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Em 1983, houve um “crash” na indústria gamística. A indústria estagnou por 3 motivos: havia vários consoles nas lojas (12, pra ser mais exato) e a diferença gráfica entre eles era mínima, os controles eram pouco precisos ou costumavam quebrar facilmente e não havia uma Assistência Técnica Especializada na época. A falta de criatividade das produtoras em fazer jogos diferentes, a maioria eram apenas clones um dos outros pela falta de direitos autorais naquela época.

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Isso fez com que várias empresas como a Mattel, Coleco e outras menos conhecidas quebrassem no seu departamento gamístico e nunca mais fossem uma potência novamente. A Coleco ainda chegou a fabricar alguns computadores mas ela nunca mais foi a mesma. A Atari foi a única que sobreviveu mas também nunca fez nada memorável até que ela decidiu parar de fazer hardware.

Mas essa história todos já conhecem. O que estou para comentar aqui foi outro “crash” que aconteceu na história mas não foi tão forte e abalador quanto o de 1983, mas afetou as pequenas produtoras e chegou a afetar um pouco o futuro das grandes.

Reprodução: Internet

O ANO DE 1996

O ano: 1996. Pouca gente prestou atenção nisso porque estavam todos loucos pra jogar o Nintendo 64 que acabara de sair, ou estavam comentando sobre o leitor de “farinha” do PlayStation que quebrava facilmente ou do Sega Saturn que havia sido lançado mas não estava superando as expectativas da Sega.

Enquanto esses 3 consoles estavam “bombando” na mídia, exatos 10 consoles/add-ons estavam sendo descontinuados: Sega CD, Sega 32X, TurboGrafx 16/PC Engine, Turbo Duo/PC Engine CD, 3DO, Atari Jaguar, Atari Jaguar CD, Philips CD-i, Virtual Boy e o Apple Pippin (esse no comecinho de 1997).

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Até o fim da década de 1990, era comum ver uma ou outra empresa grande em outro departamento apostar na indústria gamística mas quase sempre essa ideia não dava certo – ainda mais depois que a Nintendo trouxe os direitos autorais e conseguia segurar a maioria dos jogos exclusivos de outras empresas em seus consoles até 1996.

A verdade é que empresas como a Atari perderam a força porque não conseguiram se adaptar ao novo mercado multimilionário e tiveram que reformular seus planos, que nesse caso seria ao invés de produzir hardware passar a fabricar software para os consoles das outras empresas.

Reprodução: Internet

GRANDES IDEIAS

Grandes ideias, como a 3DO Company de Trip Hawkins falharam quase que completamente mesmo com apoio de grandes empresas como LG, Matsushita (Panasonic), AT&T, Time Warner e Electronic Arts. No começo as empresas até acharam legal a cobrança de apenas 3 dólares para poder lançar um jogo no console, mas como o alto preço inicial do console e a falta de variedade de títulos no lançamento acuminou na decadência rápida do console.

A ideia de Trip não era criar um novo console, mas sim criar um padrão como a JVC havia feito com o Vídeo Cassete: qualquer empresa pagava um pequeno royalty para a 3DO Company e poderia fabricá-lo – mas a ideia falhou porque haviam muitas empresas envolvidas com o 3DO e a royalty era paga a todas elas, o que deixava o preço um pouco fora do alcance do público. Isso também fez com que muitas publicadoras ficassem longe do console.

O Philips CD-i, por exemplo, que nasceu no desenvolvimento do SNES CD que estava sendo produzido pela Sony mas a Nintendo acabou chamando também a Philips para desenvolver um. Isso irritou a Sony que largou o seu projeto e fez o PlayStation e a Philips também largaria o seu e transformaria no CD-i que falhou por investir em quase que sua maioria jogos FMV (que estavam em “alta” na época) mas tinha controles péssimos e pouca variedade de jogos no fim das contas.

