Arquivos Barry Leitch - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/barry-leitch/ Um pouco de tudo na medida certa Fri, 20 Jun 2025 20:24:14 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Barry Leitch - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/barry-leitch/ 32 32 Top Racer Collection | Do Legado ao Renascimento https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/03/16/top-racer-collection-do-legado-ao-renascimento/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/03/16/top-racer-collection-do-legado-ao-renascimento/#comments Sat, 16 Mar 2024 15:54:22 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=16445 Com o lançamento da coletânea de Top Racer na semana passada, eu pensei… Por quê apenas escrever sobre a coletânea? Deus, o mundo e sua mãe já escreveram sobre ela, fizeram vídeos e fizeram a mesma referência ao Forró de Top Gear. Com isso em mente, eu decidi cometer o erro de jogar toda a […]

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Com o lançamento da coletânea de Top Racer na semana passada, eu pensei… Por quê apenas escrever sobre a coletânea? Deus, o mundo e sua mãe já escreveram sobre ela, fizeram vídeos e fizeram a mesma referência ao Forró de Top Gear.

Com isso em mente, eu decidi cometer o erro de jogar toda a série e dar uma pincelada em seus jogos, incluindo seu antecessor espiritual e que deu origem a praticamente a trilha inteira de Top Gear 1. Sem mais delongas, vamos a história e os jogos, da série Top Gear.

Reprodução: Internet

Começo Magnético

Lotus Esprit Turbo Challenge (Amiga, Amstrad CPC, Commodore 64, ZX Spectrum, Atari ST, Amiga CD32)

Curiosamente, nossa história começa no mesmo lugar onde começamos a história de Zool Redimensioned, na desenvolvedora/publisher de Sheffield, Inglaterra, Gremlin Graphics ou Gremlin Interactive (Esse foi o nome que adotaram após 1994). Desenvolvido pela dupla Shaun Southern e Andrew Morris, Lotus Esprit era pra ser meio que “mais um” jogo de corrida da Magnetic Fields.

Quando você joga Lotus Esprit, entende de onde veio a grande inspiração pra Top Gear, a tela dividida, o estilo gráfico e principalmente a trilha sonora. Apesar dos controles meio obtusos para os padrões atuais (o controle do Amiga tinha somente UM BOTÃO, então é complicado ter aceleração, freio e marchas sem se embananar todo. Jogar com a marcha automática alivia um pouco o problema), a jogabilidade de Lotus é boa, e ao jogar, percebi o por quê da série ser considerada Top Tier entre os entusiastas do Amiga.

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A trilha sonora é composta pelo escocês Barry Leitch, e contém alguns temas que são conhecidos pelo público brasileiro devido aos rearranjos dos mesmos utilizados no primeiro Top Gear.  Por exemplo, a Intro é o tema da terceira pista dos campeonatos, o tema do Stage 3 é o da última pista dos campeonatos e o Stage 4 é o tema da segunda pista. Claro, de primeira eles vão soar estranhos pra quem escutou as versões de Top Gear de trás pra frente, ver essas versões com tanto baixo que parecem ter saído do chip de Som do Mega, causa uma estranheza inicial.

Versão de Amstrad CPC – Reprodução: Internet

Em termos de outras versões: No Amiga CD32, é a mesma versão, com trilha sonora de CD, mas por algum motivo (preguiça, suponho), não há efeitos sonoros quando se joga com a trilha de CD. No Atari ST, bem… A trilha foi Atari STzada. No Commodore 64, o jogo é horroroso.

No Amstrad CPC e no ZX Spectrum é passável, apesar de algumas falhas. E a versão de Amstrad CPC é só um porte vagabundo do ZX Spectrum.

Reprodução: Internet

Um passo pra frente, um para trás

Lotus Turbo Challenge 2 (Amiga, Atari ST, Amiga CD32, Acorn Archimedes, Mega Drive)

O segundo jogo mudou a estrutura. Ao invés de ser um jogo em circuitos com voltas, como o anterior, passou a ser corrida contra o tempo com checkpoints, como OutRun. O jogo abandonou a tela dividida do single player, assim como aconteceu com Top Gear 2. O lado negativo disso, é que os outros pilotos não são seus concorrentes, mas meros obstáculos. E o jogo coloca MUITOS obstáculos na sua frente, nesse jogo tem mais obstáculos do que toda a trilogia de Top Gear do SNES combinada.

O jogo adiciona também turbos, mas eles não são como os de Top Gear, mas boosts de velocidade em algumas pistas. Em termos musicais, ele é mais fraco que seu antecessor, com as músicas das pistas sendo loopings extremamente curtos, mas a abertura e o encerramento são decentes. Assim como aconteceu com Lotus 1, o encerramento de Lotus 2 é extremamente familiar para nós brasileiros, já que ele é o icônico tema de introdução de Top Gear. Há um motivo para essas trilhas terem sido reaproveitadas em Top Gear, falaremos mais adiante disso.

Uma das coisas mais fascinantes de Lotus 2, é o fato de que ele possui crossplay entre o Amiga e o Atari ST, através da porta serial do PC, permitindo até quatro jogadores juntos. Em termos de portes, a versão de CD 32 é idêntica a do Amiga, a do Atari ST é levemente piorada (Como era de costume no mercado de computadores quando o Amiga passou a ser a plataforma high-end no mercado de jogos pra computador) e a versão de Mega, apesar do áudio de bosta, tem uma jogabilidade decente.

Reprodução: Internet

Agora tem Editor de Pistas (mais ou menos)

Lotus III: The Ultimate Challenge (Amiga, Amiga CD32, Atari ST, MS-DOS, Mega Drive)

Em 1992, o pessoal da Magnetic Fields lançou o terceiro e último jogo da série Lotus. Agindo como um híbrido entre os dois primeiros jogos (e reciclando os gráficos do segundo jogo). O grande chamariz de Lotus III era o Racing Enviroment Creation Set (RECS), um pseudo-sistema de criação de pistas. Ele não permitia criar as pistas em si, mas criar uma sequência de parâmetros para criar uma pista. Essas pistas poderiam ser corridas solo, ou com dois jogadores, e um campeonato com até nove pistas customizadas podia ser criado, meio que antecedendo o campeonato customizado presente na Top Racer Collection.

