Arquivos puzzles - https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/puzzles/ Um pouco de tudo na medida certa Fri, 02 Oct 2026 13:06:49 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos puzzles - https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/puzzles/ 32 32 Onimusha: Way of the Sword – A Volta Magistral da Série | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2026/10/02/onimusha-way-of-the-sword-a-volta-magistral-da-serie-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2026/10/02/onimusha-way-of-the-sword-a-volta-magistral-da-serie-analise/#comments Fri, 02 Oct 2026 09:18:10 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=22360 A série Onimusha surgiu em 2001 com Onimusha: Warlords e ganhou uma continuação bem rápida, Onimusha 2, em 2002. Em 2004 veio o grande sucesso da série, Onimusha 3, que inclusive tinha o ator Jean Reno. Em 2006 saiu o último jogo da série principal, Dawn of Dreams. Esse foi o Onimusha em que a […]

O post Onimusha: Way of the Sword – A Volta Magistral da Série | Análise apareceu primeiro em .

]]>
A série Onimusha surgiu em 2001 com Onimusha: Warlords e ganhou uma continuação bem rápida, Onimusha 2, em 2002. Em 2004 veio o grande sucesso da série, Onimusha 3, que inclusive tinha o ator Jean Reno.

Em 2006 saiu o último jogo da série principal, Dawn of Dreams. Esse foi o Onimusha em que a câmera já era solta e em terceira pessoa, sem a câmera fixa dos jogos anteriores.

A série, na verdade, começou como um protótipo que seria lançado no PlayStation 1, usando uma tecnologia parecida com a que a Capcom utilizava nos primeiros Resident Evil. Só que o projeto foi movido para o PlayStation 2 e passou a ser liderado pelo Keiji Inafune, que na época era uma das principais figuras da Capcom.

Depois que Dawn of Dreams não vendeu tanto quanto a Capcom esperava, a empresa colocou a série para dormir por muitos anos. Passou a geração do PlayStation 3, depois a do PlayStation 4, e nada de um novo Onimusha. Com o tempo, a gente foi se convencendo de que seria uma daquelas franquias que morrem e ficam esquecidas no catálogo da Capcom.

Aí, depois de quase 20 anos, veio a surpresa do retorno da série com Onimusha: Way of the Sword.

Créditos: Capcom

O jogo foi produzido e desenvolvido pela própria Capcom usando a RE Engine, a mesma tecnologia dos Resident Evil modernos, e esse retorno não foi uma tentativa repentina de ressuscitar uma franquia antiga.

O produtor Akihito Kadowaki explicou que Onimusha sempre foi uma série muito bem recebida, mas durante muitos anos a Capcom concentrou seus principais recursos em franquias como Resident Evil, Monster Hunter e Street Fighter, que são algumas das grandes propriedades da empresa. Sobrava pouco espaço para montar uma equipe e dedicar os recursos necessários a um novo Onimusha.

Créditos: Capcom

Só que a vontade de continuar a série nunca desapareceu dentro da Capcom. Durante esses quase 20 anos, muita gente na empresa queria voltar a trabalhar na franquia. O problema era que nunca aparecia o momento certo e, principalmente, as pessoas certas para formar uma equipe.

Até que, por volta de 2020, as coisas começaram a mudar. A Capcom passou a ter uma oportunidade real de trazer Onimusha de volta, com uma equipe nova, uma tecnologia moderna e uma nova geração de consoles chegando.

Foi aí que começou o desenvolvimento de Way of the Sword, que finalmente trouxe Onimusha de volta depois de quase duas décadas.

Créditos: Capcom

História e personagens

O protagonista dessa vez é Miyamoto Musashi, um samurai real que viveu entre o final do século XVI e o começo do século XVII. Ele nasceu por volta de 1584 e morreu em 1645, então é uma figura histórica que realmente existiu, mas que foi cercada de lendas ao longo dos séculos. O jogo pega essa figura e cria uma versão própria do personagem.

Ele é acompanhado por outros personagens que vêm da história e do folclore japonês.

Um deles é Ono no Takamura, uma figura histórica do período Heian que viveu aproximadamente 700 anos antes de Musashi. A presença dele no jogo é justamente uma dessas misturas de história real com as lendas e a fantasia de Onimusha, e o motivo dele estar presente 700 anos depois do seu tempo de vida tem a ver com as lendas ao redor de sua história que são contadas sobre ele até hoje.

Créditos: Capcom

Também temos Minamoto no Yoshitsune, que aqui é o grande antagonista da história. Ele também foi uma figura histórica real do Japão e, assim como Musashi, virou uma figura lendária na cultura japonesa.

