Arquivos mario kart - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/mario-kart/ Um pouco de tudo na medida certa Sat, 04 Apr 2026 14:23:26 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos mario kart - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/mario-kart/ 32 32 Sonic Racing: CrossWorlds | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/10/12/sonic-racing-crossworlds-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/10/12/sonic-racing-crossworlds-analise/#respond Sun, 12 Oct 2025 00:27:46 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=20858 Os jogos de corrida da série Sonic sempre chamaram muita atenção quando lançados. Ignorando títulos menos relevantes, como Sonic Drift 1 e 2, o primeiro lançamento relevante foi Sonic R (Saturn, 1997). Não tem como negar que esse jogo era horroroso, mas ele tinha um charme, que provavelmente vinha mais das músicas compostas por Richard […]

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Os jogos de corrida da série Sonic sempre chamaram muita atenção quando lançados. Ignorando títulos menos relevantes, como Sonic Drift 1 e 2, o primeiro lançamento relevante foi Sonic R (Saturn, 1997).

Não tem como negar que esse jogo era horroroso, mas ele tinha um charme, que provavelmente vinha mais das músicas compostas por Richard Jacques e cantadas por TJ Davis.

Após Sonic R, a Sega deixou de lado a ideia de deixar Sonic correr em um veículo por bastante tempo, até que em 2010, foi lançado Sonic & Sega All-Star Racing, para os consoles da sétima geração (Wii, PS3, Xbox 360) e PC. O jogo era uma celebração a história da Sega num geral, contendo personagens de diversas franquias, como Shenmue e NiGHTS. Ele foi feito pela Sumo Digital, uma empresa ocidental que já havia trabalhado com a Sega em OutRun 2.

Mas a sua continuação que foi o maior sucesso do Sonic em jogos de corrida. Em Sonic All-Star Racing Transformed (2013), a Sumo Digital nos trouxe uma evolução dos conceitos do jogo anterior. Com gráficos e controles melhores, o jogo ainda contou pela primeira vez com a transformação de veículos.

Lá, era possível transformar seu carro em barco ou avião dependendo da parte do percurso, e ele fez (e faz) muito sucesso até hoje entre os fãs de games de kart, sendo até mesmo considerado superior aos Mario Karts contemporâneos a ele.

Após isso, a Sumo Digital fez Team Sonic Racing, um game que provavelmente não foi feito com o mesmo empenho que os anteriores, e por isso é mal visto entre os fãs da série de corrida.

Depois dessa queda vertiginosa depois de dois games de sucesso, a Sega resolveu tomar pra si o desenvolvimento de seu novo jogo de corrida. Sonic Racing: CrossWorlds, é feito pelo próprio Sonic Team e saiu este ano de 2025 para todos os consoles atuais, incluindo o Switch 1. E é dele que vamos tratar neste texto.

Créditos: SEGA

Jogabilidade


Em Sonic Racing: CrossWorlds, é notável a influência de Sonic All-Star Racing Transformed. Os veículos se transformam entre carro, barco e aeronave, mas seus controles estão levemente diferentes.

  • A direção do carro continua similar a SASRT, porém ficou mais difícil fazer curvas sem usar o drift;
  • O controle do barco está mais arcade, e a principal diferença é poder dar saltos ao segurar o botão do drift, similar ao que pode ser feito em Mario Kart World (Switch 2, 2025);
  • Por fim, o controle do avião foi o que mais sofreu mudanças, sendo as manobras mais facilitadas. O controle aéreo de SART era muito duro, então essa é uma mudança relevante e bem-vinda.
Créditos: SEGA

Corridas ágeis para a geração Z

O ritmo das corridas foi algo que meu coração de 34 anos sentiu a idade, confesso. O game não tem um ritmo similar a de um Mario Kart, por exemplo; acontece muita coisa ao mesmo tempo, principalmente nas maiores dificuldades, e várias vezes você não tem tempo de perceber o feedback visual para reagir a um item inimigo ou a uma colisão contra algum objeto ou parede.

Acertar paredes ou bater em outros carros gera um feedback visual que na minha opinião é muito negativo, com anéis voando do seu carro. É quase como se o jogo quisesse te punir por fazer algo que acontece o tempo todo em um jogo de kart.

Apesar disso, o game tem um fluxo divertido, onde as corridas possuem três voltas, e a segunda sempre é num mundo alternativo, que vamos falar abaixo.

Créditos: SEGA

Mas o que são os tais dos CrossWorlds?