O jogador também podia escolher se prefere o estilo Time-Attack do segundo jogo, ou o modo de circuitos do primeiro jogo, dando uma variedade em como você aproveita o jogo, mas fora isso, ele não foi tão bem recebido pela imprensa quanto os outros dois jogos… O que parece ser algo comum pra terceiros jogos de franquia (Top Gear 3000, Uncharted 3, Mass Effect 3…). Uma pena, porque a jogabilidade é bem decente no Amiga.

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Originalmente, quem faria as composições pra Lotus III seria Barry Leitch, ele até chegou a compor uma das músicas, mas ele acabou sendo chamado para um trabalho na Ocean, e quem assumiu a batuta em Lotus III foi Patrick Phelan, que foi responsável pela trilha de Zoom, e comporia as músicas de Top Gear 2. E posso dizer que Pat fez um bom trabalho, já que as músicas de Lotus III são boas.

Em termos de porte, novamente, a versão de Amiga CD32 é idêntica, e a do Atari ST é levemente piorada e a do MS DOS, uma versão melhorada do Amiga. Já no Mega Drive, poderia ser considerada competente, se não fosse a versão original, já que tem muitos downgrades em relação ao Amiga.

Reprodução: Internet

Aquele Famosão no Brasil

Top Gear (SNES)

Enquanto os donos de Mega Drive tinham Super Mônaco GP e OutRun, NES tinham diversos jogos e várias outras plataformas sorriam a toa com seus jogos de corrida, o SNES tinha F-Zero e Super Mario Kart, dois jogos de corrida com seus méritos, mas nenhum sendo um jogo de corrida sem truques mirabolantes, até que a Gremlin Graphics lançou o primeiro Top Gear no SNES.

Podemos ligar o sucesso do primeiro Top Gear no Brasil a alguns fatores, todos ligados a pirataria, já que encontrar e comprar cartuchos originais de Super Nintendo no Brasil nos anos 90 era mais difícil que encontrar político honesto, ou mulher pouco exigente no Tinder. Então, cartuchos piratas em locais como a Feira de Acari, os camelôs de Madureira ou a Feira de Caxias era a solução, ou os multicarts, onde Top Gear era bastante frequente, junto com jogos como Goof Troop e o jogo cancelado do Soldado Universal (sim, outra coisa comum na pirataria, é que era possível encontrar dumps de jogos não lançados como Universal Soldier e The Shadow), e a outra solução eram máquinas de Fliperama que eram basicamente um SNES com o timer, onde fichas davam 10 ou 15 minutos de jogatina por ficha (rachas de Campeonato Brasileiro eram comuns, e foi numa máquina dessas que joguei Aladdin pela primeira vez).

Ajudou também o fato de que a jogabilidade era tão boa quanto a do primeiro Lotus, lá da Magnetic Fields, com a diferença de que o jogador poderia customizar a dificuldade, mesmo jogando no Amador, já que cada um dos quatro carros tinha status diferentes, como aceleração, consumo de gasolina, velocidade máxima e manobrabilidade (ou dirigibilidade). A alta quantidade de pistas em relação a série Lotus (aqui tínhamos 32 pistas, divididas em 8 torneios) também ajudou a longevidade. E claro, o modo para dois jogadores, que garantia corridas mais emocionantes do que jogar contra a CPU que não utiliza dos Nitros.

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A trilha sonora é uma boa surpresa acidental. Digo acidental, porque Barry Leitch foi chamado de última hora e a empresa que ele fazia parte (Imagitec Design) não tinha kits de desenvolvimento para o Super NES, então boa parte das músicas de Top Gear são rearranjos de músicas que Barry compôs pra Lotus e Lotus II (falamos disso mais acima), que foram convertidas pro chip de som do SNES por Hiroyuki Masuno. A exceção dos rearranjos é o icônico tema da primeira pista, que só de mencionar, vem a cabeça aquela versão forró… SAI DA MINHA CABEÇA!

O jogo teve uma recepção de mediana pra bom lá fora, mas como mencionei, a pirataria ajudou MUITO a popularizar Top Gear por aqui, a ponto de inúmeros hacks existirem, trocando os carros, as cores dos carros, e até mesmo colocando um seletor de pistas pro jogador jogar na ordem que quiser.

Fun Fact: Na písta de Sheffield, se encontra placas com o logotipo da Gremlin Graphics (desenvolvedora), porque é a cidade onde o estúdio se localizava, assim como nas pistas do Japão, se encontra placas com o logotipo da Kemco (publisher)

Reprodução: Internet

A continuação que também saiu pro Mega

Top Gear 2 (SNES, Mega Drive, Amiga/Amiga AGA, Amiga CD32)

Um ano depois, chegou a continuação de Top Gear. Dessa vez, assim como aconteceu com Lotus III, Barry Leitch foi substituído nas composições, e mais uma vez, por Patrick Phelan. E assim como aconteceu em Lotus II, saiu a tela dividida no single player, já que a Gremlin Graphics tinha mais experiência com o hardware do SNES. E o resultado foi levemente divisivo.

Por um lado, os gráficos tiveram uma melhora, apesar de serem aproveitados de Lotus II, e o número de pistas aumentou. Só que ele é menos “Amigável” que seu antecessor, tornando sua masterização algo mais complicado que no primeiro jogo. E voltando aos positivos, agora é possível fazer upgrades no carro, com o dinheiro obtido nas provas, o que é necessário para o gerenciamento de combustível nas provas mais longas, já que não há pitstops como no primeiro jogo.

Você tem um sistema de danos nos carros (não visível, mas indicado no diagrama do carro) e caso sofra muito dano, seu carro rodará com facilidade. Porém, em contrapartida, não há mais a escolha de carros com status diferentes, o que era uma pena.

