Arquivos Cyberpunk - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/cyberpunk/ Um pouco de tudo na medida certa Thu, 05 Dec 2024 11:48:03 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Cyberpunk - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/cyberpunk/ 32 32 Neon Blood | Cyberpunk pixelado https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/12/03/neon-blood-cyberpunk-pixelado/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/12/03/neon-blood-cyberpunk-pixelado/#respond Tue, 03 Dec 2024 21:30:50 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=18753 Hm… Vamos continuar? Sim, o Grind eterno de fim de ano do Sancini retorna! Com mais jogos do que vontade de viver, fazer textos é o que me impede de ficar insano. Ou algo do tipo. Bicho, pegar trem ou metrô no Rio de Janeiro é uma parada extremamente cansativa do ponto de vista financeiro. […]

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Hm… Vamos continuar? Sim, o Grind eterno de fim de ano do Sancini retorna! Com mais jogos do que vontade de viver, fazer textos é o que me impede de ficar insano. Ou algo do tipo. Bicho, pegar trem ou metrô no Rio de Janeiro é uma parada extremamente cansativa do ponto de vista financeiro.

Uma única passagem de metrô custa 7,50, então, só nas últimas três vezes que fui levar minha mãe no hospital e acompanhamento de cirurgia, gastei quase 40 reais em passagens (seriam 45 reais, mas minha irmã pagou o Uber da volta da cirurgia). E quem precisa mais desse meio de transporte? As classes mais baixas da população, que usam pra ir e vir do trabalho, mas o preço é de elite, com uma malha metroviária ridícula cobrindo uma pequena parte da Zona Norte, Centro da Cidade e Zona Sul. Sim, tem integração com a malha ferroviária do município em algumas estações, mas isso requer um custo adicional.

E a propósito, as máquinas de recarga do metrô não oferecem troco, então se você quiser colocar tudo certinho, tá fodido. Enfim, minha reclamação acabou, agora vamos falar sobre o jogo de hoje.

O Chaotic Brain é um estúdio independente madrileno formado por três fãs do gênero Cyberpunk, e decidiram colocar seu amor pelo gênero em seu título de estreia, Neon Blood, que graças a Meridiem, está disponível em todas as plataformas do mercado, com versões físicas para PS5 e Nintendo Switch.

Será que o jogo vale a pena o preço cobrado, ou tropeça feito a versão 1.0 de Cyberpunk? Confira conosco.

Uma história Cyberpunk

Ano 2053, o mundo como o conhecemos chegou ao fim numa guerra perdida no tempo. Agora, resta apenas a desigualdade, na forma de Viridis, a grande cidade que engloba a perigosa Blind City e a luxuosa Bright City.

Axel McCoin, outrora detetive da polícia, tornar-se-á a peça-chave para desmascarar toda uma trama de corrupção e poder que assola a paz instável de Viridis.

Se você já assistiu Blade Runner, jogou Cyberpunk 2077 ou Shadowrun, sabe muito bem o que esperar do roteiro de Neon Blood, uma trama onde o Underdog fodido tenta derrubar uma megacorporação corrupta. Axel é um fodido em todos os sentidos, ele perdeu a memória, seus implantes no começo do jogo estão fritos, é viciado em drogas (como muitos habitantes de Blind City).

Uma pena que aparentemente a trama que o ChaoticBrain Studios queria contar não era longa, e algo nisso acabou atrapalhando um pouco.


Um jogo curto que poderia ser ainda mais curto

Aqui é onde Neon Blood tropeça e desperdiça uma ótima chance. O jogo possui foco na narrativa linear, que basicamente vai do ponto A ao B ao C. E começam os problemas. A movimentação padrão de Axel é lenta demais, tem um botão de sprint, o que é praticamente obrigação, ou o jogo irá durar mais por motivos errados. Outra coisa que deixa a desejar, é que TUDO no jogo são basicamente fetch quests. Pra fazer A, você precisa ir a B e a C, alongando o jogo mais do que o necessário.

E pra adicionar a lista de coisas desnecessárias que aumentam o clima de fetch quest, o jogo tem um sistema de scan, que na teoria seria usado em investigações, na prática, só serve pra alongar a jogatina desnecessariamente. Como um positivo, nisso, pelo menos a cidade é bem habitada e dá pra conhecer seus habitantes, mas nada muito espetacular… Só pra dar um pouquinho mais de lore e tornar Viridis mais crível.

