Arquivos HQ - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/hq/ Um pouco de tudo na medida certa Fri, 01 Sep 2023 17:00:14 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos HQ - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/hq/ 32 32 Kamen Rider Zero-One (HQ) | Tão bom quanto beber desinfetante https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/09/01/kamen-rider-zero-one-hq-tao-bom-quanto-beber-desinfetante/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/09/01/kamen-rider-zero-one-hq-tao-bom-quanto-beber-desinfetante/#respond Fri, 01 Sep 2023 11:58:53 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=14997 Acho que eu já devo ter dito uma, duas ou dez vezes que eu curto a franquia Kamen Rider e Tokusatsu em geral. Eu escrevi uma lista com meus filmes de verão favoritos de Kamen Rider, dei minhas primeiras impressões sobre Ultraman Decker, e até mesmo escrevi um livro inspirado por Tokusatsu, que você pode […]

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Acho que eu já devo ter dito uma, duas ou dez vezes que eu curto a franquia Kamen Rider e Tokusatsu em geral. Eu escrevi uma lista com meus filmes de verão favoritos de Kamen Rider, dei minhas primeiras impressões sobre Ultraman Decker, e até mesmo escrevi um livro inspirado por Tokusatsu, que você pode comprar aqui na Amazon.

Se você não sabe, Kamen Rider surgiu primeiro nos mangás (agora todo mundo que sabe, vai dizer em unissono: Jura, Sancini?), inclusive alguns dos mangás da série estão disponíveis no Brasil, Kuuga é publicado pela JBC, enquanto a NewPOP cuida do mangá baseado no Kamen Rider original e se ficarmos nos mangás de Tokusatsu, a NewPOP tem a licença do mangá de Gorenger (Ou Goranger, Ou Sua Mãe me chama de Seu Pai e não me enche o saco com a grafia), e a JBC cuida do mangá de Ultraman… É, aquele onde o Ultraman não é gigante… Heresia, eu sei.

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Quando se trata de quadrinhos, existem alguns, feitos no ocidente, baseados geralmente em Ultraman, como os baseados em Toward the Future e o Ultraman The Ultimate Hero, publicados pela Harvey Comics, o quadrinho de Ultraman Tiga da Dark Horse, os recentes quadrinhos da Marvel de Ultraman e Ultraseven, e se você for velho o suficiente, deve lembrar dos quadrinhos de tokusatsu da Abril, com Changeman, Jaspion, Flashman, Maskman, dentre outros que eu não lembro tanto. Lembro até das paródias de tokusatsu que eram publicadas nas HQ’s dos Trapalhões.

Enfim, em Abril de 2022, a editora Stonebot Comics anunciou que no fim daquele ano, em parceria com a Titan Comics, estaria publicando uma HQ baseada em Kamen Rider Zero-One, a primeira série de Kamen Rider da era Reiwa (iniciada em 2019 no Japão), com um roteiro original em quatro edições.

A série veio e foi, mas… Será que ela vale a pena o seu tempo? Confira conosco.

Mais parece um especial direto pra DVD… Um especial ruim.

A HQ se passa em algum momento próximo do final do primeiro arco da série (os primeiros dezesseis episódios), contando a jornada de Aruto Hiden (não Arturo, como consta no site da editora), um comediante fracassado que herdou a Hiden Intelligence, empresa de robótica/IA de seu avô, e além disso, é o Kamen Rider Zero-One. A Hiden Intelligence produz os Humagears, que são robôs com inteligência artificial que fazem tarefas do dia a dia, ajudando os seres humanos. Claro que isso aqui em específico é só a ponta do iceberg da série de Zero-One em si, não quero dar muitos spoilers.

Mas a trama da HQ em si, é quando em meio aos seus deveres, Aruto é confrontado por um misterioso ser com aparência de Kamen Rider, que se intitula Ragnarök (Não Ragnorak como afirma o site da Titan Comics) e que quer destruir os Kamen Riders por motivos… Sério, Ragnarok mais parece monstro da semana de uma série do período Showa do que um Magia (Humagears que atingiram o ponto de singularidade, mas foram corrompidos pela Metsuboujinrai.net, em resumo, os monstros da semana de Zero-One) da própria série. Ele não tem motivações, ou sequer uma identidade secreta.

