Não é que os títulos supracitados neste parágrafo não tenham seu valor, pelo contrário, se você tem tempo, conferi-los não trará resultados ruins. A não ser que você não goste de ler.

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Por isso, quando algum título é anunciado pretendendo evocar os clássicos dos 16-32 bits, minha reação é bem parecida com as expressões dos personagens de Crepúsculo nos filmes: Uma cara de nada. Não que eu não possa ter apreciação por tais títulos, mas eles não vão me fisgar na “nostalgia da época”. O que se pararmos pra pensar, é algo mais positivo do que se imagina, já que eu não vou ter o viés de “esse jogo é automaticamente inferior a Chrono Trigger por ter algumas coisas parecidas”, vou julgar o jogo pelos méritos e deméritos, ao invés de ficar evocando comparações a cada cinco minutos.

O título dessa análise, Alterium Shift pretende evocar justamente a sensação de RPGs antigos, mas por outro lado, ainda não está completamente feito, já que o título está em acesso antecipado desde seu lançamento em Julho, e a Gravity Games Arise foi gentil em nos enviar uma cópia para a análise. Eu já tinha certa noção do que me esperava, porque joguei a demo durante o Steam Next Fest do meio do ano, mas nada além disso. Será que ele vale a pena o seu dinheirinho?

Reprodução: Gravity Games Arise, Drattzy Games

Uma Jornada entre dois mundos

Alteria é um mundo dividido. Num passado não tão distante, os elfos negros – que anteriormente se mantinham isolados, mostrando pouco interesse no mundo exterior – lançaram um ataque repentino ao reino dos humanos. Durante a guerra, os alquimistas humanos dominaram os poderes arcanos de Alterium, e foi esse desenvolvimento que permitiu que as forças humanas combinadas repelissem os elfos negros, que aparentemente desapareceram imediatamente após a derrota.

Uma geração depois, o General Dolion – herói da guerra – empreendeu uma campanha para encontrar jovens guerreiros que estivessem em sintonia com Alterium. Ele encontrou três: a teimosa mestra da lança Pyra, o arqueiro compassivo e inseguro Atlas e o feiticeiro travesso e egoísta Sage. Os três estão se preparando para o último teste antes de partirem para o mundo em geral.

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O que nenhum deles sabe é o que exatamente Dolion está testando. Um dos três está prestes a descobrir a existência de um segundo mundo paralelo – e acaba preso lá, deixado para voltar para casa apenas com sua inteligência e o poder mal compreendido de se mover entre as dimensões.

O jogo ainda não está concluído, e no momento, de acordo com os desenvolvedores, a jornada está em sua metade (é uma das vantagens e desvantagens do Acesso Antecipado, há a possibilidade de melhora, mas ainda não se viu tudo o que o jogo pode oferecer), e o jogo oferece um fator replay, que explicarei mais adiante

Alterium Shift
Reprodução: Gravity Games Arise, Drattzy Games

Uma boa jogabilidade, ainda que faltem recursos

Alterium Shift funciona como um misto de RPGs clássicos, com exploração, combate por turnos, e tudo parece saído de um jogo do PS1 (em especial com os fundos em 3D, também usados em alguns chefes), mas algumas coisas que são comuns em títulos mais modernos, como ordem de turnos e limit breaks.

A maior inovação do jogo vem do fato de que os três personagens, além de terem campanhas levemente distintas, garantindo fator replay, possuem habilidades únicas que podem ser usadas nos mapas para resolver quebra cabeças, abrir caminhos diferentes, novamente, dando um pouquinho de variedade aos playthroughs. No momento, as campanhas dos personagens são relativamente curtas, já que o jogo ainda não foi finalizado.

Porém, nem tudo são flores, já que a exploração de Alterium Shift não é muito intuitiva, não há um Diário para você consultar as side quests já feitas, e durante as batalhas, ainda não é possível ver o HP dos inimigos, o que deixa as coisas um pouco mais na base do decora “quantos ataques matam o inimigo”, algum indicador (o nome mudando de cor, como acontece em Dragon Quest por exemplo) seria já de grande ajuda.

Alterium Shift
Reprodução: Gravity Games Arise, Drattzy Games

Saído do PS1

Os gráficos de Alterium Shift parecem saídos dos melhores RPGs 2D dos anos 90, com um toque de PS1. Sprite com uma pixel-art belíssima, e cenários de cair o queixo, combinando com elementos 3D. O resultado final é excelente, especialmente considerando que o jogo foi feito por duas pessoas.

A trilha do britânico Jonathan Shaw é agradável e serve bem ao propósito da jornada. Composições competentes, que poderiam ter saído de algum jogo do PS1, ainda que não tenham a grandeza das famosas melodias dos RPGs da época.

Alterium Shift
Reprodução: Gravity Games Arise, Drattzy Games

Tem potencial

Alterium Shift ainda está em desenvolvimento, então comparar ele com títulos como Sea of Stars, ou clássicos como Chrono Trigger e Dragon Quest seria injusto. O jogo tem uma premissa interessante, funciona apesar dos defeitos e tem bons gráficos. Pelo preço atual, talvez espere uma promoção.

Nota Final: 7,5/10

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Alterium Shift está disponível para PC em Acesso Antecipado, com versões para Switch, PlayStation 4, PlayStation 5 e Xbox a caminho no futuro. Esta análise foi feita com uma chave digital de PC cedida gentilmente pela Gravity Games Arise

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