O jogo possui um combate por turnos… Que funciona muito basicamente, com ataque, defesa, itens e habilidades adquiridas posteriormente, mas não se anime. O primeiro combate acontece com mais de meia hora de jogo e… Eu já vi jogos no RPG Maker com combates mais profundos, o que é uma pena.

Por fim, o jogo tem cerca de três horas e meia de duração, e esse tempo poderia ser menor se não fosse as fetch quests que a narrativa joga no seu caminho.

Aqui é onde o jogo brilha

A parte gráfica e sonora do jogo é o destaque de Neon Blood. Os personagens são bidimensionais em pixel art, expressivos, apesar de não ser do meu agrado, mas eles casam bem com os belíssimos cenários tridimensionais. O jogo é bonito de se ver. E o mesmo possui algumas cutscenes em animação tradicional, que são MARAVILHOSAS. Como eu queria que a jogabilidade mantivesse o nível dos gráficos.

A trilha sonora é excelente, com ótimas composições, novamente, se a jogabilidade tivesse esse nível, o jogo seria muitíssimo melhor. Recomendo dar uma ouvida… Ainda que não seja possível ouvi-la em serviços externos, ou mesmo comprá-la no Steam. Uma pena.

Numa promoção, quem sabe

É uma pena que Neon Blood seja curto e sua jogabilidade seja básica de um jeito não bom, além de se esticar mais do que devia. Porque o roteiro funcional e os belíssimos gráficos e trilha sonora quase fazem com que eu recomende o jogo de cara. Do jeito que é, quem sabe numa promoção. É um jogo decente, mas podia ter sido bem mais que isso.

Nota final: 7/10

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Neon Blood está disponível para PC, PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series X|S e Nintendo Switch. Esta análise foi feita com uma chave de PS4 fornecida pela Meridiem Games.

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Re.Surs | Tre.tas Sobre.naturais https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/10/16/re-surs-tre-tas-sobre-naturais/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/10/16/re-surs-tre-tas-sobre-naturais/#respond Mon, 16 Oct 2023 21:45:15 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=15461 Eu não sei como começar esse artigo, porque honestamente, estou num limbo criativo. Mas tenho pensado bastante em que jogos colocar no meu artigo sobre jogos adultos, tem muita coisa boa e muita coisa que ficou fora do meu radar por um motivo ou outro. E o mesmo vale pra lançamentos de PC ou consoles, […]

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Eu não sei como começar esse artigo, porque honestamente, estou num limbo criativo. Mas tenho pensado bastante em que jogos colocar no meu artigo sobre jogos adultos, tem muita coisa boa e muita coisa que ficou fora do meu radar por um motivo ou outro. E o mesmo vale pra lançamentos de PC ou consoles, porque são dezenas ou centenas de jogos saindo no Steam e nas lojas online dos consoles todo santo dia.

As vezes você sabe de algum lançamento olhando na loja do seu console, ou no caso de criadores de conteúdo (seja imprensa ou Youtuber/streamer), existem plataformas que você usa para pedir chaves e algum jogo chama a sua atenção, seja pelas imagens, descrições, ou porque é um título grande.

Mas, entre pedir um jogo e recebê-lo, as vezes a rejeição ou pior, o silêncio chega. Porque pior que ter um pedido rejeitado, é ter o pedido ignorado. Tá, o que diabos isso tem a ver com o jogo, Sancini? ABSOLUTAMENTE NADA. Oh, well… Você gosta de Side scroll shooters?

Bem, o jogo de hoje pertence a esse gênero, e foi lançado originalmente em 2021 no Steam, pelo desenvolvedor ucraniano Vidygames, Re.Surs foi lançado na última semana para consoles, cortesia da Samustai, uma publisher localizada no Chipre. Será que ele vale a pena seu tempo?

Reprodução: Vidygames, Samustai

Conspirações, demônios e outras coisas caóticas

Jessie Sullivan – uma detetive paranormal que trabalhou para a Re.Surs Anomaly Enforcement Administration (RAEA) em Modern-City. Numa noite fria, a Detetive Sullivan recebe uma mensagem do Superintendente, um colega de longa data.

A mensagem diz que houve um incidente terrível ocorrido no Distrito Social de Modern-City. Este incidente interrompeu o trabalho de um edifício de processamento vital do Re.Surs (a fonte perfeita de energia).