A grande mecânica do Sonic Racing: CrossWorlds são os anéis gigantes que teleportam os corredores para outro ambiente durante as corridas. O jogador em primeiro lugar na primeira volta escolhe um entre dois anéis na pista, que leva todo mundo para outra pista completamente diferente. Essas pistas são exclusivas dessa segunda volta e servem como uma variação interessante no gênero. Após a segunda volta, os corredores devem voltar para a pista normal e terminar a corrida normalmente.

Créditos: SEGA

Gráficos

Era de se esperar, mas os jogos do Sonic de uns anos pra cá, principalmente desde o Sonic Frontier (2022), possuem uma fidelidade visual mais arrojada que títulos anteriores. Em Sonic Racing: CrossWorlds temos gráficos lindos, com corredores, carros e principalmente pistas, dando um show visual. Tudo é bem colorido e bem animado, de forma que pareça um filme de animação. As pistas extras de teleporte são bem animadas, com efeitos visuais e coisas acontecendo o tempo todo. 

Créditos: SEGA

Customização dos carros e personagens de fora

De volta de Team Sonic Racing, temos customização dos carros. Você pode comprar peças e customizar o carro com adesivos e pinturas, fazendo com que o jogo se torne um grande Need for Speed Underground do Sonic. Essas mudanças afetam sutilmente o desempenho dos carros nas corridas, mas não consegui sentir nenhuma mudança muito relevante, tirando o uso das pranchas vindas do Sonic Riders de 2006 (que eu ignorei de propósito na introdução deste texto porque não são jogos de CARRO), que diferem dos carros do mesmo jeito que as motos no Mario Kart são diferente dos outros veículos em termos de controle e tração.

De volta de Sonic All-Star Racing Transformed, temos os personagens vindo de outras franquias. Da Sega, temos Ichiban da série Yakuza/Like a Dragon, Joker de Persona 5 e a própria Hatsune Miku. Além disso, a Sega claramente deu um jeito de fazer parceria com a Paramount/Viacom e botou um monte de personagens de séries da Nickelodeon, como Bob Esponja, Tartarugas Ninja e Avatar. Eu gostaria de dizer que eles não fazem muito sentido, mas em Transformed tínhamos gente de Team Fortress e até mesmo uma corredora da Nascar do mundo real, então fazer o quê né. São adicionais via DLC, e isso sim é um problema.

Créditos: SEGA

Veredito

Sonic Racing: CrossWorlds é uma volta ao apogeu que foi Sonic All-Star Racing Transformed, mas ainda não chegou no mesmo nível. A jogabilidade está refinada em relação a Team Sonic Racing, mas o ritmo do jogo da corrida é muito frenético, o que torna alguns momentos da corrida em um grande caos onde você como jogador, não tem tempo pra focar no que deveria ser o fator principal: dirigir em uma pista de corrida.

Créditos: SEGA

Ainda assim, é um jogo bem competente, com modo online bem competitivo e funcional e modos offline com uma grande campanha cheia de campeonatos. Entre ele e Mario Kart World, que foi lançado na mesma época, eu ficaria fácil com o ouriço da Sega. 

Nota: 7,5/10


Esta análise foi feita com uma cópia de Sonic Racing: CrossWords para PC cedida gentilmente pela SEGA. O game está disponível para Nintendo Switch, PlayStation 4, PlayStation 5, Windows, Xbox One e Xbox Series S|X. 

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Super Mario Bros. O Filme | Não é pra todo mundo? https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/04/10/super-mario-bros-o-filme-nao-e-pra-todo-mundo/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/04/10/super-mario-bros-o-filme-nao-e-pra-todo-mundo/#comments Mon, 10 Apr 2023 23:57:55 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=13647 Um amigo decidiu presentear a minha família com ingressos para assistirmos Super Mario Bros. O Filme, o que aconteceu nesse domingo. Posso dizer que antes de ir ao cinema, estava um pouco apreensivo em como seria a sessão que encararia. Só conseguia pensar em diversos adolescentes e adultos gritando junto as crianças, o que para […]

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Um amigo decidiu presentear a minha família com ingressos para assistirmos Super Mario Bros. O Filme, o que aconteceu nesse domingo. Posso dizer que antes de ir ao cinema, estava um pouco apreensivo em como seria a sessão que encararia.

Só conseguia pensar em diversos adolescentes e adultos gritando junto as crianças, o que para a minha surpresa se provou errado. Não sei. Talvez por ser domingo de Pascoa, mas foi bem tranquilo. E ver meu filho se divertindo e detonando um balde de pipoca foi maravilhoso.

