Arquivos Shmup - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/shmup/ Um pouco de tudo na medida certa Wed, 05 Jul 2023 13:52:57 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Shmup - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/shmup/ 32 32 Shootvaders: The Beginning | Um começo… Mediano https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/07/05/shootvaders-the-beginning-um-comeco-mediano/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/07/05/shootvaders-the-beginning-um-comeco-mediano/#respond Wed, 05 Jul 2023 13:52:57 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=14593 Eu já devo ter dito isso alguma vez no passado em algum texto, mas devo me repetir, porque é algo importante. Hoje em dia, nunca foi tão fácil pra desenvolvedores pequenos terem jogos publicados em console, porque a quantidade de publishers dedicadas a portar jogos do PC para os consoles é imensa. Até temos publishers […]

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Eu já devo ter dito isso alguma vez no passado em algum texto, mas devo me repetir, porque é algo importante. Hoje em dia, nunca foi tão fácil pra desenvolvedores pequenos terem jogos publicados em console, porque a quantidade de publishers dedicadas a portar jogos do PC para os consoles é imensa. Até temos publishers focadas em jogos de nicho, como visual novels, portando para consoles.

Claro, digo “fácil” entre aspas porque primeiro você tem que terminar seu jogo e lançar ele em algum lugar, seja o Steam, itch.io ou mesmo a Play Store em alguns casos. Claro, que nem sempre os resultados vão ser bons, só você olhar a PS Store, ou Eshop hoje em dia e você verá a quantidade de jogos de qualidade questionável que são publicados. Eu tava navegando a PSN esses dias e Jesus. Cada dia que passa, vejo que a Sony mandou o controle de qualidade pra casa do caralho, e lembro do que eles disseram quando retiraram Cyberpunk 2077 da PSN: “O jogo não atende a nossos padrões de qualidade”. Tá, o jogo tava quebrado pra caralho… Mas nada aconteceu com Fallout 76 no lançamento. Ou Grand Theft Auto: The Trilogy – Definitive Edition. Que estavam quebrados pra caralho quando saíram. Caralho, até hoje aquele troço tá uma merda.

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Dito isso, os jogos lançados pela 7Raven Studios são sempre uma roleta, enquanto uns jogos são questionáveis, outros tem potencial. Digo, Ghost Sweeper é claramente um jogo ruim de celular num console e Skylia Prophecy podia ter sido muito melhor, mas na melhor das possibilidades, é mediano. Dyna Bomb 2 melhora muito em relação ao predecessor (que eu tenho no PC) e Last Beat Enhanced é divertido e competente.

E finalmente o mais recente jogo do estúdio chega aos consoles, lançado primeiro no Xbox One, depois no Switch e finalmente, PlayStation 4, numa diferença de dois dias (28, 29 e 30 de Junho) entre a primeira e última plataformas. Será que Shootvaders: The Beginning vale seus sete dólares, ou é mais uma decepção? Confira conosco.

Reprodução: Went2Play, 7Raven Studios

Vamos salvar a galáxia… Ou algo do tipo.

Sua missão, Capitão Dorin Fischer, é salvar o futuro da humanidade encontrando um lugar para vivermos. Seu treinamento o preparou para entrar em um transe de combate enquanto elimina incontáveis alienígenas hostis, mas para ter sucesso, você precisará de reflexos de combate especializados e habilidades de pilotagem.

Essa é a desculpa para roteiro do jogo, que só é apresentada na descrição do jogo, tanto na PSN quanto em qualquer outra plataforma, como o Steam. Dentro do jogo, não há nada indicando isso, não que eu queira um modo história, nem nada do tipo (mesmo que muitos shooters a apresentem dentro do jogo), mas como eu disse… Não tem nada lá. Eu poderia inventar uma história sobre alguém ter roubado o seu ursinho de pelúcia e fugido pro outro lado da galáxia e colocado uma horda de naves em seu caminho e você precisa ir atrás dele. E daria no mesmo.

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De fato, essa agora é minha lore do jogo. Pau no seu cu, Dorin Fischer, eu nem vejo sua cara no jogo, então não o respeito. Agora o protagonista se chama Bunda McBuchechas, que teve seu ursinho de pelúcia favorito roubado por Babaca Kennedy e precisa recuperá-lo no outro lado da galáxia.

Agora que paro pra pensar, Ass McCheeks e Dick Kennedy não funcionam em português como eu pretendia. Enfim, sou eu quem estou escrevendo essa análise, logo, meu texto, minhas regras.

Reprodução: Went2Play, 7Raven Studios

Um shooter (com grind) infinito…

O jogo é um shooter infinito, em ondas, mais ou menos como Space Invaders, mas numa pegada mais frenética. O que é normal, já que Space Invaders é de 1978. No começo lhe é dado 5000 moedas, 5000 peças alienígenas e 5000 estrelas. As moedas e as peças alienígenas lhe permitem comprar armas pra sua nave e as estrelas permitem comprar upgrades permanentes pra suas runs. E digo de cara, na possibilidade de você jogar esse jogo, compre seus upgrades com sabedoria…

Porque depois desse início, conseguir estrelas, moedas e peças alienígenas pra comprar qualquer coisa vai se tornar um grind intenso, porque ALGUNS inimigos lhe deixarão moedas e peças alienígenas em unidades de 50. Considerando que qualquer power-up comprável custa de 1000 pontos pra cima, comprar qualquer coisa vai levar tempo. Isso porque não falo das estrelas, deixadas pelos inimigos, temos aí um grind MAIOR AINDA. Isso tudo é herança da raíz mobile ou da versão de Steam, onde há opção de comprar moedas e peças alienígenas (e acho que estrelas também) com dinheiro real, mas não há essa opção nas versões de console, o que é um positivo.

