Arquivos shoot’em up - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/shootem-up/ Um pouco de tudo na medida certa Wed, 16 Apr 2025 22:54:27 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.3 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos shoot’em up - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/shootem-up/ 32 32 Rendering Ranger: R² [Rewind] | O clássico esquecido do SNES está de volta https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/04/16/rendering-ranger-r%c2%b2-rewind-o-classico-esquecido-do-snes-esta-de-volta/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/04/16/rendering-ranger-r%c2%b2-rewind-o-classico-esquecido-do-snes-esta-de-volta/#respond Wed, 16 Apr 2025 22:54:27 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=19949 Eu não sei quando essa tendência começou, mas de uns tempos pra cá, muitas coisas tem sido chamadas por outros nomes. E não, não tô falando de gente escrota que usa a própria condição, seja uma pessoa com TDAH ou no espectro autista pra justificar as atitudes escrotas, mas sim… Renomear algo só pra parecer […]

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Eu não sei quando essa tendência começou, mas de uns tempos pra cá, muitas coisas tem sido chamadas por outros nomes. E não, não tô falando de gente escrota que usa a própria condição, seja uma pessoa com TDAH ou no espectro autista pra justificar as atitudes escrotas, mas sim… Renomear algo só pra parecer mais grã-fino. Pegar um exemplo, a Games Done Quick (sempre ela) passou a chamar romhacks de mods ou fanmods. Tecnicamente dá no mesmo, mas eles passaram ANOS chamando de romhacks, aí recentemente passaram a usar o termo mods. Vai entender esses americanos. Eles insistem em chamar o Mega Drive de Genesis.

Outro exemplo, é a famosa “Carbon Engine” que a Limited Run Games adora falar nos seus lançamentos retrô em consoles modernos. “Com o poder da Carbon Engine blá blá blá”. No fim do dia, é basicamente um emulador. Veja bem, não estou dizendo isso que seja um problema, eu só acho hilário mesmo. É como se eu embalasse o meu cachorro-quente num papel lâminado especial e dissesse: Este é um pão com salsicha espacial venusiano. Ainda é um cachorro quente.

Mudando de assunto… A desenvolvedora alemã Rainbow Arts tinha faro de bons jogos, especialmente quando quem estava por trás do jogo era um certo Manfred Trenz, ele fez The Great Giana Sisters (ainda que a Nintendo tenha pego no pé do cara) e Katakis, dois excelentes títulos do Commodore 64 (ainda que a versão do Commodore Amiga de Katakis seja brochante), e ainda que nem todos os jogos da Rainbow Arts sejam do calibre de TGGS e Katakis (alguns dos jogos da Rainbow Arts figuram entre os piores do Amiga), a softhouse mais acertava do que errava. Depois de Giana Sisters e Katakis, Manfred Trenz criou seu magnum opus, a série Turrican. Trenz era um sujeito fora da curva, digo, quando ele fez Turrican e Turrican 2, o Commodore 64 estava se encaminhando pros seus últimos dias, ainda que fosse rentável na época de Turrican 1 como PC de entrada, ele perdia espaço pros consoles. Quando o SNES e o Mega haviam se estabelecido, Trenz foi lá e fez uma versão de Turrican pro NES. Sim, as versões de Amiga de Turrican são as mais famosas, mas essas foram feitas pelo estúdio Factor 5.

Após a conclusão da versão de NES de Turrican, com o mercado de PC’s diminuindo o ritmo (quando digo mercado de PC’s, me refiro ao Amiga e o Commodore 64, que perdiam mercado pra PC’s com o MS-DOS e o Windows 3.1), Trenz começou a trabalhar em um jogo para o SNES. Intitulado Targa, o jogo passou cerca de três anos em produção, e nesses três anos, muita coisa mudou no mercado de jogos, com custos crescendo e a época de programadores de quarto chegando ao fim, a Rainbow Arts não conseguiu uma publisher para Targa, e somente a sucursal japonesa da Virgin Interactive se dispôs a publicar o jogo para o Super Famicom, e mesmo assim a tiragem do jogo era baixa, em torno de 5000 cópias… E dessas 5000, somente 1500 chegaram a lojas japonesas. O jogo recebeu o nome de Rendering Ranger: R², e com o passar dos anos, ele se tornou um jogo raro para colecionadores. Claro, é possível que alguma cópia pirata tenha chegado ao Brasil, a gente não tinha um mercado de jogos forte o suficiente pra depender de jogos originais. Mas isso não vem ao caso.

Em 2023, a Ziggurat Interactive anunciou que adquiriu os direitos de Rendering Ranger: R² e estaria relançando o jogo num futuro próximo. Bem, esse futuro próximo chegou, e Rendering Ranger: R² {Rewind] está disponível para Playstation 4 e 5, Nintendo Switch e PC, através do Steam e GOG. Confira a nossa análise.

Um híbrido de Turrican e Katakis

Essa é a melhor maneira de definir Rendering Ranger, com um misto de fases em side-scroller que bebe MUITO da fonte de Turrican, mas com menos foco em exploração (RR: R2R é linear e algumas áreas “secretas” onde power-up’s e vidas extras podem ser encontradas). Se você é habituado ao frenesi de Contra, vai saber como jogar aqui.

