Arquivos Open World - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/open-world/ Um pouco de tudo na medida certa Thu, 05 Dec 2024 19:05:27 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Open World - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/open-world/ 32 32 Vivat Slovakia | Grande Roubo de Carros Eslovacos https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/12/05/vivat-slovakia-grande-roubo-de-carros-eslovacos/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/12/05/vivat-slovakia-grande-roubo-de-carros-eslovacos/#respond Thu, 05 Dec 2024 19:05:27 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=18749 Você lembra do 171? Um jogo de mundo aberto brasileiro que prometia ser o GTA Brazuca, não? Exceto que… Ainda que o jogo tenha sido lançado em Acesso Antecipado, houveram críticas por o jogo utilizar assets comprados (se a crítica é justa ou não, são outros 500, nem todo mundo sabe modelar), mas um fato […]

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Você lembra do 171? Um jogo de mundo aberto brasileiro que prometia ser o GTA Brazuca, não? Exceto que… Ainda que o jogo tenha sido lançado em Acesso Antecipado, houveram críticas por o jogo utilizar assets comprados (se a crítica é justa ou não, são outros 500, nem todo mundo sabe modelar), mas um fato é certo, é que mesmo dois anos após o lançamento, ainda não há sequer o resquício de uma história em 171, sendo o jogo atualmente, num grosso modo, uma versão offline BR dos Roleplays de GTA V que vemos streamers fazerem, com o mapa sendo o playground do jogador, então a potencial versão de consoles que a QUByte anunciou está MUITO LONGE de aparecer.

O Team Vivat é uma equipe pequena que tem sua sede em Bratislava, capital da Eslováquia, e em 2019 lançou um pequeno jogo (com duração de dez minutos e custando R$ 3,50) chamado Vivat Sloboda, ambientado durante a Revolução de Veludo na antiga Checoslováquia, com o jogo sendo do ponto de vista de um taxista que leva um grupo de manifestantes a um protesto. O jogo foi feito justamente para celebrar os 30 anos da revolução, chamada pelos eslovacos de Revolução Gentil (Nežná revolúcia em eslovaco). Apesar de que devido a sua curta duração, o jogo pode ser chamado de Tech Demo.

Em 2022, o Team Vivat já trabalhava na continuação de Vivat Sloboda, e levou esse projeto ao StartLab, que é basicamente uma versão eslovaca do Kickstarter e lá, pediu cerca de dez mil euros como meta para completar o jogo. No fim, conseguiram cerca de 60 mil euros, mais um investimento de 100 mil do governo eslovaco. E após um período combinado de 5 anos de desenvolvimento, Vivat Slovakia chegou ao Acesso Antecipado do Steam em Abril desse ano. “Mas por quê essa análise só está indo ao ar agora em dezembro?” Você, minha voz da consciência, pergunta. Simples, meu caro amigo, em seu lançamento, o jogo contava apenas com o idioma eslovaco disponível para vozes (com legendas em inglês), mas agora no final de novembro, o jogo recebeu uma atualização adicionando vozes em inglês. E agora, você confere se ele vale a pena ou não.


Os comunistas se foram… Uma nova vida, talvez?

Você está no papel de Milan Trotter, ex-guarda de fronteira da antiga Checoslováquia, hoje trabalhando como parte da força policial disfarçado de taxista. Basicamente, você tem que navegar por uma perigosa Bratislava do começo dos anos 90, com o fim (oficial) do Comunismo no país, as coisas ainda estão ruins para algumas pessoas, a corrupção é latente e tudo mais.

Como o jogo ainda está em acesso antecipado, a trama ainda não está concluída, mas temos sinais de algo interessante aqui, com Milan tendo certo arrependimento por suas ações do passado, mas ao mesmo tempo admitindo que ele pode estar apenas relativizando as coisas. Porém, por outro lado, algumas coisas parecem forçadas, como a ligação entre Milan e Laura (a jornalista), ele a levou para o hotel (parte do trabalho de taxista), tomou UM CAFÉ com ela e agora já quer a proteger? Um pouco forçado, se quer saber minha opinião.