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Os controles, vou dizer que tenho pena de quem jogou no teclado a versão de PC, porque fui dar uma olhada e é desconfortável, e perceptível que o jogo foi projetado pra controles. Tudo funciona relativamente normal, três botões e tudo mais. Como shooter, funciona normalmente, só que… É um tédio. As armas que você compra e equipa antes das runs servem pra pouca coisa, porque os inimigos deixam armas aleatórias e nem todas são exatamente úteis.

Com o passar das ondas, os inimigos vão ficando mais agressivos, disparam mais constantemente e tentam ataques kamikaze pra cima do jogador. Ao menos o jogo não é um shooter do tipo 1-hit kill, com o jogador tendo uma barra de vida e algumas vidas pra tentar chegar o mais longe possível. Se os drops de moedas e estrelas não fossem tão medíocres, o grind seria mais satisfatório. No fim das contas, o jogo acaba sendo uma repetição, que diferentemente da repetição de um shooter que é “o quão longe consigo chegar com um crédito?”, tá mais pra “quanto dinheiro consigo acumular pra comprar algo?”. O que, repito, não seria ruim se os drops fossem decentes.

Shootvaders
Reprodução: Went2Play, 7Raven Studios

Parece genérico

Visualmente… Shootvaders não impressiona. Olha, eu já analisei e joguei shooters com visuais mais simplistas, mas Shootvaders, talvez pela combinação de cenário e sprites, tudo parece genérico. E olha que eu joguei MUITO shooter genérico no Mame. Os anos 90 estavam lotados de shooters com visuais nada impressionantes.

A falta de algo pra ilustrar a história esparsa também não ajuda. Sei que o jogo foi feito por um estúdio pequeno, o Went2Play, mas isso não é desculpa. Novamente, outros estúdios pequenos, as vezes uma pessoa, já fizeram jogos mais encorpados no departamento visual, cito aqui duas análises que fiz, Hell Blasters e Remote Life possuem maior variedade de ambientes e foram feitos por times igualmente pequenos.

As músicas do jogo são, pela falta de melhores palavras: Esquecíveis. Nada é memorável, e eu queria ter mais pra dizer, mas… Não. Nada vem a minha cabeça. É quase como assistir a um filme do MCU pós Ultimato. Você esquece assim que sai do cinema (com algumas exceções). No meu caso, assim que terminei a jogatina, esqueci as músicas.

Shootvaders
Reprodução: Went2Play, 7Raven Studios

Não vale a pena.

Shootvaders: The Beginning é um jogo esquecível. Não é ruim o suficiente pra eu poder fazer gracinhas, nem é notável o suficiente para uma recomendação em promoção na pior das hipóteses. Eu queria que esse jogo fosse bom, mas… Não.

Nota final: 6/10

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Shootvaders: The Beginning está disponível para PC, Android, Xbox One, Nintendo Switch e PlayStation 4  e essa análise foi feita com uma cópia digital de PlayStation 4 gentilmente cedida pela 7Raven Studios.

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G-Darius (e sua versão em HD) | Retro Análise do Sancini #3 https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/06/12/g-darius-e-sua-versao-em-hd-retro-analise-do-sancini/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/06/12/g-darius-e-sua-versao-em-hd-retro-analise-do-sancini/#respond Sun, 12 Jun 2022 08:00:42 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=11702 Ah, os anos 80… Eles foram bastante influentes na indústria dos jogos. Muitas coisas que são comuns hoje, se iniciaram lá, como a série Mario Bros, ou Ninja Gaiden… Ou a Activision tomando decisões imbecis e pagando o preço como carma… “Como assim, Sancini?” Meus dezessete leitores se perguntam. Calma que vou lhes responder, paisanos. […]

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Ah, os anos 80… Eles foram bastante influentes na indústria dos jogos. Muitas coisas que são comuns hoje, se iniciaram lá, como a série Mario Bros, ou Ninja Gaiden… Ou a Activision tomando decisões imbecis e pagando o preço como carma…

“Como assim, Sancini?” Meus dezessete leitores se perguntam. Calma que vou lhes responder, paisanos. Veja bem, lá em mil novecentos e guaraná bolinha, a Activision (numa era pré Bobby Kotick), fez um acordo de distribuição (nos EUA) dos jogos da desenvolvedora britânica System-3, só que eles se recusaram a distribuir o jogo International Karate, chegando a dizer que basicamente, o jogo não passava de “porcaria britânica”, sendo que o jogo tinha vendido bem lá na terra da Rainha.

Eis então que a Epyx (da série “Games”, manja, do Califórnia Games, Summer Games, Winter Games, etc) adquire os direitos pra distribuir International Karate nos EUA, para Commodore 64… E o jogo foi um sucesso nos EUA, vendendo 1 milhão e meio de cópias.

Enfim, a mania de tomar decisões erradas continua em voga na Activision, vide as micro transações ultra agressivas de Diablo Immortal. Mas não estamos aqui para falar sobre a Activision. Não mais do que essa historinha dos anos 80.

