Arquivos gacha - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/gacha/ Um pouco de tudo na medida certa Sun, 20 Feb 2022 20:37:47 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos gacha - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/gacha/ 32 32 Mario Kart Tour | Em defesa do Mario Kart de celular https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/02/20/mario-kart-tour-em-defesa-do-mario-kart-de-celular/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/02/20/mario-kart-tour-em-defesa-do-mario-kart-de-celular/#comments Sun, 20 Feb 2022 20:37:47 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=10152 Introdução Em tempos onde o jogo numerado mais recente da franquia, Mario Kart 8, recebe DLC oito anos após seu lançamento e mais nenhum jogo novo aparenta estar sendo produzido, é facilmente compreensível ver pessoas torcendo o nariz para o único game mobile da série, Mario Kart Tour. Os motivos são diversos e abordaremos um […]

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Introdução

Em tempos onde o jogo numerado mais recente da franquia, Mario Kart 8, recebe DLC oito anos após seu lançamento e mais nenhum jogo novo aparenta estar sendo produzido, é facilmente compreensível ver pessoas torcendo o nariz para o único game mobile da série, Mario Kart Tour.

Os motivos são diversos e abordaremos um por um nesse texto, apresentando quase que em forma de tópicos as principais reclamações de jogadores de longa data, além de dissertar se são críticas válidas ou não.

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Obviamente, cada pessoa tem sua opinião e mesmo ao apontar algumas qualidades do game aqui, o leitor pode tranquilamente continuar distante dessa iteração mobile. Por outro lado, recomendo uma expansão dos horizontes, pois Mario Kart Tour apresenta muito mais do que os olhos podem ver em primeiro momento.

Mario Kart Tour
Reprodução/ Nintendo

 

O Mario Kart de celular que ninguém gosta

Lançado em setembro de 2019, Mario Kart Tour é uma versão do popular jogo de corrida que todos conhecemos: corra, use itens pegos em caixas e acerte os inimigos para terminar em primeiro.

O diferencial no lançamento e que atingiu muitas pessoas foram os controles, que suportavam (e ainda suportam) somente a tela de toque do aparelho. Assim, o jogador precisa arrastar o dedo para os lados para controlar o seu carro.

Além disso, inicialmente o game só suportava o formato de tela em modo porta-retratos (em pé). Isso não diminui a visibilidade da tela, mas causa estranheza para quem está acostumado a jogar Mario Kart 8, por exemplo. Após algum tempo, foi lançada uma atualização que permite usar o celular deitado.

Reprodução/ Nintendo

 

O fator “gacha”

Uma coisa muito marcante nos reviews do game na época do lançamento foi aspecto gacha do jogo, principalmente nos textos escritos por americanos, que naturalmente possuem uma aversão maior a esse sistema em jogos mobile.

Para quem não conhece, “gacha” se refere àquelas maquininhas onde você coloca uma moeda e pega um brinquedo aleatório. Esse conceito foi trazido para os games, principalmente mobile, onde o jogador deve gastar uma certa quantidade de moedas pagas — geralmente chamadas de “gemas” — para rodar uma roleta e tirar um item, que pode ou não ser repetido.

Em jogos ocidentais, esse sistema costuma ser chamado de lootbox, e existem até leis em alguns países que impedem ou limitam esse tipo de mecânica nos jogos.

Reprodução/ Nintendo

 

Gacha Kart

Infelizmente, Mario Kart faz uso desse sistema de gacha. Ao completar certas conquistas semanais ou gastando dinheiro real, o jogador ganha uma moeda chamada gema, que pode ser usada para atirar um canhão, que pode conter pilotos, karts ou asas diferentes.

Em Mario Kart Tour, toda corrida possui um set específico de pilotos, karts e asas que dão mais pontos, então é natural que o jogador queira ter a maior variedade possível desses itens, para que não tenha que correr em desvantagens de pontos.

Mario Kart Tour
Reprodução/ Nintendo

 

Vencer ou fazer o hi-score?