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A trama de Brandon Easton (que tem coisas boas no currículo, como o reboot de Thundercats de 2012, HQ’s de Transformers, dentre outras coisas) é fraca e a baixa quantidade de páginas de cada uma das 4 edições não ajuda. Considerando que a HQ foi concebida BEM DEPOIS que a série de TV estava concluída, seria bom se tivessem referências a outras coisas da série, como easter eggs referenciando a ZAIA Entreprise, e coisas do tipo. As Graphic Novels de Artemis Fowl fizeram isso, e seria bom pra HQ se ambientar no próprio universo.

Horobi, que é parte vital da série, sendo o principal vilão do primeiro arco, mal aparece nesses quadrinhos, assim como Jin. Ao menos mostra o Aruto tentando fazer seus trocadilhos ruins, e o Fuwa (Kamen Rider Vulcan) tentando não rir. Izu é corretamente mostrada como o braço direito e suporte de Aruto, então ao menos crédito ao escritor por não foder com os personagens.

A arte é boa, pena que não salva o roteiro fraco

Se tem uma coisa que a HQ de Zero-One tem de qualidade, é a arte de Hendry Pratseya (Star Trek, Robotech, Power Rangers), que traduz bem os personagens da TV para os quadrinhos. Os cenários poderiam ser melhores, não se pode ter tudo.

Apesar disso, não é o suficiente pra salvar o roteiro sem sal, e Ragnarok tem o design meio genérico pra um vilão, é só um Evil Kamen Rider que no máximo se passa como um rascunho rejeitado de personagem.

Você consegue escrever uma fanfic melhor que essa HQ

Os quadrinhos de Kamen Rider Zero-One decepcionam. A arte é decente (vilão a parte) e mostra bem a ação de algo do gênero, mas o roteiro e a falta de uma conexão com a série em que é baseada, torna a experiência esquecível.

Creio que se você aí que está lendo essa análise, escrevesse uma fanfic com seu Kamen Rider original, seria mais interessante do que o que foi entregue nos quatro volumes de Zero-One. Ao menos pros valores americanos (4 dólares por volume), não é tão caro. Mas é decepcionante.

Nota Final: 4/10

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Estava eu outro dia, num site de HQ’s, lendo as Graphic Novels de Artemis Fowl (ainda não me recuperei totalmente daquela catástrofe cinematográfica que a Disney vomitou um tempo atrás) quando resolvi procurar pela tag “Romance”, e descobri que tem um bocado de coisa velha dos anos 50 e 60 que foi scanneado por pessoas de bom coração, cujas capas vez ou outra vejo sendo tweetadas pelo perfil Pulp Librarian. Ainda não tive coragem de abrir tais histórias, porque eu não sou muito o cara de HQ’s.

Mas, uma delas que apareceu na primeira página me chamou a atenção, primeiro pela arte, que tentava um estilo pseudo mangá, segundo, pela temática de Tênis, porque honestamente, a ideia de um livro com a temática de tênis tem rondado a minha cabeça nos últimos 2, 3 anos, desde que terminei Máscara Ômega em 2019. E finalmente, porque quem publicou a HQ era a Marvel. Sim, a Marvel publicando uma HQ que não era de Super Heróis. É basicamente o equivalente da Atelier Kagura publicar um jogo que não envolva Netorare. Algo que eu achava impossível. Ainda não sei se a Atelier Kagura publicou algo que não envolva Netorare.

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O nome da HQ? 15-love. O que é um trocadilho esperto pra uma HQ de tênis que tem também romance na temática. Mas será que no meio de tanta coisa que a Marvel publicou, essa história vale a pena o seu tempo? Bem… “Peraí, Sancini, você não explicou o porquê de 15-love ser um trocadilho”.

Então, meu caro interlocutor imaginário que uso para estender meu parágrafo, irei respondê-lo com metade de um conhecimento, e como você sabe, saber algo é metade da batalha, então saber a metade de algo, é saber ¼ da batalha.