Reprodução: Internet

O MARKETING

O marketing também era uma coisa importante na época, e foi o que acabou com a credibilidade da Atari. O seu console Atari Jaguar foi vendido como um aparelho de “64-bits” por conter 2 processadores de 32-bits de pequena potência dentro do console mas devido ao tamanho pífio do cartucho (apenas 32mbit) isso acabou gerando vários jogos com gráficos que eram pouco melhores do que um Mega Drive/Super Nintendo, quem diria confrontar com um Sega Saturn por exemplo.

Então ela pensou que lançar um add-on de CD resolveria, e novamente não resolveu. O seu hardware era fraco, defasado e o add-on morreu pouco menos de 1 ano depois que foi lançado com pouquíssimas unidades vendidas.

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Nem mesmo a Nintendo escapou. O Virtual Boy é conhecido mundialmente como uma das maiores falhas da indústria. O projeto era pretensioso durante seu desenvolvimento mas acabou esbarrado numa limitação de 2 cores (vermelha e preta) para baratear o custo do hardware e acuminou em apenas 17 jogos desenvolvimentos para a plataforma em pouco mais de 1 ano.

Quem acompanhava as notícias na época podia ver que haviam mais de 100 jogos anunciados para ele e todos foram cancelados de uma hora pra outra depois do seu lançamento.

A verdade é que a indústria amadureceu em 1996. Não era apenas lançar “qualquer coisa” e fazer um marketing bonitinho que faria com que os jogadores comprassem seu console. Em 1996, a internet já estava engatinhando e o que não faltavam eram revistas com reviews dos jogos – coisa que não havia em 1984 quando aconteceu o primeiro Crash. Você podia conhecer o jogo antes mesmo de comprá-lo, nem que fosse apenas por imagens e opiniões de outros jogadores.

Reprodução: Internet

NO FIM DAS CONTAS

A Sega se deu mal fora do Japão: embora no Mega Drive a situação fosse contrária, no Saturn ela apostou contra a maré da indústria e colocou um hardware mais potente para o 2D e muito complexo de se programar e depois de pouco mais de 1 ano as empresas começaram a correr do console e apenas no Japão a produção ficou a mesma – é tanto que o Saturn lá foi descontinuado apenas em 2000, enquanto no resto do mundo foi em 1998 com pouquíssimos lançamentos naquele ano.

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A Nintendo também sofreu por se “opor” a tendência da indústria: seu novo console foi atrasado por 1 ano e saiu em 1996 usando cartuchos que eram caros de fabricar e acabavam por ter cortes no áudio e CGs em quase todos os jogos, raras foram as exceções como Resident Evil 2. Isso fez com que a maioria das grandes empresas como Squaresoft, Enix, Capcom, Konami, entre outras, lançassem poucos ou nenhum jogos na plataforma e migrassem seus projetos para o PlayStation.

Na 5ª Geração de Consoles, a Sony foi a grande vencedora porque o seu console era barato, tinha um hardware bom e fácil de programar, utilizava CDs, com o cartão de memória você podia salvar os jogos e jogar na casa dos seus amigos (valido para todos os jogos) e o seu controle até hoje é considerado por muitos o melhor controle já criado da história.

A verdade é que esse “crash” de 1996 ensinou as empresas uma coisa: não adianta ir contra a indústria se a sua ideia não é melhor do que as concorrentes e não adianta se fechar apenas para o seu nicho de jogadores, o foco deve ser sempre a maior fatia do mercado se quiser ser a empresa que dita as tendências e ela quiser permanecer no topo.