Já Shizuka, que vive dentro da Manopla Oni presa no braço do Musashi. Ela acompanha o protagonista durante a aventura, conversa com ele e faz o papel de uma Navi do Ocarina of Time, dando dicas e explicando algumas coisas durante as missões.

E por último, e com certeza não menos importante, temos a Izumo no Okuni, que também foi uma figura histórica e é retratada aqui como uma artista e dançarina que ajuda Musashi durante a aventura. Ela é um apoio para o protagonista e também evita que a história fique só acompanhando o Musashi sozinho o tempo inteiro.

Isso é importante porque o Musashi desse jogo não é um protagonista mudo. Ele conversa bastante, tem personalidade, responde aos outros personagens e cria uma dinâmica muito boa com todo mundo que acompanha a aventura.

Créditos: Capcom

Falando nos antagonistas, temos o Sasaki Ganryu, o rival de Musashi. Ele também usa uma Manopla Oni, mas segue um caminho completamente diferente do protagonista. Enquanto o Musashi usa os poderes da manopla quase contra a própria vontade, o Ganryu busca esse poder de forma muito mais agressiva, e isso faz dele um dos principais rivais do jogo.

Também temos a Dokyo, uma das principais figuras antagonistas da história, que aparece várias vezes durante a aventura. Ela tem uma personalidade bem mais excêntrica e humana do que a de um vilão genérico que está ali só para ser derrotado no final.

Eu acho que a dinâmica entre todos esses personagens funciona muito bem. Você acaba gostando de quase todo mundo que acompanha a história, inclusive dos vilões, principalmente os que têm mais tempo de tela e mostram características mais humanas.

Créditos: Capcom

Cenário e Ambientação

Agora vamos falar um pouco do gameplay. Em Way of the Sword, o jogo segue bastante a estrutura do último Onimusha, Dawn of Dreams, com câmera livre e um combate muito mais aberto, sem aquela câmera presa dos três primeiros jogos.

De cara já dá para notar que a ambientação é muito mais realista. A maior parte do jogo se passa em Quioto, principalmente na região devastada pelos acontecimentos da história, e é uma cidade bem morta mesmo. É uma cidade miserável, com casas quebradas, muitos templos e sinais de destruição, tudo isso depois de um período de guerra e somado aos problemas causados pelos Oni. Assim, temos essa mistura da realidade histórica do Japão com os elementos fantásticos que sempre foram marca da série.

Uma coisa que fica nas entrelinhas, e que os próprios produtores também dizem, é que o jogo não é uma continuação direta da narrativa dos anteriores. Ele funciona como um reboot.

Tudo o que aconteceu nos jogos antigos, incluindo a história do Samanosuke, protagonista do primeiro Onimusha, é ignorado aqui. A própria origem dos Oni e dos Genma funciona de um jeito diferente nesse novo jogo.

Créditos: Capcom

Além da parte leste de Kyoto, onde você explora o mapa, pega itens, enfrenta inimigos e resolve pequenos puzzles, o jogo tem outros ambientes durante a aventura. Ele não fica preso só naquela cidade do Japão feudal.

Aliás, sobre os puzzles: eles são bem menos frequentes que na série clássica: se foram os baús com puzzles de outrora e a maioria dos pequenos quebra-cabeças exigem soluções simples relacionadas ao ambiente, como atirar uma flecha para levantar uma plataforma. Nada muito complexo mas que muda um pouco o fluxo constante de correr e atacar inimigos. A dose é boa mas senti falta de algo mais complexo nesse sentido.

O jogo também te leva para montanhas, vales e lugares muito mais sobrenaturais, como partes do próprio reino dos Oni. Aí aparecem aquelas construções completamente surreais, formadas pelo poder dos Oni. Você encontra torres, escadarias, prédios e estruturas que se misturam com construções do mundo real.

Isso cria uma ambientação bem característica, que lembra bastante os Onimusha do PlayStation 2 e, ao mesmo tempo, mostra uma identidade própria para esse novo jogo.

Créditos: Capcom

Gráficos e identidade visual

Também é importante falar da qualidade visual. A RE Engine entrega uma beleza muito versátil, e isso fica evidente aqui. Mesmo nas versões de console mais básicas e em computadores que não são máquinas absurdas, o jogo é muito bonito, principalmente em HDR. Eu nunca tinha percebido muito o HDR em jogos. Sempre ouvia falar, sabia que existia, mas nunca tinha parado para pensar na diferença que aquilo fazia até ver como um jogo que usa essa tecnologia bem pode transformar uma iluminação simples em algo maravilhoso.

