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Survival Horror é um gênero que me agrada, muito por sua fórmula capaz de me causar uma angustia absurda e até alguns sustos. O que eu não gosto nem um pouco. Sério, odeio levar susto, mas eu sou um amante de filmes de horror e não consigo deixar de lado títulos como Daymare:1994 Sandcastle.

O titulo foi publicado em 30 de Agosto pela Leonardo Interactive e desenvolvido pelo Invader Studio, tratando-se de um prequel. O jogo antecede aos eventos do titulo anterior, no caso Daymare: 1998 (que inclusive temos análise aqui no site), e nos coloca no controle da Dalila Reyes, agente da H.A.D.E.S especialista em hackeamento e agora atual protagonista.

Com uma chave gentilmente cedida pela Leonardo Interactive eu pude jogar Daymare:1994, e agora posso compartilhar com todos as minhas impressões. Pegue uma arma, munições e alguns cilindros de nitrogênio e me acompanhe.

Créditos: Invader Studio – Leonardo Interactive | Tem cachorro em Daymare: 1994, mas não tem opção de fazer carinho. Ow, tem que corrigir isso ai

Castelo de Areia

Daymare:1994 Sandcastle não é muito diferente de qualquer outro survival horror, e isso não é um problema, afinal, é evidente a busca por uma explicação original para a causa de todo o terror que Dalila Reyes vai encontrar durante sua jornada.

Ser enviada em uma missão para desvendar o que houve com uma equipe que recebe ordens diretas do presidente até então era a parte fácil de sua tarefa, mas deparar-se com uma esfera eletromagnética que reanimam todos os corpos pelo caminho e os transformam em mutações nunca antes vista. Uou, pera lá.

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No momento em que somos apresentados para o terror que nos aguarda, ai você entende que estamos diante de um survival horror que fez o seu trabalho direitinho, e se atentou na hora de desenvolver o seu próprio jogo. Com personagens que nos interessamos e queremos saber mais a respeito deles, assim como suas motivações para fazerem o que fazem.

Obviamente isso é explicado durante o jogo, mas não entrarei no campo de spoiler.

Daymare: 1994 Sandcastle
Créditos: Invader Studio – Leonardo Interactive | Paradinho ai

Frost Grip

Uma das coisas mais legais de Daymare:1994 Sandcastle é exatamente a nova arma que eles introduziram ao jogo, o Frost Grip. Uma arma que funciona a base de nitrogênio liquido e nos possibilita paralisar as criaturas que vão nos atacar ao longo do jogo.

É possível dar um tiro longo congelante e ao mesmo tempo usá-la na forma de spray para congelar a curta distancia e também usá-la para limpar áreas em chamas. Outra funcionalidade é a de finalizar inimigos congelado com ela. O que me incomodou um pouco, pois isso consome carga. Olha, se eu vou socar uma criatura congelada, o ferro que aguente, não precisa consumir minha preciosa munição de nitrogênio.

A adição dessa arma também tem o proposito de auxiliar na resolução de alguns quebra-cabeças que encontraremos pelo caminho. Apesar de alguns parecerem um pouco complicado no início, não leva muito tempo para compreender o papel dessa arma na resolução deles.

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É preciso levar em consideração que o maior papel do Frost Grip será o de auxiliar na economia de munição, pois são vários os momentos em que você é atacado por hordas que surgem em esquinas e se atiram contra a personagem em uma velocidade absurda.

Em situações de maior tensão é impossível não errar muitos tiros, porém, mesmo o Frost Grip sendo lento em comparação as outras armas de fogo, ela forte o suficiente para conter ataques de hordas. E temos que levar em consideração que alguns inimigos não podem ser mortos por outras armas de fogo, eles precisam ser finalizados com o Frost Grip.

E como toda boa arma moderna, existem estações pelo caminho onde você poderá aprimorá-la aumentando a velocidade de recarregamento, aumento de capacidade de munição e seu poder de congelamento.

Daymare: 1994 Sandcastle
Créditos: Invader Studio – Leonardo Interactive

Jogabilidade

Quanto ao combate com as demais armas, não fogem muito a formula que conhecemos em Resident Evil 2 Remake e outros jogos mais recentes. Segue a tradicional mira sob o ombro que nos permite ter um vislumbre dos inimigos e a costas do personagem.

O que muda aqui é que existe um pequena demora de segundos durante a transição de armas. Caso esteja apurado e tente mudar rapidamente da shotgun para a metralhadora, você sentira um pouco a demora, principalmente quando uma criatura pelada de quase 100 quilos irradiando eletricidade estiver se atirando contra você. É nesse momento que você perceberá que segundos parecem uma eternidade.

Tirando esses pequenos detalhes, Reyes, também terá alguns puzzles de hackeamentos que também parecem complicados no começo, só no começo. Depois que você entende, até vai conseguir encontra algum desafio, mas nada frustrante.

