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Blazing Strike é um daqueles jogos de luta que vai direto ao ponto, pois você sabe que está comprando um jogo de luta inspirado pelos clássicos dos anos 90, como Street Fighter e King of Fighters. Tudo nele deixa isso bem evidente, principalmente quando você começa a jogá-lo pela primeira vez.

Em sua essência, é um jogo de luta que mistura nostalgia com elementos modernos para entregar uma experiência desafiante para qualquer jogador, mas o que mais impressiona é que ele foi quase todo desenvolvido por uma única pessoa, então isso em um primeiro momento salta aos olhos.

Agora, sem mais delongas, vamos conferir o que nos aguardar em Blazing Strike!

Créditos: Aksys Games/ RareBreed Makes Games | Capturado no  Modo portátil

O Estilo Retrô que Funciona

A primeira coisa que você vai perceber ao começar Blazing Strike é que ele vai direto ao ponto, mostrando que sabe a que veio. Desde o menu inicial até a tela de seleção de personagens, o jogo é uma carta de amor aos jogos de luta dos anos 90.

A arte em pixel é cheia de detalhes e com personagens bem desenhados, remetendo imediatamente a jogos como Street Fighter Alpha e King of Fighters 98. O que acabando nos pescando rapidamente, principalmente aqueles que sentem uma falta danada de jogos 2D.

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Essa estética retrô é complementada por animações suaves e um design de personagens que faz você se sentir imerso em um jogo de luta clássico. O que é muito gratificante, diga-se de passagem. Por outro lado, você percebe que a qualidade visual se perde quando estamos jogando no modo portátil.

Jogando no modo docked os gráficos estão bem melhores devido a resolução de 1080p, enquanto na versão portátil os gráficos ficam um pouco mais suaves, e isso fica ligeiramente evidente. Nada que comprometa a experiência geral.

Blazing Strike
Créditos: Aksys Games/ RareBreed Makes Games | Capturado no  Modo portátil

Combate Acessível

O que mais brilha em Blazing Strike é, sem dúvida, sua jogabilidade. O jogo adota o estilo 2D clássico de luta, onde o foco está no tempo, na execução dos combos e no controle das distâncias. Onde cada personagem tem seu próprio conjunto de movimentos, especialidades e golpes únicos, o que garante variedade e desafios em cada uma das lutas que você vai encarar.

A jogabilidade é extremamente fluida. Os golpes são rápidos e responsivos, e o jogo evita ficar preso a animações de golpes longas, o que permite uma experiência mais dinâmica. O movimento também é preciso e oferece uma curva de aprendizado que recompensa a prática, pois cada botão de ataque tem uma função clara, e a execução de combos especiais se tornam mais gratificante à medida que você domina as mecânicas do jogo. Muitos desses combos depende de um botão com a função de Rush Trigger, em que você pode correr para frente e conectar combos como quiser ou se afastar rapidamente e evitar levar porrada.

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Essa Rush Trigger funciona como estamina e lembra bastante a barra de SF6,  pois também tem o seu custo, pois caso a esgote, o seu personagem fica tonto no meio da batalha e a mercê do adversário. O que e impressionante ver como funciona bem o seu conceito, afinal, você pode montar o tipo de combo que quiser em quanto durar a barra.

Outro grande acertos é a dinâmica de super movimentos (os famosos super moves ou desperation moves se você é das antigas). Eles são divertidos de assistir e de executar, com animações que lembram os jogos de luta da época de ouro dos arcades, então se você gosta de sentir aquele gostinho de vitória após acertar um combo complicado ou um super que finaliza a luta, vai gostar.

Para aqueles que jogam de maneira mais competitiva, o jogo oferece um sistema de controle de tempo e gestão de barra de energia que permite ao jogador se adaptar a cada confronto, com estratégias baseadas em como você lida com seus recursos durante a luta.

Blazing Strike
Créditos: Aksys Games/ RareBreed Makes Games | Capturado no  Modo portátil

Variedade

Blazing Strike se destaca também pela seleção de personagens que vai desde os tradicionais lutadores mais rápidos e ágeis até os mais pesados e poderosos, permitindo que você escolha um personagem que se encaixe com seu estilo de jogo. São lutadores com habilidades distintas, o que proporciona uma sensação de frescor a cada combate.

Você tem um pouco de tudo: do lutador equilibrado que é bom em todas as áreas, ao personagem mais técnico, que exige mais habilidade e tempo para executar os combos da maneira mais eficaz. Essa variedade é importante porque, ao jogar com diferentes personagens, você se sente constantemente inclinado a aprender novas táticas e adaptá-las ao seu estilo de jogo.

