Arquivos Bioshock - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/bioshock/ Um pouco de tudo na medida certa Fri, 01 May 2026 23:22:56 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Bioshock - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/bioshock/ 32 32 Mouse P.I. For Hire – FPS à moda antiga | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2026/05/01/mouse-p-i-for-hire-fps-a-moda-antiga-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2026/05/01/mouse-p-i-for-hire-fps-a-moda-antiga-analise/#respond Fri, 01 May 2026 23:22:56 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=22035 Mouse P.I For Hire é um jogo que apareceu do nada em 2023 e atraiu atenção por ser um FPS com estilo de animação “rubber rose“, aquele que é popularmente conhecido pelos desenhos da Betty Boop e pelas primeiras animações do Mickey Mouse. E talvez o rato da Disney não tenha sido usado como inspiração […]

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Mouse P.I For Hire é um jogo que apareceu do nada em 2023 e atraiu atenção por ser um FPS com estilo de animação “rubber rose“, aquele que é popularmente conhecido pelos desenhos da Betty Boop e pelas primeiras animações do Mickey Mouse.
E talvez o rato da Disney não tenha sido usado como inspiração somente pelo estilo de arte.

O que temos aqui é um FPS ao estilo clássico, como Doom e Wolfenstein, mas que mistura a jogabilidade do gênero com uma história de investigação, se passada numa versão dos anos 1930 mas num mundo de camundongos. Mas será que essa mistura inusitada de estilos faz sentido? Veremos abaixo.

Reprodução: Fumi Games / PlaySide Studios

Do que se trata Mouse P.I?

Esse é um game que fica difícil estruturar um review padrão, onde falamos da jogabilidade e depois da história em tópicos separados. Isso ocorre, porque ambos andam bem juntos, apesar de constituirem duas partes bem distintas do jogo.

No game, controlamos Jack Pepper (dublado pelo versátil Troy Baker), um ex-policial que agora é detetive bem no estilo dos filmes noir: cansado de tudo, melancólico e que narra a história pra si mesmo. Pode entender como um Max Payne com orelhas de rato.

Nessa narrativa, ele se envolve em diversos casos que se intercalam, e entre investigações e coletas de provas e evidências, o jogador vai trocar muito tiro com inimigos, que é o grosso do gameplay de Mouse P.I.

Reprodução: Fumi Games / PlaySide Studios

Tiroteio à moda antiga

Apesar de Mouse P.I ser um game de 2026, o título indie aqui tem bastante inspirações de arena shooters de outrora, como Doom, Wolfenstein e até de Serious Sam. O fato dos personagens serem de “papel” também ajuda a dar esse look retrô que somados à movimentação rápida e pelas arenas onde alguns dos tiroteios ocorre, faz com que o jogo tenha uma pegada mais ágil que cinemática, focada em fazer o jogador pensar rápido, trocar de armas quando necessário e se movimentar e pular pelo mapa à fim de evitar morrer — coisa essa que vai acontecer várias vezes mesmo para os mais experientes.

A variedade de armas é interessante. O game possui os tipos padrões de armas do gênero: pistola, shotgun e metralhadora, mas somadas a essas têm outras coisas fora da curva, como dinamite e uma arma que derrete os inimigos com uma gosma ácida.

As animações das armas são muito bem feitas, e em termos de games, é tão fluida quanto o que você vê em Cuphead (até porque os estilos de artes são similares).

Suas armas também podem ser melhoradas, mas isso tem pontos bons e ruins: por um lado, ter uma progressão que faça com que o jogador se sinta mais forte ao longo do jogo é bacana, porém o contraponto é que de início, todas as suas armas parecem pistolinhas de espoleta (até mesmo a shotgun). Assim, as primeiras horas do jogo fazem você sentir que tem algo faltando para a experiência.

Outro fator negativo no combate é a parte sonora. Todas as armas soam como bombinhas e não dão o feedback que faz com que jogos do gênero sejam populares.