Nas opções do jogo, você pode escolher as coisas básicas de um jogo da época, número de vidas, dificuldade. Só que em Rendering Ranger, também dá pra escolher a cor do traje do personagem. O jogo tem autofire habilitado de cara, o que ajuda muito com conveniência de não precisar mashar (O porte moderno de Panorama Cotton tinha uma opção de autofire, que não tinha no original). Durante o jogo, você pode adquirir até quatro armas diferentes, e pegar power-up’s pra essas armas. Felizmente, não é como em Turrican, onde uma arma entra por cima da outra, tem um botão de troca de armas que deixa tudo mais legal. E mesmo mortes não são tão punitivas porque você só perde os power-up’s da arma que está utilizando. Cada arma possui um ataque devastador (indicado na parte de baixo da tela), e até três são inicialmente utilizáveis, mas esses ataques são recarregáveis ao longo do tempo.

As etapas de shooter são as típicas de um shooter do SNES, só que o botão de pulo (na etapa side-scroller) faz com que a nave se vire, permitindo atacar os inimigos. Eu não tinha prestado atenção nesse botão até ser tarde demais, porque durante alguns trechos, vem inimigos dos dois lados da tela.

Um ponto contra, é que o jogo não possui continues. Sim, vou falar mais adiante de como continuar e etc, mas para quem é purista, o jogo não possui continues, mas tem um sistema de Passwords para o jogador continuar de onde parou. Ajuda um pouco, porque o jogo é brutal, mesmo na dificuldade mais fácil, em especial porque o jogo ainda tem muito da herança do design europeu das fases, como corredores apertados e inimigos súbitos. E nas fases de shooter, as vezes é difícil discernir o que é parte do cenário e o que é simplesmente detrito da fase.

O que tem no jogo a mais?

O jogo pode até ser considerado 2-em-1, porque ele possui o jogo original, Rendering Ranger: R² (tecnicamente é a versão de 2022, lançada pela Limited Run pro SNES) e a cancelada versão ocidental, Targa, que utiliza ainda os sprites do protagonista original. Mas a diferença pro Targa não é somente no sprite do protagonista e na tela título, mas também na configuração de botões.

Fora isso, o jogo tem o esperado de um relançamento de jogo clássico, ou seja, a função de salvar e carregar o estado do jogo (O jogo fornece apenas um save state por versão, e o Save é deletado assim que se inicia um jogo novo), a função de rebobinar a jogatina, ideal para quem é menos habilidoso ou errou um salto. Também possui um filtro pra emular CRT, honestamente é uma coisa que não sou fã de usar (cada um com seu cada um), opções de tela, como a original (do SNES, de 8:7), uma de 4:3 que é mais semelhante ao que você veria na TV de tubo), uma versão ampliada da nativa do SNES, ainda sendo 8:7, mas com indo até o topo e parte de baixo da tela, e temos a resolução chamada CRIME DE ÓDIO, que é esticar a tela pra 16:9, não sei porque alguém faria isso. (Eu fiz isso como uma piada numa screenshot no twitter). E o jogo possui também três opções de bordas.

Como outros extras, o jogo possui scans dos manuais da versão de Super Famicom e do relançamento da Limited Run de 2022. Inclusive o manual em inglês possui páginas extras dando um resumo bacana da carreira do Manfred Trenz e um pouco sobre a produção de Rendering Ranger: R², scans das caixas e algumas artes do jogo. Você também pode ouvir a boa trilha sonora num jukebox.

Efeitos Impressionantes pro SNES e boa Música

Rendering Ranger: R², apesar da primeira fase não tão impressionante, é um jogo até bonito. Eu preferiria que fosse em sprites? Sim. Mas o jogo possui cenários excelentes, muitas vezes com coisas acontecendo durante a partida. E os efeitos visuais que acontecem impressionam e mostram muito do talento do Manfred Trenz. Independente de ser nas fases em side-scroller, ou nas fases de navinha. Claro que as vezes, toda a ação paga o seu preço, com um pouco de flicker aqui e ali.

A trilha, composta por Jesper Olsen e Stefan Kramer, que não tem jogos extremamente populares sob a batuta, mas o trabalho aqui é excelente com ótimas composições. Esta nova edição de Rendering Ranger ainda vem com uma música extra para se ouvir no Jukebox, com um remix do tema principal.

Lutando contra Aliens, talvez.

Num futuro distante, a Terra foi atacada por alienígenas de origem desconhbecida. As nações do mundo tentaram lutar, mas o poderio militar dos invasores era superior e a Terra sofreu muitas perdas com cidades sendo arrasadas. Os militares do mundo concluíram que a única esperança de vitória contra uma força de poderio ilimitado, era atacar diretamente a base inimiga.

Para isso, era necessário o auxílio de uma tropa chamada RENDERING RANGER, uma força-tarefa que representa todas as nações e deve manter a paz e a ordem. Esses soldados não possuem nome ou nacionalidade, e são conhecidos somente por codinomes e por suas habilidades de luta extraordinárias. Mesmo dentre os membros da RENDERING RANGER, existe um soldado acima dos outros, conhecido como R² (DOUBLE R). Ele recebeu duas missões ultra secretas: A captura de uma nave de combate inimiga e a destruição da base inimiga. Os líderes mundiais sabem que precisam mandar o melhor agente. Claro, não contavam com minha medíocre capacidade de controlar um personagem em um run and gun, mas divago.