E olha que minha TV já tem uns cinco anos e o HDR dela nem é tão bom assim. Mesmo assim, nesse jogo eu comecei a perceber muito mais a diferença de iluminação, principalmente nos ambientes mais escuros, nas áreas com fogo e nas mudanças de luz durante a exploração. É um daqueles jogos que me fizeram finalmente entender para que serve o HDR.

Créditos: Capcom

Outra coisa muito legal é o design dos chefes. Todos eles têm visuais marcantes e identidade própria, com monstros realmente imponentes e ameaçadores. São criaturas que carregam características muito fortes da série e ainda trazem ideias novas. O design mistura elementos do imaginário japonês antigo com conceitos mais modernos: eles usam armas, espadas e, em alguns casos, até armas de fogo. Essa combinação lembra tanto os monstros tradicionais de Onimusha quanto a identidade mais moderna da Capcom, especialmente os designs de criaturas de Monster Hunter.

E a animação dos personagens é impecável. Durante a luta, o Musashi se movimenta como um samurai de verdade. Ele se balança, sacode o corpo, cambaleia e golpeia com a espada de um jeito muito natural e bem animado. Não é aquele movimento exagerado de anime: ele executa cada ação por completo, com as roupas acompanhando os movimentos durante o combate. Até a maneira como ele corre transmite peso. Parece que você está assistindo a um filme de samurai com efeitos sobrenaturais.

Créditos: Capcom

Sim, esse é um jogo “soulslike”

Agora vamos falar do maior elefante na sala que é o combate dificílimo.

Bom, você já deve imaginar e, se não imaginou, vou te assustar agora: Onimusha: Way of the Sword é um Soulslike. Ou seja, o combate é super difícil, principalmente nos chefes.

Ele alivia um pouco porque os encontros com inimigos são maiores e os mobs são relativamente mais fracos que em um soulslike, porém ainda bem competentes. Você não tem aqueles pequenos inimigos espalhados em pontos específicos do mapa que te pegam desprevenido como em um Dark Souls da vida, mas também não chega a ser um Dynasty Warriors onde os inimigos não têm peso algum.

Toda luta em WotS importa. Em nenhum momento do jogo você vai ficar apertando o botão de ataque sem pensar, até porque se fizer você morre até pros arqueiros fracos do início do jogo. Todos os monstros não são de “papel”. Assim, todo combate exige atenção e, se você der mole, vai morrer para inimigos comuns sim.

Créditos: Capcom

Isso é muito chocante para quem não está acostumado com o gênero, porque eu mesmo não sou fã de Dark Souls. O único Soulslike que eu joguei, zerei e platinei foi Stranger of Paradise: Final Fantasy Origin, que é bem mais amigável com o jogador, já que dá a chance de ter uma party para te ajudar e não é tão pesado nesse sentido.

Já Onimusha: Way of the Sword, mesmo na dificuldade normal, pede muito do jogador.

Ele funciona como os outros Soulslikes: tem sistema de parry, tem sistema de vigor (stamina) mas também inova bastante por ter várias opções diferentes de combate.

Você tem o parry normal, em que defende com a espada apertando L1; também pode apertar L1 e X para refletir o ataque do inimigo, fazendo ele perder o equilíbrio e abrindo uma oportunidade para atacar; pode esquivar apertando o círculo, ou responder a um agarrão agarrando o inimigo de volta, uma espécie de parry de agarrada.

E ainda tem o golpe principal do jogo, o Issen. O Issen é um contra-ataque muito preciso, em que você precisa acertar um timing bem específico para executar.

A maioria dos golpes do jogo, se não quase todos, pode ser refletida assim. Mas nem sempre vale a pena, porque o risco e a recompensa são muito altos. Às vezes é muito difícil acertar o timing, principalmente se você joga com controle sem fio, porque nesse tipo de combate qualquer pequeno atraso na resposta faz diferença.

Créditos: Capcom

E é aí que Way of the Sword mostra uma das coisas mais interessantes dele: pega a ideia do Onimusha clássico, que era acertar o Issen no momento exato, e transforma isso na base de todo o sistema de combate.

Você precisa aprender a observar o inimigo, entender o ataque que ele está preparando e decidir se vale a pena defender, esquivar, tentar um contra-ataque ou simplesmente sair de perto.

Então, apesar de ter bastante coisa de Soulslike, o jogo não parece um Soulslike com skin de Onimusha. Ele pega várias ideias do gênero e mistura com aquilo que sempre foi a identidade da série.