Daymare: 1994 Sandcastle
Créditos: Invader Studio – Leonardo Interactive | O jogo está localizado em português br

Gráficos e Criaturas

Daymare:1994 Sandcastle não conta com uma grande variações de inimigos, o que não considero lá um grande problema. O cardápio de inimigos a disposição apesar de pequeno é capaz de saciar a nossa fome por uma boa dose de frustração, e muito disso por conta do tempero dessas criaturas, a força do ódio que os transformam em tremendos velocistas.

São rápidos e em alguns momentos até parecem que estão brincando conosco de pega-pega, enquanto tentamos desesperadamente acertá-los. Não a toa em alguns momentos eu torcia para não ter mais nenhum outro inimigo adiante, pois minha munição tinha ido para as cucuia.

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Claro, levando isso em consideração eu preciso reforçar o quão legal é o design dos inimigos e cenário, que consiste em sangue e criaturas putrefatas, mais sangue e carne deformada envolto de escuridão e uma iluminação muito bem empregada.

Os personagens possuem expressões, as vezes um pouco plastificada mas que convence e até transmite emoção, mesmo que em certos momentos pareça caricato. Não desabona, entenda, apenas não consegue transmitir toda a emoção que algumas cenas pedem.

Créditos: Invader Studio – Leonardo Interactive

UM TRABALHO DE SOM IMPECÁVEL

Não podemos dizer que um jogo é bom sem levar em consideração a sua sonoplastia, e Daymare:1994 Sandcastle entrega uma das melhores.

É incrível como jogar esse jogo com fones de ouvido é prazeroso e ao mesmo tempo causa uma sensação de angustia enquanto caminhamos por corredores vazios ao lado de corpos e mais corpos estirados. Podemos ouvir gritos ao longe, coisas caindo e até o som das esferas reanimando corpos.

Tudo isso corrobora para que o ambiente se torne ainda mais opressor, e que fiquemos de ouvidos atentos para identificar de onde poderá vir o próximo ataque de alguma criatura.

Créditos: Invader Studio – Leonardo Interactive

CONCLUSÃO

Daymare:1994 Sandcastle torna perceptível a evolução do Invader Studios com esse segundo titulo, onde é visível que estão atento aos feedbacks dos jogadores. E sabendo que a proposta do estúdio que Daymare seja uma trilogia, certamente podemos esperar um avanço ainda maior no fechamento da franquia.

Apesar de ser um pouco estranho as vezes controlar a personagem, nada disso prejudica ao ponto de tornar a experiência com o jogo algo ruim. Há muito sustos e um desafio na medida para aqueles que estão procurando jogos que tentam inovar um pouco a formula do Survival Horror como a conhecemos.

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Há alguns momentos que realmente me frustraram, visto que não é possível avançar para o próximo ponto sem matar todos os inimigos que estão em uma determinada área. O que não faz muito sentido visto que as vezes precisamos voltar a aquela ponto, então se tenho pouca munição, fugir me parece muito mais lógico para me reorganizar, e depois voltar optando se passo correndo ou os mato.

Se você entrar de cabeça em Daymare:1994 Sandcastle pensando que encontrará mais um clone de Resident Evil, sinto desapontá-lo, mas se você procura desafio e um bom entretenimento, vai fundo.

Essa análise foi feita com base na versão do Series S, e jogo está disponível para Xbox Series S|X,  Xbox One, PlayStation 4, PlayStation 5, Nintendo Switch e PC.


Essa análise foi feita com uma cópia digital para Xbox Series S e foi gentilmente cedida pela distribuidora do jogo.

 

 

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O texto sobre a BGS ainda não saiu, mas vou me adiantar com minhas impressões sobre Shattered Heaven, um jogo desenvolvido pelo estúdio italiano, Leonardo Interactive., e que tive a oportunidade de jogar o titulo ainda durante o evento.

Lá mesmo eu tive uma boa impressão, apesar de ser quase impossível ouvir bem a trilha sonora do jogo, porém, consegui ter uma visão superficial. Já de volta a minha cidade, tive uma nova oportunidade, dessa vez a de jogar a prévia do jogo no conforto do lar.

O que posso dizer de forma antecipada é que a experiência foi ainda melhor. Claro, muita coisa pode mudar até o seu lançamento que está previsto para março de 2023, mas não podia deixar de compartilhar.

Confiram.

Reprodução: Leonardo Interactive

Um mundo sombrio

Shattered Heaven é ambientado em um mundo sombrio onde Deus caiu e isso levou a humanidade a ser amaldiçoada por infertilidade e morte aos 40 anos, além da impossibilidade de dormir. Tornando a vida de toda a população uma eterna tortura, onde apenas aguardam que o fim chegue logo.

Para tentar mudar esse quadro, guerreiros se unem para a realizar de um sacrifício será capaz de quebrar a maldição e salvar a todos. E apesar de parecer uma premissa simples, o jogo se permite desenvolver melhor a trama por meio do diálogo dos personagem, o que garante muita leitura, acreditem.