Uma outra coisa que surgiu nos anos 80, foram três séries de shooters horizontais que se tornaram icônicas, cada um com suas características únicas, a Konami tinha Gradius, que trazia toda a questão dos orbes de energia intitulados Options, e seu sistema único de Power Up’s que foi levado a outros shooters da empresa, como Life Force e Parodius. A Irem tinha o R-Type, que como notável chamariz a habilidade de dar um tiro carregado, tal qual Mega Man faria alguns anos depois no quarto jogo (Curiosamente, tanto R-Type quanto Mega Man fazem 35 anos em 2022). E a Taito tinha nada mais nada menos que Darius. E a primeira coisa que você via quando chegava no fliperama, era a cabine ENORME.

Reprodução: Intrernet

Sim, a cabine utilizava três monitores juntos e espelhados pro jogo, dando uma área de visão maior pro jogador. Esse efeito ainda impressiona, mesmo 36 anos depois de seu lançamento.

Recomendo jogar a versão de arcade numa smart TV de mais de 40 polegadas, pra compensar o zoom out do emulador. Mas não era apenas com o tamanho da cabine que o jogo se destacava, o sistema de rotas do jogo permitia o jogador a encarar as 28 fases do jogo da maneira que desejar, sendo necessário apenas sete para terminar o jogo e ver um de seus múltiplos finais. E os bosses do jogo eram memoráveis, criados pelo pessoal do estúdio Tatsunoko, mas também havia um contra.

LEIAM – Remote Life | NINGUÉM poderá ouvir seu grito no espaço

O jogo era difícil feito a peste, com mesmo inimigos mais bucha levando vários tiros pra morrer e o level design não era muito criativo. Mas as coisas foram ao menos rebalanceadas na Darius Extra Version, que deixou as coisas um pouco menos difíceis. Apesar dos contras, para um shooter de 1986, Darius é bem superior a outros shooters da mesma época. Outra coisa que Darius se destaca, é a trilha sonora, cortesia da Zuntata, banda residente da Taito.

A série continuaria com outros cinco jogos, Darius II, que por alguma razão a Taito rebatizou de Sagaia fora do Japão, que existia em duas variantes, uma cabine com três monitores (mais rara) e uma mais comum com dois monitores. Darius II melhorou muito a fórmula do primeiro jogo, e ganhou um bocado de portes, incluindo dois competentes portes pra Mega Drive e Master System, desenvolvidos pela Natsume, e uma versão inusitada para Game Boy, que não é um porte, mas se chama Sagaia até mesmo no Japão e utiliza-se de elementos da série e possui ótimos arranjos para as musicas da série.

Darius Twin e Darius Force (Super Nova no ocidente) são jogos quase a parte porque não vieram dos arcades, mas são exclusivos do SNES (mas estão disponíveis na Darius Cozmic Collection: Console), e apesar de não serem ruins, não são tão marcantes quanto Darius ou Darius II pela falta do gimmick da série, no caso, os multi monitores.

O quinto jogo da série, terceiro de arcade, viria a sair em 1996, e é um dos mais celebrados da série, considerado por muitos o melhor, Darius Gaiden. Apesar de não ser multi monitor, é um jogo mais vibrante, e competente.

E temos é claro, o jogo da terceira Retro Análise do Sancini, a mudança de gráficos da série de 2D pra 3D e eu não tenho mais linhas pra essa introdução, então vamos lá para G-Darius, sem mais delongas.

Reprodução: Taito, M2, Inin Games

O início da luta contra os peixes voadores de metal

G-Darius se passa eras antes do primeiro jogo da série. O pacífico Reino de Amnelia e o agressivo Império Thiima estão em um conflito e as coisas não estão indo bem para Amnelia, já que Thiima utilizava enormes naves de guerra vivas que lembravam muito peixes voadores de metal e coisas do tipo. Porém, numa ideia de gênio, o Rei de Amnelia resolve roubar e fazer engenharia reversa da tecnologia Beta Beam das naves-peixes do inimigo e assim criou duas naves intituladas Genesis Silver Hawk, uma em vermelho e outra em azul.

Essas naves seriam pilotadas por dois jovens pilotos da Força Aérea Amneliana, Sameluck Raida (controlado pelo jogador 1) e Lutia Feen (controlada pelo jogador 2), e eles são talvez a última esperança de Amnelia.

O jogo obviamente por ser de fliperama, não possui cinemáticas explicando isso em detalhes, só temos uma vaga ideia pelo prólogo, que é um pouco estendido na versão de console, mas não espere nada no nível de Gleylancer, e claro, tudo o que interessa num shooter é fazer BOOM nas coisas. Logo, como é o pew pew boom de G-Darius?

Reprodução: Taito, M2, Inin Games

Cinco jogos em um… Ou cinco versões de um mesmo jogo, como queira.

Você obviamente deve ter notado pelas screenshots, que a versão que está sendo analisada aqui é a HD. E é mais ou menos isso, mas vamos explicar por partes. A versão HD possui a versão original do jogo de Arcade, uma remasterização em HD dela, feita pela M2, e posteriormente em uma atualização foram adicionadas a G-Darius Ver. 2, uma revisão que ficou somente no arcade, com rebalanceamento, timer nos bosses, modo iniciante e auto-fire, em sua versão original e a G-Darius Ver. 2 HD, e também traz a versão de PS1 de G-Darius, lançada em 1998 e baseada na Ver. 2 em alguns aspectos, mas com cutscenes e intro em FMV, ao invés das cenas com os gráficos in-game do arcade.