LEIAM – Breakers Collection | Porradaria atemporal

Essa foi a primeira vez que o levo ao cinema para assistirmos algo junto, e que baita experiência positiva eu tive. Mas você, leitor, deve se perguntar: E as críticas Diogo? Os críticos não gostaram!

Para responder a isso, vou dedicar alguns parágrafos, mas o que posso dizer de antemão é que não estão de todo errado.

Me acompanhe.

Créditos: Illumination/ Nintendo

OS CRÍTICOS CRITICAM E OS FÃS CHILICAM

Por conta da internet, cada vez mais críticos sofrem ataques por conta dos inúmeros influencers que se lançam como “opinadores” profissionais ou do usuário médio que não consegue ver o objeto do seu desejo receber avaliações negativas, levando a critica como um ataque pessoal.

O que não faz muito sentido quando paro para pensar a respeito, até porque quando escrevemos uma crítica, existe muita coisa envolvida, desde toda a bagagem do autor e até o seu gosto pessoal.

Uma crítica negativa não significa que a obra não possa ser um sucesso de bilheteria ou mesmo que seja de toda ruim, visto que existem vários fatores envolvidos.

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O maior deles é o publico alvo e amplo que a obra é capaz de atingir, então mesmo que seja apontado problemas em uma animação, isso não vai mudar a experiência que você poderá ter com ela.

Não é como se avaliações tivessem o poder de ditar o que você irá sentir ao gastar algumas horas dentro de uma sala de cinema. Cabe um pouco da amadurecimento para entender que o mundo não se resume ao seu gosto pessoal ou esse efeito manada emburrecedor das rede sociais.

Créditos: Illumination/ Nintendo

SUPER MARIO BROS. O FILME

Dito isso, preciso dizer que uma das melhores decisões que a Nintendo podia ter tomado com relação ao filme foi escolher a produtora Illumination Entertainment. Quem tem filhos pequenos e assistiu centenas de vezes as animações da produtora sabe o nível de qualidade das animações.

Mesmo que ainda não fujam dos design dos personagens criados pela Nintendo, a produtora manteve muito do seu toque pessoal e alguma liberdade para tornar os personagens da BIG N muito vivos, coloridos e ainda mais cativantes do que já eram.

Também não vou dizer que o mérito é apenas da produtora, até porque Shigeru Miyamoto está envolvido com o projeto há mais de 7 anos, ou seja, antes mesmo do filme começar a ser produzido. E sendo um pouco puxa saco aqui, creio que foi graças ao envolvimento de Shigeru desde a concepção e durante a produção, que o filme conseguiu entregar tanto fanservice e ainda assim não ser uma obra pasteurizada.

Sendo direto, o filme consegue entregar uma das melhores animações baseadas em um personagem de vídeo game pelos motivos certos.

Créditos: Illumination/ Nintendo

AIN, LACRASSAUM

Se você acendeu o pavio de suas hemorroidas por achar que Peach roubou algum protagonismo, sinto em dizer que você estourou suas pregas a toa.

Primeiramente pelo motivo de que os personagens nunca tiveram muito da sua história desenvolvida profundamente, o que permitiu que o filme tomasse várias liberdades. Uma delas foi a de não comprometer a personalidade dos personagens e ainda expandir um pouco mais do que conhecíamos, como a família de Mario e Luigi, ou como Peach foi parar no Reino dos Cogumelos.

Mesmo assim, ouso dizer que sequer é um bom desenvolvimento, e isso se deve ao fato de que a ideia central era criar algo com que os fãs pudessem se conectar e ainda assim entregar um experiência agradável para quem não conhecesse os personagens.

Cito aqui um relato que Shigeru mesmo apontou em briefing divulgado em novembro do ano passado:

as pessoas que jogaram o jogo esperam uma experiência cinematográfica que seja fiel às suas memórias do jogo, enquanto aqueles que nunca jogaram esperam um filme agradável como uma peça de entretenimento independente.”.

Outro ponto é “Pelo amor de Deus” a personagem participa de corridas em Mario Kart, luta em Smash Bros e ainda compete em Mario Tennis e Mario Soccer. Ou tu não conhece ou tu só é mau caráter pra soltar uma dessa.

Créditos: Illumination/ Nintendo

MAS MAS MAS SUPER MARIO BROS. O FILME, É BOM?

Não vou entrar no mérito de spoilers ou contar qualquer coisa que possa comprometer a experiência dos fãs. Mas achei que seria interessante contextualizar a minha leitura da obra antes de “descer a lenha”.

