Arquivos Speedruns - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/speedruns/ Um pouco de tudo na medida certa Thu, 07 Apr 2022 21:28:07 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Speedruns - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/speedruns/ 32 32 BRAT Páscoa 2022: Jogo + Rapidez + Boa causa https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/04/07/brat-pascoa-2022-jogo-rapidez-boa-causa/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/04/07/brat-pascoa-2022-jogo-rapidez-boa-causa/#respond Thu, 07 Apr 2022 21:17:42 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=10697 A BRAT, série de eventos de speedruns beneficente, já publicou a agenda da maratona que irá ocorrer de 11 a 17 de Abril deste ano. A BRAT Páscoa 2022 terá como instituição beneficiada Médicos Sem Fronteiras (MSF). Até agora, o evento já arrecadou mais de 200 mil reais ao longo de 6 anos ajudando diversas […]

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A BRAT, série de eventos de speedruns beneficente, já publicou a agenda da maratona que irá ocorrer de 11 a 17 de Abril deste ano. A BRAT Páscoa 2022 terá como instituição beneficiada Médicos Sem Fronteiras (MSF). Até agora, o evento já arrecadou mais de 200 mil reais ao longo de 6 anos ajudando diversas instituições.

Os jogos continuam com altíssima qualidade. De jogos antigos a novos, grande parte de todas as gerações de consoles estão representadas ao longo da agenda do evento. Das lendas do antigo Game Boy até os jogos recentes de Playstation 5, muita coisa legal será mostrada nesses 7 dias de evento.

 

Reprodução: Konami

Com tantos jogos bons na agenda, fica difícil escolher o que mencionar. Pokémon Red terá uma exibição com o divertidíssimo LD_Speedruns, que irá jogar com um Snorlax quase toda a run. Diversos randomizers: Castlevania: Aria of Sorrow, The Legend of Zelda: The Minish Cap e Ocarina of Time trarão apresentações, onde todos os itens do jogo estarão em lugares aleatórios. Inclusive em Ocarina of Time, a agenda informa que haverá um “Especial MOBA do
Randomizer”; será como uma partida de League of Legends ou DotA 2: Chat e os Jogadores tomarão decisões alternadas, montando na hora a partida que será jogada. Isso quer dizer que os espectadores do chat do evento poderão escolher, por meio de picks e bans, quais serão os desafios usados contra os jogadores Tso15 e Soket.

 

Reprodução: Japan Studio, Sony Computer Entretainment

Outros jogos antigos também têm grandes destaques. A abertura do evento será com Donkey Kong Country de Super Nintendo, tendo todas as fases sendo batidas pela jogadora Nayume. O bloco de macacos continua com Donkey Kong
Country 2 sendo jogado em conjunto por BetoKos e poploops, e Ape Escape 3 por BeaRType, em uma corrida frenética atrás dos macaquinhos fujões. Super Mario World sempre aparece no evento, e dessa vez haverá uma corrida por todas as saídas do jogo entre 3 dos melhores jogadores do país: thugkjj, MarceloMatos e Narti.

 

Reprodução: From Software, Bandai Namco

Toda a franquia Dark Souls também está de volta, agora com a temática de “quão quebrado pode ficar este jogo?”. Diversos novos glitches foram encontrados nos últimos tempos, e será com certeza muito divertido de ver. Isso inclui o mais novo jogo da desenvolvedora From Software: Elden Ring está listado como jogo de incentivo no evento, onde as pessoas terão de doar para assistir a speedrun do jogo que foi lançado a pouco mais de um mês. A estimativa está em torno de uma hora e meia de jogo, então esperem muitas surpresas.

 

Reprodução: Konami

As doações têm grande influência na grade do evento, e alteram as regras dos jogos e da transmissão. Diversos incentivos são listados e conforme as pessoas doam para MSF, novos desafios são liberados, dificuldades são aumentadas e até mesmo jogos novos são liberados na agenda. Nesta edição, os espectadores precisarão liberar 3 jogos na agenda. Além da novidade Elden Ring, os jogos de incentivo são Sifu, um beat’em up inovador lançado há pouco mais de um mês, e nada menos do que Sunset Riders do Super Nintendo, onde o jogador Hiromunii irá
terminar o jogo vendado. O run and gun já é complicado de terminar, e fica ainda mais se for sem poder olhar pra tela!