Em uma nota mais positiva, é legal ver o callback a Vivat Sloboda, com um dos primeiros clientes de Milan no jogo, seja o grupo de estudantes que ele levou a um dos protestos da Revolução de Veludo no ano anterior. Eu quero ver o que o Team Vivat vai fazer de história ao longo do tempo até a versão 1.0. Isso é, se o jogo chegar a versão 1.0, já que não é incomum para devs abandonarem jogos que estavam em acesso antecipado (OLHANDO PARA VOCÊ, HOLY AVENGER), porém aqui darei o benefício da duvida.


Seu típico playground de mundo aberto

Vivat Slovakia é um jogo em mundo aberto, tal qual GTA, Saints Row e Mafia, então obviamente você pode fazer as missões de maneira linear que aparecem, ou dizer foda-se e sair aloprando por uma recriação semi-fiel de Bratislava. No estado atual, acho que sair aloprando seja a melhor opção, ao menos entre uma missão e outra, ou a jogatina não irá ser longa, já que é um título em Acesso Antecipado.

Os controles, são os esperados de um jogo a la GTA, felizmente um GTA moderno (pós 4) e não um da era PS2. Porém, como esperado de um jogo em acesso antecipado, bugs existem pra atrapalhar a jogatina, e as vezes o dano do seu carro gera situações hilárias quando se está no taxi, como passageiros abrindo portas inexistentes antes de entrar. O sistema de reparo de dano do carro também funciona como o GTA clássico, vá a um ponto específico e pimba, carro novinho em folha.

Caso queira espairar, existem atividades, como pesca e apostas em corridas de cavalos. Porém, nem tudo são coisas que dá pra gente ignorar, como bugs, porque o jogo é péssimamente otimizado, especialmente se tratando de um jogo na Unity, só olhar no Steam as especificações mínimas e recomendadas do jogo, e ao olhar as screenshots, percebe-se que o jogo pede demais para o que está sendo visto em tela. Isso pode ser consertado no futuro, mas são sete meses do lançamento inicial, acho que otimização precisa ser feita. Dá pra dar um desconto, porque isso não é um título de grande orçamento feito por uma desenvolvedora gigante, mas um título desenvolvido por um time de dez pessoas, com 160 mil euros de orçamento, mais ou menos.

Visual abaixo das especificações

Não tem como negar, Vivat Slovakia parece um jogo de Playstation 2, ou na melhor das hipóteses, um título do começo da vida do PS3. Claro, gráficos em si não são tudo, e isso não seria um problema grande, se o jogo não pedisse um PC parrudo, e mesmo assim, em algumas máquinas, a performance não é boa. Os modelos dos personagens, para o gráfico apresentado são aceitáveis, mas novamente, poderiam ser melhores, e pelo menos em termos de cenário, a recriação (parcial) de Bratislava é convincente, e é legal ver um jogo de mundo aberto não ambientado numa cópia de alguma cidade americana ou inspirado por cidades americanas.

Por isso, que mesmo com as críticas, elogio as construções de 171, recriando algo brasileiro, ou por exemplo o fato da demo de Changer Seven se passar em parte na Avenida Paulista, o mesmo vale para Vivat Slovakia. A parte sonora do jogo é difícil de falar, não por motivos de falta de vontade, mas porque tem muita coisa a se falar. O jogo possui dublagem em eslovaco e inglês, pelo menos no idioma original, as vozes são convincentes, agora em inglês… Bem, é uma experiência mista, porque temos um misto de dubladores, e Inteligência Artificial empregados. Mas, antes de você pegar suas tochas para criticar o uso de IA nesse ponto, as vozes de IA são dos dubladores eslovacos.

Pegando no assunto da dublagem, temos que falar das cutscenes que são… Ridículas, são basicamente os personagens parados em uma pose com movimentação de câmera e os diálogos ocorrendo, sem movimentação labial ou de modelos, tem que ver pra crer. É bizarro e engraçado.