Aqui a trilha sonora continua tão boa quanto a do primeiro jogo, apesar de não ser tão chiclete (ou talvez isso seja viés meu, já que da trilogia do SNES, ele é meu menos favorito).

Versão de Amiga AGA – Reprodução: Internet

Os Portes de Top Gear 2

Uma das razões pelas quais eu não curti tanto o Top Gear 2 foi devido ao desastroso porte de Mega Drive, cujo único ponto positivo é a taxa de frames, que é mais suave do que sua versão de SNES (Blast Processing YAY), e o fato de não ter o sistema de combustível, pois de resto é um jogo bem medíocre na melhor das hipóteses.

Felizmente as versões de Amiga e Amiga CD 32 são portes do SNES e são bem feitas, apesar de que jogar no Joystick de Amiga é meio furada porque você precisa apertar a barra de espaço do teclado pra usar o turbo. Existem duas versões do Amiga, a pro Amiga regular e a Amiga AGA que possui cores melhores. A versão de Amiga CD 32 tem a vantagem do controle, mas ela parece ligeiramente mais lenta do que a versão do Amiga, e os arranjos de CD são bem bunda mole.

No Mega Drive e no Amiga, infelizmente você precisa escolher entre música e efeitos sonoros, no CD 32, não. E eu vou dizer aqui… Eu me diverti jogando Top Gear 2 no Amiga, nunca pensei que fosse usar diversão e Top Gear 2 numa mesma frase. Quem diria.

Reprodução: Internet

Uma paradinha na Pirataria (Aka Omega Brazil 97)

Se você viveu nos anos 90, certamente deve ter ouvido falar do Twin Eagles Group, conhecido por suas bootleg hacks de International Super Star Soccer (E do Deluxe), como Campeonato Brasileiro, Futebol Brasileiro 96, Ronaldinho Soccer 97 e 98, Ligeirinho (Sonic 4) e ganharam fama internacional graças a redescoberta do Mundial Ronaldinho Soccer de N64 (HA HA HA HA RONALDINHO SAUCER).

E uma de suas criações, foi um hack de Top Gear 2, intitulado Omega Brazil ’97. Aqui, foram adicionadas duas telas de intro, e a dificuldade foi levemente aumentada. O Sprite do carro foi modificado pra lembrar o Chevrolet Ômega, possivelmente o modelo de 1997 (daí o título).

Os adversários, ao menos alguns deles, foram renomeados para pilotos brasileiros da stock car (acho). Vale a curiosidade, o dump da rom circula pela internet há anos.

Reprodução: Internet

De volta para o futuro

Top Gear 3000 (SNES)

Depois de flertar com outros consoles, Top Gear voltava a sua casa para o último jogo da franquia no SNES. E seria o primeiro a não ser chamado de Top Racer no Japão. Enquanto que Top Gear 1 e 2 foram Top Racer 1 e 2 na terra do Sol Nascente, Top Gear 3000 ganhou o fodástico título de “The Planet’s Champ: TG3000”.Um idiota faria pergunta: “Onde estão os títulos do 3 ao 2998?”. Mas enfim, a Gremlin resolveu refinar a fórmula de Top Gear 2, e deu um toque futurista a mesma. Ainda que os carros continuem com quatro rodas.

Os pitstops estão de volta… Mais ou menos, com o uso de esteiras para reabastecimento, lembrando o F-Zero, mas não somente isso, você pode reparar os danos ao seu carro em esteiras azuis, tornando a prova em alguns momentos, algo mais estratégico. O por quê eu citei estratégias? Simples, graças ao uso do chip DSP-4, que permitia o jogo dividir as pistas com múltiplos caminhos, algumas pistas possuem as esteiras de reparo num caminho e o reabastecimento em outra. Mas não é somente isso que temos de novidade e futurístico, já que há power-ups diferentes, como um sistema de pulos, teletransporte, e atração magnética.

O hilário de Top Gear 3000, é que o chip especial (DSP-4) não impediu o jogo de ser pirateado a rodo, mas meio que impediu a emulação do jogo a princípio, houve uma época que não dava pra emular, e depois, somente o Zsnes (sim, o infame Zsnes) era capaz de emular o jogo. Hoje em dia, até o celular da sua avó consegue rodar o jogo de boa.

Em termos de controles, apesar das adições, o 3000 é um híbrido com as melhorias de Top Gear 2 e a jogabilidade mais arcade do primeiro jogo. E a trilha é bem menos dependente de baixos, como no jogo anterior.

É um jogo que recomendo, apesar de que por alguma razão, fizeram gaslight nos jogadores brasileiros que preferem o 2 a ele. Vai entender, é tipo esse pessoal que jura que Marvel Super Heroes: War of the Gems de SNES é bom.

Depois do SNES

Após Top Gear 3000, a Gremlin e a Kemco seguiram caminhos separados, e outras desenvolvedoras assumiram a batuta da série Top Gear. Preparem-se, porque vamos falar rapidamente sobre cada título.

Reprodução: Internet

NINTENDO 64, OH MY GOD!

Top Gear Rally (N64, PC)

A estreia no N64 até foi elogiada pela imprensa. Desenvolvido pela Boss Game Studios, eu particularmente lembro de ter curtido um pouco o jogo, apesar de estar abaixo do padrão Top Gear de qualidade. Por alguma razão, entretanto, quando fui jogar no emulador, o jogo parecia menos… Impressionante. A dirigibilidade parece escorregadia.

Esse foi o segundo (e último) jogo com Barry Leitch nas composições… Bem, e até mesmo isso foi tirado dele, já que na versão de PC (intitulada Boss Rally), as músicas em sua maioria, são de uma banda chamada Dragline… Ótimo nome de banda, excelente pra procurar no Google.

Enfim, Boss Rally foi severamente criticado, especialmente comparado com outros títulos da época, e talvez a recepção positiva de Top Gear Rally tenha sido pela falta de títulos do gênero.

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Top Gear Overdrive (N64)

E dessa vez, a Kemco tirou os ralis e voltaram as provas de corrida normais, com Top Gear Overdrive. Saía de campo o Boss Game Studios, entrou em campo o Snowblind Studios. E o trabalho final… É comparável ao Road Rash 3D do PS1.