Créditos: Capcom

Veredito

Agora o meu veredito: Onimusha: Way of the Sword é, com certeza, o meu jogo do ano de 2026.

Ele traz de volta uma série que estava adormecida e moderniza uma franquia que já tinha características muito parecidas com o que hoje conhecemos como Soulslike. Ao mesmo tempo, renova completamente a fórmula, simplificando algumas coisas e complicando outras.

O combate é bastante complexo, com muitas alternativas, e dá ao jogador uma capacidade enorme de variar suas estratégias. É um sistema que faz você terminar uma luta e já querer rever, pensando em como poderia ter executado cada movimento de outra maneira.

Eu daria nota 10 para esse jogo se não fosse pela repetição de alguns chefes. Todo o resto é completamente perfeito.

Se você procura uma experiência de Soulslike ou quer voltar às origens da série Onimusha, esse é o jogo para você. E, mesmo que você não seja fã de Soulslike, dê uma chance a ele, porque você pode acabar se apaixonando pela história do Musashi.

Nota: 9,5/10


Esta análise foi feita com uma cópia gentilmente cedida pela CAPCOM. Onimusha: Way of the Sword está disponível para PC (Steam), PlayStation 5, Xbox Series S|X e Switch 2.

Créditos: Capcom

O post Onimusha: Way of the Sword – A Volta Magistral da Série | Análise apareceu primeiro em .

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2026/10/02/onimusha-way-of-the-sword-a-volta-magistral-da-serie-analise/feed/ 1
Pretty Girls Speed | Sem tempo pra conversa, irmão https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/02/20/pretty-girls-speed-sem-tempo-pra-conversa-irmao/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/02/20/pretty-girls-speed-sem-tempo-pra-conversa-irmao/#respond Sun, 20 Feb 2022 20:06:58 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=10110 Um tempinho atrás, eu zerei o Star Wars: Jedi Fallen Order (ou é Star Wars Jedi: Fallen Order?). Não sei, mano. Enfim, eu gostei do jogo e esse jogo me lembrou que nas mãos de gente competente, Star Wars pode ser divertido. Dito isso, baixei o outro Star Wars com single player disponível no EA […]

O post Pretty Girls Speed | Sem tempo pra conversa, irmão apareceu primeiro em .

]]>
Um tempinho atrás, eu zerei o Star Wars: Jedi Fallen Order (ou é Star Wars Jedi: Fallen Order?). Não sei, mano. Enfim, eu gostei do jogo e esse jogo me lembrou que nas mãos de gente competente, Star Wars pode ser divertido.

Dito isso, baixei o outro Star Wars com single player disponível no EA Pass. E amigos, Star Wars: Squadrons é um porre.

LEIAM – Jewel Match Atlantis Solitaire 3 – Collector’s Edition | Carteado a longo prazo

A história é desinteressante, os controles são ruins e o criador de personagens é uma bosta. O que isso tem a ver com o jogo da análise de hoje? Nada, mas era algo que eu precisava colocar pra fora.

A série Pretty Girls sempre ofereceu uma mistura de jogo simples com boa apresentação, sendo na maioria das vezes, jogos que você pode pegar e jogar no seu ritmo, e se desafiar tentando melhorar seus tempos. Ou em alguns casos, sua capacidade de blefar, como nos jogos de Poker.

Porém, em sua maioria, são jogos de desafio solo, com ameaças externas, em casos como PG Panic! e PG Breakout. Mas bem, dessa vez, a ZOO Corporation decidiu ir por um outro caminho com Pretty Girls Speed, o mais novo lançamento da série.

Pretty Girls Speed
Reprodução/ Zoo Corporation

 

Velocidade e precisão… E um pouco de estratégia

O cerne principal da jogabilidade de Pretty Girls Speed é parecido com o Jewel Match Atlantis Solitaire, você tem um deck de cartas e precisa acabar com ele, usando as cartas que estão no meio da tela, selecionando uma da sua mão que seja maior, ou menor que a carta da tela. A questão é que… Há uma oponente do outro lado que fará o mesmo, então você precisa ser rápido.

Você pode selecionar as cartas usando teclas de atalho (1, 2, 3 e 4), o direcional do controle ou o mouse. Como o adversário também vai fazer, você precisa ser rápido e preciso, porque um segundo de hesitação é tudo o que seu adversário precisa pra colocar uma carta do deck dele lá.

Quando nenhuma das cartas de sua mão e da mão adversária puder ser colocada no meio da tela, a próxima carta dos dois baralhos irá ser colocada automaticamente, dando a possibilidade da partida continuar.

