Arquivos Wonder Boy - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/wonder-boy/ Um pouco de tudo na medida certa Thu, 16 Jun 2022 11:50:05 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Wonder Boy - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/wonder-boy/ 32 32 Wonder Boy Collection | Coletânea mas nem tanto https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/06/16/wonder-boy-collection-coletanea-mas-nem-tanto/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/06/16/wonder-boy-collection-coletanea-mas-nem-tanto/#respond Thu, 16 Jun 2022 11:50:05 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=11798 Wonder Boy é um daqueles jogos que todo mundo já esbarrou, seja jogando na época do Master System ou em screenshots por aí. Inicialmente um jogo de plataforma simples, a série evoluiu ainda nos anos 80, se tornando uma espécie de action RPG de plataforma. E é um pouco desse gostinho que temos nessa coletânea […]

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Wonder Boy é um daqueles jogos que todo mundo já esbarrou, seja jogando na época do Master System ou em screenshots por aí.

Inicialmente um jogo de plataforma simples, a série evoluiu ainda nos anos 80, se tornando uma espécie de action RPG de plataforma. E é um pouco desse gostinho que temos nessa coletânea lançada em 2022.

Mistureba de séries

Ainda que você não tenha visto o próprio Wonder Boy, bem capaz de ter jogado ou visto sua franquia irmã, Adventure Island.

Inicialmente, Wonder Boy 1 de arcades seria portado pela Hudson para consoles, mas a desenvolvedora da série, Escape – hoje Westone Bit Entertainment – já havia vendido os direitos do nome para a SEGA.

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Assim, o gameplay foi mantido, mas em Adventure Island o protagonista foi mudado, mas os dois jogos são bem parecidos.

Desta forma, a Hudson seguiu fazendo jogos com o mesmo gameplay de Wonder Boy 1, enquanto que a Escape/Sega evoluíram a série, como dito no parágrafo anterior.

Reprodução – ININ GAMES/ Ratalaika Games

Collection mas nem tanto

Essa coletânea lançada pela ININ games que estamos analisando aqui possui quatro jogos:

  • Wonder Boy (1986) feito para a placa Arcade System 1;
  • Wonder Boy: Monster Land (1987) feito para a placa Arcade System 2;
  • Wonder Boy in Monster World (1991) de Mega Drive;
  • Monster World IV (1994), também de Mega Drive.

Seria um ótimo apanhado de games caso não fosse a ausência de diversos títulos da série.

Diferentemente da versão aqui analisada, também existe uma versão física feita pela Strictly Limited Games, que inclui incríveis 21 jogos da série (!), muito além dos 4 da versão digital.

E sim, não EXISTE versão digital com todos os jogos, forçando o preço dessa edição física lá pra cima, tudo que essa empresa mesquinha de jogos limitados queria.

Mas não se preocupe, porque nesse texto vamos falar do produto normal que está acessível a todos. Caso queira, procure as roms dos outros jogos. Tenho certeza que eles não vão reclamar.

Os jogos da coletânea

Bem, vamos falar sobre cada um dos games aqui presentes.

Wonder Boy – ININ GAMES/ Ratalaika Games

Wonder Boy (1986)

O primeiro e mais simples jogo da série. Você controla o Menino Maravilha em fases de plataforma bem simples, onde o objetivo é terminar a fase sem morrer pelos inimigos ou… de fome.

Sim. Durante as fases, comidas de diversos tipos aparecem aleatoriamente na sua frente (como em Duck Tales de NES) e sua barra de energia vai diminuindo aos poucos caso você não coma nada.

Parece irritante e é mesmo, principalmente nas últimas fases, onde as plataformas e inimigos também viram um problema.

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Os cenários e músicas são bem repetitivos e o jogo em si parece muito longo para um jogo de arcade.

Sinceramente duvido que muita gente zerou na época sem gastar milhões de fichas.

Para esse Review, eu finalizei este jogo usando muito save state e a função rewind – estas presentes em todos os jogos, vale dizer – e mesmo assim foi difícil.

Wonder Boy: Monster Land – ININ GAMES/ Ratalaika Games

Wonder Boy: Monster Land (1987)

Versão arcade do jogo que no Master System, saiu no Brasil como Mônica no Castelo do Dragão.

Aqui o Wonder Boy vive uma aventura mais cadenciada e de movimento mais lento. Você deve passar por 12 fases, matando inimigos para pegar ouro que deve ser usado para comprar itens de melhoria para seu personagem.

Diferentemente do jogo anterior onde seu personagem usava uma machadinha e um skate (?), Aqui temos uma aventura mais capa e espada tradicional.