Super Mario Bros. O filme não poupa fanservice e ele se sustenta inteiramente em cima disso, atirar referencias a tudo o que conhecemos dos jogos do encanador bigodudo.

Nem de longe é ruim, pelo contrário, o fiapo de história que o filme tem e as motivações dos personagens, mesmo que simples, tornam o filme leve e inofensivo para se assistir. O que nos leva a um dos motivos pelo qual os críticos provavelmente não gostara tanto do filme.

Enquanto toda animação atual busca tocar em elementos sensíveis, o filme do Mario vai na contramão e busca apenas e unicamente entreter. Ele não tenta ser Toy Story ou qualquer outra obra que busque grandes reflexões, mas sim que você passe uma tarde agradável com  sua família.

Nesse quesito o filme brilha tanto quanto uma estrela que confere poderes ao Mario e Luigi, pois não só busca arrancar gargalhadas com situações no mínimo curiosas, como também explora um pouco mais dos personagens da Nintendo que nunca foram lá muito desenvolvidos.

Créditos: Illumination/ Nintendo

CONCLUSÃO

Super Mario Bros. O Filme tem um fiapo de história que é mais do que suficiente para entreter toda a família. Ele não quer se aproximar de nenhuma outra animação que tenhamos visto, e isso faz todo o sentindo. Nintendo sabe a mina de vender brinquedos que tem na mão, e esse acerto com certeza vai abrir as portas para que outras IPs também ganhem adaptações cinematográfica.

– Oh, mas os críticos… mimimi

SUPERE. VOCÊ TEM QUASE 40 ANOS! Se divirta e aprenda a lidar com opiniões contrárias. E até onde eu sei, você não é acionista da Nintendo pra ficar comemorando número.

O que posso dizer é que o filme vale muito a pena, os personagens estão lá, você os reconhece e ainda vai vibrar com os combates. Preciso dizer, é sensacional as batalhas e como tudo é tão coeso desse universo cinematográfico que a Nintendo criou.

Super Mario Bros. O Filme vale muito a pena, recomendo.

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Brasil Game Show 2022 | Poucas novidades, mas ainda divertido https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/12/30/bgs-2022-poucas-novidades-mas-ainda-uma-boa-experiencia/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/12/30/bgs-2022-poucas-novidades-mas-ainda-uma-boa-experiencia/#respond Fri, 30 Dec 2022 08:00:33 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=12452 No mês de outubro eu pude prestigiar mais uma vez a maior feira de games da América-Latina, a Brasil Game Show depois de dois anos das pausa do evento, devido a pandemia. Um evento que frequento desde 2015 realmente fez falta, e por esse motivo a expectativa para o retorno da BGS22 era bem grande. […]

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No mês de outubro eu pude prestigiar mais uma vez a maior feira de games da América-Latina, a Brasil Game Show depois de dois anos das pausa do evento, devido a pandemia. Um evento que frequento desde 2015 realmente fez falta, e por esse motivo a expectativa para o retorno da BGS22 era bem grande.

Dessa vez me programei para poder curtir dois dias do evento, o imprensa e o primeiro dia aberto ao público. Para quem teve sua primeira participação no evento e acabou dormindo na rodoviária, as coisas melhoraram um pouco para o meu lado.

LEIAM – Pós-BGS 2015 | A noite em que dormi em uma rodoviária

Se por um lado não dormi na rodoviária, por outro pegamos um transito horroroso logo no dia da abertura do evento. O objetivo era chegar pouco depois da abertura, mas acabou nos atrasado quase duas horas.

Para quem não sabe, vivo no interior de SP, então por aqui não temos o transito alucinado da capital.

Mesmo com atrasos, chegando no evento, corremos para tentar conferir o máximo possível.

Arquivo pessoal – Na foto esquerda: Marvox e eu. Na foto direita: Rodrigo Vigia e eu

O reencontro com os amigos

Com o retorno do evento, enfim pude rever amigos de longa data que fiz pela internet, e outros que ainda não conhecia mas se tornaram pessoas muito especiais pra mim.

Esse clima de reencontro foi bem importante,  afinal, depois de pouco mais de dois anos de pandemia e restrições, ter a chance de rever amigos e saber que estão bem e saudáveis é algo imensurável, visto que muitos perderam pessoas queridas.

Esse clima é algo que permeava a todos os amigos que pude encontrar durante essa BGS22. Cada um que estava lá, sem dúvida alguma passou por algum drama nesse tempo, e a feira por alguns dias nos fez esquecermos da tristeza que a pandemia nos proporcionou.