 

Reprodução: Square-Enix

O final da agenda no dia 17 também parece fantástico. A frase “É perigoso ir sozinho, pegue essa espada” não significa muito para Tso15, que irá terminar The Legend of Zelda: A Link to the Past, passando por todas as dungeons sem usar as espadas do jogo. Logo em sequência vem Elden Ring se bater a meta, e logo depois a jogadora fran_cee irá detonar a romhack Super Metroid Impossible que dificulta e muito o jogo original. A guerra de doações entre salvar os frames e salvar os animais continua, mesmo nessa dificuldade extrema. E o jogo de encerramento não poderia ser outro: Chrono Trigger será terminado pelo jogador Fhelwanger em toda sua completude de missões, sem glitches, em menos de 6h15.

Com projetos no Brasil desde 1991, a organização MSF será novamente a beneficiária desta edição. Este ano, a agenda do evento traz espaços dedicados a entrevistas e bate-papo do público com jogadores e com profissionais de MSF. A equipe humanitária falará um pouco sobre sua experiência e sobre os diferentes projetos desenvolvidos pela organização. Também está prevista a participação do time de MSF no chat da Twitch, respondendo às dúvidas e interagindo com os espectadores durante o evento.

 

Reprodução: BRAT

As doações realizadas durante o evento vão diretamente para as contas de MSF na Paymee e na PayPal, sem intermediação financeira da equipe da BRAT.

Além de destravar novos conteúdos, a BRAT também sorteia brindes para os doadores, que são fornecidos pelos patrocinadores do evento. Cooler Master e Redragon são alguns dos confirmados, e a loja sBuddyPoke também enviará brindes. A Orangotee ainda está produzindo camisetas com artes exclusivas que podem ser compradas apenas durante o evento. Cada unidade vendida se reverte em R$ 5 em doações para a instituição.

Muita gente habilidosa jogando, uma causa nobre, e muita festa e diversão costumam marcar os eventos da BRAT, e este evento de Páscoa parece ter mais do melhor que a comunidade de speedruns brasileira tem a oferecer. Não perca!

 

Quando: De 11 de Abril a 17 de Abril de 2022
Transmissão OFICIAL: https://twitch.tv/brat
Agenda do Evento: Agenda BRAT Páscoa 2022

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Bouncy Bullets 2 | Plataforma de Precisão em Primeira Pessoa https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/12/01/bouncy-bullets-2-plataforma-de-precisao-em-primeira-pessoa/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/12/01/bouncy-bullets-2-plataforma-de-precisao-em-primeira-pessoa/#respond Wed, 01 Dec 2021 08:00:16 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=9088 Eu queria muito ter o Know How pra poder lançar um jogo comercial. Sério, eu tenho ideias, mas tenho 0 paciência pra estudar programação. Provavelmente eu já esqueci os pormenores da Ren’py porque eu sou sempre dois passos pra frente, um passo pra trás na hora de fazer uma visual novel. Porque estou digitando isso? […]

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Eu queria muito ter o Know How pra poder lançar um jogo comercial. Sério, eu tenho ideias, mas tenho 0 paciência pra estudar programação.

Provavelmente eu já esqueci os pormenores da Ren’py porque eu sou sempre dois passos pra frente, um passo pra trás na hora de fazer uma visual novel. Porque estou digitando isso? Só pra enrolar, não tenho assunto relevante pra abrir o texto.

LEIAM – Rainbow Billy: The curse of the Leviathan | Recolorindo o mundo

Mas eu queria, em algum momento futuro, realmente lançar um jogo comercial. Mesmo que ele nunca apareça em consoles e seja criticado na STEAM, só de lançar um jogo seria uma realização pessoal. Porém minha falta de motivação, aliado a um equipamento horrível sempre me impediram. Dito isso, vamos parar de enrolar.