É competente, mas a sensação de velocidade não é das melhores. A trilha sonora foi a primeira licenciada no N64, com a banda Grindstone, e apesar de não conhecer a banda e continuar não querendo conhecer a banda, a compressão utilizada pra um cartucho de N64 é competente.

Curiosidade que ninguém pediu: A banda recebeu 4000 dólares pelo trabalho.

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Top Gear Rally 2 (N64)

A continuação de Top Gear Rally chegaria em 1999, com outro estúdio, o Saffire. E por incrível que pareça, o jogo é mais na pegada de rally real, ao invés da papagaiada que vemos em jogos mais arcade… É um jogo decente, mas não recomendo jogar em emulador, pelo menos não se você usa teclado, porque num teclado, o direcional do 64 é mais sensível que usuário do Tumblr e jornalista de jogos americano.

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Top Gear Hyper Bike (N64)

Ok, dá pra entender Top Gear Rally, ainda são carros, mas… MOTOS? O que caralhos? Enfim, usando a engine de Overdrive, o Snowblind Studios se arrisca nesse joguinho de Motocross e Motos em geral. Como ponto positivo, o jogo tem um criador de pistas próprio. Eu queria ter jogado com mais afinco, mas a emulação gráfica deixa as pistas bizarras no Mupen64, como todo emulador de 64.

A Era de Top Gear que ninguém Liga

Em consoles, apenas mais dois jogos da série seriam lançados, um deles ainda pode ser comprado hoje em dia, o outro, está preso no PS2.

Reprodução: Internet

Top Gear: Dare Devil (PS2)

Dare Devil não deveria ser chamado de Top Gear. Desenvolvido pelo Papaya Studio, ele sequer é um jogo de corrida, é um jogo de missões em mundo semiaberto, com gráficos até decentes pra época que foi lançado (final de 2000), mas a dirigibilidade e a física são cagadas. E NÃO TEM CORRIDA! Como você não me coloca CORRIDA NA PORRA DE UM TOP GEAR!

Reprodução: Internet

Top Gear: RPM Tuning/Midnight Outlaw: Six Hours to Sun Up (PS2/Xbox/PC)

Tecnicamente, esse é o Top Gear mais recente que você pode adquirir, ainda que não sob o nome Top Gear. Desenvolvido pelo estúdio francês Babylon Software (boa sorte tentando encontrar ALGUMA COISA) deles, RPM Tuning é, sem cerimônias, o Need for Speed da Shopee. Se bem que temos jogos piores nessa categoria, mas me refiro a somente a esse artigo aqui.

Ele tem uma historinha que poderia ser muito bem um roteiro descartado de algum NFS, pelo amor de cristo. Se você não lembra desse jogo, tudo bem, a versão com a marca Top Gear só saiu pra Xbox, e a de PS2 ficou na europa sob o título RPM Tuning. Não que você tenha perdido algo de valor. Mas aceito essa bomba de presente no Steam porque eu não dou valor a minha vida.

E com essa triste nota, fechamos a parte de Top Gear em consoles, porque a série passou pelos portáteis também.

Reprodução: Internet

Portabilidade vantajosa

Top Gear Pocket (Game Boy Color)

Desenvolvido pela Vision Works (quem?), Top Gear Pocket é um competente jogo de corrida pro Game Boy Color, mas que poderia ser ótimo se não fosse a sensação de velocidade que é inexistente. Recomendo com ressalvas.

Reprodução: Internet

Top Gear Pocket 2 (Game Boy Color)

Nada como uma continuação para melhorar o que deu certo. Top Gear Pocket 2 corrige a velocidade do anterior, sendo um jogo de corrida excelente pra um portátil com hardware (na época) ancestral (lembre-se que o GBC não é muito mais avançado que o GB original, de 1989).

Altamente recomendado. Boa jogabilidade, bons gráficos, boa sensação de velocidade.

Reprodução: Internet

Top Gear: Especia (Game Boy Advance)

Esse aqui é um título que tecnicamente não seria um Top Gear, mas usa da marca no ocidente. No Japão ele é um título licenciado da categoria que hoje é a Super GT. Utilizando-se de circuitos japoneses, pra um título do início da vida do GBA, ele tem até bons gráficos, mas a jogabilidade é meh. E diabos, a písta de Suzuka parece levar 3 anos pra dar uma volta.

Sei que um carro de GT não é um F1, mas caramba. A Wikipédia diz que foi desenvolvido pela Kemco, mas no jogo tem também o logo da Vision Works, então dá pra dizer que é deles.

Reprodução: Internet

Top Gear Rally (Game Boy Advance)

Esse aqui é GOAT. Desenvolvido pela Tantalus, o jogo usa das capacidades 3D do GBA pros modelos dos carros (diferente dos sprites pré-renderizados de outros jogos) e cenários pré-renderizados espertos. A jogabilidade é boa, depois que você se acostuma com os controles. Recomendadíssimo.

Reprodução: Internet

Top Gear Downforce (Nintendo DS, cancelado/rebatizado)

Primeiramente, esse jogo não vale a pena. Tanto que tecnicamente a Kemco cancelou o lançamento ocidental de Top Gear Downforce, e no Japão o jogo saiu como parte da série Simple DS, jogos de baixo orçamento.

Anos depois, ele chegaria no ocidente sob a alcunha de Super Speed Machines. É um jogo de corrida Top Down bem vagabundo. Não é o pior do DS, mas passe longe desse aqui.

Reprodução: Evercade (Youtube)

Um Intervalo antes do relançamento…

Antes da Qubyte relançar os três primeiros jogos na compilação Top Racer Collection, a PIKO Interactive relançou os dois primeiros jogos, com seus nomes japoneses, em coletâneas para o Evercade (Um console de cartuchos pra jogos retrô que utiliza emulação e cartuchos proprietários), inclusive desconfio de que a razão para qual o terceiro jogo não saiu no Evercade porque seu nome japonês não era Top Racer 3000.