E voltando pra música, é um misto de composições passáveis, e músicas cantadas (no rádio do carro), e algumas das músicas das rádios, também foram geradas por inteligência artificial, o que dá pra entender, porque o licenciamento de músicas é uma fortuna, logo entendo os caras usarem desse artifício, não vou julgar. E sim, nos últimos meses, meu posicionamento a respeito de IA mudou, porque ao contrário do que os emocionados do twitter alegam, não é uma questão de preto e branco.

Numa promoção, talvez

No momento, Vivat Slovakia custa 76 Reais no Steam, para um produto em Acesso Antecipado que não oferece algo tão extenso quanto outro jogo em Acesso Antecipado que analisamos, se você tiver interesse, é melhor esperar uma promoção. É um jogo com potencial, mas precisa de melhor otimização e mais conteúdo. Não é brilhante, mas não ofende.

Nota final: 7/10

Vivat Slovakia está disponível no Steam através do Acesso Antecipado, e essa análise foi feita com uma chave gentilmente fornecida pelo Team Vivat.

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Ravensword: Shadowlands | Skyrim de 1,99 https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/06/29/ravensword-shadowlands-skyrim-de-199/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/06/29/ravensword-shadowlands-skyrim-de-199/#respond Tue, 29 Jun 2021 08:00:08 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=7755 Diversão: O que te traz diversão quando se está jogando um jogo? Quando a gameplay te agrada, sendo afiada e precisa? Quando a história te prende? Quando (em caso de jogos adultos) os atos deixam você… Enfim, sabe como é. Diversão em jogos é uma parada completamente subjetiva. As vezes, um jogo te traz diversão […]

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Diversão: O que te traz diversão quando se está jogando um jogo? Quando a gameplay te agrada, sendo afiada e precisa? Quando a história te prende? Quando (em caso de jogos adultos) os atos deixam você…

Enfim, sabe como é. Diversão em jogos é uma parada completamente subjetiva.

As vezes, um jogo te traz diversão não pelos motivos que o desenvolvedor deseja, mas pelas razões completamente opostas.

O absurdo de um enredo, bugs que deixam divertido e mecânicas que não saem exatamente como planejadas. E claro, às vezes, quando um jogo explode, muita gente tenta copiar. Lembra que Harry Potter fez isso DUAS VEZES? Uma copiando GTA e uma copiando Gears of War? Pois é.

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E embarcando no massivo sucesso de Elder Scrolls V: Skyrim (assim como seu antecessor surfou nas ondas de Oblivion), a produtora Crescent Moon Games lançou para Android e iOS (depois chegando no PC e Ouya), Ravensword: Shadowlands, sucessor de Ravensword: The Fallen King, de 2009. E agora, em abril de 2021, esse jogo, lançado em 2013 chega as outras plataformas do mercado?

Será que ele vale MESMO a pena?

A história era tão tediosa que eu esqueci

Ravensword

Após a queda de Ravengard, o mundo mergulhou no caos. O Reino de Tyreas estava sozinho contra uma maré de elfos negros invasores. A Ravensword estava perdida e a época sombria começou. Como descendente de uma antiga linhagem de reis, somente você tem o poder de manejar a Ravensword novamente e restaurar o que foi perdido.”

Honestamente… Eu copiei e colei da descrição do jogo, porque a narrativa do jogo é tão ruim que eu devo ter perdido algumas células cerebrais no caminho. É tudo tão desinteressante e mal jogado na sua cara que tudo o que você pode dizer é “o que faço pra terminar esse diálogo logo?”.

O jogo também entrega personagens completamente insípidos. Tudo bem, eu caguei pros personagens de Skyrim porque mal dediquei uma hora da minha vida àquele jogo (ou talvez eu tenha uma hora no steam e não lembre), mas sei que muita gente se afeiçoa a alguns personagens do arrasa quarteirões da Bethesda.

Tem algum jogo aqui? Possivelmente, mas tem muitos bugs antes de eu encontrar

Ravensword

Primeiramente, uma coisa. Eu não consegui terminar o jogo por duas razões. A primeira, é que por alguma razão, toda vez que eu jogava o mesmo por algum tempo, meu PS4 DESLIGAVA no meio da jogatina.