O jogo conta  ao todo com 13 lutadores e mais dois que são desbloqueados posteriormente, embora não seja um número grande, ele consegue oferecer uma boa variedade de personagens. Isso faz com que você passe algum tempo tentando aperfeiçoar cada um deles para explorar ao máximo o potencial de luta que possuem.

Uma pena que o modo história seja um pouco mais restrito nesse sentido, alternando bem pouco entre eles a medida que vamos avançado na trama e sendo bem chato de assistir em função da maneira como é contatado a trama, em quadrinhos que demoram muito para avançar, apesar de ser possível pular: Ou tu junta paciência e vê até o final ou você pula tudo para ir diretor para o combate.

Blazing Strike
Créditos: Aksys Games/ RareBreed Makes Games | Capturado no Modo Docked

Pixel Art com Detalhes

Embora a estética em pixel art seja algo que muitos esperam em jogos de luta retro, o que Blazing Strike faz de maneira excepcional é a atenção aos detalhes. Não é apenas uma recriação simples do estilo dos anos 90; é uma homenagem com personalidade.

Cada personagem possui animações incrivelmente fluidas e detalhadas, mesmo que ainda mantenha aquele charme do pixel art. A sensação de impacto quando você acerta um golpe especial é muito satisfatória visualmente, com efeitos que destacam o movimento de forma prazerosa de se ver.

Os cenários são bem vivos e igualmente cativantes, onde cada arena de luta tem sua própria vibe, com fundos bem detalhados e dinâmicos que ajudam a criar uma atmosfera imersiva. As cores vibrantes são complementadas por efeitos de luz que dão vida a cada luta, tornando o jogo visualmente agradável.

Tudo isso embalado por uma trilha sonora que é realmente muito boa de se ouvir, e que permite você investir algumas boas horas de trocação de soco.

Blazing Strike
Créditos: Aksys Games/ RareBreed Makes Games | Capturado no Modo Docked

Uma curva de aprendizado elevada

Uma das  características de Blazing Strike é a forma como ele equilibra a dificuldade. Para os iniciantes, o jogo oferece um ritmo mais tranquilo e controles intuitivos, permitindo que qualquer um possa pegar o controle e começar a se divertir imediatamente. Mas, conforme você se aprofunda, vai perceber que Blazing Strike não é um jogo fácil como parece.

Os combates contra IA são desafiadores e exigem que você aprenda os padrões dos adversários e saiba quando atacar ou se defender. É imprescindível você investir algum tempo no treino para conhecer o personagem e aprender algumas de suas técnicas, para depois ir para o modo história ou mesmo partidas online. Claro, é possível acessar a lista de comandos durante a partida, mas certamente é mais viável passar um tempo no modo de treino para dominar os comandos.

Para os iniciantes, essa curva de aprendizado pode ser um tanto desafiadora, já que o jogo não oferece muitas explicações claras sobre como realizar os combos e utilizar as mecânicas mais avançadas. Outro ponto negativo está no conforto de controle, pois o layout e o tamanho dos Joy-Cons podem tornar os comandos mais difíceis de executar com precisão, tornando a experiência menos confortável, especialmente para jogadores mais experientes.

Eu optei por utilizar de um outro controle mais próximo da experiência que tenho com o controle do Xbox Series S, e isso me permitiu aproveitar muito mais o jogo.

Créditos: Aksys Games/ RareBreed Makes Games | Capturado no  Modo Docked

O modo online

Em um jogo de luta, o confronto contra outros jogadores é o que realmente determina a longevidade do título, e infelizmente não consegui encontrar lutas onlines durante as minhas tentativas, o que achei curioso, pois Blazing Strike não desaponta nesse aspecto, ele utiliza do rollback netcode, que é uma técnica que ajuda a reduzir a latência e a suavizar a jogabilidade em partidas online, especialmente em jogos de luta, onde a precisão e o tempo de reação são de suma importância.

O jogo também oferece um sistema de ranking que permite comparar seu progresso com o de outros jogadores ao redor do mundo. Isso adiciona um fator de replay significativo, já que sempre haverá alguém para desafiar, seja em modo local ou online.

Um outro aspecto legal do jogo está nos cenários e a maneira como os personagem interagem com o ambiente de cada um deles, como desertos onde moinhos de ventos pode puxá-lo para o meio, ou em prisões, onde os telespectadores podem segurá-lo caso você se aproxime demais do canto, e você pode usar isso a seu favor durante os embates.