Infelizmente sou pobre demais pra comprar um Evercade, porque tem umas paradas legais lá… Porém, divago.

Após o anúncio que deixou Americanos com cara de “Cuma?” e alegrou a nação brasileira, tivemos uma longa espera pela Top Racer Collection, incluindo aí um adiamento em cima da hora, de Janeiro de 2024 para Março de 2024… Mas, o que a Top Racer Collection traz a mesa? (Isso não faz o menor sentido em português, mas agora já escrevi).

Reprodução: Internet

O poder da Conveniência

A Top Racer Collection traz Top Racer, Top Racer 2, Top Racer 3000 e o inédito Top Racer Crossroads, mas esse não é o ponto principal. Tecnicamente você pode jogar Top Gear via emulação, mas o que a coletânea faz, é deixar tudo arrumadinho e conveniente, e pra alguém acostumado a jogar em consoles, é uma opção, eu prefiro jogar na frente da minha TV, do que grudado em meu notebook.

Reprodução: Internet

Mais Opções e Online

A compilação não simplesmente coloca os jogos num menu bonitinho e diz: Pronto, joga. Tecnicamente você pode fazer isso, mas o jogo oferece extras, como Campeonato Customizado, onde você escolhe quatro pistas do jogo em questão, um carro e vai lá filhão.

Caso você seja fã de Time Trials, o jogo possui isso, uma tabela para você disputar com seus amigos. E caso você tenha amigos, pode jogar ONLINE. Em qualquer um dos quatro jogos, e mesmo em campeonatos customizados.

Reprodução: Internet

Top Racer Crossroads

Top Racer Crossroads é, sem papas na língua, uma romhack oficial do Top Gear/Racer original, com novos carros. Cada um desses carros referencia um outro jogo clássico de corrida, como o Uno da Firma (de Horizon Chase), o Ferrari Testarossa (de OutRun), com direito ao casal no carro, o Lamborghini Diablo (de Lamborghini American Challenge), e tenho quase certeza de que o carro azul referencia algum Need for Speed, mas posso estar enganado.

Reprodução: Internet

Se vale a pena?

Se você tem um PlayStation 4 ou 5, espere uma promoção, devido aos preços que nossa querida $ony coloca nos jogos no Brasil. Caso sua plataforma seja outra, Top Racer Collection é uma boa pedida. Tem online, um valor razoável, a emulação é decente e um dos troféus colocou aquela música maldita na minha cabeça.

A Top Racer Collection está disponível para PC, PlayStation 4, PlayStation 5, Nintendo Switch, Xbox One e Xbox Series X|S.

Reprodução: Internet

O que aconteceu com as produtoras?

Seção extra por onde pergunto ao Milton Neves* que fim levaram as produtoras dos jogos anteriores da série;

*O Arquivos do Woo informa que nosso redator não perguntou ao Milton Neves, isso se trata de uma ilusão após dias trabalhando nesse texto.

Reprodução: Internet

Magnetic Fields

O último jogo da dev de Lotus Turbo Challenge foi Mobil 1 Rally Championship, em 1999. Os programadores da MF abriram um novo estúdio para se dedicar a jogos de corrida, Eugenicy no ano seguinte, mas fecharam antes mesmo de produzir algo.

Reprodução: Internet

Gremlin Graphics/Gremlin Interactive

A publisher de Lotus e desenvolvedora da trilogia do SNES foi adquirida pela Infogrames (atual Atari), em 1999, e foi renomeada Infogrames Studios, fechando em 2003, com seus últimos jogos sendo as conversões para Gamecube de Superman: Shadow of Apokolips e Micro Machines, que saíram no ano anterior para PS2 e Xbox.

Ex-funcionários da Gremlin criaram a Sumo Digital, que continua na ativa até hoje, e o catálogo da Gremlin está nas mãos da Urbanscan, empresa criada por um dos fundadores da Gremlin.

Reprodução: Internet

Kemco

A publisher de Top Gear passou por um período ruim no meio dos anos 2000, mas voltou a ativa nos anos 2010, publicando RPG’s e visual novels, tanto no mercado mobile quanto no de consoles.

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Boss Game Studios

O último jogo desenvolvido pela criadora de Top Gear Rally foi Stunt Racer 64 em 2000, e eles haviam conseguido a licença para desenvolver pro Xbox, mas não conseguiram uma publisher, fechando as portas em 2002.

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Snowblind Studios

O estúdio de Top Gear Overdrive e Hyper Bike continuou na ativa por um bom tempo, inclusive sendo responsáveis por Baldur’s Gate: Dark Alliance (clássico) e Justice League Heroes (que usa a mesma engine, e é divertido IMO). Após Lord of the Rings: War in the North, o estúdio se fundiu a Monolith Productions, e seu último jogo foi Middle-Earth: Shadow of War. No momento, a Monolith Productions está trabalhando no jogo da Mulher Maravilha.

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Saffire

A Saffire tinha alguns jogos interessantes no portfólio, como o James Bond 007 de Game Boy, e a expansão de Starcraft: Brood War. Porém, alguns jogos medíocres, como o da Xena do N64. A empresa fechou as portas em 2007, tendo seu último jogo, Thunderbirds (baseado no filme live action) sendo lançado em 2004. Cryptid Hunter, para PS3, seria seu próximo jogo, mas foi cancelado com o fim da empresa.

Reprodução: Internet

Papaya Studio

A criadora de Top Gear: Dare Devil fez alguns jogos que eu particularmente curti (os de Ben 10 são sólidos, Alien Force e Ultimate Force valem a pena uma jogatina casual), mas seu último jogo foi um Smash Bros da Cartoon Network, Cartoon Network: Punch Time Explosion foi lançado pra 3DS em 2011 e PS3/360/Wii em 2012, antes deles fecharem as portas em 2013.

Reprodução: Internet

Babylon Software

Encontrar informações sobre a Babylon Software é difícil por causa da ferramenta de tradução, mas o que se sabe é que Top Gear: RPM Tuning foi o último jogo produzido por eles.