Ah, os pontos. Isso precisa ser explicado, pois em MKT, o jogador não precisa necessariamente vencer todas as corridas, e sim fazer uma pontuação pré-definida, que vai dar a ele de uma até cinco estrelas no fim do percurso.

Os pontos são dados durante cada evento. Ultrapassagens, itens usados, itens desviados, drifts, pegar moedas, etc. Tudo aumenta sua pontuação. E o legal disso – e talvez o fator mais viciante do game – é que executar essas tarefas em sequência geram combos que aumentam mais seu score no final da corrida.

É uma mecânica BEM DIVERTIDA e faz muita falta quando se sai de Mario Kart Tour para voltar pra um jogo comum da série.

Mario Kart Tour
Reprodução/ Nintendo

 

Multiplayer e ranking online

O que faz os jogadores continuarem abrindo o game semanalmente é que as pistas estão sempre mudando. A cada duas semanas são liberadas doze copas, cada uma contendo três pistas e um desafio bônus. Todas essas pistas podem ser jogadas contra a CPU ou aleatoriamente no modo multiplayer, que funciona muito bem, mesmo em redes 4G/5G.

Além disso, a cada semana, uma das copas se torna a ranqueada. Nela os jogadores devem de fato fazer a melhor pontuação possível nas três corridas e subir nas Ligas. Melhores colocações nessas ligas semanais obviamente dão prêmios, como gemas, carros, pilotos, asas e itens de melhoria num geral.

Mario Kart Tour
Reprodução/ Nintendo

Loop de Gameplay e objetivo

Assim sendo, o objetivo do jogo é: entrar no início da semana (que in-game começa toda quarta-feira às 2AM) e ir jogando em todas as Copas, principalmente na ranqueada, onde é possível subir as Ligas e ganhar itens melhores para continuar jogando.

Como já joguei outros gachas, acho que o grande diferencial de Mario Kart Tour é que jogar o game DE FATO é divertido, e isso talvez seja um fator que nenhum review da época do lançamento focou.

Games como Fate GO e Another Eden possui um gameplay básico que se torna vazio bem rápido, fazendo com que o jogador apenas entre pra conseguir mais itens ao invés de se divertir.

Reprodução/ Nintendo

Já em MKT, mesmo que você não tenha os melhores pilotos (ainda), jogá-lo é tão divertido quanto um game normal da série. Os controles requerem um certo aprendizado, mas são bem intuitivos, a ponto de ficar natural em menos de uma hora correndo.

 

Por isso eu digo: mesmo que você não tenha o Luigi ou o Metal Mario de cara, não faz diferença. Todos os personagens são fáceis de jogar e é impossível não vencer algumas corridas, mesmo na dificuldade 150cc.

Não se deixe levar pela frustração de não tirar o personagem do banner semanal, pois tudo isso vem naturalmente ao longo do tempo e os principais pilotos sempre aparecem na lojinha in-game, para serem comprados com moedas normais.

Falo com experiência própria, pois jogo Mario Kart Tour desde o lançamento e nunca precisei gastar um centavo no game, e mesmo assim eu tenho uns 80% dos pilotos, já que nenhum deles é exclusivo para jogadores premium. Nesse sentido o game é bem generoso.

Reprodução/ Nintendo

 

Parte técnica e visual

Bem, agora que já abordei o fator social e financeiro, posso falar sobre o jogo em si, né?

Mario Kart Tour foi feito inicialmente, usando assets do jogo Mario Kart 7, de Nintendo 3DS.

Isso é facilmente notável, pois as primeiras pistas do game eram em sua maioria retiradas do game de 2011, além dos modelos dos pilotos, que apesar de terem uma resolução maior, ainda possuem o formato e animações vindas do 3DS.

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Com o tempo, mais conteúdo foi adicionado, além de pistas originais. Desse conteúdo original, a maioria é feita com base em locais do mundo real, e daí o nome Tour no título.

