Arquivos Souls - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/souls/ Um pouco de tudo na medida certa Sun, 20 Oct 2024 16:50:33 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Souls - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/souls/ 32 32 Deathbound | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/22/deathbound-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/22/deathbound-analise/#comments Tue, 22 Oct 2024 08:48:45 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=18072 Deathbound é um soulslike – inspirado em jogos como Dark Souls e Bloodborne — feito pelo estúdio brasileiro Trialforge, que promete trazer mais ao gênero, com uma historia que nao se limita a ano de fundo para o gameplay. Premissa A história do jogo não é vaga e espalhada em coletáveis como nos jogos da […]

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Deathbound é um soulslike – inspirado em jogos como Dark Souls e Bloodborne — feito pelo estúdio brasileiro Trialforge, que promete trazer mais ao gênero, com uma historia que nao se limita a ano de fundo para o gameplay.

Créditos: Trialforge

Premissa

A história do jogo não é vaga e espalhada em coletáveis como nos jogos da From. Ao invés disso, temos uma narrativa contada através de slides levemente animados, lembrando quadrinhos ocidentais independentes, que servem bem para ilustrar a narrativa.

A história é interessante: em algum momento do futuro, a imortalidade foi descoberta, o que obviamente levou a humanidade a certos avanços tecnológicos que não seriam possíveis sem essa tecnologia. Porém, por algum motivo, a morte voltou a ser um problema para a humanidade.

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Com isso, o mundo se dividiu em dois lados: Esquerda e Dir-, digo A Igreja da Morte e o Culto da Vida.

Nós começamos o jogo com Therone, um servo da Igreja da Morte e logo nos primeiros minutos somos apresentados à mecânica de Party, bem diferente de outros souls-likes, onde normalmente jogamos sozinhos.

Créditos: Trialforge

Sistema de Party inovador

É simplesmente mentira que Deathbound tenha INVENTADO o sistema de party em soulslike, mas é verdade que a forma que isso foi trazido aqui é inovadora.

Em Strangers of Paradise: Final Fantasy Origins, você tinha sim uma party, mas eles eram usados apenas como ajuda durante a luta. Em Deathbound, você controla diretamente seus personagens.

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É possível trocá-los de forma instantânea, durante os combos, usando sua barra de estamina (“sync“, como é chamada aqui). Você pode ter até 7 membros na sua party, e cada personagem possui características de jogabilidade diferentes.

Os ataques feitos através da troca de personagens, chamado de “Morph Strike”, são uma ótima forma de facilitar o jogo para aqueles que não são familiarizados com o gênero, pois uma build feita em cima dessa mecânica deixa o jogo menos frustrante em alguns momentos.

Créditos: Trialforge

Bugs e pontos negativos

Apesar de não ser um especialista do gênero, eu pude notar que a hitbox dos inimigos é pouco polida, e isso causa diversas frustrações onde uma morte do jogador não é sempre causada por erros dele mesmo, mas por bugs menores que vão se acumulando durante o gameplay.

Ele também tem inspirações mais clássicas do gênero, como o uso de itens de cura te fazer ficar parado. Isso faz o gameplay ser mais cadenciado e pensado, diferentemente de Bloodborne, por exemplo, que permitia uma maior agilidade até mesmo no recuo para se curar.

Um agravante negativo do design do jogo é o compartilhamento da energia entre os personagens, fazendo com que o jogador fique constantemente olhando a barra de energia no canto inferior-esquerdo da tela, para gerenciar sua energia.

Outro ponto relativamente negativo é a simplicidade dos chefes, que possuem estratégias básicas para serem derrotados e designs pouco inspiradores, mas nada que comprometa a experiência, pois a dificuldade ainda está presente e de forma justa.

Créditos: Trialforge

Exploração e pontos positivos

Graficamente o jogo é bastante simples mas cumpre seu papel. O design do ambiente é bacana e ele não performa mal — pelo menos não no PS5, onde joguei.

O mapa é simples, com um ou outro corredor que leva a uma área diferente, mas é impossível se perder e você também não tem aqueles momentos de outros jogos onde você abre uma porta e pensa “nossa, é aqui que esse caminho leva!”. É simples, porém funcional.