A versão do Steam foi ainda mais um passo além, e inclui Darius Exibition, exclusivo de lá, que traz uma reimaginação de G-Darius, se o jogo fosse dual monitor, com algumas Boss Battles nesse modo em fullscreen. Só esperemos que um dia Darius Exibition chegue aos consoles como updates futuro.

Mas, chega de dados técnicos e embromação, e vamos ao que interessa? Como funciona G-Darius/G-Darius HD?

Pois bem, O jogo é um shooter de progressão horizontal, pura e simplesmente. São quinze fases no total, sendo que apenas cinco são necessárias para terminar o jogo, que assim como seus antecessores, possui o sistema de rotas, com finais diferentes, dependendo da fase onde se termina o jogo. Cada fase possui uma sub-rota, que vai definir o local e a aparência do chefe dela, além dos padrões de ataque, garantindo um fator replay imenso.

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Você obviamente possui um botão de tiro e um botão para utilizar a Capture Ball, que substitui a Black Hole Bomb de Gaiden. A Capture Ball permite capturar inimigos comuns e subchefes enfraquecidos o suficiente e torná-los seus aliados por algum tempo (até você morrer, eles tomarem dano o suficiente pra explodir, você utilizá-los como bomba, ou fazer um Beta Beam, concentrando o botão de tiro.

A mecânica do Beta Beam e seu domínio são essenciais para as batalhas contra chefes. Os chefes possuem a mesma técnica e em determinados momentos da batalha, eles vão disparar. Você pode atirar um Beta Beam contra o raio do chefe, e sua habilidade de mashar o botão de tiro (ou usar o auto-fire se estiver na ver. 2) vai fortalecer seu Beta Beam a ponto de suplantar o do chefe e causar um dano massivo.

Inclusive uma das vantagens das versões de G-Darius contidas na versão HD (com exceção da versão de PS1), é que nos lados da tela, dados como a quantidade de energia de chefes e subchefes vai estar lá disponível, assim como o tempo restante até que o chefe fuja.

Reprodução: Taito, M2, Inin Games

Como funcionam os Power-Up’s tio?

O jogo possui um sistema de power-up’s mais parecido com o primeiro do que com o segundo jogo, se assim podemos sumarizar. Alguns inimigos, ao invés da coloração normal dele, serão de cores como Azul, Vermelho, Verde ou Roxo. Matá-los, fará com que as esferas de Power-up sejam liberadas, a vermelha aumenta o poder de fogo, a azul aumenta o número de escudos, dando proteção contra 3 disparos comuns por barra, a roxa dá uma capture ball extra e a verde dá uma bomba extra que é disparada de sua nave enquanto você dá os disparos normais.

Se você conseguir pegar uma determinada quantia de Power-Ups sem morrer (boa sorte, chefia), azul, vermelho ou verde, tal recurso da nave subirá de nível (tiro e bomba se tornarão mais fortes), mas o escudo não te protege de contato de outras naves com a Silver Hawk, então tenha cuidado, mesmo com o escudo mais forte, um totozinho de outra nave e já era.

Como G-Darius foi um jogo originalmente projetado para os arcades, acredite, você vai morrer. Muito. E essas mortes custam, se você não tiver subido o nível da sua arma/bomba/escudo, ao morrer, ela volta ao ponto que estava no começo, se ela estava num nível mais alto, ela volta ao estágio inicial desse nível, ao menos no modo normal, no Beginner (introduzido no G-Darius ver. 2, você perde menos progresso do seu Power Up).

Independente da dificuldade escolhida, G-Darius é difícil. Eu tive dificuldades pra chegar no final da versão de PS1, jogando no Super Easy, e só consegui terminar a versão de Arcade por conta dos continues infinitos.

Como a versão de PS1 é baseada na ver. 2 de G-Darius, ela também possui o modo Beginner, e além disso, temos um Vs. Boss, que é basicamente um boss rush contra os 30 chefes do jogo (as duas variantes de cada fase)

Reprodução: Taito, M2, Inin Games

Remasterização NO CAPRICHO e trilha fantástica

Primeiramente, se você espera uma trilha com músicas no estilo animado como nos dois primeiros jogos, esqueça. A trilha mistura o tom amedrontador de uma ameaça espacial com arranjos mais na pegada industrial, instrumentos sintetizados e sons ambientes. Mas nem por isso deixam de ser músicas excelentes, é de Zuntata que estamos falando, oras bolas. Então não espere por nada menos que excelência, como é de costume.

Muitos shooters bidimensionais acabam ficando sem graça quando passam para a terceira dimensão, porque não sabem o que fazer em relação a cenários e tudo mais, mas G-Darius acertou na mosca. Os cenários do jogo são cheios de vida, e as variações que temos devido as sub-rota das fases acrescentam tanto ao conjunto do jogo, quanto ao fator replay.

A temática dos cenários também é variada, mas é uma pena que você não vai ter tanto tempo pra apreciar o trabalho da Taito, porque CARALHO, UMA BALA ME EXPLODIU DE NOVO e o jogo não vai pegar leve com você.