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PO’ed: Definitive Edition | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/05/23/poed-definitive-edition-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/05/23/poed-definitive-edition-analise/#comments Thu, 23 May 2024 22:27:22 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=16905 Falar sobre a preservação dos jogos antigos tem sido um tema cada vez mais recorrente nos dias atuais, e muito disso porque centenas de jogos provavelmente nunca cheguem aos consoles modernos, seja por conta do seu conteúdo considerado problemático para o jovem moderno com problemas emocionais e que não aceita ser contrariado ou mesmo pela […]

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Falar sobre a preservação dos jogos antigos tem sido um tema cada vez mais recorrente nos dias atuais, e muito disso porque centenas de jogos provavelmente nunca cheguem aos consoles modernos, seja por conta do seu conteúdo considerado problemático para o jovem moderno com problemas emocionais e que não aceita ser contrariado ou mesmo pela falta de apelo dos consumidores, que cada vez mais estão envolvido com jogos multiplayer online.

E quando falamos de preservação de jogos, estamos falando de títulos que as muitas vezes não são tão bons, mas se queremos preservar a sua história, então nada mais justo de também dar o devido cuidado. Por esse motivo, ver PO’ed ganhando uma edição definitiva pelas mãos da Nightdive é surpreendente.

Estamos falando de um jogo que foi publicado originalmente para o console 3DO em 1993, e que tentava fugir ao que estava sendo feito com DOOM entre outros FPS famosos, com a diferença de que PO’ed buscava ser mais uma sátira a tudo aquilo que havíamos vistos em nos jogos bem sucedidos.

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Agora com o titulo lançado nos consoles modernos, enfim temos uma oportunidade de entender um pouco da visão que a Any Channel tinha para o seu FPS na época. Podemos dizer que era um projeto ambicioso se nos basearmos nas faltas do presidente Brian Yen do estúdio em comunicado para imprensa de 1995:

“Jogos desse gênero se tornaram muito previsíveis”, disse o presidente da Any Channel, Brian Yen. “Com o PO’ed, jogamos a convenção ao vento e criamos algo que ninguém nunca viu antes.”

Bem, convido-os a pegarem suas frigideiras e se juntarem a mim e a Ox, o cozinheiro, na luta contra os alienígenas bizarros e descobrirmos se convenções realmente foram atiradas ao vento.

PO'ed
Créditos: Nightdive

Uma frigideira e um sonho

PO’ed inicialmente se parece como qualquer outro jogo do gênero de sua época, exceto que os ambientes são muito mais espaçosos e recheado de inimigos rápidos e que se lançam contra você, enquanto tentamos nos defender usando apenas uma frigideira inicial. No caso aqui nos defenderemos de horas de inimigos que são bizarros, para dizer o mínimo.

Ainda sobre os inimigos, achei curioso que um determinado, depois de abatido também serve como energia para recuperar a nossa barra de vida. Indo um pouco além dos drinks de energia que estão espalhados pela fase para serem coletados.

É um conceito interessante se formos parar para pensar, afinal, é um cozinheiro. Quem melhor do que ele para descarnar uma criatura e usar de alimento?

Se nesse aspecto o jogo me agradou, um outro me incomodou. Eu senti que os inimigos são um pouco esponjas de dano. Apesar de pegarmos um cutelo ainda no começo, o que é basicamente o revolver inicial do jogo, achei que seu dano é quase ridículo e você gasta muito tempo investindo contra um único inimigo enquanto fica zanzando para lá e para cá tentando evitar levar dano, o que vai matando um pouco do humor do jogo. E inimigos não faltam, sendo inclusive destacado por um contador de inimigos mortos em cada fase e quanto deles você deixou vivo ao fechar a fase.

Também temos um Jetpack que é realmente o diferencial do jogo que nos permite sobrevoar dentro das fases para qualquer direção e alcançar plataformas mais distantes, e ouso dizer que é uma experiência e tanto.

PO'ed
Créditos: Nightdive

Extraindo o que dá

Estou jogando PO’ed em um Nintendo Switch Oled e visualmente ele está muito bonito dentro do que é possível fazer com um jogo clássico como esse. Ele é bem fluido e não senti grande diferença enquanto jogava no modo dock ou no modo portátil, com ambos os modo extraindo a melhor experiência possível que este jogo pode oferecer no aspecto visual.