Reprodução: Fumi Games / PlaySide Studios

Narrativa

Entre os tiroteios, Jack deve andar pela cidade de Mouseburg investigando alguns possíveis crimes. Tudo começa quando sua amiga jornalista, Wanda Fuller, chama Jack para investigar o sumiço de um mágico da cidade — que também é um velho parceiro de guerra de Jack — . Durante a investigação, Jack salva um político e também antigo conhecido seu, Cornelius — um ratão bem gordo — que o dá uma pista para um laboratório secreto do rato desaparecido. Lá, você encontra um bando de cultistas (!) e aí a história vai se desenrolando.

A narrativa é complexa, com diversos personagens que falam bastante. Ao encontrar provas, Jack pode voltar ao seu escritório e colá-las em um mural, onde ao juntar evidências suficientes, mais pontos de narrativa podem ser explorados.

Você, como jogador, pode explorar as áreas de Mouseburg conforme elas vão sendo desbloqueadas, mas não se intimide com a parte “detetivesca” do game; é uma narrativa onde o jogo te pega pelo braço e simplesmente te diz o próximo lugar que você deva ir. Seria interessante que o game realmente obrigasse o jogador a pensar sobre quais os próximos passos, mas nos dias de hoje, acho muito difícil que os devs levariam o game para esse lado.

Reprodução: Fumi Games / PlaySide Studios

Gráficos e trilha sonora

Você já deve ter percebido que o game é todo em preto e branco. Foi uma decisão interessante que faz com que o game tenha um estilo visual único, porém, jogar um FPS onde existem somente 3 tons na tela o tempo todo fica realmente cansativo com o passar do tempo.

Graficamente, o jogo tem um estilo simples. Os personagens são animados em 2D, com muitos frames de animação, assim como suas armas. Já os cenários são em 3D, mas em nenhum momento isso causa incômodo. Talvez a escolha do preto e branco facilite essa mescla de 3D com 2D, favorecendo bastante o visual de Mouse P.I.

Já as músicas tem um estilo obviamente inspirado no que se ouvia em 1930: muito jazz e aquele som um pouco abafado que poderia estar vindo de uma vitrola. As músicas de ação são bastante animadas, com bastante saxofone e baixo. Tem até algumas músicas um pouco fora da curva, como “Good Mouse“, que toca na vitrola dos bares:

 

Veredito

Mouse P.I For Hire é um FPS fora da curva. Não é competitivo e não chega a ser totalmente arena shooter. Ele lembra o que se fazia na época do Bioshock, com muitos elementos narrativos que permeiam todo gameplay, que não é somente focado no tiroteio. A sua narrativa é interessante e a dublagem, trilha sonora e estilo visual com base em cartoons dos anos 1930 geram uma atmosfera bem prazerosa de se experienciar.

Apesar disso, o feedback sonoro dos tiros não oferecem uma experiência perfeita, estando um pouco abaixo do que se espera do gênero.

Com mais de 14 horas de jogo e uma história realmente interessante, Mouse P.I não é um joguinho bobo só por ter estilo de arte cartoon, e é bom que jogos indies estejam cada vez mais distantes dos mesmos jogos de plataforma pixel arte de outrora.

Nota 7.0/10


Mouse P.I For Hire está disponível para PlayStation 5, Xbox Series S|X, Switch 2 e PC. Esta análise foi feita na versão de PC, com uma cópia gentilmente cedida pela PlaySide Studios.

 

Reprodução: Fumi Games / PlaySide Studios

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Os Pais mais Legais dos Vídeo Games https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/08/09/os-pais-mais-legais-dos-video-games/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/08/09/os-pais-mais-legais-dos-video-games/#comments Sun, 09 Aug 2020 22:25:15 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=4513 Hoje trago a vocês os Pais mais legais dos Vídeos Games, porque Kratos e o pobre do Joel não são as únicas referências que já pintaram no mundo dos jogos, existem outros, mas decidi selecionar apenas alguns dos que mais gosto. A ideia de listar os pais mais legais vieram ao longo do dia onde […]

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Hoje trago a vocês os Pais mais legais dos Vídeos Games, porque Kratos e o pobre do Joel não são as únicas referências que já pintaram no mundo dos jogos, existem outros, mas decidi selecionar apenas alguns dos que mais gosto.

A ideia de listar os pais mais legais vieram ao longo do dia onde vi que usaram as referências acima. Entendo que são recentes, mas os vídeo games possuem um número bem maior, sejam bons ou ruins (Né, senhor Heihachi).

