Arquivos ZX Spectrum - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/zx-spectrum/ Um pouco de tudo na medida certa Tue, 25 Oct 2022 10:41:53 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos ZX Spectrum - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/zx-spectrum/ 32 32 Batora: Lost Haven | O Triunfo da Competência https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/10/25/batora-lost-haven-o-triunfo-da-competencia/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/10/25/batora-lost-haven-o-triunfo-da-competencia/#respond Tue, 25 Oct 2022 08:00:37 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=12419 O jogo da análise de hoje, vem de três frontes diferentes. Primeiro, temos a publisher, Team 17 que é sem sombra de duvidas, a publisher indie mais antiga ainda em atividade, com suas raízes lá no final dos anos 80, começo dos anos 90, vinda da cena de demos britânica. Se você não sabe o […]

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O jogo da análise de hoje, vem de três frontes diferentes. Primeiro, temos a publisher, Team 17 que é sem sombra de duvidas, a publisher indie mais antiga ainda em atividade, com suas raízes lá no final dos anos 80, começo dos anos 90, vinda da cena de demos britânica.

Se você não sabe o que é uma demo, deixa eu explicar. Usualmente, são demonstrações que tem o intuito de mostrar a capacidade gráfica de um hardware, ou produzindo coisas que devido a inúmeras limitações, não poderiam ser reproduzidas em um jogo, por conta da exigência de memória (já que a memória era toda usada para reproduzir a demo).

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Usualmente, as demos também eram vistas em versões pirateadas de jogos de computadores como o Commodore 64, ZX Spectrum, Amstrad CPC, Amiga, etc. Até mesmo em jogos de GBA, demos eram comuns de serem vistas em roms de jogos. Enfim, a Team 17 pode não ter a pompa de uma Devolver, mas os caras estão aí publicando jogos independentes e ajudando estúdios menores desde seu início, lá em 1990.

Depois, temos a desenvolvedora italiana Stormind Games, que até então era conhecida pelos dois jogos da série Remothered, Remothered: Tormented Fathers (2018) e Remothered: Broken Porcelain (2020), jogos que tinham uma pegada de suspense, terror e um bocado de gore. Apesar de não terem sido exatamente sucessos de crítica, uma coisa em comum havia neles: O potencial do estúdio. Então, qual seria o próximo passo lógico de um estúdio que fez jogos na vibe de terror? Exatamente, um Hibrido de hack’n slash e twin-stick shooter onde se salva a galáxia… Ou algo do tipo.

E por fim, temos a escritora italiana Annika Morris, que lançou em 2018, seu primeiro livro: Batora: Il Risveglio (Batora: O Despertar), que por mais que eu tenha procurado, não tem muita presença em redes sociais (Twitter mal foi usado, e a última atualização dela no Facebook foi no ano passado, ou pelo menos os posts públicos, o Instagram é relativamente atualizado). E esses três frontes se juntaram (mais ou menos, já que eu não sei o quanto de input a autora do livro teve no roteiro do jogo) para criar Batora: Lost Haven. Será que o jogo vale a pena seu tempo? Ou falha miseravelmente? Confira conosco.

Reprodução: Stormind Games, Team17

A Salvação do Universo depende de você

Você está no papel de Avril (não Lavigne), uma adolescente normal de um livro de fantasia antes que as coisas aconteçam, ou seja, sem grandes tretas em sua vida, vivendo despreocupadamente e tudo mais. Só que merdas de proporções bíblicas acontecem, e nosso planeta é dizimado. Nisso, somos contatados por entidades místicas denominadas Sol e Lua, que dizem que uma merda maior está para acontecer, e a merda não vai apenas bater no ventilador da Terra, mas de todo o universo. Ao lado de sua amiga de longa data Milla, você viajará por planetas para tentar dar um jeito de evitar esta catástrofe.