E a remasterização feita pela M2 é a definição perfeita de remaster, pegar os gráficos, e deixar eles visíveis em alta resolução. É difícil explicar, já que a área de jogo não está em 16:9 (a não ser que você seja um cretino desses que estica jogos 4:3 pra 16:9, saiba que o inferno é pouco pra você), mas os modelos poligonais, cenários e chefes continuam como deveriam estar em termos de design e proporção, mas estão claramente mais bonitos.

É basicamente como se o jogo por exemplo estivesse rodando num Dreamcast, por assim dizer, manja a diferença gráfica de Tony Hawk do PS1 pro Dreamcast? O jogo continua esteticamente o mesmo, nada mudou, mas tudo parece mais bonito.

Reprodução: Taito, M2, Inin Games

A experiência definitiva de G-Darius

G-Darius pode não ter superado seu antecessor Gaiden, mas certamente é um dos melhores jogos da série, mesmo sendo difícil feito o inferno. Prepare-se para atirar, morrer, repetir isso até melhorar e ficar decente o suficiente. Ou não, já que o botãozinho do crédito faz plim e você vai continuar jogando.

A versão HD tem os recursos modernos que esperamos (incluindo filtros pra versão de PS1, imagem de fundo pra simular uma máquina de arcade, save state, essas pataquadas) e a emulação está no ponto certo, com a versão de PS1.

Ponto negativo é que a versão de PS1 é a japonesa, seria legal se eles separassem essa atualização pela região. A trilha é fantástica e o jogo é bonito, nada mais a declarar.

G-Darius HD está disponível para PlayStation 4, Nintendo Switch e PC.


Essa análise foi feita com uma cópia digital de PlayStation 4 gentilmente cedida pela ININ Games.

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Gynoug | Homens voadores não são anjos https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/11/16/gynoug-homens-voadores-nao-sao-anjos/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/11/16/gynoug-homens-voadores-nao-sao-anjos/#respond Tue, 16 Nov 2021 16:46:15 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=9045 Senta que lá vem historia Algumas semanas atrás eu passei 1 mês inteiro na casa do meu pai. Já não sei oque é morar com ele a mais de 15 anos e a minha sensação foi de me sentir como criança de novo. Sempre lembramos dos momentos quando morávamos no nosso primeiro apartamento, na época […]

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Senta que lá vem historia

Algumas semanas atrás eu passei 1 mês inteiro na casa do meu pai. Já não sei oque é morar com ele a mais de 15 anos e a minha sensação foi de me sentir como criança de novo. Sempre lembramos dos momentos quando morávamos no nosso primeiro apartamento, na época que meu pai ainda gostava de vídeo games.

Eu diria que foi ele quem me influenciou nesse hobby, sempre me contando sobre a época em que ele passava o dia jogando nas máquinas de fliperama. Uma em especial que ele sempre menciona era uma tal de Columbia, toda vez me dizendo de como o jogo era incrível e que vinha uma nave grandona atirando um milhão de balas, e que ele conseguia travar a máquina passando do limite de pontuação.

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Eu sempre escutava essa história mas nunca dei muita bola pra saber que tal de Columbia era esse, até passar por esse período na casa dele e resolvi pesquisar mais sobre. O jogo do qual meu pai tanto falava era o tal do Xevious, desenvolvido pela Namco e lançado em 1982 chegando aqui com o outro nome que já mencionei pois imagino que o título original era muito excêntrico pra época e só chamariam por aqui de “Chevious”.

Gynoug

Revivendo o passado

No fim das contas eu baixei o jogo e um emulador, configurei bonitinho e coloquei meu pai pra testar, e talvez eu tenha acendido um pouco daquela gana de jogar nele.

Pra quem não joga nada faz anos foi legal demais ver ele se divertindo e tentando melhorar a cada tentativa. E era meio que isso que fazíamos todo dia, pelo menos em uma parte da manhã e da noite ficávamos tentando bater um o recorde do outro.

Nos primeiros dias tava legal, mas no final do mês eu já estava enlouquecendo. Eu já não sou muito chegado em jogos de navinha (é assim que eu chamo) e Xevious não é o melhor exemplo desse estilo.

Me de algo que não seja só uma repetição por pontuação, me mostre diferentes fases com início meio e fim, Power Ups interessantes e talvez seja o suficiente pra me interessar.

Gynoug

Asas de quem?

Foi assim que Gynoug atendendo essas expectativas, caiu na minha mão como uma luva. Um Shoot’Em Up horizontal feito pelo estúdio japonês Masaya Games (Langrisser, Cho Aniki) lançado em 1991 para Mega Drive, veio para o ocidente com o nome de Wings of Wor e agora está sendo relançado e publicado com o nome original pela Ratalaika Games.

Na real eu não fazia ideia da existência desse jogo, da minha infância a adolescência eu sempre fui o cara da Nintendo e o mais próximo de jogo de “navinha” que jogava era Star Fox 64 (que é um dos meus jogos favoritos da vida) então não cheguei a jogar muitas coisas de Mega Drive que não fosse Sonic ou Columns.

Gynoug

Relançamentos sem muitos floreios

De cara, essa versão de Gynoug vem com quase tudo que você espera de um port de jogo antigo.

Opções de controle, filtro do vídeo, tamanho da tela, save state, possibilidade de ativar cheats e um botão pra rebobinar. Tudo isso te dando a possibilidade de criar sua própria experiência com o jogo, você pode jogar da maneira mais pura, ou selecionar alguns cheats pra facilitar o jogo, ou no meu caso usar e abusar do rewind sempre que estivesse no limiar do game over.