Essa história eu retirei do manual em inglês do jogo, porque não há nada indicando esses detalhes no jogo. Não que isso seja um demérito grande, é uma história genérica. Maaas… É o que temos.


Um bom relançamento

Rendering Ranger: R² [Rewind] era um bom jogo em 1995 e continua sendo um bom jogo trinta anos depois, com ação frenética, alguns defeitos europeus e sendo impressionante para um jogo do SNES, esse relançamento preserva o jogo e o leva a um público maior. Apesar da minha zoação lá em cima de que a Carbon Engine é só um nome gourmet para emulação, é uma emulação bem feita. E tem extras convincentes que o separam outras emulações que não oferecem nada além do jogo. O preço do jogo é convidativo aqui pro público brasileiro, com quase todas as versões saindo por R$ 32,99 no Switch e no PC (tanto no Steam quanto no GOG) e por R$ 49,50 no PS4/PS5, o que apesar de mais caro, ainda está abaixo do tabelamento da PSN, onde um jogo de 10 dólares usualmente sai por R$ 53,90.)

Nota Final: 8.0/10

Rendering Ranger: R² [Rewind] está disponível para PC, Playstation 4, Playstation 5 e Nintendo Switch, esta análise foi feita com uma chave de Playstation, cedida pela Ziggurat Interactive.

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Gynoug | Homens voadores não são anjos https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/11/16/gynoug-homens-voadores-nao-sao-anjos/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/11/16/gynoug-homens-voadores-nao-sao-anjos/#respond Tue, 16 Nov 2021 16:46:15 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=9045 Senta que lá vem historia Algumas semanas atrás eu passei 1 mês inteiro na casa do meu pai. Já não sei oque é morar com ele a mais de 15 anos e a minha sensação foi de me sentir como criança de novo. Sempre lembramos dos momentos quando morávamos no nosso primeiro apartamento, na época […]

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Senta que lá vem historia

Algumas semanas atrás eu passei 1 mês inteiro na casa do meu pai. Já não sei oque é morar com ele a mais de 15 anos e a minha sensação foi de me sentir como criança de novo. Sempre lembramos dos momentos quando morávamos no nosso primeiro apartamento, na época que meu pai ainda gostava de vídeo games.

Eu diria que foi ele quem me influenciou nesse hobby, sempre me contando sobre a época em que ele passava o dia jogando nas máquinas de fliperama. Uma em especial que ele sempre menciona era uma tal de Columbia, toda vez me dizendo de como o jogo era incrível e que vinha uma nave grandona atirando um milhão de balas, e que ele conseguia travar a máquina passando do limite de pontuação.

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Eu sempre escutava essa história mas nunca dei muita bola pra saber que tal de Columbia era esse, até passar por esse período na casa dele e resolvi pesquisar mais sobre. O jogo do qual meu pai tanto falava era o tal do Xevious, desenvolvido pela Namco e lançado em 1982 chegando aqui com o outro nome que já mencionei pois imagino que o título original era muito excêntrico pra época e só chamariam por aqui de “Chevious”.

Gynoug

Revivendo o passado

No fim das contas eu baixei o jogo e um emulador, configurei bonitinho e coloquei meu pai pra testar, e talvez eu tenha acendido um pouco daquela gana de jogar nele.

Pra quem não joga nada faz anos foi legal demais ver ele se divertindo e tentando melhorar a cada tentativa. E era meio que isso que fazíamos todo dia, pelo menos em uma parte da manhã e da noite ficávamos tentando bater um o recorde do outro.

Nos primeiros dias tava legal, mas no final do mês eu já estava enlouquecendo. Eu já não sou muito chegado em jogos de navinha (é assim que eu chamo) e Xevious não é o melhor exemplo desse estilo.

Me de algo que não seja só uma repetição por pontuação, me mostre diferentes fases com início meio e fim, Power Ups interessantes e talvez seja o suficiente pra me interessar.

Gynoug

Asas de quem?

Foi assim que Gynoug atendendo essas expectativas, caiu na minha mão como uma luva. Um Shoot’Em Up horizontal feito pelo estúdio japonês Masaya Games (Langrisser, Cho Aniki) lançado em 1991 para Mega Drive, veio para o ocidente com o nome de Wings of Wor e agora está sendo relançado e publicado com o nome original pela Ratalaika Games.

Na real eu não fazia ideia da existência desse jogo, da minha infância a adolescência eu sempre fui o cara da Nintendo e o mais próximo de jogo de “navinha” que jogava era Star Fox 64 (que é um dos meus jogos favoritos da vida) então não cheguei a jogar muitas coisas de Mega Drive que não fosse Sonic ou Columns.

Gynoug

Relançamentos sem muitos floreios

De cara, essa versão de Gynoug vem com quase tudo que você espera de um port de jogo antigo.