Como o local conta com espaços abertos para serem explorados e claramente pensados para o uso do Jetpack, mesmo em alta velocidade o jogo se mantém com uma taxa de frame estável. Um trabalho notável realizado pela Nightdive, que vai além do visual e nos proporciona uma taxa de frame estável em 60fps e uma nitidez de vários elementos.

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Agora sendo um pouco mais direto em termos de comparação. Estamos habituado ao formato consolidado por DOOM e QUAKE clássico, então usar um Jetpack para explorar as fases e ainda conseguir ter uma visão em 3D do cenário do alto é bem divertido. Só peca por levarmos algum tempo para o pegar, mas assim que o adquire a experiência melhora consideravelmente, pois saltar entre as plataformas é um tanto frustrante – Infelizmente em o level design de algumas fases é de arrancar os cabelos. Mas Planar e atingir os inimigos do alto, ah, isso é muito prazeroso, com toda a certeza.

PO'ed
Créditos: Nightdive

Uma dificuldade noventista

PO’ed também vai um pouco além da frigideira e cutelo, nos disponibilizando um lança míssil guiado, onde podemos alternar a visão para a do projetil e assim direcioná-lo ao alvo, no melhor estilo Nikita de Metal Gear Solid, um lança-chamas e uma broca mais a frente do jogo.

Visto que na dificuldade normal você terá um desafio relativamente alto (para aqueles não habituado ao gênero) com vários inimigos lançando projeteis ao mesmo tempo, muitos deles em posições que você sequer consegue vê-los, mas  eles sim. O que auxilia é que o personagem pode equipar uma sandálias e isso vai deixá-lo rápido e até melhorar na questão de impulsionar e facilitar na hora de desviar de projeteis, mas também o tornando um pouco difícil de controlá-lo.

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Não tenho ideia de como eram os controles no original, mas aqui, os controles são bons e respondem de forma precisa, e aprender a controlar Ox correndo feito um doido varrido é apenas uma questão de tempo. Esses detalhes são pontos que contribuem para a melhoria do gameplay. Quanto a dificuldade, nessa edição definitiva conta com uma nova dificuldade caso você sinta que ele seja fácil o suficiente para você.

Inicialmente você estará andando de pé descalços como John McClane por cenários espaçosos e levando danos a torto e a direito e causando muita dor a criaturas em formato de bunda, mulheres que parecem frango assado e outras criaturas bizarras e flatulentas.

Créditos: Nightdive

Conclusão

PO’ed: Definitive Edition talvez não seja um jogo que muitos lembrem ou mesmo cogitassem vê-lo ser remasterizado em algum momento, mas devido a sua história e até mesmo uma questão de enxergar o trabalho de todo um time envolvido em sua criação e que acreditava nesse produto, eu acredito que remasterizá-lo tenha sido um grande acerto.

Há muitos outros jogos que são parte da história da indústria e devido à lançamentos problemáticos ou contratos, obviamente, acabaram caindo no esquecimento. Por sorte a Nightdive segue fazendo esse trabalho magnifico na recuperação e preservação desses jogos.

PO’ed: Definitive Edition é uma experiência divertida caso você goste de explorar jogos antigos e apreciar um pouco da ambição dos estúdios da época. Sua dificuldade noventista tem grandes chances de cair no gosto daqueles retrogamers que gostam de se desafiar – Se não for o suficiente, essa edição ainda conta com uma dificuldade nova e ainda mais desafiadora. O humor empregado também é algo a se destacar vide a bizarrice que buscaram aplicar na forma de inimigos.

Talvez o estúdio Any Channel não tenha conseguido jogar totalmente as convenções criadas por DOOM ao vento, mas eles conseguiram fugir de algumas delas e criar algo novo e original.

O jogo está disponível para PlayStation 5, Nintendo Switch, PlayStation 4, Xbox One, Microsoft Windows, Xbox Series X e Series S.

Nota Final: 7.5/10

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Esta análise foi feita com uma chave digital de Nintendo Switch cedida gentilmente pela Nightdive.

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