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Este acontecimento peculiar implicará a descoberta de um criminoso extremamente perigoso que pretende usurpar, no verdadeiro sentido da palavra, a paz precária em Modern-City assim como em todo o Continente.

Obviamente, esse é um sumário do começo do jogo, mas conforme avançamos, descobrimos que as coisas não são lá como parecem. Ao longo da jornada, conseguimos dois companheiros, cada qual vindo de um background diferente, e personalidade diferente.

Reprodução: Vidygames, Samustai

Jogabilidade simples… Exceto a parte de Stealth

Em Re.Surs temos três personagens, a detetive Jessie Sulivan, o hacker Basil B e a arqueóloga Helga Hoft, cada um possui habilidades diferentes que podem ser utilizadas em combate ou em partes da exploração, para evitar obstáculos.

O arsenal começa simples, mas conforme se avança, novas armas são desbloqueadas. As armas tem em teoria, munição infinita, mas como todo jogo futurista, se você usar em excesso, a arma super aquece e você precisa esperar um período de resfriamento. Cada arma aquece em uma velocidade diferente e as mesmas podem ser trocadas com o toque de um botão. O combate do jogo em si é simples, e a progressão da maioria das fases é linear, com um puzzle de hackeamento ou outro surgindo de vez em quando.

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O problema é a etapa de Stealth, porque o jogo não fornece um indicador visual de onde é possível permanecer escondido, e onde você vai ser um alvo para os policiais. Isso irrita demais, se quer saber minha opinião… Pera, isso é uma análise, então é claro que é minha opinião. Os chefes em sua maioria, são sobre aprender o ponto fraco dele, o padrão e contra atacar. Dependendo do boss, você vai precisar ficar trocando de personagem (ou do HP dos seus personagens durante o combate), dando uma emoção.

O jogo tem um “modo easy” que não necessariamente diminui a dificuldade do jogo, mas sim começa a restaurar sua energia quando ela está abaixo de 20%. É opcional, mas ajuda bastante iniciantes, ou pessoas que não são boas no teclado… O que foi?

Eu tinha que testar a versão de PC pra saber como os controles funcionam no original, comparado com a experiência mais fluída de jogar com um joystick. Pelo menos é possível remapear as teclas no PC, ao contrário de Chipmonk!, jogo que analisamos outro dia.

Reprodução: Vidygames, Samustai

Futuro distópico

O jogo em parte tem uma estética Cyberpunk, e conta com belíssimos cenários, apesar de alguns deles não são Cyberpunk em si (a pirâmide, por exemplo), mas isso não vem ao caso. Os cenários são a parte mais bonita do jogo. Os personagens em si, usam um estilo que remete aos sprites vistos em adventures antigos, sem tantos detalhes, o que é uma pena, comparando com os cenários.

A parte sonora do jogo é satisfatória, apesar de não ser marcante. Eu queria ter algo mais pra falar, mas o fato é que eu esqueci da trilha do jogo, mas ao menos os sons do jogo são convincentes, mesmo os poucos samples de voz que há.

Reprodução: Vidygames, Samustai

Re.Comendo

Re.Surs é um jogo divertido, apesar de não parecer. Claro, tem seus problemas, mas a jogabilidade é sólida, o roteiro, apesar de um tanto previsível, é intrigante e tem uma boa ambientação e cenários. Comparando as plataformas nas quais o jogo está disponível, o Xbox é onde custa menos ao seu bolso, R$ 29,95, no Switch sai por R$ 39,25 e no PlayStation custa R$ 42,90.

Nota: 8/10

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Re.Surs está disponível para Xbox One, Xbox Series X|S, Nintendo Switch, PlayStation 4 e PlayStation 5, e esta análise foi feita com uma chave para PlayStation 4, cedida pela Samustai.

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Observer: System Redux | Cyberpunk do jeito certo https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/11/02/observer-system-redux-cyberpunk-do-jeito-certo/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/11/02/observer-system-redux-cyberpunk-do-jeito-certo/#respond Tue, 02 Nov 2021 20:22:45 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=8948 Tradição e costumes Final de outubro é uma época muito estranha pra nós pessoas que não vivemos no continente norte americano. A tradição do Halloween (o dia em que esse texto deveria sair mas este humilde servo falhou em fazê-lo então tenham paciência) é algo que conceitualmente está entranhado em nossas mentes por conta de […]

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Tradição e costumes

Final de outubro é uma época muito estranha pra nós pessoas que não vivemos no continente norte americano.