Não sei se isso é um problema do meu PS4 (O Tony chegou a comentar que pode ser), mas depois de parar e analisar o resto das coisas (como minhas jogatinas prolongadas de Biomutant), uma coisa ficou clara: Meu PS4 SÓ DESLIGOU com Ravensword. A segunda razão explicarei mais adiante no review.

Comecemos o jogo pelo começo: O jogo tem um criador de personagens… Que é pavoroso. Não importa que opções você pegar, seu personagem sairá mais feio que bater na mãe com um tamanco infectado por tétano.

Não sei se é possível um tamanco pegar tétano, mas é assim que é. A princípio seguimos um caminho linear até termos um “mundo aberto” com missões a se fazer, mas francamente… Jogando em console você só vai fazer as missões necessárias para conseguir os troféus da platina, pois não há nenhum incentivo para tal.

Há um sistema de moralidade, roube itens e você será visto como um bandido e irá pra cadeia ser pego (há um troféu pra isso), mas fora isso, não influencia em nada. O jogador pode ignorar as sidequest’s e seguir com a história principal que é um porre.

O jogo tem um sistema de upgrades que surpreendentemente funciona e é possivelmente a melhor parte do jogo, você pode aumentar seus status a cada nível, tanto de coisas tangíveis como força, vitalidade, resistência, magia, quanto coisas mais fora da curva, como velocidade a pé, altura dos saltos, e outros detalhes que realmente influenciam no jogo.

Porém, como posso dizer… O jogo foi pessimamente programado. Pra começo de conversa, a segunda razão pela qual eu não terminei o jogo, foi que eu estava em uma das missões da história, para seguir.

Porém um dos itens que eu deveria coletar para essa missão NÃO SPAWNOU, recarreguei e nada, saí do jogo, voltei e nada. O item simplesmente não apareceu, me impossibilitando de avançar no jogo.

Só que esse não foi só um pequeno problema, ele foi basicamente a gota d’água para eu abandonar Ravensword.

Porque… Por onde começo? O combate do jogo. Eu costumo reclamar que em Skyrim, os inimigos tem uma física de queijo, porque seus golpes não tem peso lá. Pois aqui é muito pior, não importa o tipo de arma que você tenha, cada ataque parece levar uma eternidade pra chegar no inimigo. Nem adianta pensar em armas a distância, elas são tão inúteis quanto as armas corpo a corpo.

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Muitas vezes, alguns inimigos vão te dar um certo trabalho, mas é mais culpa da programação do jogo do que sua. E já que estamos aqui, vamos falar da colisão do jogo… Que é um cocô, como esperado de jogo mal programado na Unity. Em alguns momentos, o jogador não vai conseguir subir diretamente todos os degraus de uma escada. E em alguns pontos, mesmo superfícies inclinadas vão causar o mesmo tipo de problema.

Por outro lado, montanhas parecem ser uma sugestão, já que com um pouquinho de esforço é possível escalá-las com pulos bem calculados (pfft) e do topo do cenário, pular para o vazio infinito, que não é tão infinito já que em algum momento o jogador morre.

Voltando ao meu último ponto sobre o combate, é possível lutar enquanto se está montado num cavalo, e dentre todas as formas de combate, é possivelmente a mais estável.

O que não quer dizer muita coisa, já que o combate é horrível, com ou sem magia. Que existe no jogo, mas fora a magia de golpe físico, outras são para momentos específicos do jogo.

Minha mãe do céu, como isso é feio

Ravensword

Eu não sou nenhuma putinha de gráficos, mas Jesus Cristo de Cascatinha, esse jogo é pavoroso de feio. Sim, é um jogo de 2013, mas data de lançamento não é desculpa para termos modelos que parecem que foram esculpidos pelo Ricky Berwick. Os cenários são simplistas e poderiam ser aceitáveis, se não fosse a quantidade de bugs no resto do jogo.