Mas deixemos os ruins e foquemos nos mais legais e bonzinhos… ou quase.

MIKE HAGGAR

Os Pais mais Legais dos Vídeo Games

Mike Haggar, o então ex-prefeito de Metro City destruiu milhares de maxilares e espinhas antes mesmo de se aposentar.

Depois de ter tido sua filha Jéssica sequestrada pela gangue Mad Gear, o que foi um baita erro. Ele não pensou duas vezes e se juntou ao genro e mais um amigo ninja, e saíram pelas ruas de Metro City espancando todo vagabundo que surgisse em sua frente até resgatar sua filha.

Quando não estava lutando no Saturday Night Slam Masters, estava brincando de bonecas com sua filha. Sem dúvida é um pai que merece ser lembrado por sua bravura, coração e mãos pesadas.

Fora que a fase dele no Final Fight 3 com rabo de cavalo demostra ser aquele pai que não quer assumir a idade.

DR. LIGHT

Os Pais mais Legais dos Vídeo Games

Dr. Light é simplesmente o pai do Mega Man, afinal, pai é quem cria e sabemos que ele criou cada centímetro do androide mais famoso dos vídeo games.

Ele é um baita cientista e que revolucionou o seu universo ao introduzir robôs para uso doméstico, mas antes mesmo desse seu auge, o premio nobel no qual concorreu com teu colega Dr. Willy e ganhou foi a gota d’água para o nascimento de um dos seus maiores inimigos.

Mega Man nasceu dessa necessidade de combater as maldades do seu antigo colega e recuperar toda  sua obra corrompida. Só que Mega Man não é apenas uma arma, ele é mais do que isso para Light.

Temos aqui  quase uma versão moderna de Pinóquio nos vídeo games.

BIG DADDY

Os Pais mais Legais dos Vídeo Games

Big Daddy’s são a mais pura e crua expressão de amor paterno, apesar dela ser forçada dentro do crânio deles. literalmente. Sério.

Estamos falando de pessoas que foram condicionadas a viver exclusivamente ao proposito de proteger as Little Sister’s contra qualquer tipo de ameaça, sua vida se resume a proteção diária delas.

Perder uma Little Sister significa definhar até a morte sem um proposito.  Eu amo os Big Daddy’s, independente de serem ou não os inimigos do jogo, alias, só é inimigo se tu tentar mexer com as meninas.

Hoje sou pai e entendo um pouco melhor o conceito por de trás da figura deles, então era impossível não entrar na lista dos Pais mais Legais dos Vídeo Games.

HARRY MASON

Os Pais mais Legais dos Vídeo Games

O protagonista do primeiro Silent Hill é sem dúvida um pai que merece listar aqui.

Harry comeu o pão que o diabo amassou enquanto buscava por sua filha na misteriosa cidade, além, de ter que enfrentar as criaturas mais estranhas e inimagináveis possível.

LEIAM – 5 Jogos que Marcaram minha Infância

Desde o início ele está disposto a entregar sua vida contanto que isso garanta o bem-estar de sua filha, Cherly. Vale lembrar que Harry é o pai adotivo de Cherly, o que só nos confirma o que pai é quem cria e tá ali presente.

Gosto muito do Harry, o cara merece os louros, pois provavelmente todos nós encararíamos o desafio de resgatar nossa filha, mas deslizando a todo momento na merda que estaria escorrendo nos pés.

MARCUS FENIX

Os Pais mais Legais dos Vídeo Games

Marcus Fenix é o protagonista brucutu durão e cheio de testosterona da trilogia Gears of War.

Na trilogia original, Marcus desenvolve um relacionamento com outra personagem durona, Anya Stroud, e dessa relação nasce James Dominic Fenix,ou JD para os mais chegados, o protagonista de Gears of War 4.

Deixando isso claro, vamos ao fato de que Marcus e JD não possuem a melhor relação possível, isso por conta do falecimento de sua mãe e a maneira como Marcus lidou com isso, o que acabou afastando-o de seu filho.

Só que ao longo do quarto títulos nos podemos ver que o amor de pai ainda está lá. São todos militares, lidando com os sentimentos de uma maneira diferente, mas não menos afetuosa.