A tradição do Halloween (o dia em que esse texto deveria sair mas este humilde servo falhou em fazê-lo então tenham paciência) é algo que conceitualmente está entranhado em nossas mentes por conta de filmes e séries que demonstram tal evento.

O momento em que a decoração das casas e as pessoas estão trajados com adornos e fantasias referenciando monstros, seres e personagens do mundo do terror, com o objetivo de sair com as crianças pra catar doces pela vizinhança.

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No Brasil apesar de ter também o dia das bruxas, aqui não é um grande evento como lá fora, no máximo as pessoas fazem uma festinha particular e se vestem de alguma coisa aleatória. Quanto a parte dos doces a gente já tem o dia de São Cosme e Damião, então acho que descartaram a ideia de fazer uma segunda vez no ano.

Pra mim, Halloween sempre foi sobre consumir histórias e filmes de terror. Na minha infância era mais difícil pois eu morria de medo dessas coisas, mas dá adolescência pra cá, filmes não surtem mais esse efeito de dar medo ou deixar apreensivo, no máximo é só aquela tenção de estar esperando por um susto que você consegue ver há quilômetros vindo. Mas diferente dos filmes, os jogos funcionam de outra maneira comigo.

É como tomar banho de água fria

Talvez por que eu esteja no controle da situação, jogos de terror me deixam nervoso o suficiente pra eu simplesmente não querer jogar a metade deles.

Quando eu tomo coragem pra jogar um, as primeiras horas são sempre uma grande barreira, sem saber oque esperar ou como lidar com oque estar por vir, eu acabo demorando talvez mais que o normal pra passar de certas coisas. Mas a medida que avanço eu vou me acostumando e sentindo mais seguro de prosseguir pelo jogo, é como quando você vai tomar um banho de água fria, tu coloca a ponta dos pés pra sentir o quão gelada está, depois vem com as mãos e vai molhando os pulsos até tomar coragem pra jogar o corpo todo dentro.

Usando essa analogia, eu diria que consigo jogar qualquer coisa de terror se for em doses homeopáticas. E como estou na vibe de ter experiências novas com vídeo jogos, surgiu a oportunidade perfeita pra isso. Nossos amigos da Bloober Team, um estúdio polonês que vem produzindo experiências de terror nos últimos 5 anos como os jogos da série Layers of Fear, Blair Witch e The Medium, cederam a cópia de um de seus jogos chamado Observer.

Múltiplos lançamentos

Observer é um jogo que teve vários lançamentos, originalmente saiu em 2017 pra Xone, PS4 e PC, depois em 2019 para Nintendo Switch daí em 2020 lançaram uma nova versão do jogo para PC, PS5 e XSX/S chamado “System Redux” que seria uma remasterização do mesmo, com gráficos mais bonitos e alguns conteúdos extras, e finalmente essa versão atualizada foi portada pra geração anterior de consoles em julho de 2021, que é exatamente a versão que estou analisando.

De Replicante para Observer

Logo de cara, Observer me chamou atenção pelo seu setting futurista cyberpunk inspirado principalmente no filme Blade Runner, e como se não bastasse você ainda encarna o ator que nos entregou a maravilhosa performance como replicante e todo seu discurso de lágrimas na chuva, Rutger Hauer.

Infelizmente Rutger faleceu em 2019 aos 75 anos, e esse jogo é provavelmente uma das últimas produções audiovisuais em que ele participou, também é o primeiro e único envolvimento com vídeo games do ator.

A direção de voz do jogo mandou muito bem, a dele em específico é algo de chamar atenção até mesmo pra quem não tenha acompanhado seu trabalho.

A História

Em Observer você controla em primeira pessoa o protagonista Daniel Lazarski, um policial de meia idade que está no meio de sua ronda cotidiana quando recebe uma ligação clandestina de seu filho desaparecido.

Antes de conseguir qualquer resposta do mesmo a ligação cai, mas ele consegue rastrear o sinal pra um subúrbio barra pesada e segue em direção a esse endereço rumo ao desconhecido.

O destino é numa favela da Cracóvia, um prédio residencial de quatro andares e um subsolo. Chegando no apartamento onde seu filho supostamente estaria, você se depara com a cena de um crime. Um corpo esquartejado e decepado, impossibilitando o reconhecimento e assim inicia-se a busca de um assassino e mais informações se aquele corpo é de Adam Lazarski.