Arquivo pessoal: Estande da QUByte durante a BGS

Sobre jogos?

Infelizmente foi uma edição com poucas novidades, mas ainda assim posso dizer que é a edição onde os indies finalmente ganharam maior destaque com o mais variado número de títulos interessantes. Logo não vou perder tempo refletindo a respeito dos inúmeros porquês de tais empresas não estarem presentes com qualquer novidade ou sem novidade, mas focarei no que pude ver por lá.

Donut Arena do Estúdio Mario Adriano

Esse daqui foi uma daquelas grandes descobertas que me deparei pela feira, porque ele é viciante devido a sua jogabilidade simples e visual agradável. Mesmo com sangue sendo lançado na arena, o jogo consegue nos captar com sua criativa ideia de colocar gordos dentro de arenas.

Uma vez lá dentro é necessário matar todos eles para receber donuts ao final, além de armas e armaduras (cuecas) que garantiram alguma vantagem no combate, pois cada item oferece uma habilidade única.

LEIAM – Trilogia Enigmatis | Começo promissor, fim desapontador

Durante minha conversa com o Mario Adriano foi difícil não dizer que Donut Arena é algo que certamente a Devolver Digital publicaria. O que pra minha surpresa ele respondeu dizendo que chegou a contatá-los, mas infelizmente não deu certo.

Uma curiosidade é que o jogo foi desenvolvido apenas por Mario, o que é surpreendente dada a qualidade do titulo, que segundo o mesmo terá uma vida longa, pois ele pretende manter o titulo atualizado de modo que os jogadores sempre se deparem com novidades.

Donut Arena está disponível na Steam por um preço ótimo, COMPREM, vale a pena. Esse daqui assim que possível tratei um texto dedicado.

BGS 2022
Reprodução: LUMO Entertainment

Feelings da LUMO Entertainment

Feelings é um jogo gostosinho que encontrei enquanto andava pelo corredor indie. Nele controlamos a garotinha Sarah na companhia do seu lagarto voador de estimação em uma jornada de autodescoberta, onde precisaremos explorar ilhas que são manifestações de alguns dos sentimentos da guria.

É muito bonito e prazeroso jogar esse jogo, não só pelo visual convidativo mas porque adoro jogos de plataforma clássico, com seus vários puzzles a serem resolvidos ao longo da partida. Há um sistema onde Sarah faz uso da câmera fotográfica que nos faz enxergar objetos e plataformas invisíveis ao fotografá-los.

Feelings com certeza merece entrar no seu radar, principalmente se gosta de jogos nessa pegada.

Reprodução: Statera Studio – Pixelheart

Pocket Bravery da Statera Studio e Pixelheart

Pocket Bravery é aquele titulo que correspondeu as expectativas que eu havia criado através dos vídeos de divulgação pelas redes sociais.

É um jogo rápido, bonito (notaram que gosto de dar ênfase nisso?) e que possibilita a criação de muito combos, o que agradará muito os amantes de jogos de lutas. E levando em consideração que estamos diante de um titulo brasileiro, eu fico ainda mais feliz.

Durante as minhas partidas eu me diverti também com a dublagem, que é muito boa e merece destaque. Talvez o único ponto negativo ao meu ver é o numero de personagens, o que realmente espero que aumente consideravelmente até o seu lançamento.

Street Fighter 6 da Capcom

Eu jogo Street Fighter até os dias de hoje, mas não me adaptei bem ao quarto titulo da franquia e tampouco pude jogar o quinto com a frequência que esperava devido a limitação de plataforma. Não tinha PS4 e tampouco o meu PC dava conta. E com o anuncio de que Street Fighter 6 sairá para todas as plataformas, exceto Switch por enquanto, corri até a estande da Capcom.

Depois de algumas partidas de Street Fighter 6 durante a BGS 2022 eu  posso dizer que o jogo está no mínimo incrível. É notável o banho de loja que a franquia recebeu no quesito visual, mas a jogabilidade que é primordial para um jogo de luta é o destaque.

Claro, não joguei o suficiente pra dominar todas as nuances e alguns sistemas novas, mas a grosso modo tudo fluiu muito bem. Com certeza é um titulo que quero adquirir assim que descolar um console para jogá-lo.

BGS 2022
Reprodução: QUByte

Breakers Collection & Top Racer  Collection da QUByte Interactive

Durante os dias em que tive na BGS 2022, a estande da QUByte foi uma das minhas preferidas pelo motivo de que trouxe três jogos muito divertidos, mas o destaque vai para dois em especial que joguei muito.