LEIAM – High Seas Havoc (Mega Drive) | Análise

O modo principal consiste de 10 duelos, cada duelo decidido numa melhor de três, então no caso de você perder a primeira, há sempre a chance de recuperação.

As partidas tem um pouco de RNG envolvido nas cartas, mas não chega a ser um trabalho muito difícil vencer os dez duelos. E pode não parecer, mas a natureza veloz dos duelos é o que torna a experiência de Pretty Girls Speed, algo bem divertido, quase como se estivéssemos num jogo de luta.

Como modo complementar, existe um Modo de Desafio, com 100 níveis, constituídos de partidas únicas, com a dificuldade crescente, e neles a IA da CPU é mais hesitante do que no Modo de Batalha. Enquanto que no modo principal, a CPU é agressiva de cara, nos desafios, a IA vai ficando agressiva conforme avançamos.

Existe um pequeno toque de estratégia, especialmente nos momentos onde o jogo para porque não dá pra colocar cartas no monte do meio da tela, aí é necessário analisar que carta você vai colocar (quando há apenas a sua mão), e se ela vai ajudar seu oponente ou você pode continuar o combo.

Pretty Girls Speed
Reprodução/ Zoo Corporation

Um passo atrás no departamento gráfico

Em relação a Pretty Girls Rivers, o jogo definitivamente é um passo atrás, já que o modo Diorama não está presente. Não só isso, mas apesar de ainda contar com uma boa apresentação, ela é um pouco mais crua que o PG Rivers. Ainda temos os sprites das meninas, mas eles não aparecem o tempo todo, assim como os cenários.

A trilha sonora complementa bem a ação, não é chiclete como em PG Klondlike Solitaire ou PG Panic!, mas não chega a ser ruim. E as vozes, novamente são vozes extraídas das visual novels da Norn/Miel, que podem ou não fazer sentido dentro do jogo, provavelmente não.

Reprodução/ Zoo Corporation

Eu toparia uma versão com online vs pra dois jogadores

A natureza veloz de Pretty Girls Speed, é o maior destaque do jogo. É um jogo que você precisa de reflexos bons, um pouco de sorte e pensamento rápido. Num mundo ideal, teríamos esse jogo com um modo online com disputas entre dois jogadores.

Pretty Girls Speed é viciante, e apesar dos gráficos serem um passo atrás na série (assim como a falta de um modo de visualização/ diorama), é um jogo que recomendo pra quem quer algo diferente. Não chega a ser caro, então vale a pena a sua compra.

O jogo estará disponível a partir do dia 24 de fevereiro para PC.

—
Esta análise foi feita no PC com uma cópia do game gentilmente cedida pela ZOO Corporation.

O post Pretty Girls Speed | Sem tempo pra conversa, irmão apareceu primeiro em .

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/02/20/pretty-girls-speed-sem-tempo-pra-conversa-irmao/feed/ 0
Jewel Match Atlantis Solitaire 3 – Collector’s Edition | Carteado a longo prazo https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/12/29/jewel-match-atlantis-solitaire-3-collectors-edition-carteado-a-longo-prazo/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/12/29/jewel-match-atlantis-solitaire-3-collectors-edition-carteado-a-longo-prazo/#respond Wed, 29 Dec 2021 23:51:13 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=9609 No momento em que escrevo essa análise, venho dizer que estou muito, mas muito PUTO. Dentre várias coisas, a minha internet resolveu me sacanear, já que apesar de pagar por 35 MB de download, se eu consigo 10 nos últimos dois dias, foi muito. A instabilidade tá afetando até mesmo minha jogatina. Sim, no geral […]

O post Jewel Match Atlantis Solitaire 3 – Collector’s Edition | Carteado a longo prazo apareceu primeiro em .

]]>
No momento em que escrevo essa análise, venho dizer que estou muito, mas muito PUTO.

Dentre várias coisas, a minha internet resolveu me sacanear, já que apesar de pagar por 35 MB de download, se eu consigo 10 nos últimos dois dias, foi muito. A instabilidade tá afetando até mesmo minha jogatina. Sim, no geral eu não preciso da internet pra jogar.

Exceto no caso de Caravan Stories, que pede uma conexão constante por causa do servidor no Japão. O que me deixa puto, porque as vezes eu quero jogar um pouco do meu gacha de imundo e a conexão não deixa. Ou eu estou jogando, vou entrar numa Dungeon e repentinamente sou chutado pra tela título por causa da conexão.