Primeiro de tudo… Apesar do jogo ser baseado no livro, ele não traz exatamente os protagonistas do livro (Diane, Amy e Alex), tampouco a premissa… E sim, eu dei uma pesquisada sobre o livro, apesar de não muita coisa estar disponível na internet (o livro só foi publicado em italiano, e meu italiano é tão ruim que nem consigo pensar em uma analogia engraçadinha pra isso), a narrativa se difere, com parte da temática das duas mídias (livro e jogo) tendo elementos em comum. E pela premissa do livro, até daria para fazer um RPG de turnos com aqueles personagens, mas divago.

Mesmo eu tendo feito o comentário sobre a diferença entre Batora: Lost Haven e Batora: O Despertar, isso não desmerece nenhuma das mídias, já que apesar de eu não saber tanto sobre o livro, a narrativa do jogo se sustenta bem, tanto no pilar das interações entre Avril e Milla (tanto entre si, quanto com o universo a sua volta), quanto na questão das escolhas morais, porque sim, o jogo as possui e ele pode levar a dois finais diferentes. Você pode ser mais agressivo ou apaziguador, mas essas escolhas tem consequências.

Por exemplo, em um ponto da narrativa, você tem a opção de deixar algo que vai permitir que uma tribo possa comer, eliminando assim a possibilidade deles serem agressivos mais adiante. Só que caso você de fato DEIXE esse algo, alguém próximo de você irá morrer, e o jogo vai deixar claro isso, que a Avril foi a culpada. E apesar de te darem os poderes que você possui, os deuses Sol e Lua poderiam ganhar o prêmio de piores pais do ano, já que eles não são exatamente as pessoas mais altruístas do mundo.

Batora: Lost Haven
Reprodução: Stormind Games, Team17

Complexidade simples, bem executada

Eu mencionei na introdução do artigo que o jogo é uma mistura de hack’n slash com twin-stick shooter, e cada um desses elementos tem a ver com o poder que lhe foi dado pelo Sol e pela Lua. Você pode alternar entre os dois poderes durante o combate, e cada um dos poderes, tem uma barra de vida própria (o que pode ajudar a salvar de momentos mais cabulosos, mas a um custo). Os inimigos também possuem afinidade com esses poderes, no caso, alguns inimigos tomam mais dano do Sol, e outros da Lua.

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Além das armas básicas do Sol e da Lua, também existem runas que podem ser usadas para lhe dar habilidades extras e bônus de ataque e defesa naqueles elementos em si. É um sistema que a primeira vista pode parecer complexo, mas devido ao pequeno escopo do jogo em si, é bem simples de se entender na prática. Eu comentei sobre os inimigos terem afinidades com os poderes, e além disso, os chefes do jogo possuem afinidades com os DOIS elementos, e assim como você, possuem barras de vida para os dois elementos, alternando entre eles durante a luta.

Os combates contra os chefes são a melhor parte do jogo, porque apesar de não pedirem tanto do jogador, já que quando você chegar em um, já vai estar acostumado com a jogabilidade, o que torna o combate contra eles bem divertido.

A campanha principal do jogo não é longa, variando entre 8 e 10 horas de duração, com o fator replay estando no New Game+, para aqueles que desejam ver o outro final por exemplo. Mas não é só de combate que vive Batora: Lost Haven, já que outro elemento presente, são os puzzles… Que mesmo pra alguém burro feito eu, não são tão complicados, usualmente sendo baseados na mesma troca de elementos que utilizamos nos combates. Apesar disso, são uma lufada de ar fresco pra descansar dos combates, então são bem vindos.

Batora: Lost Haven
Reprodução: Stormind Games, Team17

Espetáculo audiovisual

Os ambientes de Batora: Lost Haven são absolutamente maravilhosos, os quatro planetas que visitamos durante nossa jornada no jogo representam os quatro elementos e cada um possui uma identidade visual única, dos habitantes ao habitat. Sendo ainda mais evidente nas cutscenes, que possuem um estilo de arte contemporâneo, lembrando um pouco a animação Arkane.

Uma pena que durante a jogatina em si, a câmera é afastada demais (mesmo para o padrão Twin-stick shooter), não permitindo que muitos detalhes sejam vistos, é um problema pequeno, mas ainda assim um problema.