Breakers Collection em primeiro lugar pelo motivo de que joguei várias partidas, e nunca foi um jogo que morri de amores pelo fato de que a maquina me surrava com uma frequência enorme, mas aprendi a  gostar. É um baita jogo divertido e vê-lo nos consoles modernos é um ótimo.

LEIAM – Nerd Trash na BGS 2022

Top Racer Collection é uma coletânea do TOP GEAR mas com algumas mudanças, creio que por razões de copyright, mas que não deixa de tornar um titulo interessante. Que inclusive tem um crossover com o maravilhoso Horizon Chase Turbo, onde é possível correr com o saudoso Carro da Firma, aquele UNO com uma escada no teto.

É jogo pra família toda, então sem dúvida são jogos para ficar de olho, pois vale muito a pena, uma vez que você seja um apreciador de jogos clássicos.

Nintendo no evento

Em 2019 quando estive na BGS a Nintendo simplesmente roubou a minha atenção, e não foi só pelo motivo de que era o seu retorno ao evento, mas também por trazer trouxe novidades Luigi Mansion 3 e The Legend of Zelda: Link’s Awakening.

E esse ano não foi muito diferente na BGS 2022, pois trouxeram Mario + Rabbids Sparks of Hope, o recente Splatoon 3 e uma área pra se jogar indies brasileiros que vão pintar no Nintendo Switch.

Joguei algumas partidas de Mario Kart e quando comecei a jogar Splatoon 3, começou o anuncio do Super Mario Bros. O Filme não muito longe de onde eu estava, ai foi aquele corre-corre. Mas sendo bem franco, achei bem zuado a introdução com Miyamoto sendo dublado em inglês, sabe, era só legendar, oras.

BGS 2022
Arquivo pessoal

Conclusão

A BGS 2022 pode não ter nos entregado muitas novidades, mas ainda assim foi um retorno importante para todos nós. Claro, tava cheio de influencer gamer que chora pelo fato do evento não os tratarem como um Deus que acham que são, mas também tinha uma galera muito bacana.

O corredor indie estava incrível e com muita coisa bacana para se conferir, alias,  nunca deixem de dedicar um dia só pra explorar essa área. Havia muitos jogos para se conferir. E ainda encontrei com o Jesús na estande da Leonardo Interactive, onde joguei o ótimo Shattered Heaven (que tem texto de impressão aqui no site).

No geral, a BGS 2022 foi um evento necessário para esquecermos um pouco do quão difícil foi os últimos dois anos e ainda reencontrar os amigos.

Quem vai a BGS sabe que o evento tem um clima muito bom, algo único, e isso realmente é algo que renova um pouco da energia. Esquecemos um pouco dos problemas e nos prendemos uma realidade que só quem vai ao evento há algum tempo sabe como é.

Talvez não tenha sido o melhor ano do evento pra mim, mas foi muito necessário e isso me faz crer que a BGS de 2023 tem tudo para ser ainda melhor.

É isso, valeu a pena.

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Mario Kart Tour | Em defesa do Mario Kart de celular https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/02/20/mario-kart-tour-em-defesa-do-mario-kart-de-celular/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/02/20/mario-kart-tour-em-defesa-do-mario-kart-de-celular/#comments Sun, 20 Feb 2022 20:37:47 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=10152 Introdução Em tempos onde o jogo numerado mais recente da franquia, Mario Kart 8, recebe DLC oito anos após seu lançamento e mais nenhum jogo novo aparenta estar sendo produzido, é facilmente compreensível ver pessoas torcendo o nariz para o único game mobile da série, Mario Kart Tour. Os motivos são diversos e abordaremos um […]

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Introdução

Em tempos onde o jogo numerado mais recente da franquia, Mario Kart 8, recebe DLC oito anos após seu lançamento e mais nenhum jogo novo aparenta estar sendo produzido, é facilmente compreensível ver pessoas torcendo o nariz para o único game mobile da série, Mario Kart Tour.

Os motivos são diversos e abordaremos um por um nesse texto, apresentando quase que em forma de tópicos as principais reclamações de jogadores de longa data, além de dissertar se são críticas válidas ou não.

LEIAM – Sifu | Deliciosamente difícil – Análise

Obviamente, cada pessoa tem sua opinião e mesmo ao apontar algumas qualidades do game aqui, o leitor pode tranquilamente continuar distante dessa iteração mobile. Por outro lado, recomendo uma expansão dos horizontes, pois Mario Kart Tour apresenta muito mais do que os olhos podem ver em primeiro momento.