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Isso tudo é muito legal mas eu já queria deixar a minha crítica pra esse e outros relançamentos de jogos antigos, tipo, não custa nada colocar alguns extras como galeria de arte ou até mesmo um manual digital.

Megaman Legacy Collection faz isso muito bem deixando disponíveis várias artes e esboços como bônus, ao invés de só emular um jogo pras novas plataformas, poderiam aproveitar e agregar um pouco mais de conteúdo.

Me dê contexto

Aliás eu tive realmente que procurar mais informações pelas interwebs pra entender o que raios é esse jogo já que não existe nada nele que te dê algum contexto, se não eu só iria escrever que tu controla um anjo atirando bolinhas e matando um monte de monstros bizarros.

Segundo o manual da TecToy, a história de Gynoug se passa em Iccus, planeta dos “homens voadores”. Você controla um deles que se chama Wor, que parte numa jornada para livrar seu planeta de um vírus chamado Destroyer e sua prole.

No caminho para conseguir tal feito você precisa passar pelas 6 fases matando os mais diversos tipos de inimigos que vem pela frente ou por trás. Eu gosto que os bichos são bem variados e cada fase além de sempre variadas uma da outra também te apresentam um sub chefe e um chefe que são bem únicos. Monstros grotescos, alguns misturados com metal e máquinas, é bem da hora.

Atirando com as forças da natureza

E típico desses jogos são os upgrades que você vai coletando conforme avança na fase e vão te ajudar bastante.

Alguns deles são as esferas azuis que aumentam a capacidade de tiros e as vermelhas que aumentam o dano, existem outras esferas que mudam a direção e o quanto os tiros se espalham. Tem também as penas que quanto mais você coleta, mais veloz fica o seu personagem. Felizmente mesmo depois de morrer você não perde essas melhorias por completo, elas só diminuem conforme você vai perdendo as vidas.

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Existem também uma variedade de armas secundárias que o manual traduzido pela Tectoy de Gynoug chama de “Forças mágicas da natureza” UOU! São basicamente itens limitados de ataque e defesa que vão aparecer de acordo com a fase. Eles aparecem na forma de pergaminho e você pode segurar até no máximo 3 deles.

Alguns são mais uteis que os outros, mas oque vale é a variedade. Tem uma que invoca raios na parte superior da tela, outro que atira bolas de fogo pelas diagonais, tem um que invoca uns anjos (ou seriam homens com asa) pra te proteger de projéteis inimigos.

Gynoug

É legal, mas não vale uma pena de asa do Wor

Como jogo de navinha, eu diria que Gynoug não é dos mais difíceis mesmo jogando direito (sem usar os benefícios da emulação). Com prática e sabendo oque vem pela frente da pra zerar tranquilo, mas se você só quer chegar no final e ver monstros com visuais da hora da pra usar e abusar do rewind e mesmo assim se divertir com o jogo.

Pra mim que não tem o hábito de jogar shmups eu diria que ele não é nada de mais além dos visuais dos chefes, o que me deixa curioso de saber por qual motivo decidiram gastar recursos pra relançar esse jogo.

A falta de alguns extras também me faz questionar o porquê que alguém gastaria dinheiro nesse jogo ao invés de só emular no computador que já trás todas as qualidades de vida que já mencionei. É legal trazer jogos antigos a tona mas por favor, pelo menos que deem um bom motivo pra isso!

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Essa análise foi feita com uma cópia digital de PlayStation 4 gentilmente cedida pela Ratalaika Games.

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Mothergunship | Bullet Hell e diversão https://www.arquivosdowoo.com.br/2018/09/01/mothergunship-bullet-hell-e-diversao/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2018/09/01/mothergunship-bullet-hell-e-diversao/#respond Sat, 01 Sep 2018 16:58:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2018/09/01/mothergunship-salvar-o-mundo-nunca-foi/ Vivemos um momento da indústria de jogos em que a oferta de uma experiência realista e focada em histórias tão profunda e emotiva quanto um episódio de Maria do Bairro são distribuídas feito santinhos em dia de eleição. Não que isso seja ruim, tenho certeza que existe um publico grande que os consome, caso contrário […]

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Vivemos um momento da indústria de jogos em que a oferta de uma experiência realista e focada em histórias tão profunda e emotiva quanto um episódio de Maria do Bairro são distribuídas feito santinhos em dia de eleição.

Não que isso seja ruim, tenho certeza que existe um publico grande que os consome, caso contrário não investiriam tanto nesse formato. Mas eu estou em uma busca por jogos diferenciados, algo que me divirta ao oferecer uma experiência nova.

E foi então que me deparei com MOTHERGUNSHIP, uma lufada de ar fresco para o gênero FPS. Certamente é um título que pode assustar quem está preso ao marasmo dos jogos narrativos, e deixar eufórico a galera que gosta de um bom desafio e busca por novas experiências.

Me acompanhe!

Créditos:  Grip Digital – Terrible Posture Games

Um jogo bem humorado

Com diálogos bem humorados e um gameplay que mescla o gênero FPS ao famoso e frustrante Bullet Hell, comum em alguns jogos de “navinha”.

MOTHERGUNSHIP acaba trazendo aquela brisa fresca ao gênero ao misturar esses dois gêneros distintos a um sistema de craftar armas. Talvez ninguém tenha pedido por essa mistura maluca, só que isso foi feito de um modo tão cativante que você poderá gastar horas e horas com esse jogo.