Opções de controle, filtro do vídeo, tamanho da tela, save state, possibilidade de ativar cheats e um botão pra rebobinar. Tudo isso te dando a possibilidade de criar sua própria experiência com o jogo, você pode jogar da maneira mais pura, ou selecionar alguns cheats pra facilitar o jogo, ou no meu caso usar e abusar do rewind sempre que estivesse no limiar do game over.

LEIAM – Mega Man X Legacy Collection 1+2 | Análise

Isso tudo é muito legal mas eu já queria deixar a minha crítica pra esse e outros relançamentos de jogos antigos, tipo, não custa nada colocar alguns extras como galeria de arte ou até mesmo um manual digital.

Megaman Legacy Collection faz isso muito bem deixando disponíveis várias artes e esboços como bônus, ao invés de só emular um jogo pras novas plataformas, poderiam aproveitar e agregar um pouco mais de conteúdo.

Me dê contexto

Aliás eu tive realmente que procurar mais informações pelas interwebs pra entender o que raios é esse jogo já que não existe nada nele que te dê algum contexto, se não eu só iria escrever que tu controla um anjo atirando bolinhas e matando um monte de monstros bizarros.

Segundo o manual da TecToy, a história de Gynoug se passa em Iccus, planeta dos “homens voadores”. Você controla um deles que se chama Wor, que parte numa jornada para livrar seu planeta de um vírus chamado Destroyer e sua prole.

No caminho para conseguir tal feito você precisa passar pelas 6 fases matando os mais diversos tipos de inimigos que vem pela frente ou por trás. Eu gosto que os bichos são bem variados e cada fase além de sempre variadas uma da outra também te apresentam um sub chefe e um chefe que são bem únicos. Monstros grotescos, alguns misturados com metal e máquinas, é bem da hora.

Atirando com as forças da natureza

E típico desses jogos são os upgrades que você vai coletando conforme avança na fase e vão te ajudar bastante.

Alguns deles são as esferas azuis que aumentam a capacidade de tiros e as vermelhas que aumentam o dano, existem outras esferas que mudam a direção e o quanto os tiros se espalham. Tem também as penas que quanto mais você coleta, mais veloz fica o seu personagem. Felizmente mesmo depois de morrer você não perde essas melhorias por completo, elas só diminuem conforme você vai perdendo as vidas.

LEIAM – Scarlet Nexus – Potencial inexplorado

Existem também uma variedade de armas secundárias que o manual traduzido pela Tectoy de Gynoug chama de “Forças mágicas da natureza” UOU! São basicamente itens limitados de ataque e defesa que vão aparecer de acordo com a fase. Eles aparecem na forma de pergaminho e você pode segurar até no máximo 3 deles.

Alguns são mais uteis que os outros, mas oque vale é a variedade. Tem uma que invoca raios na parte superior da tela, outro que atira bolas de fogo pelas diagonais, tem um que invoca uns anjos (ou seriam homens com asa) pra te proteger de projéteis inimigos.

Gynoug

É legal, mas não vale uma pena de asa do Wor

Como jogo de navinha, eu diria que Gynoug não é dos mais difíceis mesmo jogando direito (sem usar os benefícios da emulação). Com prática e sabendo oque vem pela frente da pra zerar tranquilo, mas se você só quer chegar no final e ver monstros com visuais da hora da pra usar e abusar do rewind e mesmo assim se divertir com o jogo.

Pra mim que não tem o hábito de jogar shmups eu diria que ele não é nada de mais além dos visuais dos chefes, o que me deixa curioso de saber por qual motivo decidiram gastar recursos pra relançar esse jogo.

A falta de alguns extras também me faz questionar o porquê que alguém gastaria dinheiro nesse jogo ao invés de só emular no computador que já trás todas as qualidades de vida que já mencionei. É legal trazer jogos antigos a tona mas por favor, pelo menos que deem um bom motivo pra isso!

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Essa análise foi feita com uma cópia digital de PlayStation 4 gentilmente cedida pela Ratalaika Games.

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Cotton 100% | Uma porta de entrada para os Shmups! https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/11/04/cotton-100-uma-porta-de-entrada-para-os-shmups/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/11/04/cotton-100-uma-porta-de-entrada-para-os-shmups/#comments Thu, 04 Nov 2021 21:27:51 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=8989 Vocês sabiam que um novo jogo da franquia Cotton vai sair no fim do ano? Nem eu, mas sim, Cotton Rock ‘N’ Roll*: Superlative Night Dreams sairá no fim do ano para PlayStation 4, Switch e PC. Será o primeiro jogo original da série em 20 anos, sem contar relançamentos ou Pachinkos. Também não conto […]

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Vocês sabiam que um novo jogo da franquia Cotton vai sair no fim do ano? Nem eu, mas sim, Cotton Rock ‘N’ Roll*: Superlative Night Dreams sairá no fim do ano para PlayStation 4, Switch e PC.

Será o primeiro jogo original da série em 20 anos, sem contar relançamentos ou Pachinkos. Também não conto o remake, porque tecnicamente é o primeiro jogo da série relançado, mas, enfim.

LEIAM – Panorama Cotton | A um toque da grandeza

1994 foi um ano esquisito pra franquia Cotton, porque a Success, desenvolvedora do jogo produziu não um, mas dois jogos diferentes da série, um deles sendo o Panorama Cotton, que analisamos na semana passada, e outro que é justamente esse aqui, Cotton 100%… Que até pouco tempo atrás, era o único jogo da série que eu havia jogado, no emulador.