Mario Kart Tour
Reprodução/ Nintendo

 

O Mario Kart de celular que ninguém gosta

Lançado em setembro de 2019, Mario Kart Tour é uma versão do popular jogo de corrida que todos conhecemos: corra, use itens pegos em caixas e acerte os inimigos para terminar em primeiro.

O diferencial no lançamento e que atingiu muitas pessoas foram os controles, que suportavam (e ainda suportam) somente a tela de toque do aparelho. Assim, o jogador precisa arrastar o dedo para os lados para controlar o seu carro.

Além disso, inicialmente o game só suportava o formato de tela em modo porta-retratos (em pé). Isso não diminui a visibilidade da tela, mas causa estranheza para quem está acostumado a jogar Mario Kart 8, por exemplo. Após algum tempo, foi lançada uma atualização que permite usar o celular deitado.

Reprodução/ Nintendo

 

O fator “gacha”

Uma coisa muito marcante nos reviews do game na época do lançamento foi aspecto gacha do jogo, principalmente nos textos escritos por americanos, que naturalmente possuem uma aversão maior a esse sistema em jogos mobile.

Para quem não conhece, “gacha” se refere àquelas maquininhas onde você coloca uma moeda e pega um brinquedo aleatório. Esse conceito foi trazido para os games, principalmente mobile, onde o jogador deve gastar uma certa quantidade de moedas pagas — geralmente chamadas de “gemas” — para rodar uma roleta e tirar um item, que pode ou não ser repetido.

Em jogos ocidentais, esse sistema costuma ser chamado de lootbox, e existem até leis em alguns países que impedem ou limitam esse tipo de mecânica nos jogos.

Reprodução/ Nintendo

 

Gacha Kart

Infelizmente, Mario Kart faz uso desse sistema de gacha. Ao completar certas conquistas semanais ou gastando dinheiro real, o jogador ganha uma moeda chamada gema, que pode ser usada para atirar um canhão, que pode conter pilotos, karts ou asas diferentes.

Em Mario Kart Tour, toda corrida possui um set específico de pilotos, karts e asas que dão mais pontos, então é natural que o jogador queira ter a maior variedade possível desses itens, para que não tenha que correr em desvantagens de pontos.

Mario Kart Tour
Reprodução/ Nintendo

 

Vencer ou fazer o hi-score?

Ah, os pontos. Isso precisa ser explicado, pois em MKT, o jogador não precisa necessariamente vencer todas as corridas, e sim fazer uma pontuação pré-definida, que vai dar a ele de uma até cinco estrelas no fim do percurso.

Os pontos são dados durante cada evento. Ultrapassagens, itens usados, itens desviados, drifts, pegar moedas, etc. Tudo aumenta sua pontuação. E o legal disso – e talvez o fator mais viciante do game – é que executar essas tarefas em sequência geram combos que aumentam mais seu score no final da corrida.

É uma mecânica BEM DIVERTIDA e faz muita falta quando se sai de Mario Kart Tour para voltar pra um jogo comum da série.

Mario Kart Tour
Reprodução/ Nintendo

 

Multiplayer e ranking online

O que faz os jogadores continuarem abrindo o game semanalmente é que as pistas estão sempre mudando. A cada duas semanas são liberadas doze copas, cada uma contendo três pistas e um desafio bônus. Todas essas pistas podem ser jogadas contra a CPU ou aleatoriamente no modo multiplayer, que funciona muito bem, mesmo em redes 4G/5G.

Além disso, a cada semana, uma das copas se torna a ranqueada. Nela os jogadores devem de fato fazer a melhor pontuação possível nas três corridas e subir nas Ligas. Melhores colocações nessas ligas semanais obviamente dão prêmios, como gemas, carros, pilotos, asas e itens de melhoria num geral.

Mario Kart Tour
Reprodução/ Nintendo

Loop de Gameplay e objetivo

Assim sendo, o objetivo do jogo é: entrar no início da semana (que in-game começa toda quarta-feira às 2AM) e ir jogando em todas as Copas, principalmente na ranqueada, onde é possível subir as Ligas e ganhar itens melhores para continuar jogando.

Como já joguei outros gachas, acho que o grande diferencial de Mario Kart Tour é que jogar o game DE FATO é divertido, e isso talvez seja um fator que nenhum review da época do lançamento focou.