LEIAM – Contos de Um Gamer Cada Vez Mais Caduco

Mas, sem mais enrolações no meu caminho, vamos ao que interessa… Carteado. Aqui no site, já fiz a análise de dois jogos de carteado, ambos da série Pretty Girls, o Klondlike Solitaire, que é de paciência, e o Battle Poker Texas Hold’ Em ou alguma coisa assim, que é… De Pôquer. Dessa vez, não falaremos de algum jogo da série Pretty Girls, mas de Jewel Match Atlantis Solitaire 3: Collector’s Edition, jogo lançado pela publisher britânica Grey Alien Games, e desenvolvido pela alemã Suricate Software (sim, tive que fazer um pouco de busca pra saber de onde os caras são).

Será que o jogo vale a pena o seu dinheirinho? Confira conosco.

Jewel Match Atlantis Solitaire 3
Capturado no PC/ Créditos: Grey Alien Games

Reconstrua Atlantis… Pela terceira vez, eu acho.

Você é ao mesmo tempo, um arquiteto do caralho, e um tremendo incompetente. Digo, por um lado, você é capaz de construir monumentos impressionantes usando algumas joias, uma habilidade que certamente seria capaz de acabar com a população de rua do mundo. Porém, os monumentos parecem ser feitos de massinha ou papel machê, porque pela terceira vez você precisa reconstruir os eventos de Atlantis.

Ou isso, ou talvez a região tenha um sério problema com terremotos (*ou seriam maremotos, já que é na água?) e talvez o administrador da bagaça precise urgentemente mudar o local de Atlantis. Ou talvez secretamente você trabalhe pra companhia de seguros e embolse uma grana preta quando tudo desmorona.

Consegue seguir o meu raciocínio?

Ótimo, por quê eu acabei de tirar isso tudo do rabo em cinco minutos porque o jogo não possui história alguma. E pela quantidade de linhas, dá pra perceber que não estou com a menor vontade de inventar algo.

Jewel Match Atlantis Solitaire 3
Capturado no PC/ Créditos: Grey Alien Games

Carteados e puzzles variados

A mecânica de Atlantis Solitaire 3 é semelhante a da variante Tripeaks do Solitaire, contida no pacote Microsoft Solitaire Collection no Windows 10. Você tem um baralho de cartas e uma pirâmide para remover. Pra remover uma carta, você precisa puxar uma de valor maior ou menor para remover. Faça isso pelo estágio todo, e pronto, você terminou.

Mas, não é somente isso. Enquanto que no começo, as coisas são simples, conforme você avança, obstáculos irão surgir, como cartas congeladas, que precisam de duas cartas para removê-las, ou cartas presas por correntes, que precisam de martelo para serem liberadas e então removidas.

Cartas presas por vinhas precisam de espadas, e cartas presas por fitas de laço (aquelas usadas em presente) precisam ser removidas usando cartas de tesoura., além de cartas fechadura que precisam de chaves.

LEIAM – Kingdoms of Amalur: Re-Reckoning – Fatesworn | O Dark Souls dos RPG’s

Enquanto que as fechaduras, cartas presas por vinha e cartas presas por corrente são desbloqueadas com os itens correspondentes (chaves, espadas e martelos), as cartas presas por fitas de laço precisam das tesouras… Que também são cartas normais, o que significa que pra pegá-las, usa-se o mesmo processo das cartas normais. E esses não são os únicos obstáculos.

Também existem as cartas presas pelo Kraken, que fecha e abre seus tentáculos a cada x jogadas, e as cartas com seta, que aumentam ou diminuem seu valor a cada jogada.

Combinando isso tudo, é um desafio para quem quer uma diversão mais casual. Porém, não são só obstáculos que existem, pois também existem power-ups pra te ajudar, como as cartas de Wild Card e os Coringas.

As cartas de Wild Card possuem um valor aleatório e podem ser jogadas pra continuar um combo ou dependendo do valor, poder eliminar uma carta que anteriormente seria impossível.

Os coringas possuem mais ou menos a mesma função, mas o uso delas não depende do valor, porque elas substituem qualquer carta. As cartas de Coringa e Wild Card podem ser compradas na loja do jogo (você ganha moedas conforme passa das fases), ou adquiridas nas fases, desde que você tenha comprado o power up que aumenta a chance delas aparecerem durante as partidas.

E esse é só o core da jogabilidade principal… Porque existem os puzzles bônus, liberados com certas quantidades de estrelas. E eles oferecem outras variantes de paciência, desde a clássica, até algumas que não fazia ideia que existia, além de fases com MUITAS CARTAS, e até mesmo o Mahjong Solitaire, uma variante de Mahjong bem popular.