No segundo ano do game porém, esse foco em pistas baseadas em Nova Iorque, Japão, França e Inglaterra foi deixado um pouco de lado, e a desenvolvedora DeNA resolveu trazer pistas de outros Mario Karts, como algumas vindas do SNES e Nintendo 64.

Em fevereiro de 2022, o game conta com 43 pistas únicas. E se esse número parece alto, leve em consideração que todas elas, mesmo as antigas, possuem variações chamadas de RMX (Remix), como:

  • R (reverso): percurso ao contrário mesmo, com adaptações. Não é espelhado apenas);
  • T (tricks): circuito com rampas e viadutos que mudam de leve o caminho e aumentam os combos;
  • R/T: mistura dos dois conceitos acima.

    Reprodução/ Nintendo

Pilotos, Karts e Asas

Assim como foi inicialmente colocado em Mario Kart 7, é necessário escolher o seu personagem, karts e asas.

Aqui temos muito mais itens desse tipo, que obviamente existem em grande quantidade para sustentar o sistema de gacha presente no jogo.

Mas para sorte de todos nós, eles são até facilmente conquistáveis. Cada item desses possui três ranques: A, B e C.

Nenhum deles dá vantagens na corrida, mesmo os raros. O que mudam entre eles é dar mais pontos no final das corridas. Isso ajuda para subir nas Ligas, mas não dá vantagem no multiplayer, o que é muito bom.

Por outro lado, cada piloto (e karts e asas blá, blá, blá) tem um nível que pode ir de 1 a 7. Tirar um item desses repetidos aumenta a barra de experiência, podendo chegar até o nível 7.

E o que esses níveis fazem afinal? Bem, eles permitem combos maiores e principalmente permitem que o item em questão seja usado em mais pistas.

Reprodução/ Nintendo

Conclusão

Mario Kart Tour pode não ser o jogo mais perfeito da série, mas está longe de ser horroroso. Suas mecânicas mais criticadas, como os controles e o gacha, são facilmente contornáveis e toda apresentação visual e técnica faz jus a um jogo da Nintendo.

Por ser um game free to play, recomendo que todos que gostam de Mario Kart tentem um pouco.

Obviamente que a expectativa inicial é de jogar uma versão portátil idêntica a um jogo normal da série, mas os nuances de um game mobile não fazem dele algo ruim.

Mario Kart Tour é talvez um dos melhores jogos free to play atualmente, não a toa tendo 200 milhões de download até o fim de 2021.

Divirtam-se enquanto fazem cocô ou antes de dormir com esse grande jogo para celulares.

Reprodução/ Nintendo
Reprodução/ Nintendo

 

 

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Action Taimanin | Ação sexy, porém limitada https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/10/22/actiontaimanin/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/10/22/actiontaimanin/#respond Thu, 22 Oct 2020 20:50:45 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=5791 O jogo dessa análise junta duas coisas que não tenho tanta familiaridade assim, Gachas, e a série Taimanin Asagi. Mas bem, aqui estamos. A série Taimanin Asagi é famosa por ter suas personagens, belas e curvilíneas ninjas, passando por situações bem cabrosas nas mãos de seus inimigos. E quando Action Taimanin, um jogo de ação […]

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O jogo dessa análise junta duas coisas que não tenho tanta familiaridade assim, Gachas, e a série Taimanin Asagi. Mas bem, aqui estamos. A série Taimanin Asagi é famosa por ter suas personagens, belas e curvilíneas ninjas, passando por situações bem cabrosas nas mãos de seus inimigos.

E quando Action Taimanin, um jogo de ação foi anunciado, alguns pun… digo, membros da fanbase, reclamaram porque seria um jogo sem sexo, que a série tinha se vendido e blá, blá, blá, whiskas sachê.

Eu, honestamente, não tinha uma opinião, porque quando originalmente anunciado para o mercado japonês, era um jogo para Android e iOS, e como eu não tenho um celular (sim, eu sei, chocante), não é para mim.