Por ser um jogo de arcade, tem sempre uma putaria escondida: de início, os shops das cidades são marcados, mas depois as placas somem, e algumas portas são armadilhas.

Mais pra frente, os shops são literalmente SECRETOS e cabe ao jogador descobrir onde comprar os melhores itens.

Essa versão de arcade é um pouco mais cruel que a do Master System, mas com save states ela se torna totalmente trivial.

Wonder Boy in Monster World- ININ GAMES/ Ratalaika Games

Wonder Boy in Monster World (1991)

Não foi o primeiro jogo para os consoles da Sega, mas é o primeiro presente nessa coletânea capada. Aqui temos uma evolução natural de Monster Land, por isso não tem muito a se dizer.

Graficamente ele melhora bastante em relação ao Monster Land de Master System, mas introduz muito backtracking, tornando algumas partes do jogo um pouco irritantes, mesmo com save state.

Vale notar que em alguns momentos, o jogador precisa tocar uma flauta que mostra na tela os mesmos botões do Mega Drive, independentemente da sua configuração de controle. Esse aqui saiu como Turma da Mônica na Terra de Monstros no Brasil.

Monster World IV – ININ GAMES/ Ratalaika Games

Monster World IV (1994)

Aqui temos a primeira mudança gigante na série, trocando o protagonista por Asha, uma geninha parecida com a Shantae. Os controles são bem melhores e evoluídos, mas o core da série ainda está lá: ande pelas fases horizontais comprando itens e explorando o cenário de forma nem sempre linear.

Emulação e outras coisas

Wonder Boy Collection em si é até bem ok. Temos um menu principal com algumas artworks a serem desbloqueadas, um filtro simples de CRT configurável e diversos papéis de parede. Tudo bem comum nos jogos retrô relançados em pacotes assim.

Essa interface inclusive parece ter sido feita pela Ratalaika Games, que também tem seu nome em alguns jogos de Mega Drive relançados recentemente, como Gleylancer. Lá, a interface era literalmente a mesma que, apesar de ser funcional, é visualmente simples demais.

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A função de save states e rebobinar funciona muito bem e é essencial para evitar frustrações causadas por jogos lançados em uma época diferente. Você obviamente tem sempre a opção de salvar diretamente nos jogos que dão suporte a isso.

Pra finalizar, um pequeno problema que encontrei foi o troféu por zerar Wonder Boy 1, que simplesmente não apareceu. Não sei se vão corrigir com update futuro, mas leve isso em consideração caso queira platinar, pois apesar de ser um game com dedo da Ratalaika — famosa por platinas fáceis, esse parece remar contra a maré.

Conclusão

Wonder Boy Collection entrega quatro jogos da série, mas acredito que só as versões de Mega Drive merecem o espaço na coletânea.

A ausência inexplicável de Wonder Boy III: Dragon’s Trap mostra que a Strictly Limited Games lançou essa versão digital apenas como uma forma de fazer propaganda do seu produto principal que contém praticamente todas as versões dos jogos da série (tirando aqueles com outros nomes, como os da Mônica).

O preço de 149 reais (no PlayStation) não é convidativo e eu não recomendo que você compre a menos que apareça em promoção.


Essa análise foi feita com uma cópia digital de PlayStation 5 gentilmente cedida pela ININ Games.

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Distortions | E se eu dissesse que o seu próximo Shadow of the Colossus está em Distortions https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/02/14/distortions-e-se-eu-dissesse-que-o-seu/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/02/14/distortions-e-se-eu-dissesse-que-o-seu/#respond Thu, 14 Feb 2019 12:26:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/02/14/distortions-e-se-eu-dissesse-que-o-seu/ É difícil acreditar que o Brasil consegue produzir alguma coisa em meio a tanta falta de incentivo cultural e criativo, você sabe, afinal, desde pequenos somos alvejados por produções internacionais. Sempre os filmes americanos, sempre os animes japoneses, sempre as bandas internacionais. A culpa não é nossa, infelizmente, alguma coisa nos impede muitas vezes de […]

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É difícil acreditar que o Brasil consegue produzir alguma coisa em meio a tanta falta de incentivo cultural e criativo, você sabe, afinal, desde pequenos somos alvejados por produções internacionais. Sempre os filmes americanos, sempre os animes japoneses, sempre as bandas internacionais. A culpa não é nossa, infelizmente, alguma coisa nos impede muitas vezes de lembrar que o brasileiro é muito engenhoso, e quando têm recursos para isso, podemos criar qualquer coisa. Por exemplo, o rádio, o Walkman, a máquina de escrever, e até o painel eletrônico para marcar quem entra e sai do campo de futebol.