Esses jogos bônus dão uma longevidade ao jogo… Que já é extenso por si só, para terem uma ideia, para eu terminar as 200 fases principais (exatamente, principais), levei cerca de 11, 12 horas e isso porque eu joguei no modo “Relaxado”, onde você pode continuar após as suas cartas acabarem (no normal, você pode comprar 5 cartas extras por 150 moedas). Só que apesar do jogo principal acabar nessas duzentas fases, ainda existem as fases extras da Collector’s Edition, o que vai estender muito a jogatina.

Uma coisa que recomendo, é que não façam como eu e jogue por um período longo de tempo. Esse tipo de jogo é melhor aproveitado em doses mais esporádicas, talvez entre outras jogatinas.

Capturado no PC/ Créditos: Grey Alien Games

Relaxante… E passável.

Em termos gráficos, obviamente pelo estilo de jogo, Jewel Match Atlantis Solitaire 3 não foi feito pra ser arrasa quarteirão, mas ele também não precisa. Os cenários são decentes, e os modelos 3D das construções não são ruins. Claro, ele não tem a embalagem apresentável como acontece com os jogos da Zoo Corporation, mas não chega a ser uma desgraça feito Bondage Black Jack.

Na questão sonora, a trilha do jogo é relaxante. Perfeita pra jogatina, e não perceber que o tempo passou voando. Você não vai ouvi-la fora do jogo, e vai esquecer dela assim que fechar a janela, mas é competente no que se propõe.

Jewel Match Atlantis Solitaire 3
Capturado no PC/ Créditos: Grey Alien Games

Se gosta de carteado, experimente…

Felizmente não é preciso conhecer o resto da série Jewel Match Solitaire pra aproveitar o jogo, então é uma compra que recomendo… Se curtir o gênero. Não é pra todo mundo, nem tem a intenção de ser, mas não é um jogo ruim.

—

Jewel Match Atlantis Solitaire 3 está disponível para PC, e essa análise foi feita com uma chave digital gentilmente cedida pela Grey Alien Games.

O post Jewel Match Atlantis Solitaire 3 – Collector’s Edition | Carteado a longo prazo apareceu primeiro em .

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/12/29/jewel-match-atlantis-solitaire-3-collectors-edition-carteado-a-longo-prazo/feed/ 0
Rise of The Tomb Raider | Lara está de volta https://www.arquivosdowoo.com.br/2016/03/16/rise-of-tomb-raider-lara-croft-voltou/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2016/03/16/rise-of-tomb-raider-lara-croft-voltou/#respond Wed, 16 Mar 2016 22:42:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2016/03/16/rise-of-tomb-raider-lara-croft-voltou/ Depois de duas semanas dedicado as jogatinas de Rise of the Tomb Raider, finalmente eu o terminei. Sem dúvida é um excelente jogo, mas que poderia ser muito mais se não pecasse por tentar agradar essa nova geração de gamers. E não se ofenda caro leitor, pois mudanças são necessárias, principalmente por se tratar de […]

O post Rise of The Tomb Raider | Lara está de volta apareceu primeiro em .

]]>
Depois de duas semanas dedicado as jogatinas de Rise of the Tomb Raider, finalmente eu o terminei.

Sem dúvida é um excelente jogo, mas que poderia ser muito mais se não pecasse por tentar agradar essa nova geração de gamers. E não se ofenda caro leitor, pois mudanças são necessárias, principalmente por se tratar de um reboot de um jogo antigo, logo essa adaptação é necessária para uma sobrevida da franquia.

LEIAM – HALO | Muito mais do que apenas um FPS

A versão que joguei foi a do Xbox360 e que para minha surpresa não ficou feia ou me desapontou em momento algum, exceto na cena de uma avalanche em que parecia uma imagem colada tremendo. Não sei dizer se foi o disco, console, mas foi hilário de tão estranho.

SOBRE A DUBLAGEM

Rise of The Tomb Raider

Outro ponto importante foi a personagem que recebeu um belo upgrade em seu visual e uma dublagem digna, realizada pela Fernanda Bullara, que além de uma excelente dubladora, ainda é uma fã incondicional da personagem. E sem fugir da dublagem do jogo, sinceramente está espetacular.

Estou habituado a jogar tudo em sua língua original, mas Rise of the Tomb Raider é um jogo que vale a pena jogar dublado.