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Uma das coisas mais surpreendente de Mothergunship, sem dúvida é a variedade de combinações que você poderá fazer com  suas armas. O personagem que controlamos pode portar uma arma em cada mão, logo você pode criar uma combinação única para cada uma delas. Sendo assim você pode misturar o que você bem entender, por exemplo: Se colocar uma shotgun com uma metralhadora e lança chamas, vai  notar que o alcance do projeteis é menor. Mas se você aplicar um modulo que faz com que o projetil fique “kickando” ao atingir o chão ou parede?

Essa infinidade de variações a serem feitas com as armas é o que acaba nos prendendo, porque se você olhar para o background da história vai se deparar com algo raso. Nada que desabone o jogo, o intuito é só servir de pano de fundo mesmo: O mundo foi tomado por uma invasão alienígena e os seres humanos mandam você para dar cabo deles e salvar a terra.

Um enredo simples e direto que serve apenas para te dizer que toda a destruição que você causou tem um proposito.

Créditos:  Grip Digital – Terrible Posture Games

Os bosses gigantes

Os chefes em que encaramos são sempre gigantesco e provavelmente vai te deixar desesperado, pelo menos no começo quando estamos nos acostumando a velocidades do personagem. O que acaba sendo divertido, pois lidar com a velocidade é importante para conseguir sair de enrascadas onde os inimigos menores tentam te cercar.

Na realidade os bosses nem são o problema e sim esses inimigos que te atacam em grande número e com milhares de projeteis, ai compete a nós fugir e evitar ao máximo ser atingido pelos tiros pequenos e ainda desviar do projétil gigante do boss.

Com tanta ação comendo solto no jogo, acaba sendo perceptível que não há uma variedade tão grande de inimigos. Eles se repetem bastante, o que acaba sendo compreensível visto que normalmente você é atacado por hordas, logo não dá pra cobrar uma variedade enorme, mas vale a pena ressaltar esse ponto. Quem sabe numa futura sequencia isso possa ser melhorado.

Créditos:  Grip Digital – Terrible Posture Games

Um bom desempenho

É impressionante o desempenho do jogo diante de tantos projeteis e inimigos ao mesmo tempo, é uma correria frenética nesses momentos. Só que isso tem um custo, o loading é demorado. Sempre que você alcança uma porta para mudar de nível, um loading tem inicio, e nessa momento você confere diálogos sempre bem humorado com o capitão e outros tripulante. Em um deles você é identificado pelo computador da nave como um entregador de pizza.

É uma ideia inteligente para compensar o jogador enquanto a próxima fase está sendo gerada. E esse é um ponto bem bacana, as fases são procedurais, então raramente você encara uma nível igual ao outro, o que eleva bastante a dificuldade se você tentou decorar o padrão.

Não bastasse isso, em alguns momentos você vai ter missões onde começará com armas ridiculamente fracas e precisara alcançar as lojas, que só são acessíveis depois que você eliminar todos os inimigos do setor.

Ai tu vai se ver com a energia no berro, uma arma ruim e notar que não conseguiu moedas o suficiente pra conseguir uma arma melhor. Só te resta gritar “Maldito Satanás da costa Oca!!”

Créditos:  Grip Digital – Terrible Posture Games

Conclusão

Mothergunship sem dúvida vale a pena, mesmo que alguns pontos possam não agradar (como os loadings e a pouca variedade de inimigos), ele acaba sendo um título divertido e ótimo para quem busca algo novo.

A música do jogo combina perfeitamente, mesmo não sendo nada memorável, e a possibilidade de dar upgrades em sua armadura, assim elevando barra de energia, escudo e carga de algumas armas pode cativar os jogadores. Se não fosse por ter um modo campanha, tenho certeza que Mothergunship também pode ser encarado como um arcade game.

O título acaba sendo uma excelente pedida também para quem gosta de jogar com os amigos, pois no começo do mês foi liberado o modo multiplayer – Que ainda não testei, mas o farei assim que possível, alias, sigam-me no Twitter que comentarei a respeito por lá.

Essa análise foi feita com uma cópia digital de Xbox One gentilmente cedida pela Grip Digital.

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3 Jogos de naves do SNES que você precisa conhecer https://www.arquivosdowoo.com.br/2016/07/25/3-jogos-de-naves-do-snes/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2016/07/25/3-jogos-de-naves-do-snes/#comments Mon, 25 Jul 2016 02:37:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2016/07/25/jogatinas-saudaveis-3-jogos-de-naves-do_24/ Aqui estou eu, dessa vez para falar um pouco de 3 Jogos de naves do SNES que tenho jogado para Super NES. “Tenho jogado” talvez tenha sido um termo mal colocado, já que 2 deles eu realmente não me dediquei ainda, mas talvez essa seja a hora que você se pergunte, “nossa, mas por que […]

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Aqui estou eu, dessa vez para falar um pouco de 3 Jogos de naves do SNES que tenho jogado para Super NES. “Tenho jogado” talvez tenha sido um termo mal colocado, já que 2 deles eu realmente não me dediquei ainda, mas talvez essa seja a hora que você se pergunte, “nossa, mas por que ele vai falar de jogos de nave?”…

tá aí uma boa pergunta…

Esse tem sido um gênero que tenho jogado bastante ultimamente… sempre gostei, mas ultimamente tenho sentido a necessidade de jogar esse tipo de jogo.