Também acho que vale a pena ressaltar como é divertido ver os personagens conversando entre si durante algumas pausas para descansar. Os diálogos dos personagens não são inteiramente dublados, mas determinadas expressões ou falas curtas são, e isso dá o tom de como o personagem está encarando a situação.

Reprodução: Leonardo Interactive

RPG de turno com cartas

Essa é talvez uma das coisas que mais me pegou de surpresa, pois não sou lá um exímio fã de jogos de cartas, mas Shattered Heaven mescla um tradicional jogo de cartas com uma pegada de tabuleiro e o tradicional RPG de turno, o que torna a experiência um tanto peculiar, no melhor sentido.

Para contextualizar melhor, vou me prender a experiência que tive com Yu-Gi-Oh! do PS1, que é a minha referencia pra jogos do gênero. É, me julguem.

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Em Shattered Heaven temos um deck para cada personagem, e que a medida que avançamos no tabuleiro que é a nossa dungeon, podemos ganhar algumas cartas para ir renovando, só que diferente do Yu-Gi-Oh! aqui não podem ser compradas em uma loja, só após os combates e elas são aleatórias. O que nos faz avaliarmos bem quais cartas descartar definitivamente para renovar o nosso deck.

Outro ponto é que enquanto andamos pelo tabuleiro, é possível ativar aleatoriamente  algumas armadilhas ou eventos que podem oferecer buffs de magia, bênçãos ou simplesmente nos ferrar logo no início de um combate. E isso é tão aleatório que quase sempre começava me ferrando na luta seguinte.

Cada deck só pode ter 20, então como disse acima é preciso montar o deck com cuidado porque fará toda a diferença mais adiante.

Reprodução: Leonardo Interactive

O combate de turnos

O combate de Shattered Heaven é um tanto desafiador, muito disso por conta da quantidade absurda de bleeding que os inimigos causam em seu primeiro ataque. Por outro lado, existe uma gama de buffs que podemos utilizar com algumas cartas, mas o sangramento segue firme nos ferrando.

E como estamos falando de um tabuleiro que contém muitas peculiaridades, é importante ressaltar que a recuperação de HP é trabalhosa.

No mapa há um altar onde podemos descansar, lá você pode remover cartas, recuperar HP e orar pra conseguir umas bênçãos. Isso pode ser feito apenas uma vez durante esse mapa. Ou seja, se identificou esse campo no mapa, só passe lá se realmente precisar, pois pode ser feito apenas uma vez por jogada.

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Quanto aos personagens, cada um possui suas particularidades como esperamos de um bom RPG. Um é força bruta e proteção, outro possui ataques rápidos e boa recuperação de energia e a outra  personagem é quase uma maga. Ela “sumona” um personagem com vários poderes, em sua maioria na base do sacrifício da personagem e descarte de cartas que lhe conferem cartas especiais.

Não sei se o combate melhora mais adiante, mas inicialmente os personagens causam pouco dano e mesmo com cartas que elevam, ainda é demorado o combate quando se tem vários inimigos na tela. Por outro lado, a medida que entendemos melhor o efeito de cada carta, dá pra brincar bem e causar bons danos.

Shattered Heaven
Reprodução: Leonardo Interactive

Conclusão

Shattered Heaven é um titulo que vale a pena ficar de olho em seu lançamento, pois além de um design e arte bonitos, ele conta com uma trilha sonora muito empolgante e que dá o maior gás durante o combate. Principalmente quando você tá com o HP todo fudido. Sério.

O único ponto negativo, e nem sei se dá pra apontar como algo negativo é não ter uma localização em português por enquanto, mas com o apoio da comunidade é possível convencermos os desenvolvedores a mudar isso. Basta dar RT no tweet do Jesús, que não é o nosso salvador, mas é uma pessoa incrível – Alias, sigam ele no Twitter.

No âmbito geral eu gostei bastante de Shattered Heaven, mais do que durante o meu primeiro contato ainda na BGS, onde fiquei encantando com esse violento e sombrio universo. Claro, não é um titulo que vai agradar a todos, mas certamente vai cair no gosto dos amantes de um bom RPG com quedinha por jogos de tabuleiro e cartas.

Há também área onde você pode comprar poções e craftar itens que vão lhe auxiliar, então se lhe assustei no começo, calma, o mundo não está perdido. Espero falar de forma mais precisa após o seu lançamento, mas por enquanto as impressões que ficaram são bem positivas.

O jogo inclusive já pode ser adicionado a sua lista de desejo em sua página no Steam, e mesmo que seja lançado em Março de 2023, passa rápido, então dê a si mesmo esse presente.

Essas análise foi feito com uma código da prévia do jogo que foi gentilmente cedida pela Leonardo Interactive.

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