Depois de um relançamento no PS1 nos anos 2000 (e que está disponível na PSN japonesa), a ININ Games e a Ratalaika Games se juntaram pra trazer Cotton 100% a um novo público, com um lançamento global.

Se ele vale a pena seu suado dinheirinho? Confira conosco.

Reciclando a primeira aventura… Mais ou menos.

Cotton 100% não é necessariamente um porte do primeiro Cotton (Cotton: Fantastical Night Dreams), mas reaproveita muita coisa do primeiro jogo, como a vilã Wool, que aparentemente sequestrou Knit, a irmã de Silk, a fadinha que é companheira de Cotton e possivelmente roubou mais Willow, o doce que Cotton é viciada.

E isso foi o necessário para enfurecer Cotton e fazê-la sair numa rampante de destruição… Ou algo do tipo. Ei, o jogo nem patch em inglês da versão de Super Famicom tem. No máximo em francês, e como não me chamo Jacquin e nem deixo o freezer desligado de notche, não sei o que se passa nos diálogos do jogo.

Pois é, assim como Panorama Cotton, Cotton 100% foi lançado do jeito que o original estava, sem tradução*.

Não que isso seja um grande problema, porque num shooter, usualmente a história é secundária e o jogo é amigável bastante pra ser jogado sem que seja necessário o entendimento de japonês.

Meu primeiro Shoot’ Em Up

Se você quiser introduzir alguém ao gênero de shooters, Cotton 100% é perfeito para o serviço. Primeiro, a dificuldade dele não é necessariamente grande. Tem seus pontos difíceis? Tem, mas não é tão difícil quanto outros jogos do gênero.

O jogo é um shooter horizontal, e você precisa explodir tudo que está em seu caminho. Antes de começar o jogo, você tem quatro sets de magia para escolher, e aí depende do que você quer. Deseja ir com poder ofensivo?

Dá. Quer um pouco de proteção com escudo? Também dá.

Conforme você vai avançando nas sete curtas fases, você vai acumulando experiência ao derrotar inimigos, e coletar Willows deixados por alguns deles. Com isso, sua arma principal vai ficando mais forte. Além disso, você pode coletar fadas deixadas por determinados inimigos, e elas funcionam mais ou menos como as Options de Gradius, ou seja, Orbes que disparam e lhe ajudam.

LEIAM – Gleylancer | Um relançamento para uma nova geração

O jogo não é longo, podendo ser terminado em pouco mais de meia hora, mas as coisas podem ficar um pouco cascudas, especialmente na batalha contra a Wool, mas é recompensador terminar o jogo.

Cotton 100% tem os mesmos recursos modernizados de Panorama Cotton (e GleyLancer), ou seja, opção entre os modos “Padrão” (Com Save State e Rebobinação) e “Desafio” (o jogo como ele foi lançado), e ao terminar o modo Desafio, você habilita a opção de jogar com os Cheats. (vidas infinitas, arma no máximo, invencibilidade).

Porém, ao contrário de Panorama Cotton, onde os Cheats só funcionam no modo Padrão, em Cotton 100%, os cheats irão funcionar no modo desafio. Claro, você vai ter que terminar o jogo uma vez na raça, mas o fato dos Cheats funcionarem no modo desafio auxilia bastante na platina, já que dá pra conseguir os troféus de pontuação com facilidade.

Colorido e animado

Cotton 100%

Cotton 100% faz jus a fama da série no quesito gráficos. Cada estágio é único, e muito, mas muito bem feito. Felizmente não é necessário se preocupar com toques no chão ou no teto, já que eles não te matam (como é de costume em muitos shooters). E os sprites do jogo, os inimigos, assim como a própria Cotton são muito bem feitos. Mas destaco aqui os sprites da boss final, Wool, nas duas formas. É um sprite bonito pra caramba. Os bosses são criativos num geral, talvez com exceção do Dragão da sexta fase que parece genérico.

LEIAM – Luigi’s Mansion (GameCube) | Análise

A trilha de Cotton 100% também foi assinada por Kenichi Hirata, que assim como em Panorama Cotton, fez excelentes temas aqui, embora alguns temas possam soar inapropriados para o cenário. Em específico aqui falo da fase das cavernas, que não passa uma atmosfera muito cavernosa, e sim um tema felizinho.

Mas, entre tapas e beijos, as músicas de Cotton 100% agradam bastante. Uma coisa que eu possivelmente poderia ter falado no review de Panorama Cotton, e no de GleyLancer, assim como nesse aqui, é que obviamente, o jogo possui a opção de filtros pra simular TV antiga e blá blá blá. Mas sabe porque não comentei?

Eu acho esse tipo de filtro um saco. Pronto, falei.

Dê uma chance a Cotton 100%

Cotton 100%

Tá certo que o preço numa primeira vista pode não ser convidativo (mais pela situação do nosso país, com o dólar nas alturas), mas pesando prós e contras, especialmente considerando que uma cópia LOOSE (ou seja, só o cartucho) de Cotton 100% custa 500 reais, e uma completa (com caixa, manual e um CD especial com músicas cantadas pela seiyuu da Silk) sai por 1700 (esses preços estão no eBay), acaba não saindo um mau negócio adquirir Cotton 100% digitalmente.