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São jogos extremamente ativos, com um gameplay frenético, de baixa duração – pelo menos até batermos de cara com a temida tela de game over – e eu não me perco na história, algo que estava se tornando cada vez mais comum com a frequente falta de tempo, então é um gênero que diverte bem, treina meus reflexos e rende o pouco tempo de jogatina que tenho.

Capa da versão japonesa

SONIC WINGS

Abrindo a nossa pequena lista, um clássico de 1994, Sonic Wings, como é conhecido no Japão ou Aero Fighters por nossas bandas. O grande fato é que o cartucho da versão americana é extremamente raro, então se você jogou um original, provavelmente foi o Sonic Wings.

 

Um shooter vertical, um botão para tiro (semi-automático… sem auto-fire, mas não precisamos esmagar o botão de tiro num frenesi descontrolado), um botão para especial… e podemos jogar em dupla com um amigo!!! O que é extremamente divertido!

Pronto, são os ingredientes para uma receita da felicidade!

Os diferentes pilotos e suas habilidades

Temos 4 duplas de personagens, cada uma representando um país. Digo dupla porque o jogador 1 usa uma nave e o 2 usa a nave da dupla do mesmo país,num total de 8 personagens, com tiros, especiais e até mesmo velocidades diferentes entre si!

Com certeza, uma excelente pedida! Mas já aviso, a versão americana do jogo é extremamente difícil! Mesmo com o máximo de 5 créditos e 5 vidas, no nível fácil ainda continua um jogo desafiante, ainda mais que depois de um game over, dependendo da fase em que estivermos, voltamos para o começo da mesma!

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Portanto, minha recomendação: Joguem o Sonic Wings se acharem o Aero Fighters muito difícil!

A versão japonesa, mesmo no nível normal apresenta uma dificuldade bem justa e o jogo pode ser terminado, mesmo que você tenha que usar o número aumentado de continues desta versão, que soma 9 créditos para você se divertir, afinal, o intuito é a diversão, não é mesmo?

Ah, um segredo… nessa versão, caso jogue no nível fácil, mesmo que morra na última das 7 fases, você não volta do começo, então mande bala 😉

PHALANX

 

O segundo da lista é Phalanx – The Enforce Fighter A-144, de 1992, ou como alguns devem conhecer, “o jogo com o tio do banjo na capa”.

Phalanx é um shooter horizontal, que me impressionou. Não esperava que o jogo do banjo apresentasse tanto potencial! Esse foi um jogo que selecionei para conhecer mais, já que vale pela surpresa.

Um sistema interessante, com 3 “slots” de armas principais que montamos à nossa escolha, com lasers, tiros carregados, teleguiados e uma metralhadora, os quais podem combinar com 3 tipos de mísseis diferentes, gerando uma combinação bacana, além de que existe uma barra de energia, algo não tão comum do gênero.

 

Além disso, você também pode alternar entre 3 velocidades da sua nave, algo que pode ajudar muito!

Phalanx pode ter seus defeitos, como os tiros avermelhados muitas vezes são difíceis de ver, além de que as fases são assustadoramente extensas, mas pode ser um ótimo jogo para iniciantes do gênero.

O jogo já começa configurado no fácil, mas mesmo jogando no modo normal, mesmo os novatos no gênero não deverão ter muitos problemas pra se divertirem!

AXELAY

 

Para fechar com chave de ouro, Axelay, de 1992 pela Konami! Onde controlamos a incrível nave D117-B – também conhecida como Axelay -, resultado dos esforços da engenharia dos planetas do sistema Illis no desenvolvimento de uma arma tão avançada e tão cara que apenas uma pôde ser construída! Isso, para deter uma força de destruição à caminho de Illis!

Caras, que game fantástico! Começa com uma trilha sonora fantástica e uma mecânica de jogo bem interessante… alternamos entre fases verticais (as quais abusam dos poderes do Mode 7) e horizontais.

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A cada fase que passamos, ganhamos uma nova arma e temos a chance de utilizá-la em um dos 3 slots que temos, podendo estas armas ser tiros ou bombas. Uma característica interessante, é que se recebermos um tiro, perdemos a arma equipada, ou seja, podemos tomar 3 tiros antes do tiro fatal.

No entanto, uma colisão ou um tiro enquanto estivermos com uma arma quebrada selecionada resultarão em morte certa.

3 Jogos de naves do SNES

UM JOGO DIFÍCIL

A velocidade é regulada logo no início do jogo, no menu de opções. Sugiro que regulem para a velocidade 4 (de 5 disponíveis).

Mesmo nessa velocidade conseguimos controlar a nave de maneira tranquila, sem ficar trombando a torto e a direito em tudo quanto é canto, aliás, na primeira fase já temos um trecho que se estivermos numa velocidade inferior a essa, quase certamente não passaremos intactos.

Acho Axelay bem difícil, e pode representar um desafio bom para os amantes do gênero, mas é um jogo que vale muito jogar!

E essas foram minhas recomendações iniciais de 3 jogos de nave do SNES… não quer dizer que são os melhores, mas são jogos que tem suas marcas interessantes… seja por serem clássicos, originais ou por terem capas polêmicas…

E caso queiram checar o gameplay dessas belezuras, é só ver esse vídeo aqui onde jogo um pouco dos três.

Boa jogatina a vocês!

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