A trilha sonora é tão memorável quanto os NPC’s sem rosto que aparecem no anime de Nagatoro (assista porque é mó daora), e a dublagem…

Lembra quando falei que escalaram o elenco mais desinteressado do mundo em Black Legend, uns meses atrás? Pois é, Ravensword tem uma dublagem que faz Black Legend ser digno de premio de dublagem, porque se lá era ruim, aqui é umas 28 vezes pior.

Não recomendo

Olha, se não tivesse sido o bug que me impediu de avançar, e as vezes em que o meu PS4 desligou sozinho, eu recomendaria esse jogo em uma promoção, porque ele provoca risadas pelos motivos errados, mas dadas as circunstâncias, não recomendo Ravensword: Shadowlands.

Porque eu estava me divertindo legitimamente com os absurdos do jogo. Mecânicas ruins, gráficos feios, a maior parte dos glitches, eu estava adorando tudo isso, mas infelizmente o jogo me traiu, então não recomendo.

Ravensword: Shadowlands está disponível pra Android, iOS, PC, Ouya, PS4, Xbox One e Switch.

Essa análise foi feita com uma cópia digital de PlayStation 4 gentilmente cedida pela produtora do jogo.

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Biomutant | Furries pós apocalípticos https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/06/02/biomutant-furries-pos-apocalipticos/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/06/02/biomutant-furries-pos-apocalipticos/#respond Wed, 02 Jun 2021 21:55:22 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=7629 Biomutant é uma aposta arriscada em vários sentidos. Primeiro, por parte da THQ Nordic, por investir em uma IP completamente original. Depois, por parte da Experiment 101, sendo o primeiro projeto deles e pelo fato do jogo ser um RPG de mundo aberto, num mercado que está absolutamente lotado deles. A Experiment 101 não é […]

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Biomutant é uma aposta arriscada em vários sentidos. Primeiro, por parte da THQ Nordic, por investir em uma IP completamente original. Depois, por parte da Experiment 101, sendo o primeiro projeto deles e pelo fato do jogo ser um RPG de mundo aberto, num mercado que está absolutamente lotado deles.

A Experiment 101 não é necessariamente novata nisso, já que o fundador do estúdio, Stefan Ljungqvist foi uma das mentes responsáveis pela série Just Cause e pelo jogo de Mad Max.

A pergunta que não quer calar, entretanto é: Como Biomutant se sai sozinho? Confira conosco na análise.

A ascensão dos Furries

Após gerações e gerações de humanos jogando tudo quanto é tipo de porcaria na Terra, chegou um ponto em que o planeta começou a se tornar inabitável para as pessoas, assim a humanidade abandonou o planeta e deixou o planeta a Deus dará.

Como acontece com toda espécie deixada numa condição adversa, os animais sobreviventes acabaram por se adaptar ao ambiente e as mutações ocorreram, com as criaturas se tornando mais inteligentes e desenvolvendo sociedades, nas ruínas do que os humanos deixaram.

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Só que o preço pago por inúmeros anos de poluição, é que isso gerou a criação de quatro criaturas tenebrosas, denominadas Devoradores, que começaram a acelerar o processo de destruição do mundo, pois eles ocupam os quatro galhos principais da Árvore da Vida, o pilar central do mundo e que mantém o mesmo vivo.

É seu papel, um ronin com um passado trágico, derrotar tais criaturas e curar o mundo, mas você decide O MEIO DE CHEGAR AO SEU OBJETIVO.

Um mundo de possibilidades para você

Biomutant

Tirando o primeiro elefante branco da sala: O começo do jogo não é dos mais animadores. Sim, é esquisito ter que criticar um tutorial, mas aquele trecho inicial me cativou o bastante.

Dito isso, primeiro você tem uma miríade de coisas para fazer, que influenciam nos seus status iniciais, como a espécie que você pertence, a classe e mesmo os seus atributos iniciais. Tudo isso influencia na sua aparência e mesmo no seu passado, com a aparência de seus pais.

Claro, como são animais antropomórficos não fofinhos feito os de Sonic, o sistema de criação de personagens tende a ter um ar mais animalesco, ainda que seja decente. Embora apesar de tudo, ainda é possível criar aberrações da natureza, como meu primeiro char criado antes das sessões de livestream’s que fiz do jogo no Twitch.