Reprodução: Internet

Vision Works

Não se tem muita informação sobre a Vision Works, mas pelo site oficial deles, não tem… Nada. Creio que o último jogo deles tenha sido Boulder Dash EX, do GBA, posso estar errado.

Reprodução: Internet

Tantalus Interactive

Das companhias que se envolveram com algum Top Gear, a Tantalus é talvez a que esteja mais ou menos em melhor estado, tendo trabalhado recentemente em jogos como o Zelda: Skyward Sword de Switch, a versão de Switch de Sonic Mania, e as versões definitivas de Age of Empires 2 e 3.

E eu não sei como terminar esse artigo, porque caramba, são MUITAS PALAVRAS. 9 páginas falando de joguinho de corrida véi. E parafraseando meu amigo Dunkel Gotik: Joguem Top Ge… Top Racer 3000.

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HORIZON CHASE TURBO | SENNA PARA SEMPRE https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/10/23/horizon-chase-turbo-senna-para-sempre/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/10/23/horizon-chase-turbo-senna-para-sempre/#respond Sat, 23 Oct 2021 08:00:48 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=8738 Homenagem à Lenda Lançado em 2018, Horizon Chase Turbo é a versão para consoles do jogo de 2015 lançado para mobile. Feito pela empresa brasileira Aquiris Game Studio, temos uma grande homenagem aos jogos de corrida dos anos 1990, como Top Gear, OutRun e Super Monaco GP. Temos análise do jogo base e de todas […]

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Homenagem à Lenda

Lançado em 2018, Horizon Chase Turbo é a versão para consoles do jogo de 2015 lançado para mobile. Feito pela empresa brasileira Aquiris Game Studio, temos uma grande homenagem aos jogos de corrida dos anos 1990, como Top Gear, OutRun e Super Monaco GP.

Temos análise do jogo base e de todas as DLCs lançadas até agora, que você pode ler nos links abaixo:

LEIAM – Horizon Chase Turbo | A verdadeira continuação de Top Gear

Dessa vez, o novo conteúdo é focado no brasileiro tricampeão de Fórmula 1, Ayrton Senna. O lançamento também comemora os 30 anos do tricampeonato de Senna pela categoria, sendo essa uma ótima forma de homenagear o ídolo dos domingos dos brasileiros que viveram os anos 80.

Novos modos de jogo

Como nas outras DLCs lançadas anteriormente, Senna Para Sempre traz uma nova opção no menu de Campanhas, divida em dois novos modos: Carreira e Campeonato Mundial.

No Modo Carreira, temos seis capítulos que remetem a pontos específicos da trajetória de Senna, começando em 1984 em um carro que representa a equipe Toleman, indo até o título de 1991 pela McLaren.

LEIAM – Horizon Chase Summer Vibes | Impressões da DLC de verão

Já o modo Campeonato Mundial possui três torneios divididos em dificuldades, totalizando 27 corridas, onde o jogador pode escolher qualquer piloto e carro representado nessa DLC.

É importante notar que somente Senna tem seu nome representado oficialmente no jogo. Já outros pilotos e equipes até possuem nomes e cores parecidos, porém não são licenciados.

Jogabilidade e dificuldade

As duas grandes novidades na jogabilidade são a câmera de dentro do carro — abordada mais à frente — e as estratégias de corrida, que substituem os itens do modo World Tour.

Na DLC do Senna, em todas as corridas o jogador deve escolher entre três “estratégias”:

  • Pneus aprimorados: melhoram a tração/controle do carro, mas gasta mais combustível;
  • Aerodinâmica avançada: Mais velocidade, porém com menos controle do carro;
  • Combustível especial: Mais combustível e um Nitro a mais, com uma pequena e quase imperceptível queda de aceleração.

Por outro lado, quase nada muda em relação ao jogo base em termos de controles. Inclusive, pela dificuldade apresentada já na primeira corrida do Modo Carreira, é perceptível que o DLC foi nivelado para aqueles que já terminaram a campanha principal do jogo base.

Estou sem jogar o game há dois anos e senti que a IA do jogo estava bem acima do esperado para uma primeira corrida.

Isso é estranho, pois o jogo está sendo relançado em versão física com o Ayrton Senna na capa, o que dá a impressão de que o conteúdo dessa DLC é o pacote principal.

Porém, a forma que o game se apresenta dá a entender que é necessário se aprimorar nas campanhas básicas antes de se aventurar nas corridas de Fórmula 1.

Aprimoramentos

SENNA PARA SEMPREDe acordo com o changelog da versão 2.0 do game (a última tinha sido a 1.24), além do DLC, também foram feitas correções de bugs.

Nenhum foi especificado, porém ainda notei um pequeno erro durante a minha primeira corrida, onde uma indicação na tela informando sobre a nova câmera de dentro do cockpit não mostrava o botão a qual essa função estava mapeada.

LEIAM – Maratona Sonic: Sonic Rivals 2 (PSP)

No fim, descobri que por já ter alterado os controles anteriormente, a nova função não foi mapeada a botão nenhum, deixando o jogo sem saber o que mostrar.

Não é nada demais, só uma pequena curiosidade que a AQUIRIS pode corrigir facilmente se quiser.

E falando sobre esse novo modo de câmera, temos talvez uma grande referência aos jogos de Fórmula 1 da época, principalmente a Ayrton Senna’s Super Monaco GP II, jogo em que o piloto não só emprestou seu nome, como também ajudou com informações técnicas e até mesmo emprestou sua voz.

A visão de dentro do cockpit dá outra perspectiva — literal e figurativamente — ao jogo, pois as manobras exigem maior reflexo, já que o campo de visão do jogador é bem menor.

Não somente isso, mas Senna também fala alguma de suas frases famosas durante a corrida, enquanto que os pilotos de outros times têm também suas próprias frases.

Conclusão

SENNA PARA SEMPRE

A DLC Ayrton Senna Para Sempre de Horizon Chase Turbo realmente faz os olhos dos fãs de corrida brilharem.