Créditos: Aksys Games/ RareBreed Makes Games | Capturado no Modo Docked

Conclusão

Em resumo, Blazing Strike é um jogo de luta moderno que traz o melhor dos clássicos, o que o torna acessível e interessante até mesmo para o publico mais jovem. Sua jogabilidade precisa e seus gráficos impressionantes fazem dele uma excelente escolha para qualquer fã de jogos de luta. Ele é desafiador, mas nunca frustrante, com uma curva de aprendizado gradual que recompensa a prática.

Se você ama jogos de luta no estilo retrô e está em busca de uma experiência nova, Blazing Strike pode ser essa opção. Ele oferece diversão para novatos e veteranos ao entregar uma variedade de personagens interessante para criar o seu próprio universo e ainda ter um modo multiplayer que dá uma longa vida ao jogo, com desafios constantes e competições acirradas.

Obviamente que não está isento de problemas, como os comandos serem quase os mesmos para todos os personagens, principalmente os especiais, o que acaba oferecendo pouca variação. Isso pode ser interessante para quem joga apenas casualmente, mas os veteranos podem até torcer um pouco o nariz ou acaba enjoando rapidamente.

No fim, Blazing Strike é um verdadeiro tributo aos jogos de luta clássicos, mas com uma personalidade própria. Se você gosta de um bom combate, vale a pena dar atenção ao titulo.

Nota: 8/10

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Blazing Strike está disponível para Nintendo Switch, PlayStation 5, PlayStation 4 e PC. Esta análise foi feita com uma chave digital de Nintendo Switch, cedida gentilmente pela Aksys Games

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Glam’s Incredible Run: Escape from Dukha | Dukha fica antes ou depois de Sepetiba? https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/04/11/glams-incredible-run-escape-from-dukha-dukha-fica-antes-ou-depois-de-sepetiba/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/04/11/glams-incredible-run-escape-from-dukha-dukha-fica-antes-ou-depois-de-sepetiba/#respond Mon, 11 Apr 2022 14:33:35 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=10635 No comecinho desse mês de abril, saiu a demo do shooter baseado em Dragon Maid. Sim, Dragon Maid tem um bullet hell baseado no jogo, que saiu agora no fim de Março, mas só lá no Japão. Felizmente o jogo tem em inglês (mesmo se você comprar na PSN/eShop japonesa) e a Aksys Games confirmou […]

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No comecinho desse mês de abril, saiu a demo do shooter baseado em Dragon Maid. Sim, Dragon Maid tem um bullet hell baseado no jogo, que saiu agora no fim de Março, mas só lá no Japão. Felizmente o jogo tem em inglês (mesmo se você comprar na PSN/eShop japonesa) e a Aksys Games confirmou o lançamento ocidental pro inverno brasileiro. Eu testei a demo, e me parece ser um bullet hell decente, só que eu ainda não consegui determinar onde fica a hitbox das meninas.

A demo tem uma fase, e o sistema de tag que tem (alternando entre a Tohru, a Kanna e a Elma) me lembra um pouco Cotton Boomerang (aguarde em breve matéria sobre a série Cotton, em preparação pra Cotton Fantasy), as três meninas tem estilo de tiro diferente e enquanto estão em stand-by, recuperam um pouco do life, essencial pra passar pelas barreiras de tiro.

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Mas bem, sem mais delongas, vamos ao que interessa: No ano passado, a desenvolvedora Three Legged Egg lançou no Steam o jogo Glam, um platformer de precisão ultra difícil. E agora, em Abril de 2022, a Red Art Games lança o jogo para PS4 e Xbox One, sob o título: Glam’s Incredible Run: Escape from Dukha.

Será que o jogo vale a pena seu tempo? Confira conosco.

Reprodução/ Red Art Games

Vamos resgatar Mamãe, que foi presa pela bruxa

No papel de Glam, uma menina que parece ter saída de um vídeo de aeróbica dos anos 80, precisamos resgatar nossa mãe, que está presa no reino de Caterina. Uma bruxa maligna a prendeu para evitar que Glam e sua mãe unissem seus poderes…

Mas que poderes são esses? O de conjurar um balde de McFlurry? O de conseguir 90% de desconto em toda loja que entra? O de conseguir ler 3 livros de 300 páginas em um dia só? Não se sabe, nada foi dito sobre esses poderes e nada mais é dito no jogo… Eu acho.

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A página do Steam não diz nada, tampouco a página na loja da Red Art Games, cujo texto foi copiado do Steam.