O jogo possui um sistema de carma semelhante ao da série InFamous, que influencia não somente o final que você vai obter no jogo, mas como os personagens ao seu redor o veem e as habilidades psiônicas, que são as magias do jogo. Luz ou escuridão, o carma pode ser adquirido em diálogos ou em totens que você consegue encontrar no mundo do jogo.

No quesito de combate, você possui uma gama impressionante de armas para chutar os traseiros até a semana que vem. Você começa com uma arma de combate corpo a corpo e uma a longa distância referente a sua classe, mas você pode fazer upgrades nela com peças que encontrará em sua exploração e com sucata que você acha nos totens de recursos e dropando de alguns inimigos.

O crafting a princípio não parece ser algo importante, mas conforme se avança no jogo são necessárias armas mais fortes, então acumular recursos para uma arma melhor é uma boa pedida aqui.

Quando o mundo se abre, existe uma imensa gama de missões para se fazer, e ainda que o jogador tenha liberdade para fazê-las na hora que quiser, nem todas poderão ser feitas, pois coisas acabam faltando, como veículos, montarias ou roupas especiais.

Infelizmente, aqui mora um dos pontos fracos do jogo, não há um incentivo emocional para se fazer tais missões. Claro, você vai querer fazê-las do ponto de vista racional, conseguir XP, craftar itens e pontos de upgrade. Faço aqui uma comparação com a série Fallout, que por mais que desajeitado o combate as vezes seja, usualmente ele nos proporciona missões com NPC’s que vez ou outra conseguimos nos afeiçoar a eles, seja amor ou ódio.

Combate variado, puzzles simples

Biomutant

O combate de Biomutant existe em três partes, mano a mano desarmado, o combate com as armas e combate a distância. Você tem combos simples, e vai desbloqueando novas habilidades conforme se aumenta de nível.

Não é difícil pegar o jeito, mas cabe ao jogador escolher quando ele vai se utilizar de ataques físicos, ou se é melhor ele utilizar da boa e velha magia de pólvora (conhecido como armas de fogo). Cada arma tem um funcionamento único, e novamente, aí vai muito do jogador decidir que tipo de arma de fogo ou arma branca se adequa melhor ao estilo dele.

A dificuldade do jogo é balanceada, mas o jogador pode se pegar morrendo em situações bobas, seja por descuido (cair na água, que drena a sua estamina ou na gosma venenosa que mata rápido), ou um chefe em específico ( #nerftorresminho). Mas, ainda assim, não encontrei grandes dificuldades nas minhas 25 horas de jogatina (foi o tempo que levei pra terminar a campanha principal, fazendo um punhado de sidequest’s ao longo do caminho).

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As batalhas contra os devoradores ocorrem em veículos especiais, uma ocorre numa espécie de armadura robótica, outra num jet-ski, uma acontece numa montaria e o último acontece num veículo subaquático que eu esqueci o nome. Essas batalhas, apesar de emocionantes, são um tanto repetitivas, porque o que você faz é ver o padrão do chefe, desviar dos ataques e contra atacar.

A batalha mais criativa é a do Torresminho (segundo devorador), que exige um pouco de criatividade, mas é a mais difícil e me tomou MUITOS itens de cura porque demora até você pegar o jeito. E a segunda fase dela, pior que a primeira. E a luta final foi mais um teste de paciência porque envolve lutar contra o chefe final três vezes, uma sozinho, uma antes de batalha contra o quarto devorador e as outras duas para finalizar o jogo.

Em algumas etapas do jogo, você encontrará alguns objetos do mundo antigo, que são coisas como relógios de sol, ou telefones, ou Tevês, rádios. Ao interagir com tais objetos, você precisará resolver um puzzle.

Seria algo a se preocupar no meu caso, que sou notavelmente ruim nos jogos do gênero puzzle, mas eles são extremamente simplistas, e ficam AINDA MAIS FÁCEIS caso sua inteligência (no jogo) seja alta.

Porém, no estado atual (passível de ser consertado em futuros patches de correção), alguns puzzles estarão bugados a ponto de não poderem ser resolvidos (no momento a solução é salvar e carregar o save).