Existe um verdadeiro esmero nos desenvolvedores para que o trabalho recebesse aprovação do Instituto Ayrton Senna, que também recebe uma parcela do valor para cada compra do game ou do DLC atualmente.

Como pequena crítica, é interessante notar que o compositor Barry Leitch não fez novas músicas para esse conteúdo. Seria interessante um acordo para que houvesse uma versão do Tema da Vitória usado pela Globo ou qualquer outra coisa nova.

Além disso, seria interessante algumas melhorias de Quality of Life, como mostrar no mini mapa a localização das moedas em cada pista. Quem sabe essas coisas venham em um futuro conteúdo novo.

O jogo base com o DLC é um ótimo investimento, e ele está sempre bem barato em todas as lojas de PC e console, além de ter uma versão física bem bonita vendida no varejo.

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Essa análise foi feita com base na versão para PlayStation 4, com uma chave cedida pela distribuidora do game.

SENNA PARA SEMPRE

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É difícil falar de Horizon Chase Turbo sem puxar-saco, principalmente para nós aqui do Arquivos do Woo.

Já fizemos dois reviews bem completos sobre o game — que você pode ler aqui e aqui — e quando achávamos que nada mais poderia ser dito para esse sucessor de Top Gear, a produtora brasileira Aquiris nos traz esse conteúdo adicional chamado Summer Vibes, bem no clima pro calorão de fim de ano.

Vibrações veraneias

Horizon Chase Summer Vibes

O conteúdo, apesar de divulgado como um pacote e ter dado a impressão de que era um conteúdo maior, na verdade contém 12 novos circuitos, mas com estética baseada em outras fases já disponíveis na campanha, que foram redesenhadas para aumentar o desafio.

Além disso, foi adicionado um novo carro, Breeze, que ganha novas skins conforme você progride nas novas corridas.

Essas pistas, por sua vez, não são desafio fácil e mesmo eu que destrinchei o jogo na época do lançamento tive certa dificuldade para progredir nas novas curvas que o DLC oferece.

LEIAM – Horizon Chase Turbo | A verdadeira continuação de Top Gear

Outro detalhe que vale a menção é a mudança no piloto: ao invés do piloto comum que aparece durante as outras corridas, aqui temos uma variação maior, com mulheres, personagens de outras etnias e sexualidade dirigindo o novo carro. Inclusive, duas das novas skins possuem uma bandeira arco-íris em seu design.

Conclusão

Horizon Chase Summer Vibes

Com novos percursos e um novo carro, a Horizon Chase Summer Vibes mostra que a produtora não quer deixar a peteca do game cair.

Depois de sair de graça para assinantes da PSN plus, Horizon Chase Turbo continua no imaginário coletivo dos que procuram jogos de corrida arcade, com ótimos controles e variedade de conteúdo.

Caso não tenha jogado ainda, saiba que o game está disponível para todas as plataformas atuais. Corra no sol, no frio, na chuva e na neve com carros que vão desde uma Ferrari genérica até um Uno com escada e aproveite tudo que esse jogo brasileiro nos oferece.

A DLC Horizon Chase Summer Vibes foi analisada com um código fornecido pela Aquiris

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Já falamos anteriormente tudo sobre a versão do jogo feita para PS4 em nosso review, que você pode ler nesse link aqui. Mas agora vamos apontar às novidades que chegaram recentemente a versão atualizada do jogo, feita para os consoles Nintendo Switch e Xbox One.

O principal destaque é o novíssimo modo Playground, um tipo de desafio onde diversas corridas com “gimmicks” diferenciadas vão aparecendo e sendo atualizada constantemente pelos desenvolvedores.

Na época do lançamento, existiam duas corridas Time Trial — uma espelhada e outra com mudanças climáticas — e três corridas com alterações variadas (turbos infinitos, sem HUD, etc). Enquanto esse modo continuar sendo atualizado, a diversão será infinita, até porque os seus recordes continuam sendo enviados para os placares de líderes.

Além disso, foram adicionadas novas cores para os carros já existentes, além de carangas novas e bizarras, como o incrível UNO COM ESCADA DA FIRMA, uma adição incrível pra brasileiros mas que não deve fazer sentido algum para os gringos. Inclusive uma das características do jogo — desde a versão para mobile — era essas referências populares que nem todo mundo consegue pegar de cara, como o carro do não-Batman e o carro “underground” Walker-X, uma referência dupla a Need for Speed e Velozes & Furiosos.

Além disso, o modo multiplayer local continua excelente, sem frame caindo mesmo com 3 ou 4 jogadores, um diferencial gigantesco para esse tipo de jogo, principalmente no portátil da Nintendo.

Infelizmente porém, continuamos sem multiplayer online em nenhuma plataforma. Uma escolha esquisita da Aquiris, visto que o gênero é perfeito pra jogar online enquanto se conversa com os amigos.


Horizon Chase Turbo está disponível agora para todas as plataformas e é uma recomendação fortíssima para todos os nostálgicos com Top Gear e amantes de corridas arcade de modo geral.

Abaixo vocês podem conferir o review em vídeo da versão de PlayStation 4:

 

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A ORIGEM

Ah, Top Gear… um clássico da infância de 11 em cada 10 brasileiros. Muito me assustou quando descobri, durante o show do Vídeo Game Live, que a série é completamente desconhecida em territórios como EUA e Europa (nesse último talvez menos).

Lançado como “Top Racer” no Japão em 1992, Top Gear era uma versão adaptada da série Lotus Challenge, que teve versões para o Amiga e Mega Drive, produzida TALVEZ pela própria Gremlin Graphics (que é creditada na tela título) e publicado pela japonesa Kemco.

Eu disse “talvez” porque tenho uma teoria um pouco diferente. A única razão de Top Gear existir da forma que é — e não como um port completo de um jogo da série Lotus — seria a falta de licença da marca de carros em questão.

LEIAM – FINAL FIGHT 3 | Porrada comendo solta no Super Nintendo

Porém, é sabido que Lotus Turbo Challenge 2 foi portado para o Mega Drive em 1991, apenas um ano antes do lançamento de Top Gear com seus carros genéricos.