Investigação com implantes cibernéticos

E é aí que o jogo apresenta suas principais mecânicas. Não existe nenhum meio de combate em Observer, a única coisa que você faz é usar as habilidades dos implantes oculares do protagonista, você tem uma visão que detecta e identifica dispositivos eletrônicos, outra que consegue identificar padrões biológicos, vestígios de sangue, pelos e afins, e uma última que seria para enxergar em locais mais escuros.

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Você é livre pra investigar os andares do prédio, dando pra entrar em alguns apartamentos, abrir gavetas e armários no maior estilo Shenmue, invadir computadores pessoais e ler um monte de e-mails. Tem também como conversar com alguns resistentes dos apartamentos que vão te dar mais contexto de como é viver nesse mundo decadente de próteses e implantes cibernéticos.

Existe um elemento que você precisa cuidar da saúde do seu personagem tomando algumas pílulas que servem pra te manter sincronizado com seu aparelhos. Quanto mais o tempo passa mais eles começam a falhar, deixando sua visão turva e pixelada. Não sei dizer se existe uma maneira de falhar se deixar de tomar os remédios pois você sempre encontra o suficiente conforme explora os lugares

A parte de sustinho dele vem muito da ambientação, andando por corredores desolados, o jogo faz um bom trabalho em te imergir nesse ambiente, as vezes colocando sons estranhos aumentando a tenção, algumas vezes até jogando uns jumpscares pra dar aquele susto barato. Mas os melhores momentos (ou piores) que te deixam na ponta do sofá são as partes de investigação mental.

Do ponto de vista de um Observador

Daniel Lazarski não é um policial investigativo qualquer, ele é um Observer, cuja habilidade é de hackear a mente das pessoas, possibilitando vivenciar momentos de suas vidas ou até saber oque levou a causa da morte. E essas são as partes mais criativas, o jogo se desdobra pra te mostrar sequências psicodélicas e muito tensas.

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Uma hora você chega num beco sem saída e escuta um barulho vindo de traz, e quando se vira pra checar acaba se deparando com uma área totalmente diferente do que já tinha passado. Imagino que isso é uma herança de Layers of Fear, que tem esses momentos de distorcer a realidade, mas aqui a ideia de estar invadindo a mente da um contexto menos sobrenatural e mais real de como seriam duas mentes completamente diferentes se fundindo.

Do bom ao ruim

De tudo que Observer faz muito bem com a ambientação e a tensão, existe uma decisão em específico que me deixou um pouco irritado que são as partes de stealth obrigatórias. De um certo ponto até um pouco antes do final, mais nas partes de hackear a mente, vai ter uma criatura que fica no seu encalço enquanto você tenta completar um objetivo.

Imagino que os desenvolvedores queriam algo que te colocasse em perigo, e realmente, ter que me esconder de algo que eu não tenho meios de me defender me deixa com a adrenalina lá em cima. Mas no momento que você é pego não existe uma grande penalidade, você não tem nada a perder e o jogo te coloca exatamente onde você morreu meio que banalizando e deixando só chato. Pra mim são as piores partes do jogo.

Além disso, a versão desse jogo pros consoles da geração passada não são muito bem otimizadas. Muitas vezes em que estiver andando pelo prédio, o jogo fica carregando área por área e isso gera uma quantidade de lag que é um pouco desconfortável.

Se tu sai correndo pra ir de um andar pro outro então vira slideshow de tão travado que fica, então se você se incomodar com isso, é melhor jogar num bom PC ou talvez em consoles atuais.

Apesar dos pesares

No mais, eu diria que Observer System Redux é uma experiência 90% boa, com uns 10% ruim que só incomodam na hora mesmo.

A estética cyberpunk puxado pros anos 80 por mais que não seja uma ideia única, com a adição de elementos de terror e o fato da história se passar na Polônia, já dá um ar renovador para o setting.

Andar pelos corredores vazios do prédio e passar pelos momentos psicodélicos dentro da mente das pessoas já são assustadores o suficiente que adicionar um monstro que te mata se te achar só deixa o jogo um pouco cansativo no finalzinho. Ainda assim pra quem gosta de jogos de terror e com visuais diferentes do que a gente já está acostumado a ver, esse é um dos que você não pode deixar de lado.

Essa análise foi feita com uma cópia digital de PlayStation 4 gentilmente cedida pela Bloober Team.

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