Fantástico mundo de baixo orçamento

Biomutant

De novo, tirando aqui o segundo elefante branco da sala (aparentemente essa sala é tão grande que cabem dois elefantes brancos, mas divago): Qualquer um que olhe para o jogo rodando, verá que os cenários são aquém do que os consoles da geração passada (PS4/Xone) são capazes.

As texturas não possuem a qualidade vista em jogos como Horizon: Zero Dawn ou mesmo o Ratchet & Clank de 2016, mas até aí a THQ Nordic não possui o cheat de dinheiro infinito que a SONY tem.

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Dito isso, ainda assim, os cenários de Biomutant são de tirar o fôlego. O mundo é vibrante e colorido em sua maior parte, com exceções óbvias nos locais onde a poluição deixou tudo cinza. As construções que mostram que aquelas criaturas que hoje habitam o mundo se adaptaram ao que restou.

Os modelos dos personagens não são o que você esperaria ao ouvir a palavra “furry”, usualmente associada com os seres antropomórficos de Sonic ou o estilo cartunesco que vemos os Furries utilizarem no Twitter. Aqui literalmente são animais humanoides. E apesar da estranheza inicial, o estilo casou com a proposta do jogo.

A trilha de Biomutant, composta por Björn Palmberg é fantástica. As músicas tem um toque, uma sonoridade com um pé no oriente, visto a influência de artes marciais no combate e organização do jogo. Apesar disso, a trilha possui um outro tom melancólico, como se soubesse que o mundo em que ela está inserida está agonizando.

Quanto a dublagem do jogo… Existe uma razão pela qual o jogo te dá a opção de “mutar” o narrador do jogo. A princípio você acha bacana, mas conforme o tempo passa, a voz do narrador é praticamente a única, e ela vai te deixar maluco, porque ele não narra apenas os diálogos, mas ele solta linhas aleatórias, conforme você vai andando pelo mundo. E não importa a língua, eu joguei com as vozes em inglês, japonês, espanhol, russo, polonês e mandarim. Você vai ficar irritado de qualquer jeito.

Honestamente, eu preferiria que deixassem somente o idioma fictício criado pro jogo com os textos na tela, como acontece em Klonoa, por exemplo. Apesar de você não entender o que as criaturas falam, dá pra perceber pela tonalidade, o que elas querem dizer. Um narrador só serviu pra irritar os jogadores.

Como muitos jogos da THQ, Biomutant está traduzido para o português (sem dublagem, mas ei, talvez tenha sido benção disfarçada). No geral, a tradução está 99% excelente, com termos bem localizados, com exceção de uns dois errinhos que encontrei, e se tratando de uma jornada de mais de 25 horas, com toneladas de texto, isso quer dizer algo.

Conclusão Honesta

Biomutant

Se Biomutant fosse um jogo vendido na PSN ou na Live por 250, 200 Reais (seguindo basicamente a tabela de 50, ou 40 dólares respectivamente), eu recomendaria a compra sem pensar duas vezes.

Num mundo ideal onde os jogadores podem comprar 2 lançamentos AAA num mês sem ter rombo no orçamento, Biomutant a 40, 50 dólares seria uma compra certa.

Porém não estamos num mundo ideal, e Biomutant custa 300 reais na PSN Brasileira (332 na Xbox Live), indo para a tabela dos 60 dólares, e francamente. Por esse preço, eu recomendaria a compra em uma promoção. Se você quiser arriscar 200 reais na versão de PC, vai fundo, porque o jogo é legal e pode valer o investimento.

Enfim, entre acertos e erros, Biomutant é um RPG bem divertido, que vai render horas de diversão (após o tutorial), mas tenha em mente que existem jogos que fazem o que Biomutant fez, mas que custam menos atualmente.

Biomutant está disponível para PC, PlayStation 4 e Xbox One, com versões para PlayStation 5 e Xbox Series a serem lançadas posteriormente.

Essa análise foi feita com uma cópia digital de PlayStation 4 cedida pela THQ Nordic.

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