Jogos gacha são jogos eletrônicos que adaptam e virtualizam a mecânica gacha. A monetização destes videogames é similar ao conceito de loot boxes, quando se trata de induzir os jogadores a gastarem dinheiro.

Porém tudo mudou, quando anunciaram no lançamento global que o jogo sairia no Steam também. E sendo um jogo Free2Play, pensei…  Bem, não faria nenhum mal experimentar, certo? O experimentei, e agora veremos se ele vale a pena o seu tempo.

A Elite dos Ninjas Fatia Demônios

Action Taimanin

O jogo faz uma breve introdução do universo de Taimanin Asagi, onde num futuro próximo, demônios são uma ameaça ao mundo humano, porém um pacto de não agressão fora firmado entre as duas espécies. Entretanto, com a corrupção e decadência da sociedade, essa trégua era tênue e frágil.

Uma hora, obviamente, a merda bateu no ventilador e os demônios invadiram o mundo humano. Porém, um grupo de ninjas altamente treinados, intitulados Taimanins defendem a humanidade, transformando demônios em sarapatel.

Você, no controle do comandante Kotaro Fuuma, da Força Tarefa de Taimanins, deve realizar diversas missões, incluindo derrotar dois ex-taimanins, que hoje são criadores do caos.

Claro, eu resumi mal e porcamente um pouco da lore, e um pouco do roteiro da Quest principal do jogo, mas é bem isso aí. Não é necessário ter um conhecimento profundo da série para poder aproveitar a lore de Action Taimanin.

Quase um Oneechanbara de celulares

Primeiramente, vamos a uma coisa: Se você fizer apenas a Main Quest, Action Taimanin é um jogo bem curto. São 5 capítulos, com cinco etapas cada, no final da quinta etapa de cada capítulo, temos uma luta contra um chefe principal (cada etapa também possui um chefe, usualmente um inimigo um pouco mais poderoso). Ainda assim, é um jogo curto.

No começo do jogo, você pode escolher uma dentre três das Taimanins disponíveis, Asagi Igawa, que usa uma Katana, Sakura Igawa, que usa duas espadas curtas, e Yukikaze Mizuki, que utiliza duas pistolas. No momento em que escrevo essa análise, não sabemos se Rinko Akiyama (que vai ser adicionada ao jogo no dia 26) entrará entre as selecionáveis para novos jogadores.

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Com a Taimanin selecionada, você começa realizando a Main Quest, até desbloquear as outras abas do jogo, como as Missões Diárias, os Desafios Especiais, os Eventos e o modo Time Attack. Antes de explicar esses modos, vamos explicar como funciona a jogabilidade principal.

Primeiramente, se estiver jogando em um notebook, recomendo que remapeie os botões de ataque e troca de armas para o teclado. Não sei se é o meu notebook, mas jogar com o touchpad dele pra atacar deixava o jogo não muito divertido. Usando o teclado para se mover e atacar tornou a jogabilidade melhor pra mim.

O jogo é um hack’n slash básico, porém limitado pelo fator de ser um jogo originalmente pensado para celulares Você possui um botão de ataque, um de Dash/Esquiva, um botão para a Ultimate Skill e um botão para a habilidade ativa de suporte.

O objetivo é fácil, acabe com a onda de inimigos de um ponto, até o jogo indicar que você pode ir para o próximo, repita até chegar ao chefe. Existem skills que você pode desbloquear com skill points e elas são equipáveis.

Essas skills possuem um tempo de recarga e são uma mão na roda em diversos momentos do jogo, seja para atacar um inimigo, ou mesmo esquivar de um ataque iminente.

Se um Oneechanbara fosse produzido para celulares, ele seria possivelmente bem parecido com Action Taimanin. Porém, a todo momento em Action Taimanin, você percebe que ele foi pensado primariamente para celulares, desde os comandos presentes, até mesmo alguns textos do jogo, como o aviso de updates, que avisa para conectar em uma rede wi-fi, típíco de jogo mobile (para poupar a banda de jogadores que utilizam 3G/4G/5G, é recomendado estar em wifi).