Enquanto escrevo isso, ainda não conclui a campanha de Gears 5, mas podemos dizer que apesar dos pormenores em nenhum momento Marcus deixou JD a própria sorte, exercendo o seu papel, além de estar disposto a fazer qualquer coisa pelo filho.

Também posso dizer que esse trailer de Gears of War 4 com a família reunida até hoje é um dos meus preferidos.

TAKUMA SAKAZAKI

Os Pais mais Legais dos Vídeo Games

O nosso eterno Mr. Karate é sem dúvida um pai que merece ser lembrado na data de hoje para representar o time dos jogos de luta.

Takuma por um tempo foi o lacaio de Geese Howard para proteger seus filhos Ryo e Yuri de qualquer retalhação, pois ele havia descoberto que Geese fora o responsável pelo acidente que matou sua esposa, além do fato dele ser o rei do crime em Southtown.

Ele se dispôs a quebrar seu código de honra e sair matando os inimigos de Geese só para proteger sua família. Seu código é tão forte que Ryo quase o matou durante a luta entre eles, mas não arredou o pé ou tirou a mascara  durante o combate, pois sabia que Yuri poderia ser morta.

Esse mereceu ser listado um dos Pais mais Legais dos Vídeo Games, vai. Inclusive joguem Art of Fighting.

MENÇÃO HONROSA: KAZUMA KIRYU

Os Pais mais Legais dos Vídeo Games

Yakuza foi lançado para o PlayStation 2 lá em 2005 e se tornou um dos meus jogos preferidos, e muito disso tem a ver com a relação do protagonista Kazuma Kiryu e Haruka, que nasce enquanto ele investiga o desaparecimento do amor de sua vida e que fim levou uma grana roubada.

Kiryu é um monstro da porradaria e arrebenta geral no soco e o que tiver disponível, tudo para proteger Haruka em sua jornada. Chega a dar pena do quanto ele se ferra no processo, mas sem dúvida é um pai memorável por conta do seu senso de dever.

LEIAM – Músicas Inesquecíveis dos Games

Ah, sim, no fim do game ele adota Haruka e ela se torna sua filha oficialmente, inclusive Haruka está presente em quase todos os games da franquia (Infelizmente só joguei o primeiro mas dei uma pesquisada). Ela cresce, se torna idol e até se torna mãe na vida adulta.

Sem dúvida é uma relação pai e filha que merecia ser lembrada e não podia deixar de citá-la como menção honrosa.

FELIZ DIA DOS PAIS!

Os Pais mais Legais dos Vídeo Games

É isso. espero. Espero que tenham gostado da seleção dos Pais mais Legais dos Vídeo Games, e não deixem de comentar qual outro pai dos vídeo games vocês acham que faltou eu colocar na lista, mas que não sejam os óbvios, né.

E não deixem de me seguir no twitter, vamos reclamar da vida e falar sobre jogos: @Cyber_Woo

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PREY | Traições, Memórias perdidas e Horror https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/04/29/prey-traicoes-memorias-perdidas-e-uma/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/04/29/prey-traicoes-memorias-perdidas-e-uma/#comments Mon, 29 Apr 2019 16:35:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/04/29/prey-traicoes-memorias-perdidas-e-uma/ O jogo PREY chegou ao serviço do Xbox Game Pass no dia 11 de Março (2019) para a alegria dos usuários da plataforma Xbox. É mais uma excelente adição ao catalogo que já passa dos 200 jogos e conta com títulos de peso. Bem, eu não podia deixar uma notícia como essa passar em branco, […]

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O jogo PREY chegou ao serviço do Xbox Game Pass no dia 11 de Março (2019) para a alegria dos usuários da plataforma Xbox. É mais uma excelente adição ao catalogo que já passa dos 200 jogos e conta com títulos de peso.

Bem, eu não podia deixar uma notícia como essa passar em branco, por isso, decidi falar um pouco mais da minha experiência com o jogo. Sim, eu ainda estou jogando Prey. No momento estou com mais de 27 horas de campanha – Alias, vocês podem conferir um resumo das minhas primeiras horas aqui.