Em 2019, a Petit Games (Super Destronauts DX, Inksplosion), junto com a Ratalaika Games, lançou Bouncy Bullets, um jogo de plataforma/tiro em primeira pessoa. O foco do jogo era basicamente realizar os desafios de platforming o mais rápido possível, sendo um jogo ideal para speedruns. E agora em 2021, o jogo recebeu uma continuação. Confira conosco se ele vale a pena o seu tempo.

Bouncy Bullets 2

O jogo não tem uma história, e não quero inventar uma

Bouncy Bullets 2 funciona exatamente como o primeiro jogo, são 45 fases onde se deve chegar até um portal, passando por diversos obstáculos.

Nessas fases, um hit e você morre, seja um tiro dos inimigos, ou cair nos espinhos, na água, ser atingido pelo fogo, pelo canhão ou pelo laser. Mas não tema, o jogo não é tão difícil quanto pode se parecer, e os inimigos também podem ser mortos. Você tem 3 tipos de inimigo, rosas, amarelos e pretos.

Os rosas você mata com os tiros rosa (gatilho direito), os amarelos você mata com os tiros da mesma cor (no gatilho esquerdo) e os inimigos pretos, se mata com um tiro ricocheteado na parede. Caso você mate os “inimigos cinza”, morrerá (tem um aviso enorme avisando disso).

LEIAM – Phantasy Star I – Diário de Bordo

O platforming no geral funciona como nos platformers de precisão (mas não exigem a mesma precisão), onde a velocidade e a fluidez dos seus movimentos serão a chave para terminar as fases o mais rápido possível.

Em diversas fases, gimmicks diferentes são apresentados, como os lasers, canhões, trampolins, canos de teleporte, etc. Mas apesar da dificuldade crescente, terminar o jogo (ou mesmo conseguir a platina) não deve exigir mais de uma hora do seu tempo, porém o jogo possui um bom fator replay com o modo speedrun, ideal para quem quer entrar no hobby.

Bouncy Bullets 2

Simples e colorido

Graficamente, Bouncy Bullets 2 é um jogo colorido. Tá, tem muito amarelo pro meu gosto, mas enfim. Os cenários não são detalhados, mas ao mesmo tempo são vivos. E graças a Deus não apostam naqueles modelos quadrados de pessoa que tem se tornado meio que moda em jogos independentes.

E temos leves diferenças nos cenários, comparando o modo normal do jogo, com o de Speedrun, nada muito significante, mas eu precisava definir aqui o parágrafo pra poder enrolar um pouco mais na análise.

A trilha sonora do jogo… É OK. Não ofende, mas são músicas que provavelmente (posso estar enganado aqui, mas vou assumir isso porque o jogo não possui tela de créditos) são Royalty Free. Nada contra, apenas apontando algo.

Fator replay e platina rápida

Bouncy Bullets 2 é o tipo de jogo que você pode abandonar depois de fazer a platina, ou sempre voltar a ele pra conseguir tempos menores em speedruns, se essa é a sua praia. Ele é meio que mais do mesmo em relação ao seu antecessor, então se você jogou o primeiro Bouncy Bullets, talvez não tenha razão pra jogar o segundo. A não ser que esteja numa promoção.

Bouncy Bullets 2 está disponível para Nintendo Switch, PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One e Xbox Series S|X.


Essa análise foi feita com uma cópia digital de PlayStation 4 gentilmente cedida pela Ratalaika Games.