A trilha sonora de Batora foi composta por Ron Fish, que é responsável por trilhas de jogos como God of War e Batman: Arkham City (ainda hoje, meu favorito da série Arkham), e a trilha cai como uma luva na narrativa do jogo, nos locais que o jogo te leva. Cada um dos planetas do jogo é inspirado por uma cultura diferente do mundo real, e com isso, diferentes instrumentos são utilizados para as composições, dando um tom único a cada planeta, ainda que todos sejam interconectados com a temática espacial (palavra dos desenvolvedores, não minha).

A dublagem do jogo é um saquinho de balas sortidas, enquanto que as protagonistas Avril e Milla são bem dubladas (embora há de se notar que o entrosamento parece ocorrer conforme as dubladoras iam se sentindo mais confortáveis), o resto é passável. Nada atroz, mas nada destacando, os outros dubladores.

Batora: Lost Haven
Reprodução: Stormind Games, Team17

Conclusão

Se você quer um RPG de ação top-down sólido, recomendo Batora: Lost Haven. O jogo possui um universo bacana, personagens que conseguimos ter empatia e uma jogabilidade caprichada. Tem alguns defeitos, mas eles são pequenos no esquema geral. Temos aqui potencial para se transformar numa franquia em si, se refinar os elementos em possíveis continuações.

Batora: Lost Haven está disponível para PC, PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series X|S, com uma versão para Nintendo Switch saindo em breve.

Essa análise foi feita com uma cópia digital de PlayStation 4 gentilmente cedida pela Team 17.

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Lizard Lady vs The Cats | Memes de baixa qualidade https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/02/18/lizard-lady-vs-the-cats-memes-de-baixa-qualidade/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/02/18/lizard-lady-vs-the-cats-memes-de-baixa-qualidade/#comments Thu, 18 Feb 2021 13:29:34 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=6789 Olá, aos meus dezessete leitores, como vai a vida de vocês? Eu vou bem, recentemente comprei Nioh 2, o primeiro jogo físico que compro em mais de dois anos. O jogo é difícil, mas é bem legal, quando me dá na telha o “streamo” no Twitch. Além de Nioh 2, voltei a jogar F1 2020 […]

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Lizard Lady vs The Cats

Olá, aos meus dezessete leitores, como vai a vida de vocês? Eu vou bem, recentemente comprei Nioh 2, o primeiro jogo físico que compro em mais de dois anos. O jogo é difícil, mas é bem legal, quando me dá na telha o “streamo” no Twitch. Além de Nioh 2, voltei a jogar F1 2020 porque é lógico que não larguei o jogo.

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Vez após vez, temos visto que a retirada da versão de PS4 de Cyberpunk 2077 da loja da PSN foi pura e meramente uma atitude exagerada ocasionada por rage de pessoas, porque ao citar “o jogo não está a altura de nossos padrões”, ignoram completamente anos e mais anos de jogos completamente quebrados ou disfuncionais sendo lançados (incluindo clássicos da geração PS3/360 como Fallout New Vegas e Skyrim) e não vi a Sony tirando esses jogos da loja online porque “não atendia os padrões”. DIABOS, Assassin’s Creed Unity e WWE 2K20 foram lançados em estado muito pior que o jogo da CD Projekt e não foram removidos.

“Sancini, por quê você tá enrolando tanto pra falar do jogo?” Acalme-se, voz da minha consciência que adicionei para deixar esse texto mais longo, já vou chegar lá. Ficou calmo?

Bem, continuando, nessa última semana, saiu um jogo que me chamou a atenção na PSN, falo de RAID SHADOW LE- Nah, essa piada só funcionaria se fosse em vídeo e realmente existisse uma versão de consoles de Raid: Shadow Legends.

Enfim, o jogo me chamou a atenção não pelo título ou pessoas envolvidas, mas pelo preço de DOIS REAIS E SESSENTA CENTAVOS (50 centavos de dólar na PSN Americana). Então, pensei comigo mesmo: “Dois e sessenta por um jogo. Lizard Lady vs The Cats não pode ser tão ruim, certo? CERTO?”