Também temos o já basicão skill tree, onde você faz upgrades de seus personagens. O jogo também é marcado pelos checkpoints espaçados, como as bonfires de Dark Souls. Nada de novo nessa parte.

Créditos: Trialforge

Veredito

Deathbound é um soulslike competente, que apresenta mecânicas novas que apesar de não tão polidas, funcionam bem para um primeiro game feito pelo estúdio.

É o tipo de jogo que eu recomendaria para fãs de soulslike que já jogaram todos os jogos principais do gênero e agora procuram algo para satisfazer a vontade de consumir um jogo desafiador. Deathbound possui algumas pontas soltas, mas é competente e mostra que há espaço para jogos AA, bastando que sejam feitos com tanto esmero quanto esse.

Nota: 7/10

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Esta análise foi feita com uma cópia do jogo cedida gentilmente pela distribuidora. Deathbound está disponível para PlayStation 5, Xbox Series S|X e PC (Steam).

 

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Morbid: The Seven Acolytes | Uma joia bruta https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/04/08/morbid-the-seven-acolytes-uma-joia-bruta/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/04/08/morbid-the-seven-acolytes-uma-joia-bruta/#comments Thu, 08 Apr 2021 21:47:16 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=7068 Nas inúmeras conversas que tive com amigos pela Internet, uma coisa que é unânime, é que o gênero souls-like saturou bastante nos últimos anos, desde o início de tudo com o “Masocore” original, Demon’s Souls. Agora, muitas produtoras fizeram suas tentativas no gênero (até falamos aqui no site de algumas delas, como Mortal Shell e […]

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Nas inúmeras conversas que tive com amigos pela Internet, uma coisa que é unânime, é que o gênero souls-like saturou bastante nos últimos anos, desde o início de tudo com o “Masocore” original, Demon’s Souls.

Agora, muitas produtoras fizeram suas tentativas no gênero (até falamos aqui no site de algumas delas, como Mortal Shell e Chronos, além da prévia de Nioh 2) e colocaram sua marca própria, indo por uma gama imensa de temáticas (existe até mesmo uma “Safadinha” que descobri por acaso) e tendo resultados diferentes, algumas tiveram destaque, outras nem tanto.

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A Desenvolvedora finlandesa Still Running até então havia feito dois jogos de relativo sucesso, Zombie Kill of the Week (PC), que é, sendo direto e reto, um Killing Floor em 2D, um jogo veloz e brutal, mas muito divertido e The Walking Vegetables (Multi), um top down shooter que também tem uma natureza veloz, mas com uma pegada diferente de Zombie Kill of the Week.

Por alguma razão, eles resolveram experimentar o gênero Souls-like com Morbid: The Seven Acolytes. Será que eles sucederam nessa missão?

Hora da caçada para salvar o mundo… Ou algo do tipo.

Você é a última Striver sobrevivente, uma guerreira feroz com a missão de derrotar os Sete Acólitos, poderosos monstros possuídos por deidades ancestrais, conhecidas como Gahars.

Os Gahars são ligados aos corpos dos Acólitos e através deles, conquistaram Mornia, escravizando a população e amaldiçoando o reino.

Hoje em dia, Mornia está em ruínas, os Gahars são reverenciados como deuses, enquanto os Sete Acólitos reinam sobre tudo, com seus malditos subordinados. Ainda existe a esperança, de que um dia, um Striver de valor surgirá destruindo os Acólitos, banindo os Gahars e redimindo Mornia.

Uma premissa simples, que esconde muito por detrás dos pixels bonitinhos que você vê na tela, se quer saber a minha opinião.

Mate, morra, aprenda e evolua… E morra mais um pouquinho porque isso é um souls-like.

Como eu devo ter dito, em alguns reviews, Souls-like não é lá a minha praia. Eu sou muito ruim. Mesmo. Não tô mentindo. Dito isso, apesar de não ter escolha de dificuldade, como Chronos, Morbid é uma das experiências mais fáceis no gênero, porque seus controles são de fácil assimilação.

Primeiro, porque ele não usa os malditos botões de ombro para ataque, e sim os botões da face, como todo jogo decente. E segundo, eles não são muito complicados de se aprender. Você aprende como jogar, num “tutorial” (aspas enormes porque não é tutorial) espalhado em livrinhos pelo mapa.