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Minha experiência na Brazilians Against Time de 2019 https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/11/21/minha-experiencia-na-brazilians-against-time-de-2019/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/11/21/minha-experiencia-na-brazilians-against-time-de-2019/#comments Sun, 21 Nov 2021 19:28:02 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=9029 No período entre os dias 1 e 6 de fevereiro de 2019 aconteceu em São Paulo a quarta edição da Brazilians Against Time, maratona presencial de speedruns feita em prol da caridade, e eu fui um dos runners presentes no evento, esse artigo conta minha experiência lá desde o início. Sigam-me os bons. A Brazilians Against […]

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No período entre os dias 1 e 6 de fevereiro de 2019 aconteceu em São Paulo a quarta edição da Brazilians Against Time, maratona presencial de speedruns feita em prol da caridade, e eu fui um dos runners presentes no evento, esse artigo conta minha experiência lá desde o início.

Sigam-me os bons.

A Brazilians Against Time foi basicamente o motivo intrínseco de eu ter me tornado um speedrunner em Março do ano passado. E foi assim que começou, pouco depois da edição de 2018, eu twittei (agora não lembro se foi pro Hugo Carvalho, o organizador da BRAT ou se foi pro perfil da Brat) a seguinte mensagem: “Ano que vem vou estar aí, como runner.”. Pode ter parecido um tanto ousado, mas era a meta, nem que pra isso eu tivesse que faltar o trabalho.

Até então minhas experiências com speedrun eram basicamente umas tentativas no Mighty Gunvolt de PC (Com IGT na casa dos 20 minutos) e um jogo de plataforma chamado “Miko Training”, que não vou dar muitos detalhes, mas se você morria, literalmente era fodido. Sim, era um jogo adulto,

Logo, comecei a pegar jogos que gosto e tentar corrê-los, e começou assim, com Double Dragon II, que depois de muito tempo, consegui um tempo de 15 minutos e 15 segundos, na versão japonesa, dificuldade fácil. Daí foram a outros jogos, como Mighty Morphin Power Rangers: The Movie (que detive o World Record de uma categoria por meses), Bare Knuckle 3, Double Dragon IV, entre muitos outros, no SNES e PS2.

Avançamos um pouco no tempo, e como o meu PS2 tinha morrido, eu dei uma esfriada nas speedruns até perder o emprego e comprar o PlayStation 4. Nesse meio tempo, ajudei na comunidade brasileira de speedruns na retransmissão em português da Games Done Quick Xpress que ocorreu na TwitchCon de 2018 e voltei a fazer speedruns, focado no meu atual console de mesa, com Sonic Forces encabeçando no começo de Setembro, além de Timespinner e Samurai Warriors posteriormente.

Prosseguindo, abrem-se as inscrições pra edição de 2019 da Brazilians Against Time, pouco depois da edição especial que aconteceu na Brasil Game Show, e eu mando tudo que é jogo de PS4 e SNES que posso, de Warriors Orochi 4 a Double Dragon II, incluindo coisas de última hora, como Sonic Forces. Avançamos pro final do ano, e sai a lista de jogos aprovados, EU FORA SELECIONADO. Correria Mighty Gunvolt, abrindo o bloco de Mega Man, Sonic Forces e Sailor Moon R.

Começa 2019, e tenho novamente participação na retransmissão da Awesome Games Done Quick, que tem um gosto especial, pois uns meses antes, eu havia participado de uma maratona online pra arrecadar fundos pra ajudar a levar três runners de Mega Man pro evento, Luiz Miguel e Madu, brasileiros e o Soppa, um finlandês, para o evento.

Em fevereiro, finalmente começo a colocar as coisas pra viagem a São Paulo, como passagem, roupas e mala. A noite anterior a viagem foi típica pra mim, logicamente, eu não consegui dormir, ficando acordado até a hora de ir pra rodoviária. No caso, saí daqui da minha casa por volta das 3 da manhã, e como o tinha chovido no dia anterior, resolvo colocar uma jaqueta por cima da blusa que estava.

PRIMEIRO ERRO

Estava abafado pra caramba, e o ar condicionado do ônibus que peguei para a rodoviária não deu conta, então cheguei na Rodoviária Novo Rio pingando suor. Nisso, tive que esperar até a hora da viagem parecendo que tinha pegado chuva, mas felizmente por volta das 6 da manhã, o ônibus parte rumo a São Paulo, com uma parada planejada dali a duas horas em Rezende.