É, é um gacha

O jogo é um gacha, porém os pulls não estão ligados aos personagens jogáveis. Existem 3 tipos de pulls em Action Taimanin, os pulls de personagens de suporte, pulls de novas armas e pulls de materiais.

Os personagens de Suporte podem possuir uma habilidade passiva ou ativa, dependendo do personagem.

A habilidade ativa é ativada com a tecla E no computador, enquanto que a passiva independe da ação do jogador, pode ser desde bônus de atributo a contra-ataques quando se é atacado. O jogador possui até 3 slots para personagens de suporte, e o efeito varia, se o suporte está no slot principal ou nos dois secundários.

As armas são divididas entre as quatro personagens, porém os pulls não vão estar necessariamente ligados a personagem que você escolheu a princípio, logo, se você está jogando primeiramente com a Asagi, pode acabar conseguindo armas para a Sakura, e vice versa.

Os pulls de suporte e armas vão utilizar, ou de tickets dados pelo jogo (também podem ser comprados com dinheiro de verdade, mas como o dólar está na casa dos 83 reais, não é recomendado, especialmente porque a loja de Action Taimanin não cobra em reais), ou de gemas, dadas por cumprir missões, diárias ou achievements conseguidos durante a jogatina.

Já os pulls de material para crafting são feitos usando o dinheiro in-game recebido por logins, missões e coletado nas fases.

Existe um sistema de melhoria de armas e de suporte, que é até um pouco complexo, se considerarmos que é um jogo de celulares, mas caso eu entre em todas as minúcias, o texto irá se alongar demais.

Corpos curvilíneos, cenários simples

Vamos mencionar o elefante branco na sala: Os cenários de Action Taimanin são MUITO simples.

Não há maneira melhor de descrevê-los. Aceitáveis para um jogo mobile, mas longe de serem esplendorosos. E os cenários das cenas em Visual Novel são em sua maioria, fotografias.

Os modelos das personagens femininas jogáveis são bonitos, considerando que não sou lá muito fã da arte da série, porém os inimigos em sua maioria (com poucas exceções) são genéricos e não muito inspirados, são robozinhos, ninjas genéricos e monstros que encontramos em obras que exploram um pouco o folclore japonês.

As personagens de suporte basicamente são sprites 2D com artes das mais variadas, feitas por diversos desenhistas (todos creditados). As cutscenes em visual novel são feitas com os modelos 3D dos personagens que lá aparecem.

A trilha sonora não chama muito a atenção, mas também não atrapalha. E a dublagem é de alto calibre, contando com as dubladoras que reprisam seus papéis, e nomes de quilate, como Haruka Tomatsu, que empresta sua voz para uma das personagens de suporte do jogo.

Veredito final

Boa parte dos problemas de Action Taimanin tem muito a ver com a limitação dele de ser um jogo feito primariamente para celulares. E mostra o potencial que Taimanin Asagi pode ter, saindo da área eroge.

Fico imaginando um jogo produzido pela Tamsoft (da série Oneechanbara), feito para aproveitar o Hardware do PC ou de um Switch, talvez de um Series X (porque a Sony e a Austrália tem medo de tetas).

Enfim, se seu PC ou dispositivo móvel conseguir rodar Action Taimanin, recomendo dar uma chance a ele. Apesar dos tropeços, é um jogo competente, apesar de não ser excelente.