A pontuação nos jogos de tênis é 0-15-30-40-Game. E se o game estiver empatado em 40-40, um dos tenistas precisa de uma vantagem para depois conseguir o ponto. 6 pontos fecham um set e 2 (ou 3) sets fecham um jogo. E 15-Love, é a maneira que se lê em inglês o 15-0.

O porquê chamam de Love, eu não sei. Mas é um trocadilho esperto. E agora, você está pronto para ler essa análise.

Reprodução: Marvel Comics

Roteiro e Personagens

Escrita por Andi Watson (Alien vs Predador: Xenogenesis, Buffy: A Caça-Vampiros, Hellboy: Weird Tales), desenhado por Tommy Ohtsuka (New Mangaverse, Lords of Avalon: Knight of Darkness) e colorizado por Jochen “Guru eFX” Weltjens (trabalhos demais como colorista da Marvel pra eu conseguir creditar), 15-Love conta a história de Mill Collins, uma garota apaixonada por tênis, que deseja um dia se tornar uma profissional, só que tem um problema… Ela é a última colocada no ranking da Academia de Tênis Wayde.

E a academia tem a tradição de remover a bolsa de estudos das estudantes que não apresentam melhorias dentro de um determinado tempo… O tempo está correndo contra ela, o que ela fará pra se safar dessa?

O problema principal de 15-Love, é que sua curta duração de três edições com cerca de 45 páginas cada, acaba sendo muito pouco pra desenvolver algo que poderia ter sido mais. A história é boa, mas a curta duração deixa o público com aquele gosto de “poderia ter sido mais”. E o roteiro comete uns leves deslizes com relação a algumas regras do tênis, e mesmo no quesito infrações. Se tivéssemos uma história de seis edições, ao invés de três, o roteiro poderia ter sido mais encorpado e ido mais longe.

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A curta duração também prejudica os personagens, que mesmo possuindo personalidades distintas, acabam não indo muito além de uma nota. Não que eles não sejam carismáticos, mas são tropes ambulantes, Mill é a protagonista determinada, Maya é a rival esnobe e invejosa, Poi é a amiga que dá suporte e Walt é o treinador meio desleixado com coração de ouro e etc. Os personagens com pelo menos mais de um trejeito, são a Mill, que é a protagonista, e o Cal, que é o interesse romântico da Mil, que finge ser um bom moço, mas é tão suspeito quanto um feministo. O roteiro ele não tem problemas na história que quer contar, só é curto demais pra dar um desenvolvimento justo aos seus personagens cativantes.

15-Love
Reprodução: Marvel Comics

Arte

As capas de 15-Love foram desenhadas pela falecida artista Sho Murase, responsável pela arte da adaptação em Mangá da série Nancy Drew, da PaperCutz, e são um bom cartão de visitas, mostrando a personagem de maneira chamativa.

A arte de pseudo mangá de Tommy Ohtsuka é bonita, e diferente do que usualmente se vê nas HQ’s da Marvel. Lembrando que 15-Love é de uma época pré-boom das webcomics (quando digo boom, falo a proliferação de sites dedicados ao tema, como o Tapas e o Webtoons, webcomics sempre existiram desde que me entendo por gente, praticamente uma evolução das fanzines), então é tecnicamente um refresco se você não lê mangás.

Cenários e efeitos visuais passam bem o dinamismo de uma partida de tênis, sem ir pro lado shonen gritaria de Prince of Tennis… Agora me pergunto se eu estou falando merda e Prince of Tennis não tinha gritaria shonen, faz anos desde que vi o anime. Que seja.

15-Love
Reprodução: Marvel Comics

Conclusão

15-Love é vítima de sua curta duração e contagem de páginas, porque não é uma série ruim, possui um roteiro decente, bons personagens, ótima arte, mas peca em ser curto.

Por outro lado, ser curto é garantia de que eu posso recomendar, mas até onde minhas buscas me levaram, a HQ não foi licenciada no Brasil (considerando as porcarias que a NewPop, Panini, Abril e outras publicaram aqui, é injusto), então é uma HQ que você deve ler por quaisquer meios necessários.

Nota: 7,5/10

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