Será que eles perderam mesmo a licença? E por que o jogo seria publicado por uma empresa JAPONESA e não pela própria Gremlin, como foi feito com as outras versões?

Pra mim o que aconteceu foi o seguinte: a Gremlin licenciou os assets e design do jogo (incluindo as músicas) e a Kemco fez in-house uma “versão” própria, mas sem os carros da Lotus, resultando assim no que conhecemos como Top Gear.

Isso explicaria o motivo de não termos uma versão do Lotus pro SNES mas termos suas músicas no jogo em si. Lógico que tudo isso é especulação minha.

A RELAÇÃO COM HORIZON CHASE

Horizon Chase Turbo

Nem vou entrar no mérito de explicar o quão popular o jogo de SNES foi/é no Brasil.

Apesar de não ser tecnicamente impressionante — ele usa as mesmas técnicas de design do Enduro de Atari –, Top Gear tinha um desafio competitivo, controles bem ajustados e músicas bem acima da média, com BPM superior a maioria das músicas mais “lentas” que eram vistas até então naquela primeira fase do SNES, com exceção de F-Zero, que por coincidência também era um ótimo jogo do mesmo gênero.

Talvez por isso (e por estar em todas as locadoras e fitas piratas do país) o jogo tenha se tornado tão popular, sendo cultuado até hoje pelos brasileiros, fenômeno totalmente alienígena pros gringos, que têm como referência muito mais o OutRun da Sega.

Evidentemente que esses brasileiros cresceram e alguns se tornaram desenvolvedores de jogos, o que foi o caso do pessoal da Aquiris, que usou como inspiração o jogo de OutRun da SEGA para criar este maravilhoso Horizon Chase Turbo.

O JOGO EM SI

Horizon Chase Turbo

Horizon Chase foi lançado para celulares Android e iOS em 2015, custando aproximadamente R$10,00, e eu lembro desse exato valor pois foi o primeiro jogo mobile que eu gastei dinheiro real e juro nunca ter me arrependido.

Mesmo com controles de touch, a jogabilidade mantinha-se precisa e não necessitava internet para funcionar, algo raro há 3 anos e muito mais hoje em dia. Lembro de ter demorado umas 2 semanas jogando com frequência até conseguir completar todos os desafios do jogo.

Desafios esses que não se limitam a ganhar as corridas, mas fazê-lo ao mesmo tempo que pega todas as moedas azuis da pista. Caso não deixe faltar nenhuma e ainda consiga a primeira colocação, será premiado com um selo “PRO” (chamado de Super Troféu na versão atual para consoles e PC). É um desafio opcional que dava ao jogador pouco além de um carro extra legal no final, mas que por só aparecer depois de completar tudo, acabava perdendo o sentido.

Pra acabar com esse problema, a Aquiris criou um outro modo além do World Tour, o Arcade, que funciona exatamente como em Top Gear: quatro corridas por país, sem necessidade de pegar as moedas para completar. Além disso existem os Challenges que como o nome já diz, são desafios opcionais que aí sim, vão testar os limites da sua habilidade E paciência.

É bom lembrar que todos esses modos podem ser jogados com 1 até 4 jogadores, facilitando a aquisição dos troféus e sendo também uma ótima opção de jogo para aquele momento de ócio com os amigos em casa.

Eu mesmo joguei quase quatro horas de Horizon Chase Turbo durante um fim de semana!

Tá tudo gravadinho lá no Horo Joga.

EVOLUÇÃO

Horizon Chase Turbo

É notório que muita coisa mudou desde o lançamento do original. As pistas e carros possuem mais detalhes, mas mantendo o visual low poly do original.

Existem mais carros, fases, músicas, etc. Aliás, é importante notar que a trilha do jogo foi feita pelo mesmo compositor da série Lotus (e por tabela, Top Gear): Barry Leitch.

Ele manteve a qualidade das suas trilhas antigas, criando temas bastante marcantes para esse jogo, incluindo também alguns rearranjos das músicas clássicas do SNEs, é muito gostoso jogar um jogo novo com a trilha de algo antigo como Top Gear.

A jogabilidade de Horizon Chase Turbo é tão boa quanto no celular. Foi implementado um botão de freio, não presente no original, onde você automaticamente freava quando soltava o acelerador. Agora existe uma diferença entre deixar o carro “na banguela” e realmente frear, e o jogo leva isso em consideração.

A colisão entre os carros é infelizmente o maior problema. O jogo não trata da mesma forma quando você bate em um carro e quando um carro te bate. Se você der um simples toque na traseira de outro corredor, seu veículo para bruscamente, enquanto que uma pancada na sua traseira não te joga pra frente na mesma intensidade. Leis básicas da física, galera!

Apesar do problema, muitas mudanças foram feitas para melhorar a qualidade de vida do jogador.

Quando sua gasolina está para acabar, o mapa da pista mostra os pontos do percurso onde existem itens de gasosa (que substituem os pit-stops do Top Gear), além disso também foi adicionada uma notificação na tela para quando todas as moedas da fase são pegas, coisa que incrivelmente não existia no original.

O mapa mundi do jogo também recebeu uns retoques, mostrando agora uma visão mais distante com o planeta Terra. É bonitinho, mesmo sendo inútil.

CONCLUSÃO

Horizon Chase Turbo

Horizon Chase Turbo tem em sua atenção aos detalhes o maior de seus méritos.

Toda a apresentação e qualidade mostra que os três anos de produção da versão de consoles/PC foram bem usados, com melhorias que poderiam ser usadas pra justificar um número “2” no título, já que é praticamente um jogo novo, tamanhas as mudanças feitas pra trazê-lo para telas maiores.

Essa qualidade e apreço foram o que tornaram esse lançamento um dos melhores jogos feitos no Brasil até hoje. Eu espero sinceramente que a Aquiris e outros estúdios possam trabalhar em mais jogos e que atinjam esse nível de excelência. Estão de parabéns demais.

Horizon Chase foi analisado com uma cópia do jogo…. fornecida pela Sony! Olha só, quem diria!

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