Games como Fate GO e Another Eden possui um gameplay básico que se torna vazio bem rápido, fazendo com que o jogador apenas entre pra conseguir mais itens ao invés de se divertir.

Reprodução/ Nintendo

Já em MKT, mesmo que você não tenha os melhores pilotos (ainda), jogá-lo é tão divertido quanto um game normal da série. Os controles requerem um certo aprendizado, mas são bem intuitivos, a ponto de ficar natural em menos de uma hora correndo.

 

Por isso eu digo: mesmo que você não tenha o Luigi ou o Metal Mario de cara, não faz diferença. Todos os personagens são fáceis de jogar e é impossível não vencer algumas corridas, mesmo na dificuldade 150cc.

Não se deixe levar pela frustração de não tirar o personagem do banner semanal, pois tudo isso vem naturalmente ao longo do tempo e os principais pilotos sempre aparecem na lojinha in-game, para serem comprados com moedas normais.

Falo com experiência própria, pois jogo Mario Kart Tour desde o lançamento e nunca precisei gastar um centavo no game, e mesmo assim eu tenho uns 80% dos pilotos, já que nenhum deles é exclusivo para jogadores premium. Nesse sentido o game é bem generoso.

Reprodução/ Nintendo

 

Parte técnica e visual

Bem, agora que já abordei o fator social e financeiro, posso falar sobre o jogo em si, né?

Mario Kart Tour foi feito inicialmente, usando assets do jogo Mario Kart 7, de Nintendo 3DS.

Isso é facilmente notável, pois as primeiras pistas do game eram em sua maioria retiradas do game de 2011, além dos modelos dos pilotos, que apesar de terem uma resolução maior, ainda possuem o formato e animações vindas do 3DS.

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Com o tempo, mais conteúdo foi adicionado, além de pistas originais. Desse conteúdo original, a maioria é feita com base em locais do mundo real, e daí o nome Tour no título.

No segundo ano do game porém, esse foco em pistas baseadas em Nova Iorque, Japão, França e Inglaterra foi deixado um pouco de lado, e a desenvolvedora DeNA resolveu trazer pistas de outros Mario Karts, como algumas vindas do SNES e Nintendo 64.

Em fevereiro de 2022, o game conta com 43 pistas únicas. E se esse número parece alto, leve em consideração que todas elas, mesmo as antigas, possuem variações chamadas de RMX (Remix), como:

  • R (reverso): percurso ao contrário mesmo, com adaptações. Não é espelhado apenas);
  • T (tricks): circuito com rampas e viadutos que mudam de leve o caminho e aumentam os combos;
  • R/T: mistura dos dois conceitos acima.

    Reprodução/ Nintendo

Pilotos, Karts e Asas

Assim como foi inicialmente colocado em Mario Kart 7, é necessário escolher o seu personagem, karts e asas.

Aqui temos muito mais itens desse tipo, que obviamente existem em grande quantidade para sustentar o sistema de gacha presente no jogo.

Mas para sorte de todos nós, eles são até facilmente conquistáveis. Cada item desses possui três ranques: A, B e C.

Nenhum deles dá vantagens na corrida, mesmo os raros. O que mudam entre eles é dar mais pontos no final das corridas. Isso ajuda para subir nas Ligas, mas não dá vantagem no multiplayer, o que é muito bom.

Por outro lado, cada piloto (e karts e asas blá, blá, blá) tem um nível que pode ir de 1 a 7. Tirar um item desses repetidos aumenta a barra de experiência, podendo chegar até o nível 7.

E o que esses níveis fazem afinal? Bem, eles permitem combos maiores e principalmente permitem que o item em questão seja usado em mais pistas.

Reprodução/ Nintendo

Conclusão

Mario Kart Tour pode não ser o jogo mais perfeito da série, mas está longe de ser horroroso. Suas mecânicas mais criticadas, como os controles e o gacha, são facilmente contornáveis e toda apresentação visual e técnica faz jus a um jogo da Nintendo.

Por ser um game free to play, recomendo que todos que gostam de Mario Kart tentem um pouco.

Obviamente que a expectativa inicial é de jogar uma versão portátil idêntica a um jogo normal da série, mas os nuances de um game mobile não fazem dele algo ruim.

Mario Kart Tour é talvez um dos melhores jogos free to play atualmente, não a toa tendo 200 milhões de download até o fim de 2021.

Divirtam-se enquanto fazem cocô ou antes de dormir com esse grande jogo para celulares.

Reprodução/ Nintendo
Reprodução/ Nintendo

 

 

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