Eu estou próximo do fim do jogo, pelo menos dois caminhos rumos ao final eu já completei, mas eu quero mais. Quero saber mais sobre Talos I, eu não quero ir embora tão cedo, por isso decidi focar nas missões secundárias ainda em aberto. Infelizmente em algum momento vai acabar, sinto que estou prestes a descobrir os segredos por de trás dos Typhons e a família Yu.

Agora que consegui atiçar um pouco da sua curiosidade a respeito do título, aconchegue-se na cadeira, pois irei lhes contar sobre minhas aventuras em Talos I.

Prey te leva à uma viagem repleta de reviravoltas e descobertas que realmente vai intrigar o jogador. Com uma variação grande de possibilidades de se conseguir solucionar um único objetivo, ele ainda lhe dá o direito a escolha do caminho que vai trilhar para descobrir a verdade por de trás de todo o incidente.

Podemos dizer que a verdade nesse caso está no espaço e para obtê-la você está disposto a sacrificar o que?

Escrevo essas linhas muito empolgado com os rumos da minha jogatina, ter avançado de maneira lenta e sem pressa foi uma maneira de aproveitar o que esse universo tem a oferecer. Há muito texto e áudio para se ler, algo que eu particularmente gosto muito, mas que pode ser um fator problemático para quem quer apenas sair por ai atirando em tudo o que se move.

Por exemplo: Descobri através de um TranScribe (áudio logs espalhados por todas Talos I) que um funcionário havia adquirido uma pistola dourada modificada. Para você ter uma ideia, descobri acidentalmente o áudio log desse funcionário durante um combate em que fugia de um Fantasma.

Durante o combate eu acidentalmente quebrei uma tela, para minha surpresa ela tinha um fundo falso que me levava a uma escada. Terminando de matar o Fantasma, decidi investigar. Diabos, eu fiquei curioso e decidido a obter essa arma.

Detalhes como esse me lembram muito a minha experiência com Fallout, uma vez que a Bethesda faz excelente trabalho com a franquia no quesito história (menos em Fallout 76).

Obviamente não quero desmerecer o trabalho da Arkane Studios que faz um trabalho maravilhoso, basta lembrarmos de Bioshock. No caso aqui eu só estou comparando o cuidado em estender a experiência do jogador. O mérito é aqui é todo da Arkane que conseguiu aumentar muito a experiência mesmo colocando o jogador em uma estação espacial limitada.

Claro, uma vez que você termina o jogo talvez alguns jogadores não se sintam motivados a retornar, mas creio que isso tenha muito mais a ver com a personalidade e gosto, porque há conteúdo o suficiente para retornar a Talos I. Obviamente você pode focar na história principal do jogo e reduzir drasticamente seu tempo de jogo, mas isso é algo que eu não recomendaria.

Outro ponto que merece muito destaque e acredito que seja uma das coisas que possa ter afastado algumas pessoas, é que para você progredir ou acessar algumas áreas você precisa pensar. As vezes não existe um caminho mais fácil, mas você pode dar um jeitinho e ainda sim conseguir ir por ele.

O nosso personagem Morgan Yu pode obter uma habilidade que lhe permite se transformar em objetos. Eu sei, loucura total, mas é isso mesmo, você pode se tornar em uma xícara e outros objeto se desejar. Seja para se esconder, passar sorrateiramente por locais onde há inimigos ou acessar locais que você precisaria de um cartão, mas não o tem.

Você pode usar isso a seu favor de diversas maneiras durante todo o jogo, seja para acessar áreas fechadas por qualquer brecha ou mesmo fugir dos inimigos. Mas para adquirir uma habilidade como essa tem um custo, lembram que disse no começo sobre sacrifícios, então, nem sempre o caminho mais fácil é o melhor.

Os inimigos do jogo não lá muito diversificado, possuem algumas variações entre si, como mimico e mimico superior, que é mais resistente e normalmente vem descer a porrada na gente. Por outro lado temos os fantasmas que possuem três variações e os telepatas, esses dai muito mais perigosos, pois podem controlar sobrevivente de Talos I e obrigá-los a nos atacar ou usar torretas eletrônicas e acabar com nossa raça.