É um shooter divertido, não muito difícil e se esforçar pra desbloquear a invencibilidade é uma das melhores sensações que se pode ter. Pulverizar bosses em 10 segundos no máximo, não tem preço. Na verdade tem, mas enfim.

Cotton 100% está disponível para PlayStation 4 e Nintendo Switch, além das versões originais de SNES e PS1.

*Pós texto: A ININ Games comentou que em breve, tanto Panorama Cotton, quanto Cotton 100% receberam patches de atualização com traduções para o Inglês, Francês, Espanhol, Italiano e Alemão.

*Pós texto 2: A ININ Games confirmou, nos trailers de lançamento de Panorama Cotton e Cotton 100%, que Cotton Rock ‘n’ Roll será localizado como Cotton Fantasy e que deve dar mais notícias sobre uma data ocidental em breve.

Essa análise foi feita com uma cópia digital de PlayStation 4 gentilmente cedida pela ININ Games

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Hell Blasters | Até jornalista pode jogar https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/10/27/hell-blasters-ate-jornalista-pode-jogar/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/10/27/hell-blasters-ate-jornalista-pode-jogar/#respond Wed, 27 Oct 2021 08:00:12 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=8530 No meu texto de Gleylancer, eu falei sobre relançamentos. E está pra sair o remaster (mais um) da trilogia de GTA do PS2. E boy, oh boy, a Rockstar foi cretina. Cobrar 300 reais em 3 jogos com mais de 15 anos. E TEM GENTE DEFENDENDO, porque os originais venderam bem. 300 reais por uns […]

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No meu texto de Gleylancer, eu falei sobre relançamentos. E está pra sair o remaster (mais um) da trilogia de GTA do PS2. E boy, oh boy, a Rockstar foi cretina. Cobrar 300 reais em 3 jogos com mais de 15 anos. E TEM GENTE DEFENDENDO, porque os originais venderam bem. 300 reais por uns shader vagabundo em jogo velho. Faça-me o favor. O que isso tem a ver com o jogo de hoje? Nada.

Assim como não tem nada a ver o fato de que eu deveria ter escrito esse review mais cedo, mas durante parte do mês eu estive ocupado com a Brazilians Against Time. E não, não teve nada a ver com o fato de que eu voltei a jogar Genshin Impact. Não senhor. Enfim…

LEIAM – Gleylancer | Um relançamento para uma nova geração

Eu adoro shooters. Isso vem desde lá o Nintendinho (no meu caso, Turbo Game), onde eu passava ódio com Magic Carpet 1001 (um bootleg safado que vinha com o console) e Tiger Heli, além de me divertir de verdade com Dragon Spirit. O tempo passa e acabo me aprofundando no gênero, ao menos depois de adulto, graças aos shooters do PS2, e as maravilhas do Mame.

Hoje em dia, mesmo o gênero não sendo representado como antigamente, ainda existem desenvolvedores que apostam em shooters, porque o público, apesar de nicho, ainda é fiel. E no começo desse mês, chegou ao PC “Hell Blasters”, que você confere a análise.

Vamos acabar com a guerra… Usando de violência

Hell Blasters

Você está no papel de Winter (ou de Summer), dois jovens que entram para os Hell Blasters, equipe de mercenários bem treinados que pretende acabar com a guerra, nem que para isso tenham que explodir mais estruturas e inimigos que um filme do Michael Bay…

Ou você pode viver essas aventuras de maneira lúdica, jogando o Arcade de Hell Blasters, onde os acontecimentos do modo história não passam de ficção em um jogo de fliperama.

A história de Hell Blasters é só uma desculpa para você fazer as coisas explodirem, então não vou ser muito severo com o jogo.

Simples e efetivo, até jornalista pode jogar

Hell Blasters

Hell Blasters tem dois modos principais de jogo, o Arcade Mode, onde jogamos por 5 fases, ou o Modo História, onde essas cinco fases são intercaladas por tutoriais ensinando as mecânicas e pormenores do jogo, e divididas em 36 pedaços. Também conhecemos mais sobre a luta dos Hell Blasters e sua missão, em cutscenes.

A minha primeira recomendação a quem for jogar Hell Blasters é começar pelo modo história, porque não somente o jogo vai lhe ensinar tudo o que for necessário para sobreviver ao inferno de balas, e as fases não irão parecer tão grandes assim. Porém, se você jogar o modo arcade primeiro, prepare-se, porque as fases são longas…

Muito longas…

LONGAS PRA CARALHO!

Você possui quatro boitões de ação, o tiro normal, que pode ser concentrado ao deixar o botão pressionado, porém isso vai diminuir a velocidade da nave, o botão da bomba que garante um momento de invencibilidade e limpa a tela (se você tomar dano/perder vida, o jogo soltará uma bomba antes do dano ser computado, então é melhor guardar as bombas pra usar como hit points extras).