Felizmente o ônibus tinha wi-fi, mas aí, meu celular, que estava nas últimas, cismou do teclado parar de funcionar, então basicamente eu só podia mandar fotos pelo Instagram ou Facebook, ao menos quando o telefone não teimava em reiniciar porque sim.

Duas horas depois, passando por muita estrada e locais que te dão deja vu, o ônibus fez a parada planejada em Rezende. Eu estava com fome, então resolvi comer no “Shopping” da parada.

SEGUNDO ERRO.

Esse foi mais ingenuidade do que burrice, porque como eu nunca havia feito uma viagem de ônibus tão longa que necessitasse de paradas, eu não sabia que o preço da comida de parada de ônibus era tão alto. Diabos, uma torrada com um pouco de ovos mexidos e bacon custou a bagatela de 9 reais, juntando com o mate, mais o refrigerante e batata chips que comprei pra comer no ônibus (O que é um peido pra quem já tá cagado?), e essa brincadeira custou 25 reais.

O resto da viagem ocorreu numa mistura de estradas, estradas e estradas, tempo maluco, onde numa cidade caía um temporal e dois quilômetros depois o tempo estava aberto (São Paulo, Geovane, Geovane, São Paulo), e quando cheguei em definitivo na terra da garoa, fui recepcionado por seu habitante mais ilustre: O TRÂNSITO FILHO DA PUTA. Felizmente, como foi nosso primeiro encontro, ele foi gentil, e o ônibus que era pra ter chegado na Rodoviária do Tietê às 12:30, chegou por volta de 12:50. Obrigado, trânsito.

Lá, eu deveria me encontrar com um outro speedrunner, Fladervy (fera em Freedom Planet, Shovel Knight e Celeste) que viria do interior de São Paulo e o ônibus dele chegaria no mesmo horário. Só que eu mal lembrava da cara do Flad, porque tipo, só vi ele em GDQ e na Brat da BGS (onde rolou uma run foda junto com o argentino Revolucion, com 2 players 1 keyboard em Freedom Planet), nisso fiquei rodando pela rodoviária até ver um cara que lembrava muito ele, e venci minha timidez extrema e perguntei se era ele mesmo. Felizmente acertei. Nessa brincadeira já era uma e meia da tarde.

De lá, pegamos o metrô, e aqui deixo o adendo do quão cômodo é o sistema metroviário de São Paulo, pelo menos em comparação ao Rio, lá você pode ir de um ponto a outro da cidade, trocando de linhas. Claro, pegar na hora do rush deve ser tenso.

Não vou passar um play-by-play dos meus sete dias em São Paulo, mas basicamente em termos de convivência e clima, era sensacional.

Claro, muito do que rolou por trás do que era exibido no stream, foi graças a um pessoal que deu uma força imensa, como a APAE, que ajudou a providenciar a casa, e o pessoal do Beyond the Summit, que deu uma moral incrível com o equipamento de iluminação e câmeras, além de outras coisas que não me vem a cabeça agora.

Por conta de alguém que aparentemente queria fazer com que minha viagem fosse mais sobre ficar na casa do que runs espalhadas, todas as minhas runs aconteceram no mesmo dia, 4 de Março, segunda-feira de carnaval.

Antes disso, o que aconteceu foi eu ajudando com comentários em outras runs, ou lendo o chat (graças a um programinha maroto) na run de Mario Galaxy (que rolou num momento onde chovia bastante na Zona Leste de São Paulo e faltou luz nos dois quarteirões vizinhos, mas não na casa. RNG bom esse.) do Furlim.

As minhas runs foram na média, uma pena que eu nunca parei pra estudar termos técnicos ou strats avançadas (com exceção de Mighty Gunvolt, onde execução é a chave), mas ainda assim, foram divertidas.