Action Taimanin é gratuito e está disponível para PC (através do Steam), Android (PlayStore) e iOS (AppStore)

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Sega Heroes | O Candy Crush do Sonic https://www.arquivosdowoo.com.br/2018/12/20/sega-heroes-o-candy-crush-do-sonic/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2018/12/20/sega-heroes-o-candy-crush-do-sonic/#respond Thu, 20 Dec 2018 15:35:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2018/12/20/sega-heroes-o-candy-crush-do-sonic/ – O mundo dos gachas Sei que não é todo mundo que é familiarizado com o universo louco dos jogos de celular, principalmente os japoneses. Lá, o gênero mais popular é o dos “gachas“, que têm esse nome por ter uma mecânica de ganhar prêmios aleatórios através do gasto de dinheiro (ou equivalente), similar ao […]

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– O mundo dos gachas


Sei que não é todo mundo que é familiarizado com o universo louco dos jogos de celular, principalmente os japoneses. Lá, o gênero mais popular é o dos “gachas“, que têm esse nome por ter uma mecânica de ganhar prêmios aleatórios através do gasto de dinheiro (ou equivalente), similar ao modo como funcionam aquelas maquinas de bichinhos da SNK com a foto da boneca Licca-chan no fundo ou da Athena (sim, você já viu várias dela em bares e shopping nos anos 90 e 2000).






Tal método é utilizado em jogos mobile da seguinte forma: quer um personagem novo? Gaste suas “gemas” pra girar uma roleta que TALVEZ lhe dê o personagem em questão. Essas gemas podem ter várias formas dependendo do jogo, como joias, moedas verdes da Fazenda Feliz do Orkut ou qualquer outra coisa que aparente ter mais valor intrínseco do que as moedas comuns. Essas normalmente só são conseguidas através da compra com dinheiro real, e é isso que faz a indústria de gachas ser mais lucrativa que a de games normais.


É um sistema BEM controverso, mas conversando no Twitter com os famigerados JOVENS®, percebo que jogos como Fate GO e Dragalia Lost — este último da Nintendo — fazem um belo sucesso, e não parece que jogadores mais novos se importam com isso.




– A Sega e seus jogos de celular


Antes de explanar como o formato de gacha se aplica ao Sega Heroes, é legal lembrar do histórico da Sega no mobile. Das empresas de games tradicionais, ela e a SNK são as que estão há mais tempo investindo na plataforma. Porém, diferentemente da empresa de jogos de luta, a Sega não costuma lançar apenas os jogos clássicos com adaptações para touch, e sim produzir coisas novas, como os antigos Sonic Jump que foram muito populares na era pré-smartphone e o MARAVILHOSO Crazy Taxi City Rush, este talvez sendo até hoje o melhor jogo mobile feito (ou financiado) por ela.


Como de costume, a própria Sega não costuma sujar as mãos pra passar seus jogos para o celular, então o Sega Heroes ficou nas mãos da americana Demiurge Studios, uma empresa que antes independente, ajudou em outros jogos mobile e alguns ports de jogos como Rock Band: Green Day e Mass Effect, mas que foi recentemente comprada pela Sega e bem, agora faz jogos de celular pra eles.





– Apresentação 


Dizer que se trata de uma empresa americana fazendo jogos da Sega não quer dizer absolutamente PATAVINAS, visto que muitos jogos clássicos dela foram produzidos nos EUA, como Sonic 2 e 3, por exemplo.


Posto isso, infelizmente dessa vez nota-se que a Demiurge decidiu abraçar um estilo de arte um pouco… desagradável aos olhos de um ser humano normal que não foi criado com um tablet na mão. Os personagens clássicos da Sega, principalmente os humanos como os protagonistas de Streets of Rage e Golden Axe, possuem uma forma cabeçuda e caricata, beirando a uma paródia de um cubismo da puta que o pariu. E é uma pena, pois dado o possível público-alvo desse jogo (pessoas mais velhas e nostálgicas), acho que caberia muito mais tomar um approach mais nintendístico e simplesmente usar os sprites originais dos jogos, que ainda que discrepantes entre si, não seriam esse show de horror de bonecos cabeçudos animados em algo similar ao Macromedia Flash MX 2004. Até mesmo os personagens mais caricatos, como os da série Sonic possuem uma certa estranheza em seu visual.