LEIAM – Kena Bridge of Spirits – A nostalgia do inédito

Há um botão pro auto-fire, ideal pra quem não gosta de mashar em shooters, e o botão do ataque especial que utiliza uma barra de energia e pode destruir os tiros rosas. Essa barra recarrega sozinha e o ataque especial é bastante útil para sair de umas enrascadas.

Graças a convenção moderna dos shooters, trazida pelos bullet hells na segunda metade dos anos 90, a hitbox do seu personagem não está atrelada a nave inteira, mas somente ao cockpit, permitindo manobras evasivas em situações mais extremas (útil especialmente nas dificuldades mais elevadas).

O jogo é extremamente amigável com iniciantes, indo um ponto além de colocar a dificuldade “Easy”, temos a dificuldade “Jornalista” que por si só, já vale a compra do jogo. E se você for versado na arte do Bullet Hell, não vai se decepcionar com as dificuldades mais altas. Finalizando, se você for um purista das navinhas, o jogo tem modos de vídeo para você se sentir em fliperama, incluindo aí o Tate.

Não deixe os gráficos em 8-bits te enganarem

Hell Blasters

Se você olhar puramente as screenshots do jogo, pode pensar que Hell Blasters saiu do NES ou do PC Engine, porque graficamente, ele é bem simples. O design das naves não ficaria deslocado em um jogo dos anos 80, tampouco os cenários, igualmente simplistas. Apesar de tudo, ele é harmonioso de algum jeito.

As cutscenes feitas em pixel art são charmosas e contam alguns pontos, e o jogo foi ao infinito e além ao incluir cutscenes, já que no modo arcade temos finais diversos dependendo do personagem a ser jogado e da dificuldade escolhida.

A trilha sonora do jogo é bem composta e animadinha, ajudando a manter o clima do jogo. Não tem temas memoráveis como Gleylancer, mas é uma trilha bastante competente.

Só pelo Jornalista já valeria a pena

Só pelo jogo incluir a dificuldade Jornalista, eu recomendaria Hell Blasters, porém o preço é um pouco salgado pra um shooter simples (ainda que competente). É divertido e bem feito, mas talvez você queira esperar uma promoção.

Ele não é absurdamente caro como os shooters usualmente lançados no PS4, mas em meio a crise econômica da nossa republiqueta de bananas, qualquer real economizado, pode ser reutilizado em outros jogos.

Hell Blasters está disponível para PC  e essa análise foi feita com uma cópia digital de PC gentilmente cedida pela Playshift Games.

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Gleylancer | Um relançamento para uma nova geração https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/10/26/gleylancer-um-relancamento-para-uma-nova-geracao/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/10/26/gleylancer-um-relancamento-para-uma-nova-geracao/#comments Tue, 26 Oct 2021 14:03:01 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=8757 Uma duvida que acho que é válida é: Qual a maneira ideal de fazer relançamentos de jogos? Coletâneas, como foi feito com a Ninja Gaiden Master Collection? De maneira individual, como acontece com a linha (overpriced) Arcade Archives? Com conteúdo extra, como foi feito com a Vasara Collection? Ainda que em muitos casos, a emulação […]

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Uma duvida que acho que é válida é: Qual a maneira ideal de fazer relançamentos de jogos?

Coletâneas, como foi feito com a Ninja Gaiden Master Collection? De maneira individual, como acontece com a linha (overpriced) Arcade Archives? Com conteúdo extra, como foi feito com a Vasara Collection? Ainda que em muitos casos, a emulação é possível, esses relançamentos são bons pela questão da conveniência de poder jogar o jogo sem precisar saber se o seu PC aguenta o emulador (no caso da trilogia Ninja Gaiden moderna), ou ter que procurar aquele jogo desconhecido.

LEIAM – 5 Motivos para você comprar um Mega Drive

Em 1992, chegava ao Mega Drive, o shooter Gley Lancer (que já no título traz um Engrish, porque a romanização era pra ser Grey Lancer), desenvolvido e publicado pela Masaya, a mesma responsável pela série Cho Aniki e pelo porte de SNES do lendário Prince of Persia. Porém, o jogo ficou por mais de quinze anos, relegado ao Japão, até que apareceu finalmente no ocidente, através do Virtual Console do Wii. Porém, com a morte do Wii (e do Wii Shop), o jogo ficou novamente perdido pra quem queria ele de maneira oficial.

Em 2017, o jogo recebeu um porte para PC que ficou só no Japão e em 2019, uma nova tiragem da versão original de Mega Drive foi feita, publicada pela Columbus Circle. Agora, em 2021, a Ratalaika trouxe novamente o jogo, o lançando para todas as plataformas atuais. Confira conosco a análise.

Preciso salvar meu pai… Ah, e a Terra também, eu acho

Gleylancer

O jogo se passa no distante futuro de 2025 (que hoje em dia não é tão futurista assim) e uma guerra explodiu entre os humanos e uma raça desconhecida de aliens. Ken Cabrock, um Almirante da Federação Terrestre teve sua nave teleportada pelo inimigo para um outro ponto da galáxia.

Lucia, sua filha de 16 anos e uma piloto, ao ouvir sobre o desaparecimento do pai, decide roubar o protótipo de uma das naves de combate, a CSH-01-XA “Gley Lancer”, com a ajuda de sua amiga, Teim, e ir atrás dele.