E nos videogames, então, nossa, é mais comum que as propagandas de 0900 da década de 90. Essas propagandas acabaram, mas a falta de acreditar que os estúdios brasileiros conseguem criar jogos tão bons quanto os americanos e japoneses, isso ainda continua.


Peguemos como um dos exemplos mais básicos que aconteceu com a franquia Wonder Boy no Master System, originalmente é uma produção japonesa. De repente, nos anos 90, colocaram a Turma da Mônica no lugar dos personagens originais. Isso poderia ter acontecido com qualquer outro jogo, poderiam ter feito com Psycho Fox, era só trocar a raposa pela Mônica e o corvo pelo Sansão. No entanto, resolveram fazer essa substituição no Wonder Boy, e não é que isso ajudou a elevar as vendas do jogo no país? Tinha até propaganda na TV. Quem não queria jogar Mônica no Castelo do Dragão ou Turma da Mônica: O Resgate? Se não fosse por isso, seria apenas um jogo a mais. O marketing da Tectoy foi tão forte e certeiro que, para quem veio daquela época, não dá para pensar em Wonder Boy sem pensar também na Turma da Mônica.




E se eu dissesse que o seu próximo Shadow of the Colossus está em Distortions? Aí vai dizer, não, porque nada supera. Por isso, não tenha medo de conhecer as coisas, principalmente, não tenha medo de sair da zona de conforto. Deixe de lado qualquer sintoma de viralatismo, até porque isso é um pensamento do início do século XIX. Não poder dizer que gosta de algo porque foi feito no Brasil? Então, deveríamos sentir vergonha de comer arroz e feijão no almoço, sinta vergonha de comer brigadeiro em festa de aniversário. E de volta aos jogos, já ouvi criador brasileiro dizer que não gosta quando escrevem que o jogo foi produzido no Brasil – Por que sentir vergonha disso?




Mas eu acredito que tenham pessoas que ainda esperam que os estúdios brasileiros produzam algo a nível Triple A. E neste momento não precisamos esperar muito, a produção do estúdio Among Giants está aí como um Triple I – jogo indie de alto custo.


É possível enxergar muita coisa aqui, a começar com as cenas em vídeo, e no que diz respeito a personagem, conseguem alcançar o nível das modelagens da Quantic Dreams. O in-game mostra um visual do fim da geração PS2 com mecânicas da geração PS1 – encontre objetos, desvende puzzles, não dá pra chegar naquele ponto até desbloquear um novo poder, e a novidade fica por conta do violino e as partituras que ensinam novas músicas que darão mais vida aos cenários, além de ajudar a vencer hordas de inimigos e demais obstáculos pelo caminho. Use a memória para decorar sequências de poderes e usá-los nos momentos mais oportunos, vale também anotar no caderno para não se perder depois.




E como o jogo pune a pessoa do controle? Não tem game over ao morrer, a personagem volta para o último ponto. Isso acontecia muito na geração PS2/Xbox 360 e ainda acontece em vários jogos, mas podemos voltar a lembrança em Secret of Monkey Island, da LucasArts, que já naquele 1990 trazia um jogo onde não existia tela de game over.


Percebeu quantas passagens tivemos aqui? Diante do videogame, e desde o Atari, jogadores crescem com muitas referências externas. Se isso não fosse verdade, ninguém escreveria Blazing Chrome e Contra Hard Corps no mesmo texto.




E se tem algo que os estúdios brasileiros conseguem fazer de melhor é contar história. Aprendemos isso com nossos avós, e Monteiro Lobato. É incrível que na oportunidade de criar jogos, o brasileiro consegue dar a volta por cima ao criar jogos que conseguem conversar com quem está no controle, ao invés de pedir que apenas apertemos botões para chegar ao final. E pode ter certeza que tem muito estúdio internacional atentos para o que está sendo feito por aqui.




Quando possível, separe um tempo do console, liga o PC e procure por Distortions no Steam, e garanta uma produção reconhecida em 10 categorias, sendo 5 prêmios – Melhor Jogo, Melhor Tecnologia, Melhor Jogo Brasileiro e Escolha do Público no BIG Festival, Ideia Mais Original e Melhor Jogo da BGS10 (São Paulo/2017). Só fique atento com a configuração, o jogo é brasileiro mas não é humilde.


E encerro aqui com meu agradecimento ao Cyber Woo, por abrir esse espaço no Arquivos do Woo para compartilhar com vocês essa experiência com Distortions.


*O jogo Distortions foi analisado com uma chave digital fornecida pela Among Giants.


Distortions [PC]
Desenvolvedora: Among Giants
Publisher: Among Giants

Data de Lançamento: 02/03/2018


Essa analise feito por nosso amigo Marvox do blog Marvox Brasil.

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