Você tem ataques fracos, fortes, esquiva (essencial nas batalhas contra chefes.), atalhos para itens no direcional digital do controle, um botão de defesa (que funciona como parry) e a possibilidade de ter uma arma de fogo (com a mira funcionando no segundo analógico nos consoles e o mouse no PC) adiciona uma camada de estratégia ao jogo.

Como qualquer Souls-like que se preze, obviamente pessoas diferentes vão preferir tipos diferentes de armas, mas é claro que para isso, você deverá encontrá-las na sua jornada. E caso sua familiaridade seja com mais de uma arma, não tema, pois você possui dois sets de armas diferentes para se divertir mais ainda (ou fracassar, como no meu caso, já que eu a princípio não tinha equipado arma no segundo set e fui querer matar um inimigo no soquinho, com resultados questionáveis).

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Tudo bem, chega de enrolação genérica, no curto e grosso, o combate de Morbid é bem gostoso, talvez pelo fato do jogo ser em 2D, como um Action RPG, a sensação do ataque conectando e a esquiva logo em seguida, é bem satisfatório.

O jogo possui um sistema de sanidade, que eu… Não sei como funciona, não por burrice minha, mas porque itens de recuperação da sanidade são fáceis de serem encontrados e com a opção de sempre respawnar as coisas ao meditar na Bonfire, digo, enfim. Dá pra Respawnar as coisas e farmar itens pra manter a sanidade de boa nas etapas mais avançadas.

E talvez seja só eu sendo burro, mas as armas de fogo as vezes parecem desajeitadas, mas novamente, talvez seja eu sendo burro… O que é provável.

O que não é burrice minha, entretanto, é que o jogo tem uma leve tendência a crashar. Nas minhas jogatinas, registrei pelo menos três ou quatro crashes, felizmente sem consequências negativas.

Horrendamente belo e sonoramente fabuloso

Morbid

Morbid: The Seven Acolytes é graficamente é muito bonito… E sangrento. Os cenários possuem muitos detalhes, pequenos ou grandes, objetos que quando são destruídos, deixam partículas que vão sumindo. E cada cenário é distinto um do outro, em diversas partes do jogo, meio que dando a entender que é um mundo complexo e não um monte de mesma coisa que parece igual e te leva ao tédio.

Os inimigos e NPC’s também tiveram bastante cuidado na hora de serem feitos, da animação ao design, mostrando que tinha um certo carinho de quem produziu na hora de fazer as coisas. Mas, isso também tem um negativo. Não em relação as animações, inimigos e NPC’s, mas aos cenários.

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Tem horas que é meio difícil discernir entre o que dá pra passar por cima e o que é simplesmente vai te bloquear. É só uma pequena implicância, mas que vale a pena mencionar. Aliás, outra coisa que esqueci de mencionar, o jogo tem sangue… Muito sangue, e gore. Mas, nada dessa brutalidade é colocada em vão ou pra te chocar, tudo é feito na medida certa pra passar o horror que cai sobre a terra de Mornia.

A trilha de Morbid é muito boa, assim como o design sonoro. O design é básico, mas passando a ideia do jogo e a trilha… Bem, Simo Talasranta fez um belíssimo trabalho, com os cenários tendo temas suaves e sóbrios, e nas batalhas contra chefes, a coisa muda com temas mais na pegada de combate e cada música é melhor que a do chefe anterior.

Minha favorita é certamente o tema do combate contra o Maestro Bibe, que é um tema bem animado.

Uma joia bruta, que precisaria de talvez um pouquinho mais de polimento

Morbid

Eu de fato recomendo aqui o jogo, mas… Dependendo da sua situação monetária e plataforma, eu recomendaria esperar uma promoção.

É um jogo leve em sua versão PC, então sua batata provavelmente vai rodar ele (pelo menos de acordo com as especificações do PC, rodaria no meu), então se não tem um PC bom o suficiente para rodar os Souls da vida, Morbid é uma boa alternativa.  E como o jogo também está disponível para PS4, Switch e Xbox One, todos podem aproveitar esse belo jogo.

Se dessem um pouquinho mais de tempo para polir o jogo, seria uma experiência maravilhosa, mas é muito bom do jeito que está.

A análise do jogo foi feita com uma cópia gentilmente cedida pela produtora.

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