É uma pena isso pois a aparência geral dos personagens mascara a qualidade real do jogo e me afastou por umas semanas dele, isso porque é de graça. Imagina se fosse pago? A primeira impressão é a que conta, não é.



– Jogabilidade


Tirando toda a parte ruim que expliquei durante os gigantescos parágrafos acima, notem que eu GOSTO do jogo. Depois que você supera a horrível caracterização dos personagens, temos um sólido jogo para se jogar na fila do banco (alguém ainda enfrenta FILA no banco?) ou no transporte público, ainda mais que ele só pede conexão com internet quando você abre o aplicativo, podendo ser aproveitado até mesmo nos mais profundos túneis do metrô da sua cidade ou no meio do mato, caso você seja um capial e/ou boia-fria.


O gameplay consiste em um clássico Candy Crush, com 5 tipos diferentes de joias a serem destruídas ao se juntar 3 ou mais da mesma cor. Você escolhe 4 heróis de diferentes jogos da Sega, e cada um deles têm uma cor atribuída: Sonic é azul, Death Adler é Amarelo, Knuckles é vermelho e por aí vai. Ao quebrar três ou mais joias iguais, o herói em questão ataca um dos inimigos. O jogo funciona como seguidas batalhas de RPG, sendo bem rápidas e prazerosas. Ainda existem as gemas neutras, que servem para aumentar o poder de ataque de toda sua equipe durante a fase. Nunca deixe de quebrá-las de vez em quando!


Apesar de seu gameplay se manter o mesmo, existem diversos modos de jogo:


Campanha: onde a progressão é linear por fases;


Arena: basicamente o modo ranqueado do jogo, onde você enfrenta a party de outros jogadores. Não é em tempo real;


Sobrevivência: onde você deve passar pelo maior número de fases sem recuperar seu HP. É talvez o modo mais desafiador e eu simplesmente não consegui completar a primeira leva de 10 fases por não ter os melhores personagens ainda;


Além da Piração: esse modo com nome estúpido define quais bonecos você pode usar em cada fase. É difícil mas te motiva a melhorar todos os seus personagens por igual ao invés de escolher só os melhores de cada cor.


Eu falei acima sobre “melhorar” os personagens, e talvez seja a coisa mais enjoada do jogo. Você ganha prêmios ao passar das fases, como dinheiro, gemas e “tokens” de personagens. Esses tokens servem para evoluir ou desbloquear novos bonecos. Exemplo: o Sonic necessita de 50 tokens para ser desbloqueado e mais 50 para evoluir e ficar mais forte, só que por ser um personagem diferenciado, você só consegue essas fichas com conquistas in-game. Demorei uma semaninha jogando bem pouco para abrí-lo, então não foi tão cansativo. Já outros necessitam de mais ou menos esforço, mas raramente você vai se sentir prejudicado por não ter boneco X ou Y, já que muitos outros são abertos naturalmente e não possuem desvantagens.


O grande problema desse modo de tokens é que ele minimiza as conquistas do jogador e seu dinheiro. Veja: se em outros gachas é possível simplesmente comprar personagens, ainda que você não os escolha, aqui no máximo você ganha TOKENS que AOS POUCOS vão abrir outros bonequinhos, tornando o processo tão moroso quanto esperar na fila dos Correios com aquela senha de letra e números que eles te dão e nunca parecem chamar na ordem certa.



– Conclusão


Com seus personagens feios de doer mas com jogabilidade excelente e funcionalidade paga razoável, Sega Heroes é uma ótima opção para quem não tem mais nem vontade de abrir o whatsapp pra ouvir áudios de 3:12 minutos daquele seu amigo que tem preguiça de digitar porque está “na correria”. Ignore seus parentes e fique por pelo menos meia-hora diária enchendo os personagens da Sega de porrada sem motivo algum pelo simples prazer de juntar joias coloridas e vê-las quebrando com um efeito que talvez dê um pouco de lag no celular, mas só se ele for bem antigo. Talvez esteja na hora de trocar por um novo hein? Só dizendo.


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