Enquanto no primeiro títulos enfrentávamos as adversidades de uma ilha com clima tropical, aqui Lara precisa enfrentar o clima frio e sua flora repleta de ursos, tigres e lobos e águas gélidas em busca da fonte divina – Um item que concede imortalidade a quem o obtê-lo, e que Lord Croft, o pai da Lara morreu tentando encontrá-lo.

A FAUNA LOCAL E SEUS PERIGOS

Rise of The Tomb Raider

Falando em urso, achei uma grande sacada forçar o jogador a enfrentar um poderoso urso logo de cara e sem bons equipamentos. O que me fez correr desesperadamente pela neve gritando: Ai Meu Deus! Ai Meu Deus!

O jogo também traz um sistema de criação de itens para o arco, como flechas venenosas, explosivas e incendiarias. O arco ainda continua sendo a melhor arma do jogo disparado, pois não existe absolutamente quase nada que você não o faça sem ele. Principalmente nos puzzles.

LEIAM – Meu pai e seu vício em Resident Evil

Estou pra dizer que em determinados momentos eu pensei que abandonaria a jogatina, por considerar alguns puzzles chatos demais, então lembrei que essa é a função dos puzzles, fazê-lo quebrar a cabeça. Mas depois de algumas horas de jogatinas decifra-se quase que instantaneamente o que deve ser feito.

UMA VIAGEM MARAVILHOSA

Rise of The Tomb Raider

Não importa os minutos que tome do seu tempo, quando se der conta é o mesmo sistema que deverá ser executado e isso acaba sendo meio tedioso.

É impossível não elogiar a beleza de Rise of the Tomb Raider no Xbox 360, que apesar de perder alguns pontos em relação a sua versão do Xbox One, ele segura a peteca firme e não faz feio.

O cenário é muito vivo e tudo se movimenta, desde pássaros a esquilos, coelhos e outros bichos que não lembro o nome, mas que fora uteis para a criação de alguns equipamentos da Lara.

Eu tomei muitos sustos com os animais, porque encarar tigres não é uma tarefa fácil e topar com um despreparado é certeza de óbito, caso não consiga bolar um plano de fuga. Que por sinal, é outra sacada legal, pois quando você está correndo fugindo do tigre, pelo menos no meu caso, a primeira coisa que me veio a cabeça foi: Saltarei na arvores, atirarei uma flecha venenosa e saltarei atrás dele e eliminarei com a escopeta.

MUITOS MEIOS PARA ELIMINAR

Rise of The Tomb Raider

O jogo de oferece diversas maneiras de eliminar o seu alvo e brincar bolando estratégias é algo que me conquistou bastante.

Encarar inimigos cara a cara não é uma opção e o jogo oferece diversas maneiras de você executar o seu alvo, mas precisamos melhorar nossos skills antes de se tornar o Ezio Auditore, mas não vou entrar nesse assunto porque acho chato pra cacete escrever sobre isso.

Os inimigos humanos são uma tremenda dor de cabeça conforme se avança na história, pois começam a se blindar com armaduras e capacetes, então as vezes você está feliz em cima de uma arvores mirando com a flecha na cabeça do fio de rapariga quando de repente a flecha tira o capacete e o cara alerta o bonde dele.

LEIAM – A Noite de Jogatinas no Atari

Isso não é de todo ruim por elevar o nível da dificuldade e não tirar a necessidade de se ter um chefão a cada final de evento, mas reconheço que senti falta, mas por tentar se prender um pouco a realidade, criar monstrengos enormes e blindados não seria uma boa para Lara.

A lendária cidade de Kitej (Essa cidade faz parte do folclore russo) foi um excelente escolha para ser o palco da nova aventura de Lara, que mostra a que voltou nessa nova geração de consoles para representar o sexo feminino e mostrar que mulheres são tão ou mais fortes que qualquer homem.

CONCLUSÃO

Rise of The Tomb Raider

Rise of the Tomb Raider consegue ser superior ao primeiro título em diversos aspectos, porém, ao meu ver só falha em um ponto e que sequer posso expor aqui para não acabar com a diversão de quem está jogando.

Talvez ele não tenha um ótimo final e não tem mesmo, sério, mas  faz valer toda a aventura. Claro, eu queria algo mais grandioso, mas recomendo que espere pelo final dos créditos.

É sensacional! Jogue, vale a pena!

A boa notícia é que você pode ir se preparando para descobrir outra lenda local: A lenda de Baba Yaga.

O post Rise of The Tomb Raider | Lara está de volta apareceu primeiro em .

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2016/03/16/rise-of-tomb-raider-lara-croft-voltou/feed/ 0