Eu comecei abrindo o bloco de Mega Man com Mighty Gunvolt, e erros a parte, foi uma run decente, infelizmente o RNG não me ajudou e meu tempo IGT foi longe do meu PB. Pelo menos eu tinha a companhia do Mexicano_PB ali pra não ficar balbuciando sozinho por quinze minutos enquanto jogava.

Umas duas horas e pouco depois, eu estava lá novamente para jogar Sonic Forces, o que seria minha última speedrun do jogo. Sim, eu decidi me aposentar das runs de Forces, depois de ver o bluemania na AGDQ de 2019, e eu fiquei honrado de ter ali como companhia novamente o Mexicano_PB/CariocaMEX e o Kytes (que descobri depois é um xará meu), e a run foi basicamente três caras aloprando o jogo o máximo possível, fazendo piadas e se divertindo, já que o jogo não é necessariamente ultra diversão.

Por fim, minha última run foi Sailor Moon R, algumas horas depois, onde tive a companhia do hugo4fun, e felizmente teve gente que doou grana pra bidwar que rolou antes, pra que eu pudesse escolher a Sailor… E felizmente não escolheram a Mercury porque ela é muito ruim.

No geral, essa foi uma run tranquila, porque não tem momentos de “isso vai matar a run ou ferrar PB”, como pode acontecer com Mighty Gunvolt e Sonic.

Por fim, aquela foi minha participação como runner na Brazilians Against Time, mas ainda tivemos algumas surpresas no último dia, quando depois de descansar por algumas horas, eu acordo e simplesmente estava a melhor bagunça que já vi, o faeddin terminando Mineirinho, pra logo em seguida, juntar muita gente e memetizar uma speedrun de Michael Jackson’s Moonwalker, e esse foi o clima de encerramento da Brazilians Against Time.

E depois disso, mais tarde houve, e mais uma vez agradeço a APAE, um almoço no Outback do Shopping Metrô Santa Cruz. E claro, com aqueles preços lá, ainda bem que foi a APAE que pagou o almoço. Mas valeu a pena, porque é bom, apesar de no fim eu estar querendo colocar aquele chá gelado pra fora.

Na hora de ir embora, antes de me despedir da galera, decido ir no banheiro…

TERCEIRO ERRO.

Quando saio do banheiro, sete quilos mais magro, vi que me deram um balão e foram embora.

Não, não fiquei perdido, porque eu precisava ir pra rodoviária e o Shopping era ligado a estação do metrô, e felizmente, outro runner estava lá na estação, o Milani, então pegamos o metrô, ele pra Santo André e eu pro Tietê, onde fiquei aguardando o ônibus e provando o poder do gelo, pois a garrafa de água congelada ainda estava bastante congelada. Faltando doze minutos pro horário de embarque, o ônibus chega. O embarque acontece num misto de melancolia e alívio.

A melancolia vai dando lugar ao medo, porque por um lado, a ida para São Paulo se deu de manhã, a volta para o Rio foi já chegando no fim de tarde, e a noite amigo, a noite a Via Dutra é breu puro. Meu telefone a beira da morte, e por alguma razão, eu acompanhava algum jogo do Fluminense na rádio, e assim foi minha chegada ao Rio. Pra finalizar a melancolia, assim que desembarquei, fui “assaltado”, porque da Rodoviária Novo Rio, até o bairro onde eu moro (25 minutos de viagem talvez?), foram-se 60 Reais.

E assim, cansado, suado e com a porra de uma mala que minha mãe disse que era grande demais, mas quando saí pra viajar tava pesada, eu estava de volta ao conforto do meu lar. A sensação era de dever cumprido e de PUTA QUE PARIU, QUE TÁXI CARO, DA PRÓXIMA VEZ EU VOLTO MAIS CEDO E PEGO O BUSÃO.

Enfim, essa foi minha experiência na Brazilians Against Time desse ano. Se tudo der certo, 2022 talvez eu vá pra São Paulo novamente?

Agora você deve estar se perguntando… Sancini, porque está falando de algo que aconteceu em 2019?

A verdade: Esse texto, eu não lembro de ter terminado ele na época que escrevi.

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