Há outros além dos citados, como o Tecedor e seu ninho que é um inferno para ser derrubado.

Como eu disse, ele não diversifica muito nos inimigos, mas consegue fazer um bom trabalho com os cinco modelos de inimigos espalhados por toda Talos I.

Meu destaque vai para o typhon Poltergeist, que é um dos inimigos mais chatos de se matar, uma vez que não podem ser vistos. Quem me segue no instagram viu um dos vídeos que fiz do meu primeiro encontro com um typhon dessa espécie. Quando ele aparecer, certamente você já levou o susto.

E temos o Pesadelo, um typhon gigantesco e que te mata no primeiro vacilo que você der enquanto ele o persegue. Todas as vezes em que ele surgir, um contador vai pipocar no canto da tela dizendo que você tem 2 minutos para derrotá-lo ou fugir da criatura. Nas primeiras vezes eu tentei derrotá-lo usando algumas táticas, mas sinceramente, fugir é a melhor solução sempre. Você economizara munição e ganhará algum tempo para refrescar a cabeça.

Você sabe que eles estão em todas as partes, mais o trabalho sonoro brilhante da Arkane Studios faz com a trilha sonora consiga abraçar o jogador e deixá-los tenso a todo momento. Por exemplo: Estou lá em uma areá toda escura com a lanterna em mãos e aquele monte de painéis elétricos em curtos, quando de repente a lanterna acaba e começo a ouvir som de algo colidindo no ferro.

Eu não pensei duas vezes e sai correndo feito um louco para me afastar da areá, com receio de que o Pesadelo estivesse entrando ali.

O jogo possui um sistema de reciclagem e criação de itens e armas, assim você consegue coletar uma variedade de itens e até mesmo reciclá-los para obter componentes que possam ser utilizados na produção de armas, medkits ou neuromods (esses possibilitam aumentar suas habilidades) ao longo do jogo, lembrando que você precisa encontrar os diagramas para aprender a criá-los.

As armas variam de uma Gloo Cannon que permite a imobilização dos inimigos e criar escadas para alcançarmos áreas mais altas. No começo você pode ficar um pouco desapontado, já que espera sair matando tudo o que respira e se move, mas depois de algumas horas você entende o quão importante é essa arma.

Posso dizer que é a nossa arma principal durante todo o jogo é a chave de grifo e a Gloo Cannon secundária. Calma, não to dizendo que não utilizamos outras armas, mas certamente essas duas combinações as mais úteis durante uma boa parte do jogo. Lidar com os inimigos utilizando a shotgun é prazeroso, acredite, mas sendo uma arma tão poderosa, não vale a pena gastar muito de sua munição para lidar com parasitas menores.

Também temos uma pistola silenciosa que certamente consegue nos salvar de algumas enrascadas, mas sempre teremos o problema da munição escassa.

Prey não tem um modo certo de ser jogado e te deixa livre para explorar e solucionar os puzzles da maneira como bem quiser. Encontrou um duto e quer ver até onde ele o leva? oras, vai fundo e explore ao máximo e tente se salvar ao menor sinal de perigo. Não encontrou um caminho dentro da estação, então quem sabe você não consegue acessar um setor bloqueado pelo lado de fora.

O jogo possui essa liberdade toda, mas no fim das contas temos um RPG de tiro bastante competente e que certamente consegue cativar o jogador. Serão horas e horas de diversão para descobrir todos os mistérios escondidos por Talos I, que é um ambiente desafiador e vai cobrar habilidade para ser vencido.

Apesar do jogo ter sido lançado em 2017, ele continua sendo um título que certamente merece mais sucesso e exposição do que foi recebido em seu lançamento. Um jogo diversos conteúdo e modos recebido ao longo de 2018, como o modo arcade MOONCRASH e o multiplayer Typhon Hunter. Em breve escreverei mais sobre essas DLCs.

Vale lembrar que o jogo está disponível com localização e dublagem em português.

Prey é um jogo que merece a sua atenção e vale o seu preço. Claro, agora que ele faz parte do catalogo do Xbox Game Pass, aproveite e dê uma chance a esse excelente título da Bethesda.

*O jogo PREY foi analisado com uma chave digital fornecida pela Bethesda.*

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