A história em si é bem básica, mas como usualmente jogos de nave nem isso tem (e quando tem, rola um engrish, como em Aero Fighters e Zero Wing), sem contar que apesar do roteiro simples, ele é contado com uma boa pontada de drama, já que o jogo possui dois finais diferentes (mas só um deles dá achievements) e as cutscenes entre algumas das fases pintam um pouco da personalidade do jogo, criando um pouco mais de empatia por uma menina que só quer salvar o pai.

Prepare-se para xingar, gritar, espernear e jogar o controle na parede… Ou não.

Gleylancer

Assim como uma cebola, é preciso olhar cada camada de Gleylancer separadamente. Se olharmos o design das fases do game, possivelmente daria pra classificar ele como mais um shoot’em up horizontal genérico, principalmente se compararmos com jogos como R-Type 3, Gradius e Darius II. Tem algumas instâncias criativas, como momentos onde a progressão da fase se dá na vertical e até mesmo na diagonal, mas no geral é um design de estágios bem padrão.

E assim como outros jogos, é possível adquirir power ups que se acoplam na sua nave e ajudam nos combates… E é aqui que Gleylancer brilha. Os Power-ups em si são comuns, porém o controle deles é completamente customizável. Eles podem seguir seu movimento padrão do direcional, o oposto, se posicionarem na posição 3-way (o famoso spread de Contra), apontarem pro inimigo mais próximo ou girar em todas as direções.

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Se for jogar, não tenha vergonha de escolher a dificuldade Easy, porque o jogo é casca grossa, mesmo nela. A primeira fase, cheia de destroços no espaço, chega até a ser um pouco mais estressante que momentos posteriores. E os chefes podem dar trabalho.

Falando em chefes, um momento divertido da minha jogatina: Eu estava morrendo feito um idiota pro chefe final, até que fui olhar nos controles. E vi que você pode mudar a velocidade padrão da nave, e aquela era a chave pra derrotar aquela forma do chefe. Nem precisa perguntar se me senti um burro.

O jogo possui três modos de jogo, o original (vintage), que é uma réplica 1:1 da versão de Mega Drive, porém só recomendo jogar no modo original se já tiver terminado em algum outro modo, pois o modo Vintage não dá troféus. Existe o modo de Gameplay “Moderno” que é uma mão na roda.

Você pode alterar o sistema de power ups com o toque de um botão, usar o analógico direito pra mirar o local que os power ups vão atirar, além de botões separados pra aumentar e diminuir a velocidade.

Além é claro, das coisas já comuns em jogos retro relançados, como rebobinar e save-state. E se você quiser chutar o pau da barraca, pode usar o modo Cheater, que permite o acesso ao modo de debug e a invencibilidade. Não condeno quem usa o modo Cheater, porque mermão, no easy esse jogo já é casca grossa. E não, eu não joguei no Cheater na primeira jogatina.

Apresentação excelente, trilha fabulosa

Gleylancer

Se tem uma coisa que destaca Gleylancer dos shooters da época, é a sua apresentação visual. Claro que ela não é memeável como a de Zero Wing, mas olha, o estilo mangá utilizado nas cutscenes lembra bem Phantasy Star IV, e agora com esse lançamento, as legendas do jogo estão traduzidas para o inglês (mesmo a versão do Virtual Console não tinha tradução).

Os cenários do jogo são bonitos, e demos graças a Deus que a Ratalaika deixou a resolução do jogo proporcional a do Mega Drive. Os inimigos, entretanto, a maioria é o esperado de um shooter, naves inimigas ad infinitum. Os bosses são bem criativos, e destaco aqui um deles que apesar de não ser um boss chamativo em design, certamente é o mais criativo, que é o que você precisa acertar o ponto dele, ou ele começa a fechar a tela.

A trilha sonora do jogo, composta por Noriyuki Iwadare (de Grandia, Lunar: Eternal Blue e Ace Attorney Investigations), Masanori Hikichi, Yoshiaki Kubotera e Isao Mizoguchi é bem marcante, com temas agitados, doces e dramáticos, dependendo da hora e local do jogo. E como obviamente para chamar a atenção de um jogador, é preciso chutar a porta logo de cara, uma das melhores musicas do jogo está justamente na primeira fase.

O jogo possui algumas falas, porém devido ao chip sonoro do Mega Drive, elas saíram com aquela rouquidão característica do console, mas ainda são charmosas.

Um dos jogos mais caros de Mega Drive… Por um preço camarada.

Eu fiz uma busca pelo jogo no Ebay. Não consegui achar nenhuma cópia da versão original, apenas do Relançamento da Columbus Circus, e sendo vendido a 200 dólares. Por outro lado, eu totalmente recomendo, se você curtir shooters, compre a versão de consoles de Gleylancer. 5 dólares por um dos melhores shooters do Mega Drive, nem precisa pensar duas vezes. O trabalho da Ratalaika nesse porte foi bem sólido.

Gleylancer está disponível para PlayStation 4, PlayStation 5, Nintendo Switch, Xbox One e Xbox Series S | X. .

Essa análise foi feita com base na versão de PS4, com uma cópia do jogo que ganhei em um sorteio da Ratalaika Games.

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