Não sei de onde vim nem pra onde vou

Lizard Lady vs The Cats

Uma gangue de gatos humanoides intitulada The Cats, matou um milhão de cachorrinhos, e você, no papel da Mulher Lagarto sai em busca de vingança. E é isso. Sério, eu queria fazer alguma piada, mas a apresentação do jogo é tão desprovida de vida que não deu.

Sei que não deveria ser tão duro em relação ao trabalho de uma pessoa só, mas quando seu jogo tem uma apresentação mais sem graça que a dos jogos do LENDÁRIO Gilson B. Pontes (que me bloqueou no twitter), isso quer dizer algo. Nisso o jogo pelo menos ganha pontos em relação ao horrendo the Little Adventures in the Prairie. O que não é muito difícil.

Um tiroteio… Eu posso ir embora? Tô sem ideias.

Lizard Lady vs The Cats

O jogo é um shooter em terceira pessoa, que embora você possa dizer que ele funciona, tudo é o mais contra intuitivo possível. Os comandos são básicos, nada demais, mas você só tem uma arma e nenhum ataque físico. Os tiros não possuem som ou recuo, o que deixa tudo sem um impacto.

A mira não passa de uma pequena retícula vermelha, e o criador sabia que ela era uma porcaria, já que o botão onde usualmente usamos pra zoom (L2) é utilizado para travar a mira no inimigo. Curiosamente, você não vê seus tiros, mas os dos inimigos, você consegue ver.

Aliás, a variedade de inimigos no jogo é uma piada, existem apenas três, um que vem na sua direção, outro que quica de um lado pro outro e um que age normalmente. Outro fator é que não existe um botão de recarga, a quantidade de tiros é indicada por uma barra que enche conforme não se atira.

Você pode pular e rolar pra evitar os tiros inimigos, ainda que dê pra desviar deles andando normalmente porque eles vem com a velocidade de uma placa tectônica. O jogo é curto, possui apenas cinco fases… Acho. Enfim, depois dessas cinco fases (e um final “hilário”), o jogo acaba… Isso é, você precisa pausar e voltar pro menu principal, porque não tem tela de créditos.

Caso você queira se torturar, o jogo tem um modo survival, com três cenários onde você deve matar o maior numero de inimigos possível. E isso é tudo o que o jogo tem para oferecer.

MEUS OLHOS! MEUS OLHOS!

“O que diabos eu estou vendo?” Essa é a única descrição que posso usar para os gráficos de Lizard Lady vs the Cats. Eles tem um estilo estranho, que olhando o portfólio do criador do jogo, você vai ver que é típico dele, mas isso não quer dizer que eles sejam bonitos… Porque não são. É difícil descrever o que você está vendo e as animações extremamente desengonçadas, tanto da protagonista quanto dos inimigos não ajudam.

Mas os cenários, oh os cenários. O autor do jogo parece que escolheu a palheta de cores do ZX Spectrum, então tudo o que vemos é preto, amarelo, rosa, azul, verde e alguma outra cor que esqueci… Só que não são cores bem posicionadas, como víamos em bons jogos do antigo computador do Sir Clive Sinclair, mas algo que parece ter sido vomitado por um gato.

A trilha sonora desse desastre não é ruim. Mas ela não foi composta pro jogo, e sim são músicas royalty free, que podem ser ouvidas fora do jogo. Casam com o que quer que esteja na tela, mas não são músicas do jogo.

Não faça como eu, evite esse jogo

Representação do autor desta análise ao ver o conteúdo do jogo

Esse jogo não tem nada que o salve, a jogabilidade é desinteressante, a premissa, idiota e os gráficos não são nem um pouco agradáveis. As músicas são decentes, mas podem ser ouvidas fora do mesmo. Evite Lizard Lady vs The Cats como o diabo evita a cruz.

O jogo está disponível para Playstation 4 e Playstation 5 (via retro)

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