No geral, não importa tanto, e eu só queria fazer graça com algo. Se funcionou ou não, sei lá. Parece que estou digitando essas palavras só pra alongar um texto ou algo do tipo.

Reprodução/ Red Art Games

Se exige precisão de mim, jogo, espero precisão vinda de você

Vamos falar sobre os positivos num geral. A sensação de passar de um trecho difícil é bem bacana, mas acho que isso é algo inerente a jogos difíceis, como Super Meat Boy, Celeste ou qualquer souls-like. E a estrutura do jogo, de fases curtas, com coletáveis extras que fogem da rota mais rápida, é sempre bem vinda. Mas até aí, isso também já foi feito em jogos como League of Evil e a romhack celeste.smc (que é uma romhack de Super Mario World com as mecânicas de Celeste).

Ou seja, as melhores coisas do jogo, são coisas que jogos mais competentes também possuem, então vamos ao resto.

Primeiro, o design de fases não é nada que não tenhamos visto em outros jogos difíceis. As fases começam simples, e conforme vamos avançando, novos gimmicks vão sendo adicionados, temos a utilização de 3 botões, um pra pulo, um pro grappling hook, que a Glam utiliza dos cabelos, e um para agarrar certas paredes.

Com wall jumps a sua disposição, mais os gimmicks apresentados, o jogo tinha tudo para ser uma experiência decente de um platforming difícil, na qual a satisfação da vitória suplanta o estresse de diversas mortes, mas não é o que acontece aqui.

O principal problema, que é o que coloca tudo a perder, é o quão falha é a detecção de colisão. Muitas superfícies são cobertas por espinhos, só que a hitbox de Glam (ou do espinho), é maior do que aparenta ser, muitos trechos aparentam ser impossíveis porque você não sabe se morreu por causa de um erro seu ou do jogo.

Jogos como Celeste por exemplo, possuem o mesmo tipo de desafio, com áreas cheias de espinhos, mas como o sprite da Madeleine lá é pequeno, você sabe como manter o controle, e se morreu, foi por erro seu, e não porque a hitbox do jogo te ferrou.

E o sistema de gancho do jogo, que usualmente é algo que gosto, mesmo aqui ele é um tanto falho, porque a mira dele é automática e ela nem sempre acerta o lugar ideal, além de muitas vezes, mesmo a distância sendo o suficiente para ativar a mira, ela não aparece, causando mortes bobas.

Eu havia dito anteriormente, que o design das fases é passável, não é nada que outros platformers de precisão já não tenham feito, mas o fato é que as falhas de hitbox, aliada com o design, deixa a experiência frustrante. O jogo pede precisão de mim, o que é difícil, quando o jogo tem falhas que impedem isso. Uma coisa é eu ser horrível em platformers, outra é morrer porque o jogo não me dá a precisão que ele mesmo pede.

Glam Incredible Run
Reprodução/ Red Art Games

Pelo menos você pode customizar a aparência

Olhando a página do jogo no Steam, uma das reclamações do jogo é que ele só tinha uma música. Talvez atualizações tenham consertado isso, mas aqui o jogo possui algumas musicas que vão se alternando após alguns loops. Não são músicas ruins, mas também não são nada memoráveis.

Os cenários do jogo até que são bem feitos, mas como posso dizer… Graficamente o jogo num geral tem uma aura de basicão. Não são horríveis, mas tem muitos outros bem mais memoráveis, enquanto Glam fica bem no meio da estrada. Mas, como positivo, você pode customizar a aparência da Glam nas opções. Não é grandes coisas, mas pelo menos é algo.

Glam Incredible Run
Reprodução/ Red Art Games

Conclusão: Onde diabos fica Dukha?

Será que fica antes ou depois de Sepetiba? Porque parece um daqueles nomes de bairros do Rio de Janeiro que ficam lá depois de Campo Grande, tipo Inhoaíba, Cosmos, e o escambau. Não me surpreenderia se abrisse o mapa da cidade e visse que realmente existe um bairro chamado Dukha. Agora, sobre o jogo…

Ele poderia ter sido um platformer de precisão mediano, com gráficos passáveis, mas o fato é que a colisão horrível e os controles não tão precisos acabam afetando a experiência final.O máximo que posso dizer, é que a versão de PC custa menos de 7 reais. Não recomendo.

Glam’s Incredible Run: Escape from Dukha está disponível para Playstation 4 e Xbox One, além da versão original de PC. 


Esta análise foi feita no PlayStation 4 com uma cópia digital do game gentilmente cedida pela Red Art Games.

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